20 de março de 2017, 16:19

EXCLUSIVA Depois da operação “Carne Fraca”, PEC de autonomia da PF está em risco

Foto: Divulgação/Arquivo

O bicho pode ter pegado para a Polícia Federal no Congresso depois da "Carne Fraca"

Com a “lambança” que políticos acreditam que a Polícia Federal fez com a operação “Carne Fraca”, há grande chance de ter subido no telhado a PEC 412, por meio da qual delegados acreditavam que conseguiriam a autonomia da instituição. Esta é a opinião, inclusive, de deputados federais baianos ouvidos hoje pelo Política Livre. A maioria, como o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, não condena a operação que apura adulteração de carne produzida no Brasil, mas a “pirotecnia” que envolveu um setor tão importante para a economia nacional, que inclusive a segurou neste momento de crise, levando em conta, principalmente, seu impacto no mercado internacional. “Se queriam uma justificativa (contra a autonomia da PF), ela está dada”, disse um conhecido parlamentar baiano, observando que a operação poderia ter sido conduzida “sem o estardalhaço que a envolveu”.

20 de março de 2017, 07:34

EXCLUSIVA A carne é mais fraca no Brasil, por Raul Monteiro

Foto: André Dusek/AE

Por mais que o presidente Michel Temer (PMDB) e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, tenham se esforçado ontem para minimizar o impacto da Operação “A Carne é Fraca”, da Polícia Federal, que descobriu um esquema – mais um! – criminoso, desta vez de adulteração da carne produzida no Brasil pelas principais indústrias do setor, é inegável que a repercussão da notícia tenha sido catastrófica, tanto no país quanto no exterior, cujo acesso pelo produto brasileiro é fruto de investimentos vultosos, ao longo das últimas décadas.

Aliás, este foi um dos argumentos utilizados pelo ministro da Agricultura para revelar a sua desconfiança em relação a alguns dos “achados” da investigação policial, a exemplo do uso de papelão na produção de enlatados, embora, como frisou, não se trate absolutamente de questionar o trabalho que a Polícia Federal realizou e culminou na deflagração da sugestiva operação. Mas o que mais chamou a atenção neste processo foi, conforme as apurações, o envolvimento de partidos em mais um escândalo de proporções internacionais.

Como na Operação que investiga desvios de recursos na maior estatal brasileira, dois dos partidos pegos na Lava Jato são candidatos a responsáveis ou partícipes pelo esquemão que abalou a reputação de um setor que foi, nesta crise, responsável por segurar a economia do país: PP e PMDB. “Dentro da investigação ficava bem claro que uma parte do dinheiro da propina era revertido para partido político. Já foi falado ao longo da investigação sobre dois partidos: PP e PMDB”, disse o delegado Maurício Moscardi Grillo, que até mês passado coordenava a força-tarefa da Lava Jato.

Na avaliação dos investigadores, algumas vezes a propina servia para que eles (os agentes públicos indicados partidariamente) ignorassem violações sanitárias, como a venda de carne com data de validade vencida e uso de produtos químicos para adulterá-la e a presença de materiais estranhos no alimento. “Os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva”, completou a Polícia Federal.

A bem da verdade, tanto o PP quanto o PMDB, por meio de suas assessorias, trataram de informar que desconheciam o teor das denúncias e apoiavam publicamente as investigações, desautorizando que se falassem em nome deles. Fato é que o que a investigação trouxe mais uma vez à tona a idéia de que, onde partidos e políticos se metem, por meio de suas indicações a cargos públicos, a população corre risco, a exemplo do que revelou “A carne é fraca”. Mais do que nunca, o modelo baseado no presidencialismo de coalização precisa ser urgentemente revisto.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

16 de março de 2017, 11:41

EXCLUSIVA Um caso didático sobre corrupção, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação

De todos as prisões já efetuadas pela Operação Lava Jato ou suas congêneres ou filhotes, talvez a que tenha sido até agora a mais didática sobre os nefastos efeitos da corrupção seja a do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Ela ocorreu não apenas no momento em que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal acreditam ter descoberto um dos maiores esquemas de corrupção já chefiados por um dos políticos que chegou a ser mais dos promissores do país como exatamente no período em que o Estado que seu grupo político continua comandando se encontra provavelmente na pior crise de sua história.

Daí, fazer o link entre a roubalheira supostamente liderada por Cabral, o assalto que teria liderado, por meio de relações espúrias com empreiteiras, ao Estado carioca, hoje incapaz de fazer frente às despesas mais básicas, como o pagamento de salários de servidores e de pensões e de aposentadorias, é um pulo. Na realidade, o caso do Rio, cujo ex-governador e a ex-primeira-dama, Adriana Ancelmo, se encontram presos em Bangu acusados de chefiar o esquemão, é o que empresta maior materialidade à tese de que a corrupção estatal é imensamente prejudicial à população, subtraindo seus direitos.

Até a prisão de Cabral, mesmo no auge da Lava Jato, nunca se fez ligação tão direta entre o roubo ao erário e o prejuízo à população, cujos direitos os governantes deveriam preservar. A gravidade da crise financeira do Rio, infinitamente maior do que a da grande maioria dos demais estados brasileiros, todos subjugados à mesma catástrofe nacional provocada, entre outros fatores, pelo governo Dilma Rousseff (PT), tem contribuído para isso, mas medidas saneadoras adotadas pela própria Justiça também vêm colaborando para não haver dúvida de que a corrupção sempre representa um ganho para alguém em prejuízo de outrem, no caso de um massa de outrens.

Já se informa, por exemplo, que R$ 270 milhões resgatados do esquema que seria chefiado pelo ex-governador do Rio de Janeiro serão utilizados para pagar o 13o. salário atrasado dos servidores aposentados e de pensionistas, conforme apurou o jornal o Estado de S. Paulo. Por causa do resgate, cerca de 150 mil pessoas receberão o abono integralmente, com prioridade para aqueles que recebem benefícios mais baixos. Outros cerca de 100 mil inativos com maiores rendimentos terão direito ao pagamento do 13o. parcialmente, segundo a mesma publicação.

A maior das curiosidades é que os recursos surrupiados por Cabral estão sendo pleiteados para pagar as contas do Rio por seu aliado e sucessor, Luiz Fernando Pezão (PMDB). O fato de eles estarem caindo de volta na conta do Estado para bancar despesas que, por má gestão e corrupção escancarada, deixaram de ser pagas, causando imenso prejuízo a milhares de pessoas, não deixa de ensinar a todos o quanto a corrupção destrói, lição ainda mais importante neste momento em que muitos chegam a dizer sem a menor sem cerimônia de que atacá-la é um discurso destinado a destruir as conquistas sociais das gestões petistas.

* Artigo publicado originalmente na Tribuna da Bahia

Raul Monteiro

15 de março de 2017, 19:47

EXCLUSIVA Nomeação de Paulo Câmara ao Sebrae sai até final deste mês

Foto: Política Livre/Arquivo

Vereador Paulo Câmara

A nomeação do ex-presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Câmara (PSDB), à superintendência do Sebrae na Bahia deve sair até o final de março, junto com outras designações de cargos federais no Estado, informou hoje uma fonte da secretaria de Governo do presidente de Michel Temer (PMDB) ao Política Livre. Câmara chegou a avaliar sua indicação a dois cargos federais de caráter mais burocrático, mas desistiu diante do plano de concorrer a deputado estadual, para o qual a posição no Sebrae, no Estado, é muito mais vantajosa.

14 de março de 2017, 17:22

EXCLUSIVA Samuel Jr., do PSC, está com um pé no governo, dizem colegas

Foto: Reprodução

Samuel aparece em foto com secretário de Saúde turbinando especulações sobre sua adesão ao governo

A bancada oposicionista já não tem mais dúvida de que o deputado Samuel Jr., do PSC, está com um pé no governo Rui Costa (PT), depois que ele apareceu numa foto nas redes sociais entregando uma Bíblia ao secretário estadual de Saúde, Fábio Villas Boas. Durante a campanha à presidência da Assembleia, ele negou-se a fechar com a oposição apoio à candidatura de Angelo Coronel (PSD), que acabou eleito.

13 de março de 2017, 09:26

EXCLUSIVA A aposta alta na candidatura Lula, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação/Arquivo

Ex-presidente Lula é candidato em 2018

É alta a aposta que os petistas fazem na candidatura do ex-presidente Lula à sucessão presidencial de 2018. Ela baseia-se basicamente no fenômeno eleitoral em que o ex-presidente transformou-se, o qual só vem sendo confirmado pelas últimas pesquisas de intenção de voto, depois de tudo o que já se revelou sobre ele e seu partido. Mas não leva em conta as condições políticas e jurídicas de que o petista disporá, no próximo ano, para lançar-se na disputa. Afinal, Lula é hoje alvo de cinco ações penais – três das quais na Operação Lava Jato, onde tem no seu encalço o temido juiz Sérgio Moro.

Portanto, é mais do que real a possibilidade de uma eventual condenação em segunda instância, o que transformaria o ex-presidente num ficha suja que não poderia concorrer às próximas eleições. Sem Lula no páreo, o que seriam das candidaturas que o PT pretende lançar aos Estados dentro do plano de manter-se vivo a partir do próximo ano? Não contariam com nenhuma alavanca para enfrentar as eleições, rompendo uma tradição de anos no Brasil em que os candidatos presidenciais puxam naturalmente os nomes de seus partidos nos Estados?

Não converse com um petista sobre qualquer plano B. Ele lhe assegurará que não tem, que Lula é o único nome de que o partido dispõe para 2018 e que nada obstacularizará o projeto da sigla para voltar ao poder que perdeu depois que uma sucessão de erros, equívocos e trapalhadas tirou a presidência da República das mãos de Dilma Rousseff, por meio de um impeachment, treze anos depois que a agremiação colocou um operário, na condição de presidente, no Palácio do Planalto. Na verdade, o plano B até que existe, por mais que dele tenham vergonha os petistas.

Ele poderia ser representado pelo ex-ministro Ciro Gomes, do PDT, que só reserdamente alguns petistas admitem como alternativa à Presidência da República, na hipótese de Lula vir a ser excluído da disputa principalmente devido a uma condenação judicial. Para se viabilizar como nome do partido, Ciro teria que montar uma chapa na qual o candidato a vice seria o ex-prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad. A saída Ciro está longe, no entanto, de representar qualquer segurança aos petistas ou seus aliados que se aventurem a disputar as eleições de 2018 nos Estados.

Não é o caso de governadores que encararão a reeleição, a exemplo de Rui Costa, na Bahia. É óbvio que, associado à candidatura Lula, o projeto reeleitoral de Rui pode ser considerado imbatível, levando, ao que se comenta, adversários já consolidados, como o prefeito ACM Neto (DEM), à estratégia reavaliar seu interesse em concorrer ao governo. A ausência de Lula na disputa, entretanto, não representaria nenhuma grande dificuldade para o governador, já que, segundo os petistas argumentam, o petista tem muito a mostrar à população no sentido de pedir seu apoio para continuar governando.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia.

13 de março de 2017, 08:34

EXCLUSIVA O “menino da Liberdade” contra o “menino da Vitória”

Foto: Divulgação/Arquivo

Governador Rui Costa

Durante uma visita na semana passada a Vitória da Conquista, para um evento do Pacto pela Vida, o governador Rui Costa (PT) ouviu de um popular: – Vamo lá, governador. 2018 vai ser o ano da briga entre o menino da Liberdade e o menino da Vitória! Rui limitou-se a sorrir.

9 de março de 2017, 16:00

EXCLUSIVA Manassés defende Leal e diz que os seis do PSL querem espaço

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Manassés

O deputado estadual Manassés (PSL) defendeu há pouco o colega de bancada Nelson Leal das acusações de parlamentares governistas de estar por trás do movimento iniciado pelo partido com o objetivo de conquistar espaço próprio no governo Rui Costa (PT).

“Nelson Leal não é líder de nenhum movimento. A movimentação é de todos os seis deputados que estão apenas exigindo reconhecimento do governo em relação à sua própria importância na Assembleia”, disse a este Política Livre Manassés.

Segundo ele, não faz sentido que outros partidos com três, dois e até um deputado tenham mais de uma secretaria e vários órgãos no governo e uma bancada formada por seis parlamentares, a exemplo da do PSL, não tenha espaço nenhum na administração.

“Não é verdade que Nelson Leal tenha feito qualquer articulação com Josias Gomes (secretário estadual de Relações Institucionais) nem tenha sido pensado por ele para candidato à presidência da Assembleia”, afirmou, observando que os seis deputados jogam juntos no desejo de serem atendidos pelo governo.

Manassés também disse que os seis parlamentares não falam em rompimento com o governo do Estado, mas vão, naturalmente, se manter independentes, caso não sejam contemplados com o espaço que merecem na administração.

9 de março de 2017, 11:17

EXCLUSIVA Tudo ele: Governistas põem culpa por movimentação do PSL em Josias

Foto: Divulgação/Arquivo

Josias é secretário estadual de Relações Institucionais

Preocupados com a articulação iniciada por seis deputados do PSL por espaço próprio no governo, deputados governistas passaram a culpar o secretário estadual de Relações Institucionais do governador Rui Costa (PT), Josias Gomes, pela movimentação. Alegam que Josias deu um tiro no pé do governo ao ter buscado fortalecer a figura do deputado estadual Nelson Leal (PSL) durante a sucessão à presidência da Assembleia Legislativa.

Segundo esta avaliação, o plano do secretário de Relações Institucionais teria sido empoderar o nome de Leal como alternativa ao do então presidente da Casa e candidato à reeleição Marcelo Nilo (PSL), que acabou desistindo de se candidatar depois de ter visto suas chances de vitória minadas pela candidatura do colega Angelo Coronel (PSD), hoje presidente do Poder.

Hoje, garantem os mesmos deputados, Leal seria um dos principais articuladores da luta do PSL por espaço no governo. “Durante o processo eleitoral para a presidência (da Assembleia), Josias alçou Nelson Leal à condição de líder informal do governo e, inclusive, o aproximou do governador. Seu plano era fazê-lo, na época, presidente da Casa, como alternativa ao de Nilo, mas Coronel foi mais competente”, disse um deles ao Política Livre, pedindo reservas.

Para a mesma fonte, o secretário dava o troco a Nilo pelo fato de o então presidente da Assembleia ter feito um boicote aberto à sua idéia de implantar um colégio de líderes na Assembleia logo no momento em que assumiu a articulação política de Rui Costa. Nascia ali o embrião do projeto de impedir a reeleição de Nilo. O parlamentar garante que Leal entrou pesado no movimento por mais espaço do PSL na administração porque pretende fazer o pai, Emerson, secretário de Estado.

“Leal conspirou contra Marcelo (Nilo), apoiado por Josias, e agora conspira contra o governo”, completa o mesmo deputado, admitindo abertamente estar preocupado com o risco de a movimentação do PSL ser bem sucedida e promover mais instabilidade na base com trocas, mudanças e mesmo substituições que prejudiquem partidos que, como o seu, já asseguraram seu quinhão na administração e estão plenamente satisfeitos com ele.

9 de março de 2017, 09:39

EXCLUSIVA A crise que o PSL ainda pode criar, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação

A sucessão à presidência da Assembleia Legislativa legou ao governador Rui Costa (PT) um problema de bom tamanho a resolver. Trata-se do movimento iniciado pelos seis deputados do PSL que se dissociaram da liderança do ex-presidente Marcelo Nilo, representante mais destacado da legenda no Estado, desde a mudança no comando da Casa, e passaram agora a cobrar espaço no governo. Eles alegam não se sentirem representados na secretaria estadual de Administração Penitenciária e na Embasa, dois órgãos cujo comando foram indicados por Nilo.

Esta semana, os seis parlamentares do PSL deixaram claro que a movimentação em torno do projeto de abocanharem seu espaço próprio no governo é séria. Através de uma proposta para que passassem a integrar um bloco na Assembleia, criaram uma confusão sem tamanho na Casa, que acabou, inclusive, produzindo desgastes inesperados na base. É evidente que não iniciaram a discussão sem conhecimento do regimento da Assembleia, que só permite a formação de bloco entre mais de um partido com representantes no Legislativo.

O que eles pretendiam, portanto, era chamar a atenção e nesse particular foram bem sucedidos, recebendo, inclusive, apoio diplomático do líder do governo, deputado estadual Zé Neto (PT), que não quer incentivar a criação de arestas nem vê-las transformadas logo mais numa crise. A conta que os descontentes do PSL faz não foge à lógica da política de coalizão, em que partidos abocanham nacos de poder nos governos que apóiam na mesma proporção de sua força no Parlamento, normalmente dada pela quantidade de parlamentares que possuem.

Por este princípio, eles não estão sequer sub-representados. Simplesmente não existem enquanto aliados. E parecem dispor de inúmeros dados para reforçar a tese de que, do jeito que está, não dá para ficar. Tirando o caso do próprio Nilo, que tem uma lista de inúmeros serviços prestados aos governos petistas que pode justificar a manutenção do espaço que conquistou enquanto era o todo-poderoso presidente da Assembleia, há inúmeros outros de partidos com pouquíssimos representantes no Legislativo que têm espaço significativo no governo Rui Costa.

O caso do PDT, partido do deputado federal Félix Mendonça Jr., é clássico. A legenda tem apenas um deputado estadual. Não obstante, indicou o secretário de Agricultura, a CBPM, o Ibametro e vários cargos na Seap. O PSB, da senadora Lídice da Mata, é outra sigla da base que não fica atrás em termos de espaço, apesar da baixa representativa na Casa. Com apenas dois deputados estaduais, tem a secretaria estadual de Ciência e Tecnologia, a Junta Comercial e a Fundação de Apoio à Pesquisa. Enfim, os deputados do PSL não se acham hoje apenas “fora” do governo. Eles sabem que há muito espaço para integrá-lo.

* Artigo publicado originalmente na Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

8 de março de 2017, 18:54

EXCLUSIVA Sem anteparo, Neto vira alvo de críticas veladas de aliados

Foto: Divulgação

Prefeito ACM Neto: alvo de críticas veladas de aliados

Está fazendo falta ao prefeito ACM Neto (DEM) uma figura como a de Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais do governador Rui Costa (PT) na conta de quem políticos e deputados governistas colocam toda a culpa pelas dificuldades que enfrentam para ver atendidos seus pleitos junto ao governo estadual. Sem o mesmo anteparo, as queixas contra o prefeito são dirigidas diretamente à sua figura, embora todas pelas costas. Um deputado da base do governo que encontrou no carnaval com parlamentares aliados de Neto ficou surpreso com a quantidade de críticas que ouviu contra o prefeito de Salvador. “Não imaginava que ele estivesse sob mira tão cerrada”, declarou a este Política Livre, pedindo reservas.

8 de março de 2017, 17:22

EXCLUSIVA Rui almoça com líderes para melhorar clima na Assembleia

Foto: Divulgação/Arquivo

Governador Rui Costa

O governador Rui Costa (PT) convidou as lideranças políticas na Assembleia Legislativa para um almoço na próxima segunda-feira. Será o primeiro encontro mais informal com a base governista desde o início do ano. Rui quer melhorar o clima de entendimento com o Legislativo. Há várias queixas na Assembleia em relação ao governo. Mas uma que voltou com força total depois do Carnaval se refere ao fato de desde 2014 o governo não pagar uma emenda impositiva de parlamentares governistas.

7 de março de 2017, 13:08

EXCLUSIVA Bahia fechou 34 farmácias populares desde governo Dilma Rousseff

Foto: Divulgação/Arquivo

As farmácias adquiriram a cor vermelha, a mesma do PT, que governou o país até o impeachment

A Bahia está entre os três estados brasileiros que mais fecharam farmácias populares desde o governo Dilma Rousseff (PT). Foram, ao todo, 34 unidades fechadas nas mais diversas regiões do Estado. Nas farmácias que não fecharam, os usuários encontram dificuldades para achar medicamentos comuns, como dipirona e contra o colesterol.

7 de março de 2017, 10:17

EXCLUSIVA A aventura do mandato de Kannário está só começando

Foto: Facebook/Gilmar Souza

Igor Kannário, o príncipe do gueto, é apenas mais um súdito na Câmara Municipal de Salvador

Agiu corretamente o vereador José Trindade (PSL) ao ter pedido providências contra o colega Igor Kannário, autor de críticas duras à Câmara Municipal no calor do carnaval, onde, como artista popular convertido ao mesmo tempo recentemente à política e ao populismo, transformou-se pelas ruas da cidade num verdadeiro “príncipe do gueto” com toda a “licença poética” que a condição lhe confere.

Ocorre que Kannário, entretanto, não deve ser criticado sozinho. É evidente que foi induzido a concorrer à vaga de vereador com pouquíssimo preparo sobre como se conduzir com decoro, algo que não faz parte, normalmente, do vocabulário de artistas, principalmente daqueles que se devotam e constróem boa parte de sua fama criando polêmicas, como é o seu caso.

Na verdade, fundamental é saber quem esteve e está por trás do projeto político que o colocou no Legislativo municipal. Sem entrar no mérito do valor artístico de Kannário, a própria história da Câmara confere pouca esperança ao eleitorado sobre quem, estando do lado oposto da avenida, resolve atravessá-la para se integrar à complexa fauna que habita o Legislativo da cidade.

Vejam o caso do poeta e músico Gilberto Gil. Não tivesse sido pela Onda Azul, uma ONG que cumpriu o papel com anos de antecedência de chamar a atenção para a importância do tratamento do lixo e das praias, seu mandato teria passado em branco. Simplesmente, não era a sua ser político e, como figura extramente inteligente, Gil compreendeu a aventura no curso de um mandato apenas.

O tropicalista tinha, no entanto, um projeto político próprio, que era o de se tornar prefeito de Salvador, o qual abandonou sabiamente com a mesma agilidade com que se desfez de sua passagem pela Câmara. Dados os sinais trocados que devem estar se transmutando na cabeça de Kannário com a velocidade típica dos artistas, não se deve aguardar paz em sua condução na Praça Municipal.

Pelo contrário, mais conflitos se avizinham, a menos que se reprima seu direito de falar, criar e naturalmente criticar. Mais uma vez: será que a culpa é do vereador ou de quem concebeu tamanha aventura política? A população de Salvador tem tudo para assistir ao seu desfecho de camarote.

6 de março de 2017, 09:44

EXCLUSIVA Gilmar Santiago deve ser candidato à presidência do PT de Salvador

Foto: Divulgação/Arquivo

Indicação de Gilmar é sinal de que PT quer endurecer oposição a ACM Neto em Salvador

O ex-vereador Gilmar Santiago deve ser candidato à presidência do PT de Salvador, encabeçando o movimento “Mudar pra valer”. Seu nome foi discutido numa reunião ontem à noite, em Lauro de Freitas, da qual participaram a prefeita Moema Gramacho (PT), os deputados federais Nelson Pelegrino, Robinson Almeida e Afonso Florence, e o ex Luis Alberto. De acordo com uma fonte que esteve presente ao encontro, Santiago, que perdeu a reeleição para vereador na eleição municipal passada em Salvador, deve ser confirmado ainda hoje, faltando apenas alguns detalhes para que a candidatura seja fechada. A indicação é um sinal de que as correntes Reencantar, Avante, Democracia Socialista, Movimento PT e 2 de Julho querem endurecer a oposição ao prefeito ACM Neto (DEM) no município.