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Justiça de SP quebra sigilo bancário de Aloysio Nunes no caso Rodoanel, diz jornal

Justiça de SP quebra sigilo bancário de Aloysio Nunes no caso Rodoanel, diz jornal

Por Raiane Veríssimo

26/10/2019 às 07:27

Atualizado em 26/10/2019 às 07:27

Foto: Divulgação/PSDB

Aloysio Nunes, ex-ministro do governo Temer

A quebra de sigilo bancário do ex-ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes (PSDB) foi autorizada pela Justiça de São Paulo em uma investigação na área cível que envolve a delação da Odebrecht. A decisão foi revelada pela Revista Crusoé e confirmada pelo Estadão.

O tucano foi delatado por executivos da empreiteira por supostamente ter pedido R$ 500 mil para sua campanha ao Senado, em 2010, via caixa dois e provenientes de contratos do Rodoanel Trecho Sul. Segundo o Estadão, por ser na área civil, o inquérito mira supostos atos de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.

“Há fundados indícios de que Aloysio Nunes tenha recebido, em razão de cargos públicos que ocupou e visando a interferir junto à Administração Pública estadual em favor de pessoas jurídicas de direito privado corruptoras, vantagens pecuniárias indevidas, todas intermediadas por seu amigo de longa data, Paulo Vieira de Souza”, afirmou o promotor de Justiça Ricardo Manuel Castro, autor do pedido da quebra de sigilo.

“As investigações apontam que, no ano de 2007, o agravante tenha sido beneficiado com a quantia de R$ 300.000,00, paga por meio da ex-esposa e uma das filhas de Paulo Vieira de Souza, para a quitação de um imóvel financiado de sua propriedade, quantia esta por ele justificada como empréstimo já quitado, fatos que necessitam ser melhores investigados até mesmo porque, ao momento em que transferida esta quantia, a filha de Paulo Vieira de Souza ocupava cargo comissionado junto ao Gabinete do Governador do Estado de São Paulo, com rendimentos brutos inferiores a cinco mil reais, o que, ao menos em tese, inviabilizaria a ela a disposição daquela cifra elevada”, completa o promotor, ressaltando que a Operação Lava-Jato descobriu a emissão de um cartão de crédito, no mesmo ano, pelo Grupo Nantes (offshore atribuída ao ex-diretor da Dersa), e o envio a Aloysio Nunes num hotel em Barcelona. Procurado pelo Estadão, o ex-ministro não quis se manifestar sobre o assunto.

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