4 de julho de 2019, 20:07

EXCLUSIVA Conversas com Edvaldo Brito elevam rumores sobre ingresso de Bellintani no PSD

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Os encontros entre o vereador Edvaldo Brito e Bellintani estariam casa vez mais frequentes

Não têm passado despercebidos os encontros constantes que o presidente municipal do PSD, o vereador Edvaldo Brito, estaria tendo com o presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, e os comentários são de que pode estar em curso uma negociação para o ingresso do ex-secretário municipal de Turismo na legenda com vistas à sucessão municipal de Salvador.

Questionado por este Política Livre,0  presidente do PSD confirmou que fala com o dirigente do time tricolor sempre, “a qualquer momento em que houver necessidade”, por conta da relação que possuem há mais de 10 anos e também por torcer pelo mesmo time. Brito, no entanto, não deixou de frisar que as portas do PSD estariam abertas para qualquer pessoa que se integrar ao projeto da agremiação.

“E por ele [Bellintani] ser amigo, melhor. Sou presidente do diretório e na hora certa, quem quiser fazer parte do nosso projeto, estaremos abertos”, admitiu. A declaração de Brito reforça a declaração do presidente do PSD na Bahia, senador Otto Alencar, de que o comandante do Esquadrão é “bem-vindo” em seu partido. E mais ainda, a decisão sacramentada pela legenda de que terá representante nas urnas no ano que vem na capital baiana.

Fernanda Chagas

4 de julho de 2019, 20:05

EXCLUSIVA Trecho de carta de Pinheiro à Folha que cita “Torre Pituba” causa tremedeira na Bahia

Foto: Divulgação/Arquivo

Ah, se a Torre Pituba falasse.....

Causou a maior tremedeira na Bahia o trecho da carta exclusiva que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro enviou à Folha, negando ter sofrido qualquer pressão para delatar o caso do triplex do ex-presidente Lula, em que ele cita explicitamente o depoimento que prestou no âmbito das investigações sobre a Torre Pituba, construída no Itaigara à bagatela de R$ 1,6 bi. Segundo a própria Folha, “trata-se de uma das principais ações em andamento em Curitiba no momento que envolve o pagamento de propina por empreiteiras no âmbito da construção da sede da Petrobras em Salvador. Léo Pinheiro prestou depoimento na semana passada nesse processo e acusou o ex-tesoureiro João Vaccari de articular pagamentos de propina a favor do PT. Ele não quis detalhar alguns pontos dos fatos e argumentou que são trechos sob sigilo em sua delação”.

4 de julho de 2019, 07:03

EXCLUSIVA A operação dos “camisas verdes”, por Raul Monteiro *

Alvo de uma bem orquestrada manobra do presidente da Câmara Municipal, Geraldo Jr. (SD), para evidenciar o que seria a desarticulação política do governo ACM Neto (DEM) na Câmara Municipal, em tese, sob a sua responsabilidade, o líder governista Paulo Magalhães (DEM) sentiu o golpe. Em conversa com jornalistas, colocou a culpa da aflição por que passou ontem no plenário da Casa no que classificou como “divergência” entre Poderes. Magalhães se referia ao fato de, de última hora, Geraldo Jr. ter colocado para votação um projeto da Prefeitura que concede isenção de ISS às empresas de transporte coletivo.

Fora uma resposta do presidente da Câmara a declarações dadas pela manhã pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana, Fábio Mota, cobrando dos vereadores a votação da matéria sob pena de a Casa poder ser responsabilizada por um eventual aumento da tarifa dos ônibus. Depois de mandar sua assessoria avisar aos jornalistas que prometia dois pronunciamentos contundentes para a tarde, Geraldo Jr. abriu a sessão protestando contra as chamadas “forças ocultas” que, segundo ele, estão sempre querendo garrotear a independência do Poder, e fez uma consulta aos líderes – do governo e da oposição – sobre a viabilidade de votar a matéria.

Não houve quem não dissesse que, apesar de não concordar com que o projeto de isenção fosse apreciado de forma açodada, atendia ao seu apelo para votá-lo ali, naquele momento. O presidente da Câmara passou, então, a bola para o líder do governo a fim de que encaminhasse a votação. Ao olhar à sua volta e ver que não contava com um número mínimo de 29 vereadores da base para aprovar a matéria, Magalhães foi forçado a recuar e admitir que não podia colocar o projeto em votação. Foi a glória da oposição ao prefeito na Câmara Municipal, que a saboreou sob o patrocínio ostensivo de Geraldo Jr.

A partir dali, a oposição pode ver a tensão em que o líder do governo submergiu, enquanto tentava sem sucesso derrubar a sessão pedindo contínuas verificações de quórum, ao tempo em que assistia o presidente da Câmara lhe garantir, sob holofotes e com o microfone à disposição, que só colocaria o projeto em votação se Magalhães assim lhe solicitasse. O líder do governo sabia do perigo que ele e a Prefeitura corriam. Caso a matéria fosse a votação e não pudesse ser aprovada por insuficiência de quórum, por exemplo, o projeto morreria, só podendo ser reapreciado no próximo ano, o que deixaria a Prefeitura perigosamente descoberta no assunto.

Foram algumas poucas horas que pareceram durar uma eternidade a Magalhães, mas puderam mostrar que quem estava ali na Praça Municipal com o poder, naquele momento, era um outro líder, que começou a operar com os chamados “camisas verdes”, um pequeno grupo de vereadores que vestiu o traje com o L de Líder com que ele se identifica e o acompanhou pelas ruas do Centro Histórico no desfile do 2 de Julho, na última terça-feira, convencido de que a Câmara pode ter um candidato à Prefeitura de Salvador no ano que vem. Depois do Cortejo, foi o primeiro lance dos “camisas verdes” para mostrar, no susto, que o jogo que está só começando tem de tudo, menos amadores.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

3 de julho de 2019, 20:24

EXCLUSIVA Oposição e situação incensam candidatura de Geraldo Jr. a prefeito em 2020

Foto: Política Livre

Para Aladilce, Geraldo Jr. é um quadro importante na política da cidade que qualificará o pleito eleitoral

Eleva-se o cordão, formalmente e informalmente, dentro da Câmara de Salvador em prol de uma possível pré-candidatura do presidente da Casa, vereador Geraldo Júnior (SD). à Prefeitura de Salvador. Integrante da bancada de oposição na Câmara, a comunista Aladilce Souza frisou que Geraldo Júnior reúne condições políticas de galgar uma pré-candidatura em 2020 e “ser eleito”.

“Geraldinho tem toda condição política de galgar uma candidatura a prefeito e ser eleito. Ele tem uma trajetória muito dinâmica na cidade, tanto em seus mandatos na CMS quanto na secretária municipal que ocupou [Trabalho, Esporte e Lazer de Salvador (Semtel)]. Então, é um quadro importante na política da cidade que, com certeza, qualificará o pleito eleitoral”, reforçou.

A oposicionista acredita ainda que se o presidente da CMS confirmar sua pré-candidatura, aglutinará o apoio dos colegas. “Eu acho que a tendência é ele contar com o apoio dos pares, mas é preciso lembrar que teremos uma eleição atípica, com mudanças nas regras, sem coligações, o que obrigará muitos partidos a lançarem candidato para alavancar chapa de vereadores, mas o processo é dinâmico e vamos ver como as coisas evoluem”, pontuou.

O PCdoB, partido que a vereadora integra, já confirmou o desejo de ter candidatura própria e tem como principal aposta a deputada federal Alice Portugal. O vereador Demetrio, integrante do mesmo partido do prefeito, o DEM, também classificou Geraldo Júnior como um nome diferenciado na CMS que pode ser um dos candidatos à sucessão do prefeito ACM Neto.

“Ele está fazendo um trabalho natural, é um grande nome, diferenciado na Câmara, que pode ser sim um dos candidatos a prefeito e levar boa parte dos amigos [vereadores]. Porque a política é isso, é dinâmica e ele faz parte da base do melhor prefeito do Brasil [ACM Neto] e se soma aos diversos nomes com possibilidade para a sua sucessão”, disse, reiterando ver Geraldo Júnior como grande líder do povo. “Tem vocação para o que faz”.

Questionado se entraria na lista dos apoiadores do membro do Solidariedade, contudo, não negou que seguirá a orientação do prefeito. “Eu sou amigo de Geraldinho sim, mas sigo a orientação do meu líder [ACM Neto]. Faço parte do DEM e sigo Neto”.

No cortejo do Dois de Julho, o esforço deflagrado pelo presidente da Câmara para se destacar como liderança política ascendente no campo municipal encontrou guarita entre parte dos vereadores – pelos seus cálculos, 28 vereadores teriam vestido a camisa verde com o L de líder com que se identifica.

Fernanda Chagas

3 de julho de 2019, 10:34

EXCLUSIVA PSDB não foi ao 2 de Julho, mas vai ter candidato à sucessão municipal em Salvador

Foto: Divulgação/Arquivo

Paulo Câmara é um dos nomes cotados para botar o bloco na rua em 2022

Apesar de não ter participado do 2 de Julho este ano, com suas principais lideranças presas em atividades em Brasília ou no interior, o PSDB avisa que está no páreo para a sucessão municipal de 2022, quando vai organizar o bloco para participar, primeiro, da Lavagem do Bonfim, em janeiro, e depois das comemorações pela Independência na Bahia. Por enquanto, os nomes com interesse na Prefeitura são os do ex-deputado João Gualberto e do deputado estadual Paulo Câmera.

3 de julho de 2019, 10:32

EXCLUSIVA Ausência de Rui Costa do 2 de Julho deixou petistas indignados com “desinteresse por Prefeitura”

Foto: Manu Dias/Arquivo/GovBa

Governador Rui Costa passou o 2 de Julho na Espanha

Os petistas ficaram indignados com a ausência de Rui Costa (PT) do desfile do 2 de Julho. Em conversas reservadas, dizem que o governador não poderia ter dado demonstração mais evidente de que “não está nem aí” para a sucessão municipal do próximo ano em Salvador sob a justificativa pomposa de que está na Europa buscando investidores para construir um Centro de Convenções na cidade, quando a Prefeitura já iniciou a construção de equipamento semelhante com prazo de entrega ainda para este ano. De quebra, acham que Rui foi o principal responsável pela desmobilização das oposições no Cortejo. “Não se entende o desinteresse político de Rui pela Prefeitura”, diz um vereador do partido.

3 de julho de 2019, 10:13

EXCLUSIVA Prefeitura identifica “camisas verdes” de eventual candidatura de Geraldo Jr.

Foto: Divulgação/Arquivo

Geraldo Jr. desfilou no 2 de Julho acompanhado dos "camisas verdes"

A mobilização de Geraldo Jr. (SD) para a participação no 2 de Julho permitiu à Prefeitura identificar quem seria o seu verdadeiro núcleo duro na Câmara Municipal ou “camisas verdes”, como passaram a ser chamados. São contados como fechados com o presidente da Casa até debaixo d´água, inclusive para uma eventual candidatura à sucessão municipal, os vereadores Maurício (DEM) e José Trindade (sem partido), Carlos Muniz (Podemos) e César Leite (PSDB). Teriam sido os únicos que trajaram a camisa verde que identificou o bloco de Geraldo Jr. até o fim da caminhada. Colegas como Henrique Carballal (PV), por exemplo, passaram pela turma, vestiram, mas tiraram a camisa. José Trindade é considerado dos mais aguerridos opositores da gestão municipal.

3 de julho de 2019, 08:57

EXCLUSIVA Receio de postura de confronto a ACM Neto tirou Bellintani do 2 de Julho

Foto: Correio

Ausência de Guilherme Bellintani do 2 de Julho, que surpreendeu, agora está explicada

Os conselheiros de Guilherme Bellintani no grupo do governador Rui Costa (PT) foram os principais responsáveis por sua ausência, ontem, no Cortejo do 2 de Julho, festa normalmente usada por políticos, principalmente em anos eleitorais, para se mostrar à população e buscar sua simpatia. Eles não queriam que Bellintani fosse vinculado ao presidente da Câmara Municipal, Geraldo Jr. (SD), com cuja linha de confronto ao prefeito ACM Neto (DEM), que começou a se delinear mais claramente no desfile, tanto o ex-secretário municipal de Turismo quanto os seus assim chamados articuladores discordam. O impasse surgiu para Bellintani no momento em que a imprensa anunciou, na semana anterior ao 2 de Julho, que o presidente da Câmara convidaria ele e o apresentador José Eduardo Bocão para desfilar ao seu lado. Foi avaliado ainda que participar da festa desconsiderando o convite poderia criar um problema com o próprio Geraldo Jr., o que também não interessa ao presidente do Esporte Clube Bahia nem a seus assessores neste momento. Em outras palavras: apesar de Bellintani não ter ido ao 2 de Julho, a candidatura à Prefeitura de Salvador em 2020 continua firme em seu radar.

2 de julho de 2019, 13:51

EXCLUSIVA 2 de Julho: Neto demonstra força e Geraldo Jr., que está em seu encalço, enquanto Rui e Bellintani somem

Foto: Prefeitura/Divulgação

Ajudado pela ausência do governador Rui Costa (PT) da festa e provavelmente pressionado pela agressividade adotada pelo presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Jr. (SD), que montou bloco próprio para desfilar no Cortejo, desconsiderando a prevalência de sua liderança no município, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), deu hoje uma grande demonstração de força no 2 de Julho, o que deve naturalmente ter beneficiado o seu candidato à sua sucessão, o vice e secretário municipal de Infraestrutura, Bruno Reis (DEM).

De longe, Neto foi o político baiano que liderou o maior cordão de gente pelas ruas do Centro Histórico, sem nenhum tipo de intercorrência, interagindo com populares, em gozo claro da popularidade que as pesquisas confirmam, e buscando espalhar o mesmo clima de reconhecimento sobre o seu grupo, no qual a figura de destaque foi a do “preferido” Bruno Reis. Para isso, funcionou, naturalmente, a grande mobilização iniciada por seus auxiliares na Prefeitura desde a sexta-feira passada, que motivou, inclusive, denúncias de aparelhamento da parte de adversários.

Mas, se neste primeiro momento, o movimento de Neto foi capaz de engolfar o esforço deflagrado pelo presidente da Câmara para se destacar como liderança política ascendente no campo municipal, cujo discurso de independência em relação ao grupo do prefeito encontra guarita entre parte dos vereadores – pelos seus cálculos, 22 vereadores teriam vestido a camisa verde com o L de líder com que se identifica – e mesmo populares, o prefeito terá ainda muito trabalho pela frente, se quiser neutralizar as prováveis futuras investidas de Geraldo Jr. em relação à Prefeitura e à sua própria liderança.

Em plena festa, a cobrança do vereador pela demissão do secretário municipal de Esportes, Alberto Pimentel, seu sucessor na pasta, em relação a quem disse que o prefeito tem sido “tolerante demais”, prontamente respondida de forma dura por Neto, observando que quem manda em sua administração é ele, foram apenas um pequeno exemplo do quanto a relação entre Câmara Municipal e Prefeitura poderá se tornar cada vez mais tensa, senão evoluir para um rompimento faltando ainda um ano para as eleições municipais, se um entendimento não for rapidamente construído.

A decepção do Cortejo ficou com o ex-secretário municipal de Turismo, Guilherme Bellintani, cujas ruas do Centro Histórico não viram a cara, apesar da grande expectativa que havia em relação a ele, que chegou a ser convidado pelo presidente da Câmara Municipal a integrar o seu bloco. Ainda que o 2 de Julho mais aguardado seja o do ano eleitoral de 2022, Bellintani não podia ter perdido a oportunidade de se mostrar à população, sobretudo neste momento em que, como demonstrou a festa, as articulações e a disputa claramente se anteciparam, acompanhando movimentos políticos inesperados.

A partir de hoje, a leitura que a classe política passou a fazer quase em uníssono é a de que o ex-secretário municipal de Neto que aparece como um nome a ser apoiado pelo time de Rui Costa, não é candidato a prefeito de Salvador, já que ele poderia ter saído puxando um pequeno grupo que fosse, até de torcedores fiéis do Bahia, Clube que dirige e que, para alguns, pode tanto catapultá-lo quanto sepultar seu sonho de concorrer à Prefeitura no ano que vem. Pode ser colocada integralmente na conta do ausente Rui Costa a grande desmobilização de seu grupo na festa, representado de forma rápida pelo senador Jaques Wagner (PT).

Como precisava voltar a Brasília, Wagner não acompanhou o Cortejo até o fim. Não fosse pela insistência de figuras como o deputado federal Nelson Pelegrino, do PT, e Alice Portugal, do PCdoB, ambos pré-candidatos à Prefeitura, que tradicionalmente acompanham o Cortejo, e do deputado federal Bacelar, que confirmou sua pré-candidatura pelo Podemos e colocou, no grupo do governo, o bloco mais organizado e populoso na rua, a lembrança de que a Bahia tem um governador passaria completamente despercebida em meio à maior festa cívica que celebra a importância política do Estado.

1 de julho de 2019, 20:10

EXCLUSIVA 2 de Julho: Expectativa é de ACM Neto, Geraldo Júnior e Wagner disputem espaço

Foto: Divulgação

Jaques Wagner, ACM Neto e Geraldo Jr.

Com a ausência do governador Rui Costa (PT), por conta de viagem à Espanha em busca de investimentos, o cortejo do 2 de Julho, nesta terça-feira, a mais de um ano das eleições para a Prefeitura de Salvador, deve assistir ao prefeito ACM Neto (DEM), o presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Júnior (SD), e o senador Jaques Wagner (PT) disputarem os holofotes da festa.

A presença de Neto e do seu grupo, que este ano vai à festa dividido, está confirmada. Será mais uma oportunidade de o prefeito apresentar à sociedade o nome do vice-prefeito Bruno Reis (DEM) como seu sucessor. Reis é a grande aposta do líder democrata que, embora não confirme um nome, já se antecipou à disputa, ao anunciar que em dezembro o martelo será batido, dando início de forma efetiva à corrida pelas urnas em outubro do próximo ano.

Enquanto isso, Geraldo Júnior, que oficialmente integra a base do gestor da capital baiana, mas vêm dando mostras cada vez maiores de independência, conforme antecipado por este Política Livre, deve liderar um grupo formado principalmente por vereadores no desfile. Ele também convidou para acompanhá-lo outros nomes que, vira e mexe, aparecem como igualmente interessados na disputa, a exemplo de Guilherme Bellintani, presidente do Esporte Clube Bahia, e do apresentador José Eduardo Bocão.

A estratégia do presidente da Câmara é buscar se fortalecer como alternativa à Prefeitura de Salvador. Enquanto isso, no campo de esquerda, onde o governador é tido como principal puxador de votos, mas acha precipitado tratar sobre nomes, o senador Jaques Wagner, com uma visão distinta, colocará seu bloco na rua. Diante do risco de esvaziamento no bloco governista, ele se dedicou ao trabalho de convocar a militância petista e de partidos aliados.

Com isso, os pré-candidatos do PT à Prefeitura de Salvador: os vereadores Moisés Rocha e Suíca, o deputado estadual Robinson Almeida, bem como os deputados federais Nelson Pelegrino, Walmir Assunção e Jorge Solla, se presentes, devem percorrer o Cortejo ao lado do ex-governador. Partidos como PSD, PCdoB e Podemos, por exemplo também devem buscar o fortalecimento dos seus projetos com vistas ao próximo pleito.

O Podemos já confirmou que buscará consolidar o nome do presidente do partido, deputado federal Bacelar, junto ao eleitorado. A tese é que mesmo sem um pré-candidato definido por parte de alguns partidos e mesmo sem o principal cabo eleitoral dos governistas, é imprescindível marcar território, como forma de não ficar para trás. Em especial, quando se coloca na balança a eleição “difícil” que está por vir, com as mudanças na legislação eleitoral, em especial com o fim das coligações.

1 de julho de 2019, 09:55

EXCLUSIVA Após assumir cargo no governo Rui, Fábio Radamilans deixará o PTB e se filiará ao PP

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Após o geólogo Fábio Rodamilans,filiado ao PTB, partido que integra a base e a administração do prefeito ACM Neto (DEM), desbancar o indicado da família Negromonte, Davi Simões da diretoria geral da Secretaria Estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento Básico (Sihs), foi confirmado com exclusividade a este Política Livre que ele deve deixar ninho petebista e se filiará ao PP, do vice-governador João Leão. Conforme assegurou o secretário-geral da sigla, Jabes Ribeiro, é decisão da Executiva Estadual que todos que ocupam cargo de dentro do espaço da legenda terão que ser filiados. “Esta é uma condição sine qua non e faz parte do jogo, desde que se tenha compromisso com o partido”, disse. Jabes explicou ainda, que o crescimento do PP e a, consequente, “guerra” por cargos, foi principal fator para a tomada desta decisão. “E a partir do momento que se ocupa um cargo, essa condicionante é imutável”, reforçou. Sobre a escolha pelo nome de Rodamilans, afirmou que trata-se de um técnico competente e que seu currículo foi avaliado e aprovado pelo secretário Leonardo Góes e avalizado pela direção do do PP. Contudo, Jabes nega tensionamento por espaços, em especial entre a família Leão e Negromonte. “Não existe estresse”, limitou-se. Sobre a saída de Simões da Sihs, homem de confiança do conselheiro do Tribunal de Contas do Município e do seu filho, o deputado federal Mário Negromonte Júnior, informações chegadas a reportagem dão conta de que ele permanece na gestão do governador Rui Costa, mas não mais na cota do PP. Simões teria recebido um convite para integrar os quadros da Conder e aceitado o desafio. O presidente estadual do PTB, Benito Gama foi procurado, mas não atendeu as ligações.

28 de junho de 2019, 11:52

EXCLUSIVA Com R$ 25 mil mensais de aposentadoria, Pinheiro se aposenta também da política

Foto: Divulgação/Arquivo

Pinheiro foi senador por oito anos, mas saiu com aposentadoria de marajá

Petistas e lideranças de outros partidos alinhados ao governador Rui Costa (PT) estão convencidas de que, com o pedido de aposentadoria concedido recentemente pelo Senado, o ex-senador Walter Pinheiro, atual secretário estadual de Planejamento, aposentou-se também da política. Em troca, terá garantida a bufunfa de R$ 25 mil mensais do erário.

28 de junho de 2019, 09:19

EXCLUSIVA 2 de Julho: PT manda recado a PSOL de que não aceitará agressões em Cortejo

Foto: Divulgação/Arquivo

O clima não estaria bom entre os esquerdistas PT e PSOL na Bahia

Lideranças importantes do PT mandaram ontem recado claro à direção do PSOL de que não vão aceitar de bom grado provocações ou agressões ao partido e, especialmente, ao secretário estadual de Educação, Jerônimo Rodrigues, durante o Cortejo do 2 de Julho.

Os petistas teriam sido informados de que o time mais radical do PSOL preparava duros protestos contra o partido do governador Rui Costa e do secretário, apontado como responsável pelo esvaziamento do movimento grevista nas universidades estaduais, hoje um dos redutos dos psolistas.

Os petistas mandaram avisar que não vão aceitar desrespeito a Jerônimo, sobretudo no momento em que ele admite a possibilidade de ser candidato à sucessão do governador, em 2022. Com a consolidação do PT no governo, o PSOL passou a ocupar redutos que antes eram dos petistas, no âmbito das redes municipais e estadual da Educação.

 

28 de junho de 2019, 07:15

EXCLUSIVA AGU entra em processo contra mecânico que virou latifundiário no Oeste da Bahia

Foto: Divulgação

A Advocacia Geral da União (AGU) defendeu, no Supremo Tribunal Federal (STF), a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de anular uma controversa portaria do Tribunal de Justiça da Bahia que, segundo denúncias, vem prejudicando cerca de 300 agricultores no Oeste do Estado.

Editada em 2015, a portaria transferiu 366 mil hectares de terra em Formosa do Rio Preto a um único homem, o mecânico José Valter Dias, e anulou as matrículas de imóveis de todos os agricultores que estão na região há mais de 30 anos. A área equivale a cinco vezes o tamanho de Salvador.

Em março deste ano, por 12 votos a 1, o CNJ anulou a portaria, apontando que ela causou efeitos “nefastos” na região. A defesa de José Valter Dias entrou com ação (mandado de segurança) no STF pedindo à Corte que cancele a decisão do Conselho. A defesa alega que a decisão do CNJ seria “ilegal”, por não ter ouvido o mecânico.

A União pediu para fazer parte do processo “para que possa adotar as providências que entenda adequadas à defesa do interesse público”. Em manifestação encaminhada esta semana, a AGU ressaltou a “patente ausência de plausibilidade nas alegações” da defesa de Dias.

Segundo o órgão, a decisão do CNJ teve o objetivo justamente de preservar as garantias “do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, e, também, da segurança jurídica” – já que a portaria do TJBA anulou 300 matrículas de imóveis sem sequer ouvir os agricultores que estão há mais de três décadas na região.

27 de junho de 2019, 20:07

EXCLUSIVA “Contraponto” de Geraldo Jr. à liderança de Neto anima PT a buscar aproximação com ele

Atentos às movimentações políticas do presidente da Câmara Municipal, vereador Geraldo Jr. (SD), com relação à sucessão municipal, setores do PT passaram a defender a abertura de um diálogo “franco e aberto” com ele sobre as próximas eleições em Salvador o quanto antes.

A sugestão leva em conta a aproximação do presidente da Câmara de Salvador com o governador Rui Costa (PT), que ficou explícita mais recentemente no São João, quando o vereador foi e voltou a Amargosa para ficar no mesmo palanque que o petista.

Os defensores de conversas formais com Geraldinho acham também que o partido e seus articuladores não podem desconsiderar a ascendência de sua liderança no campo municipal, principalmente junto aos vereadores, nem o fato de comandar um Poder que pode desempenhar papel fundamental nas próximas eleições.

O assunto deve ser tratado, inclusive, em uma reunião do Grupo de Trabalho Eleitoral do partido do governador em Salvador, onde tanto a estratégia quanto as candidaturas e a política de alianças do PT para as próximas eleições municipais na capital devem começar a ser discutidas a partir de agora.

Um dos petistas que falou com este Política Livre sobre o assunto disse que a sigla precisa avaliar que, apesar da trajetória de vinculação com ACM Neto (DEM), de quem foi um prestigiado secretário municipal de Esportes, é evidente que Geraldo Jr. “se desgarrou” do grupo do prefeito.

“Para o mundo político, está claro que Geraldo Jr. é alguém que teve a coragem de se distanciar da liderança de Neto, exercendo hoje ele próprio uma liderança inconfundível no plano municipal”, declarou a mesma fonte, observando que o PT não pode desconsiderar “o crescimento político” do vereador.

A excelente relação que, segundo ele, o presidente da Câmara possui com a bancada municipal do PT só facilita o plano de aproximação formal com Geraldo Jr. “É meio caminho andado”, afirma, acrescentando que a idéia de abertura de um canal de conversas com o presidente da Câmara se fortaleceu hoje.

O motivo foi o fato de o partido ter tomado conhecimento de que o vereador se prepara para desfilar na festa do 2 de Julho, na próxima terça-feira, ao lado de outros nomes lembrados para disputar a Prefeitura de Salvador, a exemplo do apresentador José Eduardo Bocão e do presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, que não estão no campo político do prefeito.