16 de agosto de 2019, 15:31

MUNDO Argentina não tem plano B ao Mercosul, diz cientista político

O cientista político Guillermo Rodríguez Conte argumenta que seria muito difícil para a Argentina fechar as portas ao mundo no comércio, em um eventual governo do oposicionista Alberto Fernández. “A Argentina não tem plano B ao Mercosul”, afirmou o analista, consultor na Prospectiva Consulting e professor em Buenos Aires. “O Brasil é grande, pode fazer um show sozinho, mas a Argentina não”, complementou. O assunto veio à tona nesta semana, após o ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes, ter dito na quinta-feira que se Fernández vencer e quiser fechar o Mercosul, atrapalhando o acordo com a União Europeia, o Brasil sairá do bloco. As declarações de Rodríguez Conte foram dadas durante Webinar organizado pela GO Associados, em evento moderado por Gesner Oliveira, sócio desta consultoria e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV-SP). Rodríguez Conte avalia que, após o resultado das primárias do último domingo, o presidente Mauricio Macri tem contra si um cenário “irreversível”. “É muito difícil que vá mudar” o quadro no primeiro turno, em 27 de outubro, aposta, dizendo que esta também tem sido a avaliação dos agentes dos mercados financeiros. Fernández é um advogado portenho e professor universitário. Ele tem como atributos positivos sua moderação, avalia o cientista político. Por outro lado, deve assumir num contexto de engessamentos na política, diante da crise econômica, da dívida e dos conflitos sociais. Há ainda a dúvida sobre qual será o papel da vice de sua chapa, a ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015). Mas o analista ressalta que o possível próximo presidente argentino figura bem mais ao centro, tendo inclusive se afastado da então presidente Cristina, para depois voltar a se reaproximar dela desde o fim de 2017. Rodríguez Conte disse que as propostas de Fernández até agora incluem a redução da chamada taxa de referência,aquela que o governo paga aos bancos para reduzir a massa monetária; a recomposição salarial; o corte de impostos de economias regionais e da indústria para incentivar exportações; conter o dólar; desativar as operações de Letras de Liquidez (Leliq); e ainda reestruturar a dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O candidato oposicionista agora favorito também fala em desatrelar da cotação do dólar tarifas como água e luz e os preços dos combustíveis. Para o analista, a dívida argentina será um problema nos próximos anos. Ele lembra que o país terá, entre 2021 e 2022, que pagar mais de US$ 50 bilhões ao FMI. “Isso é impossível para Macri, para Fernández e para qualquer um que seja eleito em outubro”, comentou. Além disso, o cientista político ressalta a pressão trazida pelo quadro social, ao lembrar que 35% da população argentina atualmente se enquadra na pobreza. Ele ainda lembrou que boa parte dessa pobreza se concentra num raio de 10 quilômetros da sede do governo, na região metropolitana da capital.

Estadão Conteúdo

15 de agosto de 2019, 07:32

MUNDO Governo Trump acelera deportação expressa de imigrantes irregulares

Foto: Reprodução/redes sociais

Os soluços de Magdalena Gomez Gregorio ecoaram pelos Estados Unidos na semana passada. O rosto da menina de 11 anos estampou a imprensa americana com o apelo para que seu pai fosse libertado pelos agentes de imigração do governo de Donald Trump. “Preciso do meu pai. Ele não fez nada, ele não é criminoso. Por favor, soltem ele”, pedia Magdalena aos prantos. Sem documentos que garantiriam sua permanência no país, o pai da garota foi um dos 680 imigrantes presos pela ICE (Agência de Imigração e Alfândega, na sigla em inglês) na quarta-feira (7), enquanto trabalhava em uma fábrica de alimentos no Mississippi, no sudeste dos Estados Unidos. A ação foi considerada a maior incursão desse tipo na história de um estado americano e reflete a escalada de Trump contra os estrangeiros.

Segundo as novas regras do governo, publicadas em 23 de julho, os detidos poderão ser deportados imediatamente caso não consigam provar que estão nos EUA por mais de dois anos consecutivos. As novas normas ampliaram os alvos da chamada deportação acelerada, método de remoção de imigrantes sem intermediação da Justiça. Até agora, eram alvos do mecanismo imigrantes acusados de terrorismo ou crimes contra a segurança nacional e deportados que conseguiram entrar ilegalmente mais de uma vez no país. Entre os sem documentos, só poderiam ser mandados imediatamente de volta os detidos em um raio de até 160 quilômetros da fronteira e que estivessem em território americano por menos de duas semanas.

Imigrantes sem visto presos em qualquer outro lugar ou que pudessem provar que estavam há mais de 15 dias no país precisariam passar pelos tribunais de imigração, em processos que poderiam levar anos. Desde o fim do mês passado, esse leque se ampliou e mais imigrantes poderão ser mandados de volta a seus países sem ter acesso a advogado ou juiz de imigração —pode haver exceções para quem pediu asilo, tem graves problemas de saúde ou “conexões substanciais com os EUA”. A urgência para a remoção dos imigrantes remete a portaria publicada no Brasil também no fim de julho pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O texto estabelece rito sumário de deportação de estrangeiros considerados “perigosos” ou que tenham praticado ato “contrário aos princípios objetivos da Constituição.”

O estrangeiro alvo da medida brasileira deverá apresentar defesa ou deixar o país voluntariamente em até 48 horas —tempo exíguo, que gerou críticas de grupos de defesa de direitos humanos, já que na prática pode inviabilizar o direito à defesa, processo complexo que envolve apresentação de petições, produção de provas e análises. Advogada especialista em imigração, Shoba Wadhia afirma que as coisas não são muito diferentes nos Estados Unidos, onde o presidente trata o tema como urgente e trunfo eleitoral para manter fiéis seus apoiadores conservadores. Segundo ela, mais de três quartos de todas as deportações nos EUA ocorrem por processos rápidos, sem a apreciação do caso por um juiz. “A maioria das pessoas removidas não vê um juiz de imigração ou tribunal”, diz.

Folha de S.Paulo

14 de agosto de 2019, 08:00

MUNDO Para reverter o que parece irreversível, Macri quer atrair jovens e idosos

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Mauricio Macri em encontro com Jair Bolsonaro

Na Casa Rosada, os estrategistas da campanha de Mauricio Macri iniciaram uma corrida quase impossível em busca dos 15 pontos percentuais que distanciam o atual mandatário de seu rival na disputa pela Presidência, o kirchnerista Alberto Fernández, vencedor das primárias do último domingo (11). Segundo a reportagem apurou, um dos investimentos mais fortes dessa fase da campanha eleitoral será o de atrair eleitores que não participaram das primárias, ampliando a base total de votantes.

Nas chamadas “paso” (primárias abertas, simultâneas e obrigatórias), o comparecimento foi de 75%. Em geral, a diferença entre as primárias e o primeiro turno é de cinco pontos percentuais de votantes a mais, ou seja, espera-se que 80% do eleitorado participe do pleito em outubro.
Na Argentina, o voto é obrigatório, mas não há multa para quem se abstém -é preciso apenas justificar a ausência, e os prazos para esse processo são elásticos. Os macristas querem ampliar essa porcentagem para 85%, acrescendo outros 4 milhões ao total de eleitores. Esses, somados aos possíveis apoiadores do terceiro colocado nas primárias, Roberto Lavagna, mais os de dois candidatos nanicos de direita, José Luis Espert e Juan José Gomez Centurión, poderiam formar esses 15 pontos desejados.

A primeira parte, ampliar a base eleitoral em dez pontos percentuais, é a mais difícil. Mas o presidente já começou a investir na estratégia nesta segunda-feira (13), recebendo alunos de uma escola de Rosário na Casa Rosada. “Já votaram? Quem tem mais de 16 anos?”, perguntou Macri. “Precisam votar, precisamos de mais gente votando”, disse aos garotos. Na Argentina, o voto é optativo para eleitores com idades entre 16 e 18 anos e com mais de 70. Segundo institutos de pesquisa, os optativos representam uma fatia considerável dos que não participam das primárias, mas sim do primeiro turno. Assim, parte da campanha do governo agora será voltada a adolescentes e idosos.

Nos próximos dias, o governo deve anunciar um aumento do salário mínimo, hoje de 12.500 pesos (R$ 892). Ganham esse salário hoje 1,9 milhão de argentinos. O aumento deve ser de 25%, pouco acima da inflação acumulada neste ano, que já é de 22,5%. Ou seja, corrigiria o valor conforme a inflação atual, sem prever o índice no futuro, que deve aumentar com a subida do dólar nesta semana. A moeda americana fechou nesta terça (13) em 53 pesos (segundo o Banco Nación), mesmo valor do dia anterior, quando teve alta de 17%. A estratégia do governo, então, segue a mesma: vender reservas e subir taxas de juros, caso necessário.

Em relação à inflação, a equipe econômica começa nova rodada de conversas com empresários e comerciantes para anunciar em breve um pacote de congelamento de preços. O foco principal serão redes de supermercados e distribuidores de combustível. Enquanto Macri apostará nos eleitores jovens e idosos, seu rival, Alberto Fernandéz, deve investir na imagem de moderado.

Folhapress

13 de agosto de 2019, 07:33

MUNDO Candidato opositor na Argentina defende Lula e chama Bolsonaro de racista e misógino

Foto: Reprodução/Facebook

Um dia após sair vencedor das eleições primárias, o candidato de oposição à Presidência da Argentina, Alberto Fernández, respondeu nesta segunda-feira (12) às críticas feitas contra ele pelo presidente Jair Bolsonaro e chamou o brasileiro de racista e misógino. Fernández, que tem como vice em sua chapa a ex-mandatária Cristina Kirchner, surpreendeu ao vencer a disputa primária com 47% dos votos, uma vantagem de quase 15 pontos sobre o segundo colocado, Mauricio Macri, que tem apoio declarado de Bolsonaro. Em entrevista ao programa de TV argentino Corea del Centro, o oposicionista disse que o presidente brasileiro é um “um racista, um misógino e um violento que é a favor da tortura”. E acrescentou: “que alguém assim fale mal de mim é algo que eu celebro”.

O argentino defendeu ainda o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que gostaria de dizer a Bolsonaro que “Lula deveria estar livre para poder concorrer a uma eleição com ele”. Fernández citou ainda o ministro da Justiça, Sergio Moro: “como posso acreditar na sentença de um juiz que depois vira ministro do candidato que era rival de Lula?”. O argentino visitou no início da julho o ex-presidente brasileiro na prisão em Curitiba. O petista é um aliado histórico dos kirchneristas. As chamadas “paso” (primárias abertas, simultâneas e obrigatórias) foram criadas em 2009, com a intenção de diminuir o número de candidaturas que concorriam na eleição.

As chapas que obtêm menos de 1,5% dos votos nessa etapa não podem concorrer no primeiro turno, marcado para 27 de outubro. Já o segundo turno, se necessário, será em 24 de novembro. As primárias funcionam, assim, como uma prévia, mostrando quanto de apoio cada candidato tem. Caso os números se repitam na eleição de fato, no fim de outubro, Fernández seria eleito em primeiro turno —para isso, ele precisa ter mais de 45% dos votos ou mais de 40% e no mínimo 10 pontos percentuais de vantagem para o segundo colocado. Mais cedo, Bolsonaro (PSL) tinha lamentado a vitória da oposição nas primárias argentinas e afirmado que o Rio Grande do Sul pode se transformar em Roraima caso Cristina Kirchner, vice na chapa liderada por Alberto Fernadéz, volte ao poder, comparando a Venezuela de Maduro à Argentina.

“Não esqueçam que, mais ao Sul, na Argentina, o que aconteceu nas eleições de ontem. A turma da Cristina Kirchner, que é a mesma de Dilma Rousseff, que é a mesma de Hugo Chávez, de Fidel Castro, deram sinal de vida aqui. Povo gaúcho, se essa esquerdalha voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter no Rio Grande do Sul um novo estado de Roraima”, disse ao público de convidados e de apoiadores. “Vocês [gaúchos] podem correr o risco de, ao ter uma catástrofe econômica lá, como teve na Venezuela, ter uma invasão da Argentina aqui. Não queremos isso para nossos irmãos”, afirmou, ao ser questionado por jornalistas ao final de um evento em Pelotas (RS).

Roraima vem recebendo número crescente de venezuelanos que fogem do país em função da crise econômica, que se arrasta desde 2015 e não dá sinais de arrefecimento. Existem mais de 30 mil cidadãos do país vizinho vivendo em Roraima, um estado de 576 mil habitantes, de acordo com o IBGE. O governo diz que o estado abriga ao menos 40 mil venezuelanos.

Folha de S.Paulo

12 de agosto de 2019, 19:48

MUNDO Fernández agradece apoio de Lula após vencer primárias na Argentina

Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

O candidato à presidência da Argentina, Alberto Fernández

O candidato peronista à presidência da Argentina Alberto Fernández agradeceu nesta segunda-feira, 12, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos cumprimentos enviados mais cedo por sua vitória nas primárias argentinas de ontem. Fernández lidera a chapa na qual a ex-presidente e senadora Cristina Kirchner é sua vice. “Muito obrigado, querido amigo Lula. Como você bem disse, devemos dar esperança a nosso povo e cuidar de quem mais necessita”, escreveu Fernández em sua conta de Twitter, em resposta a uma mensagem do ex-presidente brasileiro, que está preso por um caso de corrupção após um polêmico processo judicial. Lula, também pelo Twitter, destacou o “significativo resultado” alcançado por Fernández e Cristina, a quem também felicitou. A Argentina terá eleições presidenciais em 27 de outubro e a dupla Fernández e Cristina conquistou 15 pontos porcentuais de vantagem no domingo para o atual presidente, Mauricio Macri. Fernández visitou Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba em julho. Na ocasião, ele declarou que o acordo de integração entre Mercosul e União Europeia será revisto, pois foi anunciado precipitadamente em razão da corrida eleitoral e porque agravará os problemas enfrentados pela indústria argentina. Fernández afirmou nesta segunda-feira que não espera um convite de Macri para uma conversa que ajude a solucionar a instabilidade provocada pelo resultado de domingo. “O governo nunca chamou ninguém, não sei porque irá chamar agora”, disse ao deixar uma reunião com outros candidatos da Frente de Todos, a coalizão que integra. A derrota eleitoral sofrida por Macri teve impacto no mercado financeiro da Argentina, com queda de mais de 35% na Bolsa de Valores, além de forte alta do preço do dólar. No mercado de câmbio, a moeda americana subiu 23,44% e é cotada a 55,85 pesos para venda. Em bancos privados e casas de câmbio, o valor alcançou a marca de 58,25 por dólar. “Estamos começando uma campanha novamente. O governo precisa governar, e nós somos oposição”, disse o candidato peronista, que chegou a 47,65% dos votos, contra 32,08% de Macri. Com essa margem, Fernández venceria as eleições presidenciais do dia 27 de outubro sem que houvesse a necessidade do segundo turno. O candidato confirmou que, dos integrantes do governo atual, só conversou com o ministro do Interior, Rogelio Frigerio. Perguntado pela reação dos mercados e sobre a desvalorização do peso, Fernández acusou a existência de manipulação sobre dados do país. “Infelizmente, é o que acontece quando um governo, durante tanto tempo, não diz a verdade sobre a economia. Um dia, a verdade aparece”, disse o candidato.

12 de agosto de 2019, 18:45

MUNDO Oposição brasileira no Congresso quer explicação de ministros sobre Itaipu

Foto: Reuters

Jair Bolsonaro (à direita) e o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, se cumprimentam na Usina de Itaipu

Parlamentares de oposição vão tentar durante esta semana furar o bloqueio imposto pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para que autoridades brasileiras sejam ouvidas no Congresso sobre o acordo para renegociação da venda de energia de Itaipu. Eduardo, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, não colocou em pauta na semana passada os pedidos feitos por deputados da oposição para que os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e de Minas e Energia, Bento Costa Lima Leite e Albuquerque, fossem à Comissão para esclarecer o acordo. O filho do presidente Jair Bolsonaro aceitou incluir na pauta da reunião desta quarta-feira, 14, apenas o requerimento de convite ao diretor brasileiro de Itaipu, Joaquim Silva e Luna. Por isso, a oposição vai fazer um requerimento extra-pauta durante a reunião para deixar a cargo do conjunto do colegiado as convocações. “O presidente da Comissão, que atualmente se dedica à campanha para ser o embaixador do Brasil em Washington (EUA) não quer nenhum ruído que possa atrapalhar suas pretensões”, disse o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), integrante da Comissão. A oposição tenta em várias frentes levar para Brasília o escândalo que provocou a maior crise do governo do presidente paraguaio Mario Abdo Benítez, acusado de aceitar um acordo “entreguista” com o Brasil para a redistribuição da compra da energia de Itaipu. Além dos requerimentos na Comissão de Relações Exteriores, a bancada do PT fez uma representação à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que o presidente Bolsonaro, Araújo e Luna sejam investigados por supostos crimes de improbidade administrativa, corrupção passiva e corrupção ativa. O foco é a relação dos Bolsonaro com a empresa Léros, ligada ao empresário Alexandre Giordano, suplente do senador Major Olímpio (PSL-SP). Em mensagens enviadas a autoridades paraguaias, o assessor jurídico da vice-presidência do país vizinho, José “Joselo” Rodríguez, associa a Léros ao “governo do Brasil”. Na semana passada, Giordano e representantes da empresa negaram ter usado o nome do presidente nas negociações.

Estadão Conteúdo

12 de agosto de 2019, 17:45

MUNDO Vantagem de Fernández sobre Macri é quase irreversível, diz analista

Foto: Estadão

O presidente da Argentina, Mauricio Macri

Os mais de 15 pontos de vantagem obtidos por Alberto Fernández sobre o presidente Mauricio Macri na eleição primária da Argentina são praticamente irreversíveis até a votação geral de outubro, afirmou o cientista político Carlos de Angelis, da Universidade de Buenos Aires. “Alberto Fernández ganhou a eleição primária argentina contrariando todos os prognósticos das pesquisas publicadas nos últimos meses”, disse De Angelis ao Estado. “A diferença é tão grande que dificilmente Macri poderá revertê-la na votação de 27 de outubro, quando serão realizadas as eleições gerais”. Ele afirmou também que, depois da divulgação dos resultados preliminares da votação, praticamente todos os analistas no país apontam que a tarefa do presidente é muito complicada porque as chances de mudar parte dos votos depositados no sucessor de Cristina Kirchner são ínfimas. “Os (eleitores) peronistas não devem trocar de lado”. Com 98,67% das urnas apuradas, Fernández lidera a votação com 11,6 milhões de votos (47,65%), seguido por Macri, que obteve o apoio de 7,8 milhões de eleitores (32,08%). Roberto Lavagna aparece em terceiro lugar, com 8,22%. A participação superou os 75%. De Angelis diz que o resultado de Lavagna, que teve mais de 2 milhões de votos – dos 32 milhões de eleitores habilitados – é outro problema para Macri. “Pelo menos a metade dos votos de Lavagna devem migrar para Alberto Fernández. Isso, somado a sua própria votação, deve fazer com que ele seja eleito presidente já em primeiro turno”, previu o especialista. Outra surpresa da votação de domingo foi o desempenho do candidato peronista na disputa pelo governo da Província de Buenos Aires. Axel Kicillof, da Frente de Todos, teve 49,34% dos votos contra a governista María Eugenia Vidal – cotada inicialmente para suceder Macri como candidata à presidência -, que ficou com 32,56%. “Ainda é uma incógnita qual será a função de Axel Kicillof – que foi ministro da Economia de 2013 a 2015 – em uma eventual presidência peronista. Mas ele ficou muito próximo dos 50% dos votos necessários para ser eleito governador também em 1º turno”, disse De Angelis.

Estadão Conteúdo

12 de agosto de 2019, 14:12

MUNDO Oposição obtém 47% dos votos e vence eleições primárias na Argentina

O candidato de oposição à Presidência da Argentina, Alberto Fernández, venceu as eleições primárias realizadas no país nesse domingo (11). Fernández e a sua vice, a ex-presidente Cristina Kirchner, conquistaram 47% dos votos, enquanto o atual presidente, Mauricio Macri, candidato à reeleição, obteve 32%. A vantagem é suficiente para que Alberto Fernández e Cristina Kirchner sejam eleitos, em primeiro turno, no dia 27 de outubro. Os argentinos foram às urnas ontem para as eleições primárias, que servem para definir os partidos e candidatos habilitados a participar das eleições gerais. No entanto, o resultado surpreendeu não apenas os kirchneristas, mas também os opositores. Sondagens feitas anteriormente apontavam uma distância de, no máximo, 6 pontos percentuais entre as duas chapas principais. A dupla Alberto Fernández e Cristina Kirchner obteve 15 pontos percentuais a mais de votos do Mauricio Macri e seu vice, Miguel Pichetto. O resultado é praticamente a confirmação da vitória da chapa Fernández-Kirchner, já que eles obtiveram 47% dos votos e precisam de pelo menos 45% para ganhar em primeiro turno. Ainda na noite de ontem, Macri reconheceu a derrota nas primárias. “Tivemos uma péssima eleição e isso nos obriga a partir de amanhã [hoje, dia 12] a redobrar os esforços. Dói que não tenhamos tido todo o apoio que esperávamos”, afirmou. A inflação na Argentina terminou o primeiro semestre deste ano em 22%, e 32% da população se encontram na linha da pobreza.

Agência Brasil

12 de agosto de 2019, 06:51

MUNDO Macri reconhece derrota para kirchnerista em eleições prévias na Argentina

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Mauricio Macri em encontro com Jair Bolsonaro

O presidente da Argentina, Maurício Macri, reconheceu a derrota nas eleições primárias no país para o kirchnerista Alberto Fernández e disse que “doeu” não ter obtido todo o apoio que esperava no pleito. À 0h22 (de Brasília), com 88,17% das urnas apuradas e 75,86% de comparecimento dos eleitores, o opositor havia conquistado 47,34% dos votos, enquanto a coalizão de Macri aparecia com 32,25% do total. Apesar da derrota, Macri disse que “seguirá em frente” e, de acordo com a agência estatal Telám, afirmou ser “muito importante que todos continuemos a dialogar neste país e que expliquemos ao mundo o que queremos”. O presidente assegurou que fará o que estiver ao seu alcance para seguir conduzindo a Argentina e criticou a oposição. “Dói em minha alma ver que tantos argentinos acreditam que a alternativa é retornar ao passado”, disse, referindo-se ao kirchnerismo. A candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Fernández é a ex-presidente argentina Cristina Kirchner (2007-2015).

Fernández, por sua vez, afirmou que tinha “certeza” que a Argentina daria espaço a ele para “acabar com a atual era e construir outra história”. “Aqueles que estão inquietos, que se tranquilizem. A Argentina é um país em que o conceito de vingança e de racha chegou ao fim hoje”, comentou o candidato à presidência pela coalizão Frente de Todos, em discurso após a divulgação dos resultados. As eleições prévias na Argentina servem como uma pesquisa eleitoral do primeiro turno no país, programado para ocorrer em 27 de outubro. Pelas normas da eleição argentina, há chance de o pleito ser definido já no primeiro turno. Se a chapa mais votada obtiver 40% dos votos úteis e dez pontos porcentuais a mais que a coalizão segunda colocada, será eleita. Outro cenário para que a eleição presidencial acabe já no primeiro turno é o de a chapa que ficar em primeiro lugar obtiver 45% dos votos mais um.

11 de agosto de 2019, 21:30

MUNDO Cardeais atacam sínodo e miram Papa Francisco

Foto: Divulgação

As críticas de cardeais alemães ao Instrumento de Trabalho do Sínodo para a Amazônia e indiretamente ao papa Francisco deverão tumultuar o encontro em Roma, de 6 a 27 de outubro. A reunião de alguns dos principais nomes da Igreja Católica, já alvo de críticas políticas, também vira palco do confronto interno em relação ao atual pontificado. O prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé (1912-1917), Gerhald Muller, de 71 anos, e seu colega Walter Brundemuller, de 90 anos – um dos signatários da carta Dubia, que pede esclarecimentos sobre a exortação apostólica Amoris Laetitia, na qual se discutem situações como a comunhão dos divorciados -, disseram que o documento sobre o Sínodo contém heresia, estupidez e apostasia.

No livro recém-publicado Römische Begegnungen (Encontros em Roma em livre tradução), Muller acusa o papa Francisco de trabalhar pela dissolução da Igreja. No texto, há amplas críticas a aproximações com “política” e “intrigas”, além de falas sobre uma secularização da Igreja ao modelo protestante. São amplas as queixas, por exemplo, à celebração dos 500 anos da Reforma (em 2017), que teve em seu final a presença do pontífice.

O cardeal-arcebispo emérito de São Paulo, D. Cláudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal Especial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e nomeado pelo papa relator-geral do sínodo, não comentou ao Estado as críticas dos cardeais alemães ao Instrumento de Trabalho. Mas seu pensamento está em uma entrevista concedida ao padre Antonio Spadaro, diretor da Civiltà Cattolica, e publicada agora no semanário alemão Stimmen der Zeit. Para Hummes, o foco da próxima reunião está em criar “uma Igreja indígena para as populações indígenas” e “inculturada”. Ele ainda destaca que o evento responde a um desejo do papa Francisco, sobre o qual conversavam – e “rezavam” – desde 2015.

Estadão

11 de agosto de 2019, 21:00

MUNDO Confronto entre polícia de Israel e palestinos deixa 14 feridos

Fiéis muçulmanos palestinos e policiais de Israel entraram em confronto neste domingo na Cidade Velha durante as orações que marcam o primeiro dia do feriado islâmico de Eid al-Adha (Festa do Sacrifício). Segundo fontes médicas da Palestina, pelo menos 14 pessoas ficaram feridas, uma delas gravemente. O confronto ocorreu em um local sagrado tanto para muçulmanos, que o denominam de Mesquita Al-Aqsa, com para judeus, que o conhecem como Monte do Templo. O local é o mais sagrado para os judeus e o terceiro mais sagrado para os muçulmanos, depois Meca e Medina na Arábia Saudita, e tem sido um ponto crítico dentro do conflito entre Israel e Palestina. Segundo fontes policiais, pelo menos quatro oficiais ficaram feridos e conforme testemunhas pelo menos duas pessoas foram presas.

Milhares de muçulmanos se reuniram no local nesta manhã na Cidade Velha de Jerusalém para as orações envolvendo o feriado, que coincide com o feriado judeu do Tisha B’Av, um dia de jejum e luto pela destruição de dois templos bíblicos que ficavam no local. Um grande número de palestinos se reuniram nos portões do complexo, depois de circularem rumores de que a polícia permitiria a entrada de visitantes judeus. O grupo gritava “Allahu Akbar” (Deus é o maior) e jogou pedras na polícia, que então atacou com granadas e balas de borracha.

Inicialmente, a polícia israelense havia impedido a entrada de visitantes judeus, mas decidiu liberá-la após o início do confronto. Dezenas entraram no local sob escolta policial, o que provocou a reação dos muçulmanos, que jogaram cadeiras e outros objetos no grupo. Os visitantes judeus deixaram o complexo logo em seguida.

Estadão

11 de agosto de 2019, 19:45

MUNDO Medalhistas dos EUA fazem protestos anti-Trump no pódio do Pan

Após Alejandro Bedoya deixar de lado a comemoração de seu gol para cobrar o Congresso dos Estados Unidos pelo fim da violência armada, o esgrimista Race Imboden e a lançadora de martelo Gwen Berry sacrificaram a celebração do ouro nos Jogos Pan-Americanos para protestar contra o presidente Donald Trump. Imboden, ouro na esgrima masculina por equipes, se ajoelhou durante a execução do hino nacional dos EUA na última sexta (9). Já Berry, campeã no lançamento de martelo, fechou os olhos e ergueu o punho fechado, no sábado (10).

Após o título o esgrimista disse que “precisamos cobrar por mudanças” em suas redes sociais. “Meu orgulho foi abalado pelos diversos problemas do país que eu carrego com tanto apreço no meu coração”, disse, citando racismo, controle de armas, maus tratos a imigrantes e um presidente “que espalha ódio”. “É muito grave para não dizermos nada”, declarou Berry ao jornal USA Today. Ela repetiu o icônico gesto dos atletas Tommie Smith e John Carlos, respectivamente ouro e bronze dos 200 m, que homenagearam o movimento dos Panteras Negras com a saudação black power durante a cerimônia de premiação dos Jogos Olímpicos de 1968.

As atitudes causaram atrito com o Comitê Pan-Americano dos Estados Unidos (USOPC). “Nesse caso, Race não cumpriu com o acordo que fez com o comitê organizador e o comitê dos EUA”, disse o porta-voz do USOPC Mark Jones, se referindo ao termo que em que os atletas concordariam em “abrir mão de demonstrações que tenham natureza política”. Jones disse que o comitê respeita os direitos de cada um expressar seu ponto de vista, mas que fica desapontado com sua falta de comprometimento. Ele afirma ainda que a direção do órgão está analisando o ocorrido e “quais consequências podem resultar” deste fato. Os dois se juntam a uma longa lista de atletas dos Estados Unidos que tem se posicionado politicamente no passado recente, como o quarterback Colin Kaepernick, ex-San Francisco 49ers, ou Megan Rapinoe, atacante da seleção de futebol feminino.

Folhapress

11 de agosto de 2019, 19:00

MUNDO Massacre de El Paso atenua xenofobia mexicana

“Algo mudou”, diz Itzel Ramírez, uma ativista da Cidade do México que está apenas há três anos vivendo em Ciudad Juárez, vizinha de El Paso, onde no dia 3 um supremacista matou 22 pessoas com um fuzil em um shopping center. Seis eram mexicanos. Itzel lembra que a escalada racista que a metrópole mexicana vivia contra a onda de imigrantes centro-americanos e africanos se acumula em sua fronteira. “Você abria o jornal e via ‘cubano estupra mulher’ e depois não era verdade. Escutávamos as pessoas culparem os hondurenhos, haitianos, a todos os que chegaram, pelos crimes”, disse, com a franqueza que os nortenhos se orgulham de ter. “Mas o que aconteceu no Walmart fez com que muitos reagissem. Não sei se vai durar, não sei se é geral, racistas há nos dois lados, apesar de que agora sabemos que ali também nos matam e nos matam por nossa aparência. Nada mais.”

“O racismo e o fascismo já estão aqui”, destaca o escritor mexicano Daniel Herrera, da cidade de Torreón, a 800 quilômetros de Juárez, mas que conhece bem a região. “Fazia meses havia um sentimento de ódio para com os imigrantes.” Na sexta-feira, 9, o autor do massacre, Patrick Crusius, confessou que seu alvo eram mexicanos. Isso estimulou os imigrantes que tentam entrar nos EUA a se aproximar dos mexicanos. Em um restaurante de Ciudad Juárez, esta semana, dois cubanos acabaram cantando Querida de Juan Gabriel, uma canção típica de um dos cantores mais famosos do México.

El Paso era uma das cidades mais seguras dos EUA. Em 2018, morreram menos de 20 pessoas. Agora, em apenas um dia mataram 22. E não foi nenhum dos mexicanos “narcotraficantes ou estupradores” da retórica que Donald Trump promoveu desde o início de sua campanha. Foi um racista de 21 anos que se inspirou nos discursos do presidente americano para executar a matança. Seu manifesto repete, em partes, frases textuais de Trump. “Nenhuma palavra de Trump aos pedestres. Visitou sobreviventes do massacre por 15 minutos e partiu”, lia-se na capa do El Diario de Juárez no dia seguinte à visita de Trump a El Paso. O jornal de uma das cidades mais perigosas do mundo, Ciudad Juárez publicou também na mesma edição a lista das vítimas sem distinção de nacionalidades. Os membros dessa comunidade receberam Trump com frieza. No dia em que ele chegou, parecia um dia qualquer. Alguns líderes da comunidade haviam convocado um boicote silencioso contra Trump e o cumpriram. Trump não saiu às ruas, não fez discurso, nem mencionou os nomes das cidades. Ficou apenas por 15 minutos e foi embora.

Estadão

11 de agosto de 2019, 18:45

MUNDO Presidente do Paraguai fala ao Ministério Público sobre caso Itaipu

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, recebeu os promotores Marcel Pecci, Susy Riquelme e Liliana Alcaráz nesse domingo (11), na Quinta de Mburuvicha Róga, residência oficial, em Assunção. O objetivo da visita era recolher de Abdo Benítez declarações sobre o acordo sobre o uso de Itaipu, assinado com o Brasil em maio e cancelado no último dia 1° de agosto, ante a possibilidade de causar o início de um julgamento político do presidente por parte da oposição. O Ministério Público paraguaio investiga possíveis irregularidades contidas no acordo que permitiria que o Paraguai pudesse negociar com empresas privadas brasileiras parte de sua energia excedente.

A convocação do presidente se deu depois que foram vazadas conversas entre o advogado Joselo Rodríguez e o então presidente da Ande (entidade energética paraguaia), Pedro Ferreira, em que o primeiro se apresentava como assessor jurídico do vice-presidente Hugo Velázquez, com o aval de Abdo Benítez, e dizia estar em contato com a empresa Leros, do Brasil, que estaria interessada na compra. Rodríguez também afirmava que a Leros estaria vinculada a integrantes da “família presidencial do Brasil”, segundo as conversas virtuais. Por conta da divulgação dessas mensagens por parte de Pedro Ferreira, demitido de seu cargo, os investigadores também convocaram a prestar depoimento o vice, Hugo Velázquez, e os demais envolvidos no caso. Joselo Rodríguez, em entrevista à TV paraguaia, disse depois que havia mentido nas mensagens “para impressionar Ferreira”. Também Velázquez negou que o advogado fosse um funcionário seu.

Ao entrar na residência presidencial, a promotora Liliana Alcaraz disse que o depoimento de Abdo Benítez tinha como propósito “obter informação” e teria formato de entrevista informal, “não de interrogatório”. E acrescentou: “nesta etapa, o Ministério Público não tem nenhum tipo de formalidade, não se trata de um julgamento oral, onde se recolhem provas”, disse. O promotor Pecci disse que a investigação seguirá ao longo da semana, depois da entrega de um relatório e um cronograma sobre como foram as negociações entre a Ande e a Itaipu. Todos os telefones envolvidos nos chats devem ser entregues, por pedido do Ministério Público.

A pressão em torno da dupla presidencial tem sido grande, com alguns protestos tendo ocorrido em Assunção mesmo depois de a tentativa de impeachment, no último dia 1 de agosto, não ter ido adiante. Por ora, há uma espécie de trégua dentro do partido colorado, uma vez que o grupo liderado pelo rival interno de Abdo Benítez, o ex-presidente Horacio Cartes, ter se comprometido a não oferecer os votos necessários ao início do julgamento político – Cartes tem 24 deputados, sem os quais é impossível aprovar o impeachment. Ainda assim, o principal partido opositor, o PLRA, protocolou novamente o pedido de uma ação para julgamento político, mas sem o número suficiente, por enquanto, para que tenha início.

Folhapress

11 de agosto de 2019, 18:30

MUNDO Coreia do Norte diz que Kim supervisionou testes de sistema de armas

A Coreia do Norte afirmou que o líder Kim Jong-un supervisionou testes de um novo sistema de armas não especificado, o que estendeu uma sequência de demonstrações vista como tentativa de criar poder antes de negociações com os Estados Unidos. A informação da mídia estatal da Coreia do Norte veio horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que Kim expressou o desejo de se encontrar novamente com ele para discussões nucleares após exercícios militares conjuntos dos EUA com a Coreia do Sul terminarem. Trump disse ainda que o líder norte-coreano se desculpou pelos recentes lançamentos balísticos de curto alcance.

Em nota separada, o Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte criticou a Coreia do Sul por manter seus ensaios militares com os EUA, e disse que futuros diálogos serão feitos apenas por Pyongyang e Washington, e não entre as Coreias. Na véspera, o Exército da Coreia do Sul afirmou que detectou lançamentos da Coreia do Norte de o que pareciam ser mísseis de curto alcance no mar. A quinta rodada de lançamentos de armas da Coreia do Norte em menos de três semanas foi vista como um protesto pelo ritmo lento das negociações nucleares com os Estados Unidos e pela continuidade dos exercícios militares conjuntos norte-americanos e sul-coreanos que, de acordo com a Coreia do Norte, são ensaios de uma invasão.

Estadão