28 de novembro de 2017, 12:48

EXCLUSIVA Onda de vaias a governistas no interior seria reação a posição desvantajosa do PT

Foto: Divulgação/Arquivo

Nem todos os eventos em que o governador comparece são bem comportados como esse

Há pelo menos um forte motivo para que deputados da base de Rui Costa (PT) que também dão apoio ao presidente Michel Temer (PMDB) estejam sendo alvos de vaias e ataques no interior, em palanques do governador. A turma do PT – alguns deputados petistas por trás – acha que os colegas têm tido uma vantagem em termos de verbas e apoio que quem está apenas com o governador não possui. “Eles (os deputados) que estão nesta situação recebem carinho de duas mãos, da de Rui e da de Temer e assim têm um privilégio enorme em relação aos deputados petistas”, justifica um deles o clima de indignação que, em sua avaliação, tem resultado nos protestos, acrescentando que o maior temor é que o quadro desequilibre a eleição em desfavor do PT.

28 de novembro de 2017, 08:51

EXCLUSIVA Deputados atribuem sobrevida de Imbassahy a forcinha de Rodrigo Maia

Foto: Thiago Ferreira/Politica Livre/Arquivo

Imbassahy deve ficar no governo até a convenção do PSDB

Deputados baianos atribuem a Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara, a sobrevida ganha por Antonio Imbassahy (PSDB) no governo Michel Temer (PMDB). Dizem que o movimento de substituição do tucano por Carlos Marun (PMDB-MS), que já havia sido divulgado até no Twitter do Planalto, foi suspenso depois que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez uma visita ao democrata, em seu gabinete na Câmara. “Aécio deve ter pedido para segurar Imbassahy até pelo menos a convenção do PSDB, para não chegar muito fraco no dia da sucessão à presidência do partido”, estima um deles.

28 de novembro de 2017, 06:45

EXCLUSIVA Marcelo Nilo vira sonho de consumo de membros do time de ACM Neto

Foto: Emerson Nunes/Política Livre/Arquivo

Deputado estadual Marcelo Nilo

O deputado estadual Marcelo Nilo (sem partido), ex-presidente da Assembleia Legislativa, virou uma espécie de sonho de consumo do time de ACM Neto (DEM). Integrantes da cúpula do partido do prefeito acham que, caso seja atraído para o democrata, Nilo poderia promover um verdadeiro estrago na base do governador Rui Costa (PT), entregando o canal para acesso a várias lideranças no interior. “Tá aí um cara que poderia ajudar a trazer, um a um, os prefeitos do governo, colocando tudo no colo de ACM Neto”, diz um deputado ligado ao prefeito, referindo-se a declarações que Nilo deu dizendo que não vota em chapa com indicados do vice-governador João Leão (PP) e do senador Otto Alencar (PSD), hoje, principais aliados do governador.

27 de novembro de 2017, 15:47

EXCLUSIVA Amor de Kiki Bispo com Bruno Reis chama a atenção na Praça Municipal

Foto: Divulgação/Arquivo

Vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis

Tem chamado a atenção na Praça Municipal a proximidade entre o vereador Kiki Bispo e o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (PMDB). O que estaria por trás desse amor todo? Por enquanto, … só especulações!

27 de novembro de 2017, 10:07

EXCLUSIVA Além do PP, outros partidos baianos estão na mira do DEM nacional para ajudar Neto

Foto: Reprodução/Arquivo

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está pessoalmente empenhado em ajudar Neto a se eleger governador em 2018

A operação nacional que o DEM realiza para ajudar a candidatura de ACM Neto ao governo do Estado em 2018 não se restringirá ao PP, partido do vice-governador e secretário estadual de Planejamento, João Leão, com o qual os democratas já conversam à toda. Outros partidos da base do governador Rui Costa (PT) estão na mira do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), com a ajuda da sempre prestimosa bancada federal ligada ao prefeito de Salvador. Um observador da cena diz que a campanha ao governo da Bahia se desenrolará como um thriller.

27 de novembro de 2017, 07:33

EXCLUSIVA A forte operação de atração do PP (para Neto), por Raul Monteiro

Foto: Divulgação/Arquivo

Escolha de Cacá Leão para relator do Orçamento passou por estratégia para atrair PP para ACM Neto

Apesar de estar oficialmente no governo Rui Costa (PT), inclusive ocupando a importante secretaria de Planejamento e vários órgãos, o PP pode pender para o lado de ACM Neto (DEM) na sucessão estadual de 2018, se depender das articulações que o Democratas realiza nacionalmente para “forçar” o apoio dos pepistas ao nome do prefeito na Bahia. O lance mais ousado feito até agora neste sentido foi a indicação do deputado federal Alexandre Baldy (GO) para o ministério das Cidades, executada com requintes de sofisticação pelo presidente da Câmara dos Deputados, o democrata Rodrigo Maia (RJ).

Além de amigo pessoal do prefeito, Maia encetou um plano de robustecimento nacional de seu partido que passa, diretamente, pelo fortalecimento de ACM Neto, e, em grande medida, se beneficia da dependência que o presidente Michel Temer (PMDB) tem dele no Congresso. Por este motivo, costurou a entrega do ministério que pertencia ao aliado PSDB para alguém de sua confiança que pudesse ingressar no PP mediante um acordo com a direção do partido pelo qual a legenda terá que apoiar o nome do prefeito de Salvador ao governo do Estado no ano que vem, sob pena de uma intervenção.

Como se sabe, junto com o PSD e o PT, o PP integra uma espécie de tripé que dá sustentação política ao governo e deveria converter-se em apoio eleitoral ao projeto de Rui se reeleger em outubro. Daí, o interesse do prefeito de atrair a legenda para o seu lado, cacifando-se para a disputa contra o governador, algo considerado factível principalmente pelo excelente nível de relacionamento que a mais promissora liderança do PP na Bahia, o deputado federal Cacá Leão, mantém com o seu grupo. A despeito de ser filho do vice-governador e secretário de Planejamento, João Leão, Cacá já externou várias vezes seu nível de frustração com o governo.

As queixas são antigas e, em alguns momentos, já chegaram ao limite de um afastamento, sempre revertido pelo pai. Não é por acaso que o namoro do DEM com Cacá vem também de longa data. Mas a maior demonstração de boa vontade com o filho do vice-governador veio recentemente, por ocasião de sua indicação para a relatoria do Orçamento no Congresso, seguramente das mais cobiçadas na Casa. Cacá foi emplacado por ninguém menos que Rodrigo Maia com o aval naturalmente do prefeito de Salvador. Para isso, Maia peitou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que queria a posição.

E ACM Neto entrou em campo para convencer o amigo Aécio Neves (PSDB-MG) de seu interesse na indicação do deputado baiano para poder preservá-la. O caríssimo leitor pode questionar porque, no episódio da substituição do ministro das Cidades, o DEM não indicou um quadro próprio, que poderia emergir, inclusive, da Bahia. Mas trata-se de vinculação que, por seu mau impacto eleitoral, não interessa ao partido, dado o alto grau de impopularidade do presidente da República. Basta, por esta visão, ter feito, com o carimbo de democrata, o ministro da Educação, o pernambucano Mendonça Filho. Já os demais cargos das Cidades terão nome e sobrenome do DEM. É só aguardar.

* Artigo publicado originalmente pelo jornalista e editor Raul Monteiro na Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

25 de novembro de 2017, 14:45

EXCLUSIVA Para correligionários, Lúcio não conseguirá se reeleger em 2018

Foto: Divulgação/Arquivo

Lúcio Vieira Lima

Correligionários do peemedebista Lúcio Vieira Lima estão considerando hoje praticamente impossível sua reeleição a deputado federal. Alegam que praticamente todos os seus prefeitos o abandonaram. “Como é que vão (os prefeitos) pedir votos para Lúcio?”, questiona um deles, dizendo que, por trás do isolamento, está a descoberta do famoso bunker com R$ 51 milhões atribuído pela Polícia Federal ao irmão Geddel Vieira Lima. “Quando se bota a imagem do dinheiro, acabou!”, sentencia.

25 de novembro de 2017, 11:35

EXCLUSIVA Quem está por trás da candidatura de Ronaldo Carletto ao Senado

Foto: Divulgação/Arquivo

José Carlos Araújo é o presidente estadual do PR

Os articuladores políticos do governador Rui Costa (PT) vêem o deputado federal José Carlos Araújo, presidente estadual do PR, por trás da operação para filiar o deputado federal Ronaldo Carletto (PP) à agremiação. Rompido politicamente com Otto Alencar (PSD) desde que resolveu assumir o controle do partido no Estado, Araújo consequentemente perdeu o apoio do senador para se reeleger. Por este motivo, na avaliação dos aliados do governador, estaria vendo na candidatura de Carletto ao Senado a chance de absorver seus votos para deputado federal e garantir a reeleição à Câmara.

25 de novembro de 2017, 10:26

EXCLUSIVA Bellintani, o Bahia e a sucessão municipal de 2020

Foto: Divulgação/Arquivo

Secretário municipal Guilherme Bellintani já inscreveu sua candidatura à presidência do Bahia

Na Praça Municipal, ninguém tem mais dúvidas de que, se conquistar a presidência do Bahia e for bem sucedido no comando do Clube, Guilherme Bellintani, secretário de Urbanismo do prefeito ACM Neto (DEM), vai utilizá-la como um trampolim político tendo como objetivo maior a sucessão municipal de 2020.

24 de novembro de 2017, 16:49

EXCLUSIVA Nomeação de Baldy pode ter passado por acordo para PP apoiar Neto em 2018

Foto: Reprodução/Arquivo

O PP, de Cacá Leão, filho do vice-governador João Leão, virou alvo preferencial de ACM Neto no grupo do governador

A notícia de que o deputado federal Cacá Leão, filho do vice-governador João Leão, estaria liderando um movimento pela aproximação entre o PP e o prefeito ACM Neto (DEM) com vistas à sucessão estadual de 2018 pode estar lastreda numa articulação maior que envolve o partido no plano nacional. Chegou há pouco a este Política Livre a informação de que do acordo que resultou na indicação do deputado federal Alexandre Baldy (sem partido-GO) para o ministério das Cidades fez parte um compromisso com a direção nacional do partido para que o PP baiano apóie a candidatura de Neto ao governo do Estado no ano que vem.

Baldy assumiu o ministério esta semana com o compromisso de se filiar ao PP numa operação comandada diretamente pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos maiores amigos do prefeito de Salvador na política nacional. Em Brasília, não há quem não saiba que Neto é a segunda pessoa a quem Rodrigo mais escuta depois do pai, o ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM). Pelos termos do acordo, o PP não teria alternativa senão se submeter a uma intervenção que desalojaria todos os seus membros que se insurgissem contra a decisão.

A informação confere com uma avaliação que se faz nos meios políticos de que, desde a desidratação do PMDB, com a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima e a consequente fragilização política de seu irmão, Lúcio Vieira Lima, o prefeito de Salvador teria concluído que uma das formas de se fortalecer para a disputa é conseguir atrair para o seu lado um dos partidos importantes da base do governador Rui Costa (PT), candidato à reeleição. O PP teria virado seu alvo preferencial porque, além de fazer parte da base do presidente Michel Temer (PMDB), de quem Neto é aliado, tem em Cacá Leão, na Bahia, um dos interlocutores frequentes do prefeito.

A condição para o entendimento com o partido se ampliou na mesma medida em que se fecharam os canais para um acordo com o PSD, onde o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Angelo Coronel, foi, durante muito tempo, tido como um nome que poderia fechar com a candidatura do prefeito. O namoro durou até o senador Otto Alencar, que controla o partido na Bahia, ter emitido sinais de que não havia possibilidade de entendimento com o grupo de Neto, ao qual passou a dirigir ataques e críticas, como a de que o prefeito seria o responsável pela suspensão de um empréstimo federal para o Estado.

“Neto sabe que para tornar sua campanha mais competitiva precisa quebrar o tripé em que a de Rui vai estar lastreada e que inclui, além do PT, o PP e o PSD”, diz uma fonte do PP a este Política Livre, garantindo não saber da existência de qualquer acordo nacional do partido no sentido do apoio ao prefeito, mas admitindo que a legenda, localmente, tem sido alvo de um verdadeiro assédio da parte do prefeito de Salvador. “Já disseram (no grupo de Neto) que (o vice-governador João) Leão pode ir para lá (para o time do prefeito) a hora que quiser com a posição na chapa que quiser, de vice ou senador”, completa.

Confrontado com a informação sobre o acordo, um membro da equipe de comunicação de Neto disse que não sabia de sua existência, mas insinuou que poderia estar associado à grande comemoração, na equipe do prefeito, que se seguiu à confirmação da indicação de Baldy para ministro das Cidades, onde estava um tucano, Bruno Araújo (PE), com quem o prefeito vinha mantendo uma relação de cooperação excepcional. “Fizeram uma festa como há muito eu não via. E isso,com certeza, não foi apenas porque (Rodrigo) Maia emplacou um aliado nas Cidades, porque Bruno também era aliado”, comentou.

24 de novembro de 2017, 11:05

EXCLUSIVA Novo cenário pode levar aliados a pressionarem por saída de Wagner da chapa de Rui

Foto: Reprodução/Arquivo

Medida, polêmica, está sendo vista como forma de contemplar aliados como o PR na chapa de Rui Costa

A confusão decorrente da indefinição nacional dos partidos com relação à sucessão presidencial, os números favoráveis ao prefeito ACM Neto (DEM) em pesquisas e o excedente de candidatos à chapa do governador Rui Costa (PT) passaram a produzir uma pressão sobre a articulação política dele para que reveja a indicação de mais um nome do PT ao seu lado na disputa.

O movimento atingiria em cheio o ex-governador e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Jaques Wagner, cuja candidatura a uma das vagas ao Senado na chapa de Rui vinha sendo dada praticamente como selada pelos petistas desde que ele fez o aliado sucessor, num período em que o PT se renovava no comando do país e parecia não ver restrições à sua própria força política e eleitoral.

Ainda assim, a saída de cena de Wagner abriria espaço para uma disputa entre pelo menos dois partidos da base governista em torno da chapa. Até agora, eram dados como garantidos ao lado de Rui na sucessão o ex-governador, concorrendo a uma vaga ao Senado, o PP, do atual vice-governador João Leão, que deve tentar a reeleição ou disputar a outra vaga de senador, e o PSD.

O partido do senador Otto Alencar pode indicar o atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel, para uma das duas posições. O arranjo deixaria de fora, no entanto, o PR e o PSB, que não aceitam de bom grado a exclusão. Visando se fortalecer para disputar espaço na hora da montagem da chapa, o primeiro partido deve filiar o deputado federal Ronaldo Carletto (PP), que sonha com a candidatura ao Senado.

Já o PSB defende a reeleição da senadora Lídice da Mata ou sua manutenção na chapa como candidata a vice. Caso Wagner se retire de cena, as duas legendas devem brigar para emplacar seus respectivos representantes. “Essa pressão (pela saída de Wagner) é resultado da mudança cabal de conjuntura em relação à última eleição estadual, na qual o PT estava na crista da onda”, diz uma fonte governista.

E completa: “Hoje, o quadro é outro e vai exigir maturidade do partido do governador”. Segundo ele, esta seria uma forma de Rui não perder aliados, já que, conforme lembra, são fortes as especulações de que, caso não seja contemplado com uma candidatura ao lado do governador, o PR pode marchar para o prefeito ACM Neto (DEM), que também namoraria outros integrantes de partidos da base do governo.

Este Política Livre apurou que a idéia de Wagner deixar a chapa para acomodar um aliado e impedir seu “transfer” para o adversário não satisfaz o PT, que pode opor resistência à alternativa. Há ainda uma  dúvida entre os governistas, diz outra fonte ouvida pelo Política Livre, sobre se a saída de Wagner não pode enfraquecer a campanha de Rui. “Ele (Wagner) é maior do que o PT”, completa.

24 de novembro de 2017, 09:13

EXCLUSIVA Geddel, o Conselho de Ética do PMDB e a senadora Kátia Abreu

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Senadora Kátia Abreu

O autor do pedido que levou o Conselho de Ética do PMDB a expulsar, por unanimidade, na última quinta-feira, a senadora Kátia Abreu (TO) foi o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que está preso depois que a Polícia Federal estourou na Bahia um bunker com R$ 51 milhões atribuído a ele.

23 de novembro de 2017, 19:48

EXCLUSIVA Nilo diz que Rui é favorito, mas prevê eleição dura sem Lula na disputa

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Deputado estadual Marcelo Nilo é considerado bom analista eleitoral nos meios políticos

O deputado estadual Marcelo Nilo (PSL) disse hoje a este Política Livre que o governador Rui Costa (PT) continua favorito à sucessão estadual de 2018, mas enfrentará uma eleição dura, principalmente se o ex-presidente Lula não for candidato. Para Nilo, Rui tem a seu favor o fato de ser muito bem avaliado como governador, embora, em sua avaliação, se a eleição fosse hoje, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), levaria a disputa, como indicam as pesquisas. “Hoje, sim, ele (Neto) se elegeria. Mas a eleição não é hoje e muita água vai passar debaixo da ponte até a eleição”, afirmou o parlamentar, respeitado como analista eleitoral nos meios governistas. Ele previu que a demora na definição da situação jurídica de Lula, condenado apenas em primeira instância, o que lhe garante até agora o direito de disputar as eleições, pode reproduzir um caso famoso ocorrido na Bahia em que um candidato, mesmo preso, foi eleito prefeito do município de Irajuba, em 2000. “Ele (Lula) pode concorrer e ficar impedido só depois”, declarou.

23 de novembro de 2017, 09:16

EXCLUSIVA Peso para Temer, Imbassahy é aconselhado a deixar Articulação

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Ministro Antonio Imbassahy

Aliados passaram a aconselhar o ministro da Articulação Politica, Antonio Imbassahy, a pedir demissão, principalmente depois que ontem vazou a informação de que ele seria substituído no posto pelo deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS). Uma declaração do relator da reforma da Previdência, o baiano Arthur Maia (PPS), no início da noite, indicando “enormes dificuldades” para que a proposta seja aprovada no Congresso se Imbassahy permanecer na secretaria de Governo foi considerada o golpe que faltava para desestabilizar ainda mais o ministro. Foi o presidente Michel Temer (PMDB), que, irritado com o vazamento da substituição, decidiu suspendê-la em apreço a Imbassahy, do qual se tornou muito próximo. Mas a fritura contra o ministro se espalhou por praticamente todos os órgãos do governo e partidos governistas, inclusive no seu PSDB, tornando sua presença na pasta insustentável.
Insistindo em ficar no governo, Imbassahy transforma-se num estorvo para o presidente, com o que ele próprio não concorda. Daí que a saída parece realmente a única alternativa que lhe resta, de forma a que não inviabilize, inclusive, sua indicação para uma nova posição no governo.

23 de novembro de 2017, 08:42

EXCLUSIVA O primeiro esboço das chapas ao governo, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Ronaldo Carletto é um dos nomes que pode se desgarrar de Rui para integrar a chapa de Neto

A dois meses para o início de 2018, ano das eleições gerais, a formação das chapas dos dois principais candidatos ao governo baiano, o atual hóspede do Palácio de Ondina, Rui Costa (PT), e o prefeito ACM Neto (DEM), começa a ser articulada ou pensada por eles mesmos e quase todos os políticos que atuam tanto no governo quanto na oposição. As especulações seguem, naturalmente, os movimentos que se percebe nas duas lideranças e no ânimo dos aliados para permanecerem como tais ou mesmo migrarem de lado de forma politicamente oportunística, como sempre acontece.

Dos entendimentos ocorridos ou planejados até agora, é possível avaliar pelo menos uma diferença envolvendo Rui e Neto com relação à montagem dos grupos com que pretendem marchar para as eleições do ano que vem. Trata-se do número de candidatos realmente competitivos interessados nas vagas das chapas, que é maior no grupo hoje comandado pelo governador do que no do prefeito de Salvador, reflexo direto também da dimensão da coalizão, do ponto de vista numérico, com que ambos governam, respectivamente, o Estado e a capital baiana.

Das quatro vagas com que cada chapa deve contar – incluindo aí a do candidato ao governo -, já existem praticamente a postos pelo menos seis nomes do lado de Rui, enquanto que, no campo de Neto, já se escalaram três jogadores. Em ambos os grupos, a força de cada um deles, individualmente, está relacionada ao partido em que estão. Do lado de Rui, por exemplo, já é possível identificar articulando-se para a partida o ex-governador Jaques Wagner (PT), que deve sair a uma das vagas ao Senado, e o atual vice-governador, João Leão (PP), que pode concorrer ao mesmo posto ou disputar a outra posição de senador.

Os demais postulantes estão no PSD, onde o nome que tem despontado é o do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel, figura que mais se fortaleceu no campo do governo desde a sua eleição para o comando do Legislativo estadual, no PR, ao qual deve ser filiar com o propósito de concorrer à posição de vice ou senador na chapa de Rui o deputado federal Ronaldo Carletto, no PSB da atual senadora Lídice da Mata, uma espécie de reserva técnica no grupo que pode ser colocada em qualquer posição. Do lado de Neto, já existem pelo menos três nomes garantidos, a começar pelo dele próprio.

Os demais são o deputado federal Jutahy Magalhães Jr., do PSDB, aliado de primeira hora do prefeito desde sua primeira eleição à Prefeitura, que deve ser indicado pelo partido ao Senado, e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, que pode concorrer à vice ou à vaga de senador no DEM ou em outro partido que venha a apoiar Neto. A quarta vaga pode ser ocupada por algum nome do PMDB ou por alguém que eventualmente se desgarre do grupo do governador por falta de espaço, situação que pode ser protagonizada, segundo se especula, pelo próprio Ronaldo Carletto.

* Artigo publicado originalmente na Tribuna da Bahia de autoria do jornalista e editor Raul Monteiro.

Raul Monteiro*