Chuvas: Régis e Correia saem em defesa de Neto na Assembleia
Por Raiane Veríssimo
26/11/2019 às 17:58
Atualizado em 26/11/2019 às 20:57
Foto: Reprodução/TV Alba

Os deputados estaduais Sandro Régis (DEM) e Tiago Correia (PSDB) saíram em defesa, na sessão que ocorre neste momento na Assembleia Legislativa da Bahia, do prefeito ACM Neto que sofreu inúmeros ataques da bancada do governador Rui Costa (PT) devido às fortes chuvas que caíram na capital nesta terça-feira (26). Olívia Santana (PCdoB) e Robinson Almeida (PT), pré-candidatos a prefeito de Salvador, tentaram colocar na conta do prefeito os estragos e transtornos causados na cidade após o registro, em apenas três horas, de quase o dobro de chuva (170 milímetros) do que era esperado em todo o mês de novembro (100 mm).
“Salvador talvez nunca teve um prefeito que teve tanto carinho como ACM Neto, que fez uma verdadeira revolução, principalmente em sua infraestrutura, requalificando todos os trechos de orla, inclusive, os que eram de competência do governo do Estado”, disse o tucano, lamentando que a Oposição use a situação crítica que amanheceu a cidade para capitalizar em cima de Neto.
Já Régis foi mais duro e relembrou a tragédia que aconteceu na Arena Fonte Nova em 2007. Uma parte da estrutura de concreto do estádio cedeu, abrindo um buraco na arquibancada superior levando a queda de dezenas de pessoas e a morte de sete delas.
“Memória seletiva. Eles esquecem da Arena Fonte Nova. Nem precisou de chuva pra desabar, foi por outro tipo de escoamento que ela desabou. As pessoas esquecem que antes de tirar pedra, elas são vidraças. Fazer politicagem suja e esquecerem de um passado tão presente. Em menos de 1 mês após reformada, arquibancada desabou e morreram famílias”, bradou o democrata.
Contas de Rui
A bancada de Oposição continua na tentativa de obstruir a sessão para impedir que as três contas restantes do governador sejam votadas em plenário nesta tarde. Já foram pedidos mais de cinco verificações de quórum pelo líder da Oposição, Targino Machado (DEM), sob protesto do líder governista Rosemberg Pinto (PT).
A ala governista tenta manter a sessão para colocar em votação pelo menos um das três contas de Rui que estavam encalhadas por 4 anos na Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle. Nesta manhã, os exercícios fiscais do governador foram aprovadas em reunião conjunta das comissões, apesar dos votos contrários da Oposição. Em agosto, os deputados votaram as contas de 2015, ainda faltam as de 2016, 2017 e 2018.
