6 de setembro de 2017, 12:55

ECONOMIA Petrobras reduz preço da gasolina em 3,8% nas refinarias

A Petrobras anunciou hoje (6) a queda do preço da gasolina em 3,8%. Por outro lado, o preço do óleo diesel foi aumentado em 0,7%. A nova política da estatal prevê reajustes quase diários nos combustíveis. Os reajustes são aplicados na saída das refinarias, ou seja, são calculados sobre o preço do combustível vendido aos distribuidores. O preço no posto de gasolina pode ser reajustado em valores acima ou abaixo desse. A queda de 3,8% da gasolina ocorreu depois de quatro altas consecutivas, que resultaram num reajuste acumulado de 11,09%, entre 31 de agosto e 5 de setembro. Ontem (5) não houve reajuste. Já o diesel teve a sétima alta de preços consecutiva e acumula aumento de preço de 9,71% desde 29 de agosto.

Vitor Abdala, Agência Brasil

6 de setembro de 2017, 11:30

ECONOMIA Alta dos combustíveis puxa inflação oficial em agosto

A alta no preço dos combustíveis de 6,67% em agosto foi a principal responsável pela variação da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a gasolina teve aumento de 7,19% e o etanol, de 5,71% no período. Os transportes, aliás, foram o grupo de despesas com maior inflação (1,53%) e maior impacto na inflação de agosto. Outro grupo de despesas com alta de preços importante foi habitação, com inflação de 0,57%. Entre os itens que tiveram aumento de preços em agosto estão a energia elétrica residencial (1,97%) e a taxa de água e esgoto (1,78%). Por outro lado, o grupo de despesas alimentação e bebidas teve deflação (queda de preços) de 1,07% no mês e contribuiu para frear a inflação. A alimentação em casa ficou 1,84% mais barata, apesar do aumento do custo da refeição fora de casa (0,35%). Entre os alimentos com as maiores quedas de preços estão o feijão-carioca (-14,86%), tomate (-13,85%), feijão-preto (-6,36%), açúcar cristal (-5,90%), alho (-5,83%), leite longa vida (-4,26%) e hortaliças (-3,68%).

Vitor Abdala, Agência Brasil

6 de setembro de 2017, 11:15

ECONOMIA Receita libera na sexta-feira consulta a restituição do Imposto de Renda

A consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2017 estará disponível a partir das 9h da próxima sexta-feira (8). O lote contempla 2,257 milhões de contribuintes, totalizando a liberação de mais de R$ 2,7 bilhões. Também serão liberadas para consulta restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2016. No total dos lotes, será liberado o crédito bancário para 2,357 milhões de contribuintes, no dia 15 de setembro. Do total de R$ 3 bilhões, R$179,180 milhões referem-se a recursos para os contribuintes com preferência para receber: 40.429 idosos e 5.026 com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

6 de setembro de 2017, 10:50

ECONOMIA Alta dos combustíveis puxa inflação oficial em agosto

A alta no preço dos combustíveis de 6,67% em agosto foi a principal responsável pela variação da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a gasolina teve aumento de 7,19% e o etanol, de 5,71% no período. Os transportes, aliás, foram o grupo de despesas com maior inflação (1,53%) e maior impacto na inflação de agosto. Outro grupo de despesas com alta de preços importante foi habitação, com inflação de 0,57%. Entre os itens que tiveram aumento de preços em agosto estão a energia elétrica residencial (1,97%) e a taxa de água e esgoto (1,78%). Por outro lado, o grupo de despesas alimentação e bebidas teve deflação (queda de preços) de 1,07% no mês e contribuiu para frear a inflação. A alimentação em casa ficou 1,84% mais barata, apesar do aumento do custo da refeição fora de casa (0,35%). Entre os alimentos com as maiores quedas de preços estão o feijão-carioca (-14,86%), tomate (-13,85%), feijão-preto (-6,36%), açúcar cristal (-5,90%), alho (-5,83%), leite longa vida (-4,26%) e hortaliças (-3,68%).

Vitor Abdala, Agência Brasil

6 de setembro de 2017, 10:40

ECONOMIA Bahia e Nordeste tiveram maiores altas na produção industrial em julho

A produção industrial em julho teve alta em metade dos lugares pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa abrange regiões e unidades da federação e aponta que a Bahia e a Região Nordeste tiveram as maiores altas, de 7,2% e de 3,2%, respectivamente. Apesar do resultado da indústria baiana, o mês de julho não conseguiu anular a perda de 10,1% registrada em junho. A alta também não mudou o fato de que a Bahia é o estado que acumula as maiores retrações na produção industrial em 2017 e em 12 meses. De janeiro a julho, a produção da indústria baiana registrou queda de 5,2%, e, de agosto de 2016 a julho de 2017, a queda soma 6,4%. A produção de toda a Região Nordeste também registra perdas nos índices acumulados. Em 2017, foi produzido 1,2% a menos, e, em 12 meses, a queda é de 1,5%. Em julho, a indústria brasileira teve uma alta de 0,8% na produção, em relação a junho. Além da Bahia e do Nordeste, também cresceram acima da média os estados do Pará (2,3%), Paraná (2,3%) e São Paulo (1,7%). O Espírito Santo teve uma queda de 8,3% na produção industrial de julho, em relação a junho, resultado mais baixo entre todas as unidades da federação. Na mesma base de comparação, o Rio de Janeiro caiu 5,9%. Apenas cinco das 14 regiões pesquisadas acumulam resultados positivos em 12 meses. O melhor desempenho acumulado é o do Pará, onde a alta é de 3,7% no período pesquisado.

Vinícius Lisboa, Agência Brasil

6 de setembro de 2017, 09:15

ECONOMIA IPCA registra taxa de 0,19% em agosto deste ano

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou em 0,19% em agosto deste ano. A taxa havia ficado em 0,24% em julho deste ano e em 0,44% em agosto do ano passado. Segundo dados divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IPCA acumula taxas de 1,62% no ano e de 2,46% em 12 meses.

Agência Brasil

6 de setembro de 2017, 08:00

ECONOMIA Empregadores domésticos têm até hoje para pagar guia de agosto do eSocial

O prazo para os empregadores domésticos pagarem o Documento de Arrecadação do eSocial (DAE) referente a agosto termina nesta quarta-feira (6). Como o dia 7, tradicionalmente usado como data-limite para o pagamento da guia, cai no feriado da Independência, o prazo foi antecipado em um dia. O Simples Doméstico reúne em uma única guia as contribuições fiscais, trabalhistas e previdenciárias que devem ser recolhidas. Para a emissão da guia unificada, o empregador deve acessar a página do eSocial na internet . Se não for recolhido no prazo, o empregador paga multa de 0,33% ao dia, limitada a 20% do total. No eSocial, o empregador recolhe, em documento único, a contribuição previdenciária, que varia de 8% a 11% da remuneração do trabalhador e paga 8% de contribuição patronal para a Previdência. A guia inclui 8% de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 0,8% de seguro contra acidentes de trabalho, 3,2% de indenização compensatória (multa do FGTS) e Imposto de Renda para quem recebe acima da faixa de isenção (R$ 1.903,98). Desde a adoção do programa, em novembro de 2015, foram cadastrados mais de 1,25 milhão de trabalhadores domésticos para mais de 1,18 milhão de empregadores – alguns empregadores contratam mais de um empregado.

Agência Brasil

5 de setembro de 2017, 12:15

ECONOMIA Delações da JBS influenciam mercado financeiro; dólar cai e bolsa sobe

O dólar está em queda nesta terça-feira (5) e bolsa de valores em alta, no dia seguinte ao anúncio do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de abrir investigação para avaliar a omissão de informações nas negociações das delações de executivos da empresa JBS. Por volta das 10h, o Ibovespa, Índice da Bolsa de Valores de São Paulo, estava em alta de 0,89%, aos 72.771,15 pontos. O dólar comercial era cotado para venda a R$ 3,1187, com queda de 0,58%. O mercado também acompanha votações no Congresso Nacional, como o da mudança da meta fiscal.

Agência Brasil

5 de setembro de 2017, 09:45

ECONOMIA Indústria cresce 0,8% entre junho e julho deste ano

A produção industrial brasileira cresceu 0,8% na passagem de junho para julho deste ano. Esta é a quarta alta consecutiva do indicador nesse tipo de comparação. Na passagem de maio para junho, o aumento havia sido de 0,2%. Os dados, da Pesquisa Mensal Industrial – Produção Física (PIM-PF), foram divulgados hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com julho de 2016, a indústria cresceu 2,5% e, no acumulado do ano, avançou 0,8%. No entanto, no acumulado de 12 meses, a produção da indústria acumula queda de 1,1%. Na passagem de junho para julho, as quatro grandes categorias econômicas tiveram alta: bens de consumo duráveis (2,7%), bens de consumo semi e não duráveis (2%), bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos (1,9%), e bens intermediários, isto é, insumos industrializados para o setor produtivo (0,9%). Nesse mesmo tipo de comparação, foram observadas altas em 14 das 24 atividades industriais pesquisadas. O destaque ficou com os produtos alimentícios, que, com um crescimento de 2,2% na produção, tiveram o maior impacto na indústria nacional no período.

Agência Brasil

4 de setembro de 2017, 16:00

ECONOMIA Produção de gás natural tem recorde de 115 milhões de metros cúbicos por dia

A produção nacional de gás natural atingiu, em julho, o volume recorde de 115 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d). O recorde anterior havia sido de 111,8 milhões de m3/d, registrados em dezembro do ano passado. O dado foi divulgado hoje (4), no Rio de Janeiro, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O volume é 3,5% maior que o observado no mês anterior e 7,3% superior ao de julho de 2016. A produção de petróleo chegou a 2,62 milhões de barris por dia, uma redução de 1,9% em relação a junho. Apesar da queda mensal, a produção teve um aumento de 1,5% na comparação com julho do ano passado. Considerando-se a soma da produção de gás e de petróleo, a produção nacional ficou em 3,346 milhões de barris de óleo equivalente (unidade de medida que transforma o volume de gás em barris e que se soma aos barris de petróleo) por dia. A produção do pré-sal em julho atingiu 1,61 milhão de barris de óleo equivalente por dia, uma redução de 4,3% em relação a junho.

Agência Brasil

4 de setembro de 2017, 14:30

ECONOMIA Projeção da Fipe do IPC de 2017 cai de 3,03% para 2,67%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) deve fechar setembro com alta de 0 16%, depois de subir 0,10% em agosto. De acordo com Moacir Mokem Yabiku, gerente técnico de pesquisa do indicador, a estimativa de pequena aceleração reflete basicamente a projeção de queda menos intensa no grupo Alimentação este mês. Apesar da estimativa de aceleração, a Fipe reduziu a projeção para o IPC fechado do ano de uma elevação de 3,03% para 2,67%. “Há um alívio generalizado”, diz. Em outra análise da Fipe que leva em consideração uma lista de 51 produtos, houve declínio nos preços de 37 e aumento em 14. Com isso, o valor médio da cesta básica do paulistano teve queda de 2,44%, acumulando declínio de 5,96% em 12 meses e retração de 3,66% no ano. Conforme o pesquisador, alguns produtos alimentícios já estão indicando mudança de sinal no IPC-Fipe, mas o movimento ainda não deve ser substancial, caso de carne bovina. Entre a terceira e a quarta leitura de agosto, a queda passou de 1,28% para 0 89%. Já os tubérculos saíram de taxa zero na terceira medição para alta de 0,19%. A expectativa da Fipe é que o grupo Alimentação, que caiu 1,33% em agosto, diminua o ritmo de retração para 0,10%. Em contrapartida, o conjunto de preços de Transportes deve sair de uma taxa positiva de 1,58% no oitavo mês para 0,48% em setembro, enquanto Habitação tende a sair de 0,72% para 0,12%. Ele explica que o arrefecimento esperado neste grupo deve-se especialmente ao recuo de quase 40% em PIS/Cofins nas contas dos paulistanos. Já o impacto da bandeira amarela nas tarifas de luz que entrou em vigor este mês, só será sentido na leitura do IPC de outubro, em razão de metodologia. A Fipe estima alívio de 0 07% no IPC de outubro.

4 de setembro de 2017, 12:38

ECONOMIA Gasolina aumenta amanhã 3,3% nas refinarias; diesel sobe 0,1%

A Petrobras anunciou para amanhã (5) novo aumento da gasolina de 3,3% e do diesel de 0,1%. Nos últimos reajustes consecutivos, a gasolina acumulou acréscimo de preço de 11,2% desde o dia 31 de agosto e o diesel ficou 8,94% mais caro desde o dia 29. O aumento é nas refinarias e está de acordo com a nova política de preços da estatal, que utiliza como base “o preço de paridade de importação, que representa a alternativa de suprimento oferecido pelos principais concorrentes para o mercado – importação do produto”. Após dois meses em vigor da nova política de reajuste do preço dos combustíveis, a Petrobras avaliou como positiva a mudança implantada em 3 de julho, com aumentos ou reduções quase diários da gasolina e do óleo diesel. Em reunião na semana passada, o Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras disse que “os ajustes promovidos têm sido suficientes para garantir a aderência dos preços praticados pela companhia às volatilidades dos mercados de derivados e ao câmbio”. Segundo a estatal, durante o mês de agosto os ajustes acumulados foram de +3,4% na gasolina e de +2,2% no diesel, até o dia 29 último. Em julho, na avaliação feita até o dia 27, os ajustes acumulados foram de 4,7% no diesel e de – 0,6 % na gasolina. Para o consultor Adriano Pires, sócio-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (Cbie), a política de ajustes é positiva para a empresa, que, segundo ele, tem conseguido diminuir a capacidade ociosa das refinarias e reconquistar mercado na venda de gasolina e de diesel no país. “Acho que a política está tendo sucesso, as empresas que importavam estão tendo que ter muito mais cuidado na importação, porque a importação às vezes demora, o prazo da chegada do produto no Brasil é de uns 30 dias, e em 30 dias a Petrobras pode ter feito 30 reajustes, para baixo ou para cima, no preço da gasolina. Então, agora, as distribuidoras/importadoras de gasolina e óleo diesel têm que prestar muita atenção no estoque dos produtos. Porque antes olhavam muito só a questão do preço”. Do ponto de vista da sociedade, Pires considera uma boa política porque os reajustes diários banalizam os aumentos ou reduções e “tiram a gasolina e o diesel da primeira página do jornal. A gente tinha uma cultura no Brasil de achar que preço de gasolina e diesel é diferente do preço do leite, do arroz, do feijão, e sempre ficava aquela expectativa, quando é que vai anunciar o aumento da gasolina, o aumento do diesel, daí dava primeira página do jornal e o cara aumentava o pão na padaria, o refrigerante e a cachaça no mercado”, argumentou

Akemi Nitahara, Agência Brasil

4 de setembro de 2017, 09:50

ECONOMIA Alta do PIB sobe de 0,39% para 0,50%, aponta Focus

Foto: Divulgação

A expectativa de alta para o PIB deste ano foi de 0,39% para 0,50% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 4.

Os economistas do mercado financeiro elevaram as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. A expectativa de alta para o PIB deste ano foi de 0,39% para 0,50% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 4. Há um mês, a perspectiva estava em 0,34%. Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava no mesmo nível. Na última sexta-feira (dia 1º), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 0,2% no segundo trimestre do ano, ante o primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, houve alta de 0,3%. No primeiro semestre de 2017, ante os primeiros seis meses do ano passado, o PIB apresentou estabilidade. No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial deste ano permaneceu indicando avanço de 1,00%. Há um mês, estava em 0,81%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 2,16%, ante 2,06% de quatro semanas antes. Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 foi de 51,95% para 52 00%. Há um mês, estava em 51,70%. Para 2018, a expectativa no boletim Focus foi de 55,60% para 55,65% ante 55,25% de um mês atrás.

Estadão

3 de setembro de 2017, 11:09

ECONOMIA Indústria volta ao patamar de 2009

Foto: Divulgação

PIB industrial registrado entre abril e junho está no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2009

O resultado positivo do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, de crescimento de 0,2% ante o trimestre anterior, divulgado na sexta-feira (1º) pelo IBGE, sinalizou que a recessão brasileira caminha para o fim. Mas a indústria ainda causa preocupação. Os números mostram que o PIB industrial registrado entre abril e junho está no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2009. O desempenho negativo da construção civil foi o principal fator a derrubar os resultados da indústria no PIB. No segundo trimestre, o setor industrial recuou 0,5% em relação aos primeiros três meses do ano. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a retração foi de 2,1%. A construção responde por cerca de um quarto da indústria. “Se olharmos neste instante, os sinais de recuperação da construção civil ainda são mínimos. Há uma perspectiva de retomada a partir do ano que vem, com uma Selic na casa dos 7%, que colocaria o mercado imobiliário em outra realidade”, diz José Carlos Martins, da Câmara Brasileira da Indústria de Construção (Cbic). “O que o nosso setor sente é que ainda é preciso atravessar um rio, seja de que jeito for, para chegar vivo ao outro lado. Ninguém espera resultados espetaculares, a gente só espera chegar vivo”. Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, avalia que, apesar de os resultados da indústria ainda serem preocupantes, há mais sinais de recuperação do que nunca. “Já é possível perceber uma reação no segmento de máquinas e equipamentos, por exemplo. A construção, de fato, demora mais tempo para sair do vermelho, mas ela vai reagir assim que o ambiente econômico estiver mais claro”. “Para o terceiro e quatro trimestres, há também perspectivas positivas para o segmento de automóveis”, diz Vale. Em agosto, o emplacamento de veículos teve alta de 14,76%, segundo a Fenabrave, que representa concessionárias. Segmentos da indústria de transformação reclamam, porém, que a taxa de câmbio não tem favorecido uma retomada mais robusta do setor. “Há muito tempo as projeções mostram que o dólar deveria estar um patamar superior, com o real mais fraco, e isso não tem acontecido. A gente tem tido um aumento grande nos nossos custos seja de energia, seja de insumo de um modo feral, e o real continua fortalecido”, diz Ricardo Neves de Oliveira, diretor executivo do Sinproquim (Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais e da Petroquímica). Na indústria química, que detém a quarta maior fatia da indústria de transformação, o crescimento previsto para este ano é de, no máximo, 0,5%.

Estadão Conteúdo

3 de setembro de 2017, 09:59

ECONOMIA US$ 77 bi saíram do País após rebaixamento

Desde que o Brasil perdeu o status de grau de investimento dado pela agência Standard & Poor’s, em setembro de 2015, US$ 77 bilhões de investimentos em títulos de renda fixa e empréstimos a empresas deixaram o País, segundo estudo do banco Credit Suisse. O quadro só não foi pior porque o Brasil não apresentava as mesmas fragilidades que tinha na década de 90, por exemplo. Mas ainda pode se agravar, na avaliação dos economistas do banco se houver demora muito grande na aprovação de reformas que poderiam equilibrar as contas públicas, principalmente a Previdenciária. Para o banco, historicamente, crises fiscais estão relacionadas com fuga de recursos do País. A maior parte das vezes em que houve moratória da dívida interna nos países da América Latina, incluindo o Brasil, as moedas locais se depreciaram como consequência da saída dos investimentos estrangeiros, o que dificultou a capacidade de pagamento dos juros e da própria dívida. A intensidade da fuga dos dólares foi influenciada pela situação das contas públicas e pela percepção dos investimentos sobre a capacidade de pagamento da dívida. Na avaliação do Credit Suisse, um dos primeiros a prever a necessidade de mudança das metas fiscais de 2017 e 2018, a deterioração fiscal do País, rombos cada vez maiores podem afetar o crescimento de longo prazo e tornar mais frágil o real.

Estadão Conteúdo