31 de agosto de 2017, 19:59

EXCLUSIVA Otto solta a voz, Dilma dá muchocho e Rui se esmera como anfitrião em Ondina

Foto: Política Livre/Emerson Nunes/Arquivo

A performance de Otto, acompanhado de violão, foi tão boa que ele quase foi aplaudido de pé

Quem soltou a voz no almoço de finzinho de tarde que Rui Costa (PT) ofereceu aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff no Palácio de Ondina, no último final de semana, foi o senador Otto Alencar (PSD). Descontraído, deixou-se levar pelo clima de companheirismo e amizade do pequeno grupo reunido em torno do governador e cantou duas músicas acompanhado do violeiro contratado por Rui Costa para embalar o encontro na residência oficial.

A performance foi tão boa que Otto quase foi aplaudido de pé. Considerado um ótimo anfitrião, do tipo que não deixa ninguém parado nem de copo vazio, o governador circulou entre todos sem distinção, mas, na visão de presentes, teria ficado ligeiramente desapontado ao convidar Dilma Rousseff para se reunir àqueles que dançavam. – Agora, vou comer!, respondeu Dilma, do alto daquele conhecido jeito ríspido de ser.

Como ninguém deu pelota para ela, foi o único ponto dissonante da reunião íntima. A senadora Kátia Abreu (PMDB), que acompanhava a ex-presidente, chegou em clima oposto e não demorou a se incorporar à atmosfera relax do anfitrião e da primeira-dama, Aline Peixoto, que, segundo habitués de Ondina, é sempre muito simpática. Até Lula, que já admite a possibilidade da condenação em segunda instância, parecia em casa.

Caso a segunda condenação ocorra, o ex-presidente ficará impossibilitado de concorrer à Presidência em 2018. Convidado pessoalmente pelo governador para o encontro, o ex Jaques Wagner, atual secretário de Desenvolvimento Econômico, fez falta com seu estilo manso, mas deu prioridade a um pedido da mulher casa-cheia, Fátima Mendonça, para visitar um familiar que estava adoentado.

31 de agosto de 2017, 12:01

EXCLUSIVA Ingresso de Imbassahy no PTB não inclui candidatura nem Paulo Câmara

Foto: Ag. Brasil/Arquivo

Ministro Antonio Imbassahy

O eventual ingresso do ministro Antonio Imbassahy (PSDB) no PTB não envolve um pacote amplo que inclua, por exemplo, o vereador tucano licenciado Paulo Câmara, seu sobrinho e peça importante hoje para ele na Secretaria de Governo. Os planos de Câmara de se candidatar a deputado estadual em 2018 se chocam com o de duas candidaturas consolidadas na legenda, pelo menos sob a atual lei eleitoral, que são a da secretária municipal Taíssa Gama (Política para Mulheres) e a do vereador Kiki Bispo.

Tampouco, o ministro entrará no PTB para ser o candidato a senador do partido na chapa a ser liderada pelo prefeito ACM Neto (DEM) em 2018. Gente com quem este Política Livre conversou e é muito próxima ao deputado federal Benito Gama, que comanda o PTB na Bahia, diz que Imbassahy pode até se viabilizar como candidato na chapa de Neto pelo PTB, mas não entrará sob esta condição na agremiação. “Há gente na fila”, diz a mesma fonte.

Segunda ela, em conversa recente com Benito, Imbassahy teria deixado claro que sua presença no PSDB ficou insustentável, dado o controle que os deputados federais João Gualberto e Jutahy Magalhães Jr. exercem sobre a agremiação na Bahia. O ministro baiano também teria ficado bastante decepcionado com a postura do senador Aécio Neves (MG), que o estimulou a tentar tirar o colega Tasso Jereissati (CE) da presidência nacional do PSDB, mas recuou, deixando-o “queimar-se” sozinho na operação.

Sob um quadro como o atual, na análise que faz sobre seu próximo passo partidário, Imbassahy avalia a situação sob o prisma de quem quer compatibilizar seus planos de permanecer como ministro do presidente Michel Temer (PMDB) e ao mesmo tempo viabilizar seus planos eleitorais para 2018, tarefa considerada bastante difícil, na avaliação de políticos baianos. A força que adquiriu junto ao presidente, no entanto, é inegável, na avaliação das mesmas fontes.

Tanto que passou a ser o ministro que mais sofre ataques na Esplanada e continua firme e forte, recebendo as missões políticas mais importantes das mãos de Temer, diz uma delas. Por esta razão,  não se descarta que o ministro esteja buscando um novo partido com o aval do presidente da República, de quem se tornou, segundo comentários em Brasília, amigo íntimo, com acesso livre, a qualquer hora do dia, ao Palácio da Alvorada.

Sob esta ótica, Imbassahy escolheria uma agremiação pela qual pudesse facilitar a vida de Temer no sentido de mantê-lo no governo, embora a conversa que se propaga em Brasília dê conta de que ele deve permanecer na Esplanada dos Ministérios mesmo que na cota pessoal do presidente da República.

31 de agosto de 2017, 09:16

EXCLUSIVA O combate aos supersalários do Estado brasileiro, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação

o momento de crise e de déficit público praticamente impagável que tem retardado a saída do país do precipício econômico

Atônita com a Lava Jato e seus desdobramentos que pareciam com potencial para atingí-la como um todo, a classe política demorou a reagir, mas parece que agora encontrou um filão por onde pode começar a confrontar aqueles que a ameaçam com, entre outros riscos, a prisão e a execração pública. Não é por acaso que começou a explorar o quadro absurdo de privilégios em que está mergulhado o Judiciário brasileiro, aproveitando o momento de crise e de déficit público praticamente impagável que tem retardado a saída do país do precipício econômico.

Sem dúvida, se trata de oportunidade e tanta para dar o troco num Poder que, associado ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, tem criado tantos percalços para o tradicional agir livre e impune dos maus políticos brasileiros. E pode-se dizer que o movimento contra juízes e procuradores vem robustecido não apenas por dados, aos quais deputados federais e senadores têm um acesso que à sociedade é negado, mas principalmente por envolver praticamente todos os partidos, do DEM ao PT, passando pelo glorioso PMDB, todos interessados em dar o troco na empáfia dos homens da lei.

Não é por outro motivo que se articulam no Congresso, tendo como líderes figuras que falam por si só como o senador Renan Calheiros, do PMDB, propostas como a de uma CPI para investigar os supersalários nos três Poderes. Difícil acreditar que o seu propósito seja apenas o de dar transparência e combater o descumprimento do teto salarial de R$ 30 mil para a totalidade dos funcionários públicos, senão o de dar publicidade a absurdos como o de juízes que recebem mais de meio milhão de reais por mês e ainda asseguram aposentadorias tão polpudas quanto, tudo bancado pelo dinheiro do assalariado brasileiro.

A bem da verdade, tudo justificado pela legislação, mas não é porque é legal que pode ser considerado moral e mesmo razoável, principalmente num país tão desigual e, por que não dizer, desumano como o Brasil. Com efeito, os abusos existem e precisam ser combatidos de frente. E já foram, inclusive, admitidos por figuras do quilate da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Carmem Lúcia, uma mulher séria e devotada à causa pública, ao decidir, como presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), requisitar a folha salarial de todos os Tribunais de Justiça do país.

Sem dúvida, tais absurdos estão entre os motivos para esta conta que não fecha de tantos gastos e receitas cada vez mais exíguas com que a Nação se debate em meio à crise. A sociedade, no entanto, precisa ficar atenta para que as iniciativas no sentido de dar mais transparência aos ganhos dos homens da lei, além da correção do que há de absurdo no que recebem, não fique na mera ameaça ou chantagem para obter ganhos pessoais, armas que os políticos brasileiros se habituaram a utilizar desde a redemocratização como ninguém.

* Artigo originalmente publicado na Tribuna da Bahia.

31 de agosto de 2017, 08:05

EXCLUSIVA Satírico “13 Razões para Votar no PT” deixa o Política Livre sem… palavras

Foto: Reprodução

Prefácio da publicação diz se tratar do melhor livro que o ex-presidente Lula já leu

A Folha informa que chega às livrarias nesta semana o livro “13 Razões para Votar no PT” (editora Matrix). A obra satírica traz na capa frase de Marco Antonio Villa, da Jovem Pan (“o melhor livro que o Lula já leu”), e, nas orelhas, textos de Kim Kataguiri (“a maior obra jamais escrita por um petista”) e de Danilo Gentili (“conseguiu descrever a inteligência e o caráter daqueles que defendem Lula e o PT”). Dentro, há 73 páginas em branco. O livro é cópia de “O que se Perde Sem Maluf”, lançado nos anos 1980. Se receber esta publicação para resenhar, este Política Livre promete ficar… sem palavras.

30 de agosto de 2017, 19:23

EXCLUSIVA DEM ameaça romper com Temer se empréstimo do BB sair para a Bahia

Foto: André Dusek/Arquivo

Michel Temer e seu ministro preferido, Antonio Imbassahy, teriam sido colocados contra a parede

Parece cada dia mais difícil ao presidente Michel Temer (PMDB) liberar os R$ 600 milhões de um empréstimos do Banco do Brasil para o governo baiano. A pressão do DEM nacional sobre ele e, principalmente, sobre o ministro Antonio Imbassahy (secretaria de Governo) recrudesceu nos últimos dias, depois que houve um movimento no sentido de dar continuidade ao processo para a liberação dos recursos. O recado passado aos dois é de que até rompimento pode haver caso o adversário petista Rui Costa (PT) seja contemplado com o dinheiro. O pior é que Antonio Imbassahy foi colocado contra a parede num momento em que parece vir recebendo ataques de todos os lados.

30 de agosto de 2017, 08:52

EXCLUSIVA STF está com a faca no pescoço do conselheiro Mário Negromonte

Foto: Ag. Brasil/Arquivo

Mário Negromonte pode ser afastado do TCM se denúncia contra ele for aceita pelo STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou ontem o julgamento da denúncia contra sete políticos do PP, segundo o site O Antagonista, acusados de receber propina no petrolão, entre os quais se encontram três baianos: o deputado federal Roberto Brito, o deputado federal Mário Negromonte Jr. e seu pai, o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Mário Negromonte, que era líder do partido na Câmara, período em que a denúncia se referencia. Os ministros da Segunda Turma do STF ouviram os advogados de defesa, mas deixaram para votar na semana que vem. Foram denunciados ainda Luiz Fernando Faria (MG), Arthur Lira (AL), José Otávio Germano (RS) e João Pizzolatti (SC). De todos, o que está em situação mais grave é o ex-deputado Negromonte, já que, caso a denúncia seja aceita, será automaticamente afastado de suas funções no TCM.

29 de agosto de 2017, 15:27

EXCLUSIVA Inferno na torre da Federação das Indústrias da Bahia

Foto: Divulgação/Arquivo

A briga só aumenta na Fieb

O vice-presidente Mário Pithon, enfim, foi reintegrado à direção da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), por determinação do desembargado Emílio Resedá, do Tribunal de Justiça da Bahia. Na última quinta-feira (24), em reunião do Conselho da entidade, já com a participação de Pithon, o presidente Ricardo Alban foi alvo de diversas críticas à maneira como procedeu na discutível reforma do estatuto e na condução do atual processo eleitoral, antecipado em seis meses.

O novo estatuto, de acordo com Pithon, teria sido alterado de forma a concentrar ainda mais poder nas mãos do presidente da Fieb, contrariando completamente o espírito democrático da chapa eleita sob a liderança do presidente Carlos Gilberto Farias, falecido logo depois da posse, e sucedido por Alban. “A ideia era fortalecer o colegiado, mas o atual presidente conduziu arbitrariamente o processo de mudança do estatuto de forma a torná-lo ainda mais poderoso”.

Na avaliação do vice-presidente, Ricardo Alban teria atropelado a decisão de diretoria, de março de 2016, que suspendera as mudanças do estatuto. Por conta própria, posteriormente, Alban teria promovido alterações conforme sua conveniência nas regras da entidade, principalmente quanto ao processo eleitoral, que passou a permitir a formação de chapa com mais de 50% dos votantes. Para Mário Pithon, a Fieb sofreu um golpe, a exemplo do que ocorre atualmente na Venezuela.

O vice-presidente reintegrado aponta a reforma eleitoral, promovida por Ricardo Alban, como fator que estaria impedindo a formação de chapas de oposição para a disputa da entidade. “A situação é tão vergonhosa e sem limites, que a chapa que está sendo formada pelo atual presidente para a sua reeleição é composta por mais da metade dos representantes sindicais com direito a voto, o que dá a vitória a ele sem a abertura das urnas”, informa Pithon.

As polêmicas ações de Ricardo Alban à frente da Fieb indignam outros setores da federação. O conselheiro Paulo Cintra o acusa de ditador e também condena a contradição do atual presidente em querer ser reeleito, quando defende o fim da reeleição na política partidária, posição aprovada por ele na Confederação Nacional das Indústrias (CNI). O 1º vice-presidente Carlos Gantois, por sua vez, assinala que Alban estaria apequenando a entidade com comportamentos dessa natureza. Já o presidente do Cieb, Reginaldo Rossi, pede mais respeito à oposição, que estaria sendo espezinhada na Casa.

29 de agosto de 2017, 08:17

EXCLUSIVA Roberto Muniz surge como alternativa a Cássio Peixoto no Saneamento

Foto: Divulgação/Arquivo

Cássio Peixoto tem desagrado geral no governo Rui Costa

Apesar de não ter entrado inicialmente na linha de corte na reforma administrativa pretendida pelo governo Rui Costa (PT), Cássio Peixoto, da secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, está na corda bamba. O desagrado com o trabalho do indicado pelo PP é amplo no governo. E a turma torce para que o governador coloque em seu lugar Roberto Muniz, que deverá ter que deixar o Senado com o retorno do senador licenciado Walter Pinheiro, hoje secretário estadual de Educação.

25 de agosto de 2017, 10:46

EXCLUSIVA O grande desapontamento de Cícero Monteiro

Foto: Divulgação/Arquivo

Cícero Monteiro achava que ia virar secretário de Relações Institucionais

Com a decisão de Josias Gomes de permanecer na secretaria de Relações Institucionais atendendo a apelo do governador Rui Costa (PT), quem ficou num desapontamento sem tamanho é o chefe da Casa Civil, Cícero Monteiro. Ele era a opção do ex-governador Jaques Wagner (PT) para suceder Josias e – o que é pior – acreditou nisso!

24 de agosto de 2017, 18:11

EXCLUSIVA Ex-deputada Jusmari Oliveira pode virar secretária de Ciência e Tecnologia

Foto: Jornal Classe A

Ex-deputada federal Jusmari Oliveira iria para o PSB, partido que hoje ocupa a pasta

A articulação política do governo Rui Costa (PT) negocia com a ex-deputada federal e ex-prefeita de Barreiras Jusmari Oliveira sua eventual indicação à secretaria estadual de Ciência e Tecnologia. As discussões ainda estão em fase preliminar e passariam pelo ingresso da ex-parlamentar no PSB, partido hoje controlado na Bahia pela senadora Lídice da Mata (PSB). O cargo é ocupado hoje pelo partido, que indicou o engenheiro agrônomo José Vivaldo Mendonça para a pasta, na última reforma administrativa conduzida pelo governo, em janeiro último. A confirmar!

24 de agosto de 2017, 11:12

EXCLUSIVA Fracassa operação de Imbassahy, Araújo e Temer para derrubar Tasso no PSDB

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Apesar de jogarem alinhados, Imbassahy e Temer não conseguiram derrubar Tasso do comando do PSDB

No PSDB, os ministros da secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, e Bruno Araújo, das Cidades, estão sendo apontados como os principais derrotados na operação que o governo Michel Temer (PMDB) montou, com o auxílio de ambos, para derrubar o senador Tasso Jereissati da presidência nacional do partido. Combinados com o governo, os dois iniciaram uma bem articulada movimentação na bancada tucana com o objetivo de convencer o senador Aécio Neves (MG) a ajudar na destituição do colega cearense. Como, pelo estatuto tucano, mesmo na condição de presidente licenciado da sigla, Aécio tem autonomia para escolher um substituto para si entre seus vices, o plano de Imbassahy e Bruno era convencer o senador mineiro a voltar ao comando do partido para afastar Tasso e, em seguida, escolher seu sucessor. Um dos nomes sugeridos era o do ex-governador de São Paulo Alberto Goldman. A dupla de ministros só não contava com a forte relação que une Tasso e Aécio, que acabou recusando a manobra contra o colega de bancada no Senado. Além de crítico da manutenção do PSDB na base do governo Michel Temer, Tasso foi o responsável pelo polêmico programa do PSDB que que resolveu fazer uma autocrítica do partido, inclusive por seu apoio ao governo.

23 de agosto de 2017, 18:32

EXCLUSIVA Enterro de Mata Pires reúne família Magalhães em clima de solidariedade

Foto: Correio

O empresário César Mata Pires, casado com tia do prefeito, Tereza, faleceu ontem em São Paulo

O enterro do empresário baiano César Mata Pires, hoje, em São Paulo, reuniu toda a família Magalhães, incluindo ACM Neto (DEM), no mais completo clima de emoção e solidariedade. O ato demonstrou que as desavenças do passado estão definitivamente superadas. Mata Pires deixou viúva Tereza, tia por parte de pai do prefeito de Salvador.

22 de agosto de 2017, 17:51

EXCLUSIVA Nome de ACM Neto circula forte agora para a Presidência da República

Foto: Divulgação/Arquivo

ACM Neto em Novo Marotinho, onde começou ontem a construir uma nova Unidade de Saúde da Família

Nem candidato ao governo da Bahia nem a vice-presidente da República. O cenário que está se construindo para o prefeito ACM Neto (DEM) em Brasília é o de uma candidatura à Presidência da República em 2018. Com todas as letras. Este é o motivo porque, sem citar nomes, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), tem insistido na tese de que o Democratas precisa apresentar um nome à sucessão do presidente Michel Temer (PMDB), desgarrando-se da aliança tradicional que celebra para os pleitos nacionais, sempre na condição de coadjuvante, com o PSDB.

Maia é uma espécie de amigo-irmão do prefeito de Salvador, do qual se diz que é a segunda pessoa a quem o presidente da Câmara mais escuta depois do próprio pai, o vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia (DEM). Mas o deputado carioca não estaria batendo nesta tecla apenas porque desfruta da irmandade com ACM Neto. Um deputado federal baiano com acesso a ambos diz que as menções ao prefeito como um nome para a disputa presidencial têm vindo de fora para dentro do DEM, partindo de alas de legendas que vão do PSDB ao PP, passando pelo PMDB e o PSB.

Segundo ele, o surgimento do nome do democrata obedece uma análise do perfil que a classe política já identificou como capaz de enfrentar um cenário em que predominará tanto o descrédito e a desconfiança dos políticos por parte do eleitorado quanto o risco de candidaturas extremistas, como a que passou a ser protagonizada, no campo da esquerda, pelo ex-presidente Lula (PT). O prefeito preencheria requisitos como o de gestor bem-sucedido, protagonista de uma história “limpa” e sem escândalos e com um pé na modernidade, afirma.

“O curioso é que esse movimento tem surgido de forma absolutamente espontânea, sem qualquer participação do prefeito de Salvador, cujo objetivo, de fato, é concorrer ao governo da Bahia”, conta a mesma fonte ao Política Livre, garantindo que, quando o presidente da Câmara defende a candidatura própria do DEM está, na verdade, referindo-se indiretamente a ACM Neto. Ele também acredita que o quadro sucessório é potencialmente muito positivo para o prefeito, diferentemente de uma candidatura de vice-presidente, para a qual o nome de Neto vem sendo lembrado publicamente principalmente pela cúpula do PSDB.

Apesar das alusões a esta primeira possibilidade, o prefeito, na intimidade, sempre a descartou por considerar que seria um risco demasiado grande que colocaria, em consequência, seu grupo político em perigo e sem opções na Bahia para a sucessão estadual, o que poderia, inclusive, fortalecer o governador Rui Costa (PT) para além das eleições do ano que vem. Disputando a Presidência da República com chances reais de vitória, no entanto, o quadro mudaria de figura. Começanddo pelo fato de que o prefeito poderia indicar um nome ao governo do Estado que sua própria campanha ao Palácio do Planalto ajudaria a catapultar no Estado.

22 de agosto de 2017, 12:01

EXCLUSIVA A dura lição de Davidson Magalhães

Há um motivo para que o deputado federal Josias Gomes retarde ao máximo seu retorno à Secretaria de Relações Institucionais do Governo da Bahia. Embora não admita, ele dá o troco no suplente Davidson Magalhães (PCdoB), um dos que mais criou confusão quando o Governo do Estado decidiu que faria um acordo para salvar o presidente Michel Temer (PMDB) em troca da liberação de um emprestimo de R$ 600 milhões para o Estado da Bahia. Suplente, Davidson está sob sol e chuva, aprendendo a dura lição de que suplência e carreira solo são incompatíveis. O PT se diverte.

22 de agosto de 2017, 08:24

EXCLUSIVA Josias Gomes fica; Já Pinheiro, Geraldo Reis e Jorge Portugal devem sair

Foto: Divulgação/Arquivo

Josias Gomes vai voltar à secretaria de Relações Institucionais do governo

Carece de total fundamento a informação de que o secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, vá deixar o governo por agora. De fato, ele ainda permanece deputado desde que voltou à Câmara dos Deputados para ajudar na manutenção de Michel Temer (PMDB), junto com o outro colega de Parlamento e secretariado, Fernando Torres (PSD), naquele mal sucedido acordo entre o governo baiano e o presidente da República. Torres retornou hoje à secretaria de Desenvolvimento Urbano, ao passo que Josias ainda permanece deputado, o que tem provocado as especulações. A cômoda posição de Josias não é compartilhada por outros colegas de governo. Os secretários de Educação, Walter Pinheiro, de Meio Ambiente, Geraldo Reis, e de Cultura, Jorge Portugal, estão na linha de corte na próxima movimentação que Rui Costa fizer no governo.