13 de setembro de 2018, 16:51

ECONOMIA Incerteza sobre cenário eleitoral faz dólar subir e atingir R$ 4,20

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Dólar sobe impulsionado por preocupação de investidores com estado de saúde do candidato Jair Bolsonaro

As incertezas eleitorais colocam os investidores na defensiva nesta quinta-feira, 13. Com isso, o dólar volta a subir e a Bolsa a cair. O dólar à vista renovou máximas e, às 16h21, alcançou R$ 4,2041 – alta de 1,28% –, em meio a preocupações com o cenário eleitoral e a situação na Argentina, de acordo com operadores de câmbio. Se a moeda americana continuar nesse patamar até o fim do pregão, será a maior cotação de fechamento desde o início do Plano Real. O maior valor nominal foi atingido em 21 de janeiro de 2016, quando o dólar terminou o dia vendido a R$ 4,1720. O dólar continua disparando no país vizinho e é negociado perto dos 40 pesos, em alta de 3,67%. O peso e o real estão entre as únicas moedas descoladas do comportamento de emergentes hoje ante a moeda norte-americana, que recua entre vários destes mercados. No cenário político, os profissionais destacam que o clima é de cautela, com os investidores aguardando a nova pesquisa do Datafolha, que sai nesta sexta-feira, e monitorando os rumos da campanha de Jair Bolsonaro (PSL). O mercado segue monitorando o quadro médico do candidato do PSL à Presidência, Jair Messias Bolsonaro, líder na corrida para o Planalto. Bolsonaro voltou à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einstein nesta quinta-feira depois de passar por uma nova cirurgia de emergência em razão de uma obstrução intestinal. De acordo com novo boletim médico, divulgado pelo hospital nesta manhã, o candidato “evoluiu bem” após a cirurgia, feita na noite de quarta-feira, 12. Além disso, segundo os médicos, “constatou-se um extravasamento de secreção entérica (secreção intestinal). A limpeza abdominal foi realizada como feito rotineiramente. O procedimento teve duração de duas horas”. O Ibovespa, que chegou a tocar o cenário positivo no início da tarde, consolidou queda e operava próximo às mínimas. Às 15h15, caía 0,37% a R$ 74.849 pontos. Fibria e Suzano, que chegaram a cair quase 2% hoje, reduziram o ritmo de recuo após notícia de que acionistas da empresa aprovaram em assembleia a operação de incorporação da Fibria pela Suzano.

Estadão Conteúdo

13 de setembro de 2018, 10:16

ECONOMIA PIS: trabalhador nascido em setembro já pode sacar abono salarial 2017

Trabalhadores da iniciativa privada nascidos em setembro e funcionários públicos com inscrição no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) final 2 já podem sacar o abono salarial referente a 2017. O recurso do Programa de Integração Social (PIS) e do Pasep está disponível a partir de hoje (13) até o dia 28 de junho de 2019. O pagamento do abono do PIS/Pasep ano-base 2017 começou no dia 26 de julho e a liberação do dinheiro para os trabalhadores é feito de acordo com o mês de nascimento ou o número final da inscrição, a depender do programa. Conforme o calendário de pagamento, inscritos no Programa de Integração Social (PIS) e nascidos de julho a dezembro, recebem o benefício ainda este ano. Já os nascidos entre janeiro e junho, terão o recurso disponível para saque no ano que vem. No caso do Pasep, servidores com inscrição final 0 a 4 recebem os recursos este ano; de 5 a 9 apenas ano que vem. A partir da liberação, o dinheiro ficará à disposição do trabalhador até 28 de junho de 2019, prazo final para o recebimento. Os empregados da iniciativa privada, vinculados ao PIS, sacam o dinheiro nas agências da Caixa Econômica Federal. Para saber se tem algo a receber, a consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou no telefone 0800-726-0207. Para os funcionários públicos vinculados ao Pasep, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet e pelo telefone 0800-729-0001. O valor que cada trabalhador tem para sacar é proporcional ao número de meses trabalhados formalmente em 2017. Quem trabalhou o ano todo recebe o valor cheio, que equivale a um salário mínimo (R$ 954). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é R$ 80. Além do tempo de serviço, para ter direito ao abono, o trabalhador já deveria estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O abono salarial do PIS/Pasep é um benefício pago anualmente com recursos provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), abastecido por depósito feitos pelos empregadores. Além do abono salarial, o FAT custeia o programa Seguro-Desemprego e financia programas de desenvolvimento econômico. Os recursos do abono que não são sacados pelos trabalhadores no calendário estabelecido todos os anos retornam para o FAT, para serem usados nos demais programas.

Agência Brasil

12 de setembro de 2018, 12:00

ECONOMIA Preço da gasolina nas refinarias da Petrobras sobe 1,02%

Depois de uma semana sem reajustes no preço da gasolina, a Petrobras anunciou hoje (12) aumento de 1,02% no preço do combustível comercializado em suas refinarias. A partir de amanhã (13), o litro da gasolina passará a custar R$ 2,2294, dois centavos a mais do que os R$ 2,2069 cobrados desde 5 de setembro. No mês, o litro do combustível já subiu nove centavos, ou seja, 4,3% a mais do que custava no fim de agosto (R$ 2,1375).

Agência Brasil

12 de setembro de 2018, 11:40

ECONOMIA Dólar abre em queda de 0,30% cotado a R$ 4,1419

A cotação da moeda norte-americana abriu o pregão de hoje (12) em queda de 0,30%, cotada a R$ 4,1419 para venda depois de ultrapassar ontem (11) a barreira de R$ 4,15, com uma alta de 1,48%. O Banco Central mantém sua política tradicional de oferta de swaps cambial, sem anunciar leilões extraordinários de venda futura da moeda. O Ibovespa, índice da B3, começou o dia revertendo a tendência de baixa de ontem (11), registrando alta de 0,6% na abertura do pregão com 75.105 pontos. As ações das grandes companhias, chamadas de blue chip, apresentam valorização como os papéis da Petrobras em alta de 1,78%, Itau com 0,96% e Eletrobras subindo 3,44%.

Agência Brasil

10 de setembro de 2018, 17:45

ECONOMIA Dólar fecha em queda cotado a R$ 4,0935

A cotação da moeda norte-americana fechou hoje (10) em queda pelo terceiro pregão consecutivo, no patamar abaixo de R$ 4,10. O dólar terminou em baixa de 0,26%, cotado a R$ 4,0935 para venda. O Banco Central segue com a política de swaps cambiais tradicionais, sem nenhuma oferta extraordinária de venda futura da moeda norte-americana. O Ibovespa, índice da B3, terminou o primeiro pregão da semana em leve alta de 0,03%, com 76.436 pontos. Os papéis da Petrobras alavancaram a pequena alta, fechando com valorização de 1,74%.

Agência Brasil

10 de setembro de 2018, 13:29

ECONOMIA Petrobras reduz estimativa da dívida líquida para US$ 69 bilhões

A previsão da dívida líquida da Petrobras para este ano é de US$ 69 bilhões, montante abaixo do registrado em 2017, de US$ 85 bilhões. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Ivan Monteiro, após encontro anual com investidores em São Paulo. Ele informou que o lucro líquido alcançou US$ 4,9 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor bem acima do registrado ao longo de todo o ano de 2017. Esse resultado mostra que ficou para trás os prejuízos registrados em 2015 (US$ 8,6 bilhões) e em 2016 (4,3 bilhões), disse Ivan Monteiro. De acordo com o presidente da estatal, a companhia tem mantido uma administração com mais transparência, em sintonia com os interesses dos investidores, adotando uma política de preços alinhada com o mercado internacional e recorrendo a estratégia de proteção como operações de hedge para obter bons resultados. Entre os fatos para justificar esse mecanismo de proteção por meio do mercado de capitais, citou a volatilidade cambial característica desse período de eleições para a sucessão presidencial no país e adventos climáticos externos que sempre pressionam as cotações dos derivados de petróleo. O executivo também informou que a empresa tem recebido equipes econômicas de candidatos à Presidência da República. Sem citar os nomes, revelou que a esses interlocutores têm sido repassadas dados do bom desempenho da estatal entre os quais os que vêm sendo obtidos por meio da produção do pré-sal, que atingiu uma média diária de 1,38 milhão de barris, no primeiro semestre deste ano.

Agência Brasil

10 de setembro de 2018, 08:31

ECONOMIA Receita libera hoje consulta sobre restituição do Imposto de Renda

Foto: Divulgação

A correção variará de 3,15% - para as declarações entregues em maio deste ano - até 105,27% para os contribuintes que estavam na malha fina desde 2008

A consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2018 será liberada a partir das 9h de hoje (10). Esse lote também contempla restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2017. A correção variará de 3,15% – para as declarações entregues em maio deste ano – até 105,27% para os contribuintes que estavam na malha fina desde 2008. O índice equivale à taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada desde o mês de entrega da declaração até setembro deste ano. O crédito bancário para 2.646.626 contribuintes será feito em 17 de setembro, somando R$ 3,3 bilhões. Desse total, R$ 219,3 milhões são destinados a contribuintes com prioridade: 4.863 idosos acima de 80 anos, 36.308 entre 60 e 79 anos, 5.490 com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e 18.409 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone, número 146. A correção variará de 3,15% – para as declarações entregues em maio deste ano – até 105,27% para os contribuintes que estavam na malha fina desde 2008. O índice equivale à taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada desde o mês de entrega da declaração até setembro deste ano. O crédito bancário para 2.646.626 contribuintes será feito em 17 de setembro, somando R$ 3,3 bilhões. Desse total, R$ 219,3 milhões são destinados a contribuintes com prioridade: 4.863 idosos acima de 80 anos, 36.308 entre 60 e 79 anos, 5.490 com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e 18.409 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone, número 146.

Agência Brasil

8 de setembro de 2018, 09:31

ECONOMIA Bradesco separa R$ 20 bi para destinar a microempreendedores

Foto: Divulgação

O banco Bradesco reduziu a projeção para o PIB de 2018 de alta de 1,5% para 1,1%

O Bradesco traçou uma meta agressiva para crescer junto aos microempreendedores individuais, os chamados MEIs. A expectativa do banco é dobrar a carteira, que hoje conta com 1,5 milhão de clientes com este perfil, a partir de uma oferta que vai além de soluções financeiras e de crédito e inclui ferramentas de apoio a este público. Em linhas de empréstimos pré-aprovados, são R$ 20 bilhões à disposição deste segmento. No Brasil, existem em torno de 7,3 milhões de MEIs, segundo o Sebrae. Neste primeiro semestre, o número de empresas criadas no Brasil foi o maior desde 2010, conforme a Serasa Experian. Do total de mais de 1 milhão de negócios lançados, mais de 80% eram MEIs. Mantido o ritmo atual de alta, a expectativa do Sebrae é de que os microempreendedores somem 11,8 milhões em 2022.De acordo com o vice-presidente do Bradesco, Eurico Fabri, o banco mapeou outros 1,5 milhão de pequenos empreendedores que podem ajudar a dobrar a carteira de clientes do banco. Boa parte deles, segundo o executivo, não é bancarizada. Estudo do Banco Central aponta que 19% dos MEIs no Brasil não têm conta corrente. Para diversificar receita, bancos apostam no setor de benefícios Para atrair esses empreendedores, um dos poucos segmentos que continuou crescendo mesmo durante a crise, o Bradesco integrou suas áreas de produto, serviços e do varejo. Como resultado, montou um combo financeiro que inclui conta corrente sob medida, maquininhas, seguros, cartão, microcrédito, antecipação de recebíveis e serviços. Ferramenta. Numa outra frente, desenvolveu soluções não financeiras e um site customizado para os MEIs. O primeiro passo para ser um microempreendedor é ter um CNPJ. Os futuros clientes do Bradesco poderão fazer esse cadastro no próprio site do banco. Outras facilidades incluem ferramentas de gestão financeira, vendas e até recolhimento de impostos. Tudo isso pode ser feito por canais digitais. “As pessoas começam como MEIs e crescem. Há uma complexidade porque existe um índice de mortalidade grande neste público. Por isso, temos de crescer junto com essas empresas no tempo”, disse Fabri ao Estadão/Broadcast. Ex-sócios do BTG Pactual preparam lançamento de banco digital Sem o apoio do banco, diz o executivo, a chance dos MEIs evoluírem no tempo diminui. O Bradesco tem apetite para emprestar, mas o que dificulta é o fato de que boa parte desse público não ter educação financeira e, consequentemente, misturar os orçamentos do negócio com o da pessoa física. Dos R$ 20 bilhões que o banco separou para o segmento, R$ 9,6 bilhões estão disponíveis para correntistas. Deste total, foram liberados R$ 2,4 bilhões. Outros R$ 11 bilhões estão à disposição de novos clientes. O Bradesco também iniciou neste mês a ambientação de 263 agências em todo o País que passarão a ter locais sob medida para atender os MEIs. Empreendedor. Os microempreendedores entraram no radar dos bancos há algum tempo, segundo o gerente de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae, Alexandre Comin. “Os bancos perceberam que os MEIs não são uma moda passageira. Vieram para ficar e são uma figura poderosa.” Nesse contexto, Bradesco e Sebrae assinaram nesta semana convênio para apoiar pequenas e médias empresas. Comin disse que a meta é atender 20 mil micro e pequenos negócios em 4 anos. Desses, 5 mil serão MEIs.

Estadão

6 de setembro de 2018, 09:16

ECONOMIA Inflação para famílias com renda até 2,5 salários fica em 0,04%

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação da cesta de compras para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, ficou em 0,04% em agosto deste ano. A taxa é inferior ao IPC-C1 registrado em julho: 0,25%. O dado é da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o IPC-C1 acumula taxas de 3,34% no ano e de 3,7% nos últimos 12 meses. O IPC-C1 ficou abaixo dos índices registrados pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR) em agosto (0,07%) e no acumulado em 12 meses (4,15%). A queda da taxa, de julho para agosto, foi puxada pelas despesas com habitação (cuja taxa caiu de 1,4% para 0,39%) e comunicação (de 0,29% para -0,10%). Por outro lado, os outros seis grupos de despesa tiveram alta da taxa: alimentação (de -0,45% para -0,40%), transportes (de -0,05% para 0,07%), vestuário (de -0,64% para -0,45%), despesas diversas (de 0,16% para 0,74%), saúde e cuidados pessoais (de 0,2% para 0,27%) e educação, leitura e recreação (de 0,28% para 0,41%).

Vitor Abdala, Agência Brasil

5 de setembro de 2018, 11:40

ECONOMIA Dólar abre em alta e custa R$ 4,15

A cotação da moeda norte-americana abriu o pregão de hoje (5) em alta de 0,03%. O dólar está cotado a R$ 4,1543 para venda. O Banco Central segue com os leilões tradicionais de swaps cambiais, equivalentes à venda futura de dólares, sem anunciar nenhuma oferta extraordinária como realizou na última sexta-feira, no fechamento do mês de agosto, para conter a alta da moeda. O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), começou hoje em queda de 0,32%, com 74.469 pontos. Os papéis da Petrobras puxavam a baixa, com desvalorização – na abertura do pregão – de 1,13%.

Agência Brasil

4 de setembro de 2018, 17:30

ECONOMIA Aneel aprova aumento de R$ 1,9 bi para conta de políticas públicas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (4) um aumento extraordinário de R$ 1,937 bilhão no orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que passará de R$ 18,843 bilhões para R$ 20,053 bilhões. Com a medida, haverá aumento nas contas de luz. O impacto médio previsto nas tarifas será de 1,6% para os consumidores dos estados do Centro-Sul e de 0,3% do Norte e Nordeste. O valor será repassado por meio da tarifa de energia, na conta de luz das distribuidoras de energia que ainda passarão por reajustes tarifários esse ano. Para as demais, o valor deverá ser compensado nos processos do ano que vem como componente financeiro. A CDE é usada para custear diversas políticas públicas do setor elétrico brasileiro, como o subsídio à conta de luz de famílias de baixa renda; programas como o Luz Para Todos; pagamento de indenizações a empresas e compra de parte do combustível usado pelas termelétricas. A revisão dos valores já havia sido proposta pela Aneel no início de agosto. Na ocasião, a pedido da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que controla os repasses das CDE, a agência propôs um reajuste de R$ 1,446 bilhão. O aumento, no entanto, acabou 2% maior em relação ao previsto. Segundo a agência, o aumento se deve, entre outros fatores, ao acréscimo de 20% nos descontos tarifários concedidos aos usuários dos serviços de distribuição de energia elétrica, em decorrência da migração de consumidores especiais de energia (com carga mínima de 500 kW) para o chamado mercado livre. Desta forma, os descontos passaram de R$ 6,944 bilhões para R$ 8,362 bilhões.

Agência Brasil

4 de setembro de 2018, 10:45

ECONOMIA Tabela do frete rodoviário deverá ter reajuste de cerca de 5%

A tabela do frete rodoviário deverá ser reajustada em cerca de 5%, segundo informou fonte ao Estado. O aumento tem por objetivo atualizar os preços após reajuste de 13% do diesel anunciado na última sexta-feira. O ajuste será feito sobre a tabela vigente. O tema será discutido nesta terça-feira, 4, em reunião da diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O órgão regulador também discutirá formas para acelerar o início das fiscalizações quanto ao cumprimento da tabela pelos contratantes de serviços de transportes. Depois de um fim de semana em que o risco de uma nova paralisação dos caminhoneiros assustou parte da população e provocou filas nos postos de combustíveis, o governo decidiu acelerar o atendimento de dois pedidos da categoria: corrigir a tabela de preços mínimos do frete rodoviário e colocar fiscais nas estradas para verificar seu cumprimento. A nova tabela, incorporando os efeitos do reajuste de 13% no preço do diesel anunciado na sexta-feira, deverá ser publicada até amanhã. A expectativa é que ela seja homologada na reunião desta terça-feira da diretoria da ANTT. A perspectiva de uma correção imediata da tabela conteve, ao menos por ora, o ímpeto de uma nova paralisação dos caminhoneiros. “O governo pode afirmar de forma peremptória que não acontecerá uma nova greve”, disse no último domingo, 2, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun. De acordo com a ANTT, a Lei 13.703, de 2018, prevê que uma nova tabela com frete mínimo deve ser publicada quando houver oscilação superior a 10% no preço do óleo diesel no mercado nacional. A lei instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Desde a última sexta-feira, 31, o preço médio do diesel nas refinarias da Petrobrás subiu em 13,03%. Com o aumento, o preço passou de R$ 2,0316 para R$ 2,2964. É o primeiro rejauste desde junho, quando, em acordo com os caminhoneiros em greve, o governo congelou o preço do produto nas refinarias em R$ 2,0316 por litro.

Estadão

4 de setembro de 2018, 08:39

ECONOMIA PT pode ter que devolver dinheiro de campanha enquanto não anunciar substituição de Lula

Foto: Wilton Jr./Estadão/Arquivo

Procuradora Raquel Dodge

O PT pode ser obrigado a devolver os valores que gastar na campanha presidencial enquanto não anunciar a substituição de Lula na disputa, depois da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de considerá-lo inelegível, na última sexta-feira. A procuradora-geral da República Raquel Dodge prepara ação neste sentido, segundo a Folha de S. Paulo. A direção nacional do PT repassou R$ 20 milhões do fundo eleitoral à chapa presidencial. Desses, R$ 14,4 mi foram para programas de rádio e televisão.

3 de setembro de 2018, 16:32

ECONOMIA Dinheiro precisa passar menos por Brasília e ficar nos municípios, diz Giannetti

A descentralização do Orçamento federal, com maior protagonismo dos municípios na definição dos gastos, foi defendida pelo economista Eduardo Giannetti, assessor econômico na campanha de Marina Silva (Rede) ao Palácio do Planalto, durante debate realizado pela plataforma “Por Quê? – Economês em bom português” com estudantes do Ensino Médio da rede pública e particular da capital paulista. “O princípio básico no Brasil tem que ser menos Brasília e mais Brasil. O dinheiro não precisa e não deve ir para Brasília, tem que ficar perto e ser gasto onde é arrecadado. É uma descentralização tributária”, declarou Giannetti. Ele lembrou que a Constituição Federal repassou aos Estados e municípios as obrigações com saúde, educação e segurança, “mas não descentralizaram a autoridade para arrecadar”. “Aí o Congresso aproveita essa situação e faz chantagem com o governo por verbas como as emendas parlamentares”, declarou. Para Giannetti, é necessário garantir à população recursos para acompanhar e fiscalizar os gastos públicos. “As novas tecnologias são muito próprias para que haja maior acompanhamento, fiscalização e cobrança do uso de recursos públicos. O caminho fundamental é que a decisão sobre os gastos aconteça nos governos locais”, explicou o economista. A concentração dos impostos pelo Governo Federal, apontou Giannetti, é um fator que sustenta a desigualdade social. “Como é possível que 50% da população não tenha rede de esgoto enquanto 40% dos recursos gerados no País passam pelo Orçamento federal? Tem alguma coisa profundamente errada nas finanças públicas do Brasil. O estado drena um recurso enorme do País e não vemos o retorno”, criticou.