20 de novembro de 2008, 09:53

CCJ do Senado aprova licença-maternidade de 6 meses

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a prorrogação da licença-maternidade dos atuais 120 dias para 180 dias (6 meses). Por unanimidade, os senadores aceitaram a decisão prevista na proposta de emenda à constituição da senadora Rosalba Ciarlini (DEM/RN). A idéia de substituir e generalizar o período da licença ocorre após mais de dois meses da vigência do Programa Empresa Cidadã, em que a prorrogação da licença era incentivada nos órgãos públicos ou mediante incentivo fiscal às empresas que a ele aderirem. Para virar lei, a proposta ainda deve ser votada no plenário do Senado e da Câmara.

20 de novembro de 2008, 09:50

Câmara retira de pauta projeto ‘antiquilombola’

Um acordo de última hora entre parlamentares permitiu a retirada do projeto de decreto legislativo conhecido como “antiquilombola”, que tramita na Comissão de Constiuição e Justiça da Câmara. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), e o ministro Edson Santos (Igualdade Racial), firmaram acordo para “paralisar” a tramitação do projeto. A proposta suspende o decreto presidencial que regulamenta a demarcação e titulação de terras destinadas a remanescentes de comunidades quilombolas. Informações do jornalista Cláudio Humberto.

20 de novembro de 2008, 09:26

Veracel quer duplicar produção até 2014

Com a previsão de ampliar os investimentos em projetos sócio-ambientais no Extremo Sul da Bahia e duplicar a produção até 2014, a Veracel Celulose quer otimizar suas ações com foco no desenvolvimento sustentável, alinhando-se ao Planejamento Estratégico do Estado. Estas projeções foram discutidas na secretaria do Planejamento (Seplan), durante reunião entre o secretário Ronald Lobato (Planejamento) e o coordenador de Relações Corporativas da Veracel, Adelino Netto. Segundo Lobato, há o interesse do governo do Estado em formar parcerias, principalmente para adensar a cadeia produtiva. “Não queremos apenas exportar a matéria-prima, através do futuro Porto Sul, mas atrair empresas para criar um pólo moveleiro”, afirma. Outra proposta é a implantação da Rede Estadual de Planejamento e Gestão Estratégica em todos os municípios baianos. O objetivo é estruturar um sistema físico de voz e dados capaz de dar suporte às funções de planejamento e gestão municipal, bem como facilitar o acesso do cidadão aos diversos serviços governamentais, especialmente os referente a Saúde, Educação e Segurança.

20 de novembro de 2008, 09:18

Gabeira pode ser vice de Serra em 2010

Tucanos paulistas trabalham o nome do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) para ser vice de José Serra na campanha presidencial de 2010, informa Cláudio Humberto.
 

20 de novembro de 2008, 07:47

Secretaria de Planejamento volta a ser lembrada em reforma administrativa

Apesar do balde de água fria que o governador Jaques Wagner jogou ontem, na chegada da Suécia, sobre a continuidade da reforma administrativa, outra secretaria voltou a ser frequentemente citada na eventualidade de as mudanças continuarem no governo. É a secretaria de Planejamento, ocupada hoje pelo economista Ronald Lobato. Aliás, vinha sendo lembrada desde o início das conversas sobre a reforma do governo, há um ano, exatamente como a da Agricultura, a primeira que ganhou novo titular dentro da estratégia do governo de ampliar sua base na Assembléia.

20 de novembro de 2008, 07:44

Souto e Lúcio Vieira Lima trocam parabéns em telefonema

O líder da Oposição, deputado João Carlos Bacelar (PTN), e o líder do Democratas na Assembléia, deputado Heraldo Rocha, em nome da bancada na Casa parabenizaram ontem o ex-governador e presidente do Democratas na Bahia, Paulo Souto, pela passagem de seu aniversário. Ainda pela manhã, toda a bancada esteve na sede do partido para confraternizar com o ex-governador. Além de Bacelar e Rocha, também foram ao encontro de Souto os deputados Gaban (DEM), Rogério Andrade (DEM), Júnior Magalhães (DEM), Clóvis Ferraz (DEM), Sandro Régis (PR), Gildásio Penedo Filho (DEM), José Nunes (DEM), Luiz de Deus (DEM), Eliedson Ferreira (DEM), Paulo Azi (DEM), Misael Neto (DEM) e Tarcízio Pimenta (DEM). O presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, também aniversariou ontem e, logo cedo, trocou um telefonema de parabéns com Souto.

20 de novembro de 2008, 07:39

Ministério libera R$ 15,8 mi para recuperação de rios na Bahia

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, anunciou ontem a liberação de recursos da ordem de R$ 15,8 milhões para a realização do projeto de recuperação das sub-bacias dos rios Carinhanha, Corrente e Grande, no Oeste da Bahia. O projeto, assinalou  o ministro, se insere no contexto maior do programa de revitalização de toda a bacia do rio São Francisco. A área de expansão agrícola do Oeste baiano, ressaltou o ministro Geddel, teve um grande crescimento e alto índice de desmatamento, que provocou inclusive a redução de matas ciliares. Cerca de 1,3 milhões de hectares foram prejudicados, inclusive com a supressão da vegetação. Se essa intervenção não fosse feita urgentemente, como está acontecendo, segundo o ministro da Integração Nacional, a área danificada poderia chegar a 3 milhões de hectares.

20 de novembro de 2008, 07:31

Dora Krammer chama atenção nacional sobre artigo de Geddel

Do artigo da jornalista Dora Krammer, reproduzido hoje, no jornal A TARDE: “Não há como considerar corriqueiro o fato de um ministro de Estado publicar uma carta aberta dizendo-se disposto a “entregar imediatamente quaisquer cargos, ou todos eles”, em repúdio à atitude de “setores” do PT que, por “ambição nua e crua”, romperam os princípios da aliança entre as duas legendas na eleição municipal e agora “esgarçam a relação com o PMDB”.”

20 de novembro de 2008, 07:29

EXCLUSIVO: Wagner diz contar com PSDB para 2010

O governador Jaques Wagner (PT), na coletiva de ontem à tarde, elogiou a tentativa de modificação na lei de verticalização partidária para as eleições de 2010, o que lhe garante contar com o apoio formal do PSDB, independentemente da disputa na esfera federal. O governador, entretanto, admitiu que as divergências existem e podem vir sim a influenciar a disputa estadual: “Não tem nenhum menino aqui, eu não sou um iludido. O PSDB fará em 2010 a campanha do candidato do PSDB, contra o meu candidato à presidência da República. Eles poderão estar no palanque do candidato se for Serra, ou Aécio, não sei, e eu estarei no palanque provavelmente da ministra Dilma, que é o que está colocado hoje. E eles têm o compromisso comigo de manter (o apoio na disputa estadual)”. Ele admitiu, porém, que o futuro ainda é incerto: “Já que hoje voltou à moda do casamento, a gente também sobe no altar na tristeza, na alegria, na bonança e na ausência? Nem sempre. Eu estou no meu terceiro casamento”, comparou. (Rafael Rodrigues)

20 de novembro de 2008, 07:25

EXCLUSIVO: Wagner não vê problema em disputa na base por presidência da Assembléia

O governador Jaques Wagner (PT) disse ontem, ao desembarcar em Salvador, depois da viagem à Suécia, que avalia como positiva a possibilidade de haver duas candidaturas da base governista à presidência da Assembléia Legislativa – uma representada pelo atual presidente, deputado estadual Marcelo Nilo (PSDB), e outra pelo deputado peemedebista Arthur Maia. “Estou querendo reprogramar nossas cabeças. É porque a gente saiu de 16 anos de um governo em que não era dado o direito sequer da pergunta, quem dirá da divergência. Então o cidadão perguntava, no modelo anterior, quem é mais assim do modelo? É aquele que tinha a consciência que não tinha o direito de pensar. Eu não quero isso pra mim. Eu não acredito nisso. Eu derrotei isso e não derrotei para fazer igual”, criticou.

O governador lembrou que divergências existem até dentro de seu próprio partido e que não cabe a ele impor uma única opção: “A gente não pode começar a encarar como desrespeito e desacato o direito à opinião, o direito à divergência. Se Arthur Maia quer ser candidato, eu vou discutir com a minha base para ver quem é o melhor. O PT já disse que prefere Marcelo Nilo (PSDB), o PSDB igual. Estamos discutindo essa construção, agora eu não vou ficar abortando o direito das pessoas pretenderem”, argumentou. Wagner esclareceu que, quando escolheu Marcelo Nilo como seu candidato preferencial à presidência da Assembléia, em 2006, não houve qualquer acordo no sentido de Nilo não concorrer à reeleição ou de concorrer.

“Eu me comprometi com ele na eleição e disse a ele: ’sobre 2009 a gente discute em 2008. Eu não me comprometi e evidentemente ele chegou agora para mim: ‘Governador, está chegando o final do ano, eu queria lhe dizer da minha pretensão de me candidatar à reeleição, tem a objeção do senhor?’ Não, objeção não tem, mas por enquanto estamos construindo isso”, esclareceu. (Rafael Rodrigues)

20 de novembro de 2008, 07:24

EXCLUSIVO: Wagner diz que “2009 não é ano de articulação política, é ano de governo”

Buscando garantir fôlego eleitoral e, consequentemente, apoio político para 2010, o governador Jaques Wagner (PT) elegeu 2009 como o ano estratégico para apresentar resultados na gestão do governo. Na coletiva que concedeu ontem à tarde, Wagner dedicou grande parte de suas respostas projetando o ano que vem como o período em que se dedicará à gestão.
 
“Minha cabeça é gestão em 2009. Óbvio que eu estou pensando em 2010, mas minha agenda não é fazer 2010. Não se faz 2010 assim, quem vai fazer 2010 é a gestão de 2009. Se a gente chegar em 2010, eu e Lula, um avião, até quem a gente não convidar vai querer entrar no avião. Se a gente chegar uma carroça, quem a gente pensava que ia estar com a gente não estará. Então esqueçam. 2009 não é ano de articulação política, é ano de governo”.
 
O governador entende que 2009 não é um ano de “intrigas e futricas” e pede a colaboração de seus aliados para alcançar bons resultados: “Aqueles que querem contribuir comigo, de qualquer partido, eu acho que o que temos que fazer agora é otimizar a gestão. É isso que interessa ao povo. Como o próprio presidente Lula me dizia quando eu ganhei a eleição: ‘Galego, olhe para 2009. 2007 vocês vão aprender, 2008 tem eleição e então a agenda política se sobrepõe. 2009 é o ano de você tocar’.

Segundo Wagner, ele está preocupado em tirar “gargalos da gestão, melhorar a performance da equipe”. (Rafael Rodrigues)

20 de novembro de 2008, 07:23

EXCLUSIVO: Wagner pede aos aliados que “parem de brigar”

Questionado sobre as recorrentes manifestações de petistas defendendo o rompimento do governo com o PMDB, o governador Jaques Wagner (PT) destacou que se trata de uma questão para ser resolvida internamente pelo seu partido. “Eu sou governador do Estado e já disse que a minha camisa do PT eu não tiro, mas na função de governador eu tenho a coalizão de quatorze partidos para gerenciar. O PT tem presidente, o PMDB tem presidente, eu tô aqui como governador. Jamais abandonarei meu partido, ao contrário, vou trabalhar para que ele cresça, mas aqui eu tenho uma tarefa mais ampla que é gerir não só o meu partido”. Em seguida, entretanto, o governador admitiu que busca apaziguar os ânimos: “Se me perguntam ’sua pretensão é desembarcar em 2010 com o PMDB?’ É. O que se faz para isso? Trabalha, diminui tensões, melhora o relacionamento. Diz para as pessoas ‘parem de brigar, isso não leva ninguém a lugar nenhum”. Interrogado se já pediu aos seus aliados para que parem de brigar, Wagner respondeu: “Já pedi há muito tempo. Mas eu estou cuidando do governo e queria separar as coisas”, desabafou. (Rafael Rodrigues)

20 de novembro de 2008, 07:23

EXCLUSIVO: Wagner diz que PMDB fica no governo e descarta reforma administrativa “geral”

Por Rafael Rodrigues

Em entrevista coletiva concedida  ontem em sua chegada a Salvador, após viagem que fez à Suécia, o governador Jaques Wagner (PT) garantiu que trabalha pela manutenção da aliança com o PMDB para 2010. O governador minimizou o tensionamento entre o PT e PMDB, admitido pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que, em artigo publicado no jornal A Tarde, colocou os cargos indicados por ele ao governo à disposição. Seguindo o discurso adotado pelo presidente do PT, Jonas Paulo, Wagner endossou que todos os cargos do governo do Estado estão, como sempre estiveram, à sua disposição, afinal “é o governador quem nomeia e tira”.

“Eu prefiro ler no artigo do ministro Geddel a frase que ele diz que se mantém apoiando o projeto que a gente construiu, independentemente dos cargos. Essa é a frase que está registrada pra mim”, afirmou o governador. Ele garantiu que o PMDB permanece com cargos no governo: “Não há nenhuma previsão de reforma. Aliás, não tem previsão de reforma geral, eu disse que todos estão sob observação do ponto de vista da gestão. A gestão política do meu governo quem faz sou eu. Eu, por enquanto, não tenho nenhuma pretensão de tirar ninguém da base aliada”, frisou. Ressaltando que “não brinca em serviço” e não irá “mandar jogador para o outro time”, o governador afirma priorizar a consolidação e o crescimento da base aliada.

“Por isso que quando eu tive aquele diálogo com o senador César Borges eu disse: ‘estando o PT e o PMDB juntos em 2010 é natural uma vaga do senado do PMDB. Imagino que, sendo do PMDB, é do ministro Geddel Vieira Lima, que é a liderança do PMDB. Isso pra mim é absolutamente natural. Se o ministro Geddel chegar em 2010 e entender ‘governador, valeu, obrigado, a nossa caminhada foi uma maravilha, mas eu quero fazer carreira solo’, tem tanta dupla sertaneja que se separa, tem tanto conjunto que se separa. Tem gente que se dá bem na carreira solo e tem quem não se dá bem”, afirmou. Questionado sobre a possibilidade de Geddel querer formar, em 2010, outra ‘dupla sertaneja’ com o deputado federal ACM Neto (DEM), Wagner disse: “Se for Geddel e Neto é uma opção deles, eu não posso segurar a mão de ninguém”.

20 de novembro de 2008, 06:54

Manchetes do dia

– A Tarde: Os guardiões da herança africana

– Correio da Bahia: Trânsito mata mais sem blitze

– Tribuna da Bahia: Wagner mantém PMDB no governo, prega entendimento e diz que é hora de trabalhar

– Globo: Senado faz desafio a Lula e devolve MP de filantrópicas

– Folha: Fuga de dólar cresce; cotação vai a R$ 2,39

– Estadão: Alta do dólar já pressiona indústria

– JB: Inflação volta a corroer salário

– Correio: De encher os olhos

– Valor: Empréstimos do FMI e Fed podem financiar o BNDES

– Gazeta Mercantil: Arrecadação atinge R$ 65,4 bi em outubro

19 de novembro de 2008, 20:45

EXCLUSIVO: Wagner não vê problema em disputa na base por presidência da Assembléia

O governador Jaques Wagner (PT) disse hoje, ao desembarcar em Salvador, depois da viagem à Suécia, que avalia como positiva a possibilidade de haver duas candidaturas da base governista à presidência da Assembléia Legislativa – uma representada pelo atual presidente, deputado estadual Marcelo Nilo (PSDB), e outra pelo deputado peemedebista Arthur Maia. “Estou querendo reprogramar nossas cabeças. É porque a gente saiu de 16 anos de um governo em que não era dado o direito sequer da pergunta, quem dirá da divergência. Então o cidadão perguntava, no modelo anterior, quem é mais assim do modelo? É aquele que tinha a consciência que não tinha o direito de pensar. Eu não quero isso pra mim. Eu não acredito nisso. Eu derrotei isso e não derrotei para fazer igual”, criticou.

O governador lembrou que divergências existem até dentro de seu próprio partido e que não cabe a ele impor uma única opção: “A gente não pode começar a encarar como desrespeito e desacato o direito à opinião, o direito à divergência. Se Arthur Maia quer ser candidato, eu vou discutir com a minha base para ver quem é o melhor. O PT já disse que prefere Marcelo Nilo (PSDB), o PSDB igual. Estamos discutindo essa construção, agora eu não vou ficar abortando o direito das pessoas pretenderem”, argumentou. Wagner esclareceu que, quando escolheu Marcelo Nilo como seu candidato preferencial à presidência da Assembléia, em 2006, não houve qualquer acordo no sentido de Nilo não concorrer à reeleição ou de concorrer.

“Eu me comprometi com ele na eleição e disse a ele: ‘sobre 2009 a gente discute em 2008. Eu não me comprometi e evidentemente ele chegou agora para mim: ‘Governador, está chegando o final do ano, eu queria lhe dizer da minha pretensão de me candidatar à reeleição, tem a objeção do senhor?’ Não, objeção não tem, mas por enquanto estamos construindo isso”, esclareceu. (Rafael Rodrigues)