10 de maio de 2019, 15:55

EXCLUSIVA Investigado por Coaf, Roma é ironizado por internauta por post em defesa de Moro

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal João Roma é presidente da comissão que aprovou ontem manutenção do Coaf com Ministério da Economia

Depois de tentar fazer uma “média” com os eleitores e o ministro da Justiça, Sérgio Moro, em sua página no Twitter, por causa da votação que devolveu o Coaf para o ministério da Economia, o deputado federal João Roma (PRB) foi ironizado de forma dura por um internauta, que lembrou ao parlamentar o fato de ele ser investigado pelo órgão por caixa 2.

“Mesmo sem direito a voto na Comissão Mista MP 870, por estar à frente dos trabalhos como presidente, declarei apoio à permanência do Coaf no Ministério da Justiça, pois acredito que este seja um importante instrumento de combate ao crime organizado no Brasil. TMJ (Tamo junto), Ministro Sérgio Moro!”, disse o deputado eleito pela Bahia no ano passado.

A manifestação de Roma, que já havia sido criticada reservadamente por alguns de seus colegas de bancada, dada a sua condição de investigado, foi então prontamente rebatida pelo internauta Jonatas Lima, que observou: “Tem que apoiar mesmo porque o senhor é investigado pelo Coaf com caixa 2, se (sic) fosse pra Moro o senhor seria liberado, né?”

Em seguida, depois de fazer outro post com críticas a Roma, Lima postou cópia de uma nota publicada pela coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde, em sua edição de março passado, na qual é dito que o juiz Fred Pitta Lima, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), enviou para a primeira instância da Justiça Eleitoral processo no qual o deputado é investigado por “captação ou gasto ilícito de recursos na campanha de 2018”.

“Espero que o ministro não tenha recebido nada pelo agrado do deputado investigado”, complementou o internauta, cuja iniciativa tem sido festejada por colegas baianos do deputado, irritados com sua decisão de apoiar a manutenção do Coaf com Moro, medida que acabou sendo derrotada na comissão presidida por Roma. Num post de agradecimento pelo apoio, o ministro chegou a citá-lo nominalmente junto com outros parlamentares que votaram a favor do Coaf sob a Justiça.

9 de maio de 2019, 16:11

EXCLUSIVA Alan Sanches e Marcell Moraes, “los olvidados” da oposição

Foto: Divulgação/Arquivo

Marcell Moraes, um dos "olvidados", depois incorporados ao jantar para o prefeito

Colegas asseguram que os deputados Alan Sanches (DEM) e Marcell Moraes (PSDB) não faziam parte da lista inicial de convidados para o jantar oferecido pelo ex-líder da oposição na Assembleia, Sandro Régis (DEM), ao prefeito ACM Neto (DEM), na última segunda-feira. Originalmente foram chamados por Régis para o evento, por integrar o chamado “núcleo duro” da oposição na Assembleia, os deputados Pedro Tavares, Tom, Luciano Simões Filho, Targino Machado, todos do DEM, e Paulo Câmara e Tiago Correia, do PSDB. Ao tomar conhecimento de que Alan e Marcell estavam fora da lista, um dos convidados alertou para o risco de que a ausência dos dois fosse interpretada como uma descortesia, provocando, inclusive, problemas no relacionamento com eles, o que acabou levando à incorporação de ambos.

9 de maio de 2019, 10:51

EXCLUSIVA Oposições prevêem luta fratricida entre PSD, PP e PT por Prefeituras em 2020

Otto Alencar, Everaldo Anunciação e João Leão

Deputados de oposição dizem a este Política Livre que pretendem assistir de camarote à disputa que PSD, PP e PT, principais membros da coalizão que dá sustentação ao governo Rui Costa (PT), travarão pela conquista do maior número possível de Prefeituras no interior em 2020.

Eles estão convencidos de que a guerra na base governista será muito superior à que pode acontecer entre os próprios oposicionistas. O motivo é um só: quanto maior o contingente de prefeitos, em tese, mais forte o partido chegará para disputar espaço ou mesmo impor sua estratégia à futura chapa ao governo.

Tradicionalmente, tem funcionado assim. Enquanto o PSD, comandando pelo senador Otto Alencar, e o PP, do vice-governador João Leão, considerados duas águias da política baiana, falam abertamente em ampliar sua base de prefeitos, uma declaração do presidente do PT, Everaldo Anunciação, dizendo que a legenda trabalharia para manter o número atual de seus representantes no interior, causou irritação em setores da legenda.

Os críticos de Everaldo acham que faltou agressividade ao líder petista, que não deveria se contentar com o fato de o PT comandar hoje o governo do Estado, mas reforçar as baterias para que o partido saia mais forte no interior das eleições do próximo ano, inclusive para tentar garantir a presença do sigla na cabeça da chapa governista, em 2022.

“Pelo visto, Everaldo não entendeu que em 2022 o cenário será outro, porque o PT estará completando 16 anos no governo e os aliados de hoje já começam a dizer que o tempo do PT no comando do Estado já deu. Só estando forte, o partido poderá ajudar o governador a impor seu candidato à sucessão estadual”, diz um deputado petista.

9 de maio de 2019, 08:09

EXCLUSIVA Aliados querem Wagner liderando escolha para 2020, por Raul Monteiro*

Foto: Manu Dias/Arquivo/GovBa

Senador Jaques Wagner é a esperança dos partidos aliados para montar uma chapa competitiva para 2020

As forças aliadas a Rui Costa (PT) gostaram de ouvir esta semana o senador Jaques Wagner (PT) dizendo que sugeriria ao governador reunir seu Conselho Político para tratar da sucessão municipal de 2020, especialmente em Salvador. Na prática, acreditam que Wagner fez um primeiro movimento no sentido de começar a liderar os debates com vistas às próximas eleições no campo do governo, o que não deixa de trazer algum alento ante o silêncio completo de Rui sobre o tema, mesmo no âmbito restrito de conversas bilaterais com políticos.

Por que a prerrogativa de convocar o Conselho é exclusiva do governador, a idéia de Wagner, lançada durante a convenção que o PSD realizou em Salvador para reeleger o vereador Edvaldo Brito como seu presidente municipal, ganhou ainda mais significado. Ela mostraria, na visão das forças que integram a coalizão governista, que o senador petista, desde sempre considerado o maior cérebro político de todo o grupo do governo, está preocupado com a inexistência de um debate a cerca de como os partidos aliados tratarão o tema.

Para eles, Wagner compactua com a avaliação geral de que empurrar com a barriga a discussão sobre quem deve assumir a cabeça de chapa do time governista contra o candidato do prefeito ACM Neto (DEM) é o mesmo que cometer um suicídio político. Isso porque o virtual nome que Neto deverá colocar na disputa, o do seu hoje vice-prefeito e secretário de Infraestrutura, Bruno Reis (DEM), já trabalha dia e noite, incansavelmente, como é do seu conhecido perfil, para se tornar conhecido na cidade e viabilizar sua eleição.

Do outro lado, a despeito da estrutura e do grande número de partidos que apóiam o governo, no entanto, não se ouve palavra da parte dos seus principais líderes sobre o assunto, o qual já foi tratado diretamente pelo governador como algo prematuro, num verdadeiro banho de água fria sobre aqueles, inclusive no PT, que ensaiavam colocar seus nomes para apreciação. A princípio, o movimento de Wagner, amparando uma retomada dos entendimentos inter e intrapartidários sobre a sucessão, indica dois caminhos.

O primeiro deles é o de que o senador tem verdadeiro interesse em que o debate amadureça e aponte na direção da construção de uma candidatura com potencial de vitória, o que pode favorecer o nome até aqui tratado como o seu preferido, representado pelo presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani. O segundo é o plano de que, ao invés de se fracionarem em torno de várias candidaturas, os partidos consigam chegar a um consenso sobre um único nome, condição melhor para que se comece a trabalhá-lo desde já.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

8 de maio de 2019, 10:22

EXCLUSIVA Não peçam a Cláudio Cajado uma avaliação sobre o comando do PP na Bahia

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Cláudio Cajado seria o retrato da insatisfação com o partido de João Leão

Não peçam ao deputado federal Cláudio Cajado uma avaliação sobre o vice-governador João Leão, do PP. Colegas dizem que, se arrependimento por ter ingressado no PP matasse, Cajado não estaria mais entre os vivos. Ele foi praticamente o único parlamentar que deixou a base do prefeito ACM Neto (DEM) para integra-se ao grupo do governador Rui Costa (PT) na crise aberta pela decisão do prefeito de Salvador de não concorrer ao governo do Estado, no ano passado. Migrou para o PP, garantiu sua reeleição de deputado, mas hoje estaria profundamente insatisfeito com o fato de nada do que acertou com o cabeça do PP no Estado ter sido cumprido.

8 de maio de 2019, 09:38

EXCLUSIVA “Suposta” campanha do PP por renúncia de Rui em 2022 deixa aliados nervosos desde já

Foto: Divulgação/Arquivo

Aliados de Rui Costa acham que há um plano para fazer João Leão governador de qualquer jeito

Aliados do governador Rui Costa (PT) se dizem alarmados com a campanha que alegam que o PP realiza na surdina, por meio de seus deputados, para que o petista renuncie ao mandato e concorra ao Senado ou à Presidência da República em 2022. Trata-se do partido do vice-governador do Estado, João Leão, que assumirá a cadeira no caso de Rui deixar o governo para qualquer disputa eleitoral e se transformará em candidato natural à reeleição.

7 de maio de 2019, 11:37

EXCLUSIVA PSD recuou momentos antes de convenção de lançar Coronel à Prefeitura em 2020

Foto: Divulgação/Arquivo

Senador Angelo Coronel abre os braços antes de discursar, observado por Jaques Wagner, Otto e Kassab

Os presidentes nacional, Gilberto Kassab, e estadual do PSD, Otto Alencar, pretendiam marcar posição com o lançamento do nome do senador Angelo Coronel à Prefeitura de Salvador, ontem, data em que o partido realizou sua convenção municipal em Salvador.

Um pedido do próprio Coronel, no entanto, abortou o movimento. O senador ponderou que, apesar de ser um homem de partido e acatar as decisões da legenda, conviria segurar um pouco mais a iniciativa, principalmente porque ainda está se recuperando de uma intervenção cirúrgica. Agora, o partido aguarda novo momento para fazer o lançamento.

Kassab decidiu provocar sobre a questão da candidatura em Salvador antes de ouvir o discurso de Coronel. O presidente nacional do PSD perguntou sobre o desempenho eleitoral dele e ouviu que o senador teve quase 600 mil votos na capital baiana para o Senado, nas eleições do ano passado.

Ao saber qual fora a votação dois anos antes de ACM Neto (DEM) para a Prefeitura de Salvador – quase 983 mil votos, o equivalente a quase 74% -, Kassab disse a Otto que o partido não podia perder a oportunidade de se movimentar em Salvador com Coronel, com o que o senador concordou.

Os dois decidiram, então, consultar Coronel sobre a apresentação de seu nome na convenção, mas ele sugeriu aguardar um pouco para o anúncio de qualquer decisão neste sentido.  Kassab também gostou da idéia de uma eventual candidatura do vereador Edvaldo Brito à Prefeitura de Salvador.

Ao Política Livre, depois do evento, ele elogiou o trabalho que Otto tem feito no Estado pelo PSD e disse que o senador também avalia que a legenda precisa ganhar mais musculatura em Salvador, aproveitando a oportunidade destas eleições municipais.

“Se o vereador (Edvaldo Brito) tem disposição para disputar, podemos investir nele também”, afirmou o presidente nacional do PSD, empolgado com a recepção e o que considerou demonstração de força dada por seu partido no evento de ontem, realizado na UPB.

6 de maio de 2019, 14:35

EXCLUSIVA 2022: Aliados acham que Wagner só unifica grupo se Rui levar mandato até o fim

Foto: Divulgação/Arquivo

Wagner e Rui na convenção em que o governador foi confirmado candidato à reeleição, no ano passado

Quatro anos de distância e uma eleição municipal pelo meio, em 2020, não têm sido suficientes para deixar os aliados do governador Rui Costa (PT) menos preocupados com relação ao posicionamento que ele adotará no fim do seu segundo mandato no governo do Estado: se irá concluí-lo ou decidirá renunciar a fim de disputar uma vaga ao Senado pela Bahia ou mesmo a Presidência da República, opção que os petistas dizem ser a preferida do gestor baiano.

Caso Rui decida concluir o mandato, os aliados acreditam que tudo tende a se ajeitar em torno de uma discussão, provavelmente liderada pelo próprio governador, da qual deverá emergir o nome que todo o grupo poderá apoiar à sua própria sucessão. Se, ao contrário, o governador optar por renunciar para engajar-se numa outra disputa eleitoral, os aliados prevêem que os problemas emergirão de imediato, comprometendo as bases da aliança que os une hoje.

O principal motivo é que, se Rui deixar a gestão do Estado para disputar um novo cargo, seu vice, João Leão (PP), assumirá o governo. O primeiro ponto é que os aliados alegam que não apoiaram a reeleição do governador para vê-lo entregar o comando do Estado ao correligionário do PP. O segundo é que nenhum deles acredita que, uma vez governador, Leão abrirá mão de concorrer à reeleição, um direito considerado inalienável.

“Quem garante que, uma vez investido da condição de governador, Leão abrirá mão de disputar a reeleição? Acho que nem o governador acredita nesta hipótese”, diz um aliado de Rui, observando que seria necessária uma verdadeira obra de engenharia política para que o grupo se mantenha unido mantendo as mesmas características da coalizão até agora bem sucedida que garantiu a reeleição do governador e a sustentação ao seu mandato.

A modelagem foi construída ainda no processo que resultou na reeleição do governador Jaques Wagner, em 2010, quando ele trouxe para a base o então conselheiro do TCM Otto Alencar, fazendo-o vice-governador do Estado. Hoje, não por acaso o nome mais citado para herdar o comando do grupo liderado por Rui e Wagner é o de Otto, do PSD, que enfrenta, no entanto, resistências no PP de João Leão e mesmo em outras legendas governistas.

Em segundo lugar, as citações vão para o próprio PT, sob o entendimento de que o partido não pode, em 2022, ao final de 16 anos de hegemonia política no Estado, entregá-lo a um dos representantes do carlismo, como Otto e Leão são vistos na militância petista e mesmo entre partidos mais à esquerda que integram a coalizão. O problema é construir um nome no PT, projeto a que nem Rui nem Wagner, não se sabe se deliberadamente, se dedicaram.

Muitos chegam a dizer que o nome do coração do governador seria o do seu secretário de Educação, Jerônimo Rodrigues, pasta a que Rui gostaria de dar a atenção que não conseguiu dedicar em seu primeiro mandato, embora outros, no próprio partido, digam que o petista não teria estofo para enfrentar uma batalha, primeiro interna entre os aliados, e depois pela caça de votos necessária à eleição ao governo.

Este teria sido o motivo porque, recentemente, Wagner resolveu insinuar que não descartaria a possibilidade de concorrer mais uma vez ao governo. Ele é visto como a única unanimidade no grupo, capaz de garantir, inclusive, a manutenção do PT no comando do Estado. Pelo senador, a maioria dos partidos dizem que abririam mão de disputar a cabeça da chapa no grupo. O surgimento do nome de Wagner, no entanto, não pacifica automaticamente os aliados.

Os partidos dizem que, para a costura ser perfeita e garantir o apoio de todos ao projeto do PT de permanecer no comando com o senador, Rui deveria evitar a marola que uma eventual renúncia poderia provocar entre os aliados, cumprindo obrigatoriamente seu mandato até o fim. Quem defende a tese acha que o governador e Wagner não poderão fechar os olhos para o fato de que o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), será candidato ao governo em 2022.

E que o democrata poderá marchar tanto com o grupo que já o apóia como com aliados do governador que não se sentirem prestigiados com as escolhas que porventura forem feitas ao final do segundo mandato de Rui. “Hoje, parece que está tudo bem, mas em 2022 a música vai tocar de uma forma completamente diferente, por causa da candidatura de ACM Neto, que se apresenta como o nome mais forte hoje para a sucessão”, diz um deputado governista.

2 de maio de 2019, 08:55

EXCLUSIVA O “novo” elemento na sucessão estadual de 2022, por Raul Monteiro*

Foto: Elói Correa/GovBa

Senador Jaques Wagner, única unanimidade no governo Rui Costa para sucedê-lo, em 2022

O senador Jaques Wagner (PT) ajudou a colocar um elemento “novo” nas discussões sobre a sucessão estadual de 2022 esta semana, ao declarar que não há hipótese de disputar a Prefeitura de Salvador, no próximo ano, mas que não pode falar o mesmo sobre a disputa pelo Palácio de Ondina, daqui a quatro, quando encerra o mandato do afilhado político Rui Costa (PT). De fato, o candidato de Wagner à sucessão de ACM Neto (DEM) é conhecido nos meios políticos, especialmente em seu partido, e responde pelo nome de Guilherme Bellintani.

Por incrível que pareça, trata-se de um ex-auxiliar do prefeito cujos defensores do direito de ser apoiado pelo PT, no entanto, dizem abrigar no peito um enorme, generoso e vermelho coração de esquerda. A manifestação de Wagner, entretanto, tem outro público. Ela se dirige, principalmente, aos partidos da base aliada, que se agitam ante o fato de, junto com o fim do mandato de Rui, o PT estar completando 16 anos no comando do governo baiano, tempo que as siglas que integram a base do governador acham que é mais do que suficiente para uma agremiação exercer o poder.

No fundo, eles consideram que o PT deveria reconhecer ser aquele o momento de abrir espaço para as outras forças e conduzir, ele próprio, o processo pelo qual aqueles que fazem parte do mesmo grupo político, possam, de forma harmônica, disputar a condição de liderá-lo a partir de 2022. Wagner sabe que é hoje a única unanimidade no time dos que apóiam seu governdor. Não são poucos os aliados que vocalizam, ainda que em privado, que só aceitariam abrir mão de uma candidatura própria à sucessão de Rui caso o senador resolva disputar as eleições estaduais.

Sua ausência deste processo, portanto, é roteiro certo de conflitos. Como hoje todas as apostas indicam que Rui vai se afastar do governo antes do fim do mandato para disputar uma vaga ao Senado – muitos chegam a falar numa eventual candidatura sua pelo PT à Presidência da República, idéia na qual tantos outros não acreditam -, a renúncia vai implicar em que o vice, João Leão (PP), assuma o cargo de governador, transformando-se num candidato natural, pela tradição política, à própria sucessão.

É aí que a confusão começa. Por que, de posse da cadeira de governador do Estado, dirigindo um partido cuja ambição política é conhecida, Leão vai abrir mão do direito de concorrer em favor, por exemplo, do senador Otto Alencar (PSD), apontado como nome preferido tanto de Wagner quanto de Rui para herdar o comando do grupo em 2022? Wagner entraria em campo exatamente para evitar que o time que competentemente liderou de forma coesa até agora se espatife e entregue o Palácio de Ondina de mão beijada a ACM Neto (DEM), candidato com que as oposições esperam promover a “mudança” no comando do Estado.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

30 de abril de 2019, 10:48

EXCLUSIVA Novo presidente do PT vai comandar, pelo partido, sucessões de 2020 e de 2022

Foto: Reprodução/Facebook/Arquivo

Novo dirigente do PT vai comandar, inclusive, a sucessão de Rui Costa, em 2022

Há uma explicação para a antecipação da disputa pelo comando do PT da Bahia, que na prática só ocorre no segundo semestre, a partir de setembro. Com mandato de quatro anos, o próximo presidente da sigla vai comandar, pelo partido, as sucessões do próximo ano, em Salvador, e do governador petista Rui Costa, em 2022, momento considerado como o mais delicado pelo qual a sigla vai passar no Estado depois de ter ganho o governo da Bahia, em 2006, exatamente porque é incerto se conseguirá fazer o sucessor.

30 de abril de 2019, 10:17

EXCLUSIVA Nilo relata chá de cadeira de quatro horas de Rui e revela ter tirado professores e policiais da Assembleia a pedido dele e de Wagner

O deputado federal Marcelo Nilo (PSB) disse hoje a este Política Livre que verá com surpresa a eventual demissão do atual presidente da Embasa, Rogério Cedraz, pelo governador Rui Costa (PT), mas antecipou que espera pelo menos uma satisfação da parte do gestor se a medida for tomada contra o seu apadrinhado.

Ele não quis se referir às especulações de que o governador pretende colocar no lugar de Cedraz o executivo Cláudio Villas Boas, indicado pelo empresário Mauro Prates, da Metro Engenharia, que tem várias contratos na estatal. Nilo disse apenas esperar mais consideração pela lealdade que sempre devotou tanto a Rui Costa quanto ao senador Jaques Wagner no período em que comandou a Assembleia Legislativa da Bahia.

“Como presidente (da Assembleia), aprovei tudo, nunca dificultei a vida do governo, devotei uma lealdade realmente canina ao grupo”, disse Nilo, lembrando que, durante a campanha passada, levou um chá de cadeira de quatro horas do governador, que ainda por cima não o atendeu.

“Além de não me ter dado um voto, me tratou como baixo clero”, declarou, lembrando que, a pedido do então governador Wagner e do seu secretário Rui, interveio em momentos políticos considerados críticos do grupo, como a greve dos professores e a dos policiais militares.

Em ambas, como presidente do Legislativo, Nilo entrou na Justiça e retirou os manifestantes da Casa, a pedido, segundo relatou a este Política Livre, do então governador e da Casa Civil, comandada na época por Rui. No caso da greve da polícia, recordou, chegou a pedir a intervenção do Exército para facilitar a evacuação.

29 de abril de 2019, 20:55

EXCLUSIVA Candidato de Wagner, Eden não teria apoio de Rui para disputar comando do PT

Foto: Divulgação/Arquivo

Eden Valadares

Petistas com conhecimento sobre a mecânica interna da legenda, dividida entre suas várias correntes, garantem que significa muito pouco a campanha que o senador Jaques Wagner faz pela candidatura de Eden Valadares, seu ex-assessor no governo, à presidência estadual do PT. Lembram, inclusive, que Wagner não conseguiu eleger o deputado federal Valdenor Pereira para o cargo, há dois anos, quando Everaldo Augusto foi reeleito. Para completar, ganhou ares de verdade no partido a informação de que o governador Rui Costa (PT) não desejaria a eleição de Eden para o comando do PT.

29 de abril de 2019, 11:04

EXCLUSIVA PR faz proeza de estar com Bolsonaro em Brasília, Rui na Bahia e Neto em Salvador

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Abílio Santana, que é pastor, faz a ponte do PR com o prefeito de Salvador

É grande o descontentamento de partidos que apóiam o governador Rui Costa (PT) com o status que consideram privilegiado do PR. Afinal, além de integrar a base do governo na Assembleia e de Jair Bolsonaro (PSL), na Câmara dos Deputados, o partido também está com o prefeito ACM Neto (DEM) em Salvador. A aliança foi costurada diretamente pelo presidente municipal da sigla, o deputado federal e pastor Abílio Santana, que não a esconde de ninguém. Santana elegeu-se pelo PHS, mas como o partido não completou o quórum eleitoral pôde migrar para o PR sem problemas. Só que colocou a escolha para presidente do partido em Salvador, bem como a manutenção de seu relacionamento com o prefeito, como condição para seu ingresso na sigla. Partidos que tentaram fazer o mesmo movimento, como o PDT de Félix Mendonça, e enfrentaram oposição do próprio governador, não podem ver a aplicação dos “dois pesos e das duas medidas”, diz um membro da base de Rui.

29 de abril de 2019, 10:39

EXCLUSIVA Deputados baianos querem tirar governador do armário sobre reforma da Previdência

Foto: Gov/Ba

Governador Rui Costa

Há movimento forte no Congresso, deputados baianos à frente, para que a reforma da Previdência nos Estados passe pelas Assembleias. Isso obrigaria a que os governadores assumissem o ônus da articulação pela sua aprovação diretamente nas casas legislativas estaduais. Entre os parlamentares baianos, a proposta ganhou corpo porque é uma forma, na avaliação deles, de colocar a público, por exemplo, a verdadeira posição do governador Rui Costa (PT) com relação às mudanças na legislação previdenciária. Em privado, Rui tem defendido a reforma sem pudor, dizem. Mas só em privado.

29 de abril de 2019, 09:39

EXCLUSIVA Combinado com Rui, Bellintani tem dado pitacos em programa de Educação do governo

Foto: Política Livre/Arquivo

Guilherme Bellitani é hoje apontado como nome preferencial das oposições à Prefeitura para a sucessão municipal

Apesar de a opção por Guilherme Bellintani como candidato das oposições à Prefeitura de Salvador ter surgido no núcleo petista do senador Jaques Wagner, maior estrategista do petismo baiano, a idéia de apoiar seu nome pelo governo já foi devidamente comprada pelo governador Rui Costa (PT). Ex-secretário municipal de Educação de ACM Neto (DEM) e empresário do ramo, Bellintani tem sido levado, por exemplo, a dar pitacos no programa de Educação do governo, verdadeiro xodó de Rui colocado a cargo de Jerônimo Rodrigues. O governador tem dedicado bastante tempo a discutir as estratégias da secretaria diretamente com Jerônimo. Escolhido para a pasta em sua cota pessoal, não por acaso muitos se referem ao secretário estadual de Educação como o nome a quem Rui estaria preparando para a sucessão estadual de 2022.