17 de fevereiro de 2019, 12:22

MUNDO Opositores falam em transição que envolva chavistas e militares

Alguns líderes da oposição venezuelana já falam publicamente em uma transição que inclua autoridades chavistas e militares, depois de a oferta de anistia combinada com a pressão pela entrada de ajuda humanitária provocou poucas deserções na cúpula das Forças Armadas. Nos últimos dias, o vice-presidente do Parlamento, Stalin González, e o representante diplomático do líder opositor Juan Guaidó nos EUA, Carlos Vecchio, deram declarações nesse sentido. A pouca probabilidade de a Casa Branca recorrer a uma intervenção militar e o forte apoio ao chavista Nicolás Maduro de China e Rússia, que têm investimentos na Venezuela, assim como as ressalvas da União Europeia ao modo como os EUA têm articulado a mudança de regime, também contribuem para uma transição negociada, segundo analistas consultados pelo Estado. Na quinta-feira, González, do partido Um Novo Tempo, disse ser a favor de o chavismo e os militares terem papel na transição. Para ele, a oposição deveria apresentar uma candidatura única em eleições democráticas monitoradas internacionalmente, com o chavismo entre as forças políticas habilitadas a disputá-las. Vecchio, um dos líderes do partido Voluntad Popular, ao qual pertencem Guaidó e seu padrinho político, Leopoldo López, disse que esse papel pode ser desempenhado pelos deputados chavistas eleitos para a Assembleia Nacional, de maioria opositora. “Temos de resgatar a convivência democrática”, disse Vecchio em debate promovido pela revista digital Efecto Cocuyo. “Os chavistas podem construir a transição a partir da Assembleia. A base chavista não pode pagar pela corrupção da elite madurista.”

17 de fevereiro de 2019, 10:49

MUNDO Suíça investiga propina à oposição venezuelana

A ascensão de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela levantou uma questão: como um jovem de 35 anos, aliado do opositor preso Leopoldo López, se tornou a principal voz da oposição? Além da perseguição política do chavismo e da fuga de muitos líderes opositores, denúncias de corrupção ajudaram a manchar a imagem de muitos políticos tradicionais. O caso mais emblemático é de Henrique Capriles. Em 2013, Capriles quase derrotou Nicolás Maduro na primeira eleição presidencial após a morte de Hugo Chávez. Desde então, apesar de alguns lampejos de liderança, desapareceu. Seu desterro começou com a série de denúncias de que ele teria recebido propina da construtora Odebrecht. Um levantamento realizado pelas autoridades da Suíça revelou que a oposição venezuelana recebeu da construtora milhões de dólares em contas em paraísos fiscais. Segundo o relatório, pelo menos dez campanhas eleitorais de grupos de oposição foram turbinadas por recursos ilegais da empresa brasileira entre 2006 e 2013. Um dos principais beneficiados teria sido o grupo de empresários e pessoas aliadas de Capriles, com movimentações de mais de US$ 15 milhões. Em um documento produzido pelos suíços, ainda em 2017, as autoridades afirmam que “Capriles teria recebido subornos relacionados a obras realizadas em Miranda, Estado no qual o grupo Odebrecht realizou obras importantes”. Parte da investigação tem como base documentos de bancos suíços repassados às autoridades venezuelanas ainda em 2017. A forma utilizada para permitir que o dinheiro chegasse à oposição era o uso de uma série de empresas de fachada e em nome de aliados de Capriles, entre eles Romulo Lander Fonseca e Juan Carlos Briquete Marmol, irmão de Armando Briquet, um político do Estado de Miranda, onde Capriles havia sido governador. Uma das contas identificadas e suspeita de fazer parte de um esquema de apoio à oposição é da empresa de fachada Link Worldwide Corp, com sede no Panamá. A conta 1446568, no HSBC Private Bank da Suíça, foi aberta em 4 de agosto de 2005 e tem como beneficiários os dois empresários. Entre 26 de agosto de 2011 e 10 de abril de 2013, a conta recebeu 940 mil euros e US$ 3,9 milhões em pagamentos da Odebrecht. Para fazer os depósitos, a construtora brasileira usava suas próprias empresas de fachada, entre elas a Klienfeld e a Trident também identificadas na Operação Lava Jato.

Estadão Conteúdo

16 de fevereiro de 2019, 11:40

MUNDO Maduro pede plano de implantação permanente de militares na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta sexta-feira, 15, aos líderes militares a criação de um “plano especial de implantação permanente” das Forças Armadas para “defender a nação”. No encontro, ele afirmou que Estados Unidos e Colômbia estão traçando “planos de guerra” contra o país. “Vamos fazer um plano especial para a implantação permanente e adequação de força. Peço progressivamente, um plano para manter mobilizada a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) em defesa da nação”, disse Maduro, em pronunciamento transmitido pela emissora de TV estatal “VTV”. O presidente não especificou detalhes sobre a operação do plano, mas ressaltou que a mobilização deverá contar com os “tanques da República, os mísseis da República, os soldados da República”, e que devem chegar a todo território venezuelano.

Estadão Conteúdo

15 de fevereiro de 2019, 15:02

MUNDO Trump anuncia declaração nacional para construir muro

Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje (15) que vai declarar ainda nesta sexta-feira “emergência nacional” para financiar o muro na fronteira com o México. Em entrevista coletiva concedida no jardim da Casa Branca, ele disse que assinaria a declaração ao “voltar ao Salão Oval”. O norte-americano lembrou que o muro foi uma promessa de campanha. Mas que sua determinação é motivada pela “necessidade” de conter a insegurança na regição fronteiriça. “Temos grande quantidade de drogas entrando no nosso país e muito vindo pela fronteira sul”, ressaltou. Trump elogiou a atuação dos militares na regição fronteiriça. “Conseguimos demantelar duas caravanas que estavam entrando no país”, disse. Segundo ele, os militares trabalham intensamente para impedir a entrada de imigrantes ilegais.“[A declaração de emergência nacional] já foi assinada muitas vezes antes e deu aos presidentes o poder. [Eles] assinaram em casos bem menos importantes. Estamos falando de uma invasão do nosso país com drogas, tráfico humano e com todo tipo de criminosos e gangues”, disse. No pronunciamento, Trump afirmou que sabe que a medida será alvo de reações e disputada na Justiça, inclusive na Suprema Corte. No entanto, ele disse que está convencido que espera ganhar as ações.

Agência Brasil

10 de fevereiro de 2019, 11:18

MUNDO EUA e Rússia disputam apoio na ONU a resoluções sobre a Venezuela

Os Estados Unidos (EUA) apresentaram ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) projeto de resolução sobre a Venezuela, em que pedem que o país sul-americano facilite o acesso de ajuda humanitária internacional e realize novas eleições presidenciais. Em resposta, a Rússia propôs outra resolução. Na sexta-feira (8), Moscou propôs aos membros do conselho um “texto alternativo” ao apresentado por Washington, segundo diplomatas. A proposta russa expressaria preocupação com “tentativas de intervenção em questões que estão essencialmente sob jurisdição doméstica” e “ameaças de uso da força contra a integridade territorial e a independência política” da Venezuela. O projeto apresentado pelos EUA, ao qual agências de notícias tiveram acesso nesse sábado (9), expressa “pleno apoio” do Conselho de Segurança à Assembleia Nacional Venezuelana, controlada pela oposição, definindo-a como a “única instituição democraticamente eleita no país”. Manifestando “profunda preocupação com a violência e o uso excessivo da força por parte das forças de segurança venezuelanas contra manifestantes pacíficos não armados”, o texto pede também um processo político que conduza a eleições presidenciais “livres, justas e credíveis”. O projeto ressalta a necessidade de evitar uma “deterioração adicional da situação humanitária” na Venezuela, assolada por grave crise econômica e política, e de facilitar a entrega de ajuda aos que necessitam. Washington ainda não indicou uma data para que o texto seja votado. Fontes diplomáticas afirmam que a Rússia – que apoia o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e acusa os EUA de apoiarem um golpe de Estado no país – utilizará seu direito de veto para barrar a resolução. Para ser aprovada, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU precisa de nove votos entre seus 15 membros e não pode ser vetada por nenhum dos cinco integrantes permanentes do grupo: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. Moscou e Washington estão em lados opostos na atual disputa pelo poder na Venezuela. Enquanto os EUA declaram apoio ao presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, a Rússia segue apoiando Maduro. Além dos EUA, mais de 40 países já declararam apoio ao oposicionista Guaidó, entre eles Brasil, Alemanha e uma série de outras nações sul-americanas. Maduro ainda conta com o apoio não apenas de Moscou, mas também das Forças Armadas venezuelanas e da China, entre outros aliados.

Agência Brasil

9 de fevereiro de 2019, 09:34

MUNDO Trump e Kim Jong-un reúnem-se no fim do mês no Vietnã

O presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, vão se reunir nos dias 27 e 28 deste mês em Hanói, capital do Vietnã. O anúncio foi feito por Trump no Twitter, após visita a Pyongyang esta semana do representante especial dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, Stephen Biegun. Ele se reuniu com a autoridade correspondente norte-coreana, em um encontro que, segundo o presidente norte-americano, foi bastante produtivo. Trump disse que espera que a reunião comKim Jong-un possibilite o “avanço da causa pela paz”.

Agência Brasil

8 de fevereiro de 2019, 21:29

MUNDO Guaidó diz que não descarta pedir intervenção americana para derrubar Maduro

Foto: Juan Barreto/AFP

Depois de vencer ultimato a Maduro, países europeus reconheceram Guaidó como líder de fato da Venezuela

O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, que se proclamou presidente do país em janeiro, disse nesta sexta-feira, 8, à agência France Presse que não descarta autorizar uma intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela para tirar o presidente Nicolás Maduro do poder. “Faremos o que for possível”, disse ele, ao responder uma pergunta se autorizaria uma intervenção estrangeira na condição de presidente interino. “Claro que é um tema muito polêmico, mas fazendo uso da nossa soberania, dentro das nossas competências, faremos o necessário.” Guaidó declarou-se presidente interino por considerar que Maduro usurpou o cargo de presidente ao ser eleito em eleições boicotadas pela oposição e marcadas por denúncias de fraude. Ele é reconhecido por 40 países, mas não controla nenhuma instituição ou território dentro da Venezuela. A estratégia do opositor é convencer a cúpula militar a abandonar Maduro, o que até então não aconteceu. Maduro diz que Guaidó é uma marionete americana com o objetivo de facilitar uma intervenção americana na Venezuela. Mais cedo, o opositor falou que pretende organizar neste fim de semana assembleias para organizar equipes de voluntários para buscar ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos na cidade de Cúcuta, na Colômbia. A oposição pretende constranger o Exército a escolher entre seguir bancando Maduro ou ajudar a enfraquecê-lo permitindo a passagem de alimentos e remédios. Muitos dos oficiais da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) que protegem a fronteira tem baixas patentes e também sofrem com a crise. O governo de Maduro já afirmou que não permitirá a entrada de comida e remédios no país, que sofre há seis anos com a escassez e a hiperinflação, às vezes com falta de itens básicos como água, sabão e papel higiênico, por que a considera um pretexto para uma invasão americana. “Não vamos permitir o show da ajuda humanitária falsa. Não somos mendigos. ”, disse Maduro. “É um jogo macabro: nos congelam o dinheiro para nos pedir migalhas”.

Estadão Conteúdo

3 de fevereiro de 2019, 13:00

MUNDO Países criam grupo para lidar com crise na Venezuela

A União Europeia afirmou que um recém-formado “Grupo de Contato Internacional” de países europeus e latino-americanos terá seu primeiro encontro no Uruguai na quinta-feira para tratar da crise na Venezuela. Uma declaração em conjunto da comissária de Relações Exteriores da União Europeia, Federica Mogherini, e do presidente uruguaio Tabaré Vázquez afirmou que o encontro em Montevidéu será a nível ministerial. O grupo de contato inclui a UE e oito de seus países membros – França, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido – assim como os países latino-americanos Bolívia, Costa Rica, Equador e Uruguai. A meta declarada do grupo é “contribuir para criar condições para um processo político e pacífico surgir, permitindo que os venezuelanos determinem seu futuro” por meio de eleições livres e com credibilidade.

Estadão Conteúdo

1 de fevereiro de 2019, 17:36

MUNDO Araújo: Itamaraty propôs criar grupo interministerial para discutir Venezuela

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que o Brasil estudará formas de ajudar financeiramente a Venezuela, entre elas o equacionamento da dívida do país com o Brasil. Segundo Araújo, a questão ainda será discutida em um grupo interministerial cuja criação foi sugerida nesta sexta-feira, 1º pelo Itamaraty à Casa Civil. “Ainda precisamos discutir o equacionamento da dívida, as autoridades financeiras precisam discutir porque têm implicações políticas. Falei com o presidente do Banco Central (Ilan Goldfajn) rapidamente sobre essa questão, mas ainda não temos proposta concreta sobre a mesa”, completou. Em relação a sanções que poderiam ser aplicadas ao regime de Nicolas Maduro, o ministro disse que têm que ser analisadas individualmente para ver se são compatíveis com a legislação brasileira e se isso seria útil. “A principal pressão é por via diplomática, é mais determinante. O que mudou no panorama não foram sanções individuais, mas a atitude política dos vários países”, completou.

Estadão Conteúdo

31 de janeiro de 2019, 15:17

MUNDO Decidimos estabelecer Grupo de Contato Internacional sobre Venezuela, diz UE

A comissária de Relações Exteriores da União Europeia, Federica Mogherini, afirmou que ela e os ministros do bloco discutiram hoje o estabelecimento de um Grupo de Contato Internacional sobre a Venezuela, com países do próprio bloco e da América Latina e de outros parceiros, como o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Antonio Guterres. Mogherini disse que a posição da UE sobre o quadro na Venezuela é “extremamente clara”, já que o bloco mantém sanções em vigor contra o regime do presidente Nicolás Maduro. Ao mesmo tempo, comentou que “os canais têm sido mantidos abertos” com todas as partes em busca de uma solução para o quadro. Deputado e presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó se autointitulou presidente interino do país, qualificando Maduro como “usurpador” do poder. Ele recebeu apoio de vários países, como Estados Unidos e Brasil, mas Maduro continua a ter o aval de China, Rússia e Turquia. Mogherini afirmou que a UE tem mantido uma “posição muito clara” sobre a Venezuela e lembrou que o bloco não enviou nenhum de seus embaixadores para a posse mais recente de Maduro, o que segundo ela era “um sinal muito claro”. “Tendo dito isso, nós temos mantido nossa presença diplomática em Caracas para ter contatos com todo mundo”, comentou. A autoridade europeia ainda pediu a libertação de jornalistas que estão detidos em Caracas. Ela disse que o bloco deseja eleições “livres e justas” na Venezuela, com monitoramento adequado.

Estadão Conteúdo

30 de janeiro de 2019, 12:55

MUNDO Juan Guaidó pede ajuda ao Brasil, diz Mourão

Foto: Fernando Liano / AP Photo

Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse hoje (30) que o Brasil estuda formas de atender ao pedido de ajuda humanitária do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país no último dia 23. Segundo Mourão, o governo federal reúne as demandas, encaminhadas pelo venezuelano, para que o presidente Jair Bolsonaro defina as ações. “A gente pode fornecer médicos, medicamentos e alimentos, até por meio de doações. Em Brumadinho pediram para suspender a quantidade de donativos que estão chegando por causa da generosidade de nosso povo”, disse o vice-presidente após o encontro com o embaixador do Chile no Brasil, Fernando Schmidt, e o ministro-conselheiro chileno Rafael Puelma. Mourão organiza os pedidos até que Bolsonaro se recupere da cirurgia para a reconstrução do trânsito intestinal, feita há dois dias, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. “O presidente que vai decidir depois”, ressaltou. No encontro com os diplomatas chilenos, Mourão lamentou a prisão de jornalistas do Chile da rede de televisão TVN durante cobertura nos arredores do Palácio Miraflores, em Caracas. Segundo a emissora, foram detidos um repórter e o cinegrafista junto com outros dois profissionais da imprensa venezuelana. De acordo do vice-presidente, não há definição sobre uma nota de repúdio em relação à situação. O vice-presidente admitiu, entretanto, que o cenário preocupa o Brasil. “Está difícil obter informações de lá”, afirmou.

Agência Brasil

29 de janeiro de 2019, 17:36

MUNDO Ação coletiva nos EUA acusa presidente e diretor financeiro da Vale

Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Vale

A ação coletiva movida pelos investidores americanos contra a Vale, protocolado pelo escritório de advocacia Rosen Law Firm, cita como acusados, além da própria mineradora, também dois de seus principais executivos: o presidente, Fábio Schvartsman e o diretor financeiro, Luciano Siani Pires. O escritório deu entrada no processo na segunda-feira, 28, no distrito leste da Corte de Nova York. Até o dia 29 de março deverá ser escolhido o investidor que liderará a ação. De acordo com o documento, a Vale ingressou no dia 13 de abril de 2018 junto à Securities and Exchange Commission com um formulário, conhecido pela sigla F-20, no qual apresentava resultados financeiros para o ano fiscal encerrado em dezembro de 2017, assinados por Fábio Schvartsman e Luciano Siani Pires. O texto destacava que a companhia estava comprometida em manter locais de trabalho seguros e atuava para minimizar prejuízos ambientais para reparar o rompimento de uma barragem em Mariana (MG) em 2015. A ação ressalta detalhes em vários parágrafos cujo título inicial era “Compromisso com a Sustentabilidade”. Na ação coletiva movida pela Rosen Law Firm, foi destacado que os comunicados da Vale “eram materialmente falsos e/ou enganavam porque não representavam ou fracassaram em abrir fatos adversos pertinentes com os negócios, operações” da empresa, “que eram conhecidos pelos acusados ou eram descartados de forma imprudente por eles”. Neste contexto, a companhia “fracassou ao não avaliar de forma adequada riscos e o potencial dano de rompimento da barragem na mina de minério de ferro Feijão”. Além disso, a ação coletiva ressalta que os programas para mitigar incidentes de segurança e saúde eram inapropriados. “Consequentemente, várias pessoas foram mortas e centenas mais estão desaparecidas” com o desastre provocado pelo rompimento da barragem. “Como resultado, os comunicados dos acusados sobre os negócios, operações” da companhia “eram materialmente falsos e enganosos e/ou não possuíam bases razoáveis para todos os períodos relevantes”. A reportagem entrou em contato com o sócio da Rosen Law Firm, Philip Kim, para obter mais informações, mas ele preferiu não se pronunciar.

Estadão Conteúdo

28 de janeiro de 2019, 19:40

MUNDO EUA bloqueiam acesso de Maduro a dinheiro da venda do petróleo

Foto: Marco Belo/Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O governo de Donald Trump determinou nesta segunda-feira, 28, novas sanções à estatal de petróleo venezuelana, a PDVSA. Todo o dinheiro pago pela compra de petróleo da Venezuela pelos Estados Unidos irá para contas bloqueadas e só poderá ser sacado quando “um governo democraticamente eleito estiver no controle” do país, segundo o secretário do Tesouro Steve Mnuchin. O objetivo das sanções é impedir o acesso da cúpula chavista e do presidente Nicolás Maduro à renda do petróleo e pressionar os militares, que comandam atualmente a PDVSA, a mudar de lado. As sanções também vão congelar quaisquer bens que a PDVSA possuir nos Estados Unidos e impedir empresas americanas de fazer negócios com a estatal. “Os Estados Unidos estão punindo os responsáveis pelo declínio trágico da Venezuela e seguirão usando medidas diplomáticas e econômicas para apoiar o presidente interino Guaidó”, disse Mnuchin. “Essa medida também impedirá Maduro de desviar recursos da PDVSA. O caminho para a remoção das sanções será transferir o controle da empresa para o presidente interino e um governo democraticamente eleito”, acrescentou. Nesse sentido, pouco antes do anúncio, o líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, que na semana passada se declarou presidente interino do país, disse nesta segunda-feira, 28, que dará início ao processo de nomeação de novos diretores da PDVSA, a estatal venezuelana do petróleo, e da Citgo, a filial americana da empresa. Guaidó afirmou também que o Parlamento assumirá o controle de contas do Estado venezuelano em instituições financeiras internacionais. Reconhecido por grande parte da comunidade internacional, principalmente no continente americano, Guaidó pretende com isso ter acesso a recursos financeiros que antes eram controlados pelo presidente Nicolás Maduro. As exportações de petróleo venezuelano para os Estados Unidos caíram bastante nos últimos anos, principalmente a partir do agravamento da crise no país sul-americano. Em 2017, segundo o Departamento de Energia, os Estados Unidos compravam diariamente 500 mil barris, frente a 1,2 milhão de 2008. Apesar disso, a Venezuela oscila entre o terceiro e o quarto lugar de maior fornecedor de petróleo dos Estados Unidos, com cerca de 6% das compras americanas no mercado mundial da commodity. Para economistas, a crise deve ter, no entanto, grave impacto na população. Maduro, que por enquanto parece ter o respaldo da cúpula das Forças Armadas, acusa os Estados Unidos de planejar um golpe de Estado contra ele ao apoiar a decisão de Guaidó e incentivar outros países a fazerem o mesmo. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

25 de janeiro de 2019, 19:52

MUNDO Imprensa internacional destaca rompimento de barragem em MG

Foto: Douglas Magno/AFP Photo

Rompimento de barragem da Vale em Minas Gerais

O rompimento de barragem da Vale em Minas Gerais e o desaparecimento de 200 pessoas é destaque da imprensa internacional nesta sexta-feira, 25. A tragédia foi noticiada pelos jornais americanos The New York Times, Washington Post, e The Wall Street Journal, pela emissora americana CNN, pelos ingleses The Guardian e Financial Times e pelo francês Le Monde. Le Monde, Wall Street Journal e Financial Times citam em seus textos que a Vale é uma das proprietárias da Samarco, que viu uma de suas barragens romper, em 2015. Na ocasião, o distrito de Bento Rodrigues foi soterrado e 19 pessoas morreram. Financial Times, que tem ênfase na cobertura econômica, incluiu a informação da queda de 8% das ações da Vale listadas na bolsa de Nova York.

Estadão Conteúdo

25 de janeiro de 2019, 16:33

MUNDO Maduro diz estar disposto a conversar com Guaidó

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse hoje (25) estar disposto a encontrar com o presidente interino, Juan Guaidó, e demais líderes oposicionistas. Ele disse que está aberto ao diálogo e à negociação. Para Maduro, há um esforço da direita para derrubar seu governo de forma violenta. Em entrevista coletiva, concedida no Palácio Miraflores, sede do governo, Maduro disse ser um “democrata” e “homem da palavra”. “Se eu tiver que ir falar com ele [Juan Guaidó], eu estou pronto porque eu acredito na verdade, eu sou um democrata, eu sou um homem de palavra, espero que mais cedo ou mais tarde a oposição saia do caminho do extremismo e se abra ao diálogo sincero”, afirmou. Há dois dias, Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela. A iniciativa obteve apoio do Brasil, dos Estados Unidos, da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA), além de vários países individualmente. O impasse na Venezuela permanece, pois Maduro não reconhece a legitimidade de Guaidó, agravando a crise política, econômica e humanitária no país. Os Estados Unidos informaram que vão enviar US$ 20 milhões para ajudar a população.

Agência Brasil