27 de janeiro de 2017, 20:47

EXCLUSIVA Oposição só decide em quem vota na Assembleia terça ou quarta

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Secretário volta a ser deputado por um dia a fim de votar contra Marcelo e a favor de Coronel

A oposição só deve anunciar o nome do candidato que apoiará à presidência da Assembleia Legislativa na terça ou na quarta-feira próxima, dia da eleição, talvez próximo ao horário em que o processo de votação começar. A idéia é esgarçar ao máximo o tecido das candidaturas para avaliar efetivamente aquela que tem mais chances de vencer.

Oposicionistas acham que a decisão é desfavorável ao presidente Marcelo Nilo (PSL), candidato à reeleição, que começou a disputa como favorito, mas vem sofrendo perdas na base governista, processo que pode ter continuidade com a demora da bancada oposicionista em se posicionar, produzindo o chamado efeito “manada”, em que eleitores debandam ao pressentir derrota.

O último a anunciar voto contra Marcelo e apoio ao candidato do PSD, Angelo Coronel, foi o deputado licenciado Victor Bonfim (PDT), hoje secretário estadual de Agricultura. Em represália ao suplente que assumiu em seu lugar, Angelo Almeida (PSB), que foi ao almoço de apoio a Marcelo, ontem, no restaurante Barbacoa, Bonfim anunciou hoje que volta para a Assembleia por um dia a fim de votar contra o presidente.

Ele foi estimulado a tomar a atitude pelo presidente estadual do PDT, Félix Jr., desafeto pessoal de Marcelo que não via a hora de dar-lhe um troco pelas brigas por poder e espaço que tiveram quando o presidente da Assembleia ainda estava na legenda.

27 de janeiro de 2017, 12:53

EXCLUSIVA “Lambança” na Assembleia fortalece plano de Wagner de trazer Lisboa

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César Lisboa pode ir para chefia de Gabinete do governador no lugar de Cícero Monteiro

O governador Jaques Wagner (PT) não está apenas trabalhando para evitar a fratura na base em decorrência das candidaturas à presidência da Assembleia Legislativa dos deputados Marcelo Nilo (PSL) e Angelo Coronel (PSD).

Nos bastidores, o novo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico atua também para melhorar o núcleo da articulação política do governo, buscando indicar alguns nomes que ficaram fora da reforma administrativa do governador Rui Costa (PT) e colocar mais próximos dele outros que acabaram em posições menos relevantes para a performance política do governo.

Um dos quadros que pode ascender neste processo é César Lisboa, que Wagner pensa em colocar na chefia de Gabinete do governador. Ele substituiria, nesta posição, Cícero Monteiro, que pode ser nomeado para presidir a Conder, já que o atual presidente, José Lúcio, reiterou o pedido para deixar o órgão por questões pessoais.

Junto com Carlos Martins, que acabou politicamente isolado na secretaria estadual de Justiça, Cícero e Lisboa, empoderados em posições chave da administração, serviriam ao plano de Wagner de fortalecer politicamente o governo. Por este motivo, ainda se especula que Martins poderia ser mudado para uma nova secretaria na administração, de outro alcance em termos de articulação.

Uma fonte governista contou ao Política Livre que Wagner decidiu mexer os pauzinhos no sentido de indicar Lisboa e fortalecer os auxiliares históricos depois de avaliar que a articulação política atual do governo cometeu outra lambança em relação ao processo sucessório na Assembleia Legislativa.

Para o ex-governador, o governo tinha duas alternativas desde o princípio: apoiar a reeleição de Nilo, apesar do preço alto que julga pagar por seu apoio na Assembleia Legislativa, ou imobilizar o aliado e trabalhar por um nome alternativo, garantindo a sua eleição.

Em ambas as hipóteses, o propósito era impedir a existência de mais de um candidato da base, como acabou acontecendo, o que tornou a participação do prefeito ACM Neto (DEM) no processo simplesmente decisiva – tudo o que o petista não queria que acontecesse.

27 de janeiro de 2017, 09:19

EXCLUSIVA Polarização entre Nilo e Coronel coloca eleição na Assembleia no colo de Neto

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Neto passou a ser o definidor

A fratura na base governista representada pela polarização entre as candidaturas do atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PSL), e do deputado estadual Angelo Coronel, do PSD, acabou colocando a definição da eleição na sucessão interna da Casa no colo do prefeito ACM Neto (DEM), situação que o governo estadual mais gostaria de ter evitado.

Com a migração de dois deputados – Manassés e Alan Castro – de seu próprio partido para a candidatura adversária de Coronel, Nilo passou a precisar ostensivamente do apoio de parte da bancada oposicionista para garantir sua reeleição sem risco. Levando em conta o almoço que ofereceu ontem aos aliados, o presidente possui, com o seu próprio, 30 votos, sendo que dois deles pertencentes a deputados da oposição – Targino Machado, do PDT, e Samuel Jr., do PSC – que migraram desde o princípio para a sua campanha.

Para chegar ao patamar mínimo de 32 sufrágios necessários para se reeleger, Marcelo terá que atrair mais dois deputados oposionistas ou muito mais do que isso, dos 19 votos que restam na bancada oposicionista, se quiser minimizar o risco de perder por conta das inevitáveis traições. Se a dependência da oposição por parte de Marcelo se ampliou, a de Coronel é ainda maior.

Ele larga com os 14 votos garantidos por seu partido, o PSD (sete), o PP (cinco) e os deputados Manassés e Alan Castro. do PSL, partido de Marcelo. Se obtiver a totalidade dos 19 votos restantes na oposição, bate facilmente o patamar dos 33 sufrágios, um a mais do que o necessário para ganhar.

Na avaliação de deputados de oposição, o fato de o PT estar fora de sua campanha e de ele precisar do conjunto dos votos da bancada oposicionista torna, em tese, sua candidatura mais palatável ao prefeito ACM Neto (DEM), cuja estratégia de sugerir que os deputados buscassem estender ao máximo o anúncio de seu apoio, fazendo-o só de forma conjunta, prova agora sua validade.

“Isso significa que, se Marcelo ganhar nós teremos que dividir a sua vitória com o governo e o PT e, no caso de Coronel, a oposição e o prefeito ACM Neto (DEM) vão partilhá-la com o PSD, do senador Otto Alencar, e o PP, do vice-governador João Leão, figuras que têm a mesma origem do prefeito e com as quais ele tem interlocução aberta”, diz um parlamentar do DEM.

26 de janeiro de 2017, 17:34

EXCLUSIVA Governo comemora almoço de Nilo; idéia de que Otto “está muito forte” favorece presidente

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Marcelo Nilo almoça com 25 deputados da base e recebe vídeos de mais quatro com apoios

Apesar de evitarem fazê-lo de público, o governo do Estado e setores do PT comemoraram animadamente o almoço em que o deputado estadual Marcelo Nilo (PSL) reuniu 29 deputados em apoio a seu projeto de reeleição como presidente da Assembleia Legislativa, hoje, no restaurante Barbacoa. Líder do governo na Assembleia, o deputado petista Zé Neto, que estava com a família no mesmo restaurante, evitou sentar-se à mesa para almoçar com os colegas, mas não deixou de registrar a reunião “como uma demonstração de força” do presidente, que tenta se reeleger pela sexta vez consecutiva.

“Até evitei ficar muito perto, apenas passando para cumprimentar a todos, porque sou líder do governo, mas é inegável que Marcelo passou na prova de fogo”, comentou com este Política Livre ao final do encontro Zé Neto, referindo-se à presença dos 25 deputados da bancada governista no almoço, além dos vídeos de quatro colegas, dois dos quais da oposição – Targino Machado, do PDT, e Samuel Jr., do PSC -, que manifestaram apoio a Nilo. O petista se recuperava da onda de pessimismo que tomou conta dos apoiadores do presidente com o anúncio de que dois deputados de seu partido abandonaram sua candidatura.

Ontem à noite, os deputados Manassés e Alan Castro, do PSL, fecharam apoio ao nome de Angelo Coronel, do PSD, cujo principal cabo eleitoral é o senador Otto Alencar. A consequência natural das duas perdas é que, se Nilo mantiver o apoio dos 29 que o prestigiaram hoje, precisará ainda buscar mais dois votos entre os oposicionistas para poder chegar ao score de 32 votos, número mínimo para se reeleger presidente. Por causa da possibilidade sempre presente de traições, o nível de incerteza quanto ao resultado do pleito só fez aumentar depois da debandada dos dois para Coronel.

No entanto, a idéia de que Otto está muito forte, depois que apenas esta semana seu partido nomeou mais um secretário de Estado e elegeu o novo presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e pode ficar ainda mais poderoso fazendo o novo presidente da Assembleia, incentivada pelo próprio Marcelo, parece ter sensibilizado membros do governo e do próprio PT. “Sou contra a reeleição, mas a recondução de Marcelo é o melhor caminho neste momento difícil que estamos todos passando. Não faz sentido também deixar Otto tão forte”, declarou depois de almoçar um deputada do PT, pedindo, no entanto, para ter seu nome preservado.

26 de janeiro de 2017, 10:39

EXCLUSIVA Afinal, o que o prefeito Elinaldo pretende com o lixo em Camaçari?

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Prefeito Elinaldo está na mira das oposições por causa da licitação do lixo em Camaçari

A decisão do prefeito de Camaçari, Antonio Elinaldo (DEM), de cancelar ontem, por meio de publicação no Diário Oficial do Município, o contrato de licitação para a exploração do lixo na cidade, realizada por seu antecessor, Ademar Delgado (PT), está levantando as mais diversas especulações, principalmente entre as oposições. Durante sua gestão, Ademar iniciou o procedimento licitatório, mas uma das empresas concorrentes impugnou o resultado, o que acabou suspendendo o processo. A impugnação foi posteriormente revista, mas em 28 de setembro, o vereador Jorge Curvello, do DEM, partido do atual prefeito, também entrou com uma ação popular solicitando a impugnação da concorrência. Uma liminar foi deferida pela Justiça suspendendo novamente o procedimento licitatório, decisão que foi posteriormente agravada por concorrentes, o que acabou levando a decisão para a mesa do desembargador do Tribunal de Justiça do Estado Maurício Kerteszman. A alternativa adotada pelo ex-prefeito petista foi fazer um contrato emergencial de três meses que expirou no dia 30 de dezembro do ano passado. Foi o mesmo procedimento assumido pelo prefeito atual, que, ao assumir, fez novo emergencial de três meses cuja duração vai até março. Como a decisão de ontem de Elinaldo de cancelar a licitação realizada pelo antecessor impede que sua validade seja decidida pela Justiça, a pergunta que as oposições fazem hoje em Camaçari, levando em conta que ele não terá tempo hábil para fazer uma nova concorrência neste período, é: – o prefeito vai renovar o emergencial prorrogando o contrato dos atuais fornecedores?

26 de janeiro de 2017, 09:42

EXCLUSIVA O engodo do impacto eleitoral da UPB, por Raul Monteiro

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Disputa motivou o envolvimento direto tanto do governador Rui Costa (PT) quanto de prepostos de ACM Neto (DEM)

Do ponto de vista eleitoral, a UPB (União dos Municípios da Bahia) não significa absolutamente nada para quem disputa o governo do Estado, o que confirma que seu poder é muito mais simbólico do que real. Foi, portanto, muito mais a preocupação com o impacto midiático do resultado da eleição à presidência da entidade, num contexto em que dois grupos políticos disputam espaço e poder, como ocorre neste momento na Bahia, o que motivou o envolvimento direto tanto do governador Rui Costa (PT) quanto de prepostos de ACM Neto (DEM) na eleição realizada ontem, em que o candidato apoiado pelo governo, Eures Ribeiro, do PSD, saiu-se vencedor com 206 votos.

Ribeiro teve a seu lado desde o princípio o presidente do seu partido, o senador Otto Alencar, a senadora Lídice da Mata (PSB), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PSL), o time todo do PP de João Leão e, no topo da pirâmide, o governador Rui Costa (PT) e seu antecessor, Jaques Wagner, talvez, de todos, o de relacionamento mais próximo com o prefeito de Bom Jesus da Lapa. Dos 206 votos que cravou na urna, pelo menos cerca de 85 devem ter saído diretamente de seu próprio partido, o que torna a sua vitória um sucesso que pode ser creditado em parte significativa a Otto Alencar.

Do lado adversário, Luciano Pinheiro (PDT), prefeito de Euclides da Cunha, embora não tenha feito tão feio para quem se lançou na disputa com bastante atraso, não contou com a mesma turma unida desde o governo do Estado, ombreando-se, ao contrário, com aliados e articuladores políticos do prefeito de Salvador, o que lhe assegurou 139 votos, 19 a mais que o total de 120 prefeitos eleitos por partidos de oposição. Pode-se dizer que teve o mérito, além de ter mantido a oposição unida, de ampliá-la, porém foi inevitável que tenha deixado o auditório da UPB em que a eleição se realizou sob o signo da derrota, sua e de seu grupo.

Mas como a repercussão em relação a 2018 do resultado eleitoral de ontem é zero, não se apresentava ontem na sede da UPB outro motivo para as forças antagônicas do governo e da oposição terem disputado o comando da entidade com tanto ardor senão pelo prazer de concorrer entre si e marcar posição, mais do que efetivamente obter qualquer resultado futuro. A bem da verdade, os prefeitos de oposição que se encontravam ontem na sede da entidade e vibraram durante a apuração dos votos revelavam que, se há algum parâmetro que pode ser extraído do resultado de ontem, ele se encontra nos 139 votos que emergiram no pleito para o seu candidato.

Demonstraria um número firme que marcharia na largada com eventualmente a candidatura oposicionista ao governo em 2018, a qual deve ser encabeçada por ACM Neto. A tese pode ser contraposta com a idéia de que Rui Costa saiu-se bem melhor, podendo iniciar a marcha da reeleição com o apoio de 206 dos 385 prefeitos que compareceram ontem às urnas. Se o baralho se desenrolasse simplesmente assim, alguém poderia decretar a anulação antecipada da sucessão estadual do ano que vem, dizendo que seu resultado estaria expresso no quadro que os prefeitos ofereceram ontem na sede da entidade num espetáculo de democracia.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

26 de janeiro de 2017, 09:38

EXCLUSIVA Dois deputados do PSL abandonam Nilo e tornam quadro incerto na Assembleia

Foto: Divulgação

Deputados do PSL, partido de Nilo, visitaram ontem Otto Alencar na companha de Angelo Coronel

Uma dia antes de promover um almoço a fim de demonstrar força na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, previsto para esta quinta-feira, no restaurante Barbacoa, o deputado estadual Marcelo Nilo (PSL) foi comunicado ontem por dois deputados de seu próprio partido de que estão fora de sua campanha e apoiarão seu principal adversário, Angelo Coronel (PSD). Os deputados Manassés e Alan Castro, do PSL, se reuniram ontem à noite com Coronel e confirmaram apoio ao candidato do PSD. “O momento político pede isso. Hoje, nós vivemos um momento que pede mudança. Nada contra a pessoa de Nilo, mas há uma necessidade de mudança, disse Manassés a este Política Livre, observando que evoluiu para a decisão de apoiar a candidatura de oposição depois de ter contestado, dentro de seu próprio partido, a candidatura à reeleição de Nilo pela sexta vez consecutiva. “Defendi outro nome dentro do partido. Eu e Alan conversamos e resolvemos apoiar Angelo Coronel. Isto vai fazer bem para a Assembleia e o Estado da Bahia”, disse o parlamentar, que visitou, junto com Alan, o presidente do PSD, Otto Alencar, na companhia de Coronel ontem. As defecções devem representar um desfalque na estrutura eleitoral do presidente, que contava ter 30 votos fechados na base governista para vencer a eleição, o que o torna completamente dependente da oposição para ganhar o pleito. Se depois do abandono dos dois parlamentares do PSL Nilo tiver 28 votos assegurados na bancada governista, ele precisará do apoio de quatro e não mais de dois deputados de oposição, como já tem, para obter os 32 votos, número mínimo para assegurar a reeleição na Casa.

25 de janeiro de 2017, 11:48

EXCLUSIVA Rosemberg diz que almoço de Nilo nesta quinta será “um sucesso”

Foto: Mateus Pereira/Arquivo

Rosemberg Pinto é líder do PT na Assembleia Legislativa

O deputado estadual Rosemberg Pinto, líder do PT na Assembleia, disse há pouco a este Política Livre que o almoço em que o presidente da Casa, Marcelo Nilo (PSL), pretende nesta quinta-feira divulgar a chapa com que concorrerá à reeleição, reunindo, no mínimo, 28 parlamentares, será um sucesso. “Marcelo é favorito. Estou acompanhando a movimentação. Vivi isso na eleição passada, sei como a Casa se movimenta, aprendi”, declarou o petista, que foi candidato contra Nilo na sucessão passada na Assembleia. Ele acrescentou que, na bancada de seu partido, apenas dois deputados manifestaram dificuldade de comparecer ao evento. São Neusa Cadore, que se encontra em Santa Catarina acompanhando a mãe enferma, e Joseildo Ramos, que está viajando. A deputada já, inclusive, gravou um vídeo se justificando e pedindo votos para o presidente, o qual será exibido no almoço. Rosemberg disse que, apesar de ser mais amigo de Angelo Coronel (PSD), principal adversário do presidente na disputa, optou por apoiar Nilo porque “é a melhor opção para este momento em que precisamos manter o equilíbrio na Casa”. “Falo de cátedra, porque fui candidato pela renovação contra todos eles, inclusive Coronel e Luiz Augusto (o outro adversário, do PP), que votaram nele (Nilo)”, disse Rosemberg. Em favor da manutenção do presidente, ele lembrou que a imprensa acabou de escolher Nilo como o melhor deputado da Assembleia e que todos os deputados votaram nele na eleição passado, exceto os do PT. “Ele (Nilo) tem demonstrado capacidade de fazer a gestão política e administrativa da Casa há 10 anos. Não sou eu que está dizendo que ele é bom – são os próprios deputados e a imprensa”, declarou, observando que o PT decidiu apoiar o presidente depois de ter decidido que não teria candidato nesta eleição e quando nem PSD nem PP tinham decidido lançar nomes à presidência da Assembleia. “Inclusive, deputados do PSD contactados por nós na época disseram que votariam em Nilo”, acrescentou.

25 de janeiro de 2017, 07:49

EXCLUSIVA Reforma e discurso frustram planos do grupo de Neto de atrair Otto

Foto: Mateus Pereira/GovBA

Otto aplaude em ato em que Rui deu posse a sete novos secretários, inclusive a indicado do seu PSD

A indicação pelo PSD do senador Otto Alencar de mais um secretário na reforma administrativa do governo Rui Costa (PT) e o discurso dele, no dia da posse, na última segunda-feira, reafirmando seu compromisso com a reeleição do governador em 2018, frustou aliados de ACM Neto (DEM) que viam nele uma alternativa para enfrentar o PT na hipótese de o prefeito não se candidatar à sucessão estadual do ano que vem.

Desde a sucessão municipal, interlocutores dos dois lados trocam mensagens políticas, aproveitando-se da origem comum de Otto no carlismo e dos vários laços de amizade entre muitos correligionários em ambos os grupos. Inicialmente, o senador era visto como uma figura que podia ser atraída para o lado do prefeito, indicando inclusive, se fosse do seu interesse, o candidato a vice.

Este Política Livre chegou a relatar que, no grupo de Neto, circulava a idéia de composição de uma chapa que tinha o democrata como cabeça e o filho do senador, Otto Filho, hoje presidente da Desenbahia, como candidato a vice.  A atração de Otto era interpretada como a verdadeira abertura de um buraco “no casco” que faria o barco do governo afundar aos poucos.

No limite, alguns achavam, no entanto, que o senador poderia também receber o apoio do time do prefeito na hipótese de o democrata desistir de se candidatar em 2018. Avaliavam que era melhor ter alguém com o perfil mais liberal do senador no governo do que verem a perpetuação de adversários no comando do Estado. Ao fortalecer a posição de Otto na administração, o governo parece, entretanto, ter eliminado esta possibilidade.

Até um “pequeno” desentendimento envolvendo a indicação da presidência da Conder, um desejo do senador que o governo não atendeu e fez com que ele mandasse um recado ao grupo do governador dizendo que não assumiria tão cedo compromisso com a sua reeleição, foi sanado à custa de muita conversa antes do anúncio da reforma administrativa, levando Otto a fazer juras de amor ao petista no ato de posse.

24 de janeiro de 2017, 20:48

EXCLUSIVA Neto ironiza estratégia do governo de lhe atribuir derrota na UPB

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito ACM Neto

Aliados do prefeito ACM Neto (DEM) ironizaram hoje a estratégia da articulação política do governo de buscar atribuir-lhe a derrota na hipótese muito provável de o candidato governista à presidência da UPB (União dos Municípios da Bahia), Eures Ribeiro (PSD), prefeito de Bom Jesus da Lapa, ganhar a eleição para o candidato do PDT, Luciano Pinheiro, prefeito de Euclides da Cunha, apoiado pelo democrata. Eles lembram que o conjunto dos partidos de oposição elegeu cerca de 120 prefeitos, portanto, a minoria no colégio eleitoral da UPB. E argumentam que o fato de, como eleitor, o prefeito ter o dever de manifestar preferência por um candidato não significa que possa ser debitada em sua conta o resultado eleitoral. Eles também acreditam que é um erro de estratégia do governo estadual buscar reforçar a posição de Neto como oponente em mais esta disputa. “Até o dia em que ele (Rui) estiver sentado na cadeira de governador, tem obrigação de ganhar todas as eleições – UPB, Assembleia e até para síndico”, ironiza um assessor do prefeito.

24 de janeiro de 2017, 17:00

EXCLUSIVA Posse de novos secretários delineia chapa de Rui para 2018

Foto: Mateus Pereira/GovBA

Salão da Fundação Luis Eduardo Magalhães no dia da posse dos novos secretários

A solenidade de posse dos novos sete secretários do governo estadual, ontem, serviu para delinear também a chapa com que o governador Rui Costa (PT) pode marchar para a reeleição em 2018, a qual, pelo menos pelo que se viu no evento, deve envolver a partilha de seus espaços basicamente entre o PT, o PSD, do senador Otto Alencar, e o PP, do vice-governador e secretário de Planejamento, João Leão, na avaliação de políticos do governo e da oposição.

Um dos indicadores de que, ao menos a dia de hoje, PT, PSD e PP estão como que amalgamados no projeto de reeleição de Rui foi o discurso de Otto firmando seu compromisso de lealdade com o governador e com o projeto petista de reelegê-lo. Na semana passada, quando a reforma administrativa estava no forno, o clima não era exatamente esse. Ante a resistência de Rui em ceder a Conder ao senador, ele teria reagido e lhe mandado um recado.

Era mais ou menos o seguinte: só falaria sobre 2018 em março do ano que vem. Já atuando como coordenador político do governo, Jaques Wagner, à época chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, entrou em campo e pediu uma reunião com o presidente estadual do PSD. Espertamente, fez-se acompanhar do vice-governador. Descontraído e direto, Leão já entrou no encontro de sola, pedindo uma reconsideração a Otto dos seus planos.

O secretário de Planejamento teria feito o senador ver que não fazia o menor sentido ele ter mantido a pasta da Infraestrutura e a Desenbahia, além de ter indicado a secretaria de Desenvolvimento Urbano, uma das mais poderosas do governo, na reforma administrativa, e ficar agastado porque não conseguira também a Conder. Era hora de darem-se as mãos e marchar unidos, inclusive fechando o quanto antes todos os espaços da futura chapa de Rui.

Na mesa, pela primeira vez, colocaram em pratos limpos como seria a composição ideal da aliança: Rui na cabeça, Otto na vice, indicando se quiser o filho, Otto Filho, hoje presidente da Desenbahia, e Wagner e Leão ocupando, cada um, as duas vagas disponíveis ao Senado. Simples assim. Provavelmente por gratidão ao bom resultado da interferência de Leão, Rui se desdobrou em mesuras públicas ao vice-governador na solenidade de posse dos novos auxiliares.

24 de janeiro de 2017, 10:31

EXCLUSIVA Governo quer eleger Eures e imputar derrota de Luciano a ACM Neto

O governador Rui Costa (PT) tergiversa estrategicamente quando afirma que não apóia, mas apenas torce, pela candidatura do prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro (PSD), à presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB) nas eleições que ocorrem amanhã. A articulação política de Rui tem ligado diretamente para os prefeitos pedindo votos para Eures, o que significa que o governo sim, trabalha, para elegê-lo nesta quarta-feira. O candidato governista se beneficiou da entrada em cena do prefeito ACM Neto (DEM) com um dos apoiadores da candidatura de Luciano Pinheiro (PDT), classificado como um nome da oposição. A determinação no governo é impor a derrota ao prefeito de Euclides da Cunha e imputá-la ao prefeito de Salvador, provável adversário de Rui Costa na sucessão estadual de 2018.

24 de janeiro de 2017, 08:05

EXCLUSIVA Abordagem de cabo eleitoral de Nilo irrita deputados governistas

Foto: Divulgação/Arquivo

Alex Lima faz campanha pela reeleição de Marcelo Nilo à presidência da Assembleia

Deputados governistas se declaram assustados com o estilo de abordagem adotado pelo deputado estadual Alex Lima (PTN) para convencer os colegas a comparecerem ao evento em que o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PSL), pretende reunir 30 parlamentares da base nesta quinta-feira afim de demonstrar ao governo que sua candidatura à reeleição é plenamente viável. “Parece o de um  pitbull”, reclama um deles ao Política Livre. “Me senti coagido”, afirma outro. “Dá vontade de não ir”, protesta um terceiro, completando: “O que será que Nilo prometeu a este cidadão?”

23 de janeiro de 2017, 19:08

EXCLUSIVA Demissão de aliada de Solla em Barreiras é abortada por Wagner

Foto: TV WEB Barreiras

Vereadora Graça Mello foi readmitida no Hospital do Oeste por intervenção de Jaques Wagner

A demissão da médica e vereadora Graça Mello, do PTB,  ligada ao deputado federal Jorge Solla (PT), do Hospital do Oeste, anunciada hoje por este Política Livre, foi revertida por intervenção do secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner. A demissão teria sido autorizada pelo secretário de Saúde, Fábio Villas Boas, sucessor de Solla na pasta. Como o deputado se encontra viajando de férias, Graça comunicou o fato a Wagner, que abortou seu afastamento. A reversão teria deixado chupando dedo o grupo do vice-governador e secretário de Planejamento, João Leão, do PP, que se articulava para indicar o sucessor da vereadora no Hospital.

23 de janeiro de 2017, 11:00

EXCLUSIVA O dilema de ACM Neto em relação à Assembleia

Foto: Reprodução/Política Livre

O prefeito ACM Neto é candidato à sucessão estadual de 2018

A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa entre dois pesos pesados da política baiana tem produzido um dilema na oposição e, em especial, em seu líder ACM Neto (DEM). O prefeito de Salvador sabe que está diante de um quadro em que, a depender da opção, poderá fortalecer o atual presidente, Marcelo Nilo (PSL), candidato à reeleição, ou o senador Otto Alencar (PSD), mentor da candidatura do deputado estadual Angelo Coronel (PSD).

A oposição considera que o apoio ao atual presidente elevaria em 99% as chances de ele se eleger. E ainda tem dúvidas sobre se o voto fechado em Coronel pode dar efetivamente a vitória ao grupo de Otto, principalmente por causa do sufrágio secreto, o que facilita imensamente as chances de traição. Mas os questionamentos não passam exclusivamente pela questão numérica que garantirá a vitória a um ou a outro grupo, sendo apenas a parte mais visível deles.

Na verdade, se trata de decidir empoderar Otto ou Nilo no quadro político atual, a um ano da sucessão estadual. A oposição acha difícil, por exemplo, que, mesmo dando a vitória a Coronel, possa atrair Otto para seu projeto em 2018, quando Neto sairá candidato ao governo contra Rui Costa (PT). Isso porque o senador do PSD não costuma trair e, além disso, tem sido contemplado com grande espaço no governo estadual, como a mais recente reforma administrativa mostrou.

Além disso, a situação atual é favorável a que o senador indique o vice na chapa com que Rui disputará a reeleição, na qual já tem cadeira cativa como candidato ao Senado o novo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), e é avaliada com carinho, para a outra vaga à senatória, a candidatura do atual vice-governador, João Leão (PP). É para ficar em condições de igualdade com Otto e Leão e poder disputar vaga na chapa que Nilo quer a reeleição.

É claro que, sem a presidência na mão, não conseguirá pleitear vaga na chapa de Rui. O quadro mudaria caso se mantenha no poder, o que significa que Neto e a oposição podem não ver vantagem em ajudá-lo a se reeleger. Mas e se Nilo em 2018 vier a ser novamente excluído da chapa do governador, como aconteceu em 2014, quando foi preterido em favor de João Leão e quase rompeu com o grupo do governo? Não surgiria aí espaço para Neto afastá-lo definitivamente de Rui?

De fato, levando em conta que foi convidado uma vez e não topou, naquela época, a integrar a chapa liderada pelo DEM, nada impede que Nilo receba o convite de novo em 2018 e, desta vez aceite. Reside aí o dilema de Neto. É o que dizem na oposição.