14 de agosto de 2019, 09:37

EXCLUSIVA 2020: Geraldo Jr. revela a colegas que fechou acordo de apoio mútuo com Bellintani

Foto: Divulgação/Redes Sociais

Geraldo Júnior, inclusive, não cansa de propagar que na ‘esteira’ que Bellintani estiver, ele estará

O presidente da Câmara de Salvador, vereador Geraldo Júnior (SD), que não esconde o desejo de governar Salvador, apesar de ser integrante da base do prefeito ACM Neto (DEM), cuja aposta clara é no nome do vice-prefeito Bruno Reis (DEM) para a sucessão municipal, praticamente deflagrou sua pré-campanha e teria fechado até um acordo com o  presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, ainda sem partido.

Contudo, a estratégia dele seria reunir o máximo de apoios em torno do seu nome e definir se dará prosseguimento ou não ao trabalho em janeiro do ano que vem, quando acha que poderá ter mais garantias de que não dará “um tiro no pé”. Informações chegadas a este Política Livre dão conta, por exemplo, de que recentemente ele revelou para um grupo maior de pessoas quais são seus planos.

Após a aprovação do projeto que isentou o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), no último dia 8, na Câmara Municipal, por exemplo, Geraldo Júnior teria buscado capitalizar a votação junto aos pares, colocando a aprovação de três das oito emendas apresentadas ao projeto pelos vereadores na sua conta. Até mesmo um jantar para comemorar o resultado aconteceu, na tentativa de fortalecer ainda mais seu objetivo.

Esse seria apenas mais um dos encontros com os edis em torno do assunto. No jantar, Geraldo Júnior teria admitido que trabalha com a hipótese de buscar se cacifar para disputar a Prefeitura até janeiro, quando espera sentar com o presidente do Esporte Clube Bahia a fim de fazer uma avaliação sobre quem está melhor nas pesquisas e então definirem conjuntamente para quem irá o apoio nas eleições municipais.

O presidente não esconde de ninguém a afinidade que afirma possuir com Bellintani, sobre quem diz que já firmou um entendimento pelo qual aquele que estiver melhor nas pesquisas apoiará o outro. A contrapartida a ele seria o apoio do presidente do Bahia para que renove o mandato de vereador e se reeleja para o comando da Câmara Municipal, onde ficaria por dois anos até concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Nessa linha, o presidente da Câmara já possui de forma declarada uma aliança entre o seu partido, o Solidariedade, com o MDB, o PSC e o PTB, para as eleições municipais do próximo ano. “Referendamos nosso entendimento da constituição de um processo político democrático para as eleições municipais de 2020 onde todos possam ter uma participação efetiva nesse processo”, teria dito na ocasião.

Quanto a Bellintani, seria “o melhor amigo que construiu na vida pública” e, conforme também as próprias palavras,  seu grande trunfo. Pois, se nada der certo a seu favor, se a campanha que ele “vislumbra como cabeça de chapa não deslanchar, não haveria problema para ele compor com seu grande parceiro”. Geraldo Júnior, inclusive, não cansa de propagar que, na ‘esteira’ em que Bellintani estiver, ele estará.

Aliado a isso, o presidente da Câmara busca uma aproximação com o governador Rui Costa (PT), que, conforme este site publicou, teria sido levado a concluir que o melhor nome em seu grupo para disputar a sucessão em Salvador em 2020 é Guilherme Bellintani, que emergiu para a vida pública depois de ocupar três secretarias no governo de ACM Neto. A última ofensiva de Geraldo Júnior foi confirmar a ida de ‘forma inédita’ à Câmara do governador.

A visita acontece hoje à tarde, quando Rui pretende pedir apoio aos vereadores para facilitar os procedimentos para a construção do VLT na capital baiana. “É preciso registrar o ineditismo desse ato. Nenhum governador veio a esta Câmara para fazer apresentação. Prova que estamos caminhando na mesma esteira para a construção de uma cidade melhor e mais justa”, enfatizou.

Fernanda Chagas

14 de agosto de 2019, 09:04

EXCLUSIVA Visita de Rui Costa à Câmara Municipal pode se transformar num “tiro no pé”

Foto: Fernanda Chagas/Política Livre

Governador Rui Costa faz visita inédita hoje à Câmara Municipal

Justificadamente cercada de cuidados para evitar uma exposição desnecessária ao chefe do executivo estadual, a visita que o governador Rui Costa (PT) faz hoje à tarde à Câmara Municipal está envolta em incógnitas com relação a seus objetivos e eventuais resultados.

Pelo que consta, Rui deve pedir aos vereadores apoio para aprovar projeto que concederia isenção fiscal às empresas que devem construir o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região do Subúrbio, em substituição ao sistema de trens que hoje serve àquela parte bela, porém pobre da cidade.

Ocorre que a matéria precisa ser enviada à Câmara Municipal pelo prefeito ACM Neto (DEM), que, depois de alguma luta, acaba de ver aprovado pelos vereadores iniciativa semelhante de autoria da Prefeitura renunciando à receita do ISS que deveria ser pago pelas empresas de ônibus.

Levando em conta o baque que tanto o primeiro projeto quanto o que pode beneficiar o VLT podem, cumulativamente, produzir nas finanças da cidade, além do papel que o prefeito, seu gestor, precisa jogar no processo, era de se esperar que Rui procurasse para uma conversa, primeiro, ACM Neto.

Ainda que esteja em seus planos consultá-lo mais adiante ou mesmo que setores do governo e da Prefeitura possam estar já em franco entendimento para produzir algo que atenda a seu desejo, não parece razoável que dirija-se, primeiro à Câmara, que não tem poder de iniciativa neste caso.

Além de parecer uma desconsideração ao papel institucional do representante legal máximo da cidade, a iniciativa do governador pode indicar que ele coloca as divergências políticas e ideológicas que possui com o democrata acima dos interesses de Salvador, o que pode, naturalmente, atrapalhar seus planos para o VLT.

Sem contar que os vereadores da base do prefeito já se municiam para esperá-lo na Praça Municipal, alguns com pacotes de pedidos que vão da isenção do ICMS sobre o diesel até a devolução de parte dos recursos que o sistema de integração ônibus-metrô tirou das empresas de ônibus que podem transformar sua passagem pela Câmara num “tiro no pé”.

A visita tem ainda caráter mais inédito dada a maneira com que Rui é acusado de sempre ter tratado os vereadores, a começar pela bancada de seu partido, que se queixa de nunca ter sido prestigiada pelo gestor desde o seu primeiro governo.

Não deve ser à toa que entre os líderes do movimento para recepcionar o governador com exigências que certamente não andavam no seu horizonte se encontra Henrique Carballal, vereador de formação esquerdista que integrou a bancada petista na Câmara até a chegada de Rui ao governo.

Carballal é um dos políticos que nunca escondeu desaprovar a pouca importância dada pelo governador aos correligionários de Salvador, o que pode ter influído na sua opção, como de outros petistas, de deixar o partido para se aliar a ACM Neto na cidade no auge da força petista na Bahia.

13 de agosto de 2019, 19:36

EXCLUSIVA Assessor de Wagner e deputado travam disputa acirrada por controle estadual do PT

Foto: Divulgação

O registro das candidaturas para a eleição interna à presidência estadual do PT acontecerá apenas em outubro, mas nos bastidores determinados setores já dão como certa a derrota do grupo do atual presidente do partido na Bahia, Everaldo Anunciação. Ao todo, seis chapas foram inscritas, mas os nomes dos candidatos só serão homologados oficialmente durante o congresso estadual do partido, que acontece entre os dias 19 e 20 de outubro.

No entanto, fontes ouvidas pelo Política Livre especulam que a chapa “Renova PT: democracia e luta #LulaLivre”, liderada por Éden Valadares, chefe de gabinete do senador Jaques Wagner, pode assumir a direção do PT baiano com 45% dos votos. Ele disputaria o comando do partido numa disputa acirrada com o deputado estadual Jacó.

Com o ex-deputado estadual Emiliano José como vice, Éden conseguiu aglutinar o apoio de 12 dos 21 parlamentares petistas e principais lideranças do partido, reunindo militantes das correntes internas Construindo um novo Brasil (CNB), Resistência Socialista (RS), Democracia Socialista (DS), 2 de Julho e Movimento PT. A deputada estadual Fátima Nunes (CNB) será a única da bancada do PT que não vai apoiar formalmente ninguém e o vereador Moisés Rocha (EPS) ainda não definiu seu apoio.

Além do aval do senador Wagner, de quem é assessor desde a época do governo, Éden possui o apoio de cinco dos sete deputados federais: Afonso Florence, Zé Neto (ambos da DS), Joseildo Ramos, Nelson Pelegrino e Waldenor Pereira (todos da RS). Já entre os dez deputados estaduais, a chapa possui o apoio de seis: Neusa Cadore, Robinson Almeida (ambos da DS), Maria del Carmen, Osni Cardoso, Zé Raimundo (os três da RS) e ainda Rosemberg Pinto (CNB) – líder da maioria na Assembleia Legislativa da Bahia.

Para evitar envolvimento explícito no processo, o governador Rui Costa não deve anunciar seu apoio publicamente, mas Éden trabalhou anos na governadoria e só saiu após a eleição de Wagner ao Senado. Além disso, o candidato ainda tem o apoio de um dos três vereadores (Marta Rodrigues, da RS), da prefeita Moema Gramacho (Lauro de Freitas), Luiz Alberto (ex-deputado federal), Gilmar Santiago (atual presidente municipal do PT e ex-vereador), José Sérgio Gabrielli (ex-presidente da Petrobras), Luiz Caetano (ex-prefeito de Camaçari), Jonas Paulo (ex-presidente estadual do PT) e Elisângela Araújo (ligada à Federação dos Trabalhadores Rurais e CUT).

Já a chapa “Mais unidade, mais avanço Lula livre já!”, do grupo do atual presidente Everaldo e que tem como candidato o deputado estadual Jacó e vice Martiniano, estaria disputando com Éden a supremacia no partido, segundo cálculos de petistas. A chapa possui o apoio do também deputado estadual Paulo Rangel (CNB) e dos ex-deputados federal Josias Gomes e estadual Yulo Oiticica (atual superintendente estadual de Políticas Territoriais e Reforma Agrária) e do secretário nacional de Movimentos Populares do PT, Ivan Alex – fortíssima liderança no partido. Também possui o apoio de parte dos militantes das correntes CNB e da EPS, já que Jacó rompeu com o deputado federal Valmir Assunção, que assim como ele é representante do MST no Estado.

Oficialmente, a EPS lançou a chapa “Optei: Lucinha presidente”, que, como o nome já diz, tem como candidata a ex-secretária estadual de Política para Mulheres (SPM) e de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) Lúcia Barbosa, mais conhecida como Lucinha do MST. Na pesquisa de bastidores, mesmo com apoio de Valmir, ela ficaria em 4° lugar na disputa, com 12% dos votos. Antes dela, em 3° no ranking, estaria a chapa “Lula livre, fora Bolsonaro” encabeçada por Elen Coutinho, com 15% dos votos. Ela possui o apoio do vereador Suíca (EPS) e da corrente Avante, que tem como principais lideranças os deputados federal Jorge Solla e estadual Marcelino Galo, o ex-prefeito Guilherme Menezes (Vitória da Conquista), além de Ademário Costa, que sairá candidato a presidente do PT em Salvador e anunciou nesta segunda a união com outros dois até então candidatos no pleito da capital baiana: Iracema Moura (EPS) e Hamilton Menezes (CNB).

Em 5° e 6° lugares, estariam as chapas “Diálogo e ação petista”, com 2%, e “A esperança é vermelha, Lula livre”, com 1% dos votos. Tidas como pequenas e da ala mais radical do PT na Bahia, as duas tendências ainda não apresentaram candidatos, o que deve acontecer somente mesmo no congresso estadual do partido.

MUNICIPAL

Antes com seis chapas inscritas, a disputa pela presidência municipal do PT em Salvador conta, até o momento, com quatro candidatos: Ademario Costa (Avante), Danielle Ferreira (EPS), Walter Takemoto (Articulação de Esquerda) e Gilmar Santiago (DS, RS e CNB) – que tenta a reeleição com a vereadora Marta Rodrigues como candidata a vice. Iracema Moura (EPS) e Hamilton Menezes (CNB) desistiram de concorrer e vão compor com Ademario, tendo a representante da EPS como vice. Assim como na eleição estadual, o registro das candidaturas ocorrerão oficialmente durante o congresso municipal que ocorrerá no próximo dia 8 de setembro.

Raiane Veríssimo

13 de agosto de 2019, 19:03

EXCLUSIVA Temendo ofensiva da base de Neto, visita de Rui à CMS não consta na agenda oficial e tende a ser relâmpago e restrita

Foto: Camila Souza/GOVBA

Visita de Rui à CMS se transformará em um debate relâmpago e restrito, a portas fechadas, se ocorrer

Temendo a ofensiva orquestrada pela base do prefeito ACM Neto (DEM) na Câmara Municipal de Salvador (CMS), liderada pelo seu ex-correligionário, o vereador Carballal (PV), informações chegadas com exclusividade a este Política Livre dão conta de que o governador Rui Costa (PT), apesar de ter se predisposto a apresentar o projeto do VLT (Veículo Leve de Transporte) aos vereadores, já teria se arrependido e estaria montando uma estratégia de blindagem. A principal cobrança dos aliados de Neto seria a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o valor do diesel, “de forma a baratear a tarifa de ônibus na capital baiana”. Em meio a esse cenário, a visita de Rui à CMS sequer consta em sua agenda oficial desta quarta-feira (14). E, conforme apurado pela reportagem, a tendência é que o que deveria ser uma espécie de teste de popularidade, levando em conta a proximidade das eleições municipais, com direito a enumeração de obra por obra do governo estadual em Salvador e não apenas o VLT, e uma consequente capitalização com a sociedade civil, se transformará em um debate relâmpago e restrito, a portas fechadas, se ocorrer.

Fernanda Chagas

13 de agosto de 2019, 15:37

EXCLUSIVA Vereadores preparam pacote de exigências para Rui em visita à Câmara; ex-aliado lidera movimento

Foto: Arquivo

A mobilização é liderada pelo ex-aliado do governador, vereador Carballal, hoje no PV, após saída polêmica do PT

A visita considerada atípica do governador Rui Costa (PT), agendada para esta quarta-feira (13), às 15h30, no plenário da Câmara Municipal de Salvador (CMS), não terá apenas a apresentação do projeto do VLT (Veículo Leve de Transporte) aos vereadores como pauta principal. Integrantes da base do prefeito ACM Neto (DEM) orquestram movimento para pressionar o líder do Executivo estadual com um pacote de exigências, a começar pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o valor do diesel, “de forma a baratear a tarifa de ônibus na capital baiana”. Informações chegadas com exclusividade a este Política Livre dão conta de que a ordem da prefeitura é “partir para cima” do gestor petista, principal adversário de Neto. A mobilização é liderada pelo ex-aliado do governador, vereador Carballal, hoje no PV, após saída polêmica do PT. Ele conta com o apoio do vice-presidente da Câmara, o petebista Kiki Bispo, que já apresentou projeto no qual indica ao Governo do Estado a redução do imposto e usará desse artifício para fortalecer a cobrança, aliada a isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) por parte da Câmara de Salvador para CCR Metrô Bahia, responsável pelo metrô de Salvador. Com a aprovação da proposta, o consórcio CCR teve cerca de R$ 1,3 bilhão de isenção em 10 anos, com R$ 46,5 milhões de perdão do ISS para obras e instalações. E para Kiki, já se passou da hora de o Governo da Bahia contribuir com o transporte público de Salvador. Após Geraldo Júnior assumir a presidência da Casa, essa será a segunda vez que Rui Costa visita o Parlamento municipal. O presidente apela para que os colegas compareçam em peso, independentemente da posição partidária.

Leia mais:

Visita do governador Rui Costa à CMS é adiada para quarta

Rui Costa vai à CMS nesta terça para apresentar projeto do VLT

Redução de tarifa: Após a isenção do ISS pela prefeitura, base de Neto pressiona para Rui reduzir ICMS

Fernanda Chagas

13 de agosto de 2019, 09:10

EXCLUSIVA 2020: Rui é convencido de que Bellintani é o melhor, mas falta abraçar candidatura

Foto: Divulgação/Arquivo

Guilherme Bellintani é hoje presidente do Esporte Clube Bahia

Quem consegue ter algum nível de conversa sobre política com o governador Rui Costa (PT), algo de que ele dá reiteiradas mostras de que não tem lá muito gosto em fazer, já não tem mais dúvidas de que o petista foi convencido a fazer sua opção para a sucessão de 2020 em Salvador.

Rui teria sido levado a concluir que o melhor, de fato, é Guilherme Bellintani, atual presidente do Esporte Clube Bahia que emergiu para a vida pública depois de ocupar três secretarias no governo do prefeito ACM Neto (DEM). O governador dá a entender que tem dois problemas a resolver com relação a Bellintani.

Um deles está no PT, onde o surgimento de pelo menos quatro candidaturas, todas negras, em desalinho com a recomendação dele próprio e das direções estadual e municipal da legenda, ameaça mobilizar a militância, tornando os planos de engajar o partido na candidatura de Bellintani mais trabalhosos.

O outro, embora não menos grave, é obter uma sigla pela qual o presidente do Esporte Clube Bahia possa disputar, uma vez que o PT, por conta do desgaste em que mergulhou, nunca foi, de fato, uma opção. O próprio pré-candidato, se é que já se pode chamá-lo assim, tem conversado com lideranças políticas com este propósito.

Ainda não encontrou, no entanto, nenhuma legenda com que se identifique plenamente ou que considere mais adequada para enfrentar o que pode ser o maior desafio político de sua vida até agora. A despeito dos sinais de que Rui já fez sua opção, há ainda uma outra dificuldade para aqueles que defendem o nome de Bellintani no grupo.

É fazer com que o governador passe das insinuações em ambientes reservados sobre sua vontade de ver Bellintani vencendo a Prefeitura de Salvador para o grupo do prefeito ACM Neto para uma atuação mais clara em favor de sua escolha para a disputa, inclusive articulando junto aos partidos da base um espaço para o “favorito”.

Quem conhece o governador mais de perto assegura, no entanto, que, como ele tem dificuldade de entender os mecanismos da política, não é dado a tais manifestações de apreço por ninguém. Entre os defensores do nome de Bellintani, há também preocupação com o timing para que a máquina comece a trabalhar por ele.

Eles analisam que algo precisa acontecer para fazer frente ao fato de que, enquanto o nome do presidente do Bahia é ainda uma especulação em vários setores, o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), candidato de ACM Neto à sucessão municipal, mergulha de cabeça em bairros e favelas da cidade, divulgando, indiretamente, sua candidatura.

13 de agosto de 2019, 07:24

EXCLUSIVA Chefe de gabinete do Detran é acusado de agressão a mulher em cemitério

Deputados governistas tiveram ontem, na Assembleia Legislativa, acesso a uma denúncia de arrepiar contra o chefe de gabinete do Detran, Marco Aurélio Borges Neves. Segundo eles, o servidor é acusado de ter agredido uma mulher no Cemitério Jardim da Saudade. Ela prestou queixa contra ele no dia 14 de abril na 6ª Delegacia de Polícia. De acordo com relato de um parlamentar a este Política Livre, os dois teriam se desentendido durante uma visita que Borges fez ao túmulo da mãe. Ele não teria gostado de brincadeiras que um grupo, que se exercitava no local, fazia próximo dele, discutiu com a turma e com a mulher, o que teria resultado na agressão a ela no momento em que a denunciante se dirigia ao banheiro. Além de ter recebido a cópia da queixa, um deputado exibia a imagem da mulher agredida, com o rosto desfigurado, para quem quisesse ver. Ele disse que cobraria uma providência contra o chefe de gabinete do Detran à secretária de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira.

9 de agosto de 2019, 19:31

EXCLUSIVA 2020: Aline Peixoto e Leur Lomanto Júnior despontam como nomes para a sucessão em Jequié

Foto: Montagem

A primeira-dama do estado Aline Peixoto e o deputado Leur Lomanto Júnior tendem a movimentar o cenário

O processo de sucessão do prefeito Sérgio da Gameleira (PSB) em Jequié, cidade que possui uma receita de cerda de R$ 30 milhões/mês, tende a movimentar o cenário político baiano. Nomes como o da primeira-dama Aline Peixoto e do deputado federal Leur Lomanto Júnior (DEM) despontam nos bastidores como principais pré-candidatos. Estaria no páreo ainda, o também deputado federal Antonio Brito (PSD), que fala abertamente sobre a possibilidade de concorrer ao posto. Informações chegadas a este Política Livre dão conta de que Peixoto, filha da cidade, enquanto primeira-dama, leia-se através do governador Rui Costa (PT), tem diversos serviços prestados na cidade e encontra-se no centro de uma articulação para ser a aposta de Rui. A policlínica instalada no município, por exemplo, que contou com investimento de R$ 22 milhões da gestão estadual, é tida como obra emblemática sob a tutela dela, aliada a entrega da Unidade de Pronto Atendimento Eunice Jesus Leal Almeida (Dona Dite), localizada na Avenida Governador Lomanto Júnior, no bairro Cansanção. O equipamento, vale ressaltar, levou o nome da avó da primeira-dama.

Assim como a esposa do governador, o democrata Leur Lomanto Júnior, neto de Lomanto Júnior, prefeito da cidade por duas vezes, deixando o posto para ser governador da Bahia, não apenas pelo seu histórico familiar, mas também pelo trabalho que vem desenvolvendo por meio do seu mandato em prol dos jequieenses, tem sofrido forte apelo de diversos grupos para aceitar o desafio. E chama atenção também o montante de recursos liberado via emendas para Jequié, considerada a “menina dos olhos” do deputado. Conforme apurado, liberou R$ 6 milhões para a localidade situada no Sudoeste baiano, onde obteve 9 mil votos na última eleição, enquanto para outras comunidades esse valor não chega nem a R$ 1 milhão. contudo, nenhum deles, fala abertamente sobre a probabilidade.

Reiterando sempre que “seu time está em Jequié”, Antonio Brito, que mantém seu título eleitoral na Cidade do Sol, não fica atrás. Há quase dois meses, o deputado federal se reuniu com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Jequié-ACIJ, Cássio Moura, empresários locais e o coordenador da Santa Casa de Jequié, Alexandre Iossef, para debater a reestruturação física do Distrito Industrial de Jequié. Durante o encontro na residência do presidente da ACIJ, o deputado Antonio Brito se comprometeu em indicar ao Orçamento da União, emenda de R$ 1,5 milhão, destinada a recuperação do DIJ, além de articular juntamente com os demais deputados, ações do Governo do Estado, em prol do setor produtivo de Jequié e região, dentre outras já consolidadas.

“Estou próximo a Jequié, vendo o problema dos idosos, da saúde. Quando estou aqui [Salvador], vejo as encostas. Estou explicando como as pessoas veem o simbolismo de prefeito. O prefeito tem que estar presente. Se eu estou presente, é porque eu gosto do Executivo. E se eu gosto do Executivo, é porque as coisas vão acabar acontecendo algum dia. Eu não sei se vou ser candidato, vou conversar o senador Otto Alencar. Preciso conversar com outros agentes do nosso grupo do governador Rui Costa”, destacou em entrevista a imprensa, relembrando a estratégia de todos os partidos lançarem nomes para as majoritárias, incluindo o PSD, após o fim das coligações.

O ex-deputado federal Roberto Britto (PP) também iniciou uma maior aproximação com o eleitorado e a política municipal de Jequié e já admite a possibilidade de tentar retornar ao posto que exerceu de 1997 a 2004. “Sempre nos sobra algum tempo para conversar com lideranças comunitárias e pessoas da comunidade e, tem nos sensibilizado o desejo de muitas delas de nos ver de volta ao cargo de Prefeito”, disse Brito, que é médico e diretor-geral da Empresa Gráfica da Bahia (Egba). Além dele, o PP, do vice-governador João Leão, teria como alternativa o deputado estadual Zé Cocá, crítico ferrenho ao atual prefeito. Dos 58.380 votos conquistados, 19.821 foram em Jequié. Quando questionado, ele prefere cautela e diz que “o futuro a Deus pertence”, mas não deixa de enfatizar que “o povo está pedindo”.

Fernanda Chagas

9 de agosto de 2019, 11:38

EXCLUSIVA MP que afeta faturamento de jornais revela “atitude de censura” e ataque à imprensa, avalia historiador político

Foto: Reprodução/Facebook

Para o historiador político e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Carlos Zacarias, a Medida Provisória 892, que isenta empresas públicas de publicarem seus balanços em jornais impressos, é mais capítulo da narrativa do governo Jair Bolsonaro sobre a transparência de dados e a relação turbulenta com a imprensa. Em entrevista ao Política Livre, o especialista afirmou que o presidente tem uma “atitude de censura e de esconder informação”.

“Logo no início do governo, Mourão estabeleceu aquela lei de controle da informação, que vem de encontro tudo o que a sociedade vem almejando e pleiteando ao longo desses 30 anos, que é a transparência. Depois, Bolsonaro extinguiu uma série de comissões, por decreto, sem nenhuma discussão com a sociedade, que é a forma de a sociedade acessar os órgãos governamentais, sem necessariamente a intermediação de políticos, porque a sociedade está representada nas comissões”, avaliou.

Ainda de acordo com o professor, a gestão atual flerta com práticas comuns ao período militar. “Agora tem o sigilo de informações sobre os gastos pessoais dele e de Michele, do cartão corporativo, que extrapolaram tudo o que se conhecia. E essa MP que isenta as empresas públicas de publicarem seus balanços na imprensa. De um lado é uma disposição de estabelecer a pouca transparência, que era típica da ditadura militar, e de outro lado é uma forma de fechar a torneira a órgãos da imprensa que ele considera seus inimigos. Ele disse que a imprensa precisava ‘parar com isso, porque ele ganhou’. Parar com o quê? A imprensa está cumprindo o papel dela, e de forma muito moderada. Para ele, cumprir o papel é só elogiá-lo”, acrescentou.

Nesta semana, o Conselho de Comunicação Social (CCS) emitiu nota em que manifesta a preocupação com a MP, que acaba com a obrigatoriedade da publicação de balanços de empresas nos jornais impressos. “O CCS lembra que a Câmara e o Senado aprovaram recentemente, na Lei 13.818, regra de transição, passando a publicação da íntegra dos balanços nos jornais impressos para a mídia digital. A lei foi sancionada pelo presidente da República, que agora edita uma medida provisória na direção contrária daquilo que ele próprio e o Congresso deliberaram”, diz o texto.

“É especialmente preocupante que o presidente reconheça que sua iniciativa se trata de represália à cobertura jornalística que seu governo vem recebendo por parte da imprensa. O CCS assinala que a liberdade de imprensa é essencial para a democracia e pretender atingi-la por intermédio de represália econômica e de modo abrupto representa um retrocesso que atinge o próprio direito dos cidadãos de serem livremente informados”, acrescenta a nota.

9 de agosto de 2019, 09:54

EXCLUSIVA Isenção de ISS: Prefeito leva a melhor no primeiro embate do semestre com Câmara

Foto: Mari Leal/Política Livre/Arquivo

Prefeito ACM Neto

Apesar dos três meses que sua tramitação demorou na Câmara Municipal, fato que pode ser considerado inédito nesta e na gestão anterior, a aprovação do projeto da Prefeitura que isenta de ISS as empresas de ônibus da cidade, esta semana, acabou representando uma vitória do prefeito ACM Neto (DEM) na Casa.

Sem expor argumentos significativos que justificassem o atraso na apreciação da matéria, além do fato de ter ficado fora do acordo entre o Executivo, os empresários e o Ministério Público Estadual que resultou na renúncia fiscal, ficou impossível à Câmara segurar, para além do limite razoável, a aprovação da medida.

No cabo de guerra que se estabeleceu entre os dois Poderes, o prefeito levou a melhor principalmente porque não há conhecimento de que tenha sido obrigado a fazer grandes concessões aos vereadores para que o projeto fosse aprovado. Além disso, manteve ao seu lado, o tempo todo, o MP, principal fiador da medida.

Sem contar que, no período em que o projeto ficou na Casa, em alguns momentos dirigiu críticas aos vereadores, sempre fazendo o discurso de defesa da população, ao advertir que sua eventual rejeição poderia implicar na elevação da tarifa dos transportes que tanto pesa no bolso dos mais pobres, puxando o segmento para o seu lado.

A notícia mentirosa que circulou ontem de que os quatro vereadores que votaram contra a matéria acabaram aprovando a majoração das passagens pode ser colocada na conta do embate em que a Prefeitura soube, habilmente, colocar-se em defesa de uma vantagem social, lançando suspeitas sobre o Legislativo.

Sem argumento justificável para resistir à proposta, apresentada pela Prefeitura como positiva para a população, não coube à Câmara outra alternativa senão aprovar quase à unanimidade a matéria, com poucos ajustes, entre os quais uma medida importante do competente jurista e vereador Edvaldo Brito (PSD).

Para coroar o processo, em seguida à votação, o prefeito vai agora pela manhã à Praça Municipal cumprir uma das promessas que, desde o princípio, soube associar à aprovação da matéria: a melhoria da frota, com a entrega de 200 novos ônibus com ar-condicionado para a população.

Em outras palavras, desgaste zero! O que é o mesmo que dizer que, se continuar sendo enfrentado por estes caminhos, Neto vai acabar sempre levando a melhor. Aliás, ele pode avaliar que é até bom que tentem dificultar sua vida dessa forma, porque não haverá alternativa, a não ser a vitória.

8 de agosto de 2019, 19:31

EXCLUSIVA Augusto Aras deve ser anunciado por Bolsonaro para PGR no próximo dia 12

Foto: Divulgação/Arquivo

Procurador Augusto Aras deve ser o primeiro baiano a ocupar o posto de Procudor Geral da República

O procurador da República baiano Augusto Aras pode ser, de fato, indicado à sucessão da atual Procuradora Geral da República Raquel Dodge, segundo informes chegados há pouco a este Política Livre diretamente de Brasília, onde circula a avaliação de que a tentativa de intrigá-lo com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), por meio das lembranças feitas sobre o seu passado de alinhamento com a esquerda, não funcionou. A data prevista do anúncio da escolha de Aras é o próximo dia 12, segundo as mesmas fontes. Caso a informação se confirme, de que não se tem mais dúvida na PGR e em Brasília, Aras será o primeiro baiano a ocupar tão importante posto da República.

8 de agosto de 2019, 13:04

EXCLUSIVA Otto nega acordo por emendas e diz que voto do PSD a favor da reforma foi pela pauta federativa

Foto: Agência Senado/Divulgação

O senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, afirmou nesta quinta-feira (08) que os deputados do partido mantiveram o voto favorável à reforma da Previdência após o governo federal ter se comprometido com os sete itens da pauta federativa, incluindo o fim da Lei Kandir, que dá autonomia aos estados para definir sua própria política tributária. Segundo ele, os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM) e Davi Alcolumbre (DEM), respectivamente, também confirmaram apoio às reivindicações.

“Sem a pauta federativa que o governador Rui Costa nos pediu, não vamos votar a reforma da Previdência no Senado. É uma consciência dos senadores. E essa ideia de que o Senado vai homologar o que veio da Câmara é completamente equivocada. Certamente vamos mudar alguma coisa, e vai voltar para a Câmara”, disse Otto ao Política Livre. “Não somos contra por ser contra. Temos que encontrar uma forma para que o governo possa conter o déficit, mas preservando direitos”, acrescentou.

Otto negou que os parlamentares tenham feito acordo com o governo em torno de emendas. Nesta semana, a Casa Civil pediu ao Congresso a liberação de R$ 3 bilhões. O objetivo seria honrar o pagamento das emendas parlamentares e conseguir aprovar a reforma. “De forma alguma. Ninguém vai trocar a sua consciência [por emendas]. Isso é coisa de oposição”, disse.

Ainda de acordo com o pessedista, os senadores podem modificar o projeto de várias formas. “Defendo, por exemplo, que se coloque recursos extras para financiar a Previdência, como royalties do petróleo e do fundo de amparo ao trabalhador. É uma arrecadação em torno de R$ 60 bilhões. Vai ter muita discussão sobre o tema ainda, porque o efeito da reforma não é imediato”, pontuou.

8 de agosto de 2019, 10:21

EXCLUSIVA Sem mandato e demitida de ministério, Tia Eron pode tentar retorno à Câmara de Salvador em 2020

Foto: Luís Macedo/Agência Câmara

Tia Eron

Após não ter conseguido se reeleger deputada federal e ter sido demitida da Secretaria da Mulher, do Ministério dos Direitos Humanos, Tia Eron (PRB) estaria ensaiando seu retorno à Câmara Municipal de Salvador (CMS), onde teve mandato entre 2001 e 2015. Informações que circulam nos bastidores dão conta de que a republicana já procura lideranças e parcerias para a possível campanha.

O que não parece estar definido ainda é como a estratégia será montada. Atualmente, o PRB tem três vereadores na capital baiana, incluindo a sucessora de Eron, Ireuda Silva, cujo mandato bem-sucedido a colocou em bolsas de apostas para o Senado e a vice de José Ronaldo (DEM) para o governo do Estado, nas eleições de 2018. Agora, Ireuda surge como um dos nomes ventilados para a vice de Bruno Reis (DEM), na disputa pela prefeitura de Salvador. Nesta semana, o prefeito ACM Neto (DEM) defendeu a importância de uma candidatura negra em 2020, mas ressaltou que não sabe “como a chapa será construída”. Nesse sentido, acredita-se que Eron poderia tentar retomar seu antigo posto.

Também resta saber qual o nível de apoio que a ex-deputada poderá costurar junto ao seu próprio partido. Considerada persona non grata por muitos, ela perdeu o comando do diretório estadual para o deputado federal Márcio Marinho e não conseguiu se reeleger para a Câmara dos Deputados. Convidada por Damares Alves a assumir a Secretaria de Políticas para Mulheres do Ministério dos Direitos Humanos, Eron ficou menos de três meses no cargo após supostos atritos com a ministra.

7 de agosto de 2019, 21:13

EXCLUSIVA Dodge nomeia baiano Alberto Balazeiro procurador-geral do Trabalho

Foto: Divulgação

O procurador do Trabalho, Alberto Balazeiro

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, nomeou, agora há pouco, o procurador do Trabalho, Alberto Balazeiro, para o cargo de procurador-Geral do Trabalho, em um mandato de dois anos. Baiano de Salvador, Balazeiro é procurador de primeiro grau e o mais novo entre os concorrentes na eleição para procurador-Geral do Trabalho, realizada na terça-feira (6), quando foi o mais votado com 563 votos, o que representou 60,73% do total de votos de todo o Brasil (veja aqui).

Leia abaixo a portaria da nomeação:

Pòrtaria

7 de agosto de 2019, 16:12

EXCLUSIVA ISS: Secretários se reúnem a portas fechadas na CMS, mas nem metade das emendas devem ser acatadas

Foto: Fernanda Chagas / Política Livre

O secretário Fábio Mota é um dos presentes à reunião que ocorre a portas fechadas

Os secretários municipais Fábio Mota (Mobilidade Urbana), Thiago Dantas (Semge) e o presidente da Arsal, se reúnem a portas fechadas neste momento na sala da Liderança do Governo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), com o objetivo de apreciar as emendas dos vereadores ao projeto que isenta do ISS os empresários de ônibus. Informações chegadas com exclusividade ao Política Livre, no entanto, dão conta de que a tendência é que os representantes do Executivo municipal não avalizem nem metade das modificações propostas ao texto original encaminhado pela Prefeitura de Salvador. “Algumas [emendas] são faraônicas, não passam de jeito nenhum”, disse um vereador, sob a condição de anonimato.

Fernanda Chagas