12 de janeiro de 2018, 13:45

MUNDO Formação de governo na Alemanha é positivo para futuro da Europa diz França

O governo da França recebeu de forma positiva a notícia de que líderes do bloco conservador, de Merkel, fecharam um acordo preliminar com o Partido Social-Democrata (SPD, pela sigla em alemão), de centro-esquerda, para seguir adiante com negociações para a formação de um governo de coalizão. Após reunião de gabinete em Paris, o porta-voz do governo francês, Benjamin Griveaux, afirmou que o acordo, se apoiado definitivamente pelos sociais-democratas em um congresso do partido no dia 21 de janeiro, “é bom para a Alemanha, bom para a França e bom para a Europa.” Ele destacou que o acordo é “um elemento importante para a estabilidade e o futuro da Europa”, especialmente nas próximas discussões e esforços do bloco comum em relação a imigração, economia e questões financeiras. Os sociais-democratas ainda devem votar se apoiam as diretrizes acertadas no acordo firmado hoje para que iniciem as negociações efetivas da coalizão. Caso isso ocorra, Merkel finalmente poderá seguir junto do presidente francês, Emmanuel Macron, nos planos para a reforma da zona do euro, sem o impedimento de questões políticas domésticas. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

10 de janeiro de 2018, 13:59

MUNDO Fórum Econômico Mundial diz que visita de Trump fornecerá perspectiva sobre EUA

Os organizadores do Forum Econômico Mundial disseram que a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à conferência anual em Davos, na Suíça, permitirá que os participantes “tenham uma perspectiva direta sobre as prioridades políticas e econômicas dos EUA”. O fórum fez a declaração no fim da noite de terça-feira depois que a Casa Branca confirmou que Trump participaria da reunião de cerca de 350 líderes mundiais, além de centenas de executivos de empresas e líderes da sociedade civil, que acontecerá entre os dias 23 e 26 de janeiro. A porta-voz do fórum, Fon Mathuros, disse que o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, o secretário do Comércio, Wilbur Ross, e o representante comercial Robert Lighthizer também são esperados. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, será o palestrante deste ano, a primeira vez que um líder indiano foi a Davos desde 1997. O presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, também são esperados.

Estadão Conteúdo

9 de janeiro de 2018, 21:15

MUNDO Coreias aceitam frear corrida militar após pacto sobre Olimpíada de Inverno

Foto: Estadão/Reprodução

O ministro sul-coreano de Unificação, Cho Myoung-gyon e o líder da delegação norte-coreana, Ri Son-gwon

O reencontro entre as Coreias do Norte e do Sul, o primeiro em mais de dois anos, abriu as portas para futuros encontros diplomáticos e uma possível reaproximação entre os dois países. A reunião de ontem, que durou mais de 11 horas, não tratou apenas da participação de Pyongyang nos Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul, mas de questões espinhosas como a redução das tensões militares e a interrupção de algumas sanções econômicas sul-coreanas. Os representantes da Coreia do Norte concordaram em enviar à Coreia do Sul, para a Olimpíada de Inverno, uma delegação formada por atletas e torcedores, uma equipe de demonstração de Taekwondo e um grupo de jornalistas. Os dois países também concordaram em tomar medidas para reduzir as tensões militares na região. A Coreia do Sul pediu ainda a Pyongyang o fim de atos hostis na fronteira e disse estar preparada para suspender temporariamente algumas sanções para facilitar a participação norte-coreana nos Jogos. A reunião na chamada ‘Casa da Paz’, na zona desmilitarizada entre os dois países, começou de maneira tépida, com conversas amenas sobre o clima. “Rios e montanhas inteiras estão congeladas”, disse Ri Son-gwon, o principal negociador norte-coreano. “Não seria um exagero dizer que, em comparação com o clima da natureza, a relação intercoreana esteja ainda mais congelada”. A delegação norte-coreana, formada por cinco integrantes, todos vestidos com ternos escuros justos e sapatos polidos, chegou à fronteira em um veículo militar e, em seguida, fez uma breve caminhada pela linha de demarcação do lado sul-coreano de Panmunjom. Depois, os negociadores dos dois países apertaram as mãos, posaram para fotos e começaram as conversas. Tanto o líder norte-coreano, Kim Jong-un, quanto o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, puderam ouvir as discussões em tempo real, e cada um deles tinha uma linha direta com a Casa da Paz. Apesar dos avanços em relação à presença norte-coreana na Olimpíada de Inverno e na suspensão de algumas sanções, novas arestas apareceram durante as 11 horas de reunião. O principal negociador da Coreia do Norte, Ri Son-gwon, expressou forte descontentamento com a tentativa dos sul-coreanos de debater a interrupção do programa nuclear norte-coreano. “Falando sobre a questão nuclear, todas as armas estratégicas da Coreia do Norte, incluindo bombas atômicas e de hidrogênio, mísseis balísticos, foguetes, não estão em discussão e estão direcionadas inteiramente para os EUA. Não têm nosso próprio povo como alvo, nem mesmo a China ou a Rússia”, disse Ri.

Estadão Conteúdo

8 de janeiro de 2018, 21:15

MUNDO EUA cancelam asilo a 200 mil salvadorenhos

Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP

Imigrantes protestam em frente à Casa Branca

O departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira, 8, não renovar o Status de Proteção Temporária (TPS) que desde 2001 permite a cerca de 200 mil imigrantes de El Salvador permanecer no país. O anúncio oficial deve ser feito ainda nesta segunda-feira, mas a decisão já foi tomada, segundo o jornal The Washington Post. O status foi concedido em 2001 quando o país foi atingido por dois fortes terremotos. No ano passado, o governo Trump tomou uma decisão similar envolvendo imigrantes haitianos. Os salvadorenhos terão até 9 de setembro de 2019 para obter um visto de permanência nos Estados Unidos ou ficarão sujeitos a ser deportados. De acordo com o documento que Departamento de Segurança Interna enviou para advogados, o secretário Kirstjen Nielsen determinou que as condições em El Salvador já melhoraram consideravelmente desde a implementação do programa, de forma que não há mais necessidade de manter o TPS. “Apenas o Congresso pode criar uma solução permanente para a falta de um status legítimo permanente das pessoas atualmente protegidas pelo TPS que viveram e trabalharam nos Estados Unidos por muitos anos”, diz o texto. “Este período de 18 meses para o fim do programa permitirá que o Congresso tenha tempo para trabalhar em uma solução legislativa definitiva”.

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7 de janeiro de 2018, 20:14

MUNDO Trump diz que livro que questiona sua aptidão à presidência é “fake book”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em seu perfil no Twitter que o livro “Fogo e Fúria: por dentro da Casa Branca” (em tradução livre), do jornalista Michael Wolff, é um “fake book” (livro falso, na tradução para o português). O livro vem gerando polêmica por apresentar Trump como um político que não entende bem o peso de seu cargo e mencionar preocupações de conselheiros da Casa Branca de que ele não seria apto à presidência. “Tive de tolerar notícias falsas desde o primeiro dia em que anunciei que me candidataria à Presidência. Agora tenho de tolerar um livro falso, escrito por um autor totalmente desacreditado. Ronald Reagan teve o mesmo problema e lidou com bem com a situação. Eu também lidarei”, disse Trump pela rede social. O presidente dos EUA também elogiou a entrevista dada pelo assessor da Casa Branca Stephen Miller à rede de TV CNN, na qual Miller descreveu o livro como “nada além de uma pilha de lixo completa”. Ele também criticou seu anterior chefe de estratégia, Steve Bannon, citado por Wolff no livro, afirmando que Bannon fez comentários “grotescos tão desconectados da realidade e obviamente vingativos”. Na entrevista ao programa “State of the Union”, Miller criticou também a cobertura da CNN sobre o caso e foi pressionado pelo moderador Jake Tapper a responder às perguntas. Tapper terminou a entrevista abruptamente. “Acho que já tomei tempo demais dos meus telespectadores”. Sobre a questão, Trump comentou pelo Twitter: “Jake Tapper, da ‘fake news’ CNN acaba de ser destruído em sua entrevista com Stephen Miller sobre a administração Trump. Assistam ao ódio e à injustiça desta CNN subserviente”. Ontem, Trump publicou na rede social que é um “gênio muito estável” e “realmente inteligente”, resposta a citações no livro. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

7 de janeiro de 2018, 12:45

MUNDO Exército sírio retoma cidade estratégica em província no norte do país

Forças militares da Síria continuam avançando sobre a província de Idlib, no norte do país e maior área ainda sob controle de rebeldes ligados a al-Qaida. Neste domingo, o exército retomou o controle da cidade de Sinjar, considerada estratégica por estar a 19 quilômetros de base área de Abu Zuhour, no extremo sul da província, também sob controle de rebeldes. A informação foi divulgada pela TV estatal Al-Ikhbariya TV. A ação era esperada após a derrota do grupo Estado Islâmico no país. Na semana passada, o ministro de relações exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse que a maior parte das ações militares contra o Estado Islâmico na Síria tinha terminado e sinalizou que o foco se voltaria a militantes relacionados à al-Qaida. Não está claro o objetivo da atual ofensiva. Espera-se que o governo sírio e aliados recuperem o controle de toda a província mas ativistas opositores dizem que o alvo principal é a base aérea de Abu Zuhour e a estrada que liga Damasco a Aleppo, que passa por Idlib. Nos últimos dois meses, tropas apoiadas por ataques aéreos russos recapturaram mais de 80 cidades e vilas no norte das províncias de Hama e de Idlib pela primeira vez desde meados de 2015. Com a ofensiva em Idlib, milhares de civis estão sendo obrigados a migrar em direção à fronteira com a Turquia em um inverno marcado por baixíssimas temperaturas. A província tem uma população de mais de 2,6 milhões de sírios, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), dos quais 1,1 milhão migraram de regiões em conflito no país. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

7 de janeiro de 2018, 12:01

MUNDO Explosão próxima a estação de metrô em Estocolmo deixa dois feridos

Uma explosão do lado de fora de uma estação de metrô em Estocolmo deixou duas pessoas feridas neste domingo. De acordo com a polícia local, um homem de 60 anos e uma mulher de 45 se feriram após um deles ter tocado no explosivo para checar o que era o objeto. O homem se encontra em estado grave. A explosão aconteceu do lado de fora da estação Varby Gard no bairro residencial de Huddinge, na região metropolitana de Estocolmo. Autoridades disseram não acreditar que a explosão na capital sueca esteja relacionada a ato terrorista. A polícia está investigando a origem do explosivo. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteudo

7 de janeiro de 2018, 11:00

MUNDO Formação de brasileiro nos EUA vale menos que a de argentino

Um ano a mais de formação de um brasileiro que vai viver nos Estados Unidos se reflete em um aumento de renda de 6,2% – um resultado mais tímido que o de imigrantes de países como Guiana, Bulgária e Filipinas, aponta levantamento de 2012, feito a partir de dados do Censo norte-americano de 2000 por um pesquisador da Universidade de Notre Dame. O estudo, que mostra o quanto a formação brasileira ainda é desvalorizada no mercado de trabalho internacional, foi discutido com entusiasmo por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV). Quando são considerados os 108 países com um número de pessoas entrevistadas por nacionalidade maior que 100, o Brasil aparece na metade do ranking, ocupando a 54.ª posição. Os primeiros lugares são ocupados por suíços, japoneses e suecos, cujos aumentos de renda por tempo de estudo variam de 11,4% a 12,6%. Para Samuel Pessôa, economista-chefe da gestora Reliance e pesquisador associado do Ibre/FGV, existe uma correlação entre as diferentes formas de remunerar o mesmo nível de escolaridade e o desempenho dos países no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). “O que esse estudo mostra é que dois imigrantes de diferentes países, que tiveram sua educação formal em seus respectivos países, têm remuneração variável pela educação.”

Estadão Conteudo

7 de janeiro de 2018, 09:45

MUNDO BNDES corre risco de calote de US$ 2 bi de Angola, Venezuela e Moçambique

Foto: Estadão

Angola pode ser a próxima a atrasar pagamentos de empréstimos do BNDES

Após calotes de Venezuela e Moçambique, no ano passado, Angola pode ser a próxima a atrasar pagamentos de empréstimos do BNDES que financiaram obras de empreiteiras brasileiras. No total, o banco tem US$ 4,3 bilhões a receber de dívidas nessa modalidade, sendo US$ 2 bilhões de Venezuela, Moçambique e Angola. Desde 1997, o banco liberou US$ 10,5 bilhões para 15 países e obteve US$ 8,2 bilhões de retorno, incluindo juros. A conta dos atrasos, na verdade, ficará com o Tesouro Nacional, pois as operações têm seguro, coberto pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE). Vinculado ao Ministério da Fazenda, o fundo é feito para garantir esse tipo de empréstimo. Nos financiamentos de longo prazo no exterior, é normal haver participação dos governos no crédito ou nas garantias, dizem especialistas. Mesmo que os recursos sejam recuperados à frente, após renegociações com os devedores, não há previsão orçamentária em 2018 para os eventuais calotes, informou o Ministério da Fazenda. Novos calotes podem pressionar ainda mais as contas públicas, já deficitárias. A Venezuela preocupa mais. Do calote de US$ 262 milhões anunciado em setembro, US$ 115 milhões são com o BNDES. O banco tem mais US$ 274 milhões a receber apenas neste ano, do saldo devedor total de US$ 814 milhões. O atraso da parcela deste ano implicaria gasto adicional de R$ 885 milhões no Orçamento federal de 2018. A avaliação do governo é que dificilmente a dívida será paga normalmente, disse uma fonte.

Estadão Conteudo

6 de janeiro de 2018, 13:01

MUNDO Aeronaves colidem em pista de aeroporto em Toronto

Os passageiros foram forçados a se retirar, apesar da baixa temperatura, depois que dois aviões colidiram no chão no aeroporto internacional de Toronto. Ninguém se feriu. A WestJet informou na noite de sexta-feira que um avião vindo de Cancun, no México, com 168 passageiros e uma equipe de seis pessoas estava parado quando foi atingido por uma aeronave Sunwing. A porta-voz Lauren Stewart disse que os passageiros da WestJet foram evacuados da aeronave por meio das saídas de emergência, logo após a colisão. A Sunwing disse que não havia tripulação nem passageiros a bordo de sua aeronave. Ele estava sendo rebocado pelo fornecedor do serviço de assistência.

Estadão Conteudo

6 de janeiro de 2018, 09:45

MUNDO Dois aviões se chocam na pista do aeroporto de Toronto

Dois aviões se chocaram na pista do Aeroporto Internacional de Toronto, no Canadá, sem deixar vítimas, apesar do impacto ter causado um pequeno incêndio em um dos dispositivos, o que obrigou a saída de emergência dos passageiros. O acidente ocorreu ontem (5) quando um avião sem passageiros ou tripulantes da companhia Sunwing, que estava sendo rebocado, bateu em um avião da WestJet que acabava de chegar de Cancún (México) com 168 passageiros e seis tripulantes. O impacto provocou um pequeno incêndio no avião da Sunwing. Um dos passageiros declarou à emissora canadense CBC que, após a confusão do impacto inicial, houve momentos de pânico quando o avião da Sunwing começou a derramar combustível e ocorreu um incêndio. Com o fogo, os passageiros do avião da WestJet foram obrigados a escapar utilizando as rampas de emergência. Os trabalhos para a retirada dos passageiros foram dificultados pelas condições meteorológicas de Toronto, onde no momento do acidente o termômetro marcava -20 graus centígrados, mas com a sensação térmica perto de -30 graus. As informações são da agência de notícias EFE.

Estadão Conteudo

5 de janeiro de 2018, 21:50

MUNDO França fecha a porta ao ingresso da Turquia na UE

O presidente da França, Emmanuel Macron, fechou nesta sexta-feira, 5, a porta à adesão da Turquia à União Europeia “nos próximos anos”. O processo de integração, iniciado há 54 anos, sofreu idas e vindas na última década, mas foi na prática congelado desde a ofensiva empreendida pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, contra sua oposição após o golpe de Estado frustrado de julho de 2016. Os dois líderes se encontraram no Palácio do Eliseu. Foi a primeira vez que Erdogan foi recebido por um chefe de Estado europeu desde o início da repressão, que já levou de funcionários públicos, militares, policiais, acadêmicos, intelectuais e jornalistas à prisão por suspeita de colaboração com um grupo religioso rival. Na visita a Paris, Erdogan se encontrou no final da manhã com Macron, com quem almoçou. Para o líder turco, o encontro foi uma tentativa de romper o crescente isolamento internacional de seu país. Já Macron, criticado pela oposição de esquerda, que reclamou do desrespeito aos direitos humanos e à democracia na Turquia, tenta recuperar a influência da França no Oriente Médio, em especial na Síria, onde o protagonismo da Rússia e do Irã na guerra deixou a Europa e os Estados Unidos em posição de fraqueza. Em uma tensa entrevista coletiva, na qual Erdogan reclamou várias vezes das questões que lhe eram endereçadas, o chefe de Estado turco lamentou a postura da Europa de bloquear a adesão de seu país. “Estamos há 54 anos à espera na antessala da União Europeia. Não há outro país na situação da Turquia”, reclamou. Referindo-se à reunião com Macron, Erdogan não escondeu sua insatisfação. “Eu não obtive o que queria. E certamente será necessário esperar ainda mais”, disse ele, protestando contra os 16 capítulos ainda abertos no processo de adesão, de um total de 35. “Isso nos cansou seriamente”. O presidente da França também deixou claro que o processo não avançará enquanto houver uma política de restrição da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e dos direitos humanos na Turquia. “A UE nem sempre agiu bem com a Turquia, deixando crer que as coisas eram possíveis, quando não necessariamente eram”, ponderou. “Levamos em conta os desdobramentos recentes da Turquia, ligados ao contexto turco e que foram desejados pelo povo turco, e não foram no sentido da facilitação das negociações dos capítulos”. Segundo o francês, “é evidente que os últimos anos não foram no sentido da integração com a UE”. “Nós ganharemos se tivermos um discurso de clareza”, disse Macron, propondo uma parceria bilateral mais intensa. “O processo de adesão, tal como está aberto, não permitirá desembocar em uma conclusão nos próximos anos”. Erdogan aproveitou a oportunidade para reclamar que a União Europeia não cumpriu sua parte no acordo de contenção da crise imigratória negociado entre o final de 2015 e 2016 com a Turquia. Segundo o presidente, dos € 30 bilhões prometidos em auxílio aos refugiados instalados na Turquia, apenas € 900 milhões foram transferidos. Macron não se manifestou a respeito.

Estadão Conteúdo

5 de janeiro de 2018, 17:00

MUNDO Governo da Venezuela confirma detenção do brasileiro Jonatan Diniz

O governo da Venezuela confirmou hoje (5) que o brasileiro Jonatan Diniz, de 31 anos, está preso no país. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou ontem (4) comunicado em que cobrava a administração de Nicolás Maduro para que fornecesse informações sobre o paradeiro do rapaz. Segundo o governo venezuelano, o brasileiro está em bom estado de saúde. Na nota divulgada ontem, o Itamaraty informou que acionou o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela e as autoridades policiais daquele país para descobrir onde Diniz estava detido, bem como sua situação jurídica. O órgão não disse, contudo, se havia recebido notícias do paradeiro do jovem. O Itamaraty também reivindicou uma visita consular, medida prevista em convenções internacionais. Segundo a assessoria da instituição, essa visita pode ocorrer ainda hoje (4). Acusações Jonatan Diniz foi detido no dia 28 de dezembro pelas forças de segurança da Venezuela, no estado de Vargas. Segundo a agência oficial de notícias do país, o jovem é acusado de manter atividades desestabilizadoras contra o regime de Nicolás Maduro. O catarinense e três venezuelanos fariam parte da organização não governamental Time to Change the Earth (Tempo de Mudar a Terra,em tradução livre). Para o governo, a entidade seria uma “organização criminosa com tentáculos internacionais”, que distribuiria alimentos e bens a moradores de rua com o objetivo de obter recursos em moeda nacional com vistas a promover ações contra o governo. A família de Jonatan vem divulgando apelos nas redes sociais pela liberdade do jovem. Uma página foi criada para disseminar informações e mobilizar pessoas. Uma petição online na plataforma Avaaz também foi produzida para angariar apoios.

Agência Brasil

5 de janeiro de 2018, 15:45

MUNDO EUA impõem sanções contra quatro generais da Venezuela

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira a imposição de sanções contra quatro generais venezuelanos, acusados de atos de corrupção e violações aos direitos humanos. A ação congela qualquer ativo que os militares tenham sob jurisdição americana e também proíbe qualquer cidadão dos EUA de fazer negócios com eles. As alvos de hoje foram Rodolfo Clemente Marco Torres, Francisco José Rangel Gómez, Fabio Enrique Zavarse Pabón e Gerardo José Izquierdo Torres. A administração do presidente Donald Trump já aplicou dezenas de sanções contra funcionários e ex-funcionários venezuelanos. Entre os alvos anteriores já esteve o vice-presidente Tareck El Aissami, por seu suposto envolvimento no tráfico internacional de drogas. Washington também impôs sanções econômicas contra o país, no momento em que Caracas tenta renegociar sua grande dívida com credores internacionais

Estadão Conteudo

3 de janeiro de 2018, 21:44

MUNDO Casa Branca defende tuíte de Trump sobre botão nuclear

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, defendeu os tuítes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre ter um “botão nuclear” maior e mais poderoso que o do líder norte-coreano, Kim Jong-un.Na coletiva de imprensa diária da Casa Branca, Sanders disse que não acha que os tuítes de Trump sejam “uma provocação”, mas sim uma defesa dos americanos, acrescentando que as pessoas deveriam se preocupar com a “sanidade mental” de Kim.A declaração de Sanders vem na esteira de tuítes de Trump na noite de terça-feira em resposta à afirmação de Kim Jong-un de que ele tem um botão nuclear em sua mesa. “Eu também tenho um botão nuclear, que é muito maior e mais poderoso que o dele. E o meu botão funciona!”, afirmou o presidente americano.

Estadão