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Juiz manda assessor do PSL excluir de rede social vídeo em que dá dez tiros na foto de Lula

Juiz manda assessor do PSL excluir de rede social vídeo em que dá dez tiros na foto de Lula

Por Estadão Conteúdo

15/11/2019 às 19:20

Atualizado em 15/11/2019 às 19:20

Foto: Reprodução/Instagram

O policial civil e assessor parlamentar José Alberto Bastos Vieira Junior, o ‘Inspetor Alberto’

O juiz Mauricio Tini Garcia, da 2.ª Vara Cível de São Bernardo do Campo (SP), determinou, na terça, 12, que o policial civil e assessor parlamentar José Alberto Bastos Vieira Junior, o ‘Inspetor Alberto’, exclua de suas redes sociais vídeo em que aparece disparando dez tiros em uma foto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Caso não excluísse o filme em 24 horas, o servidor estaria sujeito a multa diária de R$ 200,00.

A gravação não está mais disponível no perfil do Instagram do servidor. Lotado no gabinete do deputado André Fernandes de Moura (PSL-CE), ‘Inspetor Alberto’ publicou o vídeo no dia 29 de setembro. Em seu perfil no perfil no Instagram, ‘Inspetor Alberto’ se coloca como bolsonarista, olavista e armamentista.

No filme, o assessor manda um recado ao ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. “Janot, a gente faz é assim, pra não tirar a vida de ninguém: bota uma foto e descarrega. Baubau. Sai toda a raiva”. O vídeo faz alusão à entrevista concedida por Janot ao Estado, na qual o ex-procurador-geral afirmou que teria ido armado a uma sessão do Supremo Tribunal Federal com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes.

Um dia após a publicação do vídeo, em 30 de setembro, o deputado André Fernandes de Moura, que curtiu a publicação de seu assessor, se manifestou no Twitter. “Sobre o meu assessor que fez um vídeo polêmico atirando numa foto do Lula: É um senhor de 58 anos de idade, 35 anos como policial civil, pai e avô. Tem idade e maturidade suficiente para responder pelos próprios atos! Se quiserem saber de algo, que o procurem”, escreveu. A decisão judicial foi dada no âmbito de uma ação indenizatória movida pelo petista que solicitava, em caráter liminar, a imediata retirada da publicação.

Além disso, por meio de seus advogados, Lula pediu à Justiça que obrigue o assessor a se retratar sobre as ofensas, no Instagram, e que condene ‘Inspetor Alberto’ ao pagamento de R$ 50 mil, a título de danos morais.

O juiz entendeu que era o caso de conferir a liminar, ‘sob pena de risco ao resultado útil do processo’, por causa da ‘rapidez com que a transmissão de dados via internet ocorre, o que tenderia a agravar os danos alegados’.

A ação, apresentada à Justiça de São Bernardo do Campo no último dia 11 dizia que o vídeo do policial causava, no mínimo, ‘uma sensação de medo, de insegurança e de ofensa à dignidade e integridade’.

“O requerido se afastou por completo da cordialidade e do respeito ao ser humano que são devidos por força de lei para intimidar e injuriar o requerente, maculando sua honra e constrangendo-o ilegalmente”, registra o texto.

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