18 de dezembro de 2012, 16:21

ECONOMIA Renda domiciliar per capita do brasileiro cresceu mais que o PIB este ano

A renda domiciliar per capita dos brasileiros cresceu acima das expectativas de desenvolvimento econômico do país neste ano. O dado é do Comunicado 2012: Desenvolvimento Inclusivo Sustentável, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o estudo, a qualidade de vida cresceu mais no Brasil do que o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). Isso indica que, apesar do chamado “pibinho” de 2012, o aumento da renda, a diminuição da desigualdade e os indicadores de felicidade mostram que os aspectos sociais brasileiros estão em pleno crescimento. Enquanto a expectativa de crescimento do PIB brasileiro é 1,03%, conforme pesquisa do Banco Central com instituições financeiras, os indicadores sociais analisados pelo Ipea mostram que a renda per capita cresce a uma média de 4,89% em 2012. Segundo o presidente do Ipea, Marcelo Neri, o setor financeiro estima para este ano crescimento do PIB per capita em torno de 1%, o que, com o aumento da população, acaba sendo igual a zero. Para ele, as variações mostradas na pesquisa do instituto são a prova de que, diferentemente do que prevê o Banco Central, o crescimento não desacelerou. “Enquanto, nas contas nacionais, o Brasil estagnou, a renda vem crescendo mais rápido e com um desempenho tão forte quanto no período anterior. O país continua avançando às mesmas taxas que vinha antes.” Leia mais na Agência Brasil.

18 de dezembro de 2012, 11:46

ECONOMIA BC projeta déficit de US$ 65 bilhões nas contas externas em 2013

O Banco Central (BC) projeta déficit em transações correntes, saldo negativo das compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o mundo, de US$ 65 bilhões, em 2013. Em relação a tudo que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) – o saldo negativo das contas externas deve ficar em 2,74%. Para este ano, o BC revisou a projeção para o déficit em transações correntes de US$ 53 bilhões para US$ 52,5 bilhões. A estimativa para o saldo positivo da balança comercial (exportações e importações), este ano, passou de US$ 18 bilhões para US$ 19 bilhões. Em 2013, a expectativa é de superávit comercial menor do que este ano, de US$ 17 bilhões. No caso da conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros e outros), a projeção de déficit, este ano, passou de US$ 39,1 bilhões para US$ 39,7 bilhões. No próximo ano, a expectativa é que esse saldo negativo fique em US$ 43,7 bilhões.

18 de dezembro de 2012, 10:40

ECONOMIA Gastos de brasileiros no exterior chegam a US$ 20,2 bilhões de janeiro a novembro

O Banco Central (BC) espera que os gastos de brasileiros no exterior superem as receitas deixadas por estrangeiros em viagens ao Brasil em US$ 16,3 bilhões, em 2013. Para este ano, o BC revisou a projeção para o déficit em viagens internacionais de US$ 13,5 bilhões para US$ 15,5 bilhões. De janeiro a novembro deste ano, as despesas de brasileiros no exterior chegaram a US$ 20,244 bilhões, ante US$ 19,489 bilhões de igual período de 2011. Já as receitas de estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 6,082 bilhões nos 11 meses do ano, contra US$ 5,920 bilhões de igual período de 2011. Com isso, o saldo negativo da conta de viagens ficou em US$ 14,162 bilhões, nos 11 meses de 2012, contra US$ 13,569 bilhões de janeiro a novembro do ano passado. Somente em novembro, o déficit em viagens internacionais ficou em US$ 1,287 bilhão, com gastos de brasileiros no exterior de US$ 1,819 bilhão e de estrangeiros no Brasil de US$ 532 milhões.

18 de dezembro de 2012, 09:28

ECONOMIA Volume de cheques sem fundos tem primeira queda na variação anual em 21 meses

O volume de cheques devolvidos no país apresentou redução de 0,23 ponto percentual em novembro na comparação com o de igual período do ano passado (2,19%), segundo levantamento divulgado hoje (18) pela empresa de consultoria Serasa Experian. A taxa ficou em 1,96% no penúltimo mês do ano, o que representou a primeira queda na variação anual em 21 meses. O último decréscimo na comparação em 12 meses havia sido registrado em fevereiro de 2011, quando o percentual de cheques sem fundos ficou em 1,83% ante 1,85% de fevereiro de 2010. Para os economistas da Serasa, esse resultado sinaliza uma tendência para o próximo ano de normalização gradual dos níveis de inadimplência com cheques. No acumulado de janeiro a novembro deste ano, o índice apresenta alta de 2,01%. A taxa é levemente maior do que a do mesmo período de 2011, quando o percentual ficou em 1,95%. Em relação a outubro deste ano, o número de cheques devolvidos por falta de fundos também é ligeiramente superior, com taxa de 1,94%.

18 de dezembro de 2012, 08:27

ECONOMIA Contribuinte pode abater doações do Imposto de Renda 2013

O contribuinte que quiser aproveitar o “espírito natalino” e fazer uma doação ainda poderá abater o valor do Imposto de Renda 2013. O diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil, Welinton Mota, lembra que a Secretaria da Receita Federal permite o abatimento de doações no Imposto de Renda, desde que o contribuinte opte pelo modelo completo de declaração. Mas nem todas as doações podem ser deduzidas, observa Mota. “Podem ser abatidas somente aquelas em favor das instituições criadas pelos conselhos municipais [crianças e adolescentes, além de idosos]. As entidades têm de ser cadastradas como de utilidade pública. Tem outras doações, como a do audiovisual (cinema nacional)”, explica o consultor. As regras também impõem limite para o abatimento, de 6% do imposto devido para todas as doações. “Mais do que isso, não pode deduzir”, diz o consultor. Leia mais no G1.

Alexandro Martello, G1

17 de dezembro de 2012, 18:16

ECONOMIA Pecuária é setor com maior potencial para emprego verde, aponta Ipea

A pecuária é o setor com o maior potencial para empregos verdes, tanto do ponto de vista ocupacional (o tipo de atividade dos trabalhadores) quanto do setorial (relativo ao que é produzido pelo setor). Mais de 85% dos postos nessa área têm a possibilidade de minimizar os impactos no meio ambiente de alguma forma, o que corresponde a cerca de 432 mil empregos, dos mais de 504 mil empregos totais no setor. Os dados são do estudo Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta segunda-feira (17). De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os empregos verdes são aqueles que contribuem para preservação ou recuperação do meio ambiente. As atividades são voltadas à proteção de ecossistemas e da biodiversidade com a redução do consumo de energia, de materiais e de água por meio de estratégias de eficiência. De um modo geral, o Ipea identificou que as áreas em que há maior possibilidade de geração de empregos verdes são as relacionadas à agricultura ou a algum tipo de atividade no meio rural, como lavouras permanentes, temporárias e a floricultura – todos grupos citados no estudo. Leia mais na Agência Brasil.

17 de dezembro de 2012, 15:43

ECONOMIA Balança comercial tem superávit de US$ 1,2 bilhão na segunda semana do mês

Após iniciar dezembro com déficit, a balança comercial se recuperou na segunda semana do mês e registrou superávit de US$ 1,274 bilhão, segundo dados divulgados hoje (17) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado é o melhor desde a segunda semana de maio, quando o superávit chegou a US$ 1,631 bilhão. O valor de US$ 5,581 bilhões em exportações superou o das importações, que ficaram em US$ 4,307 bilhões na semana de 10 a 16 de dezembro. Na primeira semana do mês, a balança havia registrado déficit de US$ 463 milhões. Computando-se os resultados de 1° a 16 de dezembro, as exportações alcançaram US$ 10,259 bilhões e as importações US$ 9,448 bilhões, com saldo positivo acumulado de US$ 811 milhões. No ano, as vendas para o exterior somam US$ 233,090 bilhões, enquanto as compras brasileiras estão em US$ 215,091 bilhões. Assim, a balança está com superávit acumulado de US$ 17,999 bilhões em 2012. Leia mais na Agência Brasil.

17 de dezembro de 2012, 13:58

ECONOMIA Caem reclamações contra bancos e consórcios em novembro, informa BC

O número de reclamações feitas ao Banco Central (BC) contra instituições financeiras caiu de outubro para novembro, segundo dados divulgados hoje (17). No mês passado, as queixas consideradas procedentes pelo BC chegaram a 1.382 contra os bancos, e a 21 sobre administradoras de consórcios, equivalente a uma queda de 6,49% e 12,5% em comparação a outubro, respectivamente. Em relação a novembro de 2011, a redução foi 11,9% e 41,6%. A principal reclamação contra os bancos (217 casos) foi o débito não autorizado. Em seguida, vem a cobrança irregular de tarifa (com 172 casos) e a prestação de serviço irregular da conta-salário (167). No caso das administradoras de consórcios, as principais reclamações foram sobre liberação de crédito (nove casos) e esclarecimentos incompletos ou incorretos (cinco casos). Entre os bancos com mais de 1 milhão de clientes, o maior registro de reclamações foi contra o Banco do Brasil, com 346. Em seguida, estão Bradesco (310) e Itaú (204). Leia mais na Agência Brasil.

17 de dezembro de 2012, 12:13

ECONOMIA IBGE: mortes violentas crescem 1,3% em 2011

As mortes por causas violentas no Brasil (homicídios, acidentes de trânsito e quedas acidentais) somaram 111.546 em 2011, crescimento de 1,3% em relação ao ano anterior. Nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, as mortes aumentaram 5,5% e 6,9%, respectivamente. As mortes por causas externas “são no Brasil o terceiro principal grupo de causa de óbitos na população em geral e a primeira entre os jovens de 15 a 24 anos”, segundo as Estatísticas do Registro Civil 2011, divulgadas hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Cabe destacar que esse é um fenômeno que abrange todos os estados. Ressalte-se também que os percentuais de mortes violentas entre as mulheres jovens, apesar de menores que os observados entre homens, são bastante expressivos”, diz o estudo . O IBGE ressalta as proporções de mortes violentas ocorridas em via pública (37%) e no domicílio (13,7%).

17 de dezembro de 2012, 11:39

ECONOMIA Empresários brasileiros estão menos otimistas, mostra pesquisa da CNI

O otimismo da indústria, medido pelo Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), caiu 1 ponto em dezembro, atingindo 57,4 pontos, de acordo com pesquisa divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em novembro, o indicador havia marcado 58,4 pontos. O Icei varia de 0 a 100 pontos. De acordo com a metodologia usada, valores acima de 50 pontos indicam empresários confiantes. Em nota, a entidade atribui o resultado de dezembro ao “fim das encomendas de final de ano e à lenta recuperação da economia”. Na comparação com dezembro de 2011, quando o índice ficou em 55 pontos, houve aumento de 2,4 pontos. A média histórica do indicador é 59,4 pontos. O índice de dezembro de 2012, portanto, ainda está abaixo desse patamar. A pesquisa também revela que os empresários estão “menos otimistas em relação ao futuro”. O indicador de expectativas alcançou 61,1 pontos em dezembro, ante 62 pontos em novembro. Mesmo assim, o resultado supera o de dezembro do ano passado (58,9 pontos). O levantamento foi feito entre os dias 3 e 13 de dezembro com 2.319 empresas, de pequeno, médio e grande porte.

17 de dezembro de 2012, 10:14

ECONOMIA Tombini espera inflação menor em 2013

Foto: Agência Brasil

Presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini

A inflação no próximo ano será menor que em 2012. A expectativa é do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, que participou na manhã de hoje  de café da manhã com jornalistas. De acordo com Tombini, entre os fatores que devem contribuir para inflação menor está a moderação nos aumentos salariais e o crescimento do crédito, também em nível moderado. “Temos medidas que foram tomadas que têm repercussão direta sobre a inflação ao longo dos próximos meses.” Este ano, o governo anunciou, por exemplo, a redução do custo da energia para 2013. Tombini acrescentou que a economia mundial, em crescimento abaixo da média nos últimos anos, também contribui para que a inflação no Brasil seja menor. Tombini enfatizou que o Brasil “tem todas as condições de retomar uma trajetória de crescimento do ponto de vista monetário e financeiro”. “O Brasil vai bem, obrigado”, acrescentou.

17 de dezembro de 2012, 09:22

ECONOMIA Analistas reduzem projeção de crescimento do PIB em 2012 e elevam estimativa de inflação

O mercado financeiro reduziu mais um vez a expectativa de crescimento da economia para este ano, que passou de 1,03% para 1%. A retração na produção industrial também foi revista, de 2,27% para 2,32%. Aumentou o pessimismo também para as estimativas de crescimento em 2013. O mercado acredita que a economia terá expansão de 3,4% no ano que vem, menos do que os 3,5% previstos anteriormente. A projeção de crescimento da produção industrial também foi revista para baixo, de 3,75% para 3,7%. A estimativa para inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano aumentou e ficou em 5,6% ante os 5,58% da apuração anterior. Os números estão no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. Os analistas e investidores elevaram pela primeira vez a expectativa para o IPCA em 2013. A estimativa é que a inflação fique em 5,42%. Antes, a previsão era 5,4%. A expectativa para a taxa de câmbio foi mantida em R$ 2,08 no final do 2012 e, para taxa básica de juros (Selic), em 7,25% ao ano. Para 2013, as previsões para esses indicadores são as mesmas.

17 de dezembro de 2012, 08:25

ECONOMIA IGP-10 tem alta de 7,42% no ano, diz FGV

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) fechou 2012 com inflação de 7,42%. A taxa é superior aos 5,33% observados no ano passado, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. Em dezembro, o IGP-10 registrou alta de 0,63%. Em novembro, foi observada uma queda de preços (deflação) de 0,28%. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a alta do IGP-10 no último mês do ano foi provocada por crescimentos nas taxas dos três subíndices que o compõem. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede a variação de preços no atacado, passou de uma deflação de 0,57% em novembro para uma inflação de 0,66% em dezembro. Entre os produtos que contribuíram para esse comportamento estão os alimentos in natura, que passaram de uma queda de preços de 4,45% para uma alta de preços de 2,01% no período.

16 de dezembro de 2012, 14:45

ECONOMIA Ibedec recomenda cautela ao financiar compras de Natal

O Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) recomenda cautela com o custo das transações durante as compras de Natal. Segundo o presidente do órgão, Geraldo Tardin, o consumidor não deve se deixar levar pelo comodismo e aceitar o financiamento das lojas de qualquer forma. De acordo com Geraldo Tardin, é importante entender que muitas dessas lojas estão vinculadas a um agente financeiro, e por isso oferecem crédito com mais facilidade, mas que muitas vezes não são os mais baratos. A sugestão é fazer um levantamento de preços e verificar se um empréstimo bancário não é mais vantajoso. Com o dinheiro tomado da instituição financeira de confiança, o consumidor poderá obter vantagens se comprar à vista, obtendo um desconto. Depois, paga-se em parcelas mais suaves ao banco, recomenda. Outra dica é pedir à financeira da loja o Custo Efetivo Total anual (CET) do financiamento para comparar com o indicador de outras financeiras. “Não adianta o agente financeiro falar que a taxa é de 0,99%. Às vezes, quem está pagando 1,05% está pagando menos, pois esse financiamento não tem tantos encargos financeiros como o outro que cobra 0,99% apenas como chamariz”, alerta.

16 de dezembro de 2012, 08:55

ECONOMIA Com novo modelo, Apple elevou preços do iPad no Brasil

De forma discreta, a Apple começou a vender o iPad 4 no Brasil ontem. Esse novo modelo substituiu o iPad 3, anunciado no início deste ano. Mas quem foi comprá-lo teve uma surpresa desagradável: o preço é 200 reais acima do que era cobrado pelo modelo anterior. E não é só isso. O iPad 2, que continua à venda, teve o preço elevado em 50 reais. Nos Estados Unidos, o iPad 4 é vendido pelo mesmo preço cobrado, antes, pelo iPad 3, desde 499 dólares. E, lá, não houve mudança recente no preço do iPad 2, que continua custando desde 399 dólares. Uma possível explicação para a alteração dos valores no Brasil está no câmbio. De fevereiro até agora, o real perdeu cerca de 20% de seu valor frente ao dólar. A taxa de câmbio foi de pouco mais de 1,70 para quase 2,10 reais por dólar. Com a mudança, o iPad 2 mais simples custa 1.349 reais no Brasil. O modelo com conexão 3G é vendido por 1.649 reais. Já o preço do iPad 4 começa em 1.749 reais e vai até 2.499 reais. A Apple ainda não iniciou as vendas do iPad mini no Brasil. É provável que isso só aconteça no início de 2013. Esse é o tablet mais barato da Apple, com preços que começam em 329 dólares nos Estados Unidos.

Maurício Grego, Exame