13 de março de 2019, 09:58

MUNDO Chavismo acusa Guaidó de sabotar rede elétrica

Ainda sem solucionar o blecaute que deixou a maior parte da Venezuela às escuras desde a semana passada, o governo do presidente Nicolás Maduro indiciou nesta terça-feira, 12, o líder opositor Juan Guaidó por “sabotagem” do sistema elétrico, sem apresentar provas. O chavismo também deteve por várias horas um jornalista crítico ao governo e tentou relacioná-lo ao apagão em meio a ameaças de novas sanções dos Estados Unidos. O indiciamento de Guaidó foi anunciado pelo procurador-geral da República Tarek William Saab. Outras autoridades chavistas tentaram vinculá-lo, sem provas, ao apagão, que nesta terça entrou no seu sexto dia com relatos de saques na cidade de Maracaibo, a segunda maior da Venezuela. Guaidó já responde a um processo de incitação à violência, mas o chavismo não agiu contra ele nem quando o presidente da Assembleia desafiou uma proibição de saída do país, em virtude das ameaças da Casa Branca de que haveria “consequências” se o governo prendesse o líder opositor, que se declarou presidente interino do país em janeiro. Logo após o indiciamento, Guaidó convocou seus partidários às ruas para protestar contra Maduro. “Hoje, mais uma vez, a Venezuela está nas ruas para exigir a volta da democracia”, disse. Ainda nesta terça, o enviado dos Estados Unidos para a Venezuela Elliot Abrams, afirmou que novas sanções pesadas contra o país devem ser anunciadas nos próximos dias, até mesmo contra o setor financeiro venezuelano. “Se Guaidó for preso, os Estados Unidos atuarão com rapidez”, afirmou. Segundo o ministro da Informação venezuelano, Jorge Rodríguez, a rede elétrica está quase restabelecida e o fornecimento de água será normalizado. Caracas começou a sofrer com a falta d’água na segunda-feira, quando o equipamento que bombeia água dos mananciais para a cidade parou de funcionar pela falta de energia. Na terça, diversos moradores tiveram de caminhar até o Monte Ávila, que circunda a cidade, em busca de nascentes de água potável para encher galões.

12 de março de 2019, 18:17

MUNDO Parlamento britânico rejeita acordo do Brexit em nova votação

Foto: Dylan Martinez/Reuters

A primeira-ministra britânica, Theresa May

A Câmara dos Comuns rejeitou nesta terça-feira, 12, em nova votação sobre o Brexit, o acordo para a retirada do Reino Unido da União Europeia, por 391 votos a 242. Na primeira vez em que o acordo foi votado, em janeiro, May foi derrotada por 432 a 202. Após dois meses de negociação, a premiê conseguiu convencer apenas 41 parlamentares a apoiá-la. A votação ocorre depois de a primeira-ministra Theresa May ter viajado a Estrasburgo, na França, para negociar com líderes europeus, no último de uma série de esforços feitos pela política para obter concessões da União Europeia e tentar tornar o acordo negociado por Londres e Bruxelas aceitável para os deputados britânicos. O esforço, no entanto, foi em vão. Com uma maioria estreita no Parlamento e sem o apoio da oposição, May foi derrotada mais uma vez. O prazo para uma saída amigável do Reino Unido da UE vence no dia 29.

Estadão Conteúdo

12 de março de 2019, 07:19

MUNDO “Deterioração da situação” na Venezuela leva EUA a esvaziar embaixada no país

Os Estados Unidos ordenaram a retirada da última equipe que permanecia na embaixada do país na Venezuela. A saída deverá ocorrer até o fim da semana. O anúncio foi feito na noite da segunda-feira, 11, pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, que justificou a decisão pela “deterioração da situação” venezuelana. Um apagão atinge o país desde a quinta-feira, 7. Os EUA lideram um esforço internacional para forçar a saída do presidente Nicolás Maduro do poder e substituí-lo pelo líder oposicionista Juan Guaidó, que promete organizar uma nova eleição presidencial. Maduro ordenou em janeiro que os diplomatas americanos deixassem o país, mas voltou atrás da decisão.

Estadão Conteúdo

12 de março de 2019, 06:55

MUNDO Falta de energia agrava crise em hospitais e mortos chegam a 21

O número de mortes em hospitais pelo blecaute que atinge a Venezuela desde a quinta-feira subiu ontem para 21, de acordo com a ONG Médicos pela Saúde, que há cinco anos registra as deficiências dos 40 maiores hospitais do país. De acordo com a ONG, apenas no Hospital Manuel Núñez Tovar de Maturín, no Estado de Monagas, no leste da Venezuela, 15 pessoas morreram em razão de falhas no fornecimento de energia. Em Caracas, quatro recém-nascidos não resistiram ao apagão e também faleceram. Em Maracaibo, no Estado de Zulia, um bebê também morreu em decorrência da falta de luz. Em Maracay, no Estado de Aragua, região central da Venezuela, a vítima foi um adulto. Os hospitais da Venezuela já estavam em crise em razão da falta de insumos e de falhas de equipamentos. Nos últimos dias, a situação foi agravada pelo apagão. Agora, eles dependem de geradores para o funcionamento de áreas como terapia e emergência. Médicos consultados disseram que, embora existam instalações, algumas não funcionaram e outras tiveram falhas técnicas ou faltou combustível. O governo chavista negou o agravamento da crise no sistema de saúde. “O plano de contingência funcionou, se surgiu alguma falha foi corrigida, e os pacientes que o pediram foram transferidos”, disse o ministro da Saúde, Carlos Alvarado, acrescentando que o governo garantiu combustível e água. O médico Julio Castro, porta-voz da organização, contestou a versão oficial do governo chavista. “Nós conhecemos os hospitais. Quando divulgamos esses relatórios é porque nossos médicos e nossas enfermeiras tiveram contato com a história, com as certidões de óbito e sabem o que ocorreu. Pode haver mais (mortos) nos hospitais. É possível”, disse Castro. Segundo ele, a ONG esteve em um dos hospitais de Caracas, que atende crianças, mas seus médicos foram barrados por policiais. Mães que estavam dentro do hospital gritavam que não tinham comida e pediam aos agentes que permitissem a entrada dos médicos, mas sem sucesso.

Estadão Conteúdo

11 de março de 2019, 17:45

MUNDO Guaidó convoca protestos contra apagão na Venezuela para amanhã

Foto: Marco Bello/Reuters

Guaidó convocou protestos em toda a Venezuela contra o apagão que afeta o país há mais de quatro dias

O líder opositor venezuelano Juan Guaidó convocou protestos em todo o país para a terça-feira, 12, contra o apagão que mantém o país petroleiro em colapso desde a semana passada. “Amanhã, às três da tarde (16 horas de Brasília), toda a Venezuela nas ruas”, disse o também líder do Legislativo, ao presidir um debate no Congresso de maioria opositora sobre um decreto que propôs para declarar “emergência nacional” pelo apagão. Ao justificar a necessidade do decreto, o opositor de 35 anos, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, qualificou de “catástrofe” a situação venezuelana porque já resultou na morte de dezenas de pessoas. Segundo Guaidó, além da falta de energia elétrica na maior parte do país, também foi afetado o fornecimento de água, as comidas estragam por falta de refrigeração, e o transporte e as comunicações estão interrompidos ou instáveis. “Não há normalidade na Venezuela e nós não vamos permitir que se normalize a tragédia (…), por isso a necessidade deste decreto”, afirmou. “Tudo isso é produto da corrupção e imperícia do regime (de Nicolás Maduro)”, completou. No decreto, que deve ser aprovado depois das discussões no Legislativo, Guaidó pede “cooperação internacional” para superar a grave crise e ordena as dezenas de representantes diplomáticos que ele nomeou no exterior que coordenem o apoio internacional. Além disso, o opositor ordena aos militares e às forças de segurança que se “abstenham de impedir ou de criar obstáculos” aos protestos contra os apagões. Não está claro qual seria o alcance e as possibilidades de aplicação de um decreto de “emergência nacional” em um país no qual Maduro tem o apoio das Forças Armadas e o controle de praticamente todas as instituições.

11 de março de 2019, 13:45

MUNDO Presidente do Paraguai se reúne amanhã com Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, reúnem-se amanhã (12), em Brasília. O paraguaio faz a visita oficial acompanhado por uma comitiva de ministros. Segundo Abdo, vai conversar sobre a renegociação do Anexo C do Tratado de Itaipu, temas de segurança de fronteira e cooperação comercial. Autoridades brasileiras informaram que também está em pauta a construção de duas pontes ligando Brasil e Paraguai. Anteriormente, Abdo disse que pretende pedir a Bolsonaro a suspensão da concessão do status de refugiado a dois paraguaios Juan Arrom e Anúncio Martí, julgados pelo sequestro de uma mulher há 18 anos. “Nós somos bons aliados estratégicos e vamos também discutir a cooperação em termos de segurança e inteligência, e contar com questões que fazem nosso relacionamento bilateral com um dos países que mais influenciam nossa economia “, afirmou Abdo. O presidente do Paraguai disse que as viagens ao exterior são necessárias para manter o relacionamento com os parceiros comerciais e dar mais visibilidade ao país para “apresentá-lo ao mundo”.

Agência Brasil

11 de março de 2019, 11:31

MUNDO Justiça rejeita pedido de Ghosn para participar de reunião da Nissan

Foto: REUTERS/Regis Duvignau/

Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan Motor

O Tribunal Distrital de Tóquio (japão) rejeitou hoje (11) o pedido do executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan Motor, para participar amanhã (12) da reunião da diretoria da Nissan. No último dia 6, o empresário foi libertado, após 107 dias preso, e sob fiança. Para o tribunal, a presença de Ghosn poderia gerar pressão sobre outros integrantes do comando da empresa. Ele foi afastaddo da presidência da montadora após sua prisão em novembro. Mas se mantém integrante do conselho. Ghosn foi indiciado por violação agravada de confiança e subnotificação de sua compensação. Ele nega as alegações. O advogado do empresário, Junichiro Hironaka, disse que seu cliente quer cumprir suas obrigações como membro do conselho participando da reunião.

Agência Brasil

11 de março de 2019, 07:45

MUNDO Guaidó pedirá que Parlamento declare estado de emergência na Venezuela

Foto: AP Photo

O autodeclarado presidente do país, Juan Guaidó

Diante do apagão que atinge a Venezuela, o autodeclarado presidente do país, Juan Guaidó, convocou para amanhã (11) uma sessão extraordinária da Assembleia Nacional, em que pedirá a decretação de estado de emergência nacional, com base na constituição venezuelana. Segundo Guaidó, o Parlamento não pode ignorar a situação atual do país. “Mais da metade do país neste momento já está há quase 72 horas sem serviço elétrico. Vivemos uma tragédia, uma crise elétrica gerada por um regime que roubou o dinheiro para investimento no Sistema Elétrico Nacional”, escreveu no Twitter. Guaidó disse que as Forças Armadas venezuelanas não podem continuar “sendo cúmplices” do presidente Nicolás Maduro, a quem chamou de ditador e usurpador. “Como o regime usurpador se recusa a dar uma explicação ao país, além das mentiras habituais, obtivemos informações sérias sobre o apagão nacional, graças à bravura dos técnicos e da mídia que ajudaram a esclarecer o que os outros escondem”, afirmou. Guaidó informou que busca a ajuda de especialistas para solucionar a falta de energia na Venezuela. Ele disse que entrou em contato com países como Brasil, Alemanha, Japão e Colômbia para pedir ajuda técnica que permita ao país superar a crise no setor elétrico. A organização não governamental (ONG) Codevida, que atua na Venezuela, informou que 15 doentes renais morreram nos últimos dias no país, em decorrência da falta de diálise. O apagão que atingiu o país afetou o funcionamento dos aparelhos. “Esta é uma tragédia sem precedentes”, lamentou Guaidó. O autodeclarado presidente venezuelano também destacou os prejuízos econômicos provocados pela falta de energia. “Estimamos que a paralisação das atividades, a retomada das atividades, os danos às instalações e equipamentos industriais, comerciais e domésticos custarão ao país cerca de US$ 1,6 bilhão”.

Agência Brasil

10 de março de 2019, 12:25

MUNDO Avião que caiu provavelmente levava participantes para evento da ONU em Nairobi

Autoridades etíopes informaram que provavelmente há autoridades que estariam se deslocando para a Conferência Ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nairobi, capital do Quênia, entre as vítimas do acidente aéreo fatal que ocorreu na manhã deste domingo. O evento terá início na segunda-feira (11) e deve contar com a presença de mais de 4,7 mil líderes mundiais. Até o momento, não há informações sobre a lista de passageiros e membros da tripulação. Um avião da Ethiopian Airlines, modelo Boeing 737, que se deslocava da capital etíope Adis Abeba a Nairóbi, caiu logo após a decolagem. Segundo a companhia aérea, não há sobreviventes no acidente entre os 149 passageiros e oito membros de tripulação que estavam a bordo. Um porta-voz da Ethiopian Airlines afirmou que as vítimas teriam 33 nacionalidades. A companhia aérea atualizou há pouco uma lista de nacionalidade das vítimas envolvidas no acidente, totalizando 35 países. Segundo a Ethiopian Airlines, há 32 quenianos, 18 canadenses, 17 etíopes, oito chineses, oito norte-americanos, oito italianos, sete franceses, sete ingleses, seis egípcios, cinco holandeses, cindo alemães, quatro indianos, quatro eslovacos, três russos, três austríacos, três suecos, dois espanhóis, dois israelenses, dois marroquinos, dois poloneses, um belga, um irlandês, um norueguês, um árabe, um sudanês, um indonésio, um moçambicano, um nigeriano, um djibutiense, um ruandês, um somali, um sérvio, togolês, um ugandense, um nepalês e um iemenita, entre as vítimas do acidente. O primeiro-ministro do Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou que dois cidadãos israelenses também estavam entre os passageiros.

10 de março de 2019, 11:41

MUNDO Pelo menos 15 pessoas morreram devido ao apagão na Venezuela, diz ONG

A organização não-governamental (ONG) Codevida, que atua na Venezuela, informou que 15 doentes renais morreram nos últimos dias no país, em decorrência da falta de diálise. O apagão que atingiu o país afetou o funcionamento dos aparelhos. A entidade receia que o número de vítimas aumente. A ONG acrescentou que a situação das pessoas com insuficiência renal é crítica porque quase todas as unidades de diálise estão paralisadas. Um apagão atinge Caracas e 22 dos 23 estados venezuelanos desde quinta-feira (7). Segundo a organização, as mortes foram registradas nas regiões de Zulia, Trujillo e Caracas. De acordo com a ONG, 48 crianças dependem de unidade de diálise pediátrica. No Twitter da organização, o diretor da Codevida, Francisco Valencia, afirmou que há 129 unidades de diálises para atender a 10,2 mil pessoas no país. Ele alertou que faltam energia e luz. De acordo com Valencia, 2,5 mil doentes renais morreram no país, no período de 2017 e 2018, por várias deficiências que atingem as unidades de diálise.

Agência Brasil

10 de março de 2019, 10:26

MUNDO Maduro deixa câmbio oficial mais caro que paralelo para atrair dólar

Uma das coisas que têm atraído visitantes – venezuelanos que emigraram ou estrangeiros – a Caracas é uma medida adotada pelo Banco Central da Venezuela: a aplicação de uma taxa de câmbio melhor até do que a do mercado paralelo. A decisão foi tomada para atrair dólares para o país, depois do cerco liderado pelos EUA para asfixiá-lo financeiramente. No dia 28 de janeiro, o dólar oficial passou de 2.084 para 3.299 bolívares – um valor superior ao do paralelo. Com isso, em vez de se aventurar pelos calçadões do centro de Caracas para trocar moeda a uma cotação melhor, os venezuelanos com contas no exterior e os turistas podem simplesmente usar seus cartões de crédito para fazer pagamentos a preços relativamente baixos. O problema para o regime é que isso diminui os ganhos dos militares e empresários que, por suas relações com o governo, lucravam com as diferenças entre a taxa de câmbio oficial e o valor real de mercado. Menos lucros significam menos disposição de arriscar a pele por um regime que enfrenta uma robusta oposição interna e externa. Com a rápida perda de moeda forte, o BCV vem desvalorizando o bolívar frente ao dólar. Desde o mês passado, ele passou a flutuar livremente. Antes de permitir a flutuação, o BCV desvalorizou o bolívar soberano – instituído em agosto, com corte de cinco zeros – em 35%.

Estadão

10 de março de 2019, 10:09

MUNDO Guaidó convoca atos contra Maduro pelas redes sociais

Foto: AP-Photo

O autodeclarado presidente da Venezuela, Juan Guaidó

O autodeclarado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, usou as redes sociais para manter a mobilização contra o governo de Nicolás Maduro e para pedir que seus apoiadores sigam nos protestos apesar das dificuldades. O apelou ocorreu no momento de um apagão que atingiu Caracas e 22 dos 23 estados venezuelanos. Na sua conta pessoal no Twitter, Guaidó fez o pedido aos simpatizantes. “Temos de seguir focados, serão dias duros. O regime tentará nos dividir e desmobilizar”, ressaltou. “A Venezuela está vitoriosa e segue como rumo à vitória. Para que não nos tranquem nem bloqueiem, seguimos progressivamente.” Também via Twitter, o embaixador John Bolton, conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, reiterou apoio a Guaidó e pediu que os países que ainda não se manifestaram em favor do interino o façam. “Apesar da falta generalizada de energia, do aumento da repressão, da falta de transporte público e de apagões na internet, os venezuelanos tomaram as ruas com o presidente interino Guaidó para protestar contra a apropriação ilegítima de Maduro”, escreveu Bolton. Ontem (9), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apontou os Estados Unidos como responsáveis pela pane elétrica que atingiu o país. Segundo ele, o objetivo é desestabilizar seu governo por meio de sabotagem cibernética.

Agência Brasil

9 de março de 2019, 12:38

MUNDO Penúria na Venezuela atinge até mesmo os criminosos

Uma das mais curiosas consequências do colapso econômico da Venezuela é que o dinheiro basicamente desapareceu. Com a hiperinflação crescente, o governo não imprime moeda com a rapidez suficiente para acompanhar a desvalorização de modo que muitos venezuelanos usam cartões de débito, mas isto não significa que eles têm muito dinheiro para bancá-los. De repente já não vale muito a pena bater carteiras. “Se roubam sua carteira, não há nada dentro dela”, disse Yordin Ruiz, 58 anos, sapateiro. Enquanto o líder oposicionista Juan Guaidó luta para arrancar o comando do país do presidente Nicolás Maduro, um drama ainda maior vem se desenrolando em segundo plano. A economia está em queda livre. E as oportunidades estão desaparecendo até para os ladrões em um dos países mais dominados pelo crime em todo o mundo. Os assaltantes que costumavam girar por Caracas em motocicletas, mostrando suas pistolas nas vidraças dos carros e exigindo que suas vítimas entregassem as carteiras, agora só andam a pé. Não há peças de reposição para suas motos. No passado, os gatunos com frequência arrancavam os celulares de passageiros dos pequenos ônibus que rodam pelas vias rápidas de Caracas. Mas hoje o transporte público mal funciona. Muitos venezuelanos não reportam os assaltos e não há dados estatísticos confiáveis sobre muitos tipos de crime. Mas o grupo sem fins lucrativos Venezuela Violence Observatory (Observatório Venezuelano de Violência), calcula que os assassinatos caíram de 89 para cada grupo de 100.000 pessoas em 2017, para 81,4 no ano passado. Seu relatório de 2018, baseado em dados de investigadores de oito universidades no país, encontrou sinais de que vários outros tipos de crimes também estão em queda.

Estadão

8 de março de 2019, 18:08

MUNDO EUA indiciam ministro de Maduro por narcotráfico

Foto: Fernando Liano/AP Photo

O ministro da Indústria da Venezuela, Tareck El Aissami

O departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nesta sexta-feira, 8, o ministro da Indústria da Venezuela, Tareck El Aissami, por narcotráfico. Segundo a procuradoria, que apresentou a denúncia a um tribunal federal em Nova York, Aissami usou sua posição no governo para se envolver no tráfico internacional de drogas. “Ele contornou sanções e violou a lei americana sobre narcotráfico internacional”, disse a procuradoria em nota. Ex-vice-presidente, Aissami é um dos aliados mais próximos do presidente Nicolás Maduro. Outro ministro chavista, Nestor Reverol, também responde a processos na Justiça americana por narcotráfico.

Estadão Conteúdo

8 de março de 2019, 10:49

MUNDO Conselheiro diz que Trump está disposto a dialogar com Coreia do Norte

O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, disse que o presidente Donald Trump está disposto a dialogar novamente com a Coreia do Norte. A informação foi passada por Bolton em entrevista à Fox News, na quinta-feira, depois que um grupo de pesquisa dos Estados Unidos relatou que imagens de satélite indicam que a Coreia do Norte está reconstruindo instalações de mísseis na região Noroeste do país. Bolton afirmou que, se o relato estiver correto, ficaria muito desapontado, repetindo o comentário feito por Trump no dia anterior. Ele declarou que o presidente está claramente disposto a dialogar novamente, mas não mencionou quando ou como. Anteriormente, nesta semana, Bolton advertiu sobre a possibilidade de impor sanções mais rigorosas à Coreia do Norte, a menos que o país desista de suas armas nucleares.

Agência Brasil