11 de setembro de 2013, 09:39

EXCLUSIVA Porque Jaques Wagner não quer Pinheiro candidato

Foto: Emerson Nunes / Arquivo / Política Livre

Walter Pinheiro - eleição ao Senado é devida a Wagner

O senador Walter Pinheiro tem feito um esforço desmedido para desmentir a informação, que circula cada vez com mais intensidade no PT, de que não terá alternativa senão abrir mão da disputa pela indicação do partido para candidato à sucessão do governador Jaques Wagner, no que seria acompanhado por pelo menos mais dois dos quatro pré-candidatos que estão no mesmo patamar que ele.

Bom orador, com histórico de serviços prestados ao PT, Pinheiro tem inegável prestígio em determinados setores da militância petista, o que é um ponto forte para a sua pré-candidatura. Quando fala em eventos do partido, o senador muitas vezes levanta poeira e anima parte da platéia com a expectativa de que pode ser o nome para concorrer ao governo do Estado.

O problema é que lhe falta apoio do maior cabo eleitoral da legenda, o governador Jaques Wagner, que tem um nome preferido para a disputa, embora, por uma questão de estratégia e estilo, não o alardei como também não o esconda de ninguém. Wagner possui outro bom motivo para não apoiar Pinheiro.

Confiante na vitória do PT à sua sucessão, o governador não vê sentido em que o companheiro abra mão dos quatro anos de mandato que lhe restam como senador, entregando tempo tão precioso no Senado a outro partido da base, no caso, o PP, que indicou seu primeiro suplente.

É, pelo menos, o argumento mais frequente que tem usado quando conversa sobre a inviabilidade da pré-candidatura de Pinheiro com gente do partido e do governo. E há quem extenda a aplicação da mesma tese usada por Wagner para o caso da senadora Lídice da Mata, cujo partido, o PSB, tem insistido em que seja candidata como alternativa aos nomes existentes no PT. Por que Lídice abriria mão de quatro anos de mandato?

O resto, envolvendo Pinheiro, tem muito de um certo folclore negativo que acompanha o petista desde que, no início do governo Lula, numa espécie de rompante midiático, ameaçou até deixar o partido por suposta revolta contra medidas que o PT criticara na oposição e passara a adotar no poder.

O comportamento teria rendido ao petista uma pecha que oscila entre os adjetivos de “infiel e pouco confiável”, com a qual Wagner compartilha, intimamente, desde os tempos em que os dois eram colegas na Câmara – quem conviveu com o governador no período sabe muito bem disso.

Exatamente por não ser do seu feitio, Wagner não esconde o seu desagrado com políticos que jogam para a platéia sem se importar muito com o resto. O perfil atribuído ao senador pode estar na origem do buxixo recente alimentado no PT, provavelmente por adversários internos de Pinheiro, por ocasião da mais recente passagem de Lula pela Bahia.

O mexerico informa que, numa roda muito restrita, o ex-presidente da República, demonstrando que continuam fortes as restrições que faz a Pinheiro desde o seu primeiro governo, teria dito, em tom de brincadeira, que, dentre os quatro pré-candidatos do PT a governador da Bahia, só não apostaria no senador.

E que Wagner, dando gás à troça, a completara com a seguinte frase: – Esse risco não há, presidente! De forma que Pinheiro pode até se tornar o candidato do PT a governador, mas terá que contar inteiramente com a ajuda do destino. Por enquanto, seria melhor esperar que dêem certo articulações iniciadas por algumas cabeças petistas que pensam em emplacar um baiano do PT como ministro, desde que Wagner apóie.

Raul Monteiro

10 de setembro de 2013, 14:30

EXCLUSIVA Empresário emergente faz oferta por A Tarde FM

Um emergente empresário baiano teria feito esta semana uma oferta considerável pela rádio A Tarde FM, do mesmo grupo do jornal A Tarde, à família do fundador Ernesto Simões. A proposta foi recusada sob o argumento de que o valor oferecido está abaixo do que a emissora efetivamente vale e, além disso, não se incluem, neste momento, entre os planos da família, desfazer-se da FM.

8 de setembro de 2013, 12:40

EXCLUSIVA Protesto em SSA se resumiu a tentativa de briga com PMs

Foto: Mário Pinho/ Política Livre

Manifestantes saíram do Campo Grande com destino ao Dique do Tororó

Quem foi ao Campo Grande, no Centro de Salvador, na tarde de ontem para acompanhar a manifestação intitulada “Operação 7 de setembro”, se decepcionou. As pautas nacionais que eram prioridade do protesto foram esquecidas em proveito de apenas uma: o enfrentamento com a policia. Muitos mascarados estiveram entre os mais de 300 presentes no ato que saiu do Campo Grande com destino ao Dique do Tororó. Poucas foram as palavras de ordem que cobravam o metrô, repudiavam a Copa do Mundo de 2014 e  xingavam governantes. A maior parte do tempo os manifestantes ofendiam a mídia e a Polícia Militar, inclusive os chamando para a briga: “tira a farda e vem pra mão”.

Ainda no Campo Grande, na altura do Forte de São Pedro, o primeiro tumulto. Servidores penitenciários que participavam da manifestação foram expulsos aos gritos. “Eles chamaram todos pro protesto e nós viemos. Agora nos retiraram. Só queremos lutar pela PEC 300, é o nosso direito”, afirmou Paulo, um dos servidores excluídos. Mais a frente, na Av. 7 de Setembro, manifestantes tentavam desamarrar as cordas usadas para conter o público que assistiu o desfile durante a manhã. A PM precisou intervir. Na altura do Shopping Center Lapa, repórter e cinegrafista da TV Band foram hostilizados. Aos gritos de “a Band mente”, os manifestantes impediram filmagens e atrapalharam o trabalho dos jornalistas.

O desejo dos manifestantes foi atendido no mesmo local do intenso protesto de junho. Na porta do Colégio Central, na Av. Joana Angélica, PMs da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE) estavam a postos para conter o protesto. Com bombas de efeito moral os policiais fizeram recuar os manifestantes, que tentaram responder com pedradas. Na fuga, eles deixaram os rastros da baderna: dois ônibus apedrejados, um incendiado e placas de trânsito arrancadas. Na Praça da Piedade, os pontos de ônibus foram destruídos, banheiros químicos foram jogados na pista, uma agência do Banco do Brasil foi apedrejada, assim como algumas lojas. Nem a sede da Secretaria de Segurança Pública escapou das pedradas.

Os manifestantes foram completamente dispersados por viaturas das Rondas Especiais (Rondesp), nas proximidades do viaduto de São Raimundo. Mais de 40 foram presos. Um outro grupo se reencontrou no Campo Grande e seguiu para à 1ª delegacia dos Barris na tentativa de negociar a liberação dos detidos.

Mário Pinho

29 de agosto de 2013, 13:32

EXCLUSIVA Nove baianos faltam à sessão de cassação de Donadon

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão que decidiu o futuro de Natan Donadon (sem partido-RO)

Nove deputados federais baianos estiveram ausentes da sessão em que o deputado Natan Donadon foi absolvido no processo de cassação do mandato. Donadon está encarcerado depois de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 13 anos de prisão pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. Faltaram 24 votos para que ele fosse cassado e perdesse o mandato. Ao todo, 30 deputados da bancada baiana se encontravam no Congresso ontem – nove não compareceram sessão. São eles: Alice Portugal (PCdoB), Arthur Maia (PMDB), Claudio Cajado (DEM), Edson Pimenta (PCdoB), Fernando Torres (PTR), José Carlos Araújo (PSD), Josias Gomes (PT), Luis Alberto (PT) e Sérgio Brito. Destes, quatro haviam marcado presença na sessão anterior. São eles: Sérgio Brito, José Carlos Araújo, Cláudio Cajado e Edson Pimenta.

Leia também: Plenário da Câmara absolve Natan Donadon

29 de agosto de 2013, 09:52

EXCLUSIVA Em Brasília, Wagner apresenta Rui como seu candidato

Foto: Agecom/Arquivo

Wagner assiste a Rui falar em encontro no TCU

No périplo que fez por Brasília esta semana, acompanhado do seu chefe da Casa Civil, Rui Costa, o governador Jaques Wagner (PT) o apresentou como seu candidato à sucessão estadual de 2014. Em tom informal, a apresentação foi repetida, inclusive, no Tribunal de Contas da União, onde Wagner e Rui debateram a situação do metrô de Salvador, assumido pelo Estado por meio de um acordo com a Prefeitura.

28 de agosto de 2013, 11:13

EXCLUSIVA Wagner é pressionado a afastar secretários-candidatos

Foto: Divulgação/Arquivo

Alan pode ter sido apenas o porta-voz da indignação que toma conta do Legislativo

Os ataques dirigidos pelo deputado estadual Alan Sanches (PSD), na sessão de ontem, à presença na administração estadual de virtuais candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados sintetizou uma revolta existente hoje no Legislativo baiano com relação à situação. Aliás, nada impede que Alan tenha feito as queixas em plenário a pedido de um grande número de colegas que se consideram ameaçados pela condição superior de secretários estaduais que, investidos no papel de membros destacados do governo, já começaram a cuidar de suas pré-campanhas para o ano que vem.

Na avaliação dos deputados estaduais, para ficar em condições de igualdade com eles, os secretários-candidatos teriam que abrir mão de seus cargos imediatamente. Como o governador Jaques Wagner (PT) não quer antecipar o problema da substituição de colaboradores agora, estabeleceu como prazo de desincompatibilização em seu governo o mês de dezembro próximo na tentativa de aplacar a indignação. Trata-se de uma antecipação e tanta, uma vez que, pela legislação eleitoral, exatamente para evitar abusos, os agentes públicos devem deixar seus cargos apenas em maio do próximo ano.

O anúncio, entretanto, parece não ter surtido efeito. “Não dá. É muito tempo. Queremos que os secretários-candidatos deixem o cargo logo. E o discurso de Alan ontem não foi fato isolado. Outros virão e, num momento em que o governo precisa da Assembleia”, diz, em tom ameaçador, um deputado governista igualmente irritado com o quadro de favorecimento de que os secretários que são candidatos desfrutam na administração. “Eles (os secretários-candidatos) estão em franca campanha. Viajam pelo interior, visitando nossas bases e seduzindo nossos prefeitos porque têm a máquina na mão”, diz outro parlamentar.

Segundo ele, como não é possível impedir o comportamento “usurpador” dos secretários-candidatos, a alternativa é levar o governador a afastar a todos que são candidatos da máquina administrativa imediatamente. “Não pense que este prazo estabelecido por Wagner de dezembro vai resolver o problema. Ou ele afasta logo a todos que estão nesta batida, trabalhando às claras pela eleição deles e desestabilizando a base dos deputados do governo, ou terá muitos problemas na Assembleia ainda”, completa o mesmo deputado, referindo-se à crise financeira que ameaça o governo.

Leia também:  Governista faz denúncia contra Bobô na Assembleia

Raul Monteiro

22 de agosto de 2013, 12:55

EXCLUSIVA Cícero Monteiro pode disputar presidência do Bahia

Cícero Monteiro: nova aposta do governo para a presidência do Bahia

O governo do Estado já pensa num plano B para a hipótese de Fernando Schmidt, atual secretário de Relações Internacionais, não emplacar como candidato à presidência do Esporte Clube Bahia. Ele seria personificado pelo secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Cícero Monteiro. A indicar a nova aposta, gente muito próxima a Monteiro marcou um encontro seu com um importante integrante de uma das torcidas organizadas do Clube. A reunião deve se consumar ainda hoje e objetivaria avaliar as perspectivas de sua candidatura. A confirmar!

20 de agosto de 2013, 15:59

EXCLUSIVA Bandidos fazem arrastão em edifício em Piatã

Foto: Reprodução/ Google Street View

O prédio está localizado à Rua Carapeba, no bairro de Piatã

Ladrões invadiram o edifício Solar de Piatã na manhã desta terça-feira. Segundo alguns moradores que preferem manter a identidade em sigilo, os homens entraram no prédio por volta das 10 da manhã e roubaram equipamentos que estavam no playground, como cadeiras, arranjos e uma bicicleta. “Pareciam estar drogados. Gritavam à procura de apartamentos com mulheres sozinhas, mas acabaram fugindo pela porta da frente, sem precisar forçar o portão que já estava aberto”, disse um morador, já admitindo se mudar do local. “É a terceira vez só este ano que assaltam prédios na redondeza. Eu já estou à procura de uma nova moradia”, desabafa. Os moradores do edifício, que  está localizado à Rua Carapeba, no bairro de Piatã, afirmam que acionaram a Polícia Militar logo depois do ocorrido, contudo nenhum PM apareceu no local.

12 de agosto de 2013, 18:25

EXCLUSIVA Se Vitório for para Fazenda, Edelvino fica na Administração

Foto: Gilberto Jr.

Secretário da Administração, Manoel Vitório, que pode ir para a Fazenda

Se Manoel Vitório efetivamente for nomeado para a secretaria estadual da Fazenda, como antecipado com exclusividade por este Política Livre na semana passada, o mais provável é que seu chefe de Gabinete, Edelvino Góes, o substitua na secretaria estadual de Administração. É o que se comenta com intensidade em vários órgãos do governo e, principalmente, nas secretarias da Fazenda e da Administração. A confirmar!

Leia também: Manoel Vitório pode substituir Petitinga na Fazenda

8 de agosto de 2013, 19:50

EXCLUSIVA Manoel Vitório pode substituir Petitinga na Fazenda

Foto: Agecom/Manu Dias/Arquivo

Manoel Vitório, atual secretário de Administração cotado para assumir a Fazenda

O atual secretário estadual de Administração, Manoel Vitório, pode substituir o titular da Fazenda, o economista Luiz Petitinga. A possibilidade foi pensada pelo governador Jaques Wagner (PT) como forma de enfrentar a forte crise nas finanças estaduais, já admitida oficialmente. Vitório está no governo por indicação da imbatível dupla de desembargadores Mario Alberto Hirs e Telma Brito, respectivamente, atual e ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado. Por este motivo, a secretaria ganhou o apelido de “República do TJ” no Estado. Em vários setores do governo, a substituição é dada como certa. Com fama de jeitoso, o titular da Administração é visto, em largas áreas do Estado, como figura ideal para lidar, por exemplo, com os fornecedores que não recebem há meses e já estão, inclusive, montando uma associação para pressionar pelo pagamento de suas faturas. A confirmar!

6 de agosto de 2013, 10:45

EXCLUSIVA Governo tenta disfarçar aliança de Wagner com João Henrique

Foto: Manu Dias/Secom/Arquivo

Wagner pretende condecoração na lapela de João Henrique: eles voltaram às boas

Definida por um experiente e irônico deputado oposicionista como um “abraço de afogados”, a aliança entre o ex-prefeito João Henrique, em vias de filiar-se ao PSL, e o governador Jaques Wagner (PT) com vistas a 2014, celebrada com a nomeação do filho do primeiro para o gabinete do chefe da Casa Civil do governo, Rui Costa, repercutiu tão mal, tão mal nas redes sociais, que levou o governo estadual a uma tentativa mambembe de disfarçá-la com duas versões. Uma verdadeira bobagem!

A primeira versão é que o jovem tem um currículo invejável que o capacita tecnicamente para a função, como se técnica ela fosse. A segunda é que o pai não teve nada a ver com a indicação. Luiz Henrique Carneiro, na versão do governo, teria sido nomeado exclusivamente em atenção à mãe, a deputada estadual Maria Luíza, e ao partido, dela, o PSD. Como se Maria Luíza, que separou-se de João Henrique no ano passado, depois de eleger-se sucessiva e exclusivamente por intermédio dele, fosse um estrondoso fenômeno eleitoral autônomo.

Francamente! Além disso, o PSD é comandando na Bahia pelo vice-governador Otto Alencar, que é também secretário estadual de Infraestrutura, e está com os dois pés no governo, o que significa, obviamente, que o partido dispensa mimos que tais. E se era mesmo para atender à mãe e ao partido de Otto, por que então o filho do ex-primeiro casal municipal não foi parar num dos vários órgãos comandados pelo PSD na administração estadual, sendo indicado justo para o gabinete do candidato de Jaques Wagner a governador? Precedentes existem vários.

Por um motivo mais do que simples: Quem pediu a função pública para o filho foi João Henrique, interessado em vê-lo, mais dia, menos dia, se interessar e ingressar na política. E só o ex-prefeito sabe como a decisão do governo de promover a nomeação o contentou. Também por uma razão mais do que simples: contou uma fonte do Palácio Thomé de Souza ontem ao Política Livre que, antes de indicá-lo ao governo, João Henrique tentou emplacar o filho no gabinete do hoje ex-aliado ACM Neto (DEM), prefeito de Salvador.

E fez o mesmo com a atual mulher, Tatiana Paraíso. Segundo a mesma fonte, o ex-prefeito gostaria de vê-la dirigindo o IPS (Instituto de Previdência de Salvador). Apesar de reconhecer que Tatiana possui currículo para o posto e que Luís Henrique poderia cumprir um ótimo estágio político em seu gabinete, o prefeito teria denegado os pedidos. Argumentara que a indicação de um e do outro não ficaria nada bem para o início de seu governo.

Mas teria chegado a acenar com a possibilidade de contemplar, na administração municipal, outros colaboradores de João Henrique que conheceu na campanha e pelos quais se afeiçoou e que não guardariam com ele laços de família. João Henrique não teria topado. Viu a resposta, assim como a publicação seguida na imprensa de informações sobre uma suposta herança maldita que teria legado a ACM Neto, como uma declaração de guerra. Portanto, a nomeação do filho para o gabinete do futuro candidato do PT a governador seria também uma excelente resposta à “indiferença” do prefeito que ajudou a eleger.

Por este motivo, João Henrique deve, na medida do possível, tentar ajudar ao novo amigo Rui Costa e defenestrar ACM Neto no programa de rádio que está prestes a estrear na emissora do deputado federal Marcos Medrado, do PDT, outro partido da base do governo estadual, o que deixa aliados do prefeito preocupados. No íntimo, o governo Jaques Wagner está satisfeitíssimo com a nova aliança. O governo do PT se acha pop e despreza a classe média. João Henrique é genuinamente pop e passou a ser detestado pela classe média. Mas será que é só nisso que eles combinam?

Leia também: EXCLUSIVO: Com aval de Wagner, João Henrique se filia ao PSL

EXCLUSIVO: Ingresso no PSL garante apoio de JH a Rui Costa em 2014

Raul Monteiro

5 de agosto de 2013, 17:53

EXCLUSIVA Prefeitura exige da empresa Revita devolução de terreno

Foto: Revita/Facebook

Caminhã da Revita em Salvador

A Prefeitura de Salvador comunicou na semana passada à direção da Revita, em São Paulo, que quer a devolução de uma área de sua propriedade, localizada no bairro de Mata Escura, a qual estaria alugada à empresa de coleta de lixo por preços irrisórios, segundo valores praticados no mercado soteropolitano. A decisão de tratar diretamente com São Paulo resultaria de uma trombada da presidente da Limpurb, Kátia Alves, com os gestores locais da empresa, considerados por ela e outros setores da Prefeitura como extremamente arrogantes. Às vésperas do início do processo licitatório para a renovação da concessão do serviço de coleta de lixo em Salvador, a iniciativa da Prefeitura de retomar o terreno da Revita foi interpretada por fonte com grande transito no Palácio Thomé de Souza como um sinal de que as relações com a empresa vão de mal a pior. Exatamente por este motivo, o clima é de agitação e expectativa de mudanças no setor em Salvador.

Iniciativa foi interpretada como um péssimo sinal para a empresa às vésperas do processo de renovação da concessão do lixo em Salvador

5 de agosto de 2013, 12:55

EXCLUSIVA Ingresso no PSL garante apoio de JH a Rui Costa em 2014

Foto: Divulgação/Secom

Com ingresso em novo partido, ex-prefeito abre mão de 2014 para apoiar Rui Costa

Há consenso nos meios políticos de que, caso realmente ingresse no PSL, como antecipou ontem com exclusividade este Política Livre, o ex-prefeito João Henrique, hoje no PP, estará fora da disputa à sucessão estadual de 2014. O motivo é simples: o partido não tem tempo de TV e só poderia viabilizar uma candidatura de porte majoritário, caso fizesse uma coligação ampla com outros nanicos.

Como trata-se de uma situação que foge ao controle da legenda, é possível antecipar que, ao decidir-se pelo PSL, João Henrique praticamente abriu mão da candidatura. Como o ingresso no PSL foi avalizado pelo governador Jaques Wagner (PT), há quem veja na decisão uma estratégia do petista para viabilizar a candidatura ao governo de seu preferido, Rui Costa.

A alimentar ainda mais a tese está o fato de o filho mais velho de João Henrique, coincidentemente, ter sido nomeado para trabalhar no gabinete de Rui, que é chefe da Casa Civil de Wagner. “Sem legenda para disputar o governo e com o filho no gabinete de Rui, está claro que João Henrique vai apoiar o chefe da Casa Civil de Wagner ao governo”, diz uma fonte do PT ao Política Livre.

O mesmo político acha que, apesar de ter deixado a Prefeitura profundamente desgastado, João Henrique vai ganhar outra dimensão quando iniciar seu programa de rádio, na emissora do deputado federal Marcos Medrado, do PDT, outro partido da base do governo estadual. Com apelo popular, o programa deve iniciar no dia 19, dois dias depois da festa de filiação do ex-prefeito ao PSL.

Leia também: EXCLUSIVO: Com aval de Wagner, João Henrique se filia ao PSL

Raul Monteiro

4 de agosto de 2013, 11:41

EXCLUSIVA Com aval de Wagner, João Henrique se filia ao PSL

O ex-prefeito João Henrique (PP) deve se filiar ao PSL numa grande festa programada para o Hotel Fiesta no próximo dia 17. O acordo teria sido feito diretamente com o presidente nacional da legenda, Luciano Bivar, num encontro, em Brasília. Na oportunidade, Bivar disse a João Henrique que ele poderia disputar o cargo que quisesse em 2014, pré-condição considerada fundamental para a decisão do ex-prefeito de se filiar à agremiação, disse ao Política Livre uma fonte ligada a ele.

O curioso é que o PSL integra a base de apoio do governador Jaques Wagner (PT) na Assembleia, tem alguns cargos significativos no governo e há fortes rumores de que o secretário de Relações Institucionais, César Lisboa, consultado pelo presidente nacional do PSL, teria dado total aval para o ingresso do ex-prefeito na legenda. A situação gerou, nos meios políticos, especulações de que João Henrique vai se realinhar a Wagner, com quem rompeu em 2008 e viveu às turras no segundo mandato na Prefeitura.

Os boatos de realinhamento aumentaram depois que o titular da coluna Satélite, no Correio da Bahia, o jornalista Jairo Costa Júnior, divulgou neste domingo que o filho mais velho do ex-prefeito com a deputada Maria Luiza Orge (PSD), Luis Henrique Carneiro, ganhou um cargo de assistente administrativo no gabinete do chefe da Casa Civil do governador Jaques Wagner, Rui Costa. Costa é o pré-candidato do PT ao Palácio de Ondina em 2014 preferido do governador.

O colunista diz ainda que “para a articulação política do prefeito ACM Neto (DEM), o episódio significa o retorno do ex-prefeito à aliança petista” e acrescenta que, “no núcleo central do DEM a previsão é de que seja delegada ao ex-prefeito a tarefa de liderar ataques ao democrata”. O jornal Correio da Bahia pertence à família do prefeito ACM Neto. Dois dias depois da filiação, João Henrique deve estrear um programa de rádio na emissora do deputado federal Marcos Medrado, do PDT, partido também da base do governo estadual.

Na semana passada, em comunicado a este Política Livre, o ex-prefeito havia se queixado da pressão de futuros concorrentes contra patrocínios ao programa, no qual ele já antecipou que pretende virar suas baterias, entre outros, contra o atual prefeito, a quem apoiou na disputa pela Prefeitura de Salvador no ano passado. Os dois romperam este ano, depois que ACM Neto passou a insinuar que teria recebido na Prefeitura uma herança maldita de João Henrique.

Raul Monteiro

31 de julho de 2013, 14:20

EXCLUSIVA Governo admite que Lídice está entre candidatura e intervenção

Foto: Thiago Ferreira/Arquivo/Política Livre

Lídice da Mata só tem uma alternativa se não quiser perder o PSB baiano: ser candidata ao governo

Depois das intervenções executadas pela direção nacional do PSB nos diretórios que podem atrapalhar os planos presidenciais do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o governador Jaques Wagner (PT) convenceu-se de que a senadora Lídice da Mata não terá outra escolha senão ser candidata ao governo no ano que vem, o que pode atraplhar imensamente seus planos de montar a chapa com que sonhou, a qual seria liderada pelo seu chefe da Casa Civil, Rui Costa. No governo, a avaliação é de que ou Lídice assume a candidatura ou perde o comando do PSB na Bahia, hipótese em que o grupo da senadora não admite falar no Estado.