6 de julho de 2017, 07:54

EXCLUSIVA Plano de Lúcio na chapa (de ACM Neto) fracassa, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Lúcio Vieira Lima, irmão do ex-ministro Geddel

Aproveitando a prisão de Geddel Vieira Lima, controlador do PMDB baiano, o PT acaba de lançar uma ofensiva para tentar colar a imagem do ex-ministro a ACM Neto (DEM) e buscar desgastar o prefeito, estratégia semelhante à que seus principais líderes no Estado, a exemplo do ex-governador Jaques Wagner, já vinham adotando em relação a Michel Temer (PMDB) e o democrata. O movimento, que tem como pano de fundo a sucessão estadual de 2018, não deve ser bem sucedido. Da mesmíssima maneira que as pesquisas mostram que não houve até agora associação entre Neto e o presidente da República, a história de colaboração do prefeito com Geddel nunca o prejudicou.

A primeira constatação ocorreu já na última campanha municipal, quando Neto deixou explícito o apoio do PMDB ao seu nome e se reelegeu com mais de 70% dos votos válidos. Naquele momento, embora a imagem de Geddel não estivesse tão deteriorada, é fato que ela já não era muito boa em Salvador, especialmente nos segmentos médios da população, onde o ex-ministro sempre enfrentou forte rejeição. No entanto, se o relacionamento com Geddel não representa um problema para o prefeito, não se pode dizer o mesmo para o peemedebista e seu partido, depois dos últimos e bombásticos acontecimentos.

Assim como o ex-ministro já estava praticamente convencido de que perdera as condições políticas para pleitear espaço na chapa que Neto deve encabeçar em 2018 ao governo, depois de sua rumorosa saída do ministério de Michel Temer e da batida que a Polícia Federal dera em sua casa de praia, no início deste ano, os quais devem ter ampliado o seu desgaste na opinião pública, não é menos verdadeira a tese de que, exatamente por este motivo, Geddel passara a acalentar a idéia de lançar em seu lugar, para uma das vagas ao Senado, o nome do irmão, o simpático deputado federal Lúcio Vieira Lima.

Entretanto, dado o vínculo umbilical e a identidade entre os dois, o projeto, se em algum momento verdadeiramente existiu, naufragou desde a última segunda-feira, data em que o ex-ministro foi preso. Isso não significa que o PMDB esteja, no entanto, excluído da chapa com que o prefeito de Salvador pretende enfrentar o governador Rui Costa (PT), candidato à reeleição. Afinal, como disse uma importante fonte do partido a este colunista, sob a condição de anonimato, o “PMDB não é só Geddel”, agrupando hoje na Bahia cinquenta prefeitos e seis deputados estaduais, além de um portentoso tempo de televisão para nenhum candidato botar defeito.

Há um outro detalhe, na concepção da turma que, embora aliada e solidária ao ex-ministro neste momento, assiste ao desdobramento dos eventos sem perder de vista o que chama de necessidade de “sobrevivência do partido”. Sem a marca Vieira Lima à frente, o PMDB torna-se naturalmente uma legenda muito atrativa, por exemplo, para o PT de Rui Costa, com o qual Geddel brigou de morte na Bahia. Em outras palavras, mesmo sem Geddel ou Lúcio na chapa, Neto não vai poder abrir mão do PMDB ao seu lado na tentativa de derrotar o governador. Mas antes o partido terá que construir sua alternativa.

5 de julho de 2017, 19:38

EXCLUSIVA Relator de denúncia contra Temer atuou como advogado da Rede Globo

Foto: Ag. Brasil

Sérgio Zveiter atuou, inclusive, na Bahia, no episódio de troca de retransmissão da Globo da TV Aratu para a TV Bahia

A Rede Globo mente quando diz que o deputado federal Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), escolhido para relator da denúncia do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), é ligado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Zveiter é, na verdade, ligado à própria Globo, à qual seu escritório de advocacia prestou inúmeros serviços, inclusive na Bahia, onde atuou no episódio de transferência da retransmissão da emissora da TV Aratu para a TV Bahia, no final dos anos 80. Temer está perdido!

5 de julho de 2017, 16:11

EXCLUSIVA Neto manda recado à base de que não aceitará ações oportunistas contra PMDB

Neto faz selfie durante assinatura do contrato para entrega da casa própria a 440 famílias do Recanto do Luar, em Cajazeiras

O prefeito ACM Neto (DEM) mandou hoje um recado à base de que não vai permitir em hipótese alguma que se queira aproveitar o difícil momento que os irmãos Vieira Lima estão passando para tirar proveito político da situação. Do lado de Neto, qualquer tentativa de caça a prefeitos peemedebistas ou mesmo de diminuir o tamanho do PMDB aproveitando o desgaste vivido pelos controladores do partido na Bahia não terá o mínimo apoio.

4 de julho de 2017, 12:04

EXCLUSIVA Arthur Maia joga toalha: “Não há clima para tratar da reforma da Previdência”

Foto: Divulgação

Arthur Maia é relator da reforma da Previdência

Atropelado pela crise em que o governo do presidente Michel Temer (PMDB) submergiu, o relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, o baiano Arthur Maia (PPS), já jogou a toalha com relação à aprovação da matéria neste governo. “Não tem clima para conversar sobre isso. A agenda do governo agora é a auto-salvação”, diz Maia ao Política Livre, acrescentando achar difícil que o presidente caia, embora a agenda principal do executivo, voltada para derrubar a abertura da denúncia do Supremo Tribunal Federal (STF) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), esteja dragando todas as energias do governo. “Acho que (a denúncia contra o presidente) não passa, mas como será o dia seguinte? A situação é de insegurança absoluta”, diz Maia, avaliando, no entanto, que ainda há condições de aprovação da reforma trabalhista, considerada pelo governo e o mercado, junto com a da Previdência, essencial para tirar o país da crise. Para Maia, a proposta deve ser aprovada pelo Congresso não pela força do governo, mas pelo desgaste dos sindicatos, cujo radicalismo e visão atrasada dos problemas do país, em sua avaliação, têm provocado indignação na população.

4 de julho de 2017, 08:28

EXCLUSIVA Prisão provoca movimento por substituição de Geddel da presidência do PMDB

Foto: PMDB

Parede da sede do PMDB foi recentemente alvo de pichação

A prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, ontem, na operação Cui Bono?, da Polícia Federal, desencadeou um tímido movimento interno no PMDB baiano pela substituição do político da presidência estadual do partido. Alguns parlamentares peemedebistas já começam a manifestar desconforto com a situação, preocupados com sua repercussão nas eleições do ano que vem e a exploração política do fato por parte dos adversários, especialmente do PT.

A maioria, no entanto, ainda tem receio de se colocar publicamente, uma vez que a família Vieira Lima tem o controle absoluto da máquina partidária e Geddel é apontado pela maioria deles como uma figura vingativa. “Apesar de muito se dizer que Geddel seria preso, ainda está tudo muito cedo. Precisamos ver, primeiro, se a prisão vai se prolongar, para depois tomar decisões”, disse um parlamentar peemedebista, com muita cautela, ao Política Livre.

Mesmo assim, deputados como Hildécio Meirelles revelavam ontem seu desconforto na Assembleia Legislativa. Ele é membro da executiva estadual peemedebista e defendia que a agremiação se reunisse o mais rapidamente possível para avaliar a situação de Geddel e sua eventual substituição. Para o parlamentar, a primeira medida é manifestar solidariedade a Geddel e convocar uma reunião para discutir que rumo tomar em relação à prisão do ex-ministro dos governos Lula, Dilma e Temer.

Um outro deputado, sob a condição de anonimato, também contou ao site que não é verdade que Geddel havia se afastado da política desde a sua traumática saída, em novembro do ano passado, da secretaria de Governo do presidente Michel Temer, onde tinha extremo poder, por fazer toda a articulação do governo. Depois de deliberadamente submergir, o peemedebista chegou a afirmar que a política “foi um rio que passou em sua vida”, dando a entender que não tinha mais interesse na atividade.

Segundo esta mesma fonte, Geddel vinha trabalhando – e muito – na sede da legenda, no Stiep. Tanto que, mesmo sob todo o bombardeio de que o governo Temer é alvo, ele conseguiu emplacar Ricardo Saback no comando da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), nomeação cujo cancelamento chegou a ser pedido na Justiça recentemente pelo vereador José Trindade (PSL), líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador. Trindade é um dos políticos mais ligados ao governador Rui Costa (PT) no Estado.

3 de julho de 2017, 19:31

EXCLUSIVA Mundo político contava com prisão de Geddel desde queda do ministério

Foto: Ag. Brasil/Arquivo

PF começou a rondar Geddel desde novembro do ano passado

O mundo político contava com a prisão de Geddel Vieira Lima pelo menos desde a sua saída do governo Michel Temer (PMDB), em novembro do ano passado, quando deixou a secretaria de Governo e perdeu a prerrogativa de foro. Na época, um deles, com interlocução frequente com o ex-ministro, sob a condição de anonimato, chegou a afirmar a este Política Livre que só uma “figura passional como Geddel poderia ter deixado que uma briga com um colega menor” pudesse derrubá-lo do ministério, o que o expunha “a toda sorte de intempéries” num cenário dominado por investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Era uma referência ao ex-ministro Marcelo Calero, da Cultura, cuja briga com Geddel por causa da construção de um prédio na Ladeira da Barra, onde o peemedebista possui um apartamento, derrubou os dois. Coincidentemente, a Polícia Federal começou a rondar a vida do ex-ministro logo após a sua saída do ministério. Naquela semana, daria uma batida na casa de um ex-assessor seu, Leonardo Américo Silveira de Oliveira, que fora subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo, numa operação que investiga um esquema de desvios de recursos destinados ao transporte escolar num município baiano, sem vínculos com o ex-chefe. O próximo contato da PF com Geddel aconteceu no dia 13 de janeiro deste ano, na casa de praia do próprio presidente do PMDB da Bahia, em Interlagos, onde foi cumprido mandado de busca e apreensão. Tratava-se já da Operação “Cui Buono?” (a quem beneficia?), que apura um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica entre 2011 e 2013, a mesma que levou agora o ex-ministro à prisão. Então, o doleiro Lúcio Funaro, acusado de participar do esquema junto com o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), já havia sido preso, mas se recusava a fazer delação. A ação da Polícia Federal contra Geddel ocorre exatamente depois das especulações de que tanto Cunha quanto Funaro já negociam acordos de colaboração premiada e sob o argumento de que o ex-ministro tentou comprar o silêncio de ambos.

3 de julho de 2017, 07:46

EXCLUSIVA Wagner nas Relações Institucionais?, por Raul Monteiro

Foto: Evandro Veiga/Correio*

Ex-governador Jaques Wagner

A desenvoltura política com que o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, circulou nos protestos contra o governo Michel Temer (PMDB), na última sexta-feira, e mesmo ontem, durante o cortejo do 2 de Julho, mirando, sobretudo, no prefeito ACM Neto (DEM), a quem dirigiu, entre outras acusações, a de tramar pela ascensão à Presidência da República do amigo e presidente da Câmara dos Deputados, o democrata Rodrigo Maia, reforçou as especulações, que já circulam nos meios governistas, de que ele pode estar de mudança de pasta no âmbito da gestão Rui Costa.

Os comentários são de que o governador estuda a possibilidade de deslocar o amigo e antecessor para a secretaria de Relações Institucionais, onde hoje está aboletado o petista Josias Gomes. Menos pelos resultados dados por Josias, que continua gozando de muito prestígio no governo e da absoluta confiança do governador, mas pela determinação de repetir uma parceria que firmaram na sucessão estadual passada, quando, no entanto, estavam em papéis invertidos: o primeiro mandatário na condição de secretário de Relações Institucionais e Wagner, no papel de governador determinado a fazer seu sucessor.

A bem da verdade, desde que circulou a informação de que o governador pretendia trazer para o governo o ex-ministro do governo Dilma Rousseff, a primeira pasta sobre a qual se especulou que ele iria foi a secretaria de Relações Institucionais, o que implicaria na remoção para outra posição de Josias Gomes. Na mesma época, houve quem opusesse resistência à idéia que posteriormente viria a se concretizar de Wagner assumir um posto no governo, observando que seria muito difícil abrigar sob o mesmo teto um governador e um ex em completa harmonia e, mais importante do que isso, sob o espírito de cooperação mútua.

Ocorre que, neste meio tempo em que Rui e Wagner passaram a ser comandante e comandado, apesar de o segundo ter ficado distante das Relações Institucionais, pelo menos oficialmente, os dois não só testaram a experiência de conviverem de novo, em posições hierarquicamente trocadas, como passaram no teste, mostrando a aliados e a adversários que o experimento não só era possível, como pode dar resultados para lá de positivos quando se atua pensando no grupo e numa meta maior, como a de conquistar e manter o poder, na qual elementos desagregadores como vaidade não podem interferir.

A despeito das suspeitas, principalmente dos aliados, de que o experimento poderia não dar certo, o sucesso da parceria retomada foi tão grande que hoje anima os dois a trabalharem a idéia de melhorarem ainda mais a colaboração mútua sob a perspectiva de repetirem a experiência que, no passado, pode viabilizar o sucesso do grupo com a eleição de Rui ao governo do Estado. É possível que o bem-sucedido acordo entre as duas mais importantes figuras do PT baiano tenha se viabilizado pela coincidência de suas personalidades complementares. Não deixa de ser, no entanto, algo que se pode admirar.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

1 de julho de 2017, 10:13

EXCLUSIVA Líder emergente do Judiciário, Socorro pode emplacar Olegário como sucessor

Foto: Divulgação/Arquivo

Estilo de comando de Socorro é maior trunfo da presidente do TJ

No Tribunal de Justiça do Estado, já se dá como certo que a presidente da Corte, desembargadora Maria do Socorro, vai apoiar o colega Olegário Monção Caldas à própria sucessão, em novembro deste ano.

Olegário, um dos derrotados por Socorro nas eleições à mesa diretora do TJ, em 2015, ganhou a confiança pessoal da presidente, que tem procurado abrir espaço para ele nas oportunidades que se apresentam.

Apesar de não ser exatamente popular entre os colegas, tudo indica que o nome do desembargador surgirá com força no cenário sucessório do TJ por conta do prestígio e da liderança conquistadas por Socorro no curso do atual mandato.

Além de vir demonstrando uma habilidade política fenomenal, seja nas relações internas no Judiciário, principalmente com os colegas, seja no relacionamento com os demais Poderes, a presidente é considerada uma figura absolutamente cativante.

O governador Rui Costa (PT), por exemplo, é seu fã confesso. Em evento recente com um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na Bahia, o chefe do executivo estadual, normalmente muito comedido, se desdobrou em elogios à desembargadora.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel (PSD), e a mulher, Eleusa Coronel, são outros que não escondem a admiração por Socorro, a quem se referem como uma personalidade encantadora.

Considerada uma incógnita no início do mandato, Socorro logo demonstraria forte capacidade de liderança para chefiar um Poder onde interesses e vaidades são enormes, pondo fim rapidamente ao período de tensionamento herdado da gestão anterior.

A postura repercutiria externamente, apaziguando também o relacionamento com os demais Poderes.

 

30 de junho de 2017, 16:35

EXCLUSIVA Vereador Sabá chama a si de covarde e secretários municipais de “debochados”

Foto: Divulgação/Arquivo

Vereador Sabá poupou uns poucos secretários municipais de críticas

Irritado com a dificuldade para falar com secretários municipais, o vereador Sabá fez um desabafo no grupo que os membros da Câmara Municipal de Salvador mantêm no WhatsApp, chamando todos aqueles que não o atendem de “debochados”. “Francamente, não sei para que certos secretários têm celular, tel fixo, zap, entre outros, simplesmente não atendem, não retornam bolufas de nada e isso me faz lembrar a música de Luiz Caldas “Deboche”, uns verdadeiros debochados, aliás, deveriam fazer um time e dar o nome de os Debochados Esporte Clube”, afirmou. Ele colocou no time Fábio Mota (Mobilidade), Luiz Carrera (Casa Civil), Guilherme Bellintani (Turismo), Fabrízzio Muller (Transalvador), Sérgio Guanabara (Urbanismo), Paloma Modesto (Educação), Tiago Dantas (Gestão) e Paulo Souto (Fazenda). “Está aí um timaço que não conta com a minha simpatia e muito menos a minha torcida”, assinalou Sabá, que, no entanto, elogiou o comportamento de Tia Eron (Promoção Social), Marcília Bastos, Geraldo Jr. (Esportes), Cláudio Tinoco (Cultura) e Alberto Braga (Cogel). “Para esses eu bato palmas”, completou.  O líder da oposição na Câmara, José Trindade (PSL), aproveitou a oportunidade para fustigar Sabá. “Querido Sabá, vc tem o celular do prefeito? Deve ligar direto e reclamar. Caso não tenha, me fale pelo privado que lhe passo. Também me coloco à disposição para resolver qualquer pendência junto aos secretários estrela (sic)”, disse o oposicionista. Depois de fazer o desabafo e responder a algumas provocações, Sabá disse que para jogar com o time do Clube de Debochados, criaria o “Covardes Esporte Clube”, forma com que chamou os vereadores “iguais a mim”, que sofrem com “os descasos, desrespeitos e não se pronunciam. Estão abertas as inscrições, quem se calar diante deste absurdo fará parte deste time”.

30 de junho de 2017, 12:25

EXCLUSIVA Efeitos da denúncia de Janot contra Temer no Congresso são devastadores

Foto: Facebook

Presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco é um dos que já se deram bem com a denúncia de Janot contra Temer

Para júbilo dos parlamentares, especialmente os do PMDB de Michel Temer e do chamado Centrão, onde se agrupavam os principais aliados do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de triste memória, o Congresso transformou-se num dinâmico balcão de negócios após a denúncia do procurador geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da República.

Ciente do seu poder, o presidente da Comissão de Constituição de Justiça, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), por exemplo, cobrou alta fatura para definir um relator “sensível” no colegiado que decidirá se a denúncia de Janot será aceita ou não na Câmara: a troca do presidente de Furnas. Sai Ricardo Medeiros e entra Julio Cesar Andrade.

Pacheco diz que é uma demanda antiga de Minas, mas na verdade é um desejo antigo dele. Se o presidente da CCJ aproveitou a oportunidade criada pela denúncia de Janot para pedir tamanha fatia do Estado, imagine o que estão a exigir, nos corredores e gabinetes do Palácio do Planalto, os deputados que votarão na Comissão.

Temer é indefensável, suas relações antirepublicanas se tornaram vexatoriamente públicas, mas está conseguindo se manter no cargo exatamente na base do toma lá dá cá. Quanto tempo isso vai durar? Enquanto o Estado bancado com o suado dinheiro do contribuinte puder prover a base com mais espaço na máquina pública.

Raul Monteiro*

30 de junho de 2017, 07:00

EXCLUSIVA “Quem quiser voto, que procure trabalhar”, diz Zé Neto sobre sucessão de 2018

Foto: Reprodução

Zé Neto é líder do governo na Assembleia Legislativa

O agravamento da crise política, os desdobramentos da Operação Lava Jato e a comoção popular devem tornar a disputa pelos cargos eletivos em 2018 ainda mais acirrada. É o que avalia o deputado estadual Zé Neto (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa. Em entrevista a este Política Livre, ele diz que nunca imaginou que a crise no Brasil ‘chegasse numa profundidade tão grande’ e afirmou que será preciso ‘garimpar’ no interior para as próximas eleições. “Quem quiser voto (em 2018), que procure trabalhar”, afirma. Para o petista, é preciso ajudar os movimentos sociais a participarem dos atos nas ruas. “A cada momento que passa, vejo que o que queriam é fazer é aprovar as reformas que são danosas ao povo brasileiro. Pra mim, está claro que a política brasileira está em um dos piores momentos. Tudo isso devemos tirar de aprendizado. Enquanto isso, é partir para o interior”, completa Zé Neto.

29 de junho de 2017, 19:21

EXCLUSIVA Zé Neto defende Planserv: “Não há nenhuma crise”

Foto: Reprodução

O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Zé Neto (PT), saiu em defesa do plano de saúde do Governo do Estado, o Planserv, após críticas do deputado democrata Alan Sanches. O vice-presidente da comissão de Saúde e Saneamento da Casa afirmou que existe um ‘caos’ na rede de atendimento, depois que os hospitais Santa Isabel e Português deixaram de atender os beneficiários do plano [veja aqui]. Para o petista, o Planserv ‘precisa ser comemorado’. “Hoje, são investidos R$ 1,5 bilhões na saúde do estado através do plano. É fruto de um trabalho consistente. A crítica do colega Alan Sanches, a quem eu muito respeito, é uma situação pontual, inclusive gerada pelo aumento do fluxo, de quase 25%, o que fez com que o Panserv fizesse todo um processo de investigação nos grandes prestadores. Isso é feito com transparência e plena responsabilidade. Não há nenhuma crise”, garantiu o deputado, em conversa com este Política Livre. Classificando o Planserv como um dos melhores planos do Brasil, Zé Neto disse que a evolução do atendimento é um ‘trabalho muito consistente’. “Vários planos deixam de existir quando estão com grandes prestadores. Claro que vai encontrar dificuldades, principalmente com o aumento do desemprego. Em determinado momento há ruídos, mas não há nenhuma quebra de compromisso. São somente adequações às iniciativas que visam estabelecer critérios mais rigorosos no controle do plano”, pontuou o petista.

29 de junho de 2017, 07:40

EXCLUSIVA O fantasma de Joesley entre Temer e Janot, por Raul Monteiro

Foto: Reprodução

Michel Temer e Joesley Batista

Já se sabe o preço que a sociedade brasileira pagará pela sobrevivência do combalido e indefensável presidente Michel Temer (PMDB) depois da denúncia por corrupção passiva feita contra ele pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, na última terça-feira. Não são poucos os deputados da base que veem na situação uma oportunidade ímpar para elevar seu cacife na hora de votar pela rejeição da acusação contra o presidente. Trata-se de momento propício para mostrarem a Temer o quanto são seus amigos leais, solícitos, fraternos. E cobrarem a fatura que o contribuinte pagará.

Num país cuja população foi dividida pelo PT e em que a sociedade já chegou ao limite da tolerância com tanta instabilidade provocada por mudanças e escândalos políticos constantes, ainda mais sob um cenário em que a economia respira com a ajuda de aparelhos, falta hoje a chamada “rua” para liderar um movimento popular pela saída do presidente, o que é mais um incentivo para que o Congresso deixe-o aonde está e, melhor ainda, mais fragilizado e suscetível aos apelos e pressões de deputados e senadores. É o que a iniciativa do procurador, acusado de atuar politicamente pelo governo, poderá, no máximo, produzir.

Se, com a ajuda da cobertura portentosa que a Globo dá ao caso do presidente sem jeito, Janot produziu mais um estrago na nau de Temer capaz de sugerir um eventual naufrágio a qualquer momento, não foi, no entanto, menor o prejuízo que o principal mandatário do país gerou ao Ministério Público Federal, que justificadamente o acusa, com os ataques que dirigiu ontem, na maior sem cerimônia, ao procurador geral da República. Num caso claro de aberto confronto institucional que não se via desde a redemocratização, Temer insinuou que Janot recebeu dinheiro da JBS para produzir a denúncia que hoje é seu calcanhar de Aquiles.

Usou para isso o amplamente criticado acordo de delação premiada celebrado pelo procurador com o empresário Joesley Batista, reprovado, segundo o DataFolha, por mais de 70% da população brasileira, de tão acintoso, e fatos subsequentes, qual sejam, o pedido de exoneração de um procurador da República, que trabalhou na Operação Lava Jato, de um cargo vitalício e excelentemente remunerado para atuar como advogado no acordo de leniência da empresa sob, segundo o presidente, honorários milionários. Detalhe, sempre segundo Temer: o ex-procurador era diretamente subordinado a Janot.

O presidente não revelou o valor que teria sido negociado pelo ex-procurador com a J&F, controladora da JBS, mas, provavelmente ajudada por ele, Brasília toda comenta que ultrapassou a fábula dos R$ 50 milhões. Agora, até a OAB do Rio quer investigar a conduta do ex-procurador. Está aí uma “ilação”, para usar palavra do próprio presidente, que o desgastado Temer não ousaria fazer, caso Joesley, pelo quantidade de crimes que assumidamente cometeu, estivesse, como tantos outros empresários brasileiros que se apropriaram do Estado sob a liderança do PT e combinação com os partidos aliados, estivesse atrás das grades.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

27 de junho de 2017, 14:12

EXCLUSIVA Medrado assume mandato de deputado federal e pode ingressar no “Podemos”

Foto: Divulgação/Arquivo

Marcos Medrado assume mandato depois de cinco meses de indefinição

Depois de cinco meses de indefinição, tomou finalmente posse hoje em Brasília como deputado federal o ex-deputado Marcos Medrado. A amigos, ele se queixou da demora para se decidir a supostas dificuldades e manobras executadas pelo grupo do prefeito ACM Neto (DEM), que criou as condições para sua ascensão no momento em que convidou a deputada federal Tia Eron (PRB) para assumir a secretaria municipal de Ação Social. Tudo indica que ele se filiará ao Podemos, partido que na Bahia é comandado pelo deputado federal Bacelar.

26 de junho de 2017, 11:42

EXCLUSIVA Três baianos vão votar denúncia contra Temer na Comissão de Constituição

José Carlos Aleluia (DEM), Jutahy Magalhães Jr. (PMDB) e Félix Mendonça Jr. (PDT)

Três baianos integram, na condição de titulares, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, a qual será a primeira a apreciar um eventual pedido de abertura de processo contra o presidente Michel Temer (PMDB) a ser formulado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, por crime de corrupção. São eles: Jutahy Magalhães Jr., do PSDB, José Carlos Aleluia, do DEM, e Félix Mendonça Jr., do PDT. Os baianos já estiverem no centro de outra decisão importante recentemente: enquanto Jutahy e Aleluia votaram pela abertura do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Félix Jr. votou contra. A expectativa é de que Janot apresente no máximo até amanhã a denúncia contra Temer. A decisão da CCJ decidirá se o pedido será arquivado ou decidido em plenário pelos parlamentares. Há outros baianos na Comissão, mas na condição de suplentes, o que significa que só serão chamados a votar, caso os titulares de seus partidos ou coligações não compareçam.