14 de dezembro de 2017, 12:53

EXCLUSIVA Pagamento de emendas a petistas põe Imbassahy em maus lençóis com governistas

Foto: Divulgação/Arquivo

Ex-ministro Antonio Imbassahy

A divulgação de uma lista comprovando que os deputados federais do PT Nelson Pelegrino, Afonso Florence e Moema Gramacho, que fazem oposição ferrenha ao presidente Michel Temer (PMDB), tiveram o maior volume de emendas liquidadas no Orçamento de 2017, comparativamente a parlamentares da base governista que suam a camisa pelo governo, deixou os governistas em pé de guerra contra o ex-chefe da secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB). De posse dos números, muitos aproveitaram para comemorar sua queda do governo e afirmar que “foi por estas e outras ” que o tucano acabou sendo praticamente humilhado em seus últimos dias no ministério sem que nenhuma voz fosse levantada em sua defesa. “Que tipo de relação ele desenvolveu com o PT enquanto esteve no Planalto para permitir que a oposição se beneficiasse desta forma?”, questionou um governista convicto, referindo-se ao pagamento das emendas dos petistas em detrimento da de aliados.

12 de dezembro de 2017, 15:37

EXCLUSIVA José Rocha nega interesse em indicar sucessor de Pedro Dantas na Codeba

Foto: Divulgação/Arquivo

Líder do PR na Câmara dos Deputados, José Rocha

O deputado federal José Rocha, líder do PR na Câmara, negou agora há pouco qualquer interesse na indicação do novo titular da Codeba. Ele atribuiu o “vazamento” da informação inverídica ao próprio Palácio do Planalto, que, em sua avaliação, estaria interessado em desgastá-lo ao tentar vincular a indicação do gestor da companhia das docas da Bahia a um provável voto favorável seu à reforma da Previdência. Rocha acha difícil votar a favor da proposta hoje, principalmente porque considera que o governo não cumpriu sua parte de buscar convencer a sociedade sobre a real necessidade da reforma e o corte dos privilégios, o que torna, em sua avaliação, o apoio às medidas pelos parlamentares eleitoralmente muito oneroso. “Faltou comunicação. Disse ao presidente (Michel Temer), inclusive, que precisa usar mais as rádios no interior para a divulgação dos benefícios que a reforma vai trazer”, afirmou o parlamentar em conversa com este Política Livre. A direção da Codeba está vaga desde que Pedro Dantas, indicado do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB), deixou o cargo. A sequência de desgastes a que Lúcio foi submetido desde a prisão do irmão, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, estaria dificultando a indicação do substituto de Dantas por ele, fomentando o interesse de outros deputados governistas num dos mais cobiçados postos federais da Bahia, controlado há décadas pela família dos peemedebistas. Fontes revelaram a este Política Livre que José Rocha estaria tentando reempregar no órgão o diretor administrativo-financeiro, apadrinhado seu, que perdeu o cargo depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

12 de dezembro de 2017, 12:13

EXCLUSIVA Torcida para que Eron vire ministra e deixe Prefeitura cada vez aumenta mais

Foto: Metropress

Tia Eron é deputada federal pelo PRB e está licenciada

Há setores da Prefeitura empolgados com a idéia de que a secretária Tia Eron (Ação Social) pode ser convocada a qualquer momento pelo presidente Michel Temer (PMDB) para substituir a atual titular da secretaria de Direitos Humanos, Luislinda Valois, também baiana, que, desgastada por um pedido para receber salário além do teto e pela divisão interna do PSDB, seu partido, pode deixar o posto agora no final do ano. Temer gostaria de indicar alguém que tenha o respaldo da bancada feminina, na perspectiva de garantir votos para a reforma previdenciária. Eron, que é deputada pelo PRB e está licenciada, estaria concorrendo com as colegas Soraya Santos (PMDB-RJ) e Rosângela Gomes (PRB-RJ), mas a torcida para que deixe o posto na Prefeitura tem sido cada vez maior.

11 de dezembro de 2017, 20:39

EXCLUSIVA Camaçari: Elinaldo é acusado de improbidade e Waldeck, de usurpação de função

Foto: Divulgação

O prefeito de Camaçari, Antônio Elinaldo

Um microempresário de Camaçari deu entrada em uma Ação Popular na 1ª Vara da Fazenda Pública de Camaçari, na qual acusa o prefeito Elinaldo (DEM) de improbidade administrativa por conta de denúncias de que o ex-senador Waldeck Ornelas exerce função pública na Prefeitura Municipal de Camaçari sem ter feito concurso público e sequer ter sido nomeado em cargo de função. O mesmo empresário também denunciou o gestor do município ao Ministério Público de Camaçari e ao procurador do Tribunal de Contas do Município (TCM), além ter dado entrada em uma notícia-crime contra o prefeito à procuradora-geral do Ministério Público do Estado da Bahia (MPE-BA), Ediene Lousado. Waldeck é acusado de usurpação de função pública, que segundo o Código Penal Brasileiro pode resultar em uma pena de dois a cinco anos de reclusão, mais multa. De acordo com o líder da oposição em Camaçari, Maurício Bacelar, testemunhas afirmam que Waldeck Ornelas possui uma sala própria, com entrada privativa, localizada ao lado do gabinete do prefeito Elinaldo, além de possuir dois secretários e telefone fixo. “A sociedade de Camaçari está abismada e constrangida com essa ‘terceirização’ que o prefeito Elinaldo faz na gestão do município. Como é que uma pessoa sem nenhuma relação com o Poder Público pode administrar uma cidade? Todas as competências designadas a ele, como prefeito, foram transferidas a Waldeck Ornelas e para o chefe de Gabinete, o ex-prefeito Helder Almeida, disse o ex-diretor-geral do Detran na Bahia, Maurício Bacelar. De acordo com Decreto de Lei nº 201/67, o prefeito Elinado, ao designar uma pessoa para exercer função pública, desobedecendo aos preceitos legais, incorre no crime de responsabilidade. Ainda segundo a denúncia, o gestor do município pratica atos de improbidade administrativa, de acordo com a Lei nº 8.429/92, ao permitir que pessoa física utilize bens integrantes ao acervo patrimonial da Prefeitura de Camaçari, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis a espécie.

11 de dezembro de 2017, 15:31

EXCLUSIVA Petistas acenam com governo para Leão como forma de domar descontentes do PP

Foto: Mateus Pereira/Gov-Ba/Arquivo

Permanecendo na vice, Leão pode assumir governo antes do término de um eventual segundo governo de Rui Costa

Para assegurar a manutenção de sua aliança na Bahia com o PP, ameaçada por pressões exercidas pelo DEM nacional, petistas têm defendido a manutenção de João Leão, atual vice-governador e secretário estadual de Planejamento, na mesma posição na chapa com que o governador Rui Costa (PT) disputará a reeleição, no ano que vem. Dizem que ser vice é o melhor cargo em segundo mandato de um executivo, exatamente porque o governante – governador ou prefeito – pode se desincompatibilizar do posto antes do término da gestão para concorrer a outro cargo eletivo, deixando parte do mandato inteiro para o vice, que pode ainda concorrer à reeleição. Citam, inclusive, o caso do prefeito ACM Neto (DEM), que deve renunciar à Prefeitura para concorrer ao governo, dando ao vice Bruno Reis (PMDB) mais de dois anos de mandato com direito a tentar se reeleger.

11 de dezembro de 2017, 10:30

EXCLUSIVA Félix Mendonça Filho confidencia a colegas desinteresse em reeleição

Foto: Divulgação/Arquivo

Felix Mendonça Filho

O deputado federal Félix Mendonça Filho (PDT) tem confidenciado a colegas que não pretende mais se recandidatar em 2018. Diz que não se oporá, entretanto, a que outro membro da família, como a ex-vereadora Andrea Mendonça, sua irmã, concorra, desde que seja o desejo dela. Félix pretende se dedicar à gestão dos negócios da família.

11 de dezembro de 2017, 08:52

EXCLUSIVA A corrupção intrínseca às estatais, por Raul Monteiro

Foto: Paulo Vitor/AE

Moro sugeriu que a Petrobras dê "incentivos financeiros" para empregados que denunciarem casos de corrupção na empresa

O juiz Sérgio Moro, responsável pela condenação, entre outros bacanas, do ex-presidente Lula (PT), sugeriu na última segunda-feira que a Petrobras dê “incentivos financeiros” para empregados que denunciarem casos de corrupção na empresa. Para o magistrado, pode ser uma medida também eficiente para evitar que se repitam os crimes investigados pela Operação Lava Jato, cujo sucesso, em boa medida, pode ser atribuído à sua firmeza pessoal e à determinação em mostrar que, no Brasil, a lei pode ser aplicada a todos e não apenas aos mais pobres e despossuídos de direitos, como sempre foi.

Moro participava de um evento ao lado do colega Marcelo Bretas, da 7a. Vara Federal do Rio, que ganhou notoriedade enfrentando o peemedebista Sérgio Cabral, sobre o qual se dispensam comentários, e do presidente da estatal, Pedro Parente, sobre governança corporativa na estatal, que figura em vários processos julgados pelos dois. Na ocasião, o juiz de Curitiba propôs ainda que os executivos da empresa pública sejam submetidos a avaliações periódicas de evolução patrimonial – não só com relação aos bens declarados, mas também com investigações sobre como vivem e que bens costumam ostentar.

Parente, por sua vez, disse que a Petrobras passará a processar as declarações de imposto de renda que são entregues por executivos e conselheiros e também a fiscalizar em tempo real e-mails da companhia, com base em palavras chave, com o mesmo propósito. Tudo muito interessante e até verdadeiramente útil, capaz de demonstrar, além do mais, que as instituições de controle existentes no país ou são poucas e ineficazes ou deliberadamente ineficientes, mas também que seguramente não seria necessária tamanha mobilização, cujo custo e valor não se pode ainda aquilatar, caso a Petrobras não fosse o que é: uma estatal.

Exatamente, não fosse uma empresa pública, aliás, a mais rica das empresas públicas nacionais, será que a Petrobras teria que submeter seus funcionários – e a experiência mostra que seus executivos dos mais altos escalões são aqueles em que se precisa ficar mais de olho – a esse tipo de controle, cuja efetivade pode se questionar, levando-se em conta que a maioria deles, e é a experiência que mostra de novo, é normalmente capturada pela classe política, passando a submeter-se a todos os esquemas que ela comanda com o objetivo de se locupletar às custas do povo, supostamente o dono das estatais?

O questionamento é tanto mais pertinente quando se leva em conta que as estatais brasileiras não são apenas raptadas por políticos e partidos e o alto funcionalismo que com eles se conluia, mas também por um conjunto de privilégios, além de desperdícios, que inviabilizaria qualquer negócio privado bem gerido cujo objetivo fosse o lucro ou mesmo alguma ação social. Portanto, não há porque duvidar das boas intenções de Moro e do presidente da Petrobras, mas, aproveitando que se está no campo do Direito, é sempre bom lembrar das recentes e sábias palavras de Gustavo Franco, segundo quem privatizar no Brasil não é questão de liberalismo, mas de Código Penal.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

7 de dezembro de 2017, 07:25

EXCLUSIVA Mais um motivo para vaias, por Raul Monteiro

Foto: Dida Sampaio/AE

A decisão de partidos da base do governo Michel Temer (PMDB) de fecharem questão pela aprovação da refoma da Previdência abre um suposto guarda-chuva de proteção para parlamentares desejosos de votar a favor da proposta, mas temerosos de se “queimar” com a opinão pública, como se a grande maioria já não tivesse sido colocada, justificadamente, pela sociedade, em linha mais baixa do que o chão nestes tempos de crise de representatividade aparentemente irreversível. Se espraiar-se entre as demais legendas, alguns deputados baianos que preferem, nestes temas, a penumbra, acham que podem se beneficiar.

A medida foi pensada pelo presidente, junto com sua articulação política, exatamente para isso: diminuir o grau de contrangimento dos parlamentares frente a um eleitorado cansado de investidas constantes da parte dos governantes que lhe tiram mais do que lhe acrescentam direitos na mesma medida em que continuam a criar privilégios para usofruto próprio escancaradamente. A bem da verdade, a reforma da Previdência é não só boa, como necessária num país que vê sua dívida pública bater quase na proporção total do PIB, com contribuição significativa de inúmeros privilégios e aposentadorias milionárias.

Mas depois de tantas idas e vindas e de concessões promovidas por um governo carente de força e legitimidade, já não se sabe se contribuirá mesmo para diminuir o impacto da Previdência no déficit, medida essencial para ajudar a tirar o país da crise, facilitando o retorno dos investimentos e afastando o fantasma da inflação. Da colcha de retalhos em que o plenário pode transformar o texto, além das mexidas que a proposta já sofreu neste período em que vem sendo debatida e alterada pelos mais fortes grupos de pressão do alto funcionalismo, pode ser que se sepulte o princípio do universalismo que deveria nortear as mudanças.

Com isso, o mais importante, a criação de um mesmo teto de aposentadoria para trabalhadores dos setores público e privado, pode já ter voado pelos ares, como já ocorreu com tantas outras propostas que pretendiam criar condições para diminuir a imensa desigualdade que sabota há anos o país. Mas voltando ao caso dos parlamentares que podem apresentar ao eleitorado a justificativa de que não tinham alternativa senão votar a favor depois do fechamento de questão pela aprovação da reforma da parte de seus partidos, devem estar entre eles principalmente integrantes de legendas como o PP, o PR e do PSD, o chamado Centrão que tem tirado o sono do presidente no Congresso.

Como se sabe, eles estão com o governador Rui Costa (PT) aqui e com Michel Temer, lá, beneficiando-se, quando podem, e em nome do que dizem ser seus eleitores, de pelo menos duas bocas – a do governo estadual e a do federal. O problema é que, como a sociedade comeu a história contada pela oposição e os sindicatos – exatamente, os sindicatos que deveriam defender o trabalhador -, de que a reforma é ruim e de que a Previdência pode ficar no positivo desde que bem gerida, eles sabem que vão dar novo motivo para serem vaiados nos palanques que dividirem com o governador. E vão mesmo.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

4 de dezembro de 2017, 11:05

EXCLUSIVA Fábio, Rui e os investimentos na Saúde, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação/GOVBA

Cardiologista Fábio Villas Boas

Provavelmente a escolha mais técnica feita por Rui Costa (PT) para o seu secretariado, o cardiologista Fábio Villas Boas provocou polêmica com as primeiras medidas que adotou ao assumir a posição de titular da pasta da Saúde. No início do governo, chegou a enfrentar uma oposição ferrenha de parte do PT, grupo este que comandara por oito anos com mão de ferro o setor e, por este motivo, não desfrutava da simpatia do governador, ao contrário do novo secretário, que contava com sua confiança absoluta e compartilhava com ele o propósito de desmontar a rede que se criara na pasta e, ao mesmo tempo, promover um verdadeiro up grade nela.

Interessados em que o secretariado se equivocasse, cometesse erros, se desgatasse e fosse mandado para casa pegaram pesado no desejo de que as medidas que anunciava se inviabilizassem todas, prevendo um caos no sistema que o PT montara antes na Saúde. Não deram trégua a Fábio até que praticamente completasse um ano como secretário, quando se convenceram de que seu projeto de permanecer na secretaria, e o do governador que lhe fizera o convite para reformar todo o sistema, eram para valer. Com efeito, tratava-se de uma novidade para os dois.

Reconhecendo sua inexperiência no setor público, Fábio decidiu consultar alguns amigos importantes da área de saúde no país antes de aceitar o convite que Rui lhe fizera durante uma viagem que empreendera para fora do Brasil logo depois de eleito. De um deles, talvez o mais destacado, ouviu que não se preocupasse com o fato de, como todo médico, não ter tido preparo em sua formação para gerir. O mais importante, na opinião do conselheiro, era manter o foco nas pessoas. Quase três anos depois de ter deixado uma vida consolidada de médico para se tornar secretário, Villas Boas não se arrepende da virada.

Muito menos Rui Costa. O início de uma série de inaugurações que estão marcando a abertura de quatro novas policlínicas e dois novos hospitais na Bahia que serão, segundo cálculos do governo, referência para 4 milhões de baianos, vem sendo comemorado por ambos como uma transformação radical no sistema de atendimento de saúde pública no Estado. A primeira policlínica foi entregue em Teixeira de Freitas, agora em novembro, para atender a Região do Extremo Sul. No último dia 24, a população de Guanambi e municípios do seu entorno receberam a nova unidade que vai ampliar o sistema na região.

Já neste mês de dezembro, foi inaugurado o hospital de Seabra. Falta o de Ilhéus, bem como as policlínicas de Irecê e Jequié. As policlínicas fazem parte dos Consórcios Públicos de Saúde, uma iniciativa do governo da Bahia, com recursos próprios, que assume 40% de sua manutenção, arcada nos outros 60% pelos municípios consorciados, cujo objetivo é levar atendimento especializado e exames de alta complexidade ao interior, evitando, com isso, o deslocamento de pacientes para os grandes centros. Fábio diz que a mudança da face da saúde no Estado só está começando. E Rui, mais satisfeito, não poderia estar.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro

1 de dezembro de 2017, 10:12

EXCLUSIVA Aumento de desembargadores na berlinda, por Raul Monteiro*

Foto: Facebook

Fabrício Oliveira, conselheiro federal da OAB no Estado

Contrariando a acertada resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) segundo a qual a prioridade nos Tribunais de Justiça do país deve ser a instância de primeiro grau, onde atuam os juízes, o TJ da Bahia está pensando em aumentar em mais 10 o número de desembargadores que atuam atualmente na Corte. Os chamados magistrados de segundo grau, de onde a iniciativa está partindo, devem achar pouco o número de membros do colegiado atual, de 59 desembargadores, sentindo-se, no mínimo, solitários num ambiente povoado pelo que certamente consideram tão poucas cabeças.

Além de poderem desfrutar do calor humano que mais 10 representantes na elite do Judiciário pode produzir na Corte, devem também avaliar que, mesmo no auge de uma crise que só não está maior dada a capacidade do governador Rui Costa (PT) de administrá-la sem aumentar seu impacto sobre as finanças gerais do Estado, é possível elevar ainda mais os gastos com um Poder que pode ser tudo, menos barato, uma vez que, além dos novos e excelentes salários, a estrutura de que se farão acompanhar os novos membros da Corte deverá ampliar de forma significativa os custos de sua manutenção.

Felizmente, o desejo da Justiça baiana de criar mais companheiros no salão começa a sofrer oposição. Em iniciativa corajosa e recuperando um espaço que a Ordem dos Advogados do Brasil sempre exerceu no sentido de defender o interesse público no país, o conselheiro federal da OAB no Estado, Fabrício Oliveira, já anunciou que está se movimentando para que a entidade tome providências junto ao CNJ no sentido de impedir que a iniciativa se consume. Para Oliveira, a medida é um disparate na medida em que o maior problema do Judiciário baiano está na primeira instância, onde – e não é preciso que ele relate – faltam juízes e sobram processos.

O conselheiro aponta o Índice de Atendimento à Demanda (IAD) elaborado pelo próprio CNJ como uma prova da falta de sentido da decisão do Tribunal de Justiça da Bahia. “O IAD do Judiciário baiano no primeiro grau é o pior do Brasil. Dos novos processos abertos anualmente na primeira instância, apenas 78% são resolvidos. Os 22% restantes se amontoam aos demais que não foram julgados em anos anteriores. É uma verdadeira bola de neve”, descreve Oliveira, acrescentando que o desempenho do segundo grau na Bahia, ao contrário, está entre os dos melhores do país.

“É o sétimo melhor IAD. 109% dos processos que chegam anualmente à segunda instância baiana são resolvidos. Isso significa que todos são concluídos no ano de entrada e também parte daqueles que compõem o acervo do passado”, afirma, enfatizando que não tem cabimento aumentar o número de desembargadores, ainda mais para 10, quando o atendimento no segundo grau tem se mostrado satisfatório. “É evidente que o maior problema está no primeiro grau, onde a população e os advogados sofrem com o caos causado pela carência de juízes”, afirma. Espera-se que a denúncia do conselheiro encontre guarida no CNJ se o TJ não tomar juízo antes de tentar implementá-la.

* Artigo de autoria do editor Raul Monteiro publicado originalmente na Tribuna da Bahia.

1 de dezembro de 2017, 08:21

EXCLUSIVA Não pergunte a Rui o que ele acha da proposta da reforma da Previdência

Foto: Divulgação/Gov/Ba

Governador Rui Costa

Não pergunte um petista radical ao governador Rui Costa (PT) o que ele acha da proposta de reforma da Previdência, cuja instabilidade da base, com a qual parece às vezes contribuir, faz com que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já admita que pode ser colocada em votação apenas no ano que vem, aumentando a tensão no mercado. Rui Costa não responde porque, como gestor, sabe exatamente o duro que tem que dar diariamente para segurar as contas do governo em meio à administração da Previdência estadual.

29 de novembro de 2017, 16:53

EXCLUSIVA Em nome de partidos aliados, Carletto deve apelar para Wagner não sair ao Senado

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Ronaldo Carletto, que está de mudança do PP para o PR para ser candidato a senador

O deputado federal Ronaldo Carletto (PP) deve ter nos próximos dias uma conversa com o ex-governador Jaques Wagner, atual secretário de Desenvolvimento Econômico. Carletto deve fazer a Wagner um apelo em nome das demais legendas que apóiam o governo no sentido de desistir de concorrer ao Senado, o que abriria mais uma vaga na chapa do governador Rui Costa (PT) à sucessão estadual de 2018.

Contraditando a tese, utilizada inclusive pela oposição, de que o petista é o nome mais forte entre todos da futura chapa, motivo porque é tido como mais útil na linha de frente da campanha ao lado de Rui Costa, Carletto deve dizer que o grupo é forte, que os nomes disponíveis não farão feio na disputa e que o principal mérito de uma eventual decisão de Wagner no sentido de recuar do projeto ao Senado seria o de fortalecer o time do governador.

O parlamentar é um dos interessados diretos em concorrer a senador. Para isso, estaria disposto a migrar do PP, que já assegurou a manutenção do vice-governador João Leão na chapa de Rui, para o PR, o que ajudaria na reeleição do presidente da sigla, José Carlos Araújo, a deputado federal, impedindo que a legenda migre para o campo do prefeito ACM Neto, que sairá candidato ao governo pelo DEM.

Araújo é hoje o único deputado que segura o partido no campo de Rui, já que os colegas José Rocha e Jonga Bacelar namoram abertamente com o time do prefeito. Wagner já admitiu que pode resolver ser candidato a deputado federal, onde funcionaria como um verdadeiro puxador de votos para a bancada do PT, mas, segundo petistas, namora mesmo é uma eventual candidatura à Presidência em substituição a Lula.

A idéia de atrair o PR continua forte no grupo de ACM Neto, mas o plano de estar na chapa de Rui não é só do partido de Carletto. Nomes como o da senadora Lídice da Mata (PSB) e o da deputada federal Alice Portugal, do PCdoB, começam a fazer pressão também pela abertura de espaço junto ao governador, fazendo coro ao discurso de que a melhor alternativa seria Wagner evitar disputar o cargo.

Os partidos acham que, entre os três nomes, o que demonstrar melhor viabilidade pode se tornar candidato na vaga que seria de Wagner. Os únicos nomes definidos até agora na chapa são o de Rui, o de Leão e o do PSD, que deve indicar o presidente da Assembleia, Angelo Coronel, para a outra vaga de senador, aproveitando-se da grande visibilidade que adquiriu desde que assumiu o controle do Legislativo baiano.

29 de novembro de 2017, 10:30

EXCLUSIVA Entusiasta da chapa Maia/Meirelles, bancada do PP da Bahia se alinha a Temer

Foto: Divulgação/Arquivo

Cacá Leão é considerado voto certo a favor da reforma da Previdência de Michel Temer

A Folha informa que o PP é um dos entusiastas da construção de uma chapa Rodrigo Maia/Henrique Meirelles. E também que o partido já avisou ao presidente Michel Temer que vai entregar 40 dos 46 votos que tem na Câmara para aprovar a reforma da Previdência. Interessada numa aproximação com o democrata ACM Neto (DEM) para 2018, a bancada federal do partido na Bahia, que hoje está na base do governo Rui Costa (PT), deve estar entre os 40 que fecharão com Temer.

28 de novembro de 2017, 21:34

EXCLUSIVA Irecê: Coordenador de pré-campanha de Neto é alvo só de elogios

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Praça da cidade de Irecê

Aliados de ACM Neto (DEM) revelam plena satisfação com a decisão de ter entregue a coordenação de sua pré-campanha ao governo em Irecê ao empresário José Carlos da Cebola. Em termos de dedicação ao serviço, dizem netistas de lá, não poderiam ter encontrado figura melhor.

28 de novembro de 2017, 19:29

EXCLUSIVA Exclusão de Lídice e Pinheiro levanta suspeitas sobre pesquisa ao Senado da Paraná

Foto: Divulgação/Arquivo

Senadora Lídice da Mata

A divulgação da pesquisa do Instituto Paraná ao Senado provocou a maior celeuma no time governista por causa de um detalhe: a exclusão dos nomes dos senadores Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (sem partido), licenciado desde que assumiu a secretaria estadual de Educação, como candidatos na sondagem. Em lugar deles, apareceu a deputada federal Alice Portugal, do PCdoB, cuja candidatura a senadora não é mencionada nem em seu próprio partido, mas registrou um bom nível de recall no levantamento, tudo indica, pelo fato de ter concorrido à Prefeitura de Salvador em 2016. “Lídice e Pinheiro são nomes potenciais para o Senado, exatamente porque estão em fim de mandato. Não faz o menor sentido a exclusão deles”, disse um aliado da senadora, questionando, por este motivo, a validade do levantamento e a possibilidade de o instituto ter sido pressionado a fazer a exclusão do nome de Lídice da pesquisa.