13 de janeiro de 2012, 18:29

ECONOMIA Bancos e telefonia lideraram queixas no Procon em 2011

A exemplo de anos anteriores, bancos e operadoras de telecomunicações foram os campeões nacionais de reclamações de consumidores nos Procons em 2011, segundo boletim divulgado hoje pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça. Do total de 1,6 milhão de atendimentos realizados pelos Procons no ano passado, 81.946 ocorrências diziam respeito ao grupo Itaú, seguido por Oi (80.894), Claro-Embratel (70.150), Bradesco (45.852) e Tim (27.102). De acordo com o documento, os problemas mais recorrentes enfrentados pelos consumidores no Brasil são relacionados a cartões de crédito (9,21%), telefonia móvel (7,99%), serviços bancários (7,26%), telefonia fixa (5,56%) e aparelhos celulares (5,44%). Além disso, 35,46% das queixas dizem respeito a cobranças indevidas ou com informações insuficientes, enquanto 19,99% tratam de ofertas não realizadas. Outros 11,62% das reclamações estão relacionados a contratos não cumpridos e 11,19%, a denúncias de má qualidade em produtos e serviços prestados. (Agência Estado)

13 de janeiro de 2012, 11:30

ECONOMIA Para Ipea, cinco fatores causaram a desaceleração do PIB em 2011

A desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) –a soma de toda a riqueza produzida por um país– em 2011, para estimados 3%, teve cinco fatores determinantes, segundo análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). São eles: a apreciação do real, o aperto monetário iniciado no final de 2010, as características da política fiscal em 2011 em relação a 2010, o acúmulo de estoques em 2011 e a crise econômica na Europa. A conclusão está no comunicado intitulado “Algumas considerações sobre a desaceleração do PIB em 2011”, divulgado nesta sexta-feira pelo instituto, ligado à Presidência da República. No primeiro trimestre, quando foi registrada alta de 1,3%, a atividade não chegou a ser tão afetada porque foi bastante influenciada pelos efeitos das políticas anticíclicas do governo, utilizadas para minimizar os efeitos da crise financeira global, iniciada no final de 2008. (Folha)

13 de janeiro de 2012, 09:04

ECONOMIA Dilma quer turbinar PIB com investimento em infraestrutura

O aumento dos investimentos para turbinar a economia é uma das prioridades da presidente Dilma Rousseff em 2012. Para isso, a ordem dada à equipe econômica é tirar do papel, o mais rápido possível, projetos importantes na área de infraestrutura, que ficaram para trás em 2011. O principal exemplo é a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Campinas. Estão na lista também a nova distribuição dos royalties do pré-sal, a aprovação do código da mineração e o trem-bala. O pacote de bondades, no entanto, ainda está longe do que o setor privado considera como o mínimo necessário para atender à demanda que o Brasil tem por recursos na área de infraestrutura. Cálculos da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) mostram que o país precisa de, pelo menos, R$ 188,6 bilhões em investimentos por ano até 2015. (O Globo)

13 de janeiro de 2012, 07:51

ECONOMIA Índice Big Mac mostra real como a 4ª moeda mais cara do mundo

O índice Big Mac, calculado pela revista “The Economist”, aponta que o real é a quarta moeda mais cara do mundo. O sanduíche no Brasil só custa menos que o vendido na Suíça, na Noruega e na Suécia, em uma lista de 44 países. No Brasil, o Big Mac custa o equivalente a US$ 5,68 -nos EUA ele sai por US$ 4,20. Pela paridade do poder de compra, isso indica que o real está sobrevalorizado em 32% em relação ao dólar. Ou seja, levando-se em conta o índice utilizado pela “Economist”, o dólar deveria atualmente estar cotado em R$ 2,44. A revista considera que o ideal é que o sanduíche custe o mesmo que nos Estados Unidos. Isso porque, para a “Economist”, como o sanduíche usa os mesmos itens nos países em que é feito, o “valor justo” na conversão para o dólar seria o mesmo cobrado nas lojas norte-americanas. O real figurava como a moeda mais cara do mundo na divulgação anterior do índice, em julho do ano passado, quando a “Economist” considerou também o PIB per capita dos países. Na versão atual, o PIB não foi considerado. Na mesma comparação, o sanduíche vendido na Índia aparece como sendo o mais barato (US$ 1,62). Lá, porém, o Big Mac não é vendido e a pesquisa é feita com base no preço do Maharaja Mac, feito com carne de frango. (Folha)

12 de janeiro de 2012, 19:54

ECONOMIA Dólar fecha a R$ 1,785, menor valor desde 18 de novembro

O dólar à vista ampliou à tarde a queda exibida desde a abertura e fechou com a quarta baixa seguida no mercado de balcão, cotado a R$ 1,7850 (-0,89%), menor valor desde o encerramento em R$ 1,783, em 18 de novembro passado. Nos últimos quatro dias, a divisa acumulou perdas de 3,72%, que ampliaram a desvalorização em janeiro para 4,49%. Na BM&F, o dólar pronto encerrou pelo terceiro dia em baixa, de 1,15%, valendo R$ 1,7817 na venda. A aceleração do ajuste negativo da moeda norte-americana ante o real na sessão vespertina acompanhou a ampliação da alta do euro em relação ao dólar e também refletiu fatores domésticos. (Agência Estado)

12 de janeiro de 2012, 10:49

ECONOMIA Novo cálculo baixaria inflação em 2011

A inflação teria sido menor em 2011 se o novo cálculo do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) já estivesse sendo aplicado. A atualização do principal índice de preços do país, usado como referência pelo governo para definir a meta de inflação, começa a valer a partir deste mês. Simulação feita por economistas ouvidos pela Folha indicam que a inflação, em vez de ter fechado o ano em 6,5%, poderia ter ficado entre 6% e 6,1% se a nova estrutura tivesse sido aplicada. Em outras palavras, se o cálculo da inflação já incorporasse os novos hábitos de consumo do brasileiro, o custo de vida teria subido menos no ano passado. “A demora em incorporar as mudanças no consumo fez com que estivéssemos carregando uma inflação mais alta, que não aconteceu”, diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. (Folha)

12 de janeiro de 2012, 09:44

ECONOMIA Vendas no varejo crescem 1,3% em novembro, indica IBGE

O volume de vendas do comércio varejista do país em novembro, na comparação com o mês anterior, aumentou 1,3%, segundo divulgou, nesta quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a novembro de 2010, o crescimento foi de 6,8%. No ano de 2011, o indicador acumula alta de 6,7% e, em 12 meses, de 7%. Em outubro, o volume de vendas não havia registrado variação. Quanto à receita nominal, o aumento em novembro também foi de 1,3%. Em relação a novembro de 2010, o aumento é de 10,9%. Já no ano, a alta acumulada é de 11,7% e, em 12 meses, de 12,1%. Em novembro, entre as dez atividades pesquisadas pelo comércio ampliado, nove tiveram alta nas vendas, com destaque para o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria (8,6%), equipamentos de escritório, informática e comunicação (6,0%), veículos e motos, partes e peças (4,6%) e combustíveis e lubrificantes (1,6%), entre outros. A única queda foi verificada no setor de vendas de tecidos, vestuário e calçados (-0,5%). (G1)

12 de janeiro de 2012, 08:58

ECONOMIA Índice de preços para 3ª idade fecha ano com alta de 6,19%, diz FGV

Os preços da alimentação pressionaram a inflação para a terceira idade, que registrou alta de 1,67% no último trimestre de 2011. Com a elevação no período, o IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade) fechou o ano em 6,19%, segundo divulgação da FGV (Fundação Getulio Vargas) desta quinta-feira. Houve aceleração em relação ao terceiro trimestre, quando o indicador registrou alta de 0,91%. Já na relação com 2010, quando acumulou alta de 6,27%, o índice perdeu ritmo. Os dados mensurados pelo IPC-3i, verificam a “inflação” da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por pessoas com mais de 60 anos. Os preços da alimentação foram os que mais influenciaram na alta, com aceleração de 0,82% verificado no terceiro trimestre, para 2,38%, no quarto. Os itens que mais pressionaram o comportamento desta classe de despesa foram: hortaliças e legumes (-12,28% para -3,22%), carnes bovinas (2,74% para 9,69%) e pescados frescos (-4,15% para 1,74%), respectivamente. (Folha)

11 de janeiro de 2012, 15:19

ECONOMIA Nova ponderação do IPCA pode favorecer queda da inflação

Cinco dos nove grupos que compõem o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) perderam peso no cálculo do índice a partir deste ano, mas duas classes de despesa importantes –Habitação e Transportes– vão ter uma relevância maior, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou as novas ponderações nesta quarta-feira por meio de nota. Segundo analistas consultados, o impacto dessas mudanças deverá reduzir os valores do indicador, favorecendo a inflação. O IPCA é usado para o sistema de metas de inflação do governo e as mudanças de ponderação já refletirão no cálculo de janeiro, bem como no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) deste mês, ambos com divulgação em fevereiro. A meta de inflação do governo é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos tanto para 2012 quanto para 2013. As ponderações passam a ter como base a estrutura de consumo dos brasileiros apurada pela POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) de 2008/2009. (Folha)

11 de janeiro de 2012, 13:30

ECONOMIA Saída de dólares supera entrada em US$ 700 mi na 1ª semana do ano

O fluxo de dólares (entrada e saída da moeda) para o país na primeira semana de janeiro foi negativo em US$ 707 milhões, informou o Banco Central nesta quarta-feira. O período das movimentações divulgadas corresponde ao dia 1º até 6 de janeiro. O resultado desta semana se deve à saída de US$ 859 milhões da conta financeira e a entrada de US$ 153 milhões nas operações comerciais. Em novembro e dezembro, foram registrados deficit no fluxo cambial de US$ 942 milhões e US$ 134 milhões, respectivamente. As operações comerciais são aquelas onde contratos são celebrados para exportação e importação. Já as operações financeiras incluem as atividades restantes, como IED (Investimento Estrangeiro Direto), aplicações financeiras, remessas de lucros e dividendos ao exterior. (Folha)

11 de janeiro de 2012, 09:48

ECONOMIA Eike Batista faz parceria para criar a maior empresa de energia do Brasil

Foto: Fred Prouser/Reuters

Eike Batista

A MPX Energia confirmou nesta quarta-feira, 11, que firmou um termo de compromisso com a alemã E.ON estabelecendo os principais termos e condições para a formação de uma joint venture. A participação de cada empresa no negócio será de 50%. “A parceria entre a MPX e a E.ON deverá resultar na criação da maior empresa privada de energia do Brasil, objetivando atingir uma capacidade de geração total de 20 GW. A E.ON identificou o Brasil como uma região prioritária para futuros investimentos e selecionou a MPX como a empresa melhor posicionada para uma parceria que servirá como plataforma para capitalizar o alto crescimento projetado para o País”, diz a MPX em fato relevante. A MPX informa que irá levantar R$ 1 bilhão através de um aumento de capital no qual a E.ON deverá investir, em última instância, aproximadamente R$ 850 milhões para alcançar uma participação de 10% na companhia do grupo EBX, de Eike Batista. O objetivo, segundo o fato relevante, é “alavancar as significativas complementaridades de ambas as companhias para acelerar o crescimento e desenvolver um negócio de energia maior e mais rentável no Brasil”. (Agência Estado)

11 de janeiro de 2012, 09:34

ECONOMIA Índice que reajusta aluguel fica estável na 1ª leitura do ano

O índice de preços mensurado pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, ficou praticamente estável ao variar -0,01% na primeira prévia de janeiro, ante alta de 0,04% no mesmo período de dezembro. As informações foram divulgadas pela FGV (Fundação Getulio Varga) nesta quarta-feira. Em 2011, o indicador acumulou alta de 5,10%, menos da metade dos 11,32% registrados em 2010. O IGP-M de janeiro foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 e 31 de dezembro. As prévias do indicador são apuradas em decêndios –períodos de dez dias. A estabilidade foi influenciada pela deflação de 0,23% no IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que representa 60% do IGP-M. No mesmo período do mês de dezembro, a taxa foi de -0,16%. (Folha)

11 de janeiro de 2012, 07:18

ECONOMIA Gasolina deve aumentar em janeiro

Diante da afirmação que a gasolina vai subir, na tarde de ontem, a equipe de reportagem desta Tribuna percorreu postos de combustíveis de diversos pontos da cidade e constatou que o preço é variante entre R$ 2,71 e R$ 2,79. Porém, este valor não deve continuar até o final do mês, já que o Sindicato do Comércio de Combustíveis da Bahia (Sindicombustíveis-BA) anunciou, no início deste mês, uma alta nos preços por conta da diminuição na safra da cana de açúcar. Ainda não se sabe a data e nem o valor do acréscimo, apenas que o período de entressafra da cana de açúcar deve durar até o final de abril deste ano. Apesar de ser um país conhecido por possuir uma das maiores produções petrolíferas do mundo, o Brasil bate recorde quando o assunto é o preço dos combustíveis. Em Salvador, a população reclama do valor atual e questiona o reajuste nas tabelas. (Tribuna)

10 de janeiro de 2012, 13:15

ECONOMIA Inflação para baixa renda fica abaixo da média nacional em 2011

O IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1) subiu 1% em dezembro, encerrando 2011 com alta de 5,98%, informou nesta terça-feira a FGV (Fundação Getulio Vargas). O indicador, que mede a inflação para famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos, ficou abaixo da inflação média nacional, que foi de 6,36% no ano passado. Em dezembro, o item que mais pesou no bolso das famílias de baixa renda foi alimentação, que acelerou de 0,63% em novembro para 1,74% no mês passado. Outras três classes de despesas intensificaram o ritmo de alta de preços entre novembro e dezembro: vestuário (de 1,27% para 1,51%), saúde e cuidados pessoais (de 0,49% para 0,79%) e educação, leitura e recreação (de 0,28% para 0,77%). O grupo transportes permaneceu estável, enquanto habitação e despesas diversas desaceleraram, passando de 0,43% para 0,42% e de 0,37% para 0,21% no período, respectivamente. (Folha)

10 de janeiro de 2012, 10:46

ECONOMIA IPC-S sobe em Salvador e mais cinco capitais, mostra FGV

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) de 7 de janeiro registrou alta de 0,93%, 0,14 ponto percentual acima da taxa de 0,79% divulgada na última apuração. Das sete capitais pesquisadas, seis registraram acréscimo em suas taxas de variação, informou nesta terça-feira a FGV (Fundação Getulio Vargas), que apura o índice. A maior alta, entre a medição anterior e a atual, foi verificada em Porto Alegre, onde o indicador passou de queda de 0,24% para alta de 0,04%. Também apresentaram aceleração de preços no intervalo as cidades de Salvador, de 0,94% para 1,10%, Belo Horizonte, de 0,79% para 0,94%, Recife, de 0,82% para 0,94%, Rio de Janeiro, de 1,16% para 1,38% e São Paulo, onde o indicador foi de 0,68% para 0,75%. Apenas em Brasília não houve alteração entre a leitura anterior e atual, com o índice permanecendo em alta de 0,40%. A próxima divulgação dos resultados regionais do IPC-S será no dia 17. (Folha)