21 de março de 2014, 09:26

EXCLUSIVA JH pode reestrear em rádio com apoio de ACM Neto

Foto: Arquivo/Valter Pontes

ACM Neto e João Henrique estão voltando às boas

Anda a toda a retomada do relacionamento entre o prefeito ACM Neto (DEM) e o antecessor João Henrique (PSL), abalado desde a posse do primeiro no Thomé de Souza. Depois de fazer ao prefeito três pedidos, que já estão sendo encaminhados, o ex corre agora para arrumar os preparativos para reestrear no rádio, desta vez num programa em horário arrendado na Transamérica, com apoio da Prefeitura. Recentemente, João Henrique deu uma força a Neto ao dizer que apóia o candidato escolhido por ele para o governo do Estado, não importa se Geddel Vieira Lima (PMDB), com quem se estremeceu na época em que estava Prefeitura,  ou o ex-governador Paulo Souto, do DEM.

21 de março de 2014, 08:48

EXCLUSIVA Dilma teria pedido cabeça de Gabrielli a Wagner

Foto: Agência Brasil

Gabrielli na época em presidia a Petrobras

A presidente Dilma Rousseff (PT) pediu a cabeça do secretário estadual de Planejamento, José Sérgio Gabrielli, ao governador Jaques Wagner (PT). Ela ficou “passada” com o fato de Gabrielli ter dado uma entrevista sobre a polêmica compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, que presidiu em parte do governo Lula e no seu, contradizendo a nota emitida sobre o assunto da lavra dela própria. A informação foi passada a este Política Livre por um petista importante, com trânsito fácil nos governos federal e estadual.

Segundo seu relato, Wagner não deu uma resposta imediata a Dilma sobre a exigência da demissão de Gabrielli por considerar que, no momento, ela estava muito irritada e a medida poderia soar tão intempestiva quanto a própria nota assinada pela presidente sobre o caso Pasadena, que abalou sua relação com a empresa, por se constituir numa versão completamente diferente da sustentada pela Petrobras. Como membro do Conselho de Administração da Petrobras na época, presidido por Dilma, então chefe da Casa Civil do governo Lula, Wagner também votou pela compra da refinaria que causou um rombo de mais de um bilhão de dólares ao país.

A presidente nunca gostou de Gabrielli e foi a responsável por sua saída da Petrobras. Num episódio que entrou para o anedotário político em Brasília, ela teria se desentendido com ele em relação à condução da empresa e partido para cima do então presidente da Petrobras com tanta agressividade que teria levado ele a chorar. No telefonema que teria trocado com o governador da Bahia sobre Gabrielli, Dilma, bastante irritada, teria se referido a ele com termos impublicáveis. A compra da refinaria no governo Lula concorre para se transformar em mais um escândalo no país.

20 de março de 2014, 19:43

EXCLUSIVA Jaques Wagner diz a Lupi que vice ainda não foi escolhido

Foto: Agência Brasil

Lupi foi segundo a ouvir do governador que vice ainda não foi definido

O governador Jaques Wagner (PT) disse hoje ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que a escolha do candidato a vice na chapa do petista Rui Costa ainda não foi definida, apesar de todo o mundo político saber que o deputado federal João Leão (PT) já foi escolhido para o posto. Segundo contou o presidente pedetista ao Política Livre, Wagner tomou a iniciativa de telefonar para ele para tratar do assunto e informar que ainda está montando os critérios para a escolha do companheiro de chapa de Rui.

“Ele (o governador) me disse ao telefone que assim que os critérios forem definidos ele me comunicaria”, afirmou Lupi, acrescentando que, assim que tomar conhecimento dos elementos que nortearão a escolha do vice, vai chamar os deputados estaduais e federais do partido para avaliar o que fazer. Perguntado sobre o fato de o próprio Rui já dar como certa a indicação para vice de Leão, que deve ser ungido no posto durante evento que o PT realiza amanhã em Barreiras, reduto eleitoral do progressista, o presidente do PDT escorregou.

“Sinto muito, mas aí voce deve perguntar ao governador”, respondeu. Apesar da mágoa causada no presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Nilo, que perdeu a vice para Leão, Lupi acha que dificilmente o PDT poderá ir para a oposição. “O partido não pode ficar o tempo todo com o governo e na undécima hora pular para a oposição”, afirmou, acrescentando que virá à Bahia para tentar conter os ânimos e aparar as arestas. “Sou cidadão baiano e a Bahia é muito parecida com o Rio. “Todos nós temos a capacidade de sorrir na hora da dor”, disse, sorrindo.

Não é a primeira vez que o governador afirma que o vice ainda não foi escolhido, apesar das evidências de que o nome do progressista já foi sacramentado como companheiro de chapa de Rui. No café da manhã que ofereceu ontem a Nilo, a fim de contornar a crise aberta pelo fato de o presidente da Assembleia ter tomado conhecimento por terceiros de que havia sido preterido, ele repetiu a mesma tese de que ainda estava escolhendo os critérios para definir a vice, o que aprofundou a mágoa do presidente da Assembleia, que se sentiu enganado por alguém que considerava um amigo.

20 de março de 2014, 10:41

EXCLUSIVA No Twitter, Marcelo Nilo ironiza Leão: “Já é governador?”

Numa prova de que não engoliu a indicação do deputado federal João Leão (PP) para vice do candidato a governador do PT, Rui Costa, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), alfinetou o parlamentar usando sua conta no twitter hoje, logo após ter dado entrevista à rádio Tudo FM, onde lamentou, entre outros fatos, que o governador Jaques Wagner (PT) omitiu até no café da manhã que tiveram ontem que o progressista já havia sido escolhido para a chapa governista. Nilo ironizou que Leão já venha anunciando que o Major Botelho permanecerá no Detran, o plano de governo de Rui e que o senador Walter Pinheiro será o coordenador da campanha de Rui. “Leao ja é o Governador. Anuncia q ue Botelho fica no Detran.Ja anuncio o Plano de Governo e Pinheiro ê o coordenador da campanha. Quer mais?”, escreveu Nilo, que, momentos antes, na entrevista à Tudo FM, classificou de “impublicáveis” os termos com que Leão se referia a Rui, inclusive na época em que Pinheiro disputava com Rui a indicação para candidato a governador do PT.

20 de março de 2014, 09:37

EXCLUSIVA Mágoa de Nilo pode inviabilizar ida de Negromonte ao TCM

A maneira como terminou o processo de indicação do candidato a vice na chapa de Rui Costa (PT), do qual o deputado estadual Marcelo Nilo (PDT), um dos concorrentes, saiu profundamente magoado, está deixando o PP apreensivo. É que faz parte do acordo celebrado entre a legenda e o PT para a escolha do deputado federal João Leão à vice do petista o compromisso pela indicação do deputado federal do PP Mário Negromonte a uma vaga no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Ocorre que o processo para a eleição passa diretamente pela Assembleia Legislativa, da qual Nilo é presidente e, por este motivo, responsável em conduzir as etapas decisivas pela indicação de Negromonte. A pergunta que se faz no PP hoje é: será que Nilo ajudará no processo, lavará as mãos, como fez com relação à PEC dos Royalties, ou simplesmente criará aqueles obstáculos que impedem o trâmite de qualquer processo no Legislativo? A situação preocupa também o PT, já que, pelo acordo celebrado com o PP, a eleição de Negromonte ao TCM deveria ocorrer até a convenção partidária de junho deste ano como forma de selar a posição de Leão como vice de Rui.

19 de março de 2014, 19:00

EXCLUSIVA Risco de greve da PM draga todas as energias do governo

Foto: Arquivo

Imagem de greve da PM ocorrida na Bahia em 2012

A movimentação de policiais militares em torno da deflagração de uma greve da corporação, que pode ser decidida em assembleia nesta sexta-feira, está dragando todas as energias do governo estadual. Além de o risco da greve ter levado o governador Jaques Wagner (PT) a cancelar as mini-férias que programara com a primeira-dama, Fátima Mendonça, para esta semana, o governo caiu hoje em campo para evitar que emissoras de TV continuassem veiculando publicidade da Aspra (Associação dos Praças e Soldados da PM) convocando para a realização do encontro. Antes, através de um comunicado distribuído por sua assessoria, o governo informou que a legislação eleitoral não impede que dê curso ao processo de reestruturação de carreira da PM, um dos ítens negociados com os militares que poderá resultar em aumento salarial para os policiais. A iniciativa foi tomada depois que líderes do movimento passaram a divulgar que o governo estaria interessado em retardar a negociação a fim de se beneficiar do período em que a lei eleitoral proíbe a concessão de reajuste salariais. Os efeitos de uma greve de policiais é visto, em setores do governo, como devastador para o final da administração estadual e a campanha do candidato de Wagner à sua sucessão, Rui Costa. Por este motivo, a orientação é flexibilizar ao máximo com a corporação.

19 de março de 2014, 10:26

EXCLUSIVA JH pode jogar água em apoio do PSL a Rui Costa

Foto: Divulgação/Arquivo

João Henrique anda falando muito com Brasília

No almoço que o PSL promove hoje para oficializar apoio à candidatura a governador do petista Rui Costa não estarão presentes o ex-prefeito de Salvador, João Henrique, e sua mulher, Tatiana Paraíso. Os dois formam uma das dobradinhas mais comentadas da cidade, com ele saindo para deputado federal e ela, a estadual. Na semana passada, o ex-prefeito anunciou que apoiará o candidato escolhido pelas oposições, quer seja Geddel Vieira Lima (PMDB) ou Paulo Souto (DEM). Comenta-se, no Palácio Thomé de Souza, na Praça Municipal, com o qual João Henrique voltou a se entender, que nada impede que a postura do ex-prefeito possa levar a uma revisão da decisão do PSL de se abraçar com o PT na sucessão estadual.

19 de março de 2014, 09:00

EXCLUSIVA Preocupação com greves adiou viagem de Wagner

Nem preocupação com o rumo que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), poderá tomar nem com a demora na promulgação da PEC que antecipa os royalties do petróleo e se encontra parada na Assembleia Legislativa. O verdadeiro motivo pelo qual o governador Jaques Wagner (PT) resolveu adiar suas mini-férias para a Semana Santa seria outro, segundo uma importante fonte do PT. Wagner estaria verdadeiramente preocupado com o risco de paralisações dos servidores estaduais e das atividades da Polícia Militar (PM). Os funcionários do Estado já anunciaram que vão parar no próximo dia 28 por um dia, com possibilidade de estender o movimento. Irritados com a demora de Wagner em definir um índice de reajuste para a corporação, os policiais militares também não descartam a hipótese de uma greve. Eles vão se reunir nesta sexta-feira à tarde, dia 21, no Wet´n Wild, a fim de tomar uma decisão. Numa mensagem via Whatsapp que tem circulado desde o princípio da semana, um policial militar reclama que o governo não quer negociar com a tropa, lembra que o salário mínimo aumentou e até hoje não foi repassado nenhum acréscimo para os policiais e avisa que a população deve evitar transitar pela Paralela à tarde, onde será realizado o encontro da PM, e sair à noite, insinuando que a polícia deve parar.

18 de março de 2014, 18:18

EXCLUSIVA Ribeiro se indispõe com vários colegas no governo

Com pouco mais de 30 dias à frente da secretaria estadual de Desenvolvimento Urbano, Manuel Ribeiro, forjado nos quadros da construtora OAS e vendido como modelo de gestor na nova estrutura da administração, já se indispôs com vários colegas de governo. O maior desentendimento teria ocorrido com o secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa, em função da suspensão, pela Sedur, do edital já em curso para a construção do prédio onde seria instalado todo o sistema de controle da Copa do Mundo, o que pode deixar R$ 120 milhões em equipamentos encaixotados.

18 de março de 2014, 17:27

EXCLUSIVA Devoção de Nilo já começa a fazer falta a Wagner

Foto: Emerson Nunes/Política Livre/Arquivo

Atraso na promulgação da PEC foi verdadeiro motivo do adiamento da viagem de Wagner

O governador Jaques Wagner (PT) resolveu fazer pouco caso da pretensão do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Nilo (PDT), de se tornar candidato a vice na chapa do petista Rui Costa, coincidentemente, depois da aprovação da PEC da antecipação dos royalties do petróleo pela Assembleia Legislativa, mas se esqueceu de que a matéria precisa primeiro ser promulgada pelo presidente da Casa a fim de ter valor e viabilizar a antecipação de recursos capazes de tirar a administração do buraco em que o governo a meteu.

Conhecedor profundo do regimento do Legislativo, Nilo tapava todos os furos do governo na Casa, mas desta vez, pelo visto, depois de ter sido excluído da chapa majoritária governista, não tem mais motivos para se empenhar tanto em ajudá-lo como fez nestes quase oito anos da administração petista. Como o líder do governo na Assembleia, deputado Zé Neto (PT), dormiu no ponto, ainda não há prazo para que a PEC seja promulgada. Isto porque são necessárias à promulgação a assinatura do presidente, do primeiro-secretário, deputado Paulo Azi (DEM), e do segundo-secretário, deputado Rogério Andrade.

Como Azi está viajando desde a semana passada, quando a matéria foi aprovada, Nilo sugeriu a Zé Neto que fizesse a ele uma correspondência pedindo autorização à mesa diretora para o terceiro secretário assinar a PEC no lugar do primeiro. O petista só enviou a correspondência ontem à noite e o presidente tentou submeter o documento à mesa diretora numa reunião hoje pela manhã, mas não houve quórum para deliberações. Agora, só na semana que vem, quando a mesa voltará a se reunir. Antes, contou uma fonte da Assembleia ao Política Livre, o presidente da Assembleia não teria permitido que o impasse acontecesse.

A preocupação com a promulgação fez o governador Jaques Wagner (PT) adiar as mini-férias que tencionava tirar agora com a primeira-dama, Fátima Mendonça, para a Semana Santa. “O governador não está conseguindo dormir, porque à medida que o tempo passa, mais longo se torna o processo para os recursos que serão antecipados entrarem na conta do governo”, contou uma fonte do PT ao Política Livre, referindo-se ao fato de que, além da PEC dos Royaties, é necessária a aprovação de mais dois projetos para que a antecipação dos recursos ocorra.

Enfim, tudo demanda tempo, um bem tão precioso quanto o dinheiro que o governo vislumbra com a PEC dos Royalties para tirar a corda do pescoço neste ano eleitoral.

17 de março de 2014, 14:11

EXCLUSIVA Geddel convida Nilo para disputar Senado em sua chapa, mas…

Foto: Max Haack/Arquivo

Geddel disse numa mesa em festa no sábado passado que será o candidato das oposições

Convencido de que será o candidato ao governo das oposições, como antecipou numa mesa em badalada festa do high society baiano no último sábado à noite, o peemedebista Geddel Vieira Lima teria ligado para o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Marcelo Nilo (PDT), e o convidado para disputar o Senado em sua chapa. A informação circulou esta manhã na Assembleia Legislativa, onde se comenta também que o prefeito ACM Neto (DEM) teria sido avisado previamente da abordagem pelo peemedebista. Ainda não se sabe a resposta do deputado. Nilo acaba de ser preterido na indicação para vice na chapa do petista Rui Costa, candidato do governador Jaques Wagner à sucessão estadual, e ainda não se sabe se ele vai manter-se no campo governista ou migrará para a oposição. Quanto a Geddel, parece óbvio que tenta montar uma chapa “competitiva” para conseguir vencer o ex-governador Paulo Souto na disputa pela posição de candidato oposicionista a governador.

17 de março de 2014, 09:44

EXCLUSIVA Geddel declara em festa que foi “escolhido” candidato

Foto: Facebook de Duda Bicalho

Festa reuniu o high society baiano no último sábado à noite

Sem pedir reserva, numa roda de “influentes” durante o aniversario de 15 anos da filha da socialite Larissa Bicalho, no sábado à noite, Geddel Vieira Lima disse que o “martelo foi batido” e ele era o candidato das aposições. Geddel afirmou ainda que o processo de escolha passou pelo senador Aécio Neves (PSDB) e que o segundo passo era a escolha do candidato ao Senado. A primeira opção era convencer Paulo Souto. Diante da eventual resistência do democrata, que é líder das pesquisas, o deputado federal Antonio Imbassahy seria o candidato a enfrentar Otto Alencar, do PSD, na chapa do petista Rui Costa. Geddel nada falou sobre o vice, donde se conclui que, caso Imbassahy dispute o Senado, caberia ao democrata. Geddel confidenciou ainda que a parte financeira da campanha também já estaria resolvida com a escolha dele como candidato. Agora, é aguardar o anuncio do prefeito ACM Neto ou ver se faltou a Geddel “combinar com os russos”.

Raio Laser, Tribuna da Bahia

17 de março de 2014, 09:17

EXCLUSIVA Agora, o tempo urge para as oposições, por Raul Monteiro

Foto: Montagem Política Livre

Souto ou Geddel, quem será?

Aos trancos e barrancos, já esperados em se tratando da personalidade de alguns dos atores envolvidos no processo, a articulação da pré-campanha ao governo do petista Rui Costa acabou dando curso à escolha do nome de seu companheiro de chapa na vaga de candidato a vice. Trata-se do deputado federal João Leão, que, de última hora, assumiu, no PP, o posto no lugar do colega Mário Negromonte, este sim o nome com que o petista, há cerca de um mês, esperava disputar a sucessão do governador Jaques Wagner, seu mentor político.

Ainda que restem dúvidas sobre os motivos que levaram à troca de Negromonte por Leão e muitas especulações a cerca da operação – entre as quais aparece uma suposta manobra interna na legenda executada por Leão em seu favor, levando em conta a vantagem numérica de que dispõe na executiva do PP -, fato é que as forças governistas se adiantaram no processo de definição da chapa com que concorrerão às eleições, deixando para trás, neste aspecto, as oposições, às voltas com a indefinição entre o ex-governador Paulo Souto (DEM) e o peemedebista Geddel Vieira Lima.

Uma tese corrente entre os petistas é de que, ao invés de correrem para anunciar o nome escolhido para vice, deve-se deixar a divulgação oficial do fato para até o final do mês, de forma a tirar a centralidade que assumiu no período da pré-campanha, levando a suposições de que Rui Costa e seus articuladores estariam envolvidos em dificuldades para promover a escolha – não por falta de nomes, mas por excesso. Na verdade, quem acabou colocando a boca no mundo e confirmando a escolha de Leão foi o deputado estadual Marcelo Nilo (PDT), presidente da Assembleia Legislativa, e até então aliado de primeira hora do governo.

Nilo, como se sabe, disputou até o último momento o posto, até ser vencido pelas evidências – que partiam de todos os campos do governo, menos do governador Jaques Wagner, em quem depositou expectativas de amizade profunda capazes de ajudá-lo – de que perdera a disputa, o que transforma a frustração de seu projeto numa incógnita do que pode acontecer a partir de agora tanto no grupo quanto na condução do processo político na Assembleia Legislativa, da qual o governo necessariamente precisará, inclusive, para concluir as arrumações com vistas às eleições.

Confirmando a avaliação petista de que, do ponto de vista do público e do eleitorado, a escolha do nome do vice é consideravelmente menos importante do que, por exemplo, a existência e a exposição do nome do cabeça de chapa, é natural que agora as expectativas se voltem para as oposições. Afinal, quem, entre Souto e Geddel, será o nome que disputará com Rui o projeto de comandar, a partir de janeiro de 2015, o Estado da Bahia? Até quando deve o eleitorado desconhecer a alternativa que terá ao projeto de continuidade governista, ampliado por informações que pipocam aqui e ali de que hora Souto hora Geddel já foi escolhido?

Caberá ao prefeito ACM Neto (DEM), maior liderança atual das oposições na Bahia, desatar o nó que retarda o processo de escolha, este sim central no campo oposicionista. Ao jovem executivo público foi delegada a tarefa de proceder a escolha, levando em conta critérios objetivos que permitam um início de campanha efetivamente competitivo e que encham o eleitorado e os agentes políticos responsáveis pela reverberação da decisão de uma grande expectativa de poder, fator essencial de mobilização política. Então, o que é que está faltando, prefeito?

* Artigo publicado originalmente na Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

15 de março de 2014, 10:49

EXCLUSIVA Wagner e a arte de descartar um amigo, por Raul Monteiro

Foto: Manu Dias/Arquivo/Agecom

Wagner e Nilo: amigos para sempre?

A política é pródiga na arte de destruir amizades, construir acordos e revelar caráter e personalidades. E o governador Jaques Wagner (PT) acaba de confirmar a tese. As declarações que deu ontem em coletiva no ato em que o PTB anunciou apoio à candidatura de Rui Costa (PT) ao governo não deixam mentir.

Wagner tratava do “amigo” Marcelo Nilo (PDT), eleito pelo governador presidente da Assembleia Legislativa quatro vezes, que passou a exigir um critério para a escolha da vice de Rui, disputada por ele e pelo PP dos deputados federais João Leão e Mário Negromonte.

E saiu-se com esta: “Ele é presidente da Assembleia. Ele vai para onde ele quiser. Isso para mim é bobagem. Meu objetivo é manter o grupo unido”. Era uma resposta ao fato de Nilo ter participado de uma solenidade das oposições na Prefeitura de Salvador e de ter faltado a várias outras do governo, esta semana.

Nilo percebera que afunilava-se o processo de escolha por João Leão para companheiro de chapa de Rui. E resolveu dar uma demonstração de que continua mantendo trânsito entre as oposições para o caso de ser preterido, o que já aconteceu em favor do PP.

Tudo bem que o presidente da Assembleia alongou a corda demais na tentativa de se tornar vice. Não viu que para o PT de Wagner – e provavelmente para o próprio petista, como resta provado agora – sua ascensão fora interpretada como uma mera concessão, uma espécie de presente, do governo e do governador.

Mas está claro que, quando passou a exigir um critério para a escolha do vice, Nilo estava sinalizando que gostaria de uma saída honrosa para a disputa em que mergulhou de forma tão profunda que passou a faltar-lhe oxigênio e chão para poder ensaiar um recuo.

Tudo indica que, confundindo as esferas, ao exigir critérios, Nilo estava, na verdade, pedindo um gesto de amizade de Wagner. Algo como uma iniciativa simples de Wagner de chamá-lo para uma conversa de olho no olho em que dissesse ao presidente da Assembleia que lamentava, mas estava escolhendo o PP para a vice.

A conversa não veio e Wagner, com outra declaração, mostrou que, na hora do “vamo ver”, de seu projeto de poder, amizade conta pouco. Ou nada. “Não posso usar o critério da simpatia, não posso usar o critério da amizade, porque ambos (Leão e Nilo) são (amigos). Não posso usar o critério da fidelidade, porque ambos estão no grupo”, foi o que disse.

Não falava a verdade. A olhos vistos, mesmo de desconhecidos, o grau de amizade, cooperação e fidelidade de Nilo e Wagner nunca foi o mesmo compartilhado pelo governador com Leão, que todo mundo sabe que ele foi forçado a engolir e escolher, pelas circunstâncias, para vice de Rui.

Alguns podem alegar que Wagner encheu o saco da pressão de Nilo para se tornar candidato a vice. Que encheu o saco – em sua avaliação pessoal, frise-se – ao perceber que Nilo passou a superestimar sua força, poder e papel pessoais. O problema é que não se descarta um amigo ou uma amizade assim – principalmente em público, governador! – sem arcar com as consequências.

Raul Monteiro

15 de março de 2014, 10:13

EXCLUSIVA José Ronaldo revela que prefere candidatura de Souto

Foto: Jornal Grande Bahia

José Ronaldo revelou preferência em encontro com DEM, PMDB e PSDB

Em reunião ontem entre representantes emproados do DEM, do PSDB e do PMDB para discutir a sucessão estadual, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), admitiu pela primeira vez que prefere a candidatura ao governo do democrata Paulo Souto à do peemedebista Geddel Vieira Lima. No encontro, teria dito mais ou menos literalmente algo como: “contem comigo se o candidato a governador for Paulo Souto, que está na frente das pesquisas e tem chances reais de ganhar a eleição. Caso contrário, me deixem em paz em Feira de Santana”. À fala do prefeito de Feira, seguiu-se um silêncio, segundo disse a mesma fonte ao Política livre, “revelador”.