25 de julho de 2017, 17:35

EXCLUSIVA Articulação por ingresso de Prates e José Ronaldo no PSB envolve múltiplos atores

Foto: Divulgação/Facebook

Deputado Bebeto Galvão é um dos articuladores do ingresso de Prates e José Ronaldo no PSB

A articulação para o ingresso do presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Leo Prates, e do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, ambos do DEM, no PSB vai além do âmbito local. Fontes ligadas aos dois partidos políticos, que não quiseram se identificar, garantem que o deputado federal Bebeto Galvão (PSB) estaria construindo essa “ponte” para que os dois aliados do prefeito ACM Neto “desembarquem” no partido. Segundo uma das fontes, Bebeto – que é sindicalista, mas que nunca teve espaço no governo Rui Costa e nem do ex-governador Jaques Wagner, devido à “rusga” política com sindicalistas do PT e do PCdoB – para crescer na política precisa construir outros campos de atuação. Com isso, não seria impossível essa aproximação do deputado com o grupo político de Neto, já que alguns partidos com viés mais à esquerda já compõem a base do prefeito da capital baiana, a exemplo do PV e o SD. De acordo com as fontes, para facilitar a “jogada”, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB), amigo do vereador Leo Prates, juntamente com políticos daquela cidade, estaria também trabalhando para que o PSB baiano rompa com o governador Rui Costa e se alie a Neto. Nesse caso, segundo as fontes, a “ponte” seria o presidente da Câmara Municipal de Salvador, que hoje estaria muito próximo do ex-prefeito de Juazeiro Joseph Bandeira (SD) que deve apoiá-lo para deputado estadual nas eleições de 2018. As fontes são unânimes em afirmar que se o deputado Bebeto Galvão conseguir fazer com que o PSB rompa com o governo Rui Costa, ele ganharia condições de pleitear a vaga na chapa majoritária de Neto, como candidato ao Senado ou de vice-governador. Vale salientar que, em nível nacional, o PSB já tentou se aproximar do governo Temer antes das delações do empresário Joesley Batista, que envolveram o presidente da República na Operação Lava Jato. A articulação vinha sendo construída pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) que, junto com o PSDB e o PMDB, apoiaria o vice-governador de São Paulo Márcio França (PSB) para o governo do Estado, em 2018. Em contrapartida, Alckmin receberia o apoio de Temer para ser o candidato a presidente nas eleições do ano que vem.

24 de julho de 2017, 18:02

EXCLUSIVA Desgaste da marca Vieira Lima pode levar deputado do PMDB à chapa de Neto

Foto: Divulgação/Arquivo

Mesmo com perrengue vivido por Geddel, PMDB não abre mão de indicar nome à chapa de ACM Neto

O PMDB baiano bloqueou o ingresso, no partido, de qualquer político cujo interesse seja a indicação à chapa de ACM Neto (DEM) ao governo, sob o entendimento de que a sigla tem quadros em número e qualidade suficientes para estar ao lado do prefeito de Salvador em 2018. O posicionamento não é apenas do deputado federal Lúcio Vieira Lima e de seu irmão, Geddel, hoje em prisão domiciliar, mas também dos deputados peemedebistas. E representa uma ducha de água fria no ministro tucano Antonio Imbassahy (secretaria de Governo) e no prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), que, por razões diversas, começaram a avaliar novo pouso partidário de olho na sucessão do ano que vem. Dentro desse quadro, com o desgaste vivido pela marca Vieira Lima, nomes como os dos deputados Leur Jr., Pedro Tavares e Luciano Simões passam a figurar hoje como as mais fortes opções para eventualmente participar da chapa a ser encabeçada por Neto.

24 de julho de 2017, 16:40

EXCLUSIVA João Roma, o terror dos fotógrafos da Prefeitura

Foto: Divulgação

João Roma (à direita, de óculos) leva a sério dica do marqueteiro para colar sua imagem à do prefeito ACM Neto

Candidato declarado a deputado federal pelo PRB, o chefe da Casa Civil do prefeito ACM Neto (DEM), João Roma, transformou-se num verdadeiro pesadelo para os fotógrafos da Prefeitura. Eles não conseguem mais fazer um clique do democrata sem que pelo menos um fio de cabelo de Roma apareça ao fundo.

24 de julho de 2017, 11:11

EXCLUSIVA O desespero das oposições ao pensar que Neto pode não disputar 2018

Foto: Divulgação/Arquivo

Candidatura de ACM Neto ao governo é defendida a ferro e fogo por correligionários do prefeito

Aliados e correligionários do prefeito ACM Neto (DEM) têm um motivo muito forte para defenderem com unhas e dentes sua candidatura ao governo do Estado em 2018. É que, se não for Neto o candidato, as oposições terão que se contentar com duas hipóteses: lançarem à disputa o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (DEM), ou então simplesmente inventarem um nome. Em qualquer das duas hipóteses, acreditam que assim, sem Neto concorrendo, a eleição para o governador Rui Costa (PT) será um passeio.

24 de julho de 2017, 08:20

EXCLUSIVA Joesley e o apoio do PT, PCdoB e PDT a Maduro, por Raul Monteiro

Nada como a liberdade de expressão que enseja, a quem deseja, a prerrogativa de dizer o que pensa, acredita ou deseja, sujeitando-se ao escrutínio, também democrático, de quem se digna a ouvi-lo ou lê-lo. O artigo que o empresário Joesley Batista escreveu neste domingo na Folha de S. Paulo, a título de se defender das infâmias que acredita que o país lhe dirige, é um exemplo clássico da validade e importância do instituto da liberdade de expressão. No texto, Joesley diz o que quer – ou aprova o que seus ghost writers escreveram para ele – sujeitando-se, consequentemente, a que façam dele também o juízo que quiserem.

Felizmente, o empresário está no Brasil e não na Venezuela, um país dirigido há décadas por um grupelho político ditatorial que já passou por cima das garantias democráticas há muito tempo, transformando-se no sujeito da violência contra quem quer que se oponha a seus desmandos e truculência, motivo suficiente para que receba o repúdio de quantos defendam a liberdade e a democracia, caso em que não se enquadram, pelo visto, legendas como o PT, o PCdoB e até o PDT, as quais acabam de assinar um documento de apoio à ditadura de Nicolas Maduro, traindo, naturalmente, todo o seu pendor autoritário.

Do lado do PT a signatária do documento produzido pelo legendário Foro de São Paulo, concebido para promover a aliança e, consequentemente, a vitória das esquerdas na América Latina, foi uma senhora tão conhecida quanto insignificante chamada Gleisi Hoffman, aquela mesma que, na condição de senadora, liderou a ocupação, marmita à mão, da mesa diretora do Senado, em articulação anti-institucional com a CUT. O texto apoiado pelos partidos brasileiros não se limita a defender a elaboração de uma nova Constituição que amplia – exatamente, amplia! – os poderes de um dirigente tresloucado e perverso que se comunica com o fantasma de Hugo Chavez.

O documento exalta o “triunfo das forças revolucionárias na Venezuela” e diz que a “revolução bolivariana é alvo de ataque do imperialismo e de seus lacaios”. Macacos os mordam! Só a título de registro: Avançadinha, Gleisi fez questão de discursar manifestando “apoio e solidariedade” ao governo do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), seus aliados e ao “presidente” Nicolás Maduro “frente à violenta ofensiva da direita contra o governo da Venezuela”. É o fato de estar aqui e não lá que dá a Joesley o direito de se defender publicamente da conspurcada imagem que, em sua avaliação, injustamente lhe pregaram.

Mesmo que não consiga justificar o fato de estar livre e solto, não importa se nos EUA ou em São Paulo, depois de ter participado de um dos mais extensos esquemas criminosos de que se tem notícia, comprando benefícios, isenções e os financiamentos do BNDES que o transformaram, com farto dinheiro público, num dos mais poderosos empresários brasileiros. O fato de tanto ele quanto o procurador geral da República, Rodrigo Janot, vira e mexe, virem-se obrigados a justificar o mais generoso acordo de delação da história nacional que celebraram é apenas a prova de que suas explicações, repetidas, não conseguem cumprir o seu papel.

Raul Monteiro

22 de julho de 2017, 11:42

EXCLUSIVA Os planos B e C do deputado federal Bebeto para o PSB em 2018

Foto: Divulgação/Arquivo

O deputado federal Bebeto quer ter sua reeleição à Câmara garantida no ano que vem

Embora seja interpretada no governo como uma tentativa de valorizar o passe do partido e de suas principais lideranças, o movimento feito pelo deputado federal Bebeto pela filiação de quadros democratas ao PSB está além desse plano. Com medo de não conseguir se reeleger em 2018, caso a senadora Lídice da Mata seja excluída da chapa do governador Rui Costa (PT) e venha a disputar com ele as eleições à Câmara dos Deputados, Bebeto abriu diálogo intenso com dois líderes do DEM – o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Leonardo Prates, e o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, sobre os rumos do PSB com vistas à sucessão estadual do ano que vem.

O objetivo é sinalizar aos operadores políticos de Rui Costa que o PSB não ficará no mato sem cachorro, caso não valorize a eventual participação de Lídice na chapa da reeleição, mas pode, como plano alternativo, efetivamente filiar as duas lideranças do DEM, lançando o prefeito de Feira ao Senado ao lado do prefeito ACM Neto (DEM), que deve disputar o governo do Estado contra o petista. O movimento seria muito parecido com o iniciado em 2014 pelo PRB, que afastou-se do PT para compor com o DEM e acabou reelegendo o deputado federal Bispo Marinho e ainda ganhando outra vaga na Câmara dos Deputados, com a eleição de Tia Eron.

“Com Zé Ronaldo candidato ao Senado e Leonardo Prates à Assembleia pelo PSB, o partido vai conseguir reeleger Bebeto e eleger Lídice da Mata à Câmara dos Deputados sem maiores dificuldades”, analisa uma fonte ligada a Bebeto para o Política Livre. Segundo ele, o sonho do parlamentar seria ver Lídice na chapa de Rui para não ter dificuldades de se reeleger deputado. Na hipótese – muito provável – de isso não acontecer, o outro plano de Bebeto seria levá-la ao rompimento com o governo e a redisputar o Senado na chapa de Neto, o que produziria um rombo no casco do barco petista semelhante ao que o hoje ministro Antonio Imbassahy (secretaria de Governo) provocou no do carlismo ao romper com o ex-senador ACM, em 2004.

Como não há hipótese de Lídice aceitar a proposta, Bebeto começou a trabalhar com a possibilidade de aliar-se ao prefeito de Salvador e trazer o presidente da Câmara e Zé Ronaldo pensando em lançar o prefeito de Feira na chapa de Neto. A conquista de Lídice para o projeto seria feita mediante a garantia de que o PSB elegeria duas vagas à Câmara dos Deputados – ela e Bebeto – e um acordo: a senadora ficaria livre para, mesmo no PSB, permanecer aliada de Rui Costa, defendendo sua candidatura ao governo contra a do prefeito de Salvador. ”Bebeto está querendo dizer que o PSB não está morto nem aceitará passivamente ser escanteado pelo governo. Estamos entendendo seu movimento”, diz um deputado do PT ao Política Livre.

O parlamentar tampouco deseja tomar o PSB das mãos de Lídice, segundo garantem seus assessores comentam, mas assegurar a sobrevivência política de ambos. O diálogo entre Bebeto e o DEM se tornou possível por causa da excelente relação que ele possui com Leonardo Prates, a quem apoiou para a Câmara Municipal de Salvador. Foi Prates, por sua vez, que levou o DEM para a campanha de Bebeto à Prefeitura de Ilhéus, no ano passado.

22 de julho de 2017, 09:17

EXCLUSIVA Aproveitando ventos de reforma, professores cobram nomeação na Fapesb

Foto: Divulgação/Arquivo

Desde a saída de Eduardo Almeida, em março passado, a Fapesb está sendo conduzida por interino

Professores universitários da rede estadual aproveitam o movimento em torno de uma virtual reforma administrativa no governo Rui Costa (PT) para cobrar a nomeação do diretor-presidente da Fapesb (Fundação de Amparo à pesquisa do Estado da Bahia), cargo que vem sendo exercido interinamente desde a saída do posto, em março passado, de Eduardo Almeida, sob uma crise que comprometia 80% das pesquisas em andamento no órgão. Em comunicado ao Política Livre, um grupo deles questiona se “falta nome” ou se “simplesmente Ciência e Tecnologia não é prioridade”. Eles estendem as críticas ao titular da pasta de Ciência e Tecnologia, sobre o qual dizem que de Ciência e Tecnologia “pouco entende” e “pouco tem dado atenção”. O secretário foi indicado pelo PSB de Lídice da Mata.

21 de julho de 2017, 19:23

EXCLUSIVA Fieb resiste a reintegração de vice e conselheiros, a realizar eleições

Foto: Divulgação

Mário Pithon obteve liminar para retomar cargo, do qual foi afastado depois de denunciar irregularidades

O desembargador Ivanilton Santos da Silva pôs fim à “guerra de liminares” entre o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Baha (Fieb), Mário Pithon, e a presidência da entidade. Reconhecendo o direito do dirigente, afastado depois de denunciar irregularidades na gestão da Federação, o magistrado determinou a imediata reintegração de Pithon, mas a Fieb está resistindo a cumprir a decisão judicial, mesmo já tendo sido citada por oficial de justiça.

Além da reintegração de Pithon, ferrenho opositor de seu estilo de gestão, o presidente Ricardo Alban já ganhou outra dor de cabeça. Um grupo de conselheiros, liderado por Paulo Cintra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios, deu entrada administrativamente em pedido de impugnação da convocação das eleições da Fieb, ato executado recentemente pela presidência. De acordo com Pithon, que apoia a medida, o regulamento eleitoral estabelece um rito no qual cabe à comissão eleitoral realizar a convocação.

“O presidente atropelou o previsto no regulamento. Antes da convocação, era preciso formar a comissão para que ela (a comissão) fizesse a convocação e não o próprio presidente”, explica, assinalando o descumprimento dos artigos 6º e 7º do regulamento. Para o dirigente reintegrado, o presidente Ricardo Alban mais uma vez incorre em irregularidades, desrespeitando as regras da entidade para favorecer a si próprio. “Alban é candidato à reeleição e, por ser parte interessada, jamais poderia convocar o pleito eleitoral”, afirma.

Segundo o dirigente, o caso de nepotismo que havia na presidência, denunciado pelo sindicato de panificação, só foi resolvido recentemente porque o Ministério Público determinou a apuração das irregularidades na entidade. Pithon é contundente nas denúncias contra a atual gestão. “Tem diretor com contrato de um milhão de reais com a Fieb. Se não é ilegal, isso é, no mínimo, imoral”, dispara, ressaltando que o Código de Ética vedava antes qualquer tipo de contratação com empresas de dirigentes da Federação.

“Neste tempo em que fiquei afastado pela arbitrária expulsão, fizeram uma reforma no Código (de Ética) para permitir essa imoralidade, para não dizer outra coisa”, assinala o vice-presidente. Segundo ele, em vez de serem atualizados para fortalecer a democracia na entidade, o Estatuto e o Código de Ética, pelo contrário, foram apenas adequados aos interesses presidenciais.

Na avaliação de Pithon, a sua expulsão foi um exemplo disso. “Em nenhum momento as minhas denúncias foram apuradas. Foi-se logo calando a minha voz, sem me dar o direito de defesa. Mas a Justiça tarda, mas não falha”, afirma. Segundo ele, a Fieb está se apequenando com a maneira que vem sendo conduzida. “A imprensa, a sociedade e os poderes públicos precisam abrir os olhos para o que está acontecendo dentro da Fieb, cujo orçamento anual de R$ 600 milhões é superior ao de mais de 80% das cidades baianas”, alerta Mário Pithon, que, em seu retorno, promete lutar para tornar a entidade mais transparente e democrática.

21 de julho de 2017, 07:47

EXCLUSIVA Treze dos 43 vereadores devem concorrer a vaga na Assembleia Legislativa

Foto: Divulgação/Arquivo

Vereador Léo Prates, presidente da Câmara Municipal, está entre os que vão disputar as eleições legislativas de 2018

As eleições de 2018 prometem causar um profundo impacto na atual configuração da Câmara Municipal de Salvador (CMS). De acordo com fontes da Casa que não quiseram se identificar, dos 43 vereadores pelo menos 13 irão concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia. Ainda segundo essas mesmas fontes, é dada como certa a candidatura do vereador Igor Kannário para a Câmara dos Deputados.

O impacto do próximo pleito também deve mexer em algumas peças do “tabuleiro” do Executivo Municipal. O vereador licenciado e atual diretor-presidente da Companhia de Governança Eletrônica de Salvador (Cogel), Alberto Braga (PSC), disse a esse Política Livre que também está disposto a concorrer a uma vaga no Legislativo baiano e que está “construindo pontes” para viabilizar a candidatura.

Da mesma forma, a secretária municipal de Políticas para Mulheres e Juventude, Taissa Gama, filha do deputado federal Benito Gama (PTB). “Fui convidada pelo PTB para ser candidata a deputada estadual”, revelou a titular da SPMJ, ao destacar que o partido já está organizando as chapas para deputados federais e estaduais, “uma vez que para governador o PTB está alinhado com o prefeito ACM Neto”.

O secretário de Cultura e Turismo de Salvador, o vereador licenciado Cláudio Tinoco (DEM), também deve ser candidato a deputado estadual. Há ainda rumores de que o atual secretário municipal do Trabalho, Esporte e Lazer, o também vereador licenciado Geraldo Júnior (SD), vai pleitear uma vaga na Câmara dos Deputados, da mesma forma que o chefe de Gabinete do prefeito ACM Neto, João Roma (PRB).

Outro vereador licenciado que deve postular uma vaga de deputado estadual é o atual secretário Nacional de Assuntos Federativos, que é vinculado à Secretaria de Governo da Presidência da República, Paulo Câmara (PSDB), ex-presidente da Câmara Municipal. A lista de vereadores que deve se candidatar a deputado estadual é longa e passa por nomes de peso, como o atual presidente da Casa, Leo Prates (DEM).

Outros que deverão enfrentar a eleição são Alexandre Aleluia (DEM), Carlos Muniz (PODEMOS), Cátia Rodrigues (PHS), Cezar Leite (PSDB), Hiton Coelho (PSOL), Lorena Brandão (PSC), Maurício Trindade (DEM), Orlando Palhinha (DEM), Suíca (PT) e Tiago Correia (PSDB). Fontes ainda indicam que os vereadores Kiki Bispo (PTB) e Sílvio Humberto (PSB) não se decidiram, mas podem enfrentar a disputa para a Assembleia.

Maurício Mattos

20 de julho de 2017, 18:27

EXCLUSIVA Amizade com Temer e interesse no Senado poderiam levar Imbassahy ao PMDB

Foto: Brizza Cavalcanti/Arquivo

Amigo da família Vieira Lima, Imbassahy ficou extremamente próximo do presidente Michel Temer

Uma declaração dada ontem pela jornalista Cristiana Lobo, uma das comentaristas de política da Globo News, de que o ministro Antonio Imbassahy (secretaria de Governo), poderia deixar o PSDB abriu um leque de especulações sobre o eventual novo destino partidário do tucano. O mais comentado deles hoje envolve o PMDB, dado o nível de proximidade que Imbassahy estabeleceu com o presidente Michel Temer e a excelente relação que mantém com a família Vieira Lima, controladora do partido na Bahia.

Segundo Cristiana Lobo, Imbassahy poderia migrar para o PMDB porque seu partido continua sem se entender em relação ao governo e, igualmente, para tentar assegurar lugar na chapa do prefeito ACM Neto (DEM) ao governo do Estado, em 2018, porque a vaga a ser disputada pelo PSDB estaria destinada ao deputado federal Jutahy Magalhães Jr., que tem o controle da sigla na Bahia. Um eventual ingresso do ministro no DEM não lhe abriria a mesma porta porque a cabeça da chapa já está com Neto.

Os comentários sobre a situação partidária do secretário de Governo se tornaram constantes em Brasília porque o presidente já deu diversas demonstrações de que não pretende abrir mão de sua presença no governo, apesar da posição conflituosa do PSDB em relação ao peemedebista. Neste período em que virou ministro, Imbassahy também aproximou-se pessoalmente muito do presidente. O tucano e sua mulher, Márcia, teriam simplesmente conquistado o coração do casal Temer.

A mãe de Marcela, primeira-dama do país, por exemplo, ficou tão próxima da mulher de Imbassahy que a trata como uma pessoa da família. “Dentro do governo, a situação de Imbassahy a gente pode dizer que é ruim. Mas com o presidente, não, a ponto de Temer poder manter ele no governo em sua cota pessoal, em outra posição, na hipótese, hoje mais remota, de ser forçado a tirá-lo da articulação política”, diz um parlamentar da bancada baiana ao Política Livre.

A possibilidade de o ingresso de Imbassahy no PMDB favorecer um eventual pleito seu por participação na chapa de ACM Neto decorre da ausência de nomes hoje no partido para ocupar a vaga visada pela legenda, devido ao quadro de desgaste a que foram submetidos o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, o deputado federal Lúcio. O ministro teria se aproximado bastante dos dois desde a última campanha ao governo do Estado, em 2014. A própria substituição de Geddel por Imbassahy no ministério teria contado com o aval do peemedebista, que conseguiu manter inclusive auxiliares seus na equipe do tucano.

20 de julho de 2017, 17:27

EXCLUSIVA O apelo que o presidente Michel Temer fez a ACM Neto

Foto: Reprodução/Arquivo

Michel Temer marcou jantar com ACM Neto no Jaburu

O presidente Michel Temer (PMDB) teve um objetivo ao convidar o prefeito ACM Neto (DEM) para um jantar em Brasília esta semana no auge da crise entre os dois partidos: ter a garantia de que seu relacionamento com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), convidado depois para o encontro, seria definitivamente pacificado. Neto é a segunda pessoa a quem Rodrigo mais ouve, depois do pai, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia, segundo se comenta abertamente em Brasília.

20 de julho de 2017, 10:28

EXCLUSIVA PSD pode indicar Coronel à chapa de Rui; presidente da Assembleia resiste

Foto: Reprodução

Segundo deputados, amigos e assessores, Coronel só aceitaria sair candidato sob imposição do amigo-irmão Otto

Um dos mais importantes partidos da base governista, o PSD vai indicar nome para a chapa com que o governador Rui Costa (PT) vai disputar a reeleição, em 2018. O candidato já está definido: trata-se do presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Angelo Coronel. Falta, no entanto, combinar com ele, que resiste à idéia de concorrer sob o argumento de que a eleição ao comando do Legislativo foi um marco em sua vida pública, motivo porque não deseja mais permanecer na política. Tem sido, no entanto, o salto registrado na trajetória política de Coronel o que mais vem animando os defensores de seu nome para a chapa de Rui Costa. O mais importante deles é o senador Otto Alencar, principal liderança do PSD na Bahia. Em encontro recente com deputados da agremiação, Otto disse que Coronel seria o melhor nome para representar o partido na chapa da reeleição do governador por ser quem mais vem se destacando na cena política baiana pelo PSD. Todos pareceram concordar com o presidente estadual do PSD, menos o presidente da Assembleia. Coronel tem dito que deu um passo político que nunca imaginou, ao chegar ao comando da Assembleia Legislativa e, como não tem paixão por cargos nem grandes vaidades, acha que é hora de deixar a vida pública. Segundo assessores do presidente da Assembleia, sua maior meta é concluir o mandato como presidente do Legislativo deixando uma marca positiva e forte na Casa. Parte dela tem sido conquistada com sua obsessão em tornar o Legislativo independente, permitindo que os deputados efetivamente legislem e exerçam seu papel de fiscais do Executivo, bandeira com a qual se elegeu à presidência. Neste curto período em que virou presidente, até uma CPI para investigar o desabamento do Centro de Convenções foi criada, embora tenha sido cancelada em seguida devido às dificuldades da bancada oposicionista de manter a maioria no colegiado. “O sonho de Coronel é ser lembrado pelas futuras gerações como um grande presidente do Legislativo baiano”, reafirma ao Política Livre um assessor do deputado. Para ele, a única forma de o parlamentar superar a resistência e assumir o projeto de uma candidatura ao lado de Rui Costa é se Otto Alencar fechar questão e impuser seu nome como candidato, já que, além de grandes amigos, o senador é a única figura de quem Coronel segue ostensivamente a liderança. Enquanto não se decide, Coronel aproveita as oportunidades que aparecem para defender que o PSD lance candidato próprio ao governo em 2018. Sua tese é a de que, além de ter crescido e se fortalecido muito no Estado, constituindo-se numa opção concreta de poder, o partido possui quadros excelentes para o enfrentamento eleitoral do ano que vem, a exemplo do próprio Otto Alencar, que, no entanto, não quer nem ouvir falar na possibilidade de romper com o governo. A discussão sobre nomes nos partidos da base governista esquentou nos últimos dias, depois que o governador Rui Costa (PT) admitiu que pode fazer uma nova reforma administrativa, a qual está relacionada também à montagem da chapa de 2018. Na primeira eleição do petista, O PSD indicou Otto Alencar, que fora vice do antecessor Jaques Wagner (PT), para o Senado. O cargo que o partido postularia agora ainda não foi definido, exatamente porque Coronel não aceitou o convite até agora.

20 de julho de 2017, 09:03

EXCLUSIVA Rui Costa e a reforma administrativa, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação

Rui Costa durante passagem por América Dourada, onde inaugurou obra de pavimentação

Não é de agora que se especula sobre uma segunda reforma administrativa no governo do Estado ainda este ano, o que ganhou força depois de entrevista do governador Rui Costa (PT) ao radialista Mário Kertész, da Metrópole, esta semana, admitindo a possibilidade de uma “mexida” na equipe. Parte do rumor decorria da frustração provocada pela última mudança que o petista promoveu no governo, em janeiro passado, em que fez mais um ajuste interno na equipe, realocando nomes entre secretarias, do que efetivamente trocando quadros para reconfigurar a cara da gestão.

A reforma esperada para o final desse ano, no entanto, tem propósito mais extenso do que simplesmente remover da administração quadros que estarão em campanha para a Assembleia Legislativa ou a Câmara dos Deputados, dedicando-se, portanto, a projetos políticos mais pessoais do que aos da administração. O que Rui tem em mente é azeitar a máquina para enfrentar a sucessão do ano em que vem, onde disputará a reeleição, tudo indica, contra o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), único candidato bem posicionado na oposição para provocar uma disputa efetivamente competitiva pelo governo do Estado.

Este é o motivo para que o principal eixo da reforma envolva a figura do ex-governador Jaques Wagner, que, pelo que se comenta, deixaria a secretaria de Desenvolvimento Econômico para assumir a pasta das Relações Institucionais, onde acredita-se que daria maior apoio ao plano do governador de se preparar para o processo eleitoral desde a máquina estadual. Não que o atual titular da articulação política do governo, Josias Gomes, desempenhe mal seu papel, nem se ressinta do apoio e do reconhecimento a seu trabalho da parte do governador. Os dois trabalham, pelo contrário, em absoluta sintonia.

O problema é que Wagner, pela forte liderança que representa no petismo e entre os partidos da base aliada, ocuparia o espaço com um nível de desenvoltura e autonomia que, pelas condições objetivas com que lida, Josias não consegue desempenhar, motivo das críticas que lhe dirigem principalmente deputados e lideranças políticas carentes de uma melhor interlocução com o governo e Rui Costa. Mesmo tendo que se desincompatibilizar em abril do ano que vem para integrar a chapa governista como candidato a senador, Wagner poderia, até lá, dar uma contribuição inestimável ao correligionário e amigo, principalmente se assumir o posto antes do fim do ano.

A maior colaboração do ex-governador compreenderia, principalmente, a montagem da chapa da reeleição a ser liderada por Rui Costa, deixando, em seguida, o cargo ajustado para os desdobramentos do projeto eleitoral em paralelo com as tarefas da gestão administrativa. Com a articulação política resolvida, Rui Costa se dedicaria basicamente à gestão, atividade da qual extrai seu maior prazer, segundo os aliados, e à campanha, buscando focar tanto na apresentação dos resultados de seu primeiro governo quanto no projeto de justificar, para o eleitorado, sua continuidade por mais quatro anos.

* Artigo originalmente publicado na Tribuna da Bahia.

19 de julho de 2017, 19:51

EXCLUSIVA Vídeo ‘profissa’ de Luiz Viana vira alvo de críticas e especulação sobre recandidatura

Foto: Divulgação

Virou motivo de críticas e piadas entre advogados um vídeo distribuído pelas redes sociais pelo presidente da OAB na Bahia, Luiz Viana Queiroz, em que critica ‘a crise de 30 anos’ do Judiciário baiano, marcada pela falta de juízes no interior, e defende a mobilização da categoria por um pacto entre os três Poderes no Estado a fim de enfrentá-la. Um grupo deles enviou ao Política Livre um questionário em que ironiza vários pontos da mensagem de Viana. Um dos trechos que atacam é a revelação pelo advogado baiano de que recebeu pedido do presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia, para fazer um levantamento de todas as comarcas do interior onde não há juízes. “Precisou o presidente nacional pedir? Ele não sabia?”, questionou um deles, referindo-se ainda à qualidade do vídeo, que considerou profissional. Um outro estranhou o fato de, na mensagem, Viana ter revelado que, no último dia 10 de Julho, comemorou com um “bolo fúnebre”, ao lado da presidente da subseção da OAB de Jacobina, Marilda, o fato de a Comarca do município estar há um ano sem juiz e perguntou: “Bolo fúnebre? É verdade ou é piada?” Um terceiro pediu que se perguntasse ao presidente da OAB se ele tomará alguma medida, além de defender a mobilização da categoria. Também o fato de Viana terminar a mensagem com um “vamo que vamo” suscitou especulações a respeito das futuras pretensões eleitorais do presidente da OAB, que está para concluir seu segundo mandato à frente da entidade. “Ele vai para a segunda reeleição?”, questionaram alguns, lembrando que, nos últimos 30 anos, Viana foi gestor em diferentes cargos, motivo porque, na opinião deles, não há como não se implicar na situação à que a prestação jurisdicional chegou no Estado. Este Política Livre procurou o presidente da OAB na Bahia, mas não obteve resposta.

19 de julho de 2017, 16:38

EXCLUSIVA Arany Santana é nome em alta para substituir Jorge Portugal na Cultura

Foto: Yuji Sogawa

Arany Santana é atualmente a diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias – CCPI - da secretaria

Quem entrou também na mira de corte para deixar o governo na reforma administrativa prometida pelo governador Rui Costa (PT) foi o secretário estadual de Cultura, Jorge Portugal, que balança desde a última mudança promovida no secretariado pelo petista, no princípio deste ano. Nome em alta para substituí-lo é o da educadora e atriz Arany Santana, atual Diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), da própria secretaria. A confirmar!