7 de setembro de 2019, 12:30

EXCLUSIVA Insatisfeita, base de Neto monta força-tarefa por aprovação de emenda impositiva no orçamento do Município

Foto: Arquivo

Comenta-se que o poder da caneta de ACM Neto não estaria chegando nem para os mais chegados

“Desalentados” com o tratamento do Palácio Thomé de Souza, vereadores da base do prefeito ACM Neto (DEM) na Câmara de Salvador, composta por 30 edis, teriam deflagrado uma operação para que a Casa aprove a institucionalização das chamadas emendas impositivas no orçamento do município. Informações chegadas com exclusividade a este Política Livre dão conta de que uma força-tarefa, inclusive, foi montada, de forma que a matéria sugerida pelo líder da oposição, vereador Sidninho (Podemos), passe o quanto antes pelo crivo dos colegas, que não aceitarão mais um não como reposta, em caso de veto.

Neste sentido, na última reunião do Colégio de Líderes foi deliberado que, já na próxima semana, o projeto deverá entrar na pauta de votação. Para a medida ser votada, obrigando a que o prefeito pague o valor das emendas impositivas, eles já teriam o apoio da oposição, do bloco independente e até mesmo do presidente da Casa, vereador Geraldo Júnior (SD), que seria o responsável por colocar a matéria em votação. O único contrário ao levante seria o líder do governo, Paulo Magalhães Júnior (SD), pela força da função que exerce, embora, segundo colegas, também deseje que o valor de suas emendas seja liberado.

E não é negado por nenhum deles que se trata de alternativa de sobrevivência com vistas à sucessão de 2020, levando em conta que o poder da caneta de Neto está restritíssimo e não estaria chegando nem mesmo para os mais próximos. Nem mesmo as demonstrações de fidelidade estariam sendo levadas em consideração pelo prefeito, que, segundo a base, trata com mão de ferro os recursos municipais. Com isso, consequentemente, os vereadores estão deixando suas bases a ver navios, com entregas de obras em ritmo de tartaruga ou, em alguns casos, zero, o que os leva a temer serem prejudicados na abertura das urnas no próximo pleito.

Lembrando que falta apenas um ano e um mês para as eleições, alguns chegam a se queixar de que o prefeito hoje só tem olhos para eleger o vice-prefeito, Bruno Reis (DEM), já definido internamente como o candidato do grupo para a sua sucessão, embora o prefeito diga que vai esperar até o fim do ano para anunciar sua opção para a Prefeitura. “Porém, orçamento impositivo quer dizer que o gestor público é obrigado a executar a despesa que lhe foi confiada pelo Legislativo”, protesta um vereador que pediu a condição de anonimato para poder falar ao Política Livre sobre o que chama de “pequena rebelião”.

Fernanda Chagas

6 de setembro de 2019, 17:41

EXCLUSIVA “Não só vou votar, como encaminhar a favor na bancada”, diz Otto, líder do PSD no Senado, sobre Aras para PGR

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O senador Otto Alencar, líder do PSD, anunciou, nesta sexta-feira (6), com exclusividade ao site Política Livre, que encaminhará o voto da bancada do partido para confirmar o nome do baiano Augusto Aras na Procuradoria-Geral da República. “Não só votarei a favor, como também vou pedir aos meus colegas que façam o mesmo. No meu partido, sou líder do PSD, são nove senadores e eu vou encaminhar o voto a favor. Não só vou votar, como encaminhar a favor o voto na bancada. E olha que ele não precisa e não pediu voto, estou fazendo espontaneamente”, disse.

Sobre o método escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) que escolheu um nome fora da lista tríplice, o senador disse que não discute o método, já que o presidente tem o direito ou não de escolher na lista eleita pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Esta é a primeira vez, em 16 anos, que isso não ocorre. No entanto, Otto lembrou que quando foi governador da Bahia em 2002, escolheu o primeiro da lista para procurador-geral do Estado, contrariando, inclusive, na época o poderoso senador Antonio Carlos Magalhães (ACM).

“São duas coisas, uma delas é o método escolhido, isso é problema do Bolsonaro. Se estivesse no lugar dele, eu escolheria o primeiro da lista. No meu caso, quando fui governador em 2002, eu escolhi. Agora, fora o método de escolha, Augusto Aras, que conheço, tem todas as condições de fazer um ótimo trabalho pelas suas qualidades, conhecedor de toda a parte jurídica que compete ao procurador. É um homem muito correto, decente e, além de tudo, é baiano. Então, vai representar muito bem a Bahia”, pontuou o senador que também acumula a presidente estadual do PSD.

Raiane Veríssimo

6 de setembro de 2019, 11:47

EXCLUSIVA O desafio do primeiro baiano na chefia do MPF

Foto: Conjur

Augusto Aras

A indicação do professor Augusto Aras para procurador-chefe, em substituição a Raquel Dodge, é possivelmente a primeira de um baiano para posto tão poderoso da República.

Ela não traz, entretanto, a possibilidade de ganhos para o Estado na perspectiva em que tradicionalmente movimentos desse alcance são tratados, a exemplo da ascensão de ministros a governos de plantão.

A chegada de Aras ao comando do Ministério Público Federal fortalecerá a Bahia na medida em que reverencie a tradição e o nome de grandes baianos do meio jurídico que fizeram da defesa da lei sua bíblia e missão.

É bem verdade que o procurador assumirá a posição, cuja chancela pelo Senado é esperada e merecida, depois de uma ousada e muita bem montada estratégia para aproximar-se do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Chegando lá, por meio do respaldo político do executivo que a Constituição recomenda, entretanto, terá que agir no sentido de garantir mais respeito a ela e racionalidade num governo que mostra carecer de vastas qualidades.

O baiano possui todos os requisitos para o desafio. Além de sólida formação acadêmica e intelectual, demonstrada pela trajetória na Universidade como aluno e professor e livros publicados, tem respeitado histórico profissional.

Sua atuação como procurador regional eleitoral na Bahia nos tempos duros do carlismo passou à história como uma demonstração positiva do que a firmeza e a independência podem produzir em ambientes políticos hostis.

Não é nada para além disso que se espera, portanto, do ilustre baiano que construiu com as próprias mãos as condições para a chegada triunfal à nova posição, contra, entre outros obstáculos, o do corporativismo anacrônico de sua categoria.

A Bahia merece dar vivas à vitória deste filho teu na expectativa de que ele não faça nada, além de prestar um tributo a outros tantos que se projetaram para o país defendendo os valores intrínsecos a toda República.

6 de setembro de 2019, 10:42

EXCLUSIVA Elen Coutinho e Éden Valadares devem se revezar na presidência do PT na Bahia

Foto: Divulgação

Os candidatos Elen Coutinho e Éden Valadares, que é assessor do senador Jaques Wagner, devem se revezar na presidência do diretório do PT na Bahia. De acordo com informações obtidas pelo Política Livre, está bem encaminhado um acordo para que Elen fique à frente do partido pelos próximos dois anos, depois dos quais deverá passar a cadeira para o correligionário. Para isso, seria necessário apenas que as chapas de Éden e Elen sejam a primeira e a segunda mais votadas, respectivamente – cenário considerado como o mais provável.

Na noite desta quinta-feira (05), Elen Coutinho e Lucinha do MST, também candidata, realizaram ato para anunciar que só haverá acordo para a formação de uma chapa única na disputa pelo diretório estadual do partido, se esta for liderada por uma mulher. Wagner participou do encontro e deixou aberta a possibilidade de composição. Em seu discurso, reiterou o apoio à candidatura de seu assessor, mas elogiou a “força da renovação e da capacidade de construir uma unidade na diversidade” de Elen e Lucinha. As eleições estão marcadas para 19 e 20 de outubro.

Guilherme Reis

5 de setembro de 2019, 16:00

EXCLUSIVA Em congresso do MPF, Augusto Aras já é chamado de PGR entre colegas

Foto: Divulgação/Conjur

Subprocurador da República, Augusto Aras é baiano

Em congresso nacional do Ministério Público Federal (MPF), aberto nesta quinta-feira (5), em Goiás, o comentário principal é sobre a escolha do subprocurador da República Augusto Aras, baiano, para sucessor de Raquel Dodge na Procuradoria Geral da República. É voz geral que só falta seu nome ser publicado no Diário Oficial.

5 de setembro de 2019, 09:27

EXCLUSIVA Moro é vítima de assédio moral por parte de Bolsonaro?, por Raul Monteiro*

Foto: Ag. Câmara/Arquivo

Ministro da Justiça, Sérgio Moro

É evidente que a relação entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, não está nada boa. Consta que o presidente só não teria demitido o ex-Lava Jato depois de ter sido chamado a atenção, na semana passada, de que Moro é idolatrado por seus eleitores e que a medida poderia produzir-lhe imenso desgaste. Se não avançou na decisão de expelir o auxiliar do governo, Bolsonaro não pára, no entanto, de criar-lhe dificuldade, dando demonstrações públicas de que é ele, o presidente, que manda, e aumentando a pressão para que o ministro, por exemplo, demita o delegado que indicou à superintentendência da Polícia Federal.

Ou seja, Moro está sendo vítima de um verdadeiro assédio moral da parte do presidente cuja solução, para o próprio Bolsonaro, deveria ser seu pedido de demissão. O ministro vive, no entanto, um dilema. Depois de ter renunciado ao cargo de juiz para pular com os dois pés no governo bolsonarista, perdeu as salvaguardas que tinha para enfrentar, do lado de fora da administração, tanto um presidente que deverá se tornar seu adversário quanto seus inúmeros inimigos no PT, que atribuem a ele o calvário vivido pelo ex-presidente Lula como se o petista não tivesse nenhuma – nenhuma! – responsabilidade sobre o petrolão.

Por trás da, digamos, “perseguição” a Moro, está o fato de Bolsonaro encará-lo, dentro do governo, como um verdadeiro adversário a seus planos de reeleição em 2022, aquela que ele disse, quando se elegeu, no ano passado, que não disputaria, mas que, depois de ter sentido o gostinho da vida boa no Palácio da Alvorada, já pensa que é, além de absolutamente razoável, até merecida. O ministro da Justiça deve estar realmente, a esta altura, questionando a bobagem que fez ao desligar-se da magistratura para assumir uma posição política absolutamente dependente dos humores de um governante de personalidade dificílima.

Sua estatura, no entanto, infinitamente maior que a do presidente, em todos os aspectos, além de diferenciá-lo e fortalecê-lo efetivamente como uma opção a Bolsonaro nas eleições de 2022, torna-o alvo natural do primeiro mandatário, como tem acontecido. A solução seria, naturalmente, o ex-magistrado ter a coragem de deixar o governo, se for realmente seu interesse concorrer à sucessão presidencial, preparando-se para a disputa, enquanto assiste, segundo pelo menos as pesquisas estão a sugerir, à degradação da administração, cuja reprovação tem aumentado, como demonstrou a mais recente levantamento Datafolha.

É possível que o período que já passou no governo tenha ajudado Moro a perder a “ingenuidade”, característica da qual o próprio presidente zombou durante entrevista a jornalistas da Folha, na última segunda-feira, e que ele de fato tenha adquirido mais experiência para conduzir-se na política, qualidade que demonstrou não possuir, infelizmente, ao associar-se, de forma precipitada e excessivamente confiante, ao projeto de Bolsonaro. Mas nem tudo está perdido. Quem sabe, o ex-juiz que ajudou o país a encarar como possível uma mudança no seu padrão histórico de impunidade ainda possa promover uma virada em sua vida pessoal e pública.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

4 de setembro de 2019, 12:43

EXCLUSIVA Desejo infantil e de ter filho americano embalariam projeto de Eduardo nos EUA

Foto: Ag. Brasil

Eduardo Bolsonaro: desejo de ser embaixador desde a mais tenra idade, segundo relato a senador amigo da família

Num governo em que o cuidado com o interesse público fosse levado efetivamente a sério, não seria necessária uma pesquisa Datafolha apontando que 70% dos brasileiros reprovam a indicação de um dos filhos do presidente da República para o mais alto posto da diplomacia brasileira no exterior para que o plano fosse abortado.

Ao invés de dados científicos mostrando que a idéia não encontra respaldo nem no chamado bolsonarismo de raiz, integrado pelo segmento evangélico e os moradores do Sul do país, o bom senso prevaleceria, levando a que nem se cogitasse numa medida que cheira a claro nepotismo e à prevalência de interesse do clã.

Para ilustrar o que significa a indicação do parente de primeiro grau à Embaixada do Brasil em Washington para a família, corre em Brasília uma história segundo a qual um senador próximo dos Bolsonaro teria procurado o candidato para tentar dissuadi-lo da idéia de concorrer para a vaga de embaixador.

Ponderara que o momento era inoportuno devido à presença na Casa da proposta de reforma da Previdência, alegando que um pleito de caráter pessoal do presidente consistiria numa oportunidade ímpar para os senadores fazerem cobranças que deixariam o governo simplesmente de tanga.

A admoestação teria entrado por um ouvido e saído por outro de Eduardo. Além de relatar ao aliado do pai que o desejo de se tornar embaixador o acompanhava desde a mais tenra infância, ele teria feito uma revelação bombástica ao amigo senador.

Ao lembrar que sua mulher estava grávida, disse que ímpar seria, na verdade, a oportunidade de passar a desfrutar da honra de ter um filho nascido em solo norte-americano. Neste momento, os olhos do interlocutor reviraram de surpresa.

Nada, portanto, nenhuma palavra sequer, no sentido de representar os interesses maiores do país frente a uma das Nações mais poderosas do mundo. Será que os senadores que votarão a indicação – vale aí, inclusive, uma lembrança aos três baianos eleitos para a Câmara Alta – se valerão do bom senso ou do Datafolha na hora de avaliar o caso?

Ou simplesmente se submeterão à vontade do pai, que quer satisfazer o filho e seu desejo de fazer do futuro neto um cidadão norte-americano?

4 de setembro de 2019, 09:53

EXCLUSIVA Fausto Franco entra em rota de colisão com padrinho político; queixas irão a Rui

Foto: Fernanda Chagas/Política Livre/Arquivo

Secretário Fausto Franco parece que caiu em desgraça com o partido que o apadrinhou

Estão em franco declínio as relações do secretário estadual de Turismo, Fausto Franco, com o PL, partido que apadrinhou sua indicação para o governo Rui Costa (PT). Segundo se comenta na legenda, toda vez que algum problema afeta sua gestão na pasta, Franco coloca a culpa no partido. A situação, de tanto se repetir, teria levado o secretário a um quadro de isolamento no PL, onde se diz que nove entre cada 10 integrantes da legenda preferem não sentar na mesma mesa que ele nem pegar um mesmo avião – observação que fazem questão de levantar numa alusão crítica ao fato de o secretário viajar muito. Já há quem articule uma comissão para ir ao governador Rui Costa (PT) queixar-se do comportamento do auxiliar.

3 de setembro de 2019, 16:41

EXCLUSIVA Prefeito veta de forma total projetos de cinco aliados e eleva discurso de tensão em sua base

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Dentre os projetos rejeitados por Neto está o do aliado de primeira hora Téo Senna

O prefeito ACM Neto (DEM), com diversos projetos tidos como ‘ardilosos’ de sua autoria a serem votados na Câmara Municipal de Salvador, a exemplo do que autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito interna junto à Caixa Econômica Federal, no âmbito do Programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento, bem como o que prorroga o abono mensal, dos Agentes de Suporte Operacional e Administrativo, em extinção, na área de qualificação de Suporte de Serviços de Copa e Cozinha e dos Profissionais de Atendimento Integrado na Área de Qualificação de Médico, com carga horária de 20 horas semanais, que percebem vencimento na tabela salarial de 20 horas, vetou de forma total oito dos 12 projetos que estão sobrestando a pauta, sendo que cinco são de autoria de aliados. O fato, conforme circula nos corredores da Casa, apenas reforça a tese bastante aventada por este Política Livre de que a relação do gestor municipal com sua base não anda de ‘vento em popa’ como propagada. Ao contrário, eleva o discurso de tensão no grupo liderado por ele. Alguns defendem, inclusive, que “é melhor fechar a Casa, acabar com a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), se o prefeito, mesmo após as matérias aprovadas pelas comissões, em especial na CCJ, se achar no direito de vetá-las sempre.

Dentre os projetos rejeitados estão o do aliado de primeira hora Téo Senna (PHS), que obriga os bancos que não possuem estacionamento próprio a disponibilizar vagas gratuitas para os usuários; do democrata correligionário Alexandre Aleluia, que dispõe sobre a educação domiciliar (homeschooling); do verde Sabá, que obriga shoppings a disponibilizarem cadeiras para refeição infantil nas praças de alimentação; da emedebista Cátia Rodrigues, que dispõe prioridade processual das ações de imunidade tributária de templos religiosos (art. 150 da Constituição Federal) junto à Secretaria da Fazenda Municipal e do também integrante do PHS, Fábio Souza , que dispõe sobre a inclusão da festa Arraiá do Galinho no calendário oficial da cidade.

Ainda foram vetados em sua totalidade, quatro matérias de vereadores da oposição: a do líder do grupo contrário, vereador Sidninho (Podemos), que acrescenta os agentes comunitário de saúde e de combate a endemias ao Grupo Profissional de Saúde; o do petista Moisés Rocha, que dispõe de atendimento diferenciado para prestadores de diabetes e hipertensão; e o da líder do PT na Casa, Marta Rodrigues, que institui o programa de Atenção à primeira Infância no âmbito municipal e a do pessedista Edvaldo Brito,que decreta patrimônio imaterial de Salvador o idioma Iorubá.

As vedações parciais, que somam-se três, também atingiram em sua maioria seus companheiros. Na lista mais uma vez, uma matéria de autoria do democrata Alexandre Aleluia foi vetada: a que acrescenta o parágrafo 2º ao artigo 63 e parágrafo único ao artigo 94 da lei nº 5504/99; a de Palhinha, que institui a Semana Municipal de Conscientização do Autismo, na primeira semana de abril e, por fim, do petista Suíca que coloca como prioridade a pessoas com Acromatose (albinismo) na marcação de consultas dermatológicas e oftalmológicas.

Como forma de amenizar o clima de insatisfação, está marcado uma espécie de audiência entre os vereadores autores das matérias vetadas e a procuradora do Município, Luciana Harth, para que os vetos sejam explicados, na tarde desta terça-feira (3) e manhã desta quarta (4). Porém, de acordo com o presidente Geraldo Júnior (SD), a expectativa é que as proposições sejam levadas para apreciação em plenário ainda na sessão ordinária desta quarta-feira (4), para que em seguida novos projetos de autoria dos edis sejam votados.

Fernanda Chagas

3 de setembro de 2019, 10:04

EXCLUSIVA Eduardo Bolsonaro nos EUA: Cheiro de fumaça da Amazônia ou de hambúrguer?

Foto: Divulgação/Arquivo

Bolsonaro e a filharada

A elevação da impopularidade do presidente Jair Bolsonaro (PSL), captada pelo Datafolha, é uma prova de que o povo, a principal instituição do país, está funcionando. Seria uma temeridade realmente que o primeiro mandatário estivesse dizendo tantas baboseiras, além de dedicando-se com afinco a um projeto de desmonte do precário Estado Social brasileiro, e, ainda assim, lograsse obter mais aprovação, principalmente da população mais afetada por suas sandices e as de seus ministros.

Só os mais tolos poderiam esperar realmente que da cachola de um político forjado nas franjas do mais rasteiro baixo clero, dono de um discurso moralista de araque, pudessem sair boas ideias para resgatar o Brasil da enorme crise em que as gestões desastradas do petismo o jogaram. A cada dia que passa aumentam as evidências de que o homem eleito para presidir o Brasil nestes próximos quatro anos é dono da mais completa incapacidade para fazê-lo e não conseguirá superar suas óbvias limitações.

O fosso social aumenta na mesma proporção da ausência de boas propostas para fazer a economia girar numa demonstração de que o tal “Posto Ipiranga”, como convencionou chamar seu ministro Paulo Guedes, da Economia, não foi capaz de apresentar qualquer nova iniciativa que apontasse para a saída da crise, além de ter liderado uma reforma da Previdência que, a par de manter privilégios, ampliaria o arrocho sobre os mais desfavorecidos, não fosse a intervenção de setores do Parlamento brasileiro preocupados com seu desgaste.

Com índices como os exibidos pelo Datafolha, que insiste em desacreditar, apesar de sua clareza, e a perspectiva de que piorem, porque não há expectativa de melhora nem do governante nem do conteúdo do seu governo, Bolsonaro passa a ser uma figura tóxica ao ambiente político que, normalmente, nestes casos, tende a se afastar de sua figura problemática. Quem pagar para ver, sucumbirá na mesma espiral de descrédito e desaprovação, notadamente candidatos nas próximas eleições municipais que até ontem ainda o considerassem um bom eleitor.

Mas o que essa situação oferece é também a oportunidade de uma classe política cujo hábito é o de sempre se agachar diante do chefe do executivo poderoso de plantão exerça sua autonomia e impeça que o presidente indique um dos filhos para o posto de Embaixador do Brasil nos Estados Unidos, um dos motivos, aliás, que pesaram na péssima avaliação que se faz deste governo. Já corre as ruas uma piada sobre o encontro recente entre o filhão, um dos Zeros, zeros, e o presidente Donald Trump.

O norte-americano teria perguntado ao brasileiro: – My son, esse cheiro de fumaça é da Amazônia ou do hamburguer?

O filme queimou, Bolsonaro!

2 de setembro de 2019, 16:31

EXCLUSIVA Instituição de membros em comissão para fiscalizar ISS coloca ACM Neto nas mãos da Câmara; Brito terá plenos poderes

Foto: Reprodução/Facebook

A favor de Neto na prática, a comissão conta apenas o vereador Carballal, autor da iniciativa, como presidente, Sabá e Paulo Magalhães Júnior

A instalação da comissão especial para fiscalizar a isenção Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza [ISS] para os empresários do transporte público de Salvador e taxa de Regulação, Controle e Fiscalização (TRCF) na Câmara de Salvador, na tarde desta segunda-feira (2), com o número de membros em sua maioria de oposição [cinco], dois tidos como rebelados (Cézar Leite e Maurício Trindade) e, mais ainda, com a instituição do vereador Edvaldo Brito (PSD), como vice-presidente; porta-voz da comissão; responsável por acompanhar e coordenar junto com o relator a emissão do relatório final, bem como substituir o presidente em possíveis ausências e balizar, através do seu conhecimento jurídico, a condução do presidente e elaboração do relatório, papéis que, consequentemente, o dá plenos poderes de decisão, teria sido uma ‘verdadeira jogada de mestre’, como forma de colocar o prefeito ACM Neto (DEM) “ainda mais” nas mãos do Parlamento municipal. A informação foi repassada com exclusividade a este Política Livre.

Mas não parou por aí. A nomeação do comunista Hélio Ferreira, liderança do sindicado dos Rodoviários, como uma espécie de ouvidor do colegiado teria sido a cartada final. “Pelo conhecimento abalizado do tema presidirá todas as audiências públicas e coordenará as diligências”, afirmou o presidente da Casa, vereador Geraldo Júnior (SD). Somam-se a eles, o petista Suíca, o integrante do Podemos, Carlos Muniz e José Trindade (sem partido), opositores dos mais contundentes à gestão do prefeito. Com isso, a favor de Neto na prática, restaria apenas o vereador Carballal (PV), autor da iniciativa, como presidente, Sabá (PV) e Paulo Magalhães Júnior (PV).

Vale lembrar, que o clima entre o gestor soteropolitano e sua base [que conta com 30 vereadores contra 13 da oposição] há muito não anda bem e a votação do projeto que isenta o ISS foi retardada pela não garantia do número de votos favoráveis para a sua aprovação. Porém, a aprovação da matéria que regulamenta os aplicativos em Salvador, com 39 emendas ao texto original encaminhado pela prefeitura de Salvador, com apenas um voto contra teria sido a maior comprovação de enfraquecimento da sua relação com os seus aliados, agora reforçada pela composição da comissão especial.

Fernanda Chagas

30 de agosto de 2019, 13:54

EXCLUSIVA Hita dá largada à campanha para a Câmara de Salvador, mas admite permanecer ‘no aguardo’ de indicação na FLEM

Foto: Divulgação

Hita não deixou de frisar que o governo está em débito com a legenda, liderada pela deputada federal Lídice da Mata

O ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Rodrigo Hita (PSB), cujo nome para assumir a Fundação Luis Eduardo Magalhães (FLEM) na cota do partido é ventilado desde o início da nova gestão do governador Rui Costa (PT), admitiu permanecer ‘no aguardo’, apesar de ter se debruçado em novos projetos, a exemplo da sua candidatura para uma vaga na Câmara de Salvador em 2020.

“Na verdade, por conta da paralisação do processo que está sendo tratado por Lídice da Mata [presidente estadual da sigla] e que eu não interfiro, tirei o foco e passei a cuidar de projetos pessoais, a tocar meus projetos políticos. Estou tocando minha campanha, por exemplo, e o que vier é lucro, permaneço no aguardo”, frisou em conversa com a reportagem.

Conforme este Política Livre publicou com exclusividade, a indicação de Hita para a FLEM estaria sendo embargada pelo chefe da Casa Civil, Cícero Monteiro, sob o argumento de que o atual responsável pelo órgão é um técnico que, por esta razão, deveria permanecer na posição. Hita, que foi indicado para a Fundação pelo PSB no bojo de um acordo firmado numa reunião da qual teriam participado, além de Lídice, o governador e o senador Jaques Wagner (PT), preferiu cautela e não quis comentar sobre a possibilidade de seu nome está sendo ‘barrado’. Ele, no entanto, não deixou de frisar que o governo está em débito com a legenda, liderada pela deputada federal Lídice da Mata.

Leia mais:

Cícero teria embargado indicação de Hita para FLEM em favor de apadrinhado

Fernanda Chagas

30 de agosto de 2019, 11:30

EXCLUSIVA Secretários intensificam agenda em meio a especulações sobre 2020

Foto: Reprodução/redes sociais

Especulados como possíveis opções para as eleições de 2020, os secretários de Saúde do Estado e do Município, Fábio Vilas-Boas e Leo Prates, respectivamente, têm intensificado as agendas de compromissos públicos nas últimas semanas.

Apenas na manhã desta quarta-feira (29), por exemplo, Vilas-Boas visitou cinco obras de unidades de saúde em Salvador, com ampla divulgação nas redes sociais.

Por sua vez, Prates vistoria nove obras de Unidades de Saúde da Família nesta sexta-feira (30). Segundo texto divulgado pela assessoria de imprensa da pasta, “o objetivo do trabalho é avaliar e contribuir para maior celeridade na entrega dos equipamentos, visando ultrapassar 55% de cobertura na atenção primária de saúde em Salvador até 2020”.

Nos bastidores, ambos são considerados nomes fortes, um para o governador Rui Costa (PT), e o outro, para o prefeito ACM Neto (DEM). Conforme avaliação do jornalista Osvaldo Lyra, em artigo no jornal Tribuna da Bahia desta sexta-feira (30), Vilas-Boas é um dos preferidos de Rui, ao lado do secretário de Educação, Jerônimo Rodrigues. Na avaliação de aliados, a estratégia ideal seria lançar um deles à prefeitura de Salvador e fazê-lo ganhar visibilidade, para então pavimentar o caminho rumo à sucessão estadual, em 2022.

Ex-vereador e eleito deputado estadual, Leo Prates ficou pouco tempo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Foi logo nomeado por Neto para a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) e, meses depois, passou ao comando da pasta da Saúde. Segundo aliados, a ideia é transformá-lo em uma opção viável caso o atual pré-candidato, Bruno Reis (DEM), não vingue. Ou até mesmo para compor uma chapa forte, como candidato a vice-prefeito.

Para isso, porém, Leo Prates deveria se filiar a outro partido, sendo que o PDT, atualmente na base de Rui Costa, é um dos mais especulados. Ao Política Livre, o presidente da sigla no Estado, Félix Mendonça Jr., elogiou o democrata, mas rechaçou a possibilidade de, eventualmente, preencher uma vice. “Se ele [Prates] vier, é para ser candidato a prefeito”, condicionou.

30 de agosto de 2019, 10:46

EXCLUSIVA Climão: relação entre Rui e Wagner chega a ser comparada à de Bolsonaro e Moro

Foto: Divulgação/Arquivo

Rui e Wagner: criatura e criador no passado. No presente, conflitos devidos à sucessão de 2022

Parece que não vai mesmo bem a relação entre o governador Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT). Em alguns círculos petistas, o relacionamento de ambos chega a ser comparado ao do hoje presidente Jair Bolsonaro (PSL) com seu ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Em público, trocam afagos e buscam demonstrar que está tudo bem entre eles. Mas, reservadamente, convivem com um hiato em seus interesses políticos que passou do ponto de serem meramente divergentes para se tornarem, em boa medida, conflitantes.

O pano de fundo, no entanto, é o mesmo nos dois casos – as eleições de 2022. Bolsonaro tenta, de todas as formas, esvaziar seu ministro da Justiça porque sabe que ele pode ser um grande concorrente seu na sucessão presidencial daqui a três anos.

Para completar, o medo de fragilizar o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL), alvo de investigações desde que foi acusado de praticar a chamada rachadinha quando era deputado estadual no Rio, o opõe ao projeto de Moro de fortalecer os mecanismos de combate à corrupção.

Na Bahia, já é de conhecimento no campo do petismo que o senador Jaques Wagner quer, por uma questão de estratégia para o petismo, disputar a sucessão de Rui em 2022. Acha que esta seria a melhor forma de impedir uma desarrumação do grupo que leve à derrota para ACM Neto (DEM).

Para isso, obrigaria a que o governador, a exemplo do que fez quando jogou toda a sua força política e eleitoral para eleger Rui em 2014, levasse seu mandato no governo até o fim, abrindo mão de disputar qualquer cargo majoritário.

Mas Rui teria outros planos para si. Acha que não deve ficar na chuva ou se contentar com uma vaga de secretário num eventual e imaginário governo de Wagner. Preferiria assegurar um mandato de senador que lhe garantiria autonomia política a partir de 2022.

Para tocar o plano, gostaria de indicar como candidato à própria sucessão Otto Alencar (PSD), contra o que o PT e o PP se insurgem, o primeiro sob o argumento de que o governador sabe que o senador não teria a mesma força eleitoral de Wagner, podendo ser derrotado.

É do seio do petismo que surge a avaliação de que o plano de Rui seria, na verdade, ver o governo passar às mãos da oposição para que ele, já investido da posição de senador da República com voz e voto em Brasília, possa articular seu retorno oito anos depois.

São especulações, por óbvio. Mas são elas que embalam agora as mesas de restaurantes do Shopping Salvador, do Pelourinho, da Marina ou de Itapuã em que, eventualmente, os companheiros se encontram para falar da vida e do cenário político nacional e baiano.

29 de agosto de 2019, 14:14

EXCLUSIVA Aprovação de projeto dos aplicativos reforça tese de insatisfação na base de Neto; constrangimento imposto a líder repercute

Foto: Divulgação/PMS

ACM Neto teria pressionado o líder a apresentar emenda para limitar número de veículos por aplicativo em plenário

Apesar de o prefeito ACM Neto (DEM) negar ter sofrido derrota com a aprovação do projeto 2258/2018 que regulamenta os aplicativos em Salvador, a validação por parte de 38 vereadores, sendo 25 integrantes da sua base, de um texto completamente diferenciado do que foi proposto pelo Executivo municipal, reforça a tese de que sua base não anda tão afinada como ele propaga. Um vereador se absteve e duas estavam ausentes. Enquanto isso, o único voto favorável foi do líder do governo, vereador Paulo Magalhães Júnior (PV), cujo constrangimento a que foi submetido pelo Palácio Thomé de Souza ainda repercute.

O PL passou pelo crivo da Câmara de Salvador com um total de 39 emendas, porém a maior prova de fogo do gestor soteropolitano foi a tentativa de pressão que tentou exercer entre seus pares para que, mesmo após parecer das comissões de Transporte, Orçamentos e Finanças e Constituição e Justiça (CCJ), de que a limitação de veículos por aplicativos em 7.200 tratava-se de ponto “inconstitucional” e não seria acatada, fosse emendada em plenário.

Embasada em decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que diz que: ‘’A proibição ou restrição da atividade de transporte privado individual por motorista cadastrado em aplicativo é inconstitucional, por violação aos princípios da livre iniciativa e da livre concorrência”, a base não cedeu e a tarefa de tentar reverter um ponto já pacificado entre os vereadores ficou sob a responsabilidade do líder do governo, vereador Paulo Magalhães Júnior (PV) que, alegando fidelidade à Prefeitura de Salvador, deu sua cara a tapa e foi voto vencido quase que por unanimidade, com apenas seu voto favorável. O mal-estar, embaraço, dentre outros adjetivos utilizados, não foi contornado nem mesmo quando alguns vereadores, mantendo seus votos, discursaram a favor do líder que, conforme o Política Livre antecipou com exclusividade, teria sido coagido pela administração municipal. O assunto, ainda nesta quinta-feira (29), domina as rodas de conversas no meio político. E, o maior questionamento é de como ACM Neto vai conseguir conter “a clara rebelião, após os vereadores sentirem o gostinho de aprovar um projeto que chamam de seus e, por tabela, verem suas popularidades em alta com seus eleitores sem o poder da caneta do prefeito”.

Vale ressaltar, que esse não é o primeiro levante dos aliados. No primeiro semestre aprovaram apenas cinco projetos de autoria do Executivo municipal e, ainda assim, em meio a bastante dificuldade, a exemplo da isenção do ISS para empresários do transporte público, o Built to Suit e até mesmo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Leia mais:

Câmara aprova projeto que regulamenta aplicativos sem limitação de veículos com um voto contra

Geraldo Jr. consulta vereadores sobre limitação de veículos e único voto a favor é do líder do governo

Emenda que limita número de veículos será apresentada em plenário pelo líder do governo na Câmara

Fernanda Chagas