1 de julho de 2019, 14:27

MUNDO Manifestantes invadem Parlamento de Hong Kong durante ato contra o governo

Manifestantes contrários ao governo de Hong Kong tentaram invadir nesta segunda-feira (1º) o Parlamento local, durante protesto que lembrava o 22º aniversário da devolução do território à China. A polícia mobilizou uma unidade antidistúrbios dentro do edifício e usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para conter a ação, que marca um novo capítulo na crise política que atinge Hong Kong desde o início de junho. Mas após horas de impasse, os agentes de segurança deixaram o local por volta das 21h locais (10h no horário de Brasília) -não está claro porque isso aconteceu. Assim, os manifestantes conseguiram entrar no edifício. Segundo a agência Reuters, o grupo derrubou portas, destruiu quadros, pichou as paredes do local e estendeu faixa com inscrições “não há manifestantes, apenas um regime violento” e “Hong Kong livre”. O Parlamento emitiu um alerta vermelho exigindo que o local seja esvaziado imediatamente e a polícia afirmou que recorrerá ao uso de violência caso isso não aconteça. Desde o início do dia, o território ficou dividido entre o ato do governo para comemorar o aniversário de devolução e o protesto convocado por ativistas pró-democracia. Com gritos de “vamos lá, Hong Kong”, milhares de manifestantes foram às ruas contra o governo e o controle chinês. Os organizadores afirmaram que 550 mil pessoas participaram do ato, enquanto a polícia disse que foram 190 mil. A maior parte do ato, que tinha autorização do governo para acontecer, ocorreu de maneira pacífica. Um primeiro confronto foi registrado quando jovens encapuzados ocuparam e bloquearam as três principais avenidas de Hong Kong com grades de metal.

Folhapress

1 de julho de 2019, 10:49

MUNDO Oposição do Uruguai obtém vitória nas primárias presidenciais

A oposição conservadora do Uruguai registrou uma importante vitória nas primárias presidenciais, em um alerta para a coalizão governista antes das eleições nacionais de outubro à medida que o país tenta retomar o crescimento econômico. A contagem oficial de votos, divulgada hoje (1), mostrou que o ex-prefeito de Montevidéu Daniel Martínez e o senador Luis Lacalle Pou obtiveram as indicações, respectivamente, para a coalizão governista Frente Ampla e para o opositor Partido Nacional — as duas principais forças a se enfrentarem no pleito deste ano. O sistema eleitoral do Uruguai permite que os eleitores selecionem um candidato presidencial preferido para cada um dos três principais partidos e um partido preferido. A participação de domingo foi de cerca de 40%. O tribunal eleitoral do Uruguai informou que, com 99% dos votos contados, a Frente Ampla recebeu 23,6% do total dos votos, enquanto o Partido Nacional ganhou 41,6%. O terceiro principal grupo político, o Partido Colorado, obteve 16,8%. O pleito presidencial será um teste para o partido governista de centro-esquerda, liderado atualmente por Tabaré Vázquez, que está lutando contra o lento crescimento econômico, sobrecarregado pelos efeitos da seca e das enchentes no setor agrícola. Martínez, um engenheiro de 62 anos, venceu Carolina Cosse, ex-ministra da Indústria cuja candidatura era apoiada pelo ex-presidente José Mujica. Também competiram o ex-presidente do Banco Central Mario Bergara e o sindicalista Óscar Andrade. Lacalle Pou, advogado de 44 anos e filho do ex-presidente Luis Alberto Lacalle, enfrentou o senador Jorge Larrañaga e o empresário Juan Sartori, que se juntaram ao partido no final do ano passado e vinham crescendo nas pesquisas. O Partido Nacional esteve no poder pela última vez em 1990, enquanto a Frente Ampla, uma coalizão de partidos de esquerda, chegou ao poder ao vencer a eleição presidencial em 2004. Ernesto Talvi, economista de 62 anos que será o candidato do Partido Colorado, é relativamente novato, apesar de ter superado o rival mais experiente Julio María Sanguinetti, advogado de 83 anos que já foi duas vezes presidente.

Agência Brasil

30 de junho de 2019, 16:53

MUNDO Líderes da UE se reúnem para discutir nomeações para cargos de chefia do bloco

Líderes da União Europeia iniciaram nova rodada de negociações neste domingo, na expectativa de que possam avançar na disputa diplomática sobre quem deve preencher cargos de liderança no bloco de 28 países. Líderes dos países membros falharam duas vezes até agora em fazer as principais nomeações, que incluem a substituição de Jean-Claude Juncker como presidente da Comissão Europeia e de Donald Tusk como presidente do Conselho Europeu. Durante a reunião do G-20, alguns líderes discutiram a lista de vagas futuras, que até novembro incluirão também o principal diplomata da UE, o presidente do Parlamento Europeu e o chefe do Banco Central Europeu. “Houve um grupo de países europeus em Osaka que discutiu a questão, mas não há compromissos concretos “, disse o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, neste domingo ao chegar em Bruxelas para as negociações. Questionado sobre possíveis candidatos para a vaga da comissão, Rutte disse: “Essa é uma imagem em movimento”. “Você acha que um candidato ou outro, possivelmente, tem a melhor chance, e isso continua mudando”, acrescentou. O presidente francês Emmanuel Macron pediu um “espírito de compromisso e acima de toda a ambição”, tendo em vista que os líderes procuram nomear o que ele descreveu como “o novo time Europa”. “Deve haver dois candidatos homens e duas mulheres” para quatro dos cinco postos em disputa nas próximas semanas, disse Mácron. Assim como Rutte, o presidente francês recusou-se a dizer quem estava apoiando. As discussões sobre quem deve assumir o leme da UE pelos próximos cinco anos podem durar horas, advertiu o presidente do Conselho Europeu, que vai presidir a reunião e disse que iria manter os líderes noite adentro e até o início da segunda-feira, se necessário. Tusk reuniu-se com líderes do partido e do governo neste domingo, antes da cúpula. Ele quer que as nomeações sejam concluídas em breve, na tentativa de evitar desgaste da confiança pública na UE, em meio à incerteza do Brexit e às divisões intrabloco sobre o gerenciamento de migração. A tarefa não será fácil. As nomeações devem levar em consideração a afiliação política, a geografia – balanceamento leste e oeste, norte e sul – o tamanho da população e gênero. Os líderes das instituições da UE devem representar de maneira imparcial os interesses de todas as nações membros no cenário global e em Bruxelas.

Fonte: Associated Press

Estadão Conteúdo

30 de junho de 2019, 09:26

MUNDO Acordo entre Mercosul e União Europeia pode esbarrar em resistência dos ‘verdes’

Após a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), um dos primeiros entraves para a sua aprovação definitiva ocorrerá no Parlamento Europeu, onde os “verdes” ganharam poder de influência e podem dificultar a aprovação o texto em represália à política ambiental do governo brasileiro.Para o bloco dos Verdes no Parlamento Europeu, os chefes de Estado da UE “não aproveitaram a chance de comércio global justo equitativo e sustentável”. “O preço do acordo do Mercosul será pago pelos agricultores, pelo meio ambiente e pelo clima”, disseram, em nota. Os integrantes do bloco vão ocupar 75 dos 751 lugares do Parlamento europeu, representando o quarto maior grupo da legislatura que vai de 2019 a 2024. Depois de ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos dos quatro membros do bloco sul-americano, o acordo ainda terá de passar pelo crivo dos 27 países do bloco europeu (já considerando a saída do Reino Unido). Com isso, o texto ainda estará sujeito a diversas pressões e riscos ao longo dos próximos anos. Basta lembrar que o acordo europeu com o Canadá quase foi sepultado em 2016 devido à relutância dos deputados da pequena Valônia, na Bélgica, em ratificarem o texto. Integrante das negociações por parte da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia até abril deste ano, o subsecretário de Competitividade na Indústria, Comércio e Serviços do Estado de São Paulo, André Favero, diz que a própria ebulição interna da UE em meio ao Brexit pode atrasar a aprovação do texto.Mas ele não vê risco ao acordo, e diz que o processo no Brasil deve ocorrer sem grandes percalços. “O parlamento brasileiro já evoluiu bastante na recepção de acordos internacionais. A expectativa é de uma tramitação rápida, ainda que alguns grupos da indústria possam ter ressalvas.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

30 de junho de 2019, 07:49

MUNDO Trump cruza fronteira e é o primeiro presidente dos EUA a cruzar a Coreia do Norte

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se encontraram neste domingo (30) na Zona Desmilitarizada que fica entre as duas Coreias. Trump estava na Coreia do Sul desde sábado (29), após o encerramento do G20. Após um simbólico aperto de mãos e breves palavras, Trump cruzou a fronteira e se tornou o primeiro presidente dos EUA a pisar em solo norte-coreano. O cumprimento limitou-se a: “Fico feliz em vê-lo de novo. Jamais esperava vê-lo neste lugar”, disse Kim. “Trata-se de um momento histórico que pretende pôr fim ao conflito na península”, afirmou o líder norte-coreano a jornalistas. Trump, segundo o G1, ao elencar o acontecimento de “coisas bastante positivas” na península por causa da aproximação entre Washington e Pyongyang , aproveitou para anunciar que os dois países começarão a realizar reuniões de trabalho “nas próximas duas ou três semanas” sobre o processo de desnuclearização. O encontro foi a portas fechadas e durou cerca de 50 minutos. O convite para o encontro foi feito por Trump no Twitter na sexta-feira (28). Ele se dispôs a um “aperto de mão” e a “dizer um alô” a Kim Jong-un. O convite foi aceito por Pyongyang poucas horas antes de os dois líderes se reunirem.
.

29 de junho de 2019, 11:51

MUNDO Em comunicado final, G20 fala em ‘intensificação de tensões comerciais e geopolíticas’

Foto: Alan Santos/PR

A participação brasileira foi marcada pela estreia do presidente Jair Bolsonaro em meio a pressões

A cúpula do G20 terminou neste sábado (29) em Osaka, no Japão, com comunicado que reconhece a “intensificação de tensões comerciais e geopolíticas” no mundo e destaca a importância de os países se comprometerem com questões climáticas. O encontro se deu em meio à guerra comercial entre China e EUA e a uma escalada de tensões entre o país americano e o Irã. O grupo, que reúne as 20 maiores economias do mundo, diz que vai se esforçar para criar um ciclo virtuoso de crescimento “levando em conta as desigualdades para que se alcance uma sociedade em que todos os indivíduos possam fazer uso de todo o seu potencial”. Os principais temas debatidos foram divergências sobre comércio e a preocupação com questões ligadas a clima e meio ambiente. Ao final de reunião neste sábado, Donald Trump e o chinês Xi Jinping reabriram as negociações e o governo americano se comprometeu a não elevar tarifas neste momento. A participação brasileira foi marcada pela estreia do presidente Jair Bolsonaro em meio a pressões de líderes europeus sobre a atual política de meio ambiente do Brasil. Antes do encontro, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Emmanuel Macron, dirigiram críticas ao brasileiro. Merkel disse que gostaria de ter uma “conversa clara” sobre desmatamento e Macron ameaçou não firmar acordo comercial entre União Europeia e Mercosul se o Brasil não se comprometesse a permanecer no Acordo de Paris. O clima de tensão foi amenizado após encontros de Bolsonaro com os dois líderes europeus. Ao fim do evento, Macron disse que o comprometimento do Brasil em permanecer no acordo climático foi “a verdadeira mudança” para a conclusão das tratativas entre União Europeia e Mercosul. Em relação a questões climáticas, os Estados Unidos foram o único país a deixar divergência expressa. O comunicado diz que os EUA mantém a decisão de ficar fora do acordo “por ele ser desvantajoso para os trabalhadores e pagadores de impostos americanos”. Eles se apresentam ainda como “o país líder em redução de emissões”. O G20 ainda enfatizou a necessidade de promover recursos para ajudar países em desenvolvimento se adaptarem ao Acordo de Paris. Esse trecho expressa um dos desejos do governo brasileiro sobre a redação final do comunicado. O Brasil pretendia ver incluído no texto um comprometimento do grupo de rever a questão dos subsídios agrícolas, o que não aconteceu. Repetindo cenário do último encontro, o G20 reafirmou o apoio sobre a necessidade de reforma da OMC (Organização Mundial do Comércio). Mas apesar do clima de tensões e disputas comerciais, o texto não faz menção ao termo “protecionismo”. Porém, diz que que os países se esforçarão “para manter os mercados livres e conquistar um ambiente de comércio e investimentos livre, justo, não discriminatório, transparente, previsível e estável”. A Presidência do Japão acrescentou ao comunicado preocupações como envelhecimento populacional e lixo plástico nos mares, temas importantes para o país asiático.As questões de empoderamento das mulheres e dos deslocamentos migratórios também foram apontadas no texto como temas a serem observados pelo grupo.

Folhapress

28 de junho de 2019, 22:00

MUNDO Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre-comércio

Foto: Yves Herman/Reuters

Acordo da União Europeia com o Mercosul é o segundo maior tratado assinado pelos europeus

O Mercosul e a União Europeia finalizaram nesta sexta-feira, 28, as negociações para o acordo entre os dois blocos. A informação, antecipada pelo Estado, foi confirmada oficialmente pelo Ministério da Economia e pelo Ministério da Agricultura. O tratado, que abrange bens, serviços, investimentos e compras governamentais, vinha sendo discutido há duas décadas por europeus e sul-americanos. A rodada final de negociações foi iniciada por técnicos na semana passada. Diante do avanço nas tratativas, os ministros do Mercosul e da União Europeia foram convocados e, desde quinta-feira, 27, estão fechados em reuniões em Bruxelas. O acordo entre Mercosul e União Europeia representa um marco. É o principal tratado assinado tanto pelos europeus e quanto pelo Mercosul, que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O acordo permitirá que a maior parte dos produtos seja comercializada entre os blocos com tarifa zero. Haverá um calendário para que isso ocorra. Os europeus eliminarão mais rapidamente as tarifas, mas vão manter cotas de importação em alguns produtos agrícolas. Para o Mercosul, pode levar uma década para que boa parte das alíquotas seja zerada.

Estadão

28 de junho de 2019, 15:13

MUNDO EUA impõem sanção contra filho de Maduro por servir a “governo ilegítimo”

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira sanção contra o filho do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O argumento do governo do presidente Donald Trump é que Nicolás “Nicolasito” Ernesto Maduro Guerra tem atuado como ex-funcionário do “regime ilegítimo”. Maduro Guerra integra a Assembleia Nacional Constituinte e teve posições no governo do pai. O Tesouro americano diz em nota que a Assembleia Nacional Constituinte foi criada apenas para retirar poderes da Assembleia Nacional, dominada pela oposição. Com a medida, todas as propriedades ou interesses de Maduro Guerra em solo americano serão bloqueados. Os EUA dizem que as sanções impostas contra venezuelanos não são permanentes, mas um meio de pressionar por “mudança positiva de comportamento”, acrescentando que elas podem ser retiradas caso sejam tomadas medidas efetivas para restaurar a ordem democrática.

Estadão

28 de junho de 2019, 08:32

MUNDO Começa reunião de cúpula do G20 no Japão

Líderes mundiais iniciaram discussões na reunião de cúpula do Grupo dos Vinte em Osaka. O encontro de dois dias acontece em um momento de crescentes tensões globais, como a guerra comercial, que está sendo travada entre os Estados Unidos e a China, e o atrito entre Washington e Teerã. Inicialmente, as autoridades discutiram comércio e economia global. No início da primeira sessão, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou: “Economia livre e aberta é a base da paz e prosperidade. Temores e descontentamento em relação a rápidas mudanças, provocadas pela globalização, às vezes gera tentação de adotar protecionismo e graves conflitos entre nações. Contudo, a adoção recíproca de medidas comerciais restritivas não beneficiam país algum.” A cúpula teve início oficialmente na manhã de hoje (28), com uma cerimônia de abertura presidida por Abe. A meta da reunião é superar opiniões divergentes e obter consenso sobre uma ampla gama de questões urgentes. As discussões devem dar enfoque ao comércio. Um dos momentos mais esperados é o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da China, Xi Jinping, no sábado. Tensões entre os Estados Unidos e o Irã também serão um tema polêmico. A situação vem piorando desde que dois navios petroleiros foram atacados, neste mês, nas proximidades de uma das principais rotas de transporte de petróleo do Oriente Médio. O governo americano culpa Teerã pelo incidente, mas o Irã vem negando as acusações.

Agência Brasil

25 de junho de 2019, 19:23

MUNDO Hashtag #LulaNaCadeia entra no “trend topics” mundial no Twitter

Foto: Reprodução/Twitter

A tentativa da defesa do ex-presidente Lula em conseguir, de última hora, a votação de dois habeas corpus na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (25) não pegou muito bem no Twitter. Em poucas horas, a hashtag #LulaNaCadeia chegou ao “trend topics” mundial da rede social e já soma 438 mil tuítes. A militância e parlamentares dos partidos de esquerda desde cedo tentam subir a hashtag #LulaLivreUrgente, mas não passaram até o momento de 178 mil tuítes, estando em segundo lugar no Brasil. As pessoas a favor da permanência de Lula na cadeia acabaram saindo ganhando, já que os dois habeas corpus foram negados, por maioria, pela Segunda Turma do STF.

Raiane Veríssimo

24 de junho de 2019, 12:30

MUNDO Estados Unidos devem impor novas sanções ao Irã

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou a imposição de sanções adicionais ao Irã, a serem implementadas ainda hoje. A decisão foi tomada como resposta ao abatimento de um drone de vigilância norte-americano pelo Irã na última quinta-feira (20). A ação iraniana foi justificada com base na invasão do espaço aéreo do Irã pelo drone, mas o governo dos EUA afirma que a aeronave foi abatida sobre águas internacionais. Em resposta, Trump havia aprovado ataques retaliatórios a alvos iranianos, mas cancelou a ordem no último minuto. O Departamento de Estado dos EUA se absteve de entrar em detalhes sobre as novas sanções, citando motivos estratégicos. No entanto, declarou que as punições serão aplicadas em larga escala. Os EUA pediram ao Conselho de Segurança da ONU que realize uma reunião não-oficial, visando obter apoio internacional às suas políticas contra o Irã, além de tentar convencer o país a entrar em uma negociação. A reunião será realizada nesta hoje. O Irã mantém uma firme oposição a um diálogo com os Estados Unidos. O presidente iraniano Hassan Rouhani declarou no domingo (23) que seu país está pedindo que a comunidade internacional reaja “de forma adequada” a qualquer ação de invasão do Irã que venha a ser tomada pelos Estados Unidos.

Agência Brasil

24 de junho de 2019, 10:48

MUNDO Bolsonaro se reunirá com Xi Jinping no Japão antes do início do G20

Foto: Estadão

Presidente Jair Bolsonaro (PSL)

Antes de estrear na cúpula de líderes do G20 em Osaka, no Japão, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) terá um encontro bilateral com o dirigente chinês Xi Jinping na próxima sexta-feira (28). Na conversa, Bolsonaro vai falar sobre a agricultura brasileira e seu desejo de que o Brasil passe a exportar produtos de maior valor agregado ao país asiático. Hoje o comércio é fortemente baseado na venda de commodities brasileiras aos chineses. A China é o principal parceiro comercial do Brasil e foi destino de 27% das exportações brasileiras entre janeiro e maio deste ano, somando US$ 25 milhões. Bolsonaro e Xi devem tratar de visitas de ambos aos países parceiros. O brasileiro tem viagem oficial prevista para a China em agosto e o chinês deve viajar ao Brasil em novembro, para participar da Cúpula dos Brics. Esta será a primeira participação de Bolsonaro em uma reunião do cúpula do G20. Além da bilateral com Xi, ele deve ter uma reunião a sós com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. O encontro é uma mudança de postura do presidente brasileiro, que, durante a campanha, dizia que a China “estava comprando o Brasil”. Desde o início do governo, Bolsonaro fez gestos de aproximação entre os dois países, deixando para trás a fala que adotou como candidato. Em maio, a ministra Tereza Cristina (Agricultura) viajou à China para tratar das relações comerciais com os asiáticos. Em viagem a Roma na última semana, ela apoiou a candidatura do vice-ministro da Agricultura da China, Qu Dongyu, recém-eleito diretor da FAO. Também em maio, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, viajou a Pequim para participar da reunião da Cosban (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação). Durante o encontro, ao lado do vice-dirigente chinês, Wang Qishan, ele discutiu temas como fabricação e venda de aviões da Embraer para os chineses e de produtos de frigoríficos brasileiros.

Folhapress

23 de junho de 2019, 21:00

MUNDO “Estamos vendo nascer o ‘Tea Party’ democrata”, diz sociólogo americano

As primárias do Partido Democrata terão o maior número de candidatos em 40 anos, com pelo menos 24 nomes confirmados. Entre líderes históricos, como Joe Biden, Elizabeth Warren e Bernie Sanders, há também novatos, como o prefeito Pete Buttigieg e Beto O’Rourke. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o historiador Geoffrey Kabaservice diz que o número de concorrentes é alto porque há chance real de vitória contra Donald Trump.

Estadão

23 de junho de 2019, 20:30

MUNDO Oposição a Erdogan, Ekrem Imamoglu é eleito prefeito de Istambul

O candidato opositor Ekrem Imamoglu, do partido social-democrata CHP, foi eleito prefeito de Istambul, neste domingo (23). Com a vitória de hoje da oposição, é a primeira vez em 25 anos que a maior cidade da Turquia não será comandada pelo partido do presidente turco Recep Tayyip Erdogan. De acordo com a agência estatal de notícias, Imamoglu recebeu 54% de 95% dos votos apurados, enquanto o candidato governista Binali Yildirim, do partido da justiça e do desenvolvimento AKP, recebeu 45%. Yildirim, ex-primeiro-ministro turco, admitiu a derrota e parabenizou o concorrente.

Imamoglu já havia vencido a primeira edição da eleição para o município, em 31 de março, mas a votação foi contestada pelo governo Erdogan e seus aliados, sob o argumento de que algumas autoridades que supervisionavam a votação não eram funcionários públicos, conforme exigido por lei. O conselho eleitoral da Turquia anulou o resultado após semanas de recontagens parciais. A decisão levantou dúvidas sobre o processo democrático da Turquia e se o partido de Erdogan, no poder desde 2002, estaria disposto a aceitar uma derrota eleitoral. Erdogan iniciou sua carreira como prefeito de Istambul em 1994. Apesar de Erdogan não ter disputado o pleito deste domingo, analistas consideram que a eleição em Istambul é um teste político para ele.

Estadão

23 de junho de 2019, 20:00

MUNDO Candidatura de bilionário cresce e vira surpresa das eleições no Uruguai

Um bilionário de 38 anos bagunçou a eleição presidencial uruguaia. Nas últimas semanas, Juan Sartori vem crescendo nas pesquisas e tirando a vantagem do então favorito Luis Alberto Lacalle Pou pela vaga de candidato do Partido Nacional nas primárias do dia 30. Sartori é admirador de Donald Trump e de Jair Bolsonaro e aposta que os ventos populistas também soprem no Uruguai. A eleição uruguaia está marcada para 27 de outubro. Embora a governista Frente Ampla lidere com 36% das intenções de voto, a sensação é a de que o próximo presidente sairá das prévias do conservador Partido Nacional. Historicamente conhecidos como “blancos”, eles estão em segundo com 29%, o suficiente para disputar o segundo turno e atrair o voto da oposição ao desgastado governo de centro-esquerda, há 15 anos no poder.

Em janeiro, Sartori esteve com Bolsonaro no Fórum Econômico de Davos. “Tire a esquerda de lá”, recomendou o brasileiro. Latifundiário, dono do Sunderland, time de futebol inglês, e marido de Ekaterina Rybolovleva, filha de um magnata russo, Sartori faturou US$ 50 milhões com a venda de maconha legalizada no governo de José “Pepe” Mujica e retornou ao Uruguai depois de 25 anos vivendo no exterior com um objetivo: ser presidente. Ele se apresentou como candidato, apesar de nunca ter sido membro do Partido Nacional, e está confiante que derrotará o favorito Lacalle Pou. “Tenho minhas próprias pesquisas que dizem que vou ganhar.” As chances de vitória dos esquerdistas da Frente Ampla esbarram no desgaste dos últimos 15 anos, no aumento da criminalidade e na estagnação econômica, que favorece o discurso populista de Sartori.

Estadão