23 de julho de 2017, 09:27

MUNDO Palestino morre em confronto com forças israelenses na Cisjordânia

Um jovem palestino foi morto em um confronto com as forças de segurança israelenses na Cisjordânia neste sábado (22), o segundo dia de tensão neste local e em Jerusalém Oriental em protesto pelo reforço dos controles de Israel no acesso à Esplanada das Mesquitas.O morto, identificado como Yusef Kashur, de 19 anos, foi ferido com uma bala no peito no povoado cisjordaniano de Al Eizariya. A vítima foi transferida ao hospital da cidade de Jericó, onde morreu, segundo informaram fontes médicas à Agência Efe.O incidente aconteceu após uma onda de violência na região, que seguiu os confrontos de ontem, nos quais três palestinos morreram, 450 ficaram feridos e quatro policiais israelenses também. Durante a noite, um palestino assassinou a facadas três membros de uma família judia no assentamento de Halamish, na Cisjordânia.Este clima de tensão se insere no cenário de protestos muçulmanos contra as novas medidas de segurança e restrições impostas por Israel em torno da Esplanada das Mesquitas, após o ataque cometido no dia 14 por três árabes-israelenses, que assassinaram dois policiais israelenses, antes de serem abatidos pelas forças de segurança.

Agência Brasil

22 de julho de 2017, 09:34

MUNDO PT e PC do B assinam apoio a regime de Nicolás Maduro

Foto: Divulgação

Os três principais partidos de esquerda do Brasil – PT, PC do B e PDT – intensificaram o discurso em defesa do regime chavista de Nicolás Maduro na Venezuela no momento que o país vizinho vive uma escalada de violência política que já deixou mais de cem mortos desde abril, segundo o Ministério Público local.Na quarta-feira passada, o PT e o PC do B subscreveram em Manágua, capital de Nicarágua, a resolução final do 23.º Encontro do Foro de São Paulo, organização que reúne diversos partidos de esquerda da América Latina e do Caribe. O texto defende a elaboração de uma nova Constituição que amplia os poderes de Maduro, exalta o “triunfo das forças revolucionárias na Venezuela” e diz que a “revolução bolivariana é alvo de ataque do imperialismo e de seus lacaios”. Presente ao encontro, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), fez um discurso no qual afirmou que o partido manifesta “apoio e solidariedade” ao governo do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), seus aliados e ao presidente Nicolás Maduro “frente à violenta ofensiva da direita contra o governo da Venezuela”.Os representantes brasileiros no Foro não fizeram menção ao ataque ao parlamento neste mês promovido por militantes chavistas ou às denúncias de violência por parte do aparato militar oficial do Estado.O acirramento da violência tem como marco o mês de abril, com a morte de dois estudantes. No dia 6, Jairo Ortiz, de 19 anos, levou um tiro no tórax durante um protesto. Dias depois, Daniel Queliz, 20 anos, foi morto com um tiro no pescoço. Para a oposição, Maduro quer mudar a Constituição para ampliar seus poderes.”Nosso apoio ao Maduro é total. O Foro foi bem unificado em relação à Venezuela. Não houve omissão, porque a virulência da oposição está grande e conta com muito apoio externo”, afirmou Ana Prestes, da Fundação Maurício Grabois e uma das representantes do PC do B. Procurada, Gleisi Hoffmann não quis se manifestar.O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que integra a direção nacional do partido, disse que a legenda “não corrobora com ações de violência estatal”. Em Manágua, representantes do PT e do PC do B também condenaram o ataque feito por oposicionistas à Corte Suprema venezuelana. O PDT não enviou representantes ao evento, mas alinhou o discurso. “Nós apoiamos a autonomia do povo venezuelano de decidir seu destino. Condenamos atos de violência, mas pontuamos que, no caso da violência, ela vem dos dois lados”, disse Carlos Lupi, presidente nacional do PDT.O evento na Nicarágua, que homenageou o líder cubano Fidel Castro, produziu uma resolução de rechaço ao que foi chamado de “golpe de Estado” no Brasil e de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Reduzido. Oficialmente, o Foro de São Paulo tem sete partidos brasileiros inscritos: PT, PDT, PC do B, PCB, PPL, PSB e PPS. A maioria deles, porém, deixou de enviar representantes ao evento nos últimos anos.”Hoje apenas alguns membros antigos do diretório do PSB defendem o Foro. O regime de Maduro é uma loucura. A Constituinte que ele convocou é uma tentativa de Estado totalitário”, O secretário-geral do PCB, Edmilson Costa, que o partido tem críticas ao Foro, mas apoia “incondicionalmente o governo bolivarianista de Maduro”.

Estadão

22 de julho de 2017, 08:50

MUNDO Israel envia tropas para a Cisjordânia após ataque em assentamento

Israel enviou mais tropas para a Cisjordânia, após ataque em um assentamento, que deixou três mortos. Desde a semana passada, as tensões aumentam entre Israel e Palestina, após Israel instalar detectores de metais e restringir a entrada de muçulmanos em templo sagrado para os dois povos, localizado na Cidade Velha de Jerusalém. Até o momento, seis pessoas foram mortas, sendo os três israelenses e mais três palestinos.O vice-ministro de Israel, Michael Oren, declarou que líderes palestinos devem pedir calma. Segundo Oren, o Hamas e outros grupos exploram as tensões para incitar a violência. O presidente palestino Mahmoud Abbas disse, ontem, que suspende todas os laços com Israel até que os dispositivos de segurança sejam removidos do local sagrado. Michael Oren comentou que a declaração de Abbas atende a uma necessidade política.Na Cisjordânia, o acusado pelo ataque em um assentamento foi identificado como Omar al-Abed, de 20 anos. Ele está hospitalizado após levar um tiro. Segundo parentes do acusado, as tropas israelenses prenderam seu irmão, Monir.

Estadão

22 de julho de 2017, 08:16

MUNDO Mercosul fecha acordo com a Colômbia para ampliar relações comerciais

Os países do Mercosul assinaram hoje (21), durante a Reunião de Cúpula do grupo, um Acordo de Complementação Econômica (ACE) que amplia as relações comerciais com a Colômbia, que é membro associado do bloco. Segundo o Ministério e Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o novo acordo amplia as preferências nas transações comerciais dos setores têxteis e siderúrgicos entre Brasil, Argentina Paraguai e Uruguai e a Colômbia, permitindo a redução total das alíquotas do Imposto de Importação (IPI) aplicadas a esses segmentos.Segundo o ministro Marcos Pereira, que assinou o documento em nome do governo brasileiro junto com o chanceler Aloysio Nunes Ferreira, o termo possibilitará, no curto prazo, a entrada em vigor do acordo automotivo entre Brasil e Colômbia, assinado em 2015. Esse acordo, além de zerar alíquotas de importação, prevê a concessão de 100% de preferência para veículos dos dois países, com cotas anuais crescentes.De acordo com o ministério, no primeiro ano serão 12 mil unidades; no segundo, 25 mil; e a partir do terceiro, 50 mil unidades. “A Colômbia é um excelente mercado para os veículos fabricados no Brasil, devido à proximidade geográfica. Todas as empresas instaladas no Brasil, que possui a maior indústria automotiva da América do Sul e uma das maiores do mundo, vão ser beneficiadas com o acordo com a Colômbia”, disse Pereira em nota divulgada pelo ministério.

Agência Brasil

21 de julho de 2017, 22:05

MUNDO Para chefe do Pentágono, líder do EI está vivo

O chefe do Pentágono, Jim Mattis, disse nesta sexta-feira, 16, que ele acredita que o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al Bagdadi, está vivo, após várias semanas de rumores que o apontavam como morto.”Acho que Bagdadi está vivo. Pensarei de outra forma quando soubermos que o matamos”, declarou a imprensa. “Procuramos por ele, mas assumimos que está vivo”.Em junho, o Exército russo anunciou que havia bombardeado, no mês anterior, uma área em Raqqa, na Síria, onde supostamente acontecia uma reunião de líderes do grupo EI e Bagdadi poderia ter morrido no ataque. Os russos disseram que estavam verificando se o líder havia sido “eliminado”.

21 de julho de 2017, 10:00

MUNDO FMI aprova empréstimo de curto prazo de US$ 1,8 bilhão para a Grécia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira (20) a aprovação de um empréstimo-ponte de US$ 1,8 bilhão para a Grécia. Essa modalidade de empréstimo é feita a curto prazo, enquanto se negocia os termos de uma oferta de crédito a ser pago no longo prazo. A informação é da agência EFE. A aprovação do empréstimo por parte do Comitê Executivo do FMI foi anunciada após dois anos de especulações se o órgão participaria do programa de resgate grego, um dos requisitos que tinham sido impostos pelos sócios e credores europeus do país. O empréstimo de contingência, que o FMI esclarece que responde a um “princípio de acordo”, equivale a 1,3 bilhões em direitos especiais de saque (a moeda nominal do órgão, composta por uma cesta de moedas que inclui o dólar, o euro, a libra e o iene). Isso representa 55% da cota que a Grécia possui na instituição. No comunicado, o FMI não especificou os requisitos que serão exigidos da Grécia para o desembolso do empréstimo. O FMI tem defendido que o programa de resgate ao país seja acompanhado de acordos para aliviar a dívida com os países credores de Atenas. Leia mais na Agência Brasil.

EFE

21 de julho de 2017, 08:55

MUNDO Supremo da Venezuela anula nomeação de juízes feita pela Assembleia Nacional

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela anulou ontem (20) o processo de nomeação de juízes que está sendo realizado pela Assembleia Nacional, controlada pela oposição. Hoje (21), os deputados empossariam 33 magistrados para substituírem outros considerados como “ilegítimos”. A informação é da Agência EFE.A Sala Constitucional do TSJ declarou “nulo por inconstitucionalidade” o processo por “afetar diretamente o interesse coletivo devido aos efeitos dessa ação e de todas as decisões tomadas na ocasião pela Assembleia”, disse a sentença.Segundo o TSJ, a iniciativa da Assembleia Nacional de nomear magistrados se configura como um “crime de usurpação de funções”, uma decisão que pode ter “consequências jurídicas”.O TSJ também reitera que a Assembleia Nacional foi declarada em desacato pelo Judiciário. “Todos os seus atos são nulos. De nulidade absoluta, carentes de validade e eficácia jurídica”.Para a oposição venezuelana e a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, 33 juízes do TSJ que foram designados em dezembro de 2015, dias antes de o chavismo perder o controle do Legislativo, são ilegítimos devido às irregularidades cometidas no processo de escolha dos nomes.

20 de julho de 2017, 21:48

MUNDO Em dia de greve geral, duas pessoas morrem em protestos contra Maduro

Ruas vazias, centenas de comércios fechados e ônibus suspensos. A população da Venezuela parou em protesto contra a convocação de uma eleição para Assembleia Constituinte pelo presidente Nicolás Maduro. Em meio aos confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, duas pessoas morreram e nove ficaram feridas.O Ministério Público reportou a morte de Ronney Eloy Tejera, de 24 anos, por arma de fogo em um protesto no Estado central de Miranda. Já Andrés Uzcátegui, de 23 anos, foi morto em um protesto em Carabobo.Com a morte dos jovens, subiu para 95 o número de vítimas fatais desde que se acirraram os protestos antigovernamentais nos últimos três meses. O país convive com hiperinflação e desabastecimento, fruto de uma política econômica populista que se ancorou na alta dos preços do barril de petróleo na última década.A greve de 24 horas desta quinta-feira, convocada pela oposição, procurava acentuar a pressão contra Maduro, que pretende reescrever a Constituição do país. A votação para a nova Carta Constitucional deve ocorrer em 30 de julho. Os manifestantes alegam que o governo de querer implantar uma ditadura.Maduro resiste em deixar para trás o plano da nova Constituinte e acusou nesta quinta-feira a oposição de “sabotar o país”. O presidente venezuelano criticou ainda o plano do governo dos Estados Unidos de lançar sanções contra altos funcionários do governo bolivariano.Em Mendonza (Argentina), onde ocorre a 50ª Cúpula do Mercosul, o vice-chanceler da Argentina, Daniel Raimondi, disse que os países do bloco não pretendem aplicar sanções comerciais contra a Venezuela e pediu que o governo desista de convocar a Constituinte.”Entendemos que uma sanção comercial poderá gerar um impacto não desejado no bem-estar da população venezuelana, que é o que menos queremos agora”, afirmou.A Venezuela está suspensa do Mercosul desde dezembro de 2016.A pressão diplomática contra Maduro também aumentou por parte de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU). O diplomata venezuelano Isaías Medina anunciou que deixará o cargo na missão no organismo internacional por discordar “violações” dos direitos humanos por parte do governo Maduro.

Estadão

20 de julho de 2017, 14:30

MUNDO Greve geral da oposição venezuelana registra adesão parcial em Caracas

A greve geral de 24 horas convocada para hoje (20) pela oposição da Venezuela teve adesão parcial, especialmente no leste da capital do país, onde estabelecimentos comerciais e escritórios amanheceram fechados e as principais vias foram bloqueadas ao trânsito. A informação é da agência EFE. Os distritos de El Hatillo, Chacao e Sucre, redutos do antichavismo governados por opositores, têm suas atividades praticamente paralisadas e a maioria das ruas foi tomada por manifestantes desde as 7h locais (8h de Brasília), o que também impediu o funcionamento do transporte público. Apenas alguns estabelecimentos comerciais e as instituições bancárias operam com normalidade – especialmente o setor financeiro, depois da decisão repentina do governo venezuelano de pagar os aposentados hoje, o que gerou longas filas de idosos em vários bancos. No oeste da capital, sede dos poderes públicos do país, governados pelo chavismo, a jornada se desenvolve com aparente normalidade. A “greve cívica” é parte de aumento da pressão dos opositores contra o governo de Nicolás Maduro, depois do plebiscito não oficial de domingo (16), realizado pela oposição sem o reconhecimento do governo. A consulta popular contou com a participação de 7,5 milhões de venezuelanos, de acordo com os organizadores.

Agência EFE

20 de julho de 2017, 09:34

MUNDO Ministra anuncia demissão de procuradora responsável pela Lava Jato no Peru

A ministra da Justiça do Peru, Marisol Pérez Tello, anunciou ontem (20) a demissão da procuradora responsável pelo caso da Operação Lava Jato no país, Katherine Ampuero, por ter apresentado um recurso que evitará que a construtora Odebrecht pague uma reparação civil ao Estado pelas propinas pagas em solo peruano. A informação é da Agência EFE.Em uma entrevista à RPP Notícias, Marisol afirmou que perdeu a confiança em Katherine e que o governo peruano decidiu despedi-la do cargo.A procuradora propôs – e a Justiça peruana aceitou – que a Odebrecht seja proibida de transferir as ações de duas empresas envolvidas no projeto de irrigação Olmos.Em um comunicado, a Odebrecht informou, no início deste mês, que a medida prejudica diretamente os credores da empresa e ao próprio Estado peruano, pois sem a venda do ativo não será possível gerar os fluxos necessários para recuperar a cadeia de pagamento e proceder ao pagamento da reparação civil ao Estado.Marisol Pérez Tello salientou que o governo pretende que a “Odebrecht deixe o país”, mas antes “deve pagar pelos danos civis correspondentes”.A ministra disse que a presidente do Conselho de Defesa Jurídica do Estado, Julia Príncipe, tinha renunciado em solidariedade a Katherine Ampuero. Porém, minutos depois, Julia declarou ao mesmo programa de TV que não tinha renunciado, e sim foi demitida do cargo. “Está me tirando do cargo por não ter aceito destituir a procuradora Katherine Ampuero pela proibição no caso Olmos”, explicou Julia Príncipe.A Odebrecht é investigada no Peru pelo pagamento de US$ 29 milhões em propinas entre 2005 e 2014 para realizar obras públicas.O escândalo de corrupção culminou com a prisão preventiva para o ex-presidente Ollanta Humala e sua esposa Nadine Herédia. Há um mandado similar para ser executado contra o ex-presidente Alejandro Toledo e sua esposa Elianne Karp.

Agência Brasil

20 de julho de 2017, 08:00

MUNDO Justiça do Equador ordena prisão de mais 2 envolvidos no caso Odebrecht

O pai e um sócio do ex-ministro de eletricidade do Equador, Alecksey Mosquera, vinculados à rede de corrupção que a Odebrecht estabeleceu para conseguir obras públicas no país, serão presos, de acordo com a Corte Nacional de Justiça. Os novos implicados no caso são Marco Mosquera e o empresário Santiago Játiva. O ex-ministro permanece detido desde abril, acusado de ter recebido US$ 1 milhão da Odebrecht. Todos os envolvidos no caso estão sendo investigados por lavagem de dinheiro. Fonte: Associated Press.

Agência Brasil

19 de julho de 2017, 11:30

MUNDO Congresso do Equador arquiva pedido de julgamento de vice-presidente

O Conselho de Administração Legislativa (CAL) da Assembleia Nacional do Equador arquivou, ontem (18) à noite, um pedido da oposição para investigar o vice-presidente Jorge Glas, a quem acusavam de corrupção. Segundo a oposição, Glas teria recebido subornos da brasileira Odebrecht e também da estatal Petroecuador e do grupo Caminosca, durante a gestão do presidente Rafael Correa (2007-2017), quando respondia pelos Setores Estratégicos do governo. O presidente do Parlamento, o governista José Serrano, afirmou que a maioria decidiu pelo arquivamento porque a petição não cumpria os requisitos exigidos por lei, segundo agência Télam. Para que Glas fosse julgado, seria necessário apresentar indícios de que ele cometeu crimes contra a administração pública, contra a segurança do Estado ou de tortura e genocídio. ”A única possível prova de relação direta de responsabilidade do vicepresidente não tem validade, já que foi obtida de maneira ilegal e não pode constituir prova”, já que é um documento sigiloso, afirmou Serrano. A decisão pelo arquivamento no CAL foi obtida com cinco votos a favor e dois contra. No entanto, não está descartada a possibilidade de se apresentar outra solicitação similar contra Glas, acrescentou Serrano.

 

Agência Brasil

19 de julho de 2017, 09:30

MUNDO Advogada russa que se reuniu com Trump Jr. diz que aceita falar nos EUA

A advogada russa Natalia Veselnitskaya, protagonista da polêmica reunião com Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, afirmou que aceita ir ao Congresso americano para dar explicações. As informações são da EFE. Em uma entrevista na noite desta terça-feira (18) à emissora de televisão russa RT, Veselnitskaya garantiu que faria isso se lhe dessem garantias de segurança. ”Estou disposta a esclarecer a situação em vista da histeria atual, mas dentro do marco jurídico: através dos advogados ou com uma declaração no Senado”, disse ela. Em suas palavras, a situação e as notícias relacionadas ao caso que veio a público há pouco mais de 10 dias “é uma história bem dirigida por um manipulador”. De acordo com Natalia, o escândalo sobre a reunião que teve com Trump Jr. foi orquestrado por William Browder, diretor-geral do fundo de investimentos Hermitage Capital. Veselnitskaya disse que Browder reuniu informação sobre seus filhos, sua família e seu estado civil. “Depois compartilhou esta informação com representantes do Departamento de Estado. Não sei para que o fizeram”, disse ela. ”O senhor Browder é um grande especialista em tecnologia e um manipulador dos meios de informação”, acrescentou. Vingança  A jurista está convencida de que Browder organizou esta operação de desinformação em grande escala como vingança pela derrota que sofreu em um tribunal dos EUA em 2013 contra uma equipe de advogados que incluía à própria Veselnitskaya. ”Não tenho nenhuma dúvida que toda esta informação é alimentada e incitada por esta pessoa para vingar-se pelo fracasso que sofreu em um tribunal do distrito sul de Nova York”, explicou. O escândalo foi revelado pelo jornal The New York Times, que informou que o primogênito de Trump, junto ao então chefe de campanha do empresário, Paul Manafort, e o seu cunhado, Jared Kushner, se reuniram com essa advogada russa em junho de 2016, supostamente para obter informação que prejudicasse a então candidata democrata à Casa Branca, Hillay Clinton. Pouco depois, Trump Jr. acabou publicando e-mails dessas datas nos quais recebe com entusiasmo a idéia de obter informação sobre Hillary da advogada russa. No entanto, ressaltou que a reunião foi uma “perda de tempo” porque não houve nenhuma informação importante. A própria advogada, em uma entrevista à emissora americana NBC, negou que tivesse qualquer relação com o Kremlin e, portanto, com a suposta ingerência russa nas eleições dos EUA.

Agência Brasil

19 de julho de 2017, 08:08

MUNDO Brasil pede apoio à Argentina para ajuda a brasileiros retidos em Bariloche

O governo brasileiro, por meio do Ministério das relações Exteriores, informou que acompanha de perto a situação de brasileiros retidos em Bariloche, Argentina, em razão da nevasca que afeta a Região Sul do Continente. Em nota, o Itamaraty informa que a Embaixada do Brasil, em Buenos Aires, já fez contatos com autoridades argentinas sobre apoio ao grupo de cidadãos brasileiros retidos em Bariloche, em especial às famílias com crianças. “Visando a assegurar a assistência necessária aos brasileiros, o Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires e o Consulado Honorário do Brasil em Bariloche também têm mantido contato permanente com as autoridades locais. Está sendo examinada, ademais, a viabilidade de se instalar um núcleo de apoio do Consulado Honorário no Aeroporto de Bariloche”, diz ainda a nota. O Itamaraty ressalta que o aeroporto de Bariloche vem operando com as limitações impostas pelas condições climáticas adversas, dando prioridade à segurança dos voos, mas que está em contato com as autoridades aeroportuárias e responsáveis das companhias aéreas Aerolíneas Argentinas e Latam. Por meio de nota à imprensa, a Latam informou que “está fazendo todo o possível para reacomodar os passageiros afetados por cancelamentos e reprogramações”. Ainda segundo a empresa, “com a melhora das condições climáticas, as operações da empresa estão sendo retomadas gradualmente. Ainda assim, a companhia pede que os passageiros confiram a situação de seus voos na página, na internet, Status de Voos”. De acordo com a Latam os passageiros que queiram reprogramar sua viagem podem acessar a página Minhas Viagens ou entrar em contato com a Central de Atendimento nos telefones 4002-5700 (capitais) e 0300 570 5700 (todo o Brasil). O Itamaraty informa também que montou um plantão no Consulado-Geral em Buenos Aires e está atendendo pelo número +54 9 11 4199 9668, dedicado exclusivamente a casos de emergência. Como alternativa, o Núcleo de Assistência a Brasileiros do Itamaraty, em Brasília, poderá ser acionado pelo e-mail dac@itamaraty.gov.br e, também, pelos telefones +55 61 2030 8803/8804 (das 8h às 20h) e + 55 61-98197-2284, das 20h às 8h.

Agência Brasil

18 de julho de 2017, 19:37

MUNDO Juiz boliviano é processado por libertar membro do PCC que liderou assalto

A Promotoria e o Conselho de Magistratura da Bolívia apresentaram hoje (18) ações contra um juiz que libertou em 2016 o brasileiro líder da quadrilha que tentou assaltar uma joalheria no leste do país, morto após trocar tiros com policiais, e que tinha vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação é da agência EFE.O Conselho da Magistratura abriu um processo disciplinar contra o juiz Fernando Rivadeneira, que concedeu prisão domiciliar ao brasileiro Antonio Adão da Silva Costa em outubro de 2016. Já o promotor do departamento de La Paz, Edwin Blanco, anunciou que apresentou uma ação penal contra o juiz, que será investigado pelos crimes de descumprimento de deveres e prevaricação.Segundo as autoridades bolivianas, Antonio Adão era o líder do grupo que tentou assaltar a joalheria Eurochronos, em Santa Cruz de la Sierra. A ação foi frustrada pela polícia, mas os bandidos fizeram reféns e trocaram tiros com os agentes.No tiroteio, os policiais conseguiram matar Adão e outros dois bandidos. Um agente e uma gerente da joalheria também foram atingidos e morreram no local. Três funcionários da loja ficaram feridos, dois deles em estado grave.