10 de janeiro de 2019, 16:15

MUNDO Em declaração conjunta, OEA diz que mandato de Maduro é ilegítimo

A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou hoje (10) uma declaração conjunta na qual diz que não reconhece a legitimidade do novo mandato do presidente reeleito da Venezuela, Nicolás Maduro. A iniciativa ocorreu logo após a posse de Maduro, em Caracas. O mandato presidencial é de seis anos, no período de 2019 a 2025. “Saudamos o compromisso dos países das Américas reconhecendo como ilegítimo o regime de Nocolás Maduro. O povo da Venezuela não está sozinho, seguimos trabalhando para recuperar a democracia, os direitos e as liberdades de todos”, afirmou o secretário-geral da OEA, Luís Almagro, via sua conta pessoal no Twitter. O Conselho Permanente da OEA se reuniu hoje extraordinariamente para discutir a situação de Maduro e da Venezuela. A declaração foi aprovada com 19 votos a favor, 6 contrários, 8 abstenções e 1 ausência. O Brasil votou favoravelmente à medida. Ao lado da Venezuela ficaram Bolívia e Nicarágua, entre outros países. No começo do mês, o Grupo de Lima, formado por 14 países, inclusive o Brasil, aprovou manifestação semelhante, na qual recomenda Maduro transmita o poder para a Assembleia Nacional, que assumirá o compromisso de promover novas eleições. Maduro foi eleito ano passado e houve uma abstenção avaliada em torno de 60%. A oposição, que comanda a Assembleia Nacional da Venezuela, levantou dúvidas sobre a legitimidade do processo eleitoral na época.

10 de janeiro de 2019, 14:08

MUNDO Sob críticas, Maduro toma posse de seu segundo mandato na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prestou juramento para seu segundo mandato à frente do país nesta quinta-feira, 10 em uma sessão no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Diante de 30 juízes e um pequeno grupo de líderes regionais composto pelos presidentes de Bolívia, Cuba, El Salvador e Nicarágua, Maduro jurou a Constituição em um salão nobre do Tribunal. É a primeira vez que um presidente toma posse diante do Judiciário e não do Parlamento, que teve as competências cassadas por autoridades chavistas logo após a oposição tomar a maioria da Assembleia Nacional nas eleições parlamentares de 2015.

Estadão Conteúdo

6 de janeiro de 2019, 11:11

MUNDO Embaixadora brasileira em Berlim é vandalizada

A embaixada do Brasil em Berlim foi alvo de protesto. A fachada do prédio acordou neste sábado, 5, pichada. Em fotos que circulam pelas redes sociais e entre diplomatas brasileiros pelo exterior, pode-se ler nos vidros da entrada do prédio a frase “Lutaremos contra o fascismo no Brasil”. Procurado, o serviço de atendimento emergencial da embaixada afirmou que não estava em condições de dar informações sobre o ocorrido. Roberto Jaguaribe, o embaixador que assume o posto na capital da Alemanha, ainda não está na cidade. A página oficial da embaixada também está sem acesso. O serviço de imprensa do Itamaraty não deu respostas ao ser questionado. O ato ocorreu um dia depois de outro protesto. Na sexta-feira, um grupo de jovens invadiu a embaixada do Brasil na Nova Zelândia, também em manifestação contra o fascismo. Pelas redes sociais, o grupo OA apenas explicou que exigia “a expulsão do embaixador brasileiro na Nova Zelândia e a retirada do embaixador neozelandês no Brasil. Não nos relacionamos com nações fascistas! #nobolsonaro” Essa não é a primeira vez que a embaixada é alvo de um protesto. Em 2014, às vésperas da Copa do Mundo, pessoas encapuzadas lançaram pedras contra as mesmas janelas que agora foram alvo de pichadores. Naquele momento, a polícia de Berlim não excluiu uma motivação política para o ataque, enquanto a imprensa local apostava em uma relação entre o evento no Brasil e os ataques. A suspeita, naquele momento, apontava para grupos anarquistas.

Estadão

6 de janeiro de 2019, 10:17

MUNDO Subornos pagos pela Odebrecht no Panamá superam US$ 100 milhões

Foto: JF Diorio/Estadão

Segundo ex-funcionário do banco suiço PKB, a Odebrecht era 'o cliente que todos queriam ter'

Investigações realizadas por autoridades panamenhas, com ajuda da Suíça, mostram que as propinas pagas pela Odebrecht no Panamá superaram US$ 100 milhões e foram duas vezes superiores ao que a Justiça dos EUA estimou, em 2016. O esquema da empreiteira brasileira envolveu pagamentos a mais de 70 pessoas, durante três governos diferentes. Os dados fazem parte do inquérito conduzido pelo Ministério Público do Panamá, que contou com extratos bancários e informações enviadas pela Suíça. Durante o período investigado, as obras da Odebrecht sob suspeita envolveriam contratos de mais de US$ 9 bilhões. São 21 licitações públicas vencidas pela empresa sob exame. As investigações esmiuçaram mais de 14 contratos no governo de Martín Torrijos, que terminou em 2009, e Ricardo Martinelli, entre 2009 e 2014. Já no atual governo de Juan Carlos Varela, que termina neste ano, são cinco obras sob análise, incluindo a Linha 2 do metrô avaliada em mais de US$ 2 bilhões. Segundo apuração do Estado, em dez dos 21 contratos, o preço final pago pelas autoridades do Panamá para a construtora ficou acima dos valores previstos no orçamento. Um dos casos foi um túnel de saneamento, que passou de US$ 139 milhões, em 2009, para US$ 384 milhões quando a obra foi entregue em 2013. Em outro caso, nas obras para a Linha 1 do metro, o orçamento final ficou mais de US$ 600 milhões acima dos US$ 1,4 bilhões estimados inicialmente. Já a estrada Don Alberto Motta passou de US$ 280 milhões, em 2007, para US$ 488 milhões, em 2014. A apuração do Estado identificou que uma parte substancial das informações partiu de forma espontânea dos suíços, que enviaram detalhes de contas e extratos bancários para que o caso pudesse ser investigado na América Central. Também foram consideradas as delações premiadas de ex-funcionários da Odebrecht no Brasil, a assinatura de um acordo com a empresa e confissões de outros suspeitos, como Mônica Moura, que trabalhou para campanhas eleitorais do PT. No Panamá, os procuradores também passaram a contar com o instrumento da delação premiada e os resultados indicaram subornos acima dos valores inicialmente conhecidos. A Odebrecht afirma que colaborou nessa fase do processo. Em 2016, o Departamento de Justiça dos EUA havia estimado que os pagamentos de propinas da Odebrecht no Panamá chegavam a US$ 59 milhões. Agora, mesmo com o inquérito ainda em andamento e faltando cerca de 20% para a investigação ser concluída, a marca dos US$ 100 milhões já foi ultrapassada.

Estadão

6 de janeiro de 2019, 07:43

MUNDO Assembleia Nacional da Venezuela declara ilegitimidade de Maduro

Foto: REUTERS/Marco Bello

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela

O parlamento da Venezuela, controlado pela oposição, abriu sua primeira sessão do ano com um novo líder, que adotou um tom desafiador em relação ao presidente Nicolás Maduro. Em seu primeiro ato, a Assembleia Nacional nomeou neste sábado Juan Guaidó, de 35 anos, como seu novo presidente. Ele assume um parlamento despojado de poder por Maduro, cujo governo é acusado de levar a nação outrora rica a uma crise política e humanitária. A Assembleia Nacional declarou a ilegitimidade de Maduro poucos dias antes do início de seu segundo mandato, enquanto a pressão internacional se intensifica para que sejam convocadas novamente eleições no país sul-americano. A rejeição de Maduro foi anunciada por Guaidó, que ratificou, no início da nova sessão, o repúdio do órgão legislativo às eleições presidenciais de maio passado, nas quais o governante de esquerda se reelegeu, e disse que, a partir de 10 de janeiro, quando um novo mandato presidencial começar, Maduro estará “usurpando” a presidência. Em seu discurso, Guaidó disse que a Venezuela está vivendo um momento sombrio, mas transitório, de sua história. Ele afirmou ainda que a Assembleia Nacional assumirá, entre suas primeiras ações, a criação de um órgão de transição para restituir a ordem constitucional e renovar e designar o que ele chamou de “poderes usurpados”, mas não deu detalhes. A instalação da nova presidência do parlamento ocorre um dia depois do duro pronunciamento do Grupo de Lima, que inclui 14 países da região, que pediram a Maduro que não assuma o segundo mandato em 10 de janeiro e que transfira o poder para a Assembleia Nacional até que novas eleições sejam convocadas. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

4 de janeiro de 2019, 18:35

MUNDO Bloco de países latinos não reconhecerá novo mandato de Maduro

Foto: Estadão/Reprodução

Reunião do Grupo de Lima na capital peruana

O Grupo de Lima – bloco de países latino-americanos que monitoram a crise na Venezuela – não reconhecerá o novo mandato do presidente Nicolás Maduro, que começa no dia 10. Formado por Argentina, Brasil, Colômbia, Peru, Chile – entre outros países, o grupo exortou também Maduro a não assumir o mandato e transferir o poder para a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, mas sem poderes efetivos, e convocar novas eleições. Essa declaração tem uma mensagem política contundente. Não reconhecemos a legitimidade do novo governo venezuelano”, disse o chanceler peruano Néstor Popolizio, após reunião na capital peruana. O México, agora governado pelo esquerdista Andrés Manuel López Obrador, foi o único país do grupo de 13 nações que não subscreveu a declaração. O chanceler brasileiro Ernesto Araújo participou da reunião. Formam o grupo ainda Canadá, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Guiana e Santa Lúcia.

Estadão Conteúdo

2 de janeiro de 2019, 19:39

MUNDO Trump assistiu posse de Bolsonaro pela TV e está ‘satisfeito’ com o Brasil

Foto: Reprodução

O presidente dos EUA, Donald Trump

Ao se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, 2, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse ao brasileiro que conversou com Donald Trump ontem à noite, após a posse de Bolsonaro, e que o americano estava acompanhando o dia no Brasil pela televisão. “São grandes dias e é uma honra para mim assistir à transição de governo aqui. Estamos acompanhando de perto. Presidente Trump manda cumprimentos também. Eu falei com ele ontem à noite. Ele estava assistindo pela TV e está muito satisfeito com a relação que os nossos dois países estão a ponto de começar a desenvolver”, afirmou Pompeo a Bolsonaro. Após o discurso de Bolsonaro, ontem, Trump saudou o brasileiro pelo Twitter. Jair Bolsonaro disse a Pompeo que os dois países são “amigos”. Pompeo teve um encontro com o novo ministro das Relações Exteriores, embaixador Ernesto Araújo, e depois com Bolsonaro. No Twitter, Pompeo disse estar ansioso pelo “fortalecimento e ampliação” da parceria com o Brasil no governo do presidente Bolsonaro. Segundo o Departamento de Estado, Pompeo falou com Araújo sobre a “importância de trabalhar junto para enfrentar desafios regionais e globais, incluindo apoio ao povo da Venezuela, Cuba e Nicarágua em restaurar a governança democrática e os direitos humanos”. Além disso, os dois falaram sobre expansão de cooperação econômica, educacional e questões de segurança.

Estadão Conteúdo

28 de dezembro de 2018, 12:45

MUNDO Escritor israelense Amos Oz morre aos 79 anos

Foto: Eloy Alonso/Reuters

Amos Oz, durante conferência na cidade espanhola de Oviedo, em 2007

O escritor israelense Amos Oz morreu nesta sexta-feira, 28, anunciou no Twitter sua filha, Fania Oz-Salzberge. Ele estava com 79 anos e não foi anunciada a causa da morte, mas o autor sofria de câncer. “Meu querido pai acaba de falecer de câncer depois de uma rápida piora”, anotou Fania. Um dos mais prestigiados escritores de seu país, com obra amplamente traduzida graças principalmente ao seu tom pacifista, Oz nasceu em Jerusalém em 1939 e mudou-se para o Kibbutz Hulda ainda adolescente. Após seu serviço militar na Brigada Nahal das Forças de Defesa de Israel, ele estudou filosofia e literatura hebraica na Universidade Hebraica de Jerusalém. Conhecido por suas inúmeras manifestações políticas pacifistas, ele era o ficcionista israelense mais lido nas dezenas de países onde seus livros são traduzidos. Por um motivo simples: em suas histórias, o cotidiano de pessoas comuns se mistura às dificuldades de uma comunidade em permanente conflito. Em De Repente, Nas Profundezas do Bosque, por exemplo, a narrativa começa com uma professora solteirona mostrando desenhos dos bichos que existiram outrora. As crianças, porém, riem e zombam da mestra, pois aprenderam em casa que tais bichos não passam de mitos dos quais nem é bom falar – um simples comentário pode despertar uma maldição e a boca pecadora contrai a “doença do relincho” e, tal qual o pobre menino Nimi, passa a se comportar como um potro. Oz iniciou sua carreira literária em 1961, quando tinha apenas 22 anos de idade. No total, publicou mais de 18 livros em hebraico, entre romances, coletâneas de contos e ensaios e cerca de 500 artigos e ensaios para periódicos internacionais. Antes de iniciar seus estudos universitários, Oz passou três anos na Brigada Nahal das Forças de Defesa de Israel e voltou ao serviço durante a Guerra dos Seis Dias de 1967 e a Guerra do Yom Kippur, em 1973. Foi depois de suas experiências no exército que Oz adotou uma rígida postura política, que o tornou um homem ativo na promoção do diálogo e da paz entre Israel e seus vizinhos árabes. Ele também escreveu extensivamente sobre o conflito de Israel com os árabes, pedindo diálogo e contenção. Em abril passado, por exemplo, em entrevista à imprensa alemã, Oz revelou sua preocupação com a cidade de Jerusalém. “Não sei o que o futuro reserva para Jerusalém, mas sei o que deve acontecer. Todos os países do mundo devem seguir o exemplo do presidente americano Donald Trump e transferir sua embaixada em Israel para Jerusalém. Ao mesmo tempo, cada um desses países deveria abrir sua própria embaixada em Jerusalém Oriental como a capital do povo palestino”, disse.

Estadão Conteúdo

27 de dezembro de 2018, 21:45

MUNDO Testemunha-chave de caso Odebrecht é encontrada morta na Colômbia

Foto: JF Diorio/Estadão

Sede da Odebrecht em São Paulo

Foi encontrado morto nesta quinta-feira em circunstâncias suspeitas o advogado Rafael Merchán, de 43 anos, ex-secretário de Transparência do governo de Juan Manuel Santos. Merchán tinha sido chamado como testemunha em favor de um envolvido no caso Odebrecht na Colômbia. As autoridades colombianas não revelaram as causas de sua morte e disseram que as circunstâncias estão sendo investigadas. Amigos de Merchán disseram ao jornal colombiano El Tiempo que havia alguns dias o advogado não atendia ao telefone e ele foi encontrado morto ontem pela manhã quando o foram buscar em seu apartamento em Bogotá. Merchán é a segunda pessoa envolvida com o caso Odebrecht na Colômbia que aparece morta. Em novembro, morreu a testemunha-chave das investigações, Jorge Enrique Pizano, que teria morrido em razão de um enfarte, segundo o hospital. No entanto, três dias depois o filho dele morreu envenenado ao tomar água com cianureto que estava no quarto do pai. O legista responsável pelo caso de Pizano se demitiu em meio às dúvidas sobre seu trabalho. Néstor Humberto Martínez, atual promotor-geral da Colômbia, apareceu em gravações recebendo informações sobre o caso antes de ser nomeado para o cargo, mas ele disse que sua conduta não representou um delito. A Corte Suprema de Justiça nomeou um promotor ad hoc (nomeado para este caso específico) que se encarregará de todas as investigações relacionadas com o escândalo de subornos da Odebrecht. A pedido da defesa do ex-presidente da Agência Nacional de Infraestrutura (ANI) Luis Fernando Andrade, Merchán tinha sido citado como testemunha no processo contra o funcionário pelo caso Odebrecht, juntamente com outras pessoas como o ex-presidente Santos, o ex-vice-presidente Germán Vargas Lleras; os ex-ministros Mauricio Cárdenas, María Lorena Gutiérrez, Germán Cardona e Natalia Abello e o ex-diretor de Planejamento Nacional Simón Gaviria.

Estadão Conteúdo

26 de dezembro de 2018, 17:53

MUNDO Trump faz viagem não agendada a tropas americanas no Iraque

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, informou há pouco que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama Melania Trump fizeram uma viagem surpresa ao Iraque para visitar tropas americanas que estão no país. É a primeira vez que o republicano visita uma zona de combate desde que assumiu o comando da Casa Branca. “O presidente Trump e a primeira-dama viajaram para o Iraque no fim da noite de Natal para uma visita a nossas tropas e à liderança militar sênior para agradecer a eles pelo serviço, pelo sucesso e pelo sacrifício deles e para desejar-lhes um feliz Natal”, afirmou a porta-voz em seu perfil oficial no Twitter. Os EUA têm 5,5 mil tropas no Iraque. A viagem não havia sido informada anteriormente, mas a imprensa mundial informou, durante a tarde, que o Air Force One havia sido visto sobrevoando algumas regiões da Europa. O avião pousou em uma base aérea no oeste de Bagdá na noite desta quarta-feira (horário local) em um momento no qual a máquina pública federal americana está parcialmente paralisada. A viagem também vem logo depois que Trump anunciou a retirada das forças americanas da Síria – uma decisão que culminou, posteriormente, na demissão do secretário de Defesa, James Mattis, que deixa o cargo em 31 de dezembro.

Estadão Conteúdo

25 de dezembro de 2018, 19:25

MUNDO Número de mortos em tsunami na Indonésia chega a 429, diz governo

Foto: Divulgação

Equipes de resgate continuam a busca de mais vítimas do tsunami na Indonésia

As autoridades da Indonésia elevaram nesta terça-feira, 25, para 429 o número de mortos no tsunami que atingiu o litoral do estreito de Sunda, em Sumatra e Java, após a erupção do vulcão Anak Krakatoa (“Filho de Krakatoa”). Equipes de resgate continuam a busca de mais vítimas. O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho, disse que também há pelo menos 154 pessoas desaparecidas. O número de feridos está em cerca de 1.500. O número de mortos não é definitivo e pode aumentar, segundo as autoridades. Mais de 5.000 pessoas estão desabrigadas. Fortes chuvas dificultam as tarefas das equipes de resgate, que vasculham escombros ao longo de cerca de 100 km de litoral. A falta de água potável e de medicamentos complica a missão e afeta milhares de pessoas refugiadas em centros de emergência. “Muitas crianças estão doentes, têm febre, dor de cabeça e não há água suficiente”, disse à agência France Presse Rizal Alimin, médico da ONG Aksi Cepat Tanggap, em uma escola transformada em abrigo improvisado. Abu Salim, voluntário da associação Tagana, explicou que os voluntários conseguem apenas estabilizar a situação. “Hoje, nos concentramos na ajuda aos refugiados que estão nos centros, instalamos cozinhas, distribuímos equipes logísticas e mais barracas nos locais mais adequados”, disse. As equipes de emergência transportam ajuda principalmente por estrada. Dois barcos do governo abastecem as ilhas próximas das costas de Sumatra, onde os habitantes estão bloqueados. Equipes de resgate usaram máquinas pesadas, cães farejadores e câmeras especiais para detectar corpos na lama e nos destroços ao longo de 100 km da costa oeste de Java, e autoridades disseram que as buscas seriam expandidas para o sul. “Existem vários locais que pensávamos que não tinham sido afetados”, disse à Reuters Yusuf Latif, porta-voz da agência de busca e salvamento do governo. “Mas agora estamos avançando para áreas mais remotas… e de fato há muitas vítimas lá”, acrescentou. O tsunami invadiu praias do sul da Ilha de Sumatra e do extremo oeste de Java na noite de sábado. A onda gigante, provocada pela erupção do vulcão Anak Krakatoa (“Filho de Krakatoa”), deixou 429 mortos, 1.459 feridos e 128 desaparecidos, de acordo com o balanço mais recente. “O número de vítimas e de danos continuará aumentando”, afirmou o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho. O presidente indonésio, Joko Widodo, visitou na segunda-feira, 24, as zonas devastadas, menos de três meses depois de outro tsunami, provocado por um terremoto, deixar milhares de mortos em Palu e na Ilha Célebes. A China ofereceu suas condolências às famílias dos mortos e afirmou que “fornecerá ajuda” aos que foram prejudicados pela tragédia por meio da Cruz Vermelha. “Esperamos que os indonésios possam superar este desastre e voltar às suas vidas normais o mais rápido possível. A China, por meio da Cruz Vermelha, vai ajudá-los a deixar para trás estes momentos difíceis”, disse em entrevista coletiva a porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Hua Chunying. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

25 de dezembro de 2018, 17:21

MUNDO Morre outra criança sob custódia da imigração dos EUA

Um garoto de oito anos da Guatemala morreu sob a custódia do governo norte-americano nesta terça-feira, de acordo com informações de autoridades de imigração dos EUA. Trata-se da segunda morte de uma criança migrante em detenção no país neste mês. Segundo a agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, na segunda-feira o menino mostrava “sinais de doença potencial” e foi levado junto com seu pai a um hospital em Alamogordo, Novo México, onde foi diagnosticado com resfriado e febre. A criança ficou em observação por pouco mais de uma hora e foi liberada após os médicos receitarem amoxicilina e ibuprofeno. À noite, o menino retornou ao hospital com náuseas e vômitos e morreu horas depois. A causa da morte do garoto ainda não foi determinada. A agência informou ainda que notificou o inspetor geral do Departamento de Segurança Nacional e o governo da Guatemala. No início deste mês, uma menina guatemalteca de sete anos morreu após ter sido detida por agentes de fronteira dos EUA.

Estadão Conteúdo

25 de dezembro de 2018, 13:00

MUNDO Trump pergunta a garoto de 7 anos se ainda acredita em papai noel

Foto: Reprodução/Twitter

Melania e Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perguntou a um garoto de 7 anos se ele “ainda acredita no Papai Noel” durante evento em que ele e a primeira-dama, Melania Trump, atendem ligações de crianças. Esta tradição americana é comandada pelo programa do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte, conhecido como Norad (na sigla em Inglês). É possível acompanhar os movimentos do ‘bom velhinho’ e a quantidade de presentes entregues em noradsanta.org. O presidente e a primeira-dama atendem ligações de crianças que querem, justamente, saber onde ele está. Foi neste momento, registrado pelas câmeras no salão oval, que Trump perguntou ao pequeno Coleman, de apenas 7 anos, se ele “ainda acredita no Papai Noel”. O presidente ainda diz que sete anos é uma idade limite para acreditar. Nas redes sociais, alguns internautas regiram de forma contrária ao comentário de Trump. Mas, de acordo com estudos realizados sobre o tema, entre as idades de 5 a 8 anos, crianças, de fato, deixam de acreditar no símbolo do natal. Esta margem se manteve muito consistente por décadas. Um documento de 1978 mostra que 85% das crianças com 5 anos acreditam, enquanto que 25% das crianças com 8, não. Em 2015, um estudo da Austrália descobriu que crianças estão passando a desacreditar mais cedo, talvez por conta dos ‘spoilers’ que existem na internet hoje em dia. Trump pareceu gostar do evento, com um sorriso ‘de orelha a orelha’, e Melania afirmou que esta é uma de “suas tradições preferidas”.

Estadão Conteúdo

25 de dezembro de 2018, 12:20

MUNDO Braço direito de brasileiro da Nissan é solto sob fiança no Japão

O ex-diretor da Nissan, Greg Kelly, foi libertado sob fiança nesta Terça-feira (25), após ficar preso por aproximadamente um mês no Japão acusado de irregularidades cometidas juntamente com o ex-presidente da montadora, o brasileiro Carlos Ghosn. Um tribunal de Tóquio determinou hoje uma fiança de 70 milhões de yuans (US$ 636.000) para Kelly e concedeu a liberdade, rejeitando um recurso movido pelos promotores. O tribunal também estabeleceu condições para a libertação de Kelly, que está proibido de viajar para fora do Japão, a menos que receba a permissão do tribunal, e também de se encontrar com pessoas envolvidas no caso. Kelly, que planejava fazer uma cirurgia na coluna nos EUA antes de ser preso no mês passado, deve receber tratamento no Japão, segundo seu advogado japonês. A liberação no dia de Natal encerra uma detenção de cinco semanas – em grande parte isolada de estranhos, além de advogados e funcionários consulares – que começou em 19 de novembro, quando os Kelly e Ghosn foram presos por suspeitar de conspirar para subfaturar o salário de Ghosn. Ambos alegam inocência.

Estadão Conteúdo

25 de dezembro de 2018, 10:46

MUNDO Acidente em teleférico fere 25 na Colômbia; três são brasileiros

Foto: Juan Barreto/AFP

O morro de Monserrate é um destino turístico popular em Bogotá, especialmente no Natal e Semana Santa

Vinte e cinco pessoas foram feridas após um erro na tentativa de frear um teleférico no morro de Monserrate, em Bogotá, na Colômbia, nesta terça, 25. A falha fez com que um dos vagões se chocasse com uma rampa de passageiros e colidisse com outro teleférico. Três vítimas são brasileiras. Cinco americanos, três alemães, dois belgas e um inglês também se machucaram durante o acidente. Ninguém caiu durante a colisão, segundo afirmaram os bombeiros no Twitter. As pessoas foram evacuadas e encaminhadas para hospitais. O Instituto Distrital de Gestão de Riscos e Mudança Climática (Idiger) afirmou que não havia falhas estruturais nos teleféricos, mas que era preciso restringir o uso do sistema. O morro de Monserrate é um destino turístico popular em Bogotá, especialmente em festividades religiosas como Natal e Semana Santa. Em 2017, mais de 2,5 milhões de pessoas passaram por lá.

Estadão Conteúdo