7 de maio de 2012, 06:57

ECONOMIA Bolsas europeias começam semana em queda

As bolsas europeias abriram em queda nesta segunda-feira, com os investidores receosos sobre uma possível mudança nas políticas de austeridade na França e na Grécia devido aos resultados nas eleições dos dois países. Neste domingo, o socialista François Hollande derrotou Nicolas Sarkozy, tendo 51,7% dos votos. Em seu discurso da vitória, ele afirmou que a “austeridade não pode ser uma fatalidade”. Na Grécia, os dois partidos pró-austeridade e pró-europeus gregos, o Pasok (socialista) e a Nova Democracia (direita), que governam juntos desde o fim de 2011, também sofreram uma grande derrota no domingo, conseguindo apenas 32,1% dos votos nas eleições legislativas, segundo a contagem oficial com 99% dos votos apurados. O índice geral da Bolsa de Valores de Paris, o CAC-40, abriu em queda de 1,58%, aos 3.112,04 pontos. O índice seletivo FTSE MIB da Bolsa de Valores de Milão opera em baixa de 2,21%, aos 13.611,49. O índice geral FTSE Italia All-Share caiu 2,13%, para 14.639,22 pontos. O principal indicador da Bolsa de Valores de Madri, o Ibex-35, abriu em baixa de 123,30 pontos (1,80%), aos 6.752, enquanto que o Índice Geral da Bolsa de Madri também caía 1,80%, para 682,85. O índice DAX-30 da Bolsa de Valores de Frankfurt abriu nesta segunda em baixa de 0,91%, aos 6.501 pontos. O Euro abriu em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, cotado a US$ 1,2993, frente ao US$ 1,3114 da sessão anterior. (G1/agências internacionais)

6 de maio de 2012, 13:14

ECONOMIA Com Selic mais baixa, inflação pode subir a 6% em 2013

Na esteira da mudança nas regras de remuneração da caderneta de poupança, anunciada na quinta-feira, economistas já começaram a calibrar as previsões para a inflação em 2013. A medida abre espaço para cortes mais drásticos na taxa básica de juros e analistas já apostam numa Selic de 8% ao ano, o que estimularia ainda mais a atividade econômica e o consumo. O efeito colateral indesejado seria um aumento na inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que se afastaria ainda mais do centro da meta do governo, de 4,5%. As estimativas para a inflação em 2013, que giravam ao redor de 5,5%, aproximam-se agora de 6%. Nesse cenário, avaliam economistas ouvidos pela Agência Estado, o Banco Central (BC) seria obrigado a voltar atrás e elevar novamente a taxa Selic, se não quiser estourar o teto da meta. (Agência Estado)

6 de maio de 2012, 09:19

ECONOMIA UE investiga tarifas de Visa e MasterCard

As empresas de cartões de crédito e débito Visa Europe e MasterCard estão sendo investigadas pela maior autoridade antitruste da União Europeia (UE) por tarifas cobradas de clientes, consideradas “altas demais”. De acordo com Joaquin Almunia, comissário de Concorrência da UE, não há indicação de que os custos do uso de cartões pelos clientes tenham diminuído desde 2006.A Visa Europe, operadora da maior rede de pagamentos por cartões de crédito nos 27 países da UE, já está sob investigação por autoridades reguladoras com respeito às taxas transfronteiriças que cobra e transações de débito. A investigação teve início depois que varejistas acusaram a empresa de praticar tarifas injustas. A Visa Europe disse que suas tarifas interbancárias estão “em um nível inteiramente razoável”. Já a MasterCard não quis comentar as críticas. (O Globo)

6 de maio de 2012, 07:36

ECONOMIA Depois da poupança, governo quer atacar juro de banco privado

Depois de eliminar a caderneta de poupança como empecilho para a redução da taxa básica de juros (Selic), o próximo passo do governo para diminuir o custo dos empréstimos será dar sequência às negociações com os bancos privados para reduzir o spread – diferença entre o que as instituições pagam para tomar recursos e o que cobram dos clientes. As equipes técnicas do Ministério da Fazenda e dos bancos já discutem quais medidas podem ser adotadas.  (Estadão)

5 de maio de 2012, 12:13

ECONOMIA Ao mexer na poupança, Dilma mostra que é mais ousada que Lula

Dilma e Lula

A decisão do governo de forçar a queda nas taxas de juros no país – contexto no qual se insere o anúncio na mudança dos rendimentos da caderneta de poupança na quinta-feira – faz parte de uma estratégia política para criar uma nova marca da gestão da presidente Dilma Rousseff no campo econômico. Segundo fontes do Palácio do Planalto, o alvo dos juros bancários – tema de grande apelo entre a classe média – passou a ser considerado na medida em que a meta de crescimento de 5% em 2012 ficou cada vez mais distante. Além disso, os bancos passaram a ser vistos por Dilma como instituições que pouco colaboraram para a queda dos juros implantada pelo Banco Central desde agosto. “É uma briga que a presidente achou por bem comprar porque traria benefícios ao país no longo prazo”, disse uma das fontes. Nesta estratégia, era preciso resolver o problema da rentabilidade da poupança, que por ser fixa e atrativa, corria o risco de afetar a indústria de fundos – aplicações que, ao investirem em títulos do governo, são essenciais para rolar a dívida pública. Leia mais na Veja.

5 de maio de 2012, 10:03

ECONOMIA Mantega: taxas cobradas pelos bancos são uma “anomalia”

Foto: Marcos Alves / Ag. O Globo

Ministro Guido Mantega

Apesar dos esforços feitos até agora pelo governo, o crédito continua crescendo abaixo do esperado. Foi o que afirmou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participou de seminário em São Paulo. O ministro também voltou a atacar os spreads (diferença entre o que o banco paga para captar dinheiro e o que cobra para emprestar aos clientes) cobrados pelos bancos privados, dizendo que representam uma “anomalia” que não condiz com a atual solidez do país. — Precisamos estimular o crédito e diminuir o custo financeiro (dessas operações) que ainda é incompatível com o país. Ou seja, precisamos aumentar o volume crédito e baixar o juro e o spread. Mas o bancos são um pouco resistentes a isso — disse ele. Leia mais em O Globo.

Roberta Scrivano e Vinicius Neder, O Globo

5 de maio de 2012, 09:04

ECONOMIA Governo agora negocia redução do custo do empréstimo

Depois de eliminar a caderneta de poupança como empecilho para a redução da taxa básica de juros (Selic), o próximo passo do governo para diminuir o custo dos empréstimos será dar sequência às negociações com os bancos privados para reduzir o spread – diferença entre o que as instituições pagam para tomar recursos e o que cobram dos clientes. As equipes técnicas do Ministério da Fazenda e dos bancos já discutem quais medidas podem ser adotadas. A base da discussão é a lista apresentada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ao governo no mês passado. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que é preciso construir as condições para que a redução da Selic seja transmitida para toda economia. Ele antecipou que nos próximos dias será publicado um decreto que permitirá o funcionamento mais efetivo do Cadastro Positivo. O mecanismo, que também está na lista de pedidos da Febraban, permite que os clientes transfiram seus dados de uma instituição financeira para outra para negociarem juros mais baixos. Barbosa disse será possível avançar em alguns tópicos apresentados pelos bancos. (O Estado de S. Paulo)

5 de maio de 2012, 07:58

ECONOMIA Turismo de estrangeiros cresceu 5,3% em 2011

Em 2011, o número de turistas estrangeiros que escolheram o Brasil como destino cresceu 5,3%. Somaram 5,4 milhões de pessoas. Em 2010, entraram no país 5,1 milhões de visitantes. Os dados foram divulgados nesta sexta pelo Ministério do Turismo. A evolução (271,9 mil visitantes a mais) foi potencializada pelo crescimento de 10,3% no número de sulamericanos —2,6 milhões em 2011, contra 2,3 milhões em 2010. Subiu também a quantidade de turistas procedentes de países do Brics: China (47,9% a mais) Rússia (40,9), Índia (14,3%) e África do Sul (6,8%). No ranking das nações que mais enviam turistas a esta terra de palmeiras, a Argentina continua no topo. No ano passado, 1,6 milhão de argentinos passaram pelo Brasil, contra 1,4 milhão em 2010. Alta de 13,9%. Com isso, o vizinho respondeu por 29,3% de todo o fluxo internacional de turistas no Brasil em 2011. Embora permaneçam na segunda posição, os EUA (10,9% do total) enviaram menos turistas ao Brasil no ano passado: 594 mil. Em 2010, 641 mil norte-americanos visitaram o país. O recuo foi de 7,24%.

Josias de souza

4 de maio de 2012, 13:56

ECONOMIA Dólar avança e sustenta cotação acima de R$ 1,90

Os investidores têm razões de sobra para adotar um posicionamento de precaução nesta manhã. Um dado negativo do mercado de trabalho nos EUA e o aumento da tensão na Europa fazem o dólar subir. Às 12h30, a moeda avançava 0,63%, a R$ 1,927. Nos Estados Unidos foram abertas 115 mil vagas de emprego no mês passado, abaixo da previsão de criação de 168 mil postos. Na Europa, há tesão por causa das eleições nacionais na França, na Grécia e regionais no Estado alemão de Schleswig-Holstein no final de semana. No mercado de câmbio internacional, permanece o sentimento de cautela que coloca o dólar em alta ante seus pares globais.

4 de maio de 2012, 13:10

ECONOMIA BB anuncia nova redução de juros para pessoa física

O Banco do Brasil (BB) anunciou na manhã de hoje, uma nova redução nas taxas de juros para pessoa física, e reformulou linhas de crédito que contam com garantia de imóveis ou veículos. É o terceiro anúncio de corte desde o início de abril. Os clientes que tiverem conta-salário no BB e aderirem ao programa Bom pra Todos não pagarão mais do que 3,94% ao mês em nenhuma modalidade de crédito pessoal, segundo o banco. Para esses clientes, os juros do cheque especial foram reduzidos de 8,31% para 3,94% ao mês, em taxa única. Essa nova taxa vale a partir do dia 10 de maio. Outra redução no programa Bom pra Todos se refere aos juros de linhas de crédito pessoal (CDC automático e CDC renovação), que tinham taxa máxima de 5,79% e passarão a ter de 3,94% ao mês. Para clientes que não recebem salário pelo banco e, portanto, não podem aderir ao pacote, a instituição anunciou uma linha de crédito para pessoas físicas com garantia de imóvel próprio, com juros reduzidos de 1,52% a 1,6% ao mês e prazo de pagamento até 180 meses. Essa linha de crédito será disponível, no entanto, apenas para quem tem renda acima de R$ 6 mil. Os clientes podem financiar até 50% do valor do imóvel que está em seu nome.

4 de maio de 2012, 08:08

ECONOMIA Poupança muda e vai pagar 70% da Selic

Um senhor interrompeu o almoço do presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, Manuel Enríquez Garcia, nesta quinta-feira, num restaurante do Ipiranga (SP). Queria saber se iam mexer no dinheiro dele, pois ouviu que o governo mudaria as regras da poupança. “Expliquei que não iam mexer no valor que ele tem, apenas tornar a poupança parecida com as outras aplicações, que estão perdendo rendimento – e que isso é bom para o País”, diz Garcia. Como esperava o senhor do restaurante e boa parte do mercado financeiro , a poupança mudou. O anúncio foi fito pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, por volta das 18h. A Medida Provisória que altera a caderneta deve ser publicada amanhã no Diário Oficial da União. Atualmente, a poupança rende 0,5% ao mês, mais a Taxa Referencial (TR), o que resulta num rendimento anual de aproximadamente 6,17%. A nova regra determina que, se a taxa básica de juros (a Selic, atualmente em 9%), que é definida a cada 45 dias pelo Banco Central, cair para 8,5% ou abaixo disso, o rendimento da poupança passa a ser de 70% da Selic. (iG)

4 de maio de 2012, 06:46

ECONOMIA Feirão da Casa Própria da Caixa começa nesta sexta

Além da praticidade de escolher, negociar e assinar o contrato para a compra da casa própria em um mesmo lugar, o 8º Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal (CEF), que começa nesta sexta, e vai até domingo, no Centro de Convenções, é a oportunidade para quem quer começar a usufruir as taxas de juros até 24% mais baixas que aquelas praticadas até esta quinta-feira. As melhores condições de crédito ampliam a perspectiva de negócios, que segundo a Caixa devem ao menos igualar o ano passado, quando a venda de 5,3 mil unidades proporcionou uma movimentação financeira de R$ 500 milhões. E para convencer de uma vez por todas quem está em busca de um imóvel, no feirão deste ano houve um grande aumento na oferta de unidades prontas. Enquanto na última edição 10% dos produtos estavam prontos para morar, este ano o volume subiu para 40% das 18 mil unidades. “Nós temos diversas razões para esperar por mais um grande feirão”, diz o superintendente da CEF na Bahia, Aristóteles Menezes. Segundo ele, a elevada demanda por habitação costuma ser o principal atrativo para o feirão. Com o leque de serviços que serão oferecidos no evento, a tendência é de uma movimentação expressiva de público, acredita. Leia mais em A Tarde.

Donaldson Gomes, A Tarde

3 de maio de 2012, 22:41

ECONOMIA Receita da LinkedIn supera previsões do mercado

A LinkedIn registrou aumento de 101 por cento em sua receita no primeiro trimestre para 188,5 milhões de dólares, superando a previsão média de analistas de 178,58 milhões de dólares, de acordo com o serviço Thomson Reuters I/B/E/S. A ação da empresa subiu 8,7 por cento nos negócios do after-market. O lucro líquido da empresa cresceu para 5 milhões de dólares ante 2,1 milhões de dólares no mesmo trimestre do ano anterior. (Reuters)

3 de maio de 2012, 15:40

ECONOMIA Banco do Brasil vai reduzir ainda mais taxas de juros das linhas de crédito

A estratégia de apostar no poder de consumo da nova classe média brasileira continuará a ser seguida pelo Banco do Brasil (BB), que deve anunciar, amanhã, novas medidas envolvendo o programa Bom pra Todos, com linhas de crédito ainda mais acessíveis. As novas reduções na taxa de juros cobrada sobre os financiamentos, no entanto, só devem contemplar, desta vez, as operações voltadas para as pessoas físicas. Segundo o balanço financeiro da instituição divulgado hoje, o Bom pra Todos, lançado no mês passado com linhas de financiamento a juros menores, tanto para pessoas físicas quanto para pequenas e médias empresas, encerrou abril com adesões superiores a 124 mil pacotes de serviços. O vice-presidente de Gestão Financeira, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do BB, Ivan Monteiro, informou que, no caso das pessoas físicas, os desembolsos diários aumentaram em mais de 50% passando de R$ 190,5 milhões para R$ 288,5 milhões.

3 de maio de 2012, 13:30

ECONOMIA Mudança na poupança ajudará a manter queda dos juros, diz ministro

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, confirmou que a presidente Dilma Rousseff anunciará nesta quinta-feira mudanças nas regras de correção da poupança. “A poupança, a presidente vai anunciar hoje [quinta] à tarde. Vai discutir com os trabalhadores, com os empresários com o conselho político”, afirmou após a cerimônia de posse do deputado Brizola Neto (PDT-SP) no comando do Ministério do Trabalho. Na agenda oficial de Dilma para esta quinta, estão previstas reuniões do Conselho Político (14h); com representantes das centrais sindicais (15h30); e com empresários (16h30). Nos encontros, o ministro Guido Mantega (Fazenda) deverá fazer uma exposição para explicar as mudanças. Segundo Carvalho, as medidas são necessárias para que a taxa Selic, atualmente em 9%, continue a baixar. “É importante criar as condições para continuarmos podendo baixar os juros e continuar financiando a produção de forma adequada”, declarou o ministro. Leia mais no G1.

Nathalia Passarinho, G1