24 de março de 2018, 12:01

MUNDO Estudantes dos EUA se mobilizam em 800 cidades em marcha contra armas

Foto: Steven Senne/AP Photo

Estudantes dos EUA se mobilizam contra armas

Zoe Gordon tem 15 anos e neste sábado estará nas ruas de Washington para fazer história ao lado de centenas de milhares de estudantes que exigirão leis mais rigorosas sobre a venda de armas na Marcha por Nossas Vidas, programada para ocorrer em 837 cidades dos EUA e de quase 40 países. A maior manifestação ocorrerá na capital americana, onde são esperadas 500 mil pessoas, número semelhante ao registrado na Marcha das Mulheres, em janeiro de 2017. Sobrevivente do ataque a tiros na Flórida que deixou 17 mortos na escola secundária Marjory Stoneman Douglas, há cinco semanas, Zoe disse que participa do movimento em homenagem às vítimas do massacre. “Marcho porque estou viva e eles, não. Usarei minha voz para promover a deles, como teriam feito se estivessem aqui”. Como muitos dos organizadores e participantes da marcha, Zoe acredita que é protagonista de um movimento sobre o qual estudantes do futuro lerão. “Nós vamos fazer história. Nós vamos provocar mudanças. Não vamos parar até que elas ocorram.” Mas os estudantes terão o desafio de manter a mobilização em um cenário no qual a cobertura de suas ações pela imprensa e a receptividade do público a sua mensagem tendem a diminuir. Por enquanto, o Congresso americano se mostrou imune à pressão dos adolescentes e rejeitou aprovar qualquer restrição significativa ao comércio e ao porte de armas no país. Diante da reação ao ataque, a Assembleia Legislativa da Flórida aumentou a idade mínima para compra de armas, de 18 para 21 anos, e criou um período de espera de três dias para a entrega de armas a um comprador. As medidas estão longe das exigidas pelos estudantes, mas representaram um desafio à Associação Nacional do Rifle (NRA) em um dos Estados onde o lobby pró-armas é mais poderoso. Uma das editoras do jornal da Marjory Stoneman Douglas, Rebecca Schneid, de 16 anos, disse que a marcha deste Sábado é o começo de um movimento que pode durar anos. “Não vamos parar. Vamos continuar a marchar e a pressionar os legisladores. Mais importante, vamos usar nosso voto para tirá-los de seus cargos. Vamos votar em pessoas que nos escutem”, afirmou, lembrando que os estudantes viverão mais que os políticos que comandam hoje. Rebecca estava na aula de jornalismo quando o ataque ocorreu e se escondeu com outros 19 estudantes no local onde são guardados equipamentos fotográficos. “Foram duas horas de puro terror. Realmente achei que ia morrer.” Segundo a estudante, a crescente influência do movimento iniciado em sua escola aumentou sua convicção de que ela e seus colegas conseguirão realizar mudanças. As demandas dos adolescentes incluem a proibição de vendas de fuzis semiautomáticos e de cartuchos de munição com mais de dez balas, a elevação para 21 anos da idade mínima para compra de armas, a verificação de antecedentes em todas as transações e o aumento dos recursos destinados ao tratamento de problemas mentais. Pesquisa NPR/Ipsos, divulgada no início do mês, mostrou que a maioria dos eleitores apoia as propostas. Entre os entrevistados 70% disseram ser favoráveis ao veto à venda de fuzis semiautomáticos e cartuchos com mais de dez balas. A checagem de antecedentes de todos os compradores de armas foi defendida por 94% – as transações feitas em feiras de armas não passam por verificação. A proposta do presidente Donald Trump de armar professores foi rejeitada por 59%.

Estadão Conteúdo

23 de março de 2018, 18:11

MUNDO Brasil e Venezuela trocam hostilidades e farpas em reunião tensa na ONU

Foto: Marco Belo/Reuters

Representante em Genebra do governo de Nicolás Maduro tentou impedir discurso do Brasil que denunciava abusos cometidos por Caracas

Os embaixadores da Venezuela e do Brasil na ONU protagonizaram uma troca de farpas e cenas pouco comuns durante o Conselho de Direitos Humanos da entidade, nesta sexta-feira, 23. A delegação de Caracas chegou a usar uma placa onde está escrito o nome de seu país na bancada da ONU para bater sobre a mesa e tentar impedir que o Brasil continuasse com seu discurso. O debate central era a aprovação de uma resolução que condenava a adoção de sanções unilaterais e que apontava como tais medidas coercitivas podem minar os direitos humanos. Se o Brasil tradicionalmente votou a favor de resoluções com essas características, o governo admitiu nesta sexta-feira que o atual contexto na Venezuela e o fato de a proposta ter sido apresentada justamente pelo governo de Nicolás Maduro em nome do Movimento dos Países Não-Alinhados obrigava o Itamaraty a mudar de posição. O Brasil se absteve. Além de condenar as sanções, o texto pedia que os governos se unissem para fazer uma declaração formal contrária às práticas. Ao explicar seu voto, a embaixadora brasileira, Maria Nazareth Farani Azevêdo, citou o exemplo da situação na Venezuela. Mas passou a ser hostilizada pela delegação de Caracas, que tentava impedir que ela seguisse o discurso. A diplomacia de Maduro alegava que as regras da ONU não permitem que um governo use sua explicação de voto para tratar de temas que não estejam no conteúdo da resolução. Depois de uma primeira interrupção, a diplomata brasileira voltou a falar. “Ao continuar meu discurso, o sr. vê que o exemplo sobre a Venezuela é pertinente à explicação de meu voto” disse, se referindo ao presidente do Conselho, Vojislac Suc. “Repito portanto: a situação na Venezuela criou um dilema sobre nossa posição tradicional diante do assunto, com base em grande parte na preocupação do Brasil sobre o uso da força nas relações internacionais”, disse a embaixadora. Enquanto ela retomava o discurso, a delegação venezuelana tentou impedir que a diplomata seguisse pela segunda vez. Levantou sua placa para pedir uma “questão de ordem” e, ao não ser atendida pelo presidente do Conselho, a delegação passou a bater a placa sobre a mesa de forma repetida. Mas a embaixadora seguiu com seu discurso. “Na Venezuela, ameaças contra os direitos humanos são originárias de políticas conduzidas pelo governo”, disse Maria Nazareth. Com o ruído, a presidência do Conselho foi obrigada a dar uma vez mais a palavra aos venezuelanos, que insistiram que a situação em seu país “não fazia parte do debate da resolução”. O presidente, nesse momento, permitiu que a embaixadora brasileira seguisse com seu discurso. Ele também indicou ao governo da Venezuela que aquele não era o momento de tratar de “assuntos bilaterais”. “Entre as várias medidas, o governo venezuelano usa o acesso a comida como instrumento para influenciar a vontade popular”, denunciou a brasileira, sob o forte ruído da placa com o nome da Venezuela sendo batida sobre as mesas da ONU. “A negação de que existe uma emergência e a recusa de aceitar ajuda de organizações independentes são as maiores ameaças aos direitos humanos dos venezuelanos. O Brasil decidiu, portanto, se abster da resolução”, completou a embaixadora. O governo da Venezuela voltou a tomar a palavra e disse que os “pontos de ordem” que tinham solicitado eram “legítimos”. O governo venezuelano qualificou a intervenção brasileira de hostil. Quem saiu na defesa da posição da Venezuela foi Cuba, que lamentou que um assunto relacionado a uma votação fosse usado para atacar outra nação. O governo australiano também se solidarizou com o Brasil. O México, país que tradicionalmente apoia a resolução, optou por se abster citando as mesmas preocupações do Brasil. O governo dos EUA também rejeitou a resolução, alegando que suas sanções não violam direitos humanos e eles podem até ser um instrumento para promovê-los. “Como o Brasil disse, a Venezuela é pertinente para essa discussão”, declarou a diplomacia de Donald Trump. “Trata-se de uma alternativa ao uso da força e votaremos não”, disse o embaixador Jason Mack. Com o apoio dos países africanos e de governos do Movimento dos Países Não-Alinhados, a Venezuela conseguiu a aprovação da resolução com 28 votos a favor, 15 contra e 3 abstenções. Entre os vários pontos, o texto ainda aponta que “acesso a remédios e alimentos não devem ser usado como coerção política”.

Estadão Conteúdo

23 de março de 2018, 16:28

MUNDO Rajoy diz não estar entusiasmado com possibilidade de nova eleição na Catalunha

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, disse que não está entusiasmado com a realização de outra eleição regional na Catalunha. A região no nordeste espanhol, onde políticos pró-independência tentaram se separar de Madri no ano passado, realizou uma eleição em dezembro passado, mas ainda não tem um governo regional devido a disputas legais e políticas com o governo de Rajoy. A maioria separatista do Parlamento da Catalunha não conseguiu, pela terceira vez, eleger seu candidato como presidente regional durante uma votação na quinta-feira. Com isso, houve uma contagem regressiva de dois meses para encontrar um líder e um governo. Caso contrário, outra eleição deve ser convocada. Nesta sexta-feira, Rajoy comentou que não gostaria de repetir as eleições e disse que “as pessoas votam e os políticos têm o dever de resolver problemas, e não criar outros”. Fonte: Associated Press.

23 de março de 2018, 13:52

MUNDO América Latina crescerá em média 2,6% entre 2018 e 2020, diz BID

A América Latina e o Caribe crescerão em média 2,6% entre 2018 e 2020, abaixo do crescimento global, devido aos baixos níveis de investimento e produtividade, indicou nesta sexta-feira (23 o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ao apresentar seu relatório macroeconômico. A informação é da EFE. Embora a América Latina vá voltar a crescer após dois anos de recessão, o fará a um ritmo muito mais baixo do que o de outras regiões, como a Ásia e a Europa emergente, que projetam um crescimento de 6,5% e 3,7%, respectivamente, nesse mesmo período, diz o banco. A expansão latino-americana, no entanto, é desigual: espera-se que o Cone Sul (excluindo o Brasil) apresente um índice de crescimento de 2,9% entre 2018 e 2020, que o México cresça 2,7% nesse triênio e que o Brasil avance 2%. “A boa notícia é que a maior parte da região voltou a crescer”, disse José Juan Ruiz, economista-chefe do BID, ao informar a primeira parte do relatório no marco da assembleia anual da organização, realizada esta semana em Mendoza (Argentina). Ruiz apontou contudo que “o crescimento não é suficientemente veloz para satisfazer as demandas da crescente classe média” e ressaltou que “o maior desafio é aumentar os níveis e a eficiência dos investimentos para que a região se torne mais produtiva, cresça de maneira mais veloz e estável e resguarde a região de ‘choques’ externos”. A reunião anual da instituição financeira pan-americana, que se estenderá até o próximo domingo, conta com a presença de centenas de líderes econômicos e políticos da região.

Agência Brasil

22 de março de 2018, 16:35

MUNDO Suprema Corte do Peru pode impedir que presidente Kuczynski deixe o país

Autoridades da Suprema Corte do Peru disseram que um juiz irá considerar um pedido para impedir que o presidente do país, Pedro Pablo Kuczynski, deixe o País caso o Congresso aceite a renúncia do líder. Os debates sobre essa questão devem acontecer nesta quinta-feira no Congresso. O Congresso pode aceitar o pedido de renúncia ou optar por prosseguir com o processo de impeachment sobre laços de Kuczynski com a Odebrecht. As autoridades não abordaram se o pedido seria considerado se o presidente peruano fosse deposto. Kuczynski perderia a imunidade presidencial depois de sair do cargo, deixando-o mais vulnerável a um processo. Congressistas da oposição acusam o presidente de não divulgar US$ 782 mil em pagamentos da Odebrecht à sua consultoria privada há mais de uma década, quando ele era ministro de governo. Kuczynski negou qualquer irregularidade

22 de março de 2018, 14:26

MUNDO Espanha rejeita plano de separatistas para eleger líder da Catalunha

O governo espanhol do premiê Mariano Rajoy rejeitou um plano dos separatistas no Parlamento regional da Catalunha para eleger um importante político a favor da secessão, Jordi Turull, como presidente catalão. O secretário de Estado para administração territorial, Roberto Bermúdez de Castro, afirmou que a votação desta quinta-feira em Barcelona é apenas mais uma trama na frustrada tentativa regional de ganhar independência. Ele disse ao Senado espanhol que o governo se oporá à eleição de qualquer candidato com problemas legais. Turull está entre as ex-autoridades que podem ser acusadas por rebelião por causa da fracassada tentativa do Parlamento regional de se separar do restante da Espanha no ano passado. Um juiz da Suprema Corte que monitora a investigação sobre o episódio planeja anunciar acusações formais nesta sexta-feira. Turull é o terceiro candidato proposto pelos deputados favoráveis à independência desde a eleição de dezembro. O governo central administra a Catalunha a partir de Madri. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

22 de março de 2018, 08:00

MUNDO Zuckerberg diz que vai ajudar a esclarecer vazamento de informações do Facebook

Foto: Divulgação

Fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg

O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou que a empresa “cometeu erros” que levaram milhões de usuários da rede a ter seus dados explorados pela consultoria política, Cambridge Analytica. Ele também garantiu estar disposto à colaborar como for preciso e evitar que dados sejam novamente explorados indevidamente para influenciar campanhas eleitorais na Índia e no Brasil. “Nós temos a responsabilidade de proteger seus dados [dos usuários], se não pudermos, não merecemos atendê-los”, declarou. A consultoria é acusada de ter usado dados de cerca de 50 milhões de usuários do facebook e ter influenciado eleições de maneira indevida. A companhia obteve as informações em 2014 e utilizou os dados para desenvolver uma aplicação que “previa e influenciava decisões dos eleitores”, segundo reportagens publicadas pelo jornal The New York Times e pelo Canal britânico 4. Segundo as reportagens, a consultoria também poderia agir em eleições na Índia e este ano no Brasil. Em entrevista exclusiva, na noite dessa quarta-feira (21), à rede de tv norte-americana CNN, Zuckerberg afirmou estar disposto até mesmo a ir ao Congresso brasileiro se for chamado para testemunhar e ajudar. Ele admitiu ter ocorrido o que chamou de “quebra de confiança”. Mais cedo, já havia publicado um pedido de desculpas em sua página oficial na rede social. Durante a entrevista à rede CNN, Zuckerberg afirmou estar profundamente triste e reafirmou que vai adotar as ações necessárias para proteger os dados de usuários e “dificultar” a coleta de dados de informações por “aplicativos desonestos”. Ele disse que a empresa se compromete a investigar aplicativos que tiveram acesso a grandes quantidades de dados antes de 2014 – quando a rede social reduziu bastante o acesso de dados. Além disso, informou que vai ser feita uma auditoria forense em aplicativos suspeitos. Aqueles que não concordarem com essa verificação poderão ser banidos. Medidas para proteger contas inativas também deverão ser adotadas. Zuckerberg afirmou ainda que a empresa vai aprender com a experiência para proteger ainda mais sua plataforma e tornar a comunidade mais segura para todos daqui pra frente. O facebook investiga o vazamento dos dados que supostamente teriam sido usados pela empresa de consultoria britânica Cambridge Analytica, contratada pela campanha presidencial de Donald Trump em 2016.

Leandra Felipe, Agência Brasil

21 de março de 2018, 20:11

MUNDO Após caso Odebrecht, presidente do Peru renuncia ao cargo

Foto: Jorge Silva/AFP

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski (PPK), renunciou ao cargo ontem, menos de 24 horas antes da votação no Congresso que poderia afastá-lo definitivamente do cargo por “incapacidade moral”. Acusado de ter recebido dinheiro da construtora Odebrecht quando ainda era ministro de Alejandro Toledo, em 2005 e 2006, PPK escapou da destituição em dezembro após conseguir reverter votos de opositores e em seguida conceder o indulto ao ex-presidente Alberto Fujimori. Depois de entregar sua carta de demissão ao Legislativo, o presidente peruano deixou o palácio de governo, em Lima, onde momentos antes havia se despedido de funcionários, vários dos quais choraram após a confirmação da sua renúncia. Em pronunciamento gravado e exibido pela emissora estatal peruana, Kuczynski afirmou que sempre trabalhou de forma honesta apesar de a oposição tentar retratá-lo como uma pessoa corrupta. Ele também disse que o país terá uma transição de poder ordeira e constitucional. “Diante desta difícil situação que se criou (…) acredito que o melhor para o país é que eu renuncie à presidência da república”, disse PPK, acompanhado por membros de seu gabinete ministerial. Kuczynski tomou a decisão após uma reunião do Conselho de Ministros. A situação do presidente peruano se tornou insustentável depois que, na terça-feira, o partido de oposição Força Popular, liderado pela ex-candidata presidencial Keiko Fujimori, divulgou uma série de vídeos no qual o irmão dela, Kenji Fujimori, e alguns congressistas ligados a ele oferecem obras públicas ao também parlamentar Moisés Mamani em troca do voto contra o impeachment de Kuczynski. Segundo PPK, as imagens dos vídeos foram editadas e causaram “uma grave distorção do processo político”. Com a renúncia, o primeiro vice-presidente do Peru, Martín Vizcarra, que também é embaixador no Canadá, deverá assumir a liderança do país até o fim do mandato, em julho de 2021. PPK, um ex-banqueiro de Wall Street de 79 anos, tomou posse em julho de 2016, após derrotar Keiko nas urnas. Nesta quinta, Salvador Heresi, dirigente do partido governista, e outros aliados de PPK, mesmo os que deixaram o partido governista e são independentes, pediram a renúncia do presidente e afirmaram que votariam a favor de seu impeachment caso ele não deixasse o poder. Ministros do governo também pediram a saída do presidente. A renúncia deverá ser aprovada pelo Congresso, mas a esquerda peruana antecipou ontem que não a aceitará e manifestou sua intenção de levar adiante o processo de destituição. A Frente Ampla e o Novo Peru, as duas formações de esquerda na Câmara, vão rejeitar a renúncia por considerar que Kuczynski não mostrou arrependimento pela compra de votos. Seriam necessários 87 votos dos 130 membros do Congresso para a aprovação do impeachment, que seria votada hoje. Pelas contas de políticos peruanos, ao menos 90 deputados já tinham se mostrado favoráveis à destituição do presidente. A oposição passou a pressionar Kuczynski a deixar o cargo após a denúncia de que a construtora brasileira Odebrecht pagou mais de US$ 782 mil a sua empresa, a Westfield Capital, por consultorias entre 2004 e 2007, período em que ele era ministro. PPK sempre negou as acusações e disse que seu sócio, o chileno Gerardo Sepúlveda, foi quem assinou o contrato de assessoria financeira da Odebrecht. A construtora respaldou as afirmações, dizendo que os pagamentos foram legais e gerenciados por Sepúlveda. PPK sobreviveu em dezembro a outra moção depois que deputados do Força Popular, entre eles Kenji Fujimori, se abstiveram de votar. Três dias depois, Kuczynski indultou o ex-presidente Alberto Fujimori, detido por violação dos direitos humanos. O indulto foi interpretado como um acordo em troca de apoio parlamentar.

Estadão Conteúdo

18 de março de 2018, 19:17

MUNDO Com metade das urnas apuradas, Rússia confirma reeleição de Putin com 75% dos votos

Foto: EFE/EPA/YURI KOCHETKOV

Presidente da Rússia deve ser reeleito para um quarto mandato

O presidente russo, Vladimir Putin, conquistou neste domingo, 18, seu quarto mandato, ao vencer as eleições com 75% dos votos, segundo dados da Comissão Eleitoral Central, após a apuração de metade das urnas. Diante de uma multidão na noite deste domingo na praça Manezh, perto do Kremlin, Putin disse que sua vitória esmagadora nas eleições foi um sinal “da confiança e da esperança” do povo russo. “Vamos trabalhar duro, de uma forma responsável e eficaz”, disse o presidente reeleito. “Vejo nisto o reconhecimento do fato de que muitas coisas foram feitas em condições muito difíceis”, acrescentou. Leia mais no Estadão.

Estadão

18 de março de 2018, 13:18

MUNDO Metade da população russa já votou para presidente em meio a irregularidades

Mais da metade da população russa, 51,9% de um total de 111 milhões de pessoas, já foi às urnas neste domingo para eleger seu presidente pelos próximos seis anos, segundo a Comissão Central de Eleições da Rússia. A vitória do presidente Vladimir Putin, no poder desde 2000, é esperada, já que pesquisas apontam que Putin tem 70% das intenções de votos. Ele enfrenta outros sete candidatos, mas nenhum deles representa uma ameaça real. Assim como na eleição de 2012, marcada por denúncias de fraudes, esta também se destacou por relatos de irregularidades em diferentes regiões do país. O resultado só deverá ser oficialmente anunciado na segunda-feira. Um dos líderes da oposição, Alexei Navalny, declarou que boicotaria o pleito presidencial e convocou os russos a fazer o mesmo. O grupo de monitoramento das eleições Golos reportou dezenas de aparentes violações das regras eleitorais, do extremo leste da Rússia a Moscou. Os problemas vão desde diversas urnas instaladas em lugares longe da observação de câmeras a inscrições de eleitores feitas de última hora, provavelmente para aumentar os resultados. Aproximadamente 145 mil observadores acompanham as eleições russas, incluindo 1.500 estrangeiroes e representantes do movimento liderado por Navalny. Em resposta aos reportes de irregularidades, a Comissão informou que está agindo rapidamente em resposta às denúncias de violações da lei.

Estadão Conteúdo

18 de março de 2018, 12:43

MUNDO Trump questiona Mueller e fala em “memorandos falsos” de ex diretores do FBI

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou em sua conta no Twitter o fato de a equipe do conselheiro especial Robert Mueller contar com 13 democratas e nenhum político do partido Republicano, do qual Trump faz parte. Mueller é responsável pela investigação sobre o suposto conluio entre Trump e autoridades russas e sobre possível obstrução da Justiça norte-americana. “Por que a equipe de Mueller tem 13 democratas convictos, alguns grandes partidários corruptos de Hillary (Clinton) e zero republicanos? Outro democrata recentemente entrou para o grupo… Alguém considera isso justo? E no entanto, não há conluio!”, disse o presidente norte-americano. Trump levantou dúvidas também sobe a veracidade dos memorandos entregues a Mueller pelos ex vice-diretor e ex diretor do FBI, Andrew McCabe e James Comey, respectivamente. “Estive muito pouco tempo com Andrew McCabe, mas ele nunca tomou notas enquanto esteve comigo. Não acredito que ele tenha feito memorandos, exceto para ajudar sua própria agenda, provavelmente em uma data posterior”, declarou o presidente pelo Twitter. “O mesmo (digo) sobre o mentiroso do James Comey. Podemos chamá-los de ‘fake memos’ (memorandos falsos)?”, continuou.

Estadão Conteúdo

17 de março de 2018, 11:57

MUNDO Vladimir Putin deve garantir novo mandato presidencial na Rússia

Os russos se preparam para votar para presidente neste domingo, em um pleito com a vitória já esperada de Vladimir Putin, no poder desde 2000. Os candidatos foram impedidos de fazer campanha neste sábado, mas a mensagem aos eleitores é clara: dos cartazes celebrando a grandiosidade russa – tema da campanha de Putin – a uma cobertura da mídia favorável ao Kremlin. Embora Putin seja desafiado por sete candidatos nas urnas, nenhum representa uma ameaça real. No último encontro com os eleitores, em 2012, o presidente enfrentou forte resistência de movimentos de oposição, mas desde então tem conseguido impulsionar sua popularidade graças a ações russas na Ucrânia e Síria. Neste ano, em especial, a população tem enfrentado uma intensa e crescente pressão para votar. Na sexta-feira, Putin instou os russos a “usar seu direto de escolher o futuro da grande Rússia que todos amamos”. Ele alertou que deixar de votar significaria que “essa escolha decisiva será feita sem que a sua opinião tenha sido levada em conta”. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

17 de março de 2018, 10:38

MUNDO Grécia: Barco com refugiados naufraga e deixa 14 mortos

Um barco com refugiados afundou na ilha grega de Agathonisi neste sábado deixando pelo menos 14 mortos. As operações de busca e resgate estão em andamento para localizar possíveis desaparecidos. Segundo informações da Guarda Costeira, o barco de madeira estaria levando 21 pessoas quando afundou nos arredores da ilha. Três pessoas – duas mulheres e um homem – conseguiram nadar até a costa e alertaram as autoridades. A operação de busca e resgate envolve aviões, equipes da Marinha e da Guarda Costeira da Grécia e uma embarcação da agência costeira europeia Frontex está a caminho. Inicialmente foram resgatados seis corpos (de quatro crianças, um homem e uma mulher). Mais tarde, outros oito corpos foram encontrados no sudeste de Agathonisi. Apesar da existência de um acordo entre a União Europeia e a Turquia criado para inibir o fluxo de imigrantes e refugiados para a Europa usando a popular rota entre a costa turca e as ilhas gregas, dezenas e algumas vezes centenas de pessoas continuam a se arriscar nessa jornada. “A recente tragédia em Agathonisi ressalta do jeito mais triste que a vida não pode depender dos interesses de traficantes ou mesmo de políticas de estado”, disse em comunicado o ministro grego da Migração, Dimitris Vitsas. Vitsas disse que todos os esforços estão concentrados na operação de busca e resgate, “e está claro que a solução está em oferecer medidas para proteção dessas pessoas” e nos procedimentos e rotas seguras para os refugiados e imigrantes. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

16 de março de 2018, 15:00

MUNDO Secretário-geral da OEA deseja sanções mais duras contra a Venezuela

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, deseja sanções internacionais mais duras contra a Venezuela. De acordo com ele, “sanções mais amplas e mais gerais” devem ser direcionadas ao funcionamento do governo do presidente Nicolás Maduro. No entanto, ele não elaborou. As penalidades impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia, entre outros, visam quebrar o poder de Maduro em meio a uma crise política e econômica mais profunda na Venezuela. Segundo a agência de notícias Europa Press, Almagro também expressou, durante uma conferência em Madri, apoio à investigação do Tribunal Penal Internacional de supostos crimes cometidos pelas forças de segurança da Venezuela. Ele descreveu o governo de Maduro como uma “ditadura”. Maduro retirou a Venezuela da OEA após diversas críticas da organização ao seu governo. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

16 de março de 2018, 09:41

MUNDO Rússia prepara medidas retaliatórias contra EUA e Reino Unido

A Rússia criticou nesta sexta-feira medidas punitivas adotadas pelos EUA e Reino Unido nos últimos dias e revelou planos de incluir mais cidadãos americanos numa lista negra de Moscou e de expulsar diplomatas britânicos, agravando o atual conflito com o Ocidente. O governo russo enfrenta crescente indignação internacional desde que foi revelado o caso do envenenamento de um ex-agente duplo russo no Reino Unido. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, que ontem se juntou a um grupo de líderes internacionais que condenaram o ataque ao ex-espião, anunciou ontem uma primeira rodada de sanções contra entidades e indivíduos russos, pela interferência de Moscou na campanha presidencial dos EUA em 2016 e por ataques cibernéticos a partes fundamentais da infraestrutura americana, incluindo redes elétricas. O presidente russo, Vladimir Putin, que deverá ganhar um novo mandato na eleição presidencial de domingo (18), tem sido favorecido pelas tensões com o Ocidente, se promovendo como um líder que tem condições de enfrentar a Europa e os EUA. Moscou vai ampliar o número de americanos sob sanção na lista do Kremlin, em resposta à atitude de Washington, afirmou hoje o vice-ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, acrescentando que poderão haver outras ações retaliatórias, “de acordo com nossos interesses”. Já o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, confirmou que Moscou irá expulsar um número indeterminado de diplomatas britânicos, depois da decisão da primeira-ministra britânica, Theresa May, de anunciar a expulsão de 23 diplomatas russos. Segundo o embaixador russo em Londres, Alexander Yakovenko, a expulsão reduzirá o corpo diplomático russo na capital inglesa em 40%. A decisão de May, anunciada na quarta-feira, veio por suspeitas de que Moscou está por trás do envenenamento, no último dia 4, do ex-espião russo Sergei Skripal, que trabalhou para o serviço de inteligência britânico, e de sua filha Yulia, numa cidade no sul da Inglaterra. Ontem, a Casa Branca emitiu um comunicado conjunto com Reino Unido, Alemanha e França condenando a Rússia pelo ataque.

Estadão