12 de maio de 2018, 13:00

MUNDO Chanceler alemã critica decisão dos EUA sobre Acordo com Irã

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou neste sábado que a decisão do presidente norte-americano Donald Trump de retirar os Estados Unidos do acordo nuclear do Irã torna a situação no Oriente Médio “mais difícil”. Discursando na Basílica de São Francisco, em Assis, Itália, Merkel citou a recente escalada da hostilidade israelense-iraniana como motivo de preocupação. Nesta sexta-feira, Merkel já havia criticado a decisão de Trump afirmando que “não está certo que se decida abandonar unilateralmente um contrato que foi discutido e que o Conselho de Segurança da ONU aprovou unanimemente”. Para ela, “Isso danifica a confiança na ordem internacional”. Frades franciscanos concederam neste sábado à líder alemã a Lâmpada da Paz de São Francisco. Durante a cerimônia, ela disse: “A paz não é possível sem justiça”. Merkel afirmou que “a busca pela paz e reconciliação, independente da fé e visão de mundo, é uma tarefa essencial e fundamental da política”. Referindo-se às divisões sobre a questão dos imigrantes na Europa, ela disse que “a tolerância deve estar sempre presente na União Europeia”. A chanceler recomendou rebater declarações populistas com fatos, num momento em que o populismo aumenta na Itália e em outros países.

Estadão

11 de maio de 2018, 10:17

MUNDO Placas de veículos terão até dezembro padrão dos países do Mercosul

O Diário Oficial da União publicou hoje (11) resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que regulamenta a produção das placas de identificação dos veículos brasileiros no padrão dos países do Mercosul. As novas placas deverão ser implementadas no Brasil até 1º de dezembro deste ano em veículos a serem registrados, que estejam em processo de transferência de município ou propriedade ou quando houver a necessidade de substituição das placas. A resolução traz as regras e requisitos de credenciamento das empresas responsáveis pela produção, estampa e o acabamento final das placas veiculares. As empresas só poderão produzir e comercializar as placas se forem credenciadas no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). De acordo com a resolução, a venda das placas deverá ser feita de forma direta das empresas credenciadas aos proprietários de veículos. A definição dos preços também será feita pelos fabricantes.

Agência Brasil

8 de maio de 2018, 17:24

MUNDO Donald Trump retira Estados Unidos do acordo nuclear com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje (8) sua decisão de retirar o país do acordo nuclear com o Irã. O alívio das sanções não será retirado de maneira imediata, mas em até 90 dias, podendo demorar mais que esse período – no total de 180 dias, prazo em que o país poderá negociar um novo acordo. Com a medida, ele cumpre uma promessa de campanha e isola os Estados Unidos no posicionamento contrário à manutenção do compromisso.O pacto em 2015 foi celebrado após um compromisso do Irã em limitar suas atividades nucleares em troca do alívio nas sanções internacionais. Ao anunciar a decisão, Trump chamou o acordo de desastroso e disse que o “pacto celebrado jamais deveria ter sido firmado”, porque não provê garantias que o Irã tenha abandonado mísseis balísticos.Trump afirmou ter conversado com França, Alemanha e Reino Unido sobre a decisão. Para ele, os recursos liberados ao Irã em virtude do acordo – cerca de U$ 100 bilhões, em ativos internacionais, teriam sido usados para produção de armas e opressão no Oriente Médio, na Síria e no Iêmen. Chamado de Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, sigla em inglês), o acordo foi firmado pelo então presidente Barack Obama e o chamado P5+1 – grupo formado pelos cinco países-membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, além da Alemanha com o Irã).O texto final foi alcançado depois de muita negociação entre as partes, e determinava um patamar máximo de urânio enriquecido do Irã – matéria usada para energia ou armas nucleares. Trump já havia dito que o pacto era “o pior negócio do mundo”.Durante a manhã, antes do anúncio, altos funcionários do governo Trump avisaram os principais líderes do Congresso dos Estados Unidos para explicar a decisão. O Irã havia se comprometido a alterar sua matriz de produção nuclear para inviabilizar a produção de plutônio, produto que pode ser usado na fabricação de bombas nucleares, assim como o urânio.Dentre os vários termos acordados à época, o pacto previa o limite de centrífugas para enriquecer o plutônio. Após a celebração do acordo, a Agência Internacional de Energia Atômica (Iaea) afirmou em janeiro de 2016 que o Irã estava cumprindo sua parte no acordo.Donald Trump disse que o acordo tinha falhas “desastrosas” que precisam ser corrigidas. Ele afirmou que o texto em vigor restringe as atividades nucleares do Irã somente de maneira limitada – por um período limitado e afirma que a documento firmado não deteve o desenvolvimento de mísseis balísticos pelo Irã.A proposta que Trump tinha como princípio reativar as sanções, a menos que o Congresso aprovasse uma complementação para que o acordo em vigor seja ampliado. O presidente americano pedia ainda inspeções imediatas pela Agência Internacional de Energia Atômica, e que o Irã não se aproxime da marca estipulada como “máxima capacidade” de material para produção de uma arma nuclear.Na prática, segundo fontes ouvidas pela imprensa nos Estados Unidos, isso imporia ao Irã o break-out time, que representa uma pausa para impedir que uma bomba seja produzida, um valor estimado em um ano de produção.

Agência Brasil

7 de maio de 2018, 19:36

MUNDO Trump anuncia nesta terça-feira decisão sobre acordo nuclear com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara para esta terça-feira (8) o anúncio sobre o acordo nuclear com o Irã. Ele divulgou a iniciativa na sua conta no Twitter: “Eu anunciarei minha decisão sobre o acordo do Irã amanhã da Casa Branca às 14h”, informou.Desde a campanha eleitoral, Trump faz severas críticas ao pacto e o classificou como o “pior acordo da história”. O compromisso foi assinado em 2015 pelo antecessor Barack Obama e os líderes do Reino Unido, da França, da Alemanha, da China e da Rússia.No acordo, foram reduzidas as sanções econômicas impostas ao Irã em troca de limitações ao programa nuclear do país do Oriente Médio. Os líderes mundiais temiam que o Irã usasse o programa para construir armas atômicas.Em janeiro, Trump estendeu a suspensão das sanções, concedendo mais 120 dias aos países signatários do acordo ( Reino Unido, da França, da Alemanha, da China e da Rússia) para corrigirem o que chamou de “falhas terríveis”. O prazo termina no próximo dia 12.

Agência Brasil

6 de maio de 2018, 11:21

MUNDO Primeiro-ministro do Iraque anuncia ataque aéreo contra Estado Islâmico na Síria

O primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, anunciou neste domingo que o país lançou um ataque aéreo na vizinha Síria contra o grupo Estado Islâmico. Segundo al-Abadi, a ação é a mais recente de uma série de incursões na fronteira lançada contra o grupo extremista nas últimas semanas. Forças do Iraque e da Síria tem expulsado o Estado Islâmico de todo o território que haviam ocupado, mas o grupo ainda opera em áreas remotas ao longo da fronteira. O anúncio ocorre dias antes das eleições nacionais no Iraque, na qual al-Abadi espera garantir um segundo mandato como primeiro-ministro. Em sua campanha ele frequentemente tem reforçado sua participação em movimentos que tem como objetivo derrotar o grupo extremista.

Estadao

4 de maio de 2018, 19:00

MUNDO Coreia do Norte adota fuso horário da Coreia do Sul

Foto: Reprodução/Estadão

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in

A Coreia do Norte ajustou neste sábado (horário local, sexta-feira em Brasília) seu fuso horário ao da Coreia do Sul, anunciou sua agência oficial de notícias, após a cúpula entre os presidentes dos dois países na semana passada. “A adoção do fuso horário é a primeira medida prática após a histórica terceira cúpula Norte-Sul para acelerar o processo em que o Norte e o Sul vão se tonar um (só país)”, informou a agência KCNA. A KCNA indicou na segunda-feira que o líder norte-coreano Kim Jong-un decidiu adotar essa medida durante a reunião do dia 27 com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, em Panmunjom, na Zona Desmilitarizada que divide a península. As duas Coreias não estavam no mesmo fuso horário desde 2015, quando o Norte decidiu que todos os relógios no país seriam adiantados em 30 minutos. Pyongyang explicou na ocasião que queria acabar com o horário imposto mais de um século antes pelo colonizador japonês e, assim, marcar o 70º aniversário da libertação da Coreia do jugo de Tóquio. Mas Kim assegurou que foi “doloroso” ver, durante a última cúpula, dois relógios de parede marcando horários diferentes, do Sul e do Norte, de acordo com a KCNA. Dessa forma, o Parlamento norte-coreano aprovou na segunda-feira um decreto ajustando o fuso horário a partir de sábado, 5 de maio. Após o anúncio dessa medida, o porta-voz da presidência sul-coreana, Yoon Young-chan, saudou “uma medida simbólica” que reflete o desejo de melhorar as relações bilaterais. Em um outro gesto de aproximação, a Coreia do Norte apresentou um pedido para abrir novas rotas aéreas para a Coreia do Sul. A solicitação foi feita em fevereiro à Organização da Aviação Civil Internacional (Icao, na sigla em inglês), agência ligada à ONU e com sede em Montreal, no Canadá. Segundo a entidade, o regime de Kim quer instituir “serviços de tráfego aéreo” entre Pyongyang e a cidade sul-coreana de Incheon, nos arredores de Seul. A Icao enviou a proposta para a Coreia do Sul, que está “analisando” o pedido. Além disso, uma delegação da agência irá ao Norte na semana que vem para discutir o assunto. Atualmente, a companhia aérea estatal de Pyongyang, Air Koryo, voa para aeroportos na Rússia e na China. Embora a Icao não possa determinar regras a países, costuma ser ouvida em termos de segurança e proteção no espaço aéreo.

Estadão Conteúdo

4 de maio de 2018, 16:30

MUNDO Estamos nos saindo bem na negociação com a Coreia do Norte, diz Trump

Foto: Divulgação

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país está “se saindo bem” na negociação com a Coreia do Norte. Ele criticou acordos anteriores com Pyongyang, que segundo o presidente apenas davam vantagens aos norte-coreanos, sem contrapartida. Mais cedo, Trump havia informado a repórteres que já foi definido o local e a data da reunião entre ele e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e que os detalhes serão anunciados em breve. Trump também disse que a população americana em geral se beneficia com os “grandes cortes de impostos” realizados por seu governo. “Estamos finalmente colocando os EUA em primeiro lugar” ressaltou, durante evento em Dallas, Texas, da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), um grupo defensor do direito de portar armas no país. Em sua fala, Trump reafirmou seu apoio ao porte de armas e disse que protegerá a Segunda Emenda da Constituição, que trata do tema. Também pediu um esforço do eleitorado do Partido Republicano para que sua sigla não perca a eleição legislativa de meio de mandato, neste ano. Trump lembrou do ataque ocorrido em Paris em novembro de 2015, quando terroristas mataram mais de 130 pessoas em uma ação coordenada. Para ele, caso algum funcionário próximo tivesse uma arma poderia ter reagido “e tudo teria sido uma história diferente”. Trump também criticou a situação em Chicago, dizendo que a cidade tem as regras mais duras sobre a posse de armas no país, o que pioraria a segurança. O presidente americano também comemorou os números do mercado de trabalho, horas após a divulgação do relatório mensal de empregos (payroll) de abril. Os EUA geraram 164 mil vagas no mês passado, um pouco abaixo da previsão de 175 mil dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. A taxa de desemprego, por outro lado, recuou de 4,1% em março para 3,9% em abril, na mínima desde dezembro de 2000. “A taxa de desemprego caiu abaixo de 4% pela primeira vez desde o início deste século”, comemorou Trump. Ele também disse que o desemprego entre afro-americanos e hispânicos está nas mínimas históricas no país. Trump também reafirmou plataformas como a melhora da segurança, com a promessa de construir um muro na fronteira com o México, e defendeu que a imigração seja baseada em méritos dos candidatos, não em sorteios. Além disso, reafirmou seu compromisso de “reconstruir” as Forças Armadas.

Estadão Conteudo

4 de maio de 2018, 08:40

MUNDO Trump volta a pedir agilidade na mudança de leis de imigração dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pedir que o Congresso americano agilize a mudança das leis imigratórias, dizendo que a fronteira com o México está “sob cerco”.”Nossa fronteira sul está sob cerco. O Congresso precisa agira agora para mudar nossas fracas e ineficazes leis de imigração. Precisamos construir um muro. O México, que tem um grande problema com crime, está fazendo pouco para ajudar!”, escreveu o presidente no Twitter.Os comentários foram feitos dias após uma caravana de imigrantes da América Central chegar à fronteira entre os dois países para tentar conseguir asilo nos EUA. O procurador-geral Jeff Sessions chamou a caravana de “uma tentativa deliberada de minar nossas leis e sobrecarregar nosso sistema”.

Estadão

2 de maio de 2018, 07:43

MUNDO Desemprego na zona do euro se mantém em 8,5% em março, como previsto

A taxa de desemprego da zona do euro ficou em 8,5% em março, inalterada em relação à de fevereiro e no menor nível desde dezembro de 2008, segundo dados publicados hoje pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado veio em linha com a projeção de analistas consultados pelo The Wall Street Journal. Apesar da estabilidade na taxa, o número de desempregados na região teve queda de 83 mil em março ante o mês anterior. Fonte: Dow Jones Newswires.

Estadão Conteúdo

2 de maio de 2018, 06:50

MUNDO Noruega investiga propina em contratos com Petrobrás

Foto: Estadão

Plataforma de perfuração cilíndrica operada pela Sevan Drilling em Santos

Três anos depois de abrir investigações, a Procuradoria-Geral da Noruega fecha o cerco contra uma empresa e um executivo do país em razão de um suposto esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás. Os implicados são a Sevan Drilling e seu executivo Jan Erik Tveteraas, num processo que caminha para sua conclusão. Documentos do Tribunal Federal da Suíça obtidos pelo Estado mostram que a suspeita é de que empresas norueguesas teriam pago, de 2007 a 2011, US$ 14 milhões em “honorários” a operadores que transferiram o dinheiro para contas na Suíça. A Suíça, pela decisão dos juízes federais, aceitou repassar os extratos bancários aos investigadores noruegueses. A esperança da procuradoria é de que, com as informações da Suíça, o caso possa ser concluído e que ele vá para a Corte antes de meados do ano. As investigações na Noruega foram iniciadas em 2015. Naquele momento, as empresas Sevan Marine e o executivo Arne Smedal também estavam sob suspeita. Desde o ano passado, porém, esses casos foram encerrados e a acusação, agora, se refere diretamente ao executivo Jan Erik Tveteraas e a companhia Sevan Drilling. Leia mais no Estadão.

Estadão

1 de maio de 2018, 17:25

MUNDO Na Argentina, Dilma critica ‘ataque à democracia’ e ‘perseguição’ a governos populares

Foto: Reprodução/Twitter

A hoje senadora argentina Cristina Kirchner e Dilma Rousseff, em Buenos Aires

A ex-presidente Dilma Rousseff teve um encontro com Cristina Kirchner, que governou a Argentina entre 2007 e 2015, em Buenos Aires, na Argentina, nesta terça-feira, 1º, com quem conversou sobre o cenário político dos dois países e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma também esteve no país vizinho para participar da Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, onde lançou a obra ‘Lula: A verdade vencerá’. Em postagem no Twitter, Dilma agradeceu a recepção de Cristina Kirchner e afirmou que segue ‘forte e resistente’ contra o que qualifica de perseguição aos governos populares. “Falamos dos ataques à democracia em Brasil e Argentina e da perseguição aos governos populares e às lideranças de nossos países, inclusive da prisão arbitrária de Lula. Seguimos fortes e resistentes”, escreveu Dilma. Também na rede social, a hoje senadora Cristina Kirchner criticou o “retrocesso social e econômico” dos brasileiros e argentinos. “É muita coincidência para ser por acaso”, escreveu Cristina. Mais tarde, na abertura da feira do livro, Dilma esteve com importantes figuras de países da América Latina, como o ex-presidente colombiano Ernesto Samper (1994-1998), e o escritor Adolfo Pérez Esquivel, Nobel da Paz em 1980. De dentro do evento, Esquivel publicou um vídeo no momento em que a plateia cantava “Lula Livre” quando Dilma foi apresentada. Em sua fala, Dilma criticou o processo político brasileiro. “O golpe transformou a lei na maior arma de destruição civil. Destruição da cidadania, dos direitos e das liberdades”, criticou. “É um golpe muito particular: o fazem em nome da lei, mas não fazem mais do que violar a lei”. Ao ir para Buenos Aires, Dilma deixou de participar do ato em apoio ao ex-presidente Lula em Curitiba, que reuniu cerca de duas mil pessoas.

Estadão Conteúdo

1 de maio de 2018, 11:12

MUNDO Trump chama vazamento de perguntas sobre investigação da Rússia de ‘vergonhoso’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, em sua conta no Twitter, que é “vergonhoso” que uma lista de perguntas do conselho especial que investiga a interferência da Rússia nas eleições de 2016 formulou tenha sido vazada para a imprensa. Ontem, o The New York Times publicou quase 50 questões enviadas aos advogados de Trump que abordam as motivações do presidente para demitir o então diretor do FBI, James Comey, em maio do ano passado, além de contatos entre membros da campanha e russos. “É tão vergonhoso que as questões relacionadas a essa caça às bruxas tenham sido ‘vazadas’ para a imprensa”, escreveu Trump. “Nenhuma pergunta sobre conluio. Ah, eu entendo… Vocês inventaram um crime falso, conluio, que nunca existiu, e uma investigação começou com informação sigilosa vazada ilegalmente. Ótimo!”, ironizou. Num segundo tuíte, Trump disse que “pareceria muito difícil obstruir a justiça por um crime que nunca aconteceu”. O presidente tem repetido que a investigação liderada pelo conselheiro especial Robert Mueller é uma “caça às bruxas” e insiste que não houve conluio entre sua campanha e a Rússia. Trump também acusou Comey de vazar informações sigilosas. Mueller foi designado para supervisionar a investigação do procurador-geral após Trump demitir Comey em maio de 2017. Ainda que a equipe de Mueller tenha dito aos advogados de Trump que ele não é considerado um alvo, os investigadores continuam interessados se as ações do presidente constituem obstrução de justiça e querem interrogá-lo sobre alguns acontecimentos. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

30 de abril de 2018, 17:58

MUNDO Duplo atentado em Cabul deixa ao menos 25 mortos, incluindo 9 jornalistas

Ao menos 25 pessoas, incluindo 9 jornalistas, morreram e outras 49 ficaram feridas em dois atentados suicidas nesta segunda-feira, 30, na capital do Afeganistão, Cabul. O segundo ataque foi dirigido especificamente contra a imprensa.Em outro ataque suicida no sul do país, na província de Kandahar, um carro-bomba explodiu contra um comboio de militares romenos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e matou 11 crianças.O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou os ataques em Cabul. Em um comunicado divulgado em um site de propaganda, o grupo afirma que o primeiro atentado atingiu a sede em Cabul do serviço de inteligência (NDS) e das forças de segurança afegãs e o segundo os jornalistas que seguiram para o local.”(Os alvos foram) os apóstatas das forças de segurança, dos meios de comunicação e outras pessoas compareceram ao local da operação, onde um irmão os surpreendeu com seu colete de explosivos”, completou o braço do EI no Afeganistão.Os atentados foram conduzidos na zona de Shashdarak, onde também estão a sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e várias embaixadas estrangeiras. “Seis jornalistas e quatro policiais estão entre os mortos nas duas explosões”, afirmou o porta-voz do ministério do Interior, Najib Danish.A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e o Centro de Jornalistas do Afeganistão anunciaram que nove profissionais da imprensa morreram no atentado – o maior número de vítimas entre trabalhadores da mídia em um único ataque no país -, entre eles Shah Marai, diretor de fotografia da France-Presse em Cabul.De acordo com uma fonte das forças de segurança, o homem-bomba que atacou a imprensa estava disfarçado como um fotógrafo, carregando uma câmera.Cabul se tornou, de acordo com a ONU, o local mais perigoso do Afeganistão para os civis com um aumento dos atentados, geralmente cometidos por homens-bomba e reivindicados pelo Taleban ou pelo EI.Os atentados contra civis provocaram o dobro de vítimas nos primeiros três meses de 2018 – 763 civis mortos, 1.495 feridos – em comparação com o mesmo período de 2017.Um ataque no dia 22 de abril na capital afegã deixou quase 60 mortos e 20 feridos em um bairro de maioria xiita. No dia 27 de janeiro, um atentado na cidade provocou 103 mortes e deixou mais de 150 feridos. / AFP, EFE e REUTERS.

Estadão

30 de abril de 2018, 17:18

MUNDO China envia ministro de Relações Exteriores à Coreia do Norte

A China enviou o ministro de Relações Exteriores, Wang Yi, para a Coreia do Norte enquanto Pequim tenta evitar ser marginalizada nas negociações de alto nível entre Pyongyang, Seul e Washington. O ministro chinês deve visitar a Coreia do Norte na quarta e na quinta-feira a convite do chanceler norte-coreano, Ri Yong Ho. Apesar de nenhuma agenda ter sido divulgada, a visita de Wang vem logo após a reunião de sexta-feira entre os líderes das Coreias do Norte e do Sul, onde os doislados concordaram em buscar um tratado de paz para acabar com a Guerra da Coreia. No domingo, o gabinete presidencial sul-coreano afirmou que Kim Jong-un se comprometeu a fechar um local de testes nucleares em maio. Com o planejamento em andamento para uma reunião entre Kim e o presidente dos EUA, Donald Trump, nas próximas semanas, analistas disseram que Pequim está ansiosa para obter informações sobre essas negociações e garantir um papel chinês em qualquer negociação multilateral que se seguir. Fonte: Dow Jones Newswires.

Estadão Conteúdo

30 de abril de 2018, 17:14

MUNDO Empregos informais representam mais de 60% das vagas em todo o mundo

Os empregos informais já representam mais de 60% das vagas em todo o mundo. A conclusão está no relatório Mulheres e homens na economia informal, divulgado hoje (30) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). No total, são mais de 2 bilhões de pessoas sem contratos fixos ou carteiras assinadas. Os dados não consideram pessoas fora do mercado de trabalho.A informalidade se altera fortemente quando observadas as condições socioeconômicas dos países. Enquanto nas economias mais ricas, a média de vagas informais fica em 18,3%, nas em desenvolvimento e de menor renda o índice salta para 79%. Ou seja, um trabalhador vivendo em uma nação com economias mais frágeis tem quatro vezes mais chances de ficar em um posto informal do que aqueles em áreas com melhores indicadores. A presença do trabalho informal é maior na África (71,9%), seguida de Ásia e Pacífico (60%), Américas (40%) e Europa e Ásia Central (25%). Na América Latina, o índice fica em 53%.Nas zonas rurais, o emprego informal representa 80% do total, quase o dobro do índice verificado nas regiões urbanas (43,7%). Na agricultura, chega a atingir 93,6% dos trabalhadores, enquanto na indústria e nos serviços os percentuais caem, respectivamente, para 57,2% e 47,2%. A informalidade está vinculada também a determinadas modalidades de contratação. O fenômeno é mais comum em vagas de tempo parcial (44%), temporárias (60%) e na combinação dessas duas características (64%). Já em atividades de tempo integral, o índice cai para 15,7%.“Evidências mostram que a maioria das pessoas entram na economia informal não por escolha, mas como uma consequência da falta de oportunidades na economia formal e na ausência de meios de subsistência”, destaca a pesquisa.

Agência Brasil