27 de janeiro de 2012, 17:35

ECONOMIA Consumo de energia elétrica aumentou 3,6% no ano passado

O consumo de energia elétrica no Brasil cresceu 3,6% no ano passado. O aumento foi puxado sobretudo pelo setor comercial, que cresceu 6,3%, e pelo setor residencial (+4,6%). O consumo na indústria teve crescimento mais modesto: 2,3%. Os dados foram divulgados hoje pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, o crescimento do consumo no setor comercial pode ser explicado pelo baixo nível de desemprego, “que vem caindo”, pelo rendimento das famílias, “que está em trajetória ascendente”, e pela manutenção do crédito. “Tudo isso tem feito com que novos shopping centers, lojas de serviços e de alimentação sejam abertos. Isso aumenta, portanto, o consumo desse setor terciário e de serviços”, disse Tolmasquim. (Agência Brasil)

27 de janeiro de 2012, 11:20

ECONOMIA Taxa de inadimplência no Brasil foi de 5,5% em dezembro, diz BC

A taxa de inadimplência geral (para pessoa física e pessoa jurídica) ficou em 5,5% no mês passado, ante a 5,6% em novembro, segundo divulgação do Banco Central nesta sexta-feira. Para a pessoa física, a taxa de inadimplência ficou estável em 7,3%, enquanto para a pessoa jurídica caiu 0,1 ponto percentual, para 3,9%. De acordo com a análise do BC, o comportamento do crédito às famílias em dezembro foi condicionado pela disponibilidade adicional de recursos possibilitada pelo recebimento do décimo terceiro salário. “Em consequência, os saldos de crédito rotativo, cheque especial e cartão de crédito, recuaram 9,9% e 2,1% no mês, enquanto o do crédito pessoal permaneceu constante”, detalha relatório do banco. Os financiamentos para aquisição de veículos cresceram 1,4% em dezembro, favorecidos pela reversão parcial, em novembro, das medidas macroprudenciais implementadas em 2010. (Folha)

27 de janeiro de 2012, 10:53

ECONOMIA Brasileiros pagaram valor recorde de impostos e contribuições em 2011

Os brasileiros pagaram uma quantia recorde de impostos e contribuições no ano passado. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira, pela Receita Federal, a arrecadação federal somou R$ 969,907 bilhões no ano passado. O volume representou um crescimento de R$ 143,388 bilhões em relação ao verificado em 2010, que já havia sido o maior da história até então, quando totalizou R$ 897,988 bilhões. A arrecadação do ano passado registrou uma alta real de 10,10% em relação ao ano anterior. O crescimento ficou abaixo da projeção feita pelo Fisco para 2011, que era um intervalo de alta entre 11,00% e 11,50%. Especificamente em relação a dezembro do ano passado, a arrecadação somou R$ 96,632 bilhões, o que significa uma queda real de 2,69% na comparação com o mesmo mês de 2010, mas uma alta de 21,76% na comparação com novembro. O resultado do mês passado ficou dentro do esperado por analistas consultados pelo AE Projeções, que previam uma arrecadação de R$ 94,8 bilhões a R$ 104,9 bilhões, mas abaixo da mediana projetada, de R$ 98 bilhões. (Estadão)

27 de janeiro de 2012, 10:09

ECONOMIA Credores privados oferecem perda de quase 70% na dívida grega

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) fez uma oferta para assumir perdas de quase 70% sobre a dívida grega nas negociações sobre a contribuição privada para um socorro ao país, disse o presidente do Deutsche Bank, Josef Ackermann, à emissora de televisão alemã N-TV. “Colocamos sobre a mesa uma oferta muito atraente”, disse Ackermann, que também preside o lobby bancário IIF, sobre uma proposta em discussão em Atenas. O IIF está coordenando uma oferta por parte dos credores do setor privado, conhecida como Iniciativa do Setor Privado (PSI, na sigla em inglês). “São perdas de quase 70% que estamos preparados para assumir”, disse Ackermann em entrevista à emissora nesta sexta-feira. “Todos precisam fazer uma contribuição”. (Estadão)

27 de janeiro de 2012, 07:35

ECONOMIA Agropecuária perde milhões de dólares por causa da insegurança jurídica

O estado da Bahia tem acumulado perdas bilionárias em função da insegurança jurídica. Um exemplo recente é apontado pelo secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, com a Advocacia Geral da União, que proibiu a aquisição de terras por estrangeiros. “A iniciativa visava impedir a compra de terras na Amazônia por grupos internacionais para especulação imobiliária, no entanto isso acabou afetando o segmento agroindustrial num momento em que o Brasil é a bola da vez da economia mundial. Estamos perdendo milhares de dólares em investimentos e o mesmo se aplica a Bahia, sobretudo na agroindústria, que detém as maiores perdas”, alerta. “O Brasil perde diariamente milhões em dólares que deixam de ser investidos, e a oportunidade de criar milhares de empregos”, avalia. Salles ressaltou, em especial, o interesse de um grupo estrangeiro para investimento na cadeia agropecuária baiana, mas que a insegurança jurídica impediu a entrada de um investimento de 3 bilhões de euros. Leia mais na Tribuna.

26 de janeiro de 2012, 11:47

ECONOMIA Preço da gasolina deve ficar estável em 2012, diz BC

Em 2012 os preços da gasolina e do gás de bujão devem ficar estáveis

Após pressionar a alta da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2011, a gasolina deve ter o preço estabilizado em 2012, com 0% de variação, segundo previsão do Banco Central. A informação está na ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta quinta-feira. O documento explica os motivos apontados pela autoridade monetária para a redução da taxa básica de juros (a Selic) de 11% para 10,5% ao ano, no último dia 18. De acordo com a perspectiva do Copom, em 2012 os preços da gasolina e do gás de bujão devem ficar estáveis. “Para o acumulado de 2012, foram mantidas [as projeções de reajuste] em 0%”, avalia o BC. Em 2011, o IPCA registrou elevação de 6,5%, ante 5,91% em 2010. Os itens que mais contribuíram para a aceleração dos preços monitorados foram ônibus urbano (8,45% em 2011, ante 7,53% em 2010), gasolina (6,93% em 2011, ante 1,67% em 2010). (Folha)

26 de janeiro de 2012, 09:40

ECONOMIA Superavit do governo fica R$ 10 bi acima da meta e atinge R$ 92 bi

A contenção de gastos do governo federal e a arrecadação acima do esperado no ano passado geraram uma economia superior à meta do Ministério da Fazenda. Segundo a Folha apurou, o número, que ainda está sendo fechado pela equipe econômica e será usado para abater a dívida pública, está em cerca de R$ 92 bilhões -R$ 10 bilhões a mais que o previsto no início de 2011. Apesar de ainda poder sofrer alguma alteração, essa estimativa de superavit primário já animou no governo os defensores da tese de que não é preciso anunciar corte muito forte no Orçamento da União em fevereiro. Nos cálculos desse grupo, dado o resultado do superavit de 2011, não será difícil economizar os R$ 97 bilhões projetados para este ano. O governo discute um corte de despesas da ordem de R$ 60 bilhões para este ano. O objetivo é economizar o suficiente para fazer um superavit primário de 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto). (Folha)

25 de janeiro de 2012, 19:36

ECONOMIA Em decisão histórica, BC dos EUA adota meta de inflação

O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) tomou uma decisão histórica nesta quarta-feira (25) ao adotar uma meta de inflação de 2%. É a primeira vez que o Fed comunica oficialmente ao mercado sua meta para a inflação.

Com isso, o Fed passa a ter uma política alinhada com a de outros importantes bancos centrais no mundo. No Brasil, esse sistema é adotado desde 1999. A ação é uma vitória do presidente da instituição, Ben Bernanke.

“Comunicar essa meta de inflação claramente ao público ajuda a manter a expectativa de longo prazo de inflação firmemente ancorada, com isso promovendo a estabilidade de preços e taxas de juros de longo prazo moderadas, e melhorando a capacidade do comitê de promover o máximo de emprego face às significativas turbulências econômicas”, afirmou o Fed em seu comunicado.

UOL, em São Paulo

25 de janeiro de 2012, 18:03

ECONOMIA Em Davos, Merkel diz que reformas vão gerar empregos

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou hoje que o país está preparado para transferir mais soberania para instituições europeias, mas ainda não está preparado para assinar cheques em branco para ajudar seus parceiros. Em um discurso na abertura oficial do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Merkel disse para a plateia que seu país está comprometido com uma maior integração e ajuda mútua na Europa, mas reiterou que os problemas da região não podem ser resolvidos apenas com dinheiro. “O que nós não queremos é prometer algo que não possamos cumprir. Nessa caso, a Europa teria um flanco realmente vulnerável”. Merkel disse que a atual crise da dívida na zona do euro não pode ser resolvida da noite para o dia, já que é resultado de anos de diferenças na competitividade entre os países do bloco, e que combater os déficits orçamentários na UE vai levar tempo. (R7)

25 de janeiro de 2012, 17:30

ECONOMIA Eleições municipais fazem Receita suspender doação de mercadorias apreendidas

Os órgãos administrativos estaduais e municipais não poderão receber, este ano, mercadorias apreendidas pelo Fisco que podem ser distribuídas de forma gratuita à população. Portaria da Receita Federal restringe o envio de bens recolhidos a prefeituras e governos estaduais. Essa portaria é editada em todos os anos eleitorais e tem como objetivo impedir que as mercadorias apreendidas ou abandonadas sejam usadas para angariar votos. A doação de produtos apreendidos só poderá ser feita em caso de calamidade pública, situação de emergência ou a programas sociais autorizados em lei e executados no Orçamento do ano anterior. Mercadorias que podem ser usadas como material de trabalho pelo órgão, como computadores e itens de escritório, não estão proibidas de ser repassadas. No período oficial da campanha eleitoral, entre 7 de julho e 31 de outubro, as regras serão ainda mais rígidas. Nem os computadores poderão ser doados aos órgãos administrativos de forma direta ou indireta. A exceção valerá apenas para as situações de emergência ou de calamidade pública. (Agência Brasil)

25 de janeiro de 2012, 14:30

ECONOMIA Apple recupera lugar de empresa mais valiosa da bolsa americana

As ações da gigante da informática Apple dispararam na abertura do pregão desta quarta-feira em Wall Street, inpulsionadas pelo balanço excepcional da empresa, e levaram-na para o primeiro lugar em valor de mercado da bolsa. A Apple superou a ExxonMobil, gigante dos hidrocarbonetos, que ocupava até então posto de maior em valor de mercado. Às 12h45 de Brasília, as ações da Apple subiam 6,8%, a US$ 449, gerando um valor de mercado de US$ 418,890 bilhões. Já a ExxonMobil perdia 0,88%, a US$ 86,56 por papel, para US$ 414,760 bilhões em valor de mercado. (AFP)

25 de janeiro de 2012, 10:38

ECONOMIA Multinacionais enviaram US$ 38 bi para as suas matrizes em 2011

Em um ano marcado pela crise financeira internacional, a remessa de lucros de empresas estrangeiras instaladas no Brasil para o exterior quebrou todos os recordes e foi a maior em 64 anos. As filiais das multinacionais remeteram US$ 38,1 bilhões para suas matrizes, 25% a mais que no ano anterior. Essa despesa corresponde à maior parte do déficit das contas externas do país (que correspondem a nossas transações com o resto do mundo), que fecharam o ano passado no vermelho em US$ 52,6 bilhões. A expectativa é que essas remessas cresçam ainda mais neste ano e que o investimento estrangeiro — que vem cobrindo esse rombo há quatro anos seguidos — não tenha mais tanta força. — É razoável as remessas de lucro crescerem, porque estamos falando de uma economia que cresce mais do que o resto do mundo — disse a economista-chefe do Banco RBS, Zeina Latif. (O Globo)

25 de janeiro de 2012, 07:35

ECONOMIA Insegurança jurídica impede atração de investimentos

A insegurança jurídica tem afastado a vinda de empreendimentos para o estado. Casos como o do Hotel Hilton, que levou mais de três anos até dispor das licenças necessárias para o empreendimento, têm se repercutido e afastam possíveis investidores da Bahia. Outro exemplo é o do Aeroclube Shopping Office, que teve as obras embargadas entre 2007 e 2011, por conta de liminares, e as barracas de praia, que após terem sido derrubadas ilustram tristemente a paisagem turística da cidade, dando um ar de descaso e abandono às praias de Salvador. De acordo com o presidente da Associação Empresarial do Comércio de Salvador, o advogado Edmilson Pinho, a situação tem sido um entrave. “Verificamos que grupos estrangeiros manifestam desconforto pela insegurança jurídica que acontece não só em nosso estado, mas no país, e isso se mostra complicado”, avisa. Segundo ele, há leis que entram em choque com a Constituição Federal. Leia mais na Tribuna.

25 de janeiro de 2012, 07:10

ECONOMIA Dois diretores da Petrobras podem ser afastados

Sem amparo político, os dois diretores da Petrobras vinculados ao presidente José Sérgio Gabrielli devem ser afastados a pedido da futura presidente Maria das Graças Foster. A decisão será possivelmente divulgada já na próxima reunião do Conselho de Administração da companhia, marcada para o dia 9 de fevereiro. Almir Guilherme Barbassa, diretor Financeiro, e Guilherme Estrella, de Exploração e Produção (E&P), são quadros técnicos. Destacaram-se nos quase sete anos de Gabrielli na presidência. As substituições tendem a vir de soluções internas. Para o posto de Barbassa são cotados seus gerentes executivos: Marcos Menezes (Contabilidade), Mariângela Tizzato (Financeira), Jorge Nahas (Planejamento Financeiro), e Maria Alice Deschamps (Tributário). Para a vaga de Estrella são cotados Solange Guedes, gerente-executiva de Engenharia de Produção (E&P), a diretora da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, e, o mais forte candidato, Carlos Tadeu da Costa Fraga. Este último, ex-gerente geral da área de E&P, acabou sendo indicado em 2003 para a gerência geral do Centro de Pesquisas da Petrobrás (Cenpes), considerado até há alguns anos a “geladeira” da Petrobras, por oferecer então menos possibilidades de crescimento profissional. (Agência Brasil)

25 de janeiro de 2012, 06:54

ECONOMIA Emprego com carteira perde fôlego na Bahia

A geração de empregos com carteira assinada perdeu fôlego na Bahia. No ano passado, a economia baiana gerou 76.041 postos de trabalho formais, o que representa uma redução de 37,9% em relação à criação recorde de vagas vista em 2010 – um total de 122.410 empregos celetistas. No Nordeste, a Bahia foi superada por Pernambuco, que abriu quase 90 mil novas vagas em 2011. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça, 24, pelo Ministério do Trabalho. De acordo com o Caged, o setor de serviços foi responsável por quase metade das novas vagas formais criadas na Bahia em 2011. Foram 36.447 postos celetistas. Em seguida aparecem o comércio (16.610), construção civil (8.587) e a indústria de transformação (5.685). O desempenho mais fraco foi o da administração pública: apenas 852 novos empregos. A piora do desempenho do emprego na Bahia foi acentuada no mês passado, quando o saldo ficou negativo em 15.069 vagas, com destaque para os setores da construção civil (-5.068) e indústria de transformação (-4.667). (A Tarde)