2 de fevereiro de 2017, 09:12

EXCLUSIVA Citado indiretamente como traidor, Roberto Carlos chega sem moral mas salva cargos

Foto: Divulgação/Arquivo

Foto que Roberto Carlos fez divulgar de apoio a Coronel antes mesmo de Nilo sair da disputa

Citado indiretamente no discurso de despedida de Marcelo Nilo (PSL) da presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, ontem à noite, como um traidor que às 20h01 do dia anterior afirmara que só Deus o impediria de ficar com ele e 35 minutos depois já anunciava apoio à eleição do adversário Angelo Coronel (PSD), o deputado Roberto Carlos (PDT) chegou sem moral no grupo de apoiadores do novo presidente, mas ainda a tempo de manter intacta a estrutura de que dispõe hoje no Poder.

2 de fevereiro de 2017, 07:30

EXCLUSIVA Assessor “ostentação” pode ser investigado por vereadores de Salvador

Foto: WhatsApp

Assessor da vice-prefeitura de Salvador posa ao lado de Ferrari tendo ao fundo a Torre Eiffel

Vereadores de oposição estudam como proceder no caso do assessor da vice-prefeitura Júnior Muniz, que apareceu nas redes sociais passeando em Paris e dirigindo uma Ferrari, no melhor estilo ostentação, uma semana e meia depois de ter sido nomeado para o cargo de assessoria especial IV. Presidente do PHS na Bahia, Júnior Muniz teria sido indicado pelo deputado federal Jonga Bacelar (PR), mas já foi filiado ao PT e assessor também de Luiz Caetano na época em que o deputado federal petista era prefeito de Camaçari. “Se amostrar” sempre foi seu hábito, diz a militância petista que conviveu com ele na época de Caetano.

1 de fevereiro de 2017, 19:47

EXCLUSIVA Pedido de foto em apoio a Marcelo motivou briga no gabinete

Foto: Divulgação

Deputado Fabrício Falcão se envolveu na briga

Um pedido de foto com o objetivo de dar uma demonstração de que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PSL), ainda era competitivo foi o verdadeiro motivo que levou ao desentendimento entre os deputados Alex Lima (PTN) e Fabrício Falcão (PCdoB), no gabinete da presidência, ontem à tarde.

O episódio aconteceu momentos antes de Nilo desistir de concorrer à presidência. Ao encontrar os aliados no gabinete da presidência, depois de ter recebido informações de que os deputados Nelson Leal e Reinaldo Braga, do PSL, já haviam fechado apoio ao então candidato Angelo Coronel, do PSD, Alex Lima espertamente pediu que eles se reunissem para tirar uma foto.

Defendeu que sua idéia era que o presidente pudesse dar uma demonstração de força. Argumentou que, diferentemente de Angelo Coronel, que passara o dia computando apoios e os divulgando à mídia, Nilo ainda não tinha informado nenhuma adesão à sua candidatura e que a medida seria importantíssima para demonstrar que ele ainda estava no jogo.

Pressentido o mico, Braga reagiu. Além de ter cobrado respeito, o decano questionou Alex se ele estava desconfiando de sua posição. Leal também se levantou para bater em retirada e escapar do registro fotográfico. A confusão então se armou e resultou num bate-boca sem precedentes entre todo o grupo, levando Lima e Falcão a brigarem. Em seguida, o PCdoB anunciaria apoio a Coronel.

1 de fevereiro de 2017, 16:58

EXCLUSIVA Trapalhada fragiliza imensamente secretário de Administração

Foto: Mateus Pereira/Arquivo

Secretário Edelvino Góes

Quem quase assina sua carta de demissão no governo é o secretário estadual de Administração, Edelvino Góes, que autorizou promoção a servidores que ocupam o cargo de gestor público no Estado e teve que voltar atrás por determinação do governador Rui Costa (PT) devido ao custo da iniciativa em pleno tempo de severa crise econômica. Na Saeb, dizem que Góes só não foi guilhotinado de imediato porque recebeu uma mãozinha do colega da Fazenda, Manoel Vitório, que o indicou e é figura da confiança do governador. Mas Rui, justificadamente, ficou uma arara com o auxiliar.

1 de fevereiro de 2017, 11:23

EXCLUSIVA Vitória de Coronel embola disputa para 2018 entre Rui, Neto e Otto

Foto: Valtério

Coronel em pose para o fotógrafo das estrelas, Valtério

Apesar de o governo ter buscado rapidamente abraçar a candidatura de Angelo Coronel (PSD) assim que sua vitória se tornou iminente e provocou a desistência de concorrer do presidente Marcelo Nilo (PSL), reforçando sua condição de político da base, o PT e lideranças ligadas ao governador Rui Costa estão profundamente preocupados com a mudança no comando do Legislativo, para a qual o grupo de ACM Neto (DEM) foi desde as primeiras horas simplesmente decisivo.

O primeiro item da preocupação é técnico e diz respeito à clara diferença de perfil entre o presidente que sai, profundo conhecedor do regimento e dos trâmites legislativos capazes de fazer a Casa andar ou parar sob as mais razoáveis e legais justificativas, e o que entra, para o qual o conhecimento de todos esses detalhes nunca foi importante, o que, no limite, pode prejudicar as demandas do governo no Poder, principalmente aquelas mais urgentes.

Mas o mais importante deles é político e está relacionado ao grau de compromisso que Coronel terá com o governador. Dadas as ligações próximas que estabeleceu principalmente com a gestão anterior, de Jaques Wagner (PT), com quem chegou pela primeira vez à presidência da Assembleia, há 10 anos, Nilo habituou-se a atuar, sob o PT, mais como um líder e defensor intransigente do governo do que propriamente como um presidente do qual se esperaria comportamento de magistrado.

Fez isso com maestria. Foi nele, neste período, que os governos petistas encontraram, como recompensa, socorro e amparo. A origem política, as relações pessoais mais próximas ao grupo do prefeito de Salvador e a própria campanha, na qual sentiu-se tratado em determinados momentos como um candidato da “oposição” por alguns secretários de Estado, entretanto, tornam o futuro relacionamento de Coronel com o governo e a bancada liderada pelo PT uma verdadeira incógnita.

O próprio nascimento da candidatura do PSD pode ser considerado heterodoxo. Ele é atribuído a “um estalo” de dois políticos ligadíssimos a ACM Neto. Percebendo “a fadiga de material” representada pelo tempo excessivamente longo que Nilo passou como presidente da Assembleia, o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (PMDB), e o deputado federal Elmar Nascimento (DEM), sob o consentimento de ACM Neto, pediram um encontro com Coronel no final do ano passado.

Ali, convenceriam-no a disputar a eleição contra o presidente apresentando-lhe as razões para as grandes chances de vitória que vislumbravam para sua candidatura e uma bem bolada estratégia de campanha. Não contavam apenas com a oxigenação que representaria a emergência de um novo nome, no ambiente de exaustão a que a atual gestão chegara, potencializado, por sua vez, por suas características de deputado extremamente hábil, divertido e de fácil e agradável convivência.

Tampouco consideravam só o prosaico sonho atribuído a Coronel de ser indicado candidato a vice na chapa com que ACM Neto pretende concorrer ao governo, em 2018, embora isso não tenha deixado de contar como elemento de convencimento. O deputado do PSD foi o escolhido por um motivo imensamente mais forte: sua profunda amizade com o senador Otto Alencar era a garantia de que o presidente estadual do PSD não o abandonaria sob qualquer hipótese, como a campanha comprovou.

Em hora decisiva, ao perceber que o governo pendia para o lado de Nilo, Otto chegou a avançar o sinal e questionar se o governador estava por trás do movimento de dois de seus secretários, que nominou, forçando um recuo da parte deles. Por esta razão, a eleição hoje que consolidará a vitória de Coronel como candidato único à presidência da Assembleia, é muito devida ao cacique do PSD, e, consequentemente, o consolida efetivamente como uma terceira força política no Estado.

Ao conquistar o comando do Legislativo com um aliado direto, Otto ascende ao mesmo patamar do governador e de ACM Neto no cenário da sucessão de 2018, tanto como grande influência quanto como protagonista, principalmente depois de ter assistido, na semana passada, à vitória de seu candidato na disputa pela presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro (PSD), prefeito de Bom Jesus da Lapa, a qual apenas sequenciou a força com que emergiu no ano passado do interior pelo grande número de prefeitos que seu grupo conseguiu eleger.

Este é o motivo porque depende em muito dele, devido à sua sabida influência sobre Coronel, o comportamento que o novo presidente adotará na condução da Assembleia a partir de agora, embora qualquer forte empoderamento, como o que o aliado está prestes a experimentar, provoque repercussões que nunca se pode antecipar. Principalmente num cenário em que não se questiona a importância fundamental que a oposição teve desde a gestação da candidatura do novo presidente.

31 de janeiro de 2017, 22:46

EXCLUSIVA PT corre risco de ficar sem cargo na mesa da Assembleia mais 2 anos

Foto: Divulgação/Arquivo

Ex-candidato a presidente que apoiou Coronel, Augusto (foto) deve ter seu apoio para derrotar PT agora

O apoio à reeleição do presidente Marcelo Nilo (PSL) vai custar ao PT mais uma vez espaço na mesa diretora da Casa. Isso porque, segundo cálculos feitos hoje por deputados, o líder petista na Assembleia, deputado Rosemberg Pinto, terá que suar a camisa para derrotar o colega Luiz Augusto (PP) na disputa pela primeira vice-presidência do Poder na eleição de amanhã, depois de ter atuado como um dos mais leais cabos eleitorais de Nilo.

Aliás, muitos acreditam que Rosemberg poderá até desistir de concorrer, da mesma forma que fez Nilo esta noite ante a iminente vitória do adversário Angelo Coronel (PSD). Isso porque o deputado do PP se tornou uma das prioridades na eleição de amanhã para o futuro presidente. Os dois selaram um acordo mútuo de apoio que se materializou à tarde, quando a bancada do PP anunciou que votaria em peso em Coronel.

A chapa do futuro presidente inclui ainda o deputado Carlos Geilson, para segundo vice-presidente, Jânio Natal (PTN), para a terceira vice, e Manassés (PSL), para a quarta. O deputado estadual Sandro Régis (DEM) é o nome lançado para a primeira-secretaria, Aderbal Caldas, para a segunda, Fabrício Falcão (PCdoB), para a terceira, e Luciano Simões Filho (PMDB), para a quarta. Apesar de integraram a chapa de Coronel, os nomes concorrem individualmente aos cargos.

Isso significa que eles podem ter concorrentes que se inscrevam no plenário momentos antes da votação. Caso Rosemberg perca, o PT ficará mais dois anos sem participação na mesa, jejum iniciado desde a última reeleição de Nilo, há dois anos, quando o petista concorreu com ele e, momentos antes da votação, renunciou à disputa, levando a bancada petista a sair do plenário em protesto contra a reeleição do até ontem aliado.

31 de janeiro de 2017, 21:01

EXCLUSIVA Rui e Wagner parabenizam Coronel por vitória e unidade da base

Foto: Divulgação/Arquivo

Angelo Coronel recebeu parabéns do governador e do ex por vitória amanhã

Antes mesmo de o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PSL), anunciar oficialmente que renunciaria à candidatura à reeleição, o governador Rui Costa (PT) e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, ligaram agora à noite para o deputado Angelo Coronel, do PSD, parabenizando-o por sua vitória e pela manutenção da unidade da base.

A desistência de Nilo evitou um bate-chapa na eleição de amanhã, em que a vitória de Coronel seria atribuída exclusivamente ao prefeito ACM Neto (DEM), cujo apoio que articulou da bancada oposicionista para o candidato do PSD foi decisivo para a inviabilização da candidatura à reeleição do presidente da Assembleia Legislativa.

Durante a campanha, a preferência do governo pela candidatura de Nilo fez com que Coronel se articulasse com o seu partido e o PP, buscando em seguida o apoio da oposição, que, no momento em que lhe foi assegurado, tornou sua candidatura imbatível, despertando o chamado efeito manada, em que políticos migram para o lado em que a vitória é mais provável.

Pressentido o cheiro da derrota, a articulação política do governo tentou no dia de hoje várias alternativas, desde apresentar um nome alternativo ao de Marcelo até, quando o favoritismo de Coronel se tornou evidente, levá-lo a renúncia, o que, inclusive, ensejou uma briga entre apoiadores do presidente em seu gabinete, na Assembleia.

Um terceiro nome para enfrentar Coronel também foi pensado, mas a idéia foi abortada diante da dificuldade de encontrá-lo e do fortalecimento crescente do candidato do PSD, o que tornou sua vitória iminente. O presidente da Assembleia deve emitir uma nota pública justificando sua decisão ainda esta noite.

31 de janeiro de 2017, 18:58

EXCLUSIVA Fabrício briga por Marcelo mas deve acompanhar decisão do PCdoB por Coronel

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Fabrício Falcão

O PCdoB decide ainda hoje, numa reunião em Brasília entre os deputados Daniel Almeida e Davidson Magalhães, a quem o partido deve apoiar na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, a qual é disputada pelos deputados Angelo Coronel, do PSD, e Marcelo Nilo (PSL), atual presidente. A decisão tomada pelos parlamentares será acompanhada pela bancada na Assembleia, disse há pouco a este Política Livre o deputado estadual comunista Fabrício Falcão. Além dele, integram o grupo os colegas Bobô e Zó. Fabrício se declara marcelista, mas diz que acompanhará a decisão do partido, no qual Angelo Coronel tem um grande defensor – Davidson Magalhães, o qual deve seu mandato a uma decisão da bancada federal do PSD, partido de Coronel, o que reforça a tese de que a legenda ficará com ele. Os três deputados do PCdoB compareceram ao almoço em apoio a Marcelo, na semana passada. A disputa chegou a tal ponto que agora à tarde Fabrício e o colega Alex Lima (PTN) se desentenderam duramente no gabinete de Nilo. Alex teria adentrado o gabinete do presidente e surpreendido o comunista com o colega Nelson Leal (PSL) tentando convencê-lo a renunciar à disputa e aproveitar o tempo para tentar costurar um acordo com Angelo Coronel. Neste momento, Alex acusou Fabrício de traidor, o que produziu uma acalorada discussão entre os dois. A confusão foi tamanha que gerou o boato de que Fabrício teria dado um soco em Alex e o presidente, ao ver a cena, desmaiado, fatos que o deputado do PCdoB negou que tivessem acontecido ao Política Livre.

31 de janeiro de 2017, 17:20

EXCLUSIVA Adesão de Jânio levanta suspeitas no governo contra Coronel

Foto: Metropress

Deputado Angelo Coronel

A adesão do deputado Jânio Natal (PTN) à campanha do deputado Angelo Coronel (PSD) na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa aumentou suas chances de vitória, porém provocou uma elevação significativa no clima de animosidade na Casa bem como desconfiança em setores do governo com relação à candidatura do grande opositor do presidente e candidato à reeleição Marcelo Nilo (PSL), cujo nome deixou de ser favorito.

O pivô da irritação no governo seria a afirmação de Jânio segundo a qual ele resolveu mudar seu voto para Coronel depois de ouvir o apelo de “uma pessoa a quem devo muito” e que lhe pediu para que “ocultasse seu nome”. “…entre os diversos pedidos, houve um de uma pessoa a quem devo muito, e não me senti à vontade para negar-lhe o voto; esta pessoa, inclusive, pediu que ocultasse o seu nome..”, disse o parlamentar na nota em que justificou sua decisão, criando o maior suspense.

Com base em boatos de que Jânio teria se reunido recentemente com ACM Neto (DEM), prepostos do governo estadual estimaram que o pedido teria sido formulado ao deputado pelo prefeito. Por este motivo, em setores governistas e petistas, a candidatura de Angelo Coronel já estaria sendo encarada como de “oposição”, um primeiro passo para uma hipótese que não pode ser desconsiderada de o governo tentar enfrentá-la com o próprio Nilo ou com outro nome da base.

Apesar de pertencer a um partido governista, o nome de Coronel só ganhou musculatura a partir do momento em que 15 deputados de oposição manifestaram, em reunião, apoio a seu nome. No mesmo encontro, o prefeito ACM Neto (DEM), que o convocou, defendeu abertamente voto no candidato do senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, habilitando-se como principal fiador da candidatura e praticamente alijando o governo do processo.

“Marcelo pode até perder as condições de se eleger amanhã (quarta-feira, em votação prevista para iniciar às 14h), mas Coronel cometeu o erro de se apresentar como um candidato da oposição. Está ficando difícil vê-lo como nome da base”, afirmou hoje um deputado governista a este Política Livre, ao analisar o confuso quadro político da Assembleia. Apesar de Natal ter comparecido a um almoço, na última quinta-feira, em apoio a Marcelo, o deputado decidiu apalavrar apoio a Coronel desde o final de semana.

Ao tomar conhecimento de que seu voto no presidente da Assembleia perigava, aliados de Nilo no governo o procuraram para conversar a fim de tentar demovê-lo da idéia. Seu compromisso com Coronel, no entanto, já estava selado e, na avaliação do governo, passou por uma negociação direta com o prefeito de Salvador, com o qual o deputado, inclusive, teria bolado a estratégia de emitir a nota com um código para lhe atribuir a responsabilidade pela escolha de Coronel.

31 de janeiro de 2017, 11:41

EXCLUSIVA PP anuncia apoio a Ângelo Coronel às 17h

Foto: Reprodução/Metropress

Deputado Luiz Augusto

O deputado estadual Luiz Augusto, candidato do PP a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, confirmou agora há pouco que seu partido vai anunciar apoio à candidatura do colega Ângelo Coronel, do PSD, às 17h de hoje. O horário foi combinado entre ele e o ex-adversário, que vinham acertando de se apoiar mutuamente desde o início da campanha.

31 de janeiro de 2017, 10:42

EXCLUSIVA Envolvimento de Otto na Assembléia é monitorado por governo Temer

Foto: Divulgação/Arquivo

Senador Otto Alencar

A divisão da base do governo Rui Costa (PT) e o envolvimento direto do senador Otto Alencar (PSD) na disputa levaram o governo Michel Temer (PMDB) a passar a monitorar, de Brasília, a sucessão à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia.

O interesse é saber como Otto se sai na eleição e como ficará sua relação com o governador do PT depois da definição do novo presidente da Casa. Otto faz campanha aberta para o deputado estadual Angelo Coronel, candidato do seu partido.

Embora adotando certo cuidado para não melindrar o senador, secretários do governo Rui Costa vinham apoiando a recondução do atual presidente Marcelo Nilo, do PSL. A preferência levou Otto a protestar contra dois auxiliares de Rui para constranger o governo a sair da campanha.

A esmagadora maioria da oposição também fechou com Angelo Coronel. Um eventual rompimento do senador com o PT baiano favoreceria os planos do governo Michel Temer de o capturar definitivamente para sua base, onde já se encontra o seu partido.

A atenção com relação a Otto por parte dos michelistas é ainda mais forte na Câmara dos Deputados, onde a bancada baiana do PSD tem cinco deputados e já vota em questões pontuais com o governo, mas não está automaticamente alinhada.

31 de janeiro de 2017, 09:21

EXCLUSIVA 2018 aparece em destaque em novo número de celular de Neto

Foto: Metropress2

Prefeito ACM Neto

Amigos, colaboradores e correligionários mais próximos aos quais o prefeito ACM Neto (DEM) comunicou a mudança de seu celular pessoal, na semana passada, ficaram eletrizados com um simbólico conjunto de números que descobriram no novo contato: 2018.

30 de janeiro de 2017, 19:50

EXCLUSIVA Leão diz que não se intrometerá em decisão do PP sobre Assembleia

Foto: Divulgação/Arquivo

João Leão é vice-governador da Bahia

O presidente do PP, vice-governador da Bahia e secretário estadual de Planejamento João Leão (PP) disse há pouco ao Política Livre que a posição da bancada em relação à sucessão à presidência da Assembleia Legislativa depende exclusivamente dos deputados e do candidato da legenda, Luiz Augusto. O partido se reúne amanhã para definir se apóia o deputado Angelo Coronel, candidato do PSD, que reuniu mais apoios na disputa que o candidato do PP. “É uma briga de deputados, uma questão da Assembleia. Evito me intrometer”, disse Leão, acrescentando que “dá assessoria e ombro amigo”, mas deixa a decisão para quem de direito. Segundo ele, por ser seu companheiro de partido, amigo e confiar em sua capacidade gostaria que o escolhido para a disputa fosse Luiz Augusto, mas (Angelo) Coronel, candidato do PSD à presidência, também é seu amigo, assim como o atual presidente e candidato à reeleição, Marcelo Nilo (PSL). Leão lembrou que foi Coronel e seu sogro, Fonfona, ex-prefeito de Coração de Maria, que o colocaram na política. “Os conheci porque tinha uma fazenda na região. Fonfona também colocou Coronel na política. Era uma figura maravilhosa. Tenho uma grande amizade por Coronel”, declarou.

30 de janeiro de 2017, 19:09

EXCLUSIVA Félix Jr. confirma que Bonfim vai deixar secretaria para votar na Assembleia

Foto: Política Livre

Deputado federal Félix Jr., presidente estadual do PDT

O presidente do PDT baiano, deputado federal Félix Mendonça Jr., confirmou hoje ao Política Livre que o secretário estadual de Agricultura, Victor Bonfim, vai se licenciar temporariamente do cargo a fim de poder votar contra a recondução do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PSL), na eleição desta quarta-feira, apesar dos rumores de que ele pode não retornar para o posto por decisão do governador Rui Costa (PT). “Tivemos aqui o caso de secretários baianos, como Josias Gomes e Nelson Pelegrino, que fizeram o mesmo para participar de votações na Câmara dos Deputados. Não vejo motivo para o entendimento ser diferente em relação ao secretário do PDT”, afirmou Félix Jr., acrescentando que “votar é questão de partido e retornar é do governador”. Desafeto de Nilo, Victor já anunciou voto em Angelo Coronel, candidato do PSD à presidência da Assembleia. O pedetista disse, no entanto, que o PDT acredita na manutenção do secretário, mesmo já tendo outros nomes em vista para qualquer eventualidade. Segundo o deputado federal, Victor não depende de ter sua exoneração publicada no Diário Oficial do Estado para poder votar nesta quarta-feira. “Ele precisa apenas comunicar formalmente à Assembleia no dia da votação que não é mais secretário”, explicou.

30 de janeiro de 2017, 18:41

EXCLUSIVA Targino critica “ingerência” de Otto e Neto em eleição na Assembleia

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Targino Machado fechou apoio a Marcelo, apesar de ser da oposição

O deputado estadual Targino Machado, do DEM, um dos apoiadores da candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PSL), à reeleição, criticou hoje o fato de a sucessão na Casa ter extrapolado seus muros, envolvendo personagens que não fazem parte dela, a exemplo do senador Otto Alencar, do PSD, e do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Ele também voltou a atacar a candidatura adversária de Angelo Coronel, do PSD, afirmando que o parlamentar não tem intimidade e relações no Parlamento baiano nem desenvolveu nenhum trabalho legislativo, quer em plenário ou nas comissões. Lembrou ainda que a candidatura de Coronel é patrocinada por Otto Alencar, que, em sua avaliação, só vai definir sua posição política às vésperas das eleições de 2018. “Embora seja um senador da base (do governador Rui Costa, do PT), Otto fala muito mais com o Palácio Thomé de Souza (onde o prefeito despacha) do que com o de Ondina (do governo), é o que se comenta”, declarou, acrescentando ainda que ACM Neto tem todo “o direito de escolher um lado, já escolheu, mas, como não creio em almoço de graça, não é à toa que está ajudando a oposição a fechar apoio a Coronel. Tanto é que já declarou que pode apoiar Otto (ao governo) para 2018″. Segundo Targino, para o prefeito, permitir que Marcelo se reeleja “é o mesmo que fortalecer Rui, que será seu adversário em 2018″.