27 de janeiro de 2017, 06:35

MUNDO Presidente da Colômbia exige das Farc entrega de menores

O presidente Juan Manuel Santos exigiu das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), nessa quinta-feira (26), que entregue imediatamente os menores de 15 anos que integram suas fileiras. Segundo o governo, trata-se de um compromisso do acordo de paz que não está sendo cumprido pela guerrilha. A informação é da Agência France Presse (AFP). “É preciso dizer aos senhores das Farc: todos os menores de 15 anos devem sair de suas fileiras já, conforme acordado no ano passado”, declarou Santos em um ato na sede do governo, a Casa de Nariño, em reconhecimento à cooperação de Cuba e da Noruega, fiadores dos diálogos de paz. Santos reiterou o pedido feito mais cedo pelo alto comissário para a paz, Sergio Jaramillo, que classificou como “piada” a não entrega de crianças e adolescentes. “Existe um acordo e é preciso cumpri-lo. Os menores nas fileiras das Farc não saíram porque as Farc não quiseram”, afirmou Jaramillo em entrevista coletiva. A presença de menores nas tropas das Farc é um dos pontos mais espinhosos do processo. Em março de 2016, as partes envolvidas acertaram que os menores de até 15 anos deixariam a guerrilha. Dois meses depois, acertou-se a saída “em breve” dos menores. Até o momento, apenas 13 menores deixaram os campos das Farc, segundo o governo. Depois de uma reunião na manhã de ontem em Bogotá, as partes divulgaram nota sobre a ativação dos protocolos para a saída de todos os menores de 18 anos das tropas guerrilheiras. Segundo Jaramillo, os menores deixarão as fileiras insurgentes depois que a guerrilha se concentrar nas 26 zonas do país onde – em até seis meses – terá de entregar suas armas, monitorada pela Organização das Nações Unidas (ONU). “A saída dos menores é a prioridade”, disse ele. De acordo com o comandante guerrilheiro Pastor Alape, encarregado das Farc para esse tema, há pelo menos 23 menores de 15 anos nas fileiras rebeldes. “Estamos prontos para receber todos os menores de idade que estiverem nas fileiras das Farc”, assegurou a conselheira presidencial para Direitos Humanos, Paula Gaviria.

Agência Brasil

26 de janeiro de 2017, 21:16

MUNDO EUA vão pagar muro com imposto de 20% sobre as importações do México

Os Estados Unidos pretendem aplicar um imposto de 20% sobre todas as importações do México direcionadas para o mercado americano. Com a receita deste imposto, o governo norte-americano quer pagar os custos de um muro na fronteira sul do país com o México, segundo informou hoje (26) o secretário de imprensa da presidência, Sean Spice. Conforme o secretário, o dinheiro a ser arrecadado é suficiente para levantar US$ 10 bilhões em apenas um ano.A ideia de taxar as mercadorias provenientes do México foi dada por parlamentares republicanos. O custo do muro, de acordo com o cálculo de alguns congressistas, pode alcançar entre US$ 14 bilhões e US$ 20 bilhões, o que significa que o imposto cobriria grande parte do valor do projeto.Os parlamentares estão estudando outras propostas para cobrir o valor do muro, inclusive a possibilidade de imposição de uma taxa sobre operações das bolsas de valores americanas.

26 de janeiro de 2017, 16:33

MUNDO Trump diz que ele e o presidente do México concordaram em cancelar reunião

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um discurso em um evento do Partido Republicano na Filadélfia, e afirmou que concordou, em conjunto com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, em cancelar a reunião entre os dois líderes, que seria realizada na próxima terça-feira, 31 de janeiro. A decisão foi tomada após Trump assinar um decreto, na tarde de ontem, que ordena a construção de um muro na fronteira entre os dois países. Em seu discurso, Trump afirmou que, além da construção do muro, determinou a retirada imediata de “criminosos ilegais” do território americano. “Segurança nas fronteiras é um problema sério. A hora da justiça para os americanos chegou”, disse. Segundo o republicano, “o povo americano não irá pagar pelo muro”. A ideia de Trump é atuar, junto com o Congresso, para a aprovação do “ajuste de fronteira”, fazendo com que o México pague pelo muro, utilizando o déficit comercial dos EUA com o país vizinho. Mais cedo, em seu Twitter, Trump disse que “os EUA têm um déficit comercial de US$ 60 bilhões com o México”. Além disso, o presidente dos EUA também criticou o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), dizendo que a parceria “tem sido um péssimo negócio para os EUA desde sua concepção”.

Estadão Conteúdo

26 de janeiro de 2017, 10:05

MUNDO União Europeia vai ter plano para fechar rota migratória no Mediterrâneo

A União Europeia apresentará no início de fevereiro um plano para fechar a chamada Rota do Mediterrâneo, por meio da qual milhares de imigrantes viajam em embarcações superlotadas da Líbia à Itália. O objetivo é ajudar a Líbia a controlar sua costa e suas fronteiras. As informações são da Agência Ansa. O projeto será divulgado pela alta representante para Política Externa da UE, a italiana Federica Mogherini, durante uma cúpula informal em Valeta, na capital de Malta. Entre os principais pontos da iniciativa, estará o treinamento da Guarda Costeira da Líbia e o fornecimento de meios navais para que o país africano tenha um papel central no controle de suas águas territoriais. É comum que navios europeus, sob coordenação da Guarda Costeira da Itália, realizem operações de resgate na costa da Líbia e levem os imigrantes para portos das regiões de Sicília, Calábria e Puglia, no sul da península. Se a Líbia assumir essa função, os deslocados externos passarão a ser levados de volta ao país africano. Além disso, a União Europeia vai propor pelo menos 200 milhões de euros de financiamento para projetos na Líbia e reforçará suas fronteiras com Egito, Tunísia e Argélia, em colaboração com os governos dessas três nações, para evitar o surgimento de rotas alternativas. Também serão anunciadas medidas para melhorar as condições de vida nos campos de acolhimento em território líbio e para incentivar o retorno de imigrantes econômicos, que não têm direito a refúgio, a seus países de origem. Em 2016, o caminho marítimo entre Líbia e Itália voltou a ser a principal rota migratória do Mediterrâneo, após a UE ter chegado a um acordo com a Turquia para fechar a chamada “via balcânica”, que começava na Síria e entrava na Europa pela Grécia. No trajeto que tem como destino o litoral italiano, a maioria dos imigrantes é de origem africana, principalmente da região subsaariana. No ano passado, a Itália recebeu 181 mil deslocados externos, um crescimento de 20% em relação a 2015.

Agência Brasil

26 de janeiro de 2017, 08:28

MUNDO Itália retira últimos corpos de hotel soterrado por avalanche

Os bombeiros italianos retiraram dos escombros na madrugada de hoje (26) os últimos dois corpos que faltavam ser resgatados do Hotel Rigopiano, atingido por uma avalanche na semana passada. O balanço oficial do acidente é de 29 mortos e 11 sobreviventes. A informação é da Agência Ansa. Não há mais pessoas desaparecidas na lista fornecida pelas equipes de resgate, que contabilizava 28 hóspedes, entre eles quatro crianças, e 12 funcionários do hotel. Localizado na província de Pescara, o Hotel Rigopiano foi soterrado por uma avalanche que desceu das montanhas do Parque Nacional do Gran Sasso na noite de 18 de janeiro. A avalanche foi causada por terremotos que atingiram o centro da Itália no mesmo dia. O grande volume de neve, que deslocou a estrutura do hotel em 10 metros, dificultou as operações de resgate, que começaram depois de 12 horas do primeiro pedido de socorro, às 17h08 locais. Mas as autoridades só acreditaram que se tratava de uma avalanche às 19h. Os sobreviventes ficaram mais de um dia soterrados sob os escombros e sob a neve. De acordo com autópsias realizadas em seis corpos, as causas da morte foram asfixia e congelamento.

Agência Brasil

26 de janeiro de 2017, 07:16

MUNDO Caso Odebrecht supera Fujimori, diz procurador

O escândalo de propinas pagas pela Odebrecht no Peru em três governos está se revelando maior do que o caso de corrupção que derrubou o ex-presidente Alberto Fujimori, segundo o procurador-geral do País, Pablo Sánchez, que pediu paciência aos peruanos ansiosos para saber os nomes dos que receberam propinas. Os ex-presidentes Alan García, Alejandro Toledo e Ollanta Humala negam envolvimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

26 de janeiro de 2017, 06:55

MUNDO Donald Trump vai anunciar medidas para endurecer regras da imigração

Ao assinar nessa quarta-feira (25) ordem executiva para iniciar a construção de um muro ao longo da fronteira dos Estados Unidos com o México, o presidente Donald Trump deu apenas o primeiro passo para uma ambiciosa política de controle da imigração. A imprensa americana está anunciando que Donald Trump deve tornar público, provavelmente hoje (26), um plano visando a reprimir a entrada de refugiados sírios por prazo indeterminado e de refugiados de outros países por 120 dias. O jornal The New York Times informa que obteve o esboço de um documento do governo que prevê que, após o prazo de 120 dias, os refugiados de outras origens serão novamente admitidos em território norte-americano, mas em número bem menor do que os que vinham ingressando no país até agora. O jornal informa ainda que o governo pretende suspender por no mínimo 30 dias qualquer tipo de imigração proveniente de países predominantemente muçulmanos, como o Irã, Iraque, a Líbia, Somália, o Sudão, a Síria e o Iêmen. Juntamente com isso, as autoridades vão endurecer os já rigorosos procedimentos de triagem. O objetivo é eliminar a entrada de potenciais terroristas. No plano interno, as autoridades federais, estaduais e municipais vão trabalhar em conjunto, inclusive trocando informações, para retirar dos Estados Unidos imigrantes ilegais. O número de imigrantes ilegais em território norte-americano pode chegar a 11 milhões, segundo cálculos mencionados na imprensa.

Agência Brasil

25 de janeiro de 2017, 21:34

MUNDO Trump insulta México com construção de muro, diz ex-ministro mexicano

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de construir um muro na fronteira do país com o México é uma ofensa aos mexicanos, na avaliação do ex-ministro de Relações Exteriores do México Jorge Castañeda.”Isso é um insulto às autoridades mexicanas, ao presidente do México a todos os mexicanos”, afirmou. “É um jeito de fazê-los negociar sob ameaça, sob insultos, e pode levar o presidente Peña Nieto a cancelar sua viagem [aos EUA] na próxima semana”, afirmou. Está previsto um encontro entre Peña Nieto e Trump no dia 31 de janeiro.

AE

25 de janeiro de 2017, 19:13

MUNDO Trump determina construção de muro na fronteira com México

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ordem executiva nesta quarta-feira (25) para dar início à construção de um muro ao longo da fronteira com o México, além de congelar recursos públicos para cidades que se negam a prender e a deportar imigrantes em situação irregular. As informações são da Agência France Presse.A construção do muro é uma das mais polêmicas propostas da campanha eleitoral de Trump, que insiste em que o México pagará pela obra de alguma forma.

Agência Brasil

25 de janeiro de 2017, 17:20

MUNDO Trump assina ordem para construção de muro na fronteira dos EUA com o México

Foto: Nicholas Kamm/AFP

Presidente Donald Trump assina ordem executiva para construção de muro na fronteira com o México

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ordem executiva nesta quarta-feira (25) para dar início à construção de um muro ao longo da fronteira com o México, além de congelar recursos públicos para cidades que se negam a prender e a deportar imigrantes em situação irregular. As informações são da Agência France Presse. A construção do muro é uma das mais polêmicas propostas da campanha eleitoral de Trump, que insiste em que o México pagará pela obra de alguma forma.

Agência France Presse

25 de janeiro de 2017, 08:39

MUNDO Oposição venezuelana rejeita proposta para reativar diálogo

A oposição venezuelana qualificou nessa terça-feira (24) de “inaceitável” a proposta apresentada pelos facilitadores internacionais para reativar o diálogo com o governo de Nicolás Maduro, que não prevê eleições presidenciais este ano. A informação é da Agência France Presse (AFP). “Jamais firmaremos isso nesses termos. A Mesa da Unidade Democrática (MUD), frente de oposição ao governo, está reunida para fazer propostas ao Vaticano e à Unasul [União das Nações Sul-Americanas]“, declarou em entrevista Carlos Ocariz, um dos delegados opositores nas negociações. O “acordo de convivência democrática” sugere a realização de eleições para governadores (que deveriam ter ocorrido em dezembro passado), junto com as de prefeitos, este ano, e propõe “abordar” o cronograma eleitoral de 2018. A eleição presidencial está prevista para dezembro de 2018, mas a MUD pretende antecipá-la. A proposta também pede que os poderes Executivo e Legislativo se reconheçam mutuamente. Stalin González, líder do bloco da MUD no Parlamento, declarou que a proposta tem “pontos que violam a Constituição”, pois ignoram competências da Assembleia Nacional. “Pedem que aceitemos as despesas e o orçamento do governo sem que sejam aprovados pelo Parlamento, como deve ser”. A proposta tenta reativar o diálogo iniciado em outubro – patrocinado pelo Vaticano e a Unasul – e congelado em dezembro, quando a MUD acusou o governo de não cumprir o acertado. A oposição retomou na segunda-feira (23) os protestos de rua para exigir uma saída eleitoral para a crise que atinge o país, exigindo eleições gerais ou a antecipação da eleição presidencial, o que Maduro descarta.

Agência Brasil

25 de janeiro de 2017, 07:54

MUNDO Odebrecht diz que fará ‘justa reparação’ ao Estado peruano

Em nota divulgada nesta terça-feira, 24, a Odebrecht afirmou estar fazendo tudo o que é possível para esclarecer os fatos e para que a Justiça peruana chegue a todos os envolvidos, “permitindo também o pagamento de justa reparação ao Estado”.Segundo o comunicado, a companhia assumiu o compromisso formal de cooperar, sem restrições, com as investigações, do mesmo modo que já fez no Brasil e nos Estados Unidos, países em que mantém atividades e onde já fechou acordos de leniência.A empresa informou ainda que procura alternativas para que projetos em andamento em solo peruano sigam adiante.”A extensa colaboração promovida demonstra o seu entendimento por uma necessária mudança de postura na relação entre entes públicos e privados”, diz a nota da companhia. Em dezembro, a Odebrecht publicou no Brasil um pedido de desculpas em que reconheceu ter participado de “práticas impróprias” e se comprometeu a combater subornos e extorsões. “Queremos mudar as práticas até então vigentes na relação público-privada, que são de conhecimento generalizado.”

Estadão Conteúdo

25 de janeiro de 2017, 06:35

MUNDO Trump deve assinar decreto para construção de muro na fronteira com o México

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve assinar nesta quarta-feira (25) decretos determinando a construção de um muro na fronteira com o México e estabelecendo barreiras para a entrada de refugiados sírios e imigrantes provenientes de países propensos ao terror. Com isso, o presidente transforma em realidade a mais polêmica promessa de sua campanha eleitoral, que é a construção do muro na fronteira sul do país. “Grande dia planejado para a segurança nacional, amanhã”, disse Trump em mensagem no Twitter no fim da noite de ontem (24). “Entre muitas outras coisas, vamos construir o muro”, acrescentou. Os decretos devem ser assinados durante uma visita que Trump fará ao Departamento de Segurança Interna, em Washington. O muro será erguido de forma prioritária nos locais que fazem fronteira com cidades mexicanas, onde as autoridades locais se recusam a entregar aos Estados Unidos imigrantes ilegais para serem deportados e pessoas acusadas de transportar drogas para o mercado americano. O presidente deverá reafirmar também, nesta quarta-feira, que a imigração está fora de controle e que a entrada de potenciais criminosos ameaça a segurança dos Estados Unidos. Os decreto devem restringir a entrada de imigrantes originários do Iraque, Irã, da Líbia, Somália, do Sudão, da Síria e do Iêmen.

Agência Brasil

24 de janeiro de 2017, 21:34

MUNDO Panamá abre investigação contra 17 pessoas ligadas ao escândalo da Odebrecht

Promotores panamenhos apresentaram acusações de lavagem de dinheiro contra 17 pessoas em uma investigação relacionada a pagamentos de subornos por parte da Odebrecht naquele país. A procuradora-geral Kenia Porcell informou hoje que os acusados também foram chamados a pagar inquéritos. O movimento vem na sequência de investigações iniciadas em março de 2016, depois que a Suíça solicitou ao Panamá assistência judicial para investigações conduzidas no país sobre contas bancárias vinculadas à Odebrecht. Porcell afirmou que entre os acusados estão oito empresários panamenhos e cinco estrangeiros, três funcionários e um oficial da banca privada, cujos nomes não foram revelados. As autoridades estão tocando duas investigações separadas com o Brasil e com os Estados Unidos. O Departamento de Justiça norte-americano informou há semanas que a construtora aceitou pagar subornos multimilionários em vários países da América Latina e da África. De acordo com essas informações, a Odebrecht – que se tornou a maior contratante do Estado panamenho com obras de mais de US$ 9 milhões nos últimos 12 anos – pagou mais de US$ 59 milhões em subornos no Panamá entre 2010 e 2014 durante o governo do presidente Ricardo Martinelli. O governo do presidente Juan Carlos Varela, que assinou contratos com a Odebrecht por mais de US$ 2 milhões, anunciou recentemente que buscaria frear a participação da construtora em futuras licitações. A Odebrecht se comprometeu a pagar US$ 59 milhões ao Panamá como consequência do escândalo.

Estadão Conteúdo

24 de janeiro de 2017, 17:02

MUNDO Presidente do Peru diz que Odebrecht tem que deixar o país

Foto: Divulgação

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, disse que a Odebrecht deve vender todos os seus projetos no Peru e deixar o país depois de admitir ter pagado US$ 29 milhões em subornos durante três governos, de 2005 a 2014. “Infelizmente, eles estão contaminados pela corrupção”, disse. O governo peruano se juntou ao da Colômbia, que disse na semana passada que pretende expulsar a Odebrecht do país. Fonte: Dow Jones Newswires.