7 de julho de 2018, 10:27

MUNDO Fortes chuvas no Japão deixam ao menos 38 mortos

Foto: Reprodução/Estadão

Cinquenta pessoas ainda estão desaparecidas por causa das inundações e desmoronamentos de terra no sul do país

Pelo menos 38 pessoas morreram e outras 50 estão desaparecidas por causa das inundações e desmoronamentos de terra causados pelas fortes chuvas na metade sul do Japão. As vítimas, dentre 40 e 90 anos, foram registradas nas províncias de Ehime, Hiroshima e Okayama, segundo os últimos dados divulgados pela emissora pública “NHK”, que transmite ao vivo imagens de localidades inundadas pelos transbordamentos dos rios e casas localizadas em encostas montanhosas parcialmente enterradas pela terra e pontes e estradas destruídas. A Agência Meteorológica de Japão (JMA) mantém em alerta máximo as províncias de Kyoto, Hyogo e Gifu. Outras 30 províncias do país permanecem em alerta por inundações e deslizamentos de terra que levaram as autoridades a ordenar neste sábado a evacuação momentânea de quase 5 milhões de pessoas por conta das fortes chuvas. A maioria dos mortos foram arrastados pelas enchentes dos rios ou foram surpreendidos em suas casas pelos deslizamentos de terra, diz a imprensa local. Em Okayama, a inundação de uma casa de repouso para idosos fez com que cerca de 80 pessoas ficassem temporariamente isoladas, enquanto mais de uma dezena de cidadãos foram para o telhado de suas residências para escapar dos transbordamentos, detalhou a agência “Kyodo”. Os corpos de segurança receberam mais de 100 pedidos de resgate, disse hoje o ministro porta-voz do governo, Yoshihide Suga, em entrevista coletiva, onde detalhou que foi criado um gabinete de crise. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, classificou de “muito séria” a situação e pediu para as autoridades locais priorizarem o “salvamento de vidas” e tomem medidas para evitar mais danos. Cerca de 650 membros das Forças de Autodefesa (exército japonês) estão participando dos trabalhos de resgate, e outros 21 mil estão preparados para serem deslocados, disse hoje o ministro da Defesa, Itsunori Onodera. Aproximadamente 48 mil homens, entre soldados, policiais e bombeiros, estão envolvidos nos trabalhos de resgate de feridos, desaparecidos e mortos. As intensas chuvas no Japão começaram na última quinta-feira e a JMA prevê chuvas recorde até amanhã.

Estadão Conteúdo

5 de julho de 2018, 12:19

MUNDO Parlamento Europeu aprova cobrança de taxa para turistas

O Parlamento Europeu aprovou hoje (5), por ampla maioria, um novo sistema de controle para a entrada de turistas na Europa. A partir de 2021, os turistas isentos de visto, como os brasileiros, deverão solicitar uma autorização online para visitar os países europeus, a um custo individual de 7 euros. A partir de agora, o procedimento deverá ser formalmente adotado pelo Conselho Europeu e vai estar operacional até 2021. Os eurodeputados aprovaram o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (Etias – European Travel Information and Authorisation System, em inglês) por 494 votos a favor e 115 contra, além de 30 abstenções. Completamente eletrônico, o sistema é destinado a visitantes de países que não precisam de visto para a zona Schengen. Atualmente, cidadãos de 62 países podem entrar na UE sem visto por até 90 dias. O sistema eletrônico vai recolher dados pessoais como o nome, o tipo de documento de viagem, os dados biométricos (uma combinação de quatro impressões digitais e a imagem facial) e data e local de entrada e de saída e possíveis recusas de entrada. Serão também feitas uma série de perguntas básicas relacionadas com os antecedentes criminais e a presença em zonas de conflito. A autorização custará sete euros e será válida durante três anos, sendo gratuita para os menores de 18 e para os maiores de 70 anos. Além do uso para fins comerciais e de turismo, o novo sistema também será utilizado por motivos médicos e de trânsito. O objetivo é a segurança interna e o reforço das fronteiras externas da UE. O sistema vai contribuir para identificar e reduzir crimes e atos terroristas, além de impedir a migração irregular, diminuir tempos de procedimento de entrada nos países e melhorar a gestão das fronteiras. De acordo com o Parlamento Europeu, atualmente não há informação suficiente sobre os cidadãos de outros países que não precisam de visto para entrar na Europa, ficando o controle sob a responsabilidade de guardas de fronteiras, que muitas vezes não têm conhecimento sobre riscos de segurança, migratórios ou sanitários.

Marieta Cazarré, Agência Brasil

3 de julho de 2018, 19:56

MUNDO Justiça do Equador ordena prisão preventiva do ex-presidente Rafael Correa

O ex-presidente do Equador Rafael Correa

A Justiça do Equador acatou um pedido da Procuradoria Geral da República e emitiu uma ordem de prisão preventiva contra o ex-presidente Rafael Correa, que atualmente vive na Bélgica. O pedido de captura internacional e extradição está relacionado ao caso de sequestro do opositor Fernando Balda na Colômbia, em 2012. Correa tem afirmado não saber por qual motivo foi relacionado à investigação do caso. A Procuradoria argumentou que Correa descumpriu ordem de comparecer a um tribunal equatoriano a cada 15 dias, contados a partir do dia 2 de julho. Correa se apresentou ontem no consulado do Equador na Bélgica, descumprindo a determinação da Justiça.

Estadão Conteúdo

3 de julho de 2018, 17:55

MUNDO Trump quer fim de cotas raciais em universidades dos EUA

Foto: Estadão/Reprodução

O presidente dos EUA, Donald Trump

O governo de Donald Trump deseja encerrar um sistema de cotas vigente nos EUA, no qual faculdades e universidades americanas foram orientadas a usar cotas raciais em processos de admissão para promover a diversidade, afirmou nesta terça-feira, 3, uma fonte da administração. Dessa forma, Trump reverte mais uma medida da gestão de seu antecessor, Barack Obama. O anúncio recomendando a mudança deve ser feito ainda nesta terça-feira. A ideia é que o Departamento de Justiça anule um pacote de políticas que Obama instituiu em 2011 e 2016 para favorecer a admissão de estudantes de minorias raciais. A decisão ocorre meses antes de um julgamento para determinar se a Universidade de Harvard discriminou estudantes de origem asiática em um processo de admissão ao exigir deles mais conhecimento do que outros candidatos. O Departamento de Justiça participará do julgamento, que ocorre em outubro. O anúncio de Trump deve retomar a discussão sobre os critérios para a admissão no ensino superior dos EUA, tema sobre o qual a Suprema Corte já se posicionou diversas vezes desde a década de 70. Em junho de 2016, a mais alta instância jurídica do país reafirmou a necessidade dos critérios de cotas ao decidir contra a jovem branca Abigail Noel Fisher. Abigail processou a Universidade do Texas em 2008 porque não foi admitida já que a universidade aplicou os critérios que priorizavam jovens de minorias.

Estadão Conteúdo

1 de julho de 2018, 12:20

MUNDO No Irã, 230 pessoas são envenenadas com água poluída

A agência de notícias do Irã, Fars, informou que 230 pessoas foram envenenadas por beber água poluída na região sudoeste do país. A reportagem citou Shahrokh Refaei, chefe da gestão de crises no Condado de Ramhormoz, na província de Khuzestan, dizendo que a água poluída surgiu depois de uma interrupção de água de 20 horas. Refaei diz que a água não foi tratada com cloro, causando envenenamento. As pessoas da província do Khuzistão, rica em petróleo do país, protestaram contra a escassez de água desde a sexta-feira. As manifestações inicialmente eram pacíficas, com manifestantes cantando em árabe e farsi. Mas, no final do sábado e no domingo cedo, os manifestantes começaram a atirar pedras, confrontando forças de segurança na cidade de Khorramshahr. Funcionários dizem que um pessoa foi ferida.

Estadão

1 de julho de 2018, 10:26

MUNDO Trump pede para Arábia Saudia aumentar produção de petróleo

Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pediu à Arábia Saudita para elevar significativamente a produção de petróleo. Atualmente, a demanda global está aumentando e os estoques de petróleo armazenados estão caindo. Recentemente, uma série de interrupções no fornecimento – no Canadá, Irã, Líbia e Venezuela – restringiram os mercados. Os preços do petróleo terminaram a sexta-feira com novos recordes. O petróleo bruto de referência dos EUA encerrou um pouco acima de US$ 74 o barril, o maior valor desde novembro de 2014. O índice de referência global, o Brent, está próximo dos US$ 80 o barril. Isso contribuiu para o aumento dos preços da gasolina. Nos últimos meses, Trump tem culpado a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pelos preços mais elevados. A Arábia Saudita e a Rússia já disseram que trabalharão juntas para aumentar a produção. Os produtores obtêm mais receita quando os preços estão altos, mas também estão conscientes de que, quando ficam muito elevados, podem desacelerar o crescimento econômico – e a demanda por petróleo. A Opep relatou que tem ouvido reclamações de grandes nações consumidoras, caso dos EUA. Publicamente, Riade se comprometeu a apenas aumentos modestos na produção, mas, nos bastidores, o país está elevando rapidamente – passando de pouco mais de 10 milhões de barris por dia há alguns meses para uma meta de quase 11 milhões de barris por dia até julho, de acordo com pessoas próximas ao Ministério do Petróleo da Arábia Saudita. No sábado, Trump disse em um tweet que está pedindo ainda mais. “Estou pedindo que a Arábia Saudita aumente a produção de petróleo, talvez até 2.000.000 de barris”, disse Trump no tweet, citando uma conversa com o rei saudita.

Estadão

1 de julho de 2018, 09:50

MUNDO México vai às urnas hoje escolher novo presidente

O México enfrenta dois dias decisivos, na política e no futebol. Neste domingo (1º), cerca de 89 milhões de eleitores irão às urnas para escolher o novo presidente, que nos próximos seis anos governará a segunda maior economia latino-americana, depois da brasileira. Amanhã (2), a seleção mexicana jogará contra o Brasil pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) pediu aos 32 governos estaduais, inclusive o da capital, Cidade do México, medidas especiais para proteger os jornalistas, que cobrirão a maior e mais violenta eleição da histórica recente. Durante a campanha, 130 políticos foram mortos – muitos deles candidatos aos 18 mil cargos em disputa. Os assassinatos são atribuídos às gangues e aos cartéis do narcotráfico, que brigam por território e poder, comprando alianças e matando os que se opõem. Além do presidente, os mexicanos renovarão o Congresso Nacional e escolherão governadores, prefeitos, deputados estaduais e vereadores. Todas as pesquisas de opinião apontam para uma virada, num país tradicionalmente governado por dois partidos: o Partido Revolucionário Institucional (PRI), do atual presidente Enrique Peña Nieto, e o Partido de Ação Nacional (PAN). Dos quatro candidatos à presidência, o favorito é o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, conhecido como AMLO, do Movimento Regeneração Nacional (Morena).

Agência Brasil

30 de junho de 2018, 12:13

MUNDO Merkel chega a acordo de imigração com 14 países europeus, diz mídia local

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, teria assegurado um acordo com 14 nações europeias para facilitar o rápido retorno de imigrantes cujos pedidos de asilo foram rejeitados, informou a agência DPA. De acordo com a publicação, Merkel teria informado a aliados de sua coalizão, em uma carta, que pretende criar “centrais” para receber imigrantes nas fronteiras alemãs. O acordo chega em meio a um impasse entre Merkel e seu ministro do Interior, Horst Seehofer, que lidera o partido União Social-Cristã (CSU). Seehofer advogava por impedir certos imigrantes de entrarem em território alemão, mas Merkel insistia em uma solução europeia para o problema. Fonte: Associated Press.

Estadão

30 de junho de 2018, 10:30

MUNDO Estatal de petróleo líbia alerta para colapso da produção

A estatal de petróleo da Líbia, a NOC, alertou este sábado que o fechamento de outros dois portos de exportação de petróleo pode derrubar a produção do País para um quarto do nível recente após um grupo armado bloquear as atividades nos locais. Segundo o comunicado, publicado na noite de sexta-feira, a NOC disse que pode ser obrigada a esvaziar os portos de Zueitina e Hariga no domingo porque uma milícia local, autodenominada Exército Nacional Líbio, começou a impedir embarcações de aportarem na área. O fechamento dos portos pode significar uma redução de 350 mil barris de petróleo por dia na produção do país. Isto significaria uma queda total de 800 mil barris diários. Recentemente, a Líbia chegou a produzir cerca de 1 milhão de barris por dia. Em uma entrevista divulgada na última sexta-feira, Saddek Elkaber, presidente do Banco Central líbio, estimou a perda em receita com os portos que já fecharam em cerca de US$ 1,2 bilhão.

Estadão

28 de junho de 2018, 19:05

MUNDO Atirador ataca redação de jornal nos EUA e deixa 5 mortos

Foto: Reprodução/Estadão

Imagens de vídeo mostram pessoas deixando a redação do Capital Gazette

Um atirador matou cinco pessoas nesta quinta-feira e feriu outras em ataque a tiros à redação do jornal Capital Gazette jornal, em Annapolis, no Estado americano de Maryland, próximo de Washington. A polícia disse que um suspeito foi preso. Um repórter do jornal, Phil Davis, relatou que o atirador atingiu várias pessoas. Ele tuitou que o homem atirou através da porta de vidro. “Não há nada mais aterrorizante do que ouvir várias pessoas sendo atingidas por tiros enquanto você se esconde sob sua mesa e continua ouvindo o atirador recarregar a arma”. As mortes foram confirmadas pela chefe da polícia interina, Anne Arundel, em uma coletiva para a imprensa. O governador de Maryland, Larry Hogan, divulgou um comunicado dizendo que se sentia “absolutamente arrasado” com a tragédia.

Estadão Conteúdo

26 de junho de 2018, 20:57

MUNDO Hotel em cidade-sede da Copa é esvaziado por ameaça de bomba

Foto: Marko Djurica/Reuters

Agentes de segurança bloqueiam a entrada do hotel Topos Congress, na cidade de Rostov, uma das sedes da Copa da Rússia

A polícia russa esvaziou um hotel na cidade russa de Rostov, uma das sedes da Copa do Mundo, na noite desta terça-feira, 26. Segundo a agência de notícias Reuters, o Topos Congress foi evacuado por causa de uma ameaça de bomba. A agência informou ainda que 16 locais foram esvaziados em função de uma simulação. Segundo informaram funcionários do Topos Congress e testemunhas à agência de notícias Reuters, o local está na lista da Fifa de hotéis oficiais do Mundial da Rússia, mas nenhuma seleção estava hospedada lá no momento. Ao menos uma viatura dos bombeiros estava do lado de fora do hotel, disse uma testemunha, e a polícia foi vista interrogando funcionários e hóspedes na rua. A Rússia, cada vez mais isolada no cenário mundial, está determinada em usar a Copa do Mundo para projetar uma imagem de estabilidade e força no país. Autoridades se comprometeram a sediar um evento seguro e quaisquer incidentes de segurança envolvendo torcedores ameaçariam os esforços russos. A cidade de Rostov, no sul do país, recebeu até agora quatro partidas da Copa do Mundo, incluindo a vitória por 2 a 1 da Croácia sobre a Islândia mais cedo nesta terça. A próxima partida na cidade está mercada para 2 de julho.

Estadão Conteúdo

25 de junho de 2018, 10:14

MUNDO Argentina tem greve geral hoje contra governo Macri

Foto: Sandra Hernández-gv/GCBA

Mauricio Macri

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), importante central sindical da Argentina, realiza nesta segunda-feira uma greve geral de 24 horas contra as políticas do governo de Mauricio Macri. O protesto provoca interrupções no tráfego de veículos, inclusive em Buenos Aires, e inclui um ato na Praça da República próxima do Obelisco na capital, além de um protesto em La Plata informa a agência estatal Télam. “Nesta segunda não haverá ônibus, trens, metrô, bancos, tampouco aulas nos distintos níveis da educação, nem coleta de lixo, e haverá apenas plantão nos hospitais públicos para atender emergências”, diz a agência em seu site. Um dos principais quadros entre os sindicalistas do país, Hugo Moyano, líder do sindicato de caminhoneiros, afirmou na noite de domingo que os protestos não são uma ameaça à democracia, mas apenas um meio de pressionar Macri para adotar medidas que “não causem dor” e para que ele “escute o povo”. “As pessoas não passavam antes as necessidades que passam agora”, lamentou Moyano. Segundo o Clarín, a paralisação é a terceira da CGT contra o governo Macri. O jornal diz que os trabalhadores pressionam por mudanças na política do governo, contra o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), exigem o fim de demissões e a reabertura de negociações entre empresários e sindicatos. O Clarín informa ainda que é alta a adesão ao protesto, também pelo fato de não haver transporte público. O jornal diz que Macri trabalhou para tentar evitar a paralisação, sem sucesso, mas pretende agora retomar o diálogo. Os trabalhadores protestam contra o quadro econômico ruim no país, os cortes de subsídios e outras medidas do governo para tentar ajustar as contas públicas, após o acordo com o FMI. Além disso, reclamam do impacto da alta inflação sobre os salários e os custos sociais do quadro econômico nacional.

Estadão

22 de junho de 2018, 18:35

MUNDO Venezuela matou centenas de jovens de maneira arbitrária, diz ONU

Foto: Reprodução/Estadão

ONU reconhece que um total de 124 pessoas foram mortas em manifestações na Venezuela

Integrantes das Forças de Segurança da Venezuela suspeitos de matar centenas de manifestantes têm imunidade penal no país, o que mostra que o Estado de Direito está “praticamente ausente”, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira, 22. O Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU divulgou um relatório indicando que membros das Forças de Segurança mataram centenas de jovens, principalmente em regiões pobres, entre 2015 e 2017 de maneira arbitrária e não sofreram punição. A organização pede, no documento, que o governo do presidente Nicolás Maduro julgue os infratores e cita casos chocantes de assassinatos extrajudiciais de jovens durante operações de combate ao crime realizadas sem mandados judiciais em bairros pobres. Segundo críticos ao regime de Maduro, o governo recorre a táticas cada vez mais autoritárias, à medida que a recessão e a hiperinflação se aprofundam no país e ampliam a insatisfação da população. Milhares de pessoas deixaram a Venezuela só no último ano. O relatório da ONU sugere também uma intervenção do Tribunal Penal Internacional (TPI), em consequência de abusos graves e sistemáticos e impunidade generalizada no país. O governo da Venezuela rejeitou o relatório. O Ministério das Relações Exteriores do país publicou uma declaração desqualificando o documento e argumentando que se trata do “resultado de uma metodologia altamente questionável que enterra a credibilidade e rigor técnico exigidos de um Escritório dessa natureza e viola os princípios de objetividade, imparcialidade e não-objetividade”. A declaração também questiona a falta de endosso do Conselho de Direitos Humanos da ONU ou de sua Assembleia-Geral. “O documento constitui um ato arbitrário que viola as próprias regras de funcionamento do Escritório e usurpa as atribuições que correspondem a outros órgãos da ONU”.

Estadão Conteúdo

22 de junho de 2018, 13:54

MUNDO Pelo menos 22 candidatos são assassinados antes das eleições no México

A pouco mais de uma semana das eleições gerais no México, marcadas para o próximo dia 1º, pelo menos 22 candidatos e pré-candidatos foram assassinados no país. Em todos os casos, as investigações apontam para o crime organizado. No caso do México, o crime organizado é associado diretamente à ação dos cartéis. Há, ainda, informações que mais de uma centena de candidatos e pré-candidatos sofreram algum tipo de agressão. Em meio a dados não confirmados oficialmente, há indicações que os números de mortes pode chegar a 47. De acordo com a agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA), os cartéis mexicanos são os principais provedores de drogas para o mercado norte-americano. Em relatório divulgado ano passado, a DEA informou que as organizações criminosas multinacionais mexicanas são um desafio. A presidente do Tribunal Eleitoral do Poder Judicial da Federação, Janine Otálora, disse que o crime organizado “atua com premeditação” para decidir o assassinato de quem vai concorrer às eleições. Segundo ela, a violência marca a campanha eleitoral deste ano no México. Em 1º de julho, os mexicanos irão às urnas para escolher o presidente da República, deputados federais e senadores, além de representantes em 19 departamentos. No México, o Senado tem 128 assentos e a Câmara Federal reúne 500 parlamentares. Com informações da Prensa Latina, agência pública de notícias de Cuba.

Agência Brasil

19 de junho de 2018, 19:16

MUNDO EUA anunciam saída do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Foto: Reprodução/Estadão

A embaixadora dos Estados Unidos para a ONU, Nikki Haley

A embaixadora dos Estados Unidos para a ONU, Nikki Haley, disse nesta terça-feira (19) que o país vai se retirar do Conselho de Direitos Humanos da entidade, chamando o órgão de “uma organização que não faz jus ao seu nome”. Haley afirma ter deixado claro há um ano que os EUA só permaneceriam no conselho se “reformas essenciais fossem alcançadas”, e alega estar claro que essas exigências não foram atendidas. Ela criticou as presenças no conselho de países como China, Cuba e Venezuela, que eles mesmos acusados de violações de direitos humanos. A americana aponta ainda um “viés crônico contra Israel”. No entanto, Haley garantiu que, se o órgão da ONU for reformado, os EUA “terão prazer em retornar”.

Estadão Conteúdo