30 de novembro de 2016, 15:17

EXCLUSIVA Apenas cinco deputados da Bahia votaram contra crime de responsabilidade para juízes e procuradores

Os deputados Antonio Brito, Antonio Imbassahy, Jutahy Jr., João Gualberto e Bebeto votaram não

Dos 37 parlamentares baianos presentes à sessão de ontem, na Câmara dos Deputados, que aprovou o crime de responsabilidade contra juízes e procuradores e promotores, apenas cinco votaram contra a medida, que levou membros da Lava Jato ameaçarem com renúncia coletiva agora há pouco, durante entrevista à imprensa. Votaram contra o crime de responsabilidade para os magistrados os deputados Antonio Brito (PSD), Antonio Imbassahy (PSDB), Bebeto (PSB), João Gualberto e Jutahy Jr., ambos do PSDB. Veja abaixo a lista completa de como votaram os parlamentares abaixo. “Conseguimos reunir 132 votos contra a medida, mas a posição que defendi, contra o abuso de autoridade, foi derrotada por 313 votos na Câmara”, resumiu Jutahy Magalhães Jr. Os deputados José Rocha (PR) e Sérgio Britto (PP) não participaram da votação.

Veja como os parlamentares baianos votaram clicando aqui.

30 de novembro de 2016, 08:10

EXCLUSIVA Lançamento de Nilo acirra disputa por presidência da Assembleia

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Angelo Coronel lança desafio ao presidente da Assembleia

A oposição considerou uma vitória o fato de o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Nilo (PSL), ter oficializado ontem sua candidatura à reeleição. Avalia que, a partir de agora, o jogo começa e “em desvantagem” para Nilo, que terá que enfrentar os dissabores de uma campanha antecipada, a dois meses da eleição. “Só peço calma a Marcelo, lembrando a ele que esta é uma Casa de iguais, na qual não faz sentido ninguém se apegar ao cargo”, diz o deputado estadual Angelo Coronel (PSD), que anunciou na semana passada ser candidato à sucessão do presidente. Além dele, o deputado Luis Augusto (PP) também é candidato, assim como o colega Pastor Sargento Isidório, do PDT, embora os três discutam a possibilidade de uma unidade pela qual aquele que estiver em melhor posição receba o apoio dos demais. A título de provocação a Marcelo Nilo, Coronel afirma que está aguardando o presidente apresentar uma lista com o apoio de 32 deputados, número suficiente para vencer a eleição na Casa. “Eu ainda espero que ele (Marcelo Nilo) venha votar comigo, porque votei cinco vezes com ele. Não quero briga, quero a unidade na Casa e que todos tenham espaço, todos vejam o sol na mesma proporção”, afirmou Coronel.

29 de novembro de 2016, 18:10

EXCLUSIVA Deputados dão troféu “Abacaxi de Ouro” a presidente da Juceb

Foto: Divulgação/Arquivo

Carlos Alberto Tramm está na mira dos deputados da base do governo

Presidente da Junta Comercial da Bahia, Antônio Carlos Tramm ganhou o troféu “Abacaxi de Ouro” da bancada estadual do governo na Assembleia Legislativa. Além de dar chá de cadeira em deputados, bate no peito, segundo eles, e afirma que não deve sua indicação a ninguém. Não é bem assim. Tramm foi indicado pelo PSB da senadora Lídice da Mata (PSB), mas nem a turma do partido parece gostar da sua pessoa. O time do PT quer ver ele pelas costas.

29 de novembro de 2016, 10:48

EXCLUSIVA Benito e Lúcio aparecem como opções ao Senado na chapa de Neto

Foto: Divulgação/Arquivo

Benito Gama é hoje presidente do PTB da Bahia

Outros nomes começaram a surgir como opções para a disputa ao Senado na chapa de ACM Neto (DEM) desde a queda do ministério de Michel Temer (PMDB) do baiano Geddel Vieira Lima (PMDB), que políticos baianos consideraram fatal para seus planos de concorrer a uma das vagas à senatória, apesar de as eleições acontecerem só daqui a dois anos. Um das opções que deverão ser avaliadas no momento de montagem da chapa pelo prefeito é o nome do petebista Benito Gama, hoje deputado federal, apesar de ele se encontrar num partido infinitamente menor do que o PMDB de Geddel. Outra alternativa sobre a qual se comenta é a do ex-ministro lançar ao Senado em seu lugar o irmão, o hoje deputado federal Lúcio Vieira Lima, cuja imagem não teria sofrido o mesmo desgaste que a sua no caso apartamento La Vue. A outra vaga de senador na chapa de Neto estaria reservada ao tucano Jutahy Magalhães Jr.

29 de novembro de 2016, 08:14

EXCLUSIVA Governo Temer fica sem um representante baiano no ministério

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Aleluia teria tido indicação a ministério derrubada por Geddel Vieira Lima

A queda de Geddel Vieira Lima da secretaria de Governo deixou a Bahia sem um representante sequer no ministério de Michel Temer. Geddel ocupava o cargo na cota pessoal do presidente, de quem é amigo pessoal. Contraditoriamente, sua força junto a Temer era apontada por deputados da bancada baiana como a responsável pelo fato de o Estado ter permanecido durante este primeiro semestre de vida do governo exclusivamente com ele no primeiro escalão.

Alguns chegam a alegar que Geddel teria sido responsável pelo veto a nomes como o do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), que chegou a ser cotado para o Ministério de Minas Energia e até o de Educação, e o do colega Benito Gama, que também possui relação pessoal com Temer e teria tido seu nome lembrado, numa lista junto com outros dois nomes, por seu partido, o PTB, para assumir uma pasta no primeiro escalão do governo.

“A Bahia podia, com certeza, ter tido dois ou três ministros. Agora fica com menos força para ampliar sua participação”, afirma um outro deputado, alegando que, no Palácio do Planalto, a alegação frequente para a posição de indigência do Estado no ministério de Temer era o fato de o próprio Geddel, supostamente por “medo de lhe fazerem sombra”, alegar que o Estado não precisava de mais representantes na Esplanada.

O Estado de Pernambuco, por exemplo, cuja bancada no Congresso tem apenas 25 deputados, contra 39 da Bahia, possui cinco ministros. Agora, a expectativa na bancada baiana é que, após a aprovação da PEC do Teto dos gastos públicos, o presidente convoque algum baiano para participar do ministério, até para atender ao critério de equilíbrio da representação dos Estados no primeiro escalão.

Além disso, muitos acreditam que o próprio Geddel, dada sua relação pessoal com o presidente, continue ajudando o governo nos bastidores. A Bahia começou a perder espaço no primeiro escalão do governo federal na gestão de Jaques Wagner (PT), que não se mobilizava para indicar aliados sob o argumento de que tinha acesso direto a todo o ministério. Deputados, entretanto, alegam que ministros facilitam contatos e a liberação de recursos para o Estado.

28 de novembro de 2016, 18:14

EXCLUSIVA Câmara admite vitória de Prates, mas não sabe se aceitará secretaria

Foto: Política Livre/Arquivo

Presidente da Câmara, Paulo Câmara ainda não decidiu se aceita uma secretaria no governo de ACM Neto

O prefeito ACM Neto (DEM) e o presidente da Câmara Municipal, Paulo Câmara (PSDB), almoçaram hoje a sós com o objetivo de discutir a construção de uma saída para a disputa à sucessão no comando da Casa. No encontro, realizado em tom ameno e até bem humorado, Câmara admitiu que já não reúne condições numéricas de derrotar o outro candidato da base governista, Leonardo Prates (DEM). Para selar a unidade, o prefeito ofereceu duas secretarias ao tucano, uma das quais seria indicada por ele e o deputado federal Antonio Imbassahy, e a outra, para ser compartilhada entre os deputados federais Jutahy Magalhães e João Gualberto. Neto gostaria que, desistindo de concorrer contra Prates, o próprio Câmara fizesse parte do primeiro escalão de sua equipe, mas o vereador não deu resposta. Prefere avaliar com cuidado a oferta. Depois do almoço, Câmara liberou os vereadores que estavam fechados com ele para decidir seu destino.

28 de novembro de 2016, 12:38

EXCLUSIVA A fortuna de um presidente sem virtú

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Michel Temer ontem em entrevista coletiva em Brasília

O presidente Michel Temer (PMDB) subestimou a indisposição popular e da mídia ao seu governo, que vive ainda marcação cerrada da oposição, quando deixou se estender demasiadamente a presença de um Geddel Vieira Lima intoxicado por denúncia de um ex-colega em seu gabinete. Paga agora um preço alto, representado, principalmente, pela demora no arrefecimento da crise produzida pelo episódio.

Ainda que pouco representativas até agora, já começam a pipocar diversas manifestações pedindo o impeachment de Temer Brasil afora, todas acesas pelo caso do ex-ministro que passou oito dias apanhando até se tocar de que sua situação era insustentável. A presença do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, o acusador, no noticiário, respaldado pela Globo, é um combustível infalível.

O Temer que apareceu ontem em coletiva, obrigado a falar sobre o tsunami originário de um interesse particular de um ex-auxiliar, apesar de sereno, era um presidente visivelmente acuado pela fortuna ou a sorte de que fala Maquiavel sem a virtú, a qualidade capaz de controlá-la, como ensina o mesmo autor de o Príncipe. O exercício do poder na Presidência deve ter feito ele esquecer do que parece um pequeno detalhe.

A opinião pública o vê tanto quanto a seu partido e ao peemedebismo de seus colaboradores de mesma origem como portadores de déficits aparentemente insanáveis de virtude republicana. Para completar, fatos e interpretações têm se encarregado de colocar de forma quase que exclusiva nas costas da classe política a responsabilidade por uma recessão que ameaça tragar a todos, aumentando a irritação e a impaciência gerais.

A reveladora frase do presidente dizendo que “conduziu” o auxiliar complicado a pedir a própria demissão prova que ele não entendeu ou não quer entender que só se colocando na condição de guardião intransigente da República, quando as oportunidades se apresentarem, terá condições de começar a enfrentar seu resistente nível de rejeição, essencial a que consiga concluir o mandato iniciado com um impeachment.

28 de novembro de 2016, 11:36

EXCLUSIVA Bebeto deve assumir controle do PSB na Bahia no lugar de Lídice

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Bebeto na crista da onda do PSB

Já está tudo pronto em Brasília para que o deputado federal Bebeto assuma oficialmente o controle do PSB da Bahia em lugar da senadora Lídice da Mata. Na capital federal, os comentários são de que Bebeto só não tomou o comando do partido antes por ter votado contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O cálculo da cúpula nacional da agremiação é o de que Lídice perdeu força política, não conseguirá se reeleger ao Senado e, além disso, é voto certo no Congresso contra toda e qualquer orientação do PSB, hoje no caminho de apoio ao presidente Michel Temer (PMDB). Não é improvável que o partido, no Estado, continue votando com o governador Rui Costa (PT), mas é natural que a nova orientação abra uma janela para futuras aproximações com o prefeito ACM Neto (DEM).

28 de novembro de 2016, 07:30

EXCLUSIVA A nova dimensão de Geddel, por Raul Monteiro

Foto: André Dusek/AE

Ainda é cedo para avaliar o tamanho a que foi reduzido o peemedebista Geddel Vieira Lima depois de sua rumorosa demissão do papel de articulador político do governo Michel Temer (PMDB). Mas é consenso que, no médio e mesmo no longo prazo, jamais será aquele a que chegou recentemente e que a implicação mais imediata dos termos de sua pesada queda se projetará inquestionavelmente sobre 2018. Como se sabe, Geddel tinha plano praticamente consolidado de ocupar uma das vagas ao Senado na chapa com que o prefeito ACM Neto (DEM) pretende disputar a próxima sucessão estadual.

A topada que levou, no entanto, parece ter derrubado de tal forma suas chances de entrar no concurso que já desperta abertamente a cobiça pelo espaço que estava reservado a ele tanto entre partidos da base do prefeito quanto em legendas oportunistas que hoje estão no campo oposto. Depois de ter passado uma semana apanhando da Rede Globo e nas redes sociais por causa da denúncia de que pressionou indevidamente um colega para livrar das garras do IPHAN um empreendimento no qual tem um apartamento, o peemedebista viu reduzir a pó a importante ajuda que emprestaria à virtual chapa a ser liderada pelo democrata.

Mesmo numa disputa que ocorrerá daqui a dois anos, o auxílio que sua presença poderia representar tem tudo para transformar-se num grande estorvo para o consórcio majoritário oposicionista, motivo porque, à primeira vista, o novo cenário, se cria uma oportunidade, também provoca um problema para as intenções sucessórias do prefeito. Se tinha um quadro na cabeça que contemplava a participação de Geddel, tudo indica que Neto será obrigado agora a repensar a posição dos aliados com que partirá para enfrentar o governador Rui Costa (PT), candidato à reeleição.

As projeções, evidentemente, não levam em conta o que, a partir de agora, pode acontecer com o próprio governo Michel Temer, o qual foi praticamente tragado pela dimensão estendida que o caso Geddel ganhou na mídia, desencadeando entre outras idéias a defesa de seu impeachment por parte dos partidos esquerdistas, nem o tsunami que a iminente delação dos executivos da Odebrecht pode provocar sobre uma classe política cada vez mais oprimida entre a intransigência de setores da Operação Lava Jato e a completa desconexão de algumas de suas lideranças com relação à mudança de paradigma porque passa o país, da qual o caso Geddel é um exemplo.

É precipitado, no entanto, achar que os últimos episódios tiraram o ex-ministro do jogo político. Mesmo porque sua relação com o presidente da República continua próxima e ele poderá, inclusive, desempenhar algum papel nos bastidores de auxílio ao atual governo, apesar de contar com condição inferior à desfrutada, por exemplo, pelo senador Romero Jucá, primeiro ministro de Michel Temer a deixar o cargo por ter sido pego numa gravação sugerindo a necessidade de conter “a sangria” da Lava Jato. Jucá permaneceu junto ao primeiro mandatário por ter um mandato, trunfo do qual Geddel deve estar desesperadamente sentindo falta neste momento.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

26 de novembro de 2016, 20:09

EXCLUSIVA Alckmin cobra redução de juros e ação mais forte do governo na economia

Foto: Divulgação

Alckmin fala em encontro de prefeitos eleitos tucanos em Praia do Forte

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, cobrou hoje na Bahia uma ação mais forte do governo Michel Temer (PMDB) no sentido de recuperar a economia, lembrando da importância do rigor fiscal e da necessidade de reformas como a da Previdência. “O governo (federal) precisa passar mais empenho e determinação (no sentido da recuperação da economia)”, disse o governador, acrescentando que economia é confiança e “se todos acreditam, ajuda”. Ele falou ao Política Livre com exclusividade, por telefone, do Aeroporto de Salvador, antes de embarcar de volta para São Paulo.

Um dos nomes mais fortes hoje no PSDB para disputar a presidência da República em 2018, Alckmin chegou ao Estado na sexta-feira à noite, para participar de um evento de prefeitos eleitos tucanos e do encontro da Associação Baiana de Supermercadistas (ABASE), realizados no Iberostate, na Praia do Forte. Tanto a um grupo quanto a outro, ele deixou uma mensagem otimista, prevendo um 2017 melhor que o ano que acaba, apesar da forte recessão que abate o país. “O problema do Brasil é estrutural. O país ficou caro antes de ficar rico, o que afetou sua produtividade”, afirmou o governador paulista.

Ele também criticou a alta taxa de juros, lembrando que, como a política fiscal é frouxa – como legado petista, o país convive hoje com R$ 160 bi de déficit primário -, a política monetária tem que ser mais dura, apertando o crédito. “Se (o governo) for mais firme na redução dos gastos, a redução dos juros já deveria ter vindo porque a inflação já dá mostras de descréscimo”, afirmou, observando que uma das soluções para o país é a construção civil, por meio de investimentos em infraestrutura e logística, algo que, em sua avaliação, pode começar pela Bahia.

26 de novembro de 2016, 08:54

EXCLUSIVA Camaçari: Montagem de secretariado irrita base de futuro prefeito

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito Elinaldo reduz secretarias e dar poder à chamada "República de Alagoinhas"

A montagem do secretariado do prefeito eleito de Camaçari, Elinaldo (DEM), já começou a produzir um pequeno curto-circuito nas suas relações com a Câmara Municipal. Preocupado com o número excessivo de secretarias criadas nas gestões petistas, hoje em torno de 30, o democrata acatou a sugestão de consultores para ajustá-las para a metade como forma de reduzir despesas no município.

A medida, no entanto, gerou descontentamento na base aliada, exatamente porque reduz a perspectiva de indicações para o primeiro escalão do governo municipal. Um dos que devem dançar é o ex-vereador Waldir Freitas, a quem havia sido prometida uma pasta. Ele já teria sido avisado, no entanto, de que as chances de assumi-la foram reduzidas com as mudanças planejadas pelo novo prefeito.

Outra iniciativa que deixa a futura bancada de sustentação do governo irritada é o fato de já correr na cidade a informação de que pelo menos 1/3 dos novos secretários devem ser de outras cidades, a exemplo de Salvador, o que fere a tradição consolidada pelo menos das duas últimas gestões municipais na qual o primeiro escalão era basicamente formado de quadros locais.

Já são dados como certas, por exemplo, as indicações do auditor fiscal Renato Almeida, para a secretaria da Fazenda, e de Reginaldo Paiva, para a pasta da Administração. Ex-secretários na gestão de Paulo César em Alagoinhas, os dois seriam indicados pelo deputado federal Paulo Azi, um dos parlamentares que mais apostaram na eleição de Elinaldo em Camaçari.

Por este motivo, a presença de Azi na administração já ganhou a classificação irônica da parte de alguns vereadores da base de “República de Alagoinhas”. A montagem do primeiro escalão teria deixado especialmente indignados os vereadores Flávio Mattos e Júnior Borges. O segundo, por exemplo, já teria até aberto conversações com a bancada de oposição.

Uma fonte da Câmara Municipal conta ao Política Livre que já estariam avançadas as conversas com o objetivo de avaliar uma candidatura de oposição à presidência da Câmara Municipal contra o vereador Jorge Curvelo, candidato do prefeito eleito. “Aqui, todo mundo fala que o estilo de Elinaldo assemelha-se muito ao do ex-prefeito Helder Almeida, o que não é um bom sinal”, completa o mesmo vereador.

25 de novembro de 2016, 10:34

EXCLUSIVA PF teria levado para depor coercitivamente assessor de Geddel

Informe chegado há pouco ao Política Livre dão conta de que a Polícia Federal teria feito, nesta manhã, uma operação em Salvador, momentos antes de Geddel Vieira Lima anunciar que pediria demissão da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer. Um desdobramento da operação teria sido a condução coercitiva de um suposto assessor do ex-ministro, de prenome Leonardo. A conferir.

25 de novembro de 2016, 09:01

EXCLUSIVA Globo torna presença de Geddel no governo insustentável

Foto: Dida Sampaio/AE

Geddel está acuado pelo noticiário envolvendo seu nome e agora o do presidente Michel Temer

O depoimento do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero à Polícia Federal atribuindo igualmente ao presidente Michel Temer (PMDB) e ao ministro Eliseu Padilha pressão para que resolvesse um assunto particular do ministro Geddel Vieira Lima na Bahia tornou insustentável a presença do responsável pela Articulação Política no governo.

Ainda mais porque, segundo o próprio Calero, os três foram gravados por ele. Geddel criou um grande problema para si e o governo por conta da pressão “arrogante” que fez para que o ex-colega desembaraçasse um imóvel seu junto ao IPHAN. Não contava com que Calero resolvesse enfrentá-lo fora do governo junto com a Globo, que o apadrinhou no Planalto.

E agora não terá como suportar a grande pressão que a líder de audiência faz por sua saída desde o pedido de demissão do titular da Cultura. O objetivo da Globo ficou ainda mais claro hoje, no Bom Dia Brasil, seu telejornal nacional matutino, no qual uma de suas mais destacadas comentaristas, Renata Lo Prete, ofereceu a pista a Geddel e a Temer.

Evitando embarcar na idéia de um eventual pedido de impeachment do presidente, como a oposição passou a defender e alguns veículos de comunicação já fazem, Lo Prete, empoderada como uma espécie de porta voz da emissora, depois de fazer uma exuberante análise sobre a nova confusão em que o governo se meteu, deu a senha da solução.

Afirmou que, apesar da resistência que opunha à idéia até ontem à noite, o ministro deveria ser convencido a deixar o governo nas próximas horas. É isso ou, naturalmente, a pressão sobre o frágil governo Michel Temer deverá continuar num cenário de crise econômica, paralisia política e iminência da delação premiada da Odebrecht.

Sem respaldo popular, Temer terá que escolher entre continuar submisso a Geddel ou aceitar a imposição da Globo.

24 de novembro de 2016, 17:00

EXCLUSIVA Coronel pede bênção a Rui e Wagner para disputar presidência da AL

Foto: Divulgação/Arquivo

Coronel quer disputar comando da Assembleia Legislativa contra atual presidente

Determinado a disputar a sucessão de Marcelo Nilo (PSL) na presidência da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Angelo Coronel (PSD) almoçou esta semana com o governador Rui Costa (PT) para pedir-lhe a bênção. Fez o mesmo com o ex-governador Jaques Wagner, atual chefe do chamado Conselhão recém-instalado pelo governo do Estado. Aos dois, Coronel comunicou o desejo de ser presidente e de ser tratado como um candidato da base. De ambos, não teria ouvido qualquer posicionamento contrário ao projeto. Ao falar da tentativa de Marcelo Nilo de se reeleger, fez questão de destacar que não é contra o parlamentar, enfatizando se tratar de amigo seu de longa data, mas argumentou que a Casa está precisando de uma oxigenação. Nilo é tão amigo de Coronel quanto de Rui e Wagner. Se conseguir se reeleger, exercerá seu sexto mandato como presidente do Legislativo estadual.

24 de novembro de 2016, 09:51

EXCLUSIVA Com boa relação com governo e oposição, Braga Filho desponta para UPB

Foto: Divulgação/Arquivo

Reinaldo Braga Filho é prefeito de Xique-Xique

Cresce a estrela do prefeito eleito de Xique-Xique, Reinaldo Braga Filho, para a disputa pela sucessão de Maria Quitéria no comando da União dos Municípios da Bahia (UPB). Peemedebista, dialoga bem com o grupo do prefeito ACM Neto (DEM) e o do governador Rui Costa (PT), já que seu pai, Reinaldo Braga, pertence à base do governo na Assembleia Legislativa. O maior trunfo do prefeito, entretanto, é o discurso que vem fazendo para os colegas em busca de votos. Dados os vínculos partidários com o PMDB, Braga Filho tem dito que tem facilidade para defender os interesses dos prefeitos baianos em Brasília e que o fato de pertencer a um município pequeno, do sertão, é a prova de que conhece a realidade do interior mais sofrido da Bahia.