27 de outubro de 2017, 18:55

MUNDO Espanha destitui governo da Catalunha e convoca eleições para dezembro

Foto: Paul White/Reprodução Estadão

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, destituiu nesta sexta-feira, 27, o Parlamento da Catalunha e convocou eleições para o dia 21 de dezembro. A decisão foi tomada em uma reunião do Conselho de Ministros da Espanha. Mais cedo, o Parlamento regional catalão havia votado uma moção para dar início ao “processo constituinte” e se separar da Espanha. Minutos depois, o Senado espanhol aprovou a aplicação do Artigo 155, que autorizou a intervenção no governo da Catalunha e a destituição de seus líderes separatistas. O Conselho de Ministros da Espanha decidiu a destituição do governador catalão, Carles Puigdemont, e de todo o governo regional da Catalunha (conhecido como Generalitat), assim como o diretor-geral da Polícia, Pere Soler. De acordo com o jornal espanhol El País, ao assumir as competências do presidente da Generalitat, assumiu automaticamente o poder de dissolver o Parlamento e convocar eleições. Além disso, o conselho aprovou a apresentação de um recurso ao Tribunal Constitucional contra a declaração de independência aprovada pelo Parlamento catalão. O El País afirma que o governo central também decidiu extinguir as embaixadas da Catalunha no estrangeiro, desautorizando seus delegados em Bruxelas e Madri. As decisões entram em vigor assim que forem publicadas no Diário Oficial do Estado.

Estadão Conteúdo

27 de outubro de 2017, 17:00

MUNDO Rajoy dissolve Parlamento da Catalunha e convoca eleições para 21 de dezembro

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, destituiu nesta sexta-feira, 27, o Parlamento da Catalunha e convocou eleições para o dia 21 de dezembro. A decisão foi tomada em uma reunião do Conselho de Ministros da Espanha. Mais cedo, o Parlamento regional catalão havia votado uma moção para dar início ao “processo constituinte” e se separar da Espanha. Minutos depois, o Senado espanhol aprovou a aplicação do Artigo 155, que autorizou a intervenção no governo da Catalunha e a destituição de seus líderes separatistas. O Conselho de Ministros da Espanha decidiu a destituição do governador catalão, Carles Puigdemont, e de todo o governo regional da Catalunha (conhecido como Generalitat), assim como o diretor-geral da Polícia, Pere Soler. De acordo com o jornal espanhol El País, ao assumir as competências do presidente da Generalitat, assumiu automaticamente o poder de dissolver o Parlamento e convocar eleições. Além disso, o conselho aprovou a apresentação de um recurso ao Tribunal Constitucional contra a declaração de independência aprovada pelo Parlamento catalão. O El País afirma que o governo central também decidiu extinguir as embaixadas da Catalunha no estrangeiro, desautorizando seus delegados em Bruxelas e Madri. As decisões entram em vigor assim que forem publicadas no Diário Oficial do Estado.

Estadão

27 de outubro de 2017, 11:55

MUNDO Senado espanhol aprova intervenção do governo na Catalunha

Foto: Divulgação

O Senado espanhol aprovou por 214 votos a favor, 47 contra e uma abstenção a aplicação do artigo 155 da Constituição espanhola, para suspender a autonomia da Catalunha e destituir o líder regional, Carles Puigdemont. O dispositivo interfere ainda no governo da região autônoma. A decisão aconteceu por volta das 16h (12h horário de Brasília).Está marcada para as 19h de hoje (15h no horário de Brasília) uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, que vai efetivar a intervenção do governo espanhol na Catalunha.De acordo com o presidente espanhol, Mariano Rajoy, é inevitável a imediata aplicação do dispositivo pois a situação é excepcional e o objetivo é proteger a Catalunha.Após a divulgação da declaração unilateral de independência por parte dos separatistas, Rajoy pediu tranquilidade aos cidadãos espanhóis e afirmou que a situação voltará à legalidade.

Agência Brasil

26 de outubro de 2017, 07:21

MUNDO Apesar do boicote da oposição, começam as eleições no Quênia

Os colégios eleitorais do Quênia abriram suas portas às 6h (horário local, 1h em Brasília) para receber os eleitores do pleito presidencial, boicotado pela oposição.O boicote foi sentido nos centros de votação, onde a presença é sensivelmente inferior do que nas eleições realizadas no dia 8 de agosto, e que são repetidas hoje, depois de serem invalidadas pelo Supremo Tribunal devido a irregularidades no processo.No colégio Saint George’s de Kilimani, em Nairóbi, há uma queda no número de eleitores e também forte presença policial, com cerca de 20 agentes.”Desta vez, será mais fácil e mais rápido contar os votos”, explicou à Agência EFE um observador da Comissão Eleitoral, órgão acusado pela oposição de não realizar reformas para evitar as mesmas irregularidades neste pleito.O observador reconhece que há menos pessoas, mas espera que elas apareçam ao longo do dia.Opinião semelhante tem outro funcionário da comissão. “Em duas horas, votaram 50 pessoas na minha sala. O povo virá mais tarde”, assegura, e acrescenta: “está sendo uma jornada pacífica e, além disso, temos segurança suficiente. Não temos medo”.Em algumas partes do país, a votação transcorre normalmente, enquanto em outras como Kisumu, a terceira maior cidade do Quênia e tradicional reduto da oposição, os colégios eleitorais não puderam abrir ainda, afirma a mídia local. No caso de as eleições não serem feitas hoje, a lei permite que ela ocorra em outro dia.

25 de outubro de 2017, 08:50

MUNDO Atentado do Estado Islâmico mata mais de dez agentes das forças do governo sírio

Pelo menos 10 agentes das forças do governo da Síria, alguns deles estrangeiros, morreram na noite dessa terça-feira (24) e oito ficaram feridos por causa de um atentado do grupo Estado Islâmico na cidade de Al Mayadin, no Nordeste do país. As informações foram divulgadas hoje (25) pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos. A organização não governamental (ONG) disse que os jihadistas detonaram um carro-bomba na cidade, localizada na província de Deir Zor. O ataque aconteceu dez dias depois que o Exército sírio e seus aliados expulsaram o Estado Islâmico de Al Mayadin, antiga capital da província de Al Jair, uma das divisões territoriais impostas pelos radicais nas áreas que controlam. Deir Zor é o cenário de uma ofensiva das tropas governamentais sírias desde o início de setembro. Ontem, unidades militares tomaram o controle de vários pontos na localidade de Mahkan, no sudeste de Al Mayadin e na região da cidade de Abu Camal, fronteira com o Iraque, segundo a agência de notícias oficiais Sana.

Agência Brasil

25 de outubro de 2017, 08:13

MUNDO Pesquisa mostra que 68% dos bolivianos não querem nova candidatura de Morales

Pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos e divulgada nessa terça-feira (24) mostrou que 68% dos bolivianos rejeitam a possibilidade de o presidente do país, Evo Morales, ser candidato nas eleições de 2019 para tentar o quarto mandato seguido. Foram ouvidas 1.000 pessoas nas dez principais cidades do país entre os dias 1º e 10 de outubro, com uma margem de erro de 3,1 pontos percentuais. O apoio para que Morales volte a se candidatar é de 30%, de acordo com a pesquisa. Em nove cidades, a rejeição às pretensões do presidente está entre 53% e 83%. Em La Paz, a capital do país, 67% dos moradores se opõem à candidatura de Morales. Já em Santa Cruz de La Sierra, esse índice chega a 75%. A única cidade que apoia uma reeleição de Morales é El Alto, vizinha de La Paz, com 52% – 46% rejeitam a hipótese. Horas antes, a emissora RTP divulgou outra pesquisa da Ipsos, que indica que a aprovação do governo de Morales caiu de 58% para 57%. Por outro lado, a desaprovação subiu de 34% para 39%. O partido de Morales apresentou ao Tribunal Constitucional um recurso para que o presidente seja novamente candidato em 2019, alegando que deve ser respeitado o direito de ele voltar a ser escolhido pelo povo. Morales preside a Bolívia desde janeiro de 2006 e atualmente está em seu terceiro mandato, que termina em janeiro de 2020. Os eleitores do presidente começaram na semana passada uma mobilização para que ele seja candidato nas próximas eleições.

Agência Brasil

24 de outubro de 2017, 13:45

MUNDO Plano tributário irá trazer de volta US$ 4 trilhões aos EUA, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu o seu projeto de reforma tributária em um rápido discurso realizado na Casa Branca momentos antes do bilionário se reunir com senadores republicanos no Capitólio. Segundo Trump, o plano tributário irá trazer aproximadamente US$ 4 trilhões de volta para os EUA “muito rapidamente”. O presidente comentou, ainda, que o momento atual exige que os americanos tomem conta dos EUA “e das nossas famílias”, além de afirmar que os impostos altos custam milhões de empregos e trilhões de dólares para a economia americana. A fala de Trump vem dias após o Senado aprovar o orçamento para o próximo ano fiscal, abrindo espaço para que a reforma tributária possa ser aprovada no Congresso ainda neste ano. Na próxima quinta-feira, a Câmara dos Representantes irá apreciar o orçamento e é esperada uma aprovação da peça, fazendo com que as comissões comecem a tocar a reforma. De acordo com o site Politico, os deputados republicanos pretendem divulgar o projeto de lei da reforma tributária no dia 1º de novembro.

Estadão Conteúdo

24 de outubro de 2017, 12:30

MUNDO Tragédias naturais nos Estados Unidos custaram US$ 350 bi na última década

Um relatório divulgado hoje (24) pelo governo dos Estados Unidos afirma que tragédias naturais relacionadas ao clima já impactam no orçamento federal norte-americano. Na última década, o país gastou U$ 350 bilhões para responder a tragédias naturais, como furacões e incêndios. Segundo o Government Accountability Office (GAO, sigla em inglês para Agência de Prestação de Contas do governo, livre tradução), a projeção é de que o custo para recuperar danos decorrentes de fenômenos causados por climas extremos deve aumentar no curto e médio prazos. O relatório prevê que os custos podem chegar a atingir um orçamento anual de US$ 35 bilhões até 2050. O texto diz se o governo norte-americano não se planejar para estes custos recorrentes de problemas climáticos, eles podem ser um alto risco para as finanças do governo. “O governo federal não realizou planejamento estratégico. Isso precisa ser feito para mensurar os efeitos econômicos das alterações climáticas e identificar riscos significativos, além de dimensionar respostas federais apropriados”, conclui o texto. O GAO recomendou que o departamento econômico identifique riscos climáticos significativos, para que o governo possa dar respostas apropriadas e planejar os recursos necessários. A agência advertiu que o país terá de gastar muito, caso as emissões globais de monóxido de carbono não diminuam. A agência recomendou à administração federal que crie respostas apropriadas. Depois de assumir a Casa Branca em Janeiro, o presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo sobre as mudanças climáticas firmado pelas Nações Unidas em Paris. Desde a campanha, o presidente norte-americano argumenta não estar convencido de que a interferência humana faça diferença no aquecimento global. Internamente, Trump anulou decretos que limitavam a geração de energia fóssil e suspendeu restrições à indústria petrolífera.

Leandra Felipe, Agência Brasil

23 de outubro de 2017, 11:25

MUNDO Suspensão da Venezuela trouxe mais liberdade ao Mercosul, diz Aloysio Nunes

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, avalia positivamente a suspensão da Venezuela do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, por ruptura da ordem democrática. Nunes participou hoje (21) da palestra Política Externa Brasileira e o Ambiente Empresarial: Oportunidades e Desafios, na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Mais de dois meses após a suspensão, o ministro considera que diminuíram os “entraves nas negociações do Mercosul, trazendo mais liberdade de atuação aos quatro países sócio-fundadores do bloco”. A sanção foi aplicada com base nas cláusulas do Protocolo de Ushuaia, de 1998, exigindo a libertação de presos políticos, restauração de competências do Poder Legislativo, retomada do calendário eleitoral e anulação da convocação da Assembleia Constituinte na Venezuela. Apesar dessa melhora, Nunes criticou a perda de foco no comércio pelo bloco. “O Mercosul está paralisado, durante um bom tempo, com os agregados, as questões que não dizem respeito à vocação original, o comércio”, disse o ministro, que avaliou que temas como povos indígenas, por exemplo, tiram o foco dos assuntos mais relevantes para as trocas comerciais.

Fernanda Cruz, Agência Brasil

23 de outubro de 2017, 09:30

MUNDO Triplo ataque suicida do Boko Haram deixa 13 mortos na Nigéria

Pelo menos 13 pessoas morreram e outras 18 ficaram feridas em um triplo ataque suicida realizado por supostos membros da organização terrorista Boko Haram em Maiduguri, no nordeste da Nigéria. As informações foram confirmadas à Agência EFE por fontes policiais nesta segunda-feira (23). O atentado, que aconteceu ontem (22) à noite, foi executado nos arredores da cidade por um homem e duas mulheres que detonaram as cargas explosivas que portavam e também morreram na explosão, disse o porta-voz da polícia regional, Victor Isuku. “Não há dúvida que o Boko Haram é o responsável, este é seu modus operandi”, indicou Isuku. Este atentado é o mais letal de todo o mês de outubro no estado de Borno, cuja capital é Maiduguri, uma das cidades mais assediadas por este grupo jihadista.

Agência Brasil

23 de outubro de 2017, 09:20

MUNDO Espanha se prepara para assumir controle da Catalunha

A proposta que prevê a destituição do líder da Catalunha, Carles Puigdemont, deve ser votada pelo Senado espanhol na próxima sexta-feira (27). Elaborada no último sábado (21), após uma reunião do Conselho de Ministros, a proposta prevê a destituição de Puigdemont, além de limitar as funções do parlamento regional e convocar eleições no prazo máximo de seis meses. Se aprovada no Senado, o governo central assumiria temporariamento o controle da Catalunha. Na tarde de sábado, milhares de catalães foram às ruas de Barcelona protestar contra as medidas propostas pelo governo espanhol. Com gritos de “independência”, os manifestantes pediam também a liberdade de dois líderes independentistas presos na semana passada.

Agência Brasil

23 de outubro de 2017, 08:00

MUNDO Argentina: Macri ganha eleição legislativa

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, comemorou, na madrugada de hoje (23), a maior vitória desde que chegou à Casa Rosada em dezembro de 2015. A coalizão governista de centro-direita Cambiemos (Mudemos) foi a mais votada nos cincos principais distritos, nas eleições legislativas desse domingo (22) – inclusive na província de Buenos Aires, a maior e mais rica do pais. “Não ganhou um partido. Ganhou a certeza de que podemos mudar a história”, disse Macri, ao obter os primeiros resultados. Nos últimos dois anos, ele governou com minoria no Congresso e, com essa eleição, sai fortalecido para implementar sua política de abertura econômica e, dependendo dos resultados, se candidatar à reeleição em 2019. A ex-presidente Cristina Kirchner, sua antecessora e principal rival, voltou ao cenário politico: ela foi eleita senadora por Unidad Ciudadana (Unidade Cidadã), o partido que criou para essa eleição e que promete transformar “na base para fundar uma nova oposição”. Como parlamentar, ela garantiu a imunidade, num momento em que é acusada de corrupção, em oito processos judiciais diferentes. “Chegamos para ficar”, disse Cristina. O governo ainda é minoria no Congresso, mas com essa eleição se fortaleceu, aumentando suas bancadas. Ficará com 25 dos 72 senadores e 108 dos 257 deputados. Para aprovar suas políticas, terá que negociar – mas tem a seu favor a divisão dos peronistas em pelo menos três facções, uma delas liderada por Cristina Kirchner. Segundo o analista político Rosendo Fraga, com a vitória em cinco províncias, que representam 70% do eleitorado, Macri fortaleceu sua liderança e as perspectivas de reeleição. “A eleição, na metade do mandato presidencial, representa um voto de confiança no governo”, afirmou à Agência Brasil.

Monica Yanakiew, Agência Brasil

23 de outubro de 2017, 07:21

MUNDO Reeleito, Shinzo Abe promete “medidas contundentes” contra Coreia do Norte

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, prometeu hoje (23) “medidas contundentes” em relação à Coreia do Norte, após a sólida vitória da coalizão governante que lidera nas eleições gerais de ontem. A informação é da Agência EFE.”A partir do apoio popular que recebemos, estamos capacitados para pôr em marcha medidas contundentes frente à ameaça norte-coreana”, disse Abe, em entrevista hoje em Tóquio para avaliar os resultados das eleições antecipadas.O líder conservador informou que o problema da Coreia do Norte será um dos temas principais que tratará com o presidente americano, Donald Trump, durante a visita que ele pretende fazer ao Japão entre os dias 5 e 7 de novembro.”Falei hoje com Trump e decidimos que, quando vier, dedicaremos um tempo significativo para discutir como fazer frente a esse desafio”, declarou Abe, na sede do Partido Liberal Democrata (PLD) em Tóquio.Abe acrescentou que discutirá com “outros líderes do Leste asiático uma solução para o problema e para incrementar a pressão sobre a Coreia do Norte”, referindo-se particularmente aos presidentes da Rússia e da China, Vladimir Putin e Xi Jinping.

22 de outubro de 2017, 11:00

MUNDO Japão: pesquisas mostram vitória da coalizão de Abe

As pesquisas indicam que os eleitores japoneses votaram na coalizão governamental do primeiro-ministro Shinzo Abe nas eleições nacionais. A imprensa japonesa divulgou as projeções de resultado logo após as pesquisas se encerrarem, às 20h do domingo, no horário local. Abe dissolveu a Câmara Baixa há menos de um mês. Ele acreditou que o momento era oportuno para o seu governo liberal ou que pelo menos era melhor do que esperar até o final do seu mandato no ano que vem. Pesquisas realizadas anteriormente já indicavam que os eleitores tinham preferência pelo governo de Abe, apesar da sua história de contas desfavoráveis, enxergando-o como uma escolha mais segura ante uma oposição com históricos pouco conhecidos ou desconhecidos.

Estadão Conteúdo

22 de outubro de 2017, 10:00

MUNDO Eleições legislativas na Argentina começam sem percalços

As eleições legislativas argentinas começaram neste domingo sem percalços, após o protesto da véspera ocorrido em Buenos Aires pedindo justiça para o ativista Santiago Maldonado, cuja morte colocou um ponto de interrogação sobre o resultado da votação. O presidente conservador Mauricio Macri enfrenta seu primeiro desafio nas urnas desde que assumiu o cargo, em 2015, e procura se consolidar diante de uma maioria parlamentar, com a qual não conta neste momento, para avançar suas reformas. As pesquisas favorecem o governante, mas o caso Maldonado chegou complicar o cenário, especialmente em Buenos Aires, o distrito de maior peso nas eleições e onde a ex-presidente rival Cristina Fernández (2007-2015) desempenha a sua sobrevivência política, com um posto no Senado e a liderança da oposição de centro-esquerda. As autoridades relataram normalidade nas primeiras horas durante a abertura dos colégios eleitorais; 33 milhões de eleitores estão convocados para participar. Serão eleitos 24 dos 72 senadores e 127 dos 257 deputados. As eleições irão definir a correlação de forças para os próximos dois anos de Macri e para a coalizão governamental “Cambiemos”.

Estadão