16 de maio de 2018, 09:55

EXCLUSIVA PT pretende usar reportagem da Globo sobre BRT no Rio contra ACM Neto

Foto: Reprodução Rede Globo

Imagem do BRT no Rio de Janeiro alvo de reportagem crítica exibida pela Rede Globo esta manhã

O PT baiano se prepara para fazer uma divulgação ampla, via redes sociais, de reportagem exibida hoje no Bom Dia Brasil, da Rede Globo, com críticas ao funcionamento do BRT no Rio de Janeiro. Apesar de a abordagem ter se concentrado na precariedade da via exclusiva onde os ônibus articulados circulam, que reduziram a perspectiva de velocidade no sistema de 70 km/h para 20 km/h, os petistas acreditam que o assunto veio a calhar no momento em que setores da classe média reagem à construção do projeto em Salvador por mostrar “como o investimento pode não valer a pena”. O objetivo é ampliar o desgaste do prefeito ACM Neto (DEM) numa faixa do eleitorado que o partido do ex-governador Rui Costa (PT) busca penetrar já pensando na sucessão municipal de 2020.

15 de maio de 2018, 19:56

EXCLUSIVA João Henrique diz que PRTB sofre assédio de partidos das bases de Rui e Neto

Foto: Divulgação/Arquivo

João Henrique anda animado também com receptividade a seu nome tanto na capital quanto no interior

Animado com a receptividade a seu nome, especialmente no interior, onde diz que tem um exército de apoiadores fincados no funcionalismo, herdado de seu pai, o ex-governador João Durval, o pré-candidato do PRTB ao governo, João Henrique, conta que sua legenda vem sendo assediada tanto por partidos da base do governador Rui Costa (PT) quanto do grupo do prefeito ACM Neto (DEM), todos interessados em coligar-se para as eleições proporcionais (de deputados). Segundo João Henrique, nos últimos dias quatro legendas ligadas ao grupo de Rui teriam procurado o PRTB para discutir uma aliança, mesmo número de partidos alinhados ao prefeito de Salvador que a buscaram. Como não tem deputados eleitos, o PRTB pode eleger um parlamentar à Assembleia Legislativa com cerca de 20 mil votos. Para deputado federal, são necessários 50 mil votos na legenda. Estaria aí o motivo da cobiça das demais legendas.

15 de maio de 2018, 18:58

EXCLUSIVA Lídice pode sair a deputada estadual e concorrer à Prefeitura de Salvador em 2020

Foto: Divulgação/Arquivo

Senadora Lídice da Mata

Está praticamente nas mãos da senadora Lídice da Mata (PSB) a solução do impasse com relação à sua acomodação no grupo do governador Rui Costa (PT). Convencida de que não será indicada a uma das vagas ao Senado na chapa do governador, Lídice recebeu uma sugestão que, se acatada, pode retirá-la da disputa majoritária de agora, mas projetá-la para a sucessão municipal de Salvador, em 2020.

A idéia é que, desistindo de concorrer de novo ao Senado, ela dispute uma vaga na Assembleia Legislativa. Eleita deputada, assuma a presidência do Poder e, daquela posição, concorra à Prefeitura de Salvador, daqui a dois anos. “No cargo de presidente da Assembleia, Lídice se torna imbatível para a sucessão municipal em Salvador”, diz um deputado do PT que tem acompanhando as negociações em torno da situação da senadora.

Ele conta que a sugestão foi aprovada tanto por Rui Costa quanto pelo ex-governador Jaques Wagner (PT), o que significa que ela terá o apoio dos dois para disputar o cargo de prefeita de Salvador contra o indicado do prefeito ACM Neto (DEM). A disputa é um sonho antigo de Lídice, que deixou a Prefeitura com baixíssimos índices de aprovação, provocados, segundo seus correligionários, pela perseguição que sofreu na época do então senador ACM.

Agora, com o apoio de Rui tanto para concorrer quanto para governar, seria a hora de dar uma desforra no neto do falecido político baiano e recuperar sua imagem como gestora, que ficou bastante afetada pelo episódio. “Lídice terá condições de mostrar que a dura experiência que teve na Prefeitura de Salvador foi decorrente basicamente da perseguição que sofreu”, diz o mesmo parlamentar, acrescentando que a decisão, no entanto, caberá à senadora.

14 de maio de 2018, 20:52

EXCLUSIVA Se não eram clones, Lúcio Vieira Lima e Jr. Muniz se encontraram em restaurante

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Lúcio Vieira Lima

Se é verdade que Júnior Muniz, o presidente municipal do PHS, conforme ele próprio alega, nunca se encontrou com o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB), devem ter sido clones de ambos que foram vistos há alguns dias no restaurante A Porteira, do Dique do Tororó, numa animada conversa. Aliás, os dois têm por testemunhas os vereadores Joceval Rodrigues, do PPS, e Kiki Bispo, do PTB, se eles próprios também não tiveram seus corpos clonados. Quanto aos personagens que, segundo a versão de Muniz, devem ser réplicas dele e de Lúcio Vieira Lima, seguramente não podem ter se encontrado para tratar da cor da água do Dique do Tororó, que, naquele dia, especialmente, estava escuuuuura!

14 de maio de 2018, 19:18

EXCLUSIVA Governistas acreditam que podem eleger de 25 a 28 deputados federais em outubro

Foto: Ag. Brasil/Arquivo

Plenário da Câmara dos Deputados

Enquanto as oposições se debatem com relação à melhor maneira de disputar as eleições proporcionais, no campo governista a questão parece ter se tornado ponto pacífico para a maioria dos atuais deputados ou candidatos. Eles acreditam que duas ou três coligações, ao invés de um chapão, entre os partidos da base do governador Rui Costa, (PT) pode resolver bem a vida de todos. E acreditam que podem fazer de 25 a 28 deputados federais, o que deixaria para a oposição em torno de 11 a 12 posições na Câmara dos Deputados. A conferir!

14 de maio de 2018, 09:14

EXCLUSIVA Movimento de Maia pode dificultar apoio do PSDB a José Ronaldo na Bahia

Foto: Divulgação/Arquivo

Gualberto quer saber como será possível apoiar Ronaldo se não puder dar na Bahia um palanque para Geraldo Alckmin

A insistência do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em se apresentar como candidato do partido à Presidência da República, pode dificultar a construção da unidade na Bahia em torno do ex-prefeito José Ronaldo (Feira de Santana), candidato democrata ao governo do Estado. “Como vamos apoiar Ronaldo se o DEM não abrir o palanque para nosso candidato presidencial?”, questiona o pré-candidato do PSDB ao governo, João Gualberto, referindo-se ao presidenciável de seu partido, Geraldo Alckmin. Tucanos como Gualberto estão convencidos de que Maia sabe que não conseguirá sustentar sua candidatura, mas aproveita o tempo de que dispõe para tentar assumir a liderança do Centrão a fim de manter total poder na Câmara no próximo governo, à semelhança do que fez, durante a gestão Dilma Rousseff (PT), o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), hoje preso. Com isso, Maia acaba dificultando as articulações partidárias em torno de Alckmin, cujo estilo, na avaliação de tucanos, sabe que terá dificuldades em confrontar.

14 de maio de 2018, 07:12

EXCLUSIVA Chapão: fazer ou não fazer na oposição, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito ACM Neto participa ativamente da construção da unidade e do chapão

A reconfiguração da sucessão estadual na Bahia a partir da desistência de ACM Neto (DEM) em se candidatar ao governo colocou a eleição para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa na ordem do dia das forças oposicionistas. Se antes deputados federais e estaduais da oposição contavam com a grande expectativa de poder que o prefeito exalava animando seus projetos pessoais de reeleição, agora precisam refazer seus cálculos diante de um cenário em que a unidade ainda não surgiu e os atuais candidatos ao governo no grupo estão longe de assegurar a mesma esperança de vitória que Neto um dia alimentou.

Foi, em essência, esse cenário que inspirou inicialmente as especulações de que candidatos a deputado muito próximos do prefeito poderiam ser obrigados a ir para o sacrifício, integrando alguma posição na chapa do candidato a governador escolhido pelo grupo, para viabilizar a reeleição de parlamentares que já militam na causa oposicionista. Ante a forte reação que a proposta enfrentou da parte dos alvos do virtual sacrifício, a idéia foi aparentemente suspensa, dando lugar, no entanto, à busca de alternativas que possam resolver o risco de alguns deputados não se reelegerem.

A melhor delas, na visão principalmente dos parlamentares dos partidos maiores, persiste sendo o chapão, ou seja, uma coligação integrada por todas as agremiações que integram a base do prefeito e possuem candidatos a funções legislativas no futuro pleito de outubro. Se chegou a ser tratada como uma construção natural no grupo oposicionista quando Neto era o virtual candidato, a idéia está hoje enfrentando forte resistência especialmente das siglas menores, temerosas de que as expectativas de sucesso eleitoral que as embalaram em passado recentíssimo voem pelos ares.

E, neste particular, não estão de todo erradas. Afinal, a disputa com Neto tinha uma característica própria, apresentando um panorama muito diferente do que deve assumir no momento em que, finalmente, partidos e políticos escolherem um candidato único para a sucessão estadual, embalados por uma operação da qual o prefeito tem buscado participar ativamente. A dia de hoje, por mais que ele e seu pré-candidato, José Ronaldo (DEM), nome aparentemente mais forte para viabilizar a unidade no grupo, não economizem no otimismo, não é este o sentimento predominante na turma, que ainda tenta se refazer da decisão do prefeito de não concorrer ao governo.

É exatamente a perspectiva de dificuldades para a eleição proporcional que leva partidos pequenos que haviam se preparado para um cenário que não existe mais a rejeitarem a proposta de estarem todos coligados na mesma chapa, quando, pelos cálculos que fazem, as chances de sucesso eleitoral de seus candidatos a deputado são maiores se saírem em agrupamentos menores com partidos de tamanho assemelhado ou mesmo sozinhos. Enfim, embora aparentemente não haja pressa para a solução do conflito, depende dela igualmente a sobrevivência do grupo.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado hoje na Tribuna.

Raul Monteiro*

11 de maio de 2018, 18:45

EXCLUSIVA MDB assedia PHS, que ganha apoio do presidente nacional para não ir para chapão

Foto: Politica Livre/Arquivo

Júnior Muniz é presidente do PHS na Bahia

O presidente municipal do PHS, Júnior Muniz, conseguiu mais um apoio contra a pressão que tem sofrido para integrar o chamado “chapão” proporcional das oposições. O presidente nacional da agremiação, Marcelo Aro (MG), fechou com ele, sob a alegação de que é melhor o partido se fortalecer, elegendo um deputado federal saindo coligado com uma legenda menor que não lhe ofereça perigo. Num ambiente assim, o PHS pode eleger o próprio Júnior, a deputado estadual, outro parlamentar à Assembleia Legislativa e um nome à Câmara dos Deputados. Enquanto isso, quem está de olho numa coligação com a legenda é o MDB, oferecendo, segundo se comenta, uma fortuna do fundo partidário para fechar uma aliança com Júnior Muniz.

10 de maio de 2018, 10:23

EXCLUSIVA Se Wagner sair à Presidência, PT pode indicar Valmir ao Senado na chapa de Rui

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Valmir Assunção: nome cotado no PT para disputar vaga ao Senado no lugar do ex-governador

Nem com Lídice da Mata (PSB) nem com João Leão (PP). A vaga que pode surgir ao Senado caso o ex-governador Jaques Wagner (PT) decida concorrer à sucessão presidencial não ficará com nenhum dos dois aliados do governador Rui Costa (PT). Os petistas só esperam Wagner se decidir para reivindicar o espaço para um quadro do próprio partido. Hoje, o nome mais cotado para eventualmente assumir uma das duas candidaturas ao Senado na chapa governista é o do deputado federal Valmir Assunção, que alguns dizem que se anima com a idéia, mas passou a ser lembrado principalmente porque sua eventual saída da chapa proporcional petista poderia ajudar alguns companheiros candidatos a se eleger à Câmara dos Deputados. A outra vaga para o Senado na chapa de Rui está assegurada para o PSD, que indicou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel, para a posição e ninguém tasca. Empolgado com a possibilidade de Wagner concorrer à Presidência, João Leão chegou a admitir que poderia concorrer à segunda vaga de senador, empurrando Lídice para a vice, hoje prometida a ele. Pelo visto, os petistas estão de os olhos bem abertos e grandes para qualquer sinal de vácuo.

10 de maio de 2018, 07:30

EXCLUSIVA Wagner entre o Senado e a Presidência, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Jaques Wagner dependeria de uma decisão de Lula

Aliados dizem que o ex-governador Jaques Wagner (PT) mantém hoje os pés em dois barcos eleitorais distintos: o de sua candidatura ao Senado, a partir de acordo já bem firmado com o governador Rui Costa (PT) e que não depende de absolutamente nada para ser cumprido, e um outro, que leva em conta a possibilidade de vir a se tornar candidato à Presidência da República no lugar do ex-presidente Lula, preso já faz um mês em Curitiba. Para o segundo projeto, em relação ao qual já manteve expectativas pessoais melhores, Wagner precisa de uma decisão de Lula.

Contra a vontade de uma legião de líderes petistas, entre os quais se encontram muitos deputados, o ex-presidente mantém firme o propósito de registrar sua candidatura à sucessão de Michel Temer (MDB) no dia 15 de agosto, sob o argumento de que capitular seria o mesmo que admitir todas as acusações que levaram-no à prisão. Ainda assim, nas conversas que teve com a senadora Gleisi Hoffman (PR), presidente nacional do PT, já antecipou que, na hipótese de não concorrer, confiaria a missão de representá-lo na disputa exclusivamente ao “galego”, nome com que se refere a Wagner.

O problema, para o ex-governador, é só um: a demora com que Lula pode concluir que melhor do que concorrer na prisão, situação que a estranha legislação brasileira faculta, inclusive dando-lhe a oportunidade até de ser eleito atrás das grades, seria abrir espaço para a construção de uma alternativa que pudesse desde já trabalhar seu nome no partido e na sociedade. Tomada em agosto, por exemplo, uma decisão neste sentido poderia representar apenas um grande prejuízo para um ex-governador cuja eleição ao Senado é dada como certa em seu grupo político.

Não deixa de ser curioso, no entanto, que nos últimos dias Wagner venha se dedicando a repetir, inclusive pelas redes sociais, o bordão segundo o qual sem Lula (na disputa) será (eleito) quem ele indicar. O ex-governador tem reforçado, inclusive, que a avaliação é de Alberto Carlos Almeida, segundo ele, “um dos mais respeitados sociólogos e cientistas políticos do Brasil”, autor de livros como “A Cabeça do Brasileiro”, lembrando que, numa entrevista à revista Forum, o especialista disse que, quando chegar mais perto da eleição, Lula vai indicar um nome.

O escolhido, na avaliação de Almeida, terá ampla cobertura da mídia e irá crescer no cenário eleitoral e nas pesquisas. Wagner não perde a oportunidade de ressaltar que, ainda segundo o cientista político, “a transferência de votos, caso a Justiça mantenha a injusta interdição de sua candidatura e esse cenário se confirme, será ainda mais intensa no Nordeste, onde o ex-presidente é muito querido pela população”. Por uma dessas “coincidências” que na política definitivamente não existem, Almeida deu ontem uma entrevista ao Estadão repetindo a análise reproduzida por Wagner com um acréscimo: ele disse que o candidato do PT será o ex-governador da Bahia.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado originalmente na Tribuna.

9 de maio de 2018, 08:22

EXCLUSIVA Caetano condena corte de árvores e cobra discussão com sociedade sobre BRT

Foto: Reprodução Youtube

Cantor e compositor baiano Caetano Veloso

O cantor e compositor baiano Caetano Veloso cobrou em video postado no Youtube e que começa a circular pelo WhatsApp que a Prefeitura de Salvador inicie uma conversa “boa, produtiva, responsável e corajosa com os ambientalistas, urbanistas e pessoas que discutem a questão da sociedade na Bahia” sobre o BRT. Segundo ele, sem o avanço de discussões neste sentido “não se pode aceitar que se cortem árvores centenárias e se danifique a paisagem centenária de Salvador por uma opção de progresso duvidoso”. “O BRT que está sendo anunciado está sendo justamente discutido por pessoas que têm preocupação com estas questões. Salvador precisa é que se plantem arvores, né?, não que se lhe cortem árvores para a modernização do transporte público na cidade”, diz.

9 de maio de 2018, 08:21

EXCLUSIVA Motorista de Tribunal de Justiça da Bahia se aposenta com salário de R$ 24,7 mil

Foto: Fachada do TJ baiano

Pelo visto, não há crise no Tribunal de Justiça da Bahia

Um motorista do Tribunal de Justiça da Bahia foi aposentado com um salário de R$ 24,7 mil. O valor é composto do vencimento básico, de R$ 5,6 mil, de abono permanente de R$ 98,91; de Vantagem Pessoal de Eficiência (VPE), de R$ 1 mil; Vantagem Pessoal, de R$ 5,4 mil; Reposição de R$ 4,4 mil; Adicional Noturno de R$ 5,8 mil e Adicional de Tempo de Serviço (ATS), de R$ 2 mil. O motorista estava lotado no Plantão do Judiciário de 2º Grau. A concessão da aposentadoria foi publicada no Diário Oficial da Justiça do último dia 3 de maio.

8 de maio de 2018, 10:38

EXCLUSIVA De quem Leão pensa que está falando?

Foto: Divulgação/Arquivo

João Leão viu, no caso de Wagner virar candidato a presidente, a chance de virar senador e botar Lídice de carona

Ainda que todas as especulações circulem em tese, porque nada de concreto existe com relação à possibilidade de Jaques Wagner incorporar o Plano B do PT à Presidência da República, não deixa de ser curiosa a posição a que aliados do governador Rui Costa (PT) rebaixaram a senadora Lídice da Mata (PSB) no jogo de ajustes a que se presta um novo cenário que pode emergir de uma eventual candidatura do ex-governador da Bahia à sucessão presidencial.

Dada as aspirações legítimas que possui de concorrer à reeleição e ao próprio estofo político que ostenta, seria natural que o nome de Lídice emergisse como alternativa praticamente automática à vaga originalmente destinada a Wagner na chapa de Rui no caso de o petista concorrer à Presidência. Eis, no entanto, que tal qual um cavaleiro das trevas para o PSB, surge o vice-governador João Leão (PP) dizendo que, neste caso, a vaga passaria a ser dele.

A Lídice, a partir do novo momento que ainda não veio, Leão acrescenta, cheio de si, caberá o posto de candidata a vice na chapa de Rui. Simples assim. Para completar, o deputado estadual Marcelo Nilo (PSB), ex-presidente da Assembleia e das mais hábeis raposas políticas baianas da atualidade, ainda dá o beneplácito à sugestão de Leão, antecipando que a senadora pode aceitar a candidatura a vice de bom grado. Como assim, queridos irmãos?

Se desde o princípio, quando este mesmo Política Livre levantou, pela primeira vez, a hipótese de Wagner concorrer à Presidência da República, todas as expectivas voltaram-se, naturalmente, para o fato de Lídice vir a ocupar seu espaço numa das duas vagas ao Senado, tendo ao seu lado o deputado Angelo Coronel, do PSD, como acontece de agora, de uma hora para outra, Leão achar que pode dar seu cavala de pau, colocando-a na carona?

Seria melhor o vice-governador do PP ir tratando de colocar as barbas de molho e assumir ares urgentes de comedimento, se não quiser enfrentar a ira da onda esquerdista que na Bahia começa a formar ao lado do projeto da senadora de se reeleger. A menos que planeje virar um peso morto na tentativa de deslocar-se da vice em que parecia, aos olhos de todos, perfeitamente acomodado, para a aventura – aos olhos do PSB – de querer galgar o Senado.

7 de maio de 2018, 11:28

EXCLUSIVA Destituída de liderança na Câmara, Marcelle ataca colegas e promete deixar PV

Foto: Divulgação/Arquivo

Vereadora Marcelle Moraes

A decisão da executiva do PV de destituir a vereadora Marcelle Moraes da posição de vice-líder do partido na Câmara Municipal de Salvador pode leva-la a deixar a agremiação. Marcelle disse que se surpreendeu com a decisão, que chamou de unilateral e autoritária. “A medida, que aconteceu de forma obscura, configura perseguição política dentro da legenda. Para mim foi uma surpresa. A bancada do partido na Câmara Municipal é formada por quatro vereadores, que tomaram essa decisão por debaixo do pano, de forma oculta e sem me fazer nenhum tipo de consulta e sem que eu fosse convidada para tal reunião. Acredito que o fato de ser a vereadora mais votada da história do partido e a minha participação ativa dentro do Câmara assustou meus colegas, que preferiram usar da perseguição gratuita para tentar me parar, uma nítida conduta discriminatória por eu ser mulher, minoria ainda na política”, desabafou. Ela pretende reunir documentos para provar junto ao Judiciário que foi alvo de perseguição partidária e poder ingressar numa nova legenda sem perder o mandato. “Não tenho mais ambiente para permanecer no PV. A questão não é a minha permanência na posição de liderança, mas o fato de a decisão ser tomada sem minha participação e anuência em um ato de perseguição. Infelizmente os pares do partido na CMS preferiram fazer a política de forma suja e vexatória”, finalizou.

7 de maio de 2018, 09:24

EXCLUSIVA Jutahy diz que Senado da República não é para principiantes

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Jutahy Magalhães Jr., pré-candidato do PSDB da Bahia ao Senado

O deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB), pré-candidato do PSDB ao Senado, disse hoje que o Casa não é lugar para principiante que ainda vai aprender a atuar como senador. “É preciso ter experiência para fazer acontecer, garantir a alocação de recursos para os municípios, defender os interesses do Estado da Bahia e ter capacidade para perceber o que pode ser aperfeiçoado na legislação brasileira”, disse o parlamentar, observando que, lamentavelmente, os três senadores eleitos pela Bahia representam hoje exclusivamente os interesses do PT, que tenta renovar sua presença integralmente na Casa. “Lamentavelmente, hoje, os três senadores pela Bahia são vinculados ao PT, seguem a cartilha do PT, defendem a posição do PT, fazem a narrativa e o discurso do PT, e, em função disso, nós temos milhões de baianos que não se sentem representados no Senado. Serei um senador para defender os interesses do povo de toda a Bahia e não apenas de um segmento partidário. Precisamos enfrentar uma força política cujo plano é ser majoritária”, declarou o pré-candidato. Segundo o parlamentar, mais do que nunca a Bahia precisa de senadores independentes, que lutem contra a hegemonia de um só partido, fato que se expressa no aparelhamento do Estado, na tentativa de controlar a imprensa, enfraquecer as instituições e esmagar a oposição. O deputado desistiu de concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados por avaliar que é chegada a hora de mudar a correlação de forças da Bahia numa das Casas políticas mais importantes do país.