4 de junho de 2018, 07:33

EXCLUSIVA Deputados se dizem vítimas do voto de cabresto, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeitos e lideranças políticas estariam cobrando para dar apoio a candidatos à Assembleia Legislativa

Em pleno século XXI, quando se fala tanto em cidadania e empoderamento social, o voto de cabresto continua a todo vapor no Brasil e, claro, na Bahia. Pelo menos, é o que dizem deputados assustados com o poder de prefeitos e lideranças do interior em, nos tempos atuais, arregimentar eleitores para votar neste ou naquele candidato – a deputado, a senador, a governador e a presidente da República. O problema é que o “convencimento”, segundo se relata ou denuncia, não ocorre assim espontaneamente. Ele é precedido de acertos que envolvem, no português claro, até dinheiro.

A propósito do que tem ocorrido no interior e das propostas que muitos prefeitos e lideranças fazem em troca de votos, um parlamentar diz ter a certeza de que, na era da Lava Jato e da idéia de que o país pode ser passado a limpo, com tantos políticos e empresários presos pela primeira vez em sua história, os esquemas escusos continuam funcionando a toda velocidade, podendo transformar esta campanha, a primeira também em que candidatos terão à sua disposição uma fortuna do fundo eleitoral bancado pelo contribuinte, numa das mais corruptas do país.

Seria um retorno ao coronelismo? Talvez mais fácil dizer uma atualização do sistema que funcionou por anos no país, sobretudo nos grotões, em que o chefe político local, muitas vezes substituindo o papel do Estado ou mesmo o representando de forma delegada, provia alguns bens públicos escassos para a população, em troca de sua submissão política e fidelidade na hora de votar. Hoje, como naqueles idos, pelo visto, a prática continua, ainda que alterada por um invólucro de modernidade, conferido pela posição institucional que sobretudo prefeitos ocupam.

Conta um deputado que o esquema funciona mais ou menos assim: achando insuficiente os recursos que muitas vezes parlamentares conseguem destinar a seus municípios por meio de emendas ao Orçamento federal – para o caso de deputados federais – ou estadual, quando o candidato é um representante estadual -, uma prática cuja institucionalidade não disfarça o sentido de troca nem evita toda sorte de picaretagens – prefeitos estão, às portas desta campanha que se inicia, às vezes cobrando um vergonhoso adicional em dinheiro vivo para poder pedir votos para eles.

Revoltados com a extorsão, alguns parlamentares acham que a imprensa pode ajudar denunciando a existência da prática e alertando o eleitor para não votar sob ordem de nenhuma autoridade, muito menos do prefeito ou do chefe político de sua comunidade, incentivando a que se informe sobre a história e as posições que cada candidato defende. A imprensa pode, sem dúvida, colaborar com a melhora da cabeça do imperscrutável eleitor brasileiro, desde que ele acredite que precisa recorrer à informação confiável para formar suas concepções. Quanto aos deputados vítimas da prática, poderiam começar também a denunciá-la a instituições como o Ministério Público.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado originalmente na Tribuna.

Raul Monteiro*

1 de junho de 2018, 10:45

EXCLUSIVA Deputados governistas da Bahia ainda surfam na onda Lula no interior

Foto: Política Livre/Arquivo

Deputado estadual Marcelo Nilo

Deputados da base governista surfam na onda Lula no interior, apesar da prisão do líder petista, conforme eles mesmos contam. Candidato a federal, o deputado estadual Marcelo Nilo (PSB), por exemplo, diz que em cada evento de que participa nos municípios baianos espera a hora de falar em Lula para levantar o ânimo da platéia. É só dizer que o ex-presidente foi preso sem uma prova que a empatia se estabelece e o orador sai nos braços do povo.

1 de junho de 2018, 10:08

EXCLUSIVA Adolfo Menezes prevê reeleição de Rui Costa no primeiro turno

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado estadual do PSD Adolfo Menezes

O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) disse hoje a este Política Livre que a desistência de ACM Neto (DEM) de concorrer ao governo tornou o governador Rui Costa (PT) ainda mais favorito à reeleição, com chance muito forte de ganhar o pleito no primeiro turno. Segundo ele, o mais importante, no entanto, é que, mesmo sendo favorito, o governador continua no mesmo ritmo de trabalho, com uma agenda intensa no interior e na capital. Ele disse que, depois da decisão de Neto, vários prefeitos aderiram ao governo e novas adesões são esperadas para a próxima semana. “Sem dúvida, se Neto tivesse na disputa, endurecia a campanha, mas com a sua desistência, a reeleição de Rui se tornou garantida, com grandes chances de ocorrer logo no primeiro turno”, disse, observando que o governador está bem mesmo na faixa do eleitorado que não gosta do PT.

29 de maio de 2018, 19:34

EXCLUSIVA Deputados ligados a Rui e a Neto travam disputa no Congresso por causa do BRT

Foto: Reprodução

A deputada comunista Alice Portugal e o democrata José Carlos Aleluia discordaram em relação à discussão do modal

Deputados federais ligados ao governador Rui Costa (PT) e ao prefeito ACM Neto (DEM) travaram, nesta terça-feira (29), uma disputa na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara por causa do BRT de Salvador. O motivo foi um requerimento da deputada federal Alice Portugal (PCdoB), que solicitava uma audiência pública para discutir a implantação do modal na capital baiana. Para impedir a votação do requerimento, os deputados do DEM alegaram que o assunto não era afeito à Câmara dos Deputados e deveria ser discuto apenas na Câmara de Salvador.

De acordo com a parlamentar, a bancada do DEM na Câmara dos Deputados “usou todo o tipo de manobras para obstruir a sessão”. Ainda segundo a deputada, a reunião do colegiado foi marcada por tumulto, ofensas e gritaria por parte dos deputados ligados ao prefeito ACM Neto, que chamaram a questão de “paroquial” e que o debate se transformara em “palanque político”.

Segundo Alice Portugal, a discussão da obra do BRT tem que ser em nível nacional. A deputada garantiu que o requerimento solicitando uma audiência pública voltará para a pauta da comissão. Na avaliação do deputado federal José Carlos Aleluia, o BRT deve ser discutido pela Câmara Municipal de Salvador. “A deputada Alice Portugal ainda não absorveu a derrota que ela teve quando concorreu à Prefeitura de Salvador. Ela teve 15% dos votos e agora ela está querendo atrapalhar o prefeito ACM Neto”, disse o deputado.

Para Aleluia, a Câmara dos Deputados tem assuntos mais importantes para serem debatidos. “Esse assunto é para ser tratado na Câmara Municipal de Salvador, não é para ser tratado na Câmara dos deputados. Se Alice Portugal quiser, ela pode se candidatar daqui a dois anos que tem eleição para prefeito de novo. Pode ser que ela passe de 15% para 30 % dos votos”, ironizou o deputado.

28 de maio de 2018, 07:58

EXCLUSIVA O embrião da rebelião tributária, por Raul Monteiro*

Foto: Zguiotto

Eduardo Giannetti da Fonseca, filósofo e economista, que cunhou a expressão "rebelião tributária"

Só mesmo um embrião de rebelião tributária para justificar o apoio de grande parte da população à greve dos caminhoneiros, um movimento corporativo, liderado por empresários donos de transportadoras, responsáveis por 70% do mercado, destinado não a beneficiar a sociedade como um todo com o barateamento de todos os combustíveis, dos fretes ou a melhora da condição de trabalho dos motoristas que empregam, mas a defender uma pauta corporativa em que o objetivo é maximizar seus lucros, mesmo que à custa da já sacrificada e espoliada classe de contribuintes brasileiros.

O termo foi tomado de empréstimo do economista e filósofo Eduardo Giannetti da Fonseca, que o cunhou ontem, em excepcionalmente lúcida entrevista que deu à Folha sobre o crítico momento vivido pelo país e o patrimonialismo de sua cada vez mais insensível e vulnerável classe política. Serviria para definir, conforme ele mesmo enuncia, uma insubordinação que começa quando a população não aceita mais a legitimidade do governo para tributá-la. A propósito, Giannetti lembra que a revolução americana começou com o lema “no taxation without representantion” [não há tributação sem representação].

Por este motivo, não há como não responsabilizar o governo do cada vez mais emparedado presidente Michel Temer, representante máximo da representação que não representa mais ninguém, pela eclosão da crise. Diante de um quadro em que tanto o dólar quanto o petróleo seguiam rota de elevação constante, o que ele deveria ter feito, se tivesse competência e sensibilidade, era ordenar a diminuição dos impostos sobre os combustíveis, de forma a evitar o estrangulamento do setor de transportes e da sociedade. A sanha por arrecadar mais o impediu de ver os fatos com o risco com que eles já vinha se apresentando.

Afinal, provavelmente conforme a sua previsão, se é que tem alguma, era preciso continuar achacando a sociedade para fazer frente ao rombo que, justiça se faça, Temer herdou das gestões petistas, mas ao mesmo tempo manter a farra com que o Estado brasileiro e toda as suas instâncias, inclusive a elite do funcionalismo, se locupleta a cada dia, como se não houvesse amanhã, assim como a grande maioria dos nossos ilustres deputados e senadores continuam fazendo, entre outros meios, além dos privilégios a que legalmente fazem jus, por meio das emendas milionárias que destinam a municípios com objetivos eleitoreiros.

Temer errou feio, colocando em risco o ensaio liberal que permitiu que um técnico competente como Pedro Parente executasse na Petrobras e a manteria no patamar que alcançara nos últimos dias de empresa de maior valor do país, depois do estrago de que foi vítima do PT e de seus dirigentes politicamente indicados e gananciosos, não fosse sua vexatória incapacidade que colocou não só a empresa como todo o país no precipício. A greve que os petroleiros ensaiam para esta quarta, em apoio oportunista ao caos provocado pela dos caminhoneiros, é uma prova de que, quando Lula indicou Temer para vice de Dilma Rousseff, ele queria ver a obra do PT completa.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

27 de maio de 2018, 17:31

EXCLUSIVA Apoio a caminhoneiros leva adversários a concluírem que Imbassahy quer ser petista

Foto: Divulgação/Arquivo

Antonio Imbassahy estaria se distanciando de seu espectro político, dizem adversários

Depois de atacar o BRT e a suposta matança de árvores no entorno do projeto e a reforma da Previdência que tentou aprovar no Congresso quando era ministro da Casa Civil do presidente Michel Temer, o deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) manifestou apoio à greve dos caminhoneiros, o que levou críticos do parlamentar a afirmarem, abusando da ironia, que, ao invés de estar de mudança para o MDB depois das eleições, o tucano pode estar cavando espaço para ingressar no PT do governador Rui Costa.

27 de maio de 2018, 13:23

EXCLUSIVA Nome de Wagner à Presidência volta a circular com intensidade no PT

Foto: Divulgação

Ex-governador Jaques Wagner durante ato de lançamento do Lula Livre em Salvador

A idéia da candidatura do ex-governador Jaques Wagner (PT) à presidência da República voltou no grupo do governo e com bastante intensidade. A diferença em relação ao que aconteceu meses atrás é que, ao invés de ser para já, o projeto seria postergado até setembro, quando os petistas acreditam que a candidatura do ex-presidente, depois de registrada em agosto, será indeferida pela Justiça Eleitoral. A partir daí, Wagner receberia uma convocação para concorrer à Presidência no lugar de Lula. O assunto foi livremente abordado durante o lançamento do ato Lula Livre e Lula Presidente do Brasil, hoje, em Salvador, no qual o discurso de Wagner ocupou lugar de destaque.

25 de maio de 2018, 08:38

EXCLUSIVA Lídice sai a deputada federal por acordo que deve ser fechado este fim de semana

Foto: Divulgação/Arquivo

Senadora Lídice da Mata decidiu fechar acordo pelo qual

A articulação política do governador Rui Costa (PT) parece ter finalmente fechado um acordo entre ele e a senadora Lídice da Mata (PSB) pelo qual ela sairá candidata a deputada federal com o seu apoio. Detalhes do entendimento devem ser fechados num encontro, a princípio, programado para este fim de semana entre os dois no Palácio de Ondina. Com isso, o governador se sentirá livre para anunciar sua chapa completa à sucessão estadual, na primeira semana de junho, na qual já têm assento garantido o ex-governador Jaques Wagner (PT), o presidente da Assembleia Legislativa, Angelo Coronel (PSD), como candidatos ao Senado, e o vice-governador João Leão (PP), que redisputará o cargo.

24 de maio de 2018, 08:27

EXCLUSIVA Chapas de governo e oposição quase no mesmo ponto, por Raul Monteiro*

Foto: Montagem Política Livre

José Ronaldo, Rui Costa e João Santana

Há certo paralelismo temporal na situação de governo e oposição com relação à montagem de suas respectivas chapas à sucessão estadual na Bahia. A despeito de estar, como se diz, no controle, ou seja, no comando do governo, Rui
Costa (PT) posterga o quanto pode a oficialização dos outros três membros do time com que pretende disputar a reeleição, em outubro, a despeito de todos saberem quem são eles: o vice-governador João Leão (PP), que vai jogar na mesma posição, e o ex-governador Jaques Wagner (PT) e o presidente da Assembleia, deputado Angelo Coronel (PSD), que deverão sair ao Senado.

Agora, o novo prazo dado pelo governador para formalizar quais serão seus companheiros de chapa é a primeira semana de junho. Embora por motivos ligeiramente diversos, o pré-candidato do DEM ao governo, José Ronaldo, deve também definir por esse tempo, mas não muito depois o mesmo assunto. Na verdade, Ronaldo aguarda a manifestação de apoio do pré-candidato do PSDB, João Gualberto, ao seu nome até esta sexta-feira para ter sua vida facilitada no sentido de montar a própria chapa com que pretende concorrer ao governo. De certo ao seu lado, só há o deputado federal Jutahy Magalhães Jr., que vai concorrer a uma das vagas de senador.

A vice e a outra posição disponível ao Senado na chapa do democrata ainda serão objeto de futuras negociações cujo prazo de conclusão ainda não se sabe qual será, mas seguramente não poderão demorar muito, principalmente depois que o governador definir seu time. Até lá, a sabedoria política recomenda que Ronaldo terá que resolver estas questões, negociando as indicações a partir do peso de cada um dos partidos da base oposicionista de forma a conter disputas que possam atrapalhá-lo, como a registrada na semana passada entre o PSC e o PRB pela segunda vaga de senador.

O curioso é que os entendimentos entre PSDB e DEM que permitirão a Ronaldo concorrer como candidato único das principais forças que apóiam o prefeito ACM Neto (DEM) em Salvador não incluirão o MDB, partido importante do arco de alianças oposicionistas com, inclusive, posições na administração municipal. Isso não preocupa, no entanto, o pré-candidato do partido ao governo, João Santana, ex-ministro aliado de longa data da família Vieira Lima rapidamente escolhido pelo deputado federal Lúcio para não deixar a legenda sem representação na batalha da sucessão estadual.

A pré-campanha de Santana andava fria até agora, com risco de ser mais bombardeada do que favorecida pela permanência do presidente Michel Temer (MDB) como candidato à reeleição no páreo, mas o seu recuo em favor da candidatura de seu ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deu repentino ânimo aos emedebistas baianos. Eles acreditam que não há reparos à vida pregressa do ex-ministro e que ele tem um legado a defender, a despeito de a situação econômica continuar crítica depois de um pequena melhora, que pode ajudar João Santana como candidato ao governo. É aguardar para ver.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado originalmente na Tribuna.

24 de maio de 2018, 08:20

EXCLUSIVA Carmem Lúcia autoriza concentração para Bolsonaro em Salvador contra MP Eleitoral

Foto: BN/Arquivo

A defesa de Bolsonaro foi feita por seu advogado, o baiano Tiago Ayres

A ministra Carmem Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral, indeferiu o pedido formulado pelo Ministério Público Eleitoral da Bahia contra a realização de um evento de recepção ao presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, previsto para as 10hs de hoje, no Aeroporto Internacional de Salvador, sob a alegação de que caracterizaria propaganda eleitoral antecipada. Em seu voto, a ministra admite que há de fato um convite para a concentração de pessoas para receber o pré-candidato no local, mas alega que não se identifica que, a partir do evento, seja realizada uma carreata ou ato que caracterize propaganda eleitoral extemporânea, como tipificado no artigo 36-A, da Lei das Eleições. A defesa de Bolsonaro foi feita por seu advogado, Tiago Ayres, que é baiano.

23 de maio de 2018, 22:01

EXCLUSIVA Gualberto fecha apoio a Ronaldo em Brasília e sela unidade entre PSDB e DEM na Bahia

Foto: Instagram

José Ronaldo, Alckmin e Gualberto: unidade é selada na Bahia entre DEM e PSDB

Uma reunião esta noite em Brasília entre o pré-candidato do PSDB ao governo da Bahia, o pré-candidato do partido à Presidência da República, Geraldo Alckmin, e o pré-candidato do DEM a governador do Estado, José Ronaldo, selou a desistência do primeiro em favor da candidatura do democrata no Estado, construindo a unidade entre os dois partidos mais importantes da base do prefeito ACM Neto. O anúncio deve ser formalizado nesta sexta-feira num evento em Salvador, reunindo o tucano e Ronaldo, conforme antecipado esta manhã pelo Política Livre. Eles decidiram que, no plano nacional, o palanque permanecerá aberto tanto para Alckmin como para o pré-candidato DEM, Rodrigo Maia, se ele mantivera a candidatura.

23 de maio de 2018, 18:34

EXCLUSIVA Votos de Pé de Serra colocam em pé de guerra Paulo Azi e João Roma

Foto: Montagem Política Livre

Azi e Roma: disputa por votos em Pé de Serra

Não chamem para a mesma mesa o deputado federal Paulo Azi (DEM) e o candidato a deputado federal João Roma (PRB). O motivo é o eleitorado do município de Pé de Serra, onde Azi reinava sozinho no grupo oposicionista até Roma aparecer pedindo uma palhinha ao prefeito para ajudar em sua campanha à Câmara dos Deputados. Se não for sanada agora, a disputa promete para até depois das eleições estaduais.

23 de maio de 2018, 14:28

EXCLUSIVA Lúcio articula palestra de Henrique Meirelles com João Santana em Salvador

Foto: Dida Sampaio/Agência Estado/Arquivo

Henrique Meirelles é o pré-candidato do MDB ao governo

A animação que a candidatura à Presidência da República de Henrique Meirelles produziu no MDB baiano foi descrita hoje por um assessor do pré-candidato emedebista ao governo João Santana como indescritível. Por isso, teria tido impacto zero a perspectiva de anúncio, ainda esta semana, da formalização de uma aliança entre o DEM e PSDB em apoio à pré-candidatura do democrata José Ronaldo. “Dizer que o MDB ficou isolado (em relação às outras principais forças oposicionistas) é coisa de quem quer desvalorizar para comprar barato. Temos candidato a presidente da República, temos tempo de TV, temos fundo partidário e tudo de que nosso candidato ao governo precisa para deslanchar”, diz a mesma fonte, antecipando que o presidente estadual do MDB, Lúcio Vieira Lima, já articula com Meirelles sua vinda a Salvador para uma palestra sobre economia na qual poderá apresentar sua candidatura e defender seu legado como ex-ministro da Fazenda de Michel Temer, abrindo um debate com a sociedade, e, o que é mais importante, prestigiar o nome de João Santana.

23 de maio de 2018, 12:06

EXCLUSIVA Depois de eleição, MDB pode tentar atrair Imbassahy pensando em 2020

Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil

Deputado federal Lúcio Vieira Lima tem dito a amigos achar que base deve ter várias opções para 2020

Interpretadas como uma tentativa de se distanciar do prefeito ACM Neto (DEM) já pensando em 2020, ano da sucessão municipal, as declarações do deputado federal tucano Antonio Imbassahy contra a retirada de árvores na órbita de onde deve ser implantado o BRT, deixaram o MDB baiano salivando. Gente ligada ao deputado federal Lúcio Vieira Lima, cuja relação de proximidade com Imbassahy é conhecida, diz que seguramente depois destas eleições ele fará movimento na direção do deputado do PSDB, que este ano andou discutindo a possibilidade de ingresso em seu partido. Vieira Lima tem dito a aliados que é louvável o surgimento de nomes interessados na sucessão de ACM Neto e que, depois da desistência do prefeito em concorrer ao governo, os aliados que tiverem juízo não poderão mais concentrar seus interesses num único candidato, como aconteceu agora, sob o risco de serem surpreendidos e derrotados pelo PT. “É sempre bom ter diversas opções na base”, tem dito o emedebista a prefeitos.

23 de maio de 2018, 07:13

EXCLUSIVA “Novo estilo” de secretário Fábio Mota chama a atenção de vereadores

Foto: Lucas Vinícius/Axe Notícias/Arquivo

Secretário Fábio Mota

Vereadores de Salvador notaram uma mudança no tom com que o secretário de Transportes, Fábio Mota, está tratando nos veículos de comunicação televisivos o atual conflito com a categoria dos rodoviários, que resolveram paralisar os ônibus no dia de hoje. Acham que, além de mais expansivo, ele adotou um estilo mais incisivo em defesa da população. E soltam uma provocação: será que Mota, que foi preterido pelo antigo PMDB na indicação para candidato a vice na chapa de ACM Neto em 2016, estaria alimentando planos majoritários para 2020?