2 de outubro de 2013, 11:11

EXCLUSIVA João Henrique pode perder apoio do PTN na Câmara

Foto: Arquivo/Secom

Medida seria uma resposta a João Henrique por causa da filiação do vereador Geraldo Jr. ao Solidariedade

O PTN, aliado de primeira hora da gestão do ex-prefeito João Henrique (PSL), na qual indicou o deputado João Carlos Bacelar à secretaria municipal de Educação, vai lavar as mãos com relação à votação de suas contas relativas ao exercício financeiro de 2012, que ainda não foram votadas pela Câmara. A decisão seria uma resposta à desfiliação do vereador Geraldo Jr. para integrar a bancada do novo partido Solidariedade no Legislativo Municipal. No PTN, assim como nos meios políticos de maneira geral, ninguém acredita que João Henrique não tenha estado por trás da desfiliação de Geraldo Jr., o que enfraquece a bancada do PTN. Geraldo é o vereador mais ligado ao prefeito na Casa. O presidente do partido na Bahia, Maurício de Tude, e o deputado estadual João Carlos Bacelar foram provocados pelos vereadores a tomar uma decisão em relação ao assunto. Uma reunião entre eles deve ser marcada no mais tardar até a próxima semana.

2 de outubro de 2013, 10:33

EXCLUSIVA Governo recua na tentativa de tomar PROS de Trindade

Foto: Política Hoje

Maurício Trindade escapou por pouco de perder o partido que conquistou na Bahia

A articulação política do governo Jaques Wagner (PT) recuou na decisão de tomar o PROS do deputado federal Maurício Trindade, secretário municipal de Ação Social. A alegação oficial, passada por uma importante fonte do governo ao Política Livre, é que a articulação de Wagner teria encontrado dificuldades em arrumar parlamentares da base interessados em se abrigar na nova legenda dado o fato de ser nova e representar naturalmente dificuldades para viabilizar a eleição de quadros se não tiver uma boa bancada de candidatos. “Hoje, no limite para a filiação, as novas legendas assumem uma importância enorme, mas daqui a pouco não terão tanta importância”, disse a fonte. Assim, apesar de ser aliado nacional do governo Dilma Rousseff (PT), na Bahia o PROS começará ao lado do prefeito ACM Neto (DEM), de quem Trindade é aliado. A articulação política do governador também avalia que ganhou o apoio do Solidariedade, liderado na Bahia pelo deputado federal Marcos Medrado, e reforçou o núcleo ao qual é mais ligada no PDT, partido ao qual o mesmo parlamentar era filiado.

1 de outubro de 2013, 18:33

EXCLUSIVA Wagner lança ofensiva para tomar PROS na Bahia

Foto: Emerson Nunes/ Arquivo/ Política Livre

Mauricio Trindade pode perder o PROS

A articulação política do governador Jaques Wagner lançou hoje uma ofensiva para tomar das mãos do deputado federal Maurício Trindade, secretário de ação social da Prefeitura de Salvador, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), nova agremiação criada no mesmo dia que o Solidariedade. Os petistas avaliam que seria muito perigoso permitir que a legenda caísse em mãos de um aliado importantíssimo do prefeito ACM Neto (DEM). O combustível para a iniciativa foi uma entrevista que Trindade deu esta semana à Tribuna da Bahia, fazendo restrições ao governo Jaques Wagner. A operação tem sido facilitada pelo fato de, nacionalmente, o PROS estar vinculado ao governo Dilma Rousseff (PT).

1 de outubro de 2013, 11:03

EXCLUSIVA Solidariedade deve ganhar três vereadores em Salvador

Foto: Montagem/PoliticaLivre

Geraldo Jr., Trindade e Marcell Moraes

Recém criado pela Justiça Eleitoral, o Solidariedade faz uma ofensiva esta semana sobre três vereadores de Salvador que pensam em se candidatar a deputado estadual nas próximas eleições. A legenda comandada na Bahia pelo deputado federal Marcos Medrado deve convidar para integrar suas fileiras os vereadores Geraldo Jr. (PTN), José Trindade (PSL) e Marcell Moraes (PV). Hoje, sob a articulação do deputado federal Arthur Maia, que deixou ontem o PMDB, o partido realiza uma reunião com a líder do governo Dilma Rousseff no Senado, Ideli Salvatti (SC), na qual os novos membros da legenda pretendem dar uma demonstração de apoio à presidente da República. “A posição do partido será a da maioria da bancada”, antecipa Arthur, um dos favoráreis ao apoio à presidente. Segundo ele, o presidente nacional do Solidariedade, o deputado Paulinho da Força (SP), apesar de ser favorável à candidatura presidencial do tucano Aécio Neves (MG), já vem conversando com o governador da Bahia, Jaques Wagner, deixando claro que a posição da agremiação na Bahia será aquela definida pelos três deputados federais da legenda – além de Medrado, Arthur e Luiz Argolo, que deixou o PP, que querem apoiar o candidato do governo à sucessão de 2014.

27 de setembro de 2013, 09:55

EXCLUSIVA Até releitura de Antígona ironiza helicóptero de Wagner

Foto: Lais Cavalcante

Vôo rasante de helicóptero de Wagner quase derruba construção secular do Teatro XVIII!!!!?????

A preferência do governador Jaques Wagner (PT) pelo uso praticamente exclusivo do helicóptero em seus deslocamentos por Salvador e o interior já se tornou tão folclórica que mereceu até uma citação bem humorada na releitura de Antígona, da irreverente dramaturga baiana Aninha Franco, no Teatro XVIII, no Pelourinho, na estréia desta semana. Na reinterpretação do clássico de Sófocles, Creonte, personagem do ator Ricardo Bittencourt, desceu ao palco à bordo de uma aeronave numa simulação executada pelo efeito inconfundível da rotação das hélices. Foi o suficiente para o público que lotou a Casa aplaudir demoradamente e de pé o instigante espetáculo que faz críticas contra a tirania e o poder. No mesmo dia, Wagner acompanhava em Nova York a presidente Dilma Rousseff, que se hospedou num hotel cuja diária era de U$ 10 mil, uma bagatela de quase R$ 25 mil. Quanto a Aninha, uma mulher espetacular, é a mesma cuja feroz sagacidade cunhou no também diretor teatral Márcio Meirelles o epíteto de “Macbeth de Província” para designar suas lamentáveis estripulias na condição de secretário estadual de Cultura, o que, graças aos exclusivos desígnios divinos, já passou. Amém!

25 de setembro de 2013, 19:03

EXCLUSIVA Solidariedade deve integrar base de Wagner na Bahia

Foto: Reprodução/ PDT

O comandante do partido na Bahia é o deputado federal Marcos Medrado

Comandado na Bahia pelo deputado federal Marcos Medrado (PDT), o partido Solidariedade, cuja criação foi autorizada ontem pela Justiça Eleitoral, vai integrar a base de apoio ao governo Jaques Wagner (PT).  O partido começa com três parlamentares federais na Bahia – além de Medrado, já decidiram se filiar à nova legenda os deputados federais Arthur Maia, do PMDB, e Luiz Argolo, hoje no PP do deputado federal Mário Negromonte. Embora o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), seja simpático à candidatura presidencial do tucano Aécio Neves, a tendência do partido é liberar as seções estaduais da legenda para se posicionar como acharem mais adequado à sua realidade. Na próxima semana, Medrado deve realizar uma reunião com Arthur e Argolo para definir os próximos passos da legenda na Bahia, o que inclui uma aliança com o governo Wagner.

24 de setembro de 2013, 15:09

EXCLUSIVA Marta retira candidatura e inviabiliza Pelegrino para 2016

Foto: Divulgação

Marta Rodrigues é a atual presidente do PT de Salvador

Candidata do deputado federal Nelson Pelegrino à presidência municipal do PT, a ex-vereadora Marta Rodrigues renunciou hoje à disputa, apoiando o candidato do senador Walter Pinheiro, Edson Valadares, ao cargo. No partido, a decisão de Marta foi vista como um recuo de Pelegrino na tentativa de manter o controle da legenda em Salvador por meio da correligionária.  Também foi interpretada como um reconhecimento antecipado por parte do parlamentar de que não conseguirá mais se viabilizar como candidato do PT à prefeitura de Salvador em 2016. Pelo contrário, na hipótese de Valadares se eleger, Pelegrino estará delegando automaticamente a candidatura a prefeito em 2016 no partido a Pinheiro. Hoje Valadares comemorou o apoio de Marta em seu Facebook. “Mantida minha candidatura à presidente do PT de Salvador. Só que desta vez ela ganhou o importante apoio da companheira Marta Rodrigues que retirou seu nome na busca de uma unidade mais ampla que potencialize a intervenção do partido na cidade. Continuamos abertos ao diálogo.”

edson valadares

17 de setembro de 2013, 17:33

EXCLUSIVA Candidato a desembargador é investigado por STJ

Foto: TRE/Divulgação

Roberto Frank responde a processo no STJ

Da relação de advogados sobre a qual o Tribunal de Justiça vai se debruçar amanhã a fim de eleger a lista tríplice que será enviada ao governador Jaques Wagner (PT) para a escolha do novo desembargador baiano, pelo menos um deles é investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Trata-se de Roberto Frank, acusado pela American Airlines de “apropriação indébita”, em notícia-crime datada de 2006 e posteriormente encampada pelo Ministério Público Estadual, sob a lavra do Procurador de Justiça Adjunto, Rômulo de Andrade Moreira.

Além dele, são mencionados no mesmo inquérito as empresas Link Representações e Turismo Ltda, MSC Representações Ltda e os advogados Manoel Cerqueira de Oliveira Netto e Maria Cristina Barbosa de Carvalho. O processo também cita os juízes Ary Nonato de Pinho e Cláudio Fernandes de Oliveira e foi encaminhado para o Superior Tribunal de Justiça dada a condição privilegiada de Frank como juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A American Airlines se queixa de uma indenização, paga, segundo a empresa, indevidamente, que ultrapassaria a casa dos R$ 20 milhões.

Apesar de correr em segredo de Justiça, o processo ganhou publicidade em decisão da então presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Sylvia Zarif, publicada no Diário Oficial do Judiciário, em maio de 2009, que cita os “noticiados” nominalmente, relata todo o percurso do processo no Judiciário baiano até aquela data, lembra que o hoje presidente do TJ, Mário Alberto Hirs, declarou-se, naquele momento, impedido de apreciar a matéria por questões de “foro íntimo”, e cobra, em tom duro, a apuração das denúncias em nome da preservação do Judiciário baiano.

“Da análise detida dos autos, depreende-se que os fatos merecem uma apuração mais aprofundada, visando, inclusive, resguardar o bom nome do Judiciário”, diz Zarif na decisão, pedindo que o processo retornasse na época para a relatoria do desembargador Eserval Rocha. O documento, obtido com exclusividade por este Política Livre, pode ser lido na íntegra clicando aqui. Este Política Livre tentou, sem sucesso, contato com os advogados citados na notícia-crime, bem como com as empresas e os desembargadores Sylvia Zarif e Eserval Rocha.

12 de setembro de 2013, 16:56

EXCLUSIVA Governo da Bahia deve R$ 20 milhões a terceirizados

Foto: Reprodução/ Secom

MPT vai intermediar negociação para resolver o problema

O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia mediará conflito existente entre empresas privadas, trabalhadores terceirizados e o Estado da Bahia quanto ao pagamento de salários e benefícios atrasados. A primeira de uma série de audiências acontece na segunda-feira (16). Segundo informações prestadas pelo governo do Estado em reunião com procuradores do MPT ontem (11), da qual participaram o secretário da Administração, Edelvino Góes, e o procurador geral do estado, Rui Cruz, há hoje 81 contratos com 15 empresas, envolvendo cerca de 40 mil empregados terceirizados. Calcula-se que haja cerca de R$ 20 milhões retidos pelo Estado relativos a esses contratos, no qual se incluem o caso dos funcionários de escolas estaduais paralisadas. Como tentativa de mediar o conflito, o MPT vai convocar o Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza do Estado da Bahia (Sindilimp), o Estado e cada uma das empresas separadamente para debater soluções específicas para cada caso. Em linhas gerais, a ideia é fechar acordos que permitam ao Estado efetuar os pagamentos dos salários e benefícios em atraso diretamente aos trabalhadores, a partir de informações prestadas pelas empresas. Segundo os representantes do governo que se reuniram com o procurador-chefe do MPT na Bahia, Pacífico Rocha, e com o coordenador do primeiro grau do MPT, Rômulo Almeida, os pagamentos dos contratos retidos têm motivos diversos, dentre os quais não-comprovação de recolhimentos previstos nos contatos como condicionantes para liberação de pagamentos, tais como certidão negativa de débitos com a receita.

11 de setembro de 2013, 09:39

EXCLUSIVA Porque Jaques Wagner não quer Pinheiro candidato

Foto: Emerson Nunes / Arquivo / Política Livre

Walter Pinheiro - eleição ao Senado é devida a Wagner

O senador Walter Pinheiro tem feito um esforço desmedido para desmentir a informação, que circula cada vez com mais intensidade no PT, de que não terá alternativa senão abrir mão da disputa pela indicação do partido para candidato à sucessão do governador Jaques Wagner, no que seria acompanhado por pelo menos mais dois dos quatro pré-candidatos que estão no mesmo patamar que ele.

Bom orador, com histórico de serviços prestados ao PT, Pinheiro tem inegável prestígio em determinados setores da militância petista, o que é um ponto forte para a sua pré-candidatura. Quando fala em eventos do partido, o senador muitas vezes levanta poeira e anima parte da platéia com a expectativa de que pode ser o nome para concorrer ao governo do Estado.

O problema é que lhe falta apoio do maior cabo eleitoral da legenda, o governador Jaques Wagner, que tem um nome preferido para a disputa, embora, por uma questão de estratégia e estilo, não o alardei como também não o esconda de ninguém. Wagner possui outro bom motivo para não apoiar Pinheiro.

Confiante na vitória do PT à sua sucessão, o governador não vê sentido em que o companheiro abra mão dos quatro anos de mandato que lhe restam como senador, entregando tempo tão precioso no Senado a outro partido da base, no caso, o PP, que indicou seu primeiro suplente.

É, pelo menos, o argumento mais frequente que tem usado quando conversa sobre a inviabilidade da pré-candidatura de Pinheiro com gente do partido e do governo. E há quem extenda a aplicação da mesma tese usada por Wagner para o caso da senadora Lídice da Mata, cujo partido, o PSB, tem insistido em que seja candidata como alternativa aos nomes existentes no PT. Por que Lídice abriria mão de quatro anos de mandato?

O resto, envolvendo Pinheiro, tem muito de um certo folclore negativo que acompanha o petista desde que, no início do governo Lula, numa espécie de rompante midiático, ameaçou até deixar o partido por suposta revolta contra medidas que o PT criticara na oposição e passara a adotar no poder.

O comportamento teria rendido ao petista uma pecha que oscila entre os adjetivos de “infiel e pouco confiável”, com a qual Wagner compartilha, intimamente, desde os tempos em que os dois eram colegas na Câmara – quem conviveu com o governador no período sabe muito bem disso.

Exatamente por não ser do seu feitio, Wagner não esconde o seu desagrado com políticos que jogam para a platéia sem se importar muito com o resto. O perfil atribuído ao senador pode estar na origem do buxixo recente alimentado no PT, provavelmente por adversários internos de Pinheiro, por ocasião da mais recente passagem de Lula pela Bahia.

O mexerico informa que, numa roda muito restrita, o ex-presidente da República, demonstrando que continuam fortes as restrições que faz a Pinheiro desde o seu primeiro governo, teria dito, em tom de brincadeira, que, dentre os quatro pré-candidatos do PT a governador da Bahia, só não apostaria no senador.

E que Wagner, dando gás à troça, a completara com a seguinte frase: – Esse risco não há, presidente! De forma que Pinheiro pode até se tornar o candidato do PT a governador, mas terá que contar inteiramente com a ajuda do destino. Por enquanto, seria melhor esperar que dêem certo articulações iniciadas por algumas cabeças petistas que pensam em emplacar um baiano do PT como ministro, desde que Wagner apóie.

Raul Monteiro

10 de setembro de 2013, 14:30

EXCLUSIVA Empresário emergente faz oferta por A Tarde FM

Um emergente empresário baiano teria feito esta semana uma oferta considerável pela rádio A Tarde FM, do mesmo grupo do jornal A Tarde, à família do fundador Ernesto Simões. A proposta foi recusada sob o argumento de que o valor oferecido está abaixo do que a emissora efetivamente vale e, além disso, não se incluem, neste momento, entre os planos da família, desfazer-se da FM.

8 de setembro de 2013, 12:40

EXCLUSIVA Protesto em SSA se resumiu a tentativa de briga com PMs

Foto: Mário Pinho/ Política Livre

Manifestantes saíram do Campo Grande com destino ao Dique do Tororó

Quem foi ao Campo Grande, no Centro de Salvador, na tarde de ontem para acompanhar a manifestação intitulada “Operação 7 de setembro”, se decepcionou. As pautas nacionais que eram prioridade do protesto foram esquecidas em proveito de apenas uma: o enfrentamento com a policia. Muitos mascarados estiveram entre os mais de 300 presentes no ato que saiu do Campo Grande com destino ao Dique do Tororó. Poucas foram as palavras de ordem que cobravam o metrô, repudiavam a Copa do Mundo de 2014 e  xingavam governantes. A maior parte do tempo os manifestantes ofendiam a mídia e a Polícia Militar, inclusive os chamando para a briga: “tira a farda e vem pra mão”.

Ainda no Campo Grande, na altura do Forte de São Pedro, o primeiro tumulto. Servidores penitenciários que participavam da manifestação foram expulsos aos gritos. “Eles chamaram todos pro protesto e nós viemos. Agora nos retiraram. Só queremos lutar pela PEC 300, é o nosso direito”, afirmou Paulo, um dos servidores excluídos. Mais a frente, na Av. 7 de Setembro, manifestantes tentavam desamarrar as cordas usadas para conter o público que assistiu o desfile durante a manhã. A PM precisou intervir. Na altura do Shopping Center Lapa, repórter e cinegrafista da TV Band foram hostilizados. Aos gritos de “a Band mente”, os manifestantes impediram filmagens e atrapalharam o trabalho dos jornalistas.

O desejo dos manifestantes foi atendido no mesmo local do intenso protesto de junho. Na porta do Colégio Central, na Av. Joana Angélica, PMs da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE) estavam a postos para conter o protesto. Com bombas de efeito moral os policiais fizeram recuar os manifestantes, que tentaram responder com pedradas. Na fuga, eles deixaram os rastros da baderna: dois ônibus apedrejados, um incendiado e placas de trânsito arrancadas. Na Praça da Piedade, os pontos de ônibus foram destruídos, banheiros químicos foram jogados na pista, uma agência do Banco do Brasil foi apedrejada, assim como algumas lojas. Nem a sede da Secretaria de Segurança Pública escapou das pedradas.

Os manifestantes foram completamente dispersados por viaturas das Rondas Especiais (Rondesp), nas proximidades do viaduto de São Raimundo. Mais de 40 foram presos. Um outro grupo se reencontrou no Campo Grande e seguiu para à 1ª delegacia dos Barris na tentativa de negociar a liberação dos detidos.

Mário Pinho

29 de agosto de 2013, 13:32

EXCLUSIVA Nove baianos faltam à sessão de cassação de Donadon

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão que decidiu o futuro de Natan Donadon (sem partido-RO)

Nove deputados federais baianos estiveram ausentes da sessão em que o deputado Natan Donadon foi absolvido no processo de cassação do mandato. Donadon está encarcerado depois de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 13 anos de prisão pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. Faltaram 24 votos para que ele fosse cassado e perdesse o mandato. Ao todo, 30 deputados da bancada baiana se encontravam no Congresso ontem – nove não compareceram sessão. São eles: Alice Portugal (PCdoB), Arthur Maia (PMDB), Claudio Cajado (DEM), Edson Pimenta (PCdoB), Fernando Torres (PTR), José Carlos Araújo (PSD), Josias Gomes (PT), Luis Alberto (PT) e Sérgio Brito. Destes, quatro haviam marcado presença na sessão anterior. São eles: Sérgio Brito, José Carlos Araújo, Cláudio Cajado e Edson Pimenta.

Leia também: Plenário da Câmara absolve Natan Donadon

29 de agosto de 2013, 09:52

EXCLUSIVA Em Brasília, Wagner apresenta Rui como seu candidato

Foto: Agecom/Arquivo

Wagner assiste a Rui falar em encontro no TCU

No périplo que fez por Brasília esta semana, acompanhado do seu chefe da Casa Civil, Rui Costa, o governador Jaques Wagner (PT) o apresentou como seu candidato à sucessão estadual de 2014. Em tom informal, a apresentação foi repetida, inclusive, no Tribunal de Contas da União, onde Wagner e Rui debateram a situação do metrô de Salvador, assumido pelo Estado por meio de um acordo com a Prefeitura.

28 de agosto de 2013, 11:13

EXCLUSIVA Wagner é pressionado a afastar secretários-candidatos

Foto: Divulgação/Arquivo

Alan pode ter sido apenas o porta-voz da indignação que toma conta do Legislativo

Os ataques dirigidos pelo deputado estadual Alan Sanches (PSD), na sessão de ontem, à presença na administração estadual de virtuais candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados sintetizou uma revolta existente hoje no Legislativo baiano com relação à situação. Aliás, nada impede que Alan tenha feito as queixas em plenário a pedido de um grande número de colegas que se consideram ameaçados pela condição superior de secretários estaduais que, investidos no papel de membros destacados do governo, já começaram a cuidar de suas pré-campanhas para o ano que vem.

Na avaliação dos deputados estaduais, para ficar em condições de igualdade com eles, os secretários-candidatos teriam que abrir mão de seus cargos imediatamente. Como o governador Jaques Wagner (PT) não quer antecipar o problema da substituição de colaboradores agora, estabeleceu como prazo de desincompatibilização em seu governo o mês de dezembro próximo na tentativa de aplacar a indignação. Trata-se de uma antecipação e tanta, uma vez que, pela legislação eleitoral, exatamente para evitar abusos, os agentes públicos devem deixar seus cargos apenas em maio do próximo ano.

O anúncio, entretanto, parece não ter surtido efeito. “Não dá. É muito tempo. Queremos que os secretários-candidatos deixem o cargo logo. E o discurso de Alan ontem não foi fato isolado. Outros virão e, num momento em que o governo precisa da Assembleia”, diz, em tom ameaçador, um deputado governista igualmente irritado com o quadro de favorecimento de que os secretários que são candidatos desfrutam na administração. “Eles (os secretários-candidatos) estão em franca campanha. Viajam pelo interior, visitando nossas bases e seduzindo nossos prefeitos porque têm a máquina na mão”, diz outro parlamentar.

Segundo ele, como não é possível impedir o comportamento “usurpador” dos secretários-candidatos, a alternativa é levar o governador a afastar a todos que são candidatos da máquina administrativa imediatamente. “Não pense que este prazo estabelecido por Wagner de dezembro vai resolver o problema. Ou ele afasta logo a todos que estão nesta batida, trabalhando às claras pela eleição deles e desestabilizando a base dos deputados do governo, ou terá muitos problemas na Assembleia ainda”, completa o mesmo deputado, referindo-se à crise financeira que ameaça o governo.

Leia também:  Governista faz denúncia contra Bobô na Assembleia

Raul Monteiro