26 de outubro de 2007, 12:47

Luppi lança Marcos Medrado à Prefeitura

O deputado federal Marcos Medrado circulou hoje na solenidade em que o ministro do Trabalho, Carlos Luppi, assinou convênio com o governo baiano para a capacitação de jovens, na Fundação Luis Eduardo Magalhães, como pré-candidato do PDT a prefeito.

O lançamento do nome de Medrado foi feito pelo próprio ministro, em entrevista pela manhã à sua rádio, a Nova Salvador FM. Segundo Luppi, todo partido que se preza tem que “ter sua candidatura própria, tem que mostrar seus princípios, idéias e objetivos”.

Ele afirmou que o deputado Marcos Medrado “é um homem de luta, que conta com a confiança do povo baiano”. E completou: “se depender de mim, ele será o nosso candidato”.

26 de outubro de 2007, 12:34

Bradesco não pode exigir pagamento de empréstimo, assegura secretário

O secretário estadual Carlos Martins (Fazenda) disse agora há pouco a este blog que o Bradesco não pode exigir o pagamento imediato de empréstimos consignados aos servidores estaduais por conta da transferência da conta-salário do governo para o Banco do Brasil.

Segundo Martins, existe um decreto no Estado que permite a todos os bancos a realização da operação de crédito consignado. Por este motivo, o que foi contraído junto a um banco, como o Bradesco, pode ser recebido através de outra instituição financeira, como o BB, e repassado.

“Neste caso, o BB repassará”, disse o secretário, reforçando que o Bradesco não pode exigir o pagamento imediato de nenhum empréstimo. A denúncia de que servidores estavam apreensivos com uma suposta pressão do Bradesco para receber os empréstimos foi feita pelo site Bahia Já, do jornalista Tasso Franco.

Carlos Martins foi um dos secretários presentes à solenidade de assinatura de convênio entre o ministro do Trabalho, Carlos Luppi, e o governador Jaques Wagner, para a capacitação de jovens baianos, agora há pouco, na Fundação Luis Eduardo Magalhães.

26 de outubro de 2007, 10:51

Governo está de olho na GM. Que bom!

Este blog se penitencia por ter dito, na última segunda-feira, que o governo baiano não estava nem aí para a disputa que se estabelece entre Pernambuco e Paraíba pela instalação de uma nova fábrica da GM no País.

Hoje, no jornal A TARDE, o governador Jaques Wagner (PT), apesar de reconhecer as limitações infra-estruturais do Estado, revelou que o governo baiano já se posicionou para a disputa.

E justificou o silêncio oficial sobre a partida como parte do jogo para se chegar aos resultados desejados. Faz sentido. Principalmente, se o Estado tiver realmente em campo e, ao final, conseguir marcar o gol.

26 de outubro de 2007, 10:38

PCdoB dividido em relação ao prefeito João Henrique

O PCdoB pode estar tão dividido quanto o PT em relação à sucessão municipal. Assim como no PT, há entre os comunistas aqueles que querem permanecer ao lado do prefeito João Henrique (PMDB) – com cargos na administração. E aqueles outros que querem entregar os anéis para não perder os dedos e poder disputar a Prefeitura.

Ontem, dia seguinte ao primeiro princípio de confronto público entre peemedebistas e comunistas a cerca da postura do partido com relação ao prefeito, o secretário municipal de Educação, Ney Campelo, fez questão de almoçar com João Henrique, no Palácio Thomé de Souza. Comunista de quatro costados, Campelo foi colocado na pasta pelo PCdoB.

Substituiu a vereadora Olívia Santana, pré-candidatada comunista à Prefeitura e pivô dos primeiros desentendimentos entre os comunistas e o partido do prefeito. Durante o encontro, o secretário teria dito a João Henrique que a idéia da candidatura do PCdoB é um “desejo pessoal” de Olívia. Portanto, sem lastro partidário.

Marcando bem a divisão no partido, Campelo teria prometido, inclusive, procurar o presidente do PCdoB, Péricles de Souza, para arbitrar uma solução na legenda. Um sinal de que, assim como no PT, no PCdoB o dilema entre a independência e a participação na administração é mais profundo do que aparenta.

25 de outubro de 2007, 22:07

João Henrique e César Borges salvos com decisão do TSE

O prefeito João Henrique (PMDB) e o senador César Borges (PR) respiraram agora à noite mais aliviados com a decisão do TSE de estabelecer como marco temporal da fidelidade partidária para os detentores de cargos majoritários a data de 16 de outubro. Como mudaram de seus respectivos partidos antes daquele dia, estão a salvo da acusação de infidelidade e do risco de perder seus mandatos.

Assim como eles, praticamente todos os prefeitos que, na Bahia, trocaram de legenda, em sua maioria para o PMDB. O prazo para mudanças partidárias em cargos proporcionais – de deputados e vereadores – continua sendo 27 de março, o que significa que dois entes queridos do prefeito, sua mulher, a deputada Maria Luíza, e seu cunhado, o deputado federal Sérgio Brito, continuam sob risco.

25 de outubro de 2007, 21:33

O “carro vermelho” e a bajulação explícita da Ford

Num ato explícito de bajulação política, a Ford pretende marcar a produção de seu milionésimo carro na planta de Camaçari, na Bahia, com a doação de um Ecosport vermelho ao governo baiano, comandado por um petista.

A cor do automóvel é uma “homenagem” ao vermelho que caracteriza o PT. O carro será utilizado pela Secretaria de Segurança Pública não se sabe ainda se em sua “vermelhidão” original, porque todas as viaturas da SSP são brancas.

O PT hoje homenageado pela Ford é o mesmo que escorraçou a companhia do Rio Grande do Sul e a recebeu, na Bahia, com quatro pedras na mão, atiradas por seus principais líderes políticos à época.

A alegação do partido, então, era de que os incentivos fiscais concedidos pelo governo baiano para atrair a montadora eram uma imoralidade. Mas, hoje, as feridas estão fechadas e a Ford e o PT estão apaixonados “mutuamente”.

Também hoje, no Senado, César Borges fez um discurso para destacar o marco da produção da Ford na Bahia. Borges era o governador do Estado na época, um pefelistão adversário do PT que tanto o criticou e ao seu grupo pela iniciativa.

Agora no PR, um partido da base aliada do governo Lula, teve que fazer um pronunciamento ameno para o seu estilo, com referências indiretas e sutis àquele grande momento histórico por todos os motivos. Inclusive, pelo aqui-agora.

Para o senador, a implantação da Ford foi “uma chance histórica que a Bahia soube aproveitar”. É verdade.  Borges soube também fazer justiça ao papel desempenhado por Antonio Carlos Magalhães à época.

Lembrou que ACM liderou no Congresso Nacional a luta política para que então o presidente Fernando Henrique Cardoso, o maldito FHC do PT, criasse as condições legais para que a Ford pudesse vir para a Bahia.

“A luta da Bahia foi grande, porque São Paulo resistiu muito para que houvesse os benefícios fiscais necessários a uma fábrica distante dos grandes centros consumidores”, recordou o senador. Mas só São Paulo?

O senador completou: “Hoje, esta luta é uma luta da qual me orgulho, uma luta pioneira, para que tivéssemos pela primeira vez a indústria automobilística fora do eixo Sul-Sudeste”. Tudo verdade.

Uma única referência aos petistas que lideravam a grita contra o projeto? Sim, ainda que genérica. O senador relembrou que “muitos grupos políticos torceram pelo fracasso da iniciativa, mesmo que significasse prejuízo para os baianos”.

Ah, justiça se faça. Pelo menos.  Melhor fosse que a Ford desenvolvesse um amor pela Bahia e não esta tórrida paixão pelo PT, entregando ao Estado não um Ecosport, mas vários com as cores da bandeira baiana e não do partido.

Seria um exemplo fatal de como uma companhia multinacional e muito bem-sucedida reconhece todos os incentivos de um Estado que a acolheu e, didaticamente, separa institucionalidade de política partidária.

25 de outubro de 2007, 20:11

CPI da Ebal quer ouvir publicitário e ex-secretário de Comunicação

A CPI da Ebal, que apura denúncias de irregularidades na estatal, anunciou hoje à noite que vai ouvir o presidente da Propeg, Fernando Barros, e o ex-diretor da Agecom, jornalista João Paulo Costa, na próxima quarta-feira.

De acordo com a assessoria da CPI, a convocação de Barros já tinha sido decidida há algum tempo. Ele será ouvido na condição de “indiciado” para explicar os valores gastos pela Ebal com publicidade na gestão passada.

Já o ex-diretor da Agecom, diz a assessoria, será ouvido na condição de testemunha. Ele foi convocado para esclarecer as dúvidas sobre a forma pela qual se realizavam os contratos publicitários de órgãos do governo na gestão passada.

25 de outubro de 2007, 19:35

Deputados querem incluir Passé na Região Metropolitana

Os deputados Edson Pimenta (PCdoB) e Yulo Oiticica (PT) estão empenhados na tentativa de integrar o município de São Sebastião do Passé à Região Metropolitana de Salvador (RMS). Os dois assinam projeto de lei complementar neste sentido.

“Com a nova realidade política da Bahia, com a eleição de Wagner e a ampla maioria na Assembléia, esta reivindicação atende ao desejo da população e pode ser viabilizada”, afirmam, levantando várias justificativas para a proposta.

A mais importante delas, reconhecem, é a possibilidade de o município se beneficiar do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), ao fazer parte do grupo de 10 municípios que integram hoje a RMS.

25 de outubro de 2007, 19:18

Rocha provoca Cremeb, AMB e Sindicato dos Médicos sobre “folha secreta”

O deputado Heraldo Rocha, líder do DEM na Assembléia Legislativa, enviou hoje requerimentos destinados, respectivamente, ao CREMEB, à Associação Bahiana de Medicina e ao Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia, solicitando um parecer sobre as denúncias do deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN) de que médicos sem contrato teriam recebido até R$ 30 mil de salário da Secretaria de Saúde do estado, no mês de julho deste ano, através de uma “folha secreta”.

25 de outubro de 2007, 18:13

“Folha secreta” teria abalado confiança do governo em Jorge Solla

Informes chegados agora a este blog dão conta de que, apesar de manter a pose, o governo tomou um susto com as denúncias do deputado João Carlos Bacelar (PTN) sobre a existência de uma folha de pagamento “secreta” na Secretaria de Saúde, na qual médicos apareceriam ganhando até R$ 30 mil.

De acordo com uma fonte governista, figuras próximas ao governador Jaques Wagner teriam avaliado que a Secretaria cometeu uma imprudência ao pagar os valores, da ordem de R$ 3 milhões, relativos a dois meses de serviços prestados por médicos, como “indenização”, um expediente impróprio para fazer frente a remunerações salariais.

Na base da medida, estaria a insistência do secretário Jorge Solla em romper, a qualquer custo, o convênio com a Coopamed – cooperativa pela qual a gestão passada contratava médicos para o Estado -, sem ao menos ter tido tempo hábil para definir uma entidade para substituir a instituição nesta tarefa.

Sob o risco de ficar sem o atendimento de médicos de especialidades de alta complexidade que se negavam a assinar contratos com o Reda, a Secretaria teria optado por permitir que eles continuassem trabalhando com a promessa de identificar depois a fonte pagadora, o que foi, finalmente, conseguido por meio da indenização.

Hoje, há forte temor de que a descoberta de João Carlos Bacelar possa ser interpretada como desvio de finalidade e até permita enquadrar o governo na lei de responsabilidade fiscal, trazendo mais desgastes para a administração estadual, mesmo que se prove que não houve desvio ou direcionamento de recursos.

“Está provado que Solla pode ser um ótimo consultor. Como gestor, até agora, tem sido uma negação”, disse outra fonte do governo a este blog.

25 de outubro de 2007, 17:48

TSE nega recursos por captação ilegal de votos em municípios baianos

O ministro Caputo Bastos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou seguimento a quatro agravos de instrumento , todos de municípios da Bahia e que tratavam de captação ilegal de votos.

Num dos agravos, o ministro negou seguimento porque Everaldo Joel de Araújo (PFL), prefeito eleito nas eleições de 2004 no município de Monte Santo, não anexou aos autos as cópias dos embargos de declaração rejeitados no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia.

O prefeito queria reverter decisão do Tribunal, que modificou decisão de primeiro grau no sentido de extinguir ação de impugnação de mandato eletivo.

Pelo mesmo motivo, o ministro-relator negou seguimento ao Agravo 8732, além de considerá-lo intempestivo. O TRE baiano deu provimento a recurso interposto por Antônio Gilberto de Souza (PL), prefeito de Sobradinho, e seu vice, José Fernandes Neto, eleitos em 2004, contra a Coligação “Sobradinho Rumo à Mudança” (PMDB/PDT/PRP/PT/PCdoB/PCB/PAN/PV/PSDB/PPS).

O acórdão reformou decisão de primeira instância que reconheceu a captação ilícita de votos. Já os Agravos 8736 e 8737, ambos do município de Presidente Dutra e interpostos por Roberto Carlos Alves de Souza, tentavam cassar os mandatos do prefeito, Agnelo Almeida Barreto Neto, e do vice Ailton de Souza Filho.

No primeiro caso, o ministro Caputo Bastos considerou que os argumentos já haviam sido expostos em recurso ao TRE, sem êxito. E, no segundo, o ministro constatou que não havia cópia da procuração de Roberto Carlos Alves de Souza a advogado para representá-lo na ação.

25 de outubro de 2007, 17:34

Imbassahy almoça com presidentes de seis partidos

O pré-candidato a prefeito e presidente regional do PSDB, Antônio Imbassahy, almoçou hoje, no Barbacoa, com os presidentes do PRP, José Aleluia, PT do B, Dilma Gramacho, PSL, Toninho, PHS, Miguel Rehem, PSDC, Antônio Albino, e PTC, Rivailton Pinto. São partidos pequenos, mas que tiveram votação expressiva para a Câmara Municipal de Salvador nas últimas eleições e, articuladamente, procuram um candidato a prefeito no qual investir suas energias. Imbassahy esteve acompanhado do ex-deputado e ex-secretário municipal de Transportes Nestor Duarte, que coordenou a campanha de João Henrique (PMDB) à Prefeitura, e do ex-secretário municipal de Serviços Públicos, Arnando Lessa, ambos tucanos.

25 de outubro de 2007, 13:04

Ronald Lobato vira “rolling stone” no governo

Procedem as informações de que o governo começou a monitorar mais cuidadosamente as áreas às quais suas secretarias estão afeitas. No processo de avaliação, o secretário de Planejamento, Ronald Lobato, teria ganho até condição. Seria um “rolling stone”. Traduzindo, uma pedra em processo de mudança. E também apelido: “Rolando Lero”. Este último, dizem que proveniente de colegas insatisfeitos com o estilo “prolixo” do secretário. É aguardar para ver se as avaliações procedem e terão peso na reforma administrativa prevista para janeiro. Ou antes.

25 de outubro de 2007, 12:29

Primeira-dama com a bola toda

A primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, teve sua atuação política reforçada durante entrevistas dadas hoje pela manhã pelo governador Jaques Wagner (PT), primeiro, à TV Bahia, e em seguida, à Rádio Metrópole.

Na TV Bahia, ao comentar iniciativas do governo no sentido de evitar prejuízos à Casa Jorge Amado, que teve repasse de verbas reduzido à metade pela atual gestão e foi motivo de reportagem da emissora, Wagner se referiu à mulher.

“Fátima (também) conversou com gente da Casa de Jorge Amado”, disse o governador. Na entrevista à rádio Metrópole, ao avaliar o governo, ele referiu-se a entrevista concedida pela primeira-dama à Tribuna da Bahia.

“Como disse Fátima, se a Bahia conseguir colocar mais transparência nos serviços públicos e cumprir sua meta social, teremos cumprido nosso compromisso”, afirmou o governador.

Há dois meses, numa polêmica entrevista à revista Metrópole,  a primeira-dama acirrou os ânimos na Assembléia, ao afirmar que não havia oposição, quase abrindo também uma crise com aliados do governo, ao criticar o adesismo.

25 de outubro de 2007, 12:15

Wagner diz que segurança pública precisa ser “acelerada”

O governador Jaques Wagner disse hoje em entrevista à rádio Metrópole que a avaliação de seu secretariado não tem data marcada e admitiu que existem áreas que “precisam ser aceleradas”, como a da Segurança Pública. Sem referências ao secretário Paulo Bezerra nem aos boatos sobre a briga de foice por poder que ele travaria com o delegado-chefe João Laranjeira, o governador complementou a avaliação, dizendo que tem discutido a questão da segurança com autoridades do governo federal na área.