16 de janeiro de 2017, 10:10

MUNDO Maduro ameaça “luta armada continental” caso oposição tente um Golpe de Estado

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou no domingo que está disposto a iniciar uma “luta armada continental” caso grupos adversários tentem realizar um golpe de Estado ou paralisar o país.”A paz acabaria neste continente”, advertiu Maduro em um discurso feito ontem no Supremo Tribunal de Justiça, onde apresentou sua mensagem anual.Na semana passada, Maduro acusou a maioria de oposição no Congresso de promover um golpe de Estado na Venezuela e aprovar uma nota declarando o abandono do cargo do mandatário por suposto descumprimento de suas funções institucionais.Na semana passada, o executivo criou um “comando antigolpe”. Vários opositores foram detidos, acusados de promoverem ações desestabilizadoras. A aliança de oposição e a cúpula da Igreja Católica no país rechaçaram as prisões e acusaram o governo de promover uma perseguição aos setores dissidentes.Maduro também aproveitou o discurso, de quase cinco horas, para criticar a decisão do governo dos Estados Unidos de estender a vigência da ação executiva que declara a Venezuela uma ameaça para a segurança nacional e a política exterior norte-americana.O venezuelano indicou que a decisão deixa aberta uma “porta perigosa” que poderia ser utilizada para tentar uma “agressão militar” contra seu país.

16 de janeiro de 2017, 09:11

MUNDO Avião cai no Quirguistão e mata pelo menos 37 pessoas

Um avião de uma companhia aérea turca que partiu de Hong Kong, na China, com destino a Istambul, na Turquia, caiu no Quirguistão causando a morte de ao menos 37 pessoas. O Boeing 747 TC-MCL da companhia privada MyCargo Airlines (ATC) partiu de Hong Kong e acabou caindo em uma área residencial perto do Aeroporto de Manas, o principal do país e que se localiza cerca de 25 quilômetros da capital Bishkek. “Segundo as informações preliminares, a teoria de atentado terrorista foi excluída, provavelmente o acidente foi causado por um erro do piloto”, afirmou o vice-premier do Quirguistão, Muhammetkaly Abgaziev. Na hora da queda, a névoa na região era muito forte e, assim, a visibilidade estava ruim. O avião caiu a cerca de 2 quilômetros da pista de pouso entre as casas do vilarejo Dacha-Suu, destruindo ao menos 15 edifícios e pegando os moradores de surpresa.

Agência Brasil

15 de janeiro de 2017, 13:02

MUNDO Trump diz que eleitores democratas a favor dele vão aumentar com mais empregos

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, disse neste domingo que o número de eleitores democratas a favor dele vai aumentar diante dos postos de trabalho que ele está trazendo de volta para os EUA. A cinco dias de sua posse, Trump voltou a provocar os democratas em sua conta no Twitter.”Os democratas estão mais irritados por tantos eleitores de Obama [Barack Obama, o presidente dos EUA] terem votado em mim. Com todos os empregos que estou trazendo de volta à nossa nação, esse número só vai ficar mais alto. Empresas de automóveis e outras, se quiserem fazer negócios em nosso país, terão que começar a fazer as coisas aqui novamente”, disse Trump.

Agência Brasil

15 de janeiro de 2017, 10:04

MUNDO Ex-senador colômbiano é preso em caso da Odebrecht

Foto: Divulgação

O ex-senador da Colômbia Otto Nicolás Bula foi detido ontem no país por suspeita de receber suborno da Odebrecht, informou neste domingo o Ministério Público colombiano por meio de sua conta no Twitter. Bula, governista do Partido Liberal, será acusado pelos crimes de suborno e enriquecimento ilícito, segundo o Ministério Público.Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos mostram que a Odebrecht pagou US$ 788 milhões em subornos em 12 países da América Latina e da África. Na Colômbia, um documento divulgado pera Procuradoria Geral mostra que foram mais de US$ 11 milhões de propina entre 2009 e 2014. A detenção de Bula é a segunda que acontece na Colômbia por causa de corrupção em contratos com a empreiteira brasileira. Na última quinta-feira, o ex-vice-ministro de Transporte Gabriel García Morales, que exerceu o cargo durante o governo do ex-presidente Álvaro Uribe, foi detido. Ele é suspeito de facilitar o acesso da Odebrecht à construção do setor 2 da Estrada do Sol, um trajeto de mais de 500 km que liga o centro do país à Costa do Atlântico e ao Caribe.

Estadão Conteúdo

14 de janeiro de 2017, 13:02

MUNDO Donald Trump diz no Twitter que Obamacare “em breve será história”

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua conta em uma rede social que a reforma do sistema de saúde promovida pelo presidente Barack Obama “em breve ficará na história”. As informações são da Agência Ansa.Em seu perfil no Twitter, Trump disse que o “Obamacare”, como ficou conhecido o programa de subsídios do governo para ajudar famílias a pagar um plano de saúde, é “insustentável”.Acabar com o programa de saúde foi uma das principais promessas da campanha eleitoral do presidente eleito, que não terá dificuldade para revogar as regras. O Congresso é composto por maioria de republicanos, integrantes de seu partido.Na quinta-feira (12), o Senado norte-americano aprovou uma resolução para revogar o “Obamacare”. No dia seguinte, a Câmara dos Deputados também aprovou as mudanças. Quatro comissões foram criadas para elaborar o texto que substituirá as atuais regras.

Agência Brasil

14 de janeiro de 2017, 09:31

MUNDO Trump admite que pode remover sanções contra a Rússia

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, admitiu que poderia levantar as sanções contra a Rússia e disse que não está comprometido com um antigo acordo entre EUA e China em relação a Taiwan. As declarações são sinais de que ele deve usar todo poder de barganha disponível para realinhar as relações dos EUA com seus principais rivais estratégicos.Em entrevista ao The Wall Street Journal, Trump disse que, “pelo menos por algum tempo”, deve manter intactas as sanções contra a Rússia impostas pela administração Obama em dezembro, em resposta aos supostos ciberataques de Moscou para influenciar a eleição presidencial norte-americana. No entanto, ele sugeriu que pode remover essas penalidades caso a Rússia se mostre útil na guerra contra o terrorismo e ajude os EUA a alcançar outros importantes objetivos.”Se tivermos boas relações e a Rússia estiver mesmo nos ajudando por que haveria sanções?”, disse. O presidente eleito afirmou também que está preparado para encontrar o presidente russo, Vladimir Putin, após tomar posse. “Entendo que eles gostariam de se reunir conosco, e por mim está tudo bem.”O desejo de mudar as relações com Moscou em particular tem sido um objetivo de presidentes dos EUA desde que as tensões começaram a aumentar, sob a Presidência de Vladimir Putin. A ex-secretária de Estado Hillary Clinton fez tentativas nesse sentido no começo da administração Obama, assim como o ex-presidente George W. Bush.No entanto, os esforços diplomáticos de Trump vão encontrar resistência no Congresso, inclusive entre republicanos. Os legisladores querem que a administração adote uma postura mais dura em relação à Rússia após os serviços de inteligência terem concluído que Putin tentou influenciar o resultado das eleições presidenciais com uma campanha de ciberataques.

Estadão Conteúdo

13 de janeiro de 2017, 15:30

MUNDO Banco Central da Turquia anuncia novas medidas para impulsionar a lira

O Banco Central da Turquia anunciou nesta sexta-feira novas medidas sobre a gestão de liquidez da lira para sustentar a moeda do país, em uma tentativa de aumentar os custos dos empréstimos para os bancos. O BC afirmou, em um comunicado, que reduziu para a metade os limites dos empréstimos dos bancos no mercado monetário interbancário para 11 bilhões de liras turcas. A medida entra em vigor na segunda-feira. Além disso, o banco central pode limitar a quantia de financiamento em mercados na Borsa Istambul, principal bolsa de valores do país, nos dias em que o movimento é considerado necessário. O BC optou por reduzir a liquidez da lira ao não financiar os bancos em 8% por meio de seu leilão de recompra. Esses movimentos vieram depois que o governo sinalizou apoio a uma ação adicional do BC para dar suporte à lira após um enfraquecimento da moeda enquanto os investidores se preocupavam sobre as mudanças propostas na constituição, que podem dar mais poder ao presidente Recep Tayyip Erdogan. Em 2017, a lira tem sido, até o momento, a divisa com pior desempenho no mundo, continuando um período de queda iniciado em julho de 2016, com a tentativa de golpe contra o governo de Erdogan. Fonte: Dow Jones Newswires.

Estadão Conteúdo

13 de janeiro de 2017, 14:30

MUNDO Às vésperas da posse de Trump, brasileiros nos EUA estão apreensivos

A uma semana da posse do novo presidente americano, a comunidade brasileira nos Estados Unidos segue com apreensão por conta das declarações de Donald Trump. Afinal, uma das promessas de campanha do republicano foi a deportação em massa de imigrantes ilegais. As informações são da Rádio França Internacional. Legais ou ilegais, estudantes ou profissionais, imigrantes recentes ou “veteranos”, os brasileiros residentes nos EUA não estão tranquilos. Afinal, as últimas nomeações de Trump para seu gabinete, sinalizam com razões concretas para as apreensões dos “brazucas”. Além de ter feito da “deportação em massa” de imigrantes ilegais um dos cavalos de batalha de sua campanha, o magnata nomeou o senador republicano Jeff Sessions, conhecido por seu discurso anti-imigração, como secretário de Justiça dos Estados Unidos. Sessions ficou conhecido por defender a criação de limites para a imigração legal, com o argumento de que a mesma reduziria o salário dos cidadãos americanos. “O que Trump espera, na verdade, é que os estrangeiros se autodeportem, ou seja, que graças ao medo e à tensão social as pessoas desistam e voltem para os seus países, sem que os EUA tenham que desembolsar com prisões ou deportações”, explicou Carlos Eduardo Siqueira, professor e pesquisador da Universidade de Massachusetts, que atua desde 2003 no setor de Saúde Pública na área de imigração brasileira. Leia mais na Agência Brasil.

Agência Brasil

13 de janeiro de 2017, 10:54

MUNDO Trump promete investigação sobre hackers em até 90 dias

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu apresentar em um prazo de 90 dias um relatório completo sobre os suspostos casos de hacker e espionagem que têm causado alvoroço no país na última semana. Em postagens hoje (13) no Twitter, o magnata republicano voltou a falar sobre a veiculação de “notícias falsas” e sugeriu que foi alvo de um complô de seus “oponentes políticos, tanto democratas quanto republicanos”, e de um “espião falido que tem medo de ser processado”. “Meu povo terá um relatório completo sobre hacking dentro de 90 dias!”, escreveu o vencedor das eleições de novembro à Casa Branca. Trump, que tomará posse no próximo dia 20, tem negado veementemente que a Rússia tenha informações comprometedoras sobre sua vida pessoal, como vídeos de orgias com prostitutas durante viagens que fizera a Moscou quando ainda não era candidato. A possibilidade da Rússia possuir um “dossiê” contra Trump para chantageá-lo foi levantada em um relatório escrito pelo ex-agente britânico Christopher Steele, de 52 anos, que atualmente é proprietário da consultoria Orbis Business Intelligence. Em um estudo de 35 páginas que chegou a ser apresentado pelo FBI a Trump e ao presidente dos EUA, Barack Obama, o britânico, que trabalhou por 20 anos em Moscou, afirmava que o governo russo possui uma série de dados sobre Trump. Esse relatório veio à tona nesta semana por meio da rede CNN e do site Buzzfeed. A Rússia negou que esse dossiê contra Trump exista, enquanto o republicano acusou a mídia de publicar “notícias falsas” e se recusou a responder a um repórter da CNN durante uma coletiva de imprensa.

Agência Brasil

13 de janeiro de 2017, 08:48

MUNDO Colômbia prende ex-vice-ministro por esquema com Odebrecht

Foto: Reprodução

O ex-vice-ministro dos Transportes da Colômbia Gabriel García Morales foi preso ontem (12) por suspeita de ter recebido US$ 6,5 milhões da empreiteira brasileira Odebrecht em um esquema de corrupção relacionada a uma obra no país em 2009. A informação é da Agência Ansa. Com isso, García Morales se torna o primeiro político de alto escalão do país envolvendo a Odebrecht no Brasil e no exterior nos últimos 15 anos, período no qual a empreiteira teria desembolsado cerca de US$ 1 bilhão em 12 países para assumir projetos, entre eles em Angola, na Argentina, no Brasil, na Colômbia, República Dominicana, no Equador, na Guatemala, no México, em Moçambique, no Panamá, Peru e na Venezuela. Na Colômbia, a Odebrecht teria pago cerca de US$ 11 milhões em propinas a funcionários do governo para conseguir contratos de construção civil entre 2009 e 2014. “A Procuradoria tem evidências de que García exigiu o pagamento de US$ 6,5 milhões para garantir que a Odebrecht fosse a única empresa habilitada para a licitação do trecho dois da Rota do Sol, excluindo outros competidores”, disse a acusação. Ele, que era responsável pelo Instituto Nacional de Concessões à época, deve ser denunciado por corrupção passiva, enriquecimento ilícito e prevaricação. Gabriel García Morales foi vice-ministro dos Transportes do governo do de Álvaro Uribe (2002-2010). A investigação está na fase inicial e pode trazer à tona novos casos de corrupção com outros servidores do país que receberam pagamentos ilícitos da empreiteira brasileira. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu que o Ministério Público acelere as investigações sobre os eventuais subornos. “Necessito que investiguem se alguém do meu governo recebeu suborno para poder metê-lo na cadeia o mais rápido possível”, disse o mandatário, que admitiu ter se encontrado com o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, na Cúpula das Américas, em 2015, no Panamá, em uma reunião com investidores.

Agência Brasil

13 de janeiro de 2017, 06:40

MUNDO Obama diz que conseguiu imprimir estilo correto na administração do país

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu que algumas vezes não conseguiu, durante o seu governo, obter o apoio da opinião pública americana para anular os ataques que sofreu de integrantes do Partido Republicano, legenda que tem maioria no Congresso.Obama citou como exemplo disso sua frustrada decisão de nomear o juiz Merrick Garland para a Suprema Corte. A nomeação foi feita em março do ano passado, mas os senadores republicanos impediram a indicação de Garland ao Supremo Tribunal durante vários meses. Agora, com a posse do presidente eleito Donald Trump, no próximo dia 20, a possibilidade de condução de Garland à Suprema Corte ficou completamente descartada. Em sua última entrevista antes de deixar o governo, o presidente norte-americano menciona o episódio para dizer que perdeu, algumas vezes, “a batalha de relações públicas”. A entrevista foi dada ao programa “60 Minutos”, que tem uma das maiores audiências da televisão americana. A entrevista vai ao ar no domingo (15), mas a emissora pela qual o programa é transmitido – a CBS -, antecipou nessa quinta-feira (12) alguns pontos abordados por Obama. O presidente afirmou que conseguiu imprimir, no entanto, um estilo correto na administração do país. “Fazemos parte da primeira administração da história moderna que não teve um grande escândalo na Casa Branca”, acrescentou.

Agência Brasil

13 de janeiro de 2017, 06:35

MUNDO FBI será investigado por caso de e-mails de Hillary Clinton

Foto: Divulgação

Hillary Clinton

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) anunciou nessa quinta-feira (12) que abrirá investigação para verificar a sua atuação e a do FBI na véspera das eleições de novembro do ano passado, no chamado “E-mailgate”, escândalo sobre o uso de e-mails privados pela então candidata democrata à presidência norte-americana, Hillary Clinton. Esta deve ser a última decisão de relevância da pasta nos poucos dias que restam do mandato do atual presidente do país, Barack Obama. A informação é da Agência Ansa. O inspetor-geral do Departamento de Justiça, Michael Horowitz, deverá avaliar como os dirigentes da agência federal cuidaram do caso e por que decidiram reabri-lo na véspera das eleições, descobrindo assim se a decisão foi gerada por motivações políticas ou se houve má condução do caso. A investigação também analisará as decisões do diretor do FBI, James Comey, que, poucos dias antes das eleições, enviou carta ao Congresso dos EUA comunicando que o caso contra Hillary seria reaberto, pois novos e-mails estavam sendo investigados. Os democratas culpam o diretor da agência de ter conduzido as investigações sobre a ex-candidata de maneira que teria causado sua derrota na corrida eleitoral. Esses novos e-mails pesquisados pelo FBI seriam os encontrados em um notebook de Anthony Weiner, marido de Huma Abedin, assessora de Hillary na época. No dia 6 de novembro do ano passado, a dois dias das eleições, Comey disse que as investigações dos e-mails não provavam nenhum outro delito cometido pela democrata.

Agência Brasil

12 de janeiro de 2017, 13:45

MUNDO Oposição venezuelana descarta retomada de diálogo com o governo

A oposição venezuelana descartou nessa quarta-feira (11) a retomada do diálogo com o governo do presidente Nicolás Maduro, congelado desde dezembro passado, mas se mostrou disposta a conversar com o enviado do papa Francisco. A informação é da Agência France Press (AFP). “O diálogo não pode ser concebido como uma maneira de fazer o país perder tempo”, declarou Jesús Torrealba, secretário executivo da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD). Alegando que o governo não cumpriu os acordos acertados, os delegados opositores suspenderam sua participação, em 6 de dezembro passado, quando deveria ocorrer a terceira rodada de negociações para superar a crise política e econômica. Amanhã (13) vence o prazo proposto pelo Vaticano e a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) – facilitadores do diálogo – para que sejam criadas as condições que permitam a retomada do diálogo. Os facilitadores haviam exortado os poderes públicos a se “abster de tomar decisões” passíveis de torpedear os contatos, mas as tensões acabaram se aprofundando. A maioria opositora do Parlamento declarou, esta semana, Maduro em “abandono do cargo”, ao responsabilizá-lo pela crise, e exigiu a convocação de eleições presidenciais. A decisão é considerada ilegal pelo chavismo, que pediu sua anulação pelo Supremo Tribunal e uma ação penal contra os deputados que aprovaram a medida. Apesar de rejeitar os contatos diretos com o governo, Torrealba contemplou a possibilidade de um encontro com o enviado do Papa, monsenhor Claudio María Celli.

Agência Brasil

12 de janeiro de 2017, 13:00

MUNDO Trump promete taxar empresas que levarem sua produção para o exterior

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu impor “um imposto fronteiriço importante” às empresas que transferirem sua produção para o exterior e venderem mercadorias para os Estados Unidos. As informações são da agência Xinhua. “Se você quer mudar sua fábrica para o México, ou para outro lugar, e demitir todos os seus trabalhadores de Michigan e Ohio, e em todos esses lugares onde eu ganhei, por uma boa razão, isso não vai mais acontecer”, disse Trump na quarta-feira (11), em Nova York, em sua primeira conferência de imprensa desde que ganhou a eleição presidencial em novembro. “Haverá um grande imposto de fronteira sobre essas empresas que estão saindo,” disse Trump, que se recusou a oferecer mais detalhes sobre o imposto que tributa as importações e cria incentivos para a produção doméstica. “Há vários lugares para onde você pode levar sua empresa, e eu não me importo onde, desde que seja dentro das fronteiras dos Estados Unidos,” disse. Trump pressionou nas últimas semanas a Ford, a General Motors, a Toyota e outras empresas a trazer suas fábricas de volta para os EUA, ameaçando impor o imposto de fronteira se eles levarem sua produção para o México. Funcionários do comércio norte-americano alertaram conto que tal imposto seria susceptível de enfrentar um processo na Organização Mundial do Comércio e também poderia expulsar dos EUA empresas que são cruciais para as cadeias de suprimentos globais e para competir internacionalmente. “Se discriminar as importações, isso aumentará as preocupações comerciais internacionais e, naturalmente, terá um impacto significativo sobre qualquer consumidor ou qualquer negócio que dependa das importações como insumos,” disse o representante comercial dos EUA, Michael Froman, em entrevista ao jornal Financial Times.

Agência Brasil

12 de janeiro de 2017, 10:30

MUNDO Governo da Colômbia e ELN adiam para amanhã reunião sobre acordo de paz

O governo da Colômbia e o Exército de Libertação Nacional (ELN) adiaram para amanhã (13) a reunião conjunta no Equador que busca fixar uma data para a instalação da mesa pública de negociações de paz. A instalação foi adiada no fim de outubro, a pedido dos rebeldes. A informação é da Agência France Press (AFP). “As delegações não terminaram de chegar. Então, ficou decidido que hoje, quinta-feira, cada delegação trabalhará separadamente para um trabalho preparatório, e amanhã, depois que todos já tiverem chegado, começa a reunião conjunta”, disse à AFP o chefe negociador do governo com o ELN, Juan Camilo Restrepo. O funcionário indicou que nesta quinta-feira, dia em que estava previsto o encontro entre as partes, chegarão a Quito dois dos delegados do governo de Juan Manuel Santos para negociar com os insurgentes, embora não tenha detalhado se a comitiva da guerrilha já está completa. Mais cedo, Restrepo havia escrito em sua conta no Twitter que as duas delegações estavam “em trabalhos preparatórios para a reunião conjunta”. “Não há nada extraordinário. Tudo avançará sem problemas”, disse, por outro lado, uma fonte do governo. Segundo várias fontes consultadas pela AFP, esta nova aproximação para concretizar o início das negociações de paz será realizada em uma fazenda nos arredores de Quito – o lugar exato está sob anonimato – e será a portas fechadas, sem acesso à imprensa. O governo de Juan Manuel Santos e o ELN, que pegou em armas em 1964 por influência da revolução cubana, planejavam instalar a mesa pública de negociações em 27 de outubro passado em Quito, depois de realizar durante quase três anos diálogos de maneira confidencial. Mas o início da etapa não ocorreu, ao ficar condicionado à libertação do ex-congressista Odín Sánchez, em poder dos rebeldes desde abril passado, e à exigência do ELN de que o governo conceda indulto a dois guerrilheiros. Em outro tuíte recente, Restrepo advertiu que “o início de conversas formais segue condicionado à libertação de Odín”.

Agência Brasil