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Congresso: Apenas quatro parlamentares baianos votam contra brecha para aumentar fundo eleitoral
Congresso: Apenas quatro parlamentares baianos votam contra brecha para aumentar fundo eleitoral
Por Raiane Veríssimo
28/11/2019 às 17:11
Atualizado em 28/11/2019 às 17:15

O Congresso derrubou, nesta última quarta-feira (27), sete vetos do presidente Jair Bolsonaro à minirreforma eleitoral, abrindo uma brecha para aumentar o valor para campanhas de prefeitos e vereadores no próximo ano. Da bancada baiana, apenas quatro parlamentares votaram contra: os deputados federais Adolfo Viana (PSDB), Leur Lomanto Júnior (DEM), Paulo Azi (DEM) e Tito (Avante). Já os senadores Angelo Coronel (PSD), Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD), além de 28 deputados baianos votaram para a retomada do texto original da minirreforma aprovada em setembro. Outros sete não compareceram à sessão: Antonio Brito (PSD), Félix Mendonça Júnior (PDT), Igor Kannário (PHS), João Carlos Bacelar (PL), Joseildo Ramos (PT), Mário Negromonte Jr (PP) e nem mesmo a Professora Dayane Pimentel (PSL) - agora desafeta declarada da família Bolsonaro.
Com isso, a quantia de dinheiro público para pagar gastos como transporte, santinhos e impulsionamento de conteúdo de candidatos será discutido a cada eleição. Dirigentes partidários querem R$ 4 bilhões, mas o governo propõe somente R$ 2,034 bilhões. O valor para 2020, no entanto, será definido na Lei Orçamentária Anual (LOA), que deve ser votada no próximo dia 17.
Além de retomar a brecha para aumento do fundo, o Congresso derrubou veto presidencial ao trecho do projeto que permite aos partidos usarem recursos públicos para pagar passagem de avião a quem não é filiado. Apenas um veto de Bolsonaro no projeto foi mantido: a obrigatoriedade de utilizar o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para prestação de contas dos partidos políticos. Na próxima terça-feira, uma nova sessão no Congresso foi marcada para apreciação dos demais vetos do presidente, entre eles o que impede a volta da propaganda partidária em rádio e TV, exibidos em anos não eleitorais e no primeiro semestre de anos com eleição.
Votaram a favor da derrubada do veto:
senadores
Angelo Coronel (PSD)
Jaques Wagner (PT)
Otto Alencar (PSD)
deputados federais
Abílio Santana (PL)
Afonso Florence (PT)
Alex Santana (PDT)
Alice Portugal (PCdoB)
Arthur Maia (DEM)
Bacelar (Pode)
Cacá Leão (PP)
Charles Fernandes (PSD)
Claudio Cajado (PP)
Daniel Almeida (PCdoB)
Elmar Nascimento (DEM)
João Roma (Republicanos)
Jorge Solla (PT)
José Nunes (PSD)
José Rocha (PL)
Lídice da Mata (PSB)
Marcelo Nilo (PSB)
Márcio Marinho (Republicanos)
Nelson Pelegrino (PT)
Otto Alencar Filho (PSD)
Pastor Sargento Isidório (Avante)
Raimundo Costa (PL)
Ronaldo Carletto (PP)
Sérgio Brito (PSD)
Uldurico Junior (Pros)
Valmir Assunção (PT)
Waldenor Pereira (PT)
Zé Neto ( PT)
Votaram contra à derrubada do veto:
Adolfo Viana (PSDB)
Leur Lomanto Júnior (DEM)
Paulo Azi (DEM)
Tito (Avante)
Não votaram
Antonio Brito (PSD)
Félix Mendonça Júnior (PDT)
Igor Kannário (PHS)
João Carlos Bacelar (PL)
Joseildo Ramos (PT)
Mário Negromonte Jr (PP)
Professora Dayane Pimentel (PSL)
