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Crise no Chile faz equipe econômica brasileira recuar de sistema de capitalização da Previdência
Crise no Chile faz equipe econômica brasileira recuar de sistema de capitalização da Previdência
Por Mônica Bergamo/Folha de S.Paulo
25/10/2019 às 06:51
Atualizado em 25/10/2019 às 06:51
Foto: André Dusek/Arquivo/Estadão

A crise no Chile fez com que a equipe econômica do governo recuasse, por enquanto, da ideia de propor uma lei para o Brasil adotar o sistema de capitalização da Previdência. A discussão já encontrava resistência no Congresso. Com os distúrbios no Chile, país que inspira a ideia, a situação piorou.
E o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que está na Inglaterra, foi questionado se o Brasil também poderia passar por uma situação semelhante à chilena. “Eu expliquei que a reforma da Previdência, no Chile, foi feita na ditadura e as consequências estão aí. No Brasil, tudo foi feito em um ambiente democrático.”
A capitalização da ditadura chilena, diz ele, “foi feita sem proteção ao cidadão. O aposentado recebe 30% do que ganhava quando trabalhava. Nos países desenvolvidos, o valor chega a 60%”.
No dia em que o assunto for discutido novamente no Brasil, diz ele, “será preciso pensar em um sistema híbrido. Na faixa de trabalhadores que ganham até quatro salários mínimos não há condições de poupar”, o que é necessário na capitalização.
