27 de junho de 2019, 11:27

EXCLUSIVA 2020: Idéia de chapa com Wagner na cabeça e Bellintani na vice circula no São João

Foto: Divulgação

Wagner e Bellintani

A circulação de políticos governistas no camarote oficial do São João do Piu Piu, em Amargosa, o qual o governador Rui Costa (PT) fez questão de prestigiar, levou a especulações sobre a montagem de uma chapa alternativa à Prefeitura de Salvador em 2020 que, na avaliação dos que a sugeriram, seria simplesmente arrasadora. Ela seria formada pelo hoje senador Jaques Wagner (PT) na cabeça e pelo presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, na vice. Para os que defendem a composição, ela traria uma combinação perfeita, com Wagner atuando na gestão política, enquanto Bellintani, na administrativa.

27 de junho de 2019, 09:54

EXCLUSIVA 2 de Julho: “Marcha da Independência” pode reunir Geraldo Jr., Bocão e Bellintani

Foto: Divulgação

Guilherme Bellintani, José Eduardo e Geraldo Júnior

Depois de receber apoio dos vereadores para liderar um bloco no desfile do 2 de Julho, o presidente da Câmara Municipal, Geraldo Jr. (SD), pode percorrer a festa ao lado do presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, e do apresentador Zé Eduardo Bocão, além de outros nomes que, como o dele, são lembrados para a disputa sucessória municipal de 2022 de forma independente ou no campo das forças aliadas ao governador Rui Costa (PT).

A idéia, conforme confidenciou a este Política Livre um assessor de um dos vereadores que organiza a “Marcha da Independência”, como o movimento foi tratado ontem numa reunião fechada por um grupo de vereadores que defende a candidatura de Geraldo Jr. à Prefeitura, é dar o máximo de visibilidade a todos os participantes, mostrando à sociedade que eles representam alternativas para comandar a cidade que não pertencem “um grupo político fechado”.

Ele aponta que, por enquanto, Geraldo Jr. é o nome que mais tem se destacado no cenário municipal, aproveitando o palanque institucional que a presidência da Câmara Municipal oferece para quem tem planos políticos maiores, mas ressalva que, numa demonstração de que ele não quer aparecer sozinho, o vereador tem buscado ampliar alianças com todos os setores, já indicando como seria um eventual governo seu na Prefeitura de Salvador.

“Daí a idéia de convocar outras lideranças importantes da cidade”, relata, observando que o grupo ainda espera a adesão de convidados que não confirmaram presença. O plano é que o desfile seja acompanhado por todos com camisas verdes. Embora a presença de políticos no 2 de Julho seja mais forte em anos eleitorais, como o próximo, participar da festa cívica é sempre uma forma de testar popularidade e ganhar visibilidade.

O fato de, num período de seis meses, ter reforçado a posição de independência da Câmara Municipal, uma antiga demanda dos vereadores, e aberto um canal de interlocução não apenas com as forças de esquerda, mas diretamente com o governador do Estado, maior liderança do PT hoje no poder no país, é um dado apontado por aliados como um trunfo que pode levar Geraldo Jr. a vôos mais altos, como a tomada do Palácio Thomé de Souza, diz a mesma fonte a este Política Livre.

Ele lembra, por exemplo, que o presidente da Câmara passou mais tempo no São João ao lado de Rui Costa, no famoso forró do Piu Piu, em Amargosa, do que do prefeito de Salvador, de quem já foi um forte aliado, tendo sido contemplado, inclusive, com o cargo de secretário de Esportes na administração municipal. “Geraldo Jr. não é contra o prefeito de Salvador, mas descobriu que pode ter seu próprio espaço”, alinhava o aliado, sem esconder a empolgação.

 

27 de junho de 2019, 07:20

EXCLUSIVA Uma vergonha chamada CâmaraTur, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Representante baiano no último Câmara Tur, José Nunes disse que pagou as passagens do próprio bolso

Desconhecido do grande público ou pelo menos daquele chamado eleitorado de opinião, o deputado federal baiano José Nunes (PSD) ganhou as manchetes durante o feriadão do São João, junto com outros sete colegas de Parlamento, por ter integrado uma comitiva que passou cinco dias viajando, sob a honrosa justificativa de “missão oficial”, a locais turísticos de Lisboa e Fátima, em Portugal, com praticamente todas as despesas pagas pelo Legislativo, isto é, pelos dóceis contribuintes brasileiros. Algo como passagens aéreas e diárias que podem ter totalizado mais de R$ 10 mil, para cada um.

Permitidas pelas regras da Casa, as viagens internacionais dos deputados têm levado desde outubro do ano passado uma média de 26 parlamentares para fora do país, por mês, para destinos que vão dos Estados Unidos, à Europa e Ásia, alguns deles, por sinal, mais de uma vez. Exatamente o que você, caro leitor e contribuinte, acabou de ler: quase 30 deputados, dos 513 sustentados pelo povo, viajam por mês para fazer turismo, porque outra justificativa melhor não há, a menos que você queira efetivamente se enganar e acreditar no intercâmbio que eles dizem promover.

Os números envolvendo o custo das viagens internacionais dos parlamentares são tão eloquentes quanto estarrecedores. Só de janeiro de 2018 a janeiro de 2019, esses deslocamentos custaram R$ 3,9 milhões, segundo dados obtidos pelo jornal Folha de S. Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação. Os deputados justificam as viagens sob, entre outros argumentos estapafúrdios, a necessidade de obter “acesso a novos conceitos, políticas públicas e experiências legislativas úteis ao Brasil”. Para serem realizadas, as viagens precisam ter o aval do presidente da Casa, neste caso o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ).

É o caso de se perguntar: tem cabimento, sob uma crise que já arrastou mais de 13 milhões ao desemprego e não dá mostras de arrefecimento, entre outros motivos, por inação do atual governo, com gente morrendo em filas de hospitais por falta de recursos e entrando na criminalidade por ausência de oportunidade melhor, alguns dos mais bem aquinhoados agentes públicos do país, com salários e mordomias compatíveis com a existência de marajás, considerarem razoável viajar às custas desta mesma população sofrida para fazer um relax internacional?

Sem dúvida, trata-se de privilégio, dentre tantos outros a que os parlamentares têm direito, que nunca deveria ter sido criado nem institucionalizado por uma Casa cuja função é representar os interesses da população. Curioso é que não se vê nenhum deputado, mesmo aqueles de partidos radicais de esquerda que professam defender os interesses dos mais pobres a qualquer custo, tomar uma iniciativa sequer no sentido de extinguir a vergonhosa benesse, ainda que se viva num dos momentos mais críticos da economia nacional, numa demonstração de que são todos submetidos à lógica do corporativismo parlamentar. A propósito: À Folha, o deputado baiano disse ter pago as passagens do bolso.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

26 de junho de 2019, 18:06

EXCLUSIVA Manassés não confirma saída da base de Rui, mas crava não ter “rabo preso com ninguém”

Foto: Divulgação

Manassés obteve 65.255 votos válidos na última eleição, sendo 25 mil somente em Salvador

Em meio aos rumores de que o suplente de deputado federal Manassés (PSD) pode deixar a base do governador Rui Costa (PT) e marchar com o prefeito ACM Neto (DEM) em 2020, o ex-deputado estadual em contato com este Política Livre, não somente deixou a possibilidade em aberto ao afirmar ainda ser muito cedo para qualquer tipo de posicionamento, bem como cravou não ter “rabo preso com ninguém”. Candidato do PSD mais votado em Salvador com 25 mil votos, ele ainda não descartou a possibilidade de ser candidato à prefeitura de Salvador. “Quem decide pelo PSD é o senador Otto Alencar [presidente estadual da sigla]. Neste momento, o governador não tem um candidato e nem ACM Neto tem 100% de certeza que de quem será o sucessor dele. De repente, até eu mesmo posso ser candidato. Quem não gostaria de ser prefeito de uma cidade como Salvador, é algo gratificante para qualquer político, mas ainda é muito cedo ainda para qualquer tipo de posicionamento”, minimizou.
Porém, ao ser questionado se havia insatisfação com a gestão de Rui, com o grupo ao qual integra, frisou que: “insatisfação existe em todo seguimento. Eu não tenho nada com o governo, não tenho cargo nenhum no governo e nem rabo preso com ninguém. Os votos que tive foi sem estrutura nenhuma, apenas através do meu projeto pessoal”.
Manassés, que obteve 65.255 votos válidos nas últimas eleições, se referiu as unidades da Instituição Social Manassés na Bahia, que recupera e reintegra jovens com dependência química.

26 de junho de 2019, 16:08

EXCLUSIVA Após encontro com Maia, Rui se reúne com presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Foto: Camila-Peres_GOVBA

Rui participa de encontro de governadores com Rodrigo Maia

Após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) na tarde desta, quarta-feira (26), os governadores do Nordeste seguem para encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM). Em seguida, voltam a se reunir com Maia. A maratona desta tarde, que conta com a presença do governador Rui Costa (PT), trata-se de uma espécie de força-tarefa após o presidente Jair Bolsonaro (PSJ) pouco se engajar para reincluir estados e municípios nas regras que serão impostas pela reforma da Previdência. Ele teria, em reunião com a bancada do Podemos, declarado inclusive que os mandatórios favoráveis as mudanças nas aposentadorias do funcionalismo local devem agir por conta própria – sem se apoiarem no governo federal e no Congresso. Porém, a expectativa dos gestores é poder contar com o apoio da Câmara Federal e do Senado. Os diálogos desta quarta partiram dos próprios governadores e eles pedem, além da inclusão dos estados na reforma, garantia de que medidas que ampliem seu acesso a novas receitas, como a divisão do bônus do megaleilão do pré-sal, serão aprovadas como contrapartida.
Rui já havia declarado que a política nos últimos meses no Brasil deixou de ser a do diálogo, do entendimento e do consenso e que desse jeito o governo não conseguirá apoio dos gestores para apoiar a reforma. “Deixou de ser a política do diálogo, do entendimento e do consenso para tentar ser a da ameaça, do constrangimento e ou da chantagem. Este é pior método para atrair apoio para as mudanças que o Brasil precisa. Não vai conseguir declarações de apoio para esse ou aquele ponto ameaçando, constrangendo ou criando chantagem para quem quer que seja. Não me sinto motivado ou incentivado a entrar em um debate sobre qualquer tema sendo ameaçado, chantageado ou constrangido seja publicamente ou reservadamente. Não faz sentido este tipo de ameaça de que vai tirar os estados e municípios da reforma da Previdência. (…) Não me sinto mobilizado ao ficarem ameaçando se vai incluir ou retirar (a Bahia)”, declarou, em seu programa “Papo Correria, transmitido via Facebook.

26 de junho de 2019, 14:21

EXCLUSIVA Com nome ventilado à Prefeitura, Geraldo Jr. pode liderar bloco de vereadores no 2 de Julho

Foto: Divulgação/Arquivo

Vereador Geraldo Jr. tem nome ventilado por vereadores como alternativa à Prefeitura de Salvador

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Jr. (SD), pode liderar um grupo formado principalmente por vereadores no desfile do 2 de Julho, festa em que Prefeitura e governo do Estado celebram a data da independência do Brasil na Bahia com um cortejo popular que percorre as ruas do Centro Histórico da Cidade. A proposta foi feita num grupo de WhatsApp do qual os vereadores participam e, segundo um deles, sinaliza para o crescimento do nome de Geraldo Jr. como alternativa à Prefeitura de Salvador. Políticos usam a festa, principalmente em anos eleitorais, não apenas para dar visibilidade a candidaturas como para testar a popularidade. Se acontecer, a iniciativa pode, por exemplo, enfraquecer o cordão de vereadores em torno tanto do prefeito ACM Neto (DEM) quanto do governador Rui Costa (PT), que normalmente percorrem o trajeto.

26 de junho de 2019, 11:23

EXCLUSIVA Para governistas, Jerônimo errou ao admitir candidatura à sucessão estadual de 2022

Foto: Divulgação/Arquivo

Jerônimo Rodrigues é secretário estadual de Educação

Governistas acham que o secretário estadual de Educação, Jerônimo Rodrigues, deu um tiro no pé ao admitir, em entrevista à Tribuna, na última segunda-feira, com quatro anos de antecedência, que acalenta o sonho de disputar a sucessão, em 2022, do governador Rui Costa (PT), seu padrinho político. “Ele agora vai estar na mira de todo mundo. E sua secretaria mais ainda”, disse ao Política Livre um deputado da base do governo, referindo-se às críticas que dirigiu ao secretário hoje, também na Tribuna, o líder da oposição na Assembleia, Targino Machado (DEM). Este site antecipou há meses que Jerônimo é o nome que, se Rui puder, vai tentar escolher para sucedê-lo. Daí a conseguir fazê-lo governador, vai uma loooooonga história.

26 de junho de 2019, 10:52

EXCLUSIVA Na Saúde, Prates pode dar “up” na pasta e nos planos para a sucessão municipal

Foto: Política Livre/Arquivo

Leonardo Prates pode ir para a secretaria municipal da Saúde

Vereadores acreditam que, se o deputado estadual licenciado e atual secretário municipal de Combate à Pobreza, Leonardo Prates (DEM), for mesmo designado para a pasta da Saúde, dará um “up” não apenas no setor como em seus planos de se inserir de alguma forma nas discussões sobre a sucessão municipal de 2020 no grupo do prefeito ACM Neto (DEM).

Prates, como todo mundo sabe, além de dedicado, é muito bom no marketing, quesito em que Luiz Galvão, titular atual da Saúde, apesar de ter, segundo se comenta, organizado a Casa, simplesmente é péssimo.

25 de junho de 2019, 11:13

EXCLUSIVA Com pré-candidatura assumida e agenda intensa, Bruno Reis sai na frente para 2020

Foto: Política Livre/Arquivo

Bruno Reis é o único pré-candidato assumido à Prefeitura de Salvador em 2020

Único pré-candidato assumido até agora à Prefeitura de Salvador em 2020 e com apoio manifesto do prefeito ACM Neto (DEM), o vice-prefeito e secretário de Infraestrutura e Obras Públicas, Bruno Reis, também um democrata, sai na frente na disputa, num cenário ainda sem adversários concretos.

Com uma agenda intensa, em que se desdobra em visitas a bairros e participação em eventos da Prefeitura, Bruno, inevitavelmente, sai à frente em relação a eventuais concorrentes, principalmente aqueles que podem surgir no grupo do governador Rui Costa (PT), que sequer definiu, de fato, até agora um nome para o embate.

Conforme levantamento deste Política Livre junto à própria Prefeitura, o secretário de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) inaugurou ou autorizou o início de aproximadamente 130 intervenções na cidade, desde janeiro, quando assumiu o cargo, até o último mês de maio. Ainda, ele visitou 86 bairros nesse período.

O fato reforça a tese, também já antecipada por este site, de que o prefeito trabalha forte pela união da base em torno de um candidato do DEM para a sucessão municipal e que Bruno é, com absoluta certeza até o momento, a principal aposta para representar o partido nas urnas.

A expectativa entre os democratas é de que o esforço se expresse, principalmente, nas pesquisas de opinião que começarão a ser feitas a partir de agora, as quais devem demonstrar uma clara inserção do candidato sobretudo entre as comunidades dos bairros mais pobres da cidade, maiores eleitores de Salvador.

Na primeira consulta realizada, no princípio do ano, pela Paraná Pesquisas, o secretário de Infraestrutura destacou-se entre os nomes lembrados espontaneamente para a sucessão municipal, o que foi comemorado pelo grupo que se articula em torno de sua candidatura à Prefeitura de Salvador.

A avaliação é de que, se naquele momento, quando havia acabado de assumir um papel executivo na Prefeitura, Bruno pode aparecer bem posicionado entre nomes que já haviam sido colocados para as disputas anteriores, agora, depois de meses de trabalho intenso, seu nome esteja ainda mais visível.

Neste meio tempo, o pré-candidato também viu surgirem outros nomes com o mesmo interesse manifesto de entrar na disputa pela Prefeitura em seu grupo político, sendo o caso mais notável o do deputado estadual licenciado e secretário municipal de Combate à Pobreza, Léo Prates.

Ao contrário do titular da pasta de Infraestrutura, Prates colocou-se como uma espécie de plano B para o caso de a aposta em Bruno, por algum motivo, não ser bem sucedida, passando a procurar, inclusive, um partido alternativo ao DEM pelo qual possa eventualmente concorrer, o que incluiu até legendas de esquerda.

Confira os bairros visitados de janeiro até maio pelo pré-candidato Bruno Reis:

SÃO TOMÉ DE PARIPE, PERIPERI, 7 DE ABRIL, TANCREDO NEVES, ESTRADA DAS BARREIRAS, PERNAMBUÉS, CENTRO, CENTRO HISTÓRICO, VITÓRIA, RESGATE, ALTO DE COUTOS, DOM AVELAR, PARIPE, ILHA DE MARÉ, ITACARANHA, PLATAFORMA, LOBATO, ALTO DO CABRITO, FAZENDA COUTOS, SUSSUARANA NOVA, SUSSUARANA, CABULA, JD. SANTO INÁCIO, PAU DA LIMA, CASTELO BRANCO, ARRAIAL DO RETIRO, JARDIM NOVA ESPERANÇA, SÃO MARCOS, ITAPUÃ, SABOEIRO, ITAIGARA, SÃO CRISTOVÃO, LUIZ ANSELMO, VILA LAURA, BROTAS, LAPINHA, ENGENHO VELHO BROTAS, STIEP, FAZENDA GRANDE DO RETIRO, BOCA DO RIO, BAIRRO DA PAZ, ALTO DO COQUEIRINHO, MUSSURUNGA, SUSSUARANA, PIRAJÁ, LIBERDADE, IAPI, FEDERAÇÃO, ENGENHO VELHO DA FEDERAÇÃO, CALABAR, URUGUAI, MASSARANDUBA, CAJAZEIRAS II, CAJAZEIRAS IV, SARAMANDAIA, CAJAZEIRAS V, CAJAZEIRAS VIII, CAMPINAS DE PIRAJÁ, VILA RUI BARBOSA, PAU MIÚDO, CAIXA D´ÁGUA, JAGUARIPE, COSME DE FARIAS, PATAMARES, VISTA ALEGRE, CASSANGE, CEASA I E II, PARALELA, VALÉRIA, BOM JUÁ, SÃO CAETANO, CALABETÃO, BAIXA DE QUINTAS, MARECHAL RONDON, CIDADE NOVA, BOA VISTA DO LOBATO, COUTOS, PITUBA, RIO VERMELHO, MATA ESCURA, CANABRAVA, BOCA DA MATA, ARMAÇÃO, AMARALINA, JARDIM CRUZEIRO E GARCIA.

20 de junho de 2019, 09:47

EXCLUSIVA Neto trabalha por união da base em torno de candidatura única do DEM em 2020

Foto: Divulgação/Arquivo

ACM Neto e o vice e secretário de Infraestrutura, Bruno Reis

Reunido recentemente com a executiva estadual do DEM, o prefeito ACM Neto, presidente nacional da sigla, teria sinalizado de que a meta é trabalhar pela união da base em torno de um candidato do partido para a disputa pela Prefeitura de Salvador em 2020.

A escolha pelo nome, conforme ele já confirmou publicamente, será anunciada em dezembro, porém o vice-prefeito Bruno Reis, que foi pincelado pelo prefeito para secretário de Infraestrutura, até agora é a maior aposta para representar o partido na próxima sucessão municipal.

O secretário municipal de Combate à Pobreza, Leo Prates, também tem articulado, como se diz, em alta para ganhar musculatura e se viabilizar como plano B de Neto para a disputa, embora haja praticamente consenso no grupo do prefeito de que ele pode se tornar, no máximo, candidato a vice na chapa de Bruno.

Tudo, entretanto, vai depender, afirmam interlocutores frequentes do Palácio Thomé de Souza, das costuras realizadas até lá com os próprios aliados, dos sinais de viabilidade dos candidatos emitidos por pesquisas e do posicionamento dos nomes da base do governador Rui Costa (PT), bem como da conjuntura nacional.

Dentro do grupo, vários partidos já anteciparam a necessidade de lançar candidaturas como forma de sobreviver, levando em conta, principalmente, os efeitos da nova legislação eleitoral, que extingue as coligações proporcionais no próximo pleito.

Esse, aliás, pode ser um fator complicador que, segundo avaliam integrantes da base, a depender do ponto de vista, pode se tornar tanto um desafio aos planos do prefeito de costurar a unidade em torno da candidatura do DEM como transformar-se num elemento a auxiliá-lo.

20 de junho de 2019, 08:58

EXCLUSIVA Você trocaria Moro por um daqueles senadores?, por Raul Monteiro*

Foto: Reprodução Globo News

Sérgio Moro, ministro da Justiça, submete-se a sabatina no Senado

Difícil acreditar que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, tenha se saído pior do que os senadores que o inquiriram ontem por mais de nove horas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Vê-lo frente aos parlamentares, muitos dos quais sob investigação ou acusados pela Lava Jato da qual Moro foi um dos protagonistas como juiz de Curitiba e cujos métodos passaram a ser questionados de forma mais contundente depois das revelações do site Intercept Brasil com informações sobre um suposto jogo combinado entre o magistrado e o Ministério Público, antes de diminuir, engrandeceu o ex-juiz.

Com efeito, não havia ali naquele ambiente qualquer clima de isenção por parte da maioria dos inquiridores, muitos dos quais profundamente ressentidos por sua vinculação pessoal ou a partidos diretamente atingidos pelas investigações da maior operação contra a corrupção já desencadeada no Brasil. Talvez por isso Moro tenha conseguido refrear os impulsos mais ousados contra ele logo no início da sessão, ao lembrar de feitos da Lava Jato, como a devolução de mais de R$ 2,5 bilhões ao país, desviados da maior empresa brasileira, a Petrobras, através de um conluio criminoso entre empresários e políticos, capitaneados, naturalmente, pelo PT.

O discurso do ex-juiz ganhou mais veracidade no momento em que questionou se a turma ali reunida, com a faca nos dentes, preferia ver soltos pelas ruas figuras emblemáticas do esquema corrupto, a exemplo de diretores da estatal como Renato Duque e Nestor Cerveró, ou mesmo de simples gerentes, alguns dos quais que, servindo e servindo-se da relação com os partidos, conseguiram embolsar até R$ 100 milhões. Moro sabia do seu favoritismo sobre o Congresso, uma instituição importante para o funcionamento republicano do país, mas muito pouco respeitada, no entanto, por seus próprios integrantes.

Da mesma forma que os senadores sabiam que afrontá-lo desmedidamente poderia levá-los a perder pontos com a opinião pública. Talvez por isso tenha se disposto a marchar rapidamente para o Legislativo assim que surgiram denúncias a respeito de sua suposta parcialidade na condução dos julgamentos da Lava Jato, cujo maior feito foi ter colocado um ex-presidente popular na cadeia, além de empresários poderosos sobre os quais ninguém imaginou que a letra dura da lei fosse funcionar. Depois que o exercício cansativo de defender-se perante horas frente a gente sem grande credibilidade perante à Nação encerrou, o ministro deve ter comemorado o resultado de sua grande exposição.

Um feito que o colocou ainda mais no campo da política e menos no da Justiça, caminho que parece ter iniciado desde que aceitou participar de um governo. Aliás, talvez tenha sido este o principal erro do magistrado até agora, se comprovarem-se os “abusos” de que é acusado na desafiadora condução da Operação. Vincular-se a um governo que, como disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), está longe de representar a postura de enfrentamento à corrupção que assumiu como magistrado lá atrás e que comporta tantas contradições, além de desatinos e uma prosaica falta de preparo, certamente não era a melhor companhia de que precisava depois dos inúmeros serviços que prestou ao incipiente e necessário processo de combate à impunidade no Brasil.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia nesta quinta-feira.

Raul Monteiro*

19 de junho de 2019, 15:35

EXCLUSIVA Governo tenta apagar incêndio por distribuição de cargos; Irritado, Félix evitou sentar à mesa

Foto: Divulgação

Presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça Júnior

Conforme esse Política Livre antecipou em primeira mão, o clima esquentou em reunião entre a secretária estadual de Relações Institucionais, Cibele Carvalho, e líderes partidários que integram a base do governador Rui Costa (PT) por discordarem dos critérios estabelecidos para a esperada divisão dos cargos do segundo e terceiro escalões, bem como os regionais. A tarefa agora é apagar o incêndio gerado entre aliados. Informações chegadas à reportagem dão conta de que, além da exigência de nomes técnicos para as indicações, que teria desagradado em cheio a alguns dirigentes partidários, também não estaria sendo engolido o fato de os maiores beneficiários da repartição de posições serem o PT e PSD, conforme alegam deputados da base. Um dos que se irritaram teria sido o presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça Júnior, que teria desgostado também da divisão dos postos do primeiro escalão. Na Serin, ele chegou a ouvir as novas exigências e saiu sem se sentar à mesa. Mas antes não hesitou em disparar que dessa forma não discute as eleições de 2020. Porém, um entendimento já estaria acontecendo neste sentido.

17 de junho de 2019, 21:15

EXCLUSIVA Critérios de divisão de cargos do governo Rui desagrada e gera ameaça de rompimento em 2020

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governador Rui Costa (PT)

Conforme antecipado por este Política Livre, os líderes partidários que integram a base do governador Rui Costa (PT) debatem na noite desta segunda-feira (17) com a secretária de Relações Institucionais Cibele Carvalho os critérios para a divisão dos esperados cargos do segundo e terceiro escalão, bem como os regionais. Contudo, informações chegadas à reportagem dão conta de que as exigências, a começar por indicações técnicas, não agradaram. Houve aliado que, ao ouvi-las, saiu sem se sentar à mesa e não hesitou em disparar que dessa forma não discute as eleições de 2020, cujo diálogo teve início na última quinta-feira (13), em reunião com o governador Rui Costa.

13 de junho de 2019, 17:32

EXCLUSIVA Articuladores de Bellintani avaliam seu ingresso no PDC para projeto à Prefeitura

Foto: Divulgação/Arquivo

Presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani

Dentre as conversas que vem estabelecendo para definir o partido a que deverá se filiar com vistas a eventualmente disputar a Prefeitura de Salvador, em 2020, o presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, recebeu sugestões para avaliar com carinho um possível ingresso no PDC, cujo número hoje é o 27. Entre os argumentos apresentados a ele, estão o fato de a legenda não ter dono e vinculação zero com os projetos políticos em curso, tanto do petismo quanto do bolsonarismo, o qual os adversários pensam em colocar exclusivamente no colo do prefeito ACM Neto (DEM) e do candidato que vier a apoiar para a própria sucessão. A inexistência de coligações proporcionais no próximo pleito também seria um incentivo a mais para o ingresso de Bellintani na legenda, que passou a ser comandada na Bahia por Toninho Oliva, dirigente do PSL até o ingresso da turma do presidente da República. “Como não tem coligação proporcional, fica mais fácil de fazer alianças, com uma candidatura executiva só, abrançando um projeto de fazer bancada forte de vereadores com partidos aliados”, diz um dos articuladores do nome de Bellitani à Prefeitura, referindo-se ao PDC e observando que a legenda tem ainda o perfil de centro-esquerda, com o qual o presidente do Bahia mais se afina. Até agora, as conversas mais avançadas de Bellintani com um partido foram com o PSB, dos deputados federais Lídice da Mata e Marcelo Nilo, partido em que há uma boa animação ante a perspectiva de seu ingresso.

12 de junho de 2019, 09:26

EXCLUSIVA Decisão do TSE golpeou duramente plano de permanência de Rui Barata Filho no TRE

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Rui Barata Filho teria ficado mal na fita, segundo se comenta na Justiça baiana

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de acatar recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) impedindo parentes (especialmente filhos) de desembargadores de pleitearem vagas em Tribunais Eleitorais (TRE) deve ter tido sabor especialmente amargo para o juiz eleitoral Rui Barata Filho, um dos protagonistas do caso sobre o qual o TSE se debruçou ontem.

Afinal, segundo comentários que circulavam tanto na Corte eleitoral quanto no Tribunal de Justiça baianos, dos eleitos para a lista tríplice derrubada pelo TSE ao firmar o entendimento de ontem, o filho da desembargadora Lígia Ramos era o único que vinha se vangloriando antecipadamente de que seria reconduzido à posição de magistrado eleitoral.

Suas certezas de que atropelaria a posição firmada pelo CNJ, invocando sua especialíssima, diga-se de passagem, condição de que juiz que pleiteava uma recondução, envolviam desde a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, formado pelos ministros que decidiram sobre o conflito, até o presidente Jair Bolsonaro (PSL), sobre quem teria propagado já estar fechado com sua indicação.

Diante de tantas certezas, que o juiz passara a espalhar entre aqueles que o conhecem, não espanta que Rui Barata Filho tenha ascendido à condição de figura, além de comentada, poderosa. Moinhos de vento. Teria sido melhor que tivesse mergulhado sob cautela e calçado as sandálias da humildade, seguindo o script da escola muito bem sucedida do presidente do TRE, desembargador Jatahy Fonseca, que fazia gosto de sua manutenção na Corte Eleitoral.

Deve, talvez, ter se fiado em pelo menos uma força poderosa que logrou atrair como aliado em Brasília. Mas errou feio.

Agora, além de desengavetar seus pertences para deixar o TRE, Barata Filho terá que se desincumbir da desagradável tarefa de justificar para aqueles que compraram sua idéia de que, simplesmente, enganou-se. Quanto àqueles que, desconsiderando o louvável princípio que norteou a decisão do TSE e do CNJ, votando nele ou defendendo o seu nome para o TRE, terão que contentar-se com o fato de que a fila na Corte baiana terá que andar.