15 de maio de 2012, 13:47

ECONOMIA Brasil cortará impostos sobre energia para estimular economia

A presidente Dilma Rousseff planeja reduzir e simplificar os impostos pagos pelos produtores e distribuidores de eletricidade, disseram dois importantes funcionários de seu governo à Reuters, como parte de uma estratégia para reduzir os elevados custos dos negócios no Brasil e estimular a economia em crise. E economia brasileira vem sofrendo desde a metade de 2011, com impostos altos, uma taxa de câmbio supervalorizada e outros problemas estruturais pressionando uma economia que vinha sendo uma das mais dinâmicas entre os mercados emergentes. Nos últimos meses, a presidente anunciou cortes de impostos direcionados a setores estagnados, como a indústria automobilística, adotando uma abordagem gradual de reforma que atraiu críticas de investidores, para os quais mudanças mais drásticas são necessárias. Mas os funcionários de seu governo, que pediram que seus nomes não fossem citados, disseram que os cortes nos impostos das empresas de eletricidade provavelmente seriam os mais abrangentes até o momento. (Reuters)

15 de maio de 2012, 12:45

ECONOMIA Não vai ter aumento de gasolina, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira, que não haverá aumento no preço da gasolina neste momento. Ele preside nesta terça a reunião do Conselho de Administração da Petrobras. Essa é a mesma visão do Banco Central. No fim de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição informou que segue prevendo um cenário sem reajuste da gasolina e do gás de cozinha neste ano. A informação, entretanto, contrasta com declarações da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster. Também no fim do mês passado, ela reiterou que a companhia poderá aumentar os preços dos combustíveis, caso os custos do petróleo pressionem as finanças da companhia. “Não tenho como dizer que não vou aumentar combustíveis, porque tenho contas a pagar”, disse a presidente da Petrobras em audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados no final de abril.

Alexandro Martello, G1

15 de maio de 2012, 10:38

ECONOMIA Economia da Alemanha estabiliza PIB da zona do euro e freia recessão

A economia da zona do euro manteve-se estável no primeiro trimestre do ano, uma vez que a forte e surpreendente recuperação da Alemanha foi contrabalançada pelas contrações em Itália e Espanha. Segundo a agência oficial de estatísticas da União Europeia, Eurostat, esta estabilização evitou que a região entrasse em recessão, uma vez que houve contração de 0,3% no quarto trimestre de 2011. O PIB também manteve-se estável em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. A estimativa de economistas consultados pela Dow Jones era de que o PIB da zona do euro contraísse 0,2%. Já a Comissão Europeia havia dito sexta-feira esperar contração de 0,3% na economia da região este ano, para então se expandir em 1,0% em 2013. No entanto, a crescente disparidade entre o maior e mais forte membro da região e as economias do sul que estão em meio a programas de austeridade pode trazer problemas políticos. Leia mais no Estadão.

Carlos Mercuri, Danielle Chaves, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado

14 de maio de 2012, 14:00

ECONOMIA Dilma ganha Moody’s com economia de R$ 47 bi em juros da dívida

A estimativa de que a redução na taxa básica de juros pode ajudar o governo a economizar cerca de R$ 46,8 bilhões em serviço da dívida está ajudando a presidente Dilma Rousseff a ganhar a confiança das agências de risco Standard & Poor’s e Moody’s Investors Service Inc. A dívida atrelada à taxa básica de juros, Selic, responde por 27 por cento dos R$ 1,78 trilhão da dívida pública local, segundo dados do Tesouro Nacional. Para cada ponto percentual que a Selic cai, o custo da dívida atrelado à Selic cai R$ 10,4 bilhões para o ano seguinte, disse o Banco Central em abril. Operadores estão apostando que o Comitê de Política Monetária vá reduzir a taxa básica de juros para uma mínima histórica de 8 por cento este ano, depois que cortá-la em 3,5 pontos percentuais desde agosto para os atuais 9 por cento ao ano. Moody’s e S&P dizem que as reduções dos juros devem fortalecer as finanças do Brasil num momento em que os investidores estão desprezando o real e comprando títulos atrelados à inflação, reflexo do receio de que a estratégia de Dilma para reaquecer a economia eleve a inflação. Leia mais.

Raymond Colitt, da Blommberg

14 de maio de 2012, 12:00

ECONOMIA Mercado reduz projeção de Selic para 8% em 2012

O mercado está prevendo cortes mais agressivos na taxa básica de juors (Selic) neste ano. Segundo economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) para o relatório Focus desta segunda-feira, a estimativa é que 2012 termine com uma taxa de 8%, sendo que a previsão anterior era de 8,5%. O relatório evidencia que o mercado aposta em corte de 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio. Atualmente a taxa básica de juros do país está em 9% ao ano (a.a.).

14 de maio de 2012, 11:42

ECONOMIA Dólar vai a R$ 1,98 e Bovespa cai com impasse na Grécia

O dólar comercial abriu os negócios nesta segunda-feira com alta de mais de 1% ante o real diante da forte aversão ao risco nas praças internacionais, uma vez que os investidores seguem preocupados com o impasse político na Grécia. Às 11h07, a moeda norte-americana subia 1,35%, cotada a R$ 1,9825 na venda. “O dólar está totalmente sintonizado com o mercado lá fora”, disse o operador de câmbio da Interbolsa do Brasil, Ovidio Soares. Na sexta-feira , após um dia de instabilidade, o dólar fechou em leve alta de 0,2%, cotado a R$ 1,9560 para venda. Na última semana, a moeda dos Estados Unidos teve valorização de 1,56%. (G1)

14 de maio de 2012, 10:54

ECONOMIA Preocupação com nova bolha de internet agora afeta o Brasil

O temor sobre uma nova bolha da internet é um tema cíclico na cobertura de tecnologia. Há algumas semanas, ele voltou a rondar o noticiário desde que Mark Zuckerberg decidiu pagar US$ 1 bilhão pelo Instagram, serviço que não produz receita e era avaliado pela metade do valor despendido pelo Facebook. A proximidade da entrada do Facebook na Bolsa, que pode dar ao site um valor entre US$ 77 bilhões e US$ 96 bilhões, tem ajudado a alimentar uma desconfiança de que as empresas de internet estejam superaquecidas. A busca por novos instagrams e facebooks, por parte de investidores, estaria provocando uma enxurrada de milhões de dólares em novas empresas que não dão retorno ou que têm pouca inovação. O assunto foi puxado pelo empreendedor e escritor Dave Winer, que escreveu no fim de abril um post intitulado “Definitivamente é uma bolha”. Nick Bilton, do New York Times, retomou o tema em um artigo no blog Bits logo depois, com o título “Sem receita, uma ilusão de valor”. Chris Dixon, fundador do site de recomendações Hunch – vendido para o eBay em novembro – questionou a discussão com uma visão mais crítica publicada em seu blog, que também foi bastante comentada. Leia mais no Estadão.

Filipe Serrano, Estadão

14 de maio de 2012, 10:37

ECONOMIA Dilma nomeia dois novos diretores para Casa da Moeda

A presidente da República, Dilma Rousseff, exonerou nesta segunda-feira, por meio de publicação no “Diário Oficial da União”, Sérgio de Farias e Cláudio Eliseu da Costa Lagoeiro dos cargos de diretores da Casa da Moeda. Para seus lugares, foram nomeados Lara Caracciolo Amorelli e Fábio Bollmann. A reestruturação na Casa da Moeda começou após o aparecimento de denúncias de que o ex-presidente da instituição, Luiz Felipe Denucci, seria suspeito de receber propina de fornecedores do órgão por meio de duas empresas no exterior. Denucci já foi exonerado e, para seu lugar, foi nomeado, em fevereiro deste ano, Francisco de Assis Leme Franco – que era diretor da secretaria-executiva do Ministério do Planejamento. Chegou a ser instaurada uma sindicância para apurar as denúncias na Casa da Moeda, que também estão sendo investigadas pelo Ministério Público. (G1)

14 de maio de 2012, 09:22

ECONOMIA BB negocia compra de metade restante do Banco Votorantim

Foto: Adriano Machado/Bloomberg/Getty Images

Banco do Brasil está disposto a adquirir a metade que lhe falta do capital do Votorantim

O Banco do Brasil está negociando a compra da metade do capital do Banco Votorantim que pertence ao Grupo Votorantim, num movimento que poderia ajudar o maior banco do país a fortalecer sua posição no mercado de financiamento automotivo. “Está em negociação”, disse à agência Reuters uma fonte familiarizada com o assunto, sob condição de anonimato. A informação vem a público poucos dias após o BB ter reportado seus resultados de janeiro a março, que foram afetados por um prejuízo de 597 milhões de reais do Banco Votorantim no período. A fonte não deu mais informações, porque os termos das negociações estão sendo discutidos. Foi o terceiro trimestre seguido de perda líquida do Votorantim. E a expectativa do BB é de que o banco seguirá apresentando resultados líquidos negativos nos próximos meses, embora menores. O BB registrou lucro menor que o esperado no primeiro trimestre e disse que vai destinar cerca de 25% mais recursos para cobrir perdas previstas com créditos ruins, parte delas provenientes do Votorantim. Leia mais na Veja.

14 de maio de 2012, 08:02

ECONOMIA Reajuste de energia deve cair

A renovação dos contratos de concessão das empresas de energia elétrica deve vir acompanhada de uma mudança radical nas regras do setor. Está sendo estruturado em Brasília o fim dos reajustes anuais das tarifas, baseados nos índices de inflação. A ideia seria, a partir da prorrogação dos contratos, em 2015 e 2017, fazer apenas revisões tarifárias, a exemplo das que ocorrem hoje, de cinco em cinco anos. A medida vai na direção dos planos do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que já manifestou interesse em desindexar a economia. Segundo fontes ligadas ao processo de renovação, ainda não está definido qual seria o prazo ideal para fazer as revisões tarifárias. Uma ala do governo acredita que seja possível manter os cinco anos atuais, já que muitos ativos estão amortizados e os custos são baixos. As empresas, no entanto, poderiam pedir revisões extraordinárias a qualquer momento se comprovarem que há um desequilíbrio nas contas. Há ainda a energia comprada de Itaipu, cotada em dólar e cujo contrato não pode ser alterado. Leia mais na Tribuna.

14 de maio de 2012, 06:47

ECONOMIA De olho na Grécia, principais bolsas europeias operam em queda

As principais bolsas europeias abriram em forte baixa nesta segunda-feira temerosas com as notícias da Grécia. No domingo, fracassou a tentativa de formar um novo governo grego e, segundo o economista-chefe da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Pier Carlo Padoan, cresceu o risco de a Grécia abandonar o euro. Às 5h50, o índice DAX 30 da Bolsa de Valores de Frankfurt operava em baixa de 1,09%, aos 6.508 unidades. Em Londres, o índice da Bolsa de Valores, o FTSE-100, abriu em baixa de 61,84 pontos (1,11%), aos 5.513,68. O principal indicador da Bolsa de Valores de Madri, o Ibex-35, estava em forte queda de 2,12%, aos 6.847 pontos. O índice geral da Bolsa de Valores de Paris, o CAC-40, operava em baixa de 1,03%, cotado aos 3.097,54 pontos. Em Milão, o índice seletivo FTSE MIB da Bolsa de Valores abriu em baixa de 1,25%, aos 13.869,60 pontos. Já o índice geral FTSE Italia All-Share caía 1,20%, para 14.916,99 pontos. (G1)

13 de maio de 2012, 08:50

ECONOMIA Turismo brasileiro cria empregos nos Estados Unidos

Os turistas brasileiros estão aquecendo a economia dos Estados Unidos. A cada 65 vistos autorizados no Brasil, um emprego formal é criado no país, segundo dados da embaixada norte-americana. De janeiro a abril deste ano, 400.148 brasileiros obtiveram o visto para viajar aos Estados Unidos. Segundo as contas da embaixada, 6.156 novos postos de trabalho foram abertos em função dos viajantes brasileiros. Em 2011, foram concedidos 945 mil vistos a brasileiros. O volume rendeu 14.538 empregos formais aos norte-americanos. No que depender do interesse dos brasileiros em atravessar o continente, esse número deve continuar crescente. Só em abril, 103.511 novos vistos foram processados. O índice é 51% maior que o apurado no mesmo período de 2011. (Agência Brasil)

11 de maio de 2012, 11:59

ECONOMIA Acionistas do Casino apoiam saída de Abilio Diniz do conselho

Foto: Germano Luders

Abilio Diniz

A maioria esmagadora dos acionistas do Casino votou nesta sexta-feira a favor da decisão do grupo varejista francês de remover dois membros do seu Conselho de Administração, entre eles o empresário Abilio Diniz, informou o Casino no Brasil ao G1. Casino havia informado em março que seu conselho de diretores havia proposto a não renovação do mandato do presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar, após disputa travada pela tentativa do empresário de adquirir o Carrefour no Brasil, principal rival do Casino na França. Também em março, o varejista francês havia informado ter enviado notificação ao empresário brasileiro sobre a decisão de exercer o direito de nomear o presidente do Conselho de Administração da Wilkes, holding de controle do Grupo Pão de Açúcar (GPA). A reorganização do controle acionário do GPA está prevista para 22 de junho. O conselho também propôs não renovar o mandato de Philippe Houze, presidente da varejista Monoprix, cujo controle é compartilhado pelo Casino e pela Galeria Lafayette. A Monoprix tem sido alvo de uma disputa por participação e controle entre ambas as companhias. Os acionistas do Casino votaram a favor das propostas relacionadas a Diniz e a Houze em 99,74% e 99,85%, respectivamente. Leia mais no G1.

11 de maio de 2012, 10:26

ECONOMIA Empresários pedem redução do custo da energia ao governo

A presidente Dilma Rousseff pediu pressa à equipe econômica para atender a uma demanda do setor produtivo, que ficou de fora da segunda etapa do plano Brasil Maior: a redução do custo da energia elétrica no país. Tributos e encargos podem ser reduzidos para tornar mais baratas as contas de luz da indústria, que estão entre as mais caras do mundo. O alto custo da energia foi um dos problemas apresentados à presidente por um grupo de grandes empresários convidados ao Palácio do Planalto para discutir estímulos à economia e novos investimentos. Ao Globo, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o problema será resolvido até o fim do primeiro semestre. O governo quer reduzir a tarifa em pelo menos 10% e, para isso, estuda um corte de cerca de dois pontos percentuais em um dos principais encargos do setor, a Reserva Geral de Reversão (RGR). Além disso, estuda renegociar os contratos de concessão de empresas que vencem em 2015 para baixar custos. Leia mais em O Globo.

Martha Beck e Vivian Oswald, O Globo

11 de maio de 2012, 10:11

ECONOMIA Metalúrgicos cobram ação de Mantega para evitar demissõe

A queda nas vendas de veículos nos primeiros quatro meses do ano está levando a um movimento de ajustes no ritmo de produção das montadoras. Férias coletivas, redução nas jornadas semanais e a suspensão do trabalho extra aos sábados são expedientes que vêm sendo adotados pelos fabricantes na tentativa de diminuir seus estoques. No fim de abril, havia 366 mil unidades nos pátios de fábricas e concessionárias, o equivalente a 43 dias de vendas. Trata-se do maior patamar desde novembro de 2008, auge da crise financeira internacional, segundo a Anfavea, entidade que reúne as montadoras. Temendo que o cenário se agrave e caminhe para uma onda de demissões mais adiante, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC enviou na quinta-feira pedido de audiência ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os trabalhadores querem discutir ações de estímulo ao crédito para a venda de veículos, que caíram principalmente por causa da reação dos bancos à alta da inadimplência. Leia mais em O Globo.

Ronaldo D´Ercole e Lino Rodrigues, O Globo