31 de janeiro de 2019, 18:35

EXCLUSIVA Charles não aceitaria ser secretário para não perder foro parlamentar

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Charles Fernandes

Com tristeza, o governo descobriu o motivo pelo qual o deputado federal eleito Charles Fernandes (PSD) não aceita de jeito nenhum o convite para assumir uma vaga no governo Rui Costa (PT), o que abriria espaço para que o deputado federal Paulo Magalhães (PSD), que ficou numa suplência nestas eleições, pudesse assumir o mandato na Câmara dos Deputados na legislatura que começa amanhã. Como responde a várias ações na Justiça por improbidade – adversários chegam a relacionar 40 -, Charles teme perder o foro, este Santo Protetor.

31 de janeiro de 2019, 07:29

EXCLUSIVA Aos pés de Renan Calheiros e muito outros, por Raul Monteiro*

Foto: Reprodução TV Record/Arquivo

Senador eleito Flávio Bolsonaro

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) que foi ontem ao Senado, fazer seu registro biométrico, era o retrato da mudança. Ele mudou profundamente de perfil. O parlamentar altivo, que olhava a classe política de cima para baixo, deu lugar a um ser político bem mais manso e pacato, daqueles doidos por aprovação dos pares, o que não combina com sua figura de antes. Sua passagem pela Casa incluiu, entre várias declarações, uma que corou a transformação porque passou desde a descoberta das movimentações suspeitas em suas contas e na de um ex-assessor e do link que se construiu entre eles e um ex-PM foragido, acusado de comandar uma milícia no Rio.

Ao ser questionado sobre a candidatura de Renan Calheiros para a presidência do Senado, Flávio, que tratava o velho político alagoano do MDB aos pontapés, simbolicamente falando, combatendo abertamente seu projeto de assumir o controle da Câmara Alta, capitulou. Conseguiu dizer apenas que todos os nomes postos – todos, o que inclui o de Renan, naturalmente – estão alinhados com as pautas do governo. Pois é: até o emedebista que já foi associado ao Satanás por uma adversário, e colocado tempos atrás, muito apropriadamente, pelos Bolsonaro, na cota de membro ilustre do sistema político carcomido que a família chegou prometendo desbancar.

É delírio querer colocar a evidente inflexão vivida pelo primogênito do presidente da República na cota das perseguições da “mídia” que ele diz vir sofrendo. O que aconteceu, e os jornalistas não deixaram de notar nos relatos que fizeram ontem sobre a passagem relâmpago do Zero 1 pelo Senado, foi que ele perdeu a força. Ou, falando de outro modo, se fragilizou imensamente desde que a descoberta sobre sua vida financeira e a do ex-auxiliar Fabrício Queiroz turbinou as mais diversas especulações. Sem contar não ter conseguido se explicar sobre as homenagens que prestou ao miliciano, bem como o discurso que fez em defesa da milícia.

Ontem, até um Powerpoint, semelhante àquele famoso produzido pelo procurador Deltan Dalagnol indicando que o ex-presidente Lula era o chefe de uma organização criminosa, que tanta polêmica ainda causa, a propósito de fazer o leitor entender as relações da família Bolsonaro com “Queiroz e as milícias” foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, um dos alvos do presidente e de seus diletos filhos, em mais uma demonstração de que, mais cedo do que se esperava, os Bolsonaro deixaram de ser estilingue para passar à condição, mais do que evidente, de vidraça.

Daí também que parecem inócuas as tentativas de Flávio de buscar se afastar do pai, observando, como fez ontem, que as suspeitas que provoca nada têm nada a ver com o governo, tarefa que seria imensamente mais fácil, caso o presidente, no período em que foi deputado federal, em 2005, não tivesse ele próprio feito uma defesa contundente do ex-PM foragido, atacando, para isso, inclusive, um coronel que servira de testemunha para o processo que culminaria em seu primeiro afastamento da corporação. Não é preciso dizer que a classe política ou o sistema político, Renan à frente, que Bolsonaro se elegeu prometendo detonar, está simplesmente em festa.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

30 de janeiro de 2019, 19:21

EXCLUSIVA Charles empaca e dificulta operação para garantir mandato a Paulo Magalhães

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Deputado federal Charles Fernandes nem pensa em assumir secretaria no governo Rui Costa

A resistência do deputado federal Charles Fernandes (PSD) em assumir uma secretaria no governo Rui Costa (PT) está trazendo uma verdadeira dor de cabeça para o plano do governador de garantir o mandato do deputado federal Paulo Magalhães (PSD), que amargou uma suplência na última eleição e precisa que um colega de bancada libere a vaga para assumir como parlamentar na legislatura que começa nesta sexta-feira. Como Charles resiste, a alternativa seria convencer o deputado federal Sérgio Brito (PSD) a ir para o secretariado. Ocorre que o parlamentar exige manter intacto seu gabinete em Brasília, o que tem dificultado imensamente a negociação.

30 de janeiro de 2019, 17:21

EXCLUSIVA PT se regozija com Jerônimo na Educação e maldiz Pinheiro no Planejamento

Foto: Divulgação/Arquivo

Indicação de Walter Pinheiro para secretário de Planejamento não foi bem vista nem no PT

Se ficou em estado de graça com a escolha do companheiro Jerônimo Rodrigues para a secretaria de Educação, o PT torceu o nariz para a indicação de Walter Pinheiro para a pasta de Planejamento. O senador não se relaciona bem com o partido desde a primeira campanha de Rui Costa ao governo, em que surgiu uma denúncia envolvendo uma ONG com relações antigas com a sigla. Pinheiro não foi nada solidário com a campanha do PT na época, acabou se desfiliando meses depois do partido, mas ainda assim foi escolhido por Rui Costa para secretário de Educação após a eleição, quando já não estava mais filiado à legenda. “Até hoje ninguém entende este amor de Rui por Pinheiro”, ironiza um conhecido petista.

30 de janeiro de 2019, 12:00

EXCLUSIVA Bicho pega no jornal A Tarde e há risco de divórcio entre herdeiros e atual comando

Foto: Reprodução/Arquivo

Fachada do jornal A Tarde, palco constante de vários desentendimentos

O bicho voltou a pegar no centenário A Tarde, em decorrência de um forte desentendimento entre um representante dos herdeiros da família Simões e um dos executivos do grupo que assumiu o controle do jornal. Há versões para todos os gostos, que vão desde conflitos com relação à orientação editorial do matutino até exigências para o custeio de viagens de lazer, inclusive uma, a mais cara, para uma pousada de luxo em Campos do Jordão.

Se alguém aí pensou em divórcio, está no caminho certo!

30 de janeiro de 2019, 09:11

EXCLUSIVA A aguardada, incompleta e decepcionante reforma de Rui Costa

Foto: Divulgação/Arquivo

Governador Rui Costa ainda não anunciou nomes de 10 auxiliares

A contar pelo tempo com que deve ter sido maturada pelo chefe de governo, e o noticiário não indica nada em sentido contrário, a esperada reforma administrativa de Rui Costa (PT) pode ser considerada simplesmente decepcionante. Ela chega frustrando a expectativa com que o anúncio de mudanças, ainda mais quando aguardadas por tão longo período como essa, mais produz: novidade.

Não foi incorporado sequer um quadro novo no grupo do governador capaz de produzir a esperança de transformação nas políticas públicas que seu governo executa há pelo menos quatro anos, dando continuidade à gestão, também petista, do antecessor, Jaques Wagner. Pelo contrário, nomes que circularam por lá e ressurgiram por aqui reaparecerem agora como verdadeiros mortos-vivos.

Exatamente porque suas biografias não oferecem qualquer sinal de que gerarão qualquer ruptura no mais do mesmo com que a sociedade baiana se acostumou desde então. Para um governo que faz tantas exigências aos aliados sobre a qualificação dos nomes que são aconselhados a indicar dentro do espírito de uma coalizão, rejeitando, inclusive, muitas sugestões, o resultado do anúncio de ontem é de uma pobreza singular.

Ou, radicalizando, como muitos preferem, de uma mediocridade gritante. Pior: confirma a crítica que os correligionários mais dirigem ao governador, de ser uma figura altamente centralizadora, em torno de quem não só o governo, mas os auxiliares devem girar submissos a um código tácito pelo qual é melhor que não brilhem, mesmo que isso imponha seu alto custo à máquina que ajudam a gerir.

A bem da verdade, há confirmações de nomes que, pelo trabalho desenvolvido até aqui e o respeito que adquiriram em decorrência dele, revelam reconhecimento e prêmio por desempenho. Fábio Vilas Boas, da Saúde, Maurício Barbosa, da Segurança Pública, Marcus Cavalcanti, da Seinfra, e Andre Curvello, da Comunicação, são alguns dos integrantes desse time pequeno.

Há que também fazer justiça ao governador. No período em que assumiu o governo pela primeira vez, sem contar na pequena herança de que nunca pode falar, por motivos óbvios, foi obrigado a gerir a crise econômica produzida pela gestão atabalhoada de sua correligionária Dilma Rousseff (PT), que levou ao colapso diversas administrações estaduais, às voltas com atrasos no pagamento de salários e fornecedores.

Dada a pobreza cada vez maior da Bahia e a centralidade dos governos em sua economia, a repetição de um quadro desses no Estado seria simplesmente catastrófico, avassalador. É mérito de Rui ter impedido que o caos engolfasse a Bahia e provavelmente por simples reconhecimento e agradecimento a este feito a população tenha lhe confirmado um segundo mandato com 75% dos votos.

O momento atual, no entanto, além de exigir o aprofundamento dos ajustes, como alguns já sabiamente encaminhados pelo governo e aprovados na Assembleia Legislativa, cobra do gestor, principalmente, ousadia, a qual não se encontra no leque de opções com que coroou seu o anúncio de ontem, feito unilateralmente na proteção que a internet dá, no chamado “Papo Correria”.

Para completar, surpreende que ainda faltem indicar 10 dos 25 auxiliares do primeiro escalão num governo que é, a um só tempo, de continuidade e recomeço. Sem uma percepção clara de que os tempos mudaram e imporão, além de tudo, uma conjuntura política, a princípio, extremamente hostil, fica difícil imaginar que o ciclo do PT na Bahia não se encerrará com o término do mandato de Rui Costa em 2022.

29 de janeiro de 2019, 20:37

EXCLUSIVA Com Jerônimo Rodrigues, PT retoma Educação, perdida desde chegada de Pinheiro

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Jerônimo Rodrigues assumirá secretaria de Educação, que permanece sem comando desde a saída de Walter Pinheiro

A escolha de Jerônimo Rodrigues para a secretaria estadual de Educação pelo governador Rui Costa deixou o PT em festa. As diversas correntes partidárias se ressentiam da perda da secretaria de Saúde, desde a substituição do petista Jorge Sola por Fábio Vilas Boas no primeiro governo Rui Costa, e também da pasta de Educação, com a saída de Osvaldo Barreto e a entrada, ainda no mesmo mandato do governador, de Walter Pinheiro, um ex-petista. Com um companheiro de carteirinha na Educação, a avaliação dos petistas agora é de que eles retomam definitivamente o espaço, que tem capilaridade suficiente, isto é, cargos em profusão, para que a legenda chegue muito bem representada a todos os rincões do Estado.

29 de janeiro de 2019, 15:40

EXCLUSIVA Rui Costa trava anúncio de nomes de 10 secretarias estaduais

Foto: Reprodução

O governador Rui Costa (PT)

O governador Rui Costa (PT) anunciou nomes novos e confirmou outros de seu secretariado por volta do meio-dia de hoje, durante o programa “Papo Correria”, mas deixou várias pastas sem pista sobre o que fará. São elas: Secretaria de Ciência, Tecnologia e inovação (SECTI), Secretaria da Cultura (SECULT), Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDUR), Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Secretaria de Turismo (SETUR), Secretaria de Relações Institucionais (SERIN), Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS). Durante a transmissão pela internet, o governador prometeu anunciar os nomes restantes nos próximos dias.

29 de janeiro de 2019, 09:27

EXCLUSIVA Tensão entre governo e deputados por causa de demora na reforma de Rui Costa

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O deputado José Rocha teria ouvido, segundo se comenta na Assembleia, uma proposta L"indecorosa" da parte do governo

Um deputado da base do governo definiu agora há pouco para este Política Livre como tenso o clima na Governadoria por causa da reforma administrativa de Rui Costa (PT).

Segundo ele, o motivo são as indicações feitas pelos partidos, que não estariam agradando o governador. As exigências colocadas por Rui também irritam, na outra ponta, os parlamentares.

O deputado federal José Rocha, do PR, por exemplo, teria indicado já cinco nomes para a secretaria de Turismo, mas nenhum, segundo se comenta no governo, teria contentado o governador.

O PSB da senadora Lídice da Mata também fez três apostas para a pasta de Ciência e Tecnologia, mas, pelo demora com que o governo avalia as opções, parece que também não agradaram.

O governador prometeu fazer o anúncio do secretário de Educação hoje no “Papo Correria”, um programa de televisão que comanda semanalmente na internet e que será exibido, excepcionalmente, ao meio-dia.

Ante a ansiedade com que aliados aguardam os anúncios e as respostas para suas indicações, rapidamente se espalhou o boato de que ele divulgaria o nome de quem falta na equipe, no mesmo programa, o que não foi confirmado.

Com a mão na cabeça, parlamentares afirmam que já começam a achar que Rui quer agir como o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que não ouviu ninguém e indicou quem quis para o primeiro escalão do governo.

Eles apontam, no entanto, uma diferença significativa entre o processo que culminou na eleição do capitão reformado e o do governador. Lembram, fundamentalmente, que o primeiro se elegeu sem partidos.

“Rui teve apoio de todos os partidos. Não faz sentido agora não querer contemplá-los na arrumação de seu governo”, diz um suplente que aguarda as definições para saber a que “patamar” pode chegar.

Ele diz ter ouvido num gabinete na Assembleia que, descontente com as indicações de José Rocha, o governador deu uma missão ao seu chefe de Gabinete, Cícero Monteiro.

O auxiliar ligou para o deputado oferecendo um nome que ele poderia indicar com 100% de chances de aproveitamento e, assim, chamar de seu. Rocha não deu resposta, mas teria ficado uma arara.

Até agora, quatro nomes foram confirmados na equipe: Fábio Villas Boas (Saúde), André Curvello (Comunicação), Manoel Vitório (Fazenda) e Bruno Dauster (Casa Civil).

29 de janeiro de 2019, 08:55

EXCLUSIVA Luiz Caetano pode ser nomeado para articulação política do governador Rui Costa

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A única dificuldade seria o fato de Caetano ter sido declarado ficha-suja, o que o impediu de assumir novo mandato de deputado

São de 99% as chances de o deputado federal Luiz Caetano (PT) assumir a articulação política do governo Rui Costa (PT), segundo informou agora há pouco a este Política Livre uma fonte do governo. Segundo ela, a escolha dependeria apenas de uma avaliação que o governo faz sobre uma lei aprovada na Assembleia Legislativa do Estado que impede fichas-sujas (políticos condenados na Justiça) de assumirem cargos no âmbito da administração estadual. No caso de o governo identificar uma brecha para a possibilidade a nomeação, ela será feita disse a mesma fonte.

28 de janeiro de 2019, 19:44

EXCLUSIVA Rui Costa inova e promete anúncio de secretário pela internet amanhã, ao meio dia

Foto: Divulgação/Arquivo

No "Papo Correria" de amanhã, o governador Rui Costa pretende fazer a revelação

Em post publicado hoje, por volta das 17h, em sua página no Facebook, o governador Rui Costa (PT) prometeu fazer um anúncio importante na área de Educação, no “Papo Correria” de amanhã, que será transmitido excepcionalmente às 12h. A revelação, no entanto, foi suficiente para fazer correr a informação de que ele deve anunciar os nomes restantes do secretariado. Hoje pela manhã, Rui confirmou a permanência no posto de secretário de Saúde de Fábio Villas Boas, quarto nome a ser ratificado na equipe, além do de Andre Curvello (Comunicação), Manoel Vitório (Fazenda) e Bruno Dauster (Casa Civil). “O #PapoCorreria tá tão cheio de novidades que tive que antecipar o horário! Nesta terça-feira (29), estarei ao vivo a partir de MEIO-DIA com anúncio importante para a área da #educação. Então separa a marmita aí pra gente almoçar junto. Às 12h, aqui no Face e também no Insta e no Twitter!”, diz no post.

28 de janeiro de 2019, 12:47

EXCLUSIVA Elmar atribui a intransigência de Gleisi e Campos ausência de PT e PSB em almoço com Rodrigo

Foto: Divulgação

Encontro de deputados com Rodrigo Maia aconteceu em Salvador no último sábado

O deputado federal Elmar Nascimento, líder do DEM na Câmara dos Deputados, atribuiu esta manhã, em conversa com o Política Livre, à intransigência de líderes como a petista Gleisi Hoffman e o socialista Carlos Siqueira a ausência de parlamentares do PT e do PSB no almoço promovido em Salvador, no sábado passado, com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que concorre à reeleição. Para Elmar, o desconhecimento da senadora Gleisi sobre como funciona a Câmara e o despreparo de Siqueira custarão aos parlamentares dos dois partidos posições importantes na Casa, ainda que sejam de oposição. “Estes deputados ficarão boiando na Casa quatro anos”, disse Elmar, que esteve por trás da organização do encontro, o qual levou em conta a realização, no mesmo dia, a festa de aniversário do prefeito ACM Neto (DEM), que é amigo pessoal do presidente da Câmara e também esteve no almoço, apesar de ter recebido o democrata, em seguida, no espaço em que a comemoração transcorreu. Elmar fez questão de destacar, no entanto, a presença de praticamente todos os partidos com representação na Câmara e no Estado, a exemplo do PSD, do senador Otto Alencar, do PRB, do PSL, do PSDB, do PHS, do PR, do PRP, do Avante, do PDT e do PCdoB.

26 de janeiro de 2019, 11:08

EXCLUSIVA Crise de financiamento do metrô levou Rui Costa a aceitar encontro com ACM Neto

Foto: Fernando Vivas/Arquivo

Rui Costa recebe ACM Neto na Governadoria, um acontecimento inédito na história dos dois

O prefeito ACM Neto (DEM) foi sincero ao relatar a jornalistas que tratou da questão da mobilidade urbana de Salvador no encontro, a portas fechadas, que teve com Rui Costa (PT) na semana passada, na primeira aproximação concreta entre os dois desde a posse do governador, em 2014.

A reunião ocorreu depois de um encontro inesperadamente amistoso que tiveram no adro da Igreja da Conceição da Praia, ponto de partida da Lavagem do Bonfim, onde acabaram se dando as mãos em oração e posando para uma imagem de união da qual, por falta de hábito, a sociedade baiana estava definitivamente desacostumada.

Mas se, por um lado, o prefeito saiu dos seus cuidados e se dirigiu até a Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia, para conversar com Rui, não era ele que parecia estar ardentemente apostando em algum tipo de entendimento entre os dois.

No princípio do mês, Neto havia pedido uma audiência ao governador com o objetivo de tratar especificamente da questão dos transportes em Salvador, cujos problemas, apesar de suas especificidades complexas, não diferem, em definição, dos das demais capitais brasileiras.

Dando pouca importância para o contato, Rui não lhe deu resposta. Ele sabia que Neto estava envolvido em uma discussão com os donos de ônibus sobre o aumento de tarifa e, mais do que isso, que, se o praticasse, elevaria também os valores cobrados no metrô, até hoje subsidiado pelo governo estadual.

No Thomé de Souza, a conclusão sobre o desinteresse de Rui no encontro era a seguinte: como o governador imaginava que o prefeito permitiria a majoração da passagem, não precisaria se envolver com a questão, normalmente polêmica e, com certeza, impopular.

Assim, como gestor do Estado, se beneficiaria naturalmente da decisão do aumento, sem participar dela, que teria como consequência aliviar o custo da operação do metrô, uma PPP na qual o Estado investe anualmente cerca de R$ 300 milhões, conta perigosíssima para o estágio atual das contas do governo.

Ocorre que, como os empresários não atenderam às exigências do prefeito, ele sustou a discussão sobre a elevação da tarifa. E Rui ficou a ver navios, à espera de um refresco no custeio da PPP do metrô que não veio.

Não é preciso adiantar conversa para dizer que, apesar de continuar não querendo se envolver na polêmica, o governo deseja o aumento das passagens dos ônibus, assim como a CCR, empresa com que o Estado patrocinou a PPP. E que a elevação das passagens se encontra nas mãos do prefeito.

Não é segredo de ninguém que, projetado para transportar 500 mil passageiros por dia, o metrô foi colhido pela crise que reduziu o número de usuários e, consequentemente, suas receitas, tornando sua manutenção uma operação de alto risco para o Estado. Portanto…

25 de janeiro de 2019, 17:40

EXCLUSIVA Suplentes aguardam definição de Rui sobre reforma para ver se assumem mandatos

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Luizinho Sobral (Podemos), Angelo Almeida (PSB), Charles Fernandes (PSD) Joseildo Ramos (PT) e Paulo Magalhães (PSD)

O nome de pelo menos cinco suplentes de deputados federais e estaduais do grupo do governo têm sido mencionados com chances de assumir mandatos em decorrência da reforma administrativa do governador Rui Costa (PT), que ninguém sabe agora quando será definitivamente anunciada.

Na Assembleia, um dos que mais aparece é o de Luizinho Sobral (Podemos), ex-prefeito de Irecê, que não conseguiu se eleger deputado estadual por causa de 12 votos. Outro citado com frequência é o de Angelo Almeida, do PSB, que também era suplente nesta legislatura, conseguiu assumir o mandato, mas nas eleições passadas novamente ficou na suplência.

Almeida representa o município de Feira de Santana, cidade comandada pelo DEM e sem nenhum representante na Assembleia. O terceiro deles é o petista Bira Coroa, oriundo de Camaçari, cidade na qual o PT brilhou durante anos, mas agora ficou sem nenhuma representação governista depois da declaração de inelegibilidade do deputado federal Luiz Caetano.

Na esfera federal, os destaques vão para Charles Fernandes, do PSD de Guanambi, que provisoriamente recebeu o diploma de deputado devido aos problemas da candidatura de Luiz Caetano, e Joseildo Ramos, de Alagoinhas, outro petista que aguarda também uma posição do governador Rui Costa (PT) para assumir o mandato na Câmara dos Deputados, além de Paulo Magalhães (PSD), que está na fila esperando o mesmo.

No grupo do prefeito ACM Neto (DEM), os suplentes parecem estar com a vida já resolvida. O vereador Thiago Correia (PSDB), por exemplo, deve assumir uma vaga no lugar de Léo Prates, que, segundo o prefeito, vai para uma secretaria. O deputado estadual Luciano Ribeiro, que também não conseguiu se reeleger, é outro que deve assumir um cargo na gestão de Neto.

Na esfera federal, a deputada federal Tia Eron (PRB) assumiu uma secretaria executiva no ministério da polêmica ministra Damares Alves (Mulher) e José Carlos Aleluia (DEM) deve também ser contemplado com um cargo federal, enquanto Antônio Imbassahy (PSDB) já comanda a representação do governo de São Paulo em Brasília.

25 de janeiro de 2019, 13:48

EXCLUSIVA “Será que esse povo não se recicla?”, esbraveja Rui sobre indicações ao secretariado

Foto: Divulgação/Arquivo

Ex-secretário de Turismo Domingos Leonelli foi um dos teria tido seu nome lembrado pelo PSB de Lídice da Mata

Apontada como um dos motivos para o atraso na definição da reforma administrativa que o governador Rui Costa (PT) pretende fazer e, segundo os últimos rumores, pode ser adiada até fevereiro, a inadequação ou mesmo baixa qualificação dos nomes indicados pelos partidos está elevanodo o nível de stress na Governadoria, dificultando o processo de montagem da nova equipe. De acordo com um assessor muito próximo do governador, ele teria ficado uma arara com a relação de três nomes apresentados pelo PSB da senadora Lídice da Mata como alternativas para a secretaria de Ciência e Tecnologia: além do atual titular da pasta, Rodrigo Ita, teriam sido sugeridos pelo partido os nomes de Domingos Leonelli e do deputado estadual Bebeto. “Será possível que esse povo não se recicla?”, teria esbravejado Rui depois do encontro em que o PSB sugeriu os nomes.