14 de fevereiro de 2012, 07:57

ECONOMIA Grupo compra rede de farmácias Sant’Ana por R$ 347 milhões

A Brazil Pharma – holding de farmácias do BTG Pactual – chegou a um acordo para comprar, via sua controlada Farmais, todas as ações da rede de farmácias Sant’Ana mediante o pagamento de R$ 347 milhões e posterior emissão de R$ 150 milhões em ações, informou ontem a companhia, em fato relevante. O primeiro pagamento corresponde a 70% do capital da Sant’Ana. Do total, R$ 247 milhões serão pagos à vista e R$ 100 milhões serão retidos para garantir o pagamento de possíveis contingências, sendo o eventual saldo liberado após quatro anos. Em seguida, a Farmais vai incorporar os 30% restantes da Sant’ana, fazendo com que os acionistas desta empresa se tornem sócios da Farmais. Depois disso, a Brazil Pharma fará uma assembleia geral extraordinária para incorporar as ações e o patrimônio da própria controlada, “de forma a incorporar ao seu patrimônio a totalidade das ações de emissão da Farmais de titularidade dos vendedores”. A aquisição ainda depende de aprovação tanto dos acionistas da companhia quanto de órgãos regulatórios. A Sant’Ana é hoje a nona maior rede de drogarias do Brasil, com 101 lojas na Bahia. (Correio)

13 de fevereiro de 2012, 16:14

ECONOMIA Fazenda estima crescimento de 4,5% em 2012

O Ministério da Fazenda acredita que a economia brasileira crescerá 4,5% neste ano. A previsão consta no documento “Economia Brasileira em Perspectiva”, divulgada nesta segunda-feira pelo órgão. A última estimativa, feita em outubro, era de aumento de 5% no PIB (Produto Interno Bruto) em 2012. No mercado, a expectativa é bem mais modesta e espera-se crescimento de 3,3%, segundo pesquisa divulgada pelo Banco Central. “Para 2012, o governo federal vai trabalhar para sustentar esse exitoso modelo de crescimento, estimulando investimentos públicos e privados em infraestrutura e na indústria, aumentando a qualificação profissional”, afirma o documento. Para 2011, a projeção do documento é de aumento de 3,2%, número que se refere ao acumulado nos três primeiros trimestres em relação ao mesmo período em 2010. O ministro Guido Mantega (Fazenda) já havia dito que o crescimento em 2011 deveria ficar próximo a esse patamar. (Folha)

12 de fevereiro de 2012, 11:32

ECONOMIA Líbano Barroso deixa presidência da TAM

Executivo permanece na holding TAM S.A, como vice-presidente de Relações com Investidores. E assumirá como vice-presidente financeiro da Latam quando a holding que resultar da fusão entre TAM e LAN for criada. Presidente da TAM S.A., Marco Bologna assume o posto no lugar de Barroso. (Folha)

12 de fevereiro de 2012, 08:00

ECONOMIA Brasil no rol dos países doadores aos pobres

O Brasil, que sempre foi um receptor de recursos humanitários, caminha a passos largos, ainda que sem alarde, para mudar de lado e entrar no rol dos países doadores. Em cinco anos, a sexta maior economia do mundo mais que dobrou os recursos aplicados em ajuda humanitária, bolsas de estudo para estrangeiros e cooperação técnica, científica e tecnológica e as contribuições para organizações internacionais. O volume de recursos pulou de US$ 158 milhões, em 2005, para US$ 362 milhões, em 2009. A previsão para 2010 é que tenha sido mantido o mesmo ritmo de crescimento dos últimos anos e a quantia tenha se aproximado dos US$ 400 milhões, valor que costuma ser doado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento ou Econômico (OCDE) ao Brasil. Nos próximos três anos, o Brasil prevê alocar US$ 125 milhões somente em cooperação técnica — uma das modalidades da cooperação internacional — contra os US$ 60 milhões que estão previstos para serem repassados ao país, segundo cálculos preliminares da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), órgão do Itamaraty. (O Globo)

10 de fevereiro de 2012, 16:30

ECONOMIA Banco Central vê cenário favorável e inflação a 4,5% em 2012

O Banco Central estimou nesta sexta-feira que a inflação oficial (medida pelo IPCA) deste ano vai ficar no centro da meta oficial, de 4,5%, e abaixo da sua previsão de até então, de 4,7%, disse o diretor de Política Econômica da autoridade, Carlos Hamilton Araújo. Ele acrescentou que, mesmo com esse cenário, ainda não há horizonte para a concretização da taxa básica de juros em um dígito. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje que a inflação subiu 0,56% em janeiro, ante avanço de 0,50%, em dezembro. No acumulado de 12 meses, a taxa situou-se em 6,22% — a menor desde março do ano passado, quando a taxa foi de 6,30%. (Folha)

10 de fevereiro de 2012, 14:10

ECONOMIA Facebook lidera em publicidade na web no país

O Facebook foi o site que mais concentrou anúncios no país em dezembro de 2011, segundo a consultoria comScore. A mídia social de Mark Zuckerberg teve 11 bilhões de inserções publicitárias. Isso representa 17,4% do total. De acordo com a empresa, 88% de suas receitas vêm da venda de anúncio. Estima-se que cada usuário valha US$ 4,39 para o site. O Brasil foi citado oito vezes na proposta de abertura de capital da empresa. (Folha)

10 de fevereiro de 2012, 12:44

ECONOMIA Consumo de gasolina no país cresce 36% em janeiro

O consumo de gasolina no Brasil cresceu 36% em janeiro deste ano comparado a igual mês de 2011, informou o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Segundo ele, 2012 deverá ser mais um ano de elevado nível de importações do derivado. No ano passado, a balança comercial de derivados da companhia ficou negativa em US$ 4,9 bilhões, contribuindo para um resultado financeiro mais fraco no período em relação ao ano anterior. Em 2011 o lucro da Petrobras caiu 5% contra 2010, registrando R$ 33,3 bilhões. Costa afirmou, porém, que em junho entrará em operação uma nova unidade de coque na Repar, refinaria da empresa no Paraná, que vai acrescentar mais 30 mil barris diários de gasolina à produção. “Ainda não é um grande volume, mas já ajuda”, disse Costa. O consumo diário de gasolina no Brasil em janeiro foi de 493 mil barris. Segundo o diretor, o Brasil tem importado 15% da gasolina que consome. (Folha)

10 de fevereiro de 2012, 12:27

ECONOMIA Emprego na indústria fecha 2011 com crescimento de 1%, diz IBGE

O emprego industrial teve crescimento de 1% em 2011. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que a taxa ficou abaixo dos 3,4% do ano anterior. Em dezembro, o emprego na indústria variou 0,2% na comparação com novembro, após registrar taxas negativas em setembro (-0,4%), outubro (-0,5%) e novembro (-0,1%). Na comparação com dezembro de 2010, o índice caiu 0,4%. O contingente de trabalhadores recuou em sete dos quatorze locais pesquisados. Já o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria teve variação de 0,4% na comparação com novembro, após apontar recuos de 0,8% em setembro, 0,9% em outubro e de 0,2% em novembro. Ainda na comparação com novembro, o número de horas pagas diminuiu em doze dos dezoito setores pesquisados. O IBGE informou também que o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria cresceu 4,2% no acumulado de 2011, mas recuou 2,1% ante o mês imediatamente anterior, após avançar 0,7% em novembro. Na comparação com dezembro de 2010, o valor da folha de pagamento real cresceu 3,1%.

10 de fevereiro de 2012, 11:01

ECONOMIA Após mudança no cálculo, inflação sobe 0,56% em janeiro, aponta IBGE

O IPCA (Índice de Preços ao Consumdor Amplo) registrou inflação de 0,56% em janeiro, divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta sexta-feira. A taxa é superior à verificada em dezembro passado, quando o índice registrou avanço de 0,50%. No acumulado de 12 meses, a taxa situou-se em 6,22%, abaixo do teto da meta do governo para este ano, que é de 6,5%. O centro da meta é de 4,5%. O resultado acumulado é o menor desde março do ano passado, quando a taxa foi de 6,30%. Este é o primeiro resultado divulgado após a alteração na forma de cálculo do IPCA, índice usado pelo governo para medir a inflação no Brasil. O objetivo da mudança é refletir de forma mais fiel o padrão de consumo dos brasileiros, segundo anunciou o instituto. (Folha)

10 de fevereiro de 2012, 08:03

ECONOMIA Dilma quer coibir ganho excessivo de banco

As altas taxas de juros cobradas pelos bancos entraram na mira da presidente Dilma Rousseff. Em reuniões com a equipe econômica, ela tem dito que não vê justificativa para que o custo dos empréstimos ainda se mantenha tão elevado no Brasil, especialmente num momento em que o Banco Central (BC) está reduzindo a Taxa Selic. Por isso, a presidente já encomendou aos técnicos um estudo sobre a composição do spread (diferença entre o que o banco paga para captar dinheiro e quanto ele cobra para emprestar) e o que pode ser feito para que ele seja reduzido. O pedido vem num momento em que os bancos batem recordes de lucros. — A presidente quer reabrir logo essa agenda do spread bancário — disse um integrante da equipe econômica. Para Dilma, como o BC já sinalizou que vai manter as taxas básicas de juros em queda (hoje estão em 10,5% ao ano), deixando-as mais próximas do padrão internacional, estaria na hora de pressionar as instituições financeiras a baixarem o que cobram tanto de empresas quanto de pessoas físicas, especialmente nos cartões de crédito. O maior acesso da população ao crédito é uma das armas com as quais o governo conta para turbinar a atividade econômica em 2012. (Extra)

10 de fevereiro de 2012, 07:48

ECONOMIA Lucro da Petrobras cai 5% em 2011, para R$ 33,3 bilhões

Com apenas um crescimento marginal da produção de petróleo, a Petrobras viu seu lucro minguar em 2011. O resultado de R$ 33,3 bilhões da estatal no ano passado corresponde a queda de 5% na comparação com o resultado recorde de R$ 35,1 bilhões de 2010. O lucro líquido somou R$ 5,049 no quarto trimestre, com queda expressiva de 20%, o que frustou as expectativas do mercado diante do tombo maior do que o previsto. No ano passado, o faturamento da estatal atingiu R$ 244,2 bilhões, com expansão de 15% na comparação com 2010. Nesse caso, tanto preço como produção maiores também alavancaram a receita da companhia. (Folha)

10 de fevereiro de 2012, 07:10

ECONOMIA Lotéricas estimam prejuízo de 40% por conta da greve da PM

Em razão da greve da Polícia Militar, as casas lotéricas estimaram prejuízo de cerca de 40% ante o início do mês de fevereiro de 2011. A informação foi divulgada hoje, presidente do Sindicato dos Lotéricos, Assemelhados e Correspondente Bancário da Bahia (Sinloba), Adão Hamad, O principal motivo seria o fim do expediente antes das 18h pela falta de segurança. Uma reunião será realizada com a diretoria financeira do sindicato, ao fim da greve da PM, para calcular o prejuízo e pensar em alternativas para melhorar o rendimento das casas. (Tribuna)

9 de fevereiro de 2012, 12:01

ECONOMIA Otimismo do brasileiro em relação à economia é recorde, diz Ipea

O otimismo das famílias brasileiras em relação à realidade socioeconômica continuou a crescer e passou de 67,2, em dezembro, para 69 pontos em janeiro –o mais alto já registrado desde o início de apuração do índice, em agosto de 2010. O IEF (Índice de Expectativas das Famílias) foi divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta quinta-feira. O Ipea, órgão ligado à Presidência da República, faz o levantamento mensalmente em 3.810 domicílios, em mais de 200 cidades. Na escala do Ipea, a pontuação acima de 60 pontos indica otimismo; abaixo de 40, pessimismo. O Centro-Oeste é a região com a maior expectativa positiva para o momento atual: passou de 77,4 pontos, em dezembro, para 84,8 pontos em janeiro. A região Norte foi a única que apresentou decréscimo no otimismo (passou de 62,4 para 62,1 em janeiro). A região Sul registrou 71 pontos, Sudeste, 68,5, e Nordeste apresentou 66,7 pontos. Já a expectativa dos brasileiros em relação à economia nos próximos 12 meses é menor do que a confiança no momento atual: Centro-Oeste (84,6), Nordeste (68,9), Norte (67), Sudeste (61,2) e Sul (56,8). O indicador para o Brasil aponta otimismo no nível de 64,9 pontos. (Folha)

9 de fevereiro de 2012, 09:29

ECONOMIA Governo pode reduzir corte para menos de R$ 55 bilhões

Os negociadores do corte das despesas orçamentárias de 2012 já falam em um bloqueio de recursos dos ministérios igual ou menor a R$ 55 bilhões. A última palavra será dada pela presidente Dilma Rousseff. Autoridades que participam das discussões dizem que um bloqueio de R$ 60 bilhões, como vinha sendo cogitado, seria um empecilho muito severo à expansão do PIB (Produto Interno Bruto). O montante de R$ 60 bilhões foi defendido pelo Tesouro como forma de assegurar a manutenção do controle das contas federais. Alguns auxiliares próximos de Dilma, no entanto, veem um bloqueio de R$ 55 bilhões como limite. O número, argumentam, carrega uma boa margem de segurança caso receitas extras não se confirmem. Dentro do Ministério da Fazenda, há quem considere um corte da ordem de R$ 45 bilhões o piso desse cálculo. Os defensores dessa tese ressaltam que esse patamar envolve algum grau de risco de não se cumprir a meta de 3,1% do superavit primário (economia para pagamento da dívida), já que o montante leva em conta receitas que a equipe econômica ainda não tem absoluta certeza que virão ao longo de 2012. Leia mais na Folha (para assinantes).

9 de fevereiro de 2012, 09:25

ECONOMIA Carga tributária de 2011 deve bater recorde, chegando a 36% do PIB

Turbinada pela arrecadação de impostos federais, a carga tributária deve bater novo recorde em 2011, chegando a 36,2% do Produto Interno Bruto (PIB), com crescimento de dois pontos percentuais em relação a 2010. A previsão está em estudo dos economistas José Roberto Afonso, Kleber Castro e Marcia Matos, que criou o Termômetro Tributário, um acompanhamento mensal da evolução das principais receitas no Brasil — 85% do total — a partir de informações oficiais. O resultado de 2011, que precisa ser consolidado pelas três esferas de governo, supera a marca de 2008, quando a carga tributária atingiu o recorde de 35,6% do PIB. Em 2010, pela metodologia utilizada de Afonso, a carga chegou a 34,2% do PIB. “Na série histórica da carga bruta global, a variação de dois pontos do PIB em 2011 foi o salto mais expressivo desde 2000”, destacou. Outra constatação do estudo é que a expansão da carga em 2011 não foi generalizada, mas concentrada nos tributos federais. No ano passado, 85% do aumento vieram de impostos recolhidos pela Receita Federal. A arrecadação federal cresceu 1,98 ponto percentual do PIB na comparação com 2010, enquanto a soma dos principais impostos estaduais (ICMS e IPVA) teve um incremento de apenas 0,02 ponto percentual do PIB. Com essa performance, a carga de tributos estaduais ficou abaixo do montante registrado em 2008. Alcançou 7,79% do PIB em 2011 contra 7,93 % naquele ano. (O Globo)