23 de julho de 2012, 09:16

ECONOMIA Banco Central lança novas cédulas de R$ 10 e R$ 20

Foto: Divulgação Banco Central

Ainda não há previsão para lançamento das notas de R$ 2 e R$ 5

O Banco Central lança nesta segunda-feira, as novas cédulas de R$ 10 e R$ 20, que fazem parte da segunda família do Real. Já estão em circulação, desde dezembro de 2010, as cédulas de R$ 50 e R$ 100 desta nova família. Ainda não há previsão para lançamento das novas notas de R$ 2 e R$ 5. As cédulas da segunda família do real contêm novos elementos de segurança e possuem tamanhos diferentes, para facilitar a identificação.

Eduardo Cucolo, da Agência Estado

23 de julho de 2012, 08:49

ECONOMIA Milionários brasileiros têm a quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais

Os brasileiros mais ricos têm uma fortuna estimada em US$ 520 bilhões (mais de R$ 1 trilhão) depositados em paraísos fiscais, o quarto maior volume de recursos no mundo, atrás apenas de China (US$ 1,18 trilhões), Rússia (US$ 798 bilhões) e Coreia do Sul (779 bilhões). O valor foi levantado no estudo Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network. No total, os milionários de 139 países pelo mundo têm entre US$ 21 trilhões e US$ 32 trilhões depositados em “offshores” ao fim de 2010. Somente 100 mil pessoas, que formam uma elite financeira global, respondem por US$ 9,8 trilhões desse total. — O estudo focou um enorme ‘buraco negro’ da economia mundial que nunca foi mensurado, a riqueza privada offshore, um vasto volume de ganhos que não são tributados — explicou Henry no relatório do estudo. Leia mais em O Globo.

Bruno Villas Bôas, O Globo

23 de julho de 2012, 07:55

ECONOMIA Caetité: Chesf dá prejuízo de R$ 370 mi a parque eólico

Não bastasse a insegurança jurídica, um descompasso entre investimentos privados e obras públicas de infraestrutura já causou um prejuízo de R$ 370 milhões no setor de energia eólica. Os parques de aerogeradores contratados no Leilão de Energia Reserva de 2009 que estão sendo inaugurados não podem produzir energia por falta de linhas de transmissão. A Bahia entrou neste contexto na semana passada, com a inauguração do parque Alto Sertão I, da Renova, em Caetité, Igaporã e Guanambi. São 294 megawatts que só entrarão na rede do Organizador Nacional do Sistema (ONS) no final do ano que vem, porque a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) não implantou mais de 100 quilômetros em linhas de transmissão. O estado abriga 57 projetos de parques eólicos, totalizando um investimento de R$ 6,5 bilhões. Se o processo não for agilizado, a própria Chesf poderá ser atingida, pois implementa um complexo eólico em Casa Nova. De acordo com um especialista no setor que pediu para não ser identificado, dois fatores provocaram o problema baiano: a realização do leilão da transmissão seis meses depois dos leilões para linha de geração e uma série de procedimentos negligenciados pela companhia, que agora corre atrás do prejuízo. Leia mais na Tribuna.

Adriano Villela, Tribuna da Bahia

22 de julho de 2012, 09:52

ECONOMIA Litoral Norte atrai R$ 4 bilhões em projetos turísticos

Para quem conhece Praia do Forte, Imbassaí e adjascências, não é difícil imaginar por que o Litoral Norte é o preferido dos empresários do turismo. Nos próximos oito anos serão R$ 5,7 bilhões investidos na Bahia, e boa parte desse dinheiro (R$ 3,9 bilhões) já tem destino certo: as regiões paradisíacas que compõem a chamada Costa dos Coqueiros. O resto do montante será repartido entre outras regiões turísticas: Baía de Todos os Santos, Costa do Dendê, Costa do Cacau, Costa do Descobrimento, Chapada Diamantina e Caminhos do Sudoeste. “O Litoral Norte é hoje o principal polo turístico da Bahia por conta da sua infraestrutura”, confirma o secretário de Turismo, Domingos Leonelli. Segundo ele, os outros principais destinos turísticos no estado são Salvador, Porto Seguro, Arraial D’Ajuda, Trancoso, Maraú e Morro de São Paulo. Este mês, foi assinado o protocolo de intenções para um megaempreendimento em Jandaíra, a 28 quilômetros de Mangue Seco e a 175 quilômetros de Salvador. O Costa Azul Bahia Golf será um complexo turístico, hoteleiro e residencial, com nove milhões de metros quadrados. O espaço inclui ainda campo de golfe e áreas de lazer e outros esportes. A previsão é que sejam gerados seis mil empregos diretos e indiretos. Leia mais no Correio.

Priscila Chammas, Correio*

21 de julho de 2012, 10:56

ECONOMIA Governo reduz projeção de alta do PIB em 2012 para 3%

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento reduziram a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, mas ainda assim o dado veio acima da projeção do Banco Central.A projeção para o PIB passou da estimativa anterior de 4,5 por cento para 3 por cento, de acordo com o relatório de reavaliação de despesas e receitas produzido pelas duas pastas e divulgado nesta sexta-feira. O governo citou a piora do cenário internacional para a redução da estimativa de crescimento, apesar de reforçar que o Brasil está mais preparado para enfrentar as turbulências agora do que em 2008 e 2009. “No cenário internacional, as mais recentes decisões dos líderes europeus afastaram a possibilidade de uma crise bancária no curto prazo, mas a falta de crescimento e o encolhimento do comércio continuam a predominar nas economias avançadas”, afirma o documento. Leia mais no Estadão.

20 de julho de 2012, 17:00

ECONOMIA Governo reduz previsão do PIB de 4,5% para 3%

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão informou nesta sexta-feira (20), por meio do relatório bimestral de receitas e despesas do orçamento de 2012, que a previsão oficial do governo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano recuou de 4,5% para 3%. Com isso, o governo segue acreditando que a economia terá aceleração neste ano, visto que, em 2011, a taxa de expansão foi de 2,7%. Em 2009, houve retração de 0,6% e, no ano seguinte, em 2010, a taxa de crescimento da economia atingiu a marca de 7,5%. Apesar da redução, a estimativa ainda permanece acima do que prevê o Banco Central, cuja expectativa de crescimento para este ano está em 2,5% (que prevê desaceleração da economia neste ano). Os economistas do mercado financeiro, por sua vez, têm uma previsão pior ainda: de uma alta de 1,9%. (G1)

20 de julho de 2012, 11:59

ECONOMIA Bolsas recuam ao redor do mundo com temor sobre Espanha; Madri despenca 5%

As principais bolsas de valores do mundo operam em queda nesta sexta-feira, 20, em meio a um clima de nervosismo e preocupação com os problemas bancários da Espanha. As praças financeiras europeias amargam as maiores perdas. Por volta das 10h30 (de Brasília), Madri recuava 5,09%, Milão perdia 4,02%, Londres tinha queda de 0,97% e Paris cedia 2,03%. Em Nova York, os mercados também abriram no terreno negativo: Dow Jones recuava 0,58%, Nasdaq perdia 0,45% e S&P 500 -0,51%. No mercado local, a Bovespa inicia a sexta-feira sob o risco de devolver os ganhos acumulados nos últimos três dias e terminar a semana, e o mês, no “zero a zero”. No mesmo horário, a bolsa paulista recuava 0,98%, aos 54.819 pontos. Leia mais no Estadão.

Bianca Pinto Lima, Agência Estado

20 de julho de 2012, 09:48

ECONOMIA Prévia da FGV mostra queda de 0,3% na confiança do empresário da indústria

O Índice de Confiança da Indústria, da Fundação Getulio Vargas, caiu 0,3% na prévia de julho deste ano, na comparação com o número final de junho. O índice preliminar deste mês é 102,9 pontos, ante os 103,2 pontos de junho. A queda do indicador foi influenciada exclusivamente pela redução do Índice da Situação Atual, que reflete a opinião do empresário da indústria em relação ao momento atual. O subíndice diminuiu 1,1% e atingiu 103,3 pontos. Já o subíndice de Expectativas, que avalia a perspectiva do empresário para os próximos meses, subiu 0,5% e atingiu 102,5 pontos. Para a prévia do Índice de Confiança da Indústria, foram consultadas 806 empresas.

19 de julho de 2012, 18:00

ECONOMIA “Financial Times” diz que economia brasileira continua “bipolar”

Matéria publicada nesta quinta-feira pelo jornal Financial Times afirma que a economia brasileira continua “bipolar”. Até o momento havia sido difundida a ideia de que a economia do Brasil desacelerava, mas mantinha crescimento. “Nos primeiros três meses do ano, brasileiros foram classificados em segundo lugar como os mais otimistas no mundo sobre o curso de sua própria economia nos próximos doze meses. No entanto, por volta do segundo quarto [do ano], eles já haviam caído para o oitavo lugar”, escreveu o jornal. O jornal cita estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostrando que, em média, brasileiros estavam mais otimistas em junho deste ano do que em maio. O mesmo ocorre em comparação com junho de 2011. (Portal Imprensa)

19 de julho de 2012, 17:15

ECONOMIA Em meio à crise, TIM Brasil anuncia novo presidente

Em meio a um dos seus piores momentos no Brasil, a TIM anuncia entre hoje e amanhã o nome do seu novo presidente no país. Será Andrea Mangoni, executivo que desde o início de maio foi enviado ao Brasil para assumir interinamente a empresa. Mangoni atuava como diretor financeiro da TIM na Itália. Veio aqui para apagar um incêndio – a demissão do ex-presidente Luca Luciani, de modo relâmpago – e segurar as pontas enquanto os italianos escolhiam um novo comandante para a subsidiária brasileira. Neste período, vários nomes do setor foram entrevistados, concorrendo ao posto – de João Cox, ex-Claro, a Zeinal Bava, atual chefão da Portugal Telecom. Mas a partir da decisão de ontem da Anatel, que a proibiu de vender novas linhas de celulares em dezoito estados pelos próximos 30 dias, a cúpula da TIM resolveu agir rápido. E convocou Mangoni para apagar, já não mais como interino, o novo incêndio em sua maior subsidiária no mundo. (Radar Online/Ig)

19 de julho de 2012, 10:22

ECONOMIA Copom reforça que novos cortes na Selic deverão ser feitos com parcimônia

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a avaliação de que qualquer nova redução da taxa básica de juros, a Selic, deve ser feita com “parcimônia”. “Mesmo considerando que a recuperação da atividade vem ocorrendo mais lentamente do que se antecipava, o Copom entende que, dados os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas [redução da taxa Selic desde agosto do ano passado] até o momento, qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia”, diz a ata da última reunião do comitê, divulgada hoje. O Copom tem reduzido a taxa básica como uma forma de estimular a atividade econômica brasileira, que enfrenta efeitos da crise internacional. No último dia 11, a Selic sofreu novo corte de 0,5 ponto percentual, para 8% ao ano, o menor nível desde que a atual política monetária foi adotada, no início de 1999. Desde a ata da reunião da abril, quando reduziu a taxa básica em 0,75 ponto percentual, o Copom vem repetindo a expressão “parcimônia”. Depois disso, nas reuniões de maio e julho, houve reduções de 0,5 ponto percentual.

18 de julho de 2012, 14:20

ECONOMIA Brasileiros esquecem R$ 1,5 bilhão em tipo de aplicação criada há mais de 40 anos

Milhões de brasileiros que declararam Imposto de Renda entre 1967 e 1983 têm uma bolada a receber, mas se esqueceram de correr atrás do dinheiro. Criados para estimular o mercado de capitais no Brasil, os fundos 157 têm cerca de R$ 1,5 bilhão até agora não resgatados. De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), essas aplicações somavam, até ontem, 3.553.431 cotas em um montante de R$ 1.493.589.778,86. Como um aplicador pode ter mais de uma cota, a CVM não sabe o número exato de contribuintes com direito ao benefício. Os fundos 157 permitiam a destinação de parte do Imposto de Renda devido em cotas de fundos administrados por instituições financeiras de livre escolha do contribuinte. O percentual variava a cada ano, mas, em média, o governo abria mão de 10% do imposto devido para investimentos no mercado financeiro. O dinheiro era corrigido de acordo com a política de cada fundo, que aplicava os recursos em ações, títulos ou modalidades de aplicação criadas na época de inflação alta. O incentivo fiscal deixou de vigorar no início dos anos 1980.

18 de julho de 2012, 11:02

ECONOMIA Orçamento prevê salário mínimo de R$ 667,75 no ano que vem

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada ontem pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e em discussão neste momento no plenário do Congresso Nacional, prevê, entre outros pontos, que, no ano que vem, o valor do salário mínimo será R$ 667,75. Atualmente, o salário mínimo é R$ 622. Enviada ao Congresso em 13 de abril, a LDO tem como base para concessão do aumento a política de reajuste do salário mínimo aprovada pelo Legislativo. A lei estabelece que o reajuste tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Leia mais em Brasil 247.

17 de julho de 2012, 14:00

ECONOMIA Despesas do governo cresceram o equivalente a um PAC no 1º semestre

Os investimentos do governo federal não decolaram, mas a presidente Dilma Rousseff pisou fundo no acelerador das despesas correntes, mostra levantamento realizado pelo economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas. Na primeira metade deste ano, o aumento das despesas federais foi praticamente o dobro do que se viu no primeiro semestre de 2011. Os investimentos respondem por apenas 5% dessa expansão. O restante são os chamados gastos de custeio. Em termos nominais, os gastos de janeiro a junho deste ano cresceram R$ 40,6 bilhões em comparação com igual período de 2011. É praticamente o mesmo montante reservado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que chega a R$ 42,6 bilhões. Descontada a variação da inflação, o avanço foi de R$ 23,6 bilhões, quase duas vezes o aumento entre 2010 e 2011, que foi de R$ 12,5 bilhões. O crescimento das despesas é puxado principalmente pela conta de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Leia mais no Estadão.

Lu Aiko Otta, de O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2012, 13:45

ECONOMIA BC reduz Selic, mas juro do cartão resiste e bate 323% ao ano

Pagar apenas parte da fatura do cartão de crédito e acionar o gatilho do juro rotativo é um risco cada vez maior para o consumidor brasileiro. Estudo da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), obtido com exclusividade pelo Estado, mostra que os juros anuais médios dessa modalidade subiram de 237,9% em janeiro para 323,14% em junho. No mesmo período, a Selic, a taxa básica de juros da economia, caiu de 11% para 8,5% (sem contar o corte da última reunião do Copom, para 8% ao ano). De acordo com a pesquisa, o juro do cartão de crédito no Brasil é maior que em outros seis países da América Latina e quase seis vezes superior ao praticado pelo segundo colocado, o Peru (55% ao ano), seguido pelo Chile (54,24%) e Argentina (50%). Na outra ponta do ranking está a Colômbia, com juro do cartão de crédito em 29,23% ao ano. Leia mais no Estadão.

Hugo Passarelli, do Estadão