22 de novembro de 2018, 09:10

EXCLUSIVA As simpatias de Rui, Wagner, Otto e Leão para a Assembleia, segundo deputados

Foto: Divulgação/Arquivo

Fachada da Assembleia Legislativa, onde disputa por presidência já começou com dois meses de antecedência

Na Assembleia Legislativa, os comentários são de que a preferência no âmbito das principais forças do governo em relação aos candidatos à sucessão de Angelo Coronel (PSD) à presidência do Poder está assim dividida: Adolfo Menezes, deputado do PSD, teria o apoio manifesto do senador Otto Alencar (PSD) e do senador eleito Jaques Wagner (PT), o colega Alex Lima, do PSB, seria o nome preferido do governador Rui Costa (PT), ao passo que o progressista Nelson Leal, que largou à frente de todos, conta com o empenho do vice-governador João Leão (PP) e simpatias na base e na oposição. Quanto ao candidato do PT, Rosemberg Pinto, tem o seu partido fechado com ele, mas teria sido esquecido pelos mais importantes players governistas. Pelo menos, é o que dizem.

22 de novembro de 2018, 08:32

EXCLUSIVA Uma ponte entre Leão e Otto?, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Otto e Leão, tendo ao centro o governador Rui Costa, em ato de campanha na última eleição

Houve de tudo na última reunião do Conselho Político em que o governador Rui Costa (PT), solenemente, anunciou que tomaria medidas drásticas para evitar o comprometimento fiscal do governo em seu segundo mandato. Os presidentes dos partidos que compõem o colegiado, alguns deles políticos com mandatos, não esconderam o espanto quando ouviram da boca do gestor que algumas providências seriam muito duras, como a que eleva a alíquota de contribuição dos servidores à Previdência estadual de 12% para 14%, ou mesmo impensáveis para um governo esquerdista, a exemplo da privatização de empresas do Estado.

Mas o que mais chamou a atenção dos ilustres membros do Conselho Político no encontro da última segunda-feira foi o clima beligerante entre o senador Otto Alencar (PSD) e o vice-governador João Leão (PP). Líderes dos dois mais importantes partidos da base governista, depois do PT do próprio governador, eles não esconderam de ninguém que são idos os tempos em que se entendiam muito bem e podiam até ser considerados, nas rodas governistas, best friends. Num dos momentos mais quentes da refrega, Otto pareceu ser o mais enquentado.

– Voce foi muito descortez comigo. Você colocou o dedo na minha cara e disse que teria candidato tanto aqui quanto em Brasília, aos gritos. Só não reagi por educação e consideração a você, teria dito o senador, dirigindo-se a Leão, na frente de todos. O vice-governador também bradaria. Tanto que, depois da reunião, Otto ainda o ironizaria para o governador. – Estou até com medo da agressividade dele (Leão). Acho melhor o senhor me proteger, governador, teria acrescentado o senador, que, além de mais jovem e forte do que o presidente do PP, conhece a fundo as artes da capoeira de Angola.

Aparentemente, o pano de fundo para o enfrentamento seria a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa. Leão entende que agora é a vez de o partido de Otto apoiar o candidato do PP, o deputado estadual Nelson Leal. Seria o troco pelo apoio que os progressistas deram à candidatura do atual presidente Angelo Coronel, do PSD, dois anos atrás. Mas tanto Otto quanto Coronel alegam que o compromisso que assumiram não foi com a legenda, mas com o deputado estadual Luiz Augusto, progressista como Leal, que, no entanto, não conseguiu se reeleger.

Isso os liberaria para tentar emplacar o deputado do PSD, Adolfo Menezes. Como em todo Parlamento as paredes têm ouvidos e versões sobre acontecimentos fluem com uma naturalidade assombrosa, nos últimos dias, entretanto, surgiu uma nova especulação para o que pode estar opondo verdadeiramente Otto a Leão. Ela dá conta de que os dois disputariam o controle sobre a construção da quimérica ponte Salvador-Itaparica, projeto a que, como secretário de Planejamento, o presidente do PP passou a se dedicar 24hs, por mais que muitos sobre ele se refiram como a um factóide, lançado há 12 anos atrás, quando Jaques Wagner (PT) assumiu o governo do Estado pela primeira vez. Nessa Bahia em que pouco se faz e muito se fala, não custa nada aguardar para conferir.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado hoje na Tribuna.

Raul Monteiro*

20 de novembro de 2018, 18:49

EXCLUSIVA Cícero Monteiro não quer nem ouvir falar sobre a gestão de Elmo Vaz em Irecê

Foto: Divulgação/Arquivo

Cícero Monteiro é chefe de Gabinete do governo estadual

Mentor da candidatura de Elmo Vaz (PSB) a prefeito de Irecê, o chefe de Gabinete do governador Rui Costa (PT), Cícero Monteiro, não quer nem ouvir falar sobre o desempenho do amigo como gestor do município. Quando é provocado sobre as noticias de que o trabalho de Vaz à frente da administração da cidade não são nada boas, rapidamente desconversa, deixando claro, com toda a elegância, que sua amizade com ele está em primeiro lugar.

19 de novembro de 2018, 23:03

EXCLUSIVA Bate-chapa: Adolfo Menezes deve enfrentar Nelson Leal por presidência da Assembleia

Foto: Divulgação/Arquivo

Adolfo Menezes deve ser o nome do PSD, do PSB e do PT

O deputado estadual Marcelo Nilo (PSB) disse há pouco a este Política Livre que seu partido, o PSD e o PT devem se unir na Assembleia para lançar um candidato à sucessão do presidente Angelo Coronel (PSD), cujo mandato expira em 2 de fevereiro. O objetivo é derrotar o candidato do PP, deputado estadual Nelson Leal.

Nilo calcula que, com os 23 votos que o grupo reúne, pode ser eleito um representante de qualquer um dos partidos à presidência da Casa. A previsão do deputado ganhou força depois que, num encontro esta tarde com a bancada estadual, o governador Rui Costa (PT) impôs condições para a escolha do candidato governista.

Rui disse que assumirá como seu o candidato que obtiver o apoio da maioria da bancada, o que, segundo acrescentou, pode ser definido da forma que os parlamentares governistas escolherem, inclusive por votação aberta ou secreta. Só então, disse o governador, o escolhido pode buscar o apoio da oposição.

Apesar de Nilo não ter citado nomes, este Política Livre apurou que o nome mais forte para receber o apoio dos três partidos é o do deputado estadual Adolfo Menezes, do PSD, a quem, segundo o grupo, as condições impostas pelo governador podem acabar beneficiando, caso Nelson Leal não conquiste votos entre eles.

Responsável pela antecipação da disputa, Leal tem hoje ao seu lado 19 parlamentares, reunidos em seu partido, no PCdoB, no PRP e no PHS. O apoio dos comunistas à candidatura do parlamentar irritou o senador Otto Alencar, presidente do PSD, que demonstrou seu descontentamento publicamente.

A disputa entre Menezes e Leal opõe Otto e o vice-governador do Estado, João Leão, presidente estadual do PP, pela primeira vez desde que os dois se aliaram em apoio à primeira eleição de Rui ao governo, em 2014. A união dos dois viabilizou também a vitória de Angelo Coronel à presidência da Assembleia dois anos atrás.

Leão bate pé firme que, naquele momento, o PP assumiu o compromisso de eleger Coronel em troca do apoio do PSD na sucessão seguinte. Coronel e Otto alegam que teriam se comprometido pessoalmente com o deputado do PP Luiz Augusto, que abriu mão de sua candidatura para apoiar o candidato do PSD.

Como ele não se reelegeu, estariam livres para apoiar um nome de seu próprio partido.

19 de novembro de 2018, 21:54

EXCLUSIVA Rui vai elevar de 12% para 14% alíquota de contribuição de servidores à Previdência

Rui deu a notícia aos parlamentares governistas durante reunião esta tarde com a bancada governista

Durante a reunião que teve esta tarde com a bancada governista na Assembleia, o governador Rui Costa (PT) antecipou que enviará um projeto à Casa na semana que vem elevando de 12% para 14% a alíquota de contribuição de servidores à previdência estadual. Diante da cara de espanto dos parlamentares, Rui disse que esta é a única alternativa para enfrentar o déficit do setor, que já ultrapassou os R$ 3 bi e é considerado impagável pelo governo.

19 de novembro de 2018, 20:01

EXCLUSIVA “Tropa de elite” de 675 comissionados da Saeb deixa assombrados técnicos do Estado

Foto: Divulgação/Arquivo

Edelvino Goes comanda a secretaria com o maior número de comissionados no Estado da Bahia

Os técnicos que se debruçaram sobre os dados do levantamento solicitado pelo governador Rui Costa (PT) a fim de promover um ajuste na máquina estadual ficaram impressionados com o número de cargos comissionados existentes hoje na secretaria estadual de Administração: 675. É infinitamente mais gente do que na secretaria de Desenvolvimento Econômico, por exemplo, onde o total de cargos de confiança é de 125, e na secretaria de Planejamento, responsável pelo planejamento do Estado, onde eles são ao todo 176. O SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão), subordinado à Saeb, tem 170 comissionados, mas no gabinete do secretário, Edelvino Góes, eles são 34, de fato um contingente com que quase nenhum dos colegas dele conta no Estado. Mas o que assombra mesmo é o time da Diretoria Geral (52), o maior já visto, segundo os responsáveis pelo levantamento, além do da Superintendência de Recursos Logísticos (67). Um dos técnicos que acompanhou o levantamento disse que até o governador Rui Costa (PT) engoliu em seco ao tomar conhecimento da “tropa de elite” com que Edelvino Góes trabalha na Administração.

Abaixo, veja o número de comissionados por setor na Saeb:

SAC – 170 cargos comissionados
Gabinete do secretário – 34
Assessoria de planejamento e gestão – 11
Corregedoria Geral – 6
Coordenação Central de Licitação – 34
Coordenação de Assistência à Saúde – 59
Diretoria geral – 52
Superintendência de Gestão e Inovação – 65
Superintendência de Recursos Humanos – 69
Superintendência de Previdência – 28
Superintendência de Recursos Logísticos – 67
Superintendência de Patrimônio – 61
Conselho Estadual de Trânsito – 6
Coordenação de Controle Externo – 2
Corregedoria Geral – 6
Coordenação de Compensação de Créditos – 5

19 de novembro de 2018, 15:41

EXCLUSIVA Sucessão na AL: Rui tenta dar freio de arrumação e condena aproximação com oposição

Foto: Divulgação/Arquivo

Nelson Leal saiu na frente na disputa pela sucessão a presidente da Assembleia Legislativa

O governador Rui Costa (PT) cobrou hoje dos presidentes de partidos da base aliada, com os quais se encontrou pela manhã na reunião de seu Conselho Político, que ajudem a desacelerar a campanha à sucessão do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel (PSD), e a levar serenidade aos parlamentares alinhados ao governo, que escolherão o sucessor na Casa.

Ele também condenou qualquer aliança dos candidatos com a oposição, chegando a advertir que não gostaria de que nenhum dos interessados na presidência repetisse o estratagema utilizado tanto pelo ex-presidente da Casa, Marcelo Nilo (PSB), quanto por Coronel, que primeiro fecharam o apoio dos parlamentares oposicionistas para depois cabalar votos entre os governistas.

Em seguida, Costa insinuou que, com um time de 45 representantes de um total de 63 deputados, a disputa pode ser plenamente decidida apenas pela base. Com relação ao pedido de “desaceleração”, as declarações de Rui foram interpretadas como uma advertência ao PP, que saiu na frente e tem buscado fortalecer a candidatura à presidência do deputado Nelson Leal.

Com uma equipe grande de colaboradores, principalmente em seu partido, Leal já conquistou o apoio de três siglas – o PCdoB, o PRP e o PHS. Além dele, são candidatos Adolfo Menezes, do PSD, Alex Lima, do PSB, e Rosemberg Pinto, do PT. Há temor na articulação política de Rui com a hipótese de a disputa se acirrar entre o PP e o PSD, partidos fundamentais da base, que ajudaram a garantir uma reeleição tranquila ao governador.

As duas legendas são ainda consideradas importantíssimas para a governabilidade. A tentativa de Rui de dar um freio de arrumação na bancada governista na Assembleia mostra sua preocupação com a possibilidade de o aprofundamento da disputa produzir rachas e resvalar no relacionamento das duas agremiações e do Parlamento com o governo.

19 de novembro de 2018, 07:23

EXCLUSIVA Três PPPs assombram governo Rui como esqueletos, por Raul Monteiro*

Foto: Metropress

Governador Rui Costa

O governador Rui Costa tem sem dúvida em desafio político ao raiar do seu próximo mandato, em 2019, que é a sucessão à presidência da Assembleia Legislativa do Estado, onde dois dos partidos mais importantes de sua base, o PP e o PSD, fundamentais à sua reeleição e à governabilidade atual e futura, parecem começar a se estranhar na disputa pelo comando da Casa. Como não interferiu até agora no processo, é difícil que Rui o faça a partir de hoje, quando retoma sua agenda depois de uma viagem ao exterior, o que não significa, no entanto, que possa abrir mão de monitorar os acontecimentos no Legislativo para não ser obrigado a enfrentar surpresas desagradáveis.

Ainda que a dificuldade inicial de entendimento entre PP e PSD possa recrudescer mais adiante e resultar num bate-chapa, produzindo sequelas e até abalando as relações do governo com a Assembleia logo no início do segundo mandato do governador, a dia de hoje muitos deputados da base acreditam na construção de um consenso, mesmo sem a intervenção direta do governo, o que deve tornar o tema secundário na pauta do segundo mandato, o qual deve ser iniciado sob a égide de um novo contexto político e ideológico no país, provavelmente muito mais hostil ao governador, o qual precisará se esforçar para garantir a auto-suficiência administrativa do Estado.

Provavelmente buscando antecipar-se às mudanças que acredita que ocorrerão no seu relacionamento com o novo presidente, Jair Bolsonaro, Rui Costa encomendou um estudo para fazer ajustes na máquina estadual, o que tem estimulado especulações de que, logo no princípio do ano, promoverá uma reforma administrativa com talvez a fusão de órgãos e algumas pastas, todas medidas voltadas para a economia de custeio. Qualquer que sejam as propostas a serem implementadas, todas estarão longe, no entanto, de fazer desaparecer três esqueletos que permanecem até agora sem solução e ameaçam a imagem de bom gestor que Rui Costa disseminou na população.

Curiosamente, três envolvem PPPs, as chamadas parcerias público-privadas, um instrumento para a viabilização de empreendimentos e a construção de equipamentos públicos com a colaboração do setor privado, sem o qual muitas iniciativas não teriam até hoje saído do papel em várias partes do país, sob os mais diferentes governos. Uma delas é o próprio metrô de Salvador, um projeto que o governo do Estado teve o mérito de assumir das mãos do município de Salvador e conseguiu executar, pondo fim a 12 anos de uma obra que era tocada aos trancos e barrancos e não tinha perspectiva de ser entregue à população.

Ocorre que o equipamento tem uma demanda muito aquém da projetada, levando o governo a gastar uma fortuna para manter seu funcionamento, o que pode até ajudar a polir a imagem do governo, mas ajuda, na prática, a combalir as contas estaduais. As outras duas, no entanto, ficaram só na promessa. São o VLT, sobre o qual ninguém nem ouve mais falar, e o Centro de Convenções, sem qualquer perspectiva de solução, o que só amplia os problemas do já combalido trade turístico do Estado. Tratam-se de soluções que, até pelo seu perfil, o governador seguramente deverá,neste segundo mandato, querer oferecer à sociedade que o reelegeu com quase 75% dos votos.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

17 de novembro de 2018, 13:02

EXCLUSIVA Nilo condena aumento de ministros e diz que votará contra repasse a deputados

Foto: Política Livre/Arquivo

Deputado federal eleito Marcelo Nilo

O deputado estadual Marcelo Nilo (PSB) criticou hoje o aumento concedido pela Câmara dos Deputados aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), principalmente, por causa de seu efeito cascata, que pode implicar numa despesa extra para os cofres públicos da ordem de R$ 6 bi. “Se estivesse lá, não votava”, diz Nilo, que foi eleito deputado federal em outubro último. O parlamentar anunciou também ser contra a que o reajuste seja repassado para deputados, governadores, prefeitos e vereadores. “Numa crise como a que estamos, em que o povo pobre é o mais penalizado, isso é um tiro no pé, porque corre-se o risco de o setor público não conseguir sequer pagar estes novos vencimentos”, declarou.

13 de novembro de 2018, 20:08

EXCLUSIVA Ganhar Salvador e Feira é visto como fundamental para a sucessão estadual de 2022

Foto: Divulgação/Arquivo

Rui Costa tem tratado da sucessão em Salvador e Feira mesmo fora do país

Mesmo fora do país, o governador Rui Costa (PT) não tirou da agenda a discussão sobre a sucessão municipal de 2020. Aliados dizem ter recebido sinais da Europa, onde o gestor se encontra, de que ele tem duas metas a partir de agora: azeitar a máquina estadual para enfrentar “os tempos” de Jair Bolsonaro (PSL) na presidência da República e conquistar pelo menos duas Prefeituras nas próximas eleições, a de Feira de Santana e a de Salvador. A avaliação entre governistas é de que o grupo que ganhar os dois municípios tem meio caminho andado para eleger o próximo governador, em 2022. “É musculatura suficiente para manter o Estado no grupo do governador”, diz um aliado.

13 de novembro de 2018, 11:10

EXCLUSIVA Aliados traçam três cenários possíveis para governador Rui Costa em 2022

Foto: Manu Dias/GovBa/Arquivo

Governador recebe aliados no Palácio de Ondina antes de se deslocar até o roteiro da Lavagem do Bonfim

Aliados antevêem três cenários para Rui Costa (PT) em 2022, quando ele estará findando a gestão. Rui pode encerrar o governo no cargo, o que o deixaria sem mandato, concorrer ao Senado, na vaga que hoje pertence ao aliado Otto Alencar (PSD), ou disputar a Presidência da República. Nas duas últimas hipóteses, teria que se licenciar do mandato no prazo de desincompatibilização, o que abriria espaço para o vice-governador, João Leão (PP), assumir o cargo de governador, com o direito de concorrer à reeleição.

12 de novembro de 2018, 12:37

EXCLUSIVA Governistas trabalham para ganhar Salvador, Feira e Conquista em 2020

Foto: Divulgação/Arquivo

Governistas acham que tomam de volta também poder de Herzem Gusmão em Vitória da Conquista em 2020

A vitória de Rui Costa (PT) ao governo com mais de 70% dos votos em outubro passou a alimentar a expectativa dos governistas de conquistarem as três Prefeituras consideradas mais importantes do Estado em 2020: Salvador, onde o prefeito democrata ACM Neto vai encerrar oito anos de gestão, Feira de Santana, cujo governo está nas mãos de um aliado do ex-candidato a governador José Ronaldo (DEM), Colbert Martins Filho (MDB), que foi seu vice, e Vitória da Conquista, que viveu sob longa hegemonia do PT até o ex-deputado Herzém Gusmão (MDB) ter sido eleito prefeito, em 2016.

12 de novembro de 2018, 11:08

EXCLUSIVA Antonio Imbassahy propõe reorganizar PSDB e definir projeto do partido na Bahia

Foto: Brizza Cavalcante/Arquivo

Deputado federal Antonio Imbassahy está em São Paulo reunido com a cúpula tucana

O deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) disse esta manhã a este Política Livre que o partido não deve participar do futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL). Para ele, o PSDB, no entanto, deve dar uma declaração explícita de apoio ao novo presidente, já que atua no campo anti-petista, respeita a escolha da população pelo capitão reformado e participou do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Imbassahy, que se encontra em São Paulo, onde já se reuniu com o ex-governador Geraldo Alckmin, ex-candidato a presidente do partido, e com o governador eleito João Dória, dono do mais importante mandato tucano hoje no país, acha que, na Bahia, onde a legenda encolheu de três para um deputado federal, é preciso reorganizar o grupo e definir o projeto para o Estado. “E eu já estou fazendo este trabalho, independentemente de não ter sido reeleito, conversando com prefeitos (do interior) e deputados”, declara.

12 de novembro de 2018, 10:37

EXCLUSIVA Deputados dizem que eleição de Bolsonaro pelo menos fez Lula tomar doril

Foto: Divulgação/Arquivo

Ex-presidente Lula

Políticos baianos que votaram ou torceram pela eleição de Jair Bolsonaro (PSL), apesar do receio com relação à pauta cultural conservadora de um eventual governo seu, comemoram pelo menos um fato: o desaparecimento da figura do ex-presidente Lula (PT) do noticiário. “Ele (Lula) só aparece agora malmente por causa das ações na Justiça, como esta do sítio de Atibaia”, diz um parlamentar da oposição.

9 de novembro de 2018, 20:25

EXCLUSIVA Otto cobra CPI da Coelba, chama serviço de “porcaria” e convoca Aneel contra companhia

Foto: Divulgação/Arquivo

Senador Otto Alencar

O senador Otto Alencar (PSD) disse hoje a este Política Livre que pediu ao deputado estadual Alex da Piatã (PSD) que reunisse assinaturas suficientes na Assembleia Legislativa a fim de criar uma CPI para investigar o péssimo serviço que a Coelba presta ao consumidor baiano. O senador disse que chegou ao limite com a quantidade de queixas e denúncias que chegam a ele da parte de baianos indignados com os serviços prestados pela companhia de energia no Estado. Segundo Otto, a despeito de apelos e pedidos, a direção da Coelba no Estado não atende simplesmente a ninguém, inclusive políticos instados por eleitores a procurarem a empresa a fim de pedir melhorias em seus serviços. O plano do senador é convocar na próxima semana o presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone, para questioná-lo sobre que providências têm sido tomadas para apurar a “porcaria de atendimento” que a Coelba presta ao consumidor baiano.

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