21 de dezembro de 2016, 10:57

EXCLUSIVA Neto é cortejado por candidatos a presidente da Assembleia

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ACM Neto

Membros da base do governo Rui Costa (PT) na Assembleia Legislativa, os três candidatos a presidente do Poder resolveram pedir a bênção ao prefeito ACM Neto (DEM) para poder concorrer ao cargo. O atual presidente Marcelo Nilo, do PSL, e os deputados Angelo Coronel (PSL) e Luiz Augusto (PP) procuraram Neto na última semana em busca de apoio a suas candidaturas.

No fundo, os três estão de olho nos 20 votos da bancada da Oposição, sem a qual nenhum candidato pode se eleger à presidência do Poder. Percebendo o fato, o prefeito tem buscado se aproximar dos deputados oposicionistas e apelado a eles que só votem em conjunto, como forma de fortalecer a posição do grupo. Só Nilo não se encontrou pessoalmente com Neto para discutir o assunto.

Os dois trataram da sucessão à presidência da Assembleia por meio de um telefonema feito pelo presidente da Assembleia. Mas o prefeito teria descartado o voto no deputado do PSL sob o argumento de que ele tem o apoio do PT, partido do qual é adversário na Bahia. Coronel conversou pessoalmente com Neto em seu gabinete, no Palácio Thomé de Souza, na última sexta-feira.

Ouviu do gestor municipal que pode receber o apoio dos deputados oposicionistas, caso se viabilize na disputa. O mesmo recado Neto teria dado ontem a Luiz Augusto, durante encontro que mantiveram também na Praça Municipal. O prefeito disse que não faz restrições ao nome do deputado do PP e sugeriu que ele demonstrasse que pode se viabilizar na sucessão.

Neto gostaria de ter um nome no comando da Assembleia neutro em relação ao governo do Estado e disposto a não lhe criar problemas na sucessão de 2018, quando deverá concorrer contra o governador Rui Costa (PT). Por isso, se animou em participar das discussões sobre a eleição do futuro presidente do Poder, dando-lhe os votos necessários à vitória com a bancada de oposição.

Pessoalmente, ele preferiria para a disputa da presidência o nome do deputado Adolfo Viana, do PSDB, mas nunca se empenhou em apresentar seu nome por saber que, se ele obtivesse seu apoio, isso poderia criar-lhe problema em sua própria base, onde existem deputados que atuam no mesmo reduto eleitoral do tucano.

19 de dezembro de 2016, 17:49

EXCLUSIVA Rui pode entregar Sedur a PSD de Otto; partido quer Conder junto

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Governador Rui Costa

O governador Rui Costa (PT) trabalha com a idéia de entregar a secretaria de Desenvolvimento Urbano, hoje com o petista Carlos Martins, ao PSD do senador Otto Alencar na reforma administrativa que programa para o início do próximo ano. Por enquanto, o que estaria travando a negociação é a exigência do partido de que a pasta venha com a Conder. “Sem a Conder, você pode dizer que a Sedur é uma secretaria para nomear um quadro só”, brinca um parlamentar do PSD, em conversa com este Política Livre.

19 de dezembro de 2016, 11:46

EXCLUSIVA Otto Alencar descarta candidatura de filho a vice de ACM Neto

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Senador Otto Alencar

O senador Otto Alencar (PSD) descartou hoje a possibilidade de seu filho, Otto Alencar Filho, disputar a vice na chapa com que o prefeito ACM Neto (DEM) pode concorrrer às eleições estaduais de 2018. Segundo Otto, ele tem lado e está absolutamente satisfeito com a aliança que firmou com o governador Rui Costa (PT), que será candidato à reeleição. O senador disse que seu filho será, no máximo, se assim decidir, candidato a deputado federal em 2018. “Mas nem isso ainda foi decidido”, declarou Otto, que acumula também a presidência do PSD na Bahia, afirmando respeitar a figura política do prefeito. O comentário sobre as especulações de que Otto Filho poderia eventualmente compor a chapa de Neto foi pelo jornalista Raul Monteiro, editor do Política Livre, em artigo semanal publicado pela Tribuna da Bahia e reproduzido no site. No texto, o jornalista afirma que segmentos ligados ao prefeito viam no filho do senador uma alternativa boa para compor sua chapa em 2018.

19 de dezembro de 2016, 07:23

EXCLUSIVA Eron e Otto Filho são pensados para chapa de Neto, por Raul Monteiro

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Cresce a aposta em segmentos que apoiam o prefeito ACM Neto (DEM) de uma chapa alternativa, liderada por ele, à sucessão estadual de 2018. Ao invés de comportar um aliado como o PMDB para a candidatura ao Senado, o grupo enfrentaria a chapa do governador Rui Costa (PT) tendo em seu lugar o PRB, o qual indicaria a hoje deputada federal Tia Eron para disputar a senatória, ao lado do tucano Jutahy Magalhães Jr., e trabalharia para trazer um nome do PSD para a vice do prefeito. O quadro mais pensado para a posição é o filho do senador Otto Alencar, Otto Filho.

É claro que, para a ideia ser bem sucedida, Otto precisaria romper sua aliança com o governador Rui Costa, a qual dá até agora demonstrações de solidez, mas a hipótese de uma chapa encabeçada por Neto com a participação do PSD é também um sinal de que, em termos de avaliação de cenários para a próxima sucessão ao governo do Estado, o grupo do prefeito não para quieto, projetando as composições que podem dar a vitória mais facilmente ao candidato democrata num momento em que o PT jogará todas as fichas para manter intacto seu poder na Bahia.

As especulações que estimam a presença do PRB e do PSD na futura chapa do prefeito partem da premissa de que o PMDB e seu candidato potencial ao Senado na chapa do prefeito, Geddel Vieira Lima, saiu ferido de morte do episódio em que teve que pedir demissão do ministério da Articulação Política do governo Michel Temer e, mais recentemente, do vazamento do acordo de pré-delação do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que pintou para os investigadores um quadro demolidor da figura do peemedebista.

É claro que, para produzir o efeito de afastar definitivamente Geddel das conversações com vistas à participação na chapa de Neto, a pré-delação de Cláudio Melo terá que ser homologada e, mais do que isso, todo o seu depoimento sobre o peemedebista confirmado. O problema é que, antes disso, o ex-ministro já saíra bastante machucado do caso em que seu ex-colega de ministério Marcelo Calero o acusou de o ter pressionado para liberar um empreendimento imobiliário na Ladeira da Barra em que havia comprado um apartamento, no qual apanhou diuturnamente da Rede Globo por uma semana até finalmente deixar o governo.

Na semana que passou, por exemplo, o relatório da Comissão de Ética da Presidência encarregada de analisar o caso Geddel foi igualmente desfavorável ao peemedebista, produzindo mais um fato desagradável para ele. Para os mais otimistas, no entanto, muita água ainda vai rolar debaixo da ponte até 2018, o que pode, no limite, favorecer o ex-ministro com o tradicional esquecimento que acomete o eleitorado. Não pensam assim, no entanto, partidos que veem na queda do peemedebista a chance de integrar a futura chapa de Neto, ocupando o lugar que parecia reservado exclusivamente para ele.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

16 de dezembro de 2016, 18:19

EXCLUSIVA De olho em 2018, Wagner se incorpora a agenda de Rui no interior

Foto: Manu Dias/Secom

Rui e Wagner em palanque em Caldeirão Grande, esta semana

Coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, Jaques Wagner (PT) se incorporou definitivamente à agenda de viagens do governador Rui Costa (PT) ao interior. Nas últimas duas semanas, não houve visita feita por Rui a que Wagner não estivesse presente, aproveitando todas as oportunidades, inclusive, para discursar. Para os petistas, o ex-governador está em franca campanha para o Senado, em 2018.

16 de dezembro de 2016, 08:48

EXCLUSIVA Posição de Neto contra aumento salarial enlouquece vereadores

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Câmara está em ebulição com a discussão sobre aumento de salários dos vereadores e prefeito

Não é pequena a confusão na Câmara Municipal com relação ao desejo dos vereadores de aumentarem seus próprios salários. O problema se instalou depois que o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), anunciou ontem, durante sua diplomação pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que considera aumento salarial de políticos neste momento descabido e, inclusive, revelou que ele, seu vice, Bruno Reis (PMDB), os secretários municipais e a equipe que trabalha sob cargo de confiança na Prefeitura não terão elevação em seus vencimentos, mesmo que os vereadores a aprovem.

Os vereadores desejam desesperadamente a majoração, que dizem ser apenas uma reposição das perdas inflacionárias, alegando que, se deixarem passar a oportunidade de promover o reajuste nesta legislatura que acaba em 31 de dezembro, ficarão sem qualquer aumento nos próximos quatro anos. Também mobilizam categorias como a dos Procuradores e dos Fazendários com o objetivo de obter apoio político para pressionar pelo aumento. A elite do funcionalismo municipal recebe hoje pelo teto dos salários pagos na Prefeitura e precisa ver ele elevado com o aumento dos vencimentos do prefeito para, indiretamente, poder melhorar os próprios salários.

Depois de, no princípio da semana, ter sustado o projeto que autoriza a majoração, o presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Câmara (PSDB), se encontra hoje contra a parede. É grande a pressão dos colegas para que reveja a posição e coloque o aumento em pauta em caráter de urgência de forma a que possa ser apreciado e aprovado antes do recesso do fim do ano. Paulo é acusado de ter tomado a medida exclusivamente como um plano de vingança contra os vereadores que lhe tiraram apoio para tentar a reeleição para presidente da Câmara Municipal nas eleições marcadas para o início de janeiro de 2017. Agora, não se sabe qual será sua saída.

Os vereadores de Salvador não acreditam que colherão algum desgaste por defenderem o aumento de seus salários num quadro de recessão que tem levado mais de 12 milhões de pessoas ao desemprego e ampliado a dificuldade para que trabalhadores menos privilegiados obtenham qualquer tipo de aumento neste cenário. Tampouco acreditam que haverá reação da população contra eles e a Câmara mais antiga do país. Neste fim de ano, tentativas de aumento – algumas mal-sucedidas – se espalham por várias Casas Legislativas municipais do país, inclusive no interior da Bahia. É aquela história: Farinha pouca, meu pirão primeiro…

15 de dezembro de 2016, 09:30

EXCLUSIVA Deu a louca nos ministros do STF!

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Ministro Luiz Fux

Quando o país conclui que o Supremo Tribunal Federal (STF) esgotou seu estoque de trapalhadas, eis que seus ilustres e regiamente remunerados ministros produzem mais uma. Ontem, foi a vez de Luiz Fux. Por meio de uma liminar – mais uma -, ele determinou que o pacote anti-corrupção que havia sido “desfigurado” pela Câmara volte para os deputados a fim de que seja restaurado.

Em outras palavras, Fux quer anular a tarefa do Legislativo de discutir, mudar e aprovar uma proposta só porque ela foi enviada à Câmara com dois milhões e meio de assinaturas de cidadãos, quando existem deputados que se elegeram individualmente para a Casa com mais de um milhão de votos. Infelizmente, ministro Fux, com todo o respeito que o senhor merece, não dá para levar a sério sua decisão.

Parece o arremedo de uma outra, tomada na semana passada, que motivou um conflito entre o Judiciário e o Congresso e levou à conclusão de que os ministros saíram desmoralizados em todo o episódio. Tudo indica que por questões lá da paróquia de Alagoas, o ministro Marco Aurélio Mello resolveu tirar o inominável senador Renan Calheiros (PMDB) da presidência do Senado.

Renan resistiu firme e forte à liminar, descumprindo a decisão sob o argumento justificável de que não se podia apear do cargo um presidente de um Poder por meio de uma decisão de apenas um ministro, o que obrigou o STF a avaliar rapidamente o assunto e – pasmem todos! – desautorizar Marco Aurélio, numa votação em que a maioria dos ministros manteve Renan presidente, mas o impediu de suceder o presidente da República.

Como aconteceu no caso passado, quando defendeu o impeachment do colega Marco Aurélio, o ministro Gilmar Mendes também criticou a decisão de Fux. Disse que ela poderia ser encarada como um AI-5 do Judiciário. Com toda a razão! Como no Brasil a única coisa previsível é o passado, este Política Livre não se arvora antecipar o que acontecerá à liminar de Fux. Mas espera que o bom senso prevaleça.

15 de dezembro de 2016, 08:10

EXCLUSIVA Taíssa Gama e Tia Eron cotadas para secretariado de ACM Neto

Foto: Reprodução

Tia Eron

A ex-candidata a vereadora Taíssa Gama (PTB) e a deputada federal Tia Eron (PRB) podem assumir cargos na administração municipal no segundo mandato do prefeito ACM Neto (DEM), que começa em janeiro. A pasta para a qual Taíssa Gama é cotada é a de Política para as Mulheres. Eron, a de Promoção Social (Semp). As indicações dependiam de ajustes que o prefeito deveria fazer ontem, em Brasília, com representantes de seus partidos. Taíssa é filha do deputado federal Benito Gama, presidente estadual do PTB, e obteve 4.727 votos, mas não conseguiu se eleger. As negociações com o PRB começaram por ocasião da escolha por Neto de seu candidato a vice, cargo que Eron disputou ameaçando, inclusive, concorrer contra o prefeito. O partido também lançou para o mesmo posto o secretário particular do prefeito, João Roma, que havia se filiado à legenda meses antes das eleições. Neto, por enquanto, nega todas as especulações sobre a montagem do futuro governo, prometendo o anúncio da maioria dos nomes para a próxima semana.

15 de dezembro de 2016, 07:56

EXCLUSIVA Neto de olho na sucessão da Assembleia, por Raul Monteiro

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Em mais um sinal de que cuida de seu mandato de prefeito sem descuidar de seus planos políticos futuros, especialmente aqueles que passam pela sucessão estadual de 2018, ACM Neto (DEM) almoçou na última terça-feira com a bancada de oposição ao governo na Assembleia Legislativa. Oficialmente, o objetivo de Neto era retribuir uma visita que os deputados oposicionistas fizeram a ele logo após a sua reeleição, em outubro do ano passado. Mas, no fundo, o prefeito queria dar mais do que uma demonstração de que prestigia “sua base” no Legislativo.

O democrata não esconde de ninguém que está de olho no processo sucessório da Assembleia, onde o atual presidente Marcelo Nilo (PSL) pretende disputar o seu sexto mandato consecutivo. E, dentro deste cenário, que o mais importante neste momento é manter a bancada oposicionista coesa, de forma a que possa valorizar a posição dos seus deputados no momento da eleição para a renovação do comando do Poder, que ocorre só em fevereiro do ano que vem. O curioso é que as hipóteses avaliadas vão desde o próprio Nilo, um governista, a até nomes como o do deputado Angelo Coronel, do PSD, partido também da base do governo estadual.

Na atualidade, os oposicionistas acham que o nome mais forte, no momento, para enfrentar o atual presidente é o de Coronel, mas não descartam o surgimento de outros, a exemplo dos de Nelson Leal (PP) e Adolfo Menezes (PSDB), nem a hipótese de terem que descarregar seus votos no atual chefe do Legislativo estadual. “Marcelo Nilo não deixa de ser uma hipótese de voto da oposição, mas só será se não houver outra”, diz um deputado estadual oposicionista que diz estar alinhadíssimo com os planos do prefeito para a Assembleia.

Na prática, isto significa que Neto não vê grandes dificuldades de apoiar Nilo e, inclusive, estabelecer uma relação direta com ele por meio da sucessão. O prefeito já disse a correligionários que, se o grupo oposicionista não conseguir apresentar um nome com chances efetivas de vitória, é melhor deixar Nilo onde está, uma vez que o atual presidente pode também se constituir num pólo de dificuldades para a montagem da chapa do governador Rui Costa (PT), de quem é hoje aliado, em 2018. Neste caso, favorecendo os planos sucessórios do próprio Neto.

Ele se refere à pressão que o atual presidente da Assembleia exerceu durante a composição da chapa de Rui em 2014, na qual achou que poderia ocupar a vice, momento em que se desentendeu com o então governador Jaques Wagner (PT). Este é um dos motivos porque Neto defendeu duas posições no almoço de terça: que os deputados se mantenham coesos, porque seus votos são fundamentais à eleição de qualquer nome em fevereiro, e deixem para trás a ansiedade, uma vez que ainda há muito tempo para discutirem o assunto até o momento da eleição.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro

14 de dezembro de 2016, 20:00

EXCLUSIVA Paulo Alencar deve substituir Porquinho na comunicação de Neto

O jornalista Paulo Alencar deve ser o futuro secretário de Comunicação do prefeito ACM Neto (DEM). Ele substituiria o atual chefe da Agecom (Agência de Comunicação), Roberto Messias, o Porquinho, que, no entanto, deverá continuar assessorando o prefeito no campo da comunicação em outra posição. Neto começou a procurar um nome para substituir Porquinho, depois que o jornalista, que o acompanhou nestes quatro anos, revelou sua intenção de não continuar numa posição de destaque em seu segundo mandato, apesar do respeito e prestígio de que desfruta junto ao prefeito e à comunidade de imprensa de forma geral. Alencar é baiano, formado pela Faculdade de Comunicação da UFBa, já trabalhou em Angola, na Odebrecht e na Gazeta Mercantil.

14 de dezembro de 2016, 19:13

EXCLUSIVA Imbassahy e Câmara podem indicar nome alternativo a ACM Neto

Foto: Divulgação/Arquivo

Provável articulador de Temer, Imbassahy (foto) se reuniu hoje em Brasília com Câmara e ACM Neto

O prefeito ACM Neto (DEM) teve hoje uma nova rodada de conversas com o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy, e o presidente da Câmara Municipal, o vereador tucano Paulo Câmara, em Brasília, sobre a participação dos dois em seu secretariado. De concreto, avançaram na idéia de que Imbassahy e Câmara podem juntos indicar um nome para uma das duas secretarias a que o PSDB terá direito na administração municipal, sem necessariamente ser o vereador o secretário. “O nome dele (Câmara) é uma alternativa, mas não é o único nome (para o secretariado)”, disse uma fonte do Palácio Thomé de Souza ao Política Livre, apostando, entretanto, em que o vereador pode acabar assumindo uma secretaria. Em todo o caso, a definição só deverá ocorrer na semana que vem. Uma outra hipótese é Paulo Câmara assumir um cargo federal em Brasília em decorrência da força que Antonio Imbassahy vai adquirir com sua provável nomeação para a articulação política do governo Michel Temer (PMDB).

14 de dezembro de 2016, 11:54

EXCLUSIVA Colegas tramam reprovar contas de Paulo Câmara em retaliação

Foto: Divulgação

Fachada da Câmara Municipal de Salvador

Irritadíssimo com o papel que o presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Câmara (PSDB), jogou contra a colocação em pauta do projeto que reajusta o salário dos vereadores de Salvador, o grupo que tramou a inviabilização de sua candidatura à reeleição já programa, como retaliação, reprovar suas contas como gestor da Casa na primeira oportunidade. “Vamos nos pegar nas ressalvas para reprovar tudo”, promete um deles, sem esconder a indignação, preferindo não se identificar nem comentar o risco de populares invadirem o Parlamento municipal contra a aprovação de um aumento que a população não teve nem terá nesta recessão.

14 de dezembro de 2016, 08:04

EXCLUSIVA Baiano é favorito para CNJ com apoio do DEM ao PT

Foto: Divulgação/Arquivo

Advogado Maurício Vasconcelos

O advogado baiano Maurício Vasconcelos é apontado como favorito na eleição para membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que ocorre logo mais. Ele é conselheiro federal da OAB, participou da comissão que questionou a atuação do juiz Sérgio Moro, mas obteve no Estado apoios políticos que vão do DEM do prefeito ACM Neto ao PT do governador Rui Costa, um fato verdadeiramente inédito.

13 de dezembro de 2016, 19:46

EXCLUSIVA Paulo Câmara aborta manobra de vereadores para elevar salários

Foto: Emerson Nunes/Política Livre/Arquivo

Presidente da Câmara, Paulo Câmara abortou a sandice dos colegas

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Câmara (PSDB), abortou hoje uma manobra que visava elevar o salário dos vereadores de R$ 15 mil para quase R$ 19 mil. O aumento vinha sendo articulado pelo baixo clero da Casa e chegou a ser denunciado pelo vereador Hilton Coelho, do PSOL, em várias oportunidades. Hoje, no entanto, aproveitando que a base estava reunida para votar a proposta de reforma administrativa do prefeito, os vereadores voltaram a se articular para tentar elevar os próprios salários num momento em que o país vive uma crise econômica assombrosa e Salvador continua liderando o número de desempregados entre as capitais. Certamente, não se preocupam nem um pouco com a ojeriza cada vez maior que a população passa a nutrir em relação a representantes que não honram o mandato e buscam tratar dos seus próprios interesses, esquecendo-se daqueles da população.

13 de dezembro de 2016, 09:31

EXCLUSIVA Se livra logo dessa turma, presidente Temer!

Foto: Ag. Brasil

Presidente Michel Temer

Não são poucos os que passaram a pedir que o presidente Michel Temer (PMDB) dê um tempo dos seus amigos, afastando-os imediatamente de seu governo. De intelectuais ao PSDB, partido que apoiou o impeachment e prefere abraçar-se a Temer a empurrá-lo para a ala ultrafisiológica do Congresso, estão todos convencidos de que, com a turma que o acompanha, Temer não chegará muito longe, isto é, a 2018, que está às portas.

De fato, o histórico dos membros do núcleo duro do governo formado por peemedebistas como o presidente nunca animou, aliás seria motivo mesmo de profunda apreensão e repulsa, caso Temer não tivesse chegado à presidência em caráter emergencial, com a meta de fazer a transição num país devastado economicamente após a passagem do lulopetismo. Mas os últimos episódios simplesmente tiraram o fôlego do governo para carregar mais este fardo.

As práticas patrimonialistas – para ficar num eufemismo – do círculo íntimo do presidente são conhecidas, embora tenham ficado ainda mais escancaradas depois do caso Geddel e do vazamento do acordo de pré-delação do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Mesmo sem provar nada nem significar a condenação de ninguém, o quadro pintado pelo ex-executivo da turma que acompanha Temer é um terror.

Fica ainda mais carregado nas tintas pela própria verossimilhança que lhe empresta alguém que convivia com a turma de forma íntima. Em busca de tempos melhores e de um mínimo de estabilidade no país, é claro que qualquer um de sã consciência não aposta em mais uma mudança de governo a praticamente um ano das eleições. Temer, entretanto, precisa demonstrar que está igualmente engajado nesta luta, livrando-se o quanto antes dessas âncoras do atraso.