15 de dezembro de 2017, 13:30

MUNDO Presidente do Peru diz que não renunciará por conta de pagamentos da Odebrecht

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, disse que não renunciará por conta do escândalo envolvendo pagamentos feitos pela empreiteira brasileira Odebrecht há cerca de uma década para um empresa que ele controlava na época em que ocupava um cargo público. A informação é da agência Reuters. Em pronunciamento transmitido pela TV nessa quinta-feira (14), ao lado de integrantes de seu gabinete e parlamentares de seu partido, Kuczynski reconheceu que era dono da empresa Westfield Capital Ltd, mas afirmou que não a gerenciava enquanto ocupava cargos públicos e negou quaisquer irregularidades. Antes do discurso de Kuczynski, líderes de vários partidos no Congresso controlado pela oposição prometeram lutar para tirá-lo do poder caso ele não o deixe voluntariamente. O Força Popular, partido de direita que tem a maioria das cadeiras no Congresso, pediu que o presidente renunciasse até o final do dia de ontem. “Sou um homem honesto e o fui por toda a minha vida. Estou disposto a defender a verdade”, disse Kuczynski, um ex-banqueiro de Wall Street de 79 anos. Ele disse que abrirá mão de seu sigilo bancário e prometeu se submeter a questionamentos do Congresso e da procuradoria-geral do país. A Odebrecht está no centro do maior escândalo de corrupção da América Latina desde que admitiu subornar políticos em mais de dez países. A empreiteira de origem brasileira não citou publicamente aqueles que teriam recebido propinas no Peru, mas prometeu colaborar com as autoridades para determinar quem participou de seus esquemas. A promessa de Kuczynski de resistir, após uma semana de escalada nas tensões, pode ampliar a pior crise política no Peru desde que o ex-presidente Alberto Fujimori fugiu do país em meio a um escândalo de corrupção no ano 2000. O atual escândalo abalou os mercados de uma das economias mais estáveis da região e segundo maior produtor mundial de cobre.

Reuters

15 de dezembro de 2017, 08:50

MUNDO Ex-ministro da Economia russo é condenado por aceitar propina de US$ 2 milhões

Um tribunal russo condenou o ex-ministro da Economia Aleksey Ulyukayev por pegar uma propina de US$ 2 milhões, em um julgamento que lança luz sobre as disputas entre as elites no poder. Um magistrado em Moscou afirmou que Ulyukayev aceitou a propina em troca da aprovação da venda da companhia petrolífera estatal PAO Rosneft, a maior do setor no país.Ulyukayev afirma ser inocente e disse que era perseguido pelo executivo-chefe da Rosneft, Igor Sechin, um confidente do presidente Vladimir Putin. O réu disse acreditar que uma mala que continha o dinheiro, dada a ele por Sechin em uma operação monitorada da polícia, contivesse na verdade vinho. Em declaração na semana passada, Ulyukayev qualificou o caso como “uma provocação monstruosa e cruel”.Sechin disse à televisão estatal que Ulyukayev “havia exigido um pagamento ilegal para seu trabalho regular”, o que “é um crime”.Promotores pediram dez anos de prisão para Ulyukayev e uma multa de 500 milhões de rublos (US$ 8,7 milhões). Não está ainda claro porém, quando o juiz anunciará a sentença. Os advogados de defesa prometeram apelar, segundo a agência de notícias Interfax.Sechin é um veterano dos serviços de segurança russos, que aumentou seu poder nos últimos anos, ao tornar a Rosneft uma das maiores companhias do mundo no setor de petróleo, com a compra de empresas menores. O executivo desafiou o tribunal ao não comparecer para prestar testemunho. Em entrevista coletiva na quinta-feira, Putin disse que Sechin não fez nada errado ao não comparecer.

Estadão

14 de dezembro de 2017, 21:55

MUNDO Estados Unidos põem fim à neutralidade da internet

A agência que regula telecomunicações nos EUA decidiu nesta quinta-feira, 14, acabar com o princípio da neutralidade na internet, que até agora garantiu que a rede funcione de maneira aberta e igualitária. Com a mudança, os provedores poderão escolher os conteúdos que trafegam em suas conexões e discriminar a qualidade dos serviços de acordo com o preço cobrado. Na prática, em vez de ser uma estrada desimpedida na qual todos andam na mesma velocidade, a internet passará a ter vias expressas ou lentas, dependendo de quanto o usuário ou o dono do aplicativo estiverem dispostos a pagar. Empresas de tecnologia, entidades que representam consumidores e Estados governados pelo Partido Democrata anunciaram que contestarão a medida na Justiça. Os grandes beneficiários da medida são as empresas de telefonia e TV a cabo que oferecem os serviços de conexão online.

Estadão Conteúdo

14 de dezembro de 2017, 21:51

MUNDO Oposição do Peru pede renúncia imediata do presidente por causa da Odebrecht

O partido de oposição de direita que controla o Congresso do Peru pediu que o presidente do país, Pedro Pablo Kuczynski, renuncie imediatamente e permita que o vice-presidente Martín Vizcarra assuma a Presidência, disse nesta quinta-feira (14) o porta-voz do partido.Força Popular, Daniel Salaverry.Ele afirmou em entrevista coletiva que Kuczynski não pode mais continuar no cargo, após a empreiteira brasileira Odebrecht relatar ter transferido 4,8 milhões de dólares para companhias ligadas a ele. Kuczynski havia negado anteriormente quaisquer ligações com a Odebrecht. Na quarta-feira, ele negou qualquer ato irregular, mas não negou que as transferências aconteceram.

Agência Brasil

14 de dezembro de 2017, 15:00

MUNDO Sindicatos protestam contra reforma previdenciária na Argentina

Sindicatos e organizações políticas e sociais se concentraram nesta quinta-feira ao redor do Congresso argentino em um cenário de crescente tensão para rechaçar um controverso projeto previdenciário que o governo de Manuel Macri deseja converter em lei. O edifício do Parlamento foi blindado com uma cerca protegida por cordões policiais horas antes do início das sessão legislativa. O projeto que propõe um corte nos benefícios previdenciários, nas pensões e na ajuda para famílias pobres em março de 2018 já foi aprovado pelo Senado. O governo Macri está apostando em transformá-lo em lei em uma maratona de sessões na Câmara, onde é necessário de apoio dos setores da oposição. Os votos não estavam assegurados horas antes do início do debate. A iniciativa tem como eixo central a modificação da fórmula de mobilidade de aposentadora, que estabelece os aumentos periódicos aplicados aos salários em um contexto inflacionário. Advogados alertaram que a aplicação retroativa do mecanismo é inconstitucional e os opositores previram uma série de ações judiciais por parte dos aposentados. Atualmente, as aposentadorias se ajustam semestralmente, levando em conta a evolução dos salários e a cobrança de impostos. O projeto contempla que o aumento seja trimestral e se estabeleça em 70% pelo índice de inflação e o restante pelo aumento dos salários. O aumento previsto para março seria calculado de acordo com a nova fórmula, o que implicaria um corte nos salários em relação ao método anterior.

Estadão Conteúdo

10 de dezembro de 2017, 12:28

MUNDO Vaticano reitera posição em prol do status quo de Jerusalém

O Vaticano disse que o Papa Francisco está rezando para que os líderes das nações se comprometam a trabalhar para evitar uma nova “espiral de violência” sobre Jerusalém e está expressando tristeza pelos confrontos dos últimos dias, que produziram vítimas. O anúncio dos EUA reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel desencadeou a violência e, em uma declaração neste domingo o Vaticano recordou o apelo de Francisco na semana passada pela “sabedoria e prudência”, reiterando sua posição em prol do respeito ao status quo de Jerusalém. A mensagem do Vaticano diz que apenas uma solução negociada entre israelenses e palestinos pode levar a uma paz estável e duradoura e garantir a coexistência pacífica de dois estados dentro de fronteiras reconhecidas internacionalmente. O Vaticano chamou Jerusalém de “cidade sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos de todas as partes o mundo”.

Estadão

10 de dezembro de 2017, 11:30

MUNDO Mercosul e UE podem anunciar acordo na quarta

Mercosul e União Europeia iniciam neste domingo, dia 10 de dezembro, uma rodada de reuniões que tem chances de terminar com um anúncio histórico: que as negociações do acordo de associação entre os dois blocos foram concluídas do ponto de vista político depois de 20 anos de altos e baixos. No melhor dos cenários, alguns pontos ainda ficarão em aberto, mas haverá um rumo claro a ser percorrido pelos técnicos até a efetiva assinatura do acordo. As conversas ocorrerão em Buenos Aires, a partir deste domingo, em paralelo à reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC). Para os negociadores, o ideal é anunciar o “acordo político” durante o evento, que termina na quarta-feira, dia 13. O presidente Michel Temer participará da cerimônia de abertura da reunião da OMC neste domingo ao lado do argentino Maurício Macri, e dos presidentes do Paraguai, Horácio Cartes, do Uruguai, Tabaré Vázquez, e do Chile, Michelle Bachelet. “O acordo é o primeiro grande lance de inserção do Mercosul na economia mundial”, disse ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’ o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. E o bloco sul-americano foi criado, há 26 anos, para ser uma zona de livre comércio e para buscar essa integração.

Agência Brasil

9 de dezembro de 2017, 10:30

MUNDO Reino Unido: eleitores poderão mudar acordo com UE, diz defensor do Brexit

Os eleitores britânicos poderão alterar a futura relação do Reino Unido com a União Europeia após o Brexit, se quiserem, afirmou um importante defensor do Brexit no governo britânico, o secretário do Meio Ambiente, Michael Gove. Os comentários ocorrem após a primeira-ministra, Theresa May, fechar um acordo sobre os termos do Brexit em relação a um futuro pacto comercial, na sexta-feira. Em artigo publicado no Daily Telegraph neste sábado, Gove afirma que “se os britânicos não gostarem do acordo celebrado com a União Europeia, o acordo permitirá um futuro governo divergir sobre pontos.” As próximos eleições gerais no Reino Unido estão marcadas para 2022, três anos após a previsão de saída do país da União Europeia.

Estadão

9 de dezembro de 2017, 10:15

MUNDO Iraque: Guerra contra Estado Islâmico ‘está encerrada’, diz general

A guerra contra o Estado Islâmico está encerrada, afirmou o comandante iraquiano General Abdul-Amir Rasheed Yar Allah. As operações de combate contra os extremistas, declarou, foram concluídas após forças iraquianas retomarem o controle da fronteira entre Iraque e Síria. “Todas as áreas do Iraque foram liberadas do controle de terroristas Daesh e nossas forças estão no controle da fronteira internacional Iraque-Síria”, diz o general em comunicado. No verão de 2014, combatentes do Estado Islâmico tomaram cerca de um terço do território iraquiano, incluindo a cidade de Mosul a segunda maior do país. Nos últimos três anos e meio, soldados iraquianos apoiados pela coalizão liderada por militares norte-americanos recuperaram os territórios dos extremistas, que ainda seguem capazes de fazer ataques-surpresa.

8 de dezembro de 2017, 09:50

MUNDO Prefeito de Londres se diz decepcionado com acordo para avanço do Brexit

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse estar decepcionado com partes do acordo que a primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou hoje com a União Europeia, mas destacou que ela fez o que era necessário para avançar para a próxima fase das conversas sobre o Brexit, como é conhecido o processo para a retirada do Reino Unido do bloco. Segundo Khan, o governo britânico precisa acelerar o progresso das negociações para evitar mais atrasos. Para ele, é fundamental que líderes empresariais sejam informados com clareza sobre eventuais planos para evitar que empresas deixem o país. Khan também afirmou ter aprovado decisões sobre os direitos de cidadãos da UE que residem no Reino Unido, mas ressaltou que é “extremamente decepcionante o fato de que o país deixará o mercado único e a união alfandegária. Ainda de acordo com Khan, apesar do progresso visto hoje, parece cada vez mais improvável que será fechado um acordo que atenda os interesses de Londres e proteja os empregos e crescimento em todo o Reino Unido. Mais cedo, autoridades da UE e May anunciaram um acordo sobre termos do Brexit que deverá permitir avançar para negociações sobre um futuro pacto comercial.

Estadão Conteúdo

7 de dezembro de 2017, 17:30

MUNDO Procurador pede pena máxima para vice-presidente do Equador no caso Odebrecht

O procurador-geral do Equador, Carlos Baca Mancheno, pediu nesta quinta-feira (7) a pena máxima de prisão para o vice-presidente afastado do país, Jorge Glas, acusado de formação de quadrilha no escândalo de propinas da construtora Odebrecht. A informação é da agência EFE. Mancheno apresentou hoje suas alegações finais contra Glas e outros 12 acusados do mesmo crime. A pena máxima de prisão para o vice-presidente nesse caso, segundo o Código Penal do Equador, é de seis anos de reclusão, informou a Procuradoria-Geral. De acordo com o pedido, foi considerado como agravante o fato de Glas ser parte do governo, portanto responsável por todas as anomalias que foram registrados em setores sob seu comando. O procurador-geral acusa Glas de ter recebido US$ 13,5 milhões em pagamentos feitos pela Odebrecht através de duas empresas. O dinheiro teria sido pago em troca da vitória na licitação de cinco projetos quando o vice-presidente era responsável de setores estratégicos do país, entre 2012 e 2016. Em sua alegação final, Mancheno explicou como foi cometido o crime de associação ilícita através de testemunhos e perícias de análise financeira, que corroboraria as transferências das propinas feitas pela Odebrecht no Equador, superiores a US$ 33,5 milhões. No início do julgamento, que se aproxima de sua segunda semana, Glas disse confiar que a Justiça agiria com probidade, dentro do estado de direito e não sob um “estado de opinião”. O advogado do vice-presidente, Eduardo Franco Loor, indicou na véspera do julgamento que a Procuradoria-Geral não apresentou evidências para provar as acusações contra Glas. Glas está preso preventivamente desde 2 de outubro. Em agosto, por causa de diferenças políticas, ele já tinha sido afastado de suas funções pelo presidente do Equador, Lenín Moreno.

Agência EFE

6 de dezembro de 2017, 18:01

MUNDO Câmara dos EUA arquiva pedido de impeachment contra presidente Donald Trump

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos arquivou por 364 a 58 uma resolução do deputado democrata Al Green, do Texas, que pede pelo impeachment do presidente Donald Trump. Na resolução, Al Green disse que Trump associou sua presidência a bandeiras ligadas à intolerância e ao racismo. Após a leitura da resolução, os republicanos realizaram uma votação para arquivá-la. Líderes democratas já haviam dito que se opunham à ideia. Green alegou que Trump havia cometido um grave erro e não servia para ser presidente, pedindo pelo impeachment, investigação e remoção do republicano. Os legisladores não debateram o mérito da resolução. A grande maioria dos democratas se uniu aos republicanos para arquivar o pedido. “Não é hora de considerarmos artigos de impeachment”, disse a líder democrata, Nancy Pelosi.

Estadão

4 de dezembro de 2017, 09:41

MUNDO Estados Unidos e Coreia do Sul começam exercício aéreo

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul começaram hoje (4) um exercício aéreo conjunto previsto para durar cinco dias. A manobra – uma das maiores já realizadas pelos dois países – vai utilizar 230 aviões, entre eles, caças F-22 Raptor. A operação foi batizada de Vigilant Ice (vigilante de gelo) e também envolve, segundo comunicado do governo sul coreano, milhares de soldados. Há menos de uma semana, a Coreia do Norte lançou sobre o mar do Japão um míssil continental balístico considerado o maior até agora, desde sua escalada de testes com mísseis. No fim de semana, o jornal norte-coreano Rodong falou sobre o exercício militar realizado pelos exércitos americano e sul coreano. “É uma provocação aberta, em todos os níveis, contra a Coreia do Norte que poderia resultar em uma guerra nuclear a qualquer momento”, afirmou o editorial do jornal. Com o mesmo tom adotado anteriormente, o texto chama a vizinha Coreia do Sul de “marionete” dos Estados Unidos. “Faria bem recordar que seu exercício militar [dos Estados Unidos] dirigido contra a Coreia do Norte será tão estúpido como um ato que precipita sua autodestruição”. A troca de acusações entre os dois governos continua. Há duas semanas a Coreia do Norte foi incluída na lista dos países que os Estados Unidos classifica como terrorista. A reação da Coreia do Norte veio na quarta-feira passada, quando Pyongyang lançou o míssil no mar do Japão. Segundo um comunicado emitido na ocasião pelo país, comandado por Kim Jong Un, o míssil lançado semana passada, um Hwasong 15, poderia transportar uma ogiva nuclear e atingir todo o território continental dos Estados Unidos. O Pentágano não confirmou a informação, mas reconheceu que o míssil é o maior já lançado pelo país adversário. O governo norte-americano pediu novas sanções contra a Coreia do Norte ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e interlocutores do governo Donald Trump afirmam que a possibilidade de uma guerra aumenta dia após dia.

Leandra Felipe, Agência Brasil

3 de dezembro de 2017, 10:40

MUNDO EUA se retiram do Pacto sobre Migração e Refugiados e ONU lamenta decisão

Os Estados Unidos anunciaram no sábado que vão sair em 2018 do Pacto Global sobre Migração e Refugiados, assinado pela administração do ex-presidente Barack Obama. A ONU lamentou a decisão. Em setembro de 2016, os 193 membros da Assembleia Geral da ONU adotaram a chamada Declaração de Nova York, que tem como princípio o entendimento que nenhum país pode gerir a migração internacional por conta própria. Além disso, os Estados se comprometeram a melhorar a gestão internacional dos movimentos de refugiados e migrantes, por meio do acolhimento e do apoio ao regresso a partir do ano que vem. A alegação da equipe diplomática do presidente Donald Trump é de que o texto contém “numerosas provisões” que são inconsistentes com os princípios da política imigratória americana agora em curso. “Nós vamos decidir como melhor controlar nossas fronteiras e quem estará apto a entrar em nosso país”, declarou, em comunicado, a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley. Em comunicado, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidos, o eslovaco Miroslav Lajcák, afirmou que o papel dos EUA no processo é “fundamental”. “O multilateralismo continua sendo a melhor forma de enfrentar os desafios globais”, disse.

Estadão Conteúdo

2 de dezembro de 2017, 12:15

MUNDO Senado dos EUA aprova reforma tributária em uma vitória para Trump

O Senado dos Estados Unidos aprovou neste sábado (2) uma ampla reforma tributária. A aprovação da matéria representa um passo significativo para que os republicanos e o presidente Donald Trump se aproximem do objetivo de reduzir impostos para empresas e ricos. As informações são da Agência Reuters. No que seria a maior reforma tributária do país desde a década de 1980, os republicanos querem aumentar a dívida nacional de 20 trilhões de dólares em 1,4 trilhão ao longo de 10 anos para financiar as mudanças, que eles dizem que aumentarão ainda mais uma economia já em crescimento. “Estamos um passo mais perto de entregar enormes cortes de impostos para famílias trabalhadoras em toda a América”, disse Trump na sua conta do Twitter. Comemorando a vitória no Senado, líderes republicanos projetaram que os cortes nos impostos encorajariam empresas americanas a investirem mais, reforçando o crescimento econômico. “Agora, temos uma oportunidade de tornar o país mais competitivo, de manter empregos que foram enviados para outros países e de fornecer um alívio significativo para a classe média”, disse Mitch McConnell, líder republicano no Senado. O Senado aprovou a lei por 51 a 49 votos, com os democratas reclamando que as emendas de última hora para conquistar republicanos céticos foram mal redigidas e são vulneráveis para serem exploradas, no futuro, por advogados e contadores da indústria da evasão fiscal.

Agência Reuters