13 de junho de 2018, 07:37

MUNDO Maduro anuncia mudanças no governo em nome da renovação

Menos de um mês depois de ser reeleito, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que fará uma “renovação parcial” do governo nos próximos dias, em “elementos-chave” da economia e dos serviços públicos. A informação foi dada por ele ao participar ontem (12) de um ato com a Juventude do Partido Socialista Unido da Venezuela (JPSUV) em Caracas. “Estou preparando uma renovação parcial do governo bolivariano para os próximos dias, a fim de fortalecer o governo, renová-lo em elementos-chave da economia, dos serviços públicos”, disse Maduro. Segundo ele, o objetivo é dar uma “ordem” aos novos ministros que chegarem e aos que continuarem em seus cargos para que “metade dos vice-ministros” seja jovem como os integrantes da JPSUV e dos partidos que o apóiam. “Para que a juventude vá se preparando e assumindo o comando da República”, argumentou. “Teremos um governo e um povo mais forte e sólido”. Maduro confirmou que em dezembro haverá eleições municipais em 335 conselhos de todo o país.

Agência Brasil

12 de junho de 2018, 17:31

MUNDO Candidato é morto no momento em que posava para selfie no México

Foto: Reprodução

Momento em que o candidato Fernando Purón é atacado

O candidato a deputado federal pelo Estado mexicano de Coahuila, Fernando Purón, foi assassinado no momento em que posava para uma selfie com uma eleitora na cidade de Piedras Negras, norte do país e fronteira com o Texas. O crime aconteceu na sexta-feira e o autor dos disparos fugiu. O candidato, do Partido Revolucionário Institucional, havia acabado de participar de um debate. Em um vídeo divulgado pela imprensa local, um homem com um boné se aproxima do político pelas costas no momento em que ele tirava a foto com a mulher. O assassino saca a arma e dispara diretamente na cabeça do candidato. A Procuradoria do Estado está investigando o caso e analisando as imagens da gravação, colhidas por uma câmera de segurança fixada no exterior do auditório universitário onde ocorreu o debate. Purón havia sido prefeito de Piedras Negras cidade, muito afetada pela violência vinculada ao crime organizado. O governador do Estado, Miguel Ángel Riquelme, disse em um comunicado que Purón foi um exemplo de servidor público. “Transformou sua cidade, Piedras Negras, e se distinguiu por seu ferrenho combate à delinquência durante sua gestão como prefeito. Foi ainda um fator fundamental para que Coahuila recuperasse a paz”. As eleições no México têm sido marcadas pela violência. As autoridades concordaram no sábado em reforçar a segurança em todo o Estado e, entre outras medidas, anunciaram que helicópteros ficarão encarregados de vigiar permanentemente tanto as zonas urbanas como campos e montanhas, informou a Procuradoria de Coahuila. Também haverá mais controle e patrulhas terrestres. Além disso, para garantir a campanha e o processo eleitoral, o Estado pediu para ter acesso às agendas dos candidatos para reforçar a segurança nesses lugares e adiantou que colocará em marcha um operativo especial para o dia das eleições, em 1º de julho. O Instituto Nacional Eleitoral emitiu um comunicado condenando o fato e recordou que são as autoridades dos três níveis de governo que têm de garantir a integridade de todos os candidatos. “A violência é incompatível com a democracia”, afirmou em nota.

Estadão Conteúdo

12 de junho de 2018, 12:34

MUNDO Argentinos se mobilizam para votação amanhã da Lei do Aborto

Milhares de argentinos – contra e a favor da legalização do aborto – estão se mobilizando nas ruas e nas praças – para a votação de um projeto de lei, nesta quarta-feira (13), que divide opiniões. Atualmente, a Argentina permite interromper a gravidez apenas em casos de estupro e de risco para a vida ou a saúde da mãe. Já houve várias tentativas, no passado, de dar à mulher o direito de decidir o que fazer com o próprio corpo – mas o tema polêmico, no país de maioria católica, tem sido evitado por todos os governos até agora.Na Argentina ocorrem 500 mil abortos clandestinos por ano – 60 mil acabam dando complicações e terminam em internações. “Os números demonstram que, apesar da proibição, as mulheres continuam abortando. Quem é de classe média e vive na capital pode dar um jeito, sem correr risco de vida”, disse a jornalista e ativista Mariana Carbajal. “Mas, para as pessoas de baixo recursos ou que vivem no interior, não ter acesso a uma clinica, onde possa abortar legalmente, representa um risco de vida. Ignorar isso é ignorar a realidade”.A Argentina foi pioneira na legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e na aprovação de uma lei que permite aos transexuais escolher o nome e gênero que querem colocar no documento de identidade. Mas, por razões pessoais, religiosas e políticas, os presidentes argentinos têm evitado abrir um debate sobre o aborto. Isso mudou em março. Uma nova geração de feministas iniciou campanha, improvisando protestos nas praças e ruas do país. A imagem de milhares de jovens, sacudindo lenços verdes – símbolo da luta pelo aborto – foi capa dos jornais e se multiplicou nas redes sociais. Em discurso no Congresso, o presidente Mauricio Macri surpreendeu os argentinos, ao apoiar o início de um debate que, segundo ele, “tinha sido postergado durante os últimos 35 anos”.Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados votará o projeto de lei, que legaliza o aborto até as 14 semanas. Depois disso, a gravidez só poderá ser interrompida em casos de estupro, se representar um risco para a vida e a saúde da mãe, e também se o feto tiver alguma malformação, “incompatível com a vida extrauterina”. Os médicos terão o direito de se negar a praticar abortos, por questões de consciência, mas nesse caso os centros de saúde precisam providenciar suficientes profissionais que possam realizar a operação e cumprir a lei.

Agência Brasil

11 de junho de 2018, 10:49

MUNDO Papa aceita renúncia de bispos chilenos suspeitos de pedofilia

O papa Francisco aceitou nesta segunda-feira (11) a demissão de três bispos do Chile – entre eles Juan Barros, acusado de ter protegido um padre pedófilo. A decisão foi anunciada seis meses após a visita ao Chile, que foi marcada por protestos de vítimas de abuso sexual, cometido por integrantes da Igreja Católica. Em janeiro, o papa mal chegou ao Chile e pediu perdão pelos crimes de abuso sexual, encobertos pelo Vaticano e que ele prometeu punir. Porém, Francisco defendeu Barros, que ele mesmo nomeou bispo de Osorno, em 2015, em meio a acusações de que o sacerdote teria protegido Fernando Karadima – padre que havia sido condenado quatro anos antes, pela própria Igreja, por pedofilia. “No dia em que me trouxerem uma prova contra o bispo Barros, falarei”, disse o papa na ocasião, durante a visita ao Chile. “Não ha nenhuma prova. Tudo é calúnia”, acrescentou. Juan Carlos Cruz, uma das vítimas de Karadima, respondeu ao papa, no Twitter. “Como se eu pudesse tirar uma selfie enquanto Karadima abusava de mim, enquanto Juan Barros estava parado ao lado, vendo tudo”. Barros sempre negou as acusações. Mas os protestos levaram o papa a encomendar nova investigação, ouvindo testemunhos de bispos e das vítimas de abuso sexual no Chile. Quando recebeu os resultados, detalhados num documento de 2,3 mil páginas, Francisco novamente pediu perdão. Só que desta vez por ter errado na sua avaliação.

Em maio, todos os 34 bispos chilenos pediram demissão. A Conferência Episcopal do Chile confirmou que o papa aceitou as renúncias de Barros e de mais dois bispos: Cristián Caro e Gonzalo Duarte.

Agência Brasil

9 de junho de 2018, 12:27

MUNDO Esquerdista ganha adesões na Colômbia

“Não vou expropriar”; “Não convocarei uma Assembleia Constituinte”, “Vou gerir recursos públicos como recursos sagrados”, “Vou promover a iniciativa privada”, “Garantirei a democracia pluralista e o respeito pela diversidade”. Estes são alguns dos 12 mandamentos, firmados em tábuas de mármore, do candidato de esquerda Gustavo Petro, que busca superar o conservador Ivan Duque no segundo turno da eleição presidencial da Colômbia, dia 17. Os compromissos, exibidos ontem em uma praça de Bogotá, são uma tentativa de Petro de se livrar da pecha de aliado do “castrochavismo” que seu principal opositor, Iván Duque, tenta lhe imprimir. Duque acusa Petro de querer transformar a Colômbia em um país bolivariano e de incitar um “conflito de classes anacrônico”. Quem fez Petro se comprometer com ideais do estado de direito e de economia liberal foram os centristas Antanas Mockus, ex-prefeito de Bogotá e senador pelo Partido Verde, e Claudia López, ex-candidata a vice-presidente na chapa do candidato de centro Sergio Fajardo, terceiro colocado no primeiro turno. Desde o fim do primeiro turno, em maio, Petro e Duque cortejam líderes de centro. O esquerdista obteve então 25% dos votos, enquanto Duque ficou com 39% e assumiu a posição de favorito. Fajardo, que teve 23% dos votos no primeiro turno, preferiu não apoiar Petro. Nesta sexta-feira, 18, uma pesquisa do instituto Datexco, divulgada pelo jornal El Tiempo, apontou uma queda na diferença entre os dois em relação às primeiras projeções. Duque tem 46,2%, enquanto Petro tem 40,6%. Outros 13% dizem que votarão em branco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

5 de junho de 2018, 09:30

MUNDO Países adotam de subsídios a fundo para proteger o mercado

Os modelos de políticas de preço de combustíveis são os mais variados em diferentes países. Há desde os que optam por subsídios elevados, como a Venezuela, onde o preço é subvencionado, até os que preferem a completa liberdade de mercado, como os Estados Unidos. De acordo com o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) Adriano Pires, no mercado americano, o peso do imposto é bem mais baixo do que no Brasil, ficando em torno dos 10%, e o valor do combustível na bomba reflete a variação do petróleo no mercado mundial. Mas, ao contrário do Brasil, onde existe apenas uma produtora de derivados, a Petrobras, a competição entre os fornecedores beneficia o consumidor.Em países da Europa, a carga de impostos é alta, “até maior do que no Brasil”, destaca Pires, estimando de 70% a 80% o peso tributário, ante os cerca de 50% pagos pelo consumidor brasileiro. “O imposto lá é alto para reduzir a volatilidade do ajuste. Quando o petróleo fica alto, o imposto cai. Quando o petróleo cai, o imposto fica alto.” Na América Latina, o Chile criou um fundo de estabilização para os preços do petróleo, que protege o mercado das variações momentâneas e especulativas.

Estadão

4 de junho de 2018, 17:45

MUNDO Casa Branca confirma reunião entre Trump e Kim no dia 12

Foto: Susan Walsh/AP Photo

A secretária de imprensa da Casa Branca,Sarah Huckabee Sanders

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, revelou nesta segunda-feira, 4, que a reunião em Cingapura entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, terá início em 11 de junho, às 22h (de Brasília). No horário local, a cúpula está marcada para 12 de junho, às 9h. Em coletiva de imprensa na sede do governo americano, Sarah disse que Trump é informado diariamente sobre o andamento dos preparativos para o encontro, e buscou reforçar que Washington “não mudou sua posição” em relação a Pyongyang, descrita pelo presidente em outras ocasiões como de “pressão máxima”. “Nós ainda temos sanções muito fortes sobre a Coreia do Norte e nós só as levantaríamos após a desnuclearização” do país, afirmou a porta-voz. Sarah foi questionada por diversos repórteres sobre qual o embasamento de Trump para ter escrito hoje no Twitter que tem “direito absoluto” de conceder um perdão presidencial a si mesmo e que o apontamento do conselheiro especial Robert Mueller para investigar a interferência da Rússia nas eleições americanas de 2016 é “inconstitucional”. Há suspeitas de que, nesse caso, Trump possa ser investigado por obstrução de justiça. “Acadêmicos da área legal já levantaram a questão da legalidade do conselho especial”, respondeu a porta-voz. “Não tenho nada a acrescentar às palavras do presidente, a não ser reforçar que ele não fez nada de errado e, por isso, não tem de se preocupar com um indiciamento”, limitou-se a dizer.

Estadão Conteúdo

4 de junho de 2018, 08:54

MUNDO Venezuela e Nicarágua dominarão debates na assembleia da OEA

O acirramento da violência na Nicarágua e a situação política e econômica na Venezuela vão dominar as discussões da 48ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington (EUA), que começa hoje (4) e termina amanhã. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, representa o Brasil.Alguns dos representantes dos 35 países que compõem a OEA estudam aprovar até amanhã uma resolução em que questionam a legitimidade do governo reeleito de Nicolás Maduro, na Venezuela. Também há a hipótese de ser aprovada uma decisão com uma série de sanções ao país.O Grupo de Lima, do qual faz parte o Brasil, já divulgou uma posição crítica à reeleição de Maduro e na qual levanta dúvidas sobre o processo eleitoral no país, uma vez que a abstenção foi elevada e há denúncias de perseguição política aos adversários de Maduro.

Agência Brasil

2 de junho de 2018, 12:05

MUNDO EUA começam a adotar cotas para importação de aço e alumínio do Brasil

O governo dos Estados Unidos começou a aplicar nessa sexta-feira, 1º, restrições às importações brasileiras de aço e alumínio. Foram publicadas informações oficializando a entrada em vigor de cotas máximas para a compra do aço brasileiro e de sobretaxa de 10% sobre as exportações de alumínio para os EUA. De acordo com nota do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), as cotas serão definidas levando em consideração a média exportada entre 2015 e 2017. Para aço semiacabado, a quota será de 100% da média exportada, que foi de 3,5 milhões de toneladas e, para o produto acabado (aços longos, planos, inoxidáveis e tubos), de 70% da média, que foi de 543 mil toneladas. O Mdic disse que o governo brasileiro está em contato com o setor produtivo e acompanhará atentamente os efeitos da medida sobre as exportações brasileiras. “O governo brasileiro considera que a aplicação das restrições sobre as exportações brasileiras não se justifica e segue aberto a construir soluções que melhor atendam às expectativas e necessidades de ambos os setores de aço e alumínio no Brasil e nos Estados Unidos, reservando seus direitos no âmbito bilateral e multilateral”, completou. Mesmo depois de meses de negociações, o governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira que avançaria com sobretaxas sobre o aço e alumínio do Canadá, México e União Europeia, além de aplicar medidas a países como o Brasil. O anúncio reacendeu os temores de uma guerra comercial global e foi condenado por países como França, Alemanha e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Em março, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado que aplicaria restrições às importações norte-americana de aço e alumínio, mas os países vinham, bilateralmente, tentando isenções. O Brasil conseguiu evitar a sobretaxa de 25% sobre as vendas de aço e tentava negociar as cotas, que acabaram sendo impostas a partir dessa sexta-feira, 1º.

Estadão Conteúdo

2 de junho de 2018, 11:15

MUNDO Pedro Sánchez toma posse como primeiro-ministro da Espanha

Foto: Emilio Naranjo/Reuters

Pedro Sánchez_novo primeiro-ministro da Espanha_ cumprimenta seu antecessor Mariano Rajoy

O socialista Pedro Sánchez, novo presidente da Espanha, tomou posse neste sábado, 2, diante do rei Felipe VI e de seu antecessor, Mariano Rajoy, que foi destituído do cargo de primeiro-ministro após uma moção de censura aprovada pela maioria do parlamento nesta sexta-feira, 1. “Prometo, pela minha consciência e honra, cumprir fielmente com as obrigações do cargo de presidente do Governo, com lealdade ao rei, e guardar e fazer cumprir a Constituição como norma fundamental do Estado, assim como manter o sigilo das deliberações do Conselho de Ministros”, leu Sánchez, durante sua posse. Na cerimônia, realizada no Palácio da Zarzuela, residência da realeza espanhola, esteve presente, além de seu antecessor, as principais autoridades estatais. Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), subiu ao cargo de premiê da Espanha após mover a histórica moção de censura que obteve apoio da maioria absoluta do Congresso (180 votos a favor e 169 contra), forçando a saída do conservador Mariano Rajoy, líder do Partido Popular (PP). A moção, apresentada há uma semana pelos socialistas, tinha como base de argumentação a deflagração de um esquema de corrupção envolvendo a alta cúpula do PP. A iniciativa foi tomada após altos executivos da legenda do então premiê, terem sido condenados em um esquema ilícito de financiamento eleitoral e mensalão de empreiteiras a políticos, semelhante aos trâmites da Lava Jato no Brasil. No documento, o PSOE disse que Rajoy teve irresponsabilidade no cargo por não assumir medidas cabíveis após a condenação de membros de seu partido por corrupção. Sánchez, de 46 anos, reconheceu que “certamente” terá dificuldades em seu governo. Mas em seu discurso, após a destituição de Rajoy, ele reiterou o “compromisso com a Europa” e prometeu “estabilizar socialmente o país”, priorizando políticas a favor do meio ambiente e de igualdade entre homens e mulheres. Quanto ao governo separatista da Catalunha, Sánchez prometeu diálogo. “Este governo quer que a Catalunha esteja na Espanha e escutará a Catalunha”, afirmou o líder socialista.

Estadão Conteúdo

31 de maio de 2018, 18:10

MUNDO Reunião entre Trump e Kim pode ocorrer, diz secretário de Estado

A Coreia do Norte e os Estados Unidos estão “caminhando para acertar a cúpula entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano” e as negociações “estão alcançando progressos reais”, afirmou nesta quinta-feira, 31, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo. Ele também afirmou que nesta sexta-feira, 1º, um emissário do líder da norte-coreano vai viajar a Washington “para entregar uma carta pessoal de Kim Jong-un para Trump”. Pompeo se reuniu com Kim Jong-chul, ex-chefe da Inteligência norte-coreana e principal negociador de armas nucleares do país, em Nova York. Segundo Pompeo, os dois discutiram os próximos passos para o tão esperado encontro entre o presidente americano Donald Trump e Kim Jong-un, em Cingapura. Na semana passada, Trump suspendeu as negociações e disse que desistiria do encontro por causa da postura belicosa e do discurso agressivo dos norte-coreanos. Pyongyang afirmou que ainda queria realizar a cúpula e enviou Jong-chul para os EUA. Depois de duas horas e meia de conversas, Pompeo afirmou que a Coréia do Norte “está contemplando mudanças estratégicas” e que as negociações para preparar uma cúpula sobre a desnuclearização estão progredindo. A reunião entre Pompeo e Kim Yong-chol terminou inesperadamente cedo. Mas Ambrose Sayles, porta-voz do Departamento de Estado, chamou o fim antecipado de “resultado da tentativa de ambas as partes fazerem progresso”. “Tivemos conversas substanciais com a equipe da #NorthKorea”, escreveu Pompeo em sua conta no Twitter depois que as negociações foram concluídas. “Nós discutimos nossas prioridades para o potencial encontro entre nossos líderes”. “A Coréia do Norte e o mundo se beneficiariam muito com a desnuclearização da península coreana”, complementou Pompeo em outro post no Twitter. A próxima reunião, marcada para sexta-feira, 1º, entre o presidente americano e a delegação norte-coreana foi uma surpresa para alguns membros da equipe de Trump, e ele ofereceu poucos detalhes quando a anunciou. Nesta quinta-feira, 31, Trump afirmou a repórteres na Casa Branca que não está claro para ele se a demonstração de boa vontade norte-coreana será suficiente para fechar um acordo sobre a realização da cúpula em Cingapura, marcada para 12 de junho. Mas o presidente disse que as negociações entre Washington e Pyongyang estão “em boas mãos”. Seria uma visita rara, semelhante a uma feita em 2000 a Washington pelo vice-marechal Jo Myong-rok, então o segundo oficial mais poderoso da Coreia do Norte. Ele se encontrou com o presidente Bill Clinton e entregou uma carta do líder da Coreia do Norte na época, Kim Jong-il, acenando para um diálogo – que mais tarde se mostrou um fracasso.

Estadão Conteúdo

27 de maio de 2018, 09:55

MUNDO Colombianos vão às urnas para eleger presidente

Trinta e seis milhões de eleitores colombianos foram convocados às urnas, neste domingo (27), para a primeira eleição presidencial após o acordo de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – maior guerrilha do país, hoje convertida em partido político com a mesma sigla. A votação ocorre no momento em que a Colômbia está sentindo o impacto da crise na vizinha Venezuela: meio milhão de venezuelanos cruzaram a fronteira, fugindo da hiperinflação e do desabastecimento. O país enfrenta o desafio de acolher os refugiados, ao mesmo tempo em que tenta incorporar à sociedade civil os 7 mil rebeldes das Farc, que aceitaram depor as armas depois de meio século de conflito com as forcas de segurança colombianas.Seis candidatos disputam a presidência, mas nenhum deve obter os votos necessários para vencer no primeiro turno. Os dois candidatos favoritos representam dois extremos. O advogado Ivan Duque, de direita, lidera as pesquisas de opinião com 40% das intenções de voto. O ex-guerrilheiro Gustavo Petro está em segundo lugar, com o apoio de 30% do eleitorado. Se eleito, ele será o primeiro presidente de esquerda da Colômbia.

Agência Brasil

27 de maio de 2018, 09:30

MUNDO Tributo baixo torna diesel dos EUA competitivo

O diesel já teve alta de 32% nos Estados Unidos desde julho do ano passado, mas ainda assim o país registra o menor preço de combustíveis entre os países industrializados e emergentes, em razão do baixo nível de tributação incidente sobre o produto. Caminhões respondem por quase 70% dos transporte de carga nos EUA e repassam de maneira automática para o cliente as oscilações registradas nas bombas.No dia 21 de maio, os americanos pagavam US$ 0,84 (R$ 3,07) por litro de diesel. Na mesma data, o preço no Brasil estava em US$ 0,98 (R$ 3,58), de acordo com dados do Global Petrol Prices. O patamar era um pouco superior aos US$ 0,96 (R$ 3,51) praticados na Argentina, mas bem abaixo do US$ 1,29 (R$ 4,71) do Uruguai.Sem considerar a elevação no preço do diesel, o custo do transporte de cargas nos EUA bateu recorde no início deste ano e continua a crescer de maneira acelerada. A alta, que chegou a quase 13% em janeiro, desacelerou para 10% no mês passado, segundo o Crass Freight Index Report, que exclui os combustíveis do indicador.As principais razões para o aumento do frete são a aceleração no ritmo de crescimento da economia associada ao aumento de compras online e à escassez de motoristas de caminhão, que se transformaram em um dos profissionais mais cobiçados do país. Na disputa por profissionais, empresas oferecem uma série de benefícios e salários anuais que podem chegar a US$ 80 mil (R$ 292 mil) – a média dos que trabalham em longas distâncias é próxima de US$ 60 mil. A American Trucking Associations estima que havia uma carência de 51 mil motoristas em dezembro, alta de 40% em relação a igual período do ano anterior. A previsão é que a demanda não atendida chegue a 100 mil profissionais em 2021.Preocupação. O temor de analistas é que a pressão sobre o frete se traduza em inflação, que também sofrerá influência da elevação dos preços de combustíveis. Caminhões transportam quase 70% da carga nos Estados Unidos e seus custos têm impacto sobre virtualmente todos os bens de consumo. “O atual patamar de crescimento de volume e preço sinaliza que a economia americana não só está crescendo, mas que o nível de crescimento está se expandindo”, disse Donald Broughton, da Broughton Capital, responsável pela elaboração do Crass Freight Index. “Esse nível de aumento porcentual normalmente só é obtido nos momentos de saída de uma recessão, e não quando as estatísticas já estão fortes.”Segundo ele, o preço dos combustíveis é repassado automaticamente para os que contratam fretes, na forma de uma sobretaxa sobre o preço, que oscila de acordo com o que é cobrado na bomba. Broughton afirmou que o uso intensivo de caminhões não é um problema nos EUA, já que essa modalidade transporta principalmente bens de maior valor e menor peso. “Fedex e UPS movem 1% do peso da economia americana, mas 15% de seu valor.” Trens e barcas costumam transportar commodities com maior densidade e menor preço, como carvão e grãos. Dados do Departamento dos Transportes indicam que os caminhões são o meio mais utilizado para distâncias inferiores a 1,2 mil km, enquanto os trens são dominantes em distâncias de 1,2 mil km a 3,2 mil km.

Agência Brasil

23 de maio de 2018, 08:18

MUNDO Funcionários públicos relatam ameaças por não terem votado na Venezuela

Associações de trabalhadores ligadas à oposição venezuelana denunciaram nesta terça-feira, 22, ameaças de punição do governo a funcionários públicos que não participaram da votação que levou Nicolás Maduro à reeleição, um processo não reconhecido pela maior parte da comunidade internacional. Líderes opositores impedidos pela Justiça de concorrer chamaram a população a não participar. Maduro obteve 68% dos votos e a abstenção ficou em 52%.Segundo Marlene Sifontes, da Frente Autônoma de Defesa do Emprego, Salário e Sindicato, o governo pretende cruzar os dados sobre participação para promover demissões, transferências, aposentadorias forçadas e suspensão de gratificações e de promoções. O governo pretendia alcançar uma participação maior, razão pela qual governadores chavistas convocaram, em áudios vazados, os militares a usarem “toda a máquina” do Estado para levar eleitores às urnas.São frequentes na Venezuela relatos de pressão para que o funcionalismo, estimado em 2,3 milhões de pessoas, vote a favor do governo. Isso ocorreu na semana passada, antes da votação. Uma funcionária pública de 71 anos, que ganha o equivalente a US$ 3 por mês, criticava o governo em um restaurante português do centro de Caracas. Questionada se votaria contra Maduro, disse que não o faria por temor a retaliações. “Estou perto de me aposentar e tenho medo de não conseguir minha pensão se votar contra Maduro.” Outro funcionário público, este de uma empresa da área de pesca, disse nesta terça-feira que as recomendações para que os empregados votassem eram claras. “Ofereceram até transporte para nos levar, mas eu não fui votar”, afirmou o homem, que não passa à iniciativa privada por falta de opção. Ele disse que não recebeu ameaças depois da votação.

Estadão

21 de maio de 2018, 16:49

MUNDO Trump assina decreto contra Venezuela, após vitória de Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que restringe a capacidade do governo da Venezuela de liquidar ativos após a eleição presidencial no país sul-americano, a qual a Casa Branca chamou de “farsa”. Autoridades do alto escalão do governo estão anunciando uma nova ação destinada a impedir que o governo de Nicolás Maduro venda ativos públicos em troca de propinas. O decreto vem na esteira da eleição presidencial na Venezuela, onde Nicolás Maduro foi declarado o vencedor, tendo pela frente um novo mandato de seis anos no comando do país. O principal oponente de Maduro, Henri Falcon, questionou a legitimidade da votação e pediu uma nova eleição. De acordo com a Casa Branca, o decreto assinado por Trump para restringir a capacidade do governo venezuelano de liquidar ativos estatais tem como motivo impedir políticas de Maduro “adotadas à custa do povo venezuelano”.

Associated Press/Estadão Conteúdo