21 de junho de 2017, 19:40

BRASIL Fachin defende que relator deve homologar delações

Foto: André Dusek/Estadão

Em seu voto, o ministro Edson Fachin afirmou que é função do relator homologar o acordo de colaboração premiada

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu em seu voto que cabe ao relator homologar o acordo de colaboração premiada monocraticamente e que eventuais revisões sobre os benefícios concedidos aos delatores acontecerão no final do processo, quando for proferida a sentença do caso. O plenário do Supremo discute nesta quarta-feira, 21, os limites de atuação do ministro relator na homologação de acordos de colaboração premiada celebrados com o Ministério Público, assim como a função de Fachin quanto a relatoria da delação de executivos do Grupo J&F. Sobre esse assunto, ele ainda não se manifestou. A sessão do STF foi suspensa agora para o intervalo. Em seu voto, Fachin lembrou que todas as 20 delações que foram homologadas no âmbito da Operação Lava Jato pelo “saudoso ministro Teori Zavascki” foram feitas por meio de decisão monocrática. Ele também afirmou que a presidente da Corte, a ministra Cármen Lúcia, adotou o mesmo rito ao homologar “a maior e mais complexa colaboração premiada” de todas, a dos 79 acordos de executivos e ex-executivos da Odebrecht. O ministro disse ainda que ele próprio, desde que assumiu a relatoria da Lava Jato no lugar de Teori, em 12 de janeiro, já homologou cinco acordos de colaboração premiada sem, no entanto, ser alvo de questionamentos. Citando trechos de um voto de Dias Toffoli, em uma ação que questionava a homologação da delação premiada do doleiro Alberto Youssef por Teori, Fachin afirmou que o juiz, ao homologar a delação premiada, “não emite nenhum juízo de valor a respeito das declarações eventualmente já prestadas”. Segundo ele, “não cabe ao Judiciário, neste momento, examinar aspectos relacionadas à conveniência, ou à oportunidade, ou as condições nele estabelecida, muito menos investigar ou atestar ou não a veracidade dos fatos contidos em depoimentos prestados pelo colaborador até porque, como sabemos o delator é, antes de tudo, um delituoso confesso, e portanto não se atesta nenhuma idoneidade nessas declarações que serão investigadas”. Para Fachin, a homologação judicial do acordo não “pode conter juízo algum sobre a verdade do conteúdo dos fatos delatados ou confessados”. “A homologação não significa em absoluto que o juiz admitiu como verídicas as informações do colaborador”, disse.

Estadão Conteúdo

21 de junho de 2017, 19:29

BRASIL Procuradoria assumiu função legislativa?, questiona Gilmar

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes

Durante o voto do ministro Alexandre de Moraes, no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que debateu nesta quarta-feira, 21, os limites de atuação do magistrado nos acordos de delação premiada, o ministro Gilmar Mendes pediu a palavra para fazer uma manifestação contra a atuação do Ministério Público Federal. Na segunda-feira, 19, Gilmar criticou o que chamou de “abusos” em investigações, o que foi rebatido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no mesmo dia, sem citar nomes. “Veja, a Procuradoria pode muito. Mas pode tudo? É isso que a lei autoriza?”, questionou Gilmar, que continuou: “Me parece que nós temos que esclarecer o que se pode fazer, sob pena de ficarmos em platitudes”. O ministro sugeriu em seu voto que o Ministério Público tem extrapolado de suas funções em alguns acordos de delação premiada. Ele citou, por exemplo, situação do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC. Segundo o magistrado, o MP estabeleceu que Pessoa deveria cumprir pena em regime domiciliar diferenciado. “A Procuradoria assumiu agora a função legislativa no âmbito de acordos?”, disse Gilmar. O ministro também levantou questionamento sobre o papel do STF de homologar os acordos. “Cláusulas flagrantemente ilegais podem ser homologadas?”, pontuou. Segundo Gilmar, o caso da JBS é “ainda mais delicado”, devido à concessão de imunidade penal aos delatores do grupo.

Estadão Conteúdo

21 de junho de 2017, 19:26

BRASIL ‘Não podemos desconfiar do Ministério Público’, diz Celso de Mello

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu em defesa do Ministério Público durante o julgamento desta quarta-feira (21) em que a Corte discutiu os limites do ministro relator nas homologações de acordos de colaboração.”Não podemos desconfiar do Ministério Público. O Ministério Público tem tido atuação de grande importância no panorama jurídico nacional”, afirmou o decano da Corte.”Não tem sentido que o Poder Judiciário, trate-se de um magistrado singular ou de um órgão colegiado, como o STF, não tem sentido que homologado o acordo, cumpridas as obrigações assumidas pelo agente colaborador, venha esse a ser surpreendido com um gesto desleal do Estado representado pelo Poder Judiciário”, ressaltou o ministro.Celso de Mello destacou que há situações em que o agente colaborador das investigações cumpre todas as suas obrigações, age de maneira clara e colabora com os órgãos, mas por falha do aparelho do Estado, da polícia ou do Ministério Público, os resultados pretendidos não são atingidos.”Mesmo aí, não tendo sido eficaz a colaboração, mas tendo sido efetiva a cooperação do agente colaborador, não terá ele também direito aos benefícios? Nesse momento, caberá ao órgão Judiciário competente, quando da sentença, do julgamento final, avaliar e examinar a eficácia resultante dessa cooperação. Nesse momento, há digamos um controle jurisdicional, mas um controle que não implica um aprofundamento do exame do conteúdo de todas essas cláusulas”, observou Celso de Mello.Celso de Mello ainda não votou no julgamento, mas já sinalizou que defende a homologação dos acordos de colaboração premiada pelo ministro relator de cada caso.”Esse ato decisório que veicula a homologação do acordo de delação premiada não deve expor-se à necessidade de referendo do órgão colegiado competente, seja o plenário do STF ou uma de suas turmas. Como também homologado o acordo, dele não deve caber recurso para o órgão colegiado. Essa é uma decisão monocrática (do relator)”, disse Celso de Mello.

Estadão

21 de junho de 2017, 19:20

BRASIL STF encerra sessão com dois votos para Fachin ser mantido relator da JBS

Foto: Divulgação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará na tarde desta quinta-feira, 22, o julgamento sobre os limites da atuação do juiz na homologação dos acordos de colaboração premiada. Até agora, já votaram os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes em defesa da competência do relator para homologar o acordo de colaboração premiada. Fachin e Moraes também convergiram no entendimento de que a delação da JBS deveria ter sido distribuída, por prevenção, a Fachin. “Não se verifica no meu modo de ver qualquer ilegalidade na distribuição por prevenção do pedido de homologação do acordo de colaboração premiada em análise, diante da evidência de fatos relatados conexos com investigação em curso sob minha relatoria”, disse Fachin. Fachin afirmou ainda que ele próprio, desde que assumiu a relatoria da Lava Jato no lugar de Teori Zavascki, em 12 de janeiro, já homologou cinco acordos de colaboração premiada sem, no entanto, ser alvo de questionamentos. “Não pode o Poder Judiciário substituir a opção lícita, válida, aquele acordo de vontades entre o Ministério Público e o colaborador”, disse Moraes. Já Fachin, em seu voto, lembrou que todas as 20 delações que foram homologadas no âmbito da Operação Lava Jato pelo “saudoso ministro Teori Zavascki” foram feitas por meio de decisão monocrática. Ele também afirmou que a presidente da Corte, a ministra Cármen Lúcia, adotou o mesmo rito ao homologar “a maior e mais complexa colaboração premiada” de todas, a dos 79 acordos de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Segundo ele, “não cabe ao Judiciário, neste momento, examinar aspectos relacionadas à conveniência, ou à oportunidade, ou as condições nele estabelecida, muito menos investigar ou atestar ou não a veracidade dos fatos contidos em depoimentos prestados pelo colaborador até porque, como sabemos o delator é, antes de tudo, um delituoso confesso, e portanto não se atesta nenhuma idoneidade nessas declarações que serão investigadas”. Para Fachin, a homologação judicial do acordo não “pode conter juízo algum sobre a verdade do conteúdo dos fatos delatados ou confessados”. “A homologação não significa em absoluto que o juiz admitiu como verídicas as informações do colaborador”, disse. O ministro defendeu ainda que a delação premiada tem “limitado valor probatório”. Ele destacou que “nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas na declaração de agente colaborador” e que “os depoimentos não são por si só meios de prova”. Para Fachin, será no julgamento de mérito que o Poder Judiciário irá definir a extensão da colaboração e analisar se os benefícios dados ao delator fazem juz aos resultados alcançados após as investigações. “A palavra definitiva sobre termos será e deverá sempre ser do colegiado no STF”, disse. A delação do Grupo J&F tem sido muito questionada porque os empresários receberam perdão judicial do Ministério Público. Um dos donos da JBS, Joesley Batista, por exemplo, se mudou com a família para Nova York.

Estadão Conteúdo

21 de junho de 2017, 19:06

SALVADOR CMS vai conceder título de cidadão soteropolitano a Ângelo Coronel

Foto: Divulgação

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Ângelo Coronel (PSD).

Por unanimidade, a Câmara Municipal de Salvador (CMS) aprovou o Projeto de Resolução que concede o título de cidadão soteropolitano ao presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado estadual Ângelo Coronel (PSD). De autoria do vereador Duda Sanches (DEM), o projeto foi votado na sessão da última terça-feira (20). Ângelo Coronel (PSD) é natural do município de Coração de Maria (BA), onde foi prefeito de 1989 a 1992.

21 de junho de 2017, 19:01

BRASIL Ex-tesoureiro do PT pede a Moro para depor outra vez

Foto: Reprodução

O ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira pediu ao juiz federal Sérgio Moro para ser interrogado de novo em ação penal na Operação Lava Jato. Em petição a Moro, a defesa de Ferreira requereu nova audiência para o petista, com base no artigo 196 do Código de Processo Penal. Moro decidiu. “A presente ação penal está tendo o seu encerramento prolongado por sucessivos pedidos de novos interrogatórios, o que não é muito adequado. De todo o modo, a bem da ampla defesa, defiro excepcionalmente o requerido, advertindo porém que será a última audiência, designo a data de 19 de julho de 2017, às 14. Caso algum outro acusado pretenda ser interrogado, deverá comparecer na referida data e horário. Fica a defesa de Paulo Ferreira encarregada de apresentar seu cliente.” Ferreira foi preso em junho de 2016 na Operação Abismo, 31.º desdobramento da Lava Jato – neste caso, além do ex-tesoureiro, outros treze investigados são réus.O petista é acusado do recebimento de propinas nas obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes).Ele foi solto seis meses depois, assim que, em depoimento a Moro admitiu prática de ilícitos nas campanhas eleitorais. “Negar informalidades nos processos eleitorais brasileiros de todos os partidos é, na minha opinião, negar o óbvio”, declarou Paulo Ferreira, na ocasião.Moro perguntou. “Inclusive no Partido dos Trabalhadores, na sua campanha?” “Exatamente”, admitiu Ferreira, terceiro ex-tesoureiro do PT envolvido na Lava Jato – antes dele, caíram na malha fina da grande investigação João Vaccari Neto e Delúbio Soares.Agora, Paulo Ferreira quer depor outra vez.

Estadão

21 de junho de 2017, 18:40

BRASIL Afastado do MP desde 2012, Demóstenes recebeu R$ 2,6 mi sem trabalhar

Foto: Divulgação

O ex-senador Demóstenes Torres (GO)

Desde que foi afastado das atividades no Ministério Público, em outubro de 2012, o ex-senador Demóstenes Torres (GO) já recebeu R$ 2,6 milhões sem trabalhar, considerando-se o salário de procurador mais os benefícios como gratificações natalinas e férias, além de indenizações e outros pagamentos extras. Uma média de R$ 45 mil por mês, informa o site Congresso em Foco. De acordo com o site, Demóstenes Torres vai pedir ao Senado para que anule sua cassação por envolvimento com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, porque a Justiça considerou nulos os grampos telefônicos que embasaram os processos criminais e o seu julgamento político. Inelegível até 2027, o ex-senador quer retomar o direito de se candidatar já em 2018 a uma vaga na Câmara dos Deputados. As chances de o Senado considerar o pedido, porém, são mínimas. Ainda segundo o Congresso em Foco, em nome da mulher, Flávia Coelho Torres, o ex-senador abriu um restaurante e um escritório de advocacia, ambos em bairros nobres de Goiânia. A preferência de Demóstenes pela advocacia tem muito a ver com a rejeição que ele enfrenta entre os colegas do MP-GO. Em agosto de 2012, 82 promotores de Justiça, procuradores do Trabalho e procuradores da República em Goiás assinaram manifesto pedindo ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em caráter liminar, o afastamento dele em razão das acusações que o derrubaram no Senado. O Ministério Público goiano é comandado atualmente pelo procurador Benedito Torres, irmão de Demóstenes. A relação entre os dois ficou abalada desde o escândalo do caso Cachoeira. Segundo relatos de amigos, o ex-senador cassado não perdoou até hoje as declarações dadas na época pelo irmão na tentativa de se distanciar das denúncias. Na ocasião, Benedito também era o procurador-geral de Justiça de Goiás, cargo que exerceu pela primeira vez entre 2011 e 2013.

21 de junho de 2017, 18:28

SALVADOR Vítimas de queimaduras no São João podem ser atendidas em UPAs

No período das festas de São João e São Pedro, os cuidados com os fogos de artifício e os riscos de queimaduras são assuntos que devem ser sempre debatidos. Qualquer pessoa que utilizar fogos está suscetível a queimaduras, se não o fizer com os devidos cuidados. Com os acidentes, surgem as dúvidas de como agir nessa situação.De acordo com o coordenador médico do Samu, Antônio Carlos Fernandes, além de provocar queimaduras e mutilações, os fogos e explosivos podem deixar outras sequelas graves e irreversíveis, como perda de tecidos, membros e até mesmo a própria vida. O médico explica que cada tipo de queimadura requer um cuidado específico, a depender do agente causador, da extensão e da profundidade dos ferimentos. Para tanto, ele avisa que, quando acontecer um acidente, não deve ser realizado qualquer procedimento por familiares e amigos.”Não devemos colocar nada no local queimado. As pessoas que costumam colocar manteiga, pasta de dente ou pomada existente em casa devem saber que isso só pode prejudicar o acidentado em questão. Outra coisa que deve ser evitada é a aplicação de gelo, pois pode dificultar a circulação do sangue. O máximo que a pessoa pode fazer é colocar a ferida em uma água corrente e levar para um posto médico ou ligar para o número 192, para mais orientações. Quanto menos manipular a região queimada antes de levar ao serviço médico, melhor”, disse.Quem necessitar de atendimentos de urgência e emergência 24h durante o feriadão poderá procurar as unidades da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Realizam esse serviço as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Valéria, Adroaldo Albergaria (Periperi), Pirajá, San Martin, Vale dos Barris, Brotas, Hélio Machado (Itapuã), Paripe e São Cristóvão, além dos Pronto Atendimentos (PAs) São Marcos, Alfredo Bureau (Marback), Edson Teixeira (Arenoso), Maria Conceição Santiago Imbassahy (Pau Miúdo) e Rodrigo Argolo (Tancredo Neves). A Central do Samu estará em esquema de plantão todos os dias, inclusive dando apoio ao São João do Pelourinho.

21 de junho de 2017, 18:16

BRASIL Comissão aprova ‘recall’ para mandato presidencial

Foto: André Dusek/Estadão

Proposta original é do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira, 21, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria a possibilidade de revogação, por parte dos próprios eleitores, do mandato de presidente da República. A proposta ficou conhecida como “recall”. O projeto segue agora para o plenário do Senado, onde terá de ser analisado em dois turnos. De acordo com o texto, o presidente da República poderá ter seu mandato revogado a partir de proposta assinada por, no mínimo, 10% dos eleitores que compareceram à última eleição presidencial. A apresentação do pedido de recall será permitida apenas no segundo e no terceiro anos do mandato. Em seguida, o Congresso convocaria um referendo popular para revogar o mandato do presidente. Se a população decidir pela revogação, o cargo será declarado vago, mas não serão necessariamente realizadas novas eleições. A substituição se dará conforme o que já determina a Constituição, ou seja, será empossado o vice-presidente da República. Apenas se este cargo estiver vago, é que assumirá o presidente da Câmara dos Deputados, que deverá convocar eleições diretas ou indiretas, dependendo do momento em que a revogação ocorrer. A proposta original, do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), definia a possibilidade de “recall” também para governadores, prefeitos, senadores e deputados. Mas o relator do projeto, Antonio Anastasia (PSDB-MG), limitou o texto ao mandato de presidente.

Estadão Conteúdo

21 de junho de 2017, 18:09

SALVADOR “Trindade defende um governo notabilizado pela mentira”, diz Alexandre Aleluia

“O vereador Trindade deve ter esquecido qual governo ele representa. Como ele fala de mobilidade em Salvador se o governo que ele representa sequer é capaz de garantir a segurança dos passageiros que utilizam transporte público em Salvador?”, questionou o líder do DEM na Câmara Municipal de Salvador, vereador Alexandre Aleluia.O vereador Aleluia citou que, até abril, foram registrados 800 assaltos a ônibus em Salvador. “Quando chegaram a essa marca, resolveram esconder os números, como se isso fosse alterar a realidade. Essa ação do governo Rui Costa inclusive gerou acionamento do Ministério da Justiça para verificar esse grave crime contra os baianos”, apontou o líder do DEM.”O Atlas da Violência mostrou que o governo de Rui Costa é mentiroso. Quem acredita que Barreiras, em 2015, registrou somente um homicídio? É o governo da mentira, da incompetência. O governo que resolveu brigar contra os números, contra a realidade. Trindade e o governo desastroso que ele representa perderam-se no enredo da própria propaganda. Agem como os integrantes de regimes totalitários: cultivando ódio ao mundo real. Não têm nenhuma moral para criticar a gestão do prefeito ACM Neto”, disse Alexandre Aleluia.

21 de junho de 2017, 18:00

BAHIA Galo sugere instalação de unidade do SAC em Valéria

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelino Galo (PT), apresentou ao Governo do Estado a Indicação Nº 22.187/2017 para que seja implantado no Centro Social Urbano de Valéria, em Salvador, uma unidade do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC). O parlamentar argumenta que o crescimento urbano e populacional do bairro, situado na região da BR 324 na saída da capital, somado à crescente demanda por serviços públicos tem gerado uma mobilização popular pela implantação do SAC. ”A distância de Valéria da região central da cidade, o que gera custos com descolamento e dificulta o acesso da população a serviços públicos indispensáveis, somada ao próprio crescimento populacional e urbano, já justificam o atendimento do pleito popular”, afirma Galo, recordando que a Rodoviária de Salvador deve ser implantada num bairro próximo a Valéria. “A comunidade é densamente povoada e possui equipamentos urbanos, como o Centro Social Urbano, que podem abrigar uma unidade do SAC. O pleito da população é justo, traria grandes benefícios aos moradores e aproveitaria ainda melhor os equipamentos urbanos já existentes, dinamizando seu uso e prestando um grande serviço ao bairro”, enfatiza o deputado, que recebeu de lideranças da comunidade um abaixo assinado reivindicando o benefício.

21 de junho de 2017, 17:58

BRASIL Advocacia-Geral da União pede ao TCU bloqueio de bens da JBS

Foto: Dusek/Estadão

O empresário Joesley Batista, da JBS, prestou novo depoimento à Polícia Federal,

A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou na tarde desta quarta-feira, 21, com uma manifestação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para solicitar o imediato bloqueio de bens da JBS e de seus responsáveis. A medida tem como objetivo garantir um futuro ressarcimento de prejuízos estimados em cerca de R$ 850 milhões causados aos cofres do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), alvo de apuração do próprio tribunal. A AGU tomou a iniciativa depois da divulgação de notícias de que o grupo estaria em “avançado processo de desfazimento de bens no país”. “Nesse sentido, como eventual ação de ressarcimento dos cofres públicos federais ficará a cargo desta instituição, tais medidas poderão restar frustradas caso não sejam resguardados bens suficientes para a efetiva recomposição do erário”, alerta um dos trechos da petição. A Advocacia-Geral lembra, ainda, que eventuais termos de acordo celebrado entre o grupo econômico e o Ministério Público Federal não afastam a competência da União para avaliar a extensão do dano integral causado aos cofres públicos federais, bem como para o ajuizamento das ações decorrentes, nos termos das Leis nº 8.429/1992 e nº 12.846/2013. Neste sentido, requer o acesso ao inteiro teor do processo para que a AGU tome as “medidas judiciais cabíveis”.

Estadão Conteúdo

21 de junho de 2017, 17:50

BRASIL Defesa diz que Yunes nunca atuou para JBS ou J&F

O criminalista José Luís Oliveira Lima, que defende o advogado José Yunes, disse na tarde desta quarta-feira, 21, que seu cliente nunca atuou em processo envolvendo a J&F ou JBS. A afirmação foi em resposta às declarações do empresário Joesley Batista à Polícia Federal, em depoimento na Operação Patmos, quando disse que o presidente Michel Temer (PMDB) tentou incluir Yunes “para intermediar um acordo com uma empresa em disputa judicial em andamento contra o Grupo”.”O dr. José Yunes tem mais de 50 anos de advocacia e jamais necessitou de qualquer interferência para atuar em demandas judiciais. Nunca atuou como advogado em processo envolvendo a J&F ou JBS”, disse Oliveira Lima.Yunes foi assessor especial de Temer na Presidência e saiu do cargo quando foi citado na delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, em dezembro do ano passado. Segundo o executivo da empreiteira, Yunes teria recebido dinheiro vivo supostamente destinados a Temer pela Odebrecht, em 2014.Joesley disse que o acordo para incluir Yunes acabou não se concretizando. Ele citou o advogado, após elencar à Polícia Federal “vantagens” que teria prestado ao presidente.

Estadão

21 de junho de 2017, 17:45

INTERIOR DA BAHIA Candeias: Prefeito cumpre promessa e antecipa 100% de salários

Foto: Divulgação

O prefeito de Candeias, Doutor Pitagoras (PP)

Conforme anunciado na última sexta-feira (16) pelo prefeito de Candeias, Doutor Pitagoras (PP), foi pago nessa terça-feira (20), 100% dos salários de todos os servidores do município. De acordo com Pitagoras essa ação vai contribuir para impulsionar o comércio local. “Decidimos adiantar 100 por cento do salário dos servidores por dois motivos: Queremos valorizar ainda mais, os nossos servidores e suas famílias, que vão brincar o São João com dinheiro no bolso e por outro lado vamos aquecer o comércio da cidade injetando quase 10 milhões na economia de Candeias”, afirmou o prefeito. Para a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Candeias-CDL, Ana Paula Cordeiro, a realização do São João e o adiantamento salarial dos funcionários do município criou uma expectativa positiva para todos. “A notícia foi recebida com muito entusiasmo por todos os empresários da cidade. Eu, que também sou empresária, já recebi cliente ontem reservando mercadoria para pagar”, relatou animada a presidente do CDL. O São João da cidade será realizado de 23 a 25 de junho, na praça Doutor Gualberto, centro de Candeias.

21 de junho de 2017, 17:45

BRASIL Jucá minimiza desentendimentos entre PMDB e PSDB

Foto: Divulgação

O presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR)

A derrota do governo na votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado foi motivo de novos desentendimentos entre caciques do PSDB e do PMDB. Nesta quarta-feira, entretanto, o presidente do PMDB, Romero Jucá (RR) minimizou a questão e demonstrou incômodo com as declarações do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. “Não há como buscar uma responsabilização individual. O PSDB faltou com um voto, mas o PMDB também”, afirmou. As declarações do senador vieram após uma troca de farpas entre o peemedebista Moreira Franco e o presidente do PSDB, Tasso Jereissati. Moreira disse que o PSDB gosta de alardear apoio às reformas, mas culpou o partido pelo voto contrário do senador Eduardo Amorim (PSDB-SE). Tasso, por sua vez, criticou o fato de o presidente Michel Temer viajar durante a votação. Segundo interlocutores de Jucá, o senador ficou incomodado com o comportamento de Moreira Franco, chegou a dizer que o ministro se equivocou e que a colocação atrapalha a relação com o PSDB.  Na terça-feira, durante a Comissão de Assuntos Sociais, o senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que Jucá se queixava de carregar o governo nas costas. “Jucá me confessou que está com lombalgia de esforço empurrando essa carreta sem roda no lamaçal da corrupção”, disse, em tom de brincadeira. Apesar da derrota e dos desentendimentos, Jucá tem contabilizado positivamente os votos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), próximo colegiado onde a reforma trabalhista será votada. Na avaliação do líder do governo, a vantagem da base sobre a oposição nesta comissão é maior e há poucas chances de mudanças de votos virarem o resultado final. A base contabiliza placar de 15 votos a 11 na CCJ.

Estadão Conteúdo