11 de fevereiro de 2014, 11:18

EXCLUSIVA Apoio de Solidariedade a Rui Costa pode ser suspenso; Medrado nega

Foto: Arquivo/Divulgação

Apoio de Medrado ao petista Rui Costa teria sido considerado "precipitado"

Periga – e muito – o apoio que o Solidariedade hipotecou ao pré-candidato do PT a governador, Rui Costa, levado pelo presidente do partido na Bahia, o deputado federal Marcos Medrado. Em sua última reunião, a executiva nacional do Solidariedade aprovou uma resolução determinando que todas as coligações estaduais deverão ser submetidas, primeiro, à sua aprovação. Como o presidente nacional do Solidariedade, o deputado federal Paulinho da Força (SP), já declarou seu apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves, nada impede que haja uma reviravolta na decisão da seção baiana do partido, que poderia, neste caso, abandonar a campanha do petista para se aliançar com um candidato oposicionista. Segundo antecipou uma fonte do partido a este Política Livre, a aproximação de Medrado com o PT baiano teria sido considerada literalmente “precipitada” no último encontro da executiva nacional do Solidariedade. Em contato, às 12h09, com este site, o deputado federal Marcos Medrado, presidente estadual do Solidariedade negou a possibilidade de um apoio a Rui Costa ser revisto. Ele também chamou a fonte deste Política Livre de “mentirosa”.

10 de fevereiro de 2014, 09:40

EXCLUSIVA A que ponto chegou a unidade das oposições baianas

Foto: Reprodução

Paulo Souto, ACM Neto e Geddel Vieira Lima

Há, desde o ano passado, um esforço entre os principais partidos da oposição baiana para que o interesse pela unidade sobressaia aos solavancos comuns ao processo de sua construção e resulte no lançamento de uma chapa única à sucessão do governador Jaques Wagner (PT). Ele é perceptível em todas as conversas de que tomam parte deputados, prefeitos, vereadores e lideranças abrigadas em legendas como DEM, PSDB e PMDB, não importa o contexto – de aniversários a casamentos, passando por encontros exclusivamente partidários e até os chamados batizados de bonecas, se é que realmente ocorrem.

A preocupação em torno da montagem da estratégia para que os partidos marchem unidos na campanha leva em conta uma avaliação primordial: a de que, juntos, com uma chapa que contemple as principais forças partidárias oposicionistas, eles somam forças, reúnem razoável tempo de TV e aumentam exponencialmente as chances de levar o governo e a vaga ao Senado pertencente ao Estado da Bahia que será renovada nestas eleições, também em poder da situação. O esforço mais ou menos acompanhava o calendário montado para as definições oposicionistas até que um fato novo eclodiu há pouco mais de uma semana.

Foi quando o ex-ministro Geddel Vieira Lima, presidente do PMDB baiano, fez chegar ao comando do DEM e do PSDB que sairia candidato ao governo por supostamente ter se cansado da demora na definição da candidatura do aliado Paulo Souto, ex-governador democrata e líder nas pesquisas de intenção de voto que se realizam até aqui. O aviso de Geddel fora transmitido ao prefeito ACM Neto (DEM) no dia 31 de janeiro, mesma data em que Souto, momentos antes, revelara ao mesmo prefeito, oficialmente, que topava o desafio de se candidatar, atendendo a apelos políticos locais e nacionais, especialmente de seu partido.

Ocorre que o dia 31 de janeiro fora escolhido para que Souto revelasse suas intenções com relação às eleições estaduais como uma espécie de concessão ao próprio Geddel. Desde o ano passado, o peemedebista pressionava os companheiros de campo oposicionista pela antecipação da definição da candidatura, com o que seus aliados do DEM e do PSDB nem o prefeito, pessoalmente, concordavam. Ele teria aumentado a carga pela antecipação da escolha do candidato principalmente depois que o PT anunciou que lançaria o chefe da Casa Civil do governo, Rui Costa, à sucessão de Wagner.

Então, alegava que precisava de uma definição, mas antecipava que, caso Souto decidisse ser candidato, abriria mão de se candidatar. Para evitarem um atrito com Geddel, ao final de muitas negociações, DEM e PSDB aceitaram então estabelecer o dia 31 como prazo para que Souto decidisse o que fazer, com a condição, entretanto, de só anunciar a candidatura depois do Carnaval. Por um desses motivos que só o destino explica, quatro dias antes do combinado para a decisão de Souto, uma segunda-feira, o prefeito teria estado com o ex-governador e ouvido dele que não seria candidato.

A partir daí, se comenta na oposição, teria transmitido a Geddel “a impressão” de que parecia iminente a negativa de Souto e que, por este motivo, o peemedebista poderia ter que trabalhar a própria candidatura. Estava enganado. Veio o dia 31 e Souto disse a Neto com todas as letras: – Serei candidato. ACM Neto deixou Souto para se reunir em seguida com Geddel, a quem informou a posição do ex-governador para, segundo se comenta, ouvir de volta que o peemedebista lamentava, mas sairia candidato também porque havia recebido a sinalização dele próprio, naquela semana, de que o ex-governador não concorreria. Está neste pé hoje a unidade oposicionista.

* Artigo publicado originalmente na edição de hoje (10) da Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

8 de fevereiro de 2014, 17:43

EXCLUSIVA Câmara Municipal nega irregularidade em votação do IPTU

Foto: Divulgação

Paulo Câmara esclarece que não houve irregularidade

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Paulo Câmara, afirmou neste sábado que não houve qualquer irregularidade no processo de votação que resultou na modificação da cobrança do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), conforme informação veiculada na imprensa. De acordo com o presidente, em nenhum momento a Câmara deixou de cumprir o que prevê a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Casa, legislações que balizam o processo de votação no Legislativo soteropolitano. “O processo de tramitação e votação ocorreu de forma legal, tendo sido decidido em plenário, que é soberano para tomar decisões”, salientou. Paulo Câmara enfatizou ainda que a prerrogativa de legislar é do vereador, “conferida legitimamente nas urnas pela população da cidade”.

8 de fevereiro de 2014, 11:30

EXCLUSIVA Crise do IPTU reacende pressão por Neto para 2014

Foto: Max Haack/ Divulgação - Prefeitura Salvador

Um grupo ligadíssimo ao prefeito passou a defender abertamente que concorra ao governo do Estado

Com o crescimento das ações na Justiça contra o aumento do IPTU, parte das quais incentivadas ou capitaneadas pelo PT, um grupo ligadíssimo ao prefeito ACM Neto (DEM) passou a defender abertamente que concorra ao governo do Estado, caso a majoração seja suspensa judicialmente. O argumento é o de que, além de, seguindo os preceitos que tem adotado em Salvador, poder dar de vez um jeito na máquina estadual controlada pelo PT, que vai pessimamente das pernas, ele poderia dirigir suas ações para resgatar Salvador do alto do Palácio de Ondina, residência oficial de Jaques Wagner (PT). Neto refutou a idéia de forma incisiva, lembrando que o DEM está na disputa com Paulo Souto, que, em sua avaliação, pode fazer o mesmo que pretendem que ele faça.

7 de fevereiro de 2014, 12:08

EXCLUSIVA Ao invés de Justiça, JH defende negociação para IPTU

Foto: Arquivo/Secom

Acostumado a brigar na Justiça, João Henrique quer agora outro desfecho para o IPTU

Em telefonema há pouco ao Política Livre, o ex-prefeito de Salvador, João Henrique (PSL), pela primeira vez em sua história política recente, condenou a judicialização de um aumento ou criação de imposto. Ele se referia ao aumento do IPTU em Salvador, para o qual apontou a necessidade de uma solução negociada para as críticas que a majoração do tributo tem sofrido. “Neste momento, o prefeito (ACM Neto) tem que ter bom senso e humildade e negociar”, afirmou o ex-prefeito, lembrando que, apesar de, ao contrário dele, não ter tido uma trajetória contrária a tributos, o prefeito não poderia ter aplicado um aumento vertical, depois de anos sem majoração. João Henrique lembrou que chegou a divulgar na internet um vídeo em que defende que não se pague o imposto, embora reconheça que a iniciativa teve muito menos visualizações que outra em que defende o não pagamento da taxa de estacionamento em shoppings, contra a qual lutou em seus dois governos. Lembrando que no curso de suas duas gestões, não deu qualquer aumento ao IPTU, afora um reajuste de 5% para cobrir a inflação, o ex-prefeito disse que a proposta de negociação com a sociedade de uma alternativa para o aumento é a solução mais ponderada frente ao impasse. “Com tantas ações na Justiça de partidos, fica impossível o imposto não ser derrubado, mesmo porque elas trazem visões complementares da questão. Portanto, é melhor negociar”, disse.

7 de fevereiro de 2014, 11:42

EXCLUSIVA Evento apontou Souto como preferido de ACM Neto

Foto: Secom/Max Haack

Cena de Neto com Souto na reinauguração do Plano Inclinado Gonçalves

Veste o melhor dos figurinos de conveniência para a ocasião o prefeito ACM Neto (DEM) quando diz que nada está decidido sobre a candidatura das oposições ao governo no momento seguinte à decisão do ex-governador Paulo Souto (DEM) de se candidatar e do presidente do PMDB, Geddel Vieira Lima, de confrontá-lo com a sua própria candidatura, o que pode comprometer o projeto de unidade com que DEM, PSDB e PMDB sonhavam com o objetivo de vencer a sucessão estadual.

Segundo Neto, a decisão (sobre quem será o candidato) não sairá da “vontade de um único partido ou de uma liderança”. É uma manifestação clara no sentido de que o prefeito vai se empenhar em buscar assegurar as condições para a construção da unidade até um limite que apenas ele sabe qual é. No entanto, fala até agora muito mais alto a efusiva postura que Neto adotou em relação a Paulo Souto durante a reinauguração do Plano Inclinado Gonçalves, esta semana.

Era a primeira vez que o ex-governador ia a um evento da Prefeitura. Não por acaso após ter dito a Neto, na semana anterior, que aceitava ser candidato ao governo. Ou seja, foi lá para exibir-se como um autêntico candidato, o que evitara até então. E chegou para trafegar sobre um tapete vermelho colocado por Neto, que o cobriria, ainda, de elogios na solenidade. “Eu particularmente me inspiro em Paulo Souto para governar Salvador”, foi o mínimo que disse sobre o democrata.

Daí que, apesar de Neto se posicionar no sentido de defender a unidade, o cenário em que Souto aparece como seu preferido parece já ter sido muito bem utilizado.

Raul Monteiro

6 de fevereiro de 2014, 09:36

EXCLUSIVA A importância da renovação na Fieb

Foto: Divulgação/Arquivo

Gilberto Farias foi eleito novo presidente da Fieb

Ainda não se entende no meio empresarial baiano que todo mundo sabe não ser tão expressivo em parte devido às adversas condições históricas e conjunturais do Estado o motivo porque a turma próxima ao presidente da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), José de Freitas Mascarenhas, ele próprio um democrata, insiste em querer prolongar a querela em torno das eleições para a sua própria sucessão, na qual logrou sofrer uma derrota da chapa adversária, comandada pelo empresário Gilberto Farias, por uma diferença pequena de votos.

Depois da peleja em que se constituiu o próprio processo eleitoral, com impugnações de ambos os lados que tiveram o condão de trazer a público a existência de uma disputa renhida pelo controle da entidade, as duas chapas aceitaram se submeter às urnas, num reconhecimento ao regime democrático como aquele mais adequado para dirimir as dúvidas com relação à melhor ou pelo menos a mais encantadora plataforma de idéias e propostas para dar prosseguimento ao trabalho de defesa do empresariado local que, diga-se de passagem, vem sendo até agora muito bem executado por Mascarenhas.

Para completar, a comissão eleitoral encarregada de conduzir o processo eleitoral, proceder a apuração dos votos e proclamar a eleição da chapa vencedora e cujos trabalhos se transformaram agora em motivo de questionamento por parte dos derrotados, ao que consta, foi montada seguindo todas as recomendações e preceitos estabelecidos pela situação, não suscitando, até a abertura das urnas, nenhum tipo de crítica de nenhuma das partes com relação à lisura com que teriam se comportado, principalmente, seus membros.

Daí que nas medidas que se anunciam agora contra aquele colegiado por parte da chapa derrotada não se pode ver outro interesse senão o de uma manobra inútil cujo objetivo parece apenas ser o de protelar um resultado de que toda a Bahia tem conhecimento em decorrência da publicidade natural que o assunto ganhou pela importância da própria entidade. A bem da verdade, não se pode enxergar nos números do pleito um julgamento crítico ou mesmo qualquer rejeição contundente ao trabalho realizado até aqui pela situação, integrada, aliás, por figuras do maior gabarito e expressão, a exemplo do próprio presidente.

Antes, o que se observa é a conclusão de uma disputa de projetos, no qual o grupo vencedor foi favorecido pelo aspecto de novidade e o apelo à renovação, incrementado pelo conceito democrático que felizmente se espraia por cada vez um maior número de instituições que faz a defesa plena da alternância de poder como elemento agregador e oxigenador das estruturas que se constituem para representar interesses. Aliás, reconhecer o valor de quem se candidata a representar e se submete a eleições com este propósito, dada a crise de representatividade que se vive no país, é, neste contexto, um ato até de sabedoria para quem já está no poder.

O estímulo ao surgimento de novas lideranças que se proponham a defender classes ou categorias deveria, quando nada, constituir preocupação e pauta permanente de discussão de seus dirigentes. A menos que se deixem influenciar ou sucumbir pela idéia da continuidade a qualquer custo, uma contribuição negativa dada por regimes como o chavismo, para usar uma expressão próxima à nossa existência de latino-americanos, cunhada pelo caudilho Hugo Chaves, de triste memória para a Venezuela onde, aliás, sem demérito nenhum, algumas empresas baianas ganharam muito dinheiro.

* Artigo publicado originalmente na edição de hoje (06) da Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

5 de fevereiro de 2014, 11:38

EXCLUSIVA Carreira vai assumir Casa Civil de ACM Neto; prefeito nega

Luiz Carreira (DEM) vai assumir Casa Civil de ACM Neto

O ex-deputado federal Luiz Carreira (DEM) será o novo chefe da Casa Civil do prefeito ACM Neto (DEM). Ele se prepara para assumir o cargo em março, logo depois do Carnaval, substituindo assim o titular atual Albérico Mascarenhas. A troca não será a única a ser executada pelo prefeito, visando azeitar ainda mais a máquina municipal, embora o assunto seja tratado a sete chaves no palácio Thomé Souza. Carreira estava afastado da política desde a eleição de 2010, quando perdeu a reeleição para a Câmara dos Deputados. Luiz Antônio Vasconcellos Carreira tem 66 anos, é formado em administração pela UFBA e sempre teve fama de ser um dos melhores quadros do Democratas baiano. Em nota enviada às 13h32h ao Política Livre por sua assessoria, o prefeito ACM Neto negou a informação. Veja a íntegra da nota:

“Ao contrário do que foi publicado pelo Política Livre, o prefeito ACM Neto negou hoje que esteja prevista qualquer mudança no seu secretariado.  “O secretário Albérico Mascarenhas tem a minha total confiança é um colaborador dos mais importantes da nossa administração, onde desenvolve projetos estratégicos e de grande interesse para a cidade do Salvador, além de ser um dos homens públicos dos mais qualificados”, assegurou ACM Neto.”

O Política Livre mantém confia na fonte que proveu a informação, responsável por outros furos já dados pelo site, motivo porque mantém a sua nota.

5 de fevereiro de 2014, 09:55

EXCLUSIVA Elias Sampaio será candidato a deputado estadual

Secretário só deixará cargo em abril

O secretário estadual de Promoção da Igualdade, Elias Sampaio (PT), vai deixar o cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia. Sampaio se desincompatibilizará, no entanto só depois que enviar à Assembleia o projeto que cria o Estatuto da Igualdade Racial na Bahia e forem concluídas as negociações para a solução do impasse dos quilombolas no Rio dos Macacos, em Simões Filho, que já começa a se afunilar.

A decisão sobre a candidatura foi tomada em conjunto próprio governador Jaques Wagner, que considera essencial a presença do petista na Assembleia. Elias é considerado um dos quadros mais qualificados do PT baiano tendo atuado em outras posições de destaque no governo estadual. O fato de não ter se desincompatibilizado no prazo estabelecido por Wagner para a maioria dos candidatos o iguala ao secretário estadual de comunicação, Robinson Almeida (PT), que também só deixará o cargo em abril.

A notícia da candidatura de Sampaio já se espalhou pelo PT deixando especialmente feliz a ex-secretária de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Moema Gramacho (PT), candidata a deputada federal, e será uma de suas dobradinhas nestas eleições.

4 de fevereiro de 2014, 13:53

EXCLUSIVA Postura de Eserval ante CNJ anima setores do TJ baiano

Foto: Divulgação/Arquivo

Eserval protagoniza nascimento de nova liderança moral no TJ

Fonte credenciada do Judiciário informou hoje a este Política Livre que o novo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Eserval Rocha, está afinadíssimo com as diretrizes do CNJ, devendo adotar, sem pestanejar, todas as providências determinadas pelo Conselho Nacional de Justiça para moralizar a Justiça baiana. As medidas incluiriam o afastamento de magistrados por suposta venda de sentenças (possivelmente seriam quatro os envolvidos) e a apuração de compra de imóveis (principalmente o caso do galpão trocado com a secretaria estadual de Administração).

Estão na mira ainda a contratação de bancos para manutenção de depósitos judiciais, incluindo as denúncias de caixa dois com um banco privado e o Banco do Brasil (selecionado, segundo se denuncia, sem licitação). Outros casos que estão sendo escrutinados referem-se a nepotismo (inclusive cruzado, envolvendo emprego de parentes de desembargadores em órgãos do Estado já devidamente identificados), servidores fantasmas, sumiço de processos, contratação de empresa de informática sem licitação e enxertos em folhas de pagamento de pessoal, a exemplo de servidores graduados com direito a carro oficial que recebem auxílio transporte.

Outros problemas investigados dizem respeito a férias e licenças indenizadas, benefícios em duplicidade e muitas outras irregularidades. A equipe do CNJ que já se encontra na Bahia para proceder as investigações teria revelado à mesma fonte que nunca encontrou tamanha receptividade por parte de um Poder para executar seu trabalho. Eserval teria dado carta branca às investigações, exigindo dos setores sob avaliação absoluta transparência na relação com os representantes do Conselho. A avaliação sugere uma mudança de postura na Corte, proporcionada pela figura do novo presidente, um homem considerado intransigente no cuidado com aquilo que é público.

Segundo a mesma fonte, a esperança é grande de que realmente haja uma mudança radical no Judiciário baiano e as melhorias possam efetivamente chegar aos cidadãos comuns, motivo primordiall da existência da Justiça moderna. Ela sugere que o atual presidente tem tudo para se tornar um novo líder do Judiciário no Estado, assentado em princípios de correção, seriedade e moralidade, valores cuja carência diz ser enorme no Poder. “Eserval carreia uma expectativa positiva enorme. Os funcionários e os magistrados sérios pedem a Deus que o proteja, porque sabem que ele tem capacidade profissional e moral para mudar o que não presta”, diz ela.

4 de fevereiro de 2014, 09:38

EXCLUSIVA Paulo Souto já se comporta como candidato ao governo

Foto: Arquivoo/Divulgação

Paulo Souto já começa a montar equipe para trabalhar candidatura

Depois de ter dado a palavra ao prefeito ACM Neto (DEM), na sexta-feira passada, de que aceita disputar o governo, Paulo Souto (DEM) se comporta como um autêntico candidato. Já delegou a colaboradores a tarefa de conversar com o PSDB e o PMDB para montar chapa que pretende encabeçar, mobilizou a família em torno do projeto da candidatura e pediu aos mais próximos que o ajudem a montar a equipe para divulgar e trabalhar a candidatura. De quebra, elaborou uma primeira agenda para começar a receber lideranças do interior em Salvador e já discute a programação de suas primeiras viagens para o Sertão. Ele também inicia a semana com a publicação de um artigo no jornal A Tarde em que critica a tentativa do governador Jaques Wagner (PT) de tentar antecipar as receitas dos royalties a que a Bahia tem direito para tapar o rombo do Fundo de Previdência estadual, mostrando, com números, ser infundada a acusação do petista de que o problema foi gestado em governos anteriores.

3 de fevereiro de 2014, 08:03

EXCLUSIVA A resposta que Paulo Souto deu a ACM Neto sobre 2014

Foto: Arquivo/Max Haack

ACM Neto e Paulo Souto

Há algo de muito mal contado nas conversas ocorridas na última sexta-feira para a definição da candidatura das oposições à sucessão do governador Jaques Wagner (PT). Tudo começa com o posicionamento assumido pelo ex-governador Paulo Souto (DEM) a respeito do pleito. Era o democrata que, naquele dia, concentrava toda e qualquer expectativa com relação à sua decisão sobre as próximas eleições estaduais, tanto na oposição quanto na situação, desejosa de saber o quanto antes quem será o candidato que se confrontará com o PT em outubro.

Pois bem. Souto disse ao prefeito ACM Neto (DEM), que assumiu naquela data a coordenação das conversações no seio das oposições a respeito da sucessão estadual, que topava ser candidato a governador. Era o fato novo, que deveria ter sido imediatamente informado, mas não o foi. Por que será? Desde o princípio das discussões no campo oposicionista a respeito da sucessão, a imprensa acostumou-se a conviver com informações, não contestadas por nenhuma das partes, de que havia um acordo entre DEM, PSDB e PMDB pela escolha de um único nome do grupo para disputar as eleições.

Era a promessa da unidade que se construía na perspectiva de os três partidos marcharem unidos, indicando os seus melhores quadros para a chapa que se encarregaria de enfrentar o projeto de perpetuação no poder do PT baiano. Por causa de sua posição de liderança nas pesquisas de intenções de voto ao governo, do fato de pertencer ao DEM, partido do prefeito, e do impulso que as mesmas consultas apontavam que poderia ganhar com o apoio de ACM Neto ao seu nome, Souto, desde o princípio, aparecia como a principal aposta da trinca para o governo.

Mas o ex-governador, fiel ao seu estilo reservado e muito cauteloso, evitava se posicionar. A pressão sobre a definição em cima dele aumentou depois que o PT escolheu o chefe da Casa Civil do governo Jaques Wagner, Rui Costa, para disputar as eleições. Para evitar que o grupo oposicionista se desfizesse, ruindo a unidade, acordou-se então que o ex-governador teria que se decidir, mesmo que não anunciasse oficialmente sua posição. E o prazo para a decisão acabou sendo marcado para o dia 31 de janeiro, transcorrido, por acaso, na última sexta-feira.

Desde então, os líderes das oposições, incluindo o próprio Souto, entraram num mutismo desconcertante. Para eles e a sociedade. Principalmente porque já se sabe que “sim” teria sido a resposta de Souto ao questionamento de ACM Neto sobre se topava ser o candidato das oposições. Ante a decisão de Souto, só restava comunicá-la, mesmo que o acordado fosse deixar o anúncio oficial do posicionamento do ex-governador para depois do Carnaval, quando o noticiário de agora diz que aconterá a definição do candidato oposicionista.

Mas, por que, afinal, calam-se todos, anunciando apenas que a escolha foi protelada para depois da festa de Momo? Não era o posicionamento de Souto que era aguardado na última sexta-feira, não era dele que se queria ouvir se seria ou não candidato para então se proceder a montagem da chapa com DEM, PSDB e PMDB? A menos que a decisão afirmativa de Souto quanto à candidatura tenha precipitado alguma outra que contraria o que a imprensa habituou-se a tratar como acordo, faz algum sentido este estranho silêncio geral.

* Artigo publicado originalmente hoje no jornal Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

31 de janeiro de 2014, 20:18

EXCLUSIVA Souto e Geddel continuam no páreo por candidatura

Foto: Reprodução

Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB)

O fato de a oposição ter adiado, no dia de hoje, a decisão sobre quem será o candidato do grupo ao governo leva à conclusão de que tanto Paulo Souto (DEM) quanto Geddel Vieira Lima (PMDB) continuam postulando a candidatura oposicionista. A leitura foi feita agora há pouco por um auxiliar do prefeito ACM Neto (DEM), que conduziu, na tarde de hoje, as conversas com ambos sobre a escolha. Como a decisão foi adiada, o prefeito ficou também incumbido de promover o anúncio em momento oportuno, que pode ser neste final de semana ou na segunda-feira.

30 de janeiro de 2014, 17:00

EXCLUSIVA Executivo da Odebrecht ameaça indispor Neto com a Barra

Foto: Gabriel Lima/ Divulgação - Agecom

Escavações já concluídas voltam a ser refeitas, dizem moradores e comerciantes do bairro

Moradores e comerciantes da Barra, onde a Prefeitura realiza uma obra destinada a se transformar em vitrine para toda a cidade, procuraram este Política Livre para se queixar do que chamam de falta de planejamento das intervenções no bairro, executadas pela construtora Odebrecht. Segundo eles, as escavações já concluídas voltam a ser refeitas de forma quase permanente, gerando, além de transtornos, expectativa de atrasos e, naturalmente, desperdício de recursos públicos. Eles questionam o amadorismo na execução das obras e alegam que já estão cansados de reclamar do problema com o gerente de Infraestrutura da Odebrecht, Henrique da Paixão, que dá a entender não ter qualquer preocupação com o andamento dos trabalhos por supostamente ter “costas quentes” na construtora. Ameaçando fazer uma manifestação na Barra, os moradores fazem um apelo ao prefeito ACM Neto (DEM) para que chame o executivo para uma conversa séria a fim de resolver a situação e evitar desgastes desnecessários para ele junto à população da Barra, onde foi muito bem votado e tem até agora correspondido às expectativas que depositaram nele.

29 de janeiro de 2014, 18:14

EXCLUSIVA Rui quer Negromonte, Wagner Nilo e PT outro nome

Foto: Blog do Glauber

Marcelo, Nilo e mais um terceiro nome não conhecido ainda estão na disputa por vice

Apesar de parecer envaidecido com a disputa que se travou pela indicação de sua vice e anunciar que o imbróglio só será resolvido em março, o pré-candidato do PT a governador, Rui Costa, foi aconselhado por auxiliares ontem, logo após a apresentação formal de seu plano de governo, a buscar antecipar a escolha do nome antes que o assunto trague sua campanha.

A sugestão baseou-se no efeito explosivo que teve a divulgação na última segunda-feira de que, apesar de ainda não ter sido oficializado, o deputado federal Mário Negromonte (PP) já teria sido escolhido para vice em detrimento do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual Marcelo Nilo (PDT).

Embore o time de Negromonte propague aos quatro cantos que a fatura já foi liquidada e no governo se fale abertamente o mesmo, ele enfrenta reações não apenas da parte de Nilo, mas também de setores do PT, o que, para muitos, deixa claro que é Rui, no entanto, o maior defensor de sua escolha para vice.

Os petistas contrários a Negromonte também não querem Nilo. Preferem ver na chapa um terceiro nome, embora não tenham conseguido até agora apresentá-lo nem convencer o candidato petista de que esta é a melhor opção. O maior suporte a Nilo, entretanto, continua sendo o governador Jaques Wagner (PT), a quem alguns atribuem o papel final da escolha do vice.

Há quem diga que nem Wagner tem conseguido descansar na Ásia por causa da briga pela vice. A cada nova informação a respeito da escolha do companheiro de chapa de Rui, o governador é incomodado com telefonemas buscando sua confirmação, ao que ele se limita a dizer, de forma enigmática, bem ao seu estilo, que nada foi decidido.

Antes de viajar, Wagner teria deixado escapar num encontro que foi presenciado por um jornalista que o vice seria Nilo. E que a melhor estratégia para ambos seria empurrar o assunto com a barriga até depois do Carnaval. Ocorre que um auxiliar íntimo de Rui deixou escapar no último domingo, num evento, que a escolha já estava sacramentada com o nome de Negromonte.

Dada a ligação entre o auxiliar e Rui, quem presenciou a fala não teve dúvida: o indicado será o deputado federal. A menos que Wagner realmente entre em campo e reverta o favoritismo de Negromonte em favor de Nilo. Ou então que os setores do PT descontentes com a escolha de Nilo ou Negromonte consigam utilizar a disputa entre os dois para justificar que a escolha deve recair sobre um terceiro nome que ainda não apareceu.