31 de março de 2019, 11:44

MUNDO Eslováquia elege primeira presidente mulher de sua história

A Eslováquia concluiu seu processo eleitoral ontem (30) com a realização do segundo turno do pleito, que resultou na vitória da advogada de direitos cidadãos, anti-corrupção e pró-União Europeia Zuzana Caputová, de 45 anos. Com a vitória, ela será a primeira presidente mulher da história do país. Caputová superou o vice-presidente Maros Sefcovic, obtendo 58,3% dos votos contra 41,7% do adversário. O oponente ocupava o cargo de comissário da União Europeia para a Saúde. Duas semanas atrás, no primeiro turno, ela havia saído com o melhor desempenho. E confirmou o apoio do eleitorado. Após a divulgação do resultado, agradeceu pela votação não somente em eslovaco, mas em línguas de minorias, como o húngaro e o romani. O gesto simbólico é exemplo da campanha da nova presidente, marcada pela defesa da diversidade e contra discurso de ódio. No agradecimento, Caputová destacou ter chegado ao resultado sem golpes baixos verbais, agressões e uma retórica populista. O eleitorado eslovaco, assim, foi de encontro ao movimento na Hungria, onde o presidente Viktor Orbán promove uma política de extrema-direita, com discurso anti-União Europeia e de apelo nacionalista.

Agência Brasil

29 de março de 2019, 09:00

MUNDO Pela 3ª vez, Parlamento britânico discute e vota acordo do Brexit

Pela terceira vez, a Câmara dos Comuns, o Parlamento britânico, vota hoje (29) a moção que se refere ao acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. O texto foi aprovado pelo Parlamento europeu junto com a declaração de política sobre relacionamentos futuros. A votação está marcada para as 17h30 (horário de Brasília) e 14h30 (horário de Londres). O texto descreve os termos da saída do Reino Unido da União Europeia, como o acordo financeiro e o apoio irlandês. Se os parlamentares aprovarem a moção, o Reino Unido vai deixar o bloco em 22 de maio. A votação ocorre após a primeira-ministra, Theresa May, afirmar que se dispõe a renunciar ao cargo e a votar somente o acordo sem declaração política. Os termos da declaração política indicam as intenções sobre o relacionamento, após o Brexit, do Reino Unido com a União Europeia.

Agência Brasil

28 de março de 2019, 21:06

MUNDO Incêndio destrói sede do serviço secreto de Maduro

Foto: Reprodução

Sede do serviço secreto de Nicolás Maduro

Um incêndio consome a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), a polícia política do ditador Nicolás Maduro. É onde estão os presos políticos, inclusive o chefe de gabinete de Juan Guaidó. As informações são do site O Antagonista.

28 de março de 2019, 19:37

MUNDO The Economist diz que mandato de Bolsonaro pode ser curto

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro

A mais nova edição da revista britânica The Economist, em matéria publicada nesta quinta-feira, 28, voltou a fazer críticas ao presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “aprendiz de presidente”, e afirmou que o mandato dele pode ser curto “a menos que ele pare de provocar e aprenda a governar”. Bolsonaro já havia sido alvo de críticas por parte da revista no ano passado. “Bolsonaro ainda não mostrou que entende seu novo emprego. Ele dissipou o capital político em seus preconceitos, por exemplo, pedindo que as Forças Armadas comemorassem o aniversário, em 31 de março, do golpe militar de 1964”, trouxe a reportagem. De acordo com a Economist, “muitos supunham que a chegada do governo de Bolsonaro por si só daria vida à economia. Mas, três meses depois, ela continua tão moribunda quanto sempre”. A revista apontou que os investidores estão começando a perceber que o ministro da Economia, Paulo Guedes, “enfrenta uma tarefa difícil” para fazer com que o Congresso aprove a reforma da Previdência e enfatizou que “o próprio Bolsonaro não está ajudando”. Mesmo assim, a reportagem também indicou que a reforma previdenciária “não é suficiente” para fazer com que o País apresente um crescimento econômico robusto e listou outras mudanças, como uma reforma tributária e outras medidas, para fazer com que a competitividade aumente. A revista também trouxe, na reportagem, a recente tensão entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e apontou que essa crise deve fazer com que a reforma da previdência sofra “atrasos e diluição”. Além disso, a Economist também lembrou que o filósofo Olavo de Carvalho, apontado como ideólogo do governo Bolsonaro, chamou de “idiota” o vice-presidente Hamilton Mourão, que, de acordo com a revista, “tentou impor alguma disciplina política”, embora esteja “frequentemente em desacordo com a família Bolsonaro”. A ligação entre a família Bolsonaro com ex-policiais do Rio acusados de matar Marielle Franco também esteve presente na reportagem da Economist.

Estadão Conteúdo

27 de março de 2019, 14:15

MUNDO Escândalo de corrupção da Odebrecht vira tema de debate no Congresso americano

Três anos depois de vir à tona no Brasil, o escândalo de corrupção envolvendo a Odebrecht virou pauta no Congresso americano. Deputados do Comitê de Relações Exteriores da Câmara consideraram que o caso Odebrecht era “sem precedentes” e realizaram nesta terça-feira, 26, a audiência “Entendendo a Odebrecht – lições para combater a corrupção nas Américas”. O debate incluiu menção ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, à prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer e ao presidencialismo de coalizão no Brasil. A audiência também contou com discussões sobre a estratégia americana para prosseguir com investigações de corrupção por atos praticados por estrangeiros. “Vamos focar na Odebrecht e nas opções políticas dos Estados Unidos para apoiar a luta contra a corrupção na América Latina. A Odebrecht é uma empresa de construção brasileira, mas esse nome se tornou sinônimo de um dos maiores escândalos globais de corrupção da história”, anunciou o deputado democrata Albio Sires, na abertura da sessão. Em dezembro de 2016, a Odebrecht e a Braskem assinaram um acordo com autoridades do Brasil, Estados Unidos e Suíça no qual se comprometeram a pagar uma multa global de R$ 6,8 bilhões – 80% do valor era destinado ao Brasil. No acordo com as autoridades, a Odebrecht confessou ter pago mais de US$ 700 milhões em propina em 12 países, incluindo o Brasil. A maior parte do esquema no exterior atingiu países da América Latina, como Peru, Colômbia e Venezuela, além de dois países africanos.

Estadão Conteúdo

27 de março de 2019, 09:03

MUNDO Parlamento britânico vota hoje propostas alternativas ao Brexit

O parlamento do Reino Unido vota hoje (27) uma série de alternativas ao Brexit, a saída dos britânicos da União Europeia. A lista de propostas é longa, incluindo se deve ser mantida a sugestão da primeira-ministra britânica, Theresa May, de retirada do bloco europeu ou a realização de novo referendo. As propostas podem ser divididas em quatro blocos: a revogação do Brexit, realização de outro referendo, além de apoiar o acordo e ratificar a proposta de Norway plus, que manteria o Reino Unido no mercado único da UE – União Europeia.Na semana passada, a União Europeia prorrogou o prazo de 29 de março para 12 de abril. O Reino Unido será obrigado a deixar o bloco, se o acordo de maio não passar no parlamento. Os parlamentares vão votar a proposta da primeira-ministra prorrogando, mais uma vez, o prazo para saída da União Europeia até 22 de maio.

Agência Brasil

23 de março de 2019, 11:15

MUNDO Chega a 417 número de mortes em Moçambique após ciclone

A passagem do ciclone Idai no sudeste da África já deixou 417 mortos, 1.528 feridos e 89 mil pessoas salvas e recolhidas nos centros de acolhimento, em Moçambique. As informações foram divulgadas pelas autoridades locais hoje (22). De acordo com o ministro responsável pelas operações na cidade moçambicana da Beira, Carlos Agostinho do Rosário, o aumento do número de vítimas mortais já tinha sido admitido. Além disso, Rosário considerou que o número de mortos vai continuar a aumentar. Na manhã deste sábado, uma semana depois da passagem do ciclone Idai, a ajuda internacional continua a chegar ao país. O segundo avião da Força Aérea Portuguesa aterrou na cidade da Beira pelas 10h30. O avião transporta uma equipa avançada de peritos da Autoridade Nacional de Proteção Civil, agentes da Força Especial de Bombeiros, da Guarda Nacional Republicana e do Instituto Nacional de Emergência Médica. A buscas aos desaparecidos e o auxílio às comunidades isoladas continuam. Só no distrito de Búzi, em Sofala, mais de 180 mil pessoas foram afetadas pelos fortes ventos, chuvas e inundações que atingiram também a países vizinhos, como Madagascar, Malaui, Zimbábue e a África do Sul. Aproveitando que, em algumas localidades, as chuvas deram uma trégua, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) está usando drones para vasculhar áreas isoladas onde moradores ficaram sitiados. Parte dos desabrigados estão alojados em centros de acomodação e em escolas onde a todo instante chegam novas famílias. Ontem (22), o governo moçambicano prometeu que, dentro de, no máximo, 48 horas, abrirá novos centros “para aliviar as salas de aula ocupadas pelas populações que se abrigaram nos estabelecimentos de ensino”.

Agência Brasil

20 de março de 2019, 17:17

MUNDO Chanceler descarta emprego das Forças Armadas na Venezuela

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou hoje (20) que o governo do Brasil não trabalha com a possibilidade de emprego das Forças Armadas na Venezuela. A hipótese de intervenção militar no país vizinho foi descartada, anteriormente, pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros. “O Brasil tem capacidade de atuação sobretudo diplomática e política e nós vamos tentar usar ao máximo [esses instrumentos]”, disse o chanceler. A crise venezuelana atinge a economia, política e a área social. Para Araújo, “é preciso agir” no esforço de impedir o agravamento da situação, mas as medidas não foram definidas. “Coincidimos [com os Estados Unidos] inteiramente no caráter inaceitável do que está acontecendo na Venezuela, em termos de tragédia humana, uma sociedade que está sendo esfacelada por um regime ditatorial”, afirmou o chanceler. Araújo se referiu à permanência do presidente Nicolás Maduro no poder e nos impactos sobre a sociedade venezuelana da crise, provocando fome, desemprego e fuga de imigrantes. “Não entramos em detalhes do que fazer frente a isso. Há uma convicção de que é preciso agir, de que é preciso não deixar que se volte a uma normalidade totalmente espúria na Venezuela. Os Estados Unidos têm capacidade de atuação através de sanções econômicas que ainda podem ser ampliadas”, disse Araújo em coletiva de imprensa. Ontem (19), antes de retornar ao Brasil, o presidente Jair Bolsonaro disse em Washington ser favorável às negociações diplomáticas na tentativa de encerrar o impasse na Venezuela. Um grupo de aproximadamente 50 nações, incluindo o Brasil, apoia Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino. No encontro com Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que todas as alterantivas estão sobre a mesa no que se refere à Venezuela.

Agência Brasil

19 de março de 2019, 17:35

MUNDO Eduardo Bolsonaro ofusca chanceler Ernesto Araújo

Foto: Beatriz Bulla/Estadão

o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)

A presença de Eduardo Bolsonaro ofuscou o chanceler Ernesto Araújo durante a passagem de Jair Bolsonaro pela Casa Branca. Primeiro, o filho de Jair Bolsonaro e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, contrariando o protocolo previamente divulgado, que previa apenas a presença dos dois presidentes na primeira declaração conjunta, ocupou um sofá ao lado das cadeiras de Bolsonaro e Donald Trump no Salão Oval. Em seguida, foi citado pelo próprio presidente norte-americano na declaração dos dois presidentes nos jardins da Casa Branca, que pediu que ele se levantasse na plateia para saudá-lo. Eduardo Bolsonaro estava transmitindo ao vivo no momento em que foi chamado de “fantástico garoto” por Trump. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.

19 de março de 2019, 17:05

MUNDO Ao lado de Trump, Bolsonaro fala em estratégias sigilosas para Venezuela

Foto: Evan Vucci/AP

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente dos EUA Donald Trump

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que chegou a Washington no domingo (17), foi recebido na Casa Branca, junto com sua comitiva, nesta terça-feira. Ele teve um encontro privado com Donald Trump no Salão Oval e os dois fizeram uma declaração conjunta à imprensa no Jardim das Rosas. O comunicado mencionou a crise na Venezuela e como Brasil e EUA pretendem atuar unidos pela democracia na América Latina, fazendo uma crítica ao “socialismo” de Maduro. Sobre uma intervenção militar na Venezuela, Bolsonaro afirmou: “Tem certas questões que se você divulgar deixam de ser estratégicas. Asssim sendo, essas questões que se forem discutidas, se já não foram, não podem ser divulgadas”, disse o presidente. “Se por ventura, vierem à mesa, certas medidas não podem ser tornadas públicas”. Trump foi questionado sobre a possibilidade de uma intervenção e reiterou que todas opções estão sobre a mesa em relação ao governo Maduro.

Estadão

19 de março de 2019, 14:56

MUNDO Trump diz que atuará para incluir Brasil na OCDE

Foto: Reuters/Kevin Lamarque/Direitos Reservados

O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na Casa Branca, em Washington (EUA)

Em encontro na Casa Branca com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje (19) que apoia os esforços do Brasil para integrar a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Também afirmou que as negociações entre os dois países devem avançar nas áreas de segurança militar e do comércio. “Estamos trabalhando com várias questões militares e questões dos vistos para funcionar melhor, o Brasil produz ótimos produtos e nós também. Acredito que o comércio vai aumentar substancialmente entre os dois países”, ressaltou Trump, presenteado por Bolsonaro com uma camisa da seleção brasileira de futebol. O presidente norte-americano afirmou que Estados Unidos e Brasil vivem um momento único na relação bilateral. “O relacionamento que temos agora com o Brasil nunca foi melhor. Não temos hostilidade alguma com o Brasil. Vamos ver Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]. Temos uma grande aliança com o Brasil, como jamais tivemos.” Para Trump, a campanha de Bolsonaro à Presidência da República foi emblemática. “[Bolsonaro] liderou uma das campanhas mais impressionantes dos últimos tempos, lembrou também a minha”, disse. “O Brasil e os Estados Unidos nunca tiveram tão próximos quanto estão agora.” Questionado sobre a questão da Venezuela, Trump disse que a crise no país sul-americano seria tema da conversa com Bolsonaro. Ele indicou que “todas as opções” estão sobre a mesa, inclusive a intervenção militar na região. O governo brasileiro já sinalizou ser contrário à intervenção.

Agência Brasil

18 de março de 2019, 21:40

MUNDO Nos EUA, Bolsonaro se compara a Trump e fala em resolver ‘questão na Venezuela’

Foto: Susan Walsh/AP

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro comentou que há dois anos já “sofria ataques” das “fake news” e de “grande parte da mídia, que estava contra nós nas eleições.” Ele traçou um paralelo com o presidente dos EUA, Donald Trump, que aponta que vários meios de comunicação não realizam uma cobertura justa de sua administração nos EUA. “Eu conheci o senhor Donald Trump há dois anos, nas prévias eleitorais no Brasil”, disse Bolsonaro, em um evento com empresários americanos e brasileiros organizado pela US Chamber of Commerce. Bolsonaro manifestou-se um admirador também do ex-presidente americano, Ronald Reagan, ao dizer que o povo é que deve conduzir o Estado. “Hoje vocês têm um presidente que admira os EUA”, destacou. De acordo com Bolsonaro, um dos pontos importantes de sua visita aos EUA será tratar da Venezuela. “Temos que resolver a questão da nossa Venezuela. A Venezuela precisa ser libertada”.

Estadão Conteúdo

18 de março de 2019, 11:55

MUNDO Polícia identifica turco de 37 anos como suspeito de ataque na Holanda

A polícia da cidade de Utrecht, na Holanda, divulgou hoje (18) imagem do turco Gökman Tanis, de 37 anos, apontado como principal autor dos disparos em um bonde elétrico na região, que deixou vítimas. O homem é procurado. Foram feitos cercos em vários locais, mas ele não foi capturado. Por meio do Twitter, a polícia divulgou a imagem do suspeito e pede para que as pessoas fiquem longe dele, caso o vejam. O ataque ocorreu por volta das 10h45 (horário local). Policiais trabalham com a hipótese de motivação terrorista no tiroteio contra um bonde, na Praça 24 de Outubro. A imprensa local informou que pelo menos uma pessoa morreu, o que ainda não foi confirmado pelas autoridades. Várias pessoas ficaram feridas pelos disparos feitos por um homem ainda não identificado. Segundo testemunhas, o homem sacou uma arma e começou a disparar de forma aleatória. Ele fugiu e seu paradeiro é desconhecido.

O governo da Holanda elevou o alerta de terrorismo ao nível máximo na província de Utrecht.

Agência Brasil

18 de março de 2019, 11:01

MUNDO Polícia holandesa não descarta motivação terrorista em Utrecht

A polícia da cidade de Utrecht, na Holanda, disse que não descarta uma motivação terrorista no tiroteio contra um bonde, hoje (18) de manhã, na Praça 24 de Outubro. A imprensa local informou que pelo menos uma pessoa morreu, o que ainda não foi confirmado pelas autoridades. Várias pessoas ficaram feridas pelos disparos feitos por um homem ainda não identificado. Segundo testemunhas, o homem sacou uma arma e começou a disparar de forma aleatória. Depois fugiu, e seu paradeiro é desconhecido. O governo da Holanda elevou o alerta de terrorismo ao nível máximo na província de Utrecht porque o atirador está foragido.

Agência Brasil

18 de março de 2019, 08:53

MUNDO Maduro pede renúncia de ministros, após apagão

Após o apagão de quase uma semana na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro anunciou a reestruturação do seu gabinete. Ele pediu que todos os ministros coloquem os cargos à disposição. O vice-presidente da República, Delcy Rodríguez, comunicou a decisão. “O presidente Nicolás Maduro pediu a todo o gabinete executivo para colocar seus encargos, com o fim dos efeitos de uma profunda reestruturação dos métodos e funcionamento do governo bolivariano para proteger a pátria de Bolívar e [Hugo] Chávez [presidente já morto da Venezuela] de qualquer ameaça”, disse Rodriguez em sua conta no Twitter. Há dois dias, Maduro anunciou a intenção de mudanças para “otimizar a gestão do governo e proteger o país contra novas ameaças”. “É uma luta moral e espiritual de um país inteiro pela honestidade, pela eficiência e pelos bons serviços”, afirmou. A iniciativa ocorre no momento em que há um impasse na Venezuela entre Maduro e Juan Guaidó, presidente autodeclarado. Mais de 50 países, incluindo o Brasil, apoiam Guaidó, enquanto China, Rússia e Turquia estão ao lado de Maduro. Há protestos constantes, de ambos os lados, nas principais cidades venezuelanas.

Agência Brasil