12 de abril de 2012, 17:20

ECONOMIA Procura por crédito caiu 6,8% no primeiro trimestre, aponta Serasa

A procura por crédito caiu 6,8% no primeiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da Serasa Experian, apesar de a demanda por empréstimos haver crescido 20,2% em março. Se comparado com o mesmo mês do ano passado, entretanto, março registra retração de 1,4%. A contabilidade do trimestre foi baixa porque houve queda de 8,7% em fevereiro e de 8,2% em janeiro. A diminuição da procura por empréstimos está relacionada, segundo o Serasa, à alta dos índices de inadimplência registrada ao longo de 2011. “O  aumento da inadimplência verificado desde o início do ano passado tem levado os consumidores a priorizar a quitação de suas dívidas em atraso, preterindo a contratação de novos financiamentos”. A instituição prevê, no entanto, que a normalização dos níveis de inadimplência e as medidas do governo federal para incentivar o consumo “devem se refletir favoravelmente na demanda do consumidor por crédito, ao longo dos próximos trimestres”.

12 de abril de 2012, 14:35

ECONOMIA Fazenda autoriza equalização de juros para aquecer economia do país

O governo autorizou a equalização de juros em empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para várias modalidades de investimento. A medida consta da Portaria 122, do Ministério da Fazenda, publicada hoje no Diário Oficial da União, e faz parte do pacote de estímulo à indústria anunciado pelo governo, semana passada. Estão beneficiadas pela iniciativa operações contratadas até 31 de dezembro de 2013. A portaria fixa em R$ 227 bilhões o valor total dos financiamentos subvencionados pela equalização, que será aplicada em operações destinadas à aquisição e produção de bens de capital, incluídos, entre outros, componentes e serviços tecnológicos relacionados à produção de bens de consumo para exportação, ao setor de energia elétrica, projetos de engenharia, e à inovação tecnológica.

12 de abril de 2012, 13:00

ECONOMIA Inflação do aluguel acelera em abril

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a inflação do aluguel, porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, variou 0,50% na primeira prévia de abril, segundo aponta levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado ontem. Na primeira prévia de março, a variação fora de 0,23%. Em 12 meses, o índice acumula alta de 3,29% e, no ano, de 1,12%. Usado no cálculo do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), também chamado de inflação do atacado, acelerou de 0,21% na primeira semana de março para 0,47% no mesmo período de abril. Também integrante do cálculo do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de 0,47%, contra 0,25% em março. Das oito classes de despesa analisadas pela pesquisa, sete mostraram alta de preços, com destaque para o grupo alimentação (de 0,06% para 0,46%). Seguiram o mesmo comportamento os grupos de despesa com vestuário (de -0,35% para 0,78%), transportes (de 0,19% para 0,39%), saúde e cuidados pessoais (de 0,33% para 0,58%), educação, leitura e recreação (de 0,09% para 0,31%), despesas diversas (de 0,17% para 0,34%) e comunicação (de 0,03% para 0,06%). (Tribuna)

12 de abril de 2012, 09:36

ECONOMIA Emprego na indústria cresce 0,1% em fevereiro, mostra IBGE

Foto: Diculgação

Número de horas pagas aos trabalhadores da indústria cresceu 1,3%

O emprego na indústria brasileira variou 0,1% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em fevereiro, a produção da indústria brasileira apresentou crescimento de 1,3%, na comparação com o mês anterior, que havia registrado queda de 1,5%. Apesar da leve alta registrada na variação mensal, de janeiro para fevereiro, o emprego industrial recuou 0,7% em relação ao mesmo mês de 2011. Esse foi o quinto resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais forte desde janeiro de 2010 (-0,9%). O índice acumulado nos últimos 12 meses avançou de 3,9% em fevereiro de 2011 para 0,5% no mesmo mês deste ano. A pesquisa mostra que o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria cresceu 1,3% sobre janeiro, após queda de 0,1%. Na comparação anual, a taxa teve queda de 0,8%, a sexta negativa seguida nesse tipo de confronto, mas a menos intensa desde setembro último (-0,5%). No primeiro bimestre, a taxa recuou 1,1% e, em 12 meses, 0,2%. Leia mais no G1.

12 de abril de 2012, 06:53

ECONOMIA Juros baixos não chegam à casa própria

Positivas para uma variada gama de consumidores, as recentes reduções nas taxas de juros do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não contemplam o crédito imobiliário. As taxas de juros no setor, em torno de 10% ao ano – com exceção dos imóveis do programa Minha Casa Minha Vida – é um dos grandes entraves à atividade imobiliária – segundo o diretor executivo do Conselho Regional de Corretor Imobiliário Creci-BA) e representante do estado no Conselho Federal da categoria (Confeci), Francisco Helder. Helder conta que somente em 2011 as taxas para o crédito imobiliário cresceram em média 1%, o que significa dizer que num financiamento de R$ 200 mil, a alta representa um pagamento anual de mais R$ 2 mil, fora encargos e amortizações já previstos em contrato. Segundo o dirigente, na situação atual de juros há recursos de sobra do FGTS e da Poupança para financiar a compra de imóveis, mas a demanda não absorve estes recursos porque as taxas são desvantajosas para quem planeja investir com o bem novo e difíceis de serem captadas para as famílias em busca da casa própria. O corretor espera que a normatização das quedas dos juros no BB e na CEF incluam a área de imóveis. Leia mais na Tribuna.

11 de abril de 2012, 15:32

ECONOMIA RedeTV! terá de indenizar a Coca-Cola por programa vendido à Dolly

A RedeTV! terá de indenizar a Coca-Cola por ter vendido, em 2003, o programa “100% Brasil” para a empresa de refrigerantes Dolly. O juiz do TJ-SP entendeu que o objetivo da atração, com entrevistas, notícias e debates, era prejudicar a imagem da Coca-cola reduzindo suas vendas e, consequentemente, alavancando as vendas da concorrente. A Coca-Cola alegou que o programa abordava supostas práticas ilícitas da empresa, incluindo sonegação fiscal, corrupção ativa, concorrência desleal e adição de substãncia entorpecente ao xarope do refrigerante. Em sua defesa, a Rede TV! afirma que não tinha responsabilidade sobre o programa exibido, pois a compra do espaço na grade, acertada entre a Dolly e um terceiro, tinha autorização para comercializar os horários da emissora. Para o relator do processo, isso não exime a emissora de responder por atos lesivos dos compradores. Segundo o portal do Jornal do Brasil, a indenização de R$ 1 milhão será dividida entre a emissora e duas empresas ligadas à Dolly, a Detall-Part, detentora da marca, e a Ragi Refrigerantes, que engarrafa e comercializa os refrigerantes. (Portal Imprensa)

11 de abril de 2012, 06:52

ECONOMIA Mudar de banco reduz juros em até três vezes

Com a redução agressiva das taxas de juros de bancos públicos, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, a portabilidade bancária se firma como uma opção para quem está em busca de dívidas mais baratas. A operação pode resultar numa redução das taxas de juros em até três vezes, segundo levantamento feito por A TARDE junto a instituições financeiras. Instituída pelo Banco Central em 2006, a portabilidade bancária dá ao consumidor a possibilidade de migrar uma dívida de uma instituição financeira para outra e é considerada uma boa opção para quem está em busca de juros mais baixos. A TARDE avaliou as taxas mínimas cobradas por quatro dos cinco principais bancos do País e encontrou diferenças de até cinco pontos percentuais. No cheque especial, por exemplo, a taxa de juros pode chegar a ser três vezes menor de um banco para outro. Os especialistas avaliam o momento como bom para possíveis mudanças de dívidas de um banco para outro, já que há uma tendência de acirramento da concorrência entre as instituições financeiras. Contudo, a recomendação é que qualquer operação seja realizada com cautela. O segredo é negociar com as instituições financeiras para chegar à melhor taxa, levando em conta também elementos como o prazo e o custo das prestações. Leia mais em A Tarde.

João Pedro Pitombo, A Tarde

10 de abril de 2012, 16:10

ECONOMIA Android ultrapassa Apple em mercado chinês de smartphones

O Android, sistema operacional do Google, foi a plataforma de dispositivos móveis mais vendida na China em 2011. Segundo pesquisa chinesa sobre o mercado de tecnologia, o produto vem aumentando em cerca de 35% sua participação no maior mercado de telefonia móvel do mundo. Segundo a agência Reuters, a razão do crescimento foi a queda de participação de mercado da fabricante finlandesa Nokia no ano passado. Segundo relatório da Analysys International da última segunda-feira, no fim de 2011 o Android tinha 68,4% do mercado de sistemas operacionais para aparelhos móveis, maior que os 33,6% do primeiro trimestre no mesmo período. Atualmente a China possui 988 milhões de assinantes em telefonia móvel. (Portal Imprensa)

10 de abril de 2012, 14:29

ECONOMIA CNI prevê “recuperação suave” da indústria nos próximos meses

A indústria deve apresentar “recuperação suave” nos próximos meses, segundo avaliação do gerente executivo de Políticas Econômicas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco. De acordo com ele, isso será possível porque o quadro internacional é menos incerto atualmente em relação ao segundo semestre do ano passado, a taxa básica de juros, a Selic, está em processo de redução e há medidas de estímulo ao setor. Castelo Branco citou ainda a taxa de câmbio mais desvalorizada, o que ajuda os segmentos exportadores, e a demanda doméstica em alta. Segundo os dados dessazonalizados (ajustados para o período) divulgados hoje, pela CNI, o faturamento real (descontada a inflação) da indústria cresceu 1,5%, em fevereiro ante janeiro deste ano, depois de dois meses de queda. Já na comparação com o mesmo mês de 2011, o faturamento registrou queda de 3,3%.

10 de abril de 2012, 08:50

ECONOMIA Importação de gasolina sobe para R$ 1,7 bilhão, aumento de 7.715%

Nos primeiros três meses deste ano, a Petrobras gastou US$ 958 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) com a importação de gasolina. O valor é 7.715% maior que no mesmo período de 2011, de acordo com cálculos feitos por Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). — É importante destacar que as importações de gasolina em 2011 começaram a ganhar força em abril. Por isso, a elevação é tão grande na comparação com o primeiro trimestre de 2011 — disse Adriano, que usou um câmbio de R$ 1,7692. Como a alta da cotação do barril do petróleo no mercado internacional, a estatal já perdeu US$ 151,2 milhões (R$ 267,5 milhões) no primeiro trimestre com a importação, já que o preço do combustível está congelado. — A Petrobras importa gasolina pois não tem capacidade de refino. Isso só vai mudar após as refinarias Abreu e Lima e Comperj ficarem prontas. — afirma o advogado Claudio Pinho. Para a Petrobras, a compra de gasolina no exterior pode chegar a 80 mil barris/dia — 33,3% a mais que em 2011. (O Globo)

9 de abril de 2012, 16:00

ECONOMIA Facebook compra aplicativo Instagram por um bilhão de dólares

Mark Zuckerberg, diretor-executivo do Facebook, anunciou nesta segunda-feira a compra do Instagram, famoso aplicativo de imagens compatível com dispositivos móveis. Segundo o portal UOL, Zuckerberg não divulgou o valor do acordo. No entanto, em comunicado oficial, o Facebook informou que foi aplicado 1 bilhão de dólares na negociação. “Nós achamos que o fato de o Instagram conectar-se com outros serviços é uma parte importante da experiência. Nós planejamos manter estes recursos e a habilidade de postar em outras rede sociais e até mesmo de não compartilhar suas imagens no Facebook, se você quiser”, declarou Zuckerberg em anúncio. Apesar do acordo, o Facebook não informou mudanças significativas no serviço do Instagram. Apenas que continuará compatível com outras redes sociais. (Portal Imprensa)

9 de abril de 2012, 15:57

ECONOMIA Brasil é o segundo país mais otimista em relação à economia local

Quase a totalidade dos empresários brasileiros (86%) está otimista em relação à economia local nos próximos 12 meses. A informação é do International Businesses Report (IBR) 2012, da Grant Thornton International. De acordo com o levantamento, o Brasil  teve um crescimento 12% em relação ao último trimestre de 2011, saltando do terceiro  para o segundo lugar. O Peru lidera o ranking global, com índice de confiança de 90%. Atrás do Brasil estão Emirados Árabes (84%), Filipinas (82%), Geórgia (78%), Índia (74%), Chile (68%), Alemanha (64%) e México (62%). Na Tailândia, o nível de otimismo cresceu 60 pontos percentuais, saindo de -52% no último trimestre de 2011, para 8% neste ano. A Espanha está na primeira posição dos países com a taxa mais baixa de otimismo (-71%), seguida pelo Japão (-53%), Grécia (-52%), França (-39%), Bélgica (-36%) e Holanda (-24%).  O estudo foi realizado com 11.500 empresas de 40 economias. (Do Mundo do Marketing, com informações do International Businesses Report)

9 de abril de 2012, 11:50

ECONOMIA Preço da carne cai e cesta básica recua em 11 capitais, diz Dieese

A cesta básica ficou mais barata em 11 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em março, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira. A maior queda no preço do conjunto dos produtos alimentícios essenciais foi registrada em Goiânia (-6,73%), seguida por Rio de Janeiro (-2,55%) e Porto Alegre (-2,01%). De acordo com o Dieese, a carne bovina de primeira – produto de maior peso na composição da cesta básica – também ficou mais barata em 11 capitais, com queda de 1,27% e Goiânia, 4,50% no Rio de Janeiro e 4,09% em Natal. Leia mais no G1.

9 de abril de 2012, 08:08

ECONOMIA Expansão econômica permite que brasileiros escolham emprego

A expansão da economia deu mais poder ao trabalhador. Em busca de melhores vagas em um mercado aquecido, a quantidade de brasileiros que se demite das empresas é recorde. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que 30,5% dos desligamentos no primeiro bimestre ocorreram por decisão do trabalhador. O País teve quase 3,2 milhões de desligamentos até fevereiro, sendo 969 mil por iniciativa do empregado. No primeiro bimestre de 2003, ano do início da pesquisa, a situação era bem diferente: as saídas voluntárias somavam 17,7%. Os dados anualizados confirmam a tendência de aumento do desligamento espontâneo. Na média do ano passado, 28,3% das demissões foram por iniciativa do funcionário – em 2003, a proporção foi de 16,8%. “Numa situação de desemprego mais baixo e com perspectiva de crescimento, a viabilidade de obter um emprego melhor e uma ocupação mais favorável tende a ganhar mais força”, diz Claudio Dedecca, professor da Unicamp. Leia mais no Estadão.

Luiz Guilherme Gerbelli, Estadão.com

8 de abril de 2012, 11:33

ECONOMIA Babá brasileira é disputada nos EUA

Com uma média salarial variando de US$ 3 mil a US$ 4 mil por mês – e em alguns casos ultrapassando os cinco dígitos -, as babás brasileiras são disputadas por mães americanas e de outras nacionalidades em Nova York. Suas vidas se parecem mais às do seriado de TV Supernanny, passado em Manhattan, que às de babás do filme História Cruzadas, sobre as domésticas negras que sofriam preconceito ao educar crianças brancas do Mississipi nos anos 1960. Elas viajam pelo mundo com os patrões e conseguem economizar em um ano o que demorariam uma década na mesma profissão no Brasil. Uma delas, Zenaide Munetton, incendiou o mercado das nannies, como são chamadas em inglês, depois que seu salário de US$ 180 mil por ano, mais bônus de Natal, foi citado em artigo do jornal New York Times. Essa renda é quase o dobro do que ganham recém-formados em MBAs de universidades como Columbia e NYU. Segundo patroas entrevistadas pelo Estado, as brasileiras são consideradas mais talentosas, carismáticas e dispostas a colaborar com serviços domésticos e na educação das crianças do que rivais hispânicas. Algumas vivem com as famílias. Outras preferem ser profissionais liberais, trabalhando para diferentes país. Há casos de babás tão bem sucedidas que chegam a contratar outra babá para cuidar dos filhos enquanto trabalham. Há 30 anos nos Estados Unidos, Sonia virou exemplo para babás brasileiras de Manhattan. (Agência Estado)