4 de agosto de 2018, 18:50

EXCLUSIVA Suposto acordo de Otto com Rosemberg por presidência da Assembleia viabiliza chapão e revolta petistas

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Com expectativa de ter apoio de Otto para presidente da Assembleia, Rosemberg teria influído para PT fechar chapão

Vendida como uma solução política unânime no campo do governo, a formação de um chapão às vagas proporcionais no grupo do governador Rui Costa (PT) deixou principalmente seu partido revoltado. Deputados petistas estimam que, devido ao chapão, no qual todos os partidos da base se uniram para disputar as 63 vagas disponíveis na Assembleia Legislativa, o PT pode reduzir sua presença na Casa de 10 para até quatro parlamentares, o que dizimaria quase completamente sua atual bancada.

Em contrapartida, o modelo teria ajudado imensamente o PSD, do senador Otto Alencar, que pode eleger até 13 deputados dos 40 que a base estima poder colocar na Assembleia. Desde o princípio, eram poucos os partidos que gostariam de ter o PSD como aliado porque a sigla decidiu apresentar apenas 14 candidatos à Assembleia, todos com grandes chances de eleição, dificultando o sucesso das agremiações que se coligassem com ele.

Diante da iminência do conflito, o próprio governador Rui Costa (PT) chegou a admitir que a base poderia sair com duas coligações principais, uma liderada pelo PSD e outra pelo PT. Indignados com o desfecho da negociação, alguns deputados do PT dizem, no entanto, que um acordo celebrado entre Otto e o deputado estadual petista Rosemberg Pinto colocou por terra o projeto do partido de manter suas atuais vagas na Assembleia ou mesmo ampliá-las.

Para garantir a coligação com o PSD, o senador, considerado hábil negociador político, teria oferecido a Rosemberg a garantia de apoio do PSD à sua candidatura à sucessão de Angelo Coronel na presidência da Assembleia Legislativa, em 2019. Em troca, o petista teria influído na formação do chapão, contando para isso com o apoio da direção estadual do PT. “O acordo pode ter sido até bom para Rosemberg, mas liquidou as chances de eleição dos deputados do PT na Assembleia”, disse um parlamentar petista a este Política Livre.

4 de agosto de 2018, 11:24

EXCLUSIVA Insatisfeitos com Ivanilson, verdes pedem intervenção do presidente nacional

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O presidente baiano do PV, Ivanilson Gomes

Os candidatos para deputado estadual e federal do PV estão contrariados com a decisão do presidente baiano da sigla Ivanilson Gomes que, de última hora, tomou a decisão de fazer parte do chapão na coligação com o DEM, se lançando candidato à suplência do Irmão Lázaro (PSC), candidato ao Senado, em detrimento da chapinha com o PPS e PHS. Na visão de integrantes da sigla isso seria uma “morte anunciada” do partido na Bahia, já que em tese o mesmo não teria chances de eleger algum de seus membros à Assembleia Legislativa ou ao quadro federal. Na próxima semana os candidatos do Partido Verde já têm agendada uma reunião com o presidente nacional do partido José Luiz Penna, pedindo intervenção no quadro baiano.

 

3 de agosto de 2018, 14:08

EXCLUSIVA Neto acusa Rui de pirraça, prevê eleição de Ronaldo e destaca Jutahy em convenção

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Prefeito ACM Neto discursa em convenção do DEM

O prefeito ACM Neto (DEM) buscou hoje caracterizar a escolha de José Ronaldo ao governo em seu grupo político não como um acidente decorrente da sua desistência de concorrer à sucessão estadual, mas como fruto de uma grande reflexão que passou pela conclusão de que “se tratava do mais preparado entre todos para assumir o desafio”, durante discurso na convenção que oficializou a candidatura, realizada pela manhã, no Hotel Fiesta. O prefeito também classificou a candidatura de Ronaldo como um desejo de mudança que vem do interior do Estado.

Ao dizer que, com a eleição do democrata ele tem a certeza de que a Bahia e sua gestão na Prefeitura de Salvador serão beneficiadas, Neto mirou no governador Rui Costa (PT), a quem acusou de ter passado quatro anos o pirraçando e alimentando picuinhas. “Ele (Rui Costa) tinha grande receio de que eu fosse governador, mas queria dizer que não sou candidato, mas escolhi um candidato que vai lhe derrotar”, afirmou o prefeito, acrescentando que sabe que será cobrado pelo que disse na convenção, mas acrescentou que não poderia participar do processo com um nome que não estivesse à altura de ser governador.

“Neste momento, José Ronaldo reúne muito melhores condições para ser nosso próximo governador do que eu poderia reunir. E foi por isso que nós fomos a Feira buscar alguém que por quatro vezes ganhou a eleição, alguém que transformou a realidade de sua cidade, alguém que tem sensibilidade política e capacidade de ser um grande gestor, que conhece a realidade das grandes cidades e estará preparado para assumir o governo”, afirmou, observando que o candidato do DEM poderá recuperar a Bahia com a garra e a coragem que marcaram figuras políticas como a do seu avô, ACM.

Ao lembrar que em outubro serão eleitos também dois senadores, Neto elogiou os candidatos Jutahy Magalhães Jr. (PSDB) e Irmão Lázaro, lembrando que os dois formam uma chapa competitiva e forte, mas fez questão de destacar as características de homem sério, coerente e experiente do tucano, lembrando que poucos conhecem tanto o Congresso e teriam condições de representar a Bahia no Senado tão bem como o deputado federal. “Desde lá atrás sonhava com o dia em que poderia votar em Jutahy para o Senado”, afirmou o prefeito.

“Com Jutahy eleito, Salvador e a Bahia terão um senador para brigar pela gente, para lutar pelo nosso Estado. Vamos nos empenhar com toda força e dedicação para que cada voto que a gente for buscar para o 25 de José Ronaldo, a gente busque para Jutahy Magalhães, nosso senador”, disse Neto, lembrando que a chapa se completava com Irmão Lázaro, que chamou de um cara muito especial que vive com um sorriso no rosto. O prefeito, que é também presidente do DEM, disse que a vitória seria completa com a eleição do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência do Brasil.

2 de agosto de 2018, 08:22

EXCLUSIVA Rui bate na mesa e fecha proporcional dos governistas, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Governador Rui Costa bate na mesa

Se queriam puxar a brasa para suas respectivas sardinhas, deputados do PT, do PSD e do PCdoB tiveram que se contentar ontem com uma arbitragem executada pelo governador Rui Costa (PT) para a disputa das eleições proporcionais – de deputados federais e estaduais – que colocou a todos, conforme suas palavras, com 80% de chances de se reeleger. Ou seja, no grupo de Rui ninguém pode sair por aí dizendo que obteve vantagem maior do que o outro em seu projeto de renovar seu mandato ou de conquistar um pela primeira vez.

O primeiro partido da base que foi enquadrado foi o do próprio governador. Os deputados petistas chegaram a pensar em sair sozinhos, sem coligação, o que era a garantia de reeleição dos atuais e dos escolhidos pela legenda para se eleger pela primeira vez. Na reunião do Conselho Político em que o assunto foi pela última vez tratado, ontem, no entanto, ficou decidido que o PT vai liderar, para a disputa das vagas na Assembleia Legislativa, uma das três coligações com que as forças aliadas vão enfrentar as eleições estaduais de outubro.

A segunda coligação será liderada pelo PSD, do senador Otto Alencar, cuja força como organização partidária, que é do conhecimento de todos, ficou mais uma vez demonstrada na mesma reunião. A terceira vai reunir partidos menores, a exemplo do PTC, PSDC e PMN. Para a disputa das vagas na Câmara dos Deputados, os partidos maiores vão marchar todos juntos, abrindo espaço apenas para que duas coligações menores se formem em torno do Avante e do PDT, que pleiteavam a condição como forma de garantir a vitória de seus dirigentes.

Mesmo garantindo que, no plano da disputa à Assembleia, os partidos tenham a liberdade de escolher a coligação que mais lhe convenha, Rui deixou claro que seu objetivo será o de que as alianças saiam todas de forma equilibrada e que para tanto, se for necessário, vai arbitrar, até o final, as escolhas. O arranjo a que as agremiações chegaram no encontro de ontem com o governador levou em conta principalmente a inatualidade do chapão. Se todos os partidos saíssem juntos, de cara pelo menos 50 nomes seriam degolados.

Agora, a situação se suavizou de forma mais plana, tendendo, na visão do próprio governador, socializar ônus e bônus entre todos. É claro que a proposta sobre a qual ele bateu o martelo não deixou a totalidade dos presentes satisfeitos com o fato de o governador ter abertamente interferido na vida dos partidos. Mas Rui deixou claro que o esforço é necessário se a bancada governista quiser chegar ao patamar de 40 deputados na Assembleia e de 28 – das 39 vagas – na Câmara dos Deputados. É esperar para ver se ele realmente equacionou a questão.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

1 de agosto de 2018, 18:20

EXCLUSIVA Partidos de Rui Costa querem eleger mais de 40 à Assembleia e 28 à Câmara

Foto: Divulgação/Arquivo

Aliados de Rui querem eleger sete deputados a mais do que fizeram em 2014 na Assembleia

Não é apenas no campo da oposição que os partidos se debatem para fazer um chapão proporcional, pelo qual todos formariam uma aliança para disputar vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Entre os governistas, a dificuldade de um entendimento entre todas as agremiações levou ontem a uma proposta intermediária pela qual haveria três a quatro chapas para a disputa de deputados estaduais e duas ou três, para a de federal. O acordo, que deve ser finalizado até amanhã, leva em conta dois princípios: o de que as coligações permitam que as forças governistas façam maioria tanto na bancada estadual quanto na federal, permitindo conforto para os atuais parlamentares se reelegerem, mas também garantindo a a eleição de novos quadros. Os governistas querem, na prática, eleger mais de 40 deputados estaduais – na eleição passada, chegaram a 33 cadeiras – e até 28 deputados federais, das 39 vagas reservadas à Bahia na Câmara. Hoje, eles são ao todo 25, três a mais do que as forças ligadas a Rui elegeram em 2014.

1 de agosto de 2018, 11:33

EXCLUSIVA PHS lidera rebelião por causa do chapão, mas PT joga balde de água em Jr. Muniz

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Presidente do PHS, Júnior Muniz

O PHS, o PV e o PPS estão, de fato, liderando uma rebelião na base do pré-candidato do DEM ao governo, José Ronaldo, contra o chapão proporcional, no qual todos os partidos fariam uma só aliança para disputar as vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.

A ameaça de saírem juntos, de forma independente do blocão, deu lugar a outra, aparentemente mais perigosa, liderada por Júnior Muniz, do PHS, de aderir à campanha do governador Rui Costa (PT). O problema é que, embora reconheçam as conexões de Júnior Muniz com o PT – ele foi assessor do ex-prefeito de Camaçari, hoje deputado federal, Luiz Caetano, um petista -, no grupo de Ronaldo muitos acham que ele está blefando.

A desconfiança de que Júnior Muniz poderia migrar também diminuiu depois que o presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, ontem, neste Política Livre, jogou uma espécie de balde de água fria no plano do presidente do PHS, ao dizer que ele poderia ser acolhido desde que se subordinasse à orientação de trabalhar pelo grupo e não em defesa de seus interesses pessoais.

O PHS rejeita o chapão desde o princípio por considerar que uma coligação ampla pode comprometer a eleição de Júnior Muniz à Assembleia Legislativa, o que não deixa de ser verdade. Uma aliança menor, com partidos como o PV e o PPS, ao contrário, o ajudaria.

1 de agosto de 2018, 09:41

EXCLUSIVA A chapa é para o governo ou para o The Voice?

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José Ronaldo ainda não conseguiu definir o candidato a vice em sua chapa

As conversas em torno da escolha do vice do pré-candidato do DEM ao governo, José Ronaldo, voltaram à estaca zero. Dos nomes apontados – três vereadoras, uma de Salvador, Ireuda Silva (PRB), outra de Itabuna Charliane Souza (PTB), e a terceira, Edilene Rodrigues, de Serrinha, além do de Carla Visi, do PV – apenas o da famosa cantora baiana de Axé parece ter sido descartado, depois que ela mesmo revelou a ele o interesse de não concorrer e que um aliado do democrata, lembrando da presença de outro cantor na chapa, Irmão Lázaro (PSC), candidato a senador, fez uma pergunta fatal: – Isso é uma chapa para o governo ou para o The Voice?

31 de julho de 2018, 20:48

EXCLUSIVA PT estabelece condição para adesão de PHS: “Precisa defender projeto coletivo”

Foto: Divulgação/Arquivo

Everaldo Anunciação é presidente do PT

O presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, disse há pouco a este Política Livre que o presidente do PHS, Júnior Muniz, hoje na base do prefeito ACM Neto (DEM), é bem vindo no grupo do governador Rui Costa (PT) desde que se junte a ele com o compromisso de apoiar um projeto político em que prevaleçam os interesses coletivos e não particulares. Anunciação chegou a citar o caso da vereadora Ana Rita Tavares, do PMN, que até ontem era da base do prefeito ACM Neto (DEM), mas hoje participou da reunião do Conselho Político do governador já para anunciar sua adesão à sua campanha. “Apesar de ser candidata a deputada federal, Maria Rita surpreendeu a todos com seu desprendimento, ao anunciar que estava ali para colaborar com o grupo e não buscar exclusivamente sua eleição à Câmara dos Deputados. Júnior pode ser aceito se vier com um projeto político, não focado em interesses particulares mas em um projeto coletivo de todo o grupo”, disse Everaldo. Especulações de que o PHS poderia liderar um grupo de partidos ligados a Neto na direção do governador surgiram hoje, mas muitos políticos acreditam que, na verdade, Júnior Muniz blefa para não ser obrigado a participar de um chapão proporcional, unindo todos os partidos do grupo do prefeito, o que poderia custar, inclusive, sua eleição para a Assembleia Legislativa.

31 de julho de 2018, 18:59

EXCLUSIVA Vereadora Ana Rita Tavares deixa José Ronaldo para aderir à reeleição de Rui Costa

Foto: Divulgação/Arquivo

Vereadora Ana Rita Tavares

Desde ontem, a vereadora Ana Rita Tavares, do PMB, uma das representantes da causa animal na Câmara Municipal de Salvador, não integra mais a campanha do pré-candidato do DEM a governador, José Ronaldo. Ela deixou o grupo do democrata para aderir ao projeto de reeleição do governador Rui Costa (PT), de cuja coordenação política participou representando o PMB. Ela considerou as condições para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados mais fáceis no grupo de Rui do que no do democrata.

31 de julho de 2018, 11:26

EXCLUSIVA Vereadora Charliane, de Itabuna, entra forte no páreo para vice de José Ronaldo

Foto: Divulgação/Arquivo

Vereadora Charliane Souza é do PTB de Itabuna, cidade onde José Ronaldo está muito fraco

Nem Ireuda Silva (PRB), vereadora em Salvador, nem a cantora Carla Visi, do PV, nem muito menos Edilene Ferreira, vereadora também e presidente da União dos Vereadores da Bahia (UVB). O nome que entrou forte nesta madrugada como opção de vice na chapa do pré-candidato do DEM ao governo, José Ronaldo, foi o de Charliane Souza (PTB), outra vereadora, do município de Itabuna. Trata-se de figura muito conhecida na cidade e nos meios políticos que pertence a uma região onde os articuladores do democrata perceberam que ele está muito fraco. Não é o caso de Serrinha, cidade de Edilene e muito próxima de Feira de Santana, região dominada pelo político oposicionista. Em meio às especulações, a única informação confirmada é de que a vice de José Ronaldo será uma mulher.

30 de julho de 2018, 07:21

EXCLUSIVA Os prós de Neto assumir a coordenação de Alckmin, por Raul Monteiro*

Foto: Reprodução Facebook

Prefeito ACM Neto, um dos responsáveis pelo fortalecimento de Geraldo Alckmin

É fruto basicamente de reconhecimento o convite para que ACM Neto assuma a coordenação geral de campanha do tucano Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República, proposta que o presidente nacional do DEM analisa com cuidado devido à obrigatoriedade de se licenciar do cargo de prefeito de Salvador e do distanciamento que acabará sendo obrigado a adotar com relação à campanha do correligionário José Ronaldo, pré-candidato a governador da Bahia, já que talvez precise ficar até cinco ou mais dias da semana em São Paulo, QG do presidenciável, nos próximos dois meses.

Afinal, foram graças às articulações comandadas pelo prefeito baiano que o Centrão acabou migrando para o lado de Alckmin, tornando sua candidatura à sucessão presidencial um fato consumado. A conversão ocorreu no momento em que, ajudado pelos argumentos de ACM Neto, o PR de Valdemar Costa Neto resolveu sinalizar apoio ao ex-governador de São Paulo, levando a balança dos partidos que integram o grupo, até aquele momento divididos entre o tucano e o pedetista Ciro Gomes, a pender irremediavalmente para Alckmin.

As articulações levadas a cabo por Neto no sentido do apoio ao paulista foram resultado de convencimento pessoal e político, fortalecido numa data histórica para a Bahia, a festa do 2 de Julho, quando o prefeito de Salvador percebeu, durante o evento, que a identidade de Ciro era visivelmente maior com o PT de Jaques Wagner e Rui Costa, presentes à festa, e não com o seu DEM. Até aquela data, como é possível recordar, Neto ainda acalentava o projeto de se aproximar do ex-ministro, embalado pela idéia de que o PT poderia aderir ao pedetista, passando a mandar num eventual futuro governo.

Sinais neste sentido saíram principalmente da Bahia, onde Jaques Wagner foi o primeiro a acenar com a possibilidade. Quis o destino, no entanto, que o ex-presidente Lula e boa parte do PT rejeitassem a proposta, bem como, fiel ao estilo verborrágico e agressivo, o próprio Ciro perdesse as condições de costurar o apoio dos petistas a si próprio. Fato é que hoje, em retribuição ao desempenho de Neto, Alckmin não vê alternativa para o prefeito senão aceitar o convite, da mesma forma que assim pensam os partidos do Centrão, o que torna seu nome uma rara unanimidade.

E, embora Neto tenha argumentos fortes para rejeitar o convite, existem um sem número de outros deles, mais favoráveis à idéia de que assuma o desafio. Primeiro, o fato de que se Alckmin é de fato encarado por forças como a que controla como a melhor alternativa, cabe a ele arregaçar as mangas na campanha para ajudar na sua eleição. Segundo, porque, uma vez lá, dificilmente não será convidado a assumir o ministério que quiser – muitos já falam na Casa Civil -, caso Alckmin ganhe. Terceiro, é que parece ter chegado uma boa oportunidade para dar a volta por cima nas críticas que hoje seus adversários lhe dirigem por ter evitado concorrer ao governo do Estado contra o PT.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

27 de julho de 2018, 11:30

EXCLUSIVA Coordenação de campanha é passo para Neto assumir Casa Civil se Alckmin vencer

Foto: Estadão

O prefeito ACM Neto (DEM)

Correligionários dizem que, se ACM Neto (DEM) topar virar o coordenador geral da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República terá dado um passo decisivo para virar ministro da Casa Civil do próximo governo, no caso de o tucano se tornar vencedor. A posição seria ideal para ele voltar à Bahia como candidato ao governo em 2022, na hipótese de o governador Rui Costa (PT) se reeleger. Antes de assumir o desafio, o democrata precisa, no entanto, se licenciar da Prefeitura, o que levaria seu vice, Bruno Reis (DEM), a ascender ao posto de prefeito de Salvador nos próximos três meses. Virando ministro, Neto teria que renunciar, o que possibilitaria a Bruno efetivar-se no mandato de prefeito, pelo qual concorreria à reeleição no cargo em 2020. O prefeito ainda resiste à idéia, alegando que não quer abandonar a campanha de José Ronaldo (DEM) ao governo da Bahia.

27 de julho de 2018, 09:20

EXCLUSIVA Jutahy dá prazo até segunda para José Ronaldo convencer Lázaro a ficar com vice

Foto: Divulgação/Arquivo

Jutahy Jr. é pré-candidato a senador na chapa de José Ronaldo

O deputado federal Jutahy Magalhães Jr., pré-candidato do PSDB a senador, disse hoje a este Política Livre esperar que até a segunda-feira o pré-candidato do DEM ao governo, José Ronaldo, convença o deputado federal Irmão Lázaro (PSC) de que a melhor maneira de ele contribuir para o crescimento da candidatura do democrata a governador é concorrendo à posição de vice em sua chapa. “O meu convencimento já externei de forma clara: o perfil do Irmão Lázaro é o de alguém que tem votos personalíssimos. O seu eleitor o acompanha, votando nele, por ser um cantor gospel de grande sucesso. Situações semelhantes como essa no Brasil demonstram que ele pode contribuir melhor na vice do que em outra posição”, afirmou Jutahy, referindo-se ao caso do cantor Frank Aguiar, que depois de ter sido eleito deputado federal, cargo hoje de Lázaro, foi escolhido candidato a vice nas eleições de 2009 em São Bernardo do Campo, posição em que ajudou a transferir seu votos para o cabeça de chapa e levá-lo à vitória. O parlamentar lembrou que, quando o PSDB fechou apoio ao nome de Ronaldo, a sugestão para que Lázaro fosse candidato a vice foi um dos compromissos assumidos pelo grupo. Jutahy adiantou ainda que tem muitos amigos na coligação e o dever perante a sociedade baiana de tomar uma posição política, seja qual for a tratativa entre José Ronaldo e o PSC. Ele promete para a próxima segunda-feira à tarde, como pré-candidato a senador, um relato sobre os últimos acontecimentos e o anúncio de uma posição final, “sempre olhando em primeiro lugar para o que seja melhor para a Bahia e o Brasil”.

26 de julho de 2018, 20:23

EXCLUSIVA Tarefa de escolher vice de Alckmin reforçou pressão para Neto virar coordenador

Foto: Reprodução/Facebook

O prefeito ACM Neto (DEM) e o pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB)

A pressão para que ACM Neto (DEM) assuma a coordenação da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República extrapolou seu próprio partido, onde ontem, em Brasília, ele recebeu um apelo praticamente unânime para aceitar o desafio, e chegou ao Centrão, grupo de agremiações que se articulou em torno do presidenciável, consolidando sua candidatura. A alegação é a de que, jovem e bem sucedido politicamente, Neto não tem a cara do Centrão, associado a práticas fisiológicas e atrasadas. A dificuldade para o prefeito continua sendo ele ter que se licenciar da Prefeitura e afastar-se da campanha do pré-candidato a governador do DEM, José Ronaldo. A delegação a ele da tarefa para encontrar o candidato a vice na chapa de Alckmin seria um primeiro empurrão para assumir a coordenação da campanha do tucano.

26 de julho de 2018, 15:23

EXCLUSIVA Estaria o secretário Bruno Barral sendo fritado, como dizem sindicalistas?

Foto: Divulgação/Arquivo

Secretário Bruno Barral não tem tido sossego nos últimos dias

Sindicalistas procuraram o Política Livre para falar sobre movimento que dizem ter percebido na Prefeitura no sentido de fritar o secretário municipal de Educação, Bruno Barral, que enfrenta uma greve municipal como verdadeiro calo no sapato já há alguns dias.