13 de setembro de 2019, 18:09

EXCLUSIVA Leal admite pedido de suplementação a Rui para fechar as contas da Assembleia

Foto: Fernanda Chagas/Política Livre

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Leal (PP), admitiu, nesta sexta-feira (13), que irá pedir uma suplementação ao governador Rui Costa para fechar as contas no fim do ano. A Casa já possui um déficit de R$ 183 milhões. “Veja bem, nós temos um déficit orçamentário e temos que contar com a ajuda do governo nos suplementando para nós fechamos o ano. Obviamente, eu já fui relator do orçamento alguns anos. A gente sempre teve essa dificuldade, mas esse ano está um pouco maior”, afirmou Leal no 7º Encontro de Prefeitos da Bahia, organizado pela União dos Municípios da Bahia (UPB), em Guarajuba.

Questionando pelo site Política Livre se o petista seria flexível ao pedido, Leal disse acreditar “que o governador será solidário do Poder Legislativo baiano”. No desfile de 7 de setembro no Campo Grande, Rui acompanhou o evento todo ao lado do pepista e eram visíveis conversas ao pé do ouvido, um dos assuntos pode ter sido justamente o socorro às finanças da Casa que foi presidida pelo hoje senador Ângelo Coronel (PSD). Em recente entrevista à imprensa, outro ex-presidente da Assembleia, o deputado federal Marcelo Nilo (PSB), acusou Coronel de deixar um “rombo nas contas”.

Fernanda Chagas e Raiane Veríssimo

13 de setembro de 2019, 11:06

EXCLUSIVA Rui sinaliza que não disputará nada, abrindo caminho para Wagner sair ao governo

Foto: Fernanda Chagas/Política Livre

Governador Rui Costa

O ponto mais importante da excelente entrevista – do ponto de vista do conteúdo expresso por um político nordestino e do PT – que o governador Rui Costa deu à revista Veja que circula este final de semana, a qual se pode ler pelo link publicado aqui, é aquele em que fala que pode não ser candidato a nada em 2022.

“Na medida em que me coloco à disposição, concordo em ser qualquer coisa, inclusive (em) não me candidatar a nada. Quero contribuir porque o povo brasileiro não merece passar por isso que está vivendo”, afirma Rui, ao ser abordado sobre a possibilidade de concorrer à Presidência da República.

Ora, ora, todo mundo sabe que o governador pode ser, no máximo, candidato a senador pela Bahia na próxima sucessão estadual e que as referências a um projeto presidencial não passam de marola midiática a fim de mantê-lo numa faixa superior de expectativas do que a que efetivamente tem condições de enfrentar.

O candidato natural do PT para 2022 é Fernando Haddad, que, segundo as últimas pesquisas, venceria o presidente Jair Bolsonaro (PSL), em franco processo de desgaste pelo que fala e pelo que não faz, de acordo com os últimos levantamentos. Haddad surfa no recall da campanha passada, naturalmente.

Portanto, o espaço a que o líder petista baiano estaria restrito seria o de uma candidatura a senador. Ocorre que há uma luta intestina no PT, como prova a disputa ainda não encerrada pelo comando do partido no Estado, para que Rui não concorra a nada, permitindo que Jaques Wagner saia candidato a governador em 2022.

Parece ser este o recado mais importante que Rui dá na conversa com a Veja que, por ser veículo nacional, não percebeu a sua sutileza. Como se sabe no Estado, esta é a tese que Wagner vem defendendo internamente no PT, como já registrou este Política Livre, à qual Rui, irresignado pelo empoderamento, dava sinais de resistência.

A entrevista nacional mais recente do petista mostra que, pelo visto, o governador entendeu a gravidade da situação e a necessidade de concluir o mandato até o fim para não desarrumar a base, jogando numa disputa fratricida seu partido, o PP e o PSD, doidos para sucedê-lo, ao contentar-se em não concorrer a nada em benefício do grupo.

13 de setembro de 2019, 10:17

EXCLUSIVA Segundo turno da disputa pelo PT de Salvador acontece em clima de guerra

Foto: Divulgação

Não está pacificada a eleição interna para o diretório do PT de Salvador. Com uma urna ainda fechada, mesmo após ofício da direção nacional do partido, a disputa será decidida no segundo turno, o que instaurou um clima de guerra entre petistas ligados ao grupo de Ademário Costa, primeiro colocado na votação, e o atual presidente, Gilmar Santiago, que tenta a reeleição.

O primeiro grupo simplesmente não entende por que a comissão eleitoral não acatou a orientação para apurar os votos restantes, e não perdem a oportunidade de criticar o grupo liderado por Gilmar, acusando-o de violar a transparência e os princípios democráticos da legenda.

Nesta segunda-feira (09), Ademário Costa divulgou nota afirmando não reconhecer o resultado até que todos os sufrágios fossem contabilizados. Ele teve 49,1% dos votos, faltando abrir apenas mais 25 votos de vantagem para vencer a eleição. O segundo turno está marcado para 22 de setembro.

12 de setembro de 2019, 09:27

EXCLUSIVA Aras traz perspectiva de racionalidade a MPF, na avaliação de políticos baianos

Foto: Divulgação/Arquivo

O baiano Augusto Aras será o novo procurador geral da República

Há genuína boa expectativa entre políticos baianos para a confirmação do nome de Augusto Aras como novo Procurador Geral da República (PGR) na sabatina prevista para o Senado e, mais ainda, para sua futura atuação no cargo como sucessor de Raquel Dodge. Além do acesso direto ao futuro procurador, facilitado pelas relações com o Estado e seus representantes, alguns dos quais conhecidos de longa data do próximo chefe do Ministério Público Federal, eles contam com uma perspectiva de racionalidade na condução do órgão sob o comando de Aras com que nunca imaginaram.

As críticas do baiano ao estilo imprimido na Lava Jato pelos procuradores mais jovens, que chamou de “nutela”, em contraposição aos mais velhos, aos quais se referiu como “de raiz”, mais experientes, comedidos e, portanto, menos suscetíveis a excessos midiáticos, em sua avaliação, soam como música aos ouvidos da classe política, incluindo aí a baiana, que sempre se colocou como alvo potencial da obsessão dos representantes do Ministério Público Federal e do ex-juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, no combate, a qualquer custo, da corrupção praticada por representantes.

No corpo a corpo que fez ontem junto aos senadores, na tentativa de evitar resistências à aprovação de seu nome, Aras repetiu ser contrário a excessos e à espetacularização que caracterizou as operações, uma das estratégias que a Lava Jato tomou emprestada da Mãos Limpas, na Itália, na qual seus representantes abertamente se inspiraram, apesar de ter defendido a extensão dos trabalhos na direção dos Estados. O fato de o procurador combater o conhecido corporativismo do MPF, responsável pela lista tríplice que driblou no processo de indicação pelo presidente Jair Bolsonaro, é outro ponto a favor de Aras.

Parlamentares baianos acreditam que também essa característica é mais um sinal de que o procurador deve olhar menos para dentro do Ministério Público Federal e dos seus interesses como instituição que detém enorme poder e mais para a sociedade, interpretando seus anseios pela depuração da atividade pública sem desconsiderar o papel importante a ser desempenhado por seus representantes na República, o que, por si só, consideram como uma espécie de garantia de que o diálogo deve ser um dos principais instrumentos de atuação do futuro PGR.

Eles também têm elogiado o estilo pessoal mais discreto de Aras, que, segundo análise da maioria, só permitiu se mostrar no momento em que assumiu abertamente a campanha para assumir o controle da instituição. O procurador recomendou, por exemplo, que uma espécie de festa que a bancada baiana pretendia realizar para comemorar sua indicação ao cargo, organizada pelo líder do DEM na Câmara, o deputado Elmar Nascimento, com a participação de todos os 43 parlamentares do Estado, fosse abortada a fim de não permitir interpretações ou especulações distorcidas sobre seu futuro mandato neste momento ainda delicado do processo de indicação.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

11 de setembro de 2019, 18:01

EXCLUSIVA APLB ataca projeto de Rui para educação alegando privatização

Foto: Divulgação/Arquivo

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação na Bahia (APLB) vai pedir explicações ao secretário estadual de Educação, Jerônimo de Souza, sobre a portaria publicada na última segunda-feira (9) no Diário Oficial que abre a possibilidade de entidades como Organização Social de gerir escolas estaduais em Salvador, Alagoinhas, Ilhéus e Itabuna. Seria uma espécie de terceirização ou privatização da gestão escolar proposta pelo governo do petista Rui Costa, como nos moldes defendidos pelo governo federal no programa Future-se nas universidades federais. As chamadas “OS” já atuariam, segundo fontes ouvidas pelo Política Livre, na área da saúde.

Segundo o coordenador-geral da APLB, Rui Oliveira, o sindicato é contra a qualquer tipo de privatização da educação brasileira, quer seja no município, no Estado ou na União. “Nós somos contra qualquer tipo de privatização da educação pública. Como Bolsonaro está fazendo no Future-se, qualquer que seja o governo que fizer a mesma coisa, nós seremos contra. Se essa portaria realmente prevê, porque tem um artigo muito vago do que vai acontecer, mas se for confirmado nós lutaremos para derrotar essa portaria. É inadmissível que na Bahia, nós, trabalhadores públicos, vamos para rua derrotar o governo Bolsonaro com sua política de privatização da educação pública e aqui não faremos diferente: vai ter enfrentamento”.

Segundo Oliveira, uma audiência para discutir outras pautas da APLB já havia sido marcada com o secretário estadual e deve acontecer até a próxima semana. “A audiência com o secretário é sobre outras pautas, como a questão da aposentadoria, promoção. Eu vou aproveitar para pedir esclarecimentos e dizer que somos contra a qualquer tipo de privatização ou terceirização da educação em todas instâncias”, disse o coordenador-geral ao Política Livre ressaltando, inclusive, que “todos partidos de esquerda (PT, PCdoB, PSB e Psol) são contra qualquer tipo de privatização da educação, quer seja no ensino superior – como o Future-se de Bolsonaro – ou no ensino fundamental e educação básica”.

Raiane Veríssimo

11 de setembro de 2019, 14:58

EXCLUSIVA Ex-assessor de Lídice se aproxima do DEM, deve ganhar cargo na Codevasf e disputar em Ilhéus

Foto: Divulgação

Vivaldo Mendonça

A demissão do ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia do gabinete da deputada federal Lídice da Mata (PSB) Vivaldo Mendonça foi acordada com ela e motivada por uma aproximação entre o ex-auxiliar da parlamentar e o DEM, que pensa em lançá-lo candidato a prefeito de Ilhéus nas próximas eleições.

Interessado em fortalecer a figura do ex-secretário estadual para a sucessão no município do sudeste, o DEM já articula, inclusive, indicá-lo a uma posição importante na Codevasf no Nordeste. No ano passado, Vivaldo teceu duras críticas ao governador Rui Costa (PT) e ao próprio PSB.

Também chegou a ensaiar o lançamento de uma candidatura a deputado federal, mas não levou o intento adiante. Engenheiro agrônomo, ele tomou posse na Secti em janeiro de 2017.

11 de setembro de 2019, 14:39

EXCLUSIVA PT: Grupo de Wagner elege maior número de delegados para disputa estadual

Foto: Divulgação

A disputa no PT baiano deve mesmo consolidar a liderança do grupo do senador Jaques Wagner. Pelo menos é o que aponta o número de delegados eleitos no último domingo (8) – obtidos com exclusividade pelo site Política Livre – que estarão aptos para votar no âmbito estadual. A chapa Renova PT, que tem como candidato seu chefe de gabinete Éden Valadares, foi a mais votada como esperado, com 12 mil votos (40% do total).

Em 2° lugar, ficou a chapa Mais Unidade Mais Avanços – do grupo do atual presidente do partido na Bahia, Everaldo Anunciação – encabeçada pelo deputado estadual Jacó. Ele obteve 9 mil votos (30%). Em seguida, a chapa Optei de Lucinha do MST com 6 mil (16%); e em 4° lugar, a chapa Lula Livre Fora Bolsonaro, de Elen Coutinho, com quase 4 mil, o que representa 12% dos votos válidos. Outras duas chapas “Diálogo e ação petista” e “A esperança é vermelha, Lula livre” obtiveram, somadas, 2% dos votos.

O anúncio oficial do resultado da eleição só será feito nesta quinta-feira (12), após reunião da Comissão de Apuração da eleição estadual que varou a noite e só terminou na manhã desta quarta (11). No entanto, segundo fontes ouvidas pelo site Política Livre, apesar do impasse ainda não solucionado na eleição da esfera municipal que ainda não se sabe se terá ou não 2° turno, o clima da apuração no âmbito estadual foi de muita tranquilidade, diferentemente do Congresso anterior do partido, ocorrido em 2016, quando a disputa interna pela reeleição de Everaldo Anunciação foi acirrada. Os delegados eleitos no último domingo tem encontro marcado para os dias 19 e 20 de outubro, quando acontecerá a etapa baiana do 7° Congresso do Partido dos Trabalhadores.

Raiane Veríssimo

11 de setembro de 2019, 14:30

EXCLUSIVA Para políticos baianos, Coronel vai “arregaçar” no comando da CPI das Fake News

Foto: Divulgação/Arquivo

O senador Angelo Coronel não ´pára quieto´ na visão de colegas políticos da Bahia

Para políticos baianos com assento no Congresso, o senador Angelo Coronel (PSD) vai “arregaçar” na presidência da CPI das Fake News. Eles dizem que a declaração que ele deu à TV Câmara Salvador dizendo que convocaria o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), um dos filhos do presidente da República, para um depoimento e lhe daria voz de prisão se ele mentisse sobre fake news na campanha do pai é apenas uma pequena amostra do que Coronel pode produzir no cenário noticioso nacional. A relatoria da Comissão também ficou com uma representante da Bahia, a senadora Lídice da Mata (PSB).

11 de setembro de 2019, 12:51

EXCLUSIVA Abaixo a CPMF ou a CP ou qualquer novo imposto que este governo queira criar

Foto: Ag. Câmara dos Deputados

Ministro Paulo Guedes

Não faz o menor sentido o governo acenar com a perspectiva de criação de uma nova CPMF a fim de financiar seus próprios gastos e diminuir a dimensão do deficit fiscal de que todo o país já está cansado de saber.

Faria melhor o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se tivesse a inteligência de orientar seu ministro da Fazenda, Paulo Guedes, a que passasse a usar imediatamente da criatividade no seu ofício para tirar o país da crise.

Trabalhar sério na linha de permitir que o Brasil volte a investir, sem caminhos aparentemente mais fáceis, destravando a economia, faria muito melhor para a sociedade e para a biografia de ambos.

Não espanta que o ministro tenha ganho o título de “Bajulador Maior da República”, ao se dispor a atacar a mulher do presidente francês Emanuel Macron na semana passada, quando parecia encerrada uma polêmica anterior.

Só para agradar ao chefe e se manter no cargo, no qual tem se saído muito pior do que as esperanças difusas do país levavam, Guedes repetiu a grosseria, já assinada por Bolsonaro, de que Brigitte Macron é feia.

Uma vergonha a mais para o país cuja classe dirigente e a elite, de maneira geral, não cessam de oferecer espetáculos grotescos para o mundo civilizado desde que se constituiu como Nação.

Criar um novo  imposto para irrigar as contas do governo num país em que não há dinheiro para nada mas em que os políticos já se articulam para querer dobrar o fundo eleitoral para 2020 é, no mínimo, uma desfaçatez.

Que os dirigentes cortem na própria pele e o ministro da Economia diga a que veio, enquanto é tempo, além de tentar agradar aquele que lhe deu seu cargo atual.

 

11 de setembro de 2019, 12:30

EXCLUSIVA Nos bastidores, Wagner pede votos para Aras. Mas só nos bastidores…

Foto: Divulgação/Arquivo

Senador Jaques Wagner não quer 'queimar' o filme do baiano que comandará a PGR

Um petista de escol garantiu hoje a este Política Livre que não passam de estratégia pura e simples os posicionamentos públicos frios do senador Jaques Wagner (PT) com relação à indicação de Augusto Aras à PGR. Diferentemente dos colegas de Senado pela Bahia, Otto Alencar e Angelo Coronel (PSD), que já manifestaram voto a favor da indicação do baiano para a chefia do Ministério Público Federal, Wagner vem se esquivando de comentar qual será seu posicionamento. Mas, nos bastidores, defende com unhas e dentes a aprovação do nome do futuro procurador, devendo, naturalmente, votar a seu favor. Conforme o mesmo petista, eles são próximos desde que Wagner se tornou governador e Wagner busca se distanciar dele agora para não atrapalhar o processo de sua escolha para a PGR.

11 de setembro de 2019, 11:09

EXCLUSIVA A pedido de Aras, homenagem que bancada baiana lhe prestaria é adiada

Foto: Divulgação/Arquivo

Procurador Augusto Aras

Uma homenagem que a bancada baiana na Câmara dos Deputados prestaria ao futuro procurador geral da República Augusto Aras foi suspensa, tudo indica a seu pedido, até que aconteça a sabatina a que será submetido no Senado para confirmar a indicação do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O evento era organizado pelo deputado federal Elmar Nascimento, líder nacional do DEM, que chamou todos os 43 deputados federais baianos para o encontro com o procurador. Ele alegou que um impedimento de ordem pessoal da parte de Aras foi o responsável pelo adiamento da homenagem.

10 de setembro de 2019, 17:29

EXCLUSIVA Paulo Magalhães Júnior não cai; ordem de reação veio do Palácio Thomé de Souza

Foto: Fernanda Chagas / Política Livre

Aliados, no entanto, não negam o desgaste em torno da sua atuação de Paulo Magalhães Júnior

Envolvido em polêmicas com três aliados [o presidente da Casa, Geraldo Júnior, o socialista cristão Ricardo Almeida e o integrante do PHS Fábio Souza], o líder do governo, vereador Paulo Magalhães Júnior (PV), permanece no cargo. Informações chegadas com exclusividade a este Política Livre dão conta de que a ordem de reação ao líder veio do Palácio Thomé de Souza, “portanto, não tem sentido algum que ele destituído das suas funções”. O ato, conforme circula nos bastidores, seria visto como ‘traição’ e, acima de tudo, descrédito ao prefeito ACM Neto (DEM).

Aliados, no entanto, não negam o desgaste em torno da sua atuação e não descartam que, em um futuro próximo, possa ser vir a ser’fritado’. Alguns chegaram a relatar que houve excesso por parte do líder, em especial quando tentou votar em plenário emenda que limitava o número de veículos por aplicativos em Salvador, assunto já pacificado entre os pares. O resultado da votação, cujo único voto contra foi dele, inclusive, foi avaliado como maior resposta dos aliados à sua postura, tida como autoritária, sem orientação e voz dos seus seguidores.

“Mas, de certo modo, entendemos também a pressão sofrida por ele na condição de líder, que foi tão grande que ele só não soube exercer seu papel”, disse uma fonte sob condição de anonimato. Na semana passada, inconformado com a suspensão da votação dos vetos do prefeito ACM Neto Neto (DEM) a projetos dos vereadores, ele chegou a subir o tom contra o presidente e propagar que ele administra como um monarca. Aliado a isso, censurou Almeida e Fabio Souza por terem permanecido em plenário durante pedido seu de verificação de quórum.

Fernanda Chagas

10 de setembro de 2019, 16:38

EXCLUSIVA Apesar de toda a polêmica, vetos do prefeito devem passar com tranquilidade amanhã

Foto: Arquivo

Os aliados, que ensaiavam uma mini rebelião, estariam convencidos da prerrogativa do prefeito em rejeitar as matérias

Apesar das muitas polêmicas instaladas em torno dos vetos do prefeito ACM Neto (DEM) aos 12 projetos de autoria dos vereadores que estão sobrestando a pauta, informações chegadas com exclusividade a este Política Livre dão conta de que os aliados que ensaiavam uma mini rebelião, já se convenceram da prerrogativa do Executivo em rejeitar as matérias, ainda que tenham passado pelo crivo dos colegiados da Casa. E o discurso, não gira em torno de entendimento aos esclarecimentos da procuradora do Município, Luciana Hart que esteve na Casa por dois dias na semana passada, mas de que integram a base e, por isso, votarão a favor, ainda que projetos de suas autorias estejam no bojo dos vetados. Com isso, levando em conta que o grupo liderado pelo prefeito possui maioria [30 edis], a expectativa é de que passe com tranquilidade em votação nesta quarta-feira (10).

Neste sentido, o presidente do Parlamento municipal, Geraldo Júnior (SD), anunciou em plenário a convocação de uma nova reunião do Colégio de Líderes para às 10h30. Ele, inclusive, que havia aventado derrubar alguns vetos estaria inclinado a recuar. A única resistência deve ocorrer por parte dos os agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. Inconformados com o veto do Executivo ao Projeto de Lei 125/2019, de autoria do vereador Sidninho (Podemos), que acrescenta a categoria ao Grupo Profissional de Saúde, e permite o acúmulo de cargos, a categoria já se mobiliza para cobrar dos vereadores de Salvador a reversão do veto. Sidninho também promete se juntar ao grupo, de forma a sensibilizar os pares.

Leia mais:

Prefeito veta de forma total projetos de cinco aliados e eleva discurso de tensão em sua base

Fernanda Chagas

10 de setembro de 2019, 09:58

EXCLUSIVA Diretório nacional do PT atende a pedido de Ademário Costa e determina abertura de urna restante em Salvador

Foto: Reprodução/redes sociais

O diretório nacional do PT determinou que os diretórios do partido na Bahia e em Salvador apurem os 1.224 votos restantes na urna que não foi aberta na eleição para a presidência da sigla na capital baiana, ocorrida no último domingo (08). Sem a contagem desses sufrágios, a disputa vai a segundo turno.

À frente do atual presidente, Gilmar Santiago, com 49,1% dos votos válidos, Ademário Costa afirmou nesta segunda-feira (09) que não reconhecia o resultado. “O que está acontecendo é uma tentativa de ganhar no tapetão, um desrespeito à democracia interna do PT e ao direito dos militantes de votarem. Estamos falando de militantes que se deslocaram para votar na urna extra e que não estão tendo seus votos respeitados. Configura o medo de perder uma eleição no voto, o medo dos processos democráticos que caracterizam nosso partido historicamente. Nós não reconhecemos essa votação sem a apuração da urna extra”, reafirmou.

Faltam apenas 25 votos para que Ademário, que é assessor do deputado federal Jorge Solla, consolide sua vitória no primeiro turno. Gilmar Santiago, apoiado pelo senador Jaques Wagner, disputa a reeleição com a vereadora Marta Rodrigues na vice.

Guilherme Reis

9 de setembro de 2019, 11:12

EXCLUSIVA Mandonismo de Lula atrapalhou planos de Wagner para a Presidência em 2018

Foto: Agência Senado

Ex-governador e senador Jaques Wagner tinha planos para 2018 que foram abortados pelo ex-presidente da cadeia

A explicação do senador Jaques Wagner (PT) para sua recusa em concorrer à presidência nacional do PT, dada, segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo, ao ex-presidente Lula, é mais uma prova de que, apesar de estar na cadeia, o petista continua dando as cartas e definindo os passos e estratégias da sigla.

Wagner teria dito ao correligionário que não tinha vocação para ficar consultando “Posto Ipiranga”, numa alusão ao fato de que, mesmo assumido a presidência da agremiação, teria, para comandar a sigla, que recorrer constantemente a Lula, considerado por ele o verdadeiro líder e presidente do partido.

Não há dúvida, portanto, sobre quem manda no PT, mesmo que da prisão. E com mão de ferro! Em parte, devido ao estilo voluntarista e ao mandonismo do ex-presidente, pode-se atribuir o desfecho das eleições presidenciais passadas.

Lula, por exemplo, além de ter imposto a candidatura do correligionário Fernando Haddad à Presidência da República no PT, ainda escolheu o então deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) como seu adversário.

Ninguém se esquece de que, enquanto Geraldo Alckmin, do PSDB, fazia uma fraquíssima campanha em que buscava alvejar o tempo todo Bolsonaro, o PT lavava as mãos, como se o perigo de eleição do candidato do PSL não existisse.

O PT também poderia ter apoiado o então candidato Ciro Gomes (PDT), então mais bem posicionado nas pesquisas para derrotar o ex-capitão, mas Lula preferiu enrolar o pedetista com acenos neste sentido que nunca viraram realidade, deixando o candidato revoltado.

Antes, no entanto, o próprio ex-governador da Bahia surgiu com uma proposta que pareceria irrecusável para qualquer um que efetivamente se preocupasse com o país, não pensasse no quanto pior melhor nem em manter a hegemonia nas esquerdas a qualquer custo.

Wagner apresentou a Lula como solução o apoio à candidatura do empresário e filho do ex-vice-presidente José de Alencar, Josué Gomes, dono da Coteminas, à Presidência, numa chapa a qual ele próprio poderia integrar como candidato a vice.

Tentou convencer o ex-presidente diretamente e por meio de outros colegas de partido. Lula, no entanto, não aceitou a idéia, preferindo perder a eleição com Haddad. O resultado está aí.