16 de maio de 2017, 10:52

EXCLUSIVA Camaçari: Caetano já ensaia candidatura animado com fragilidade de Elinaldo

Foto: Divulgação/Arquivo

Caetano tentar reaglutinar grupo que se dividiu na passagem do sucessor Ademar Delgado pela Prefeitura de Camaçari

Animado com os sinais de fragilidade da administração de Elinaldo Araújo (DEM) em Camaçari, reforçados pela entrada em campo do ex-senador Waldeck Ornelas, enviado do partido para ajudar a salvar o governo, o deputado federal Luiz Caetano já ensaia retorno à Prefeitura em 2020. Além de falar abertamente sobre o projeto de voltar a governar o município, tenta rearticular grupos que se dispersaram e dividiram na administração do sucessor com quem rompeu, Ademar Delgado (sem partido).

15 de maio de 2017, 19:06

EXCLUSIVA Para governo, Gualberto pode ser alternativa a Neto para governo estadual

Foto: Divulgação/Arquivo

João Gualberto é deputado federal pelo PSDB

Para o governo e petistas, o deputado federal João Gualberto (PSDB) é o nome mais provável nas oposições para disputar a sucessão estadual contra o governador Rui Costa (PT) na hipótese de o prefeito ACM Neto (DEM) abrir mão de concorrer em 2018. Rico, empresário e autofinanciado, ele seria quem melhor encarnaria na Bahia o “figurino João Dória”, empresário que se elegeu prefeito de São Paulo fazendo o discurso do anti-político e aparece como virtual candidato à Presidência da República pelo PSDB sob o mesmo princípio.

15 de maio de 2017, 16:59

EXCLUSIVA Everaldo caminha para a reeleição na convenção petista do final de semana

Foto: Divulgação/Arquivo

Presidente do PT, Everaldo Anunciação deve ser reeleito no evento do próximo final de semana

A convenção que o PT estadual realiza no próximo final de semana caminha para confirmar o sindicalista Everaldo Anunciação na presidência do partido, principalmente depois da desistência do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, em se apresentar como nome de consenso. Hoje, o governador Rui Costa (PT) é o principal avalista do nome de Everaldo. Ele fez um apelo, na semana passada, ao presidente petista para que ele permanecesse no comando do partido, o que é um reforço também na liderança do secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, no PT, mentor da candidatura de Everaldo desde a primeira vez em que ele ganhou a presidência. Temerosos da consolidação das forças que apoiam o atual presidente internamente no partido, dirigentes partidários como o deputado federal Robinson Almeida e Afonso Florence, que pertencem à mesma corrente, chegaram a propor um rodízio no comando da agremiação, à exemplo do que já aconteceu no partido em Salvador. A proposta, entretanto, foi rechaçada.

15 de maio de 2017, 07:47

EXCLUSIVA Uma medalha para Bruno Reis, por Raul Monteiro

Foto: Reprodução/Facebook

Vice-prefeito Bruno Reis

É grande a mobilização que se faz em torno da solenidade em que o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (PMDB), receberá a medalha Thomé de Souza, nesta quinta-feira, às 19h, na Câmara Municipal. Trata-se de uma iniciativa do presidente da Casa, Leo Prates (DEM), em retribuição à atuação de Bruno e também em reconhecimento a seu trabalho político e de defesa do grupo de ambos, liderado pelo prefeito ACM Neto (DEM). Com o ato, Bruno comemora 20 anos de vida pública, que, apesar de muito bem- sucedida, se levada em conta sua história, não foi exatamente fácil.

Para o vice, a homenagem tem um valor especial, porque coincide com a data de seu aniversário e celebra o início do seu ingresso na atividade pública, por caso iniciada no Legislativo municipal, na condição de estagiário. Foi como assessor do então vereador João Carlos Bacelar, atualmente deputado federal e presidente do PTN na Bahia, hoje afastado politicamente do prefeito de Salvador, que Bruno embrenhou-se pelos meandros da política e teve a certeza de que aquela era a atividade à qual gostaria de se dedicar para o resto da vida.

Sua eleição ao cargo de vice-prefeito de Salvador, no ano passado, pode ser vista como a consagração de um sonho e também a abertura de um caminho de oportunidades, porque não é impossível que possa se tornar, em curto espaço de tempo, também prefeito da cidade, no caso de ACM Neto renunciar ao mandato para se candidatar ao governo do Estado, no ano que vem. Não é por outro motivo que o prefeito investe na formação do correligionário no âmbito da própria administração de forma a poder largar a Prefeitura sem maiores preocupações com relação à gestão que o vice pode realizar, na hipótese de seu afastamento.

O caminho percorrido por Bruno até a escolha para vice de Neto é o de um verdadeiro guerreiro, principalmente porque ele não possui o perfil tradicional dos amigos do prefeito, muitos dos quais egressos do mesmo meio social e educacional do democrata e que ascenderam política e profissionalmente na esteira de sua chegada à Prefeitura de Salvador. Antes, soube construir sua relação com o líder na base da amizade, da lealdade e da confiança no crescimento de ambos, cacifando-se para a disputa decisiva que o colocaria na posição atual.

Dos aliados do prefeito hoje, é difícil encontrar algum que o auxilie politicamente de forma tão importante como Bruno, um trabalho facilitado pela identidade geracional e o absoluto entendimento em relação a estratégias políticas que compartilham. Trata-se de uma parceria difícil de construir e, de tão bem- sucedida, também de destruir, motivo porque produz sua boa dose de inveja em setores do grupo. Exatamente porque é difícil, depois de tantas vitórias juntos, vê-los separados que a festa programada para Bruno nesta quinta-feira é também abertamente do prefeito de Salvador.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

13 de maio de 2017, 10:17

EXCLUSIVA De nada adianta a Dilma Rousseff xingar Mônica Moura agora

Foto: Estadão Conteúdo

João Santana, marido de Mônica, num dos muitos momentos felizes com Dilma Rousseff

Não é estranho nem inesperado que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) tenha xingado a publicitária Mônica Moura ao ver os vídeos de sua delação que a colocam no centro da Lava Jato. Pelo que sabe – e muito mais ainda se saberá -, é o comportamento típico da petista quando se sente acuada.

Mas não adianta nada agora atacar a mulher de João Santana, marqueteiro de suas duas campanhas. Chamá-la de cínica, entre outros adjetivos, não vai trazer paz a Dilma. O relato que Mônica faz sobre seu relacionamento com a ex-presidente é absolutamente verossímil.

O email para uso conjunto criado para informar sobre o andamento da Lava Jato é um primor do temor que ambas compartilhavam na intimidade. Para piorar a situação da ex-presidente, Mônica ainda registrou em cartório a mensagem mais grave.

Foi por meio de comunicado cifrado que Dilma teria, segundo o relato de Mônica, avisado a ela que havia um mandado de prisão expedido contra o casal. Por esta razão, os publicitários desembarcaram no Brasil para serem presos sem celulares ou qualquer dispositivo móvel.

Segundo a mulher de João Santana, quem informava a Dilma sobre o andamento da Lava Jato era o seu ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Bingo! Cardozo foi quem defendeu Dilma no processo de impeachment. Agora, não há mais quem a defenda, restando-lhe as acusações que começou a fazer, a exemplo de Lula, contra aqueles com quem tinha laços nada republicamos e dos quais se separaram pelas prisões ordenadas pelo juiz Sérgio Moro. Um vexame!

Mônica contou também o que todos já sabiam, a imprensa relatava na época, mas Dilma e Lula, como é de praxe, sempre negaram. Dilma impediu Lula de se candidatar em 2014. Lula fez de Dilma sua sucessora como forma de tapar um buraco exigido pela lei para voltar quatro anos depois. Mas Dilma se sentia forte, disse Mônica.

A então presidente chava-se poderosa, popular, indestrutível. Mais um sinal de seu parco discernimento. Por isso, não via motivo para ceder o lugar a Lula. Enfrentou o criador, concorreu, ganhou com o seu apoio e se esborrachou. Mas a queda, iniciada com o impeachment, não acabou.

O relato de Mônica, segundo advogados com acesso a Curitiba comentam, é só a entrada.

13 de maio de 2017, 09:19

EXCLUSIVA DEM faz “intervenção branca” em Camaçari por meio do ex-senador Waldeck

Foto: Reprodução

Helder, Neto, Elinaldo e Waldeck: na prática, Camaçari estaria sob nova direção, segundo adversários do grupo

Com medo do efeito da inexperiência administrativa do prefeito Elinaldo Araújo sobre a própria administração e de suas eventuais repercussões políticas e eleitorais para o projeto sucessório do prefeito ACM Neto (DEM) em 2018, o partido resolveu fazer uma intervenção branca em Camaçari por meio de um dos quadros mais respeitados na agremiação na Bahia quando o assunto é gestão. Trata-se do ex-senador Waldeck Ornelas, peça fundamental nos ajustes administrativos implementados até hoje nas duas gestões de Neto. Foi o prefeito de Salvador que deu a palavra final sobre a participação de Waldeck no governo Elinaldo. A idéia é a de que o novato se concentre na parte política de contato com a população e as lideranças do município, deixando o controle administrativo nas mãos de Waldeck, não se sabe ainda por quanto tempo. A preocupação com Camaçari decorre da avaliação que os democratas fazem da importância da cidade para a sucessão estadual, motivo porque o prefeito de Salvador fez um investimento pessoal na eleição na cidade metropolitana. A chegada de Waldeck causou um rebuliço político em Camaçari. Adversários passaram a acusar nas ruas Elinaldo de ter perdido completamente a autonomia para governar a cidade, vendendo a idéia ao eleitorado de que ele se tornou um fantoche que não manda mais em nada. A presença do ex-senador na administração representa ainda um duro golpe na conhecida e polêmica participação do ex-prefeito Helder Almeida no governo. Helder é apontado como uma espécie de “eminência parda” na administração da cidade que supostamente se aproveitava das limitações do prefeito para assumir cada vez mais poder no governo, situação que vinha desagradando há algum tempo o alto comissariado do DEM estadual.

12 de maio de 2017, 19:19

EXCLUSIVA Wagner toma rumo da Europa para submergir depois de falas polêmicas

Foto: Arquivo/Divulgação

Wagner atende a recomendação de auxiliares para esfriar a cabeça

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), pega nas próximas horas o rumo de Lisboa, em Portugal. Decidiu atender a conselho de auxiliares que recomendaram que aproveite os ares europeus para espairecer e, fundamentalmente, submergir, depois das últimas declarações desastrosas relativas, primeiro, a relógio que ganhou da Odebrecht, e depois, do cidadão que flagrou em seu governo negociando propina na Via Expressa, obra mais importante em Salvador realizada em seu primeiro mandato.

RESPOSTA

Em contato com este Política Livre, a assessoria de comunicação do ex-governador esclareceu que Jaques Wagner fez apenas escala na cidade de Lisboa. O secretário será um dos palestrantes convidados no Brazil Forum UK 2017, na Universidade de Oxford, no próximo domingo, 14. Ainda segundo a assessoria, a viagem estava ‘agendada há semanas’.

12 de maio de 2017, 11:36

EXCLUSIVA Tia Eron ganha apelido de “Tia Má”, depois de excluir Sildevan da reeleição

Foto: Face

Tia Eron posa com o presidente Temer em seu Facebook

Queimada até a medula por sua gestão à frente da secretaria municipal de Ação Social, a deputada federal licenciada Tia Eron (PRB) colocou seu saco de maldades para funcionar e retirou da lista de candidatos à Assembleia Legislativa o deputado estadual Sildevan Nóbrega (PRB), considerado um bom parlamentar. Por este motivo, está sendo chamada na Assembleia de “Tia Má”. Guindada à condição de presidente do partido e de coordenadora política da Igreja Universal na Bahia, status conseguido desde que atendeu a apelo do bispo Edir Macedo para votar contra o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso, Eron decidiu que o braço político da instituição vai lançar dois ou três candidatos a deputado federal e três a estadual em 2018. À Câmara, sairiam ela, o bispo Márcio Marinho, atual deputado, e um terceiro nome ainda não definido. Para a Assembleia, Zé de Arimatéia, também deputado, e duas novas lideranças, o que exclui do jogo Sildevan. O deputado já andou, inclusive, procurando algumas lideranças de outros partidos para tentar encontrar um a agremiação por onde possa se recandidatar. O pior é que dizem que Sildevan foi o responsável por convencer a Igreja de que Eron, então uma vereadora de Salvador, deveria ser candidata a deputada federal ao lado do Bispo Marinho, em 2014. “Recebe agora esta ingratidão em troca”, disse um colega do parlamentar do PRB a este Política Livre.

12 de maio de 2017, 08:46

EXCLUSIVA Praticamente tudo certo para José Ronaldo ingressar no PR de Araújo

Foto: Arquivo/Divulgação

Prefeito de Feira, José Ronaldo, está hoje no DEM de ACM Neto

Uma confluência de fatores deve levar o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, hoje no DEM, a filiar-se ao PR. Fragilizado eleitoralmente desde o rompimento político com o senador Otto Alencar (PSD) decorrente da tomada do PR na Bahia, o presidente do partido no Estado, deputado federal José Carlos Araújo, precisa urgentemente de uma prancha para se reeleger em 2018, o que a chegada do prefeito de Feira pode oferecer. Além disso, os deputados federais João Carlos Bacelar e José Rocha não andam lá muito satisfeitos com o governo Rui Costa (PT). O ingresso de Ronaldo, portanto, seria como a sopa no mel para o PR. “O partido ficaria com um nome para a chapa de ACM Neto (em 2018) ou mesmo para disputar a sucessão estadual, se o prefeito não concorrer”, afirma um político da base do prefeito, referindo-se à forte possibilidade de filiação de Ronaldo ao PR, que poderá assumir definitivamente sua face oposicionista no Estado.

11 de maio de 2017, 19:53

EXCLUSIVA ACM Neto dá sinal verde para oposição trabalhar CPI da Cerb na Assembleia

Foto: Divulgação/Arquivo

Neste segundo semestre, Assembleia vai ser palco de grandes acontecimentos

A articulação política do governador Rui Costa (PT) deve colocar as barbas de molho. A bancada de oposição já articula a instalação da CPI da Cerb. Já recebeu, inclusive, o aval do prefeito ACM Neto (DEM) para tocar o terror na Assembleia. A idéia é apurar trecho da delação da Odebrecht segundo o qual o governo de Jaques Wagner (PT) teria pago R$ 390 milhões à Odebrecht por uma dívida da Cerb em troca de R$ 30 milhões para financiamento de campanha. Os deputados se baseiam em três elementos: não houve parecer do procurador do Estado garantindo a lisura do procedimento, a dívida continua sendo paga e a CPI é o instrumento da minoria, podendo ser decidida em plenário, desde que tenha as 21 assinaturas necessárias para a instalação. “A partir de agora, vai ter sangue”, diz um deputado da oposição, prenunciando o clima em que a partir de agora sua bancada vai se relacionar com o governo.

11 de maio de 2017, 17:26

EXCLUSIVA Cadê o MP que não dá um pio sobre a denúncia de propina de Wagner?

Foto: Conamp

Achiles Siquara marcou a história do Ministério Público pela combatividade

Afinal, por onde anda o Ministério Público baiano que não dá um pio com relação às declarações de Jaques Wagner (PT) sobre o fato de ter pego gente propinando em seu governo? Vai esperar um pedido de investigação formal da bancada de oposição na Assembleia Legislativa ou vai agir de moto-próprio? Não é de hoje que faz falta, de fato, aquela turma de promotores e procuradores combativos que enfrentavam poderosos como o ex-governador ACM. Tempos saudosos de um Aquiles Siquara, por exemplo.

Leia também Oposição quer que MP investigue declaração de Wagner sobre propina em seu governo

11 de maio de 2017, 16:14

EXCLUSIVA Articulação de Neto já sabe como se livrar da secretária Tia Eron

Foto: Divulgação/Arquivo

Tia Eron conseguiu desagradar a gregos e troianos na Prefeitura em apenas cinco meses de gestão

A articulação política do prefeito ACM Neto (DEM) já encontrou a fórmula para se livrar de Tia Eron (PRB), a secretária municipal de Ação Social acusada de, em cinco meses, ter destruído a pasta. Deputada federal licenciada, ela volta para a Câmara dos Deputados para ajudar no placar de aprovação da reforma da Previdência e não retorna nunca mais para a secretaria. “Não aguentamos mais esta cidadã aqui”, diz um funcionário da pasta que diz ter tomado conhecimento, na semana passada, “com profunda alegria”, da estratégia do prefeito para se livrar da auxiliar.

11 de maio de 2017, 08:01

EXCLUSIVA A denúncia inesperada de Wagner, por Raul Monteiro

Foto: Estadão

Ex-ministro e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner

Considerado um ás da política e dono de uma grande habilidade com as palavras, o ex-governador Jaques Wagner (PT), atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, pode ter criado um tsunami numa entrevista recente em que disse ter interrompido o ato de um corrupto que pretendia levar propina pela Via Expressa, obra mais importante de seu primeiro governo na capital baiana. Wagner respondia, em entrevista a um programa de rádio, a acusações de que havia recebido U$ 12 milhões da Odebrecht em vantagens indevidas, segundo delatores da Lava Jato, quando avançou na informação.

“Pergunta à Odebrecht e a Cláudio Melo [ex-diretor de relações institucionais da empreiteira] por que ele não pegou a obra da Via Expressa. Ele não pegou porque alguém do meu governo, que não me interessa falar, parece que já tinha vendido a ele a obra na contrapartida de alguma grana. E eu digo: se você pagou adiantado, pagou mal pago, porque aqui vai ter licitação”, relatou Wagner durante o programa Se Liga Bocão, na Itapoan FM, na última segunda-feira. Segundo ele, a licitação acabou ocorrendo e o valor da obra, executada pela OAS, caiu em 18%.

O que poderia ser uma demonstração da seriedade do ex-governador, entretanto, acabou provocando uma surpresa geral, mesmo porque, ao relatar o restante da história, sem querer revelar o nome do corrupto, Wagner admitiu que o deixou no governo, ao declarar que “a pessoa não aprontou mais porque eu não deixava”. Para completar, ainda acrescentou que tomou conhecimento do plano da negociata por meio de um contato do então diretor de relações institucionais da Odebrecht, o qual lhe disse que havia interpretado que a obra seria executada pela empreiteira.

Quando se ouve o áudio, se percebe que a afirmação do governador deixou a equipe de jornalistas que participava do programa simplesmente atônita. “Alguém tentou dar uma acertada”, continuou Wagner. “Um corrupto”, comentou um dos jornalistas. “Eu imagino que sim. Ia receber uma bola”, completou ele. Wagner adiantou, entretanto, que o propineiro não faz parte do governo atual, de seu sucessor Rui Costa (PT), que o nomeou secretário. Mas o desfecho da entrevista não foi nada favorável ao petista. A oposição na Assembleia quer mais detalhes sobre o caso.

E promete se reunir na semana que vem para definir que medida tomar, sem descartar um pedido ao Ministério Público Estadual para que investigue se o ex-governador prevaricou. Resta saber se os deputados estão dispostos a efetivamente chegar à verdade. Afinal, parte do time que hoje faz oposição ao petista estava em seu primeiro governo e não se descarta, inclusive, que um dos partidos que a integram possa ter sido o alvo da denúncia de Wagner. Aliás, nos meios políticos não se descarta que, apesar do risco, o ex-governador tenha tido mesmo o objetivo de atingi-lo.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

10 de maio de 2017, 10:38

EXCLUSIVA Oposição quer que MP investigue declaração de Wagner sobre propina em seu governo

Foto: Arquivo/Reprodução

Wagner deu polêmica e comprometedora declaração num programa de televisão na Bahia

A bancada de oposição na Assembleia avalia seriamente a possibilidade de uma representação ao Ministério Público Estadual pedindo que investigue as declarações do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, de que em seu governo “alguém” negociou propina. As declarações foram dadas por Wagner ao rebater acusações de que havia recebido U$ 12 milhões da Odebrecht em vantagens indevidas, segundo delatores da Lava Jato.

“Pergunta à Odebrecht e a Cláudio Melo [ex-diretor de relações institucionais da empreiteira] por que ele não pegou a obra da Via Expressa. Ele não pegou porque alguém do meu governo, que não me interessa falar, parece que já tinha vendido a ele a obra na contrapartida de alguma grana. E eu digo: se você pagou adiantado, pagou mal pago, porque aqui vai ter licitação”, relatou Wagner durante o programa Se Liga Bocão, na Itapoan FM, na última segunda-feira (8).

Segundo ele, a licitação ocorreu e o valor da obra caiu em 18%. A afirmação do governador deixou a equipe de jornalistas que participava do programa estupefacta. “Alguém tentou dar uma acertada”, completou o ex-governador. “Um corrupto”, comentou um jornalista. “Eu imagino que sim. Ia receber uma bola”, completou Wagner. Questionado pela turma, ele disse que o propineiro não faz parte do governo atual, de seu sucessor Rui Costa (PT), que o nomeou secretário.

“A pessoa não aprontou mais porque eu não deixava. Eu descobri porque Cláudio Melo veio falar comigo e disse que interpretou que a obra era deles”, afirmou o petista. A oposição quer que o MP exija de Wagner o nome do cidadão acusado de receber a propina, já que ele disse que “ele não aprontou mais porque eu não deixava” e, fundamentalmente, porque não o denunciou, já que, como governador, conforme o seu próprio relato, teria incorrido em crime de prevaricação ao omitir-se.

“Dizer que o cara não roubou mais porque ele não deixou não é explicação para o mandatário máximo do Estado. Ele (Wagner) tinha que ter, além de demitido o cidadão, denunciado sua prática à Polícia e ao Ministério Público”, afirma um deputado oposicionista empenhado em discutir com os colegas de bancada o pedido ao MP.  “Wagner meteu-se numa verdadeira enrascada”, diz outro deputado da oposição.

 

9 de maio de 2017, 18:03

EXCLUSIVA Almoço de Rui com vereadores de oposição causa maior “inveja” em governistas

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Governistas gostariam de ser tratados com mais "carinho" por parte do prefeito ACM Neto

O almoço que o governador Rui Costa (PT) ofereceu recentemente a vereadores de oposição de Salvador teria deixado os governistas da Câmara Municipal com uma inveja doida.  Alguns deles tem utilizado o evento para alegar que há muito tempo não recebem o mesmo tratamento da parte do prefeito ACM Neto (DEM). “Enquanto Rui segue se organizando, pensando em 2018, o prefeito está com dificuldades devido à insatisfação de alguns vereadores da base aliada que não estão sendo atendidos. Não vejo com bons olhos essa falta de suporte quando se leva em conta o embate eleitoral do ano que vem”, diz um vereador da base que pede para não ser identificado. Ele cita como exemplo dos problemas que o prefeito já enfrenta na Câmara em decorrência da “insatisfação” da base projetos cuja apreciação tem sido dificultada, como o de desafetação de alguns terrenos de Salvador e o da Via Expressa Linha Viva, que ajudaria a desafogar o trânsito em alguns pontos cruciais da capital.