20 de abril de 2012, 09:41

ECONOMIA Bancos prometem juro menor: faça as contas e ache a melhor proposta

Resultado da reunião do Copom desta quarta-feira, o Banco Central (BC) anunciou redução de 0,75 ponto no juro básico da economia (Selic), para 9% ao ano. Foi o sexto corte seguido. Antes, Bradesco e Itaú-Unibanco se uniram ao HSBC e Santander e divulgaram redução das taxas em várias linhas de empréstimo para pessoa física e micro e pequenas empresas. O movimento segue a pressão do governo pela queda dos juros, com o exemplo dos bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, os primeiros a anunciar taxas menores no início de abril. Para quem está com uma dívida em andamento ou já caiu na inadimplência, a redução das taxas de juros pelos principais bancos brasileiros torna o momento mais própicio à renegociação. Se o consumidor já está com sua capacidade de pagamento comprometida, o primeiro passo é renegociar seus débitos com o banco credor, segundo especialistas. Leia mais no Estadão.

Mariana Congo, do Economia & Negócios

19 de abril de 2012, 21:18

ECONOMIA Afirmação de Lagarde sobre câmbio é equívoco, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu a afirmação da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, de que os emergentes devem ajustar suas moedas se necessário ou aceitar a evolução do câmbio. “Acho um equívoco. O Brasil é dos países que mais sofrem com a valorização do câmbio. Não estou falando apenas de recentemente, mas estou falando dos últimos anos. Nossa indústria tem perdido competitividade, em grande parte, por causa da desvalorização das moedas dos outros países”, criticou Mantega, em entrevista concedida logo após a reunião com os demais países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na sede do FMI, em Washington. Mantega disse que o Brasil está provando na prática a eficácia das intervenções no câmbio, uma vez que outros países estão usando a estratégia de desvalorização de suas moedas. “Com intervenções podemos diminuir essa desvantagem que nossa indústria tem tido a partir do cambio valorizado.” (Estadão)

Luciana Antonello Xavier, de Washington

19 de abril de 2012, 18:33

ECONOMIA Estudo estima investimentos para a indústria brasileira de R$ 597 bilhões até 2015

Os investimentos na indústria nacional alcançarão R$ 597 bilhões no período de 2012 a 2015. A previsão está em um estudo divulgado hoje, pela Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES). O número mapeado representa aumento de 29,5% em relação aos investimentos de R$ 461 bilhões, projetados em pesquisa anterior, referente ao período 2007/2010. O principal destaque no montante de investimentos previstos para a área industrial é o setor de petróleo e gás, englobando extração e refino, que deverá somar R$ 354 bilhões aplicados. O setor responde por 59% de todos os investimentos da indústria nacional no período pesquisado. No estudo anterior, essa participação era 52% e os investimentos previstos até 2010 alcançavam R$ 238 bilhões.

19 de abril de 2012, 16:01

ECONOMIA Redução da Selic pode tornar poupança mais vantajosa do que renda fixa, diz Anefac

A redução da taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual pode tornar a caderneta de poupança um rendimento mais interessante do que os fundos de renda fixa. A conclusão é de estudo divulgado hoje, pela Associação Nacional de Executivo de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou que a Selic passou para 9% ao ano. A poupança pode se tornar atraente porque diferentemente dos fundos de renda fixa, a caderneta rende a TR (taxa referencial) + 6% ao ano, não recolhe imposto de renda (IR) sobre os rendimentos e é livre da taxa de administração cobrada pelos bancos. No caso do imposto de renda, a incidência do tributo varia de 22,5% em aplicações de até seis meses e cai para 15% para aplicações acima de 2 anos.

19 de abril de 2012, 10:26

ECONOMIA Petrobrás é a 10ª maior empresa do mundo

A Petrobrás ficou em 10.º lugar no índice Forbes Global 2000, das maiores empresas de capital aberto do mundo. Além dela, 31 companhias brasileiras foram incluídas no ranking. O primeiro lugar ficou com a americana Exxon Mobil. Com US$ 319 bilhões em ativos e valor de mercado de US$ 180 bilhões, a Petrobrás é a maior empresa da América Latina. O Itaú Unibanco, o Bradesco, o Banco do Brasil e a Vale também estão entre as 100 maiores empresas do mundo. A americana Apple ficou em 22.º lugar, apesar de ser líder em valor de mercado. O ranking da revista Forbes leva em conta outros três quesitos: vendas, lucro e ativos. Com US$ 433 bilhões em vendas e valor de mercado de US$ 407 bilhões, a americana Exxon Mobil ultrapassou neste ano o banco JPMorgan Chase, líder da lista em anos anteriores, que acabou ficando em segundo. A terceira colocada foi a americana General Electric (GE), seguida da anglo-holandesa Royal Dutch Shell e do banco chinês ICBC. (Agências internacionais)

19 de abril de 2012, 08:15

ECONOMIA Juros caem a 9% e Brasil deixa topo do ranking

O Banco Central voltou a passar na lâmina a Selic, taxa básica de juros. Era de 9,75%. Podada em 0,75 ponto percentual, caiu para 9% ao ano. Com isso, o Brasil transferiu para a Rússia o título de campeão mundial dos juros. Foi o sexto corte consecutiva desde agosto do ano passado, quando a Selic estava em 12,5%. A nova cifra é a menor do governo Dilma Rousseff. Aproxima-se da taxa de juros de dois anos atrás –em abril de 2010, vigorava o percentual de 8,75%. A novidade chega num instante em que, sob ordens de Dilma, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal servem à clientela juros mais baixos. Pressionados por Brasília, as casas bancárias privadas começam a mimetizar as congêneres estatais. Nesta quarta, Bradesco e Itaú anunciaram cortes em suas taxas. O governo tenta reduzir o custo do dinheiro num instante em que a economia, submetida à crise internacional, reclama estímulos à produção e ao consumo. Aqui, você encontra detalhes sobre o tema.

Josias de Souza

19 de abril de 2012, 06:52

ECONOMIA Invasões de fazendas corroem economia do sul baiano

Hoje, 19 de abril é comemorado o Dia do Índio, mas não há muito que comemorar. Os primeiros habitantes do Brasil, há mais de 30 anos os indígenas vêm disputando terras na região sul da Bahia. Esta semana, 67 fazendas já foram invadidas e a disputa pela demarcação de terras entre índios e fazendeiros já afetou a economia dos municípios de Camacã, Pau Brasil e Itaju do Colônia, o que vem causando preocupação entre comerciantes e pecuaristas da região. De acordo com o secretário executivo da Associação dos Municípios Cacaueiros, Luciano Veiga, os prefeitos das cidades invadidas pelos índios vão se reunir ainda está semana com o governador Jaques Wagner para discutir sobre o problema. Segundo ele, o objetivo do encontro é cobrar do governo mais segurança para a região e agilidade no processo de julgamento que está no STF. Ainda de acordo com Veiga, a atual situação tem deixado a população insegura e já afetou a economia da região. “Os conflitos vêm causando impacto muito forte na economia. A qualquer momento pode acontecer conflitos”, ressaltou. Leia mais na Tribuna.

18 de abril de 2012, 20:29

ECONOMIA Copom reduz taxa básica de juros para 9% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central repetiu hoje, a dosagem de 0,75 ponto percentual (pp) aplicada em março e reduziu, por unanimidade, sem viés, a taxa básica de juros (Selic) de 9,75% para 9% ao ano. Na ata da reunião anterior do colegiado de diretores do Banco Central (BC), a redução de 0,75 pp já havia sido sinalizada. A maioria dos analistas financeiros também manifestou a expectativa no boletim Focus, divulgado na última segunda-feira (16), pela autoridade monetária. Foi a sexta redução consecutiva na taxa básica de juros desde o final de agosto do ano passado, quando a Selic estava em 12,5% e o Copom cortou 0,5 pp, dando início ao processo de afrouxamento da política monetária.

18 de abril de 2012, 17:49

ECONOMIA Grupo português compra áreas de conteúdo e de publicidade do Portal iG

O grupo português Ongoing, por meio de sua holding brasileira, assinou um acordo para a compra do portal iG nessa quarta-feira, 18. Um dos principais acionistas da Portugal Telecom, a Ongoing é dona de um jornal de economia e de um canal de informação econômica em Portugal. No Brasil, a empresa é acionista minoritária do grupo Ejesa, que edita os jornais Brasil Econômico, O Dia, Marca e Meia Hora. O acordo já era esperado pelo mercado. Alguns indícios davam força à possibilidade de venda ao grupo europeu. O site do jornal Brasil Econômico, por exemplo, está hospedado no domínio iG há algumas semanas. Na parte superior das páginas online do diário já há a logomarca do iG, bem como links que remetem ao portal. Desde sua chegada ao Brasil, no segundo semestre de 2009, o grupo Ongoing tentava expandir a sua participação no controle de meios de comunicação no Brasil. (Estadão)

18 de abril de 2012, 16:13

ECONOMIA Saída de dólares supera entrada em US$ 799 milhões neste mês, até dia 13

A saída de dólares superou a entrada em US$ 799 milhões, neste mês, até o último dia 13, segundo dados do fluxo cambial divulgados hoje, pelo Banco Central (BC). O segmento financeiro (investimentos em títulos, ações, remessas de lucros e dividendos ao exterior, entre outras operações) foi o responsável pelo saldo negativo do fluxo cambial, nos dados preliminares deste mês. No período, o saldo negativo apenas desse segmento ficou em US$ 2,41 bilhões. Já o segmento comercial (operações relacionadas a exportações e importações) registrou resultado positivo de US$ 1,611 bilhão. De janeiro até o dia 13 de abril, o fluxo cambial é positivo em US$ 17,928 bilhões, ante US$ 35,697 bilhões registrados em igual período de 2011. Nos dados preliminares deste ano, o segmento financeiro apresentou saldo positivo de US$ 6,385 bilhões, enquanto o comercial registrou US$ 11,543 bilhões.

18 de abril de 2012, 12:57

ECONOMIA Manifestantes acusam Vale de violar direitos humanos

Cerca de 50 ambientalistas, moradores de áreas supostamente afetadas e sindicalistas protestaram hoje de manhã em frente à sede da mineradora Vale, no Centro do Rio. Dentro do prédio está sendo realizada a reunião anual de acionistas da empresa. Os manifestantes acusam a Vale de praticar violações aos direitos humanos e trabalhistas, além de causar danos ambientais no Brasil e no exterior. (Agência Estado)

18 de abril de 2012, 12:31

ECONOMIA Itaú-Unibanco anuncia redução nas taxas de juros

O Itaú-Unibanco anunciou, nesta quarta-feira, a redução das taxas de juros cobradas nas operações de crédito para pessoas físicas e micro e pequenas empresas. O banco segue as decisões do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, HSBC, Santander e Bradesco, que também reduziram os juros nas últimas semanas – no caso do Bradesco, o anúncio também foi feito nesta manhã. As instituições fazem as reduções após a presidenta Dilma Rousseff defender a redução do “spread” dos bancos (a diferença entre o que o banco “paga” para captar dinheiro e o que ele “recebe” pelos empréstimos). O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também cobrou aumento do crédito e redução das taxas de juros cobradas pelos bancos privados do país. De acordo com o Itaú, o volume de crédito disponível para clientes pessoa física, micro e pequenas empresas ultrapassa os R$ 200 bilhões. (G1)

18 de abril de 2012, 10:56

ECONOMIA Bradesco anuncia redução de juros para pessoas físicas e empresas

O Bradesco anunciou nesta quarta-feira a redução nas taxas de juros de diferentes tipos de crédito e financiamentos para pessoas físicas e jurídicas. O banco segue a decisão do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do HSBC e do Santander, que também reduziram os juros nas últimas semanas. Em nota, a instituição diz que a decisão está “em consonância com os objetivos de estímulo ao crescimento econômico”. As novas taxas valerão a partir de segunda-feira. De acordo com o Bradesco, para os clientes pessoa física haverá redução de taxas nas linhas de financiamento de veículos, crédito pessoal, crédito consignado ao aposentado e aquisição de bens. No caso do crédito pessoal, a taxa cairá de 2,66% ao mês para a partir de 1,97% ao mês. Na linha de CDC Bens, a taxa teve redução de 3,54% ao mês para a partir de 2,97% ao mês. No financiamento de veículos, a taxa passará de 1,35% para a partir de 0,97% ao mês. O corte também será nas operações de crédito consignado ao aposentado do INSS. A taxa passará de 1,32% ao mês para a partir de 0,90% ao mês. Leia mais no G1.

18 de abril de 2012, 07:10

ECONOMIA Juros devem cair para 9% ao ano, perto do piso, no sexto corte seguido

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira e deve reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira dos atuais 9,75% para 9% ao ano, em um novo corte de 0,75 ponto percentual, segundo a aposta de grande parte dos analistas do mercado financeiro. Se confirmada, será a sexta diminuição consecutiva nos juros. A decisão será anunciada após as 18h. A crença do mercado em uma nova redução nos juros se deve à uma sinalização da própria autoridade monetária. Em meados de março, o Copom informou que atribuía “elevada probabilidade” à concretização de um cenário que contempla a taxa de juros caindo para “patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando”. A mínima histórica da taxa de juros é de 8,75% ao ano e foi registrada entre julho de 2009 e abril de 2010, na primeira etapa da crise financeira internacional. Com base nesta declaração do BC, o mercado passou a acreditar que este será o último corte deste ano e que um novo movimento na taxa básica da economia acontecerá somente em abril de 2013 – quando a taxa subirá, segundo os analistas, para 9,5% ao ano. Em julho do ano que vem, a taxa avançaria para 10% ao ano, acreditam os economistas dos bancos. Leia mais no G1.

Alexandro Martello, G1

18 de abril de 2012, 06:56

ECONOMIA Governo muda regra para seguro-desemprego

Para incentivar a formação de mão de obra qualificada e atacar o problema do desemprego reincidente, o governo decidiu condicionar o recebimento do seguro-desemprego à matrícula em cursos de formação, sempre que o trabalhador requisitar o benefício pela terceira vez em um período de dez anos. De acordo com o decreto publicado no Diário Oficial, o curso deverá ser formação inicial e continuada ou de qualificação profissional, habilitado pelo Ministério da Educação (MEC), com carga horária mínima de 160 horas. A frequência, além da matrícula, também será cobrada. Pelo programa costurado com o apoio da Casa Civil, o MEC deverá garantir a recolocação desses trabalhadores que passaram pelo curso de formação, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). As informações sobre as características dos trabalhadores beneficiados deverão ser encaminhadas periodicamente pelo MEC ao Ministério do Trabalho, para subsidiar as atividades de formação destinadas a esse público. No caso do trabalhador recusar o curso ou infringir algumas das regras previstas pelo governo, o seguro-desemprego poderá ser cancelado. Hoje, têm direito ao seguro os trabalhadores desempregados que tiverem sido demitidos sem justa causa. O valor do benefício varia de R$ 622 a R$ 1.163,76, de acordo com a média salarial dos últimos salários anteriores à demissão. (Agência Estado)