11 de dezembro de 2018, 21:00

MUNDO Israel espera mudança de embaixada do Brasil para Jerusalém em janeiro

Foto: Jack Guez/AFP Photo

Bandeiras de Israel e Brasil na embaixada brasileira em Tel Aviv

A vice-ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Hotovely, disse “esperar que a embaixada brasileira se mude para Jerusalém em janeiro”, logo depois que o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, tome posse. A afirmação foi feita no domingo, 9, durante a conferência anual dos embaixadores do Ministério das Relações Exteriores, e relatada pelo jornal israelense Haaretz. Hotovely, que é do Likud, partido do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, também afirmou que é importante “continuar a campanha para conseguir que mais embaixadas estrangeiras se mudem” para Jerusalém. “Em maio, marcaremos um ano desde a mudança da embaixada dos Estados Unidos para a capital, e temos uma janela histórica de oportunidade para trazer o maior número possível de embaixadas estrangeiras a Jerusalém”, disse ela, acrescentando: “o mundo é simples – nós tivemos apenas uma capital nos últimos 3.000 anos, e é Jerusalém “. Alguns dias depois de vencer as eleições, Bolsonaro disse que pretende transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. “Como dito anteriormente durante nossa campanha, pretendemos transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. Israel é um Estado soberano e nós devemos respeitar isso”, escreveu Bolsonaro em sua conta no Twitter. Israel saudou a vitória, com o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu ligando para Bolsonaro para parabenizá-lo e dizendo estar confiante de que sua vitória “levará a uma grande amizade entre os dois povos e ao fortalecimento dos laços entre o Brasil e Israel”. Trump reverteu abruptamente décadas de política americana no ano passado quando reconheceu Jerusalém como a capital de Israel, gerando indignação dos palestinos e do mundo árabe e preocupação entre os aliados ocidentais de Washington. Após o reconhecimento, a embaixada dos EUA foi transferida de Tel Aviv para Jerusalém em maio. Nesta quarta-feira, 12, o governo da Austrália deve reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, informou um relatório do Ministério das Relações Exteriores do país. A decisão foi tomada na semana passada e ratificada na terça-feira, 11, em uma reunião de gabinete do primeiro-ministro do país, Scott Morrison. Não ficou claro se o governo australiano reconhecerá Jerusalém ou apenas Jerusalém Ocidental como a capital de Israel, segundo um relatório. A embaixada, no entanto, não será transferida para a nova capital reconhecida, e um escritório consular será instalado na cidade. Fontes disseram ao jornal Haaretz que a razão pela qual a embaixada não será realocada é o custo, estimado em US$ 200 milhões. O primeiro-ministro australiano disse a Netanyahu em outubro que estaria propenso a reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e transferir a embaixada para lá. Morrison, um evangélico devoto e líder do Partido Liberal, assumiu o cargo em agosto. “Estou aberto a prosseguir com a mudança (mudar a embaixada) e fazer isso junto com os colegas do gabinete”, disse Morrison, segundo o Daily Telegraph.

Estadão Conteúdo

10 de dezembro de 2018, 13:03

MUNDO Governo deu passo desesperado de adiar votação do Brexit, diz líder da oposição

O líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, Jeremy Corbyn, disse há pouco que o governo britânico “decidiu” que o acordo do Brexit da primeira-ministra Theresa May é tão “desastroso” que deu o “passo desesperado” de postergar na última hora a votação do próprio projeto de lei para o divórcio da União Europeia. Para o principal parlamentar de oposição ao governo do Partido Conservador, a premiê deveria ter “voltado a Bruxelas para renegociar ou convocado uma eleição para o público eleger um novo governo que pudesse fazê-lo”. “O plano alternativo dos Trabalhistas por um acordo com empregos em primeiro lugar tem de tomar a frente do palco em quaisquer futuras conversas com Bruxelas.”

Estadão Conteúdo

5 de dezembro de 2018, 14:23

MUNDO Mercosul se reúne em Brasília na busca por fechar acordo com UE

Os ministros das Relações Exteriores de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai se reunirão a partir de amanhã (6) em Brasília em busca de um denominador comum que permita concluir ainda este ano o acordo comercial negociado entre o Mercosul e a União Europeia (UE). No encontro, eles vão analisar o resultado da última rodada de negociações entre ambas as partes, realizada entre 12 e 20 de novembro em Bruxelas e que, como as anteriores, terminou sem grandes progressos. A reunião também servirá para diminuir dúvidas geradas por afirmações do presidente da França, Emmanuel Macron, que condicionou os avanços entre Mercosul e União Europeia ao comprometimento do presidente eleito, Jair Bolsonaro, ao Acordo de Paris que define uma série de ações para conter o aquecimento global. Segundo Macron, a França não será favorável à assinatura de “acordos comerciais amplos” com países que se opõem ao Acordo de Paris. As negociações entre o Mercosul e a UE continuam travadas por diferenças nos setores agropecuário, automotriz e lácteo, e questões de acesso a mercados, entre outros pontos. Ambos os blocos discutem um acordo comercial desde 2000, quando começaram formalmente negociações técnicas que se arrastaram sem sucesso desde então, apesar da “vontade política” alegada pelas partes durante todo o processo.

Agência Brasil

3 de dezembro de 2018, 17:29

MUNDO Cão de George H. W. Bush fica ao lado do caixão de ex-presidente

Foto: Reprodução/Instagram

Sully, o cão do ex-presidente dos EUA George H. W. Bush

A presença de um cachorro na vida das pessoas que passam por algum problema de saúde é valiosa. E não foi diferente com o ex-presidente dos Estados Unidos George H. W. Bush, que sofria com a doença de Parkinson. O ex-líder americano morreu, aos 94 anos, na sexta-feira, 30. O cãozinho Sully, um labrador, foi dado a Bush para abrir portas, pegar itens e conseguir ajuda para ele. O animal foi dado em junho pela organização sem fins lucrativos VetDogs. Neste domingo, 3, uma foto de Sully ao lado do caixão do dono, coberto com a bandeira dos Estados Unidos, foi publicada nas redes sociais e viralizou. No perfil no Instagram criado para acompanhar a rotina do cãozinho, a frase “Missão cumprida” arrancou lágrimas dos seguidores. Sully deve retornar para os responsáveis pela VetDogs, em Nova York, antes de ingressar no Programa Dog Facility do Centro Médico Militar Nacional Water Reed.

Estadão

2 de dezembro de 2018, 08:32

MUNDO México negocia com Cuba levar médicos que saíram do Brasil

Foto: Ed Ferreira/Estadão

México deve receber pelo menos 3 mil médicos cubanos que vinham trabalhando no Brasil

O novo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, está prestes a fechar um acordo para receber pelo menos 3 mil médicos cubanos que vinham trabalhando no Brasil. A negociação entre o primeiro representante da esquerda a chegar à presidência mexicana e o regime cubano começou em setembro, segundo apurou o Estado. Cuba anunciou que retiraria seus médicos do Brasil no dia 14. As tratativas foram mantidas em sigilo, até agora. Obrador tem um plano de austeridade que pretende reduzir o salário de servidores públicos, entre eles os médicos. Os cubanos que passaram pelo Brasil, portanto, ajudariam a cobrir cortes nos gastos públicos. “É austeridade, não vingança”, repetiu Obrador como um slogan durante sua campanha. Lázaro Cárdenas Batel, o novo coordenador de assessores da presidência mexicana, tem sido o elo entre os representantes do regime cubano, presidido por Miguel Díaz-Canel, e colaboradores dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O objetivo: uma adaptação mexicana do Mais Médicos, um programa que envolveu cerca de 15 mil especialistas cubanos designados para 1,6 mil municípios em algumas das áreas de mais difícil acesso do Brasil. Cárdenas Batel é o herdeiro de uma dinastia identificada com as causas de esquerda no México. Tanto ele quanto seu pai, Cuauhtémoc Cárdenas Solórzano, mantêm sólida amizade com os membros do PT. A relação entre Cárdenas e Lula e seus colaboradores mais próximos ultrapassa a diplomacia, diz Jesús Vázquez Martínez, colaborador de Cuauhtemoc Cárdenas quando ele foi governador de Michoacán (sul do México), na década de 80, e prefeito da Cidade do México, entre 1997 e 1999. “Ele sempre manteve a vocação para defender as causas da esquerda. Sua relação com Lula começou há pelo menos 15 anos”, explica. Cuauhtémoc Cárdenas visitou Lula na prisão há três meses e disse várias vezes em público que o ex-presidente brasileiro é vítima de uma “injustiça”. Lula está preso acusado de corrupção, como parte da Operação Lava Jato, que teve desdobramentos em vários países latino-americanos. Vázquez Martínez lembra que Lula e o ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil Celso Amorim até foram à região de Michoacán em 2003, em uma rara visita de um presidente e membros-chave de seu gabinete a um Estado mexicano. Amorim foi precisamente quem manteve conversações com Lázaro Cárdenas Batel, o coordenador de assessores de Obrador para selar o acordo entre Cuba e México. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

1 de dezembro de 2018, 11:55

MUNDO Manifestantes entram em confronto com polícia em Paris; mais de 122 foram presos

Foto: Reprodução/Estadão

Manifestantes contrários ao aumento de impostos para combustíveis na França

Centenas de manifestantes contrários ao aumento de impostos para combustíveis na França voltaram a entrar em confronto com policiais neste sábado nos arredores da Avenida Champs Elysées e do Arco do Triunfo, em Paris. Segundo o jornal francês Le Monde, ao menos 122 pessoas foram presas. Os manifestantes construíram barricadas no meio das ruas, atearam fogo e lançaram pedras contra os policiais, que dispararam bombas de gás lacrimogêneo e canhões d’água para tentar dispersar o grupo. No sábado passado (24), mais de 106 mil pessoas saíram às ruas de diversas localidades francesas em protesto. Conhecidos como “coletes amarelos”, os manifestantes marcharam até a Champs Elysées carregando uma faixa na qual se lia “Macron, pare de achar que somos pessoas estúpidas”. Além de serem contra o aumento de impostos, eles também se opõem a políticas mais amplas do presidente francês, acusado de estar indiferente às dificuldades econômicas da população. Mácron defende que os impostos sobre combustíveis são necessários para reduzir a dependência da França de combustíveis fósseis, mas prometeu novos planos para tornar a “transição energética” mais fácil. Os protestos tiveram início no dia 17 de novembro. Ainda neste sábado, foram realizados protestos em outras regiões da França, como Gironda, Brest, Toulouse, Montpellier, Lille e Marselha. As autoridades do país vêm enfrentando dificuldades para lidar com o movimento, pelo fato de ele não possuir uma liderança clara e estar atraindo um grupo diverso de pessoas, com múltiplas demandas. Os manifestantes se autodenominaram “coletes amarelos” em alusão aos coletes refletivos que motoristas têm de manter em seus veículos.

Estadão Conteúdo

1 de dezembro de 2018, 07:01

MUNDO Morre George H. W. Bush, ex-presidente dos Estados Unidos

Foto: Estadão/Reprodução

O ex-presidente dos Estados Unidos George H. W. Bush

Morreu nesta sexta-feira, 30, aos 94 anos, o ex-presidente dos Estados Unidos George Herbert Walker Bush. A informação foi confirmada por seu porta-voz, Jim McGrath, pelo Twitter. As causas da morte não foram divulgadas. Filho e também ex-presidente, George W. Bush divulgou uma declaração na qual lamenta, em nome de seus irmãos, a morte do pai. “George H. W. Bush foi um homem do mais alto caráter e o melhor pai que um filho ou filha poderia querer. Toda a família Bush está profundamente agradecida pela vida e pelo amor do 41º, pela compaixão daqueles que rezaram por nosso pai e pelas condolências de amigos e cidadãos”, afirmou em nota. Em Buenos Aires para a cúpula do G-20, o atual presidente Donald Trump lamentou a morte de Bush. No comunicado, divulgado pelo Twitter, o republicano elogiou o ex-presidente por sua “liderança inabalável” e pela condução para uma “conclusão pacífica e vitoriosa da Guerra Fria”. Também pelo Twitter, o democrata Barack Obama afirmou que a “América perdeu um patriota e humilde servo” e cumprimentou a família do ex-presidente. “Nossos corações estão pesados hoje, mas também estão cheios de gratidão. Nossos pensamentos estão com toda a família Bush hoje e com todos que foram inspirados pelo exemplo de George e Barbara”, afirmou o ex-presidente. Em 2011, quando ainda ocupava a Casa Branca, Obama homenageou Bush com a Medalha Presidencial da Liberdade. No início de 2018, George W. H. Bush ficou quase duas semanas internado em um hospital no Texas por conta de uma infecção sanguínea. Na oportunidade, ele foi hospitalizado poucas horas depois de comparecer ao funeral de sua mulher, a ex-primeira-dama Barbara Bush, que morreu no dia 17 de abril. O ex-presidente sofria de um tipo de Parkinson que lhe causava dificuldade para caminhar e foi hospitalizado em diferentes ocasiões nos últimos anos. Em 2016, foi internado por problemas respiratórios. Em 2015, rompeu uma vértebra do pescoço após sofrer uma queda. Nascido na cidade de Milton, no Massachusetts, em 12 de junho de 1924, Bush foi um dos mais jovens pilotos de combate dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Aos 18 anos, adiou sua entrada na Universidade de Yale – onde depois se graduaria como economista – para servir a Marinha norte-americana. Em 1944, seu avião foi atingido por um inimigo, o obrigando a saltar de paraquedas para, posteriormente, ser resgatado por um submarino norte-americano. Com um currículo como congressista, embaixador das Nações Unidas e diretor da CIA, Bush foi vice-presidente de Ronald Reagan durante dois mandatos. Em 1988, venceu o democrata Michael Dukakis para se tornar o 41º presidente dos Estados Unidos. Da Casa Branca, liderou o fim da Guerra Fria, a primeira guerra do Golfo e a invasão do Panamá enquanto a União Soviética se dissolvia e a Alemanha se reunificava. Em 1991 assinou com o então líder soviético, Mikhail Gorbatchov, o Tratado de Redução de Armas Estratégicas para limitar o número de mísseis nucleares. No entanto, foi sua liderança na Guerra do Golfo (1990-1991), alcançando a saída do Iraque do Kuwait com um número mínimo de vítimas americanas, que lhe transformou no presidente mais popular do país até então, com 89% de aprovação. Bush organizou uma coalizão militar de mais de 30 países contra a invasão do ditador iraquiano Saddam Hussein no Kuwait em agosto de 1990. Com a ação, conseguiu a libertação do pequeno país petroleiro em cinco semanas de ofensiva aérea e 100 horas de combate terrestre. Outra das suas grandes operações no exterior foi a invasão do Panamá em dezembro de 1989, com a captura do ditador Manuel Antonio Noriega, requerido pela Justiça dos Estados Unidos por narcotráfico. A popularidade que conquistou entre os americanos com suas vitórias na política exterior foi minada, entretanto, pela recessão econômica. A crise o obrigou a romper sua grande promessa eleitoral de não aumentar os impostos. A célebre frase “leia os meus lábios, não haverá novos impostos”, emblema do seu discurso de aceitação como candidato republicano em 1988, perseguiu-o depois na campanha pela reeleição de 1992. Além disso, a recusa para ampliar o combate ao desemprego por medo de aumentar o déficit também minou sua popularidade. Bush foi associado negativamente às suas origens privilegiadas, no seio de uma família rica da Nova Inglaterra. O ex-presidente era filho de Prescott Bush, um grande banqueiro de Wall Street que foi senador federal. Em 1992, “Bush Pai” foi derrotado nas urnas pelo democrata Bill Clinton. Seu filho, George W. Bush, retomaria a Casa Branca ao ser eleito o 43º presidente dos Estados Unidos oito anos depois, em 2000. Juntos, os Bushs foram a segunda dupla de pai e filho a ocupar o cargo. Os primeiros foram John Adams (1797-1801) e John Quincy Adams (1825-1829).

Estadão Conteúdo

30 de novembro de 2018, 14:03

MUNDO Brasil sediará 11ª Cúpula do Brics em 2019

A 10ª Cúpula do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, será realizada no Brasil no ano que vem. A confirmação foi anunciada hoje (30) por meio de nota oficial, após reunião do presidente Michel Temer com os líderes do grupo, em Buenos Aires, na Argentina, onde participam da cúpula do G20. Paralelamente, Temer e os demais líderes reiteraram a preocupação com a forma como vem ocorrendo a expansão econômica global. Em nota, eles destacaram que há riscos, se o movimento atual for mantido, de ser “menos equilibrada” e de aumento de retração. “Receamos que os impactos negativos das políticas de normalização de algumas das maiores economias avançadas sejam uma importante fonte da volatilidade experimentada recentemente por economias emergentes.” O caminho, segundo os líderes do Brics, é o do “diálogo e da coordenação de políticas, no espírito de parceria, no G20 e em outros fóruns, para prevenir que potenciais riscos se espalhem”.

29 de novembro de 2018, 19:55

MUNDO Avião de Merkel com destino à Argentina faz pouso de emergência

Foto: Reprodução/Estadão

Carros de bombeiros se aproximam de aeronave da chanceler alemã, que pousou em Colonia

O avião da chanceler alemã, Angela Merkel, que se dirigia à Argentina para a cúpula do G-20, teve de fazer um pouso de emergência na cidade alemã de Colônia devido a um problema técnico, indicou o governo. “Após um problema técnico, o avião governamental aterrissou de forma segura em Colônia há alguns minutos”, indicou o governo às 20h20 GMT (18h20 em Brasília). A fonte não informou quando Merkel poderá prosseguir viagem a Buenos Aires. Segundo a agência DPA, que viaja com a chanceler, ela embarcará em outro avião ainda esta noite para chegar à cúpula do G-20. Os bombeiros esperavam na pista de pouso a aeronave, um Airbus A340-300, com o nome de Konrad Adenauer, primeiro chanceler alemão do pós-guerra, indicou a DPA. De acordo com a agência de notícias alemã, o comandante da aeronave informou aos passageiros por volta das 19h30 locais (17H30 de Brasília) que a aeronave deveria se dirigir à Colônia porque um problema técnico provocou a interrupção de vários sistemas elétricos. “Não se preocupem, vamos aterrissar de forma segura na Colônia”, disse. A aeronave voltou quando sobrevoava a Holanda e dirigiu-se à Colônia, onde se encontra a base do avião e o único avião substituto, informou a DPA. O pouso foi brusco. A aeronave ainda tinha muito combustível e o peso a obrigou a usar fortemente os freios.

Estadão Conteúdo

27 de novembro de 2018, 17:46

MUNDO “Oportunidade histórica”, diz Bolton sobre parceria de Trump com Bolsonaro

Foto: Julie Jacobson/AP

John Bolton é o conselheiro de segurança nacional do presidente americano, Donald Trump

O conselheiro de segurança nacional do presidente americano, Donald Trump, John Bolton, disse à imprensa nesta terça-feira (27) que vê como uma “oportunidade histórica” a aproximação com o governo de Jair Bolsonaro. Bolton se reunirá com Bolsonaro na quinta-feira (29). “É uma oportunidade histórica para Brasil e EUA trabalharem juntos em vários setores, como economia, segurança e outros”. Segundo o secretário americano, o objetivo da visita é também ouvir as prioridades de Bolsonaro e “preparar o terreno” para um encontro entre os dois presidentes. No horizonte da cooperação bilateral, está ainda construção de uma estratégia regional para lidar com a influência da China no continente e para combater a ideologia disseminada por Cuba e Venezuela. As informações são do site O Antagonista.

26 de novembro de 2018, 17:45

MUNDO Maduro cede e aceita ajuda humanitária de US$ 9,2 mi da ONU na Venezuela

Foto: Reprodução/Estadão

Sem fazer alarde, a ONU começará a prestar ajuda humanitária dentro da Venezuela para atender o setor de saúde e de alimentação, numa iniciativa que visa estabilizar o fluxo de refugiados e imigrantes que deixam o país. Por anos, o governo de Nicolás Maduro se recusou a aceitar qualquer ajuda internacional, alegando que isso se trataria de uma justificativa para eventualmente promover uma intervenção militar na Venezuela. A ONU confirmou que, até o mês passado, o governo venezuelano se recusava a falar de uma “emergência humanitária” e, portanto, não permitia a atuação no país das agências internacionais. O Estado apurou, porém, que um pacote inicial de US$ 9,2 milhões será liberado para a atuação de agências internacionais em Caracas e outras regiões, em uma mudança radical na postura do governo Maduro. O dinheiro, porém, ficará sob o controle das agências externas. Procurado, o governo venezuelano não deu uma resposta sobre os motivos pelos quais a ajuda passou a ser aceita. A crise na Venezuela resultou no êxodo de 3 milhões de pessoas, no que é considerado o maior fluxo na história recente da América Latina. Apenas em 2018, mais de 205 mil venezuelanos solicitaram refúgio, além de outras centenas de milhares que cruzam fronteiras na condição de migrantes. A avaliação na ONU é de que o fluxo ainda aumentará nos próximos meses e apenas uma melhora real das condições de saúde e alimentação fará as pessoas permanecerem no país. Na próxima semana, a crise venezuelana entrará pela primeira vez na lista dos programas humanitários divulgados pelas Nações Unidas. A entidade lançará um apelo global para crises em Iêmen, Síria, Líbia e outros países em crise. A reportagem confirmou que a Venezuela passará a fazer parte do apelo internacional. Aprovados nesta semana, US$ 2,6 milhões serão destinados à Unicef para que possa ajudar na “recuperação nutricional de crianças com menos de cinco anos de idade, mulheres grávidas ou que estejam amamentando”. Oito Estados da Venezuela serão atendidos. Um outro cheque de US$ 1,7 milhão será destinado ao atendimento de mulheres e meninas, principalmente nos Estados de fronteira com a Colômbia e Brasil. Mas a maior parcela do dinheiro irá para a Organização Mundial da Saúde (OMS). A agência terá US$ 3,6 milhões para gastar no fortalecimento de hospitais, ajudar a pagar salários e até mesmo na compra de remédios. Na avaliação de um alto funcionário das Nações Unidas, o colapso econômico levou a uma “devastação” dos serviços públicos. “Nos hospitais, um número considerável de pessoas já estava trabalhando virtualmente de graça”, contou, na condição de anonimato. Segundo a fonte ouvida pela reportagem, até agora, as agências internacionais estavam lidando apenas “com os sintomas da crise”, até então, apenas fora dos limites do país – 40 entidades têm atendido à população que deixou o país. Na ONU, fontes acreditam que este primeiro passo da ajuda humanitária marque o início de um processo que permitirá uma presença maior da entidade no país. Jorge Arreaza, chanceler venezuelano, indicou em meados do ano, em Genebra, que o país não vivia uma “emergência humanitária”, que “todos tinham acesso a saúde” e que a crise era “manobrada” pelos americanos, em busca de fazer o governo Maduro renunciar. Mas os dados apontavam que crise econômica e política que assolou a Venezuela nos últimos anos levou a um colapso do sistema de saúde do país. A Organização Pan-americana de Saúde (Opas), por exemplo, indicou a fuga de um a cada três médicos do país e a explosão de casos de Aids, malária, tuberculose, sarampo, difteria e outras doenças. Em 2014, por exemplo, existiam registrados 66,1 mil médicos na Venezuela. Em 2018, 22 mil já deixaram o país. Os dados de mortalidade infantil também mostraram que o país regrediu em 40 anos. Depois de anos de melhorias, os índices de 2017 eram equivalentes ao que se registrava na Venezuela em 1977. No Estado de Miranda, um estudo ainda mostrou que os idosos chegaram a perder 16 quilos por ano em média por escassez de alimentos.

Estadão Conteúdo

25 de novembro de 2018, 09:55

MUNDO Partido irlandês diz que não apoiará acordo do Brexit sob nenhuma circunstância

A líder do Partido Unionista Democrático (DUP), Arlene Foster, disse que seu partido não apoiará o atual acordo do Brexit “sob nenhuma circunstância”. A declaração aconteceu minutos após os líderes da União Europeia terem comunicado a aprovação do pacto. Segundo Foster, o acordo atual separa a Irlanda do Norte do Reino Unido. Ela defende mais negociações para formatar um novo plano. “Acredito que nós deveríamos usar o tempo agora para procurar uma terceira via, um meio diferente e melhor”, disse à BBC.

Estadão Conteúdo

24 de novembro de 2018, 10:51

MUNDO Polícia francesa lança gás lacrimogêneo sobre marcha contra preço de combustível

A polícia de Paris usou canhões d’água e bombas de gás lacrimogêneo para conter o avanço de milhares de manifestantes pelas ruas da capital da França, no entorno dos famosos Campos Elísios, que marcham em protesto e até bloqueiam algumas vias contra o aumento dos impostos sobre combustíveis. A resposta do Ministério do Interior francês foi empregar milhares de agentes de segurança, com a promessa pelo titular da pasta, Christophe Castaner, de medidas duras contra multidões desordeiras. As tensões vêm se avolumando em torno do movimento, que atraiu mais de 250 mil pessoas há uma semana para manifestações em todo o país, da Provence à Normandia. Ao longo da última semana de protestos, duas pessoas morreram e centenas ficaram feridas, em um grande desafio ao presidente francês, Emmanuel Macron. As autoridades enfrentam dificuldades porque o movimento não tem liderança clara e atraiu um grupo diverso de pessoas com múltiplas demandas. Os manifestantes se autodenominaram de “coletes amarelos” em alusão aos coletes refletivos que motoristas têm de manter em seus veículos. Boa parte da ira dos manifestantes está focada em Macron, um centrista pró-mercado acusado de estar indiferente às dificuldades de pessoas ordinárias. O presidente defende que os impostos sobre combustíveis são necessários para reduzir a dependência da França de combustíveis fósseis, mas prometeu apresentar novos planos na terça-feira para tornar a “transição energética” mais fácil.

Estadão Conteúdo

24 de novembro de 2018, 10:17

MUNDO Executivo da Nissan diz que cumpria ordens de presidente da empresa

O executivo Greg Kelly, preso com o ex-chefe e então presidente da Nissan Motor Carlos Ghosn, que é franco-brasileiro, afirmou que o salário do empresário foi “adequadamente” determinado e gerenciado. Ghosn foi detido no começo desta semana por suspeita de sonegação. De acordo com Kelly, ele seguia as orientações de Ghosn para administrar o dinheiro. “Não só seguia as ordens do ex-presidente, mas trabalhava pelo bem da companhia”, afirmou o executivo. Kelly, de 62 anos, foi detido suspeito de estar envolvido em supostas vulnerações da legislação de instrumentos financeiros do Japão pelas quais Ghosn teria declarado remunerações “menores que os números reais” ao regulador da bolsa de Tóquio “durante muitos anos”, segundo os poucos detalhes divulgados oficialmente. No caso do ex-presidente da companhia “foram descobertos outros vários atos de má conduta”, como o uso pessoal de bens da empresa, conforme relatado. Através de fontes judiciais e empresariais, veículos de imprensa tiveram acesso a dados que descrevem as supostas irregularidades. A Procuradoria de Justiça de Tóquio investiga a suspeita de que Ghosn sonegou 8 bilhões de ienes em salários (o equivalente a R$ 270 milhões) entre 2010 e 2017, por não ter declarado lucro pela alta na bolsa de seus direitos de ações e teria utilizado fundos da Nissan destinados a investimentos em benefício próprio.

Agência Brasil

23 de novembro de 2018, 16:30

MUNDO Mais de 150 entidades estrangeiras de 87 países se unem contra Escola Sem Partido

Mais de 150 entidades de 87 países adotam uma moção de emergência contra o projeto Escola Sem Partido. O documento foi aprovado por unanimidade nesta semana, durante a 6ª Assembleia Mundial da Campanha Global pela Educação, no Nepal.  O texto teve o apoio de entidades de todos os continentes e países, como EUA, Reino Unido, Holanda, Suíça e Dinamarca. Também estavam no evento grupos como Oxfam, Save the Children e Action Aid, além de relatores da ONU.  O projeto de lei Escola Sem Partido (PL 7180/14) pode ser votado em uma comissão especial na próxima semana. A iniciativa prevê a proibição do que chama de “prática de doutrinação política e ideológica” pelos professores, além de vetar atividades e a veiculação de conteúdos que não estejam de acordo com as convicções morais e religiosas dos pais do estudante.  Define, ainda, os deveres dos professores, que devem ser exibidos em cartazes afixados nas salas de aula. O projeto de lei também esteve no centro do debate sobre a escolha do futuro ministro da Educação.  O projeto de lei, porém, foi mencionado por entidades internacionais como um exemplo de uma tendência “preocupante”. De acordo com a moção, “o ultraconservadorismo de governos e movimentos tem atacado a pluralidade pedagógica, a liberdade de cátedra, a perspectiva da igualdade das identidades de gênero e orientações sexuais, além das de minorias étnico-raciais, e ao mesmo tempo, promovendo a militarização na educação”.  “Como estratégia política, os agentes promotores do ultraconservadorismo têm incentivado a censura a professoras e professores por parte de estudantes e famílias, prática que tem se tornado cada vez mais frequente”, apontaram as entidades. “Como exemplo, no Brasil, por meio do movimento ‘Escola sem Partido’, e na Alemanha, por orientação do partido de extrema direita ‘Alternativa para a Alemanha’, estudantes são incentivados a filmar suas aulas e viralizam publicações nas redes sociais, acusando injustamente professoras e professores de proselitismo ideológico, cientificismo e estímulo à sexualização de crianças e jovens, afirmando que estariam promovendo o que denominam de ‘ideologia de gênero’, conceito falacioso difundido por fundamentalismos religiosos”, alertaram.

Estadão Conteúdo