26 de julho de 2018, 08:43

EXCLUSIVA PSC tenta implodir chapão para forçar deputados a pedirem por Irmão Lázaro

Foto: Divulgação/Arquivo

A manobra em favor do deputado cantor estaria sendo articulada diretamente pelo presidente do PSC, Eliel Santana

Determinado a impor o deputado federal Irmão Lázaro como nome a uma das vagas de senador na chapa do pré-candidato a governador José Ronaldo (DEM), o PSC lançou uma ofensiva sobre os demais partidos da coligação com o objetivo de implodir o chapão e obter o apoio dos deputados à sua tese.

Liderado pelo ex-deputado Eliel Santana, o partido evangélico passou a propor uma aliança particular com partidos como o PV, o PPS e o Solidariedade a fim de montar uma chapa para a eleição proporcional com eles, o que pode inviabilizar a formação de uma chapão com todas as siglas.

A união de todos os partidos é um desejo da maioria dos deputados, tanto estaduais quanto federais, porque é vista como uma garantia de mais facilidade para sua reeleição, principalmente num contexto em que o pré-candidato ao governo do grupo não decola nas pesquisas.

Desta forma, o PSC acredita que, com a ameaça de conseguir montar com as legendas uma chapa exclusiva, isolaria o PSDB, partido que considera que a melhor posição para Lázaro concorrer é a de vice, já que só assim seus votos seriam vinculados à candidatura de José Ronaldo.

Além disso, os sociais cristãos forçariam os deputados descontentes com a implosão do chapão a entrarem publicamente numa campanha em defesa da escolha de Irmão Lázaro para pré-candidato a senador na chapa oposicionista.

26 de julho de 2018, 08:02

EXCLUSIVA Ponga em Alckmin é recurso de Ronaldo na Bahia, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

José Ronaldo aposta as fichas no crescimento de Alckmin, que ainda patina, apesar dos apoios políticos

Com uma chapa que não consegue montar e uma distância considerável do favoritismo do principal adversário, o governador Rui Costa (PT), o pré-candidato do DEM ao governo, José Ronaldo, está lançando grande parte da esperança de crescimento de sua candidatura no eventual fortalecimento do nome do presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, cujo palanque deve representar na Bahia. A aposta não deixa de ser insegura, mas, por enquanto, não há outra melhor com que possa estimular expectativas de que pode virar o jogo até a eleição, justificativa para se manter na disputa.

A associação é delicada porque o próprio Alckmin não decolou. A força atual do ex-governador de São Paulo está exclusivamente no campo político, das forças partidárias que se articulam permanentemente em busca de poder, e não no povo, onde o presidenciável tucano ainda não chegou. Há que se tirar o chapéu, no entanto, para a habilidade demonstrada em conseguir articular em torno de si o Centrão, formado por partidos essencialmente fisiológicos, enquanto via seus maiores adversários na disputa, como Jair Bolsonaro, do PSL, e Ciro Gomes, do PDT, tropeçarem nas próprias pernas.

No grupo do ex-prefeito de Feira de Santana, cuja candidatura substituiu de última hora a do prefeito ACM Neto à sucessão estadual, não há dúvida, no entanto, de que, colando em Alckmin, no caso de o tucano ascender, ele será o beneficiário exclusivo na Bahia do movimento de crescimento do ex-governador de São Paulo. Não é por acaso que muitos dos seus integrantes defendem que Neto assuma a coordenação geral da campanha do paulista, o que não só reforçaria seus laços com o tucano como os do próprio Ronaldo como seu candidato ao governo na Bahia.

O prefeito de Salvador, no entanto, resiste, porque sabe que, antes, precisa se licenciar da Prefeitura, e, ao contrário do que muitos em seu grupo pensam, acha que pode ser pior ficar longe da campanha de José Ronaldo num momento em que ela entra em sua etapa decisiva. Se contar com Alckmin como eventual alavanca para seu nome parece um recurso de quem não tem muitos outros com que se fortalecer, o ex-prefeito de Feira de Santana precisa, com certa urgência, montar a chapa com que deve marchar para a eleição, situação que deixa ansiosos aliados e, principalmente, deputados.

A sua situação preocupa sobretudo quando já começa a circular, estimulada pelos próprios aliados, a tese de que, mesmo aceitando o pastor evangélico Irmão Lázaro para uma das vagas ao Senado em sua chapa, Ronaldo pode ser obrigado a assistir o deputado federal do PSC ter mais votos para o Senado do que ele para o governo quando as urnas forem abertas. A especulação seria um sinal de que, para Ronaldo, Lázaro seria incontestavelmente melhor como candidato a vice. Mas seria, na verdade, se o democrata tivesse mais fortalecido para impor as condições aos aliados e não acatá-las humildemente.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

25 de julho de 2018, 19:59

EXCLUSIVA Aliados já avaliam que Irmão Lázaro pode ter mais votos que José Ronaldo

Foto: Divulgação/Arquivo

José Ronaldo é pré-candidato do DEM a governador

Um medo bateu na campanha de José Ronaldo, pré-candidato do DEM a governador. A maioria dos aliados defende que ele aceite a imposição do PSC para colocar Irmão Lázaro como candidato a uma das vagas ao Senado em sua chapa – a outra posição está reservada para o deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB). O problema é o temor de que, ao final, o político-cantor evangélico tenha mais votos do que o candidato ao governo, que por enquanto tem tido dificuldades de empolgar até o time mais próximo.

25 de julho de 2018, 19:38

EXCLUSIVA Neto avalia convite para assumir coordenação da campanha de Alckmin

Foto: Arquivo

Prefeito ACM Neto foi convidado para assumir coordenação geral da campanha de Geraldo Alckmin à Presidência

Convidado para assumir a coordenação geral da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República, ACM Neto (DEM) avalia o convite com cuidado. Primeiro, porque teria que se licenciar da Prefeitura de Salvador. Depois, porque acredita que, se isto ocorrer, precisará se afastar também da campanha de José Ronaldo ao governo da Bahia, embora muitos acreditem que seu envolvimento direto no projeto nacional acabe beneficiando o pré-candidato do DEM, cuja grande aposta para crescer no Estado termina sendo o fortalecimento do nome de Alckmin à sucessão presidencial.

25 de julho de 2018, 09:39

EXCLUSIVA Wagner diz a amigo que nem Lula o fará disputar a Presidência da República

Foto: Jonas Santos/Arquivo

Ex-governador Jaques Wagner prefere cuidar da própria campanha

Favorito na disputa a uma das vagas ao Senado disponíveis para a Bahia nestas eleições, o ex-governador Jaques Wagner (PT) chamou a um canto um amigo do peito neste final de semana durante um evento de pré-campanha e confessou: – Não há quem me faça disputar a Presidência da República. Surpreso, o amigo retrucou: – Nem Lula? Wagner coçou a barba, olhou para cima e respondeu: – Será a primeira vez na minha vida que direi não a ele.

25 de julho de 2018, 09:15

EXCLUSIVA Nilo apostou em Irmão Lázaro em showmício e tomou ferro em Guanambi

Foto: Bahia Notícias/Arquivo

O deputado federal e cantor evangélico Irmão Lázaro fez o showmício da campanha de 2016 para o ex-governador

Democratas resistentes à indicação do deputado federal Irmão Lázaro (PSC) para candidato ao Senado na chapa do postulante ao governo José Ronaldo (DEM) existem. E relatam um episódio da campanha do ex-governador Nilo Coelho (PSDB) à Prefeitura de Guanambi, em 2016, para dizer que ele não é este fenômeno eleitoral todo que estão vendendo ao ex-prefeito de Feira de Santana.

Lembram que no comício que encerrou a campanha de Nilo àquela sucessão municipal, alardeou-se a chegada de Irmão Lázaro para cantar no palanque do candidato como o acontecimento decisivo que consagraria sua vitória rumo à Prefeitura. No grupo de Nilo, um dia antes da apresentação, com efeito, não se falava em outro assunto senão no show que o evangélico daria e de como o evento impactaria positivamente em sua eleição.

De fato, Irmão Lázaro chegou acompanhado de um grande grupo de admiradores para em seguida, depois de fazer o sinal da cruz e olhar firmemente para os céus, soltar a bela voz, levando a praça lotada a entoar junto com ele, segundo relatos, todas – simplesmente todas! – as canções do show, o que acabaria criando um clima de comunhão entre palco e platéia semelhante aos dos grandes cultos religiosos.

Nilo chegou em casa naquele dia de alma lavada, convencido de que, auxiliado pelo vozeirão e o encantamento provocado pelo show do deputado-cantor tinha siderado os presentes, conquistado muitos votos e liquidado a fatura da eleição. As previsões, no entanto, não se concretizaram. Quando as urnas foram abertas, foi obrigado a render-se à realidade de que perdera a disputa por 800 votos.

23 de julho de 2018, 11:17

EXCLUSIVA Ovo ou galinha na chapa do democratas, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

José Ronaldo precisa apresentar um projeto para a Bahia, já que nem o anti-petismo ele consegue encarnar

A maneira como a candidatura do democrata José Ronaldo foi definida explica parte dos dilemas que ele enfrenta e vem tentando resolver de forma verdadeiramente elogiável. Para quem entrou em campo praticamente no meio do segundo tempo para enfrentar um adversário fortalecido, sem a composição do próprio time, que passou a escalar com os parcos recursos que sua condição lhe impôs de cara, não é pouco o que conseguiu construir até agora, com a ajuda do prefeito ACM Neto (DEM), que lhe passou a bola com o jogo em andamento, e de parceiros tradicionais e firmes como o PSDB.

No calor da decisão que tomou de se candidatar, em seguida ao anúncio do prefeito de Salvador de que não concorreria ao governo, José Ronaldo já demonstrava que, apesar de a situação toda apontar para a emergência de um reserva, não estava ali para brincadeira, bem como seu passado o credenciava para ser considerado um verdadeiro player em todo o processo. Neste sentido, o de fortalecer sua pretensão em meio a um cenário de surpresa e até desânimo, a acolhida que recebeu dos aliados foi fundamental para que pudesse encorpar sua candidatura a partir daquele momento.

Se conseguiu trilhar bem os primeiros passos num caminho tão incerto e inteiramente por desbravar, José Ronaldo tem revelado pelo menos duas grandes dificuldades, que parecem totalmente interdepententes. A primeira delas é a montagem da chapa com que pretende disputar a sucessão, que de certo só tem até agora o deputado federal Jutahy Magalhães Júnior (PSDB), candidato a uma das duas vagas disponíveis ao Senado, num quadro em que seu único e principal adversário, o governador Rui Costa, candidato à reeleição, já definiu praticamente todas as peças, só ampliando seu favoritismo na corrida eleitoral.

O segundo é a dificuldade de dizer em que faixa sua candidatura efetivamente se inscreve, já que nem o discurso do anti-petismo tem conseguido esboçar até agora. Aparentemente, o principal impasse para a montagem da chapa de Ronaldo é um desentendimento com o PSC, interessado num espaço para o deputado federal Irmão Lázaro, que impôs concorrer apenas à segunda vaga de senador, apesar de qualquer análise política fria saber que só poderá efetivamente colaborar com o pré-candidato do DEM se disputar a vice, hipótese em que seus votos ficarão irremediavelmente vinculados a Ronaldo.

Mas se as atenções de todos têm voltado-se para a dificuldade de um acerto com o PSC, falta ainda definir também o vice, sobre o qual ninguém fala nem especula exatamente porque o caso Irmão Lázaro parece absorver todas as energias. Mais complicado, no entanto, é o fato de Ronaldo não ter esboçado até agora uma linha do que pretende para o Estado, muito menos de como comunicar seu projeto, como se estivesse à espera, primeiro, de definir seus parceiros de chapa para só então dar conhecimento a eles do que pretende para a Bahia e não o contrário.
* Raul Monteiro é editor da coluna Raio Laser e do site Política Livre e escreve neste espaço às segundas e quintas-feiras.

Raul Monteiro*

19 de julho de 2018, 07:27

EXCLUSIVA Missão de Lula tenta convencer Fátima a deixar Wagner disputar Presidência

Foto: Divulgação/Arquivo

Jaques Wagner é hoje, na avaliação de Lula, o melhor candidato para concorrer à Presidência da República em seu lugar

Uma delegação formada pelos petistas mais próximos do ex-presidente Lula deve vir à Bahia, sob seu pedido expresso, tentar persuadir a mulher de Jaques Wagner, Fátima Mendonça, a deixá-lo concorrer à Presidência da República. Lula está convencido de que Fatinha, como é conhecida entre os mais íntimos, é hoje o maior obstáculo para que Wagner aceite disputar a sucessão presidencial em seu lugar. Conhecedora de política e muito influente junto a Wagner, a ex-primeira-dama acha que o envolvimento do marido diretamente na disputa devassaria demais a vida da família, com que não contava desde que o casal deixou o Palácio de Ondina.

18 de julho de 2018, 19:59

EXCLUSIVA Rui Costa vetou aliança de Isidório com Lázaro: “Não aceito bolsonarista aqui não!

Foto: Divulgação/Arquivo

Ligações com Jair Bolsonaro impediram que Lázaro fizesse aliança com Avante para tentar reeleger-se deputado

O governador Rui Costa (PT) foi o responsável pelo veto de uma aliança entre o Avante, partido de sua base, comandado pelo deputado estadual Pastor Isidório, e o PSC, do deputado federal Irmão Lázaro, que vem, segundo consta, pleiteando também uma das duas vagas ao Senado na chapa do principal adversário do petismo hoje, o pré-candidato a governador José Ronaldo, do DEM.

Na reunião do Conselho Político do governo, integrado por todos os partidos da base, na última segunda-feira, Rui praticamente interrompeu Sargento Isidório no momento em que ele começou a relatar que traria o PSC para o lado do governo, numa aliança com Irmão Lázaro, com o objetivo de elegerem três representantes das duas agremiações – eles dois e mais o vereador social cristão Heber Santana – à Câmara dos Deputados.

– Não, não, não! Não tenho interesse nenhum nesta aliança. Não quero Bolsonarista nenhum aqui não, repeliu Rui de forma áspera, praticamente interrompendo o discurso de Isidório, que ainda ficou alguns minutos impactado com a forma com que o governador reagiu. Rui referia-se ao fato de Lázaro ser partidário da candidatura do presidenciável do PSL, considerado de ultra-direita.

Ontem, o PSC soltou uma nota negando o que classificou de boatos em torno de uma aproximação com um partido da base de Rui. A informação havia sido dada com exclusividade por este Política Livre no dia anterior. A notícia de que o partido negociava com duas forças adversárias criou ainda mais constrangimentos para Lázaro no grupo de Ronaldo, no qual o PSDB condiciona sua participação na chapa apenas na posição de vice.

O deputado federal, no entanto, força a passagem para ser candidato a senador de José Ronaldo sob a alegação de que é um verdadeiro campeão de votos. “Além de ser ligado a Bolsonaro, este cidadão ainda tiraria vaga de dois deputados federais nossos”, completou Rui, encerrando a discussão em torno do tema e passando a palavra a outro representante do Conselho Político.

17 de julho de 2018, 11:20

EXCLUSIVA PSC revê projeto “Lázaro” e pode se aliar a Avante para eleger ele, Isidório e Heber a federal

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Sargento Isidório, Heber Santana e Irmão Lázaro

O PSC, do deputado federal Irmão Lázaro, não procurou a base governista na semana passada apenas com o objetivo de garantir espaço para reelegê-lo à Câmara dos Deputados. Vendo crescer a dificuldade para indicar o cantor político ao Senado na chapa do pré-candidato a governador José Ronaldo (DEM), seu partido decidiu priorizar sua eleição e a do vereador Heber Santana, hoje presidente da legenda, a deputado federal. Por isso, o ex-deputado Eliel Santana, pai de Heber, encontrou-se com o deputado estadual Sargento Isidório, do Avante, para uma conversa em torno do assunto. A idéia é a de que como Isidório, Lázaro e Heber pertencem ao segmento evangélico, eles poderão formar uma chapa entre o Avante e o PSC apenas para a disputa da Câmara Federal garantindo a eleição dos três.

Leia também: PSC procura aproximação com governo em troca de reeleição de Lázaro a deputado

16 de julho de 2018, 19:54

EXCLUSIVA PSC procura aproximação com governo em troca de reeleição de Lázaro a deputado

Foto: Divulgação/Arquivo

Ao governo, PSC ofereceu Lázaro para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados

Aparentemente baratinado com a resistência do PSDB em aceitar a indicação do deputado federal Irmão Lázaro a uma das vagas ao Senado na chapa do pré-candidato a governador José Ronaldo, o PSC decidiu tentar uma aproximação com o grupo do governador Rui Costa (PT) na semana que passou.

As tratativas para um entendimento foram iniciadas pelo presidente do partido na Bahia, Eliel Santana, com o deputado estadual Sargento Isidório, do Avante, um dos partidos da base do governo. Sem nada a oferecer ao grupo governista, que inclusive já montou sua chapa, Eliel pediu pouco.

Sugeriu apenas garantir a reeleição de Lázaro a deputado federal. Sargento Isidório levou a proposta à articulação política do governador, que não viu motivo para selar qualquer acordo com o PSC, sob o argumento de que o partido não tem nada a oferecer a Rui Costa.

Paralelamente aos contatos com o governo, o PSC buscou também uma aproximação com o MDB do deputado federal Lúcio Vieira Lima, que lançou o ex-ministro João Santana pré-candidato a governador, e com o PRTB, do ex-prefeito de Salvador João Henrique, outro pré-candidato ao governo.

Nos dois casos, ofereceu o nome de Irmão Lázaro, no entanto, para posições nas duas chapas ao governo. Pelo visto, as conversas não evoluíram, embora tenham deixado esta possibilidade aberta. No caso do governo, entretanto, o PSC não tem a menor chance de estabelecer uma aproximação.

“O PSC não tem nada a oferecer em troca de garantir a disputa por Irmão Lázaro a deputado federal em nosso grupo. Pelo contrário, se ele fizer parte de um chapão no governo, o risco que corremos é de perdemos um dos nossos à Câmara”, disse agora à noite uma fonte do governo ao Política Livre.

O PSDB opôs resistência à indicação de Irmão Lázaro para deputado federal por entender que ele pode ajudar mais a chapa como candidato a vice de José Ronaldo. O PSC prefere o Senado por temer que Ronaldo perca, o que significaria perder um parlamentar na Câmara.

16 de julho de 2018, 10:10

EXCLUSIVA José Ronaldo à espera do PSC, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

José Ronaldo é pré-candidato ao governo da Bahia pelas oposições

Colaboradores têm minimizado a demora na definição da chapa do pré-candidato a governador José Ronaldo (DEM) sob a alegação de que ele não tem deixado de fazer nada que qualquer postulante no atual estágio da campanha faria, mesmo sem a presença de todos os integrantes do grupo. Mas com certeza não se pode comparar a força de quatro membros de uma chapa com a de apenas dois, no caso, além do próprio Ronaldo, o pré-candidato a senador Jutahy Magalhães Jr., do PSDB, únicos nomes definidos até agora como candidatos dos principais partidos de oposição reunidos em torno do democrata.

O postulante oposicionista ao governo precisa completar a chapa definindo o nome de seu vice e o do segundo candidato ao Senado. A participação de mais forças políticas no grupo ajudaria a robustecer seu projeto eleitoral, na campanha que já é considerada a mais curta da história recente da política nacional. Na prática, o pré-candidato a governador do DEM já definiu os parceiros ideais ou pelo menos o terceiro parceiro mais importante para colocar na linha de frente de sua campanha – trata-se do evangélico PSC, que, no entanto, não definiu quem efetivamente indicar à chapa do democrata.

Aliás, o partido trabalhava com a idéia de apresentar, desde o princípio, o deputado federal Irmão Lázaro para uma das duas vagas ao Senado na chapa, mesmo sabendo que, na posição, o parlamentar pouco ajudaria a alavancar a candidatura de Ronaldo, servindo talvez mais ao incerto projeto já verbalizado internamente no partido e por alguns democratas de ajudar a derrubar o favoritismo atribuído ao ex-governador Jaques Wagner (PT) na disputa de senador do que propriamente de fazer crescer a animação com a candidatura a governador do democrata.

Ocorre que Ronaldo parece ter concluído naturalmente que não está na disputa para brincar e precisa de alguém que efetivamente o ajude a buscar votos, oferecendo como opção de indicação para Lázaro a vice, onde efetivamente os votos dados ao político-cantor seriam naturalmente vinculados à sua campanha ao governo. Como Lázaro resiste, dizendo preferir o Senado, e alegando que a preferência nada tem a ver com o temor de ver Ronaldo perder e ele também ficar sem mandato, começa a se discutir no partido uma segunda via, representada pela vereadora em Salvador Lorena Brandão.

Mulher, muito preparada, com formação em diversas áreas, e extremamente simpática, ela tem dito que aposta também na candidatura de Lázaro, mas, exatamente por estas características, passou a galvanizar a atenção no PSC e no próprio núcleo da campanha de Ronaldo como uma opção concreta para ajudar o democrata. É claro que o PSC pode não aceitar a proposta em torno de Lorena e marchar com Lázaro como candidato avulso ao Senado, oportunidade ímpar para ele mostrar sua força eleitoral, ou então com ele concorrendo a senador na chapa do MDB de João Santana ou então na de João Henrique, candidato a governador do PRTB.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

15 de julho de 2018, 08:55

EXCLUSIVA Outdoor com críticas ao TJ visa chamar atenção de delegação do CNJ

O outdoor que o grupo auto-intitulado “Mais Servidores TJ-BA” espalhou pelas ruas de Salvador pedindo ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para “socorrer” o Tribunal de Justiça da Bahia com, entre outras críticas, a idéia de que os desembargadores têm sido priorizados no lugar dos juízes no Estado, tem endereço certo: a delegação do CNJ que desembarca esta semana na Bahia para fazer uma análise do Judiciário local.

13 de julho de 2018, 10:39

EXCLUSIVA Sem conseguir Senado para Lázaro com Ronaldo, PSC trabalha agora com 4 opções

Foto: Divulgação/Arquivo

Irmão Lázaro não é mais a única opção do PSC para sucessão estadual

Apesar da ênfase com que diz que o PSC continua focado em defender a candidatura de Irmão Lázaro ao Senado na chapa do pré-candidato ao governo José Ronaldo (DEM), a vereadora Lorena Brandão, que assumiu a segunda vice-presidência estadual do partido, passou a ser avaliada com carinho como opção para ser indicada em seu lugar, embora à vice. Na prática, o partido evangélico trabalha hoje com quatro opções, incluindo o nome da própria Lorena em lugar de Lázaro.

A primeira delas é indicar o deputado federal e cantor gospel à vice na chapa de Ronaldo, depois que foi sinalizado que ele não será de jeito nenhum candidato a senador por entenderem que, desta forma, não agrega eleitoralmente à campanha do pré-candidato democrata. A segunda opção é indicar a própria Lorena à vice, alternativa que passou a agradar um número cada vez maior de aliados de Ronaldo por seu perfil agregador e qualificado e ainda ser uma mulher.

O terceiro caminho seria o PSC concluir que pode, mesmo mantendo apoio ao pré-candidato do DEM, sair com Lázaro como candidato avulso ao Senado, o que, na avaliação do partido, seria uma oportunidade de o político social cristão demonstrar o seu verdadeiro tamanho eleitoral. A quarta opção que passou a ser tratada nos últimos dias contemplaria Lázaro como candidato a senador na chapa do pré-candidato João Santana, do MDB do deputado federal Lúcio Vieira Lima.

“Não podemos dizer que nada está fechado ainda. Só que temos opções para nos movimentarmos nestas eleições de forma a fortalecer o PSC”, diz um importante quadro do partido ao Política Livre, observando que, em qualquer hipótese, o PSC não sairá da base do prefeito ACM Neto (DEM) na Câmara Municipal nem deixará o campo de oposição ao governador Rui Costa (PT) no Estado.

13 de julho de 2018, 10:20

EXCLUSIVA PF diz que não há digitais de Lúcio em bunker, mas ele continua alvo de Comissão

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Lúcio Vieira Lima

Não há prazo para que a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados analise a denúncia por quebra de decoro contra o deputado federal baiano Lúcio Vieira Lima (MDB). Isso porque o inquérito da Polícia Federal que apura o envolvimento do parlamentar no caso do bunker onde foram encontrados R$ 51 milhões atribuídos a seu irmão, Geddel Vieira Lima, até hoje não foi concluído pelo órgão. Em contrapartida, atendendo a um pedido de perícia formulado pela defesa do emedebista e aceito pelo relator da Comissão, a própria PF respondeu que não foram encontradas digitais de Lúcio no dinheiro descoberto no bunker. A primeira denúncia contra Lúcio na Comissão se reportava apenas às acusações de que o deputado recebia uma parte dos salários dos funcionários de seu gabinete. O relator pretendia dar seu parecer apenas sobre este caso, quando os demais membros da Comissão defenderam a inclusão da denúncia a respeito do bunker. “Essa denúncia era muito mais forte do que a do bunker, que depende de investigações externas à Câmara e a perícia já informou não ter encontrado as digitais do deputado. Na prática, Lúcia luta contra uma foto”, disse um membro da Comissão ao Política Livre.