3 de outubro de 2017, 21:14

EXCLUSIVA Associação a Temer explicaria desgraça de Dória em pesquisa DataFolha

Foto: Reprodução/Arquivo

Temer e Dória num dos muitos momentos dos dois juntos

A associação da imagem de João Dória à de Michel Temer (PMDB) está sendo apontada como a responsável pela desgraça do prefeito de São Paulo na pesquisa DataFolha sobre as intenções de voto à Presidência da República. Um sinal duríssimo para quem está próximo do presidente da República e pretende concorrer a um cargo eletivo no ano que vem.

3 de outubro de 2017, 18:40

EXCLUSIVA Afinal, quem estaria sob a mira da delação de Geddel Vieira Lima?

Foto: Dida Sampaio/Agência Estado/Arquivo

Ex-ministro Geddel Vieira Lima e os questionamentos sobre quem seriam os alvos de uma eventual delação sua

O presidente Michel Temer (PMDB) e o núcleo duro de seu governo, formado por ministros amigos encrencados com a Lava Jato e outras investigações, não acredita que uma eventual delação do ex-ministro Geddel Vieira Lima possa atingi-los. Acham que Geddel, preso pela segunda vez desde o estouro de um bunker com R$ 51 milhões atribuídos a ele, não queimaria a ponte com seus velhos companheiros para tentar se safar da cadeia ou de penas condenatórias mais altas. Além disso, o ex-ministro não estaria sob a pressão intensa de uma Procuradoria Geral da República determinada a ferrar a qualquer custo Michel Temer, como aconteceu na gestão de Rodrigo Janot. Em sendo verdadeiro o raciocínio, resta questionar: quem, então, seria delatado pelo ex-ministro?

3 de outubro de 2017, 09:56

EXCLUSIVA A bombástica especulação sobre containers com suposto dinheiro de Lula

Foto: Reprodução/Arquivo

Ex-presidente Lula: alvo de especulação bombástica de colunista do Estadão

Corre como flecha pelas redes sociais a especulação da colunista Eliane Catanhede de que dinheiro supostamente pertencente ao ex-presidente Lula e originário de corrupção estaria acondicionado em containers guardados em países da África e América Latina com os quais o líder petista mantém relações para lá de amistosas. Ela fez a grave ilação em artigo publicado no Estadão na semana passada e a atribuiu à expectativa de investigadores que acompanham os passos do ex-ministro Antonio Palocci, um ex-liderado íntimo de Lula que não vê a hora de celebrar um acordo de delação premiada com a Lava Jato. Até petistas acham que, com toda a tolerância à corrupção constatada no país, principalmente no eleitorado lulista, a confirmação de tal informação seria uma pá de cal no ex-presidente.

3 de outubro de 2017, 08:55

EXCLUSIVA Onda de invasões a fazendas fragiliza posição de secretário de Agricultura

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Secretário de Agricultura, Victor Bonfim, parece com os dias contados no governo do Estado

A onda de invasões a fazendas produtivas no interior, inclusive de agricultores familiares, fragilizou ainda mais a posição do secretário estadual de Agricultura, Victor Bonfim, que já não andava boa no governo. Desde que o problema começou, não se viu um pronunciamento do secretário sobre o tema nem qualquer movimento no âmbito da secretaria no sentido de enfrentá-lo. “Nem parece que a situação dos produtores rurais sofridos da Bahia é afeita à pasta (da Agricultura)”, critica um deputado da base governista, preocupado com o efeito do problema sobre o governo do Estado. Bonfim foi indicado na cota do PDT, com o qual também não vem se entendendo já há alguns meses. Até a eclosão da crise das invasões, o governo esperava que o partido se resolvesse internamente em relação a ele e apresentasse outro nome para substituí-lo, tornando seu eventual processo de saída menos traumático. Agora, parece que o jogo mudou ante a inércia do secretário em relação a situação potencialmente tão explosiva.

2 de outubro de 2017, 21:56

EXCLUSIVA DS vai pressionar Rui a conseguir colocação para Robinson Almeida no governo

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Suplente Robinson Almeida ficou sem espaço com a perda do mandato de deputado para Fernando Torres

A DS (Democracia Socialista), uma das correntes mais importantes do PT baiano, vai pressionar o governador Rui Costa a conseguir uma posição no governo estadual para o ex-deputado federal Robinson Almeida, suplente que perdeu o mandato com o retorno do ex-secretário Fernando Torres (Desenvolvimento Urbano) para a Câmara dos Deputados. A idéia é envolver as demais correntes petistas numa campanha para ajudar o ex-parlamentar, considerado um companheiro valoroso para o partido.

2 de outubro de 2017, 18:32

EXCLUSIVA Brasília emite sinais de que Pedro Tavares fica com controle do PMDB baiano

Foto: Divulgação/Arquivo

Pedro Tavares é o presidente interino do PMDB, desde o afastamento dos irmãos Vieira Lima do comando da sigla

O PMDB da Bahia já recebeu sinalizações de Brasília de que não há hipótese de mudança em seu comando enquanto não ficar clara a situação do ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso desde que a Polícia Federal estourou um “bunker” com R$ 51 milhões atribuídos a ele. Portanto, o deputado estadual Pedro Tavares fica como presidente da legenda no Estado e Leur Jr. prossegue como nome mais forte para ser indicado pelo partido candidato ao Senado na chapa do prefeito ACM Neto (DEM), em 2018. Quem tinha planos de pongar na estrutura do partido para se viabilizar candidato ou influir decisivamente nas próximas eleições, vai ficar na espera, que pode ser longa.

2 de outubro de 2017, 17:45

EXCLUSIVA PP pode ser o responsável por adiamento de reforma administrativa de Rui

Foto: Divulgação/Arquivo

Vice-governador João Leão, homem forte do PP na Bahia

Na Assembleia e na bancada federal governista da Bahia, atribui-se fundamentalmente ao PP a decisão do governador Rui Costa (PT) de transferir sua provável reforma administrativa para março do ano que vem. Insatisfeito com o que diz ser prioridade recebida por PSD e PT na relação com o governo, o partido do vice-governador João Leão travou uma votação no Legislativo na semana passada. A possibilidade de perder espaço para as duas legendas aliadas na reforma prevista para este ano teria levado a bancada do PP a um estado de quase rebelião. Março é o prazo para desincompatibilização de secretários que serão candidatos em 2018.

2 de outubro de 2017, 10:30

EXCLUSIVA Alckmin censura posição de Antonio Imbassahy no governo Michel Temer

Foto: Divulgação/Arquivo

Para Alckmin, Antonio Imbassahy não deveria estar onde ele está

Em entrevista recente a uma bancada de jornalistas da Jovem PAN, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, censurou a posição do tucano Antonio Imbassahy no governo Michel Temer (PMDB). Ao dizer que o PSDB vive o dilema de não ser governo nem oposição, ele afirmou que Imbassahy, atual ministro da Secretaria de Governo, “está onde não deveria estar porque está no núcleo político (do governo)”. Segundo Alckmin, o PSDB não é governo, porque tem só o acessório na administração federal, e não é oposição, porque tem responsabilidade com o impeachment (da ex-presidente Dilma Rousseff, do PT)”. “Governo (o PSDB) não é. Temos só o acessório. Tem o Aloysio (Nunes Ferreira), que é um bom quadro no Itamaraty, onde estava o (José) Serra exilado e tem mais nada. Imbassay está onde não deveria estar, porque está no nucleo político”, afirmou Alckmin, declarando que o que o partido tem que fazer é a transição. “A solução vai vir com a eleição, que dará legitimidade (ao novo governo). Eu fui governador com voto e sem voto. Mas (a diferença) é da água para o vinho. Substitui o Mário Covas porque ele faleceu. Vc é um intruso”, afirmou o governador, dizendo que ninguém vai votar no PSDB nas próximas eleições. “Vai votar no Alckmin”, acrescentou, observando que ninguém votará em partido no país, porque as legendas estão em frangalhos.

2 de outubro de 2017, 09:27

EXCLUSIVA Tucanos e democratas perdem esperança com midiático Dória depois de pesquisa

Foto: Divulgação/Arquivo

Esforço de prefeito de São Paulo, João Dória, para aparecer parece não estar surtindo efeito desejado

A última pesquisa DataFolha minou as esperanças de tucanos e mesmo democratas que apostavam na candidatura do prefeito de São Paulo, João Dória, à Presidência da República, em 2018. O esforço de Dória para aparecer, através de um bem bolado trabalho na mídia, que envolve, inclusive, uso sistemático das redes sociais, não foi suficiente para empurrá-lo para além do seu ex-padrinho político, Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, que aparece em condições muito mais competitivas no mesmo levantamento.

28 de setembro de 2017, 11:29

EXCLUSIVA Brito, Carletto e mais cinco deputados estaduais se dividem entre PR e PROS

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Roberto Britto é um dos que devem migrar para o PR

Cinco deputados estaduais que se encontram hoje no PSL, partido do ex-presidente da Assembleia Legislativa na Bahia, Marcelo Nilo, discutem seu ingresso no PROS ou no PR, sob uma articulação comandada pelo deputado federal Ronaldo Carletto (PP), que já acertou sua filiação, no entanto, ao PR do deputado federal José Carlos Araújo. Entre os deputados estaduais que estudam deixar o PSL estão Alan Castro, Jurandy Oliveira, Reinaldo Braga, Nelson Leal e Manassés. Eles ainda não definiram se optam todos pelo PROS ou se se dividem entre a legenda e o PR. Quanto a Carletto, que pensa em se fortalecer para disputar a vaga de senador na chapa do governador Rui Costa (PT) ou na do prefeito ACM Neto (DEM), em 2018, já apalavrou seu ingresso no PR, ao lado de outro pepista, Roberto Britto. Procurado por este Política Livre, o deputado José Carlos Araújo não confirmou os ingressos, buscando despitar sobre as negociações, mas uma fonte ligada a Carletto garantiu que tanto ele quanto Britto decidiram se filiar ao PR, podendo levar os deputados estaduais que estão insatisfeitos no PSL tanto para o PROS quanto para o partido republicano. O anúncio só deve ser feito oficialmente, no entanto, em março do ano que vem, quando deve abrir uma janela para migrações interpartidárias.

28 de setembro de 2017, 08:58

EXCLUSIVA Palocci, exemplo para o país, traidor para a seita, por Raul Monteiro

Foto: Ag. Brasil/Arquivo

Ex-ministro Antonio Palocci

A carta em que o ex-ministro Antonio Palocci, a pretexto de pedir sua desfiliação do PT, arrasou moralmente o ex-presidente Lula não é só reveladora porque compõe um demolidor perfil íntimo do líder petista mas porque expõe a mais completa inversão de valores a que o partido que chegou ao poder prometendo mudar os costumes políticos no país, influenciado pela necessidade de defender sua maior liderança a qualquer custo, sucumbiu. É o próprio Palocci quem, sabiamente, deixa clara a tragédia petista, ao afirmar que não lhe resta alternativa senão pedir o desligamento do partido.

Segundo o ex-ministro, um presidiário, não há mais espaço para ficar num partido que, desconsiderando todos os malfeitos praticados por ele e revelados à Justiça, além de sua própria prisão, prefere submetê-lo a um processo inquisitorial sobre se deve ou não permanecer na legenda exclusivamente porque ousou revelar detalhes de como atuava antirepublicanamente um ex-presidente que se vendeu como a esperança de redenção política, econômica, social e moral de um país inteiro. Virar as costas para tantas evidências, na visão de Palocci, significa que o PT deixou de ser um partido para virar uma seita.

Na verdade, o ex-ministro, tantas vezes ele próprio pilhado em comportamentos antirepublicanos antes da debacle petista, afirmou publicamente o que qualquer cidadão de bom senso pensa quando compara o PT que concorreu à Presidência da República com aquele que a deixou, 13 anos depois, sob o impeachment de uma gestão desastrosa, que levou as contas públicas à mais completa bancarrota. Aliás, esse é um dos momentos em que o ex-ministro demonstra que, além de sincero, mantém intacta a lucidez, apesar de tantas derrotas pessoais e de uma prisão que se prolonga indefinidamente.

Aliás, lucidez e inteligência, atributos que nele sempre sobressaíram no PT, foram algumas das marcas com que Palocci chegou ao poder junto com Lula, as mesmas que permitiram que construísse uma ponte entre o então candidato presidencial e o mercado por meio da sábia “Carta ao Povo Brasileiro” e externasse suas visões na economia que, no primeiro termo do petismo na presidência, asseguraram a manutenção da estabilidade e dos fundamentos que começariam a ser subvertidos depois por um Lula já cheio si e do descompromisso completo com a responsabilidade.

Tivessem o mesmo bom senso de Palocci e um desejo sincero de ver o país se transformar, o divino Lula e seus fiéis seguidores deveriam admitir publicamente, assim como ele, que erraram, dispondo-se a se submeter sinceramente à Justiça e à lei. Falta-lhes, no entanto, grandeza, um déficit com que já conviviam muito antes de terem chegado todos ao poder, cuja tomada, pelo que pontua o ex-ministro, não pode ser vista como a origem do lamentável grau de corrupção em que se lambuzaram. Palocci não traiu o PT e Lula, como a seita pretende caracterizar, desqualificando-o, mas, reconhecendo seus erros e os dos outros, criou as condições para reabilitar-se perante todo um país.

* Artigo publicado originalmente na Tribuna da Bahia.

26 de setembro de 2017, 17:45

EXCLUSIVA PMDB discute lançar nome de Leur Jr. ao Senado em 2018

Foto: Divulgação/Arquivo

Lançamento de Leur Jr. mostraria que o partido já tem

O PMDB baiano discute a possibilidade de antecipar seu processo decisório interno com relação a 2018 e lançar a candidatura do deputado estadual Leur Jr., atual líder da oposição na Assembleia Legislativa, ao Senado. A iniciativa é vista no interior da legenda como a forma mais eficiente de desencorajar o interesse que alguns políticos têm manifestado no partido com o objetivo explícito de usá-lo para disputar a vaga ao Senado na chapa oposicionista.

O nome de Leur Jr. é praticamente uma unanimidade no PMDB porque, além de ser o único que já admitiu interesse em concorrer, é jovem e goza de excelente reputação, tudo de que o partido precisa neste momento de crise interna para poder se posicionar em condições de igualdade em relação às demais legendas oposicionistas que devem brigar por espaço na chapa que deve ser liderada pelo prefeito ACM Neto (DEM) ao governo, no ano que vem.

O peemedebista é conhecido também pelas excelentes relações que possui com os irmãos Vieira Lima, os quais, apesar de distantes da vida do partido, não gostariam de ver seu espólio sendo disputado em praça pública oor interessados no capital político do PMDB para poder pleitear espaço na chapa oposicionista. Entre os nomes citados como eventualmente interessados em assumir o controle do PMDB o de maior visibilidade hoje é o de Antonio Imbassahy.

Interessado em disputar a vaga ao Senado e sem espaço em seu próprio partido, o PSDB, o ministro da articulação política de Michel Temer (PMDB) veria no PMDB a chance de poder concorrer ao cargo em 2018. Para isso, contaria com o apoio do próprio presidente da República, de quem se tornou amigo pessoal, o qual, no entanto, prefere aguardar o desenrolar da situação de Geddel, inclusive a possibilidade de uma delação premiada de sua parte, para poder atuar sobre o partido na Bahia.

Outros nomes que apareceram como eventualmente interessados no PMDB são os do deputado federal Arthur Maia (PPS), que nega, no entanto, qualquer interesse na legenda, e o do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, que está no DEM e procura uma legenda diferente da de ACM Neto para poder se credenciar para a disputa da vaga ao Senado na chapa do democrata.

25 de setembro de 2017, 08:39

EXCLUSIVA Rui com Lula e Rui sem Lula, por Raul Monteiro

Foto: Secom/Arquivo

Rui Costa se prepara para enfrentar a sucessão sob qualquer cenário

Com o cerco fechando-se em torno do ex-presidente Lula (PT) – já são seis o número de apurações na Lava Jato contra ele -, os petistas vão aos poucos chegando à conclusão de que dificilmente a maior liderança do partido terá condições de concorrer à Presidência da República em 2018, principalmente dada a probabilidade, oferecida, entre outros motivos, pela articulação entre as investigações, de que seja condenado em segunda instância na primeira das ações em que já foi sentenciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo juiz Sérgio Moro, principal artífice da Operação.

Líder disparado nas pesquisas que sondam o humor do eleitorado para a sucessão presidencial até aqui, Lula pode, no entanto, constituir-se num formidável cabo eleitoral para os candidatos estaduais de seu próprio partido ou de legendas aliadas, caso pelo menos seja mantido em liberdade, isto é, não vá para a cadeia por determinação da Justiça até lá. É com este cenário que a maioria dos petistas sonha, principalmente no momento em que vêem legendas como o PCdoB e o PDT articulando-se para disputarem, sozinhas, o Palácio do Planalto, num sinal evidente de desgarramento do petismo.

Na Bahia, praticamente um dos últimos redutos sólidos do petismo no país, principalmente depois da fragilização imposta por um conjunto de denúncias e investigações envolvendo o governador Fernando Pimentel, de Minas Gerais, a disputa da sucessão estadual no campo do petismo passou há algum tempo a ser projetada sob dois cenários: aquele em que Lula seria candidato, puxando Rui Costa rumo à reeleição, e outro, cada vez mais cogitado, em que o governador teria que marchar sem a alavanca do principal nome nacional do petismo ou mesmo enfrentando um candidato presidencial forte em posição adversária.

Numa conjuntura como a segunda, o estrago da ausência de Lula na disputa só poderia ser minimizado com a presença dele na campanha, pedindo votos para o governador e seu time, principalmente nos rincões em que o nome do ex-presidente permanece fortíssimo, situação que só poderia ocorrer na hipótese de, mesmo sendo alvo de várias outras investigações e de eventuais novas denúncias e mesmo condenações, ele poder circular livremente, sem qualquer tipo de restrição que oponha dificuldades ao projeto alternativo de, neste caso, buscar apenas comandar a luta contra o esfacelamento do PT.

Como não pode contar com nenhuma das duas certezas, Rui Costa tem buscando esmerar-se na tarefa de preparar-se para a disputa em qualquer das condições em que ela se apresente, de um lado construindo laços políticos fortes principalmente no interior, em muitos casos fechando o apoio de todos os grupos políticos locais possíveis ao seu nome, e, de outro, mantendo uma agenda administrativa que confirme o perfil de bom gestor com o qual buscou firmar-se. A indicação de gente como Jusmari Oliveira, de Barreiras, e de Paulo César, de Alagoinhas, para cargos importantes da administração atende naturalmente à primeira estratégia.

* Artigo publicado originalmente na Tribuna.

Raul Monteiro

21 de setembro de 2017, 19:46

EXCLUSIVA A menos de um mês na Adab, novo diretor não sabe “o que é uma vaca”, dizem funcionários

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Paulo César enfrenta até hoje resistência de servidores revoltados contra sua falta de "qualificação"

O ex-prefeito de Alagoinhas Paulo César não tem tido vida fácil na Adab (Agência de Defesa Agropecuária), para cuja diretoria-geral foi nomeado pelo governo no final de agosto. Funcionários o boicotam de todas as formas, sob o argumento de que, além de “arrogante”, não sabe o que “é uma vaca”. Sem contar que não possui curso superior, uma exigência para que dirija o órgão. Até uma greve geral chegou a ser ensaiada pelos servidores, mas contida a tempo pelo governo, que não se sabe até quando vai conseguir segurar a pressão contra Paulo César.

21 de setembro de 2017, 16:51

EXCLUSIVA Operação Jusmari: Governo e Otto saem melhor do que Leão, Lídice e Robinson

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Jusmari Oliveira tomará posse na secretaria de Desenvolvimento Urbano amanhã de manhã

Apesar de ter negado que criou obstáculos à operação pela qual a ex-prefeita de Barreiras e ex-deputada federal Jusmari Oliveira ingressaria no partido para assumir a secretaria de Ciência e Tecnologia, o PSB tensionou na negociação com o governo de tal forma que o acordo terminou sendo suspenso, resultando na indicação dela à secretaria de Desenvolvimento Urbano em seu próprio partido, o PSD.

Desde o início das negociações, o PSB condicionou o ingresso de Jusmari no partido à tomada da CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional), para a qual pretendia indicar Vivaldo Mendonça, atual secretário de Ciência e Tecnologia, pasta onde inicialmente o governo pensara em colocar Jusmari. A reação do PT à mudança no órgão, entretanto, inviabilizou os entendimentos. Foi aí que o senador Otto Alencar, que não assistia à mudança de Jusmari para o PSB satisfeito, surgiu com a solução, oferecendo a Sedur para abrigá-la.

A ex-deputada ficaria no PSD assumindo uma pasta já comandada pelo partido. Assim, o plano do governo de equilibrar a força dos aliados na região Oeste entre a senadora Lídice da Mata (PSB) e o vice-governador João Leão (PP), sem fortalecer demasiadamente Otto, acabou não prosperando, embora, ao final, tenham se acertado todos. O objetivo do governo sempre foi o de fechar o apoio de todas as mais importantes forças da região Oeste à sua reeleição de Rui Costa, o que conseguiu.

E o de Jusmari, ganhar foro para evitar ser presa numa das ações a que responde por irregularidades da época em que foi prefeita de Barreiras. No frigir dos ovos, Otto preservou uma liderança em seu partido, Leão terá que dividir espaço no Oeste com ele, Rui e Jusmari saíram satisfeitos e Lídice perdeu a oportunidade de se fortalecer na região, o que poderia ajudar na eleição dela e do colega do PSB Bebeto à Câmara dos Deputados em 2018.

Pelos cálculos do governo, Jusmari pode assegurar cerca de 30 mil votos a quem apoiar no Oeste, embora adversários do grupo digam que não chega a 15 mil seu capital eleitoral na região. Quem se deu mal mesmo foi o deputado federal Robinson Almeida, do PT, que terá que deixar a Câmara dos Deputados, para onde o hoje secretário de Desenvolvimento Urbano, Fernando Torres, deputado licenciado, retorna já na próxima semana,  depois de transferir o cargo para Jusmari amanhã.