3 de abril de 2017, 07:20

MUNDO República Dominicana exige vacinação da febre amarela a viajantes do Brasil

O Ministério da Saúde Pública da República Dominicana informou neste domingo (2) que exige o certificado de vacinação contra a febre amarela a viajantes provenientes do Brasil, onde diversos casos da doença foram registrados em alguns estados. A informação é da agência EFE.”A direção-geral de Migração está recebendo a informação dos viajantes que entram no país com antecedentes de terem estado em alguma área desses estados na última semana. Aos viajantes é perguntado se eles foram vacinados contra a febre amarela e se têm consigo o certificado internacional de vacinação”, informou o órgão.No entanto, as autoridades de Saúde dominicanas negaram que exijam certificado de vacinação contra a febre amarela a todos os viajantes provenientes da América do Sul, como foi informado em alguns veículos da imprensa local.”Para os países como a República Dominicana, onde não há casos desta doença, a recomendação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) é fortalecer a vigilância epidemiológica com o propósito de detectar casos importados”, acrescentou o ministério.De acordo com o órgão, em janeiro a OPAS emitiu um alerta epidemiológico que apresentava um resumo do que aconteceu na região durante 2016, sobretudo em Brasil, Colômbia e Peru.Com base nisso, recomenda que perante o aumento de casos confirmados de febre amarela em países da região, os Estados-membros devem continuar os esforços para detectar, confirmar e tratar adequada e oportunamente os casos em um contexto de circulação de vários arbovírus.Os especialistas distinguem a febre amarela em dois tipos, que se diferenciam pelo mosquito transmissor: a silvestre, transmitida por Haemagogus e o Sabethes, que ataca principalmente os macacos; e a urbana, transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo vetor de dengue, zika e chicungunha.

Agência Brasil

3 de abril de 2017, 07:05

MUNDO Eleições no Equador: Moreno ganha, mas Lasso anuncia que pedirá impugnação

O Equador saiu dividido do segundo turno das eleições presidenciais, realizadas nesse domingo (2). Uma hora antes do anúncio dos resultados preliminares, que lhe davam estreita margem de vantagem, o candidato governista, Lenin Moreno, anunciou a vitória. “Serei o presidente de todos os equatorianos”, disse. Em seguida, ele pediu ao seu concorrente, o oposicionista Guillermo Lasso, que aceitasse a derrota – mas isso não aconteceu. No fim da noite, sem que a apuração das urnas tivesse terminado, Lasso anunciou que nesta segunda-feira (3) vai pedir a impugnação de todos os votos e uma segunda contagem. Ele disse ter provas de que houve fraude e pediu aos seus simpatizantes que façam uma vigília, para “evitar que se instale um governo ilegítimo no Equador”. Enquanto partidários de Lasso convocavam uma “paralisação geral cívica”, o presidente Rafael Correa comemorava a vitória de seu candidato. Com 95.64% das urnas apuradas, Moreno obteve 51.11% dos votos e Lasso 48.89 %. “A revolução voltou a triunfar no Equador. A direita derrotada, apesar de seus milhões e sua imprensa”, escreveu Correa no Twitter.

Monica Yanakiew, Agência Brasil

2 de abril de 2017, 11:00

MUNDO Equador define hoje quem será seu novo presidente

Os centros eleitorais do Equador abriram suas portas neste domingo (2) para receber os votos dos cidadãos que elegerão nas urnas o sucessor do presidente Rafael Correa. Um total de 12,8 milhões de eleitores foram convocados a participar destas eleições, nas quais os cidadãos escolherão entre o candidato governista Lenín Moreno, da Aliança País (AP, esquerda) e o opositor Guillermo Lasso, do Movimento Criando Oportunidades (CREO, centro-direita). As informações são da agência de notícias EFE. O processo de votações começou às 7h local (9h, em Brasília), com a abertura das juntas receptoras de votos e se estenderá até às 17h local (19h, em Brasília). A partir desse momento, começará a apuração das cédulas de votação e serão revelados os resultados de pesquisas a boca de urna. Está previsto que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) divulgue às 20h (22h, em Brasília) os primeiros resultados oficiais. O CNE fez uma chamada à AP, CREO e seus simpatizantes “a viver uma autêntica festa democrática” e a “esperar os resultados oficiais de forma pacífica”. O órgão pediu também que os cidadãos se informem sobre o avanço dos resultados “mediante os canais oficiais”.

Agência Brasil

2 de abril de 2017, 10:45

MUNDO Número de mortos em tragédia na Colômbia sobe para 234

Os mortos na tragédia ocorrida na cidade colombiana de Mocoa, no Sul do país, chegou a 234. Os feridos somam 220, segundo o último relatório divulgado hoje (2) pela Cruz Vermelha Colombiana ao Canal Institucional. A informação é da agência de notícias EFE. A cidade colombiana foi declarada em estado de calamidade para facilitar e agilizar as operações de resgate e de ajuda às vítimas, com um número indeterminado de desaparecidos e atingidos. Não se descarta que o número de vítimas aumente, já que “há muita gente desaparecida”, de acordo com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que visitou a região do desastre, um lodaçal com pedras gigantescas arrastadas pelos rios até o centro da cidade, de cerca de 45 mil habitantes. “Toda a capacidade do Estado está voltada para apoiar o trabalho humanitário e de busca e resgate”, escreveu Santos em seu Twitter sobre a tragédia causada por um forte temporal, que começou na noite de sexta-feira (31) e que fez transbordar o Rio Mocoa e seus afluentes Sangoyaco e Mulatos. A tragédia supera o mais recente desastre natural da Colômbia, o de outra avalanche que destruiu, em 18 de maio de 2015, a cidade de Salgar, no Departamento de Antioquia, deixando pelo menos 104 mortos.

Agência Brasil

1 de abril de 2017, 12:06

MUNDO Líder da Juventude Liberal é morto durante protestos no Paraguai

O presidente da Juventude Liberal do distrito de La Colmena, Rodrigo Quintana, de 25 anos, foi morto com um tiro na cabeça, nesta sexta-feira, 31, durante os protestos violentos que tomaram o centro de Assunção. Segundo o site de notícias paraguaias ABC Color, o disparo teria sido disparado por um policial.Autoridades locais afirmam que o rapaz foi atingido após a polícia invadir a sede do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), na capital paraguaia. Ele foi encaminhado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.O presidente da Juventude Liberal do distrito de La Colmena, Rodrigo Quintana, de 25 anos, foi morto com um tiro na cabeça, nesta sexta-feira, 31, durante os protestos violentos que tomaram o centro de Assunção. Segundo o site de notícias paraguaias ABC Color, o disparo teria sido disparado por um policial.Autoridades locais afirmam que o rapaz foi atingido após a polícia invadir a sede do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), na capital paraguaia. Ele foi encaminhado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.Presidente do Partido Colorado, Pedro Alliana, convocou o Comitê Executivo do partido para uma reunião de emergência, na manhã deste sábado, para discutir os protestos violentos que ocorreram na sexta-feira. O Congresso paraguaio amanheceu com carros queimados e muitos vidros quebrados nos arredores. Ainda de acordo com o site de notícias paraguaias ABC Color, o objetivo do encontro é analisar o confronto entre a polícia e os manifestantes que se opõem a reeleição presidencial por meio de emenda constitucional.

Estadão

1 de abril de 2017, 10:02

MUNDO Venezuela: Suprema Corte irá rever decisão de tirar poder do Parlamento

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e a Suprema Corte decidiram rever as sentenças de extinguir o poder do Parlamento e retirar a imunidade dos deputados. O legislativo é controlado pela oposição e a resolução, anunciada na quinta-feira (30), causou uma série de protestos pelo país, com a oposição denunciando golpe.Maduro presidiu uma reunião na noite de sexta-feira com ministros e outras autoridades venezuelanas. Após o encontro, o Conselho de Segurança Nacional anunciou seu apoio à revisão, “com o objetivo de manter a estabilidade institucional”.Maduro convocou a reunião de sexta-feira com o objetivo de acalmar o alvoroço político. Vestido de preto e segurando a constituição venezuelana, Maduro comparou, em discurso, a condenação internacional à decisão da Suprema Corte a um “linchamento político”. Cerca de uma dúzia de funcionários estava presente na sessão, com exceção do presidente do congresso, Julio Borges, que chamou a ocasião de “circo” criado para uma oportunidade fotográfica pela mesma pessoa que a oposição acusa de piorar os problemas do País. “Na Venezuela, o único diálogo possível é o voto”, disse Borges.O anúncio veio logo após o dia em que a procuradora-chefe da Venezuela, Luisa Ortega Diaz, rompeu com o governo de Maduro. Diaz era uma apoiadora de longa data do governo socialista e disse que era “seu dever histórico inevitável” como autoridade judicial de condenar uma decisão contra a Assembleia Nacional. “Clamamos por uma reflexão para que o caminho democrático possa ser retomado”, disse. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

1 de abril de 2017, 07:00

MUNDO Congresso do Paraguai é incendiado por manifestantes

Foto: Reprodução/Twitter

O Congresso do Paraguai foi incendiado na noite desta sexta-feira, 31, horas depois que senadores partidários do presidente Horacio Cartes aprovaram uma emenda à Constituição liberando a reeleição presidencial. Esse foi o motivo da ira dos manifestantes, que não aprovaram a forma como a mudança foi feita e invadiram, saquearam e incendiaram o Congresso paraguaio. Segundo o jornal Folha de São Paulo, na terça-feira, 28, uma sessão paralela no Senado, comandada pela bancada governista à revelia do presidente da Casa –o opositor Roberto Acevedo–, abriu caminho para o direito a reeleição ser votado em plenário nesta sexta.Acevedo e outros opositores de Cartes acusaram a manobra de “golpe parlamentar”. Já na terça, a capital, Assunção, havia registrado protestos em torno do Congresso, que acabaram ganhando outra dimensão. Inicialmente, os manifestantes que estavam do lado de fora enquanto ocorria a sessão plenária foram alvo da polícia, que disparou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. O confronto se expandiu pelas ruas do centro de Assunção, enquanto outro grupo permaneceu em frente ao Congresso e conseguiu entrar. Os manifestantes atearam fogo em uma guarita, e as chamas atingiram parte do prédio. Uma parte deles foi até os gabinetes dos senadores que aprovaram a emenda e saquearam as salas.Cerca de meia hora depois, os bombeiros chegaram para conter as chamas, e o protesto se dispersou. Segundo as autoridades, ao menos 30 pessoas ficaram feridas, incluindo políticos.Acevedo foi atingido de raspão por uma bala de borracha, assim como o liberal Efraín Alegre e o deputado Édgar Costa. Diante da violência dos protestos, a Câmara de Deputados –onde Cartes tem maioria– cancelou a sessão que estava marcada para a manhã de sábado (1º) para aprovar o projeto e enviá-lo à sanção presidencial. Em Ciudad del Este, centenas bloquearam a Ponte da Amizade, na fronteira com Foz do Iguaçu (PR).

31 de março de 2017, 19:13

MUNDO Procuradora-geral da Venezuela rompe com chavismo

Foto: AFP

Um dia depois de o Judiciário venezuelano assumir as funções do Legislativo controlado pela oposição, o governo do presidente Nicolás Maduro enfrentou nesta sexta-feira, 31, os primeiros sinais de cisão interna e tentou debelar focos de protesto da oposição com repressão e censura.Em uma rara demonstração de dissidência dentro da cúpula chavista, a procuradora-geral da República Luisa Ortega criticou a ruptura da ordem constitucional. Pequenos focos de protesto contra o governo, em Caracas e outras cidades do país, foram reprimidos pela Guarda Nacional Bolivariana. A coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) acusou o Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) de proibir a realização de uma entrevista coletiva na qual a coalizão anunciaria medidas contra a intervenção na Assembleia.A chefe do Ministério Público disse ser sua “missão histórica inolvidável denunciar a “ruptura da ordem constitucional”. “Pedimos reflexão para que o caminho democrático seja retomado”, disse Ortega, responsável, entre outros casos, pelos inquéritos que levaram à prisão e condenação de líderes opositores como Leopoldo López e Antonio Ledezma. Dissidências são raras no chavismo desde que o então presidente Hugo Chávez preferiu reunir em torno de si um grupo de colaboradores leais, ainda que sem projeção política. Nomes da velha guarda chavista como Raúl Baduel, hoje preso, e Henri Falcón, atualmente governador de Lara, migraram para a oposição.A Marea Socialista, facção dissidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)faz uma oposição de esquerda ao chavismo Desde a posse de Maduro, em 2013, a declaração de Ortega é o primeiro sinal de ruptura no primeiro escalão do governo.

31 de março de 2017, 14:15

MUNDO Mercosul convoca reunião de emergência para discutir situação da Venezuela

A Argentina, que ocupa a presidência rotativa do Mercosul, convocou os chanceleres do bloco regional para uma reunião de urgência neste sábado (1º), com o objetivo de discutir a “grave situação institucional” da Venezuela. Vários países manifestaram preocupação com a decisão do Supremo Tribunal venezuelano de assumir as funções do Parlamento, onde a oposição é maioria. O alto comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, pediu neste sexta-feira (31) que a Justiça venezuelana reconsidere essa decisão.

Agência Brasil

31 de março de 2017, 12:37

MUNDO Venezuela diz que acusação de golpe de Estado no país “é falsa”

A chancelaria venezuelana disse hoje (31) que a acusação de golpe de Estado no país por parte do governo, por meio do Supremo, “é falsa” e manifestou repúdio ao ataque dos governos “da direita intolerante”. A informação é da Agência EFE.”É falso que tenha havido um golpe de Estado na Venezuela; pelo contrário, suas instituições adotaram corretivos legais para deter a desviada e golpista atuação dos parlamentares opositores declarados abertamente em desacato às decisões emanadas do máximo Tribunal da República”, disse a chancelaria em comunicado.A Corte Suprema de Justiça (TSJ) da Venezuela decidiu, na última quarta-feira (29), que assumirá as competências da Assembleia Nacional (AN, o Parlamento), de maioria opositora, devido à persistência do “desacato”, um status que o Poder Judiciário impôs à câmara pelo descumprimento de várias sentenças.O comunicado oficial é uma resposta à reação de um grupo de países da região que manifestaram preocupação com a decisão do TSJ.”A Venezuela repudia o ataque dos governos da direita intolerante e pró-imperialista da região, dirigida pelo Departamento de Estado e os centros de poder americanos, que mediante falsidades e ignomínias pretendem atentar contra o Estado de Direito na Venezuela e sua ordem constitucional”, diz a nota.A Argentina, o Brasil, Canadá, Chile, a Colômbia, Costa Rica, os Estados Unidos, a Guatemala, o Panamá e Peru estão entre os países do continente que manifestaram preocupação com a decisão do Supremo venezuelano.A Bolívia, por sua vez, anunciou “apoio incondicional” ao governo de Nicolás Maduro.

Agência Brasil

31 de março de 2017, 09:43

MUNDO Trump ataca “casa às bruxas histórica” da mídia e da oposição democrata

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que há em andamento uma “caça às bruxas” da imprensa e da oposição do Partido Democrata em Washington. Trump escreveu no Twitter nesta manhã para comentar o fato de seu ex-conselheiro de segurança nacional Mike Flynn ter dito que concorda em prestar esclarecimentos, contanto que ganhe imunidade.O FBI e o Congresso investigam a suposta influência da Rússia na campanha presidencial dos EUA. Flynn atuou como importante assessor na campanha presidencial do republicano no ano passado e também tinha função importante na Casa Branca, até ser demitido por reportar incorretamente informações ao vice-presidente Mike Pence e a outros funcionários do governo.”Mike Flynn deve pedir imunidade no que é uma caça às bruxas (perdão pela grande derrota eleitoral), pela mídia e os democratas, de proporção histórica!”, escreveu Trump.

Estadão Conteúdo

31 de março de 2017, 09:01

MUNDO Sobe para 22 o total de mortos em atentado no Paquistão

Pelo menos 22 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas hoje (31) em um atentado com um carro-bomba perto de um mercado e uma mesquita xiita para mulheres, na cidade de Parachinar, no Paquistão e perto da fronteira com o Afegãnistão. As informações são da agência EFE. O porta-voz da administração da região, Khursheed Ahmed Turabi, disse que 22 pessoas morreram e 34 estão feridas. O parlamentar Sajid Hussain, que inicialmente tinha informado sobre a existência de 100 feridos de acordo com um relatório preliminar, reduziu posteriormente esse número para aproximadamente 50. Segundo o relato de Hussain, a explosão aconteceu perto de uma mesquita xiita para mulheres, pouco antes da oração desta sexta-feira. O Exército enviou helicópteros para a área com o objetivo de resgatar os feridos. O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou o ataque e reiterou sua determinação para acabar com o terrorismo. “A rede de terroristas foi quebrada e é nossa obrigação nacional continuar esta guerra até a completa aniquilação do terrorismo em nosso solo”, afirmou Sharif. O atentado de hoje aconteceu depois de uma série de ataques com cerca de 130 mortos nos primeiros 15 dias de fevereiro.

Agência Brasil

31 de março de 2017, 07:05

MUNDO Acusada de corrupção, ex-presidente da Coreia do Sul passa primeiro dia presa

A ex-presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye passa, nesta sexta-feira (31) o primeiro dia na prisão de Uiwang, ao sul de Seul. Ontem (30), a prisão preventiva dela foi determinada por um tribunal por envolvimento no caso de corrupção da “Rasputina”. A informação é da Agência EFE. Park deixou o edifício da promotoria do distrito central de Seul, onde esperou durante horas para ouvir a sentença. Por volta das 4h30 (hora local, 16h30 de quinta-feira, em Brasília) foi conduzida em seu carro particular, acompanhada de seus guarda-costas até o presídio, informou a agência de notícias Yonhap. A partir de agora, a ex-presidente deverá ficar sob o regime rigoroso dessa prisão. A ex-presidente tem sua própria cela, de pouco mais de 6 metros quadrados, onde receberá três alimentações ao dia (cada uma delas avaliada em pouco mais de um euro). No local, há um colchão, uma mesa, cadeira, um televisor, lavabo e vaso sanitário. Os horários para assistir televisão são controlados, assim como o tempo que a ex-presidente, que deve lavar seus próprios pratos e talheres, pode passar fora da cela (em torno de uma hora para fazer exercício ou receber visitas). Park foi detida preventivamente depois de a Justiça considerar que existem provas de que ela cometeu crimes como abuso de poder, coação, revelação de segredos de Estado e suborno, esse último punido pela lei sul-coreana com um mínimo de dez anos de prisão e até com prisão perpétua. A promotoria, que na última segunda-feira (27) pediu a prisão da ex-presidente devido à gravidade dos crimes de que ela é acusada e a possibilidade de destruição de provas, considera que Park confabulou com sua amiga Choi Soon-sil, apelidada de “Rasputina”, para criar uma rede que extorquia empresas em troca de favores do governo.

Agência Brasil

30 de março de 2017, 18:25

MUNDO Brasil repudia decisão de Corte venezuelana que retira poderes do Legislativo

O Ministério de Relações Exteriores divulgou hoje (30) nota em que manifesta a posição de repúdio do governo brasileiro à decisão tomada ontem (29) pelo Tribunal Superior de Justiça (TSJ) da Venezuela que retirou as prerrogativas da Assembleia Nacional e destituiu os deputados de suas faculdades legislativas. A decisão da Suprema Corte venezuelana ainda declarou legal que os magistrados do tribunal assumam as funções do parlamento.No documento, o Itamaraty considera a medida como “um claro rompimento da ordem constitucional”. “O pleno respeito ao princípio da independência dos Poderes é elemento essencial à democracia. As decisões do TSJ violam esse princípio e alimentam a radicalização política no país”, diz trecho da nota do Itamaraty.Diante do agravamento da crise política na Venezuela, o Itamaraty conclamou “ponderação” a todos dos atores políticos do país vizinho e cobrou do governo do presidente Nicolás Maduro ações para o reestabelecimento da ordem.“Reiteramos que o diálogo efetivo e de boa fé constitui a solução mais adequada para a restauração da normalidade institucional da Venezuela. Destacamos que a responsabilidade primária de inverter o rumo da crise cabe hoje ao próprio governo venezuelano. O Itamaraty afirma ainda que a diplomacia brasileira está examinando a situação na Venezuela com os demais países do bloco regional.

Agência Brasil

30 de março de 2017, 12:28

MUNDO Supremo da Venezuela assume as funções da Assembleia Nacional

Foto: EFE

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela assumiu nesta quinta-feira, 30, as funções da Assembleia Nacional do país, controlada pela oposição e considerada em desacato pela Justiça, uma decisão que representa uma escalada no conflito entre os poderes do país. A medida foi criticada pelos políticos opositores, que acusaram o presidente Nicolás Maduro de transformar o país em uma ditadura.”Advertimos que enquanto persistir a situação de desacato e de invalidez das atuações da Assembleia Nacional, esta Sala Constitucional garantirá que as competências parlamentares sejam exercidas diretamente por esta sala ou pelo órgão que ela disponha para cuidar do estado de direito”, indicou uma decisão publicada pelo TSJ na noite de quarta-feira.A Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal coalizão de oposição do país, criticou a decisão do TJS nesta quinta-feira e vários de seus membros acusam o presidente Nicolás Maduro de agir como um ditador. “Esta sentença inconstitucional, que nós rejeitamos, é mais um passo no desmantelamento da democracia venezuelana”, disse a oposição em comunicado. “Este governo está morrendo e, por este motivo, está recorrendo a este tipo de medida desesperada.” O TSJ, que a oposição diz servir ao governo de Maduro, declarou o Legislativo em desacato no começo de 2016 depois que três deputados opositores assumiram seus cargos na assembleia mesmo depois de o resultado da eleição no Estado em que eles foram eleitos ter sido suspenso pela Justiça por suspeita de fraude. Apesar de os três parlamentares terem sido destituídos de seus cargos posteriormente, o TSJ considera que este ato não foi formalizado. “É um tribunal fraudulento que interpreta a Constituição com seu próprio texto”, protestou nesta quinta-feira o deputado opositor Henry Ramos Allup. “Devemos continuar cumprindo com nossos deveres e seguiremos exercendo a qualquer custo nossas funções porque nosso título de deputado não nos foi dado por uma pessoa, mas sim pelo resultado das eleições”, completou Ramos Allup em entrevista à uma rádio local. A nova decisão da Sala Constitucional do TSJ foi tomada depois de o próprio tribunal retirar a imunidade parlamentar dos deputados na terça-feira, utilizando como justificativa o desacato – o que abre a possibilidade de eles serem processados até mesmo em tribunais militares. Para o analista político Benigno Alarcón, a escalada do conflito de poderes na Venezuela é uma resposta às recentes decisões da Organização dos Estados Americanos (OEA) em relação ao país caribenho. “O governo está aumentando a pressão sobre os parlamentares e sobre a comunidade internacional e está dizendo que está disposto a sofrer represálias e prender os líderes opositores que estão procurando ajuda no exterior”, afirmou Alarcón.

Estadão