4 de março de 2019, 09:53

MUNDO Democratas da Itália elegem novo líder na tentativa de revigorar partido

O governador de centro-esquerda da região de Roma Nicola Zingaretti foi escolhido neste domingo para liderar o Partido Democrata da Itália em uma tentativa de reverter queda de popularidade. O partido disse neste domingo à noite que Nicola Zingaretti, governador de Lazio, obteve entre 65% e 70% dos mais de 1,5 milhão de votos em uma votação primária. O número final ainda não estava disponível. Zingaretti teve o apoio de vários ex-premiers de centro-esquerda incluindo. Paolo Gentiloni e Romano Prodi. A partido perdeu o seu poder de cinco anos. De governo em 2018 nas eleições nacionais e sofreu com anos de lutas internas de liderança. Como novo secretário do partido, Zingaretti terá que elaborar uma estratégia para conquistar de volta eleitores que desertaram para o populista Movimento 5 Estrelas, atualmente o maior partido no Parlamento. Os democratas são atualmente a maior oposição do Parlamento. Os Democratas esperam capitalizar o fracasso do governo populista em reviver a economia e a recusa em permitir que os imigrantes resgatados no mar por grupos desembarquem na Itália.

Estadão Conteúdo

3 de março de 2019, 18:46

MUNDO Rússia pede reunião sobre Venezuela, mas EUA sobem o tom contra Maduro

Foto: Marco Belo/Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

A Rússia garantiu neste domingo, 3, que fará todo o possível para evitar uma intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e disse estar pronta para realizar negociações bilaterais com Washington sobre a questão. Neste domingo, a presidente da Câmara Alta do Parlamento russo, Valentina Matviyenko, se reuniu com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, e reafirmou o apoio de Moscou ao país sul-americano. “Nos preocupa muito que os EUA possam realizar provocações para que seja derramado sangue (na Venezuela), encontrando assim uma desculpa para intervir”, afirmou Valentina. No sábado 2, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, havia dito ao colega americano, Mike Pompeo, em uma conversa telefônica, que Moscou estava disposta a um diálogo com Washington. “Em conexão com a proposta de Washington de realizar consultas bilaterais sobre o assunto, ficou posto que a Rússia está pronta para participar disso. É vital (esta discussão) ser estritamente guiada pelos princípios da Carta das Nações Unidas, uma vez que apenas o povo venezuelano tem o direito de determinar seu futuro”, disse o comunicado da chancelaria russa após a ligação – iniciada pelo governo americano. Neste domingo, no entanto, o assessor de Segurança da Casa Branca, John Bolton, voltou a subir o tom contra o governo de Nicolás Maduro e disse que os EUA tentam formar uma “ampla coalizão” internacional para substituí-lo. “Gostaria de ver uma coalizão tão ampla quanto for possível juntar para substituir Maduro, para substituir todo o regime corrupto. Isso é o que estamos tentando fazer”, afirmou Bolton em entrevista à rede de televisão americano CNN. A Rússia e os EUA têm estado em desacordo sobre a campanha liderada pelos americanos, com apoio de países da América Latina, pelo reconhecimento internacional de Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana que se declarou presidente interino e pediu eleições antecipadas em seu país. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

3 de março de 2019, 13:41

MUNDO Morre indígena ferido em conflito com militares venezuelanos

Morreu neste sábado (2) o indígena venezuelano Rolando Garcia Martinez, de 52 anos, baleado durante um confronto entre manifestantes e militares, na fronteira do Brasil com a Venezuela. Segundo a Secretaria de Saúde de Roraima, essa é a segunda morte decorrente do conflito, em 22 de janeiro, após o bloqueio militar na região fronteiriça para impedir a entrada de medicamentos e ajuda humanitária. Martinez encontrava-se em estado grave e respirava com a ajuda de aparelhos, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Roraima. A primeira morte, de Kliver Alfredo Pérez Rivero, de 24 anos, foi comunicado pelo governo roraimense na última quarta-feira (27). O jovem morreu de falência múltipla de órgãos, devido a complicações provocadas pelos ferimentos. A pasta informa também que 19 indígenas feridos no confronto ainda estão internados, todos em um quadro de saúde estável. O conflito ocorreu a 60 quilômetros da fronteira, na comunidade indígena da etnia Pemon. O conflito teve início quando os indígenas tentaram desobstruir a via, impedida pelos militares venezuelanos.

Estadão Conteúdo

3 de março de 2019, 10:59

MUNDO Governo venezuelano sinaliza que está aberto a dialogar, mas impõe condições

O governo venezuelano sinalizou que está aberto a negociar com a oposição, mas para isso impôs cinco condições, entre as quais estão a não interferência de outros países nos assuntos internos do país e o respeito a soberania da Venezuela. Os outros pontos são: respeito ao direito a paz do país; retirada de sanções e o estabelecimento de um mecanismo para dirimir por meios pacíficos as diferenças entre governo e oposição. A proposta foi anunciada pelo vice-presidente para Comunicação, Cultura e Turismo da Venezuela, Jorge Rodríguez, em entrevista à agência russa Sputnik Nóvosti, publicada por ele em sua página na internet neste sábado e reproduzida pela Agência Venezuelana de Notícias. O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, já anunciou que retorna para casa após concluir a visita ao Equador, elevando a perspectiva de um confronto com o governo que tenta derrubar. “Estou anunciando meu retorno para casa”, disse após encontro com o presidente equatoriano, Lenín Moreno. Guaidó também convocou protestos na Venezuela para a segunda-feira e terça-feira, dias que coincidem com a temporada de Carnaval no país. Guaidó, que desde que se autoproclamou presidente interino da Venezuela já teve sua autoridade reconhecida pelos EUA e outros 50 países, não comentou o exato horário de seu retorno. Seu porta-voz, Edward Rodriguez, disse que “é possível” que seja na segunda-feira. “Temos pouco a celebrar e muito a fazer”, disse Guaidó, que recentemente visitou os presidentes do Brasil, Paraguai e Argentina em uma campanha que elevou a pressão pela renúncia do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Agora, com seu retorno existe a possibilidade de que as autoridades venezuelanas tentem prendê-lo. O líder da oposição diz que busca uma “transição pacífica” que irá permitir ao país superar a crise política e humanitária. No final de semana passado, Guaidó coordenou esforços para o envio ao país de ajuda humanitária vinda da Colômbia e do Brasil, mas forças de segurança leais a Maduro bloquearam a entrada dos suprimentos. Maduro tem acusado o movimento de Guaidó como parte de uma trama arquitetada pelos EUA para derrubá-lo. Moreno, que se reuniu com Guaidó na cidade costeira de Salinas (no Equador), disse que apoia a tentativa do líder de oposição de trazer uma “mudança democrática” para a Venezuela. Fonte: Associated Press, com Agência Venezuelana de Notícias.

Estadão Conteúdo

3 de março de 2019, 09:21

MUNDO Juan Guaidó anuncia retorno à Venezuela e convoca manifestações

Foto: AP Photo/Fernando Llano

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, reafirmou na noite de sábado que regressará ao país. “Anúncio meu retorno ao país e a convocação de manifestações em todo o território nacional para esta segunda-feira e terça. Vamos espalhar essa mensagem e fiquem muito atentos ao nosso chamado através das redes oficiais”, escreveu Guaidó em sua conta oficial no Twitter. Na quinta-feira, Guaidó já havia informado que retornaria ao seu país ainda no final de semana ou na segunda-feira, apesar das ameaças de que poderá ser preso no retorno. Em nota, ontem o ministério das Relações Exteriores do Brasil disse esperar que a volta de Guaidó à Venezuela ocorra sem incidentes e que “os direitos e segurança do político e de seus familiares e assessores sejam plenamente respeitados por aqueles que ainda controlam o aparato de repressão do regime”.

Estadão Conteúdo

2 de março de 2019, 19:16

MUNDO Em encontro do Partido Republicano, Trump diz que vai ser reeleito em 2020

Foto: Joshua Roberts/Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse durante pronunciamento na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), reunião anual do Partido Republicano, que ele vai ser reeleito em 2020 e por uma margem maior do que sua vitória em 2016. Por diversas vezes ele zombou dos democratas por sua estrutura para combater a mudança climática e chamou os deputados da Câmara que pressionam para expandir suas investigações contra ele de “doentes”. Durante seu discurso, Trump elogiou o movimento conservador, dizendo: ” Nosso movimento e nosso futuro no país é ilimitado”. Quando fez sua previsão de um segundo mandato, a multidão respondeu com cânticos de “EUA , EUA”. Trump mirou no “Novo acordo verde” dos democratas, uma proposta política lançada por alguns democratas liberais no Congresso e apoiada por vários candidatos presidenciais do partido em 2020. “Eu acho que o ‘novo acordo verde’ é um tanto quanto exagerado. Eu acho que é realmente algo que eles deveriam promover. Eles devem trabalhar duro com isso. Sem planos, sem energia. Quando o vento para de soprar é o fim da energia. Vamos nos apressar. Querida, o vento está soprando hoje?”, disse. O plano democrata pede uma queda drástica nas emissões de gases de efeito estufa causadas pelos combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural.

Estadão Conteúdo

2 de março de 2019, 18:46

MUNDO Número de mortos na fronteira entre Venezuela e Brasil sobe para seis

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Confronto na fronteira da Venezuela com o Brasil, sábado passado

Organizações de direitos humanos informaram neste sábado que uma pessoa ferida durante os protestos da última semana na fronteira entre Venezuela e Brasil não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. O Foro Penal Venezuelano, associação de advogados que lidera a defesa de pessoas consideradas como “presos políticos” pelo regime de Nicolás Maduro, informou que o indígena Rolando García morreu neste sábado após passar uma semana no hospital. “Rolando é o sexto morto por tiros recebidos entre 22 e 23 de fevereiro. É o quarto indígena”, afirmou no Twitter o diretor do Foro Penal Venezuelano, Alfredo Romero. O Programa Venezuelano de Educação-Ação em Direitos Humanos (Provea) explicou que a vítima, que trabalhava como guia turístico no sul da Venezuela, morreu em Boa Vista, no Estado de Roraima, onde recebia atendimento médico desde os confrontos do último sábado. “Rolando tinha sido ferido por soldados da Força Armada Nacional Bolivariano, responsáveis por um massacre”, disse a organização. O Provea afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, são os responsáveis por liderar um massacre na fronteira com o Brasil, que terminou com seis mortos, quatro deles indígenas, e mais de 50 baleados. Os soldados leais a Maduro responderam com violência à tentativa da oposição de tentar levar ajuda humanitária ao país, requisitada pelo autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó. Até o momento, o governo da Venezuela não se pronunciou sobre o número de mortos ou feridos na região da fronteira com Roraima.

Estadão Conteúdo

2 de março de 2019, 07:42

MUNDO Em Buenos Aires, Guaidó defende mobilização em favor da democracia

Em visita a Buenos Aires, o autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, apelou hoje (1º) para a mobilização nacional e internacional em favor da restauração de democracia e dos direitos humanos no seu país. Segundo ele, todos os segmentos devem se unir em defesa do “progresso e da prosperidade” contra a “pobreza e a miséria”. Guaidó ressaltou que o esforço conjunto deve ser pela “construção de capacidades”, o que ocorre por meio de mobilização, envolvendo as pessoas, os movimentos sociais, os sindicatos, os grêmios estudantis, os partidos políticos e as Forças Armadas.

Agência Brasil

1 de março de 2019, 14:05

MUNDO Araújo diz que Grupo de Lima trabalha pela legitimidade de Guaidó

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse hoje (1º), que o Brasil está pronto para trabalhar pela legitimação internacional do governo do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e para mostrar a total ilegitimidade do regime do presidente Nicolás Maduro. De acordo com o chanceler, a articulação com outros países acontece no âmbito do Grupo de Lima, instalado para tratar da crise na Venezuela. “No Grupo de Lima houve conversas sobre a possibilidade de diversos atores do grupo falarem com quem não reconhece Guaidó, como a China e a Rússia”, disse. Segundo Araújo, seria uma conversa para que os outros países entendam o que está acontecendo na Venezuela e reconheçam, nos organismos internacionais, os representantes do governo Guaidó como legítimos do país. O chanceler explicou que não há nenhuma intenção de intervenção na Venezuela. “[O Brasil vai atuar], se puder, ajudar para uma transição pacífica, mas não vai interferir nessa negociação entre diversos atores venezuelanos”, assegurou, negando qualquer tipo de negociação direta do Brasil com Nicolás Maduro. “Tratativas entre eles, é uma decisão deles. [Faremos] qualquer coisa que facilite uma solução, mas sempre em coordenação com Guaidó, como governo legítimo”, acrescentou. Sobre a vista de Guaidó, ontem (28), ao Brasil, Araújo disse que foi muito positiva e que o presidente interino mostrou sua capacidade de liderança e seu compromisso com a transição democrática na Venezuela. “Ficamos mais confiantes na capacidade do presidente Guaidó de ser o centro desse avanço rumo à democratização da Venezuela”, disse. Para o chanceler brasileiro, o Brasil receber Guaidó como presidente interino já é uma sinalização para a opinião pública que ele é uma alternativa séria ao regime de Maduro. “Essa é uma imagem que vai passando, as pessoas vão entendendo o descalabro do absurdo que está havendo na Venezuela, e que a liderança [dele] é capaz de transformar aquilo num país de verdade de novo, que essa é a única via”, ressaltou Araújo.

Agência Brasil

28 de fevereiro de 2019, 17:12

MUNDO Sigo recebendo ameaças, diz Guaidó

O líder da oposição na Venezuela, Juan Guaidó, afirmou nesta quinta-feira, 28, que voltará ao seu país apesar das ameaças de que poderá ser preso no retorno. Ele afirmou que isso deverá ocorrer no fim de semana ou na segunda-feira. Nesta sexta, ele irá ao Paraguai e terá um encontro com o presidente Mario Abdo Benítez. Autoproclamado presidente interino, Guaidó deixou a Venezuela pela fronteira com a Colômbia na última semana e ainda não se sabe como ele fará o retorno. Durante uma coletiva de imprensa após ter se reunido com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, Guaidó afirmou que continua recebendo ameaças. Questionado sobre se não tem medo de voltar ao seu país e ser preso ou até mesmo sequestrado, como já aconteceu com outros líderes de oposição, Guaidó negou. “Apesar dos presos políticos, das perseguições, fazemos uma resistência pacífica”, disse. Guaidó defendeu o endurecimento das sanções econômicas como forma de reduzir a entrada de dinheiro no país que, segundo ele, está tomado pela corrupção. “As sanções não são só uma questão diplomática, são uma necessidade”, disse. De acordo com ele, seu grupo político já está criando um fundo para recuperar ativos que foram alvo de corrupção. Ele criticou o ditador venezuelano Nicolas Maduro pela perseguição que tem sido feita nos últimos anos a seus opositores e o culpou pela situação de miserabilidade de grande parte da população. Para ele, o país tem capacidade de se recuperar rapidamente após a queda do regime.

Agência Brasil

28 de fevereiro de 2019, 15:59

MUNDO Guaidó diz que encontro com Bolsonaro marca relacionamento positivo

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó

Após cerca de 50 minutos de reunião, o presidente Jair Bolsonaro e o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, deram uma declaração à imprensa, no Palácio do Planalto. Guaidó agradeceu em nome do povo venezuelano a reunião com Bolsonaro que, segundo ele, marca um rito importante na história da região. “Marca um relacionamento positivo entre Venezuela, Brasil e a região após a cúpula histórica do Grupo de Lima, em Bogotá”, disse o venezuelano. Ele chegou ao Palácio do Planalto às 13h50, acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e passou pelo tapete vermelho estendido em uma das portarias laterais do edifício principal. Os Dragões da Independência fizeram as honras na entrada. Apesar de o Brasil reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela, o encontro não é considerado uma visita de Estado, mas acontece no gabinete de Bolsonaro. O também presidente da Assembleia Nacional da Venezuela ainda deve se encontrar com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Guaidó chegou ao Brasil na madrugada desta quinta-feira (28). Por meio de sua conta pessoal no Twitter, ele disse que veio ao Brasil em busca de apoio para a transição de governo na Venezuela. Antes do encontro com Bolsonaro, ele esteve com representantes diplomáticos de outros países no escritório da delegação da União Europeia, em Brasília. “Em nosso encontro com os embaixadores dos países da União Europeia, continuamos a fortalecer as relações com nações que reconheceram nossos esforços para recuperar a democracia na Venezuela e obter eleições livres”, escreveu. “Apreciamos o forte apoio internacional dado à nossa rota e apoio à ajuda humanitária. É hora de avançar para conseguir a cessação da usurpação que porá fim à crise na Venezuela, recuperará nosso país e estabilizará a região”, completou. Mais cedo, também pelo Twitter, o ministro Ernesto Araújo disse que a diplomacia brasileira continua com seu “apoio irreversível e incondicional à libertação” do país vizinho.

Agência Brasil

28 de fevereiro de 2019, 08:45

MUNDO Jean Willys leva ovada de membros de partido de extrema direita em Portugal

Foto: Divulgação/Arquivo

Ex-deputado Jean Willys, que se auto-exilou

Dois homens tentaram atirar ovos no ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), na última terça-feira, durante uma palestra dele na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, em Portugal. Segundo a Folha, Wyllys falava havia cerca de 20 minutos quando um dos homens, que estava sentado na parte mais alta do auditório, se levantou, passou ao lado da reportagem do jornal e desceu alguns degraus. A segurança da faculdade, visivelmente reforçada, logo percebeu a movimentação e fez um cerco ao homem, que tinha um caixa de meia dúzia de ovos, relata a Folha.
Ele chegou a arremessar um ovo na direção da mesa onde estava Wyllys, que acabou desviado por um segurança do ex-deputado. Ele que subiu a escada e se colocou à frente do palco do auditório. O professor Boaventura Sousa Santos e outros integrantes do Centro de Estudos Sociais da universidade, responsável pelo evento, estavam na mesma mesa. Na sequência, um segundo homem também ficou de pé com outra caixa de ovos e foi imobilizado pelos seguranças. Junto com um terceiro, que apontava para Wyllys e participava da ação, foram retirados, sob gritos “tira, tira, tira” e “fascistas não passarão” do público. Em Portugal, segundo funcionários do auditório onde Wyllys estava, os homens que tentaram jogar ovos no ex-deputado entraram uma hora antes de a palestra começar para garantir lugar. Garrafas de água estavam proibidas, mas, aparentemente, as caixas de ovos nas mochilas não foram identificadas pelos seguranças. Eles foram vistos depois confraternizando com membros do PNR (Partido Nacional Renovador), legenda de extrema-direita portuguesa, que reuniu cerca de 12 pessoas para criticar Wyllys, o marxismo cultural e a esquerda. Do outro lado da calçada, cerca de 200 saíram em defesa do ex-deputado, com palavras de ordem contra o fascismo, entre partidos de esquerda do país e estudantes brasileiros. Com informações da Folha.

Folha e Redação

27 de fevereiro de 2019, 20:00

MUNDO ‘Maduro está pronto para o diálogo, mesmo com os EUA’, diz chanceler

Foto: Carlos Becerra/Bloomberg

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, pediu nesta quarta-feira, 27, na ONU, uma reunião entre os presidentes americano, Donald Trump, e venezuelano, Nicolás Maduro, para tentar encontrar uma saída para a crise – um dia antes da visita programada pelo líder opositor Juan Guaidó ao Brasil. Em discurso ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra, Arreaza disse que o presidente Maduro “está pronto para o diálogo (…) mesmo com os Estados Unidos”. “Voltamos a sugerir o caminho do diálogo, o diálogo com os Estados Unidos, e por que não uma reunião entre o presidente Trump e o presidente Maduro?”, questionou. “Existem diferenças, vamos trabalhar em concordâncias”, acrescentou. Antes de lançar este apelo, o ministro denunciou por vários minutos o que descreveu como uma “agressão” contra seu país, bem como o bloqueio econômico e o congelamento de ativos venezuelanos no exterior. “Este conselho de direitos humanos deve levantar a voz porque o bloqueio contra a Venezuela e as medidas coercitivas unilaterais que violam a Carta das Nações Unidas”, afirmou. “Chega de tanta agressão”. Arreaza voltou a acusar os Estados Unidos de quererem invadir a Venezuela, amparando-se na distribuição de ajuda humanitária. “Sob o pretexto da crise humanitária, uma intervenção é planejada em meu país”, insistiu. Ele também reiterou seu convite à Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a chilena Michelle Bachelet, para visitar a Venezuela e avaliar pessoalmente o impacto do “bloqueio” liderado pelos Estados Unidos. Um grupo de embaixadores de países europeus e latino-americanos levantou-se de seus lugares e deixou a sessão do Conselho de Direitos Humanos quando Arreaza iniciou seu discurso. Já os Estados Unidos – que estão ausentes em reuniões do Conselho de Direitos Humanos após a decisão de Trump no ano passado de se retirar do órgão da ONU – boicotaram uma intervenção venezuelana na conferência do Desarmamento da ONU. O representante de Washington, Robert Wood, deixou o plenário deste órgão quando um diplomata de Caracas iniciou seu discurso. Wood rejeitou imediatamente qualquer encontro de Trump com Maduro. “O presidente Trump está pronto para se encontrar com o verdadeiro presidente da Venezuela, Juan Guaidó”, disse o diplomata americano. Presidente da opositora Assembleia Nacional, Guaidó que se proclamou presidente interino em 23 de janeiro, é apoiado por mais de 50 países, incluindo Estados Unidos, Brasil, Colômbia e a maioria dos membros da União Europeia. Depois de chamar de “uma infelicidade” que os representantes de Maduro poderem intervir em nome da Venezuela junto à ONU, Wood disse que o boicote de dezenas de países quando o chanceler venezuelano tomou a palavra “enviou uma mensagem muito poderosa”.

Estadão Conteúdo

27 de fevereiro de 2019, 17:50

MUNDO Guaidó vem ao Brasil para discutir crise venezuelana com Bolsonaro

Foto: Fernando Liano/AP Photo

O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, visitará o Brasil nesta quinta-feira, 28

O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, visitará o Brasil nesta quinta-feira, 28, para se reunir com o presidente Jair Bolsonaro e outras autoridades, segundo a representante diplomática dele no País, María Teresa Belandria. De acordo com a assessoria de María Teresa, Guaidó chega na noite desta quarta ao País vindo de Bogotá. Ele passará a quinta-feira em agenda com autoridades brasileiras e deve se encontrar com Bolsonaro à tarde. Questionado pela reportagem do Estado, o Itamaraty ainda não confirmou a visita. Segundo o diário venezuelano El Nacional, Guaidó, que está na Colômbia desde sábado, deve visitar vários países latino-americanos para discutir a crise na Venezuela. Na segunda-feira, os países da região que fazem parte do Grupo de Lima descartaram qualquer solução que envolva a força para pôr fim à crise no país, como defendeu Guaidó após a tentativa de levar ajuda humanitária pela fronteira de Brasil e Colômbia no sábado, 23.

Estadão Conteúdo

27 de fevereiro de 2019, 08:29

MUNDO Parlamento da Venezuela prepara medidas contra violência, diz Guaidó

Foto: AP Photo/Fernando Llano

Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó

O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, que permanece em Bogotá (Colômbia), informou, em vídeo postado nas redes sociais, que em breve retornará para seu país. Ex-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, ele avisou que o Parlamento definirá medidas em decorrência das ameaças de acirramento dos atos de violência na região. Guaidó reiterou que manterá os esforços para retirar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, do poder, e assumir o comando do país. Ele prepara um áudio com orientações sobre como agirá nos próximos dias. “Não assumimos este compromisso de lutar de fora [da Venezuela]. Por isso, em breve estarei na Venezuela para exercer as funções de presidente”, afirmou Guaidó no vídeo. “Circularei um áudio com as próximas instruções e lhes peço que difundam a mensagem. Nada nos deterá”, destacou. Guaidó viajou para Bogotá onde participou, há dois dias, da reunião do Grupo de Lima. Durante o encontro, presidentes, vice-presidentes e chanceleres das Américas aprovaram declaração definindo que a reconstrução da Venezuela deve ser conduzida pelos próprios venezuelanos sem intervenção externa. Porém, Guaidó reiterou, no vídeo postado nas redes sociais, que o Grupo de Lima está atento ao agravamento da crise e dos atos de violência. Também afirmou que há um isolamento do governo Maduro. “[Maduro] é um homem sozinho e desesperado”, disse o interino. “A esperança nasceu para não morrer.”

Agência Brasil