26 de abril de 2017, 13:50

EXCLUSIVA Rui segura Kátia Alves e assessores aumentam pressão por candidatura de Neto

Foto: Divulgação/Arquivo

Delegada de carreira, ex-vereadora Kátia Alves não conseguiu liberação do governo estadual para atuar na Prefeitura

A equipe é a maior incentivadora da candidatura de ACM Neto (DEM) ao governo do Estado. Assessores do prefeito dizem que não aguentam mais o que denomimam “perversidades” praticadas pelo governador Rui Costa (PT) com quem está fechado com Neto. O governo do Estado, por exemplo, não liberou até agora a delegada Kátia Alves para assumir a diretoria de Fiscalização da Sedur (Urbanismo), mesmo sabendo que, por sua história, ela não teria qualquer serviço de destaque a prestar à administração estadual. Kátia Alves é chamada de “Rainha do Grampo” por petistas, que a acusam de ter liderado um esquema de espionagem no Estado a mando do ex-senador ACM. “Há vários outros exemplos (das maldades de Rui), além do de Kátia”, diz um membro da equipe do prefeito ao Política Livre.

26 de abril de 2017, 11:14

EXCLUSIVA Em eventual CPI da Cerb, governo convocaria amigos de ACM Neto

Foto: Divulgação/Arquivo

O deputado federal Paulo Azi é um dos amigos do prefeito que dirigiu a Cerb

A articulação política do governo Rui Costa (PT) já tem o que considera o contra-ataque perfeito para o caso de eventualmente, assim como aconteceu na CPI do Centro de Convenções, o pedido da CPI da Cerb ser encaminhado na Assembleia Legislativa. Vai assumir a maioria e começar convocando ex-diretores da companhia ligados à oposição, a exemplo do deputado federal Paulo Azi, o ex-deputado Ricardo Gaban e Manfredo Cardoso, pai de Lucas Cardoso, figura ligada diretamente ao prefeito ACM Neto (DEM). “Precisamos ouvir todos para saber como se chegou a esse débito pago pelo governo”, diz ao Política Livre um deputado governista às gargalhadas. A CPI da Cerb é uma idéia da oposição para constranger o governo e, especialmente, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, no governo de quem a Cerb pagou à Odebrecht R$ 390 milhões, o que, segundo delatores, levou a companhia a repassar R$ 30 milhões ao caixa do PT na Bahia.

26 de abril de 2017, 08:52

EXCLUSIVA Tia Eron pode dançar na Prefeitura e derrubar Marcos Medrado da Câmara

Foto: Divulgação/Arquivo

Tia Eron, do PRB, não deixa a equipe de ACM Neto contente

Não é confortável a situação da secretária municipal de Ação Social, Tia Eron. Membros da equipe de ACM Neto (DEM) dizem que a secretária parece não ter entendido até hoje a importância da posição escolhida diretamente para ela pelo prefeito. E não descartam sua saída do cargo nos próximos dias. Caso a saída de Tia Eron do governo municipal se concretize, ela acabará derrubando da Câmara dos Deputados Marcos Medrado, suplente que assumiu o mandato com a ida da parlamentar para a equipe de Neto.

25 de abril de 2017, 17:22

EXCLUSIVA Estratégia de Neto para 2018 inclui visitas a interior, grupo de estudo e agenda com prefeitos e vereadores

Foto: Nelson-Peixoto/Arquivo

Prefeito ACM Neto

Uma viagem do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), esta quinta-feira, a Vitória da Conquista, inaugura uma série de visitas de “caráter cirúrgico” a municípios estratégicos do interior dentro de um plano que sua articulação política preparou tendo em vista a sucessão estadual de 2018.

Neto deve ir a muitas outras cidades sempre, no entanto, sob o carimbo de agenda administrativa para não caracterizar desde já que está em campanha para suceder o governador Rui Costa (PT). A iniciativa se junta a algumas outras com o mesmo objetivo.

Estão entre elas a decisão do prefeito de reservar um espaço na agenda para receber, em Salvador, prefeitos e vereadores do interior, além de montar um grupo de trabalho com o objetivo de discutir os problemas do Estado, com participação de gente tanto de fora quanto de dentro do governo.

“Vamos analisar em profundidade o que está bem e o que não está no Estado. E, à primeira vista, o quadro parece extremamente favorável a um projeto de oposição”, diz membro do grupo do prefeito que também se dedica à nova agenda política do prefeito.

24 de abril de 2017, 07:21

EXCLUSIVA Lula não pode deixar isso barato, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação

O ex-presidente Lula precisa urgentemente procurar o juiz Sérgio Moro e assinar um acordo de delação premiada para, o quanto antes, dar o troco nestes executivos cretinos que insistem em associar seu nome, sua biografia e sua família à toda sorte de malfeitos. Definitivamente, isso não pode ficar assim. Onde já se viu o primeiro e único grande líder popular de toda a história desse país ter sua imagem destruída sumariamente pelo noticiário fornido por um bando de empresários que só pensa em se livrar das duras penas da Lava Jato inventando toda a sorte de maledicências?

Será que na cabeça pequena desses caras não viceja pensamento mais elevado, senão reduzir as penas a que podem ser condenados, mesmo que para isso tenham que entregar o companheiro, o amigo, o Brahma, Buda, Deus, Jesus Cristo, enfim, uma entidade sem a qual o Brasil não teria ficado tão grande, tão potente, tão brilhante e tão respeitado mundialmente? Tenham santa paciência! Definitivamente, não se pode destruir um mito assim sem que se pague um preço altíssimo. Fizessem psicanálise e os delatores ingratos saberiam do risco a que submetem a Nação.

Mas, como faz crer a defesa de Lula, empresário que é empresário não pensa em absolutamente nada. Afora em ganhar, ganhar, ganhar, quando possível, corromper, e, claro, na primeira oportunidade, desfrutar. Foi para enfrentá-los, a seu espírito animal e seu apetite desumano, que destrói tudo o que encontra pela frente, sem considerar a amizade e a sabedoria verdadeiras, que surgiram o PT e o maior sindicalista da história desse país que um dia teria a honra indescritível de ser presidido por ele, um operário, alguém identificado com sua classe, que só pensava em fazê-la feliz.

Não, não, não! Lula precisa tomar uma providência imediatamente. Ele precisa mostrar que, além de imorais, os executivos que se aproveitaram de sua amizade e sabedoria sinceras para elevar exponencialmente o faturamento de suas empresas às custas de obras com o Estado nas gestões petistas não passam de uns loroteiros sem princípios que, por medo de Moro ou mesmo para ficar bem na fita com a audiência dos telejornais, resolveram deliberadamente conspurcar sua trajetória por meio de uma conspiração vergonhosa com a CIA, com o auxílio da qual construíram uma verdadeira fábula para destruir seus planos de governar de novo este país.

De uma vez por todas, o ex-presidente precisa mostrar que os que contra ele confabulam – e agora eles parecem muitos – não toleram ver pobre andando de avião nem querem presenciar o Brasil em patamar muito superior àquele em que um dia ele o colocou praticamente sozinho. Lula precisa logo deixar claro que está sendo vítima da maior sacanagem de que se tem notícia na história, não mais do país, mas de toda a humanidade. É natural que, depois de tantas delações, o ex-presidente se questione sobre o valor da Justiça e até desconfie de suas intenções para com ele. Mas, como uma autêntica jararaca, Lula ainda pode dar o bote nestes caluniadores.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

20 de abril de 2017, 08:29

EXCLUSIVA A libertação da Assembleia baiana, por Raul Monteiro

O fracasso da CPI do Centro de Convenções mostrou que se precipitaram os governistas que lançaram, ainda que nos bastidores, impropérios contra o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Angelo Coronel (PSD). O desfecho do colegiado que deveria investigar o desastre de uma reforma no equipamento que durante anos foi sinônimo do bem-sucedido turismo de negócios na Bahia é uma prova de que a Assembleia não precisa de um governista empedernido em seu comando, mas de alguém que compreenda a importância de o Parlamento funcionar na base do mérito e da competência que sua correlação de forças permite.

Afinal, ao aceitar que a CPI fosse formada, seguindo parecer técnico da Procuradoria Jurídica da Casa, o que Coronel fez foi apenas colocar em campo os jogadores do governo e da oposição para jogar, exercício que não faziam há pelo menos 10 anos, período em que sobretudo a bancada governista acostumou-se a receber as tarefas devidamente resolvidas e prontas pelo ex-presidente da Casa, o deputado Marcelo Nilo (PSL). Criando um novo paradigma para o Poder, o novo presidente da Assembleia negou-se a seguir o script habitual e agiu essencialmente como um magistrado em todo o episódio.

Neste particular, mostrou que preserva a palavra dada, sobretudo a de campanha, na qual seu mote, principalmente em relação à oposição, era o de que, uma vez eleito, não agiria com partidarismo, mas como um juiz determinado a fazer o Parlamento cumprir o seu papel com independência, ainda que de forma harmônica em relação ao Executivo. Assim, efetivamente abriu espaço para a criação de uma nova cultura na relação entre os dois Poderes na Bahia, na qual a pronta e simples submissão do Parlamento ao governo perdeu espaço para uma nova postura, de altivez e auto-importância.

Com efeito, se tem a maioria na Casa por que precisa o governo de uma babá na presidência da Assembleia que lhe entregue tudo mastigado a fim de se convencer de que pode submeter ao mais completo controle a atividade política dos parlamentares que, por princípio democrático, devem fiscalizar a vida do executivo em favor da sociedade? Não há exemplo melhor desse valor democrático do que o projeto recente de CPI. Um erro fatal da oposição, que equivocadamente ampliou o prazo de investigação para além dos governos petistas, junto com o manejo competente da maioria parlamentar pelo governo matou a comissão na hora da instalação.

Fato é que, enquanto a CPI não afundou, a Assembleia viveu, depois de 10 anos, momentos de emoção, decorrentes da preocupação legítima do executivo de que a oposição conseguisse lhe colocar contra a parede e da expectativa dos deputados oposicionistas de que fossem bem sucedidos na tarefa de desgastar o governo. Ao final, a liderança governista valeu-se da maioria com competência e o governo se deu melhor. Quanto ao novo presidente da Assembleia, mostrou ainda mais valor ao enfrentar uma enorme pressão contra sua convicção inovadora de que é melhor um Parlamento independente do que subserviente.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

19 de abril de 2017, 19:13

EXCLUSIVA Paulo Azi diz que Lava Jato torna 2018 inviável para Rui e Wagner

Foto: Divulgação/Arquivo

Paulo Azi reagiu a avaliação de Jaques Wagner de que ACM Neto seria prejudico pela Lava Jato

“O ex-governador Jaques Wagner precisa explicar o caso da dívida da Cerb, que, para ser quitada, ele teria cobrado uma propina de R$ 30 milhões para a campanha do governador Rui Costa, segundo o delator Claudio Mello Filho da Odebrecht”, reagiu agora há pouco o deputado federal Paulo Azi (DEM), ao tomar conhecimento de que, durante reunião do Conselho Político do governo Rui Costa, esta semana, em Salvador, o atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico disse que o prefeito ACM Neto (DEM) seria o maior prejudicado com citações na Operação de investigação do maior esquema de corrupção já descoberto no país. Além disso, disse Azi, “Rui é investigado pela Polícia Federal por ter recebido R$ 700 mil da OAS na campanha de 2014, escamoteado como trabalho publicitário. São situações que prejudicam 2018 para o petista”. O deputado democrata observou que “a obscura transação da qual o ex-governador Jaques Wagner é acusado de realizar “é apenas um dos escândalos que estão vindo à tona na Bahia, durante o período petista, pela operação Lava Jato”. Para o parlamentar, “Wagner deveria se preocupar com a justiça e não com eleição. Mas eles morrem de medo da candidata de ACM Neto”, disse Azi.

19 de abril de 2017, 16:09

EXCLUSIVA Wagner acha que Neto é maior “prejudicado” em delações

Foto: Política Livre/Arquivo

Apesar de citado também na Lava Jato, Wagner acha que maior prejudicado é o democrata ACM Neto

Apesar das menções ao PT e às suas principais lideranças na Operação Lava Jato, a exemplo do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, o político petista acredita que, na Bahia, o maior prejudicado com as investigações e citações é o prefeito ACM Neto (DEM) e seu projeto de sair candidato ao governo em 2018. Wagner expressou esta opinião esta semana, durante reunião do Conselho Político do governador Rui Costa (PT), do qual participam os presidentes de todos os partidos da base aliada. Wagner disse não temer o noticiário sobre a Cerb – cuja dívida contraída pelo governo de João Durval nos anos 80 com a Odebrecht foi paga em sua gestão, mediante, segundo delatores da Odebrecht, um retorno de cerca de R$ 30 milhões para o partido do ex-governador – nem uma CPI na Assembleia para investigar a transação envolvendo a Companhia de Engenharia Rural da Bahia. No mesmo encontro, o senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, disse considerar difícil que ACM Neto renuncie a seu mandato na Prefeitura para se candidatar ao governo contra Rui Costa em 2018. Na mesma reunião, nem todos os presidentes de partidos aliados concordaram com a análise dos petistas. Um deles disse ao Política Livre, em tom de ironia, que “cada um acredita no que quer”, referindo-se às afirmações do ex-governador Jaques Wagner.

19 de abril de 2017, 11:42

EXCLUSIVA Em resposta a governo, agora oposição quer CPI da Cerb

Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo

Governo do Estado pagou dívida de R$ 260 milhões da Cerb à Odebrecht

Em retaliação ao arquivamento da CPI do Centro de Convenções, as oposições passaram a discutir a possibilidade de recolher assinaturas para criar uma nova CPI na Assembleia Legislativa da Bahia, destinada a investigar o pagamento de uma dívida milionária da Cerb pelo governo estadual à Odebrecht. O objetivo é contranger o governo e, mais especificamente, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), na gestão de quem a empreiteira teria recebido R$ 290 milhões por uma dívida contraída no ano de 1980 com a Cerb. Segundo delatores da Odebrecht disseram à Operação Lava Jato, desse valor, cerca de R$ 30 milhões, ou o equivalente a 10%, teriam sido repassados ao PT baiano. “O que não falta é elemento para investigação, ainda mais neste momento em que a Lava Jato passa o país a limpo”, disse um deputado de oposição que assume a articulação, segundo ele, por enquanto de forma sigilosa, pela instalação da nova CPI. Ele disse que já consultou o líder da oposição na Casa, Leur Jr. (PMDB), que deu o aval para que as assinaturas sejam recolhidas. A CPI do Centro de Convenções foi arquivada ontem, depois que, percebendo que não poderiam indicar o presidente do colegiado, as oposições resolveram tirar seus nomes e recorrer à Justiça contra a posição da maioria. A decisão, entretanto, acabou inviabilizando a instalação da CPI.

19 de abril de 2017, 10:54

EXCLUSIVA Líder nega que “erro” em prazo da CPI tenha levado a retirada da oposição

Foto: Divulgação/Arquivo

Leur Jr. é líder da oposição na Assembleia Legislativa

O líder da oposição na Assembleia Legislativa, Leur Jr. (PMDB), negou hoje a este Política Livre que o prazo de 12 anos definido para as investigações da CPI do Centro de Convenções tenha sido um erro e que, por este motivo, a oposição tenha decidido abandonar o colegiado, por temer que a gestão do ex-governador Paulo Souto (DEM) se tornasse alvo dos governistas no colegiado. “(A definição do prazo) Não foi erro. Temos preocupação zero com isso. Foi um marco anual. Nós queremos é comparar mesmo como é que foram os últimos dois anos de Paulo Souto com os 10 anos de PT com relação ao turismo, até para mostrar isenção. Portanto, foi deliberado”, disse Leur Jr., afirmando que o motivo real da retirada da oposição da CPI foi o fato de que seu controle seria exercido exclusivamente pelo governo. “Eles escolheriam presidente e relator, usando da maioria na Casa. O que nos restaria?”, questionou o peemedebista, dizendo que já tinha informações de que, sob controle total dos governistas, a CPI do Centro de Convenções não teria quórum para se reunir e deliberar e que, por esta razão, “as oposições não poderiam participar de um circo”. Leur Jr. disse que já chegou com o requerimento pronto na reunião pedindo a retirada dos nomes dos deputados oposicionistas porque todas as tentativas de acordo que fez com o líder do governo na Assembleia, deputado Zé Neto (PT), fracassaram. Com a decisão da oposição, o presidente da Assembleia, Angelo Coronel (PSD), mandou arquivar a CPI, desarticulando o principal foco de preocupação que o governo Rui Costa (PT) tinha na Assembleia neste momento.

18 de abril de 2017, 07:24

EXCLUSIVA MP pede auditoria na Fieb ao Tribunal de Contas da União

Foto: Divulgação/Arquivo

Fachada da Federação das Indústrias do Estado da Bahia

O Ministério Público (MP) se manifestou sobre as denúncias contra a presidência da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), feitas pelo vice-presidente expulso Mário Pithon. Em inquérito civil nº 187/2016, o MP pede ao Tribunal de Contas da União (TCU) que “avalie a possibilidade de efetuar auditoria na FIEB, SESI e SENAI”, verificando o “montante dos recursos repassados, (…) conforme definido nos respectivos regulamentos, pelo SESI e SENAI à FIEB, nos últimos cinco anos” e sua efetiva aplicação.

Na semana passada, um mandado de segurança impediu a reintegração do vice-presidente Mário Pithon à diretoria da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). Impetrada pela presidência da entidade, a medida cautelar foi acatada liminarmente pela desembargadora Maria da Graça Leal. A decisão sustou provisoriamente a sentença da desembargadora Rosita Maia, que determinou o restabelecimento do cargo ao dirigente eleito, alegando que: “(…) gerentes, diretores ou vice-diretores devem exercer seus mandatos de forma livre e independente, podendo, portanto, denunciar quaisquer irregularidades, por ventura, cometidas dentro da instituição”.

A expulsão de Mário Pithon se deu por causa de questionamentos feitos à presidência sobre irregularidades denunciadas por ele. Afirmando que não houve apuração dos fatos, o vice-presidente levou as denúncias ao Ministério Público e acabou exonerado do cargo. O sindicato que ele representa, o Sindipan, também foi eliminado do quadro da Federação. A situação tem sido condenada por conselheiros da Fieb. Paulo Cintra, do Conselho de Representantes, diz que as denúncias deveriam ter sido apuradas e, no caso de serem improcedentes, a medida correta seria interpelar o vice Mário Pithon na Justiça.

Para Cintra, o caso provocou instabilidade na diretoria e o novo estatuto, apresentado pela presidência sem a devida discussão, deu ainda mais poder a quem já tinha poder. Ele ainda observa o fato de o novo estatuto permitir a reeleição da diretoria, quando a própria Fieb, seguindo orientação da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), é contra a recondução nos cargos públicos. O conselheiro Feliciano Monteiro, ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia, por sua vez, propõe o afastamento imediato do presidente Ricardo Alban e cobra a realização de auditoria independente na Fieb para a apuração das irregularidades.

O imbróglio da Fieb, que possivelmente terá eleição no final deste ano, já circula nas redes sociais, onde mensagens denunciam suposta “prática de nepotismo”, “compromissos políticos por causa de dívidas fiscais” e “favorecimentos governamentais em concessões comerciais”. Muitos interesses rondam a instituição, que movimenta anualmente cerca de R$ 600 milhões.

12 de abril de 2017, 10:07

EXCLUSIVA Afonso Florence pode ser defenestrado por Robinson em 2018

Foto: Divulgação/Arquivo

Reeleição de Afonso teria sido abalada com fortalecimento de Robinson na tendência a que pertencem

O envolvimento do deputado federal Robinson Almeida na campanha do colega Waldenor Pereira à presidência do PT pode colocar em perigo a reeleição do ex-líder do partido na Câmara dos Deputados, Afonso Florence, em 2018. É o que se comenta abertamente no partido, onde se avalia que, mesmo que Waldenor perca a eleição, Robinson sai fortalecido, assumindo o controle definitivo da corrente petista que ele e Florence integram e foi comandada pelo senador Walter Pinheiro até sua saída da legenda, no ano passado. A consequência é que a prioridade na tendência petista será a reeleição de Robinson, que só assumiu o mandato agora depois de mais de dois anos de espera como suplente por conta de um rearranjo administrativo no governo Rui Costa (PT).

11 de abril de 2017, 17:54

EXCLUSIVA Governo de olho em empenho de Robinson para eleger Waldenor

Foto: Divulgação/Arquivo

Robinson entrou com os dois pés na campanha de Waldernor, despertando desconfiança no governo

Chamou a atenção da articulação política do governo Rui Costa (PT) o grau de empenho do deputado federal Robinson Almeida na campanha pela eleição do colega de Câmara Waldenor Pereira à sucessão do atual presidente do partido, Everaldo Anunciação. A pergunta que se faz no grupo mais próximo do governador é a seguinte: será que o ex-secretário de Comunicação da gestão Jaques Wagner acha que, elegendo Waldenor, poderá exercer alguma influência na composição da chapa de 2018, à semelhança do que tentou em 2014, quando apoiou ostensivamente, contra Rui Costa, o senador Walter Pinheiro, com quem romperia depois? Uma questão para meditar.

11 de abril de 2017, 09:12

EXCLUSIVA Petistas pensam em criar CEI do Aeroclube na Câmara contra Neto

Foto: Divulgação/Arquivo

Petista, a vereadora Marta Rodrigues é do tipo que não corre da raia, se diz no governo

Em clara retaliação à iniciativa da oposição na Assembleia Legislativa de criar a CPI do Centro de Convenções, vereadores do PT em Salvador estão pedindo apoio ao governo Rui Costa para instalar, na Câmara Municipal, a CEI do Aeroclube, tema que, segundo eles, o prefeito ACM Neto (DEM) não gostaria de ver tratado na Casa. Os vereadores aliados do PT não têm número suficiente para a iniciativa, mas acham que podem criar confusão em torno da instalação do colegiado. Alegam que o líder da oposição na Câmara, José Trindade (PSL), já às voltas com a instalação de uma CEI para investigar o cartel de combustíveis em Salvador, vai ser fundamental ao processo.

Frase
Temos que falar a verdade: o Caixa 2 nas eleições é trapaça, é um crime contra a democracia.
SÉRGIO MORO, JUIZ

Lide e Líder
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Angelo Coronel, assegurou ontem em  evento promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na Casa do Comércio, que o setor produtivo baiano será ouvido pelos parlamentares em qualquer proposta que altere a legislação fiscal na Bahia. “O setor produtivo, que gera renda e empregos para o Estado, não pode ficar de fora do debate que, por ventura, venha alterar a alíquota dos impostos estaduais. Sou da base política do governador Rui Costa, mas não vamos aprovar nada através de ‘rolo-compressor’”, garantiu Coronel. De acordo com o empresário Mário Dantas, presidente do Lide Bahia, a posição do presidente da ALBA vem ao encontro dos anseios da classe empresarial. “Não queremos somente vantagens econômicas, mas não podemos pagar sozinhos a conta dos sacrifícios. Quando vemos a posição firme do presidente Coronel em favor do diálogo, nós aplaudimos”, diz Dantas.
Uber
Além da ação pela liberação do Uber em Salvador, formulada pela Procuradoria Geral do Estado, o pleno do Tribunal de Justiça analisa nesta quarta-feira dois processos contra figura importante da política baiana. Quem viu as duas ações diz que o negócio é de arrepiar e consumirá horas de discussão dos desembargadores com tema tão espinhoso.
Juízo
Aliás, setores do Thomé de Souza diziam ontem que o governador Rui Costa (PT), por meio de seu procurador geral do Estado, estaria por trás da ação contra a decisão do prefeito ACM Neto (DEM) de ter apoiado a votação na Câmara Municipal que proibiu o uso do Uber na capital baiana. Seria mais uma forma de, segundo eles, Rui “infernizar” o juízo de Neto.
Reinado
A novidade das eleições internas petistas é Danielle Ferreira, que conseguiu praticamente se eleger presidente do partido na capital baiana contra o veterano Gilmar Santiago, um ex-vereador da capital. Diziam ontem no PT que o reinado da turma de Walter Pinheiro, que por sinal deixou o partido, está finalmente acabado na legenda, depois do fracasso de Gilmar.
Derrotados
Se efetivamente, como todo mundo anda dizendo no PT, Everaldo Anunciação perder a reeleição para presidente da legenda, dois derrotados ascenderão na história da legenda. Um é o secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, que tem em Everaldo um preposto fiel no comando do partido. O outro é Jaques Wagner, que apoiou a reeleição do correligionário.
Lixo
O vereador Sidninho (PTN) deu entrada ontem em uma representação no Ministério Público contra o pagamento da Taxa de Lixo, em Salvador. O imposto tem sido questionado pelos contribuintes, grandes geradores de resíduos, que alegam estar isentos do pagamento já há dois anos, por um decreto da própria prefeitura. “O curioso é que, durante esse tempo, lojistas e comerciantes firmaram contrato com empresas para coleta e destinação do lixo com valores 90% menores do que o município cobra hoje para executar o mesmo serviço”, argumenta Sidninho que, no mês passado, se reuniu com o Conselho Tributário da OAB para confirmar a legitimidade do ato.
Torcidas I
As brigas entre torcidas organizadas, ocorridas no entorno da Arena Fonte Nova, ontem, antes do clássico BA-VI, e a morte do jovem torcedor tricolor Carlos Henrique Santos de Deus, 18 anos, após o jogo, alvejado por pessoas ainda não identificadas pela polícia, demandam a adoção de medidas emergenciais e de cunho preventivo por parte dos poderes públicos.
Torcidas II
Esse é o teor da moção que o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Angelo Coronel (PSD), está encaminhando à Mesa Diretora da Assembleia. O chefe do Legislativo tem participado intensamente das discussões sobre violência na Bahia, no âmbito do programa Pacto pela Vida, em conjunto com os chefes dos demais poderes do Estado, já ocorridas em Feira de Santana, Vitória da Conquista, Eunápolis e Itabuna.
Preocupação
Petistas andam preocupados com a grande ascendência de Bruno Dauster sobre o governador Rui Costa (PT). Acham que o secretário da Casa Civil entende pouco de político e, pelo estilo difícil, tem mais a prejudicar do que a ajudar o chefe do Executivo, que, dessa forma, ainda se afasta mais de quem pode ajudá-lo na parte política do governo.

10 de abril de 2017, 19:20

EXCLUSIVA Waldenor assume dianteira e Josias pode ser levado a deixar governo

Foto: Divulgação/Arquivo

Waldenor Pereira pode ser novo presidente do PT na Bahia

Complicou-se enormemente nas últimas horas a situação do atual presidente do PT, Everaldo Anunciação. O sinal de alerta já acendeu no governo estadual, que apostava em sua reeleição à presidência do partido, a qual ficou seriamente ameaçada pela candidatura adversária do deputado federal Waldenor Pereira, da chapa Muda PT. O processo para a escolha do novo presidente do partido se dará de forma indireta depois de apurados os votos para todas as executivas municipais da legenda. E os números levantados até agora dão a dianteira a Waldenor. Caso não haja uma reviravolta, ele pode se eleger, desbancando a hegemonia do grupo do atual secretário de Relações Institucionais do governo, Josias Gomes, que também ficará com seu cargo no governo seriamente abalado. Outro derrotado na disputa será o ex-governador Jaques Wagner, que fez campanha aberta para Everaldo.