4 de novembro de 2018, 10:15

MUNDO Trump enfrentará seu maior teste em eleições legislativas

Foto: Divulgação

Donald Trump

Nesta terça-feira (6), os americanos votarão nas eleições de meio de mandato, definindo a renovação da Câmara, de um terço do Senado e de 36 dos 50 governadores. Para além de uma disputa interna, a votação é considerada um referendo de aprovação – ou reprovação – do governo de Donald Trump. Na reta final, o presidente intensificou sua participação na campanha do partido para conter uma onda democrata. Hoje, as duas Casas são comandadas pelos republicanos, mas o partido corre o risco de perder a maioria na Câmara dos Deputados – no Senado, a situação é mais confortável. “As eleições presidenciais costumam ser um olhar para o futuro, enquanto as de meio de mandato são um referendo do passado”, afirma Gary Nordlinger, da Escola de Gestão Política da George Washington University. O fator Trump é levado em conta por seis em cada dez americanos, segundo pesquisa do Pew Research. Segundo o instituto, 37% dos eleitores dizem que a eleição será um voto contra Trump, enquanto 23% consideram votar em favor do presidente. Trump tem trabalhado como cabo eleitoral em uma agenda marcada por viagens para defender até críticos dentro do partido, como Ted Cruz, do Texas. Os americanos renovarão todos os deputados – que têm mandato de dois anos nos EUA – e 35 dos 100 senadores. Trump admitiu a possibilidade de perder a maioria na Câmara dos Deputados na sexta-feira. “Pode acontecer, pode acontecer. Nós estamos indo muito bem no Senado, mas pode acontecer”, disse Trump, em campanha na Virginia Ocidental. Os democratas precisam conquistar 23 cadeiras a mais do que os republicanos para conseguir a maioria da Câmara. À CNN, a deputada democrata Nancy Pelosi se disse confiante no último fim de semana antes da disputa. “Até outro dia, eu diria que ‘se as eleições fossem hoje, nós poderíamos ganhar’. Agora, o que estou dizendo é ‘nós vamos ganhar’.” Manter a maioria no Senado dá segurança ao mandato de Trump, já que um eventual pedido de impeachment precisaria da aprovação dos senadores, após análise na Câmara. No entanto, perder a maior parte da Câmara para a oposição não é boa notícia, já que os democratas passarão a assumir as comissões na Casa e comandariam investigações contra o republicano – que está na mira da Justiça em razão de um possível conluio com os russos para interferir na campanha eleitoral de 2016.

Estadão

4 de novembro de 2018, 08:30

MUNDO União Europeia quer fechar acordo com Mercosul antes da posse de Bolsonaro

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Presidente da delegação do Parlamento Europeu para as relações com o Mercosul, o deputado português Francisco Assis

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia – em negociação há quase 20 anos, mas já na reta final – ganhou um novo impulso após as declarações da equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro de que o bloco sul-americano não será prioridade no novo governo. A intenção, segundo o presidente da delegação do Parlamento Europeu para as relações com o Mercosul, o deputado português Francisco Assis, é tentar fechar algum tipo de entendimento comercial ainda durante o governo de Michel Temer. “Estamos preocupados”, disse. “Há uma enorme incógnita sobre qual será o futuro do Mercosul e, portanto, sobre como ocorrerá essa relação de negociação com a União Europeia.” Segundo ele, o Mercosul entregou uma proposta aos europeus no dia 24 de outubro. “Haverá uma tentativa por parte da UE de fazer uma contraproposta”, disse. A negociação com o Mercosul entrou na pauta da reunião da UE da próxima quarta-feira, com a comissária de comércio exterior do bloco, a sueca Cecilia Malmström. O acordo, se confirmado, será o mais importante já assinado pelo bloco europeu. Para levá-lo adiante, no entanto, é preciso vencer resistências dentro da própria União Europeia, já que grupos protecionistas fazem pressão para adiar o acordo. Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro defendeu acordos bilaterais com países desenvolvidos e criticou a política externa dos governos do PT, que deram prioridade a acordos com países africanos, sul-americanos e asiáticos. Na primeira entrevista após o resultado do segundo turno, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a criação do Mercosul foi ideológica e que o bloco não seria prioridade. Na visão de especialistas em relações internacionais, a ênfase nos acordos bilaterais pode significar uma mudança na tradição diplomática brasileira do multilateralismo. “No fundo, isso faz sentido. Um dos motivos que atrapalham o desfecho nas negociações por livre comércio entre Mercosul e União Europeia é que, quando o Brasil avança, a Argentina recua”, diz Joaquim Racy, professor de economia da PUC-SP. Na Europa, existem duas preocupações com o novo posicionamento, que inclui uma aproximação com os Estados Unidos: a substituição de produtos europeus por bens americanos, que entrariam no Brasil em melhores condições; e o fim de um equilíbrio geopolítico na América Latina entre os interesses americanos e europeus. A China já pressiona Bolsonaro pela manutenção do atual acordo comercial e alertou, em editorial, que a economia brasileira sofrerá com eventual rompimento com Pequim. A última rodada de negociações entre Mercosul e UE, em setembro, foi interrompida sem que os dois lados chegassem a uma conclusão sobre tarifas para produtos agrícolas e industriais, como a carne bovina sul-americana e os laticínios europeus. Procurado, o Itamaraty não se manifestou.

Estadão

3 de novembro de 2018, 13:00

MUNDO Faculdades portuguesas exigem nota mais baixa no Enem do que brasileiras

Sem conseguir ser aprovada em Engenharia nas Universidades de São Paulo (USP) e Estadual de Campinas (Unicamp), Ana Marcela Costa, de 18 anos, já pensava em fazer cursinho pré-vestibular para mais uma tentativa. Por sugestão da irmã mais velha, aproveitou a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para tentar uma vaga em Portugal e, para sua surpresa, foi aprovada em uma das mais renomadas instituições do país, a Universidade do Porto. Com universidades tradicionais e reconhecidas mundialmente e custo de vida atrativo, Portugal tem atraído cada vez mais jovens para a graduação. A seleção com uso da nota do Enem e a exigência de pontuação mais baixa do que muitas universidades brasileiras têm facilitado essa migração. Para alunos e educadores, o cenário é reflexo da falta de informações sobre o processo e o custo, já que, mesmo públicas, as instituições portuguesas cobram taxa de anuidade. “Fiz o Enem, mas não tinha cogitado vir para Portugal quando estava no ensino médio. Fui aprovada na UFRJ (federal do Rio de Janeiro), mas meu pai achou (a cidade) perigosa. Foi uma surpresa boa a aprovação aqui”, conta Ana Marcela, que está no 2.º ano de Engenharia Eletrotécnica. Para entrar na Universidade do Porto, a estudante paulista precisava de uma nota mínima de 120 pontos na escala portuguesa, o que corresponde a 600 no Enem. Para a UFRJ, por exemplo, a nota de corte para o curso de Engenharia Eletrônica foi de 770 no ano passado. Além da prova, as instituições portuguesas também avaliam o histórico escolar dos candidatos. O Enem passou a ser utilizado como seleção pelas instituições portuguesas em 2014 e 1,2 mil brasileiros já foram aprovados para estudar no país europeu. Neste ano, são 35 universidades que adotam o exame. “Muitos jovens querem estudar fora do Brasil pela qualidade dos cursos e a experiência de uma nova cultura, uma troca com outras nacionalidades. Mas, para muitos, ainda parece uma realidade distante”, diz Edmilson Motta, coordenador do Colégio Etapa. Para ele, a baixa procura faz com que a pontuação necessária para a aprovação não seja tão alta. “Um aluno que consegue 600 pontos no Enem está competitivo para as vagas de lá. Aqui, nem tanto.” Em Direito, por exemplo, um dos cursos mais concorridos no Brasil, a nota de corte mínima do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) no ano passado foi de 676 pontos, na Universidade Estadual do Piauí (Uespi). Para estudar nas universidades de Lisboa, Porto ou de Algarve, a nota exigida é 600. “A medida em que os alunos enxergarem Portugal como uma possibilidade, a tendência é que essa nota mínima deixe de ser um pré-requisito e seja necessário um desempenho maior para a aprovação”, diz Carlson Toledo, diretor do Colégio Porto Seguro.

Estadão

27 de outubro de 2018, 18:01

MUNDO Ex-presidente uruguaio, José Mujica, liga Bolsonaro a Hitler

Foto: Jorge Melo/RPC

O ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica

O ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica divulgou um vídeo em que diz que está “preocupado” com o futuro do Brasil. Ele disse — em clara referência ao pleito deste domingo — que Adolf Hitler também chegou ao poder da Alemanha pelo voto popular. “Os seres humanos têm pouca memória. Ao querer mudar, pode-se mudar para o pior”. As informações são do site O Antagonista.

27 de outubro de 2018, 14:41

MUNDO Trump volta a defender pena de morte ao comentar sobre atirador em Pittsburgh

Foto: EFE/MIchael Reynolds

Donald Trump

Em rápido pronunciamento à imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a pena de morte e o endurecimento das leis no país ao comentar a ação de um atirador em Pittsburgh. Na avaliação de Trump, deveria haver algum tipo de proteção na sinagoga. “Se houve um policial presente na sinagoga o atirador poderia ter sido rendido”, afirmou. Porém, questionado se a solução seria colocar forças policiais em templos religiosos, desconversou. Para Trump, o ataque tem pouco a ver com as leis sobre porte de arma no país, mas suscita o debate sobre legalização da pena de morte. “Nós deveríamos endurecer as leis para a pena de morte. É muito triste ver isso acontecer de novo, e se repetir, é terrível, é uma pena”, afirmou. Segundo fontes oficiais, ao menos quatro pessoas morreram e 12 ficaram feridas, incluindo três policiais, com a ação de um atirador nesta manhã na região da sinagoga “Árvore da Vida” em Squirrel Hill, na cidade de Pittsburgh. Um suspeito foi preso. Há muitos policiais na região e a orientação para os moradoras na área é para ficar em casa. No local, há policiamento ostensivo, inclusive com a S.W.A.T, e várias ambulâncias para atender as “múltiplas” vítimas.

Estadão

24 de outubro de 2018, 17:25

MUNDO Violência política ‘não tem lugar nos EUA’, diz Trump sobre ameaça a opositores

Foto: Estadão/Reprodução

O presidente americano, Donald Trump

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 24, que a violência política “não tem lugar nos Estados Unidos”, depois que as autoridades informaram ter interceptado pacotes suspeitos de conter explosivos, enviados a personalidades, como os democratas Barack Obama, ex-presidente, e Hillary Clinton, ex-adversária de Trump na corrida presidencial de 2016. Quero dizer que, nestes tempos, temos de nos unir e enviar uma só mensagem clara e contundente de que os atos de violência política não têm lugar nos Estados Unidos”, afirmou Trump. O presidente americano afirmou que o seu governo não poupará esforços para levar à Justiça as pessoas por trás dos aparelhos e pacotes suspeitos. “Enquanto falamos, os pacotes suspeitos estão sendo inspecionados por agentes federais”, revelou o republicano em um evento na Casa Branca sobre a crise de opiáceos no país. Trump comentou estar “irritado” com os atos desta manhã e prometeu “chegar ao fundo” do que esteja por trás das remessas suspeitas. Antes de o presidente subir ao púlpito, a primeira-dama, Melania, também se pronunciou, “condenando fortemente todos aqueles que escolhem a violência”, após citar os ataques aos Clinton e aos Obama bem como a autoridades públicas e organizações. Mais cedo, Hillary também havia pedido união ao comentar pela primeira vez a intercepção de artefatos explosivos dirigidos a ela. Na sua avaliação, o país passa por um período “preocupante”. “Vivemos tempos de profundas divisões e temos de fazer tudo o que possamos para unir nosso país”, ressaltou Hillary em um ato eleitoral em Miami para apoiar Donna Shalala, candidata democrata à Câmara dos Deputados, que também recebeu pacotes suspeitos, mas que, segundo a polícia, eram alarme falso. Hillary agradeceu ao Serviço Secreto por ter interceptado os pacotes suspeitos que também foram dirigidos a outras figuras do Partido Democrata, como Obama em Washington e à congressista Debbie Wasserman Schultz na Flórida. “Todos os dias agredecemos ao Serviço Secreto. Estamos bem graças a ele”, afirmou. Em seguida, brincou ao falar dos seus netos, “os mais fabulosos do mundo inteiro”, e se deteve para expressar a grande “preocupação” que lhe causa a “direção que tomou” o país.

Estadão Conteúdo

23 de outubro de 2018, 18:22

MUNDO Partes do corpo de jornalista são achadas em casa de cônsul, diz TV

Foto: TRT World/Reuters

Jamal Khashoggi entrou no consulado saudita em Istambul no dia 2 de outubro e não saiu mais

Partes do corpo do jornalista assassinado Jamal Khashoggi foram encontradas, segundo noticiou nesta terça-feira, 23, a TV britânica Sky News, citando duas fontes que não foram identificadas. Elas detalharam à emissora que o corpo do jornalista foi desmembrado e seu rosto, desfigurado. Uma das fontes afirmou que partes do corpo foram encontradas no jardim da casa do cônsul-geral, localizada a cerca de 500 metros do consulado. Riad admitiu na sexta-feira que o jornalista foi morto durante uma briga dentro do seu consulado em Istambul, no dia 2. No entanto, seu corpo ainda não foi encontrado. A versão contradiz a explicação dada por fontes oficiais sauditas de que o corpo foi enrolado em um tapete e entregue a um “colaborador local”, encarregado de se desfazer dele, segundo a Sky News. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, foi o primeiro político a descrever a morte de Khashoggi como um assassinato, acrescentando que ela foi premeditada e planejada por dias. Em um discurso nesta terça-feira no Parlamento, Erdogan exigiu que a Arábia Saudita faça justiça e puna os responsáveis e questionou: “Por que o corpo de alguém que oficialmente está morto ainda não foi encontrado?”.

Estadão Conteúdo

22 de outubro de 2018, 18:05

MUNDO Editorial do New York Times sobre Bolsonaro: ‘Triste escolha do Brasil’

Foto: Fábio Motta/Estadão

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro

Em editorial, o jornal The New York Times lamentou a escolha dos eleitores brasileiros pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL), que lidera com ampla margem sobre seu adversário Fernando Haddad (PT) as intenções de voto para o segundo turno das eleições 2018, que acontece no próximo domingo (28). Para o NYT, Bolsonaro tem pontos de vista repulsivos. O jornal cita como exemplo suas declarações sobre preferir ter um filho morto do que gay; ou que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não mereceria ser estuprada por ser “muito feia”; ou sua “nostalgia” pelos generais e torturadores do regime militar. O texto também compara o candidato do PSL a Donald Trump e diz que o meio ambiente será um dos “derrotados”. “O senhor Bolsonaro prometeu desfazer diversos acordos de proteção às florestas tropicais para abrir mais espaço para o poderoso agronegócio brasileiro. Ele cogitou retirar o país do acordo climático de Paris, acabar com o Ministério do Meio Ambiente e impedir a criação de novas reservas indígenas – tudo isso em um país recentemente elogiado por sua liderança na proteção ao meio ambiente”. O editorial também faz um paralelo entre a crise política e econômica e a ascensão do capitão da reserva. “As opiniões grosseiras do senhor Bolsonaro são interpretadas como fraqueza. Sua obscura carreira no Congresso o faz surgir como o ‘novo’, que vai limpar a casa e sua promessa de punhos de ferro são a esperança para a média recorde de 175 homicídios por dia no último ano”. Ao final, o NYT conclui: “A escolha pertence aos brasileiros. Mas é um triste dia para a democracia quando desordem e decepção levam os eleitores à distração e a abrir a porta a populistas ofensivos, cruéis e agressivos”, completou a publicação. As informações são da revista Veja.

22 de outubro de 2018, 11:35

MUNDO Trump anuncia corte da ajuda a Guatemala, Honduras e El Salvador

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje (22) que começará a “cortar ou reduzir substancialmente” a enorme ajuda externa que Washington fornece de maneira “rotineira” a Guatemala, Honduras e El Salvador depois que os governos desses países não conseguiram “impedir” a saída da caravana de imigrantes. “Guatemala, Honduras e El Salvador não foram capazes de fazer o trabalho de impedir que as pessoas saíssem de seus países e viessem de maneira ilegal aos EUA. Começaremos agora a cortar ou reduzir substancialmente a enorme ajuda estrangeira que lhes proporcionamos de forma rotineira”, afirmou Trump na sua conta do Twitter. A reação do presidente norte-americano ocorre no momento em que milhares de centro-americanos, especialmente crianças e mulheres, tentam sair de seus países rumo ao México e aos Estados Unidos. Com informações da Agência EFE

Agência Brasil

21 de outubro de 2018, 11:40

MUNDO Trem descarrila em Taiwan e deixa ao menos 22 mortos e mais de 100 feridos

Foto: Reprodução/Estadão

Acidente de trem no norte de Taiwan

Ao menos 22 pessoas foram mortas e 171 outras ficaram feridas neste domingo quando um dos mais novos e rápidos trens de Taiwan descarrilou numa curva em meio a um trajeto popular no país. O trem expresso Puyuma carregava mais de 366 passageiros de um subúrbio de Taipei para a cidade de Taitung, na costa sudeste de Taiwan, quando descarrilou por volta das 16h50 no horário local (5h50 em Brasília). As informações foram dadas em um comunicado oficial pelo governo do país. Horas depois, um dos oito carros do trem foi encontrado capotado com toda a lateral destruída. Alguns passageiros morreram esmagados imediatamente após o choque, disse o porta-voz do ministério de Defesa Nacional, Chen Chung-chi. Soldados tem removido os corpos para identificação, mas a chegada da noite no país dificulta os trabalhos. Ao menos 120 soldados se juntaram aos bombeiros para o resgate. Não há informações sobre a quantidade de pessoas que ainda está pode estar presa no trem, segundo fontes que falaram sob condição de anonimato. A causa do acidente está sendo investigada.

Estadão Conteúdo

20 de outubro de 2018, 12:03

MUNDO Deputado republicano pede apoio de Trump à segurança de Bolsonaro

Foto: Reprodução

O deputado republicano Dana Rohrabacher

O deputado republicano Dana Rohrabacher escreveu uma carta para o secretário de estado americano Mike Pompeo temendo pela segurança de Jair Bolsonaro e pedindo ajuda do governo dos EUA para que as eleições no Brasil sejam livres e seguras. De acordo com a coluna radar, da revista Veja, no texto, Rohrabacher, que foi assessor e redator de discursos de Ronald Reagan, informa ter sido alertado que grupos da Venezuela, do Irã e do Hezbollah estão com especial interesse nas eleições brasileiras. Ainda segundo a publicação, o congressista faz menção também ao atentado a faca sofrido por Bolsonaro antes do primeiro turno. Rohrabacher é ligado no Brasil ao empresário Mario Garnero, do grupo Brasilinvest, que vem apoiando a candidatura de Bolsonaro desde o início.

19 de outubro de 2018, 19:52

MUNDO Arábia Saudita afirma que jornalista foi assassinado no consulado em Istambul

Foto: Reuters

O jornalista saudita Jamal Khashoggi durante evento do Monitor para o Oriente Médio, em Londres

A Arábia Saudita confirmou nesta sexta-feira, 19, que o jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado no consulado em Istambul. A informação foi anunciada pela Procuradoria Pública em Riad, na TV. O jornalista estava desaparecido desde o dia 2, depois de ele ter entrado no consulado. De acordo com o comunicado lido na TV estatal, 18 sauditas foram presos e estão sendo investigados por conexão com o caso. Nenhum deles foi identificado. No comunicado, o promotor público do reino disse que uma investigação descobriu que surgiu uma discussão entre Khashoggi e homens que o encontraram no consulado saudita em Istambul, levando a uma “briga que terminou com sua morte”. “As discussões entre Jamal Khashoggi e aqueles com quem ele se reuniu no consulado do reino em Istambul degeneraram para uma briga corporal, levando à sua morte”, reportou a Agência de Notícias saudita (SPA), citando a Procuradoria. Foi informado ainda que o conselheiro da corte real, Saud al-Qahtani, e o vice-diretor de Inteligência, o general Ahmed al-Assiri, foram destituídos de suas posições. Assiri é um conselheiro próximo do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. A TV questiona que ainda há muitas questões a serem respondidas, por exemplo, como ele morreu e exatamente onde está o corpo. Mais cedo nesta sexta-feira, a polícia turca realizou buscas em uma floresta nos arredores de Istambul e nas proximidades de Yalova, cidade com costa no Mar de Mármara, em busca de restos mortais do jornalista. Autoridades turcas disseram que Khashoggi foi morto e esquartejado dentro do consulado por uma equipe de 15 agentes sauditas que haviam chegado para encontrá-lo.

Estadão Conteúdo

15 de outubro de 2018, 20:58

MUNDO Morre aos 65 anos Paul Allen, cofundador da Microsoft

Foto: Estadão

O cofundador da Microsoft, Paul Allen, morreu nesta segunda-feira, 15, após complicações com o câncer

O cofundador da Microsoft, Paul Allen, morreu nesta segunda-feira, 15, após complicações com o câncer. Allen anunciou no mês passado que estava fazendo tratamento contra linfoma não-Hodgkin, tipo de câncer que já tinha sofrido e se livrado nove anos antes. O executivo tinha 65 anos e atuou à frente da Microsoft por anos. A morte do executivo foi confirmada pela família. Jody Allen, irmã de Paul, disse ao site da CNBC que o executivo era “um indivíduo notável em todos os níveis”. “Para todas as demandas em sua agenda, sempre houve tempo para a família e os amigos. Neste momento de perda e pesar para nós – e tantos outros – estamos profundamente gratos pelo cuidado e preocupação que demonstrou todos os dias”, disse Jody ao lembrar que Allen atuava como um grande filantropo dos Estados Unidos. O executivo esteve por anos à frente da Microsoft, deixando o posto de presidente executivo quando descobriu pela primeira vez que estava com a doença. Allen também já foi considerado um dos homens mais ricos do mundo. Nesta segunda-feira ele ficou ocupava o 44º lugar na lista de bilionários da Forbes em 2018, com patrimônio estimado em mais de US $ 20 bilhões. Allen também era o dono do Portland Trail Blazers da NBA, o Seattle Seahawks da NFL e tinha uma participação no time de futebol Sounders de Seattle.

Estadão Conteúdo

15 de outubro de 2018, 11:30

MUNDO Deputados da centro-esquerda europeia se reunem para criticar Bolsonaro

Foto: Divulgação

Jair Bolsonaro

Deputados ligados à esquerda, à centro-esquerda e aos ecologistas europeus realizam nesta terça-feira, 15, um debate no Parlamento Europeu, em Bruxelas, dedicado às eleições no Brasil com foco nas propostas do candidato Jair Bolsonaro. O evento diz que há um “risco à democracia” caso o líder nas pesquisas vença as eleições 2018. Entre os membros do Parlamento Europeu que apoiam e patrocinam a iniciativa estão os deputados portugueses Marisa Matias e Francisco Assis, os espanhóis Xabier Benito Ziluaga, Ramon Tremosa i Balcells e Ana Miranda, os italianos Roberto Gualtieri e Ignazio Corrao, e a britânica Julie Ward. “Reunindo Membros do Parlamento Europeu de todo o espectro político, o evento tem um único objetivo: manifestar publicamente a firme oposição ao candidato à presidência do Brasil, Jair Bolsonaro, cuja trajetória política e declarações públicas claramente se contrapõem aos princípios básicos do Estado de Direito”, declararam os deputados que convocaram o evento em um convite enviado aos demais parlamentares. “Não apenas a democracia brasileira, mas também seus grupos minoritários e indígenas, estão em risco”, alertam. “Em questão de dias, o segundo turno das eleições presidenciais irá acontecer no Brasil, para qual um dos candidatos, Jair Bolsonaro, promove o enaltecimento da tortura e ditadura, além da discriminação das mulheres e do desdém pelos pobres, representando assim uma cultura do ódio”, disseram. O grupo, que convoca deputados de outros partidos a se manifestarem, também irá circular um baixo-assinado ”para expressar seu o comprometimento com a democracia e sua solidariedade com os direitos sociais do povo brasileiro”. “Em um contexto marcado pela iminente ameaça da ocorrência de sérios retrocessos civilizacionais, o evento representa um manifesto pelo Estado de Direito, liberdade e igualdade ao buscar a derrota de Bolsonaro em defesa dos direitos e da democracia no Brasil”, aponta o convite elaborado pelos deputados europeus aos demais membros do Parlamento. Logo após o primeiro turno, Marisa Matias declarou que uma vitória de Bolsonaro seria um “retrocesso gigante para a democracia”.

Estadão