16 de fevereiro de 2017, 21:08

MUNDO Vice-presidente de Angola é acusado de corrupção em Portugal

Promotores de Portugal apresentaram acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude contra o vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, como parte de uma investigação em Lisboa. Vicente é alvo de suspeita de ter subornado um magistrado português a favor dele em duas investigações na época em que comandava a petroleira estatal angolana Sonangol, disse o comunicado oficial.O magistrado, um advogado de Vicente e seu representante em Portugal também são acusados no caso. O escritório da procuradoria disse que Vicente será informado das acusações por meio de autoridades angolanas. Advogado de Vicente em Luanda, Rui Patricio disse que nem ele nem o cliente tinham conhecimento das acusações. O fato de que Vicente não foi questionado “invalida o processo”, disse o advogado, segundo a agência de notícias Lusa.

15 de fevereiro de 2017, 17:15

MUNDO Trump diz que Michael Flynn foi tratado de forma injusta pela mídia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Michael Flynn, seu então assessor de Segurança Nacional, é “maravilhoso” e foi tratado de forma “muito injusta” pela mídia, e também pelo que chamou de “mídia falsa”, durante coletiva de imprensa com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Trump disse que era “uma coisa muito triste” o vazamento de informações secretas, que acabaram comprometendo Flynn, e que a ação constitui um ato criminoso. Ele ainda voltou a afirmar que os vazamentos são direcionados a encobrir a derrota do Partido Democrata na eleição presidencial. Michael Flynn renunciou ao cargo na segunda-feira, permanecendo menos de um mês na Segurança Nacional, após ter supostamente discutido as sanções dos EUA contra a Rússia com o embaixador de Moscou, Sergey Kislyak, em um telefonema que teria ocorrido no final do ano passado, antes de Trump assumir a presidência.

Estadão Conteúdo

15 de fevereiro de 2017, 08:28

MUNDO Terremotos na Itália causaram prejuízos de 23 bilhões de euros

A série de terremotos que atinge o centro da Itália desde o dia 24 de agosto de 2016 já provocou prejuízos de 23,5 bilhões de euros (R$ 77 bilhões). A estimativa está em relatório enviado pela Proteção Civil italiana a Bruxelas para ativar o Fundo Europeu de Solidariedade, criado pela União Europeia para responder a desastres naturais nos Estados-membros do bloco. A cifra inclui tanto prejuízos estruturais, como danos a residências, redes de gás, água e energia, empresas, ruas, igrejas e outros edifícios históricos, quanto os custos emergenciais relativos aos tremores de terra. A Itália havia recorrido ao fundo em 16 de novembro do ano passado, quando a estimativa de danos era de 7 bilhões de euros (R$ 23 bilhões) e contemplava apenas o terremoto de 24 de agosto, que matou 299 pessoas e devastou as cidades de Amatrice e Accumoli e um distrito de Arquata del Tronto. No entanto, os sismos ocorridos no fim de outubro do ano passado e em 18 de janeiro de 2017 levaram Roma a refazer os cálculos. Até o momento, a Comissão Europeia, poder Executivo da UE, concedeu apenas uma antecipação de 30 milhões de euros (R$ 98 milhões). Desde a criação do fundo, em 2002, a Itália é sua principal beneficiária, tendo recebido no período 1,3 bilhão de euros (R$ 4,2 bilhões), boa parte desse total após o terremoto de abril de 2009, que destruiu a cidade de L’Aquila. A série de terremotos começou em 24 de agosto, com tremores de 6.0 na escala Richter em Amatrice, o pior da sequência. Em 26 de outubro, dois tremores, um de 5.4 e outro de 5.9, causaram graves danos nas cidades de Castelsantangelo sul Nera, Visso, Ussita e em um distrito de Norcia, município que seria atingido novamente quatro dias depois, por um terremoto de 6.5. Contudo, esses três fenômenos causaram apenas uma morte indireta, de um homem que sofreu um infarto por conta do susto.

Agência Brasil

14 de fevereiro de 2017, 18:40

MUNDO Maduro enviará protesto aos EUA após sanções contra vice-presidente da Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira que seu governo entregará uma nota de protesto ao encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos em Caracas em rechaço às sanções aprovadas pelo Departamento do Tesouro contra o vice-presidente Tareck El Aissami, acusado de narcotráfico.Maduro falou durante um ato no palácio de governo difundida pela emissora estatal, na qual ele informou que deu à ministra das Relações Exteriores venezuelana a missão de entregar a nota e pedir que o governo dos EUA se “retrate” das acusações contra El Aissami, consideradas por Maduro uma “agressão” à Venezuela

Estadão Conteúdo

14 de fevereiro de 2017, 12:45

MUNDO Irmão do líder da Coreia do Norte é assassinado na Malásia

Kim Jong-nam, meio-irmão do líder norte-coreano, Kim Jong-un, foi morto na Malásia, informaram a Yonhap (principal agência de notícias da Coreia do Sul). e outros meios de comunicação sul-coreanos nesta terça-feira (14) De acordo com a Yonhap, que cita uma fonte do governo sul-coreano não identificada, Kim Jong-nam foi assassinado na segunda-feira (13). As informações são da agência italiana Ansa. Segundo a TV Chosun, uma rede de televisão a cabo, ele teria sido envenenado por duas mulheres, que seriam operárias norte-coreanas, no aeroporto de Kuala Lumpur. A polícia da Malásia confirmou apenas que um homem foi encontrado morto no aeroporto. No entanto, foi dito que a identidade da vítima não foi verificada. O filho mais velho do ditador Kim Jong-il era frequentemente apontado como o sucessor de Kim Jong-un. Ele estava escondido na Malásia desde a execução do seu tio Jang Song-thaek, em 2014.

Agência Brasil

14 de fevereiro de 2017, 07:35

MUNDO Assessor de Trump renuncia depois de admitir que mentiu para vice-presidente

Com menos de um mês à frente do governo dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump já enfrenta a primeira crise de gabinete. Michael Flynn, a principal autoridade na área de segurança norte-americana, renunciou, após escândalo sobre uma conversa que teve com um embaixador russo nos Estados Unidos, Sergei Kisliak. Trump nomeou o general Joseph Keith Kellogg Jr. interinamente em seu lugar, enquanto inicia os contatos para encontrar um nome definitivo para o posto. A renúncia de Flynn ocorreu depois de notícias de que ele enganou o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, e outros funcionários do governo e mentiu sobre o teor de suas conversas com o embaixador da Rússia antes mesmo de Trump tomar posse. Em carta de demissão, cujo texto foi enviado pela Casa Branca, por e-mail, aos repórteres, Flynn disse que fez vários telefonemas para o embaixador russo durante o período de transição do ex-presidente Barack Obama para Donald Trump. Na carta, ele admitiu que deu “informações incompletas” a Pence sobre essas conversas. Flynn disse a Pence que não discutiu com autoridades russas as sanções dos Estados Unidos contra a Rússia, aprovadas pelo então presidente Obama nos dias que antecederam a posse de Trump. Essa garantia dada pelo ex-conselheiro de Segurança Nacional levou Pence a defender Flynn em várias entrevistas à televisão. Mas, nessa segunda-feira (14), a imprensa norte-americana noticiou que o Departamento de Justiça advertiu a Casa Branca que Flynn não tinha sido totalmente franco sobre suas conversas com o embaixador russo. Para o Departamento de Justiça, Flynn ficou vulnerável a possíveis chantagens de autoridades russas por não ter contato toda a verdade para Pence.

José Romildo, Agência Brasil

13 de fevereiro de 2017, 11:40

MUNDO Risco de colapso em barragem provoca evacuação de 200 mil pessoas nos EUA

As autoridades da Califórnia, nos Estados Unidos, ordenaram a evacuação de mais de 180 mil pessoas em Oroville devido ao risco de rompimento de uma barragem. As informações são da Agência Ansa. A barragem é considerada a mais alta dos Estados Unidos e pode sofrer danos em um trecho do vertedouro auxiliar de Oroville, a 250 quilômetros de São Francisco. Milhares de carros que tentaram deixar a cidade acabaram provocando congestionamento na região, logo após o alerta de evacuação para Oroville, Palermo, Gridley, Themalito, South Oroville, Oroville Dam, Irivukke Eats e Wyandotte. O governador da California, Jerry Brown, ordenou que as operações de emergência sejam aceleradas para permitir a evacuação das pessoas.

Agência Brasil

13 de fevereiro de 2017, 09:30

MUNDO Coreia do Norte lança novo míssil; Conselho de Segurança da ONU se reúne hoje

A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira (13) ter testado com sucesso um novo míssil balístico lançado neste ontem (12) de uma base aérea situada no oeste do país. As informações são Rádio France Internationale. O dirigente norte-coreano Kim Jong-Un disse estar “satisfeito que a Coreia do Norte possua um outro meio de ataque nuclear que reforce a potência do país”, segundo declaração à agência oficial de imprensa, KCNA. O tiro percorreu 500 quilômetros em direção ao leste antes de cair no mar do Japão, segundo o Ministério sul-coreano da Defesa. O teste é considerado pelo presidente americano Donald Trump como uma “provocação” do regime norte-coreano. O assunto será discutido hoje à noite pelo Conselho de Segurança da ONU. As fotografias divulgadas pela agência norte-coreana KCNA mostram o lançamento do míssil de médio a longo alcance Pukguksong-2, enquanto o líder norte-coreano assiste ao teste sorridente, acompanhado de dezenas de soldados e cientistas. Ele guiou “pessoalmente” os preparativos. O motor do míssil utiliza combustível sólido, acrescentou a KCNA, o que diminui o tempo de abastecimento. A maioria dos mísseis utiliza combustível líquido, de acordo com Yun Duk-Min, analista no Instituto de Relações Exteriores e da Segurança da Coreia do Sul. A detecção desse tipo de míssil pelos satélites de segurança também é mais complicada, explicou. “Isso representa também uma ameaça maior para os adversários”, acrescentou. Esta é a primeira vez que a Coreia do Norte fala abertamente sobre o Pukguksong-2.

Agência Brasil

12 de fevereiro de 2017, 14:45

MUNDO Costumes civilizados, por Lucas Faillace Castelo Branco

Foto: Divulgação/Arquivo

Lucas Faillace Castelo Branco

Admite-se que a moralidade média dos cidadãos é marca do grau de civilidade de seu país. A Suíça é um bom exemplo disso. Lá impera, na mentalidade do povo, um forte sentido de dever e de responsabilidade pela coisa pública. Convivi com os suíços por uns sete meses, quando residi em Zurique. Bastou-me essa convivência para extrair dela lições valiosas a respeito de como o modo de ser dos cidadãos, no dia-a-dia, determina o perfil da comunidade e o bem-estar geral.

Logo que cheguei a Zurique, tive de apresentar-me ao setor de imigração para que as autoridades responsáveis soubessem, entre outras coisas, onde residia. Após esse primeiro contato, minha comunicação com o departamento era feita mediante carta. Um dia recebi uma informando-me que deveria, por lei, adquirir o seguro saúde de uma das inúmeras empresas suíças relacionadas em um anexo. Caso não o fizesse, o Estado o faria por mim, às minhas expensas. Acontece que eu já havia adquirido um seguro internacional antes de entrar no país. A compra de mais um implicava despesa desnecessária, a meu juízo.

Informei isso à imigração, por meio de carta, apenas anexando, como prova, cópia do cartão de seguro internacional, sem qualquer ato equivalente a uma autenticação. Pouco tempo depois, o funcionário responsável me escreveu simplesmente para dizer que a situação apresentada por mim era inusitada para ele e que, por ora, iria consultar seu superior. Fiquei intrigado por ter o agente público escrito apenas para informar-me que iria averiguar se meu pleito era passível de ser atendido. Em seguida, enviou-me outra carta afirmando que eu poderia permanecer apenas com o seguro internacional e que, uma vez expirado este, deveria optar por um suíço. O problema foi resolvido com essa simplicidade.

Já um colega advogado, que trabalha no mercado financeiro, havia me contado a respeito de um complicado caso jurídico com que estava lidando. Sem saber o que fazer, ele telefonou para o órgão que supervisiona o setor para tirar dúvidas. O funcionário, após estudar a questão, retornou a ligação dizendo-lhe qual deveria ser a conduta adotada. Espantado com tamanha eficiência, perguntei ao amigo como ele poderia pautar-se pela palavra do agente estatal sem que tivesse nenhum registro do diálogo travado. O advogado não entendeu muito bem minha atitude, respondendo-me que o funcionário era treinado para prestar aquele tipo de auxílio e que, portanto, não havia razão para duvidar da informação fornecida.

A Suíça inclui, em seu regime político, práticas da democracia direta. Certa feita, em um encontro com amigos, iniciou-se discussão a respeito de um referendo vindouro. Um dos presentes manifestou sua posição e, muito educadamente, perguntou o que cada um dos outros pensava. Em nenhum momento houve reação emocional ou qualquer tipo de interrupção da fala alheia, não obstante a diversidade dos pontos de vista apresentados. Todos puderam posicionar-se de forma racional e desapaixonada. E isso relevou um clima natural e de maior amplitude, tanto que, lá pelas tantas, alguém declarou seu apreço e orgulho pela imprensa nacional, afirmando que, quando se tratava de decisões fundamentais, os jornais, não importando seu viés ideológico, sempre buscavam apresentar as questões em debate de forma imparcial.

Em outra ocasião, um amigo que voltava de uma temporada no exterior confidenciou-me, com desconforto, que estava desempregado e que teria de pleitear o seguro desemprego, o que significava ganhar o equivalente ao salário que auferia no trabalho anterior – era um valor substancial. Seu desconforto decorria do seguinte: como ele, que estudara em uma universidade pública, poderia, depois de ser educado às custas do Estado, não dar o retorno esperado à sociedade? Felizmente, para ele e para a sociedade, logo conseguiu emprego, sem que fosse preciso valer-se do amparo estatal.

A prevalência da boa-fé também me chamou a atenção. Quando, jantando em um restaurante, o garçom percebeu que eu e meus amigos estávamos atrasados para um espetáculo, sugeriu que nós fôssemos e retornássemos, depois do evento, para pagar a conta. Eu, o único brasileiro presente, quis dar provas de que realmente retornaria oferecendo-lhe meu cartão de visitas, o que ele rejeitou. O gesto, em verdade, foi visto como desnecessário e acabaram rindo de minha atitude. O garçom, evidentemente, não poria em dúvida nossa honestidade, como eu havia cogitado.

Meu comportamento, no entanto, é explicável à luz da cultura na qual fui criado: nós, brasileiros, somos tratados (e tratamos os outros), frequentemente, como desonestos, até prova em contrário, e essa suposição – lamento dizê-lo – tem base empírica. Essa desconfiança contribui para a insegurança nas relações sociais e para a burocratização do Estado. As leis são elaboradas tendo como premissa a ideia de que as pessoas não são probas. A palavra do cidadão não tem muito valor. Os efeitos colaterais disso são abrangentes e provocam o sentimento geral de que, no Brasil, prevalece uma ineficiência generalizada. Para quase tudo há um complicado ritual de formalidades, por vezes irracional, cujo propósito, frequentemente frustrado, seria garantia da correção.

O modo de ser dos suíços reflete-se, obviamente, na forma em que as decisões políticas são tomadas. Em 2012, os suíços foram chamados a decidir se o período de suas férias anuais deveria ser estendido de quatro para seis semanas. A proposta foi rejeitada. A justificativa para a decisão foi eminentemente racional: caso aprovada, haveria prejuízo para a economia do país. Achei inacreditável. Fico imaginando qual teria sido o resultado de consulta parecida no Brasil.

* Lucas Faillace Castelo Branco é advogado, mestre em Direito (LLM) pela King’s College London, Universidade de Londres, e sócio de Castelo Lima Dourado Advogados.

Lucas Faillace Castelo Branco*

12 de fevereiro de 2017, 12:00

MUNDO Após ser evacuado por fortes odores, Aeroporto de Hamburgo é reaberto

Autoridades alemãs reabriram há pouco o Aeroporto de Hamburgo depois de o local ter sido completamente evacuado por mais de duas horas em razão de fortes odores que provocaram mal-estar a diversos passageiros – alguns chegaram a receber atendimento médico. O governo alemão não informou qual substância teria sido responsável pelos fortes odores e pelo consequente fechamento do aeroporto, localizado no norte do país. Mais cedo, um porta-voz da polícia alemã havia confirmado que o aeroporto foi fechado e evacuado pouco depois do meio dia (horário local) em razão do registro de usuários com irritação nos olhos e crises de tosse provocados por um forte odor. De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma substância desconhecida se infiltrou nas instalações do aeroporto, provavelmente por meio das passagens de ar-condicionado. Os passageiros que estavam no local foram levados para a parte externa do terminal, onde receberam cuidados médicos.

Agência Brasil

12 de fevereiro de 2017, 11:46

MUNDO Nova avalanche deixa uma pessoa morta na Itália

Uma avalanche na província de Cuneo, no Norte da Itália, matou um excursionista ontem (11), quase um mês depois de outro deslizamento de neve ter feito 29 vítimas no Hotel Rigopiano, no centro do país. O incidente ocorreu na cidade de Demonte, bastante procurada por alpinistas e excursionistas de montanha. O homem caminhava acompanhado por quatro amigos, sendo que todos se salvaram. O risco de avalanches na região era forte devido às nevascas dos últimos dias. Além disso, a zona é considerada apropriada para esportistas experientes. No último dia 18, uma avalanche soterrou o Hotel Rigopiano, no centro da Itália, e deixou 29 mortos. A suspeita é que o deslizamento tenha sido provocado pelos terremotos daquela manhã, embora alguns especialistas não enxerguem ligação entre os dois fenômenos.

Agência Brasil

11 de fevereiro de 2017, 12:33

MUNDO Terremoto nas Filipinas deixa ao menos seis mortos e 120 feridos

Um terremoto de 6,5 graus de magnitude causou seis mortes e deixou pelo menos 126 feridos nas Filipinas. Os tremores foram registrados na noite de ontem (10) e causaram destruição no sul do país. Equipes de resgate continuam trabalhado em busca de sobreviventes. A região da ilha de Mindanao, localizada cerca de 700 quilômetros de Manila, capital do país, foi a mais atingida. O terremoto ocorreu durante a madrugada e assustou os moradores, que passaram a noite em estacionamentos e lugares ao ar livre para se protegerem. Os abalos provocaram queda de pontes, de postes, de casas e a abertura de crateras no asfalto de ruas e avenidas. De acordo com as autoridades locais que trabalham nas operações de busca, a maioria das vítimas morreu atingida por objetos que se desprenderam dos imóveis. Um homem morreu soterrado e uma idosa sofreu um ataque cardíaco. Em Surigao, cidade costeira, moradores assutados com os tremores correram para as montanhas próximas da cidade, temendo a chegada de um tsunami, no entanto, não houve alerta de tsumani. O epicentro do terremoto ocorreu no mar, a 14 quilômetros do território filipino. As Filipinas estão localizadas no chamado Anel de Fogo, região do Oceano Pacífico, onde ocorrem muitos terremotos e erupções vulcânicas. O último terremoto no país foi registrado em outubro de 2013 e causou mais de 220 mortos.

Agência Brasil

11 de fevereiro de 2017, 09:12

MUNDO Autoridades norte-americanas prendem imigrantes sem documentos em seis estados

As autoridades de imigração norte-americanas prenderam centenas de imigrantes sem documentos em pelo menos seis estados ao longo desta semana em uma ofensiva que aparentemente marca o início da aplicação em grande escala da ordem executiva do presidente Donald Trump, assinada em 26 de janeiro, destinada a deportar cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais, inclusive 3 milhões, supostamente com antecedentes criminais. Em janeiro, seis dias após tomar posse, Donald Trump assinou uma ordem executiva que ampliou as categorias de imigrantes sem documentos a serem incluídos na listas para deportação, cumprindo assim sua promessa de campanha para combater a imigração. Centenas de prisões foram confirmadas pelas autoridade de imigração de vários estados, mas a Casa Branca ainda não divulgou oficialmente o início da vigência da ordem executiva para deportações em massa. Uma ordem executiva é uma norma que coloca em prática as políticas do governo a serem executadas pelas agências e departamentos oficiais. O ato se resume a uma ação de governo e não tem o poder de reverter uma lei aprovada pelo Congresso. Desde que tomou posse, Trump assinou 12 ordens executivas.

Agência Brasil

10 de fevereiro de 2017, 15:22

MUNDO Sócios da Mossack Fonseca presos no Panamá por investigações ligadas à Lava Jato

Os dois fundadores do escritório de advocacia Mossack Fonseca, envolvido no escândalo “Panama Papers”, foram detidos de maneira preventiva ontem (9), como parte de investigações relacionadas com a Operação Lava Jato no Brasil. As informações são da Agência France-Presse (AFP). Jürgen Mossack e Ramón Fonseca foram levados para uma cela na Direção de Investigação Judicial da Polícia, na capital panamenha, depois de prestar depoimento na Procuradoria, informou Elías Solano, um dos advogados da Mossack Fonseca. Além de Jürgen Mossack e Ramón Fonseca, uma terceira pessoa foi detida. A Procuradoria panamenha fez buscas na quinta-feira nos escritórios da Mossack Fonseca e acusa os sócios de lavagem de dinheiro. De acordo com a procuradora Kenia Porcell, a empresa é supostamente “uma organização criminosa que se dedica a ocultar ativos e dinheiro de origens suspeitas” e serve para “eliminar evidências dos envolvidos em atividades ilícitas relacionadas ao caso Lava Jato”. O advogado Solano afirmou contudo que “todo o Panamá vai poder ver que não existe” lavagem de dinheiro no grupo e que, segundo ele, as acusações são “forçadas, carentes de provas”. Antes de sua detenção, Ramón Fonseca havia acusado o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, de receber doações da Odebrecht. “Para mim, o presidente Varela – que caia um raio sobre a minha cabeça se eu estiver mentindo – disse que havia aceitado doações da Odebrecht, porque não podia brigar com todo mundo”, disse Fonseca.

Agência Brasil

10 de fevereiro de 2017, 14:48

MUNDO Peru dará US$ 30 mil a quem ajudar na captura do ex-presidente Alejandro Toledo

O Peru ofereceu uma recompensa de 100.000 soles (30 mil dólares) a quem oferecer informações sobre o paradeiro do ex-presidente Alejandro Toledo, que está com ordem de prisão, acusado de receber subornos da construtora Odebrecht em troca de obras. As informações são da Agence France-Presse (AFP). Sobre Toledo – que governou o Peru entre 2001 e 2006 – pesa uma ordem judicial de captura internacional emitida na quinta-feira, depois de ele ter sido acusado de receber 20 milhões de dólares para favorecer a Odebrecht na concessão para construir a rodovia interoceânica, que liga o Peru ao Brasil. “A recompensa será paga em qualquer país do mundo”, afirmou à imprensa o ministro peruano do Interior, Carlos Basombrío, que pediu à Interpol que atue com maior rapidez possível no caso.

Agência Brasil