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Quem é Eduardo Tuma, que ocupa Prefeitura de SP em caso de licença de Bruno Covas

Quem é Eduardo Tuma, que ocupa Prefeitura de SP em caso de licença de Bruno Covas

Por Folhapress

28/10/2019 às 15:46

Atualizado em 28/10/2019 às 15:46

Foto: Brazil Photo Press/Folhapress

Eduardo Tuma

Diagnosticado com câncer no trato digestivo, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou que não deve se afastar do comando da cidade por enquanto. Caso ele precise pedir licença para o tratamento, porém, quem assume o comando da cidade é o presidente da Câmara Municipal, uma vez que não há vice-prefeito -Covas foi eleito vice e assumiu com a renúncia de João Doria. Eduardo Tuma, o presidente do legislativo municipal, tem 38 anos, é advogado, doutor em Filosofia do Direito e professor universitário.

É um dos membros mais jovens de tradicional linhagem política paulista, da qual despontam o ex-senador Romeu Tuma, seu tio; o ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior, seu primo; e Renato Tuma, seu pai, que foi secretário de Administração da gestão Celso Pitta. O vereador é presidente da Câmara Municipal desde janeiro deste ano. Evangélico, é frequentador da igreja Bola de Neve. Seu site oficial o define como alguém que "na Câmara é um defensor da Igreja de Jesus Cristo". A página também diz que ele é líder da bancada evangélica e criou a Frente Parlamentar Cristã.

Na Câmara, o presidente costuma declaradamente assumir a posição de defensor das igrejas, incluindo quando isso afeta os cofres municipais. Muitas vezes, para aprovação de projetos importantes, o Executivo acaba se vendo obrigado a incluir medidas que beneficiem as igrejas. "Se houver oportunidade de prever algum tipo de isenção de alguma taxa que a gente entenda ser abusiva relacionada as igrejas eu vou propor, sim", disse à Folha, logo depois de ter sido eleito presidente da Câmara, no ano passado.

Em abril, ele articulou a aprovação de lei que amplia a isenção de IPTU para imóveis ligados a igrejas. Entre outros projetos, o vereador também está por trás da regra imposta na privatização do Anhembi, que estabeleceu que, além do Carnaval, o local também deveria garantir a realização de eventos religiosos. Em agosto, Tuma transformou uma sala usada para reuniões de comissões como a de Educação e de conselhos participativos em um espaço para cultos religiosos. A mesa em formato de U, com microfones, foi trocada por várias cadeiras, flores e um púlpito.

Antes da Câmara, foi secretário da Casa Civil de Covas durante sete meses, deixando o cargo para concorrer à presidência do legislativo municipal. Em agosto do ano passado, Tuma teve seu sigilo bancário e fiscal quebrado a pedido do Ministério Público Estadual, que o investiga por suposto enriquecimento ilícito. Segundo a Promotoria, o patrimônio de Tuma teria saltado de R$ 89 mil para R$ 2 milhões entre 2012 e 2016.

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