29 de agosto de 2018, 07:24

EXCLUSIVA Baiana está entre juízes que auxiliarão novo Corregedor Nacional de Justiça

Foto: Divulgação/Arquivo

Juíza Nartir Weber

A juíza do Tribunal de Justiça Nartir Weber, ex-presidente da Associação dos Magistrados da Bahia, está entre os oito magistrados que irão assessorar o novo Corregedor Nacional de Justiça Humberto Martins, empossado ontem, em solenidade, em Brasília. Eles passaram a atuar como juízes auxiliares na Corregedoria Nacional de Justiça desde ontem. A escolha da magistrada, de excelente reputação no Judiciário, seria um sinal de que o CNJ vai dar atenção especial a casos envolvendo o Tribunal baiano.

27 de agosto de 2018, 19:50

EXCLUSIVA Em santinho, democrata pede voto para Rui, seus candidatos ao Senado e presidenciável do PT; deputado nega ter contratado campanha

Foto: Reprodução

Luciano Simões fechou dobradinha com Félix Mendonça

Apesar de formalmente com o postulante do DEM ao governo, José Ronaldo, deputados de seu próprio partido começam a fazer alianças no interior com candidatos que defendem a reeleição do governador Rui Costa (PT). É o caso do deputado estadual democrata Luciano Simões, que fechou uma dobradinha em Euclides da Cunha com o deputado federal Félix Mendonça, do PDT, partido da base de apoio do governador, e elaborou um santinho para distribuição no município em que, além de indicar voto em ambos, pede que votem para o governador Rui Costa, os candidatos ao Senado Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD) e o candidato do PT à Presidência da República. “Pelo visto, Ronaldo começou a ser cristianizado depois da última pesquisa eleitoral”, diz um deputado da base do candidato do DEM, referindo-se ao fato de o democrata estar sendo abandonado por integrantes do próprio partido. Em telefonema há pouco a este Política Livre, o deputado estadual Luciano Simões Filho esclareceu que não foi ele quem contratou a propaganda, mas o deputado federal Félix Mendonça Filho, observando que o CNPJ contratante é o da campanha do pedetista. Acrescentou, inclusive, que em Piatã, outro município onde dobrou com o parlamentar, e foi o contratante da campanha o santinho pede votos para José Ronaldo e os membros de sua chapa. (Atualizado às 22h25)

27 de agosto de 2018, 09:20

EXCLUSIVA ACM Neto tem se mantido firme na defesa de Geraldo Alckmin na Bahia

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito ACM Neto

Aliados têm reconhecido o grande esforço que o prefeito ACM Neto (DEM) tem feito no sentido de promover o nome do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) na Bahia. Indiferente a certos apelos para que faça um pequeno aceno na direção de Jair Bolsonaro, algo que alguns candidatos a deputado do seu grupo já começaram a fazer no sentido de tentar pongar na popularidade do presidenciável do PSL, Neto tem se mantido firme na defesa de Alckmin, segundo correligionários, não apenas pelo fato de ser um de seus principais aliados, mas pela mais pura convicção de que ele é hoje o candidato mais preparado para tirar o país da crise.

27 de agosto de 2018, 08:42

EXCLUSIVA A aula de Moro contra a corrupção, por Raul Monteiro*

Foto: Werther Santana/Agência Estado/Arquivo

Juiz Sérgio Moro

Quem assiste pela primeira vez a uma palestra do juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, sai com pelo menos duas certezas: a primeira é a de que ele e a maior operação contra a corrupção já deflagrada no Brasil são praticamente do mesmo material, ou seja, trocando em miúdos, sem Moro, ela não existiria. Foram o seu esforço, determinação e competência, mas, sobretudo, a sua coragem que viabilizaram a investigação cujos primeiros resultados todo o país tem conhecimento. A segunda é que parte da força com que fala e atua vem, principalmente, do contato direto com o que apura, por meio das informações prestadas pelas testemunhas e as provas.

De fato, imaginar que a Lava Jato poderia ter começado sem que tivesse à frente a sua liderança, sujeita a erros e acertos como a de qualquer mortal, é um exercício difícil até para mentes muito criativas, mais acostumadas aos códigos nacionais pelos quais vence, na esfera do poder, normalmente quem nada a favor da maré, o que é o mesmo que saber compor e conciliar, ainda que no terreno da gestão pública, em que deveria predominar a defesa do interesse coletivo. Na palestra que deu no Simpósio Nacional contra a Corrupção, promovido em Salvador na semana passada, pela Associação dos Delegados Federais da Bahia, Moro pode mostrar a si e a Lava Jato.

Começou dizendo, por exemplo, que uma condição fundamental a diferia daquela do Banestado, que apurou, também sob a sua condução, desvio de recursos para fora do país, mas não chegou a tão bom termo quanto a atual: seria principalmente o contexto institucional em que as duas se desenrolaram. Quando do início da Lava Jato, explicou, a intolerância à criminalidade do colarinho branco já era bem maior no país do que no passado. A Lava Jato, na definição de Moro, também se ocupa da grande corrupção, a qual classifica como aquela praticada em larga escala envolvendo figuras da República.

O juiz de Curitiba também fez uma revelação contra a qual mesmo os críticos da Operação terão dificuldade de se posicionar: não foi a Lava Jato que causou grande desconfiança nas instituições e, por consequência, na democracia. O desencanto é consequência direta das revelações sobre o grau da corrupção no sistema político e estatal brasileiros. “O pior dos males da corrupção sistêmica é a descofinaça no regime democrático, que demanda confiança, a crença em que as pessoas vão seguir a regra do jogo. Quando se percebe que a trapaça é generalizada, cria-se uma desconfiança nas instituições que afeta diretamente a confiança na democracia”, disse.

Mais eloquente e oportuno, impossível! Daí que o pior custo da corrupção sistêmica, evidentemente, não é o econômico, que já é exacerbadamente alto, mas a desconfiança nas instituições e na democracia. Para enfrentar tal estado de coisas, é preciso, em primeiro lugar, quebrar a longa tradição, de que toda a Nação tem conhecimento, da impunidade, para o que é fundamental que o sistema de justiça criminal funcione, envolvendo aí o MP, a Justiça e a Polícia. Mas, como bem assinalou Moro, a sociedade civil e o mundo corporativo, este último mesmo sujeito aos esquemas de extorsão, precisam começar a fazer sua parte, denunciando. Alguém tem dúvida?

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

26 de agosto de 2018, 18:55

EXCLUSIVA Para qual candidato ao governo irão os votos de Bolsonaro na Bahia?

Foto: Wilton Júnior / Agência Brasil

Pesquisa pretende detectar quem vai receber votos de Bolsonaro na Bahia

Um candidato a deputado encomendou pesquisa de opinião a um instituto de pesquisas pouco conhecido para avaliar com quem vão ficar os votos de Jair Bolsonaro na Bahia. Os primeiros nomes, segundo ele, revelam que o eleitorado dele não vai fechar com João Henrique, uma vez que o candidato a governador do PRTB, apesar do esforço de colar com o presidenciável, tem efetivamente uma rejeição muito grande.

25 de agosto de 2018, 09:09

EXCLUSIVA Lázaro transforma campanha de José Ronaldo no “laço do capeta”

Foto: Estadão/Arquivo

Irmão Lázaro, o candidato a senador que vê o Diabo na imprensa

Fatos se sucedem mostrando o equívoco em que a campanha de José Ronaldo (DEM) ao governo se meteu quando escolheu o deputado federal Irmão Lázaro (PSC) para candidato a uma das vagas ao Senado em sua chapa.

O primeiro deles se tornou claro logo de partida, quando os partidos se arrumavam em torno da idéia do chapão, convencidos de que, assim, garantiriam a eleição de seus deputados num contexto de evidente escassez de votos do candidato majoritário, mais para ser puxado do que para puxar quem quer que fosse.

A alegação de que a resistência a Lázaro comprometia o chapão, utilizada para forçar sua indicação por aqueles que o inventaram, foi desfeita por um duro golpe do deputado federal e do PSC em José Ronaldo.

A dupla de Deus esperou o anúncio da chapa com o nome do pastor-cantor gospel-deputado ao Senado e marchou, na madrugada, para formar uma chapinha com o PTB, deixando quem acreditava no grande quociente que a coligação geral poderia produzir no mato e sem cachorro.

A desarrumada no grupo foi geral, o que ficou péssimo para a noção de tirocínio de José Ronaldo, com repercussões naturalmente sobre sua capacidade de liderar a própria turma.

Mas o fator Lázaro e sua capacidade desagregadora estavam longe de acabar. A pesquisa do Ibope desta semana que aferiu 8% das intenções de voto para o candidato do DEM, contra 50% do governador e candidato à reeleição Rui Costa (PT), foi outro golpe.

Não apenas colocou a realização de um segundo turno entre os dois no plano do improvável como mostrou que Lázaro, que aparece no levantamento com o equivalente a quatro vezes o percentual de Ronaldo, não agregou nada para o candidato majoritário.

Tudo bem, se não tivesse sido esta a razão maior para sua presença na chapa, segundo argumentava o próprio José Ronaldo, quando os sensatos aconselhavam que seria melhor que o pastor-deputado-cantor gospel fosse colocado em sua vice.

Se o cálculo era eleitoral, seria o único caminho para que as intenções de voto e os seguidores virtuais de Lázaro nas redes sociais pudessem iniciar talvez uma conexão espiritual com José Ronaldo. Mas agora, logo agora, Inês é morta, embora já se saiba que o candidato a senador do PSC bateu no teto.

A miséria pouca seria bobagem não fosse Lázaro também um político destemperado, que já mostrou que não sabe lidar sequer com a imprensa. Confrontado com a informação de que poderia renunciar à candidatura ao Senado, devido ao imbróglio provocado pela chapinha liderada pelo seu PSC, chamou o responsável pela notícia de “capeta”.

Insatisfeito com o ataque, disse que o site do jornalista estava a serviço de Satanás e, o que é grave, incitou, desnudando seu despreparado e o perfil autoritário, os fiéis a partirem pra cima do profissional, inclusive com energia negativa. Onde já se viu?

Percebendo que se tratava de um excesso, o Sindicato dos Jornalistas prontamente emitiu uma bem elaborada nota condenando a atitude anti-democrática do candidato a senador. Quanto a José Ronaldo, não deu um piu. Como daria, se tá amarrado? Tomara que em nome de Jesus!

24 de agosto de 2018, 09:13

EXCLUSIVA Candidato a senador chama jornalista de “Capeta” e acusa “Satanás” de usar seu site

Foto: Divulgação

Irmão Lázaro ficou revoltado com notícia dada pelo site de que renunciaria à candidatura ao Senado

O deputado federal Irmão Lázaro (PSC) resolveu soltar o capeta contra um jornalista cujo site divulgou a informação de que ele poderia renunciar à candidatura ao Senado por causa da instabilidade provocada pela decisão de sua agremiação de romper um acordo pelo qual faria um chapão com os partidos que apóiam o candidato ao governo José Ronaldo (DEM) para a disputa das eleições proporcionais. “Tem um site chamado Informe Baiano que infelizmente parece que tem na sua direção um filho do Capeta que insiste em estar divulgando mentiras a meu respeito. Agora estão inventando que eu vou desistir da minha candidatura ao Senado”, diz Lázaro, apelando para que seus eleitores orem contra o jornalista, cujo site diz estar sendo usado por Satanás para divulgar mentiras a seu respeito. “Peço a sua oração para repreender este Capeta que insiste em estar contando mentiras a meu respeito. Se ligue aí: Informe Baiano sendo usado por Satanás para divulgar mentiras a meu respeito”, afirma em vídeo que está divulgando em suas redes sociais.

23 de agosto de 2018, 10:54

EXCLUSIVA Eleição de Elmar e Jutahy é defendida em ato de lançamento do primeiro

Foto: Política Livre

Ato de lançamento da candidatura de Elmar Nascimento à reeleição foi considerado dos mais fortes já feitos em Salvador

Considerado um dos mais fortes lançamentos de candidatura a deputado federal realizados nesta campanha em Salvador, o ato em que o deputado federal Elmar Nascimento (DEM) lançou-se candidato à reeleição, ontem à noite, no Clube Espanhol, conseguiu reunir várias lideranças políticas de Salvador e pelo menos 20 prefeitos do interior, transformando-se num forte evento político de oposição. O primeiro a puxar o coro contra os governistas foi o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), que, depois de ler a relação de prefeitos e ex presentes, disse que Elmar tinha tudo para ser o deputado federal mais votado da oposição, apesar da existência de “um filho de senador”, numa alusão indireta a Otto Alencar Filho, candidato a deputado federal e filho do senador Otto Alencar (PSD). Saudado em todos os discursos como uma grande liderança, que tem ajudado a trazer muitos recursos para a Bahia, Elmar disse que não frustaria o eleitorado. O prefeito de Jacobina, Luciano da Lokar, foi dos que mais destacaram sua figura de líder, a qual foi ressaltada também pelo candidato a senador Jutahy Magalhães Jr. (PSDB), único nome da chapa oposicionista ao Senado convidado pelo deputado federal para o ato, cuja eleição para senador foi defendida em todos os discursos que se sucederam no palanque, entre os quais o do vice Bruno Reis, do vereador Leonardo Prates, candidato a deputado estadual do DEM e presidente da Câmara Municipal de Salvador, e do próprio anfitrião.

23 de agosto de 2018, 09:35

EXCLUSIVA Uma idéia chamada Fernando Haddad, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Fernando Haddad

Depois do vídeo exibido na página do PT, quem melhor expressou o que significa Fernando Haddad para o partido neste momento foi o governador Rui Costa (PT), na terça-feira, durante evento de que o hoje candidato a vice na chapa do ex-presidente Lula foi, no auditório do hotel Fiesta, a principal estrela. Dirigindo-se à militância petista, Rui disse que acreditava em Lula, no PT e no 13 como uma idéia a que as pessoas associavam um período de prosperidade e alegria na vida do país e de seu povo, o qual elas desejam imensamente que volte nestas eleições.

Associado ao ex-presidente e ao conceito de que existem vários Lulas país afora, Haddad é tudo de que o partido dispõe hoje para enfrentar a sucessão presidencial, uma vez que não há prognóstico sério no Brasil que não antecipe que o registro da candidatura do ex-presidente será impugnado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), abrindo a brecha para que o vice se torne o candidato oficial petista. Rui disse mais. Exortou a todos, principalmente os candidatos a deputado, a utilizarem o nome de Lula e o 13 em seu material de campanha, se quiserem efetivamente conquistar votos em outubro.

Chegou a lembrar que, quando concorreu ao governo pela primeira vez, em 2014, achava que era conhecido do eleitorado por ter sido um deputado federal eleito, no pleito anterior, com mais de 200 mil votos, mas enganou-se. Sua vitória só viabilizou-se com a associação ao nome de Lula. O governador está, naturalmente, embalado pelas pesquisas de opinião que apontam a liderança disparada no índice de intenções de votos à sucessão presidencial do ex-presidente, apesar de sua sui generis condição de presidiário, já que, quando iniciou seu governo e em grande parte dele, no auge da crise do PT, Rui buscou se distanciar o que pôde da imagem do partido.

Quanto à Haddad, não seria jamais convidado para participar da discussão da campanha petista com Rui e a cúpula do PT na Bahia, um dos redutos do petismo hoje no país, e, depois, a percorrer as ruas da Liberdade, que muitos tentaram construir, durante o trajeto, como um símbolo da luta de Lula contra a prisão, se não estivesse efetivamente sendo preparado para assumir o lugar de titular, pelo petismo, na disputa presidencial. Afinal, como disse ontem um deputado petista que acompanhou sua trajetória pelo bairro mais popular, mais negro e adensado de Salvador, “não se faz festa para vice”.

As condições estabelecidas não tiram do petismo o grande desafio de, confirmada a saída de Lula da cena eleitoral, conseguir comunicar a tempo a candidatura de Haddad e o fato de ser o representante do ex-presidente no pleito de outubro, conforme analisou ontem Mauro Paulino, diretor do Instituto Datafolha. Segundo ele, Haddad chega a ser menos conhecido entre os lulistas fiéis do que entre seus detratores. “Quase metade dos que enaltecem o ex-presidente, tanto como candidato quanto como cabo eleitoral, não sabe quem é Haddad, mesmo que só de ouvir falar”, completou. O desafio do PT, portanto, é enorme.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

22 de agosto de 2018, 16:33

EXCLUSIVA “Ninguém faz festa para vice”, diz petista, convencido de que Haddad é o presidenciável

Foto: Divulgação/Arquivo

Fernando Haddad, ontem, em evento com Rui Costa no Fiesta, antes de caminhar pelas ruas da Liberdade

Um petista que acompanhou ontem o périplo de Fernando Haddad por Salvador, na companhia do governador Rui Costa (PT) e do ex, Jaques Wagner, disse estar convencido de que ele é, de fato, o candidato à Presidência da República pelo partido. “Ninguém faz uma festa destas para vice”, disse o parlamentar, avaliando que o “banho de povo” que o hoje candidato a vice na chapa de Lula tomou na Liberdade ficará para sempre em sua memória de paulista.

22 de agosto de 2018, 11:23

EXCLUSIVA Divulgadores de candidatos trabalham sob sol a pino e revoltam leitor

Foto: Divulgação/Arquivo

Divulgadores de candidatos são expostos a sol inclemente na Avenida Garibaldi, em Salvador

Um leitor deste Política Livre que passou de carro esta manhã pelo Vale do Lucaia, no Rio Vermelho, ficou revoltado com a situação das pessoas pagas para segurar bandeirinhas com propaganda de candidatos a deputado que trabalham sob um sol inclemente. Depois de tirar várias fotos, inclusive de alguns bandeirinhas escondidos atrás de postes para se proteger do sol, ele as enviou para este Política Livre, que selecionou uma delas, em que não aparece nenhum deles a fim de evitar interpretações de que estaria atacando o procedimento deste ou daquele candidato. Seria de bom tom que eles, no entanto, evitassem expor seus contratados a este absurdo, dando preferência à divulgação de suas campanhas na parte da tarde, no momento em que o sol começa a baixar, bem como que os próprios eleitores evitassem votar nos candidatos que exploram mão de obra desumanamente na campanha.

22 de agosto de 2018, 11:09

EXCLUSIVA Ida de Rui Costa a primeiro debate teria sido estranhada até por ACM Neto

Presente aos estúdios da TV Bandeirantes, primeira emissora a realizar o debate entre os candidatos ao governo nestas eleições, na quinta-feira passada, o prefeito ACM Neto (DEM) comentou com correligionários ter estranhado o fato de o governador Rui Costa (PT) ter comparecido ao confronto, exatamente por ser liderar as intenções de voto, segundo as pesquisas. Neto foi à Band acompanhando o candidato a governador do DEM, José Ronaldo. Quando concorreu à reeleição em 2016, o prefeito, que também era favorito, só foi ao debate realizado pela TV Globo, cuja afiliada no Estado é a TV Bahia.

20 de agosto de 2018, 07:24

EXCLUSIVA O ataque à Lei de Responsabilidade Fiscal na Bahia, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Fachada da sede do TCM, no CAB, onde os prefeitos têm feito o que querem com a Lei de Responsabilidade Fiscal

Muito importante o alerta feito na semana passada pelo conselheiro Paolo Marconi, do Tribunal de Contas dos Municípios, contra o desrespeito que a Corte perpetrou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal por medo das ameaças políticas que sofre de ser extinta ou incorporada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que dá no mesmo. Em texto enviado a jornalistas em tom de desabafo e, ao mesmo tempo, denúncia, Marconi lamenta que o TCM tenha se submetido à pressão da União dos Municípios da Bahia (UPB) e aprovado, por maioria, a retirada do cálculo das despesas de pessoal dos recursos federais repassados pelo governo federal às prefeituras.

Só ficaram contra o drible à Lei de Responsabilidade Fiscal, medida saneadora e fundamental à estabilidade da moeda, complementar à implantação do Plano Real, o próprio Marconi e o conselheiro Fernando Vita, outro jornalista. Em seu texto, Marconi deixa claro que, se os demais conselheiros votaram com os prefeitos por medo de perder o emprego, não foi esse o entendimento tanto da Assessoria Jurídica como da Superintendência de Controle Externo (área técnica) do órgão, que emitiram pareceres frontalmente contrários ao pedido. Além deles, o Ministério Público de Contas também se manifestou contra o pleito.

Todos por considerarem a pretensão da UPB flagrantemente ilegal. O conselheiro enfatiza que foram após públicas e explícitas ameaças de extinção do Tribunal de Contas dos Municípios que a maioria dos Conselheiros decidiu começar a flexibilizar ou ignorar determinações expressas em importantes artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). E relembra que foi a partir de 2015 que as mesmas cabeças passaram, “de forma inopinada e sem qualquer estudo prévio”, a ignorar o limite máximo de despesa com pessoal fixado pela LRF em 54% da Receita Corrente Líquida.

Assim, passaram, permissivamente, segundo suas palavras, a aceitar que os prefeitos repetidamente estourassem o limite legal até 60,99% sem terem suas contas rejeitadas. A liberalidade, naturalmente, atingiu seu auge com a votação da semana passada, mas nada garante que não haverá novos ataques a outros artigos e dispositivos da mesma Lei, que pôs fim ao descalabro fiscal em que viviam Prefeituras e o próprio país antes da estabilização da moeda, descontrole esse que foi durante décadas bancado pelo contribuinte, o qual arcou também com o custo da implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Não é preciso dizer que, nesta jornada adentro contra a LRF, a UPB tem contado com o apoio de figuras importantes, mais preocupadas em obter o apoio eleitoral dos prefeitos do que em defender os interesses da sociedade, lamentavelmente desconsiderada tanto pelo corporativismo municipalista da entidade quanto por um órgão de controle de contas que prefere se submeter à pressão política a defender os interesses de quem efetivamente garante sua sobrevivência. Felizmente, Marconi vai denunciar a decisão, entre outros órgãos, à Secretaria do Tesouro Nacional do Governo Federal, à Controladoria Geral da União (CGU) e à Advocacia Geral da União (AGU).

* Raul Monteiro é editor da coluna Raio Laser e do site Política Livre e escreve neste espaço às segundas e quintas-feiras.

Raul Monteiro*

17 de agosto de 2018, 07:00

EXCLUSIVA Debate entre candidatos ao governo surpreende, apesar de horário e duração

Foto: Raiane Veríssimo/Política Livre

Primeiro debate entre candidatos ao governo foi realizado ontem à noite na Band Bahia

Menos engessado do que o realizado pela mesma Bandeirantes com os presidenciáveis, na semana passada, o debate entre os candidatos a governador da Bahia, promovido ontem à noite, deu uma primeira oportunidade para quem o assistiu de conhecer um pouco melhor os postulantes. Foi favorecido pelo número menor de candidatos: seis. Ponto alto também para a regra que permitiu aos debatedores se questionarem mutuamente, oportunidade limitada por sorteio, mas ainda assim capaz de revelar mais dos candidatos do que eles certamente gostariam.

A surpresa da noite foi o candidato José Ronaldo, da coligação “Coragem para Mudar a Bahia” (DEM, PSDB, PSC, PTB, PRB, PV, PPL e Solidariedade), que mostrou que sabe falar e usar a palavra muito bem para confrontar um adversário, no caso o governador Rui Costa, da coligação “Mais Trabalho por Toda a Bahia” (PT, PSB, PSD, PP, PC do B, PR, PDT, PRP, PMB, PTC, PMN, Podemos, Avante e Pros), candidato à reeleição e favorito ao pleito, segundo as pesquisas, e, por este motivo, alvo preferencial das críticas e questionamentos durante uma parte do evento.

O governador foi dos que, visivelmente, se mostraram surpresos com a agressividade de Ronaldo. Mas não só com a dele. Sujeito natural da maioria dos questionamentos num dado momento do confronto, Rui revelou estar pouco afeito ao revide pronto e controlado, consequência provavelmente da pouca experiência que tem tido com embates diretos nestes mais de três anos e meio em que exerce o governo da Bahia. Deve ter percebido o quanto o poder, com o séquito de puxa-sacos que arregimenta e aparentemente protege, também fragiliza seu detentor ante a realidade e a disputa.

Com experiência vasta na vida pública, representada pelo exercício entre outros cargos do de ministro, João Santana, da coligação “Pra mudar de verdade” (MDB, DC), teve desempenho incapaz de o colocá-lo à frente do concorrente do DEM na corrida para ser o maior adversário do governador. Produziu uma frase interessante, ainda que não tenha parecido proposital, ao declarar, para firmar seu histórico de agente público íntegro, que “ninguém nunca me ofereceu um relógio”. Relógio…, relógio, relógio!? Mais oportuno para um debate entre os candidatos ao Senado.

O bem vindo fator entrópico, aquele que desorganiza o coreto, foi representado muito bem pelo candidato Marcos Mendes, da coligação “Vamos juntos sem medo de mudar a Bahia” (PSOL), tão veterano em debates quanto em disputas majoritárias. Portando sua submetralhadora giratória, disparou contra Rui, Ronaldo, ACM, avô e Neto, Michel Temer e até o presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Leonardo Prates (DEM), que, do jeito que gosta de votos, devia estar correndo atrás deles em algum rincão do interior enquanto a bagaceira se desenrolava.

O representante do PSOL mostrou que estava ali mais para confundir do que esclarecer, mas ainda assim produziu duas boas frases de efeito: A “cinquenta tons de ACM” e a subsequente, a “cinquenta tons de Temer”, para dizer que todos, à exceção dele próprio, naturalmente, eram farinha do mesmo saco derramado, daquela encontrada na Cesta do Povo, cuja privatização lamentou. Em um dos confrontos com Rui, sapecou outros dois pensamentos supimpa: “Voce tem uma equipe carlista de frente”, disse, referindo-se aos principais aliados do governador, todos egressos do carlismo. Mas não parou por aí.

“Você defende um modelo hospitalicêntrico”, inventou, provavelmente provocando um rápido curto-circuito nos neurônios cansados da audiência que tinha conseguido acompanhar o embate até aquele momento, para criticar o fato de, ao falar sobre a saúde, o governador ter elencado as construções que fez no setor para a população. Por algum motivo, a candidata da coligação “Sustentabilidade pela Bahia” (Rede), Célia Sacramento, rendeu menos do que o esperado. Ficou uma arara com um questionamento sobre ter migrado da base de ACM Neto, de quem foi vice-prefeita, para a Rede, da pura e ilibada Marina Silva, a Santa.

Também não conseguiu dizer a Rui, pelo que se depreendeu, que Michel Temer, atacado várias vezes pelo governador, só virou presidente por ter sido escolhido vice de Dilma Rousseff pelo PT e Lula. Precisava de um ponto e teria um se fosse uma candidata rica. Quanto à passagem pela vice-prefeitura no governo de Neto, não escondeu a mágoa com o prefeito, que a preteriu em favor da escolha de Bruno Reis (DEM) para vice em seu segundo mandato: “já fui vice, apesar de o prefeito ter me dado o golpe”, afirmou, ao falar sobre onde, na sua carreira política, tudo começou.

O candidato João Henrique, da coligação Aleluia, irmão!, ou melhor, da “Bahia acima de tudo, Deus acima de Todos” (PRTB, PSL), pode mostrar mais uma vez como nasceu para o vídeo e as câmeras o acolhem. Com certeza, enrolaria todo mundo e entregaria para venda, não fosse já um grande conhecido do ilustríssimo eleitor. Foi um dos que se colocaram muito bem, menos pelo conteúdo do que pela forma. Com certeza, se Deus, estando acima de todos, passasse por cima da legislação e lhe desse mais tempo no horário eleitoral, ia causar algum estrago. Até Rui lhe deu trela.

16 de agosto de 2018, 11:45

EXCLUSIVA Ex-emedebistas são tratados como cristãos novos no DEM, para onde foram em abril

Foto: Divulgação

Luciano Simões (DEM)

Cristãos novos no DEM, no qual entraram nos dias que antecederam a decisão do prefeito ACM Neto (DEM) de não concorrer ao governo do Estado, os deputados estaduais Pedro Tavares e Luciano Simões, que eram do MDB, continuam sendo tratados no partido como novos quadros. Sequer conseguiram os números que haviam pedido ao partido para identificar suas candidaturas. Tavares solicitara o 25.678, já que no MDB usava o 15.678, mas acabou ficando com o 25.000. Luciano pleiteou o 25.123, uma vez que utilizava o 15.123 quando estava no MDB, mas o DEM fez vistas grossas ao seu pedindo, lhe atribuindo o 25.222.