13 de fevereiro de 2017, 11:40

MUNDO Risco de colapso em barragem provoca evacuação de 200 mil pessoas nos EUA

As autoridades da Califórnia, nos Estados Unidos, ordenaram a evacuação de mais de 180 mil pessoas em Oroville devido ao risco de rompimento de uma barragem. As informações são da Agência Ansa. A barragem é considerada a mais alta dos Estados Unidos e pode sofrer danos em um trecho do vertedouro auxiliar de Oroville, a 250 quilômetros de São Francisco. Milhares de carros que tentaram deixar a cidade acabaram provocando congestionamento na região, logo após o alerta de evacuação para Oroville, Palermo, Gridley, Themalito, South Oroville, Oroville Dam, Irivukke Eats e Wyandotte. O governador da California, Jerry Brown, ordenou que as operações de emergência sejam aceleradas para permitir a evacuação das pessoas.

Agência Brasil

13 de fevereiro de 2017, 09:30

MUNDO Coreia do Norte lança novo míssil; Conselho de Segurança da ONU se reúne hoje

A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira (13) ter testado com sucesso um novo míssil balístico lançado neste ontem (12) de uma base aérea situada no oeste do país. As informações são Rádio France Internationale. O dirigente norte-coreano Kim Jong-Un disse estar “satisfeito que a Coreia do Norte possua um outro meio de ataque nuclear que reforce a potência do país”, segundo declaração à agência oficial de imprensa, KCNA. O tiro percorreu 500 quilômetros em direção ao leste antes de cair no mar do Japão, segundo o Ministério sul-coreano da Defesa. O teste é considerado pelo presidente americano Donald Trump como uma “provocação” do regime norte-coreano. O assunto será discutido hoje à noite pelo Conselho de Segurança da ONU. As fotografias divulgadas pela agência norte-coreana KCNA mostram o lançamento do míssil de médio a longo alcance Pukguksong-2, enquanto o líder norte-coreano assiste ao teste sorridente, acompanhado de dezenas de soldados e cientistas. Ele guiou “pessoalmente” os preparativos. O motor do míssil utiliza combustível sólido, acrescentou a KCNA, o que diminui o tempo de abastecimento. A maioria dos mísseis utiliza combustível líquido, de acordo com Yun Duk-Min, analista no Instituto de Relações Exteriores e da Segurança da Coreia do Sul. A detecção desse tipo de míssil pelos satélites de segurança também é mais complicada, explicou. “Isso representa também uma ameaça maior para os adversários”, acrescentou. Esta é a primeira vez que a Coreia do Norte fala abertamente sobre o Pukguksong-2.

Agência Brasil

12 de fevereiro de 2017, 14:45

MUNDO Costumes civilizados, por Lucas Faillace Castelo Branco

Foto: Divulgação/Arquivo

Lucas Faillace Castelo Branco

Admite-se que a moralidade média dos cidadãos é marca do grau de civilidade de seu país. A Suíça é um bom exemplo disso. Lá impera, na mentalidade do povo, um forte sentido de dever e de responsabilidade pela coisa pública. Convivi com os suíços por uns sete meses, quando residi em Zurique. Bastou-me essa convivência para extrair dela lições valiosas a respeito de como o modo de ser dos cidadãos, no dia-a-dia, determina o perfil da comunidade e o bem-estar geral.

Logo que cheguei a Zurique, tive de apresentar-me ao setor de imigração para que as autoridades responsáveis soubessem, entre outras coisas, onde residia. Após esse primeiro contato, minha comunicação com o departamento era feita mediante carta. Um dia recebi uma informando-me que deveria, por lei, adquirir o seguro saúde de uma das inúmeras empresas suíças relacionadas em um anexo. Caso não o fizesse, o Estado o faria por mim, às minhas expensas. Acontece que eu já havia adquirido um seguro internacional antes de entrar no país. A compra de mais um implicava despesa desnecessária, a meu juízo.

Informei isso à imigração, por meio de carta, apenas anexando, como prova, cópia do cartão de seguro internacional, sem qualquer ato equivalente a uma autenticação. Pouco tempo depois, o funcionário responsável me escreveu simplesmente para dizer que a situação apresentada por mim era inusitada para ele e que, por ora, iria consultar seu superior. Fiquei intrigado por ter o agente público escrito apenas para informar-me que iria averiguar se meu pleito era passível de ser atendido. Em seguida, enviou-me outra carta afirmando que eu poderia permanecer apenas com o seguro internacional e que, uma vez expirado este, deveria optar por um suíço. O problema foi resolvido com essa simplicidade.

Já um colega advogado, que trabalha no mercado financeiro, havia me contado a respeito de um complicado caso jurídico com que estava lidando. Sem saber o que fazer, ele telefonou para o órgão que supervisiona o setor para tirar dúvidas. O funcionário, após estudar a questão, retornou a ligação dizendo-lhe qual deveria ser a conduta adotada. Espantado com tamanha eficiência, perguntei ao amigo como ele poderia pautar-se pela palavra do agente estatal sem que tivesse nenhum registro do diálogo travado. O advogado não entendeu muito bem minha atitude, respondendo-me que o funcionário era treinado para prestar aquele tipo de auxílio e que, portanto, não havia razão para duvidar da informação fornecida.

A Suíça inclui, em seu regime político, práticas da democracia direta. Certa feita, em um encontro com amigos, iniciou-se discussão a respeito de um referendo vindouro. Um dos presentes manifestou sua posição e, muito educadamente, perguntou o que cada um dos outros pensava. Em nenhum momento houve reação emocional ou qualquer tipo de interrupção da fala alheia, não obstante a diversidade dos pontos de vista apresentados. Todos puderam posicionar-se de forma racional e desapaixonada. E isso relevou um clima natural e de maior amplitude, tanto que, lá pelas tantas, alguém declarou seu apreço e orgulho pela imprensa nacional, afirmando que, quando se tratava de decisões fundamentais, os jornais, não importando seu viés ideológico, sempre buscavam apresentar as questões em debate de forma imparcial.

Em outra ocasião, um amigo que voltava de uma temporada no exterior confidenciou-me, com desconforto, que estava desempregado e que teria de pleitear o seguro desemprego, o que significava ganhar o equivalente ao salário que auferia no trabalho anterior – era um valor substancial. Seu desconforto decorria do seguinte: como ele, que estudara em uma universidade pública, poderia, depois de ser educado às custas do Estado, não dar o retorno esperado à sociedade? Felizmente, para ele e para a sociedade, logo conseguiu emprego, sem que fosse preciso valer-se do amparo estatal.

A prevalência da boa-fé também me chamou a atenção. Quando, jantando em um restaurante, o garçom percebeu que eu e meus amigos estávamos atrasados para um espetáculo, sugeriu que nós fôssemos e retornássemos, depois do evento, para pagar a conta. Eu, o único brasileiro presente, quis dar provas de que realmente retornaria oferecendo-lhe meu cartão de visitas, o que ele rejeitou. O gesto, em verdade, foi visto como desnecessário e acabaram rindo de minha atitude. O garçom, evidentemente, não poria em dúvida nossa honestidade, como eu havia cogitado.

Meu comportamento, no entanto, é explicável à luz da cultura na qual fui criado: nós, brasileiros, somos tratados (e tratamos os outros), frequentemente, como desonestos, até prova em contrário, e essa suposição – lamento dizê-lo – tem base empírica. Essa desconfiança contribui para a insegurança nas relações sociais e para a burocratização do Estado. As leis são elaboradas tendo como premissa a ideia de que as pessoas não são probas. A palavra do cidadão não tem muito valor. Os efeitos colaterais disso são abrangentes e provocam o sentimento geral de que, no Brasil, prevalece uma ineficiência generalizada. Para quase tudo há um complicado ritual de formalidades, por vezes irracional, cujo propósito, frequentemente frustrado, seria garantia da correção.

O modo de ser dos suíços reflete-se, obviamente, na forma em que as decisões políticas são tomadas. Em 2012, os suíços foram chamados a decidir se o período de suas férias anuais deveria ser estendido de quatro para seis semanas. A proposta foi rejeitada. A justificativa para a decisão foi eminentemente racional: caso aprovada, haveria prejuízo para a economia do país. Achei inacreditável. Fico imaginando qual teria sido o resultado de consulta parecida no Brasil.

* Lucas Faillace Castelo Branco é advogado, mestre em Direito (LLM) pela King’s College London, Universidade de Londres, e sócio de Castelo Lima Dourado Advogados.

Lucas Faillace Castelo Branco*

12 de fevereiro de 2017, 12:00

MUNDO Após ser evacuado por fortes odores, Aeroporto de Hamburgo é reaberto

Autoridades alemãs reabriram há pouco o Aeroporto de Hamburgo depois de o local ter sido completamente evacuado por mais de duas horas em razão de fortes odores que provocaram mal-estar a diversos passageiros – alguns chegaram a receber atendimento médico. O governo alemão não informou qual substância teria sido responsável pelos fortes odores e pelo consequente fechamento do aeroporto, localizado no norte do país. Mais cedo, um porta-voz da polícia alemã havia confirmado que o aeroporto foi fechado e evacuado pouco depois do meio dia (horário local) em razão do registro de usuários com irritação nos olhos e crises de tosse provocados por um forte odor. De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma substância desconhecida se infiltrou nas instalações do aeroporto, provavelmente por meio das passagens de ar-condicionado. Os passageiros que estavam no local foram levados para a parte externa do terminal, onde receberam cuidados médicos.

Agência Brasil

12 de fevereiro de 2017, 11:46

MUNDO Nova avalanche deixa uma pessoa morta na Itália

Uma avalanche na província de Cuneo, no Norte da Itália, matou um excursionista ontem (11), quase um mês depois de outro deslizamento de neve ter feito 29 vítimas no Hotel Rigopiano, no centro do país. O incidente ocorreu na cidade de Demonte, bastante procurada por alpinistas e excursionistas de montanha. O homem caminhava acompanhado por quatro amigos, sendo que todos se salvaram. O risco de avalanches na região era forte devido às nevascas dos últimos dias. Além disso, a zona é considerada apropriada para esportistas experientes. No último dia 18, uma avalanche soterrou o Hotel Rigopiano, no centro da Itália, e deixou 29 mortos. A suspeita é que o deslizamento tenha sido provocado pelos terremotos daquela manhã, embora alguns especialistas não enxerguem ligação entre os dois fenômenos.

Agência Brasil

11 de fevereiro de 2017, 12:33

MUNDO Terremoto nas Filipinas deixa ao menos seis mortos e 120 feridos

Um terremoto de 6,5 graus de magnitude causou seis mortes e deixou pelo menos 126 feridos nas Filipinas. Os tremores foram registrados na noite de ontem (10) e causaram destruição no sul do país. Equipes de resgate continuam trabalhado em busca de sobreviventes. A região da ilha de Mindanao, localizada cerca de 700 quilômetros de Manila, capital do país, foi a mais atingida. O terremoto ocorreu durante a madrugada e assustou os moradores, que passaram a noite em estacionamentos e lugares ao ar livre para se protegerem. Os abalos provocaram queda de pontes, de postes, de casas e a abertura de crateras no asfalto de ruas e avenidas. De acordo com as autoridades locais que trabalham nas operações de busca, a maioria das vítimas morreu atingida por objetos que se desprenderam dos imóveis. Um homem morreu soterrado e uma idosa sofreu um ataque cardíaco. Em Surigao, cidade costeira, moradores assutados com os tremores correram para as montanhas próximas da cidade, temendo a chegada de um tsunami, no entanto, não houve alerta de tsumani. O epicentro do terremoto ocorreu no mar, a 14 quilômetros do território filipino. As Filipinas estão localizadas no chamado Anel de Fogo, região do Oceano Pacífico, onde ocorrem muitos terremotos e erupções vulcânicas. O último terremoto no país foi registrado em outubro de 2013 e causou mais de 220 mortos.

Agência Brasil

11 de fevereiro de 2017, 09:12

MUNDO Autoridades norte-americanas prendem imigrantes sem documentos em seis estados

As autoridades de imigração norte-americanas prenderam centenas de imigrantes sem documentos em pelo menos seis estados ao longo desta semana em uma ofensiva que aparentemente marca o início da aplicação em grande escala da ordem executiva do presidente Donald Trump, assinada em 26 de janeiro, destinada a deportar cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais, inclusive 3 milhões, supostamente com antecedentes criminais. Em janeiro, seis dias após tomar posse, Donald Trump assinou uma ordem executiva que ampliou as categorias de imigrantes sem documentos a serem incluídos na listas para deportação, cumprindo assim sua promessa de campanha para combater a imigração. Centenas de prisões foram confirmadas pelas autoridade de imigração de vários estados, mas a Casa Branca ainda não divulgou oficialmente o início da vigência da ordem executiva para deportações em massa. Uma ordem executiva é uma norma que coloca em prática as políticas do governo a serem executadas pelas agências e departamentos oficiais. O ato se resume a uma ação de governo e não tem o poder de reverter uma lei aprovada pelo Congresso. Desde que tomou posse, Trump assinou 12 ordens executivas.

Agência Brasil

10 de fevereiro de 2017, 15:22

MUNDO Sócios da Mossack Fonseca presos no Panamá por investigações ligadas à Lava Jato

Os dois fundadores do escritório de advocacia Mossack Fonseca, envolvido no escândalo “Panama Papers”, foram detidos de maneira preventiva ontem (9), como parte de investigações relacionadas com a Operação Lava Jato no Brasil. As informações são da Agência France-Presse (AFP). Jürgen Mossack e Ramón Fonseca foram levados para uma cela na Direção de Investigação Judicial da Polícia, na capital panamenha, depois de prestar depoimento na Procuradoria, informou Elías Solano, um dos advogados da Mossack Fonseca. Além de Jürgen Mossack e Ramón Fonseca, uma terceira pessoa foi detida. A Procuradoria panamenha fez buscas na quinta-feira nos escritórios da Mossack Fonseca e acusa os sócios de lavagem de dinheiro. De acordo com a procuradora Kenia Porcell, a empresa é supostamente “uma organização criminosa que se dedica a ocultar ativos e dinheiro de origens suspeitas” e serve para “eliminar evidências dos envolvidos em atividades ilícitas relacionadas ao caso Lava Jato”. O advogado Solano afirmou contudo que “todo o Panamá vai poder ver que não existe” lavagem de dinheiro no grupo e que, segundo ele, as acusações são “forçadas, carentes de provas”. Antes de sua detenção, Ramón Fonseca havia acusado o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, de receber doações da Odebrecht. “Para mim, o presidente Varela – que caia um raio sobre a minha cabeça se eu estiver mentindo – disse que havia aceitado doações da Odebrecht, porque não podia brigar com todo mundo”, disse Fonseca.

Agência Brasil

10 de fevereiro de 2017, 14:48

MUNDO Peru dará US$ 30 mil a quem ajudar na captura do ex-presidente Alejandro Toledo

O Peru ofereceu uma recompensa de 100.000 soles (30 mil dólares) a quem oferecer informações sobre o paradeiro do ex-presidente Alejandro Toledo, que está com ordem de prisão, acusado de receber subornos da construtora Odebrecht em troca de obras. As informações são da Agence France-Presse (AFP). Sobre Toledo – que governou o Peru entre 2001 e 2006 – pesa uma ordem judicial de captura internacional emitida na quinta-feira, depois de ele ter sido acusado de receber 20 milhões de dólares para favorecer a Odebrecht na concessão para construir a rodovia interoceânica, que liga o Peru ao Brasil. “A recompensa será paga em qualquer país do mundo”, afirmou à imprensa o ministro peruano do Interior, Carlos Basombrío, que pediu à Interpol que atue com maior rapidez possível no caso.

Agência Brasil

9 de fevereiro de 2017, 19:49

MUNDO Juiz do Peru avalia pedido de prisão contra ex-presidente por caso Odebrecht

O juiz peruano Richard Concepción recebeu o pedido do Ministério Público do país que pede a prisão preventiva do ex-presidente Alejandro Toledo, acusado de receber propina da construtora brasileira Odebrecht, que teria sido ajudada em uma licitação para um trabalho em uma estrada.Caso o juiz decida pela prisão, Toledo seria o segundo ex-presidente peruano a ser preso na última década por alegações de corrupção.

Estadão Conteúdo

9 de fevereiro de 2017, 08:35

MUNDO “Há corrupção no Vaticano, mas estou em paz”, afirma o papa

Foto: Divulgação

Papa Francisco

O papa Francisco admitiu que existe corrupção no Vaticano, mas que aprendeu a encarar os problemas com “serenidade e viver em paz”, de acordo com uma reportagem publicada hoje (9) pelo jornal Corriere della Sera.”Existe corrupção no Vaticano, mas eu estou em paz”, disse ele em 25 de novembro de 2016, durante um encontro com representantes de ordens religiosas, e cujos detalhes foram narrados pelo padre Antonio Spadaro na nova edição da revista La Civiltà Cattolica. As informações são da agência de notícias Ansa. “Qual é o segredo da minha serenidade? Não tomo remédios tranquilizantes. Os italianos sempre dão um belo conselho: para viver em paz, precisa um pouco de indiferença. Eu não tenho problema em dizer que estou vivendo uma experiência. Em Buenos Aires, era mais ansioso, mais preocupado. Hoje vivo uma profunda paz, não sei explicar”, contou. De acordo com o papa, os cardeais e membros da cúria sabem dos problemas internos do Vaticano e “todos queriam reformas” no último conclave. “Nas congregações gerais antes do conclave que me elegeu, falavam dos problemas do Vaticano e todos queriam reformas”, disse. “Mas se há algum problema, eu escrevo um bilhete a São José e coloco embaixo de uma estátua no meu quarto, uma estátua de São José dormindo. Ele dorme em cima dos meus bilhetes e eu durmo tranquilo”, afirmou. Leia mais na Agência Brasil.

Agência Brasil

7 de fevereiro de 2017, 18:25

MUNDO México diz que não receberá tropas estrangeiras, após oferta de Trump

O governo do México afirmou nesta terça-feira que não existe uma gravação da conversa do mês passado entre o presidente Enrique Peña Nieto e o dos Estados Unidos, Donald Trump. O porta-voz do governo mexicano, Eduardo Sánchez, disse ainda que o país jamais permitirá a presença de tropas estrangeiras em seu território.Sánchez disse que todos os líderes mundiais podem confiar que suas conversas com o presidente mexicano ficam estritamente protegidas. Com base em um fragmento transcrito do diálogo, a Associated Press informou na semana passada que Trump disse a Peña Nieto que os EUA estavam dispostos a enviar soldados ao vizinho para combater os cartéis do narcotráfico. O governo mexicano, porém, negou que houvesse tal intercâmbio.Posteriormente, um funcionário da Casa Branca disse que essa declaração foi feita em tom de descontração. Em entrevista no domingo ao canal Fox News, Trump afirmou que havia realizado a oferta e que Peña Nieto parecia interessado em receber ajuda.Nesta terça-feira, Sánchez lembrou que a Constituição mexicana proíbe a atividade de forças estrangeiras em território nacional.

Estadão Conteúdo

7 de fevereiro de 2017, 13:15

MUNDO Apple, Facebook, Google e cientistas se unem contra ações antimigração nos EUA

As decisões polêmicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estão causando reações de desaprovação mundo afora e dentro do próprio país. Milhares de cientistas, além de grandes empresas de tecnologia dos EUA, como Apple, Facebook, Google e Twitter, se uniram para boicotar os próximos encontros científicos no país, como sinal de protesto contra as políticas antimigratórias recentes do mandatário republicano. As informações são da agência de notícias italiana ANSA. “Nos comprometemos a não participar de conferências cientificas nos Estados Unidos a que não possam ir todos [os convidados], independentemente da sua nacionalidade ou religião”, afirma uma nota publicada pela organização Science Undivided [https://www.science-undivided.org/], que já recolheu assinaturas de apoio de mais de 350 cientistas. De acordo com a entidade, “o pensamento científico é uma herança comum da humanidade”. De acordo com os manifestantes, a decisão de Trump de proibir a entrada de cidadãos do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen nos EUA “institucionaliza o racismo e cria um clima no qual as pessoas rotuladas como muçulmanas são expostas a uma escalada de desprezo e violência”. A União Astronômica Internacional realizou uma petição online que já reuniu cerca de seis mil assinaturas.”Apelamos ao presidente [Trump] para que retire esta barreira à ciência e à colaboração internacional. A comunidade da astronomia se recusa ser dividida e os signatários afirmam que, por uma questão de consciência, não podem continuar a gozar de privilégios de que outros colegas, estudantes e professores estão arbitrariamente excluídos”, diz o comunicado da União Astronômica. Até as principais empresas norte-americanas de tecnologia da informação, como Apple, Facebook, Google e Microsoft, apresentaram um documento ao tribunal de recurso em São Francisco, na Califórnia, no qual se opõem ao decreto de Trump. Assinado por 97 companhias, inclusive Netflix, Twitter e Uber, o documento pede que a medida antimigratória de Trujmp seja anulada, e enfatiza a importância da imigração na economia dos EUA. “Os imigrantes são responsáveis por muitas das maiores descobertas da nação e criaram algumas das empresas mais inovadoras e icônicas do país”, diz o texto. Além disso, as companhias alertam para as consequências futuras da medida. “A instabilidade e incerteza tornará mais difícil e caro para as empresas norte-americanas contratarem alguns dos melhores talentos mundiais, impedindo-as de competir no mercado global”, enfatiza o documento.

Agência Brasil

7 de fevereiro de 2017, 12:00

MUNDO Atentado na Suprema Corte de Cabul deixa mortos e feridos

Pelo menos 19 pessoas morreram nesta terça-feira (7), em um atentado suicida cometido há pouco no estacionamento da Suprema Corte de Cabul, no Afeganistão. A informação é da Agência Ansa, da Itália. O balanço foi divulgado por emissoras locais de televisão, mas pode mudar, já que não há uma confirmação oficial ainda. Mais de 40 pessoas estariam feridas. A polícia informou que houve uma explosão, porém ainda investiga o local exato da bomba. Os indícios são de que um suicida tenha detonado o explosivo no momento em que os funcionários da Corte encerravam a jornada de trabalho. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque. As suspeitas recaem sobre o Talibã.

Agência Brasil

7 de fevereiro de 2017, 10:10

MUNDO Anistia Internacional denuncia “abatedouro humano” em prisão na Síria

Em relatório publicado nesta terça-feira (7), a organização não governamental (ONG) Anistia Internacional acusa o governo da Síria de ter enforcado 13 mil pessoas entre 2011 e 2015, em uma prisão perto de Damasco. O documento denuncia uma “política de extermínio” do regime de Bashar Al Assad. A informação é da Radio France Internationale (RFI). Chamado Abatedouro humano: enforcamentos e extermínio em massa na prisão de Saydnaya, o relatório se baseia em entrevistas com 84 testemunhas dos violentos incidentes no local, entre guardas, ex-detentos e juízes. A ONG de direitos humanos não foi autorizada pelo governo sírio a entrar no país para investigar as denúncias. Segundo o documento, pelo menos uma vez por semana, entre 2011 e 2015, grupos de até 50 pessoas eram retirados de suas celas para processos arbitrários, “em plena noite, em segredo absoluto”. Depois de espancados, eram enforcados. O texto relata que ao longo de todo o processo, os detentos “têm os olhos vendados, não sabem nem quando, nem como vão morrer, até que amarram uma corda no pescoço deles”. Um antigo juiz, que assistiu às execuções, conta que as pessoas ficavam enforcadas “de 10 a 15 minutos”. A maioria das vítimas era de civis, opositores ao regime do presidente Bashar Al Assad, ressalta a Anistia Internacional. Os corpos teriam sido jogados em valas comuns, em terrenos militares, perto de Damasco. No relatório, a organização faz um apelo para que a Organização das Nações Unidas (ONU) faça uma investigação para punir o que classifica como “crimes de guerra e contra a humanidade”. A Anistia Internacional considera que esses abusos ocorrem até os dias de hoje. Milhares de prisioneiros continuam detidos no presídio militar de Saydnaya, um dos centros de detenção mais importantes do país, que fica a 30 quilômetros ao norte de Damasco. Além de uma “política de extermínio”, a ONG acusa o governo sírio de torturar os presos regularmente, privando-os de água, de alimentos e de cuidados médicos Entrevistada pela RFI, Nina Walsh, responsável pelo setor de conflitos armados da Anistia Internacional na França, informou que as sessões de tortura e as execuções ocorrem “às segundas e quartas-feiras, duas vezes por semana, em celas do subsolo de Saydnaya”. Desde o início da guerra na Síria em 2011, mais de 310 mil pessoas morreram e milhões tiveram de deixar suas casas.

Agência Brasil