30 de agosto de 2018, 20:56

EXCLUSIVA Comitês eleitorais no Vale do Lucaia viram alvo de bandidos

Foto: Divulgação/Arquivo

Avenida Lucaia, no Rio Vermelho, onde se concentram vários comitês eleitorais

Provavelmente a área com a maior concentração de comitês eleitorais em Salvador, o Vale do Lucaia, no Rio Vermelho, virou também alvo de bandidos, que estão aterrorizando quem visita os espaços. Num deles, funcionários sofreram uma limpa. No vizinho, eleitores que buscavam material para divulgar foram abordados e roubados. Em outro, até o candidato quase foi agredido. Tudo esta semana.

30 de agosto de 2018, 10:11

EXCLUSIVA Povo vai votar, diz Eduardo Salles, contestando tese do não-voto

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado estadual Eduardo Salles

A mensagem que os deputados candidatos à reeleição trazem, principalmente, do interior é de que a tese do não-voto (voto nulo ou em branco, forma tradicional de protesto do eleitorado brasileiro) terá peso pequeno no pleito atual. “Não estou vendo isso (o não-voto) em lugar nenhum”, diz o deputado estadual Eduardo Salles (PP), que passou a semana inteira viajando em campanha, chegou esta madrugada e já retorna ao interior hoje à tarde. “Voltei em casa só para trocar a mala de roupa suja por uma limpa”, acrescenta. Ele está no time dos que acham que o nível de renovação das Casas legislativas será muito pequeno.

30 de agosto de 2018, 07:45

EXCLUSIVA Bolsonaro e o desapreço pela democracia, por Raul Monteiro*

Foto: Reprodução/Arquivo

Presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL

O teor da entrevista dada anteontem pelo candidato Jair Bolsonaro ao Jornal Nacional praticamente redefiniu o debate presidencial que o país – e não apenas os postulantes ao seu comando político – precisa enfrentar com o máximo de urgência e responsabilidade. Dada a posição de liderança do presidenciável do PSL nas pesquisas, quando o ex-presidente Lula (PT) não concorre, e as insinuações ou aviso que deu com relação à possibilidade de uma intervenção militar no país depois das eleições em que espera sair vitorioso, a discussão sem dúvida migrou sobre como tirar o país da crise para como evitar que se torne uma ditadura.

Aliás, se o candidato não se retratar diante da gravidade do que deixou no ar, ao endossar o posicionamento de seu vice, um general da Reserva, segundo quem as Armas podem impor uma saída ao país, o economista Paulo Guedes, considerado o cérebro econômico de sua campanha, deveria por bem, num ato de patriotismo e responsabilidade, afastar-se de forma clara do projeto de Bolsonaro, se é que tal existe e não passa, como ele deu a entender na entrevista, exclusivamente de um desejo de tomar o poder pelo poder. Nos 27 minutos em que foi sabatinado, o presidenciável do PSL confirmou que o nível de seu apreço pela democracia é baixíssimo.

Destilou toda a superficialidade do seu populismo por meio das teses que defende como se fossem essenciais, quando na verdade não passam de secundárias, ridiculamente acessórias. Qualquer adolescente minimamente informado sabe que é reativando a economia e diminuindo a desigualdade que se pode reduzir a violência, mas Bolsonaro prefere dizer que é armando, matando e condecorando quem mata. É claro que o candidato foi ajudado pela ingenuidade da dupla que o entrevistou, que deve ter aprendido depois daquela sabatina, tardiamente, que não é fácil constranger quem não tem valores e já domina há muito a arte da malandragem.

Constrangedor mesmo foi, para quem tem mais o que fazer e resolver num grande país apequenado pela crise, ver um candidato gastando o tempo precioso de sua audiência com uma bizarra discussão sobre um tal de kit gay, como se este fosse um tema do qual um presidente da República, cioso do seu ofício e papel, devesse se ocupar. Se Bolsonaro fosse pelo menos engraçado e espirituoso ou inspirasse alguma confiança de que de fato representa alguma, ainda que simplória, novidade, dava até para entender porque ainda tem gente deliberadamente se auto-enganando e dizendo sem a menor cerimônia que pretende vê-lo na Presidência.

Como candidato, sem dúvida ele tem o direito de dizer o que quiser. Aceitá-lo com o seu menosprezo pela democracia, único valor com que um país profundamente desigual e injusto como o Brasil ainda pode contar para construir coletivamente a saída para um período tão triste e difícil, depois de tê-la reconquistado com tanta luta e dor, é simplesmente desesperador. Como qualquer sociedade tem a classe política que merece, deve fazer sentido a aparição de sua figura popularesca. Achar que todos, mesmo aqueles que sabem que ele não deve ser levado a sério, deverão arcar com o ônus de sua escolha para presidente do país, é, no entanto, uma desumanidade.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado hoje na Tribuna.

Raul Monteiro*

29 de agosto de 2018, 11:00

EXCLUSIVA Bolsonaro mostrou à Rede Globo que não é para amadores

Foto: Divulgação / TV Globo

Candidato do PSL foi o entrevistado na noite de ontem

Apesar da merecida enquadrada que a jornalista Renata Vasconcelos deu em Jair Bolsonaro durante a sabatina de ontem à noite, os âncoras do Jornal Nacional tiveram desempenho sofrível durante a entrevista com o presidenciável do PSL.

Confiaram demais no próprio taco e mostraram, principalmente, que não se prepararam para enfrentar um candidato que não respeita valores e estava ali fundamentalmente para jogar para uma platéia que goza com seu estilo autoritário.

O principal erro de Willian Bonner e de sua parceira de bancada foi achar que mostrar que Bolsonaro é um tosco seria o suficiente na sabatina. Esqueceram que o presidenciável chegou determinado a ridicularizá-los e obteve sucesso.

Deveriam ter atentado para a personalidade malandra de Bolsonaro, daquele tipo que, como ele assumiu na entrevista, não foi pego na Lava Jato porque pertence ao time do baixo clero a quem os governos nunca precisaram prestigiar com benesses.

Tivessem consciência de que lidavam com uma fera, não a teriam cutucado com vara curta ou achado que conseguiriam constrangê-la ao confrontá-la com suas frases estapafúrdias ou suas incoerências, como fizeram no dia anterior com o presidenciável Ciro Gomes (PDT).

Ao subestimar Bolsonaro, a Rede Globo, como qualquer veículo de comunicação importante, subverteu seu próprio papel de mostrar ao telespectador o seu despreparo na sua inteireza e com que tipo de personalidade política perigosa estava lidando.

Definitivamente, Bolsonaro, com os absurdos que professa e seu exasperante desprezo pela democracia, único valor que ainda pode efetivamente justificar a escolha de se viver neste neste país, não é para amadores.

 

29 de agosto de 2018, 07:24

EXCLUSIVA Baiana está entre juízes que auxiliarão novo Corregedor Nacional de Justiça

Foto: Divulgação/Arquivo

Juíza Nartir Weber

A juíza do Tribunal de Justiça Nartir Weber, ex-presidente da Associação dos Magistrados da Bahia, está entre os oito magistrados que irão assessorar o novo Corregedor Nacional de Justiça Humberto Martins, empossado ontem, em solenidade, em Brasília. Eles passaram a atuar como juízes auxiliares na Corregedoria Nacional de Justiça desde ontem. A escolha da magistrada, de excelente reputação no Judiciário, seria um sinal de que o CNJ vai dar atenção especial a casos envolvendo o Tribunal baiano.

27 de agosto de 2018, 19:50

EXCLUSIVA Em santinho, democrata pede voto para Rui, seus candidatos ao Senado e presidenciável do PT; deputado nega ter contratado campanha

Foto: Reprodução

Luciano Simões fechou dobradinha com Félix Mendonça

Apesar de formalmente com o postulante do DEM ao governo, José Ronaldo, deputados de seu próprio partido começam a fazer alianças no interior com candidatos que defendem a reeleição do governador Rui Costa (PT). É o caso do deputado estadual democrata Luciano Simões, que fechou uma dobradinha em Euclides da Cunha com o deputado federal Félix Mendonça, do PDT, partido da base de apoio do governador, e elaborou um santinho para distribuição no município em que, além de indicar voto em ambos, pede que votem para o governador Rui Costa, os candidatos ao Senado Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD) e o candidato do PT à Presidência da República. “Pelo visto, Ronaldo começou a ser cristianizado depois da última pesquisa eleitoral”, diz um deputado da base do candidato do DEM, referindo-se ao fato de o democrata estar sendo abandonado por integrantes do próprio partido. Em telefonema há pouco a este Política Livre, o deputado estadual Luciano Simões Filho esclareceu que não foi ele quem contratou a propaganda, mas o deputado federal Félix Mendonça Filho, observando que o CNPJ contratante é o da campanha do pedetista. Acrescentou, inclusive, que em Piatã, outro município onde dobrou com o parlamentar, e foi o contratante da campanha o santinho pede votos para José Ronaldo e os membros de sua chapa. (Atualizado às 22h25)

27 de agosto de 2018, 09:20

EXCLUSIVA ACM Neto tem se mantido firme na defesa de Geraldo Alckmin na Bahia

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito ACM Neto

Aliados têm reconhecido o grande esforço que o prefeito ACM Neto (DEM) tem feito no sentido de promover o nome do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) na Bahia. Indiferente a certos apelos para que faça um pequeno aceno na direção de Jair Bolsonaro, algo que alguns candidatos a deputado do seu grupo já começaram a fazer no sentido de tentar pongar na popularidade do presidenciável do PSL, Neto tem se mantido firme na defesa de Alckmin, segundo correligionários, não apenas pelo fato de ser um de seus principais aliados, mas pela mais pura convicção de que ele é hoje o candidato mais preparado para tirar o país da crise.

27 de agosto de 2018, 08:42

EXCLUSIVA A aula de Moro contra a corrupção, por Raul Monteiro*

Foto: Werther Santana/Agência Estado/Arquivo

Juiz Sérgio Moro

Quem assiste pela primeira vez a uma palestra do juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, sai com pelo menos duas certezas: a primeira é a de que ele e a maior operação contra a corrupção já deflagrada no Brasil são praticamente do mesmo material, ou seja, trocando em miúdos, sem Moro, ela não existiria. Foram o seu esforço, determinação e competência, mas, sobretudo, a sua coragem que viabilizaram a investigação cujos primeiros resultados todo o país tem conhecimento. A segunda é que parte da força com que fala e atua vem, principalmente, do contato direto com o que apura, por meio das informações prestadas pelas testemunhas e as provas.

De fato, imaginar que a Lava Jato poderia ter começado sem que tivesse à frente a sua liderança, sujeita a erros e acertos como a de qualquer mortal, é um exercício difícil até para mentes muito criativas, mais acostumadas aos códigos nacionais pelos quais vence, na esfera do poder, normalmente quem nada a favor da maré, o que é o mesmo que saber compor e conciliar, ainda que no terreno da gestão pública, em que deveria predominar a defesa do interesse coletivo. Na palestra que deu no Simpósio Nacional contra a Corrupção, promovido em Salvador na semana passada, pela Associação dos Delegados Federais da Bahia, Moro pode mostrar a si e a Lava Jato.

Começou dizendo, por exemplo, que uma condição fundamental a diferia daquela do Banestado, que apurou, também sob a sua condução, desvio de recursos para fora do país, mas não chegou a tão bom termo quanto a atual: seria principalmente o contexto institucional em que as duas se desenrolaram. Quando do início da Lava Jato, explicou, a intolerância à criminalidade do colarinho branco já era bem maior no país do que no passado. A Lava Jato, na definição de Moro, também se ocupa da grande corrupção, a qual classifica como aquela praticada em larga escala envolvendo figuras da República.

O juiz de Curitiba também fez uma revelação contra a qual mesmo os críticos da Operação terão dificuldade de se posicionar: não foi a Lava Jato que causou grande desconfiança nas instituições e, por consequência, na democracia. O desencanto é consequência direta das revelações sobre o grau da corrupção no sistema político e estatal brasileiros. “O pior dos males da corrupção sistêmica é a descofinaça no regime democrático, que demanda confiança, a crença em que as pessoas vão seguir a regra do jogo. Quando se percebe que a trapaça é generalizada, cria-se uma desconfiança nas instituições que afeta diretamente a confiança na democracia”, disse.

Mais eloquente e oportuno, impossível! Daí que o pior custo da corrupção sistêmica, evidentemente, não é o econômico, que já é exacerbadamente alto, mas a desconfiança nas instituições e na democracia. Para enfrentar tal estado de coisas, é preciso, em primeiro lugar, quebrar a longa tradição, de que toda a Nação tem conhecimento, da impunidade, para o que é fundamental que o sistema de justiça criminal funcione, envolvendo aí o MP, a Justiça e a Polícia. Mas, como bem assinalou Moro, a sociedade civil e o mundo corporativo, este último mesmo sujeito aos esquemas de extorsão, precisam começar a fazer sua parte, denunciando. Alguém tem dúvida?

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

26 de agosto de 2018, 18:55

EXCLUSIVA Para qual candidato ao governo irão os votos de Bolsonaro na Bahia?

Foto: Wilton Júnior / Agência Brasil

Pesquisa pretende detectar quem vai receber votos de Bolsonaro na Bahia

Um candidato a deputado encomendou pesquisa de opinião a um instituto de pesquisas pouco conhecido para avaliar com quem vão ficar os votos de Jair Bolsonaro na Bahia. Os primeiros nomes, segundo ele, revelam que o eleitorado dele não vai fechar com João Henrique, uma vez que o candidato a governador do PRTB, apesar do esforço de colar com o presidenciável, tem efetivamente uma rejeição muito grande.

25 de agosto de 2018, 09:09

EXCLUSIVA Lázaro transforma campanha de José Ronaldo no “laço do capeta”

Foto: Estadão/Arquivo

Irmão Lázaro, o candidato a senador que vê o Diabo na imprensa

Fatos se sucedem mostrando o equívoco em que a campanha de José Ronaldo (DEM) ao governo se meteu quando escolheu o deputado federal Irmão Lázaro (PSC) para candidato a uma das vagas ao Senado em sua chapa.

O primeiro deles se tornou claro logo de partida, quando os partidos se arrumavam em torno da idéia do chapão, convencidos de que, assim, garantiriam a eleição de seus deputados num contexto de evidente escassez de votos do candidato majoritário, mais para ser puxado do que para puxar quem quer que fosse.

A alegação de que a resistência a Lázaro comprometia o chapão, utilizada para forçar sua indicação por aqueles que o inventaram, foi desfeita por um duro golpe do deputado federal e do PSC em José Ronaldo.

A dupla de Deus esperou o anúncio da chapa com o nome do pastor-cantor gospel-deputado ao Senado e marchou, na madrugada, para formar uma chapinha com o PTB, deixando quem acreditava no grande quociente que a coligação geral poderia produzir no mato e sem cachorro.

A desarrumada no grupo foi geral, o que ficou péssimo para a noção de tirocínio de José Ronaldo, com repercussões naturalmente sobre sua capacidade de liderar a própria turma.

Mas o fator Lázaro e sua capacidade desagregadora estavam longe de acabar. A pesquisa do Ibope desta semana que aferiu 8% das intenções de voto para o candidato do DEM, contra 50% do governador e candidato à reeleição Rui Costa (PT), foi outro golpe.

Não apenas colocou a realização de um segundo turno entre os dois no plano do improvável como mostrou que Lázaro, que aparece no levantamento com o equivalente a quatro vezes o percentual de Ronaldo, não agregou nada para o candidato majoritário.

Tudo bem, se não tivesse sido esta a razão maior para sua presença na chapa, segundo argumentava o próprio José Ronaldo, quando os sensatos aconselhavam que seria melhor que o pastor-deputado-cantor gospel fosse colocado em sua vice.

Se o cálculo era eleitoral, seria o único caminho para que as intenções de voto e os seguidores virtuais de Lázaro nas redes sociais pudessem iniciar talvez uma conexão espiritual com José Ronaldo. Mas agora, logo agora, Inês é morta, embora já se saiba que o candidato a senador do PSC bateu no teto.

A miséria pouca seria bobagem não fosse Lázaro também um político destemperado, que já mostrou que não sabe lidar sequer com a imprensa. Confrontado com a informação de que poderia renunciar à candidatura ao Senado, devido ao imbróglio provocado pela chapinha liderada pelo seu PSC, chamou o responsável pela notícia de “capeta”.

Insatisfeito com o ataque, disse que o site do jornalista estava a serviço de Satanás e, o que é grave, incitou, desnudando seu despreparado e o perfil autoritário, os fiéis a partirem pra cima do profissional, inclusive com energia negativa. Onde já se viu?

Percebendo que se tratava de um excesso, o Sindicato dos Jornalistas prontamente emitiu uma bem elaborada nota condenando a atitude anti-democrática do candidato a senador. Quanto a José Ronaldo, não deu um piu. Como daria, se tá amarrado? Tomara que em nome de Jesus!

24 de agosto de 2018, 09:13

EXCLUSIVA Candidato a senador chama jornalista de “Capeta” e acusa “Satanás” de usar seu site

Foto: Divulgação

Irmão Lázaro ficou revoltado com notícia dada pelo site de que renunciaria à candidatura ao Senado

O deputado federal Irmão Lázaro (PSC) resolveu soltar o capeta contra um jornalista cujo site divulgou a informação de que ele poderia renunciar à candidatura ao Senado por causa da instabilidade provocada pela decisão de sua agremiação de romper um acordo pelo qual faria um chapão com os partidos que apóiam o candidato ao governo José Ronaldo (DEM) para a disputa das eleições proporcionais. “Tem um site chamado Informe Baiano que infelizmente parece que tem na sua direção um filho do Capeta que insiste em estar divulgando mentiras a meu respeito. Agora estão inventando que eu vou desistir da minha candidatura ao Senado”, diz Lázaro, apelando para que seus eleitores orem contra o jornalista, cujo site diz estar sendo usado por Satanás para divulgar mentiras a seu respeito. “Peço a sua oração para repreender este Capeta que insiste em estar contando mentiras a meu respeito. Se ligue aí: Informe Baiano sendo usado por Satanás para divulgar mentiras a meu respeito”, afirma em vídeo que está divulgando em suas redes sociais.

23 de agosto de 2018, 10:54

EXCLUSIVA Eleição de Elmar e Jutahy é defendida em ato de lançamento do primeiro

Foto: Política Livre

Ato de lançamento da candidatura de Elmar Nascimento à reeleição foi considerado dos mais fortes já feitos em Salvador

Considerado um dos mais fortes lançamentos de candidatura a deputado federal realizados nesta campanha em Salvador, o ato em que o deputado federal Elmar Nascimento (DEM) lançou-se candidato à reeleição, ontem à noite, no Clube Espanhol, conseguiu reunir várias lideranças políticas de Salvador e pelo menos 20 prefeitos do interior, transformando-se num forte evento político de oposição. O primeiro a puxar o coro contra os governistas foi o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), que, depois de ler a relação de prefeitos e ex presentes, disse que Elmar tinha tudo para ser o deputado federal mais votado da oposição, apesar da existência de “um filho de senador”, numa alusão indireta a Otto Alencar Filho, candidato a deputado federal e filho do senador Otto Alencar (PSD). Saudado em todos os discursos como uma grande liderança, que tem ajudado a trazer muitos recursos para a Bahia, Elmar disse que não frustaria o eleitorado. O prefeito de Jacobina, Luciano da Lokar, foi dos que mais destacaram sua figura de líder, a qual foi ressaltada também pelo candidato a senador Jutahy Magalhães Jr. (PSDB), único nome da chapa oposicionista ao Senado convidado pelo deputado federal para o ato, cuja eleição para senador foi defendida em todos os discursos que se sucederam no palanque, entre os quais o do vice Bruno Reis, do vereador Leonardo Prates, candidato a deputado estadual do DEM e presidente da Câmara Municipal de Salvador, e do próprio anfitrião.

23 de agosto de 2018, 09:35

EXCLUSIVA Uma idéia chamada Fernando Haddad, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Fernando Haddad

Depois do vídeo exibido na página do PT, quem melhor expressou o que significa Fernando Haddad para o partido neste momento foi o governador Rui Costa (PT), na terça-feira, durante evento de que o hoje candidato a vice na chapa do ex-presidente Lula foi, no auditório do hotel Fiesta, a principal estrela. Dirigindo-se à militância petista, Rui disse que acreditava em Lula, no PT e no 13 como uma idéia a que as pessoas associavam um período de prosperidade e alegria na vida do país e de seu povo, o qual elas desejam imensamente que volte nestas eleições.

Associado ao ex-presidente e ao conceito de que existem vários Lulas país afora, Haddad é tudo de que o partido dispõe hoje para enfrentar a sucessão presidencial, uma vez que não há prognóstico sério no Brasil que não antecipe que o registro da candidatura do ex-presidente será impugnado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), abrindo a brecha para que o vice se torne o candidato oficial petista. Rui disse mais. Exortou a todos, principalmente os candidatos a deputado, a utilizarem o nome de Lula e o 13 em seu material de campanha, se quiserem efetivamente conquistar votos em outubro.

Chegou a lembrar que, quando concorreu ao governo pela primeira vez, em 2014, achava que era conhecido do eleitorado por ter sido um deputado federal eleito, no pleito anterior, com mais de 200 mil votos, mas enganou-se. Sua vitória só viabilizou-se com a associação ao nome de Lula. O governador está, naturalmente, embalado pelas pesquisas de opinião que apontam a liderança disparada no índice de intenções de votos à sucessão presidencial do ex-presidente, apesar de sua sui generis condição de presidiário, já que, quando iniciou seu governo e em grande parte dele, no auge da crise do PT, Rui buscou se distanciar o que pôde da imagem do partido.

Quanto à Haddad, não seria jamais convidado para participar da discussão da campanha petista com Rui e a cúpula do PT na Bahia, um dos redutos do petismo hoje no país, e, depois, a percorrer as ruas da Liberdade, que muitos tentaram construir, durante o trajeto, como um símbolo da luta de Lula contra a prisão, se não estivesse efetivamente sendo preparado para assumir o lugar de titular, pelo petismo, na disputa presidencial. Afinal, como disse ontem um deputado petista que acompanhou sua trajetória pelo bairro mais popular, mais negro e adensado de Salvador, “não se faz festa para vice”.

As condições estabelecidas não tiram do petismo o grande desafio de, confirmada a saída de Lula da cena eleitoral, conseguir comunicar a tempo a candidatura de Haddad e o fato de ser o representante do ex-presidente no pleito de outubro, conforme analisou ontem Mauro Paulino, diretor do Instituto Datafolha. Segundo ele, Haddad chega a ser menos conhecido entre os lulistas fiéis do que entre seus detratores. “Quase metade dos que enaltecem o ex-presidente, tanto como candidato quanto como cabo eleitoral, não sabe quem é Haddad, mesmo que só de ouvir falar”, completou. O desafio do PT, portanto, é enorme.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

22 de agosto de 2018, 16:33

EXCLUSIVA “Ninguém faz festa para vice”, diz petista, convencido de que Haddad é o presidenciável

Foto: Divulgação/Arquivo

Fernando Haddad, ontem, em evento com Rui Costa no Fiesta, antes de caminhar pelas ruas da Liberdade

Um petista que acompanhou ontem o périplo de Fernando Haddad por Salvador, na companhia do governador Rui Costa (PT) e do ex, Jaques Wagner, disse estar convencido de que ele é, de fato, o candidato à Presidência da República pelo partido. “Ninguém faz uma festa destas para vice”, disse o parlamentar, avaliando que o “banho de povo” que o hoje candidato a vice na chapa de Lula tomou na Liberdade ficará para sempre em sua memória de paulista.

22 de agosto de 2018, 11:23

EXCLUSIVA Divulgadores de candidatos trabalham sob sol a pino e revoltam leitor

Foto: Divulgação/Arquivo

Divulgadores de candidatos são expostos a sol inclemente na Avenida Garibaldi, em Salvador

Um leitor deste Política Livre que passou de carro esta manhã pelo Vale do Lucaia, no Rio Vermelho, ficou revoltado com a situação das pessoas pagas para segurar bandeirinhas com propaganda de candidatos a deputado que trabalham sob um sol inclemente. Depois de tirar várias fotos, inclusive de alguns bandeirinhas escondidos atrás de postes para se proteger do sol, ele as enviou para este Política Livre, que selecionou uma delas, em que não aparece nenhum deles a fim de evitar interpretações de que estaria atacando o procedimento deste ou daquele candidato. Seria de bom tom que eles, no entanto, evitassem expor seus contratados a este absurdo, dando preferência à divulgação de suas campanhas na parte da tarde, no momento em que o sol começa a baixar, bem como que os próprios eleitores evitassem votar nos candidatos que exploram mão de obra desumanamente na campanha.