2 de abril de 2019, 10:49

MUNDO Erdogan sofre derrota em eleições regionais

O partido governista AKP, do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, venceu na maioria das cidades da Turquia nas eleições para prefeito, organizadas no domingo, mas sofreu derrotas em importantes cidades do país. Seu maior revés foi perder a prefeitura de Ancara, capital do país, onde o candidato do partido de oposição CHP, Mansur Yavas, saiu vitorioso. Em Istambul, há um empate técnico, mas Erdogan disse ontem que o AKP “pode perder a eleição”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

2 de abril de 2019, 08:59

MUNDO Supremo da Venezuela retira imunidade parlamentar de Guaidó

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, controlado pelo chavismo, retirou nesta segunda-feira, dia 1º, a imunidade parlamentar do líder opositor Juan Guaidó. A decisão abre caminho para que o presidente da Assembleia Nacional, que se declarou presidente interino do país em janeiro, seja preso. O presidente do TSJ, Maikel Moreno, também bloqueou os bens do deputado e reiterou sua proibição de deixar o país. A corte tomou a decisão ao considerar que o deputado – reconhecido como chefe de Estado interino por mais de 50 países – infringiu uma proibição de saída do país que tinha sido imposta a ele em 29 de janeiro. Nesse dia, o TSJ abriu uma investigação contra ele por “usurpar” as funções do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Guaidó saiu clandestinamente do país em fevereiro e retornou em 4 de março procedente da Colômbia, pelo aeroporto internacional de Maiquetía, em Caracas. O congressista fez, na ocasião, uma visita a vários países da região, após o fracasso, em 23 de fevereiro, de sua tentativa de fazer entrar na Venezuela doações de alimentos e medicamentos enviados pelos EUA. A decisão anunciada ontem pelo TSJ é a última de uma série de medidas contra Guaidó e seu entorno, que começou há duas semanas após a Rússia ampliar seu apoio ao regime de Maduro, até mesmo com o envio de pessoal militar e equipamentos. O chavismo vinha hesitando em agir contra o líder opositor, após receber ameaças explícitas dos EUA de retaliações caso algo ocorresse com Guaidó. A primeira ação chavista contra Guaidó foi a prisão de seu chefe de gabinete, Roberto Marrero, em março. Na sequência, segundo a mulher do opositor, Fabiana Rosales, parentes do deputado passaram a ser hostilizados por chavistas. Na semana passada, a Controladoria-Geral da Venezuela, também alinhada ao regime, suspendeu os direitos políticos de Guaidó por 15 anos. (Com agências internacionais). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

1 de abril de 2019, 18:45

MUNDO Juan Guaidó perde imunidade parlamentar e pode ser preso

Foto: Marco Bello/Reuters

O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, controlado pelo chavismo, retirou nesta segunda-feira, 1, a imunidade parlamentar do líder opositor Juan Guaidó. A decisão abre caminho para que o presidente da Assembleia Nacional, que se declarou presidente interino do país em janeiro, seja preso. O presidente do TSJ, Maikel Moreno, também bloqueeou os bens do deputado e reiterou sua proibição de deixar o país. A decisão é a última de uma série de medidas contra Guaidó e seu entorno, que começou há duas semanas, depois de a Rússia ampliar seu apoio ao regime de Nicolás Maduro, até mesmo com o envio de pessoal militar e equipamentos. O chavismo vinha hesitando agir contra o líder opositor desde janeiro, quando recebeu ameaças explícitas dos Estados Unidos sobre retaliações caso isso ocorresse. A primeira ação chavista contra Guaidó foi a prisão de seu chefe de gabinete, Roberto Marrero, em março. Na sequência, segundo a mulher do opositor, Fabiana Rosales, parentes do deputado passaram a ser hostilizados por chavistas. Na semana passada, a controladoria-geral da Venezuela, também alinhada ao regime, suspendeu os direitos políticos de Guaidó por 15 anos.

Estadão Conteúdo

1 de abril de 2019, 17:00

MUNDO Embaixador deve esperar Bolsonaro para consultas com Autoridade Palestina

Foto: Ammar Awad/Reuters

Cercado por forte aparato de segurança, Bolsonaro segue em direção ao Muro das Lamentações, em Jerusalém Oriental

O embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al-Zeben, afirmou nesta segunda-feira, 1, que deve permanecer no Brasil pelo menos até o retorno do presidente Jair Bolsonaro de Israel, na próxima quinta-feira, 4. Ele ainda espera conseguir uma audiência com Bolsonaro após o retorno, solicitada por ele e outros embaixadores de países árabes há mais de 15 dias. “Ainda não recebi ordens concretas para voltar (à Cisjordânia). Possivelmente estão aguardando que acabe a visita do senhor presidente a Israel”, disse o embaixador ao Estado. “Até agora nada… Por enquanto fico aqui.” A Autoridade Palestina – que governa partes da Cisjordânia e à qual a embaixada no Brasil está subordinada – anunciou no domingo que entraria em contato com seu representante em Brasília para ‘consultas’ sobre a visita de Bolsonaro a Israel. A medida busca mostrar descontentamento com o anúncio feito por Bolsonaro de que vai abrir um escritório de negócios em Jerusalém. “O ministério das Relações Exteriores entrará em contato com o embaixador palestino no Brasil para consultas com o objetivo de tomar a decisão apropriada diante da situação”, disse a chancelaria palestina, segundo a agência Wafa. Na linguagem diplomática, consultar um embaixador sobre uma determinada crise representa uma espécie de agravo ao país no qual está o embaixador. A medida está um degrau abaixo da convocação do embaixador de volta para o país de origem e dois antes da ruptura de relações. Al-Zeben pretende reforçar o pedido de reunião, feito há mais de duas semanas, entre Bolsonaro, o chanceler Ernesto Araújo e embaixadores de países árabes no Brasil, para o qual não obteve resposta até o momento. O objetivo, disse, é “preservar e cuidar das relações entre Brasil e mundo árabe”, que classificou como sendo “de uma importância sem igual”. Ele é decano do grupo de embaixadores. O embaixador criticou o anúncio da criação do escritório em Jerusalém. E sugeriu que o Brasil demonstre “equilíbrio” e abra uma representação similar em Jerusalém Oriental, que os palestinos almejam como capital de um futuro Estado, ocupada por Israel desde 1967. “Qualquer assunto que tenha a ver com Jerusalém eu acho desnecessário. Neste caso, o Brasil como país amigo e mantendo relações diplomáticas com os dois, deveria abrir também um escritório comercial no lado oriental para atender os negócios palestinos e brasileiros. O lado oriental é capital do Estado da Palestina. E aquele que pretendem abrir no lado ocidental, e deve ser… paralelamente poderiam abrir também no outro lado para mostrar equilíbrio”, considerou. Questionado sobre se o anúncio do escritório de negócios poderia prejudicar as relações comerciais entre Brasil e países árabes, o embaixador disse ‘esperar que não’. “Vamos tentar esclarecer esse assunto com autoridades brasileiras uma vez que retornarem ao Brasil”, afirmou. Ele desejou uma boa visita de Bolsonaro a Israel, mas que não seja prejudicial para os palestinos. “Esperamos que senhor presidente faça uma boa visita a Israel, que seja benéfica em todos os sentidos para o Brasil, e que não seja prejudicial para os vizinhos, neste caso para a Palestina”. Sobre o fato de Bolsonaro não ter descartado transferir a embaixada do Brasil em Israel até o final do mandato, o embaixador afirmou que, até lá, espera que o Estado palestino seja estabelecido. “Até o fim do mandato (de Bolsonaro) esperamos que o estado palestino seja estabelecido e, neste caso, levam as duas embaixadas, uma para lado palestino e outra israelense. Quero acreditar e pensar que esse é o pensamento do senhor presidente”, declarou.

Estadão Conteúdo

1 de abril de 2019, 09:25

MUNDO Maduro anuncia plano para prevenir apagões na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que, em 30 dias será executado um plano de ação para combater o que chama de “guerra elétrica contra a população”. Os venezuelanos enfrentam, pela segunda vez no ano, um longo período de apagão que atinge o país como um todo. Em decorrência dos impactos causados pelo apagão, as aulas e várias atividades no país foram suspensas. Maduro disse que até quarta-feira (3) a normalidade deve ser retomada. Segundo ele, a intenção é retomar a jornada até as 14h (horário local) em instituições públicas e privadas. “Já foi aprovado um plano para, em 30 dias, administrar o regime de cargas, equilibrando o processo de geração, assegurando a transmissão, o serviço e o consumo em todo o país”, disse Maduro. Em discurso transmitido pela televisão, o presidente venezuelano afirmou que vai se empenhar para enfrentar a “grave situação” e novamente disse que há um golpe em curso para tirá-lo do poder. “Imediatamente, começamos o trabalho de recuperação com cientistas, engenheiros e hackers”, afirmou. Nas redes sociais, Maduro pediu apoio à população para reagir a qualquer tipo de pressão. “Peço a todos os venezuelanos que defendam a paz em todos os cantos do país. Vamos reabastecer todo o sistema elétrico desses ataques.”

Agência Brasil

31 de março de 2019, 11:44

MUNDO Eslováquia elege primeira presidente mulher de sua história

A Eslováquia concluiu seu processo eleitoral ontem (30) com a realização do segundo turno do pleito, que resultou na vitória da advogada de direitos cidadãos, anti-corrupção e pró-União Europeia Zuzana Caputová, de 45 anos. Com a vitória, ela será a primeira presidente mulher da história do país. Caputová superou o vice-presidente Maros Sefcovic, obtendo 58,3% dos votos contra 41,7% do adversário. O oponente ocupava o cargo de comissário da União Europeia para a Saúde. Duas semanas atrás, no primeiro turno, ela havia saído com o melhor desempenho. E confirmou o apoio do eleitorado. Após a divulgação do resultado, agradeceu pela votação não somente em eslovaco, mas em línguas de minorias, como o húngaro e o romani. O gesto simbólico é exemplo da campanha da nova presidente, marcada pela defesa da diversidade e contra discurso de ódio. No agradecimento, Caputová destacou ter chegado ao resultado sem golpes baixos verbais, agressões e uma retórica populista. O eleitorado eslovaco, assim, foi de encontro ao movimento na Hungria, onde o presidente Viktor Orbán promove uma política de extrema-direita, com discurso anti-União Europeia e de apelo nacionalista.

Agência Brasil

29 de março de 2019, 09:00

MUNDO Pela 3ª vez, Parlamento britânico discute e vota acordo do Brexit

Pela terceira vez, a Câmara dos Comuns, o Parlamento britânico, vota hoje (29) a moção que se refere ao acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. O texto foi aprovado pelo Parlamento europeu junto com a declaração de política sobre relacionamentos futuros. A votação está marcada para as 17h30 (horário de Brasília) e 14h30 (horário de Londres). O texto descreve os termos da saída do Reino Unido da União Europeia, como o acordo financeiro e o apoio irlandês. Se os parlamentares aprovarem a moção, o Reino Unido vai deixar o bloco em 22 de maio. A votação ocorre após a primeira-ministra, Theresa May, afirmar que se dispõe a renunciar ao cargo e a votar somente o acordo sem declaração política. Os termos da declaração política indicam as intenções sobre o relacionamento, após o Brexit, do Reino Unido com a União Europeia.

Agência Brasil

28 de março de 2019, 21:06

MUNDO Incêndio destrói sede do serviço secreto de Maduro

Foto: Reprodução

Sede do serviço secreto de Nicolás Maduro

Um incêndio consome a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), a polícia política do ditador Nicolás Maduro. É onde estão os presos políticos, inclusive o chefe de gabinete de Juan Guaidó. As informações são do site O Antagonista.

28 de março de 2019, 19:37

MUNDO The Economist diz que mandato de Bolsonaro pode ser curto

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro

A mais nova edição da revista britânica The Economist, em matéria publicada nesta quinta-feira, 28, voltou a fazer críticas ao presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “aprendiz de presidente”, e afirmou que o mandato dele pode ser curto “a menos que ele pare de provocar e aprenda a governar”. Bolsonaro já havia sido alvo de críticas por parte da revista no ano passado. “Bolsonaro ainda não mostrou que entende seu novo emprego. Ele dissipou o capital político em seus preconceitos, por exemplo, pedindo que as Forças Armadas comemorassem o aniversário, em 31 de março, do golpe militar de 1964”, trouxe a reportagem. De acordo com a Economist, “muitos supunham que a chegada do governo de Bolsonaro por si só daria vida à economia. Mas, três meses depois, ela continua tão moribunda quanto sempre”. A revista apontou que os investidores estão começando a perceber que o ministro da Economia, Paulo Guedes, “enfrenta uma tarefa difícil” para fazer com que o Congresso aprove a reforma da Previdência e enfatizou que “o próprio Bolsonaro não está ajudando”. Mesmo assim, a reportagem também indicou que a reforma previdenciária “não é suficiente” para fazer com que o País apresente um crescimento econômico robusto e listou outras mudanças, como uma reforma tributária e outras medidas, para fazer com que a competitividade aumente. A revista também trouxe, na reportagem, a recente tensão entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e apontou que essa crise deve fazer com que a reforma da previdência sofra “atrasos e diluição”. Além disso, a Economist também lembrou que o filósofo Olavo de Carvalho, apontado como ideólogo do governo Bolsonaro, chamou de “idiota” o vice-presidente Hamilton Mourão, que, de acordo com a revista, “tentou impor alguma disciplina política”, embora esteja “frequentemente em desacordo com a família Bolsonaro”. A ligação entre a família Bolsonaro com ex-policiais do Rio acusados de matar Marielle Franco também esteve presente na reportagem da Economist.

Estadão Conteúdo

27 de março de 2019, 14:15

MUNDO Escândalo de corrupção da Odebrecht vira tema de debate no Congresso americano

Três anos depois de vir à tona no Brasil, o escândalo de corrupção envolvendo a Odebrecht virou pauta no Congresso americano. Deputados do Comitê de Relações Exteriores da Câmara consideraram que o caso Odebrecht era “sem precedentes” e realizaram nesta terça-feira, 26, a audiência “Entendendo a Odebrecht – lições para combater a corrupção nas Américas”. O debate incluiu menção ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, à prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer e ao presidencialismo de coalizão no Brasil. A audiência também contou com discussões sobre a estratégia americana para prosseguir com investigações de corrupção por atos praticados por estrangeiros. “Vamos focar na Odebrecht e nas opções políticas dos Estados Unidos para apoiar a luta contra a corrupção na América Latina. A Odebrecht é uma empresa de construção brasileira, mas esse nome se tornou sinônimo de um dos maiores escândalos globais de corrupção da história”, anunciou o deputado democrata Albio Sires, na abertura da sessão. Em dezembro de 2016, a Odebrecht e a Braskem assinaram um acordo com autoridades do Brasil, Estados Unidos e Suíça no qual se comprometeram a pagar uma multa global de R$ 6,8 bilhões – 80% do valor era destinado ao Brasil. No acordo com as autoridades, a Odebrecht confessou ter pago mais de US$ 700 milhões em propina em 12 países, incluindo o Brasil. A maior parte do esquema no exterior atingiu países da América Latina, como Peru, Colômbia e Venezuela, além de dois países africanos.

Estadão Conteúdo

27 de março de 2019, 09:03

MUNDO Parlamento britânico vota hoje propostas alternativas ao Brexit

O parlamento do Reino Unido vota hoje (27) uma série de alternativas ao Brexit, a saída dos britânicos da União Europeia. A lista de propostas é longa, incluindo se deve ser mantida a sugestão da primeira-ministra britânica, Theresa May, de retirada do bloco europeu ou a realização de novo referendo. As propostas podem ser divididas em quatro blocos: a revogação do Brexit, realização de outro referendo, além de apoiar o acordo e ratificar a proposta de Norway plus, que manteria o Reino Unido no mercado único da UE – União Europeia.Na semana passada, a União Europeia prorrogou o prazo de 29 de março para 12 de abril. O Reino Unido será obrigado a deixar o bloco, se o acordo de maio não passar no parlamento. Os parlamentares vão votar a proposta da primeira-ministra prorrogando, mais uma vez, o prazo para saída da União Europeia até 22 de maio.

Agência Brasil

23 de março de 2019, 11:15

MUNDO Chega a 417 número de mortes em Moçambique após ciclone

A passagem do ciclone Idai no sudeste da África já deixou 417 mortos, 1.528 feridos e 89 mil pessoas salvas e recolhidas nos centros de acolhimento, em Moçambique. As informações foram divulgadas pelas autoridades locais hoje (22). De acordo com o ministro responsável pelas operações na cidade moçambicana da Beira, Carlos Agostinho do Rosário, o aumento do número de vítimas mortais já tinha sido admitido. Além disso, Rosário considerou que o número de mortos vai continuar a aumentar. Na manhã deste sábado, uma semana depois da passagem do ciclone Idai, a ajuda internacional continua a chegar ao país. O segundo avião da Força Aérea Portuguesa aterrou na cidade da Beira pelas 10h30. O avião transporta uma equipa avançada de peritos da Autoridade Nacional de Proteção Civil, agentes da Força Especial de Bombeiros, da Guarda Nacional Republicana e do Instituto Nacional de Emergência Médica. A buscas aos desaparecidos e o auxílio às comunidades isoladas continuam. Só no distrito de Búzi, em Sofala, mais de 180 mil pessoas foram afetadas pelos fortes ventos, chuvas e inundações que atingiram também a países vizinhos, como Madagascar, Malaui, Zimbábue e a África do Sul. Aproveitando que, em algumas localidades, as chuvas deram uma trégua, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) está usando drones para vasculhar áreas isoladas onde moradores ficaram sitiados. Parte dos desabrigados estão alojados em centros de acomodação e em escolas onde a todo instante chegam novas famílias. Ontem (22), o governo moçambicano prometeu que, dentro de, no máximo, 48 horas, abrirá novos centros “para aliviar as salas de aula ocupadas pelas populações que se abrigaram nos estabelecimentos de ensino”.

Agência Brasil

20 de março de 2019, 17:17

MUNDO Chanceler descarta emprego das Forças Armadas na Venezuela

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou hoje (20) que o governo do Brasil não trabalha com a possibilidade de emprego das Forças Armadas na Venezuela. A hipótese de intervenção militar no país vizinho foi descartada, anteriormente, pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros. “O Brasil tem capacidade de atuação sobretudo diplomática e política e nós vamos tentar usar ao máximo [esses instrumentos]”, disse o chanceler. A crise venezuelana atinge a economia, política e a área social. Para Araújo, “é preciso agir” no esforço de impedir o agravamento da situação, mas as medidas não foram definidas. “Coincidimos [com os Estados Unidos] inteiramente no caráter inaceitável do que está acontecendo na Venezuela, em termos de tragédia humana, uma sociedade que está sendo esfacelada por um regime ditatorial”, afirmou o chanceler. Araújo se referiu à permanência do presidente Nicolás Maduro no poder e nos impactos sobre a sociedade venezuelana da crise, provocando fome, desemprego e fuga de imigrantes. “Não entramos em detalhes do que fazer frente a isso. Há uma convicção de que é preciso agir, de que é preciso não deixar que se volte a uma normalidade totalmente espúria na Venezuela. Os Estados Unidos têm capacidade de atuação através de sanções econômicas que ainda podem ser ampliadas”, disse Araújo em coletiva de imprensa. Ontem (19), antes de retornar ao Brasil, o presidente Jair Bolsonaro disse em Washington ser favorável às negociações diplomáticas na tentativa de encerrar o impasse na Venezuela. Um grupo de aproximadamente 50 nações, incluindo o Brasil, apoia Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino. No encontro com Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que todas as alterantivas estão sobre a mesa no que se refere à Venezuela.

Agência Brasil

19 de março de 2019, 17:35

MUNDO Eduardo Bolsonaro ofusca chanceler Ernesto Araújo

Foto: Beatriz Bulla/Estadão

o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)

A presença de Eduardo Bolsonaro ofuscou o chanceler Ernesto Araújo durante a passagem de Jair Bolsonaro pela Casa Branca. Primeiro, o filho de Jair Bolsonaro e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, contrariando o protocolo previamente divulgado, que previa apenas a presença dos dois presidentes na primeira declaração conjunta, ocupou um sofá ao lado das cadeiras de Bolsonaro e Donald Trump no Salão Oval. Em seguida, foi citado pelo próprio presidente norte-americano na declaração dos dois presidentes nos jardins da Casa Branca, que pediu que ele se levantasse na plateia para saudá-lo. Eduardo Bolsonaro estava transmitindo ao vivo no momento em que foi chamado de “fantástico garoto” por Trump. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.

19 de março de 2019, 17:05

MUNDO Ao lado de Trump, Bolsonaro fala em estratégias sigilosas para Venezuela

Foto: Evan Vucci/AP

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente dos EUA Donald Trump

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que chegou a Washington no domingo (17), foi recebido na Casa Branca, junto com sua comitiva, nesta terça-feira. Ele teve um encontro privado com Donald Trump no Salão Oval e os dois fizeram uma declaração conjunta à imprensa no Jardim das Rosas. O comunicado mencionou a crise na Venezuela e como Brasil e EUA pretendem atuar unidos pela democracia na América Latina, fazendo uma crítica ao “socialismo” de Maduro. Sobre uma intervenção militar na Venezuela, Bolsonaro afirmou: “Tem certas questões que se você divulgar deixam de ser estratégicas. Asssim sendo, essas questões que se forem discutidas, se já não foram, não podem ser divulgadas”, disse o presidente. “Se por ventura, vierem à mesa, certas medidas não podem ser tornadas públicas”. Trump foi questionado sobre a possibilidade de uma intervenção e reiterou que todas opções estão sobre a mesa em relação ao governo Maduro.

Estadão