29 de junho de 2012, 07:18

MUNDO Brasil, Argentina e Uruguai definem hoje termos de suspensão do Paraguai do Mercosul

Os presidentes do Brasil, da Argentina e do Uruguai  se reúnem hoje, na cidade argentina de Mendoza para definir os termos de suspensão do Paraguai do Mercosul – o bloco de integração regional integrado pelos quatro países. O novo governo paraguaio, que assumiu há uma semana, não poderá participar das reuniões e decisões até as eleições presidenciais de abril – mas não sofrerá sanções econômicas. O Paraguai “não perderá obrigações nem direitos”, disse ontem, o chanceler brasileiro, Antonio Patriota,  após reunião com os ministros das Relações Exteriores da Argentina e do Uruguai. Ontem, o Mercosul liberou US$ 66 milhões para financiar obras de linhas de transmissão de energia elétrica no Paraguai. Os recursos são do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), criado em 2006 para reduzir as diferenças econômicas entre o Brasil e a Argentina e seus dois sócios menores, o Paraguai e o Uruguai. Diplomatas que participam das negociações informaram que a suspensão deve durar até as eleições presidenciais de abril, mas a decisão será tomada hoje, na reunião de presidentes do Mercosul.

28 de junho de 2012, 18:50

MUNDO Mercosul não vai aplicar sanções econômicas ao Paraguai

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, confirmou que há consenso no Mercosul para não aplicar sanções econômicas ao Paraguai. Segundo o chanceler, o bloco deve prorrogar a suspensão do país até as eleições presidenciais do ano que vem. Dessa forma, o Paraguai fica excluído de reuniões e do processo decisório interno do Mercosul. (O Globo)

28 de junho de 2012, 18:06

MUNDO Jornalista da Globo fica sem credencial em La Bombonera e chora na porta do estádio

Uma jornalista do programa “Profissão Repórter”, da TV Globo, passou por uma situação inusitada nesta quarta-feira, em Buenos Aires, antes da partida entre Boca Juniors e Corinthians. Enviada pelo programa para acompanhar membros da maior organizada do Corinthians na viagem de ônibus a Buenos Aires, para a final da Libertadores, a repórter chegou depois que o jogo já tinha começado, por conta do atraso dos torcedores,  e acabou ficando sem sua credencial para entrar. O responsável para entregar o documento já havia deixado o local. Desolada, a jornalista começou a chorar na porta de La Bombonera, ao mesmo tempo que a polícia argentina tentava afastar os corintianos sem ingresso do local. Ao final da partida, a repórter reapareceu sorridente e gravou imagens dos torcedores felizes – no lado de fora do estádio  – pelo empate por 1 a 1 com o Boca.

UOL Esporte

27 de junho de 2012, 18:15

MUNDO Lugo rejeita sanções contra Paraguai afirmando que prejudicarão cidadãos

Fernando Lugo

Fernando Lugo, presidente cassado do Paraguai, rejeitou nesta quarta-feira a imposição de sanções internacionais contra seu país em retaliação pela sua destituição no Senado na sexta-feira de 22 de junho. Alguns dos vizinhos do país sul-americano, incluindo Brasil e Argentina, condenaram o rápido processo de impeachment de Lugo e devem discutir possível sanções contra o Paraguai durante um encontro do Mercosul entre quinta e sexta-feira na cidade argentina de Mendoza. Mas Lugo disse que sanções ou quaisquer tentativas de isolar o país “acabariam prejudicando os paraguaios”. “O presidente Lugo e seu governo da mudança não apoiam qualquer ação para punir o país economicamente”, disse o ex-líder em um comunicado. Na terça-feira, Lugo disse que não participaria da reunião do Mercosul, após ter afirmado previamente que compareceria ao encontro. Ele acabou mudando de ideia depois que o novo chanceler do Paraguai lhe alertou que poderia enfrentar repercussões legais se tentasse representar o país na cúpula. (Último Segundo/Ig)

27 de junho de 2012, 16:01

MUNDO Greve de policiais na Bolívia termina após sete dias de distúrbios

O presidente da Bolívia, Evo Morales, assinou nesta quarta-feira um acordo para aumentar os salários de milhares de policiais do país e com isso a greve da categoria, que já durava sete dias, chegou ao fim. Os policiais estavam reunidos nas proximidades do Palácio de Governo e do Parlamento, onde ocorreram violentos enfrentamentos. Os ministros de Governo, Carlos Romero, e de Desenvolvimento, Teresa Morales, assinaram o convênio com representantes dos policiais após muitas horas de negociação. O Executivo afirmava que a greve fazia parte de um complô golpista com apoio da direita e dos Estados Unidos. O governo aumentou o salário de mais de 30 mil policiais de baixo escalão em US$ 14 mensais e duplicou um benefício alimentação, de forma que o agente mais mal pago irá receber US$ 295 e uma bonificação de US$ 57 por mês. Romero explicou que o acordo representou um aumento de 20%, o maior em 14 anos, embora tenha reconhecido que não conseguiu cumprir as “expectativas legitimas” da classe. O salário mínimo da Bolívia, um dos países mais pobres da América, é de US$ 144 dólares, e o salário médio da população não passa de US$ 546. (AFP)

27 de junho de 2012, 12:46

MUNDO Apesar da crise, imigração volta a aumentar na Europa

A queda nos fluxos de imigração legal ocorrida nos últimos anos devido à crise econômica mundial está chegando ao fim, afirma a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em seu relatório anual sobre as Perspectivas das Migrações Internacionais, divulgado nesta quarta-feira, em Bruxelas. “A imigração para 23 dos países da OCDE caiu em 2010 pelo terceiro ano consecutivo. No entanto, a queda foi mais modesta (de 3% comparado com ano anterior, frente a 7% em 2009)”, afirma o estudo. Ao mesmo tempo, “os dados preliminares para 2011 mostram que a imigração voltou a crescer nesse ano na maioria dos países europeus da OCDE, com exceção de Itália e Espanha, e também na Austrália e na Nova Zelândia”.
Só na Irlanda, entre maio e abril do ano passado o fluxo de imigrantes cresceu 44%, enquanto a Alemanha experimentou um aumento de 21% entre janeiro e junho do mesmo ano. Leia mais no Terra.

27 de junho de 2012, 09:59

MUNDO Assad diz que Síria vive em ‘verdadeiro estado de guerra’

Foto: Reuters

Presidente sírio, Bashar al-Assad

O presidente sírio, Bashar al-Assad, disse nesta terça-feira pela primeira vez que o país vive em um real estado de guerra e e não deu sinais de flexibilidade ao ordenar que seu novo governo direcione todas as políticas para vencer os confrontos contra manifestantes pró-democracia. A declaração foi feita em discurso durante a cerimônia de juramento do novo governo nacional. Assad esnobou países que têm pedido a sua renúncia, dizendo que o Ocidente “toma e nunca dá, e isso tem sido provado a cada estágio”. Leia mais em O Globo.

27 de junho de 2012, 07:23

MUNDO Lugo desiste de ir à reunião de cúpula do Mercosul

O ex-presidente Fernando Lugo decidiu nessa terça-feira, rever a sua decisão de ir à cúpula do Mercosul. Lugo disse que não irá à cúpula porque não quer fazer pressão sobre os governos dos países vizinhos. O Paraguai será o principal tema da reunião.Ele também admitiu que somente um “milagre” convencerá o Senado paraguaio a rever o  impeachment . Ontem a Suprema Corte paraguaia pronunciou-se a favor da constitucionalidade do impeachment. E a Justiça Eleitoral legitimou a Presidência de Franco. O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, pediu à presidenta Dilma Rousseff que ouça seus “compatriotas”. Nesta terça-feira ele recebeu 12 representantes da comunidade brasileira no país, que pediram audiência para dar apoio ao seu governo. “Eu diria à presidenta Dilma que seria muito importante que ela consulte seus compatriotas”, disse Franco, em entrevista coletiva, após o encontro. Ele se referia aos 350 mil brasiguaios – como são chamados os colonos brasileiros no Paraguai e seus descendentes, a maioria produtores e trabalhadores agrícolas.

26 de junho de 2012, 19:20

MUNDO Governo cubano também retira embaixador do Paraguai

O governo cubano decidiu nesta terça-feira retirar do Paraguai o seu embaixador em Assunção, Bernardo Guanche Hernández. Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Cuba, o país não reconhecerá qualquer governo que não seja eleito de forma legítima. O governo cubano qualificou o processo de impeachment do ex-presidente paraguaio, Fernando Lugo, como “um golpe de Estado do Parlamento”. O embaixador Hernández deve chegar a Cuba nas próximas horas. O Brasil também chamou o embaixador no Paraguai, Eduardo dos Santos, para prestar esclarecimentos sobre a situação no país vizinho. Assim como o Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e outros países da América Latina decidiram convocar seus embaixadores. A Venezuela, além de retirar seu embaixador em Assunção, também suspendeu a venda de petróleo para o país. Segundo autoridades paraguaias, 30% do petróleo importado vêm da Venezuela. As autoridades também descartaram que possa haver desabastecimento do combustível, pois há outros fornecedores. (Agência Brasil)

26 de junho de 2012, 15:05

MUNDO Presidente paraguaio diz que relações internacionais do país ficarão em segundo plano

Foto: Jornal de Londrina

Frederico Franco

O presidente paraguaio, Federico Franco, disse nesta terça-feira (26), em entrevista à imprensa estrangeira, que não pretende antecipar as eleições no país, previstas para abril de 2013. Ele afirmou ainda que deixará em segundo plano a relação do Paraguai com a comunidade internacional para se dedicar à política interna. “Não podemos, neste momento, nos ocuparmos das relações internacionais se primeiro devemos cuidar para que tudo esteja normal”, disse Franco. “Sou responsável por garantir que não vá acontecer uma guerra civil”, continuou. A preocupação é motivada pela situação que se seguiu à saída do ex-presidente Fernando Lugo. Protestos de apoiadores do ex-mandatário e de pessoas favoráveis ao novo governo devem acontecer nos próximos dias. (Agência Brasil)

26 de junho de 2012, 14:00

MUNDO Novo presidente do Paraguai lembra a Dilma que seu país é autônomo

Federico Franco, o novo presidente do Paraguai, falou, hoje, à imprensa internacional pela segunda vez em 48 horas. E mandou dois recados para quem interessar possa.

Sobre a possibilidade de seu país ser suspenso do Mercosul:

- Se eu disser que a prioridade é a comunidade internacional, estaria mentindo. Quero arrumar a casa e transmitir daqui tranquilidade e mostrar à comunidade internacional que este é um governo democrático.

Sobre a posição de Dilma de condenar o que ocorreu no Paraguai:

- É importante que Dilma consulte seus compatriotas. Aqui tem 500 mil brasileiros e sempre que as terras dos brasiguaios eram invadidas a própria embaixada dizia que não poderia fazer nada porque este é um país autônomo.

O novo diretor paraguaio da Hidroelétrica de Itaipu defendeu que seu país reduza a venda ao Brasil do excedente da energia que se produz por lá e que pertence ao Paraguai. Acha que parte do excedente deve ser utilizado no Paraguai para seu próprio desenvolvimento. (Blog do Noblat)

26 de junho de 2012, 07:11

MUNDO NY conclui 1º prédio do novo WTC quase 11 anos após o 11 de Setembro

Foto: Mark Lennihan / AP Photo

Arranha-céu tem 72 andares, 298 metros e será inaugurado em 2013

Nova York testemunhou nesta segunda-feira o término da construção do primeiro arranha-céu do novo World Trade Center (WTC), a Torre 4, quase 11 anos depois dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001, que destruíram as Torres Gêmeas e tiraram a vida de quase 3 mil pessoas. “Sempre achei que o novo World Trade Center seria um sucesso, e sempre acreditei no sul de Manhattan. Em pouco mais de um ano, a Torre 4 do WTC será a última novidade de nosso bairro”, disse o corretor imobiliário Larry Silverstein, que obteve um contrato para alugar o complexo por 99 anos antes do 11 de Setembro. Leia mais no G1.

26 de junho de 2012, 07:08

MUNDO A dez meses das eleições presidenciais, quadro é de incertezas no Paraguai

A história política do Paraguai é marcada por avanços e recuos, além de uma das ditaduras mais longas das Américas, a comandada pelo general Alfredo Stroessner – que durou 34 anos, acabando em 1988. Em 2008, o país elegeu o ex-bispo Fernando Lugo, que prometeu reforma agrária e melhorias sociais. Com o impeachment de Lugo na última sexta-feira, o quadro de incertezas predomina no país a dez meses das eleições gerais. O impeachment de Lugo não o impede de concorrer às eleições. Pela Constituição, ele preserva todos os direitos políticos, portanto, não há limitações legais à sua candidatura. No entanto, a legislação paraguaia proíbe a reeleição, o que não permitirá, por exemplo, que o novo presidente, Federico Franco, tente se manter no poder. Lugo não confirma nem descarta a possibilidade de se candidatar a um cargo eletivo em abril.

25 de junho de 2012, 20:35

MUNDO Sul-americanos vão discutir situação do Paraguai na sexta-feira

A reunião de chefes de Estado da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) sobre a crise política do Paraguai vai ocorrer nesta sexta-feira (29), na cidade argentina de Mendoza, informou nesta segunda a chancelaria do Peru. Assim, a reunião da Unasul vai coincidir com o encontro de Cúpula do Mercosul, que já estava marcado para Mendoza nessa data. A chancelaria peruana afirmou que isso foi intencional para aproveitar a presença dos chefes de estado que já estariam na cidade. O impeachment do presidente Fernando Lugo e a consequente posse de Federico Franco no governo paraguaio levaram o país a ser suspenso tanto do Mercosul como da Unasul na véspera. Leia mais no G1.

25 de junho de 2012, 19:28

MUNDO Tribunal descarta antecipar eleição presidencial no Paraguai em crise

O Tribunal Superior de Justiça Eleitoral do Paraguai disse nesta segunda-feira (25) que não existe possibilidade de antecipação das eleições presidenciais no país, após o impeachment de Fernando Lugo e da posse de Federico Franco. A corte afirmou que Franco, que tomou posse na sexta-feira, é presidente legítimo e deve completar o mandato até agosto de 2013. As eleições continuam marcadas para 21 de abril de 2013. O tribunal afirmou que o processo de impeachment foi legítimo, e que o presidente Lugo aceitou se submeter a ele. Também nesta segunda, a Corte Suprema de Justiça do Paraguai rejeitou o recurso de Lugo contra o julgamento que o afastou do cargo. Apesar desses reveses, o presidente deposto anunciou que não aceita o governo de Franco e que criou um gabinete paralelo com seus ex-ministros. Leia mais no G1.