14 de maio de 2019, 14:15

MUNDO Serviços secretos invadem Assembleia Nacional e gabinete de Guaidó

Foto: Reuters/Ueslei Marcelino/Direitos Reservados

Assembleia Nacional da Venezuela

Forças da segurança da Venezuela, incluindo do Sebin, os serviços de informação do Estado, cercaram a Assembleia Nacional alegando a presença de uma bomba no local. O Sebin e elementos da Assembleia Constituinte, fiel a Nicolás Maduro, ocuparam depois todo o edifício, incluindo o gabinete do presidente da Assembleia e líder da oposição, Juan Guaidó. Foram arrombadas as gavetas da presidência e vice-presidência. Os serviços da Assembleia publicaram na sua página oficial do Twitter, um vídeo com imagens das forças de segurança em torno do palácio federal, sob o título “o que teme o regime?”.

Agência Brasil

14 de maio de 2019, 12:30

MUNDO Guarda Bolivariana cerca prédio da Assembleia Nacional da Venezuela

Os deputados venezuelanos amanheceram alarmados nesta terça-feira (14) ao receberem a notícia, vinda do subsecretário da Assembleia Nacional, Roberto Campos, de que 15 agentes do Sebin, o serviço de inteligência bolivariano, estariam desde as primeiras horas do dia dentro do Palácio Legislativo, investigando uma suposta ameaça de bomba. Campos é funcionário administrativo do parlamento, que também alertou, por volta das 7h (8h no Brasil), a chegada de um numeroso contingente de oficiais da Guarda Nacional Bolivariana, que cercaram a entrada do edifício. Jornalistas locais logo constataram que o cerco estava impedindo que funcionários e legisladores entrassem no palácio. Isso ocorre com certa frequência desde que a Assembleia Nacional, de maioria opositora ao regime de Nicolás Maduro e considerada “em desacato” desde 2017, tenta manter suas sessões regulares. Os encontros acontecem nos dias em que a Assembleia Constituinte, inteiramente governista, não mantém suas sessões.

Folhapress

14 de maio de 2019, 10:45

MUNDO Suíços votam em referendo sobre lei de armas

“Tem essa paz e calma interior de que você precisa quando atira”, observa Michele Meyenberger, enquanto o pesado som das armas de fogo ecoa pelo clube. Um magazine de munição para seu Sturmgewehr 90, um rifle semiautomático modificado utilizado pelo Exército suíço, repousa sobre a mesa enquanto ela olha o relógio, ciente de que em breve será sua vez no polígono de tiro. A atiradora de 30 anos é uma de dezenas de proprietários de rifle locais que viajaram até a localidade de Märwil, na Suíça, para um festival de tiro, onde miram um alvo que parece impossivelmente pequeno, a 300 metros de distância, campo abaixo. Como Meyenberger, muitos usam semiautomáticas, parte das quais eles tiveram permissão de manter após o serviço militar. De acordo com o resultado de um referendo a se realizar no próximo domingo (19/05), contudo, essas armas poderão ficar sujeitas a regulamentação rigorosa. A votação definirá se o país deve ou não reformar suas leis relativas a armas, a fim de adaptá-las à emendas da diretriz armamentista da União Europeia (UE). Embora não integre o bloco, se o resultado for negativo a Suíça arrisca ser excluída do Espaço de Schengen – o sistema europeu de fronteiras abertas –, assim como do Tratado de Dublin, referente ao tratamento dado às solicitações de asilo e refúgio.

Agência Brasil

13 de maio de 2019, 18:41

MUNDO Promotoria sueca reabre investigação contra Assange por suspeita de abuso sexual

A Promotoria sueca reabriu nesta segunda-feira (13) uma investigação contra o australiano Julian Assange por abuso sexual. A acusação remonta a 2010, mas a apuração do caso havia sido suspensa em 2017 porque o fundador do WikiLeaks pedira asilo na embaixada do Equador em Londres em 2012, e não havia perspectiva de que saísse do edifício. Em abril, após sete anos, o Equador expulsou Assange de sua representação diplomática e o entregou para a polícia britânica. Ele então foi preso por desrespeitar as condições de sua liberdade condicional e, dias depois, condenado a uma reclusão de 50 semanas (quase um ano) pelo mesmo delito. Em 2010, duas mulheres acusaram separadamente o australiano de estupro durante uma viagem dele a Estocolmo -o anúncio desta segunda-feira se refere a um desses casos. Com isso, as autoridades suecas iniciaram uma investigação contra Assange. Além de estupro, ele também era suspeito de abuso sexual e coação, mas estes dois crimes já prescreveram. No fim de 2010, com o avanço das investigações, o programador se entregou às autoridades do Reino Unido, pagou fiança e logo foi libertado.

Folhapress

13 de maio de 2019, 15:45

MUNDO Antonio Brito se reúne com líderes de Santas Casas na China

Foto: Divulgação

O deputado Antonio Brito se reuniu com líderes de Santas Casas na China

O presidente da Frente Parlamentar das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas, deputado federal Antonio Brito (PSD/BA), se reuniu nesta segunda-feira (13), em Macau, na China, com líderes mundiais das Santas Casas e membros do governo chinês durante a abertura do XII Congresso da Confederação Internacional das Misericórdias. Na ocasião, foi debatida amplamente a questão do envelhecimento contínuo da população global. Em seguida, o deputado Antonio Brito e o presidente da União das Santas Casas Portuguesas, Manuel de Lemos, estiveram com o Chefe do Executivo de Macau, Leong Vai Tac, quando trataram do intercâmbio entre as Santas Casas chinesas, brasileiras e portuguesas. A realização do Congresso em Macau, que fica situada em uma das regiões administrativas especiais da República Popular da China, teve por objetivo celebrar os 450 anos de fundação da Santa Casa da região.

13 de maio de 2019, 13:30

MUNDO Morre a atriz Doris Day

Foto: AP/Photo

A atriz e cantora Doris Day

Doris Day nasceu no mesmo dia e mês que Marlon Brando, 3 de abril. Ele ficou famoso como o grande transgressor da arte da representação nos EUA. Criou papeis memoráveis, ganhou duas vezes o Oscar – por Sindicato de Ladrões, em 1954, e por O Poderoso Chefão, o primeiro, em 1972. Doris seria o oposto. Numa série de comédias que fez histópria – com Rock Hudson – era chamada de eterna virgem. O mundo estava mudando, a liberação dos costumes era a realidade dos anos 1960, e Doris continuava como imagem do recato nas telas. Longe delas, casou-se umas quantas vezes e um dos maridos roubou sua fortuna. Apoiou o amigo Hudson quando ele saiu do armário e provocou um choque ao anunciar que estava morrendo – de complicações decorrentes da aids. Doris morreu nesta segunda, 13, em Carmel Valley, na Califórnia, aos 97 anos. Nasceu Doris Mary Ann Kappelhoff em Cincinatti, Ohio, em 1922. Iniciou-se como cantora de big bands em 1939, aos 17 anos. Seu primeiro hit foi Sentimental Journey, em 1945. No cinema, fez diversos papeis secundários antes de estourar como protagonista – a pistoleira Calamity Jane – em Ardida como Pimenta, de 1953. Seguiram-se grandes papeis dramáticos em Ama-me ou Esquece-me, em 1956, e O Homem Que Sabia Demais, de Alfred Hitchcock, em 1956. Ninguém esquece de Doris como a mãe angustiada que canta Que Sera Sera, à espera de que o filho sequestrado a ouça no clássico de suspense de Alfred Hitchcock. É ótima no musical Um Pijama para Dois, de Stanley Donen e George Abbott, de 1957, mas algo se passou quando Rock Hudson e ela estrelaram Confidências à Meia-Noite, de Michael Gordon, em 1959. Ele, que era gay enrustido, faz o garanhão que tenta arrastar Doris para a cama. Ela resiste, ou finge que. Revisto hoje, o filme impressiona pela quantidade de pistas sobre a sexualidade dúbia do astro. Com Hudson, e também Cary Grant, James Garner, ela seguiu fazendo comédias como virgem renitente – Volta Meu Amor, Carícias de Luxo, Tempero do Amor, etc. Com um diretor considerado de segunda, David Miller, fez outro suspense de primeira, A Teia de Renda Negra, como a mulher que suspeita que o marido (Rex Harrison) quer matá-la. A trilha ficou clássica, com a canção Midnight Lace. Doris recebeu um Oscar e um Globo de Ouro especiais.

Estadão Conteúdo

12 de maio de 2019, 20:14

MUNDO Ativistas articulam protestos para agenda incerta de Bolsonaro em Dallas

Às vésperas da chegada de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, nesta quarta-feira (15), ativistas brasileiros e americanos preparam novos protestos contra o presidente na tentativa de fazê-lo cancelar uma visita de dois dias a Dallas, no Texas, elaborada às pressas pelo Itamaraty. Acadêmicos e grupos ligados principalmente às causas LGBT, mulheres, negros e indígenas organizam manifestações e uma petição contra Bolsonaro sob o argumento de que o presidente brasileiro não é bem-vindo no estado americano por suas posições consideradas homofóbicas e racistas.
“A coisa mais importante sobre a petição [que pede o cancelamento da viagem de Bolsonaro a Dallas] é informar ao público texano sobre as atrocidades desse homem, e estamos conseguindo articular isso”, disse a americana Ellen Waggoner Roeder, da Universidade do Texas. Ela integra o movimento “The Lantern” que, juntamente com o “RES-ATX”, ambos da cidade de Austin, elaborou a petição. A eles, somam-se outros grupos de Dallas que preparam um ato em frente ao World Affairs Councils, onde Bolsonaro deve almoçar com empresários na quarta e receber uma homenagem da Câmara de Comércio Brasil-EUA. “Existem vários grupos nos EUA que se colocaram como oposição ou, no mínimo, no monitoramento da política no Brasil. Junto com o The Lantern, formam o US Network for Democracy in Brazil, relacionados a acadêmicos, e são eles que estão organizando as manifestações”, afirmou o brasileiro Marcelo Domingos. A três dias da chegada de Bolsonaro, aliados do presidente nos EUA ainda não têm detalhes da agenda e nem sobre quem vai acompanhá-lo ao Texas. Eles reclamam da desorganização do governo, que se dividiu sobre o que deveria ser feito após a desistência da viagem a Nova York. A previsão era que Bolsonaro fosse a Nova York nesta terça (14) para receber o prêmio de “Pessoa do Ano”, concedido pela entidade em um jantar de gala que será realizado no hotel Marriott Maquis, na Times Square. O presidente, porém, cancelou a viagem após sofrer pressão de políticos americanos e ativistas, e de três empresas – o jornal Financial Times, a companhia aérea Delta Air Lines e a consultoria Bain & Company –desistirem de patrocinar o evento. O prefeito nova-iorquino, o democrata Bill de Blasio, chamou Bolsonaro de “ser humano muito perigoso” e comemorou a desistência da comitiva brasileira de ir a Nova York. Em nota, o Planalto disse que o cancelamento havia se dado por pressões políticas, principalmente do prefeito. Em Dallas, até agora, o almoço com empresários no World Affairs Councils é o único compromisso confirmado de Bolsonaro. A expectativa da cúpula do Itamaraty é que ele se encontre também com o ex-presidente americano George W. Bush, mas a agenda ainda não foi oficialmente confirmada. Bush é hoje um dos atores políticos dos EUA mais críticos a Donald Trump, com quem Bolsonaro tenta manter um alinhamento quase automático em diversas áreas do governo. O pai de Bush, o também ex-presidente George H. W. Bush, morto no fim do ano passado, disse que havia votado na democrata Hillary Clinton contra Trump em 2016.

Folhapress

12 de maio de 2019, 11:34

MUNDO Indianos vão às urnas na penúltima fase das eleições gerais

Hoje (12) foi dia de mais uma etapa das eleições gerais da Índia, a sexta de sete fases. O horário de votação começou às 7h e terminou às 18h. Devido à diferença de fuso horário, oito horas e meia a mais em relação ao Brasil, as eleições já foram finalizadas. Quase 40% dos eleitores que participam desta fase votaram até as 13h30, de acordo com dados da Comissão Eleitoral da Índia. As eleições indianas são as maiores do mundo, com um total de 900 milhões de eleitores. Tamanha a logística necessária para garantir a segurança do pleito, as eleições são divididas em fases de acordo com as regiões do país. Votatam hoje Bihar, Haryana, Jharkhand, Madhya Pradesh, Uttar Pradesh, West Bengal e Deli. Os indianos irão decidir quais serão os membros do Parlamento que, por sua vez, escolherão o novo primeiro-ministro. Esses estados que votaram hoje elegerão 59 dos 543 parlamentares. A contagem final de votos será feita no dia 23 de maio. Dois nomes estão entre os mais cotados para essa posição, o primeiro-ministro Narendra Modi, que concorre à reeleição, e o presidente do partido do Congresso Nacional indiano, Rahul Gandhi.

Agência Brasil

12 de maio de 2019, 10:18

MUNDO Reino Unido: Ministro alerta para avanço de partido populista no país

Um ministro britânico alertou neste domingo que as próximas eleições do Parlamento Europeu serão vistas por alguns como “a última oportunidade de voto de protesto”, já que as pesquisas sugerem que populistas podem derrotar os principais partidos. O secretário de Educação, Damian Hinds, disse à BBC que não há dúvida de que as eleições de 23 de maio no Reino Unido serão difíceis para os conservadores liderados pela primeira-ministra Theresa May. Duas pesquisas recentes sugerem que o recém-formado Partido Brexit, liderado pelo político pró-Brexit Nigel Farage, pode ter votação expressiva tanto na votação para o Parlamento Europeu quanto nas eleições gerais britânicas, deixando para trás os conservadores e o Partido Trabalhista, atualmente principal oposição à May. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

12 de maio de 2019, 09:21

MUNDO Papa afirma que a ordenação de mulheres não avançou

Durante a Assembleia da União Internacional das Superioras Gerais, que reuniu esta semana freiras do mundo inteiro, o papa Francisco informou que os estudos sobre a instituição de mulheres como diaconisas na Igreja Católica não avançou. “Não há certeza de que a sua (ordenação) fosse com a mesma forma e com o mesmo propósito que a ordenação masculina. Alguns dizem: há dúvidas. Vamos continuar a estudar”, disse a jornalistas. Em passagem pela Bulgária, o pontífice chegou a ter contato com comunidades ortodoxas que permitem a ordenação de diaconisas. O papa recordou, no Vaticano, que instituiu uma comissão de análise das diaconisas, a pedido das próprias superioras das congregações. Segundo ele, porém, houve poucos resultados. “Não posso fazer um decreto sacramental sem um fundamento histórico e teológico. O resultado não é dos melhores, mas foi feito um passo avante.” Ele fez questão de ressaltar, no entanto, que o trabalho das mulheres, religiosas e leigas, é cada vez mais importante na Igreja Católica – e não apenas funcional. “A Igreja é feminina, é mulher. Não é uma imagem, é a realidade, é a esposa de Jesus, devemos ir avante com a teologia da mulher”, disse. No encontro, ele abriu mão do discurso e se dispôs a conversar com as freiras sobre diversos temas, incluindo abusos – que devem ser denunciados. E ele ressaltou a importância da mulher na Amazônia, sobretudo pela sensibilidade que tem com os povos indígenas.

Agência Brasil

12 de maio de 2019, 08:33

MUNDO Em dia de protestos tímidos, Guaidó pede que venezuelanos continuem saindo às ruas

Em um dia de protestos tímidos na Venezuela, o autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, pediu neste sábado (11) a seus apoiadores que não deixem de sair às ruas por medo do regime de Nicolás Maduro. Na praça Alfredo Sadel, no leste de Caracas, de maioria anti-chavista, Guaidó discursou para cerca de 2.000 apoiadores, um público reduzido em comparação com as marchas das últimas semanas que reuniram milhares de pessoas. “Chegamos a um momento histórico: ou somos presas do medo, da desesperança, da inação, ou nos mantemos unidos nas ruas”, disse o líder opositor. Neste sábado, protestos dispersos aconteceram em outras cidades do país, segundo a imprensa local. O pronunciamento ocorre onze dias após o fracassado movimento para depor Maduro que desencadeou uma onda de repressão do regime. Na quarta-feira (8), o número dois da Assembleia Nacional, Edgar Zambrano, foi preso por agentes do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência). Ao menos três deputados opositores buscaram refúgio em embaixadas em Caracas: Americo de Grazia e Mariela Magallanes, na da Itália, e Richard Blanco, na da Argentina.

Folhapress

11 de maio de 2019, 12:30

MUNDO Trump usa Twitter para fazer novas críticas à China e a adversários políticos

Foto: EFE/MIchael Reynolds

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou a manhã deste sábado para defender suas políticas e fazer críticas a adversários políticos e à China por meio de seu perfil no Twitter. Até o meio-dia (de Brasília), o republicano fez 64 retuítes nesta manhã de veículos de imprensa, representantes de seu partido e apoiadores para promover suas políticas de comércio e de imigração, além de criticar a investida da oposição democrata quanto a novas investigações sobre a interferência russa na eleição presidencial americana de 2016. Uma nova rodada de negociações comerciais sino-americanas teve fim nesta sexta-feira, dia que marcou o aumento da alíquota de tarifas americanas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. Um acordo não foi alcançado entre os dois lados, que continuarão conversando nas próximas semanas. Sobre essa questão, Trump retuitou duas de suas falas anteriores sobre as relações com o gigante asiático e usou comentários de outros integrantes do Partido Republicano para endossar suas posições. “Vou ficar ao lado do presidente Trump e de sua equipe. É a nossa melhor chance de acabar com a trapaça da China. Devemos estar dispostos a aceitar a dor a curto prazo para vermos o ganho no longo prazo. Continue firme, presidente. Estamos com você!”, escreveu o senador republicano Lindsey Graham (Carolina do Sul), em tuítes que foram republicados por Trump. O presidente também deu voz a comentários feitos pelo vice-presidente do Comitê Nacional Republicano, Tommy Hicks. “Durante anos, a China tem se engajado em práticas comerciais desleais. Enquanto a relação EUA-China é importante, Trump está empenhado em garantir que os trabalhadores americanos deixarão de estar em desvantagem quando competirem em nível global”, afirmou.

11 de maio de 2019, 10:44

MUNDO Índia tem eleições neste fim de semana

Independente do resultado das eleições gerais na Índia, a relação do Brasil com o país continuará “sendo muito boa”, de acordo com o embaixador do Brasil na Índia, André Aranha. “Qualquer que seja o governo, vamos poder fortalecer a relação com o país”, diz. A maior eleição do mundo, com 900 milhões de eleitores, está chegando ao fim. Neste domingo (12), ocorre a sexta de sete fases de votação. Tamanha a logística necessária para garantir a segurança do pleito, as eleições são divididas em fases de acordo com as regiões do país. Entre os locais onde ocorrerá votação neste final de semana, está a capital, Nova Deli. Os indianos irão escolher os membros do parlamento que, por sua vez, escolherão o novo primeiro-ministro. A contagem de votos será feita no dia 23 de maio. Dois nomes estão entre os mais cotados para essa posição, o atual primeiro-ministro, Narendra Modi, que concorre à reeleição, e o presidente do Congresso Nacional indiano, Rahul Gandhi. “Modi é um grande líder no sentido de buscar o progresso, o avanço, a aproximação entre os Brics [formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] e também entre os países que compõem o Ibas, Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul”, diz Aranha, que complementa, “Raul Gandhi é herdeiro da grande tradição política indiana e também tem laços fortes e positivos com o Brasil”.

Agência Brasil

11 de maio de 2019, 07:12

MUNDO ‘Não será surpresa se aparecer outro caso de corrupção’, diz procurador americano

A cooperação dos procuradores americanos com os brasileiros na Lava Jato permitiu aos países desenvolver laços de confiança e seguir com trabalho até hoje. Por isso, “não seria surpreendente se aparecesse outro caso” de corrupção no Brasil investigada pelos Estados Unidos. A frase é do procurador Daniel Kahn, chefe da área de investigação de corrupção fora dos EUA (FCPA, na sigla em inglês) no Departamento de Justiça Americano. Kahn recebeu o Estado no seu gabinete, em um dos prédios do Departamento de Justiça dos EUA, o DoJ, em Washington. Na entrevista, na qual ele adiantou que não poderia falar sobre casos em andamento, o americano classificou a parceria com os brasileiros como uma das mais fortes já firmadas com autoridades estrangeiras, elogiou o trabalho da Lava Jato e minimizou problemas no trabalho com o País. Leia entrevista completa no Estadão.

Estadão

10 de maio de 2019, 21:49

MUNDO Chavismo reabre fronteira com Brasil e autoridades preveem pico migratório

Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Venezuelanos saem de Pacaraima, em Roraima, rumo ao seu país com sacos de comidas compradas no Brasil

Logo após o chavismo reabrir a fronteira com o Brasil, nesta sexta-feira, 10, 600 venezuelanos entraram no País e as autoridades locais esperam um fluxo acima do normal nos três próximos dias – a média diária no ano é de 431 imigrantes. O movimento preocupa os responsáveis por monitorar a sobrecarga nos serviços públicos de Roraima, mas entusiasma comerciantes, que viram as vendas cair até 80% desde o fechamento, 78 dias atrás. O tráfego regular de pessoas e mercadorias entre os dois países estava bloqueado desde a operação que tentou levar comida e medicamento americanos para o território venezuelano, em fevereiro. O anúncio da reabertura da fronteira com Brasil e Aruba foi feito pelo vice-presidente de Economia, Tareck El Aissami, na TV. Ele comunicou também que as fronteiras com a Colômbia e as outras Antilhas Holandesas permanecerão fechadas. Segundo Aissami, elas continuarão assim até que cessem as hostilidades em relação ao governo Maduro. Sobre o Brasil, o ministro pareceu sinalizar o desejo de uma reaproximação. Em Foz do Iguaçu (Paraná), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, havia sido inteligente ao reabrir a fronteira. “Agora parece que a energia elétrica também vai ser restabelecida”, disse Bolsonaro. Roraima é abastecido por energia elétrica venezuelana. Segundo o prefeito da fronteiriça Pacaraima, Juliano Torquato (PRB), as negociações para reabertura da passagem começaram na véspera, em razão de crianças brasileiras que estudam em escolas de Santa Elena do Uairén, cidade venezuelana mais próxima da fronteira. O vice-cônsul brasileiro na cidade, Ewerton Oliveira, e o prefeito tratativas com generais da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e conseguiram, primeiro, autorização para a passagem diária de cerca de 500 pessoas, entre pais e alunos. Parte deles tinha casa nos dois países, mas optou por morar no Brasil quando a fronteira foi fechada – a escola, entretanto, ficou do lado venezuelano. Por isso, havia preocupação com a desistência dos alunos e excesso de faltas, em razão das condições de trânsito pelas vias clandestinas que passaram a servir como único caminho – uma série de trilhas abertas na mata de savana da região, que no inverno ficam intransitáveis por causa da chuva. As vendas em Pacaraima, em sua maior parte feitas em espécie, haviam caído cerca de 80% em padarias e no comércio que se concentra em apenas uma rua da cidade. Roraima é o principal fornecedor de comida e itens de consumo diário para a cidade de Santa Elena. Os brasileiros tendem a voltar a adquirir insumos, necessários para a produção agrícola, em Roraima. Para o prefeito, a reabertura é positiva porque o comércio vindo da Venezuela foi um dos motores do crescimento da cidade: “É muito bom para geração de emprego e renda”. O maior problema será o potencial impacto com a vinda de mais refugiados que elevaram a demanda na rede municipal de ensino. O prefeito calcula que a quantidade de alunos matriculados passou de 2.070 para 2.772 em sala de aula e outros 860 alunos matriculados, mas sem espaço para estudar. O fechamento da fronteira havia provocado uma queda do fluxo de refugiados que chegam ao Brasil de até mil pessoas por dia para 200 nos dias mais calmos. Na semana passada, no entanto, segundo o Exército, essa média voltou a subir após os protestos opositores no país. O secretário de Segurança Pública de Roraima, Márcio Amorim, disse que a pasta montou um plano estratégico e as forças policiais estão preparadas para qualquer tipo de tensão. “Os grupos táticos estão a postos, apesar de não ser atribuição do Estado a segurança na fronteira, mas já tínhamos iniciado um trabalho integrado na coordenação de inteligência para que não fôssemos pegos de surpresa”. O anúncio venezuelano pegou de surpresa o Itamaraty, que primeiro disse desconhecer a medida e logo afirmou que a liberação havia ocorrido às 16 horas. Cerca de 150 mil venezuelanos entraram no Brasil desde o início da migração em 2017.

Estadão Conteúdo