27 de março de 2013, 13:37

ECONOMIA Petrobras quer vender blocos na Nigéria por US$5 bi, dizem fontes

A Petrobras lançou um leilão para vender suas participações em campos de petróleo na Nigéria, em uma operação que pode alcançar até 5 bilhões de dólares, em meio aos planos da companhia para levantar recursos para seu plano de investimento, disseram fontes próximas do assunto. A companhia contratou a Standard Chartered para conduzir o processo, que deve começar nos próximos dois meses, segundo as fontes. Companhias petrolíferas da Ásia devem participar do leilão. Representantes da Petrobras e da Standard Chartered não comentaram o assunto. A Petrobras iniciou operações na Nigéria em 1998, em águas profundas do Delta do Níger. Os parceiros da Petrobras nos dois projetos nigerianos são Total e Chevron. A estatal brasileira do petróleo detém uma participação de 8 por cento nos blocos em mar de Agbami, que são operados pela norte-americana Chevron, e 20 por cento de participação no projeto de Akpo, operado pela francesa Total. A produção de petróleo nos campos de Agbami começou em 2008. A extração na área pode atingir 250 mil barris por dia, num projeto com reservas estimadas em 900 milhões de barris. Leia mais na Agência Reuters.

Denny Thomas e Joe Brock, Reuters

27 de março de 2013, 11:57

ECONOMIA ‘Problemas dos avançados não podem criar obstáculos’, diz Dilma

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidente Dilma Rousseff na foto oficial com demais líderes dos Brics

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, na África do Sul, que os problemas dos países desenvolvidos não podem criar obstáculos para os países em desenvolvimento. Em Durban, Dilma discursou na 5ª Cúpula dos Brics, grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “Sem sombra de dúvidas não podemos permitir que os problemas dos países avançados criem obstáculos para o crescimento econômico de países como os nossos. Nosso caminho é encontrar novas soluções que garantam crescimento mais vigoroso dos países emergentes, de modo a assegurar criação de empregos de qualidade, utilizando ciência, tecnologia e inovação e, ao mesmo tempo, aumento do bem-estar dos nossos cidadãos, que é ainda bem distante do bem-estar das economias avançadas. Ao fazer isso, estamos dando grande contribuição para recuperação das economias avançadas”, disse a presidente. A presidente também defendeu reformas no Fundo Monetário Internacional (FMI) para tornar o organismo, segundo ela, mais representativo da realidade mundial. “Seguimos unidos na defesa de reformas das estruturas de governança global. É necessário urgentemente atualizá-las e torná-las mais legítimas e representativas do mundo de hoje. O ano de 2013 é central para se implementar as reformas do FMI, para adequá-lo à realidade da economia mundial”, afirmou. Leia mais no G1.

27 de março de 2013, 11:37

ECONOMIA Alimentos puxam queda do IPP em fevereiro, mas elevam índice acumulado em 12 meses

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) teve variação de -0,33% em fevereiro de 2013 na comparação com janeiro do mesmo ano, informou hoje (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando 23 setores da indústria de transformação, o índice mede a evolução média dos preços sem o impacto de impostos e frete. O setor de alimentos teve a queda de preços (-2,56%), com influência de -0,51 ponto percentual no índice final. Já o de atividades de perfumaria, sabões e produtos de limpeza (3,02%) teve a maior tendência positiva, e mesmo assim ficou atrás, em termos de impacto, do setor de refino de petróleo e produtos de álcool, que, apesar de ter subido 1,56%, pesou com 0,17 ponto percentual. Das 23 atividades analisadas, 13 tiveram alta dos preços. Com o resultado, o índice acumulado em 2013 é -0,43%, já que o IPP de janeiro caiu 0,10% em relação a dezembro de 2012. Já no acumulado de 12 meses, há alta de 7,73%, com destaque para o avanço no preço dos alimentos (11,90%), do fumo (23,32%), outros produtos químicos (14,60%) e papel e celulose (12,26%). Nessa contagem, o setor de alimentos continua sendo o que mais pesa, com 2,23 pontos percentuais. Leia mais na Agência Brasil.

Vinícius Lisboa, Agência Brasil

26 de março de 2013, 19:51

ECONOMIA Brics fecha acordo para criar banco do grupo

O grupo do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) anunciou hoje que chegou a um acordo para a criação de um banco de desenvolvimento comum destinado a financiar projetos de infraestrutura. A medida foi anunciada em Durban, na África do Sul, onde o grupo está reunido para discutir como manter o crescimento no meio da crise econômica internacional. A instituição terá os mesmos moldes do Banco Mundial e deve financiar o grupo de países emergentes. Cada um deverá destinar US$ 10 bilhões para formar o capital inicial do novo banco, que deverá chegar a US$ 50 bilhões. O banco centrará as ações no financiamento de infraestrutura e atuará em concorrência direta com o Banco Mundial. Durante o encontro, também foi discutida a criação de um fundo, estimado em US$ 100 bilhões para ajudar países com problemas financeiros.

26 de março de 2013, 18:58

ECONOMIA Aneel libera recursos a distribuidoras e destrava mercado de curto prazo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou nesta terça-feira os pagamentos de operações de compra e venda de energia no mercado de curto prazo e autorizou o início dos repasses dos recursos de um fundo setorial às distribuidoras para compensar gastos adicionais com a energia mais cara das termelétricas. A liberação das liquidações no mercado de curto prazo de energia feitas a partir de janeiro devolve a normalidade às operações nesse segmento e, principalmente, descongelam os pagamentos bloqueados que, segundo associações do setor, já chegavam à casa dos 6 bilhões de reais. A Aneel também decidiu validar as alocações de lastro de energia feitas no início do ano pelas empresas, dentro do que é conhecido tecnicamente como “sazonalização”. Leia mais no Estadão.

26 de março de 2013, 17:50

ECONOMIA Ministro diz que alteração de câmbio não terá impacto significativo na inflação

O ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, disse hoje que a pressão da crise europeia sobre o câmbio não deve provocar grande impacto na inflação brasileira. Segundo Barbosa, que falou após visita a parlamentares no Senado, a flutuação da moeda americana é natural e existe para absorver os impactos provocados pelos momentos de crise. “Câmbio flutuante funciona para isso, para absorver as flutuações. O importante é que o Brasil tem reservas internacionais elevadas e tem capacidade de suportar eventuais choques sem desorganizar sua economia. A flutuação é muito pequena para ter impacto perceptível sobre o índice de inflação”, disse o ministro. Barbosa também respondeu a questionamentos sobre o spread bancário – diferença entre os juros que os bancos cobram dos clientes e as taxas que gastam para captar recursos – e as dificuldades em baixá-lo. Apesar de o governo utilizar os bancos públicos para baixar os juros, no primeiro bimestre deste ano os spreads cresceram 0,6 ponto percentual.

26 de março de 2013, 16:28

ECONOMIA Inadimplência de pessoa física recua ao menor patamar em 15 meses

A taxa de inadimplência das pessoas físicas, que mede o atraso de pagamento superior a 90 dias nas operações com recursos livres, recuou 0,2 ponto percentual em fevereiro deste ano, para 7,7% ao ano. Em janeiro, estava em 7,9% ao ano. Trata-se do menor patamar desde novembro de 2011 (7,6% ao ano). “Em fevereiro, observamos um arrefecimento da inadimplência naquele segmento que recebia mais atenção, de pessoa física no crédito livre [que exclui habitação, crédito rural e BNDES]. Já dá sinais mais claros de arrefecimento. Deu um certo alívio. Isso se deve ao crescimento da renda e do emprego”, avaliou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel. Já a taxa de inadimplência das operações dos bancos com as empresas, ainda no segmento com “recursos livres”, somou 3,7% em fevereiro deste ano – mesmo patamar de janeiro deste ano e de dezembro do ano passado. Para estas operações, a maior taxa já atingida, desde dezembro de 2011, foi em outubro do ano passado, quando chegou a 3,8%. Leia mais no G1.

26 de março de 2013, 16:09

ECONOMIA Alta no custo de captação de bancos já encarece crédito ao consumo

O custo de captação dos bancos cresceu pelo segundo mês consecutivo em fevereiro e já afetou, principalmente, os juros bancários nos financiamentos ao consumo. Dados do Banco Central (BC) divulgados hoje mostram que a taxa de captação no crédito livre estava em 7,7% ao ano em dezembro de 2012. Subiu para 7,8% em janeiro e 8,2% em fevereiro de 2013. Para pessoa física, a alta nos dois primeiros meses do ano já alcança 0,6 ponto porcentual (p.p.). Para as empresas, 0,2 ponto porcentual em relação a dezembro. Na sexta-feira, o presidente do BC, Alexandre Tombini, já havia dito que “o ajuste na mensagem do Banco Central, por si só, já determinou mudança relevante nas condições financeiras de modo geral.” A afirmação foi uma referência à alta das taxas no mercado futuro após a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a instituição riscou do seu discurso a estratégia de manter os juros estáveis por período suficientemente prolongado. Hoje, o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, disse que a alta no custo de captação ainda é marginal, mas que os juros bancários encontraram um novo patamar, após quase dez meses de recuo ao longo de 2012. Leia mais no Estadão.

Eduardo Cucolo e Célia Froufe, Estadão

26 de março de 2013, 15:49

ECONOMIA Brics aprovam criação de fundo comum no valor de US$ 100 bi

Mantega e ministro das Finanças da CHina Lou Jiwei, após o acordo.

Os ministros de finanças dos países dos Brics – formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul – aprovaram um acordo de contingenciamento de reserva comum (CRA, na sigla em inglês) no valor de US$ 100 bilhões. O acordo de reserva de contingência prevê a criação de um fundo de reservas destinado a socorrer os países do grupo, em caso de crise de liquidez. “O acordo já foi firmado pelos ministros, agora vai para avaliação dos presidentes, amanhã”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista à imprensa após reunião no evento dos Brics, em Durban, na África do Sul. “O acordo de reservas nada mais é do que um grande acordo de swap entre os países”, acrescentou. A presidente Dilma Rousseff também está em Durban. O primeiro compromisso será reunião com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, marcada para as 18h15, no horário local (13h15 em Brasília). Leia mais no Estadão.

Fernando Travaglini, Estadão

26 de março de 2013, 15:07

ECONOMIA Sete em cada dez comerciantes brasileiros estão no mercado há mais de cinco anos, diz SPC

Sete em cada dez comerciantes brasileiros estão consolidados no mercado há mais de cinco anos, revela pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O estudo, divulgado hoje, aponta que 73% dos comerciantes “conseguiram a tão sonhada estabilidade”. Segundo o levantamento, “a atual política de estímulo ao consumo impactou significativamente no poder de compra do consumidor brasileiro, o que consequentemente alavancou as vendas do comércio nos últimos dois anos”. Com isso, a expectativa de 89% dos comerciantes é que o faturamento em 2013 seja “ainda melhor” que o obtido no ano passado. Os motivos mais citados pelos comerciantes para o aumento do faturamento são: maior número de pessoas empregadas, maior disponibilidade de crédito, aumento do poder de compra, crescente planejamento financeiro das famílias e queda na taxa de juros.

26 de março de 2013, 11:05

ECONOMIA Gol tem prejuízo de R$ 1,5 bi e reduzirá capacidade doméstica

Foto: Robson Fernandjes/AE

Companhia aérea quer reduzir a capacidade doméstica em entre 8% e 10% no primeiro semestre de 2013

A companhia aérea Gol registrou prejuízo líquido de 447,1 milhões de reais no quatro trimestre do ano passado – e de 1,512 bilhão de reais em todo o ano passado, informou a empresa nesta terça-feira. O prejuízo anual foi 101,3% maior do que o registrado em 2011, de 751,5 milhões de reais. Já a receita líquida caiu 5,1% na relação anual, para 2,12 bilhões de reais no último trimestre de 2012. Os principais fatores que influenciaram o quadro foram os custos decorrentes do fim das operações da Webjet e provisões para perdas, além de aumento do resultado financeiro negativo. No ano, a receita somou 8,103 bilhões de reais, alta de 7,5% frente os 7,539 bilhões de reais obtidos no ano anterior. Em decorrência dos npumeros, a empresa quer reduzir a capacidade doméstica entre 8% e 10% no primeiro semestre de 2013 e em cerca de 7% no ano, ante os níveis de 2012. “A projeção reitera a estratégia de racionalização de oferta da companhia para 2013 e tem como objetivo atingir um crescimento mínimo de 10% no Rask (receita operacional) e a retomada das margens operacionais”, informou em comunicado. A rask líquida no quarto trimestre subiu 10,5% ano a ano, resultado da estratégia de redução da oferta adotada desde março do ano passado, segundo a empresa. Leia mais no site da revista Veja.

26 de março de 2013, 10:51

ECONOMIA Intenção de consumo das famílias tem terceira queda consecutiva e recua 2,5% em março

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), caiu 2,5% em março deste ano, em relação a março do ano passado. Essa é a terceira queda consecutiva do índice. Seis dos sete indicadores utilizados para medir a ICF apresentaram queda em relação ao mesmo mês do ano passado. O único item que apresentou alta foi a perspectiva de consumo, que aumentou 0,1%. Já os itens que tiveram reduções mais acentuadas foram a intenção de compra a prazo (-5,1%) e a perspectiva profissional (-4,8%). De acordo com a CNC, a queda da intenção de consumo das famílias brasileiras pode ser explicada pela manutenção de níveis ainda elevados no endividamento das famílias e mais incerteza em relação ao mercado de trabalho, entre outros fatores. “A gente percebe o cenário de uma economia andando mais lenta. Isso faz as famílias se sentirem menos otimistas em relação a seus empregos. Não que o mercado de trabalho esteja ruim, ele ainda está em um cenário extremamente favorável, mas há um impacto em relação ao otimismo das famílias. Além disso, no ano passado, nesse mesmo período, a gente teve medidas de estímulo fiscal, com a redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] da linha branca e dos veículos. Neste ano, não temos mais isso. Também há um processo inflacionário mais pesado”, disse o economista da CNC Bruno Fernandes. Leia mais na Agência Brasil.

Vitor Abdala, Agência Brasil

26 de março de 2013, 10:33

ECONOMIA BCs brasileiro e chinês fecham acordo para troca de moedas de R$60 bi

Os bancos centrais de Brasil e China fecharam um acordo nesta terça-feira de troca de moedas locais (reais e iuanes), com operações de até 60 bilhões de reais (cerca de 30 bilhões de dólares) e duração de até 3 anos. O montante pode ser prorrogado de acordo com a vontade das partes e com isso os dois países agem para tirar quase metade de suas ações comerciais da zona do dólar. O Banco Central brasileiro informou que a medida tem o objetivo de “facilitar o comércio bilateral entre os dois países”. O acordo, assinado horas antes do início da cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Durban, no país africano, é uma medida das duas maiores economias emergentes para trazer mudanças reais ao fluxo de comércio internacional dominado pelos Estados Unidos e Europa. “Nosso interesse não é estabelecer novas relações com a China, mas expandir relações a serem usadas no caso de turbulência nos mercados financeiros”, disse o presidente do BC brasileiro, Alexandre Tombini, após a assinatura. Leia mais na Agência Reuters.

25 de março de 2013, 19:33

ECONOMIA Plano de facilidades beneficia 1,7 milhão de contribuintes em débito com o Fisco argentino

A Afip (a Receita Federal argentina) anunciou hoje um plano para facilitar o pagamento de dívidas de 1,7 milhão de contribuintes do Fisco. Eles poderão parcelar o que devem em até 120 vezes a juros mensais de 1,35%. Este é o segundo plano de facilidades desde 2009. Os interessados, inclusive pessoas jurídicas, terão que se apresentar até dia 31 de julho, para poder usufruir dos benefícios. Mas ficam excluídas, do plano, as empresas que tenham sido denunciadas perante à Justiça, como o HSBC, banco acusado de lavagem de dinheiro. Segundo a Afip, a grande maioria dos 1,7 milhão de beneficiados tem dívidas de até 1 milhão de pesos argentinos (cerca de R$ 394 mil). O governo diz que o plano vai contribuir para o desenvolvimento do mercado interno, uma vez que as empresas endividadas vão ter a possibilidade de regularizar a sua situação e investir na produção. Economistas independentes avaliam que o plano também resolve problemas de caixa do governo.

25 de março de 2013, 18:29

ECONOMIA Chipre e Eurogrupo chegam a acordo de resgate econômico

O Eurogrupo, que reúne ministros de Finanças dos países que têm o euro como moeda, divulgou, na madrugada desta segunda-feira (25), que chegou a um acordo com as autoridades do Chipre com relação aos pontos-chave para um programa de “ajuste macroeconômico”. O acordo, em troca de um resgate de até 10 bilhões de euros, é apoiado por todos os países membros da União Europeia, disse o órgão. O acordo é importante para evitar que os bancos do Chipre quebrem, o que prejudicaria não só o próprio país, mas todos os que integram a zona do euro. Sem o resgate, o Chipre corria o risco de ter de sair do grupo, abalando a já frágil confiança dos mercado no bloco. Hoje, os ativos das instituições financeiras representam 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do Chipre, enquanto a média europeia é de 3,5%. Christos Stylianides, porta-voz do governo cipriota, disse que “evitamos uma falência desordenada que teria levado a uma saída do Chipre da zona do euro, com consequências imprevisíveis”. Leia mais no G1.