26 de maio de 2017, 15:00

BRASIL Alckmin diz que discorda de que só Meirelles seria nome para reformas continuarem

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta sexta-feira que discorda que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, seja o nome mais viável em uma eleição indireta para continuar as reformas econômicas na eventual queda do presidente Michel Temer (PMDB). O tucano afirmou que, no cenário de eleição em um colégio eleitoral no Congresso Nacional, é preciso garantir que as reformas continuem. “Eu acho que nós temos que apoiar as reformas, e as apoiaremos porque elas são necessárias ao País, independente de nomes”, disse Alckmin, ao responder se Meirelles seria o único nome em condições de levar adiante esta missão, em coletiva de imprensa após inaugurar uma usina solar no Parque Cândido Portinari, na zona oeste da capital paulista. Mais cedo, ele defendeu os nomes do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) para concorrer a um eventual pleito de transição. Ele voltou a dizer que não será candidato em uma eleição indireta. “Eu, de antemão, já (estou) totalmente fora”, disse o governador. “Minha tarefa é trabalhar aqui por São Paulo.” Depois de falar que é preciso apoiar o governo para garantir o encaminhamento das medidas econômicas, o tucano afirmou que o compromisso do PSDB não é com o governo de Michel Temer, mas com o País. Ao comentar a reunião que teve com Tasso Jereissati, o prefeito de São Paulo João Doria e FHC na casa do ex-presidente nessa quinta-feira, o governador relativizou o apoio irrestrito a Temer e disse que é preciso “acompanhar os fatos”. “O nosso compromisso não é com o governo, é com o Brasil, é com o País. É preciso ter cautela neste momento, responsabilidade, não deixar a economia se deteriorar, pelo contrário, estimular tudo que pode gerar emprego, e acompanhar os fatos”, afirmou. O partido vai esperar o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tomar uma decisão de ficar ou desembarcar do governo.

Estadão Conteúdo

26 de maio de 2017, 14:49

BRASIL Odebrecht lança novo canal ‘Linha de Ética’

O Grupo Odebrecht – que admitiu em acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República uma longa rotina de corrupção, desvios e propinas durante décadas – anunciou nesta sexta-feira, 26, que vai lançar na próxima semana o novo canal ‘Linha de Ética’, para receber ‘relatos e denúncias de comportamentos não éticos e violações às políticas internas, regras e legislações’. Em nota, o grupo destacou que, a partir de agora, o recebimento das denúncias será terceirizado, ‘um aprimoramento para trazer ainda mais segurança e anonimato ao serviço e reforçar a não retaliação’. “Essa mudança faz parte do compromisso assumido pelo grupo, o de atuar sempre com ética, integridade e transparência.” A Odebrecht e seus altos executivos caíram na malha fina da Lava Jato na sétima etapa da grande operação, denominada Erga Omnes, no dia 19 de junho de 2015. Naquele dia foi preso Marcelo Bahia Odebrecht, então presidente do grupo. Em fevereiro de 2016, com a deflagração sucessiva das Operações Xepa e Acarajé, outros executivos da Odebrecht foram aprisionados. Foi descoberto, então, o famoso Setor de Operações Estruturadas, a máquina de propinas da Odebrecht. Para escapar da cadeia, 77 executivos e ex-dirigentes da empreiteira fecharam acordo de delação premiada. Suas revelações abriram um volume excepcional de novas frentes de investigação, pegando centenas de políticos supostamente beneficiários de recursos ilícitos. Segundo a empreiteira, o Linha de Ética pode ser acessado por funcionários e também por clientes, terceiros e público em geral. Leia mais no Estadão.

Estadão

26 de maio de 2017, 14:37

BRASIL Temer permanece em silêncio sobre massacre no Pará

Foto: Divulgação

Presidente Temer não fez comentários sobre mais um caso de violação de direitos humanos ocorrido em seu governo

Em meio a mais grave crise política de seu governo, o presidente Michel Temer ainda não fez comentários públicos ou oficiais a respeito de mais um caso de violação de direitos humanos ocorrido em seu governo. O massacre de dez trabalhadores sem-terra durante uma ação policial de reintegração de posse, em um acampamento na Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau d’Arco, no Pará, no último dia 24, também foi um assunto evitado pelos ministros do núcleo que mais discutem conflitos sociais com o presidente. Os ministros Raul Jungmann (Defesa), Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) e Osmar Serraglio (Justiça) foram questionados sobre a chacina numa entrevista coletiva no Planalto, na manhã desta sexta-feira, marcada para discutir o problema da violência no Rio de Janeiro. Único a responder pergunta sobre o assunto, Serraglio disse que a sua pasta está acompanhando o caso com a “presença” da Polícia Federal, sem dar detalhes. Nenhum deles falou de solidariedade ou formação de grupo de trabalho para apurar o caso, como era comum em governos passados. Não é a primeira vez que Temer demora a dar respostas públicas em assuntos relacionados aos direitos humanos.

Estadão Conteúdo

26 de maio de 2017, 14:30

BRASIL STF julga terça extensão de habeas corpus de Dirceu para Duque e mais dois presos da Lava Jato

Foto: Reprodução

O ex-diretor da Petrobrás Renato Duque

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, decidiu levar a julgamento na Segunda Turma do STF os pedidos de extensão de habeas corpus feitos por três condenados da Lava Jato que querem obter o mesmo benefício concedido ao ex-ministro José Dirceu. Serão julgados na próxima terça-feira, 30, os pedidos de soltura do ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque e os empresários Flavio Henrique de Oliveira Macedo e Eduardo Aparecido de Meira, sócios da Credencial Construtora. Os três têm condenação e são réus junto com José Dirceu em ao menos um processo na Justiça Federal do Paraná e alegam que os mandados de prisão preventiva que pesam contra eles foram decretados em situações idênticas à do ex-ministro petista e que, por isso, a ordem de habeas corpus lhes poderia ser concedida. Apesar de o relator da Lava Jato ser o ministro Edson Fachin, Dias Toffoli está como relator para as questões decorrentes da decisão no habeas corpus de José Dirceu somente por ter sido o autor do voto vencedor no julgamento em que a Segunda Turma da Corte decidiu soltar o ex-ministro, no dia 2 de maio. Crítico do uso de longas prisões preventivas na Lava Jato, o ministro até poderia tomar decisões monocráticas (sem levar a julgamento no colegiado) sobre os pedidos de liberdade dos três presos, mas optou por remeter ao julgamento do próprio colegiado que tomou a decisão utilizada como argumento para os novos pedidos de soltura. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se posicionou contra a soltura dos três condenados. A PGR afirma que os pedidos de extensão não apresentam os requisitos mínimos para serem cumpridos, que seriam a presença de circunstâncias fáticas e infrações penais idênticas. “A manifesta inaplicabilidade do art. 580 do Código de Processo Penal a Flávio Henrique de Oliveira Macedo, Eduardo Aparecido de Meira e Renato de Souza Duque”, diz o parecer encaminhado pela PGR no dia 11 de maio. Pedidos. A defesa de Duque afirma que os fundamentos para a prisão preventiva dele e de José Dirceu foram os mesmos. Ambos tiveram decretos de prisão na ação penal em que foram condenados pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. A diferença é que Dirceu tinha duas ordens de prisão preventiva, enquanto Renato Duque tem quatro.

26 de maio de 2017, 14:15

BRASIL Valmir se encontra com Lula em São Paulo para tratar da crise nacional

Foto: Divulgação

O ex-presidente Lula com o deputado federal Valmir Assunção

Uma reunião na sede nacional do Partido dos Trabalhadores em São Paulo, na noite da última quinta-feira (25), com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes de todas as tendências internas foi marcada pelo debate envolvendo a atual crise política, social e econômica do país e o sexto congresso da sigla. Presente ao encontro, o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), voltou a cobrar o povo nas ruas como forma de pressionar a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB). “Não há outra saída para Temer, não existe mais condições de governabilidade para se manter no cargo. É preciso que o povo escolha novamente seu representante e o país volte a aspirar democracia”, destaca o parlamentar baiano. Ao lado do dirigente nacional da Esquerda Popular Socialista (EPS), Ivan Alex, o deputado petista, um dos líderes da EPS na Bahia, afirma que os encontros com Lula são sempre um momento para ampliar conhecimentos e seguir na luta por direitos e políticas públicas que envolvam os excluídos deste país. O debate ainda envolveu o sexto congresso nacional do PT. “Vamos em busca da unidade. O partido precisa dessa união para que continue sendo uma ferramenta de luta dos trabalhadores e trabalhadoras deste país. Não podemos abaixar a cabeça para os golpistas nem um só minuto. O novo período no PT precisa dar condições para construirmos uma campanha nacional vitoriosa, envolvendo movimentos, sindicatos e todos os grupos de esquerda”, frisa o dirigente da EPS.

26 de maio de 2017, 14:00

BRASIL Petrobrás reconhece acordo de leniência firmado pela Procuradoria com a Carioca Engenharia

Foto: Estadão

O Ministério Público Federal, no Paraná, informou nesta sexta-feira, 26, que a Petrobrás reconheceu a autoridade do acordo de leniência firmado pelos procuradores com a empreiteira Carioca Engenharia. A estatal noticiou que sua diretoria executiva aprovou a celebração de Termo de Compromisso com a Carioca. Com a assinatura do termo, a empresa será retirada da lista de bloqueio cautelar e poderá voltar a participar de licitações da Petrobrás. Em nota, a Procuradoria da República afirmou que ‘conforme destacado pela estatal, a Carioca Engenharia tornou-se elegível para a assinatura do documento por ter firmado acordo de leniência’ e também por ‘um conjunto de medidas de integridade com o objetivo de corrigir e sanear irregularidades praticadas por seus representantes’. “O termo reforça o compromisso de a empreiteira ajustar-se a elevados padrões de governança, integridade e controle, como condição para a participação nas licitações”, diz a nota. Segundo o Ministério Público Federal, ao adotar a celebração de acordo de leniência como pré-requisito para a exclusão da lista de empresas sujeitas ao bloqueio cautelar, a Petrobrás ‘reconhece a autoridade dos acordos firmados pelo Ministério Público Federal’. “Com isso, a estatal contribui com as investigações e para a descoberta de outros possíveis crimes de que tenha sido vítima, criando um ambiente desfavorável à continuidade de práticas ilícitas em seu interior e ampliando as possibilidades do ressarcimento em prol dos cofres da empresa e de seus acionistas. Além disso, a Petrobrás fortalece seu papel como agente indutor de mudanças positivas em um mercado onde a corrupção já foi tida como a regra do jogo”, destaca a Procuradoria da República.

Estadão

26 de maio de 2017, 13:45

BRASIL Absolvição de Cláudia veio do ‘coração generoso’ de Moro, diz procurador

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A jornalista Cláudia Cruz

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou nesta sexta-feira, 26, que a absolvição da jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), veio do “coração generoso” do juiz federal Sérgio Moro. O magistrado livrou Cláudia dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas nesta quinta-feira, 25. ”Nós vamos recorrer, nós discordamos, cremos que isso decorre muito mais do coração generoso do dr. Sérgio Moro e na interpretação de um fato envolvendo a esposa de uma pessoa sabidamente ligada à corrupção. Mas uma pessoa como a sra. Cláudia Cruz, jornalista com nível cultural que ela tinha e ausente qualquer justificativa para ganhos dessa natureza do seu marido que nada mais era que um deputado, então, portanto com ganhos limitados, nós entendemos que é injustificável absolvição”, afirmou. A ação penal na qual Cláudia era ré teve origem em contrato de aquisição pela Petrobras dos direitos de participação na exploração de campo de petróleo na República do Benin, país africano, da Compagnie Beninoise des Hydrocarbures Sarl – CBH. O negócio teria envolvido o pagamento de propina a Cunha de cerca de 1,3 milhão de francos suíços, correspondentes a cerca de US$ 1,5 milhão. Pelo menos US$ 1 milhão teriam abastecido a conta Kopec, de Cláudia, na Suíça. Moro apontou “falta de prova suficiente de que (Cláudia) agiu com dolo’ ao manter conta na Suíça com mais de US$ 1 milhão, dinheiro supostamente oriundo de propina recebida pelo marido. Para o juiz, Cláudia “foi negligente quanto às fontes de rendimento do marido e quanto aos seus gastos pessoais e da família”.

Estadão Conteúdo

26 de maio de 2017, 13:30

BRASIL Gilmar defende que STF volte a discutir prisão após segunda instância

Foto: Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes

Ao conceder um habeas corpus esta semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu que o tribunal deve rever a decisão de decretar a prisão logo após decisão de segundo grau. Ao analisar um caso concreto durante a sessão da Segunda Turma da Corte, na terça-feira, 23, o ministro afirmou que cumprimento dessa medida é possível, mas não obrigatória. “Nós admitimos que se permitiria a prisão a partir da decisão de segundo grau. Mas não dissemos que ela fosse obrigatória”,disse. Gilmar afirmou ainda que estava refletindo sobre a posição expressada pelo ministro Dias Toffoli em um julgamento sobre o tema em outubro do ano passado. Toffoli mudou o seu entendimento e sugeriu que a execução da pena começasse após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). “O ministro Toffoli fez um avanço que eu estou a meditar se não devo também seguir, no sentido de exigir pelo menos o exaurimento da matéria no STJ. De modo que esse é um tema que nós temos talvez que revisitar”, disse. O entendimento do Supremo de que seria possível a prisão logo após a decisão de segundo grau, ou seja, sem esgotar todos os recursos, foi tomada em fevereiro do ano passado, e alterou a jurisprudência adotada desde 2009 no País, de que a sentença só seria cumprida após o trânsito em julgado. Em outubro, os ministros voltaram a discutir o tema, após entidades questionarem o julgamento de fevereiro. Por 6 votos a 5, a Corte confirmou o entendimento anterior, apesar de Toffoli ter mudado o voto. Nos dois casos, Gilmar votou pela possibilidade de execução de penas – como a prisão – após a condenação pela Justiça de segundo grau. Após a morte do ministro Teori Zavascki, alguns ministros chegaram a defender que seria necessário o tribunal revisitar o tema. Alexandre de Moraes, que entrou em seu lugar, já afirmou ser a favor da jurisprudência atual. A mudança de posição de Gilmar, porém, seria o suficiente para mudar o entendimento.

Estadão

26 de maio de 2017, 13:15

BRASIL Associações de jornalismo protestam contra agressão de PMs a fotógrafos

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) protestaram nesta sexta-feira, 26, contra as agressões da Polícia Militar aos fotógrafos André Coelho, do jornal “O Globo”, e Joedson Alves, da agência “EFE”, nos protestos em Brasília contrários ao governo de Michel Temer, na última quarta-feira, 24. As associações reforçam, em nota conjunta, que “os profissionais estavam cumprindo sua missão jornalística, devidamente identificados, e nada fizeram que justifique a violência da Polícia Militar”. Denunciam, ainda, que a agressão é um “flagrante o despreparo dos policiais em relação ao trabalho jornalístico em manifestações como a de quarta-feira” e lamentam que “episódios como esse têm acontecido com frequência”. A nota, que disse que o cerceamento dos jornalistas agride, também, o direito dos cidadãos de serem informados, cobra investigação por parte das autoridades e punição aos responsáveis pelas agressões. “É inadmissível que jornalistas sejam agredidos e tenham sua integridade física ameaçada no exercício da atividade de reportar a realidade à sociedade brasileira”, afirmaram. As agressões contra Coelho foram registradas em fotos feitas por Alves. O policial chegou a atirar em direção aos pés do fotógrafo do “Globo”. Segundo publicação desta Sexta-feira do jornal carioca, Coelho informou ao policial que era jornalista, mas nem assim cessaram as agressões. Após perceber que Alves fotografava, o policial deu um tapa na câmera dele.

Estadão Conteúdo

26 de maio de 2017, 12:53

BRASIL Meirelles diz que Brasil vive clima de pessimismo exagerado na economia

Foto: Divulgação

Henrique Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (26) que se instalou um clima exagerado de pessimismo no país em relação à economia. “Nós temos uma tendência, em determinados momentos em que as notícias são todas boas, de colocar um otimismo exagerado, o que é negativo porque leva a decisões equivocadas. Em alguns momentos, [de colocar] um pessimismo exagerado também. É importante serenidade e equilíbrio nesse tipo de situação”, disse. Para ele, o Brasil está discutindo e aprovando reformas importantes, como as reformas da Previdência e trabalhista, a lei do teto dos gastos e da governança das estatais, que estão colocando o país no rumo do crescimento. “É um momento em que o equilíbrio é importante”, reforçou. Meirelles participou hoje do 89º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), em Brasília, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF). O ministro apresentou aos empresários dados econômicos e destacou as boas perspectivas para a economia brasileira. Para ele, a crise política que o governo do presidente Michel Temer vive nas últimas semanas não vai atrapalhar a continuidade do crescimento que o país vem registrando nem a aprovação das reformas e projetos. “Isto é cada vez uma agenda nacional. A minha hipótese de trabalho é de continuidade [do governo Temer]”, disse. Com a estabilização da economia e as reformas, segundo Meirelles, o Brasil tem condições de sair da crise e voltar a crescer em média 2,3% ao ano, nos próximos anos. “Com as reformas microeconômicas que também estamos propondo e a diminuição do tamanho do Estado, nós podemos aumentar essa taxa de crescimento potencial para os anos seguintes, podendo chegar ao número entre 3,5% e 4%. Aí sim entrar em uma rota de crescimento robusto”, explicou.

Andreia Verdélio, Agência Brasil

26 de maio de 2017, 12:38

BRASIL Na maior fuga da história do RN, 91 escapam de cadeia estadual

Noventa e um presos fugiram, na madrugada de ontem (25), da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), na Região Metropolitana de Natal. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc/RN), essa é a maior fuga da história do sistema penitenciário potiguar. Nove detentos foram recapturados enquanto rastejavam pelo matagal. Em janeiro, após a rebelião que destruiu as Penitenciárias Estaduais de Alcaçuz e Rogério Coutinho Madruga, 56 homens conseguiram fugir pulando os muros da unidade e também através de túneis. Na fuga dessa madrugada, os detentos utilizaram um túnel cavado a partir do Pavilhão 2. Eles saíram nas proximidades do matagal que cerca a unidade prisional e não tiveram dificuldade em se camuflar em meio à mata.De acordo com a Polícia Militar, dois carros foram utilizados para dar apoio aos foragidos. A escuridão do entorno do presídio dificultou a ação dos policiais militares que fazem a guarda prisional nas guaritas. No início deste ano, pelo menos 100 presos foram transferidos de Alcaçuz e Rogério Coutinho Madruga para Parnamirim, após as rebeliões que culminaram na morte de 26 detentos nos presídios potiguares.

26 de maio de 2017, 12:24

BRASIL Prefeito de Paraty reassume cargo por decisão do TSE

O prefeito de Paraty, Carlos José Gama Miranda, o Casé, e o vice-prefeito Luciano de Oliveira Vidal reassumiram o cargo hoje (26), por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que acatou ontem (25) o pedido a ação cautelar suspendendo os efeitos da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). De acordo com o despacho do relator do processo, ministro Luiz Fux, no TSE, “não houve crime de abuso de poder em decorrência do programa de regularização fundiária que concedeu aos moradores da Patitiba, Ilha das Cobras e Mangueira a escritura definitiva dos imóveis”. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) cassou, na sessão plenária de 19 de abril último, os diplomas do prefeito e vice-prefeito de Paraty, Carlos José Gama Miranda, o Casé, e Luciano de Oliveira Vidal. Ambos foram acusados de abuso de poder político pelo uso irregular do programa social Paraty, Minha Casa é Aqui e pela prática de conduta vedada a agente público, em função da edição de lei complementar durante período eleitoral para reduzir a carga horária de servidores.

Agência Brasil

26 de maio de 2017, 12:20

BAHIA Cadeia produtiva do cravo na Bahia ganha reforço do ministério da Agricultura e do IBGE

Foto: Divulgação

Sensação de dever cumprido. Com esse sentimento o deputado estadual Hildécio Meireles findou a audiência pública realizada pelas comissões de Agricultura e Política Rural e de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, a qual preside, na manhã desta quinta-feira (25), na Cidade de Valença, que debateu sobre o “fortalecimento da cadeia produtiva do cravo da índia e seus efeitos”.Segundo explicou Meireles, um dos principais itens reivindicados pelos agricultores familiares da região do Baixo Sul, foi assegurado pelo presidente do IBGE na Bahia, Artur Ferreira, que é o registro da produção do cravo-da-índia no banco de dados do instituto para o mês de julho do próximo ano. E não parou por aí. Aliado a isso, o superintendente federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento na Bahia, Osanah Rodrigues Setúval, se comprometeu pelo reconhecimento e zoneamento da produção do cultivo pelo Ministério da Agricultura.“Estas importantes medidas, sem dúvida, proporcionarão melhores condições para o crescimento do cultivo e comercialização, a exemplo de abertura de linha de crédito, dentre outros incentivadores”, comemorou, enfatizando que resta entregar apenas à secretaria estadual de Agricultura a ‘Carta do Cravo’ como reforço. “Afinal, a nossa luta é mais do que legítima, pois apesar de o cravo da índia ser uma cultura nativa da parte oriental do planeta, encontra-se presente em quase todos os 14 municípios do Território do Baixo Sul, mas que hoje vem sofrendo um grande impacto na produção e carece de políticas públicas para voltar a expandir o cultivo,a comercialização, que mesmo em crise produz 4 mil toneladas/ano, mas já atingiu índices de 14 mil toneladas ano. Estima-se ainda que estejam interligados a cadeia produtiva do Cravo um contingente de 50 mil pessoas entre a sua produção, colheita e comercialização”, destacou.

26 de maio de 2017, 11:59

BAHIA 2ª etapa do UPB Debate sobre novo modelo de pactuação de saúde

Na próxima segunda-feira, dia 29, a partir das 8h, acontece a 2ª etapa do UPB Debate, com o tema “Novo modelo de pactuação de saúde já!”. Esse segundo encontro será uma continuação da discussão já iniciada na 1ª etapa, com o mesmo tema, que aconteceu em 25 de abril. O evento acontece no auditório Prefeito Lomanto Junior, localizado na sede da União dos Municípios da Bahia – UPB, na Terceira Avenida, do Centro Administrativo da Bahia – CAB.
Às 9h30, o Coordenador dos Consórcios de Saúde, Nelson Portela, vai falar sobre Consórcios de Saúde. Em seguida, às 10h10, a assessora de Planejamento e Gestão (APG) da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) e representante da coordenação de Planejamento Regional Integrado (COPRI), Joana Molesine, fala sobre Programação Pactuada e Integrada – PPI. A partir das 10h50, os participantes presentes iniciarão o debate sobre o tema e elaborarão propostas e desdobramentos sobre a PPI e Consórcios. O público-alvo do UPB Debate é formado por prefeitos e secretários de saúde. Interessados em participar desta edição do encontro devem confirmar presença através do e-mail upb@upb.org.br.Na primeira etapa do evento, que gerou muitas discussões, ocorreram os seguintes encaminhamentos; a realização da Programação Pactuada Integrada – PPI, somente após apresentação aos prefeitos e secretários de saúde; garantia de vaga nos hospitais para pacientes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência- SAMU, portaria a ser publicada pela SESAB; foi constituída a Comissão da Saúde, com a participação da UPB – Prefeitos, Ministério Público, COSEMS, SESAB, ALBA; e a visita ao Hospital do Oeste, em comitiva formada pelo Presidente da UPB, prefeitos da região, Ministério Público e SESAB. Durante este ano de 2017, acontecerão outras edições do projeto UPB Debate, sempre contemplando temas de interesse municipalista. “Gostaria de contar com a presença dos prefeitos e prefeitas e de seus secretários, para discutirmos um novo modelo para saúde dos nossos municípios”, disse o presidente da UPB e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro.

26 de maio de 2017, 11:57

BRASIL Preços ao produtor fecham com deflação em abril; acumulado de 2017 está em -0,2%

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) fechou o mês de abril com inflação negativa de 0,12%, em relação a março, na taxa dessazonalizada, depois de ter fechado março com alta de 0,06% – inferior também ao mês de fevereiro. Com o resultado a variação de preços da indústria em geral fechou os primeiros quatro meses do ano com deflação de 0,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice registra inflação de 3,05%. Os dados do Índice de Preços ao Produtor foram divulgados hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o IBGE, a queda em abril reflete a retração de preços em 11 das 24 atividades industriais investigadas. Entre as grandes categorias econômicas, de março para abril fecharam com retração de preços Bens de Capital (de 0,09% para -0,46%) e Bens Intermediários (de 0,28% para -0,29%). Em contrapartida, fecharam com aceleração de preços os Bens de Consumo (de -0,44% para 0,09%); Bens de Consumo Duráveis (de 0,37% para 0,43%); e Bens de Consumo Semi-duráveis e Não duráveis (de -0,69% para -0,01%). Em abril, o número de atividades que apresentaram variações positivas (13) foi menor do que o registrado em março (16). As quatro maiores variações se deram nas seguintes atividades industriais: refino de petróleo e produtos de álcool (-2,85%), impressão (-1,94%), minerais não-metálicos (-1,93%) e madeira (1,73%). Já as maiores influências sobre índice do IPP global de abril em relação a março (-0,12%) foram exercidas pelas atividades de refino de petróleo e produtos de álcool, com peso de -0,29 ponto percentual; alimentos (-0,07 ponto percentual); indústrias extrativas (0,06 ponto percentual); e outros produtos químicos (0,06 ponto percentual).

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil