3 de maio de 2018, 10:29

EXCLUSIVA Líder do governo Rui Costa chama José Ronaldo de “ingrato” e “ex-gentleman”

Foto: Metropress/Arquivo

Líder do governo, Zé Neto

O líder do governo na Assembleia, deputado estadual Zé Neto (PT), chamou hoje o pré-candidato do DEM a prefeito, José Ronaldo, de “ingrato” e de “ex-gentleman que elogiava a todo o tempo os governos petistas de Lula, Dilma e Rui Costa enquanto foi prefeito de Feira de Santana e a cidade usufruiu amplamente dos programas sociais do governo federal”. Em conversa com este Política Livre, Zé Neto disse que a Prefeitura de Feira foi das mais beneficiadas em todo o país com programas sociais como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família, além de outros, como o de saneamento básico, tocado pelo governo estadual. Só com o Minha Casa Minha Vida, Zé Neto calcula que Feira recebeu 46 mil casas, em todas as faixas de renda, sendo que para os mais pobres foram 25 mil unidades. Já o Bolsa Família, o número praticamente dobrou, embora com o risco agora de perder alguns milhares por ilegalidades, “o que mostra que, como gestor, José Ronaldo fracassou em cuidar para que fosse aplicado com eficiência”. “José Ronaldo deve estar falando de outro lugar, quando diz que a miséria cresceu na Bahia sob Rui, mesmo porque nunca criticou nada, enquanto sua cidade era beneficiada”, atacou.

3 de maio de 2018, 09:55

EXCLUSIVA Empresa que administra Maternidade de Referência estadual está com certidões vencidas

Foto: Divulgação/Arquivo

Na Maternidade, funcionários também enfrentam problemas com atrasos salariais

Além dos problemas com atrasos de pagamento de funcionários amplamente divulgados pelos meios de comunicação, o Instituto Hygia Saúde e Desenvolvimento Social, responsável pela administração da Maternidade de Referência Professor José Maria de Magalhães Netto, está com certidões vencidas, segundo o Cadastro Unificado de Fornecedores do Estado da Bahia (CAF). De acordo com informações chegadas a este Política Livre, desde o dia 28 de maço último o Instituto vem sendo cobrado para regularizar a situação. A Maternidade de Referência Professor José Maria de Magalhães Netto fica localizada no bairro do Pau Miúdo, em Salvador. Com a palavra, o Instituto Hygia Saúde e Desenvolvimento Social.

3 de maio de 2018, 07:55

EXCLUSIVA Disputa ao Senado em chapa de Rui esquece Wagner, por Raul Monteiro*

Foto: Política Livre/Arquivo

Ex-governador Jaques Wagner

A disputa dos partidos da base do governo pela segunda vaga ao Senado na chapa de Rui Costa (PT) está fazendo com que todos eles esqueçam do suposto titular da primeira delas, o petista Jaques Wagner. É como se o ex-governador tivesse uma cadeira cativa ao lado do governador sobre a qual não fosse dado fazer sequer uma discussão no grupo. Mas nem sempre foi assim. Antes de a pré-campanha iniciar, no ano passado, o próprio Wagner admitia a correligionários que poderia não ser candidato a senador, caso a disputa por espaço na chapa de Rui esquentasse e o governador se visse forçado a acomodar outras forças políticas nela de forma a pavimentar sua reeleição.

O cenário, naturalmente, levava em conta a presença na concorrência do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que, então, principalmente depois da reeleição acachapante em Salvador, era apontado como o candidato natural das oposições e desde o princípio sempre foi considerado um adversário duro de enfrentar. Wagner ainda não aparecia como uma espécie de plano B para a sucessão presidencial no PT, mesmo porque eram poucos, no partido, que acreditavam que, na eventualidade de uma condenação judicial, o ex-presidente Lula pudesse ser preso, como acabou acontecendo em março último.

Na verdade, buscando facilitar a vida de Rui Costa, o ex-governador sempre se colocou mais como um solução do que como um problema, aludindo, com frequência, à possibilidade concreta de disputar antes uma vaga à Câmara dos Deputados, ao invés de enfrentar uma campanha, naturalmente mais custosa e mesmo desgastante, como a de senador.
O discurso era o de que não seria empecilho para a renovação da aliança formada pelos partidos atualmente alinhados ao governador em torno do seu projeto de reeleição, por motivos óbvios, projeto eleitoral mais prioritário do que todos os outros no campo governista.

Sem dúvida, a saída de cena de ACM Neto trouxe perspectivas mais tranquilizadoras para a reeleição do governador. Agora, sua campanha teria mais a configuração de um “passeio”, como se fala no jargão político, do que de uma luta desabrida por conquista de espaço e poder, os quais já se encontram em mãos do petista. E, neste contexto, favorecido por um cenário menos acirrado do ponto de vista da disputa, Rui Costa estaria sob uma pressão infinitamente menor para poder escolher seus parceiros ideais afim de fazer a caminhada para a sua confirmação como inquilino do Palácio de Ondina em outubro.

A presença de Wagner a seu lado, por exemplo, ocupando uma das duas vagas ao Senado em jogo nestas eleições, teria passado de uma possibilidade concreta e agradável para assumir status de verdadeira cláusula pétrea, daquele tipo em que não se mexe. Mas os fatos só se sucedem desta forma porque os aliados também internalizaram esta condição, assumindo o nome do ex-governador como candidato de todo o grupo, apesar de ele também pertencer ao mesmo partido do governador, quando existem mais agremiações na base a que se contemplar, mesmo numa corrida eleitoral em que Rui Costa reforçou seu favoritismo.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado originalmente na Tribuna.

Raul Monteiro*

2 de maio de 2018, 19:47

EXCLUSIVA Jutahy protesta contra pagamento de calote de Moçambique e Venezuela pelo Brasil

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Juahy Magalhães Jr.

O deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB) protestou hoje, da tribuna da Câmara, contra o projeto de lei enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional com o objetivo de incluir no Orçamento previsão de recursos de R$ 1,3 bi para garantir que o Fundo Garantidor de Exportação cubra o não pagamento de dívidas da Venezuela e Moçambique, contraídas nos governo petistas. “Isso é o mais claro resultado da irresponsabilidade dos governos petistas. Agora, quem arca com este prejuízo é a população brasileira num momento em que o governo precisa investir no nosso país”, declarou o parlamentar, lembrando que a dívida que o Brasil precisa honrar, na verdade, é de R$ 1,5 bi, contraída pelos dois países junto ao BNDES e o Credit Suisse. A dotação orçamentária deverá ser votada esta noite pelo Congresso.

2 de maio de 2018, 16:29

EXCLUSIVA Nilo defende critérios para escolha de candidato ao Senado na chapa de Rui

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado estadual Marcelo Nilo, que apóia a candidatura à reeleição de Lídice da Mata

Mesmo destacando o valor do deputado estadual Angelo Coronel (PSD), virtual candidato ao Senado na chapa governista, cuja gestão como presidente da Assembleia Legislativa faz questão de considerar exemplar, seu antecessor no cargo, o deputado estadual Marcelo Nilo (PSB), defende critérios para que o governador Rui Costa defina os nomes que disputarão a eleição majoritária ao seu lado. Entre os critérios, Nilo, um dos apoiadores da candidatura da senadora Lídice da Mata à reeleição, aponta a realização de uma consulta aos 380 prefeitos da base, bem como aos deputados federais e estaduais do grupo, além de uma pesquisa que verifique tanto as intenções de voto quanto o grau de conhecimento dos pré-candidatos a senador, fator considerado por ele importantíssimo, principalmente, por causa da diminuição do tempo de campanha para 45 dias.

2 de maio de 2018, 11:55

EXCLUSIVA Lídice disputou eleição contra Rui em 2014 em jogo combinado com Wagner

Foto: Divulgação/Arquivo

Senadora Lídice da Mata

Lidicistas, o deputado estadual Marcelo Nilo (PSB) entre eles, rebatem a idéia de que o fato de a senadora Lídice da Mata (PSB) ter apoiado o presidenciável Eduardo Campos e concorrido ao governo contra Rui Costa (PT), em 2014, possa agora justificar o fato de ela ser excluída da chapa com que o petista vai disputar a reeleição em outubro. Lembram, por exemplo, que Lídice saiu candidata na época em jogo combinado com o então governador Jaques Wagner (PT), por saber que, caso não apoiasse Campos, perderia o controle do PSB na Bahia, o que não interessava aos petistas então, como também não interessa agora.

2 de maio de 2018, 07:57

EXCLUSIVA Quatro pilares para avaliar impacto da desistência de Neto em concorrer ao governo

Foto: Arquivo/Divulgação

Prefeito ACM Neto

Deputados oposicionistas afirmam que o impacto da desistência de ACM Neto (DEM) em disputar o governo do Estado só poderá ser devidamente avaliado depois de quatro eventos: Definição da chapa majoritária, composição das coligações proporcionais (de deputados), realização da campanha e, finalmente, resultado das eleições – tanto para o governo quanto para a Assembleia e a Câmara dos Deputados.

1 de maio de 2018, 08:44

EXCLUSIVA “Onde queriam que amarrasse meu burro”, diz Lúcio Vieira Lima sobre PHS

Foto: Divulgação/Arquivo

Lúcio Vieira Lima em nenhum momento aceitou conversar sobre a possibilidade de deixar o MDB para se filiar ao PHS

Quem acompanhou com atenção a confusão envolvendo o PHS, partido da base do prefeito ACM Neto (DEM) cujo presidente, Junior Muniz, pediu ontem exoneração de cargo que ocupava na vice-prefeitura, sinalizando que pode se afastar do grupo, foi o deputado federal Lúcio Vieira Lima, do MDB. “Onde queriam que amarrasse meu burro”, ironizou o parlamentar em conversa ontem à noite com este Política Livre.

O PHS havia sido o destino partidário oferecido a Vieira Lima como alternativa ao MDB, com o qual o prefeito ACM Neto não aceitava se coligar para disputar o governo do Estado com a sua presença. Lúcio disse que não havia forma de deixar a sua legenda e sua resistência passou a ser apontada como um dos motivos porque o prefeito desistiu de concorrer ao governo, tese com a qual o emedebista e alguns aliados do governo não concordam.

“Pulei um fogueira antes do São João, em abril”, acrescentou de forma sarcástica o emedebista. A iniciativa de Júnior Muniz foi interpretada como uma tentativa de se livrar das pressões dos partidos maiores que integram a oposição para participar de um chapão às eleições proporcionais, o que pode acabar inviabilizando a eleição de seu presidente a deputado estadual.

Este Política Livre antecipou na semana passada que o PHS, por este motivo, não queria nem ouvir falar em fazer parte do chapão e começara a dar sinais de que poderia, inclusive, pular fora da base do prefeito de Salvador para se livrar da pressão em relação à idéia. O maior risco hoje é que o PHS pode levar outras legendas menores do grupo com ele ou mesmo se aliançar com partidos do mesmo porte hoje na base do governo.

Leia também: PHS não quer nem ouvir falar em participar de chapão pensado por oposicionistas

30 de abril de 2018, 14:17

EXCLUSIVA Padre baiano resgata universitários venezuelanos em Roraima

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Jovens universitários venezuelanos com o padre Kelmon Luis

A Bahia também abriu suas fronteiras para receber os imigrantes venezuelanos que fogem da crise política, econômica e social provocada pelo chavismo no país vizinho. Pelo menos cinco jovens que viviam em condições subumanas em Roraima, principal porta de entrada dos imigrantes venezuelanos para o Brasil, aceitaram o convite do padre Kelmon Luis da Silva Souza, baiano de nascimento que atua em Pernambuco, e estão vivendo em Salvador sob a estrutura da Associação Theotokos (Mão de Deus), entidade filantrópica gerida pela Igreja.

Preocupado com os relatos que lhe chegavam sobre a situação de Roraima, onde já encontram 47 mil migrantes da Venezuela, o padre Kelmon Luis decidiu fazer uma visita ao Estado, acompanhado do secretário da Associação, e ao chegar numa Praça chamada Simon Bolívar constatou que o quadro era tão degradante e deprimente que achou que era necessário tomar uma atitude concreta e retomar um projeto de assistência universitária que mantinha em São Paulo, com o objetivo de resgatar alguns jovens estudantes venezuelanos que vagavam sem perspectivas no local.

Curiosamente, o projeto fora suspenso em São Paulo, conta padre Kelmon Luis, em decorrência de pressões e ameaças do PT por causa de um movimento que ele e o Bispo de Guarulhos lideravam contra o aborto. Retomado na Bahia, o projeto começa a atender também a jovens de Acajutiba, terra natal do religioso e passará agora a acolher inicialmente oito jovens venezuelanos, três dos quais ainda estão para se incorporar ao grupo, que completa sua segunda semana na capital baiana.

O pároco conta que, neste momento, eles estão se adaptando ao novo espaço, que está sendo organizado para que possam retomar suas vidas na Bahia. “Estamos fazendo ações como buscar um local para apreenderem português, identificando empresários para arranjar empregos”, afirma padre Kelmon, acrescentando que o objetivo é trazer mais pessoas. Ele reconhece que no Brasil existe um contingente enorme de jovens também precisando de ajuda, como os de Acajutiba, mas observa que não se pode fechar os olhos para o quadro de calamidade em que os venezuelanos estão vivendo em Roraima.

30 de abril de 2018, 09:56

EXCLUSIVA Desiludidos com Neto lêem o livro “A Sorte Segue a Coragem”

Foto: Boatos.org/Arquivo

Filósofo brasileiro Sérgio Cortella fala sobre coragem, sorte e oportunidade em novo livro

“A Sorte Segue a Coragem”, novo livro do filósofo e professor brasileiro Sérgio Cortella, virou artigo de cabeceira de pelo menos dois aliados do prefeito ACM Neto (DEM) até hoje inconformados com seu recuo em concorrer à sucessão estadual. Na publicação, Cortella defende a tese de que a sorte não é um evento casual e sim o preparo para aproveitar boas oportunidades quando se apresentam, do que os desiludidos com Neto acham que ele simplesmente abriu mão ao ficar na Prefeitura.

30 de abril de 2018, 08:34

EXCLUSIVA Porque Lídice está fora da chapa de Rui, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Senadora Lídice da Mata

Há certo exagero na avaliação feita pelo deputado estadual Marcelo Nilo (PSB) aos mais chegados de que a chapa com que o governador Rui Costa (PT) pretende disputar as eleições de outubro está definida desde que ele foi obrigado a recuar no seu projeto de concorrer à reeleição para a presidência da Assembleia Legislativa, no princípio de 2017. Nilo atribui o fracasso de seu objetivo, entre outros fatores, a uma aliança que formaram naquele momento PP e PSD, partidos cujos representantes estão escolhidos para formar ao lado de Rui e Jaques Wagner na sucessão estadual.

Mais prudente seria afirmar que, de lá para cá, os dois aliados do petismo, além de consolidar a força que os tornaram os dois mais importantes colaboradores do governador, não pisaram em qualquer casca de banana que pudesse levar a questionamentos com relação à sua lealdade para com o governo e o próprio Rui Costa. Ao reconhecimento da importância eleitoral das duas forças, portanto, se junta o grau de confiança até aqui adquiridos por PP e PSD, que indicarão para a chapa do governador, respectivamente o vice-governador João Leão, para a mesma vice, e o atual presidente da Assembleia, Angelo Coronel, para a segunda vaga ao Senado.

A condição ajuda a explicar o motivo de os dois partidos terem tido a primazia para a composição da chapa, mas não justifica o fato de o governador vir protelando o seu anúncio, que pode ficar agora para fins de maio. Em verdade, Rui Costa tenta administrar o fator Lídice da Mata, senadora do PSB que, legitimamente, se acha habilitada para pleitear o direito de concorrer mais uma vez ao Senado na chapa encabeçada pelo PT, como aconteceu há oito anos, quando o candidato ao governo fora Jaques Wagner, mas que, do ponto de vista eleitoral e político, perdeu as condições de impor a exigência ao governo.

Não erra quem atribui parte da dificuldade de Lídice ao fato de, neste interregno, ela ter se tornado, num dado momento, praticamente uma rival do governador. Foi quando, encabeçando na Bahia o projeto presidencial do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, em 2014, ela virou candidata ao governo da Bahia contra Rui, projeto que poderia ter tido consequências políticas e eleitorais muito mais significativos, caso o jovem político pernambucano, neto do esquerdista Miguel Arraes, não tivesse morrido num trágico acidente aéreo quando sua campanha começava a fazer os primeiros vôos.

Apesar de, aquele momento, em que Rui era um mero candidato de Wagner à própria sucessão, com pequenos índices de intenção de voto nas pesquisas, ter trincado a relação entre os dois, não se pode dizer que o governador não trata com cuidado o futuro da senadora. Há preocupação, por exemplo, com a construção de um plano B para ela, o qual passa pelo lançamento de sua candidatura à Câmara dos Deputados, uma forma de manter sob seu controle o PSB, que, no caso de sua ausência no cenário nacional, pode migrar para as mãos do deputado federal Bebeto, o que, definitivamente, não interessa ao governo.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado originalmente na Tribuna.

Raul Monteiro*

27 de abril de 2018, 20:50

EXCLUSIVA Colbert rebate Marun e diz que seu apoio a José Ronaldo é “indiscutível”

Foto: Divulgação/Arquivo

Colbert Martins Filho assumiu a Prefeitura de Feira com a desincompatibilização de José Ronaldo

O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho (MDB), rebateu há pouco, em conversa com este Política Livre, as declarações do ministro da secretaria de Governo de Michel Temer (MDB), Carlos Marun, dadas hoje durante evento em Salvador, de que ele estaria apoiando o candidato do partido ao governo na Bahia, o ex-ministro João Santana, e não o nome do DEM, José Ronaldo. “Meu apoio a Zé Ronaldo é indiscutível. O MDB de Feira apóia Zé Ronaldo. Os nossos compromissos aqui foram definidos no dia 7 de abril e essa é uma posição que o MDB de Feira não muda”, disse Colbert, referindo-se ao discurso que fez no ato de transmissão do cargo de prefeito de José Ronaldo para ele, em Feira de Santana, no dia seguinte à desincompatibilização do democrata na Prefeitura de Feira. O prefeito de Feira, que era vice de Ronaldo, acrescentou que não iria discutir com Marun, com quem esteve em Brasília ontem e não tratou deste assunto. “Portanto, não há nenhuma dúvida com relação ao apoio e ao trabnalho pela eleição de Zé Ronaldo na Bahia”, acrescentou Colber, lembrando do histórico de parceria do MDB com o DEM na Bahia. “O MDB apoiou ACM Neto duas vezes em Salvador e Paulo Souto ao governo do Estado, então não há nenhum tipo de dificuldade nesta questão. Estamos na mesma linha de coerência com que nos mantemos sempre”, declarou.

27 de abril de 2018, 20:14

EXCLUSIVA Everaldo critica “agressividade” de aliados de Lídice, elogia Coronel e prevê chapa para maio

Foto: Divulgação/Arquivo

Everaldo Anunciação acha que é preciso mais calma na hora de se conversar sobre política

O presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, criticou hoje a agressividade com que correligionários da senadora Lídice da Mata (PSB) tem se comportado diante da possibilidade de ela ser excluída da chapa majoritária com que o governador Rui Costa (PT) vai disputar a reeleição.

Everaldo disse ter procurado, inclusive, o presidente estadual da legenda e secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Rodrigo Hita, para afirmar que respeita a legitimidade do pleito da senadora, mas que não concorda com o método de disputa pública em torno da vaga.

“Não foi isso que nos levou a chegar aonde chegamos. Foi um processo de construção. Ninguém pode esquecer a história de Lídice, de seu compromisso com as lutas do campo da esquerda, mas a decisão (do governador Rui Costa) não se dará sob pressão”, afirmou o dirigente petista.

Ele observou que o PT já tinha prestado um reconhecimento ao trabalho da socialista quando a indicou para candidata a senadora na chapa com que Jaques Wagner (PT) concorreu à reeleição, em 2010, só posteriormente colocando Walter Pinheiro na outra vaga, originalmente pensada para César Borges numa articulação com o PR que não prosperou.

“É por isso que acho que temos que construir com calma. Mesmo vivendo um quadro tranquilo na Bahia com o recuo do nosso opositor, vivemos uma conjuntura nacional adversa”, afirmou Everaldo, evitando se referir diretamente ao ataque que o ex-secretário de Ciência e Tecnologia, Vivaldo Mendonça, dirigiu hoje ao governador.

Vivaldo protestou nas redes sociais (ver aqui) contra a possibilidade de Lídice vir a ser preterida da chapa do petista, como já se comenta abertamente nos meios políticos e acabou sendo indiretamente admitido pelo governador, ao chamá-la de “deputada federal” em evento do governo ontem, em Salvador.

O presidente do PT fez questão de elogiar o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Angelo Coronel e o PSD, seu partido, que deve indicá-lo para a segunda vaga ao Senado, pleiteada por Lídice. “Coronel tem sido um aliado importante, que assume posições pública em defesa de democracia e PSD que tem lastro”, disse, acrescentando que Rui Costa deve definir a chapa em fins maio.

27 de abril de 2018, 16:29

EXCLUSIVA PHS não quer nem ouvir falar de integrar chapão exigido por oposicionistas

Foto: Maurício Matos/Política Livre/Arquivo

Júnior Muniz é o presidente do PHS na Bahia e está praticamente eleito deputado estadual

Fazem um mal negócio os deputados da base do prefeito ACM Neto (DEM) que pressionam por um chapão para as eleições proporcionais com a participação do PHS. Com a eleição a deputado estadual de seu presidente regional, Júnior Muniz, praticamente garantida e a possibilidade concreta de conquistar mais uma vaga na Assembleia e outra na Câmara dos Deputados, o partido refuga como potro novo a qualquer entendimento neste sentido. Pior: nos últimos dias, diante da pressão que passou a receber para coligar de qualquer jeito, começa a dar sinais de que pode pular fora da base do prefeito, usando para isso os contatos que tem no governo estadual. Para quem está esquecido, além de primo do deputado federal petista Luiz Caetano, Júnior Muniz foi seu assessor de confiança. Como se ainda não bastasse, o PHS é o típico partido com que todo mundo quer fazer uma chapinha (coligação de partidos menores) tanto do lado da oposição quanto do governo do Estado.

27 de abril de 2018, 15:25

EXCLUSIVA Exigida por Tia Eron, indicação de Isnard mantém PRB na base de ACM Neto

Foto: Divulgação/Arquivo

Isnard ocupará lugar que já foi de Tia Eron como secretário municipal de Promoção Social

A indicação do vereador Isnard Araújo (PRB) para a secretaria municipal de Promoção Social, cargo que já foi ocupado pela deputada federal Tia Eron (PRB), pacificou o partido na relação com o Palácio Thomé de Souza, mantendo-o no campo oposicionista. Com o objetivo de fazer Isnard secretário, o PRB, numa operação liderada diretamente por Tia Eron, vinha ameaçando deixar a campanha do pré-candidato do DEM ao governo, José Ronaldo, e migrar para a base do governador Rui Costa (PT). Do lado do governo, no entanto, a legenda não vinha encontrando guarida, porque, na hipótese de uma aliança com partidos da base de Rui Costa, havia a expectativa de que a coligação impusesse uma derrota a pelo menos dois deputados federais da base governista. A solução encontrada, com a nomeação de Isnard para a Promoção Social, salvou, inclusive, a candidatura a deputado federal do ex-chefe da Casa Civil da Prefeitura, João Roma, que viveria o desafio de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados num partido aliado ao governo Rui Costa.