1 de maio de 2018, 17:25

MUNDO Na Argentina, Dilma critica ‘ataque à democracia’ e ‘perseguição’ a governos populares

Foto: Reprodução/Twitter

A hoje senadora argentina Cristina Kirchner e Dilma Rousseff, em Buenos Aires

A ex-presidente Dilma Rousseff teve um encontro com Cristina Kirchner, que governou a Argentina entre 2007 e 2015, em Buenos Aires, na Argentina, nesta terça-feira, 1º, com quem conversou sobre o cenário político dos dois países e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma também esteve no país vizinho para participar da Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, onde lançou a obra ‘Lula: A verdade vencerá’. Em postagem no Twitter, Dilma agradeceu a recepção de Cristina Kirchner e afirmou que segue ‘forte e resistente’ contra o que qualifica de perseguição aos governos populares. “Falamos dos ataques à democracia em Brasil e Argentina e da perseguição aos governos populares e às lideranças de nossos países, inclusive da prisão arbitrária de Lula. Seguimos fortes e resistentes”, escreveu Dilma. Também na rede social, a hoje senadora Cristina Kirchner criticou o “retrocesso social e econômico” dos brasileiros e argentinos. “É muita coincidência para ser por acaso”, escreveu Cristina. Mais tarde, na abertura da feira do livro, Dilma esteve com importantes figuras de países da América Latina, como o ex-presidente colombiano Ernesto Samper (1994-1998), e o escritor Adolfo Pérez Esquivel, Nobel da Paz em 1980. De dentro do evento, Esquivel publicou um vídeo no momento em que a plateia cantava “Lula Livre” quando Dilma foi apresentada. Em sua fala, Dilma criticou o processo político brasileiro. “O golpe transformou a lei na maior arma de destruição civil. Destruição da cidadania, dos direitos e das liberdades”, criticou. “É um golpe muito particular: o fazem em nome da lei, mas não fazem mais do que violar a lei”. Ao ir para Buenos Aires, Dilma deixou de participar do ato em apoio ao ex-presidente Lula em Curitiba, que reuniu cerca de duas mil pessoas.

Estadão Conteúdo

1 de maio de 2018, 11:12

MUNDO Trump chama vazamento de perguntas sobre investigação da Rússia de ‘vergonhoso’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, em sua conta no Twitter, que é “vergonhoso” que uma lista de perguntas do conselho especial que investiga a interferência da Rússia nas eleições de 2016 formulou tenha sido vazada para a imprensa. Ontem, o The New York Times publicou quase 50 questões enviadas aos advogados de Trump que abordam as motivações do presidente para demitir o então diretor do FBI, James Comey, em maio do ano passado, além de contatos entre membros da campanha e russos. “É tão vergonhoso que as questões relacionadas a essa caça às bruxas tenham sido ‘vazadas’ para a imprensa”, escreveu Trump. “Nenhuma pergunta sobre conluio. Ah, eu entendo… Vocês inventaram um crime falso, conluio, que nunca existiu, e uma investigação começou com informação sigilosa vazada ilegalmente. Ótimo!”, ironizou. Num segundo tuíte, Trump disse que “pareceria muito difícil obstruir a justiça por um crime que nunca aconteceu”. O presidente tem repetido que a investigação liderada pelo conselheiro especial Robert Mueller é uma “caça às bruxas” e insiste que não houve conluio entre sua campanha e a Rússia. Trump também acusou Comey de vazar informações sigilosas. Mueller foi designado para supervisionar a investigação do procurador-geral após Trump demitir Comey em maio de 2017. Ainda que a equipe de Mueller tenha dito aos advogados de Trump que ele não é considerado um alvo, os investigadores continuam interessados se as ações do presidente constituem obstrução de justiça e querem interrogá-lo sobre alguns acontecimentos. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

30 de abril de 2018, 17:58

MUNDO Duplo atentado em Cabul deixa ao menos 25 mortos, incluindo 9 jornalistas

Ao menos 25 pessoas, incluindo 9 jornalistas, morreram e outras 49 ficaram feridas em dois atentados suicidas nesta segunda-feira, 30, na capital do Afeganistão, Cabul. O segundo ataque foi dirigido especificamente contra a imprensa.Em outro ataque suicida no sul do país, na província de Kandahar, um carro-bomba explodiu contra um comboio de militares romenos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e matou 11 crianças.O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou os ataques em Cabul. Em um comunicado divulgado em um site de propaganda, o grupo afirma que o primeiro atentado atingiu a sede em Cabul do serviço de inteligência (NDS) e das forças de segurança afegãs e o segundo os jornalistas que seguiram para o local.”(Os alvos foram) os apóstatas das forças de segurança, dos meios de comunicação e outras pessoas compareceram ao local da operação, onde um irmão os surpreendeu com seu colete de explosivos”, completou o braço do EI no Afeganistão.Os atentados foram conduzidos na zona de Shashdarak, onde também estão a sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e várias embaixadas estrangeiras. “Seis jornalistas e quatro policiais estão entre os mortos nas duas explosões”, afirmou o porta-voz do ministério do Interior, Najib Danish.A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e o Centro de Jornalistas do Afeganistão anunciaram que nove profissionais da imprensa morreram no atentado – o maior número de vítimas entre trabalhadores da mídia em um único ataque no país -, entre eles Shah Marai, diretor de fotografia da France-Presse em Cabul.De acordo com uma fonte das forças de segurança, o homem-bomba que atacou a imprensa estava disfarçado como um fotógrafo, carregando uma câmera.Cabul se tornou, de acordo com a ONU, o local mais perigoso do Afeganistão para os civis com um aumento dos atentados, geralmente cometidos por homens-bomba e reivindicados pelo Taleban ou pelo EI.Os atentados contra civis provocaram o dobro de vítimas nos primeiros três meses de 2018 – 763 civis mortos, 1.495 feridos – em comparação com o mesmo período de 2017.Um ataque no dia 22 de abril na capital afegã deixou quase 60 mortos e 20 feridos em um bairro de maioria xiita. No dia 27 de janeiro, um atentado na cidade provocou 103 mortes e deixou mais de 150 feridos. / AFP, EFE e REUTERS.

Estadão

30 de abril de 2018, 17:18

MUNDO China envia ministro de Relações Exteriores à Coreia do Norte

A China enviou o ministro de Relações Exteriores, Wang Yi, para a Coreia do Norte enquanto Pequim tenta evitar ser marginalizada nas negociações de alto nível entre Pyongyang, Seul e Washington. O ministro chinês deve visitar a Coreia do Norte na quarta e na quinta-feira a convite do chanceler norte-coreano, Ri Yong Ho. Apesar de nenhuma agenda ter sido divulgada, a visita de Wang vem logo após a reunião de sexta-feira entre os líderes das Coreias do Norte e do Sul, onde os doislados concordaram em buscar um tratado de paz para acabar com a Guerra da Coreia. No domingo, o gabinete presidencial sul-coreano afirmou que Kim Jong-un se comprometeu a fechar um local de testes nucleares em maio. Com o planejamento em andamento para uma reunião entre Kim e o presidente dos EUA, Donald Trump, nas próximas semanas, analistas disseram que Pequim está ansiosa para obter informações sobre essas negociações e garantir um papel chinês em qualquer negociação multilateral que se seguir. Fonte: Dow Jones Newswires.

Estadão Conteúdo

30 de abril de 2018, 17:14

MUNDO Empregos informais representam mais de 60% das vagas em todo o mundo

Os empregos informais já representam mais de 60% das vagas em todo o mundo. A conclusão está no relatório Mulheres e homens na economia informal, divulgado hoje (30) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). No total, são mais de 2 bilhões de pessoas sem contratos fixos ou carteiras assinadas. Os dados não consideram pessoas fora do mercado de trabalho.A informalidade se altera fortemente quando observadas as condições socioeconômicas dos países. Enquanto nas economias mais ricas, a média de vagas informais fica em 18,3%, nas em desenvolvimento e de menor renda o índice salta para 79%. Ou seja, um trabalhador vivendo em uma nação com economias mais frágeis tem quatro vezes mais chances de ficar em um posto informal do que aqueles em áreas com melhores indicadores. A presença do trabalho informal é maior na África (71,9%), seguida de Ásia e Pacífico (60%), Américas (40%) e Europa e Ásia Central (25%). Na América Latina, o índice fica em 53%.Nas zonas rurais, o emprego informal representa 80% do total, quase o dobro do índice verificado nas regiões urbanas (43,7%). Na agricultura, chega a atingir 93,6% dos trabalhadores, enquanto na indústria e nos serviços os percentuais caem, respectivamente, para 57,2% e 47,2%. A informalidade está vinculada também a determinadas modalidades de contratação. O fenômeno é mais comum em vagas de tempo parcial (44%), temporárias (60%) e na combinação dessas duas características (64%). Já em atividades de tempo integral, o índice cai para 15,7%.“Evidências mostram que a maioria das pessoas entram na economia informal não por escolha, mas como uma consequência da falta de oportunidades na economia formal e na ausência de meios de subsistência”, destaca a pesquisa.

Agência Brasil

30 de abril de 2018, 16:59

MUNDO Duplo atentado em Cabul deixa ao menos 25 mortos, incluindo 9 jornalistas

Ao menos 25 pessoas, incluindo 9 jornalistas, morreram e outras 49 ficaram feridas em dois atentados suicidas nesta segunda-feira, 30, na capital do Afeganistão, Cabul. O segundo ataque foi dirigido especificamente contra a imprensa. Em outro ataque suicida no sul do país, na província de Kandahar, um carro-bomba explodiu contra um comboio de militares romenos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e matou 11 crianças. O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou os ataques em Cabul. Em um comunicado divulgado em um site de propaganda, o grupo afirma que o primeiro atentado atingiu a sede em Cabul do serviço de inteligência (NDS) e das forças de segurança afegãs e o segundo os jornalistas que seguiram para o local. “(Os alvos foram) os apóstatas das forças de segurança, dos meios de comunicação e outras pessoas compareceram ao local da operação, onde um irmão os surpreendeu com seu colete de explosivos”, completou o braço do EI no Afeganistão. Os atentados foram conduzidos na zona de Shashdarak, onde também estão a sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e várias embaixadas estrangeiras. “Seis jornalistas e quatro policiais estão entre os mortos nas duas explosões”, afirmou o porta-voz do ministério do Interior, Najib Danish. A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e o Centro de Jornalistas do Afeganistão anunciaram que nove profissionais da imprensa morreram no atentado – o maior número de vítimas entre trabalhadores da mídia em um único ataque no país -, entre eles Shah Marai, diretor de fotografia da France-Presse em Cabul. De acordo com uma fonte das forças de segurança, o homem-bomba que atacou a imprensa estava disfarçado como um fotógrafo, carregando uma câmera.

Estadão

29 de abril de 2018, 08:15

MUNDO Encontro com Kim Jong-un ocorrerá em três ou quatro semanas, diz Trump

Foto: Joshua Roberts/Reuters

Donald Trump afirmou que encontro com Kim Jong-un deve ocorrer nas próximas semanas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a reivindicar crédito pelo encontro histórico de sexta-feira (27) entre os líderes da Coreia do Norte e Coreia do Sul, durante comício na noite deste sábado, 28, em Michigan. “Vamos fazer um grande favor ao mundo (com o acordo). Vamos ver como as coisas se desenvolverão, mas creio que nos sairemos bem”, disse Trump à plateia. O presidente afirmou ainda que o encontro com Kim Jong-un deverá ocorrer nas próximas três ou quatro semanas, o que representa uma antecipação da data prevista pela Casa Branca, que prevê a cúpula para o fim de maio ou início de junho. As duas Coreias se comprometeram na sexta-feira, 27, a trabalhar pela “desnuclearização” da península e pela aprovação de um acordo de paz, a ser assinado ainda em 2018. Mas o comunicado assinado pelo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e pelo ditador norte-coreano, Kim Jong-un, não menciona como o Norte eliminaria seu arsenal nuclear. Ao comparecer ao comício, Trump deixou de comparecer a um jantar com correspondentes em homenagem à primeira emenda à constituição dos EUA, que impede que o Congresso faça qualquer lei que limite a liberdade de expressão e de imprensa, entre outras determinações. Durante seu discurso, o presidente norte-americano abordou os principais temas que têm girado em torno de seu governo nos últimos meses. Um deles referente ao senador democrata Jon Tester, um dos líderes do comitê no Senado que apresentou relatório contra Ronny Jackson, que seria nomeado por Trump como Secretário de Assuntos de Veteranos dos EUA. O relatório acusa Jackson de ter batido um veículo do governo enquanto dirigia embriagado, entre outras alegações. Depois da divulgação do documento, Jackson anunciou, na última quinta-feira, 26, que desistira de sua nomeação ao cargo. Trump criticou duramente “pessoas como Tester” e a imprensa norte-americana que, segundo o presidente, fazem acusações com base em informações de “fontes que não existem”. “Jackson serviu os presidentes (George) Bush e (Barack) Obama, todos disseram que ele era fantástico. O que fizeram com Jackson estão fazendo com muita gente”, disse Trump. “Precisamos votar contra caras como Jon Tester”, acrescentou. Tester busca sua reeleição neste ano. O presidente declarou, ainda, que sabe de “coisas” sobre Tester que não teriam permitido a eleição do senador – se as informações fossem conhecidas do público. Mas não deu mais detalhes sobre o que saberia sobre o democrata.

Estadão Conteúdo

26 de abril de 2018, 21:59

MUNDO Encontro histórico entre líderes das Coreias sacode tabuleiro geopolítico

Foto: Reuters

O líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in

O presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong-un estão reunidos em Panmunjon nesta quinta-feira, 26, onde realizam um encontro histórico. Após se cumprimentarem, Kim cruzou a pé a linha de demarcação militar que separa os dois países, acompanhado por Moon. Eles foram escoltados por uma guarnição de honra até a Peace House, edifício que abrigará a cúpula e que está localizado na margem sul da fronteira intercoreana. Foi neste local que o cessar-fogo de 1953 entre os dois países foi assinado. O processo de aproximação entre Coreia do Sul e Coreia do Norte, iniciado nos Jogos de Olímpicos de Inverno após chegar a um nível muito alto de tensão, será selado nesta sexta-feira (27, pela hora local) com uma cúpula de líderes histórica. Centrada nos Estados Unidos e na Coreia do Sul, as negociações da Coreia do Norte sobre seu programa nuclear têm impacto sobre outros países da região, que em algum momento gostarão de ter uma cadeira na mesa de discussões. Qualquer solução que seja alcançada não terá estabilidade se não contar com o apoio da China, vizinha, maior aliada e principal parceira comercial de Pyongyang, dizem analistas. As conversas têm o potencial de mudar o tabuleiro geopolítico da Ásia e realinhar os interesses dos atores da região. Ao alcance de armas convencionais e nucleares da Coreia do Norte, o Japão é o país que acompanha com mais apreensão a reaproximação entre os dois lados da Península Coreana. Norte e Sul são marcados pelos 35 anos de ocupação japonesa no início do século passado, quando eram um país unificado, e nutrem um ressentimento histórico em relação a Tóquio. Segunda maior aliada de Pyongyang, a Rússia também tem interesse nos destinos da negociação. Não por acaso, todos esses países integravam as conversas que tentavam uma saída para a crise até 2009, quando foram abandonadas pela Coreia do Norte. “Não é possível ter qualquer acordo ou solução que não agrade à China”, disse Robert Daly, diretor do Instituto Kissinger sobre China e EUA do Wilson Center, em Washington. Segundo ele, nos últimos dois anos, Pequim tentou se distanciar do problema e apresentá-lo como algo que dizia respeito a Washington e Pyongyang. “A China pintou a Coreia do Norte e os EUA como crianças irracionais e a si mesma como o adulto racional”. O cálculo não previa o súbito anúncio de que o presidente americano, Donald Trump, estava disposto a se encontrar com o norte-coreano Kim Jong-un, que passou os primeiros sete anos de seu governo isolado do mundo exterior e concentrado no desenvolvimento de seu programa nuclear. O chinês Xi Jinping reagiu e convidou Kim a visitar Pequim, o que ocorreu há um mês. Pyongyang também despachou seu ministro das Relações Exteriores para Moscou, onde ele se encontrou com o chanceler russo, Serguei Lavrov, há pouco mais de duas semanas. Lu Chao, especialista em Coreia do Norte da Academia de Ciências Sociais de Lioaning, na China, disse à Voz da América que será inevitável a participação de Pequim nas negociações. “O progresso de uma solução pacífica na península está intimamente relacionado aos interesses da China e não há maneira de a China se esconder nos bastidores e ser apenas um espectador”. Apesar de EUA, Coreia do Sul e China exigirem a desnuclearização da Coreia do Norte, há quase um consenso em Washington de que isso não ocorrerá, afirmou Daly, do Instituto Kissinger. “Quando olharmos para trás daqui a cinco ou dez anos, provavelmente, veremos essas cúpulas como o início do processo pelo qual os EUA e a comunidade internacional, gradualmente, se acomodarão à realidade de que a Coreia do Norte tem armas nucleares”. Dependendo de como as conversas avançarem, elas poderão afetar de maneira negativa a aliança entre os EUA e seus dois principais aliados na região, a Coreia do Sul e o Japão. Em artigo publicado na revista Foreign Affairs, Sheila Smith observou que divergência em relação a negociações com a Coreia do Norte esgarçaram os laços entre Washington e Tóquio no passado, o que poderá voltar a ocorrer agora. Na semana passada, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, encontrou-se com Trump e alertou para o risco de Kim usar as negociações para ganhar tempo. “O líder do Japão deve estar preocupado com a possibilidade de Trump repetir os erros do passado e ceder logo em um esforço de evitar o confronto militar”, escreveu Smith.

Estadão Conteúdo

24 de abril de 2018, 11:18

MUNDO Número de mortos em incidente em Toronto sobe para dez

Um homem de 25 anos foi o responsável por dirigir uma van alugada em uma rua movimentada de Toronto nesta segunda-feira, 24, e que deixou ao menos dez mortos e 15 feridos em um incidente. A polícia canadense disse que prendeu Alek Minassian, de Richmond Hill, Ontario, após um breve período de tempo depois que o incidente ocorreu. O motivo para o ato ainda não foi é conhecido.”Não podemos chegar a nenhuma conclusão firme neste momento”, disse o ministro de Segurança Pública do Canadá, Ralph Goodale. Ele não se referiu à ação como ataque terrorista e disse, apenas que se tratava de um “incidente muito sério”. A polícia de Toronto, no entanto, afirmou que o ataque “parece ter sido intencional”.A van pulou na calçada por volta das 13h30 desta segunda (horário local), atingindo os pedestres. A polícia disse que 26 minutos se passaram entre a primeira ligação ao serviço de emergência e a prisão do motorista.”Estou sem palavras. Não posso acreditar que isso tenha acontecido aqui. Coisas assim não acontecem no Canadá”, disse a enfermeira Melissa Phillips, que passeava com seu cachorro na noite desta segunda-feira, a poucos passos de onde pedestres haviam sido atingidos mais cedo.

Estadão

23 de abril de 2018, 19:17

MUNDO Chega a 9 número de mortos em atropelamento em Toronto; 16 ficam feridos

Autoridades canadenses informam que 9 pessoas morreram e 16 ficaram feridas após um motorista atropelar pedestres com uma van ao norte de Toronto, nesta segunda-feira, 23. De acordo com a polícia, o motorista foi levado sob custódia.Não ficou imediatamente claro o que levou o veículo a atingir os pedestres em um cruzamento movimentado na região centro-oeste da cidade. A polícia não identificou imediatamente quem era o motorista. “Neste momento, é muito cedo para dizer o que houve e se houve algum motivo. Também não podemos dizer neste momento a extensão ou o número de pessoas feridas”, disse a porta-voz da polícia de Toronto, Meaghan Gray.A polícia fechou uma região da cidade após o incidente e a agência de trânsito de Toronto disse que suspendeu o serviço da linha de metrô que atravessa a área.O incidente ocorreu quando ministros de países integrantes do G-7 se encontravam no Canadá para discutir uma série de questões internacionais antes da reunião do G-7, que ocorre em junho, em uma cidade próxima a Quebec.Questionado, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, afirmou que o governo está acompanhando a situação, mas disse que precisa de mais informações sobre o incidente.

Estadão

23 de abril de 2018, 13:45

MUNDO Primeiro-ministro da Armênia renuncia após protestos

O primeiro-ministro armênio Serzh Sargsyan renunciou nesta segunda-feira, 23, de forma inesperada. A decisão vem após os protestos contra o governo que começaram no dia 13 de abril. Moradores da capital foram às ruas para comemorar quando souberam da notícia, divulgada através do site de Sargsyan. A indicação de Sargsyan ao cargo faz parte do processo de transição para um novo sistema de governo na Armênia, que vai reduzir os poderes do presidente e fortalecer o do primeiro-ministro. Críticos viram a nomeação como uma manobra do político para permanecer no poder. Ele foi presidente da Armênia até 2008, quando os limites do mandato o obrigaram a sair do cargo. Em seu lugar, foi eleito Armen Sarkisian, ex-primeiro-ministro e embaixador. Fonte: Associated Press.

23 de abril de 2018, 12:30

MUNDO Coreia do Sul interrompe propaganda anti-Coreia do Norte antes de reunião

A Coreia do Sul interrompeu nesta segunda-feira a emissão de propaganda contra a Coreia do Norte na fronteira, no momento em que os dois países fecham detalhes para um encontro de líderes. A reunião, prevista para esta sexta-feira, deve ter um foco no programa nuclear do regime de Pyongyang. O governo sul-coreano tem usado alto-falantes para emitir propaganda e músicas do pop sul-coreano (K-pop) desde que os norte-coreanos fizeram seu quarto teste nuclear, no início de 2016. A Coreia do Norte, por sua vez, passou a lançar balões com folhetos contra a Coreia do Sul do outro lado da fronteira. A Coreia do Sul interrompeu essas transmissões na segunda-feira para reduzir a tensão militar e estabelecer um ambiente de diálogo pacífico, de acordo com nota do Ministério da Defesa de Seul. O país disse esperar que isso interrompa a propaganda dos dois lados. A agência Yonhap, citando uma fonte do governo, disse que a Coreia do Norte aparentemente interrompeu boa parte de suas emissões de propaganda nesta segunda-feira. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, devem se reunir na vila de Panmunjon, na fronteira entre os países. Kim deve ainda ter outro encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, em maio ou no início de junho, no que deve ser o primeiro encontro de cúpula entre esses países. Kim tem dito que está disposto a negociar o programa nuclear. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

23 de abril de 2018, 07:30

MUNDO Mario Benitez vence eleição no Paraguai e promete país sem divisões

O Paraguai tem novo presidente: o candidato governista Mario Abdo Benitez, de 46 anos, foi eleito nesse domingo (22), assegurando a continuidade do Partido Colorado, no poder há sete décadas. No primeiro discurso como presidente eleito, ele reiterou a promessa de campanha, de combater a corrupção e prometeu nova era de união, sem “divisões estéreis”. Os resultados finais da eleição serão divulgados nesta segunda-feira (23), mas, ontem à noite, simpatizantes do Partido Colorado foram às ruas com suas bandeiras vermelhas para comemorar mais uma vitória. Desde 1947, quase todos os presidentes (com exceção de um) foram colorados – inclusive o ex-ditador Alfredo Stroessner, que governou o pais durante 35 anos e de quem o pai de Mario Abdo foi secretário particular. “Não posso deixar de lembrar meu pai, que foi um grande colorado”, disse Abdo, ao comemorar a eleição. Ele estava na frente dos outros nove candidatos à presidência. Com 96% das urnas apuradas, ele tinha assegurado 46,65% dos votos. Seu principal rival, Efraim Alegre, do Partido Liberal, tinha 42,73%. A vitória foi apertada, comparada com as pesquisas de opinião, que previam uma diferença de 20% (e não de 10%) entre Abdo e Alegre. Mas, no final da noite, a Justiça Eleitoral paraguaia disse que a tendência, favorável ao candidato governista, já era considerada irreversível. “O povo votou pela unidade do Paraguai, não pela divisão. Hoje me comprometo a ser um fator de união no futuro do Paraguai”, disse Abdo. Ele promete continuar a política de incentivos fiscais do atual presidente Horácio Cartes, que ajudou a atrair investimentos e empresas estrangeiras – muitas delas do Brasil. Nos últimos cinco anos, a economia paraguaia cresceu, em média, 6%. Um dos desafios vai ser combater a pobreza, que atinge um terço da população.

Monica Yanakiew, Agência Brasil

22 de abril de 2018, 17:07

MUNDO Alta do preço do petróleo pesa sobre economia americana

Os preços do petróleo estão caminhando para atingir US$ 70 o barril, um peso sobre a economia dos Estados Unidos que é suportável, por enquanto, mas que pode causar problemas, caso continuem a subir. A última vez em que os preços do petróleo dos EUA chegaram a US$ 70, em 2014, eles estavam em meio a um forte colapso. Muitos investidores acreditavam que os preços logo se estabilizariam ou até se recuperariam. Em vez disso, eles continuaram a mergulhar, chegando a um patamar em 2016 de US$ 26. Essa queda causou problemas aos produtores de petróleo, com reflexo sobre ações, títulos e na economia em geral. O rali deste ano é um sinal do quanto mudou em poucos anos. O crescimento global aumentou, enquanto o desemprego nos EUA caiu. Uma jogada dos maiores produtores de petróleo do mundo para cortar a produção tem sido bem-sucedida na eliminação de um enorme excesso, com a ajuda da crescente demanda. Os preços do petróleo subiram mais de 60% desde as baixas do último verão e os produtores dos EUA estão exportando mais petróleo bruto do que nunca.

Estadão Conteúdo

22 de abril de 2018, 12:54

MUNDO Papa pede fim da violência na Nicarágua

O papa Francisco declarou neste domingo (22) que está preocupado com a situação na Nicarágua e, após a reza de Regina Coeli perante milhares de fiéis na Praça São Pedro, pediu “o fim da violência” no país centro-americano. “Estou preocupado com o que está ocorrendo nestes dias na Nicarágua, onde, após um protesto social, ocorreram enfrentamentos que causaram mortes”, disse o pontífice, referindo-se às recentes manifestações contra a reforma da Previdência Social naquele país. Os protestos na Nicarágua tiveram início na quarta-feira (18), mas pioraram no sábado (21), deixando pelo menos dez mortos, segundo informações do governo. Os organismos humanitários asseguraram ontem (21) que 24 pessoas foram mortas. “Manifesto minha proximidade na oração a esse amado país e faço uma chamada para que acabem com toda essa violência, evitem um inútil derramamento de sangue e resolvam pacificamente as questões abertas”, disse o papa. O bispo auxiliar da Arquidiocese de Manágua, Silvio Báez, um dos mais influentes da Nicarágua, qualificou os estudantes que protestam contra o governo como “reserva moral”.

Agência Brasil