4 de janeiro de 2017, 18:17

EXCLUSIVA Suíca é mais visado que Moisés para ser expulso do PT

Foto: Divulgação/Arquivo

Vereador Suíca está na mira do PT para ser expulso há algum tempo

Acusado de infidelidade partidária no PT por ter votado em Leonardo Prates (DEM) para a presidência da Câmara Municipal contra a candidata lançada pelo partido, Marta Rodrigues, o vereador Suíca está na mira há muito tempo de membros de seu partido, onde suas ligações com o prefeito ACM Neto (DEM) já se tornaram motivo até de piadas. Ele é mais visado para um processo de expulsão da legenda do que o colega de bancada Moisés Rocha, que também votou em Leonardo Prates e deve ser indicado na Câmara para presidir uma Comissão responsável por discutir políticas para o Carnaval, a ser criada em fevereiro. Em troca do voto em Prates, Suíca assumirá a Ouvidoria da Câmara Municipal.

4 de janeiro de 2017, 11:31

EXCLUSIVA Pressão por expulsão de vereadores ganha corpo no PT

Foto: Reprodução

Edizio Nunes é um dos dirigentes do PT baiano

Aberta com a decisão da vereadora Marta Rodrigues (PT) de se lançar candidata à presidência da Câmara Municipal contra o colega favorito Leonardo Prates (DEM), a crise na seção do PT em Salvador permanece se avolumando, devido à pressão para que os vereadores petistas Suíca e Moisés Rocha, que votaram no democrata, sejam expulsos.

Em post numa rede social, o assessor do governo e ex-candidato a presidente do PT de Salvador, Edizio Nunes, um dos mais respeitados dirigentes da sigla, cobrou uma postura da direção da legenda contra os dissidentes.

Segundo Edízio, não faz sentido os representantes do partido terem desprezado a candidatura da agremiação, definida em reunião interna, para votar no candidato do prefeito ACM Neto (DEM), a quem o partido faz oposição na Bahia.

“2 Vereadores do PT votam no DEM pra presidente da Câmara Municipal de Salvador, no principal quadro ligado a ACM Neto, que somos oposição, contra a candidata do partido, e o diretório municipal fica inerte, mudo?”, questionou Nunes.

O dirigente também exigiu que a posição dos vereadores seja analisa pela Comissão de Ética do partido, primeiro passo para que ambos possam ser expulsos da agremiação. “Isso é motivo pra entrar com ação judicial de infidelidade partidária e perda de mandato. Ou será q o DM do PT de Salvador precisa de mais elementos fáticos?”, acrescentou.

Para completar, Nunes ainda escreveu a seguinte hashtag: “#Comissãodeéticajá”. O questionamento do petista turbinou internamente a polêmica sobre o comportamento dos vereadores no PT, produzindo quase uma centena de comentários sobre a situação do partido na capital.

Em troca do apoio a Prates, Suíca ganhou a Ouvidoria da Câmara e Moisés deve ser eleito presidente de uma comissão especial que se encarregará de discutir as políticas para o Carnaval de Salvador.

Desde o início da gestão de ACM Neto, membros da bancada petista flertavam abertamente com o prefeito. Alguns, como Henrique Carballal e J. Carlos Jr., chegaram a deixar o partido na Casa para se aliar ao democrata. Carballal, inclusive, caminha para ser o líder do governo na Câmara.

O comportamento dos que permaneceram no PT, apesar do posicionamento igualmente favorável ao prefeito, nunca foi questionado, abrindo espaço para que a legenda seja publicamente desrespeitada de maneira continuada, como aconteceu na votação da última segunda-feira.

Ontem, numa entrevista à Rádio Metrópole, o presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, botou panos quentes no comportamento de Suíca e Moisés Rocha, produzindo ainda mais indignação internamente na legenda.

3 de janeiro de 2017, 18:12

EXCLUSIVA Em contraponto a Otto e Leão, Nilo e Lídice firmam pacto para 2018

Foto: Calila Notícias

Nilo e Lídice querem andar juntos também em 2018

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Marcelo Nilo (PSL), e a senadora Lídice da Mata (PSB) firmaram hoje um pacto para a sucessão estadual de 2018 pelo qual aquele que estiver mais forte se compromete a apoiar o outro para o Senado ou a vice na chapa com que o governador Rui Costa (PT) deve disputar a reeleição. O entendimento foi firmado durante um almoço oferecido aos dois pelo secretário estadual de Administração Penitenciária, Nestor Duarte Neto, correligionário de longa data de Marcelo Nilo.

A iniciativa pode ser interpretada como uma resposta à aproximação entre os grupos do senador Otto Alencar (PSD) e do vice-governador e secretário estadual de Planejamento, João Leão, que também almoçaram hoje, no restaurante Boi Preto, acompanhados dos seus respectivos candidatos à presidência da Assembleia, os deputados estaduais Angelo Coronel e Luiz Augusto. Na avaliação de aliados de Nilo, a disputa pela sucessão no comando do Legislativo é apenas o pano de fundo para um outro plano velado montado por Otto e Leão.

A estratégia visaria, na prática, tirar o presidente da Assembleia do jogo sucessório do ano que vem. Por esta avaliação, a tentativa de impedir a reeleição de Nilo no Legislativo seria uma forma de ambos minarem o seu poder e, portanto, sua capacidade de influir na composição da futura chapa do governador, na qual, para correligionários do atual presidente da Assembleia, o senador gostaria de indicar o filho, Otto Alencar Filho, para a vice, e Leão teria o plano de concorrer ao Senado.

Tanto o senador quanto o vice-governador se defendem argumentando que a tese não passa de uma fantasia com a qual Nilo tenta se perpetuar indefinidamente no comando da Assembleia. Em sua sexta tentativa consecutiva de se reeleger presidente do Legislativo estadual, Nilo nunca havia enfrentado adversários tão fortes quanto Otto e Leão. Quando se unem, Nilo e Lídice sabem que não terão força para se impor a PSD e PP na hora da montagem da chapa de Rui, mas que podem disputar pelo menos uma das vagas supostamente visadas pelo senador e o vice-governador.

3 de janeiro de 2017, 11:03

EXCLUSIVA Oposição pode fazer eleição para escolher entre candidatos à Assembleia

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Marcell Moraes é um dos 20 deputados de oposição na Assembleia

A bancada de oposição na Assembleia Legislativa pode fazer uma eleição interna para definir em quem seus deputados votarão para a presidência da Casa, na eleição do próximo dia 1 de fevereiro. Disputam o posto o atual presidente, deputado Marcelo Nilo (PSL), que concorrerá pela sexta vez, o colega Angelo Coronel, do PSD, e Luiz Augusto, do PP, todos da base governista. A iniciativa tem sido defendida por alguns deputados como forma de dar mais transparência ao processo de escolha do próximo presidente e fortalecer o papel da própria bancada oposicionista. Há consenso entre os candidatos de que, com 20 deputados, os parlamentares que fazem oposição ao governo Rui Costa (PT) serão decisivos na eleição de qualquer dos nomes à presidência. “Quem tiver o apoio da oposição ganha a eleição para presidente”, diz o deputado estadual Marcell Moraes, do PV, que prefere ainda não revelar em quem vai votar.

3 de janeiro de 2017, 07:52

EXCLUSIVA Queda de secretário Vitor Bonfim é esperada para fevereiro

Foto: Divulgação/Arquivo

Bonfim não teria dado os resultados esperados pelo governo como secretário

Nos meios governistas, é dada como certa a queda do secretário estadual de Agricultura, Vitor Bonfim, em meio à reforma administrativa que o governador Rui Costa (PT) deverá implementar neste início de ano. Além do comportamento político, Bonfim não teria dado o resultado administrativo esperado pelo governo para o setor que comanda. Na eleição municipal passada, ele posicionou-se ostensivamente ao lado de candidatos a prefeito de oposição a Rui Costa. Como é adversário do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PSL), tudo indica que o secretário só deixará o governo depois da eleição à presidência da Casa, em fevereiro, já que, retomando a condição de deputado, pode votar contra o parlamentar. Um dos nomes lembrados – mas não confirmados – para a secretaria é o do atual responsável pela articulação política do governo, Josias Gomes.

2 de janeiro de 2017, 18:42

EXCLUSIVA PSB de Lídice deve indicar secretaria de Ciência e Tecnologia

Foto: Política Livre

Senadora Lídice da Mata durante solenidade na Assembleia, hoje

Ao contrário de substituir o atual titular da pasta pelo deputado estadual Alex Lima, o PDT do deputado federal Félix Mendonça Jr. deve perder a secretaria de Ciência e Tecnologia para o PSB da senadora Lídice da Mata. O partido, sob a sugestão de Lídice, deve indicar para a secretaria o engenheiro José Vivaldo Souza de Mendonça Filho, que já dirigiu a CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir). Ao Política Livre, Lídice admitiu hoje, durante a solenidade de posse de quatro suplentes na Assembleia Legislativa, que o partido negocia indicações para a reforma administrativa que o governador Rui Costa (PT) planeja para este mês de janeiro, mas não quis antecipar que áreas seriam de interesse do PSB, que já comandou a secretaria estadual de Turismo no governo Jaques Wagner.

2 de janeiro de 2017, 14:07

EXCLUSIVA PDT atrai Alex Lima e Carlos Muniz com cargos no Estado

Foto: Política Livre

Vereador Carlos Muniz pode assumir o IAT, indicado pelo PDT

O presidente estadual do PDT, Félix Mendonça Jr., prepara uma ofensiva para filiar pelo menos dois quadros do PTN ao seu partido. São o vereador Carlos Muniz e o deputado estadual Alex Lima. O Política Livre apurou que os dois estão apalavrados com Félix para fazer a filiação e aguardam apenas a mudança de nome da legenda para “Podemos” a fim de terem um argumento que lhes assegure a ida para o PDT sem obstáculos, principalmente judiciais.

Hoje, na Câmara Municipal, Carlos Muniz dizia a quem quisesse ouvir que seu compromisso com o partido se encerrava ali, com o voto que deu para a presidência da Casa no vereador Léo Prates (DEM), que foi apoiado pelo PTN. Ele desfia o rosário de queixas tradicional de que não tem voz ativa no partido comandado na Bahia pelo deputado federal Bacelar. Para atrair os dois políticos, o PDT ofereceu dois cargos na estrutura do governo estadual hoje ocupados pelo partido.

Alex Lima, por exemplo, pode ser indicado para a secretaria estadual de Ciência e Tecnologia, o que abriria espaço para que o irmão do vereador, Anderson Muniz, hoje suplente, tomar posse como deputado na Assembleia. Já Carlos Muniz, pode assumir o IAT (Instituto Anísio Teixeira), afastando-se da Câmara, onde assumiria o mandato de vereador o apresentador de TV Uziel Bueno, que também está no PTN, mas também se filiaria ao PDT.

Félix Mendonça Jr. pretende atrair os novos quadros para o PDT aproveitando a reforma administrativa que o governador Rui Costa (PT) planeja para este mês de janeiro como forma de se preparar para a sucessão estadual de 2018. Inicialmente, ele pensou em indicar a irmã, a ex-vereador Andréa Mendonça, para a secretaria, mas mudou de estratégia ao perceber que poderia utilizá-lo para negociar o fortalecimento do partido na Câmara e na Assembleia.

2 de janeiro de 2017, 10:59

EXCLUSIVA PT planeja expulsar Suíca e Moisés depois de votação na Câmara

Foto: Política Livre

Aliado antigo de ACM Neto, vereador Suíca está na mira do PT há muito tempo

A decisão da executiva municipal do PT de lançar a candidatura da vereadora Marta Rodrigues à presidência da Câmara teve apenas um objetivo: fazer com que o partido tenha argumentos para expulsar os vereadores Suíca e Moisés Rocha, ambos do PT. Nenhum dos dois votou na vereadora na eleição para a presidência da Câmara agora pela manhã, na qual ela só teve o seu próprio voto. A direção do PT buscava apenas uma justificativa para tirar os dois vereadores da sua representação na Câmara. O vereador Suíca, inclusive, integra a chapa do novo presidente da Câmara Municipal, Léo Prates (DEM), na condição de Ouvidor. Marta sabia que provavelmente só teria seu voto na eleição de hoje. Nas reuniões que a executiva do PT para anunciar sua candidatura, os dois colegas de partido não compareceram. Ainda assim, ela decidiu concorrer, atendendo a apelo do partido, sob o argumento de que o PT começou pequeno na Câmara Municipal de Salvador até chegar à Presidência da República. A militância petista deu total apoio à vereadora. Das galerias, gritou seu nome quando seu nome foi anunciado, quando ela lançou sua candidatura e no momento em que ela votou. “Eles estão vendo tudo”, disse depois a vereadora ao Política Livre, referindo-se à galeria.

2 de janeiro de 2017, 07:50

EXCLUSIVA A “estranha” indiferença de Neto, por Raul Monteiro

Foto: Walter Pontes

Neto posa para foto com novo secretariado em frente ao Palácio Thomé de Souza

Chamou a atenção, no discurso de posse que o prefeito ACM Neto fez ontem na Câmara Municipal, o fato de ter poupado de críticas ou de qualquer referência, mesmo que indireta, o governador Rui Costa (PT), seu virtual adversário ao governo em 2018. Ao invés de dirigir suas baterias contra Rui, Neto preferiu, na parte política de seu pronunciamento, concentrar-se nos erros administrativos e econômicos do petismo, ao defender abertamente como um dos legados de sua gestão o controle fiscal da cidade, que a tem diferenciado de inúmeras outras e de Estados que, como observou, quebraram.

A bem da verdade, Rui conseguiu a proeza de distanciar-se de seu partido no campo da administração, ao dar à Bahia condições de enfrentar a crise em situação infinitamente melhor do que a de outros Estados e do próprio país, cuja administração petista é responsável por uma recessão que já produziu de mais de 12 milhões de desempregados. “Recentemente, em nível nacional, vimos as consequências lamentáveis de assumir compromissos que não podem ser cumpridos, de tentar maquiar as contas públicas, de tentar esconder a real situação de nosso país, de mentir para as pessoas”, afirmou o prefeito ontem.

O fato de ter poupado Rui não significa que o democrata tenha, por outro lado, evitado qualquer movimento ou insinuação de que 2018 permanece, sim, em seus planos. Isso ficou claro, por exemplo, no momento em que falou de seu vice, o peemedebista Bruno Reis, que deve assumir o controle da cidade na hipótese muito provável de Neto renunciar para disputar a corrida sucessória estadual. O democrata não só se referiu a Bruno como a um talento descoberto por ele, no que, conforme disse, estaria reproduzindo uma tradição do avô ACM de revelar novos quadros para a vida pública, como reforçou que o vice está preparado para trabalhar por Salvador.

“Ele (Bruno) está preparado para fazer um trabalho por Salvador, me ajudará, estará ao meu lado e será um vice-prefeito com relevância e à altura de uma capital como Salvador”, completou Neto, que dedicou parte significativa do texto aos equívocos cometidos pelo petismo no comando do país. “(…) Governar em momento de crescimento é fácil, difícil é governar em momento de crise”, diria o prefeito, reproduzindo a convicção cada vez maior, sobretudo entre economistas, de que, no poder, o PT jogou no lixo a oportunidade que a onda de prosperidade mundial poderia ter proporcionado ao país.

Como se tivesse deixado para trás o período de troca de farpas que protagonizaram até recentemente, o prefeito prosseguiu sem avançar um milímetro na direção de Rui Costa, como se ele já não fizesse mais parte do cenário. Pelo contrário, até sinalizou que aposta num entendimento. “Não faço política com ódio e rancor. Nesta crise, precisamos buscar consenso. Estou disposto a sentar com a oposição, políticos de quaisquer partidos, para discutir projetos para a nossa cidade. Acima de qualquer divergência ideológica ou diferença partidária, estão os interesses da cidade”, acrescentou. Com efeito, o porquê da indiferença de Neto em relação a Rui ainda vai ser revelado.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

1 de janeiro de 2017, 10:46

EXCLUSIVA Carletto pode deixar PP rumo ao PSD para disputar Senado

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Ronaldo Carletto

O PP do vice-governador e secretário estadual de Planejamento João Leão vai fazer um esforço para evitar o deslocamento do deputado federal Ronaldo Carletto para o PSD do senador Otto Alencar. Carletto pode estar mudando de partido para se posicionar melhor para a disputa pelo Senado na chapa do governador Rui Costa (PT) em 2018 pelo PSD. Até hoje ele não engoliu o fato de o PP ter boicotado os recursos do Fundo Partidário para candidatos de sua base em retaliação ao fato de ter votado contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

26 de dezembro de 2016, 18:45

EXCLUSIVA No mato sem Lula, por Raul Monteiro

Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo/Arquivo

Lula quer ser lançado candidato já no próximo ano

O lançamento da candidatura de Lula à presidência da República mais uma vez é absolutamente compatível com o terreno livre da política, onde se permite todo o tipo de arrivismo, mas está em completa dissonância com os fatos que se desenrolam no país. E embora seus apoiadores digam que o petista aproveita o momento de fragilidade e impopularidade do presidente Michel Temer (PMDB), no fundo o que Lula deseja é um palanque que justifique sua postura de confronto deliberado à Operação Lava Jato e a seus filhotes, construída sob a tese segundo a qual a melhor defesa é o ataque, sobretudo quando se está acuado.

Ora, ora, é possível que uns poucos acreditem que, na hipótese de vir a ser condenado ou preso, Lula o seja exclusivamente porque era uma ameaça às forças que defenestraram o PT da política nacional, todas temerosas dos avanços sociais experimentados pelo país sob a sua gestão. Mas, para a grande maioria, sem dúvida, a possibilidade de punição do ex-mito pode ser entendida como consequência natural da eventualidade de comprovação, pelas Operações policiais em curso, de que, como já afirmou um famoso procurador, o ex-presidente da República foi o mentor e provavelmente o principal beneficiário do maior esquema de corrupção de que se tem notícia na Nação.

Os petistas podem ficar irritados com o processo que volta e meia denunciam de “desconstrução” de Lula, podem, como sua candidatura presidencial oportuniza, mergulhar ainda mais na espiral da negação que lhes tem permitido navegar na política como se nada tivesse acontecido, classificando os deslavados atos de corrupção que se espraiaram pelo Estado brasileiro a partir da Petrobras como uma mentira produzida por um vergonhoso conluio entre os procuradores e um juiz da Lava Jato orientado por interesses inconfessáveis da Harvard School e a mídia golpista contra a mais pura, bela e digna liderança popular que o Brasil já produziu.

Podem ainda atribuir os percalços judiciais vividos pelo presidente e sua família a uma bem bolada operação da CIA que teria como pano de fundo o desejo de ambiciosos e desumanos norte-americanos na usurpação, a qualquer custo, do pré-sal brasileiro ou então à incontida revolta da tradicional classe média brasileira contra a forçada convivência em aeroportos, concessionárias de automóveis e delicatessens com uma nova classe média desajeitada produzida pelo lulismo que – eles parecem não ver – há muito já se esboroou com a devastadora recessão legada por Dilma Rousseff.

Ao brandirem tais justificativas, entretanto, só estarão se repetindo, reproduzindo um discurso político esvaziado de significado pela torrente de informações e denúncias que tem desnudado a forma como lideranças antes tidas como probas, comprometidas com uma revolução de costumes que colocaria o povo no centro dos interesses da política nacional, aproveitaram sua passagem pelo Estado por meio de um governo dito social para fazer tudo o que condenavam, engendrando uma sólida parceria com empresários a fim de enriquecer e garantir o enriquecimento de seus esquemas às custas de recursos públicos.

* Artigo publicado originalmente na Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

26 de dezembro de 2016, 08:14

EXCLUSIVA Wagner está fechadíssimo com reeleição de Nilo, dizem petistas

Foto: Ascom Asplan

Wagner (direita) conversa com vice João Leão sobre projetos estruturantes do Estado

Apesar de ainda não ter pedido votos publicamente para a reeleição do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Nilo (PSL), o coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Jaques Wagner, está fechadíssimo com sua campanha, dizem petistas e deputados aliados do governo que apóiam o parlamentar. Especulações com relação à falta de compromisso de Wagner com Nilo surgiram depois que houve relatos de que, em alguns eventos públicos recentes, o ex-governador disse que o instituto da reeleição estava falido, porque a sociedade não o tolerava mais.

24 de dezembro de 2016, 07:33

EXCLUSIVA Rui pode substituir Álvaro Gomes por Olívia no Trabalho

Foto: Facebook

Olívia Santana seria a preferida do governador para a secretaria do Trabalho

Começou a circular no governo com intensidade a informação de que o governador Rui Costa (PT) deve substituir o atual secretário estadual do Trabalho, Álvaro Gomes, por Olívia Santana, que cuida da pasta de Políticas para as Mulheres. Os dois pertencem ao mesmo partido, o PCdoB. Mas Gomes, até o momento, não teria apresentado os resultados esperados pelo governo ao passo que Olívia está em alta com o governador, que gostaria de ter feito ela candidata à Prefeitura de Salvador nas eleições municipais passadas.

22 de dezembro de 2016, 07:57

EXCLUSIVA Sem essa de governo grátis agora, por Raul Monteiro

Se o presidente Michel Temer (PMDB) não vetar o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados que negocia as dívidas dos Estados sem as contrapartidas à União que haviam sido previamente acertadas, ele comprovará que é um presidente parlamentar, ou seja, que só cuida de manter uma boa relação com o Congresso, como pontuou recentemente em entrevista de fim de ano com jornalistas, a título de crítica ao eminente peemedebista, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Nilo (PSL). Mais do que isso, Temer sinalizará que não dá a mínima para o futuro do país.

Afinal, oportunizar aos Estados as garantias para sair da encalacrada em que se meteram, a bem da verdade sob o incentivo do governo de triste memória de Dilma Rousseff (PT), com recursos suados da sociedade, sem exigir que se comprometam com um mínimo de exigências necessárias para não continuarem gastando o que não têm, sob o manto do mero populismo, é dar-lhes total licença para continuarem descendo de maneira célere para a parte mais funda do buraco em que o país já está metido por uma sucessão de equívocos administrativos e políticos seus e do governo petista passado.

Ninguém questiona a que situação lastimável chegaram as contas da maioria dos Estados. Alguns deles já atrasam o pagamento de aposentadorias, pensões e salários, quando não os parcelam como alternativa para não deixar os servidores à completa míngua, além de não honrarem há muito tempo seus compromissos com fornecedores essenciais à máquina administrativa, comprometendo ainda mais a qualidade de serviços que nunca foram de excelência. Outros estão à beira da completa insolvência, enquanto a maioria luta para não afundar junto com a recessão.

Mas presentear os maus gestores que contribuíram para levá-los aos caos com dinheiro a fundo perdido da sociedade é simplesmente um absurdo. Aliás, ao invés de fazer lobby sobre os deputados de seus Estados, obrigando-os a votarem contra a orientação de um governo que ainda luta para arrumar as próprias contas, completamente desorganizadas por uma gestão anterior tresloucada, os governadores deveriam se posicionar de forma transparente para a sociedade e admitir que sem medidas duras e corretivas, por meio de reformas, de nada adiantará o suposto alívio de agora.

Se gastaram por conta quando o país crescia e, ao invés de apostarem em investimentos que tornassem suas economias sustentáveis, incharam ainda mais sua folha de pessoal com contratações eleitoreiras, elevando descontroladamente as despesas, ou se não atentaram enquanto podiam para a elevação do custo das Previdências estaduais, os governadores precisam entender que agora não têm mais para onde correr nem a sociedade tem mais condição de bancar-lhes a irresponsabilidade. Uma boa forma de responder ao desafio é cortando na própria carne, em vez de empurrar o problema irresponsavelmente para os sucessores.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

21 de dezembro de 2016, 18:50

EXCLUSIVA Jutahy e Brito foram os mais assíduos na Câmara em 2016

Foto: Montagem/Política Livre

Só dois dos deputados federais da Bahia registraram presença de 100% nas sessões da Câmara neste ano de 2016, segundo relatório divulgado hoje pela secretaria geral da Mesa Diretora do Poder e obtido com exclusividade pelo Política Livre. São eles: Jutahy Magalhães Jr., do PSDB, e Antonio Brito, do PSD. O terceiro parlamentar da Bahia mais assíduo foi Daniel Almeida (PCdoB), que teve apenas duas faltas. Na outra ponta, dos baianos mais ausentes às sessões do Congresso, estão o líder do PT na Câmara, Afonso Florence, e o democrata Cláudio Cajado. O primeiro teve 25 faltas e o segundo, 22.