4 de junho de 2018, 08:54

MUNDO Venezuela e Nicarágua dominarão debates na assembleia da OEA

O acirramento da violência na Nicarágua e a situação política e econômica na Venezuela vão dominar as discussões da 48ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington (EUA), que começa hoje (4) e termina amanhã. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, representa o Brasil.Alguns dos representantes dos 35 países que compõem a OEA estudam aprovar até amanhã uma resolução em que questionam a legitimidade do governo reeleito de Nicolás Maduro, na Venezuela. Também há a hipótese de ser aprovada uma decisão com uma série de sanções ao país.O Grupo de Lima, do qual faz parte o Brasil, já divulgou uma posição crítica à reeleição de Maduro e na qual levanta dúvidas sobre o processo eleitoral no país, uma vez que a abstenção foi elevada e há denúncias de perseguição política aos adversários de Maduro.

Agência Brasil

2 de junho de 2018, 12:05

MUNDO EUA começam a adotar cotas para importação de aço e alumínio do Brasil

O governo dos Estados Unidos começou a aplicar nessa sexta-feira, 1º, restrições às importações brasileiras de aço e alumínio. Foram publicadas informações oficializando a entrada em vigor de cotas máximas para a compra do aço brasileiro e de sobretaxa de 10% sobre as exportações de alumínio para os EUA. De acordo com nota do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), as cotas serão definidas levando em consideração a média exportada entre 2015 e 2017. Para aço semiacabado, a quota será de 100% da média exportada, que foi de 3,5 milhões de toneladas e, para o produto acabado (aços longos, planos, inoxidáveis e tubos), de 70% da média, que foi de 543 mil toneladas. O Mdic disse que o governo brasileiro está em contato com o setor produtivo e acompanhará atentamente os efeitos da medida sobre as exportações brasileiras. “O governo brasileiro considera que a aplicação das restrições sobre as exportações brasileiras não se justifica e segue aberto a construir soluções que melhor atendam às expectativas e necessidades de ambos os setores de aço e alumínio no Brasil e nos Estados Unidos, reservando seus direitos no âmbito bilateral e multilateral”, completou. Mesmo depois de meses de negociações, o governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira que avançaria com sobretaxas sobre o aço e alumínio do Canadá, México e União Europeia, além de aplicar medidas a países como o Brasil. O anúncio reacendeu os temores de uma guerra comercial global e foi condenado por países como França, Alemanha e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Em março, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado que aplicaria restrições às importações norte-americana de aço e alumínio, mas os países vinham, bilateralmente, tentando isenções. O Brasil conseguiu evitar a sobretaxa de 25% sobre as vendas de aço e tentava negociar as cotas, que acabaram sendo impostas a partir dessa sexta-feira, 1º.

Estadão Conteúdo

2 de junho de 2018, 11:15

MUNDO Pedro Sánchez toma posse como primeiro-ministro da Espanha

Foto: Emilio Naranjo/Reuters

Pedro Sánchez_novo primeiro-ministro da Espanha_ cumprimenta seu antecessor Mariano Rajoy

O socialista Pedro Sánchez, novo presidente da Espanha, tomou posse neste sábado, 2, diante do rei Felipe VI e de seu antecessor, Mariano Rajoy, que foi destituído do cargo de primeiro-ministro após uma moção de censura aprovada pela maioria do parlamento nesta sexta-feira, 1. “Prometo, pela minha consciência e honra, cumprir fielmente com as obrigações do cargo de presidente do Governo, com lealdade ao rei, e guardar e fazer cumprir a Constituição como norma fundamental do Estado, assim como manter o sigilo das deliberações do Conselho de Ministros”, leu Sánchez, durante sua posse. Na cerimônia, realizada no Palácio da Zarzuela, residência da realeza espanhola, esteve presente, além de seu antecessor, as principais autoridades estatais. Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), subiu ao cargo de premiê da Espanha após mover a histórica moção de censura que obteve apoio da maioria absoluta do Congresso (180 votos a favor e 169 contra), forçando a saída do conservador Mariano Rajoy, líder do Partido Popular (PP). A moção, apresentada há uma semana pelos socialistas, tinha como base de argumentação a deflagração de um esquema de corrupção envolvendo a alta cúpula do PP. A iniciativa foi tomada após altos executivos da legenda do então premiê, terem sido condenados em um esquema ilícito de financiamento eleitoral e mensalão de empreiteiras a políticos, semelhante aos trâmites da Lava Jato no Brasil. No documento, o PSOE disse que Rajoy teve irresponsabilidade no cargo por não assumir medidas cabíveis após a condenação de membros de seu partido por corrupção. Sánchez, de 46 anos, reconheceu que “certamente” terá dificuldades em seu governo. Mas em seu discurso, após a destituição de Rajoy, ele reiterou o “compromisso com a Europa” e prometeu “estabilizar socialmente o país”, priorizando políticas a favor do meio ambiente e de igualdade entre homens e mulheres. Quanto ao governo separatista da Catalunha, Sánchez prometeu diálogo. “Este governo quer que a Catalunha esteja na Espanha e escutará a Catalunha”, afirmou o líder socialista.

Estadão Conteúdo

31 de maio de 2018, 18:10

MUNDO Reunião entre Trump e Kim pode ocorrer, diz secretário de Estado

A Coreia do Norte e os Estados Unidos estão “caminhando para acertar a cúpula entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano” e as negociações “estão alcançando progressos reais”, afirmou nesta quinta-feira, 31, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo. Ele também afirmou que nesta sexta-feira, 1º, um emissário do líder da norte-coreano vai viajar a Washington “para entregar uma carta pessoal de Kim Jong-un para Trump”. Pompeo se reuniu com Kim Jong-chul, ex-chefe da Inteligência norte-coreana e principal negociador de armas nucleares do país, em Nova York. Segundo Pompeo, os dois discutiram os próximos passos para o tão esperado encontro entre o presidente americano Donald Trump e Kim Jong-un, em Cingapura. Na semana passada, Trump suspendeu as negociações e disse que desistiria do encontro por causa da postura belicosa e do discurso agressivo dos norte-coreanos. Pyongyang afirmou que ainda queria realizar a cúpula e enviou Jong-chul para os EUA. Depois de duas horas e meia de conversas, Pompeo afirmou que a Coréia do Norte “está contemplando mudanças estratégicas” e que as negociações para preparar uma cúpula sobre a desnuclearização estão progredindo. A reunião entre Pompeo e Kim Yong-chol terminou inesperadamente cedo. Mas Ambrose Sayles, porta-voz do Departamento de Estado, chamou o fim antecipado de “resultado da tentativa de ambas as partes fazerem progresso”. “Tivemos conversas substanciais com a equipe da #NorthKorea”, escreveu Pompeo em sua conta no Twitter depois que as negociações foram concluídas. “Nós discutimos nossas prioridades para o potencial encontro entre nossos líderes”. “A Coréia do Norte e o mundo se beneficiariam muito com a desnuclearização da península coreana”, complementou Pompeo em outro post no Twitter. A próxima reunião, marcada para sexta-feira, 1º, entre o presidente americano e a delegação norte-coreana foi uma surpresa para alguns membros da equipe de Trump, e ele ofereceu poucos detalhes quando a anunciou. Nesta quinta-feira, 31, Trump afirmou a repórteres na Casa Branca que não está claro para ele se a demonstração de boa vontade norte-coreana será suficiente para fechar um acordo sobre a realização da cúpula em Cingapura, marcada para 12 de junho. Mas o presidente disse que as negociações entre Washington e Pyongyang estão “em boas mãos”. Seria uma visita rara, semelhante a uma feita em 2000 a Washington pelo vice-marechal Jo Myong-rok, então o segundo oficial mais poderoso da Coreia do Norte. Ele se encontrou com o presidente Bill Clinton e entregou uma carta do líder da Coreia do Norte na época, Kim Jong-il, acenando para um diálogo – que mais tarde se mostrou um fracasso.

Estadão Conteúdo

27 de maio de 2018, 09:55

MUNDO Colombianos vão às urnas para eleger presidente

Trinta e seis milhões de eleitores colombianos foram convocados às urnas, neste domingo (27), para a primeira eleição presidencial após o acordo de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – maior guerrilha do país, hoje convertida em partido político com a mesma sigla. A votação ocorre no momento em que a Colômbia está sentindo o impacto da crise na vizinha Venezuela: meio milhão de venezuelanos cruzaram a fronteira, fugindo da hiperinflação e do desabastecimento. O país enfrenta o desafio de acolher os refugiados, ao mesmo tempo em que tenta incorporar à sociedade civil os 7 mil rebeldes das Farc, que aceitaram depor as armas depois de meio século de conflito com as forcas de segurança colombianas.Seis candidatos disputam a presidência, mas nenhum deve obter os votos necessários para vencer no primeiro turno. Os dois candidatos favoritos representam dois extremos. O advogado Ivan Duque, de direita, lidera as pesquisas de opinião com 40% das intenções de voto. O ex-guerrilheiro Gustavo Petro está em segundo lugar, com o apoio de 30% do eleitorado. Se eleito, ele será o primeiro presidente de esquerda da Colômbia.

Agência Brasil

27 de maio de 2018, 09:30

MUNDO Tributo baixo torna diesel dos EUA competitivo

O diesel já teve alta de 32% nos Estados Unidos desde julho do ano passado, mas ainda assim o país registra o menor preço de combustíveis entre os países industrializados e emergentes, em razão do baixo nível de tributação incidente sobre o produto. Caminhões respondem por quase 70% dos transporte de carga nos EUA e repassam de maneira automática para o cliente as oscilações registradas nas bombas.No dia 21 de maio, os americanos pagavam US$ 0,84 (R$ 3,07) por litro de diesel. Na mesma data, o preço no Brasil estava em US$ 0,98 (R$ 3,58), de acordo com dados do Global Petrol Prices. O patamar era um pouco superior aos US$ 0,96 (R$ 3,51) praticados na Argentina, mas bem abaixo do US$ 1,29 (R$ 4,71) do Uruguai.Sem considerar a elevação no preço do diesel, o custo do transporte de cargas nos EUA bateu recorde no início deste ano e continua a crescer de maneira acelerada. A alta, que chegou a quase 13% em janeiro, desacelerou para 10% no mês passado, segundo o Crass Freight Index Report, que exclui os combustíveis do indicador.As principais razões para o aumento do frete são a aceleração no ritmo de crescimento da economia associada ao aumento de compras online e à escassez de motoristas de caminhão, que se transformaram em um dos profissionais mais cobiçados do país. Na disputa por profissionais, empresas oferecem uma série de benefícios e salários anuais que podem chegar a US$ 80 mil (R$ 292 mil) – a média dos que trabalham em longas distâncias é próxima de US$ 60 mil. A American Trucking Associations estima que havia uma carência de 51 mil motoristas em dezembro, alta de 40% em relação a igual período do ano anterior. A previsão é que a demanda não atendida chegue a 100 mil profissionais em 2021.Preocupação. O temor de analistas é que a pressão sobre o frete se traduza em inflação, que também sofrerá influência da elevação dos preços de combustíveis. Caminhões transportam quase 70% da carga nos Estados Unidos e seus custos têm impacto sobre virtualmente todos os bens de consumo. “O atual patamar de crescimento de volume e preço sinaliza que a economia americana não só está crescendo, mas que o nível de crescimento está se expandindo”, disse Donald Broughton, da Broughton Capital, responsável pela elaboração do Crass Freight Index. “Esse nível de aumento porcentual normalmente só é obtido nos momentos de saída de uma recessão, e não quando as estatísticas já estão fortes.”Segundo ele, o preço dos combustíveis é repassado automaticamente para os que contratam fretes, na forma de uma sobretaxa sobre o preço, que oscila de acordo com o que é cobrado na bomba. Broughton afirmou que o uso intensivo de caminhões não é um problema nos EUA, já que essa modalidade transporta principalmente bens de maior valor e menor peso. “Fedex e UPS movem 1% do peso da economia americana, mas 15% de seu valor.” Trens e barcas costumam transportar commodities com maior densidade e menor preço, como carvão e grãos. Dados do Departamento dos Transportes indicam que os caminhões são o meio mais utilizado para distâncias inferiores a 1,2 mil km, enquanto os trens são dominantes em distâncias de 1,2 mil km a 3,2 mil km.

Agência Brasil

23 de maio de 2018, 08:18

MUNDO Funcionários públicos relatam ameaças por não terem votado na Venezuela

Associações de trabalhadores ligadas à oposição venezuelana denunciaram nesta terça-feira, 22, ameaças de punição do governo a funcionários públicos que não participaram da votação que levou Nicolás Maduro à reeleição, um processo não reconhecido pela maior parte da comunidade internacional. Líderes opositores impedidos pela Justiça de concorrer chamaram a população a não participar. Maduro obteve 68% dos votos e a abstenção ficou em 52%.Segundo Marlene Sifontes, da Frente Autônoma de Defesa do Emprego, Salário e Sindicato, o governo pretende cruzar os dados sobre participação para promover demissões, transferências, aposentadorias forçadas e suspensão de gratificações e de promoções. O governo pretendia alcançar uma participação maior, razão pela qual governadores chavistas convocaram, em áudios vazados, os militares a usarem “toda a máquina” do Estado para levar eleitores às urnas.São frequentes na Venezuela relatos de pressão para que o funcionalismo, estimado em 2,3 milhões de pessoas, vote a favor do governo. Isso ocorreu na semana passada, antes da votação. Uma funcionária pública de 71 anos, que ganha o equivalente a US$ 3 por mês, criticava o governo em um restaurante português do centro de Caracas. Questionada se votaria contra Maduro, disse que não o faria por temor a retaliações. “Estou perto de me aposentar e tenho medo de não conseguir minha pensão se votar contra Maduro.” Outro funcionário público, este de uma empresa da área de pesca, disse nesta terça-feira que as recomendações para que os empregados votassem eram claras. “Ofereceram até transporte para nos levar, mas eu não fui votar”, afirmou o homem, que não passa à iniciativa privada por falta de opção. Ele disse que não recebeu ameaças depois da votação.

Estadão

21 de maio de 2018, 16:49

MUNDO Trump assina decreto contra Venezuela, após vitória de Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que restringe a capacidade do governo da Venezuela de liquidar ativos após a eleição presidencial no país sul-americano, a qual a Casa Branca chamou de “farsa”. Autoridades do alto escalão do governo estão anunciando uma nova ação destinada a impedir que o governo de Nicolás Maduro venda ativos públicos em troca de propinas. O decreto vem na esteira da eleição presidencial na Venezuela, onde Nicolás Maduro foi declarado o vencedor, tendo pela frente um novo mandato de seis anos no comando do país. O principal oponente de Maduro, Henri Falcon, questionou a legitimidade da votação e pediu uma nova eleição. De acordo com a Casa Branca, o decreto assinado por Trump para restringir a capacidade do governo venezuelano de liquidar ativos estatais tem como motivo impedir políticas de Maduro “adotadas à custa do povo venezuelano”.

Associated Press/Estadão Conteúdo

21 de maio de 2018, 08:23

MUNDO Maduro é reeleito em eleição questionada pela oposição

Foto: Reprodução

Presidente da Venezuela desde 2013, Nicolás Maduro, de 55 anos, é reeleito para mais seis anos de mandato, em uma eleição duramente criticada pela oposição e com elevado índice de abstenção. De acordo com a imprensa oficial, ele obteve 67,7% dos votos, enquanto o segundo colocado Henri Falcón conseguiu 21,1%.Em entrevista coletiva na noite de ontem (20), Falcón disse desconhecer o resultado das eleições. Segundo ele, são necessárias novas eleições, pois houve uma “violação” do acordo pré-eleitoral. Há informações, não confirmadas oficialmente, de que o índice de abstenção nas eleições foi superior a 70%. “Não reconhecemos este processo eleitoral como válido”, disse Falcón. “Para nós não houve eleições, é preciso fazer novas eleições na Venezuela, não é uma colocação que viemos fazer, viemos fazer exigências.”Maduro chamou os candidatos derrotados e as lideranças que promoveram a campanha em favor da abstenção para um diálogo. “Henri Falcón, Javier Bertucci e todos os líderes da oposição, [apelo para ] que nos reunamos, nos encontremos e falemos da Venezuela, convido-os aqui e assumo a responsabilidade deste chamado”, disse.A Prensa Latina, agência oficial de notícias da Venezuela, e a Telesur, emissora oficial de televisão do país, informaram que 92% das urnas, em que 5.823.728 eleitores votaram, foram apuradas. As informações são atribuídas à presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, ligada ao governo.

Agência Brasil

20 de maio de 2018, 11:30

MUNDO Não foi encontrado qualquer sinal de conluio com Rússia na campanha, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua conta oficial no Twitter para novamente reclamar neste domingo do que considera uma “caça às bruxas”, na investigação sobre o suposto envolvimento da Rússia na última campanha presidencial americana na qual ele derrotou a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. Trump afirmou que não foi encontrado qualquer indício de conluio com Moscou, mas autoridades continuam a gastar dinheiro para apurar esse caso. O presidente americano sugeriu que a apuração possa ter como meta atrapalhar a campanha eleitoral de seu Partido Republicano nas eleições legislativas deste ano. Ao mesmo tempo, criticou o fato de que não teriam sido apurados devidamente problemas na conduta de Hillary, que de acordo com Trump apagou 33 mil e-mails e recebeu US$ 145 milhões enquanto era secretária de Estado. As mensagens do presidente começaram com um comentário crítico sobre uma reportagem do New York Times, segundo a qual a investigação sobre a suposta interferência russa na eleição se volta agora também para outras partes do mundo. Segundo o jornal assessores da campanha de Trump se reuniram com um enviado de duas nações do Golfo Pérsico que teria oferecido ajuda na disputa eleitoral.

Estadão Conteúdo

20 de maio de 2018, 09:25

MUNDO Venezuela vai às urnas em profunda crise, com Maduro em busca de reeleição

Os venezuelanos participam neste domingo de uma eleição presidencial na qual se espera que Nicolás Maduro consiga um segundo mandato de seis anos, apesar de uma profunda crise que agrava a escassez de alimentos, dispara a inflação e derruba a produção petroleira do país sul-americano. Mais de 1 milhão de pessoas fugiu do país nos últimos anos em busca de uma vida melhor, enquanto os que permanecem enfrentam horas em filas para comprar alimentos subsidiados e retirar dinheiro em espécie, algo agora quase impossível de encontrar. Pesquisas mostram que a maioria dos venezuelanos culpa Maduro pelos crescentes problemas, mas ele aparece como favorito, em parte porque seus principais rivais boicotaram a disputa, diante da desconfiança com a autoridade eleitoral, controlada por partidários do governo. “Hoje é um dia histórico eleitoral”, afirmou Maduro, vestido com uma camisa vermelha, após votar hoje no oeste da capital, na companhia da mulher e do filho. O presidente acusou os Estados Unidos de promoverem uma “campanha feroz” para afetar a disputa presidencial. Segundo ele essas ações “não puderam” impedir o processo. Ele pediu “respeito” ao mundo, após mais de 20 governos dizerem que não reconhecerão os resultados. “Não é possível seguir jogando com governos irresponsáveis da direita oligárquica e corrupta da América Latina para pressionar a Venezuela, isolar a Venezuela”, afirmou, considerando esse comportamento “criminoso”. Maduro disse que, se vencer, lançará um “governo de unidade nacional”, insistirá no diálogo e fará mudanças na economia para impor um novo sistema de preços e de distribuição e comercialização, sem dar detalhes.

Estadão Conteúdo

19 de maio de 2018, 11:43

MUNDO Não há brasileiros entre vítimas de avião em Cuba

Não há notícias de brasileiros entre as vítimas da queda do avião em Havana, informou o Itamaraty em nota na noite de ontem. A embaixada em Cuba segue acompanhando a situação. O governo brasileiro prestou condolências às famílias das vítimas do acidente. A aeronave, um Boeing 737 da empresa Cubana de Aviación, caiu no início da tarde de ontem logo após decolar do aeroporto de Havana. Segundo a Agência Cubana de Notícias (ACN), havia 110 pessoas a bordo, dos quais três sobreviventes, em estado crítico.

Estadão Conteúdo

19 de maio de 2018, 10:03

MUNDO Príncipe Harry e Meghan Markle são declarados marido e mulher por arcebispo

Harry e Meghan Markle se casaram neste sábado, 19, no altar da capela de St. George, em Windsor, felizes, sorrindo um para o outro e olhando nos olhos, enquanto uma soprano cantava uma obra de Handel para celebrar a união, diante de centenas de convidados famosos e milhões de espectadores ao redor do mundo. A atriz americana caminhou pelo corredor acompanhada em parte do caminho pelo príncipe Charles e por 10 crianças, incluindo o príncipe George, de 4 anos, e a princesa Charlotte, de 3 anos, filhos do príncipe William e de Kate Middleton. O elegante vestido branco de Markle, projetado pela designer britânica Clare Waight Keller, tem uma gola canoa e é feito de seda. O véu vem até a cintura na parte da frente e ondula na parte de trás como uma calda, por muitos metros. O Príncipe Harry e seu irmão e padrinho príncipe William vestiam um traje militar formal e escuro, com luvas brancas. Harry manteve sua barba ruiva intacta. Enquanto eles estavam no altar, Harry disse a Meghan: “Você está incrível”. O arcebispo de Canterbury, Junstin Welby, declarou Harry e Markle marido e mulher. Ele fez a proclamação após o casal jurar amor até que a “morte os separe” e trocar as alianças. Harry e Markle estão oficialmente casados e agora podem ser chamados de duque e duquesa de Sussex.

AFP/Estadão

18 de maio de 2018, 20:32

MUNDO Brasil lamenta acidente aéreo em Cuba

O governo brasileiro lamentou o acidente aéreo ocorrido hoje (18), no final da manhã, em Cuba. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores prestou solidariedade às famílias das vítimas. Dos 113 passageiros e tripulantes que estavam no Boeing-737-200, apenas três sobreviveram. “O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação, da queda de aeronave civil ocorrida hoje, 18 de maio, em Havana, Cuba, que ocasionou a morte de mais de uma centena de pessoas, e apresenta suas sentidas condolências às famílias das vítimas e expressa solidariedade ao povo cubano”, diz a nota do Itamaraty. Apesar de não haver informações sobre brasileiros entre as vítimas, o Itamaraty acompanha a situação. “A Embaixada do Brasil em Havana segue acompanhando a situação, em coordenação com as autoridades cubanas. Até o momento, não há notícias de brasileiros vitimados.” Apenas três mulheres sobreviveram à queda do Boeing. No avião, estavam 104 passageiros, inclusive um bebê de 2 anos, e quatro crianças, além de nove tripulantes. Não há informações sobre as causas do acidente.

Agência Brasil

18 de maio de 2018, 19:00

MUNDO Sobreviventes do desastre aéreo são mulheres

Os três sobreviventes do acidente com o Boeing-737-200, da Cubana de Aviação, arrendado pela companhia mexicana Damojh, são mulheres. Todas estão em estado grave e passam por exames médicos nesta tarde, informou o diretor do Hospital Universitário Geral, Martínez Blanco. Um quarto passageiro foi resgatado com vida, mas acabou morrendo no hospital. O Boeing-737-200, que caiu por volta do meio-dia desta sexta-feira (13h em Brasília), no município de Boyeros, nos arredores do aeroporto de Havana, transportava 104 passageiros e nove tripulantes, alguns estrangeiros, segundo a imprensa oficial. Entre as vítimas, há um bebê, de 2 anos, e quatro crianças. Após visitar o local onde caiu o avião, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, lamentou o acidente e prestou solidariedade às famílias das vítimas. “Em nome do governo cubana e do Partido Comunista de Cuba lamentamos o ocorrido e prestamos condolências às famílias pelo trágico acidente”, disse Díaz-Canel. A aeronave caiu em uma área agrícola, na região de Boyeros, onde moram aproximadamente 800 pessoas. Segundo o presidente cubano, os moradores da localidade ajudam nas buscas e colaboram com os bombeiros. Por enquanto, não há informações sobre as causas do acidente.

Agência Brasil