13 de janeiro de 2012, 09:04

ECONOMIA Dilma quer turbinar PIB com investimento em infraestrutura

O aumento dos investimentos para turbinar a economia é uma das prioridades da presidente Dilma Rousseff em 2012. Para isso, a ordem dada à equipe econômica é tirar do papel, o mais rápido possível, projetos importantes na área de infraestrutura, que ficaram para trás em 2011. O principal exemplo é a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Campinas. Estão na lista também a nova distribuição dos royalties do pré-sal, a aprovação do código da mineração e o trem-bala. O pacote de bondades, no entanto, ainda está longe do que o setor privado considera como o mínimo necessário para atender à demanda que o Brasil tem por recursos na área de infraestrutura. Cálculos da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) mostram que o país precisa de, pelo menos, R$ 188,6 bilhões em investimentos por ano até 2015. (O Globo)

13 de janeiro de 2012, 07:51

ECONOMIA Índice Big Mac mostra real como a 4ª moeda mais cara do mundo

O índice Big Mac, calculado pela revista “The Economist”, aponta que o real é a quarta moeda mais cara do mundo. O sanduíche no Brasil só custa menos que o vendido na Suíça, na Noruega e na Suécia, em uma lista de 44 países. No Brasil, o Big Mac custa o equivalente a US$ 5,68 -nos EUA ele sai por US$ 4,20. Pela paridade do poder de compra, isso indica que o real está sobrevalorizado em 32% em relação ao dólar. Ou seja, levando-se em conta o índice utilizado pela “Economist”, o dólar deveria atualmente estar cotado em R$ 2,44. A revista considera que o ideal é que o sanduíche custe o mesmo que nos Estados Unidos. Isso porque, para a “Economist”, como o sanduíche usa os mesmos itens nos países em que é feito, o “valor justo” na conversão para o dólar seria o mesmo cobrado nas lojas norte-americanas. O real figurava como a moeda mais cara do mundo na divulgação anterior do índice, em julho do ano passado, quando a “Economist” considerou também o PIB per capita dos países. Na versão atual, o PIB não foi considerado. Na mesma comparação, o sanduíche vendido na Índia aparece como sendo o mais barato (US$ 1,62). Lá, porém, o Big Mac não é vendido e a pesquisa é feita com base no preço do Maharaja Mac, feito com carne de frango. (Folha)

12 de janeiro de 2012, 19:54

ECONOMIA Dólar fecha a R$ 1,785, menor valor desde 18 de novembro

O dólar à vista ampliou à tarde a queda exibida desde a abertura e fechou com a quarta baixa seguida no mercado de balcão, cotado a R$ 1,7850 (-0,89%), menor valor desde o encerramento em R$ 1,783, em 18 de novembro passado. Nos últimos quatro dias, a divisa acumulou perdas de 3,72%, que ampliaram a desvalorização em janeiro para 4,49%. Na BM&F, o dólar pronto encerrou pelo terceiro dia em baixa, de 1,15%, valendo R$ 1,7817 na venda. A aceleração do ajuste negativo da moeda norte-americana ante o real na sessão vespertina acompanhou a ampliação da alta do euro em relação ao dólar e também refletiu fatores domésticos. (Agência Estado)

12 de janeiro de 2012, 10:49

ECONOMIA Novo cálculo baixaria inflação em 2011

A inflação teria sido menor em 2011 se o novo cálculo do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) já estivesse sendo aplicado. A atualização do principal índice de preços do país, usado como referência pelo governo para definir a meta de inflação, começa a valer a partir deste mês. Simulação feita por economistas ouvidos pela Folha indicam que a inflação, em vez de ter fechado o ano em 6,5%, poderia ter ficado entre 6% e 6,1% se a nova estrutura tivesse sido aplicada. Em outras palavras, se o cálculo da inflação já incorporasse os novos hábitos de consumo do brasileiro, o custo de vida teria subido menos no ano passado. “A demora em incorporar as mudanças no consumo fez com que estivéssemos carregando uma inflação mais alta, que não aconteceu”, diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. (Folha)

12 de janeiro de 2012, 09:44

ECONOMIA Vendas no varejo crescem 1,3% em novembro, indica IBGE

O volume de vendas do comércio varejista do país em novembro, na comparação com o mês anterior, aumentou 1,3%, segundo divulgou, nesta quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a novembro de 2010, o crescimento foi de 6,8%. No ano de 2011, o indicador acumula alta de 6,7% e, em 12 meses, de 7%. Em outubro, o volume de vendas não havia registrado variação. Quanto à receita nominal, o aumento em novembro também foi de 1,3%. Em relação a novembro de 2010, o aumento é de 10,9%. Já no ano, a alta acumulada é de 11,7% e, em 12 meses, de 12,1%. Em novembro, entre as dez atividades pesquisadas pelo comércio ampliado, nove tiveram alta nas vendas, com destaque para o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria (8,6%), equipamentos de escritório, informática e comunicação (6,0%), veículos e motos, partes e peças (4,6%) e combustíveis e lubrificantes (1,6%), entre outros. A única queda foi verificada no setor de vendas de tecidos, vestuário e calçados (-0,5%). (G1)

12 de janeiro de 2012, 08:58

ECONOMIA Índice de preços para 3ª idade fecha ano com alta de 6,19%, diz FGV

Os preços da alimentação pressionaram a inflação para a terceira idade, que registrou alta de 1,67% no último trimestre de 2011. Com a elevação no período, o IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade) fechou o ano em 6,19%, segundo divulgação da FGV (Fundação Getulio Vargas) desta quinta-feira. Houve aceleração em relação ao terceiro trimestre, quando o indicador registrou alta de 0,91%. Já na relação com 2010, quando acumulou alta de 6,27%, o índice perdeu ritmo. Os dados mensurados pelo IPC-3i, verificam a “inflação” da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por pessoas com mais de 60 anos. Os preços da alimentação foram os que mais influenciaram na alta, com aceleração de 0,82% verificado no terceiro trimestre, para 2,38%, no quarto. Os itens que mais pressionaram o comportamento desta classe de despesa foram: hortaliças e legumes (-12,28% para -3,22%), carnes bovinas (2,74% para 9,69%) e pescados frescos (-4,15% para 1,74%), respectivamente. (Folha)

11 de janeiro de 2012, 15:19

ECONOMIA Nova ponderação do IPCA pode favorecer queda da inflação

Cinco dos nove grupos que compõem o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) perderam peso no cálculo do índice a partir deste ano, mas duas classes de despesa importantes –Habitação e Transportes– vão ter uma relevância maior, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou as novas ponderações nesta quarta-feira por meio de nota. Segundo analistas consultados, o impacto dessas mudanças deverá reduzir os valores do indicador, favorecendo a inflação. O IPCA é usado para o sistema de metas de inflação do governo e as mudanças de ponderação já refletirão no cálculo de janeiro, bem como no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) deste mês, ambos com divulgação em fevereiro. A meta de inflação do governo é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos tanto para 2012 quanto para 2013. As ponderações passam a ter como base a estrutura de consumo dos brasileiros apurada pela POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) de 2008/2009. (Folha)

11 de janeiro de 2012, 13:30

ECONOMIA Saída de dólares supera entrada em US$ 700 mi na 1ª semana do ano

O fluxo de dólares (entrada e saída da moeda) para o país na primeira semana de janeiro foi negativo em US$ 707 milhões, informou o Banco Central nesta quarta-feira. O período das movimentações divulgadas corresponde ao dia 1º até 6 de janeiro. O resultado desta semana se deve à saída de US$ 859 milhões da conta financeira e a entrada de US$ 153 milhões nas operações comerciais. Em novembro e dezembro, foram registrados deficit no fluxo cambial de US$ 942 milhões e US$ 134 milhões, respectivamente. As operações comerciais são aquelas onde contratos são celebrados para exportação e importação. Já as operações financeiras incluem as atividades restantes, como IED (Investimento Estrangeiro Direto), aplicações financeiras, remessas de lucros e dividendos ao exterior. (Folha)

11 de janeiro de 2012, 09:48

ECONOMIA Eike Batista faz parceria para criar a maior empresa de energia do Brasil

Foto: Fred Prouser/Reuters

Eike Batista

A MPX Energia confirmou nesta quarta-feira, 11, que firmou um termo de compromisso com a alemã E.ON estabelecendo os principais termos e condições para a formação de uma joint venture. A participação de cada empresa no negócio será de 50%. “A parceria entre a MPX e a E.ON deverá resultar na criação da maior empresa privada de energia do Brasil, objetivando atingir uma capacidade de geração total de 20 GW. A E.ON identificou o Brasil como uma região prioritária para futuros investimentos e selecionou a MPX como a empresa melhor posicionada para uma parceria que servirá como plataforma para capitalizar o alto crescimento projetado para o País”, diz a MPX em fato relevante. A MPX informa que irá levantar R$ 1 bilhão através de um aumento de capital no qual a E.ON deverá investir, em última instância, aproximadamente R$ 850 milhões para alcançar uma participação de 10% na companhia do grupo EBX, de Eike Batista. O objetivo, segundo o fato relevante, é “alavancar as significativas complementaridades de ambas as companhias para acelerar o crescimento e desenvolver um negócio de energia maior e mais rentável no Brasil”. (Agência Estado)

11 de janeiro de 2012, 09:34

ECONOMIA Índice que reajusta aluguel fica estável na 1ª leitura do ano

O índice de preços mensurado pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, ficou praticamente estável ao variar -0,01% na primeira prévia de janeiro, ante alta de 0,04% no mesmo período de dezembro. As informações foram divulgadas pela FGV (Fundação Getulio Varga) nesta quarta-feira. Em 2011, o indicador acumulou alta de 5,10%, menos da metade dos 11,32% registrados em 2010. O IGP-M de janeiro foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 e 31 de dezembro. As prévias do indicador são apuradas em decêndios –períodos de dez dias. A estabilidade foi influenciada pela deflação de 0,23% no IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que representa 60% do IGP-M. No mesmo período do mês de dezembro, a taxa foi de -0,16%. (Folha)

11 de janeiro de 2012, 07:18

ECONOMIA Gasolina deve aumentar em janeiro

Diante da afirmação que a gasolina vai subir, na tarde de ontem, a equipe de reportagem desta Tribuna percorreu postos de combustíveis de diversos pontos da cidade e constatou que o preço é variante entre R$ 2,71 e R$ 2,79. Porém, este valor não deve continuar até o final do mês, já que o Sindicato do Comércio de Combustíveis da Bahia (Sindicombustíveis-BA) anunciou, no início deste mês, uma alta nos preços por conta da diminuição na safra da cana de açúcar. Ainda não se sabe a data e nem o valor do acréscimo, apenas que o período de entressafra da cana de açúcar deve durar até o final de abril deste ano. Apesar de ser um país conhecido por possuir uma das maiores produções petrolíferas do mundo, o Brasil bate recorde quando o assunto é o preço dos combustíveis. Em Salvador, a população reclama do valor atual e questiona o reajuste nas tabelas. (Tribuna)

10 de janeiro de 2012, 13:15

ECONOMIA Inflação para baixa renda fica abaixo da média nacional em 2011

O IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1) subiu 1% em dezembro, encerrando 2011 com alta de 5,98%, informou nesta terça-feira a FGV (Fundação Getulio Vargas). O indicador, que mede a inflação para famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos, ficou abaixo da inflação média nacional, que foi de 6,36% no ano passado. Em dezembro, o item que mais pesou no bolso das famílias de baixa renda foi alimentação, que acelerou de 0,63% em novembro para 1,74% no mês passado. Outras três classes de despesas intensificaram o ritmo de alta de preços entre novembro e dezembro: vestuário (de 1,27% para 1,51%), saúde e cuidados pessoais (de 0,49% para 0,79%) e educação, leitura e recreação (de 0,28% para 0,77%). O grupo transportes permaneceu estável, enquanto habitação e despesas diversas desaceleraram, passando de 0,43% para 0,42% e de 0,37% para 0,21% no período, respectivamente. (Folha)

10 de janeiro de 2012, 10:46

ECONOMIA IPC-S sobe em Salvador e mais cinco capitais, mostra FGV

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) de 7 de janeiro registrou alta de 0,93%, 0,14 ponto percentual acima da taxa de 0,79% divulgada na última apuração. Das sete capitais pesquisadas, seis registraram acréscimo em suas taxas de variação, informou nesta terça-feira a FGV (Fundação Getulio Vargas), que apura o índice. A maior alta, entre a medição anterior e a atual, foi verificada em Porto Alegre, onde o indicador passou de queda de 0,24% para alta de 0,04%. Também apresentaram aceleração de preços no intervalo as cidades de Salvador, de 0,94% para 1,10%, Belo Horizonte, de 0,79% para 0,94%, Recife, de 0,82% para 0,94%, Rio de Janeiro, de 1,16% para 1,38% e São Paulo, onde o indicador foi de 0,68% para 0,75%. Apenas em Brasília não houve alteração entre a leitura anterior e atual, com o índice permanecendo em alta de 0,40%. A próxima divulgação dos resultados regionais do IPC-S será no dia 17. (Folha)

10 de janeiro de 2012, 08:10

ECONOMIA Dívida familiar pode bater recorde em 2012

A estratégia do governo de turbinar o crescimento da economia via estímulo ao consumo, financiado em prestações a perder de vista, poderá ficar comprometida no ano que vem. Em 2012, para crescer 3,5% como projetado pelo Banco Central, os gastos dos brasileiros serão fundamentais. Com isso, o endividamento das famílias deverá superar, pela primeira vez, a metade de sua renda anual. A previsão é de estudo da consultoria Tendências, que aponta alta de 3,8 pontos no endividamento das famílias, alcançando 51,3% da renda. O percentual ainda é baixo comparado com países como EUA (125%), Canadá (151%), Japão (126%), Alemanha (98%) e França (99%). Apesar de não ser considerado preocupante pelo governo nem por especialistas, o índice faz acender uma luz amarela em relação à sustentação do ritmo de crescimento do crédito em 2013. Leia mais na Folha (para assinantes).

9 de janeiro de 2012, 10:38

ECONOMIA Alimentos e escolas mais caras pressionam inflação semanal, indica FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), iniciou o ano de 2012 com alta de 0,93% – variação 0,14 ponto percentual acima da apurada no encerramento de dezembro (0,79%). Essa foi a taxa mais elevada desde maio de 2011 quando o IPC-S havia ficado em 0,96%. Quatro dos sete grupos pesquisados apresentaram aumentos em índices superiores aos registrados na medição anterior. A maior variação foi constatada em alimentação que passou de 1,65% para 1,92%. Neste grupo, os destaques foram as hortaliças e os legumes com correção de 4,48% ante 0,58%. Em educação, leitura e recreação houve alta de 1,38% ante 0,42%. Entre os motivos está o reajuste de preços dos cursos formais (de 0% para 2,07%). Os cinco itens que mais contribuíram para o avanço inflacionário foram: mamão papaya (de 21,49% para 11,98%); alcatra (de 6,48% para 6,37%), tomate (de 0,45% para 8,89%), curso de ensino superior (de 0% para 1,54%) e curso de ensino fundamental (de 0% para 2,59%). (Exame)