21 de junho de 2019, 14:27

MUNDO Fifa pressiona Irã para permitir mulheres em estádios de futebol

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, aumentou a pressão para que o Irã permita que mulheres compareçam a estádios de futebol para assistir aos jogos da seleção iraniana pelas eliminatórias da Copa do Mundo na República Islâmica neste ano. Em uma carta à Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) vista pela Reuters, Infantino pediu que se entregue à Fifa um cronograma que resulte na permissão para que as mulheres comprem ingressos para as partidas, que começam em 5 de setembro. “Embora estejamos cientes dos desafios e das sensibilidades culturais, simplesmente temos que continuar progredindo, não somente porque o devemos às mulheres de todo o mundo, mas também porque temos a responsabilidade de fazê-lo, conforme os princípios mais básicos estabelecidos nos Estatutos da Fifa”, escreveu Infantino ao presidente da FFIRI, Mehdi Taj, na terça-feira (18). “Eu ficaria muito grato se você pudesse informar a Fifa, o mais cedo que lhe for conveniente, mas não depois de 15 de julho de 2019, sobre os passos concretos que tanto a FFIRI quanto as autoridades públicas iranianas tomarão a partir de agora para fazer com que todas as mulheres iranianas e estrangeiras que queiram fazê-lo consigam comprar ingressos e assistir às partidas”. A FFIRI não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre o assunto. Embora estrangeiras tenham tido acesso limitado aos jogos, as iranianas não podem ir aos estádios quando times masculinos estão jogando desde a Revolução Islâmica de 1979. Surgiram sinais de que a situação está mudando quando um grupo de mulheres teve permissão para assistir à final da Liga dos Campeões da AFC em Teerã, em novembro. Infantino estava presente no Estádio Azadi quando o Persépolis enfrentou o japonês Kashima Antlers diante de mais de 1 mil torcedoras em uma “seção familiar”. A medida veio depois de esforços combinados de grupos de pressão de dentro e de fora do Irã apoiados por jogadores veteranos e pelo ex-técnico da seleção Carlos Queiroz. Esperava-se que o avanço, que veio depois que Infantino debateu o tema com o presidente iraniano, Hassan Rouhani, levasse a novas concessões na nação islâmica conservadora, mas as torcedoras não tiveram acesso a partidas desde então.

Agência Brasil

21 de junho de 2019, 13:11

MUNDO Novo presidente dos Correios fala em fortalecimento da instituição

O novo presidente dos Correios, Floriano Peixoto Vieira Neto, assume o comando da estatal apontando como foco da sua gestão o fortalecimento da instituição. Ele foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro hoje (21), substituindo Juarez Cunha, nomeado no início do ano. “Minha missão é resgatar a credibilidade e fortalecer o desenvolvimento financeiro da instituição, que tem quase a idade de vida do Brasil, criada em 1663. A empresa tem capilaridade enorme, com 120 mil funcionários. Somente estes dados me trazem motivação”, afirmou, em entrevista a jornalistas. Vieira Neto destacou a importância da empresa pelo seu tamanho e pelo fato de estar presente em todos os municípios do país. Frente a perguntas de jornalistas sobre uma possível privatização, reafirmou que sua prioridade é o resgate da estatal e que a decisão sobre este tema ficará para o presidente Bolsonaro. Floriano Peixoto ocupava até então a Secretaria-Geral da Presidência da República. Em seu lugar, foi nomeado o advogado e major da Polícia Militar do Distrito Federal Jorge Antônio de Oliveira Francisco, que ocupava a Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. A área passará a integrar a Secretaria-Geral. “Numa reavaliação o presidente entendeu a Casa Civil como coordenação do governo para dentro, a Secretaria de Governo como coordenação do governo para fora e a secretaria-geral como órgão de gestão e que trata da parte de compliance. A subchefia jurídica, que não interfere no mérito, deslocou-se para a Secretaria-Geral”, explicou.

Agência Brasil

19 de junho de 2019, 08:31

MUNDO Venezuela exportou secretamente toneladas de ouro para a África, diz Wall Street Journal

Foto: Reprodução Estadão/Arquivo

A iniciativa ajudaria a entender porque Maduro continua se mantendo firme no poder

O governo do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, está vendendo suas reservas de ouro como parte de uma operação secreta no leste da África, em um modo de eludir a sanções impostas pelos EUA, afirmou reportagem publicada pelo Wall Street Journal nesta terça-feira (18). De acordo com o jornal americano, apenas em dois voos no início de março, 7,4 toneladas de ouro com valor de mercado estimado em US$ 300 milhões (R$ 1,2 bilhão) foram transferidas da Venezuela para uma refinaria em Uganda. O ouro foi embarcado em Caracas em uma aeronave russa fretada e chegou ao aeroporto internacional de Entebbe, segundo o porta-voz da polícia nacional de Uganda, Fred Enanga, diz o WSJ. Papéis que acompanharam a carga identificaram os lingotes como sendo propriedade do banco central da Venezuela, embora em alguns o selo estivesse parcialmente raspado. Para o jornal, a descoberta dos envios expõe um dos elos com a economia global que estão ajudando Maduro a se manter no poder ao contornar o sistema financeiro internacional oficial. Os EUA, ao lado de outros 50 países, reconheceram o líder oposicionista Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Washington vem impondo uma série de sanções financeiras contra autoridades e instituições do país, ameaçando impor penalidades a outros que fizerem negócios com o regime Maduro. Em meio ao colapso econômico, a exportação de ouro é um dos últimos modos de sobrevivência do regime, afirma o WSJ. A carga de ouro que chegou a Entebbe passou pela refinaria African Gold Refinery (AGR) antes de ser exportada para o Oriente Médio, informou o jornal, tendo como fonte a polícia ugandesa. O ouro processado pela AGR acaba sendo usado em cadeias de produção de empresas americanas, entre elas a General Motors, a General Electric e a Starbucks, segundo dados da Securities and Exchange Commission. A gerente geral da AGR, Cherry Anne Dacdac, disse ao jornal que a empresa não processa ouro contrabandeado ou proveniente de conflitos e não quis comentar os envios de março. Segundo ela, a empresa determinou a não aceitação de transações relacionadas à Venezuela em uma reunião em 26 de março. Entre o fim de 2017 e 1º de fevereiro de 2019, o banco central da Venezuela vendeu ao menos 73,3 toneladas de ouro com valor de mercado estimado em cerca de US$ 3 bilhões (R$ 11,6 bilhões) para empresas de países como os Emirados Árabes Unidos e a Turquia, segundo dados da Assembleia Nacional (oposicionista). Em 1º de novembro do ano passado, a Casa Branca anunciou sanções para impedir a venda de ouro pela Venezuela. Desde então, segundo políticos da oposição, várias dezenas de toneladas foram retiradas do banco central e exportadas secretamente. “O regime está raspando o tacho e vendendo qualquer coisa de valor para se manter à tona”, afirmou ao WSJ o deputado Ángel Alvarado.

Folhapress

18 de junho de 2019, 13:09

MUNDO Eleição na Guatemala coloca em jogo futuro de órgão anticorrupção no país

As eleições presidenciais na Guatemala, cujo primeiro turno ocorreu neste domingo (16), despertam o interesse da comunidade internacional por alguns temas. O principal deles é a imensa quantidade de guatemaltecos que têm deixado o país para tentar entrar nos EUA. Isso ocorre porque a nação centro-americana integra, junto a El Salvador e Honduras, o Triângulo do Norte, faixa territorial marcada pela violência de facções criminosas –as chamadas “maras”. Esses grupos, que já contam com mais de 80 mil membros nos três países, obrigam grande parte da população camponesa, vítima de extorsões, assassinatos e recrutamentos de menores, a fugir, colaborando para a crise da migração ilegal que afeta México e EUA. Outro tema em jogo no pleito deste ano, que será decidido entre a centro-direitista Sandra Torres e o direitista Alejandro Giammattei, é menos midiático. A Guatemala é um país com altos níveis de corrupção. E foi ali que, em 2007, com a aprovação do Congresso, instalou-se a Cicig (Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala), órgão independente, apoiado pela ONU, composto por colaboradores e magistrados guatemaltecos e estrangeiros para investigar casos de corrupção no país. A Cicig não faz justiça por conta própria –suas denúncias são levadas para a Procuradoria guatemalteca. A propaganda que trouxe para as causas, porém, chamou a atenção da população para o problema, e, a partir de 2015, quando o órgão revelou seus casos mais importantes, fez estalar uma espécie de “primavera guatemalteca”, levando manifestantes, principalmente jovens, às ruas. Naquele ano, a Cicig revelou um complexo sistema de corrupção que envolvia o então presidente do país, Otto Pérez Molina, e vários de seus apoiadores. O Congresso tirou a imunidade do presidente, e um julgamento começou a se armar. O impeachment estava às vésperas de ser votado, mas Molina decidiu renunciar antes, entre outros motivos porque a pressão das ruas era enorme. Ainda assim, foi julgado, condenado e hoje cumpre prisão domiciliar.

Folhapress

18 de junho de 2019, 08:45

MUNDO Michel Platini é preso em investigação de suborno

Foto: Divulgação

Michel Platini

O ex-presidente da Uefa Michel Platini foi preso hoje (18), em Paris, segundo noticia a imprensa francesa, dentro de uma investigação sobre possíveis fraudes na eleição do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022. A lenda do futebol francês, eleita para dirigir a entidade máxima do futebol europeu em 2007, foi detida pela polícia anticorrupção francesa, que está à frente das investigações. O ex-jogador, que foi presidente da Uefa até 2015, cumpre suspensão de quatro anos – que expira em outubro – por violar o código ético da Fifa ao aceitar, em 2011, um pagamento autorizado pelo então presidente da entidade, Joseph Blatter, de aproximadamente 1,8 milhão de euros por trabalhos feitos entre 1998 e 2002. Além de Platini, foi presa uma antiga conselheira do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, Sophie Dion. O ex-secretário-geral do Palácio do Eliseu Claude Guéant prestou depoimento sob o status de “suspeito livre”, segundo o jornal Le Monde. Em 2016, a Promotoria Nacional Financeira abriu uma investigação por suposta corrupção na escolha do Catar para sediar a Copa de 2022, caso no qual o próprio Platini já havia prestado depoimento como testemunha em dezembro de 2017. A investigação é centrada na reunião ocorrida em novembro de 2010 entre as autoridades do Catar com Sarkozy e Platini, na sede do governo francês, que também contou com a participação de Guéant e Sophie Dion. O Catar foi acusado de comprar votos na sua candidatura para sediar a Copa do Mundo. Relatório do investigador independente americano Michael Garcia revelou uma série de transações financeiras suspeitas, muitas ligadas a Sandro Rosell, o ex-presidente do Barcelona que serviu como consultor do Catar. Platini, três vezes vencedor da Bola de Ouro de melhor jogador do mundo, deveria suceder Blatter como presidente da Fifa em 2016, quando o escândalo de corrupção eclodiu. Ele luta para limpar seu nome desde então.

Agência Brasil

17 de junho de 2019, 16:25

MUNDO Ex-presidente egípcio morre durante audiência em tribunal

O ex-presidente egípcio, Mohamed Mursi, 67 anos, morreu hoje (17) depois de ser vítima de um mal-estar no tribunal. Segundo testemunhas, Mursi falou diante do juiz por 20 minutos e desmaiou. Ele chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu. Membro do movimento islâmico Irmandade Muçulmana, Mursi se tornou, em 2012, o primeiro presidente eleito da história do Egito. O ex-presidente chegou ao poder um ano depois da Revolução do Nilo, desencadeada pela Primavera Árabe, que provocou a queda do ex-presidente Hosni Moubarak. Ele foi derrubado pelas Forças Armadas do país em julho de 2013, depois de uma série de manifestações populares. Com sua saída, o marechal Abdel Fattah el Sissi, seu ex-ministro da Defesa, tornou-se presidente do país. Desde que chegou ao poder, el-Sissi conduziu uma repressão contra a oposição islâmica. Os anos que se seguiram ao golpe do Exército no Egito registravam uma série de ataques contra forças de segurança do governo, com centenas de policiais e militares mortos. Ocorreu também uma insurgência jihadista, principalmente no norte do Sinai. Mohamed Mursi cumpria pena por ter ordenado a morte de manifestantes em 2012 e por espionagem a favor do Catar, com quem teria compartilhado diversos documentos confidenciais. Hoje (17), ele compareceria a uma outra audiência por conta de contatos suspeitos com o grupo palestino Hamas

16 de junho de 2019, 11:44

MUNDO Apagão atinge 47,4 milhões de pessoas na Argentina e no Uruguai

Um apagão deixou sem luz na manhã de hoje (16) a Argentina e o Uruguai. De acordo com a empresa de distribuição de energia uruguaia, UTE (Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas), o apagão teve início pouco depois das 7h. “Às 7h6 um defeito na rede argentina afetou o sistema interligado, deixando todo o território nacional sem serviço, assim como várias províncias do país vizinho”, informou a empresa por meio do Twitter. A UTE disse ainda que está levantando as causas, que já existem cidades do litoral uruguaio com o serviço de energia restabelecido e que segue trabalhando para o restabelecimento total do serviço. A empresa argentina Edesur informou que houve uma “falha maciça no sistema de interconexão elétrica”. O apagão afetou a capital, Buenos Aires, e diversas províncias do país. A empresa disse que a energia já começou a retornar em Buenos Aires, mas que o processo de normalização do serviço “exigirá várias horas.” “Nosso centro de controle iniciou as demandas de padronização e lentamente começa a restaurar o serviço de energia para a rede”, disse a empresa. Entramos nos primeiros 34 mil clientes. A Argentina e o Uruguai compartilham um sistema interconectado de energia elétrica, centralizado na Usina Binacional de Salto Grande, localizada a cerca de 450 quilômetros ao norte de Buenos Aires. O apagão afetou cerca de 47,4 milhões de habitantes, 44 milhões na Argentina e 3,4 milhões no Uruguai.

Agência Brasil

10 de junho de 2019, 16:41

MUNDO Helicóptero bate em prédio no centro de NY e deixa ao menos um morto

Foto: Brendan McDermid/Reuters

Bombeiros são acionados para trabalhar em colisão de helicóptero em prédio em NY

O Departamento de Bombeiros de Nova York informou que um helicóptero colidiu com um prédio na 7ª avenida, em Manhattan, nesta segunda-feira, 10. De acordo com os bombeiros, o piloto do helicóptero morreu no acidente. O edifício foi esvaziado e os bombeiros trabalham no local. Segundo o governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, o helicóptero tentou fazer um pouso forçado no teto do edifício. “Havia sinais de fogo quando ele tentou pousar e as pessoas que estavam no prédio sentiram o edifício tremer”, disse Cuomo à rede de TV CNN. Ainda de acordo com o governador, as informações sobre o acidente são preliminares. A polícia pediu que curiosos não se aproximem do local. A polícia informou em sua conta de Twitter que o helicóptero fez uma aterrissagem brutal no topo do edifício de 54 andares – onde fica a sede do banco BNP Paribas. Sob uma chuva torrencial e neblina, “um helicóptero bateu contra um arranha-céu” situado no número 787 da Sétima Avenida, entre as ruas 51 e 52, disseram os bombeiros. O tráfego da Sétima Avenida foi interrompido na zona do acidente, que ocorreu por volta das 14h00 no horário local (16h00 em Brasília).

Estadão Conteúdo

10 de junho de 2019, 14:49

MUNDO Ex-presidente Cristina Kirchner enfrenta quarta sessão de julgamento

A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner compareceu hoje (10) à quarta audiência do julgamento em que é acusada de corrupção, associação ilícita e desvio de verbas de obras públicas. Ela chegou por volta das 9h30 ao tribunal Comodoro Py, em Buenos Aires. Até o momento, as audiências consistiram apenas na leitura dos autos do processo. Segundo a imprensa argentina, ainda faltavam a leitura de aproximadamente 300 páginas. Após as leituras obrigatórias, começará a etapa de questões preliminares e, em seguida, se darão as declarações indagatórias. A audiência de hoje foi a terceira a que Cristina comparece. Na semana passada, ela não esteve presente no julgamento pois solicitou comparecer a uma reunião no Congresso, onde exerce funções como senadora desde 2017.

Agência Brasil

9 de junho de 2019, 12:20

MUNDO Venezuela abre parte de fronteira com Colômbia

Foto: Marco Belo/Reuters

O presidente Nicolás Maduro determinou na sexta-feira, 7, a reabertura de um dos principais postos de fronteira

Milhares de pessoas entraram sábado, 8, na Colômbia a partir da Venezuela depois que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, determinou na sexta-feira, 7, a reabertura de um dos principais postos de fronteira, fechado havia quatro meses. Venezuelanos formaram longas filas para entrar no país vizinho em busca de comida e remédios, usando duas pontes internacionais próximas à cidade de Cúcuta. Muitos produtos básicos já não são encontrados. Do lado colombiano, oficiais checavam documentos de quem queria entrar. Muitos carregavam crianças nos ombros. O governo Maduro determinou o fechamento em fevereiro das fronteiras com a Colômbia, além de Brasil, Aruba e Curaçau, depois que a oposição tentou entregar comida e medicamentos na Venezuela. A maior parte dos mantimentos foi providenciada pelos Estados Unidos. A fronteira com o Brasil foi reaberta em maio. De acordo com a ONU, 4 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2015. Apenas nos últimos sete meses, o número chegou a 1 milhão, o que representa uma média de 5 mil por dia. A previsão é que o número chegue a 5 milhões até o fim de 2020. O governo venezuelano informou ontem que solicitará aos peruanos um visto para eles poderem entrar na Venezuela a partir do dia 15, mesma data em que os venezuelanos começarão a necessitar de visto para poder ingressar no Peru. “Tomamos a decisão para aplicar o princípio da reciprocidade”, informou um comunicado divulgado pela chancelaria venezuelana. O Peru é o segundo país que mais recebeu venezuelanos que fogem da crise econômica, com 768 mil imigrantes. A Colômbia tem 1,3 milhão de venezuelanos, enquanto o Brasil, quinto destino dos venezuelanos, abriga 168 mil.

Estadão Conteúdo

6 de junho de 2019, 16:46

MUNDO Bolsonaro pede ‘razão e menos emoção’ em eleição argentina

Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Bolsonaro presenteou Macri com camisa da Seleção Brasileira em visita à Casa Rosada

Em viagem oficial à Argentina, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, no breve discurso que fez ao lado do colega Mauricio Macri na Casa Rosada, elogiou o empenho do colega com o Mercosul e o chamou de irmão. O mandatário brasileiro pediu ainda as bênçãos de Deus para o povo argentino, em razão da proximidade das eleições, destacando: “Toda a América do Sul está preocupada, pois não quer novas Venezuelas na região”. Bolsonaro afirmou que levou quase todos seus ministros nessa viagem em razão da importância do momento, pela iminência da conclusão de um acordo entre Mercosul com a União Europeia (UE). Os dois presidentes assinaram hoje um memorando de entendimento em assuntos de mineração e na área de bioenergia. Ao falar do potencial energético, Bolsonaro citou a construção de duas prováveis hidrelétricas na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. Ainda sobre a eleição argentina, que vai acontecer em outubro, e sem citar a ex-presidente Cristina Kirchner, como vinha fazendo nas últimas semanas, Bolsonaro pediu “responsabilidade, razão e menos emoção” no pleito para que os argentinos, assim como parte dos brasileiros fizeram, possam optar pela “paz, prosperidade e alegria”.

Estadão Conteúdo

4 de junho de 2019, 16:45

MUNDO Mulher de opositor venezuelano se refugia na Espanha

A mulher do líder opositor venezuelano Leopoldo López, Lilian Tintori, deixou a Venezuela com a filha e chegou a Madrid nesta terça-feira, 4. O governo espanhol informou em uma breve declaração sobre a chegada em Madrid de Lilian Tintori, sem relatar quando e por qual motivo ela deixou o país caribenho. Tintori e sua filha deixaram a residência do embaixador espanhol na Venezuela, onde se refugiaram com López depois da libertação do político e de sua participação na tentativa de revolta militar contra o regime em 30 de abril. O líder opositor venezuelano Leopoldo López se mudou para residência do embaixador espanhol na Venezuela, em abril. O ministro das Relações Exteriores interino da Espanha, Josep Borrell, disse que o governo de Pedro Sánchez limitaria as atividades políticas dele, após López ter encontros com a imprensa na embaixada. López foi libertado na terça-feira por um grupo de militares com um “indulto presidencial” do presidente do Parlamento Juan Guaidó, que é reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.

Estadão Conteúdo

1 de junho de 2019, 13:00

MUNDO Bolsonaro torce para que argentinos elejam presidente de centro-direita, diz ‘La Nacion’

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, em uma extensa entrevista publicada hoje pelo jornal argentino La Nacion, estar na torcida para que o país vizinho vote em um presidente de centro-direita nas eleições que ocorrerão em 27 de outubro e salientou que “Brasil e Argentina não podem voltar à corrupção”. “Nós torcemos para que o povo argentino eleja um candidato de centro-direita, como fez o Brasil e também Paraguai, Chile, Peru e Colômbia”, declarou. “A Argentina e o Brasil não podem voltar à corrupção do passado, uma corrupção desenfreada pela busca ao poder. Contamos com o povo argentino para eleger bem seu presidente em outubro”, afirmou. A afirmação foi uma crítica indireta à candidatura à vice-presidência de Cristina Kirchner, antiga aliada dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Cristina também é a principal oponente do presidente argentino no poder, Mauricio Macri, a quem Bolsonaro tem simpatia. A entrevista foi concedida no Palácio do Planalto aos jornalistas argentinos. O La Nacion abriu a reportagem mencionando que Bolsonaro assumiu o poder há cinco meses, mas sofre com a retração da economia, a popularidade erodida e dificuldades para dar andamento à sua agenda no Congresso. Além disso, o jornal classifica o presidente brasileiro como um ex-militar que não mede as palavras, nem as consequências de seus atos, aparentando preferir o ataque como principal defesa. Na entrevista, Bolsonaro contou que viajará para a Argentina na próxima semana, acompanhado de vários ministros, para discutir detalhes finais do acordo em discussão entre o Mercosul e a União Europeia. “O acordo vai estimular nossas economias. Temos consciência de que podemos perder algumas coisas, mas, em termos gerais, será muito bom. E vamos tratar de outras medidas de cooperação bilateral também”, afirmou.

Estadão

1 de junho de 2019, 10:24

MUNDO Rússia: explosão é fábrica de TNT deixa 19 feridos e 2 desaparecidos

Duas pessoas estão desaparecidas e outras 19 ficaram feridas após uma explosão em uma fábrica russa do explosivo TNT. A explosão ocorreu no sábado em Dzerzhinsk, a cerca de 400 quilômetros a leste de Moscou. A causa não foi determinada. O vice-governador da região, Dmitry Krasnov, disse na TV estatal que duas pessoas estavam desaparecidas. O ministério regional da saúde disse que 19 pessoas foram tratadas por ferimentos após a explosão – nenhuma das lesões foi considerada grave. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

31 de maio de 2019, 21:03

MUNDO Atirador mata pelo menos 11 pessoas na Virgínia

Foto: Reprodução

Serviços de emergência no local do ataque atiros, em Virginia Beach

Pelo menos 11 pessoas foram mortas por um atirador em um centro municipal da cidade de Virginia Beach, no Estado da Virgínia. O atirador, que trabalhava no local, também morreu. Ele deixou também seis feridos. O Departamento de Polícia da cidade postou uma série de posts no Twitter informando que estava respondendo ao ataque. Um porta-voz da polícia local, Allen Perry, informou que a polícia foi chamada ao Prédio 2 do complexo administrativo municipal. O complexo contém 25 prédios. A polícia informou que o atirador disparou indiscriminadamente. Um funcionário do local afirmou ao canal Wavy News que seus colegas estavam sentados em suas mesas no terceiro andar quando começaram a ouvir os tiros. A testemunha disse ter visto uma mulher ferida nas escadas. O governador do Estado, o democrata Ralph Northam, tuitou sobre o ataque. “Minha equipe e eu estamos monitorando a situação ativa em Virginia Beach. Por favor, fique longe da região e siga as instruções da polícia”, escreveu o governador.

Estadão Conteúdo