23 de maio de 2019, 13:15

ECONOMIA Petrobras questiona distribuidoras sobre preço do gás de botijão

A Petrobras questionou nesta quinta-feira (23) dados do Sindigás (sindicato que representa as distribuidoras de gás de botijão) sobre preços do gás de cozinha vendido no país, negando que venda o produto para uso residencial a valores acima das cotações internacionais. A polêmica evidencia divergências sobre a melhor referência de preços do GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha) para o mercado brasileiro. Enquanto a Petrobras precifica o produto pelo mercado europeu, ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e distribuidoras usam o americano. Na quarta (22), o Sindigás havia afirmado que a empresa vem vendendo o gás destinado a botijões de 13 quilos a valores superiores aos internacionais desde novembro, quando realizou reajuste de 8,5% no preço do produto. Em nota enviada à reportagem nesta quinta, a Petrobras afirma que “o preço atualmente praticado na venda de GLP [gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha] para uso residencial não está acima de seu preço de paridade de importação”. Segundo a empresa, sua política de preços considera a média das cotações no mercado europeu, acrescida de margem de 5%. Além disso, diz a nota, o conceito de paridade de importação inclui o frete e custos de internação do produto. “O frete marítimo, no caso do GLP, corresponde a uma parcela relevante do PPI [preço de paridade de importação]”, afirma o texto enviado à reportagem. O Sindigás diz que usa dados da ANP. De fato, na segunda semana de maio, a agência considerava a paridade de importação em R$ 20,75 em Suape, principal porto de entrada do combustível. Entre fevereiro e o início de maio, a Petrobras vendeu o gás para botijões de 13 quilos a R$ 25,33 por quilo. A partir do dia 5 de maio, o preço foi reajustado para R$ 26,20.

Folhapress

23 de maio de 2019, 12:52

BRASIL Bolsonaro: ‘Quem defende fechamento do STF e do Congresso está na manifestação errada’

Foto: Dida Sampaio / Estadão

Jair Bolsonaro (PSL)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar, em café da manhã com jornalistas, que não participará das manifestações a favor do seu mandato neste domingo, 26. Segundo a Band News, o presidente afirmou ser contra posicionamentos mais radicais. “Quem defende o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional está na manifestação errada”, disse ele, segundo a rádio. O capitão da reserva falou ainda “essa pauta está mais para Maduro”, numa referência ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A manifestação também dividiu o PSL, que não vai apoiá-lo institucionalmente. Bolsonaro e alguns ministros passaram cerca de um hora, na manhã desta quinta-feira, reunidos com jornalistas convidados de portais, rádio e televisão. Depois, o presidente teve uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da FCA Fiat, Michael Manley Chrysler Automobiles. Bolsonaro embarcou no final da manhã para a cidade de Capanema (PR), onde participa da cerimônia de inauguração da usina hidrelétrica de Baixo Iguaçu, às 14h30. Ele retorna a Brasília no final da tarde. Nesta quinta, reportagem do Estado mostrou que as manifestações estão provocando um racha na grande frente de direita que apoia o ex-capitão – um balaio que reúne militares, liberais, evangélicos, “lavajatistas”, antipetistas desgarrados e cidadãos comuns fartos da corrupção e da falta de segurança no País.

Estadão

23 de maio de 2019, 12:26

EXCLUSIVA Discurso de Elmar contra governo bomba e Bolsonaro chama Neto às pressas para conversa

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito ACM Neto

O prefeito ACM Neto, que é também presidente nacional do DEM, foi obrigado a suspender sua viagem de volta hoje a Salvador e permanecer em Brasília devido a um chamado de urgência do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O presidente teria pedido a Neto para encontrá-lo hoje à noite. Em Brasília, especula-se que o motivo do chamado teria sido o duro discurso feito ontem, no plenário da Câmara, pelo líder do DEM na Casa, o deputado federal Elmar Nascimento, que acusou o governo de utilizar procedimentos de “moleque” e “canalha” no relacionamento com o Parlamento.

23 de maio de 2019, 12:10

BAHIA Elmar Nascimento diz que procedimento do governo “é moleque e canalha”

Foto: Estadão

Elmar Nascimento

O deputado federal e líder do DEM na Câmara dos Deputados, Elmar Nascimento, foi à tribuna na sessão de ontem fazer um duro discurso contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Elmar disse que o governo tem levado “os parlamentares ao engano” e disse que tem “procedimento moleque e canalha”. O deputado também afirmou que “não mexe com laranjas”, ao se referir ao fato de o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ser alvo de um inquérito por suposto patrocínio de candidaturas laranjas durante as eleições do ano passado. “O procedimento que se está vendo nesta Casa por parte do governo é um procedimento canalha. É um procedimento que não tem lealdade. Esse não é o procedimento de gente do bem. É procedimento de moleque”, declarou. “Aqui não se trata de corrupção. Tenho 26 anos de vida pública e não aponto o dedo para ninguém. Mas não tenho processo. Não tenho um inquérito. Não tem investigação de Justiça Federal. Puxa a ficha de vocês (ao apontar para deputados). Puxa a folha corrida de vocês. Eu não mexo com laranja. Não tenho plantação de laranja. Não me escondo de Justiça”, acrescentou o parlamentar, que votou a favor de o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) voltar para o Ministério da Economia.

23 de maio de 2019, 11:56

ECONOMIA Arrecadação federal sobe para R$ 139 bi em abril, a melhor desde 2014

Após ficar praticamente estável em março, a arrecadação federal teve aumento real de 1,28% em abril e somou R$ 139,03 bilhões, o melhor resultado desde 2014, quando totalizou R$ 140,5 bilhões, informou a Receita Federal nesta quinta-feira (23). No acumulado do ano, a alta é de 1,14%, para R$ 524,4 bilhões, enquanto em 12 meses o avanço é de 2,32%, a R$ 1,484 trilhão. A melhora é atribuída a alguns fatores, como o crescimento de 11,34% no valor em dólar das importações e ao aumento de 6,33% da massa salarial nominal (sem correção inflacionária). Outros itens, porém, decepcionaram. Em abril, a produção industrial registrou recuo de 6,14%. A venda de bens caiu 3,4% e a de serviços teve queda de 2,3%. Segundo a Receita, houve alta de 7,25% da arrecadação do Imposto de Renda pago por empresas e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). No acumulado do ano, o recolhimento de ambos cresce 11,7%. O desempenho econômico aquém do esperado tem frustrado as expectativas de receita do governo e provocou, em março, um contingenciamento de R$ 29,8 bilhões que atingiu diversos órgãos do Executivo. Na última quarta (22), o governo revisou novamente as projeções econômicas, mas decidiu usar reservas para não ter de anunciar novo bloqueio de recursos.

Estadão

23 de maio de 2019, 11:30

BAHIA “Vá trabalhar!”, brada Rui após deputado chamar a Bahia de lixo

Foto: Divulgação

Governador Rui Costa

O governador Rui Costa (PT) também se manifestou sobre a declaração do deputado federal Delegado Valdir (PSL) que chamou a Bahia de “lixo”. Em uma emissora de rádio nesta manhã de quinta-feira (23). “Como um deputado ofende ofende 15 milhões de pessoas do seu povo? A origem do país é aqui, a Bahia é a expressão do povo brasileiro. Somos um povo trabalhador e nós nos orgulhamos de ser quem somos! Aqui andamos de cabeça erguida. Deputado, vá trabalhar, procurar ajudar a vida do povo. Respeite a Bahia e os baianos”, disse Rui.

23 de maio de 2019, 11:09

BAHIA Luiz Caetano sofre quarta derrota no STF em 2019

Foto: Divulgação

Luiz Caetano

Após tentativas frustradas para manter seu mandato, o ex-deputado Luiz Caetano (PT) sofreu sua quarta derrota no Supremo Tribunal Federal (STF) desde janeiro deste ano. Em decisão monocrática, a ministra Rosa Weber negou um recurso de Caetano e manteve a condenação dele por improbidade administrativa devido a irregularidades na contratação da Fundação Humanidade Amiga quando era prefeito de Camaçari. A decisão, já confirmada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), determina que Caetano devolva aos cofres públicos R$ 304 mil e pague multa de mesmo valor. Ele teria contratado irregularmente serviços de produção de fardamento e mochilas para estudantes da rede municipal. Devido a esta condenação, Caetano foi considerado inelegível pela Justiça Eleitoral e teve o registro de candidatura negado nas eleições do ano passado. O petista tentava reverter esta decisão para cassar a inelegibilidade. Rosa Weber, entretanto, negou qualquer ofensa à Constituição na condenação. “Não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição”, argumentou a ministra. Caetano sofreu sua primeira derrota no STF em fevereiro, quando o presidente da Suprema Corte, ministro Dias Toffoli negou um pedido do petista para suspender a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que confirmou a inelegibilidade dele. Depois, o ministro Gilmar Mendes também negou uma petição do ex-deputado no mesmo sentido, mantendo-o inelegível. Por fim, a Segunda Turma do STF negou, por unanimidade, um recurso de Caetano para manter na Suprema Corte uma ação penal contra ele por improbidade administrativa no caso das fraudes nas obras da linha do trem de Camaçari. Sem foro privilegiado, ele terá que responder na primeira instância da Justiça Federal.

23 de maio de 2019, 10:42

EXCLUSIVA Mais uma pista na direção de Bellintani, por Raul Monteiro*

Foto: Luana Bernardino/GovBA/Arquivo

Governador Rui Costa também dá sinais de que pode ir de Guilherme Bellintani

Aliados do governador Rui Costa para os quais a conquista da Prefeitura de Salvador em 2020 é muito mais importante do que o nome ou o partido no grupo liderado por ele que venha a sair vitorioso gostaram de ouvir de sua própria boca que o eventual candidato a prefeito que apoiará não precisa necessariamente ser do PT. Especialmente para o time próximo a Rui e à direção do PT que aposta no nome de Guilherme Bellintani para a disputa, não teria sido necessária sinalização mais clara de que, nos bastidores, o governador está afinado com o projeto de eleição do presidente do Esporte Clube Bahia ao Palácio Thomé de Souza.

Não deve ter sido por acaso que Bellintani teria avançado, nos últimos dias, nos contatos com os partidos da base em busca de definir sua filiação. A preferência é por uma legenda mais à esquerda, o que tornaria o apoio do governador a ele mais palatável, principalmente para a ala mais radical da militância petista, e as chances de ele escolher o PSB, controlado na Bahia pela deputada federal Lídice da Mata, cresceram exponencialmente, ainda que qualquer decisão neste sentido, conforme o que deixou claro para as lideranças da sigla, Bellintani só pretenda tomar, de fato, no princípio do próximo ano.

A muito provável opção pelo PSB ocorre depois de uma extensa rodada de conversas que o presidente do Esporte Clube Bahia teve com vários partidos da base do governador, nas quais expôs sua decisão de disputar a Prefeitura de Salvador e explicou a decisão de procurar um partido do campo governista, apesar de ter surgido na vida pública como secretário, primeiro de Turismo e depois de Educação, do prefeito ACM Neto (DEM). A todos ele teria argumentado que, além de se identificar com o projeto da esquerda, desenvolveu o sonho de trabalhar pela cidade e rapidamente percebeu que, no lado do prefeito, a escolha já tinha sido feita.

Para os aliados de Rui que participam do projeto-Bellintani, como a ele têm se referido tanto seus apoiadores quanto seus críticos, o governador tem deliberadamente procurado evitar expor abertamente quais são seus planos para 2020, porque considera que ainda é cedo, mas vem dando sinais internamente de que considera fundamental ganhar a Prefeitura para o grupo de ACM Neto. Rui avaliaria que, sem a presença de um representante de Neto como Bruno Reis no comando da capital baiana, poderá tomar decisões com muito mais tranquilidade com relação à própria sucessão, em 2022, momento considerado crucial para todo o time que hoje lidera, exatamente por que será necessário escolher um outro nome para comandá-lo a partir de então.

A estratégia explicaria sua decisão de até agora não ter chamado para uma conversa sobre a sucessão municipal as principais lideranças eleitorais do seu grupo em Salvador, entre as quais se destacam a deputada Lídice e os deputados federais Bacelar (Podemos) e Pastor Sargento Isidório (Avante), além da deputada federal Alice Portugal (PCdoB), todos – mas especialmente Bacelar e Isidório – campeões de votos nas eleições do ano passado na capital baiana. Afinal, há consenso na classe política de que, do lado do governo, a disputa em Salvador passará necessariamente por eles.

* Artigo do editor Raul Monteiro é editor publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

23 de maio de 2019, 10:27

BRASIL Moro minimiza derrota em MP, descarta veto e evita falar sobre articulação falha

Foto: Wherter Santana / Estadão

Sergio Moro

Um dia após a Câmara ter aprovado a transferência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Justiça para o Ministério da Economia, o ministro Sergio Moro (Justiça) minimizou a derrota e afirmou que o governo Bolsonaro não trabalha com a possibilidade de veto à medida provisória. “Parece que, neste ponto, não seria viável [o veto presidencial] porque voltaria ao que era [antes da medida provisória]. Então, não me parece que seria possível”, disse o ministro, no Recife. Ele afirmou, no entanto, que a questão de um possível veto presidencial ainda não foi avaliada. Na noite desta quarta-feira (22), o plenário da Câmara aprovou o texto-base da medida provisória do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que reestrutura o governo, mas impôs derrota ao ministro da Justiça e impediu que a votação chegasse ao fim, colocando em risco novamente a validade da MP. O resultado é mais uma demonstração de força do centrão (grupo informal com cerca de 200 deputados de partidos como PP, DEM, PR, PRB, MDB e Solidariedade) para o Planalto e o PSL. Por 228 votos a 210, foi retirado da pasta de Moro o Coaf, órgão que faz relatórios sobre movimentações financeiras suspeitas e que o ministro considera estratégico no combate à corrupção. Pela versão que recebeu aval dos deputados, ele voltará a ser da alçada do Ministério da Economia. A medida ainda precisa ser votada no plenário do Senado. O texto da MP corre o risco de caducar, já que tem que ser votado até o dia 3 de junho. Um dia após a derrota, ex-juiz tentou minimizar a perda do controle do Coaf. “É importante destacar que, embora o Coaf retorne para o Ministério da Economia, vai continuar fazendo o trabalho que sempre realizou.” No fim da entrevista no Recife, onde ministrou palestra para policiais civis, Moro saiu sem responder um questionamento sobre quem tinha falhado no Congresso. Sobre as modificações no decreto de flexibilização da posse de armas, Moro afirmou que o presidente Bolsonaro foi sensível a algumas críticas que foram feitas e, por isso, o texto sofreu modificações.

Folha de S. Paulo

23 de maio de 2019, 10:23

BAHIA Coronel cobra respeito a deputado que disse que a Bahia era um “lixo”

Foto: Divulgação

Angelo Coronel (PSD)

Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador Angelo Coronel (PSD) cobrou respeito à Bahia do deputado federal Delegado Valdir (PSL), que disse ontem (23), na Câmara dos Deputados, que a Bahia era um “lixo e governada por um lixo”. “Quero cobrar ao delegado Valdir o respeito, dizer a ele que ele não é mais homem do que ninguém para falar mal e depreciar os baianos. Os baianos não ‘comem reggae’, não, Delegado Valdir, respeite os baianos, que aqui não é lixo, é um estado que talvez seja melhor governado no país. Respeite”, disse Coronel, indignado.

23 de maio de 2019, 09:55

BRASIL ‘Chamar estudante de massa de manobra é coisa de imbecil’, diz Lobão sobre Bolsonaro

Foto: Divulgação

Cantor Lobão

No estúdio que montou no quintal de sua casa no bairro paulistano do Sumaré, Lobão, 61, trabalha em “Com a Graça de Deus”. Está mostrando na internet, aos poucos, o processo de construção da música, um rock com jeitão de trilha para faroeste italiano. Nesse mesmo refúgio, Lobão alimenta há um mês e meio seu novo canal no YouTube. E, como acontece há alguns anos, seus posicionamentos políticos estão causando mais do que seu som. Ele se tornou figura célebre na tentativa de construção de uma nova direita no país. Foi uma das vozes mais fortes no Twitter pelo impeachment de Dilma Rousseff, festejou a queda do PT e, às vésperas da eleição de 2018, apoiou Jair Bolsonaro. Por tudo isso, o que causa grande repercussão em sua fase youtuber é a desistência desse apoio e a ruptura com Olavo de Carvalho, ideólogo de Bolsonaro que teve intensa relação intelectual com Lobão entre 2013 e 2015. “Estão me chamando de traidor agora?”, diz Lobão. “Isso já aconteceu antes comigo, em relação ao PT. Esse país é uma várzea! Político para mim é um funcionário que você elege e pode te decepcionar. Não tenho vínculo passional. Não tenho time de futebol, vou ter partido político?”, dispara. Lobão enaltece os conhecimentos de Olavo e se diz agradecido por ter conhecido com ele uma literatura até então inédita para o cantor. Os dois discutiam o perfil para uma nova direita. “Você pode ser conservador, mas pode ser inteligente e elegante”, afirma, citando artistas como Ezra Pound, T.S. Eliot e Jorge Luis Borges. Embora sentisse que Bolsonaro estivesse cercado de uma “extrema direita burra e ainda mais à direita”, decidiu pelo apoio quando Paulo Guedes foi incorporado a esse projeto político. “Quando senti que ia apoiar o Bolsonaro, fiz um vídeo que é um testamento, dizendo que ele estava cercado de uma turminha perigosa. Como a gente nunca teve essa experiência liberal que eu vislumbrava na economia com o Paulo Guedes, decidi pelo apoio, mas com todas as restrições.” Os ataques seguintes a Lobão foram pesados. “Eu provoco muita fúria no cretino, principalmente nos cretinos. Tenho uma habilidade muito grande para isso. Não faço nenhuma concessão. Ainda mais num país tão subalterno como o nosso, todo mundo fala bem de todo mundo. Ninguém bate de frente, sou sozinho nisso.” Opositores aproveitam qualquer chance para zoar com ele. Neste mês, o anúncio de um show numa churrascaria em Osasco alimentou comentários sobre sua decadência no mercado musical. Segundo Lobão, trata-se apenas de uma participação no show de um grande amigo, o guitarrista Sergio Hinds, destaque do rock dos anos 1970 tocando no grupo O Terço. “O lugar é bacana, um pub. Mas ninguém quis saber, querem provocar, mas eu estou cagando para esses caras. E, antes de tudo, sou um músico profissional, toco onde quiser! Eu toco em puteiro!” Muita gente acredita que Lobão, depois de tantos hits desde os anos 1980, perdeu espaço na música por sua posição de combate ao governo no PT. Ele discorda. “Ser antipetista não atrapalhou minha carreira. Meu nível de popularidade mudou há mais de 20 anos, quando me tornei artista independente, isolado mesmo. Ser artista de esquerda ou de direita não muda muito no Brasil, o que você precisa é concordar com os mecanismos do mercado, e eu não concordo.” Lobão sempre foi um crítico feroz das leis de incentivo. “A cultura não precisa de assistencialismo. Precisa de mudanças para a criação de um show business que dê lucro. Não quero lei de incentivo, quero mudanças radicais, como fim da meia-entrada, redução de taxas para importação de instrumentos. Quero show business rentável, indústria cultural. Quero ser Coreia do Sul.” Sobre ataques pessoais, diz não se preocupar com ameaças de morte (“isso todo mundo recebe”), mas sabe que a agressão às vezes passa dos limites. Até quando atinge um de seus “inimigos” históricos, caso de Caetano Veloso. No ano passado, pessoas nas redes recriminaram o cantor baiano por ter namorado Paula Lavigne nos anos 1980, quando ela era ainda adolescente, classificando a relação como pedofilia. Quando se casaram, ela tinha 17 anos, e ele, 44.

Estadão

23 de maio de 2019, 09:31

BRASIL Seis brasileiros morrem por acidente de gás no Chile

O Itamaraty confirmou hoje que seis turistas brasileiros morreram nesta quarta-feira (22) em Santiago, Chile, por inalação de gás. Os turistas estavam de férias em um apartamento alugado no centro da cidade. Relatos preliminares acrescentam que as vítimas são quatro adultos e dois menores.

Agência Brasil

23 de maio de 2019, 09:00

BRASIL Ministro da infraestrutura recebe convocação pro dia 26 de caminhoneiros

Foto: Divulgação

Tarcísio de Freitas

Em meio às ameaças de greve dos caminhoneiros, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, tem trocado mensagens com a categoria. Recebeu, inclusive, convocações para as manifestações do próximo domingo, mas seguirá a orientação do presidente e ficará em casa. Marcelo Álvaro Antônio anda incomodado com Tarcísio de Freitas. O titular do Turismo se empenhou pessoalmente para trazer a Air Europa para o Brasil, mas foi o colega da Infraestrutura quem recebeu elogios dos Bolsonaros.

Estadão

23 de maio de 2019, 08:49

BRASIL Veja como votaram os deputados sobre a retirada do Coaf da pasta de Moro

Foto: Dida Sampaio / Estadão

Sergio Moro

A aprovação do texto-base da MP 870 pela Câmara dos Deputados é importante para Jair Bolsonaro (PSL) para tentar manter a redução de pastas implantada no começo do mandato, mas representa uma derrota para seu ministro da Justiça, Sergio Moro. Isso porque os parlamentares decidiram em separado pela retirada do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) da alçada do Ministério da Justiça, devolvendo o órgão para o Ministério da Economia. Por 228 votos a 210, o órgão que faz relatórios sobre movimentações financeiras suspeitas e que Moro considera estratégico no combate à corrupção voltará a ser da alçada do Ministério da Economia, de acordo com a versão que recebeu aval dos deputados. Após a Câmara finalizar a votação dos destaques, o texto vai ao Senado. Apesar do discurso do governo de que a permanência do órgão na Justiça era fundamental para o combate à corrupção, venceu a pressão de integrantes do centrão e da oposição, em uma derrota que expõe a fragilidade da base aliada do governo federal no Congresso. O ex-juiz, que ficou conhecido por ser um dos expoentes da Operação Lava Jato, disse que lamentava o resultado da votação. “Faz parte do debate democrático. Agradeço aos 210 deputados que apoiaram o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e o plano de fortalecimento do Coaf”. Veja a lista completa no Folha de S. Paulo.

Folha de S. Paulo

23 de maio de 2019, 08:29

BAHIA “Governo está obrigando o povo a comer e beber veneno”, dispara Marcelo Veiga sobre agrotóxicos

O deputado estadual Marcelo Veiga (PSB) não poupou críticas sobre a liberação de mais 31 agrotóxicos pelo atual governo federal, via Ministério da Agricultura. Nesta quinta-feira (23), o parlamentar que é vice-líder do governo Rui Costa (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) disse que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) está “perdido, sem programa de gestão e totalmente à deriva”. Marcelo lembra que somente esse ano foram liberados 169 produtos químicos nocivos ao ser humano. “Esse governo está enchendo a mesa do povo com veneno, obrigando a gente a comer e beber veneno. Mais de 500 foram liberados de 2018 até os dias atuais. Isso preocupa ambientalistas e profissionais da saúde, principalmente quem produz alimento livre de agrotóxicos. O povo pobre é que sabe produzir alimentos orgânicos e são esses alimentos que devem preencher a mesa das casas das famílias brasileiras. Na Bahia, temos mais de 600 mil agricultores familiares que fazem esse papel”, informa o deputado. Marcelo diz que o governo Bolsonaro deveria se espelhar em projetos para o pequeno produtor e não para os grandes que têm como ter investimentos via capital privado ou mais fácil via órgão público. Ele critica a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avalia os riscos à saúde, e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que analisa os perigos ambientais, dizendo que ambos nada fizeram para frear a liberação. “Ao menos três desses venenos liberados são polêmicos, como o glifosato, que é associado a um tipo de câncer em processos bilionários nos Estados Unidos”, finaliza.