25 de junho de 2017, 16:18

EXCLUSIVA Ministro Hélder Barbalho cancela entrega de tratores na Bahia

Foto: Estadão

O ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho (PMDB)

O ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho (PMDB), cancelou a cerimônia de entrega de 120 tratores e implementos, que faria nesta segunda-feira (26), no Parque de Exposições de Feira de Santana, depois de tomar conhecimento pela bancada baiana e pelo ministro chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Antônio Imbassahy (PSDB), de que o governador Rui Costa (PT) estava anunciando que os equipamentos haviam sido comprados pelo governo do Estado. Vale salientar que os tratores e implementos, que vão beneficiar 40 municípios e 80 associações de produtores rurais, foram adquiridos com recursos de emendas parlamentares individuais do orçamento de 2016. Um dos deputados federais mais indignados com o que chama de “ponga” do governador Rui Costa em obras e ações bancadas com recursos do governo federal foi Benito Gama (PTB). A partir de agora, será definida uma nova data para entrega dos equipamentos pelo ministro Hélder Barbalho em combinação com a bancada governista da Bahia.

21 de junho de 2017, 10:18

EXCLUSIVA Voto de Otto contra reforma trabalhista irrita bancada baiana no Congresso

Foto: JR Neto/Arquivo

Deputado Benito Gama está entre os que se irritaram com o voto de Otto contra o governo no Senado

Setores da bancada governista baiana no Congresso se irritaram com a decisão do senador Otto Alencar (PSD) de ter votado ontem contra a aprovação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. E prometem levar a questão ao presidente da República, Michel Temer (PMDB), assim que ele retornar da viagem à Rússia. Para os parlamentares, Otto orienta a bancada de seu partido na Câmara a votar a favor do governo e pessoalmente vota contra no Senado. Um dos mais indignados com o voto do senador é o deputado federal Benito Gama (PTB), dos mais próximos a Temer no Congresso. “Otto recebe favores do governo e vota contra, ainda mais uma medida que é a favor do país”, disse Benito. Outro que ficou indignadíssimo com a postura do senador baiano foi o ministro de Relações Institucionais, Antonio Imbassahy, encarregado da articulação política do governo e que está no exterior com o presidente da República.

20 de junho de 2017, 19:11

EXCLUSIVA Otto Alencar ajuda a derrotar reforma trabalhista no Senado e elevar dólar

O senador Otto Alencar (PSD) teve papel decisivo na rejeição hoje, pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, da reforma trabalhista, uma das duas propostas hoje no Congresso (a outra é a da Previdência) vistas por economistas como essencial para melhorar a crise econômica e do desemprego no país. A senadora Lídice da Mata (PSB) também foi voto contrário à medida, mas, como faz oposição cerrada ao governo, não se esperava dela posicionamento diferente. Otto votou no lugar do colega Sérgio Petecão (PSD-AC), que se ausentou da sessão e era dado como voto certo a favor do governo, ajudando a enterrar a proposta. Mais do que derrotar o governo, o baiano deu sua contribuição para a subida do dólar e a queda da bolsa. Felizmente, o projeto ainda vai à apreciação do plenário do Senado. A aprovação da proposta na Câmara dos Deputados havia dado novo alento à economia do país.

19 de junho de 2017, 07:43

EXCLUSIVA Uma quadrilha após a outra, por Raul Monteiro

Foto: Estadão

Se antes dependia imensamente da bancada governista para tentar aprovar as reformas e justificar sua permanência no Palácio do Planalto, agora o presidente Michel Temer (PMDB) deve sua vida a ela

Se antes dependia imensamente da bancada governista para tentar aprovar as reformas e justificar sua permanência no Palácio do Planalto, agora o presidente Michel Temer (PMDB) deve sua vida a ela, principalmente depois da entrevista-bomba dada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, à revista Época que circulou este final de semana. O quadro descrito por Joesley, em detalhes, sobre como funcionam políticos e partidos no Brasil é simplesmente estarrecedor, por mais que não constitua, na prática, nenhuma grande novidade para quem milita neste universo.

Mas é inegável que os anti-reformistas que vêm na queda de Temer a garantia de que não se mudará um milímetro de uma Previdência que é basicamente do funcionalismo público avançaram mais uma casa em relação a seu objetivo e tornaram a permanência do presidente ainda mais incerta e instável, senão mais dependente dos humores de um Congresso que, em sua maioria, funciona exatamente da forma como Joesley descreveu no seu depoimento histórico, construído numa narrativa tão perfeita e minuciosa que parece mais ter sido redigido do que efetivamente contado à publicação.

Embora Temer seja o foco das atenções no momento e tenha se tornado impossível assumir sua defesa ante o verossimilhante relato de Joesley, o protagonista do mais generoso acordo de delação premiada quiçá já celebrado pelo Ministério Público brasileiro não deixa de dar uma contribuição valiosíssima para se entender como o país mergulhou em tamanho grau de corrupção sistêmico e generalizado tendo como pano de fundo a máquina pública, ao estabelecer como recorte histórico para a máxima degradação do Estado brasileiro o governo do ex-presidente Lula.

“O PT institucionalizou a corrupção no país”, é o mínimo que diz o empresário, que de caipira só tem o jeito igualmente estudado. Aliás, nem a ex-presidente Dilma Rousseff, vendida como a mais pura alma no mar de lama em que seu partido se transformou, escapa de suas confissões desavergonhadas. Mais hábil do que os executivos que o antecederam no expediente da delação premiada e certamente jamais imaginaram que a Lava Jato atingiria o patamar que alcançou, Joesley consegue pintar de si mesmo o quadro típico do empresário vítima de quadrilhas políticas que se notabilizaram em achacar quem se aproximasse, dependesse ou tivesse negócios com o Estado.

Começou assim, segundo seu relato, com os quadrilheiros do PT e transcorria assim com os quadrilheiros do PMDB, incluído aí, sempre segundo seu depoimento, o tucano Aécio Neves, que, aliás, foi parceiro de Lula até ser preterido como candidato do petista à presidência em favor de Dilma, lá pelos idos de 2010. Joesley não deixa dúvidas de que era a certeza da impunidade e a facilidade para assaltar o Estado que transformaram no Brasil a atividade política no meio mais rápido e fácil de ascensão social e econômica. Ante o que ainda está por vir, só há uma solução: que a economia se descole da política para o bem de quem realmente leva este país nas costas.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

15 de junho de 2017, 12:45

EXCLUSIVA Lídice foi excluída de pesquisa ao Senado por figurão do PT

Foto: Reprodução/Facebook

A senadora Lídice da Mata (PSB)

Motivo de surpresa entre políticos, a ausência do nome da senadora Lídice da Mata (PSB) da pesquisa Paraná, divulgada na semana passada, que analisou as intenções de voto ao Senado teria uma explicação. Foi simplesmente excluído por um figurão do PT, consultado pela direção do instituto antes de proceder o levantamento na Bahia. O petista justificou-se dizendo que “não há hipótese de ela ser candidata” ao posto em 2018.

15 de junho de 2017, 11:05

EXCLUSIVA O alto custo da pressão contra Temer, por Raul Monteiro

Foto: Marcos Correa/Arquivo

Presidente Michel Temer

O pouco que este governo fez pelo país, que pode ser considerado muito se levado em conta o quadro de descalabro herdado das gestões petistas, especialmente da farsa vendida como gerentona que se foi obrigado a suportar por quase seis anos, está sob risco agora no momento em que, acuado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, o grampo e as revelações da JBS, os amigos complicadíssimos e a carga pesada que a Rede Globo faz contra sua permanência no Palácio do Planalto, Michel Temer (PMDB) resolve distribuir mimos a rodo para se segurar a qualquer custo na cadeira presidencial.

São empréstimos e renegociações de dívidas sob condições nunca vistas a governadores com o aval do BNDES, agrados de toda a sorte a deputados e senadores que votarão o provável pedido de investigação contra ele, além de um pacote de bondades destinado tanto a setores do empresariado como aos mais pobres por meio do incremento a programas sociais a exemplo do Bolsa Família, que naturalmente parecem não levar em conta o ajuste fiscal tocado pela competente equipe econômica, único motivo para se dar algum tipo de crédito ao presidente, ainda que cheio de reservas e desconfianças, na perspectiva de que se chegue logo a 2018.

Quando se atacam genericamente as reformas trabalhista e previdenciária, impedindo que se discutam racionalmente ajustes importantes às duas propostas, é bom que se diga que os projetos não saíram do nada, muito menos da mente iluminada do atual presidente, mas da urgência da controle fiscal, cuja necessidade foi irresponsavelmente ignorada por uma senhora chamada Dilma Rousseff, de triste memória, e acabou resultando na maior crise econômica da história do país, com um lamentável saldo de mais de 14 milhões de desempregados, número que não pára de crescer e é, desonestamente, atribuído pelo PT ao atual governo.

Da mesma forma, não se podem considerar razoáveis as tentativas constantes de se derrubar, a qualquer custo, mais um presidente que assumiu no vácuo de um processo delicado como o de um impeachment, quando mais no momento em que abraça uma agenda correta que, entre os seus primeiros efeitos, traz expectativas concretas de recuperação econômica, nem muito menos subestimar sua capacidade, ante as ameaças, de reorganizar-se com os seus para manter-se no poder, utilizando das armas de que mais conhece e que sabe manejar como toda grande raposa política, a exemplo da mais reles barganha com parlamentares ao qual o chamado presidencialismo de coalizão dá plena guarida.

Sem dúvida, a resiliência de um personagem político como Michel Temer surpreende, dado todo um histórico pessoal e político que já o fez emergir como um sucessor fragilizado e desacreditado, seu apavorante networking político e pessoal e a vinculação a um partido fisiológico e patrimonialista do qual é um representante nato. Mas o fato de, ainda que de forma galopante, a rejeição a seu nome permanecer restrita às pesquisas de opinião, desacompanhada de qualquer mobilização popular por sua saída, precisa ser urgentemente levada em conta por aqueles que não pensam em mais nada, além do esforço de apeá-lo do poder, principalmente por mais esse custo que estão impondo ao país.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

14 de junho de 2017, 20:44

EXCLUSIVA Deve ter deixado de acompanhar as atividades da OAB, diz vice-presidente sobre Torreão

A vice-presidente da OAB Bahia, Ana Patrícia Dantas, rebateu a declaração de Humberto Torreão e afirmou que o advogado “deve ter deixado de acompanhar as atividades da OAB da Bahia desde a derrota que sofreu na última eleição da Seccional junto com seu grupo”. Torreão disse recentemente disse que o presidente da OAB-BA, Luiz Viana, fez um discurso “demagógico-populista” numa manifestação de oposição ao governo do presidente Michel Temer (PMDB) na Bahia, que não reflete o pensamento de boa parte do membros da Ordem: “Essas reivindicações populistas já não levam em consideração o sentimento do conjunto dos advogados. Essa partidarização da entidade e consequente subordinação a um partido tem desagregado os advogados”. Torreão apela para que gestão do presidente, “Dr. Luiz Viana “não seja tão subserviente aos ditames do PT”. “Só isso pode explicar comentário tão disparatado e a insistência em factoides que a classe rejeitou enfaticamente nas urnas. As posições que o presidente Luiz Viana levou para a manifestação de domingo, impeachment e diretas já, foram deliberações do Conselho Seccional da OAB-BA, composto por profissionais dos mais diversos matizes políticos, que no último dia 17 de maio decidiram, por 35 votos unânimes, encaminhar ao Conselho Federal o pedido de abertura de um processo de impeachment do presidente Michel Temer. Na oportunidade, os conselheiros baianos decidiram também, por 28 votos a 7, apoiar a realização de eleições diretas para presidente da República, mediante emenda constitucional, após o processo de impeachment. Ressalte-se que como o presidente da OAB só vota em caso de empate, Viana nem votou sobre esses temas, mas respeitou, como sempre, as decisões de seu conselho. Críticas são sempre esperadas numa democracia e são bem vindas para esta gestão da OAB, mas um mínimo de informação e razoabilidade são necessários para se criticar qualquer coisa. E é isso que está faltando neste caso” conclui a nota.

13 de junho de 2017, 13:09

EXCLUSIVA Advogado acusa presidente da OAB baiana de “subserviência” ao PT

Foto: Divulgação

Advogado Humberto Torreão atacou presidente da OAB

Um grupo de advogados baianos tem protestado contra o que considera uma politização da entidade por parte de sua atual direção “em detrimento do trabalho em favor da classe”. O advogado Humberto Torreão, que integra o grupo, disse que o presidente da OAB-BA, Luiz Viana, fez um discurso “demagógico-populista” no último domingo, numa manifestação de oposição ao governo do presidente Michel Temer (PMDB) na Bahia, que não reflete o pensamento de boa parte do membros da Ordem: “Essas reivindicações populistas já não levam em consideração o sentimento do conjunto dos advogados. Essa partidarização da entidade e consequente subordinação a um partido tem desagregado os advogados”. Torreão apela para que gestão do presidente, “Dr. Luiz Viana “não seja tão subserviente aos ditames do PT”.

12 de junho de 2017, 09:24

EXCLUSIVA O que estaria por trás da ira da Globo contra Temer, na visão de governistas

Foto: Ag. Brasil/Arquivo

O problema do governo com a Globo passaria pelo BNDES, dizem deputados da base de Temer

Animados com a reanimação de Michel Temer (PMDB), apesar do que consideram cerco do procurador geral Rodrigo Janot e do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deputados ligados ao presidente espalham em Brasília boatos sobre o motivo da campanha cerrada que a Rede Globo também faz contra o peemedebista. Decorreria de problemas da emissora com o BNDES originários de um empréstimo cujo valor chegou à estratosfera. Alegam, inclusive, que este teria sido o motivo real da saída da última presidente do banco de fomento, a competentíssima Maria Silvia Bastos Marques.

12 de junho de 2017, 07:33

EXCLUSIVA Imbassahy luta por Temer no PSDB, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação

Antonio Imbassahy, ministro das Relações Institucionais

Murista como de costume, o PSDB vive seu mais recente dilema, provocado pela fragilidade do governo Michel Temer (PMDB). Metade da bancada do partido quer deixar o peemedebista, outra metade quer ficar e uma parte quantitativamente menor do que os dois lados ainda está indecisa quanto a manter ou retirar o apoio ao presidente, que vive, literalmente, a cada dia uma nova agonia. O temor dos tucanos é um só: arcar com o desgaste do governo, com suas repercussões para 2018, como se já não estivesse atrelado completamente ao redevivo Temer.

A bem da verdade, os tucanos, especialmente os parlamentares mais jovens da agremiação, ala em que o desejo de deixar o governo é mais forte, não imaginavam que Temer seria colhido por um grampo e, posteriormente, gravações de auxiliares e delações que o colocariam praticamente na porta de saída do Palácio do Planalto. Quando se decidiram pelo embarque no governo, não tinham lá maiores admirações pelo presidente, mas praticamente não viam escolha, já que haviam ajudado no impeachment da inimiga maior, a representante petista Dilma Rousseff.

Era, portanto, uma questão fundamentalmente de responsabilidade com a administração que se iniciava e com o país que se herdara, na esteira de um processo político bastante delicado, a qual seria recompensada, em contrapartida, com pelo menos quatro ministérios. No momento em que Temer enfrenta o seu momento mais difícil, tendo se transformado num sobrevivente político, o PSDB passa a ser cobrado ante o que uma mudança de atitude sua pode provocar, uma vez que o chamado Centrão, aquele mesmo que havia se agrupado em torno do ex-deputado preso Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já se articula para ocupar o seu espaço.

Colocar essa turma no colo de Temer é tudo que o país, ainda sob os efeitos da mais severa crise econômica de sua história, definitivamente não merece, responsabilidade também que, com certeza, recairá sobre os ombros tucanos. Da Bahia, o presidente tem contado com um apoio da mais alta relevância dentro do PSDB. Trata-se do tucano Antonio Imbassahy, ministro das Relações Institucionais, que, na tarefa de coordenador político do governo, tem feito o que pode para evitar a debandada tanto dentro do seu partido quanto entre outros aliados.

Junto com o chanceler Aloysio Nunes Ferrera, Imbassahy forma a dupla tucana dentro do governo que busca, a todo custo, mostrar que sair pode ser muito pior do que ficar, inclusive, ante a hipótese, na qual acredita, de o governo se recuperar, a despeito dos fatos desabonadores contra o presidente que pipocam e da campanha explícita que tanto o Ministério Público Federal quanto a Rede Globo têm feito contra a permanência de Temer no Planalto. Não é por outro motivo que, em Brasília e na Bahia, Imbassahy é considerado o homem de Temer.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

8 de junho de 2017, 19:13

EXCLUSIVA Wagner lideraria intenções de voto ao Senado, segundo Paraná Pesquisas

Foto: Politica Livre/Arquivo

Ex-governador Jaques Wagner lideraria sondagem ao Senado na Bahia

Informes chegados há pouco ao Política Livre dão conta de que o Instituto Paraná também pesquisou as intenções de voto para o Senado na Bahia. O atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, ex-governador do Estado, lideraria a sondagem. Encomendada pela Rede Record, a pesquisa deve ser divulgada amanhã.

8 de junho de 2017, 07:32

EXCLUSIVA Neto comemora e manda recado a time, por Raul Monteiro

Foto: Reprodução/Facebook

Vista com desconfiança pelos aliados do governador Rui Costa (PT), que trataram rapidamente de desqualificá-la sob todos os ângulos, a pesquisa Paraná divulgada ontem que coloca ACM Neto (DEM) na liderança das intenções de voto ao governo do Estado, em 2018, teve um efeito positivamente explosivo sobre o grupo do prefeito e ele próprio. Era tudo de que os aliados do gestor precisavam para continuar na batida de que ele sairá candidato contra Rui no ano que vem, uma possibilidade que o prefeito vinha deixando mais no plano das insinuações do que propriamente da certeza.

A bem da verdade, nos últimos 60 dias Neto alterou a postura com que habitualmente se portava com relação ao tema sucessão estadual. Se até o princípio do ano dizia que não tratava do assunto sob qualquer condição, passou a dizer que não descartaria uma eventual candidatura, depois que o projeto de se candidatar era uma possibilidade e, finalmente, que poderia lançar-se à disputa, renunciando ao segundo mandato de prefeito, caso a cidade e também o Estado concordassem, questão a que o levantamento da Paraná, caso esteja correto e não viciado, como denunciam seus adversários, já respondeu de forma inconteste.

Na prática, se precisava de um número para organizar o time e colocá-lo na rua em defesa do seu nome, Neto o obteve ontem com a divulgação da pesquisa, que o coloca com 54,5% da preferência do eleitorado, contra 24% do governador. O terceiro nome sondado pelo instituto foi o do senador Otto Alencar, do PSD, que, com 4,7% das intenções de voto, não chega, de acordo com a pesquisa, a representar a terceira força política do Estado como se alardeava que seria. Abaixo do líder do PSD vem o sociólogo Fábio Nogueira, nome do nanico PSOL, no qual 2,9% dos entrevistados disseram que votariam para o governo.

Apesar da comemoração no grupo do prefeito que se seguiu à divulgação dos números, Neto fez questão de transmitir logo pela manhã, antes de embarcar para Brasília para peregrinar por ministérios e contactar aliados neste momento político difícil da vida nacional, uma mensagem para os auxiliares, os mais excitados com a perspectiva de ele concorrer ao governo: a de que não se excedam na animação, mantenham o pé no chão e foquem na administração de Salvador, a qual considera o seu verdadeiro passaporte para o desafio de sair candidato à sucessão estadual.

Não é por acaso que o prefeito tem dito a quem o provoca sobre a candidatura que, para se eleger governador precisa dos 417 municípios do Estado, mas para decidir se candidatar depende de apenas uma cidade, exatamente a que governa. De olho nas perspectivas que se abrem para ele ante números tão portentosos, notadamente na onda positiva que se cria a partir de sua divulgação, Neto passou também outro recado ao time que o acompanha, este relativo à importância de manter, nos próximos sete meses, decisivos para a decisão que tomará, uma agenda fervilhante e positiva para a cidade que não deixe sua peteca cair.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

6 de junho de 2017, 09:08

EXCLUSIVA Petistas relatam constrangimento entre Otto e Wagner na BahiaFarm

Foto: Divulgação

Apesar dos sorrisos, o clima parece que não ficou bom entre Wagner e Otto, segundo petistas

Petistas espalham que o senador Otto Alencar (PSD) teria ficado visivelmente constrangido com um encontro com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), na abertura da BahiaFarm Show, na semana passada, em Barreiras, logo depois de ter dirigido críticas ao ex-governador. Otto afirmou que Wagner estava com “lapsos verbais” por ter dito que preferia a manutenção de Michel Temer (PMDB) na Presidência da República à realização de eleição indireta para escolher seu sucessor. Petistas dizem que ao chegar para o evento, Otto foi logo se explicando: – Bati hoje em você, Wagner. Ao que o ex-governador, retrucou com ar frio: – É, já soube. Você está demais!

5 de junho de 2017, 07:14

EXCLUSIVA E o país volta a parar, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação/Marcos Corrêa

Michel Temer (PMDB)

Até o ex-presidente Lula avaliou, durante mais um Congresso do PT, que o presidente Michel Temer (PMDB) ganhara nos últimos dias uma sobrevida depois do catastrófico grampo de que foi alvo, efetuado pelo dono da JBS, Joesley Batista, o reú confesso que conseguiu escapar da prisão por meio de um acordo com o Ministério Público Federal que deixou toda a sociedade absolutamente indignada, e da ostensiva campanha deflagrada pela Rede Globo na esteira das revelações com o objetivo de apeá-lo a qualquer custo da posição de primeiro mandatário da Nação.

A prisão do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB), excepcionalmente, neste último sábado, pela Polícia Federal, no entanto, tem tudo para jogar o país ainda mais fundo no mar de instabilidade que se criou desde então. Antes de saber que a prisão do ex-assessor já estava a caminho, Temer chegou a dizer que não acreditava que Loures o delatasse. Uma bobagem. É exatamente o que o procurador geral da República, Rodrigo Janot, pretende, quando obtém a prisão, numa segunda tentativa, das mãos do ministro Luis Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Loures foi gravado recebendo uma mala de R$ 500 mil num restaurante de São Paulo que, segundo delatores da JBS, seriam destinados ao presidente da República, um dos cerca de dois mil políticos brasileiros a quem os fregueses mais frequentes do financiamento com dinheiro público farto e fácil do BNDES garantem, sem a menor cerimônia, terem distribuído regularmente propina, entre os quais se incluem, segundo eles, o próprio Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em cujas gestões o duto do principal banco de fomento nacional irrigou os caixas da JBS para que seus donos fizessem fortuna e gerassem empregos no exterior.

A confirmação de que o dinheiro havia lhe sido entregue foi dada pelo próprio ex-deputado, ao entregar a mala à PF, inclusive, sem cerca de R$ 30 mil, posteriormente acrescentados ao pacote. Quanto tempo Loures levará para abrir o bico e confirmar a delação do time de primeira grandeza da JBS ninguém sabe, mas muitos estimam que não vai levar muito, o que deve tornar a permanência de Temer na Presidência absolutamente insustentável.

O problema não é a necessidade de punir o presidente, comprovadas as acusações que lhe fazem a respeito de dinheiro desviado e malas.Nem contará muito a ofensiva iniciada por ele contra o procurador geral da República e o ministro Fachin, a qual inclui espalhar extraoficialmente que sofre as consequências de tentar executar no Congresso a reforma da Previdência, que iria, segundo setores do governo divulgam, cortar principalmente os privilégios do Judiciário, onde se encontra hoje a elite do funcionalismo público. O que importa é o tempo que o país voltará a ficar parado, vendo o contingente que hoje bate em mais de 14 milhões de desempregados se ampliar, com reflexos, inclusive, sobre a violência. Triste sina esta do Brasil!

Raul Monteiro

1 de junho de 2017, 19:23

EXCLUSIVA Governo deve liberar amanhã R$ 100 mil em emendas impositivas de deputados

Foto: Divulgação/Arquivo

Assembleia anda praticamente às moscas por causa do corpo mole da bancada governista

Deputados estaduais aguardam com ansiedade o dia de amanhã. É quando, acreditam, o governo vai liberar, via Bahiatursa, uma parcela de R$ 100 mil dos R$ 2,7 milhões relativos a emendas impositivas a que cada um dos 63 parlamentares têm direito e não têm sido pagas desde 2015, sob o argumento de que o governo não tem dinheiro, um fato que todo mundo sabe ser verdadeiro. Do cumprimento do compromisso depende a disposição da bancada do governo de voltar a dar quorum para a retomada das votações na Assembleia Legislativa, onde não se aprecia nada há quase dois meses. Mas já há parlamentares reclamando do valor, cujo objetivo é permitir que os parlamentares empreguem na ajuda aos festejos juninos em suas bases. Ou seja, é forte a possibilidade de nem a liberação do dinheiro alterar o clima de “desânimo” na Assembleia.