6 de setembro de 2017, 08:59

MUNDO ONU diz que Síria foi responsável por ataque químico que matou 83 pessoas

O regime sírio usou armas químicas em pelo menos quatro ocasiões entre março e junho deste ano, incluindo o ataque de 4 de abril, na região de Jan Shijun. A Comissão de Investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) identificou que, nesse último ataque, o gás sarin foi utilizado pela Força Aérea. A informação é da Agência EFE. Em seu 14º relatório sobre violações de direitos humanos e crimes de guerra cometidos na Síria entre os dias 1º de março e 7 de julho, a comissão diz que “entrevistas e relatórios de alerta indicam que um avião Sujoi 22 (Su-22) fez quatro ataques aéreos em Jan Shijun, às 6h45 (hora local)”. “Somente as forças sírias operam esse tipo de avião”, afirma a comissão sobre o ataque, em que se usaram três bombas convencionais e uma química, deixando 83 pessoas mortas, entre elas 28 crianças e 23 mulheres.

Agência Brasil

5 de setembro de 2017, 09:31

MUNDO Procuradoria-Geral da Colômbia solicita extinção de propriedade da Odebrecht

Foto: JF Diorio

Faixada Odebrecht

A Procuradoria-Geral da Colômbia pediu que a Promotoria comece o processo de extinção de propriedade da construtora Odebrecht, envolvida em um escândalo de corrupção no país. A informação é da agência EFE. O Ministério Público disse, por meio de um comunicado, que “solicitou o início do processo de extinção de propriedade sobre os bens da multinacional brasileira Odebrecht, envolvida no escândalo de corrupção pela licitação da Rota do Sol, irregularidades do contrato para a recuperação da navegabilidade do rio Magdalena e o crédito do Banco Agrário”. Além disso, a Procuradoria pediu “a adoção de medidas cautelares para assegurar os bens que sejam submetidos a extinção de propriedade, que deverão ser depositados junto à Sociedade de Ativos Especiais para preservar o interesse geral e assegurar a eficácia da Justiça”. A Procuradoria sustentou a sua petição nas atividades “ilícitas realizadas na Colômbia pela empresa Odebrecht para se beneficiar indevidamente de contratos de obras públicas oferecidas pelo Estado colombiano, contrárias à lei colombiana”. Na petição, a entidade anexou uma lista dos possíveis bens da Odebrecht que possam ser objeto de extinção de propriedade, que inclui 15 contas bancárias, 29 subcontas e 15 prédios.

Agência Brasil

5 de setembro de 2017, 09:15

MUNDO China pede diálogo para solucionar crise norte-coreana

As sanções contra a Coreia do Norte não solucionarão a crise na península se outras formas de aliviar a tensão não forem iniciadas, advertiu, nesta terça-feira (5), o governo da China, enquanto a ONU estuda uma nova e mais forte resolução contra o país que fez novos testes nucleares no final de semana. As informações são da agência de notícias EFE. Em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, afirmou que para resolver o conflito, “a força militar nunca é uma opção e as sanções por si só não oferecem uma saída”. No entanto, Geng não esclareceu se a China apoiará uma nova rodada de sanções contra a Coreia do Norte e se limitou a dizer que “as decisões do Conselho de Segurança dependem do resultado das discussões entre os membros” deste órgão. Em um momento em que Estados Unidos, França e Reino Unido pedem uma resposta mais firme contra o regime norte-coreano após o teste realizado no último domingo, Geng solicitou que as conversas sejam retomadas e espera que todas as partes evitem uma escalada da tensão. Neste momento, considera Geng, a “tendência dominante” é conseguir uma solução pela via “pacífica” e a China espera que todas as partes envolvidas sejam sensatas e “mantenham a calma”, ao invés de “colocar lenha na fogueira”.

Agência Brasil

4 de setembro de 2017, 11:00

MUNDO Alemanha: Merkel e Schulz disputam eleições para chanceler no fim de setembro

Angela Merkel e Martin Schulz vão disputar, em 24 de setembro, o cargo de chanceler da Alemanha. Segundo as últimas sondagens, a atual chanceler lidera as pesquisas e tem grandes chances de conquistar um quarto mandato. Neste domingo (3), Merkel e Schulz participaram do único debate televisivo da campanha, visto como a principal oportunidade para os candidatos convencerem os cerca de 40% dos eleitores indecisos. O debate foi transmitido pelos quatro principais canais de televisão alemães e acompanhado por cerca de 20 milhões de espectadores, segundo informou a empresa pública de comunicação Deutsche Welle (DW). De acordo com analistas, apesar de Schulz ter atacado duramente Merkel com questões sobre imigração e relações com a Turquia, a atual chanceler se saiu melhor no debate e segue com a maioria das intenções de voto. Merkel está no poder há 12 anos. Antes do debate, Merkel apresentava uma vantagem de aproximadamente 15 pontos em relação a Schulz, que é ex-presidente do Parlamento Europeu e deixou o cargo no ano passado, para se candidatar ao posto de chefe de governo. Uma nova sondagem, realizada pela emissora pública ARD e divulgada após o debate, revelou que Merkel tem 55% das intenções de voto, contra 35% de Schulz. A disputa, que envolve o país com maior população entre os estados-membros da União Europeia (82,2 milhões de habitantes), foi marcada por temas como a relação com a Turquia e a migração nos próximos 4 anos. A primeira crítica de Schulz em relação à Merkel foi justamente sobre a sua política durante a crise dos refugiados que, segundo ele, não foi unânime dentro da UE. Merkel defendeu-se afirmando que a Alemanha passou por uma situação muito dramática e que “há momentos na vida de uma chanceler que exigem que se tome logo uma decisão”. Já em relação ao fim das negociações para a adesão da Turquia à União Europeia, ambos os candidatos concordaram. “Ficou claro que a Turquia não deve se tornar membro da União Europeia”, afirmou Merkel. “Quando eu for chanceler, cancelarei as negociações de adesão”, disse Schulz.

Marieta Cazarré, Agência Brasil

4 de setembro de 2017, 09:15

MUNDO Seul responde a teste nuclear norte-coreano com manobras militares

A Coreia do Sul executou nesta segunda-feira (4) manobras militares com fogo real nas quais testou ataques a instalações nucleares norte-coreanas, em resposta ao sexto teste atômico feito pela Corea do Norte no domingo (3). As informações são da agência de notícias espanhola EFE. Os exercícios incluíram o lançamento do míssil balístico Hyunmoo e projéteis disparados por caças F-15, que atingiram os alvos designados no Mar do Leste (Mar do Japão), segundo informou o comando conjunto do Exército sul-coreano. As manobras foram executadas levando em conta a distância e situação da base nuclear de Punggye-ri, no nordeste da Coreia do Norte, onde aconteceram os seis testes atômicos do regime liderado por Kim Jong-un, segundo um porta-voz das forças sul-coreanas à agência local “Yonhap”. A Coreia do Norte testou no domingo a sua bomba atômica mais potente até o momento, um artefato termonuclear que segundo o regime pode ser instalado em um míssil intercontinental, o que se for confirmado representaria um importante e perigoso avanço em suas capacidades militares.

Agência Brasil

4 de setembro de 2017, 07:50

MUNDO Exército sul-coreano diz que Coreia do Norte prepara outro teste de míssil

O Exército da Coreia do Sul informou, nesta segunda-feira (4), que a Coreia do Norte fez preparativos para lançar outro míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) a qualquer momento. “Os serviços de inteligência sul-coreanos detectaram contínuos indícios de que o país vizinho poderia efetuar, a qualquer momento, um novo teste com um ICBM”, disse Chang Kyung-soo, funcionário de alto escalão do Ministério de Defesa sul-coreano, em pronunciamento publicado pela agência Yonhap. O regime norte-coreano realizou, no começo de julho, o seu primeiro lançamento, com sucesso, de um míssil balístico intercontinental, seguido de outro, no fim do mês, com um projétil do mesmo tipo. Nesse domingo (3), a Coreia do Norte testou a sua bomba atômica mais potente até o momento, um artefato termonuclear que, segundo o governo do país, pode ser instalado em um míssil intercontinental, o que se for confirmado representaria um importante e perigoso avanço em sua capacidade militar. Hoje, a China não excluiu a possibilidade de apoiar, na Organização das Nações Unidas (ONU), um embargo total de petróleo à Coreia do Norte, após o teste nuclear de domingo, e pediu a esse país que “não aumente as tensões” com novos lançamentos de mísseis. A possibilidade de impor um veto às importações norte-coreanas de petróleo foi estudada pelos Estados Unidos e o Japão, segundo informações divulgadas em Tóquio. Sobre essa ideia, um porta-voz chinês, da área de Relações Exteriores, disse, em entrevista, que a resposta ao sexto teste atômico norte-coreano “depende das discussões entre os membros do Conselho de Segurança da ONU”, mas não a rejeitou totalmente.

Agência Brasil

3 de setembro de 2017, 18:15

MUNDO Após teste nuclear de Pyongyang, EUA alertam para resposta militar esmagadora

Após o teste nuclear conduzido pela Coreia do Norte, nesta madrugada, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis disse hoje que “qualquer ameaça aos EUA ou aos seus aliados “terão resposta militar massiva e esmagadora”. Mattis falou na Casa Branca, na sequência de uma reunião com o presidente, Donald Trump, e assessores de segurança nacional. Ele afirmou que Washington não está produrando a “aniquilação total” da Coreia do Norte, mas disse que tem “muitas opções”. A Coréia do Norte considerou o teste subterrâneo do que chamou de bomba de hidrogênio um “perfeito sucesso”. Esse foi o sexto e mais poderoso teste nuclear da Coreia do Norte desde 2006. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

3 de setembro de 2017, 12:45

MUNDO Lideranças internacionais condenam teste nuclear da Coreia do Norte

Foto: Reprodução/Estadão

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e autoridades do país inspecionam a bomba nuclear

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente da França, Emmanuel Macron, condenaram em conjunto último e maior teste nuclear da Coreia do Norte. Em um comunicado oficial, o governo alemão disse que os dois líderes concordaram em aumentar as sanções econômicas da União Europeia (UE) aos norte-coreanos, além de defender uma resposta do Conselho de Segurança da ONU, após uma conversa por telefone neste domingo, 3 de setembro. “Esta última provocação de Kim Jong-un atingiu uma nova dimensão”, diz o comunicado do governo alemão. “Além do Conselho de Segurança da ONU, a União Europeia também precisa agir agora. A chanceler e o presidente expressam seu apoio pelo aumento das sanções da UE contra a Coreia do Norte”. Mais cedo, Macron disse que a comunidade internacional deve reagir “firme e rapidamente” ao, que ocorreu horas antes. Macron pediu uma resposta ágil do Conselho de Segurança da ONU, no qual a França tem assento permanente. “O presidente da República convoca os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas a rapidamente reagir a essa nova violação da lei internacional pela Coreia do Norte”, escreveu Macron em um comunicado oficial. “A comunidade internacional deve tratar esta nova provocação com a maior firmeza, para trazer a Coreia do Norte incondicionalmente de volta ao caminho do diálogo e passar ao completo, verificável e irreversível desmonte de seu programa nuclear e balístico”, completou. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assim como autoridades dos governos da Rússia, Japão, Coreia do Sul, e inclusive China, maior parceiro econômico da Coreia do Sul, condenaram o sexto teste nuclear realizado pelo regime de Kim Jong-un neste domingo. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, declarou que a manobra é “absolutamente inaceitável” e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança internacional. A China declarou “forte condenação” ao teste nuclear, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua. A Coreia do Sul afirmou que pretende responder com as medidas mais severas possíveis. O diretor do Departamento Nacional de Segurança do país, Chung Eui-yong, afirmou que o presidente Moon Jae-in buscará todas as medidas diplomáticas disponíveis, incluindo novas sanções do Conselho de Segurança da ONU. Segundo Eui-yong, Moon também discutirá com o governo dos EUA formas de utilizar os “meios estratégicos mais fortes” de que dispõem os norte-americanos para isolar completamente Pyongyang. Em nota, o ministério de Relações Exteriores da Rússia disse que o anúncio do teste nuclear “merece máxima condenação”, e pediu o início imediato de diálogo e negociações para baixar a tensão na Península da Coreia. O ministério disse estar pronto para participar de uma solução diplomática. Uma das propostas da Rússia é um acordo para que tanto os testes nucleares e balísticos na Coreia do Norte quanto os exercícios militares no Sul tenham fim. Conduzido em parceria entre os exércitos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, o último desses exercícios ocorreu nessa semana, quando a Força Aérea sul-coreana sobrevoou a península com dois bombardeiros americanos, que tinham capacidade nuclear. O exercício ocorreu dois dias após o disparo de um missil da Coreia do Norte que sobrevoou o Japão. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

3 de setembro de 2017, 11:55

MUNDO EUA consideram impor embargo total à Coreia do Norte

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steve Mnuchin, disse que vai propor um novo pacote de sanções à Coreia do Norte que pode exigir o corte de todo o comércio internacional com o regime de Kim Jong-un. A declaração, feita em entrevista à rede de TV americana Fox News, vem horas após o sexto e mais potente teste nuclear da história norte-coreana. Horas antes do teste, a agência de notícias estatal da Coreia do Norte anunciou que o país agora teria tecnologia para instalar uma bomba de hidrogênio na ponta de um míssil intercontinental. A informação ainda precisa ser confirmada por autoridades internacionais independentes. O secretário do Tesouro americano disse que vai pedir ao presidente dos EUA, Donald Trump, para considerar fortemente a hipótese de impor embargo total com as novas sanções. Em sua conta oficial no Twitter, Trump já declarou que as ações norte-coreanos representam perigo para os americanos. “Se os países que fazer negócio com os EUA, eles obviamente estarão trabalhando com nossos aliados e outros para bloquear economicamente a Coreia do Norte”, disse Mnuchin. Trump vai se reunir com a equipe de conselheiros de Segurança Nacional do governo neste domingo para discutir a resposta ao teste nuclear. “O time de Segurança Nacional está monitorando isso de perto”, disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sandres, sobre a crise com a Coreia do Norte. “O presidente e a equipe terão uma reunião para discutir mais detalhes hoje mais tarde. Nós daremos atualizações se for necessário”.

Estadão Conteúdo

3 de setembro de 2017, 07:35

MUNDO Coreia do Norte anuncia primeiro teste com bomba de hidrogênio

Foto: Estadão

Coreia do Norte anunciou neste domingo, 3, o sexto e maior teste nuclear em sua história

A Coreia do Norte anunciou neste domingo, 3 de setembro, o sexto e maior teste nuclear em sua história. Segundo as autoridades norte-coreanas, foi a primeira vez que o país obteve sucesso no teste de uma bomba de hidrogênio que pode ser instalada em um míssil balístico de longo alcance. Autoridades do Japão e da Coreia do Sul dizem que explosão pode ter sido até dez vezes mais potente que o último teste realizado no país. “O teste foi realizado com uma bomba de poder sem precedentes”, disse a apresentadora Ri Chun-hee, encarregada de das as notícias mais imortantes do regime na TV local. Segundo ela, o teste teve duas fases, que não poduziram “nenhua fuga de materiais radioativos, nem impacto adverso ao meio ambiente”. Um terremoto de 6,3 graus na escala Richter abalou a península coreana. Imediatamente, os governos dos Estados Unidos, da Coreia do Sul e da China afirmaram que o abalo era causado, na verdade, pelo que aparentava ser um teste de bomba nuclear. A informação foi confirmada nas horas seguintes. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que monitora abalos sísmicos ao redor do mundo, o tremor – de alta intensidade – ocorreu próximo da cidade norte-coreana de Punggye-ri. A região montanhosa, no norte do país, é conhecida por sediar os testes atômicos. Uma hora depois, ainda houve um abalo de 4,1 graus, uma réplica causada por um provável afundamento de terra, segundo autoridades sul-coreanas. Enquanto um abalo sísmico normal costuma ocorrer a dezenas ou centenas de quilômetros de profundidade, o epicentro deste abalo, segundo as primeiras análises, ocorreu próximo à superfície do solo – o que reforça a tese que o impacto tem origem na detonação de uma ogiva nuclear. O governo chinês, por meio do seu serviço local de terremotos, também afirmou que o epicentro ocorreu, na verdade, na superfície do solo. A agência de notícias sul-coreana Yonhap confirmou que, logo após a explosão, Seul teria preparado uma reunião de emergência do seu conselho de segurança. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, a manobra é “absolutamente inaceitável”. O governo dos Estados Unidos ainda não se manifestou sobre o incidente. Durante o sábado, informações vindas da ditadura de Kim Jong-Un já davam garantias que o país teria controle da chamada “bomba de hidrogênio”, um artefato termonuclear mais poderoso que qualquer bomba atômica, cujo núcleo poderia ser instalado em um dos mísseis intercontinentais construídos recentemente pelo país. O risco mais aventado nos últimos meses é de um ataque por essas ogivas em território americano.

Estadão Conteúdo

1 de setembro de 2017, 11:50

MUNDO Escassez de dinheiro na Venezuela deixa bancos com poucas cédulas

A escassez de dinheiro efetivo na Venezuela há meses deixou os bancos do país com poucas cédulas para os clientes e, inclusive, interrompeu totalmente o fluxo em algumas agências que já não contam com notas de nenhuma denominação. A informação é da Agência EFE. A Agência EFE constatou que em duas agências do estatal Banco da Venezuela situadas no Leste de Caracas se paralisou o saque de dinheiro por cidadãos devido à falta de cédulas, segundo disseram funcionários destas entidades sem oferecer mais detalhes. Além disso, trabalhadores de outros seis bancos dos setores público e privado afirmaram que suas empresas estão limitando a retirada de dinheiro devido à escassez de papel-moeda. Um escritório do grupo privado Banesco, por exemplo, libera ao dia um máximo de 20 mil bolívares por cliente (cerca de US$ 6, segundo a taxa referencial oficial), enquanto o estatal Banco do Tesouro disponibiliza um máximo de 50 mil bolívares (US$ 16) a cada cidadão que tenha uma conta de pessoa natural. A Superintendência das Instituições do Setor Bancário (Sudeban) ordenou recentemente aos bancos “dispor e manter cédulas de alta denominação” para o pagamento a idosos, pessoas com incapacidade e aposentados, aos quais pediu que seja entregue “o montante exato solicitado por estes”. No entanto, dois aposentados consultados pela EFE asseguraram que os bancos também limitam a entrega do dinheiro a eles em função da disponibilidade do dia. A Sudeban promove ainda uma campanha nas redes sociais contra o “bachaqueo” (contrabando) de notas, depois que o chefe desse organismo, Antonio Morales, denunciou que cerca de 30% da distribuição de cédulas efetuada pelo Banco Central da Venezuela (BCV) é desviado para a fronteira. O presidente da comissão de Finanças da Assembleia Nacional (parlamento), o opositor José Guerra, afirmou que em julho o BCV imprimiu “623% mais dinheiro” que durante esse mês do ano passado, um “dinheiro criado do nada para financiar uma PDVSA (empresa estatal de petróleo) literalmente quebrada.”

Agência Brasil

1 de setembro de 2017, 11:07

MUNDO EUA: Tempestade Harvey deixa 44 mortos e ao menos 19 desaparecidos

Ao menos 44 pessoas morreram ao longo de uma semana de tempestades na região metropolitana de Houston, no Sul do estado do Texas, nos Estados Unidos (EUA), segundo o último balanço das vítimas do Harvey. Pelo menos 19 pessoas estão desaparecidas, de acordo com o governo local. Mais de 770 mil moradores do estado receberam orientação para deixar as casas e quase 1 milhão (980 mil) deixaram suas residências por causa do risco de inundações, devido ao transbordamento de rios e reservatórios. Cerca de 40 mil estão em abrigos improvisados. A tempestade já não está sobre a cidade de Houston, mas as inundações continuam. Segundo o Centro Nacional de Furacões, o furacão se move e está no norte do Mississipi, Tennesse e Lousiana. Nestas regiões já há registro de algumas enchentes. Alguns estados também estão em alerta como Arkansas e Ohio. Uma das preocupações é com a contaminação das águas. O governo procura formas de garantir água potável à população afetada. O preço da gasolina disparou no país. O galão de gasolina (3,8 litros) subiu em média 60 centavos do começo da semana até agora em várias regiões. Em Atlanta, o preço no final de semana passado variava entre US$ 2,10 e US$ 2,20. Agora, é possível encontrar gasolina a US$ 3 dólares o galão. Com as refinarias fechadas, não houve produção nem distribuição de gasolina aos estados vizinhos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que vai doar US$ 1 milhão de seu patrimônio pessoal para socorrer as vítimas do furacão. As estimativas de prejuízos apontam que o valor pode chegar a US$ 160 bilhões, o que faz do desastre, o mais caro da história dos Estados Unidos.

Agência Brasil

1 de setembro de 2017, 08:40

MUNDO Pence diz que 311 mil pessoas pediram ajuda ao governo por causa do Harvey

O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), Mike Pence, disse nessa quinta-feira (31) que 311 mil vítimas da tempestade Harvey no estado do Texas já solicitaram ajuda ao governo. A informação é da Agência EFE. “Estamos com vocês. Estamos aqui hoje, estaremos aqui amanhã e estaremos aqui todos os dias até reconstruir a cidade e deixar este estado maior e melhor que antes”, disse Pence, que visitou parte da região afetada. O vice-presidente reafirmou o desejo do governo de Donald Trump de que o Congresso “trabalhe rápido” para aprovar a ajuda econômica aos cidadãos e empresas atingidos pelo desastre. Mike Pence aproveitou a viagem ao Texas para confirmar que Trump e a primeira-dama, Melania, estarão de volta à região neste sábado (2), como já havia sido informado pela Casa Branca. Trump, que esteve na última terça-feira (29) no Texas, vai visitar a área mais castigada e conhecer alguns dos afetados pelas inundações. As inundações no Texas, as maiores na história dos EUA, deixaram mais de 30 mil desalojados e cerca de 40 mortos até o momento, mas ainda existe a possibilidade de que esse número aumente.

Agência Brasil

1 de setembro de 2017, 08:10

MUNDO Sobe para 33 o número de mortos na queda de um edifício residencial na Índia

O número de mortos no desabamento de um edifício residencial, ocorrido nessa quinta-feira (31) em Mumbai, no Oeste da Índia, subiu para 33 e o de feridos chegou a 16, enquanto a operação de busca de novas vítimas no local continua, informou hoje (1º) uma fonte policial. “Até agora, há 33 mortos e 16 feridos”, disse à Agência EFE uma fonte policial da delegacia de JJ Marg, responsável pelo caso. As operações de resgate prosseguem na região do acidente e a investigação para esclarecer as causas está aberta. O acidente ocorreu por volta das 8h30 locais (meia-noite de quarta-feira em Brasília) quando um edifício residencial de vários andares veio abaixo na área de Bhendi Bazaar, no centro da capital financeira indiana. “A queda de um edifício em Mumbai é triste. As minhas condolências para as famílias e as minhas orações, para os feridos”, escreveu, em mensagem no Twitter, o primeiro-ministro do país, Narendra Modi. Embora as autoridades não tenham se pronunciado sobre as causas do desabamento, boa parte da capital financeira da Índia se encontra inundada pelas fortes chuvas dos últimos dias. Esta é o segundo grande desabamento que ocorre na região em pouco mais de um mês. Em julho, 17 pessoas morreram e 14 ficaram feridas com a queda de um edifício de quatro andares, também em Mumbai.

Agência Brasil

31 de agosto de 2017, 20:27

MUNDO Casa Branca diz que Trump irá doar US$ 1 milhão para vítimas do Harvey

Foto: Estadão/Reprodução

O presidente dos EUA, Donald Trump

A Casa Branca afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu US$ 1 milhão em fundos pessoais para os esforços após a passagem do Harvey, que foi rebaixado para depressão tropical na quarta-feira. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, fez o anúncio em uma rápida entrevista coletiva nesta quinta-feira. Ela pediu a ajuda de repórteres sobre qual organização específica Trump irá ajudar. No passado, o presidente foi criticado por dar menos dinheiro a causas de caridade do que muitos outros multimilionários. As inundações do Harvey danificaram fortemente dezenas de milhares de casas em todo o Texas e deixaram ao menos 30 mortos. A depressão tropical está, agora, ameaçando a região próxima à fronteira entre os Estados do Texas e da Louisiana.

Estadão Conteúdo