29 de dezembro de 2017, 19:17

MUNDO Israel comunica oficialmente Unesco sobre saída da organização

Foto: Estadão/Reprodução

Israel é membro da Unesco desde 1949; saída definitiva está prevista para janeiro de 2019

O governo de Israel notificou formalmente a sua retirada da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) nesta quinta-feira. A saída do país já havia sido anunciada em outubro, quando a organização estava em plena eleição para a escolha de sua diretora geral. A confirmação da retirada israelense ocorre cerca de dois meses após o governo dos Estados Unidos tomar a mesma atitude. A decisão de Israel foi confirmada em um comunicado da diretora geral da Unesco, a francesa Audrey Azoulay, eleita para o cargo em novembro. O processo de retirada do país deve durar cerca de um ano. A previsão, segundo o comunicado, é que Israel permaneça na entidade até o dia 31 de dezembro de 2018. Na mensagem, a diretora disse “lamentar profundamente” a decisão do país. “É no seio da Unesco, e não fora dela, onde os Estados podem intervir da melhor maneira para ajudar a resolver diferenças que afetam os âmbitos de competência da organização”, disse Audrey no comunicado. “Permanecer plenamente implicado no funcionamento da Unesco permite continuar um diálogo, uma cooperação e alianças mais necessários do que nunca”.

Estadão Conteúdo

29 de dezembro de 2017, 18:00

MUNDO Espanha diz que Parlamento da Catalunha se reunirá em 17 de janeiro

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou nesta sexta-feira que convocará a primeira sessão do novo Parlamento catalão em 17 de janeiro. Rajoy fez o anúncio pouco mais de uma semana após as eleições parlamentares regionais nas quais os partidos separatistas obtiveram a maioria das cadeiras e uma boa possibilidade de liderar o próximo governo da Catalunha.Na sessão inaugural, o Parlamento catalão elegerá um presidente da Câmara que pedirá a um candidato que tente formar governo nos próximos dias.Rajoy havia convocado eleições em 21 de dezembro, sob poderes especiais invocados em outubro ao destituir o governo regional e dissolver o Parlamento, quando este votou para declarar a Catalunha uma república independente.O governo da Catalunha seguirá nas mãos das autoridades de Madri até que se designe um novo conselho de ministros. Rajoy não descarta voltar a tomar o controle da região, caso necessário.O partido Ciutadans, favorável à união da Espanha, foi individualmente o mais votado. Rajoy, porém, viu frustradas suas esperanças de que os separatistas fossem derrotados.Ainda é preciso saber se os partidos separatistas, que obtiveram 70 das 135 cadeiras, poderão formar governo. Oito dos 70 deputados eleitos estão foragidos ou na prisão, acusados de rebelião por causa da declaração de independência. Entre eles está o presidente destituído do governo anterior, Carles Puigdemont, que está em Bruxelas e poderia ser preso se voltar à Espanha. O ex-vice dele, Oriol Junqueras, está em uma prisão nas proximidades de Madri.A menos que mude a situação legal dos oito deputados eleitos ou eles cedam o lugar para outros membros do partido, o bloco corre o risco de perder a oportunidade de voltar ao governo e poderiam ser convocadas novas eleições.Os três partidos pela independência estavam unidos no Parlamento anterior, mas surgiram diferenças entre eles em meio ao processo separatista e depois da intervenção de Madri. Rajoy disse que em 2017 a Espanha continuou a prosperar economicamente, mas que tem sido “um ano muito difícil” por causa da crise catalã. Ele disse esperar que o próximo governo regional desista de violar a lei e seja capaz de trabalhar para todos os catalães e o restante da Espanha. Qualificou ainda como “absurdas” as conjecturas de que Puigdemont possa ser reeleito, estando foragido no exterior.

Estadão

29 de dezembro de 2017, 12:34

MUNDO Itália se prepara para eleições em 2018 após presidente dissolver Parlamento

A Itália abriu o caminho para a realização de eleições gerais em 2018, depois que o presidente italiano, Sergio Mattarella, dissolveu ontem (28) o Parlamento do país. O movimento do presidente ocorreu depois que o primeiro-ministro Paolo Gentiloni, no início do dia, declarou ter alcançado seu objetivo anterior de “trazer a legislatura para um fim ordenado”. Assim, ele indicou que seu gabinete cumpriu seu mandato. A inormação é da agência Xinhua. Reunindo a imprensa pela manhã, Gentiloni enfatizou que a Itália conseguiu recuperar-se da pior crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial, graças a uma ” legislatura frutuosa”. Após a coletiva, Gentiloni se encontrou com Mattarella, um passo necessário para desencadear o pedido formal para a dissolução do Parlamento. Mattarella também realizou conversações consultivas com parlamentares do Senado e da Câmara dos Deputados na quinta-feira à tarde, confirmou uma declaração do palácio presidencial. Agora, o gabinete de Gentiloni deveria escolher a data para as eleições de 2018, que provavelmente será no dia 4 de março, de acordo com a mídia local. As pesquisas de opinião realizadas em meados de dezembro mostraram o partido de oposição Movimento Cinco Estrelas (M5S) em primeiro lugar, com uma média de 27,5%; seguido do Partido Democrata (PD) de centro-esquerda, com 24,3%. O partido de centro-direita Forza Italia (FI), do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, ficou em terceiro, com 16,1% e a Liga Norte, de direita e anti-imigração, atingiu cerca de 13,7%. As próximas eleições políticas representarão o primeiro teste para a nova lei eleitoral – chamada “Rosatellum” – aprovada pelo Parlamento no final de outubro. A Rosatellum introduziu um sistema híbrido, com um terço dos legisladores a serem eleitos pela primeira vez, e dois terços por representação proporcional. De acordo com todas as projeções até agora, nenhum dos principais partidos parecia forte o suficiente para reunir os votos necessários para governar sozinho sem formar uma coalizão.

Agência Brasil

29 de dezembro de 2017, 10:52

MUNDO Catalunha mantém negociações para definir presidente do Parlamento

Continuam na Catalunha as negociações e especulações sobre como será formada a Mesa do Parlamento, que é composta por sete membros e tem papel fundamental na dinâmica parlamentar da comunidade autônoma. Nas eleições do dia 21 de dezembro, o partido Ciudadanos, que é contra a independência da região, foi o mais votado e conquistou 37 dos 135 assentos do Parlamento catalão. No entanto, mesmo se somado aos outros partidos de ideologia semelhante (57 assentos, no total), os constitucionalistas não conseguiram conquistar a maioria e não poderão, assim, indicar o presidente da Mesa. O segundo partido mais votado foi o Junts per Catalunya, partido do ex-presidente Carles Puigdemont, que segue autoexilado na Bélgica. O JuntsXCat conquistou 34 assentos que, se somado aos 32 do partido ERC (Esquerda Republicana da Catalunha) e aos quatro assentos da CUP (Candidatura de Unidade Popular), resulta em 70, que é maioria absoluta. Dessa forma, os separatistas conquistaram o direito de indicar o próximo presidente. Os dois partidos separatistas mais fortes (JuntsXCAt e ERC) querem seguir controlando a Mesa do Parlamento, como era no mandato passado. As negociações ainda estão em fase inicial, mas os dois partidos devem ter, cada um, dois representantes na Mesa. O Ciudadanos teria outros dois e o PSC (Partido dos Socialistas da Catalunha, que conquistou 17 assentos nas eleições) ficaria com um. Carles Puigdemont, como representante máximo do partido separatista mais votado, poderia ser o indicado a assumir a presidência da Mesa. No entanto, ainda não sabe exatamente o que acontecerá, uma vez que ele continua na Bélgica e deverá ser preso assim que chegar à Espanha. Continua vigorando no país uma ordem de detenção contra ele. Outra opção seria o JuntsXCat indicar um nome ou ceder a presidência para o ERC. O líder da ERC é Oriol Junqueras, que está preso cautelarmente na Espanha e deverá depor na próxima quinta-feira (4). O partido Ciudadanos requisitou ontem (28) o direito de presidir a Mesa, por ter sido o partido com mais votos. O problema é que, para isso, precisaria de maioria absoluta em uma primeira votação e dependeria de votos de deputados independentistas, o que não será tarefa fácil.

Agência Brasil

29 de dezembro de 2017, 09:28

MUNDO Ataque contra igreja cristã ortodoxa copta deixa ao menos 10 mortos no Egito

Um ataque nas proximidades de uma igreja cristã ortodoxa copta ao sul do Cairo deixou nesta sexta-feira pelo menos dez mortos, entre eles oito cristãos coptas, informou o Ministério da Saúde do Egito. Porta-voz do ministério, Khaled Megahed disse que homens armados em uma motocicleta abriram fogo diante da igreja Mar Mina. O porta-voz disse que um dos suspeitos foi morto a tiros por um agente de segurança. A agência estatal Mena, que cita uma fonte não divulgada do Ministério do Interior, informou que o outro suspeito fugiu do local e era perseguido. Mais cedo, agentes de segurança disseram que dois policiais foram mortos. Um porta-voz da Igreja Ortodoxa Copta afirmou em comunicado que pelo menos seis pessoas foram mortas no ataque, entre elas cinco coptas e um policial. Também informou que houve um ataque separado em uma loja no mesmo bairro de Helwan, onde morreram dois coptas. A minoria cristã do Egito tem sido alvo constante de ataques de militantes muçulmanos. Desde dezembro de 2016, essas ações já deixaram mais de 100 mortos. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteudo

28 de dezembro de 2017, 20:20

MUNDO Ataque em supermercado foi terrorismo, diz Putin

Foto: Reprodução/Estadão

Explosão em um supermercado em São Petersburgo

Uma explosão em um supermercado em São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia, foi um ataque terrorista, disse o presidente russo, Vladimir Putin, que acrescentou ter ordenado às agências de segurança que matassem suspeitos no local se eles se resistirem à prisão. Funcionários afirmaram que 13 pessoas ficaram feridas na quarta-feira quando um dispositivo explosivo improvisado foi acionado em uma área de armazenamento em um supermercado em São Petersburgo. Os investigadores disseram que o dispositivo continha 200 gramas de explosivos e foi manipulado com estilhaços para causar mais danos. Enquanto as autoridades policiais russas não descreveram imediatamente a explosão como um ataque terrorista, Putin não mediu as palavras nesta quinta-feira, em uma cerimônia de premiação do Kremlin para tropas russas que lutaram na Síria. “Vocês sabem que ontem um ataque terrorista foi realizado em São Petersburgo”, disse. Ele continuou a notar que outro ato foi frustrado recentemente, uma referência a uma suposta série de bombardeios em São Petersburgo que a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos EUA ajudou a prevenir de acordo com o Kremlin. Putin comentou, ainda, que disse ao chefe da FSB, principal agência de segurança russa, que os policiais que enfrentarem resistência de suspeitos de terrorismo devem “liquidar os bandidos no local”. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque no supermercado. Oito dos 13 feridos permanecem hospitalizados.

Estadão Conteúdo

28 de dezembro de 2017, 09:39

MUNDO Congresso da Argentina aprova orçamento para 2018 e reforma tributária

O Congresso da Argentina aprovou na noite de quarta-feira o Orçamento de 2018 e a reforma tributária defendida pelo governo do presidente Mauricio Macri, segundo a agência de notícias estatal Télam. O orçamento prevê crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% no próximo ano e inflação anual de 15,7%. A reforma tributária estabelece um imposto menor para as empresas que reinvistam seus dividendos, tributa a renda financeira e corta gradualmente os aportes patronais, de acordo com a Télam. A medida foi aprovada por 52 votos a favor, 15 contra e uma abstenção. Nenhum dos projetos sofreu modificações, o que foi celebrado pelos governistas.As mudanças receberam o apoio dos governistas e também de peronistas não ligados à ex-presidente Cristina Kirchner. Já a Frente para a Vitória, liderado pela atual senadora, foi contra a maioria das alterações.O jornal La Nación aponta que o pacote legislativo foi resultado de um acordo entre o presidente e 22 províncias e a cidade de Buenos Aires.

Estadão Conteúdo

28 de dezembro de 2017, 08:07

MUNDO China suspende imposto sobre reinvestimento de lucros para empresas estrangeiras

O Ministério das Finanças da China afirmou nesta quinta-feira que o reinvestimento de lucros de companhias estrangeiras na China estará temporariamente isento de um imposto de renda provisório, na mais recente medida para tentar atrair investimentos. O reinvestimento de lucros precisa estar em linha com as exigências do governo e atender a setores específicos, acrescentou a pasta. Os investimentos feitos após o início de 2017 podem ser isentos de impostos de renda, mas as companhias estrangeiras precisam pagar o imposto quando retirarem o investimento, afirmou o Ministério das Finanças. O governo não informou quando pode retomar a cobrança do tributo. Fonte: Dow Jones Newswires.

Estadão Conteúdo

28 de dezembro de 2017, 07:05

MUNDO Atentado suicida em escola em Cabul mata 40 pessoas

Pelo menos 40 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas nesta quinta-feira (28), em um atentado suicida em Cabul dentro de uma madraçal ou escola corânica (muçulmana ou casa de estudos islâmicos). A escola funciona em um edifício que também abriga os escritórios de uma agência de notícias afegã. A informação é do Ministério do Interior. A explosão no interior da madraçal ocorreu por volta das 10h30 (horário local, 4h em Brasília) na área de Qala-e-Nazer, a oeste de Cabul, confirmou à Agência EFE o porta-voz do Ministério de Interior afegão, Nasrat Rahimi, acrescentando que entre as vítimas há mulheres e crianças. O mesmo imóvel abriga também os escritórios da agência de notícias afegã Sada-e-Afghan e uma mesquita, explicou o porta-voz. O atentado ainda não foi reivindicado por nenhum grupo rebelde. Este é o segundo ataque de relevância em Cabul esta semana. Na segunda-feira (25), pelo menos sete pessoas morreram e uma ficou ferida em um atentado suicida contra um escritório da principal agência de inteligência afegã.

Agência EFE

25 de dezembro de 2017, 11:55

MUNDO Guatemala decide transferir embaixada em Israel para Jerusalém

Foto: Jack Guez/AFP Photo

A embaixada da Guatemala em Israel, na cidade de Tel-Aviv

O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, anunciou na véspera de Natal que o país da América Central irá transferir sua embaixada em Israel para Jerusalém. Com isso, o país se torna o primeiro a seguir decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou recentemente a mudança. A Guatemala está entre as nove nações que votaram com os Estados Unidos e Israel na quinta-feira, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) adotou por maioria absoluta uma resolução preliminar censurando a decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Trump e Morales ainda não estabeleceram uma data para a mudança de suas embaixadas de Tel-Aviv para Jerusalém. Em mensagem em sua conta oficial do Facebook postada neste domingo, Morales disse que após conversas com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, decidiu instruir o ministro das Relações Exteriores da Guatemala sobre a mudança da embaixada. Guatemala e Israel têm relações próximas há muitos anos, especialmente em assuntos relacionados a segurança e venda de armas israelenses para a Guatemala. Nenhum outro país que possui embaixada em Israel está instalada em Jerusalém, embora a República Checa tenha dito que esteja considerando a mudança.

Estadão Conteúdo

25 de dezembro de 2017, 11:22

MUNDO Ônibus invade estação de metrô na Rússia e mata 5

Foto: Sergey Kiselev/Moscow News Agency photo via AP

Bombeiros trabalham no resgate de vítimas do acidente com um ônibus na estação Slavyansky, em Moscou

Um ônibus perdeu o controle na cidade de Moscou, na Rússia, e atingiu uma estação de metrô nesta segunda-feira, 25. De acordo com agências de notícias locais, pelo menos cinco pessoas morreram. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o momento do acidente, quando o veículo invade o acesso de pedestres da estação Slavyansky. Após o ocorrido, o motorista foi detido pela polícia russa. Ainda não há informações sobre a causa do acidente nem o número de feridos.

Estadão Conteúdo

25 de dezembro de 2017, 10:35

MUNDO Papa Francisco destaca a disputa por Jerusalém em mensagem de Natal

Foto: Max Rossi/Reuters

Papa Francisco

O papa Francisco usou sua tradicional mensagem de Natal para pedir por um fim negociado do conflito entre Israel e Palestina, incluindo a disputa sobre o status de Jerusalém. O pedido acontece poucos dias após a Organização das Nações Unidas (ONU) ter repreendido os Estados Unidos por unilateralmente reconhecer a cidade como capital de Israel. Em seu pronunciamento na sacada da Basílica de São Pedro para uma plateia estimada em 50 mil pessoas, o papa orou por “paz para Jerusalém e para todos na Terra Santa” na forma de “dois estados que concordam mutuamente e internacionalmente em ter suas fronteiras reconhecidas”. O papa também elogiou os “esforços de todos aqueles da comunidade internacional inspirados pela boa vontade” para trazer “harmonia, justiça e segurança” para a região. No início do mês, poucas horas antes do presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que os Estados Unidos iriam oficialmente reconhecer Jerusalém como capital de Israel, o papa fez um “apelo sincero” por respeito as resoluções da ONU que determinam o status da cidade como parte de um acordo de paz amplo. Na quinta-feira, a ONU decidiu em assembleia, por 128-9, com 35 abstenções, por repreender os Estados Unidos pela medida envolvendo Jerusalém. A mensagem de natal do papa “para a cidade [de Roma] e para o mundo” tradicionalmente trata de diversas regiões problemáticas. Neste ano, o foco do discurso foram as crianças de diferentes países que sofrem com os “ventos da guerra” e um “modelo ultrapassado de desenvolvimento [que] continua a produzir o declínio da humanidade, da sociedade e do meio ambiente”. Ele mencionou “aqueles cuja infância foi roubada” através do trabalho forçado, pela guerra ao serem utilizados em combate ou vítimas do tráfico de pessoas.

Estadão Conteúdo

25 de dezembro de 2017, 08:01

MUNDO Fujimori recebe indulto humanitário por más condições de saúde

Foto: Reprodução/Twitter

O ex-presidente do Peru Alberto Fujimori

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, outorgou neste domingo indulto humanitário ao ex-governante Alberto Fujimori (1990-2000) devido às suas más condições de saúde. O documento da Presidência da República foi divulgado enquanto Fujimori, de 79 anos, permanece internado numa clínica particular por causa de problemas de pressão arterial. “O presidente do Peru, em uso das suas atribuições, que lhe confere a Constituição, decidiu conceder o indulto humanitário a Alberto Fujimori”, diz o comunicado da Presidência, ressaltando que a decisão se deu por causa do relatório médico apresentado após a internação. Os médicos determinaram que o ex-presidente sofre de uma “doença progressiva, degenerativa e incurável”. O documento do governo peruano diz que, dadas as condições de saúde de Fujimori, a permanência nas dependências carcerárias significaria um grave risco de vida. O ex-presidente foi condenado em 2009 a 25 anos de prisão pela autoria indireta dos massacres de 25 pessoas em 1991 e 1992, realizados pelo grupo militar secreto Colina, e o sequestro de duas pessoas em 1992. O diretor-executivo para a América da organização defensora de direitos humanos Human Rights Watch (HRW), José Miguel Vivanco, lamentou neste domingo o indulto outorgado a Alberto Fujimori, ao considerar que a decisão é o resultado de “uma negociação política vulgar”. “Em vez de reafirmar que num estado de direito não cabe um tratamento especial a ninguém, ficará para sempre a ideia de que sua libertação foi uma negociação política vulgar em troca da permanência de Kuczynski no poder”, escreveu Vivanco em sua conta no Twitter.

Estadão Conteúdo

24 de dezembro de 2017, 12:20

MUNDO Tempestade tropical Tembin deixa mais de 200 mortos nas Filipinas

Foto: Richel Umel/Reuters

Moradores caminho por vilarejo destruído após tempestade nas Filipinas

Pelo menos 200 pessoas morreram nas Filipinas devido à tempestade tropical Tembin, que atingiu o sul do país nesta sexta-feira, 22, principalmente a ilha de Mindanao, segundo um novo balanço divulgado pelas autoridades neste domingo, 24. De acordo com a equique responsável pelos resgates, 159 pessoas estão desaparecidas, enquanto cerca de 70 mil foram forçados a sair de suas casas. A tormenta provocou inundações e desmoronamento de terra que destruíram povoados, como em Tubod. Trinta e seis corpos foram encontrados no rio Salog e várias vítimas na península de Zamboanga. Segundos as autoridades, muitos morreram em regiãoes que “já não existem” depois da subida de um rio. “O rio subiu e levou a maioria das casas. O povoado já não existe”, disse Gerry Parami, oficial da polícia de Tubod. “As casas foram derrubadas pelo barro e troncos (de árvores) e só restaram poucas casas de cimento”, explicou Parami. Na aldeia de Dalama, onde vivem cerca de 2 mil pessoas, policiais, soldados e voluntários trabalham entre os escombros para buscar mais corpos. As rochas arrastadas pela lama enterraram cerca de 40 casas na região de Piagapo, deixando ao menos dez mortos, disse Saripada Pacasum, oficial da proteção civil. “Enviamos resgatistas, mas estão fazendo poucos progressos devido às rochas”, explicou Pacasum. O agente disse que outras oito pessoas morreram nas inundações na província de Lanao do Sul. As autoridades informaram que há quatro desaparecidos e estimam que 12 mil tiveram de se deslocar. Filipinas sofre a cada ano o desafio de mais de 20 tempestades de grande intensidade, muitas delas mortais, mas a ilha de Mindanao – onde vivem 20 milhões de pessoas – geralmente é protegida desses fenômenos naturais.

Estadão Conteúdo

24 de dezembro de 2017, 11:05

MUNDO França mobiliza quase 100 mil policiais para reforçar segurança durante o Natal

O governo da França mobilizou quase 100 mil policiais e soldados para garantir a segurança neste Natal, tendo em vista os temores de ataques extremistas. A segurança adicional está sendo destinada aos mercados natalinos, centros comerciais, edifícios religiosos, transportes públicos e locais turísticos. Citando “o contexto de uma ameaça terrorista ainda elevada”, o Ministério do Interior informou em um comunicado que 97 mil funcionários das forças de segurança foram mobilizados para proteção neste domingo e segunda-feira. Além da segurança durante o Natal, o ministério disse que o policiamento extra também foi ordenado em torno de locais religiosos durante o Festival das Luzes judaico, no início deste mês, e para Natal ortodoxo, em janeiro, “para permitir a celebração dessas festividades em boas condições”.