9 de abril de 2019, 11:23

MUNDO Israel escolhe hoje novo Parlamento

Mais de 6 milhões de eleitores vão às urnas hoje (9) em Israel para escolher o novo Parlamento, o Knesset, formado por 120 cadeiras. Dos eleitos, será escolhido o futuro primeiro-ministro. Pela quinta vez, o atual ocupante do cargo, Benjamin Netanyahu, busca a reeleição. Também estão na disputa mais 12 candidatos, dos quais os considerados com mais chances são Benny Gantz, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, e Yair Lapid. De acordo com a imprensa local, Netanyahu e Gantz estão muito próximos na disputa, segundo as pesquisas de intenção de votos. Em discussão o projeto de lei que fixa regras sobre o serviço nacional para a população ultraortodoxa e as questões relativas à Faixa de Gaza. O Knesset tem 120 assentos, dominado pelo Likud, partido de Netanyhu e seus aliados. Desde que Israel foi fundado em 1948, nenhum partido formou uma maioria absoluta. Netanyahu está no poder há quase 13 anos e enfrenta resistências internas devido a investigações por desvios de conduta.

Agência Brasil

8 de abril de 2019, 19:00

MUNDO EUA pedem que Mourão use influência com militares contra Maduro

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão se reuniu nesta segunda-feira, 8, com o vice-presidente americano, Mike Pence na Casa Branca para discutir a crise na Venezuela. De acordo com o governo americano, Mourão foi incentivado a usar sua experiência como adido militar em Caracas para influenciar militares venezuelanos a romper com o chavismo. “Ele tem a credibilidade de ser um líder importante na região com formação militar”, disse a fonte, que pediu para não ser identificada. “É uma voz muito importante e está usando essa voz para avançarmos”. Ainda segundo a Casa Branca, o vice brasileiro, que tomou a dianteira em algumas negociações diplomáticas no governo do presidente Jair Bolsonaro, pode estabelecer canais com russos e chineses – aliados de Maduro, que fazem parte do grupo dos Brics juntamente com o Brasil. Também estiveram na pauta da reunião, segundo uma fonte do governo americano, esforços diplomáticos e possíveis sanções para pressionar o regime de Nicolás Maduro.

Estadão Conteúdo

8 de abril de 2019, 08:51

MUNDO Israel escolhe amanhã o novo Parlamento

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, busca amanhã (9) a reeleição para o quinto mandato. Nesta terça-feira serão escolhidos os novos integrantes do 21º Knesset (Parlamento) do país. Na disputa estão os candidatos parlamentares, entre os quais aquele que ocupará a cadeira de primeiro-ministro. Além de Netanyahu, concorrem ao cargo mais 12 candidatos, sendo que dois são considerados com mais chances. Benny Gantz, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, e Yair Lapid. Em discussão o projeto de lei que fixa regras sobre o serviço nacional para a população ultraortodoxa. O Knesset tem 120 assentos, dos quais a maioria é ocupada pelo Likud, partido de Netanyhu, e seus aliados. Desde que Israel foi fundada em 1948, nenhum partido formou maioria absoluta. Netanyahu está no poder há quase 13 anos e enfrenta resistências internas devido a investigações por desvios de conduta. Em comunicado, o Likud informou que pretende unir “as fileiras para garantir que os votos do direito não sejam perdidos”. Com informações da DW, agência pública internacional de notícias da Alemanha.*

Agência Brasil

8 de abril de 2019, 07:33

MUNDO EUA retiram tropas da Líbia em meio a tensões na capital

Militares dos Estados Unidos disseram que retirara um pequeno contingente de Forças americanas da Líbia enquanto o país está à beira de uma guerra civil em grande escala, com combates continuando em torno da capital Trípoli. Ao citar a capacidade das Forças dos EUA de “flexionar onde for necessário” na Líbia, o coronel Christopher Karns, porta-voz do Comando da África, confirmou a saída de Trípoli. “As condições de segurança em algumas regiões do país diminuíram”, disse Karns, recusando-se a fornecer detalhes sobre a direção dos contingentes. “É importante que vários grupos afiliados ao terror, como o Estado Islâmico, não tenham um mapa exato de nosso paradeiro”, afirmou. A decisão deste domingo afeta um número indeterminado de tropas americanas que estavam na Líbia para prestar apoio a missões diplomáticas e realizar atividades de contraterrorismo, disseram autoridades militares. Ainda foi comentado que a situação de segurança no país justifica a remoção dessas tropas. Na quinta-feira, o general Khalifa Hafta, ex-comandante líbio, ordenou que suas forças atacassem Trípoli, em uma ofensiva contra um governo internacionalmente reconhecido e sediado na capital. Os confrontos continuaram no fim de semana, quando ambos os lados lançaram ataques aéreos, cada um utilizando um pequeno número de aeronaves militares. “As realidades de segurança no território líbio estão se tornando cada vez mais complexas e imprevisíveis”, disse o general Thomas Waldhauser, comandante da Africom, que tem sede na Alemanha. O comando comentou que a decisão foi temporária, mas não especificou um cronograma para o retorno das tropas. Fonte: Dow Jones Newswires.

Estadão Conteúdo

7 de abril de 2019, 07:16

MUNDO Para FHC, uso da força na Venezuela teria ‘custo muito elevado’

Foto: Leo Martins/Estadão

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou no sábado (6) que a crise na Venezuela precisa ser resolvida por “maturação interna” do próprio povo do país e que tentar resolver a situação pelo uso da força teria um “custo muito elevado”. Para Cardoso, o Brasil precisa refletir antes de pensar em adotar uma saída dessa natureza. “Não creio que seja o melhor caminho uma intervenção militar na Venezuela. Há muitas coisas em jogo”, afirmou. Ele disse que discussões teóricas sobre o restabelecimento da democracia na Venezuela não levam em conta que “existe um povo” no País. Para o tucano, existem alinhamentos “complexos” de países: de um lado, Rússia e China dão suporte ao regime de Nicolás Maduro. De outro, o bloco de países que pressiona pela saída do presidente venezuelano. “Eu creio que o governo de Brasil tem uma responsabilidade e tem que se dar conta de que há interesses grandes que não são os nossos necessariamente, não há por que nos juntarmos automaticamente a interesses que não são os nossos”, afirmou o ex-presidente. O Brasil, através do Grupo de Lima, tem aumentado a pressão diplomática sobre o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, e reconheceu o opositor do chavismo, Juan Guaidó, como presidente interino. Os Estados Unidos têm adotado a estratégia de deixar no ar a possibilidade de uma intervenção militar. O presidente americano, Donald Trump, repete que “todas as opções estão na mesa” quando o assunto é Venezuela. Quando esteve na Casa Branca em março, o presidente Jair Bolsonaro endossou a tática americana e não foi claro sobre o eventual apoio do Brasil a uma ação militar no país vizinho. Depois, no Chile, Bolsonaro afirmou que isso não está em discussão. Os militares brasileiros rechaçam qualquer tipo de apoio a uma ação militar. “Cada país tem que tomar decisões sobre até que ponto vai se meter”, disse FHC. “A verdade é que há uma maturação que tem que ser, em grande medida, uma maturação interna. Se não há, é inútil, é uma perda de oportunidade”, disse o ex-presidente, ao dizer que a pressão internacional precisa ser coordenada com um momento doméstico de transição democrática. “Nossa missão é seguir conversando com venezuelanos para que se deem conta disso”, afirmou o ex-presidente. “Conheci muito Chávez. Era muito impulsivo. Toda vez que me chamava ‘meu mestre’, eu dizia: ‘Por favor, não diga isso”, afirmou. Para ele, a Venezuela hoje é um país perdido, sem saber para onde vai caminhar. “Qual é o sonho latino-americano? Há um sonho em comum? Se existir, temos de buscá-lo. Mas, neste momento, há a perda de um sentimento de que temos algo em comum”.

Estadão Conteúdo

5 de abril de 2019, 18:30

MUNDO Hamas rebate Flávio Bolsonaro: ‘filho do presidente extremista’

Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão

Flávio Bolsonaro e o pai, Jair Bolsonaro

O ex-ministro de Saúde do Hamas e presidente do Conselho de Relações Internacionais do grupo radical palestino, Basem Naim, rebateu nesta sexta-feira, 5, as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PSL) sobre o grupo, que nesta semana divulgou nota condenando a visita do pai dele, o presidente Jair Bolsonaro, a Israel. “O filho do extremista presidente brasileiro está atacando o Hamas porque rejeitamos o apoio ilimitado do novo governo brasileiro à ocupação israelense, que é uma contradição ao apoio histórico do Brasil ao povo palestino”, escreveu Naim no Twitter, em um post que replica uma declaração do filho do presidente de que ele queria que “O Hamas se explodisse”. “Jerusalém é um território ocupado, de acordo com o direito internacional, e ninguém, incluindo Jair Bolsonaro, tem o direito de legitimar a ocupação israelense”, acrescentou Naim. Ainda de acordo com o membro do Hamas, a política de Bolsonaro para Israel prejudica as relações históricas do Brasil com palestinos, árabes e muçulmanos. “As políticas dele (Bolsonaro) estão apenas desestabilizando a região”, afirmou o membro do Hamas. “Esperamos que o corajoso povo do Brasil interrompa essas políticas perigosas”. Na terça-feira, Flávio Bolsonaro deletou o tuíte sobre o Hamas minutos depois de sua publicação. O Hamas é considerado um movimento terrorista pelos Estados Unidos, e no passado praticou diversos atentados a bomba. O grupo também se tornou um movimento político e controla a Faixa de Gaza. Além disso, lança foguetes frequentemente contra o sul de Israel. O grupo radical islâmico atacou na segunda-feira, 1º, a visita de Jair Bolsonaro ao Muro das Lamentações ao lado do premiê israelense Binyamin Netanyahu e pediu uma “reação unida” dos países árabes”. Em nota oficial publicada na terça-feira, o Hamas afirmou que a visita não apenas contradiz a histórica atitude do povo brasileiro de apoio à causa palestina, mas também viola leis internacionais. “Essa política não ajuda a estabilidade e a segurança da região e ameaça os laços do Brasil com países árabes e muçulmanos”, diz a nota. “Em particular, o Hamas denuncia a visita do presidente brasileiro à Cidade Sagrada de Jerusalém acompanhada do primeiro-ministro de Israel”. O grupo pede que o Brasil reverta sua política para a região e pede que a Liga árabe pressione o governo brasileiro para por fim ao apoio à ocupação israelense dos territórios palestinos.

Estadão Conteúdo

5 de abril de 2019, 10:04

MUNDO Cortes em imprensa oficial expõem escassez em Cuba

Cuba anunciou nesta quinta-feira, 4, uma redução de páginas e periodicidade de seus principais jornais, incluindo o Granma do Partido Comunista, em razão da intensificação das sanções econômicas desde que o presidente Donald Trump chegou à Casa Branca. “Em razão de dificuldades com a disponibilidade de papel-jornal, as edições do jornal Granma das quartas e sextas-feiras, assim como dos semanários Granma Internacional, Trabajadores, Orbe y Opciones, serão reduzidas de 16 para 8 páginas a partir de amanhã (hoje, sexta-feira, 5)”, disse o governo. O Juventud Rebelde, diário da juventude comunista, circulará aos domingos com suas páginas habituais e “deixará de circular aos sábados”, enquanto “outras publicações impressas em papel-jornal também terão sua circulação afetada”, afirma a nota, sem dar mais detalhes. Os jornais estatais manterão suas edições digitais. Uma redução semelhante ocorreu na década de 90, durante o denominado “período especial”, como foi qualificada a crise econômica provocada pelo colapso da União Soviética, que na época era o maior sócio comercial da ilha. Na ocasião, os diários provinciais passaram a ser semanais. Em 24 de agosto de 1991, o Granma anunciou um reajuste similar dos jornais, também por causa da falta de papel, na primeira medida tomada pelo governo de Fidel Castro para enfrentar a crise. Cinco dias depois, o governo cubano relatou severas restrições ao consumo de combustível e outros produtos essenciais, bem como a paralisação dos investimentos. A atual redução da imprensa oficial também se soma a um desabastecimento notório de produtos de primeira necessidade para os cubanos, como azeite, ovos, farinha de trigo e remédios ou até artigos de higiene – o que causa longas filas na rede de mercados locais quando são distribuídos.

Estadão Conteúdo

5 de abril de 2019, 07:39

MUNDO Exército captura líder de temida milícia da República Democrática do Congo

Um líder rebelde congolês, acusado de orquestrar estupros em massa e outras atrocidades, foi capturado, informou o Exército da República Democrática do Congo. Masudi Alimasi Kokodiko, líder da temida milícia Raia Mutomboki, formada em 2005, foi capturado em Kivu do Sul depois de ser ferido em um tiroteio.

Estadão Conteúdo

4 de abril de 2019, 15:39

MUNDO Trump: Se problemas na fronteira com o México seguirem, tarifaremos carros

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quinta-feira, 4, impor tarifas sobre veículos importados do México, caso o vizinho não faça mais para controlar o fluxo na fronteira. Na Casa Branca, Trump disse que os mexicanos terão um ano de prazo para melhorar muito seus resultados no controle de pessoas e para combater o narcotráfico, caso contrário sofrerão a tarifa. Trump ameaçou ainda fechar a fronteira, caso a tarifa sobre automóveis não seja suficiente para melhorar o quadro. Ele ressaltou que os carros vindos do México movimento uma soma grande de dinheiro, como prova de sua determinação para agir, mas garantiu que está disposto a adotar a punição com tarifa e, se for preciso, fechar a fronteira.

Estadão Conteúdo

3 de abril de 2019, 21:42

MUNDO Ex-presidente da Nissan, Carlos Ghosn é preso novamente no Japão

Foto: Koji Sasahara/AP

O ex-presidente da Nissan, Carlos Ghosn

O ex-presidente da Nissan Motor Carlos Ghosn foi preso novamente em Tóquio no início desta quinta-feira (hora local), informou um amigo dele, menos de um mês após o executivo ter sido liberado sob fiança. Promotores foram ao apartamento na capital japonesa de Ghosn, segundo gravação da emissora pública NHK, e levaram-no até o escritório da promotoria em Tóquio. Um amigo de Ghosn disse que um advogado de defesa confirmou que ele foi novamente detido. Promotores devem apresentar novas alegações contra Ghosn ainda nesta quinta-feira. Nesta semana, o Wall Street Journal informou que a Nissan investigava se Ghosn destinou milhões de dólares em fundos da companhia por meio de uma distribuidora de carros de Omã para uso pessoal, possivelmente incluindo a compra de um iate. A Nissan também investigava se a empresa de Omã havia ajudado a financiar uma companhia de investimentos que tinha entre seus donos um filho de Ghosn, segundo o jornal. Advogado de Ghosn, Jean-Yves Le Borgne afirmou que não há nada de errado com os pagamentos, que eram ligados a negócios. A NHK informou que os promotores devem citar a conexão com Omã como base para a nova prisão. Em 6 de março, Ghosn foi libertado após pagar fiança, após ser acusado por crimes financeiros. Ele já foi acusado de desviar dinheiro da Nissan para o negócio de um amigo saudita que o ajudou com um problema financeiro, entre outras irregularidades.

Estadão Conteúdo

2 de abril de 2019, 10:49

MUNDO Erdogan sofre derrota em eleições regionais

O partido governista AKP, do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, venceu na maioria das cidades da Turquia nas eleições para prefeito, organizadas no domingo, mas sofreu derrotas em importantes cidades do país. Seu maior revés foi perder a prefeitura de Ancara, capital do país, onde o candidato do partido de oposição CHP, Mansur Yavas, saiu vitorioso. Em Istambul, há um empate técnico, mas Erdogan disse ontem que o AKP “pode perder a eleição”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

2 de abril de 2019, 08:59

MUNDO Supremo da Venezuela retira imunidade parlamentar de Guaidó

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, controlado pelo chavismo, retirou nesta segunda-feira, dia 1º, a imunidade parlamentar do líder opositor Juan Guaidó. A decisão abre caminho para que o presidente da Assembleia Nacional, que se declarou presidente interino do país em janeiro, seja preso. O presidente do TSJ, Maikel Moreno, também bloqueou os bens do deputado e reiterou sua proibição de deixar o país. A corte tomou a decisão ao considerar que o deputado – reconhecido como chefe de Estado interino por mais de 50 países – infringiu uma proibição de saída do país que tinha sido imposta a ele em 29 de janeiro. Nesse dia, o TSJ abriu uma investigação contra ele por “usurpar” as funções do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Guaidó saiu clandestinamente do país em fevereiro e retornou em 4 de março procedente da Colômbia, pelo aeroporto internacional de Maiquetía, em Caracas. O congressista fez, na ocasião, uma visita a vários países da região, após o fracasso, em 23 de fevereiro, de sua tentativa de fazer entrar na Venezuela doações de alimentos e medicamentos enviados pelos EUA. A decisão anunciada ontem pelo TSJ é a última de uma série de medidas contra Guaidó e seu entorno, que começou há duas semanas após a Rússia ampliar seu apoio ao regime de Maduro, até mesmo com o envio de pessoal militar e equipamentos. O chavismo vinha hesitando em agir contra o líder opositor, após receber ameaças explícitas dos EUA de retaliações caso algo ocorresse com Guaidó. A primeira ação chavista contra Guaidó foi a prisão de seu chefe de gabinete, Roberto Marrero, em março. Na sequência, segundo a mulher do opositor, Fabiana Rosales, parentes do deputado passaram a ser hostilizados por chavistas. Na semana passada, a Controladoria-Geral da Venezuela, também alinhada ao regime, suspendeu os direitos políticos de Guaidó por 15 anos. (Com agências internacionais). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

1 de abril de 2019, 18:45

MUNDO Juan Guaidó perde imunidade parlamentar e pode ser preso

Foto: Marco Bello/Reuters

O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, controlado pelo chavismo, retirou nesta segunda-feira, 1, a imunidade parlamentar do líder opositor Juan Guaidó. A decisão abre caminho para que o presidente da Assembleia Nacional, que se declarou presidente interino do país em janeiro, seja preso. O presidente do TSJ, Maikel Moreno, também bloqueeou os bens do deputado e reiterou sua proibição de deixar o país. A decisão é a última de uma série de medidas contra Guaidó e seu entorno, que começou há duas semanas, depois de a Rússia ampliar seu apoio ao regime de Nicolás Maduro, até mesmo com o envio de pessoal militar e equipamentos. O chavismo vinha hesitando agir contra o líder opositor desde janeiro, quando recebeu ameaças explícitas dos Estados Unidos sobre retaliações caso isso ocorresse. A primeira ação chavista contra Guaidó foi a prisão de seu chefe de gabinete, Roberto Marrero, em março. Na sequência, segundo a mulher do opositor, Fabiana Rosales, parentes do deputado passaram a ser hostilizados por chavistas. Na semana passada, a controladoria-geral da Venezuela, também alinhada ao regime, suspendeu os direitos políticos de Guaidó por 15 anos.

Estadão Conteúdo

1 de abril de 2019, 17:00

MUNDO Embaixador deve esperar Bolsonaro para consultas com Autoridade Palestina

Foto: Ammar Awad/Reuters

Cercado por forte aparato de segurança, Bolsonaro segue em direção ao Muro das Lamentações, em Jerusalém Oriental

O embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al-Zeben, afirmou nesta segunda-feira, 1, que deve permanecer no Brasil pelo menos até o retorno do presidente Jair Bolsonaro de Israel, na próxima quinta-feira, 4. Ele ainda espera conseguir uma audiência com Bolsonaro após o retorno, solicitada por ele e outros embaixadores de países árabes há mais de 15 dias. “Ainda não recebi ordens concretas para voltar (à Cisjordânia). Possivelmente estão aguardando que acabe a visita do senhor presidente a Israel”, disse o embaixador ao Estado. “Até agora nada… Por enquanto fico aqui.” A Autoridade Palestina – que governa partes da Cisjordânia e à qual a embaixada no Brasil está subordinada – anunciou no domingo que entraria em contato com seu representante em Brasília para ‘consultas’ sobre a visita de Bolsonaro a Israel. A medida busca mostrar descontentamento com o anúncio feito por Bolsonaro de que vai abrir um escritório de negócios em Jerusalém. “O ministério das Relações Exteriores entrará em contato com o embaixador palestino no Brasil para consultas com o objetivo de tomar a decisão apropriada diante da situação”, disse a chancelaria palestina, segundo a agência Wafa. Na linguagem diplomática, consultar um embaixador sobre uma determinada crise representa uma espécie de agravo ao país no qual está o embaixador. A medida está um degrau abaixo da convocação do embaixador de volta para o país de origem e dois antes da ruptura de relações. Al-Zeben pretende reforçar o pedido de reunião, feito há mais de duas semanas, entre Bolsonaro, o chanceler Ernesto Araújo e embaixadores de países árabes no Brasil, para o qual não obteve resposta até o momento. O objetivo, disse, é “preservar e cuidar das relações entre Brasil e mundo árabe”, que classificou como sendo “de uma importância sem igual”. Ele é decano do grupo de embaixadores. O embaixador criticou o anúncio da criação do escritório em Jerusalém. E sugeriu que o Brasil demonstre “equilíbrio” e abra uma representação similar em Jerusalém Oriental, que os palestinos almejam como capital de um futuro Estado, ocupada por Israel desde 1967. “Qualquer assunto que tenha a ver com Jerusalém eu acho desnecessário. Neste caso, o Brasil como país amigo e mantendo relações diplomáticas com os dois, deveria abrir também um escritório comercial no lado oriental para atender os negócios palestinos e brasileiros. O lado oriental é capital do Estado da Palestina. E aquele que pretendem abrir no lado ocidental, e deve ser… paralelamente poderiam abrir também no outro lado para mostrar equilíbrio”, considerou. Questionado sobre se o anúncio do escritório de negócios poderia prejudicar as relações comerciais entre Brasil e países árabes, o embaixador disse ‘esperar que não’. “Vamos tentar esclarecer esse assunto com autoridades brasileiras uma vez que retornarem ao Brasil”, afirmou. Ele desejou uma boa visita de Bolsonaro a Israel, mas que não seja prejudicial para os palestinos. “Esperamos que senhor presidente faça uma boa visita a Israel, que seja benéfica em todos os sentidos para o Brasil, e que não seja prejudicial para os vizinhos, neste caso para a Palestina”. Sobre o fato de Bolsonaro não ter descartado transferir a embaixada do Brasil em Israel até o final do mandato, o embaixador afirmou que, até lá, espera que o Estado palestino seja estabelecido. “Até o fim do mandato (de Bolsonaro) esperamos que o estado palestino seja estabelecido e, neste caso, levam as duas embaixadas, uma para lado palestino e outra israelense. Quero acreditar e pensar que esse é o pensamento do senhor presidente”, declarou.

Estadão Conteúdo

1 de abril de 2019, 09:25

MUNDO Maduro anuncia plano para prevenir apagões na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que, em 30 dias será executado um plano de ação para combater o que chama de “guerra elétrica contra a população”. Os venezuelanos enfrentam, pela segunda vez no ano, um longo período de apagão que atinge o país como um todo. Em decorrência dos impactos causados pelo apagão, as aulas e várias atividades no país foram suspensas. Maduro disse que até quarta-feira (3) a normalidade deve ser retomada. Segundo ele, a intenção é retomar a jornada até as 14h (horário local) em instituições públicas e privadas. “Já foi aprovado um plano para, em 30 dias, administrar o regime de cargas, equilibrando o processo de geração, assegurando a transmissão, o serviço e o consumo em todo o país”, disse Maduro. Em discurso transmitido pela televisão, o presidente venezuelano afirmou que vai se empenhar para enfrentar a “grave situação” e novamente disse que há um golpe em curso para tirá-lo do poder. “Imediatamente, começamos o trabalho de recuperação com cientistas, engenheiros e hackers”, afirmou. Nas redes sociais, Maduro pediu apoio à população para reagir a qualquer tipo de pressão. “Peço a todos os venezuelanos que defendam a paz em todos os cantos do país. Vamos reabastecer todo o sistema elétrico desses ataques.”

Agência Brasil