31 de janeiro de 2017, 07:55

ECONOMIA Estudo mostra que 1,2% das contas inativas do FGTS tem 50% do saldo

Com base em dados do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros indicadores econômicos, estudo feito pelo banco Santander estima que apenas 1,2% das contas inativas do FGTS – cerca de 100 mil cotistas – têm saldo superior a R$ 17,6 mil que somados, respondem pela grande parcela de R$ 20 bilhões depositados. O montante é praticamente a metade de todo o saldo inativo do Fundo, que soma R$ 41,4 bilhões.Ao mesmo tempo, outros 94% dos cotistas têm saldo entre zero e R$ 3,5 mil. Somado, esse grupo majoritário em número de trabalhadores responde pela parcela minoritária de 17% dos depósitos. Essa grande concentração de recursos na mão de poucos trabalhadores limita o impacto da liberação dos recursos sobre a demanda e o pagamento de dívidas, diz o banco espanhol: “Essa distribuição é ainda mais heterogênea que a observada na renda real. Em 2015, 1% do topo recebeu cerca de 10% do rendimento total do trabalho, Previdência e transferências sociais.”. Para o Santander, o grupo de trabalhadores mais rico que possui metade do fundo não deve usar o dinheiro majoritariamente no consumo. “Eles parecem menos inclinados a usar os recursos seja para consumo ou redução da dívida. Ao invés disso, parece mais provável que simplesmente direcionem esses recursos para opções mais vantajosas de investimento”, dizem os analistas do banco.

AE

30 de janeiro de 2017, 19:01

ECONOMIA Receitas extras ajudarão a alcançar meta de déficit, diz secretária do Tesouro

Em um cenário de revisão para baixo do crescimento econômico em 2017, medidas que garantam receitas extras para a União ajudarão o governo a cumprir a meta de déficit primário de R$ 139 bilhões neste ano. A avaliação é da secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, que comentou hoje (30) as perspectivas para as contas públicas em 2017.Segundo Ana Paula, a meta definida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017 é “ousada”, mas, com as medidas tomadas pelo governo, como as vendas de ativos federais (privatizações), a renegociação de dívidas de contribuintes com a União e uma eventual nova regularização de ativos no exterior ajudarão a equipe econômica a alcançar a meta estabelecida.“A meta é ousada, de fato, mas nós estamos engajados, imbuídos. O governo como um todo está empenhado em fazer a execução mais responsável possível. Os espaços fiscais que forem abertos ao longo do ano, fruto do crescimento econômico, fruto de medidas adotadas pelo governo, como venda de ativos, concessões e privatizações, isso tudo será usado da melhor forma possível para acelerar o passo da consolidação fiscal no Brasil”, declarou a secretária.

30 de janeiro de 2017, 18:00

ECONOMIA Dólar fecha abaixo de R$ 3,13 e alcança menor valor em três meses

Foto: Paulo Vitor/AE

Em um dia de calma no mercado financeiro, a moeda norte-americana teve forte queda e voltou a alcançar o menor valor em três meses. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (30) vendido a R$ 3,128, com queda de R$ 0,024 (-0,77%). A cotação está no menor nível desde 25 de outubro (R$ 3,107). O dólar abriu em estabilidade, mas passou a operar em baixa ainda na primeira hora de negociação. A divisa acumula queda de 3,8% em janeiro. O desempenho mais fraco que o esperado do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) dos Estados Unidos, divulgado na sexta-feira (27), continuou a reduzir o valor do dólar em todo o mundo nesta segunda. Em 2016, a maior economia do planeta cresceu 1,6%, o pior resultado desde 2011. A desaceleração da produção norte-americana reforça expectativas de que o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, aumente os juros básicos dos Estados Unidos mais lentamente que o esperado. Nesta semana, o Fed faz a primeira reunião de 2017 e deve manter as taxas básicas inalteradas. Taxas baixas nos países desenvolvidos estimulam a migração de capitais para países emergentes, como o Brasil, onde os juros são mais altos. A entrada de recursos financeiros empurra para baixo a cotação do dólar.

Agência Brasil

30 de janeiro de 2017, 09:06

ECONOMIA Câmbio para o fim de 2017 projetado pelo Focus segue em R$ 3,40

O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, dia 30, pelo Banco Central, mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,40 no encerramento de 2017, mesma projeção de uma semana atrás. Há um mês, a expectativa estava nos R$ 3,48. O câmbio médio de 2017 foi de R$ 3,35 para R$ 3,33, ante R$ 3,40 de um mês antes. No caso de 2018, a projeção dos economistas para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 3,50. Quatro semanas antes, estava no mesmo patamar. Já a projeção para o câmbio médio no próximo ano seguiu em R$ 3,45, ante R$ 3,48 de quatro semanas atrás.

Estadão

30 de janeiro de 2017, 08:31

ECONOMIA Mercado prevê que Selic chegará a 9% ao ano em 2018

O mercado financeiro projeta que a Selic, a taxa básica de juros da economia, chegará a 9% ao ano em 2018. Para 2017, está mantida a projeção de Selic em 9,5% ao ano. O mercado também prevê que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará em 4,7% este ano, perto do centro da meta: 4,5% com dois pontos percentuais para cima ou para baixo. As estimativas estão no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) feita com instituições financeiras. No início do mês, as instituições consultadas para o levantamento ainda previam a taxa básica de juros na casa dos dois dígitos em 2017, em 10,25% ao ano. O mercado vem se mostrando mais otimista a respeito da Selic depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduzir a taxa básica mais que o esperado, em sua primeira reunião de 2017. Em lugar da queda de 0,5 ponto percentual projetada, o Copom cortou 0,75 ponto percentual. O presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que este deve ser o “novo ritmo” de redução dos juros. A decisão de intensificar a redução da taxa básica de juros ocorreu após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar que a inflação medida pelo IPCA encerrou 2016 em 6,29%. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB, a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) em 2017 permanece em 0,50%.

Mariana Branco, Agência Brasil

29 de janeiro de 2017, 08:06

ECONOMIA Bancos investem em tecnologia móvel para impulsionar financiamento de carro

Com a economia em recessão, os bancos estão investindo na tecnologia e na redução das taxas de juros para tentar seduzir os consumidores que querem comprar veículos novos e seminovos. Impactada pela crise econômica, a venda de carros zero quilômetro em 2016 teve queda superior a 20% na comparação com o ano anterior, pior resultado desde dez anos. Já nas vendas de carros seminovos o resultado não foi negativo e acumulou ligeiro incremento de 0,21% na comparação com 2015. Na tentativa de reverter esse cenário, esta semana o Banco do Brasil anunciou redução na taxa de juros para o financiamento automotivo para os cliente que fizerem a contratação por meio do aplicativo do banco para celulares. Outra mudança é que os financiamentos para compra de veículos leves com até dois anos de fabricação terão as mesmas taxas praticadas para financiamento de veículos novos. A expectativa do banco estatal é atingir R$ 1 bilhão nesse tipo de empréstimo até o final do ano. “A gente espera a ampliação do crédito por meio da conveniência que o aplicativo proporciona”, disse à Agência Brasil o diretor de Empréstimos, Financiamentos e Crédito Imobiliário do BB, Edson Pascoal Cardozo.

Agência France Presse

28 de janeiro de 2017, 13:00

ECONOMIA Receita amplia prazo para empresas entregarem declaração de IR retido na fonte

Foto: Reprodução

A Receita não informou o motivo do adiamento

As empresas ganharam quase duas semanas adicionais para enviar a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) de 2017. Instrução normativa da Receita Federal publicada hoje (27) no Diário Oficial da União estendeu de 15 para 27 de fevereiro a data limite para entrega do documento. A Receita não informou o motivo do adiamento. Na Dirf, as empresas informam os rendimentos dos empregados, além do Imposto de Renda (IR) e das contribuições retidos na fonte, como a da Previdência Social. Na declaração, as empresas também repassam dados como rendimentos a beneficiários, créditos ou remessas a residentes ou a não-residentes. O programa gerador da Dirf pode ser baixado na página da Receita na internet. A Dirf é um dos principais documentos usados para investigar contribuintes. Se os dados do IR informados pela empresa estiverem diferentes dos repassados pelas pessoas físicas na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda, enviada até o fim de abril, o contribuinte cai na malha fina e deixa de receber a restituição ou tem de pagar imposto a mais que o declarado.

Agência Brasil

28 de janeiro de 2017, 12:15

ECONOMIA Gastos com juros do cartão de crédito podem cair pela metade com novas regras

A economia do consumidor com a nova regra que limita a utilização do rotativo do cartão de crédito poderá chegar a quase 50% em 12 meses. Essa é a diferença que o cliente deixará de pagar ao migrar dos juros mais caros do crédito rotativo para as taxas mais baixas do crédito parcelado. A partir de abril, as administradoras de cartão de crédito não poderão mais financiar o saldo devedor dos clientes por meio do crédito rotativo por mais de um mês, conforme decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) tomada na última quinta-feira (26). De acordo com o levantamento mais recente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), os juros médios do crédito rotativo – cobrado de quem não paga a totalidade da fatura do cartão de crédito – chegavam a 15,33% ao mês no fim de dezembro. Para o crédito parcelado, a taxa média estava em 8% ao mês. A diferença é maior quanto mais longo o tempo dos financiamentos. Uma dívida de R$ 1 mil na fatura do cartão sobe para R$ 1.534 no crédito rotativo ao fim de três meses. Com a nova regra, pela qual a taxa mais alta – de 15,33% ao mês – incide nos primeiros 30 dias e a taxa de 8% ao mês incide nos dois meses restantes, a dívida aumenta para R$ 1.345,20, diferença de 12,3%. Ao final de 12 meses, a disparidade é ainda maior. Uma dívida de R$ 1 mil na fatura chegará a R$ 5.537,42 ao fim do período no sistema atual, financiada por meio do crédito rotativo. Pela nova regra, a mesma dívida seria corrigida para R$ 2.689,07, diferença de 51,4%. O cálculo leva em conta as taxas médias de juros cobradas no fim de dezembro. A economia efetiva pode variar porque os bancos personalizam as taxas para cada consumidor no rotativo e no crédito parcelado. Os juros finais podem variar em função do histórico e da capacidade de pagamento do cliente.

Agência Brasil

28 de janeiro de 2017, 07:55

ECONOMIA Governo vê retomada já no 1º trimestre

Foto: Divulgação

O presidente Michel Temer

Embora os analistas de mercado projetem crescimento de apenas 0 5% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, o governo aposta na retomada no primeiro trimestre, quando a economia deve crescer entre 0,3% e 0,5%, segundo fontes da equipe econômica. O ponto de “virada” da economia brasileira já começou na avaliação do Ministério da Fazenda, dando início a uma fase de reação da atividade econômica que deve se acelerar até o fim do ano. No Palácio do Planalto, auxiliares do presidente Michel Temer apostam que o pacote de medidas voltadas para o crescimento já anunciadas e as que serão lançadas nesses primeiros meses do ano podem ajudar a levar o PIB para uma expansão superior a 1%. A queda mais rápida da taxa Selic, sinalizada pelo Banco Central, corrobora essa perspectiva, segundo fontes do governo. “Podemos surpreender muito os analistas do mercado financeiro, que estimam um crescimento de 0,5% ou menos. O Ministério da Fazenda não vai se surpreender, porque incorporamos isso tudo recentemente”, disse ao Estado um integrante da equipe econômica. A princípio, a previsão de 1% de alta da equipe do ministro Henrique Meirelles deverá ser mantida. Uma nova rodada de medidas voltadas para o crédito e o setor imobiliário sai nas próximas semanas, depois da divulgação do calendário de saque de contas inativas de FGTS – medida que deve injetar R$ 30 bilhões na economia. A ideia é que a agenda econômica com novas medidas voltadas para área regulatória e aumento da produtividade que, embora não tenham efeito em 2017, vai pavimentar o crescimento em 2018 e manter a confiança.

Estadão Conteúdo

27 de janeiro de 2017, 21:27

ECONOMIA Dólar fecha próximo de R$ 3,15 e alcança menor valor em três meses

Foto: Paulo Vitor/AE

Em um dia de tranquilidade no mercado financeiro, a moeda norte-americana teve forte queda e alcançou o menor valor em três meses. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (27) vendido a R$ 3,152, com queda de R$ 0,029 (-0,9%). A cotação está no menor nível desde 26 de outubro (R$ 3,142).O dólar operou em baixa durante toda a sessão, mas ampliou a queda durante a tarde. A divisa acumula queda de 3% em janeiro.O desempenho mais fraco que o esperado do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) dos Estados Unidos ajudou a reduzir o valor do dólar em todo o mundo. Em 2016, a maior economia do planeta cresceu 1,6%, o pior resultado desde 2011.A desaceleração da produção norte-americana reforça expectativas de que o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, aumente os juros básicos dos Estados Unidos mais lentamente que o esperado. Taxas mais baixas nos países desenvolvidos estimulam a migração de capitais para países emergentes, como o Brasil, onde os juros são mais altos. A entrada de recursos financeiros empurra para baixo a cotação do dólar.No mercado interno, a atuação do Banco Central também ajudou o dólar a cair. A autoridade monetária leiloou US$ 750 milhões em contratos de swap cambial tradicional, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Esse tipo de operação tem como objetivo impedir que a cotação dispare em momentos de alta, mas intensifica a queda da divisa em momentos de baixa.

Estadão Conteúdo

27 de janeiro de 2017, 17:42

ECONOMIA Bandeira tarifária verde será mantida em fevereiro

Foto: Divulgação

Com a melhoria das condições dos reservatórios do país devido às chuvas que vem ocorrendo desde o inicio de 2017, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou hoje (27) que em fevereiro será mantida a bandeira tarifária verde, ou seja, sem cobrança extra dos consumidores. Em nota, a Aneel informou que “a condição hidrológica favorável”, que consta do Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema (ONS), possibilitou o acionamento de térmicas com custo operacional reduzido, chamadas de Custo Variável Unitário (CVU), abaixo de R$ 211,28 por megawatt-hora (R$/MWh).A cor da bandeira em vigor no mês da cobrança é impressa na conta de luz e indica o custo da energia elétrica, em função das condições de geração de eletricidade. Por exemplo, quando chove menos, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia.De janeiro de 2015, quando o sistema foi implementado, até fevereiro de 2016, a bandeira tarifária se manteve vermelha, primeiramente com cobrança de R$ 4,50 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos e, depois, com a bandeira vermelha patamar 1, que significa acréscimo de R$ 3,00 a cada 100 kWh.Em março de 2016, a bandeira passou para amarela, com custo extra de R$ 1,50 a cada 100 kWh. De abril a outubro ficou verde, sem cobrança extra. Em novembro passado, a bandeira passou para a cor amarela novamente e, em dezembro, passou para verde. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a energia de hidrelétricas.

Agência Brasil

27 de janeiro de 2017, 12:50

ECONOMIA Receita avalia que é muito cedo para traçar previsão para a arrecadação de 2017

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, argumentou nesta sexta-feira, 27, que ainda é muito cedo para se produzir uma previsão para a arrecadação de 2017. Em 2016, a receitas recuaram 2,97% ante 2015. “Há sinalizações positivas em termos de confiança e esperamos que isso afete as receitas. O final de 2016 já trouxe um ritmo menor de queda na arrecadação, mas ainda não podemos dizer em que velocidade esse movimento continuará”, limitou-se a responder. “À medida que novos indicadores sobre a atividade econômica sejam divulgados, teremos condições melhores de realizar uma previsões”, completou.Malaquias também avaliou ser difícil fazer uma previsão sobre impacto de reversão de desonerações em 2017. No passado, a renúncia fiscal do governo federal ficou em R$ 90,676 bilhões, abaixo dos R$ 105,308 bilhões de 2015. “Não necessariamente as empresas voltarão a pagar o mesmo patamar de tributo, pois podem alterar suas estruturas de produção quando um determinado produto volta a ter uma alíquota. Já a desoneração da folha de pagamentos tem uma recomposição de arrecadação mais direta”, argumentou.

Estadão Conteúdo

27 de janeiro de 2017, 12:36

ECONOMIA Queda da arrecadação está em ritmo menor, destaca Receita

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, disse hoje (27) que a análise da arrecadação federal ao longo de 2016 mostra uma trajetória de redução da queda. “A trajetória que encerramos 2016 foi positiva. Ainda que em um patamar negativo, houve um movimento de redução dessa queda [das receitas arrecadadas]“, disse. Em janeiro do ano passado as receitas federais arrecadadas registravam queda de 6,71% na comparação com o mesmo período de 2015. Em fevereiro, a queda acumulada no período chegou a 8,71% e em março, a 8,19%. A desaceleração desse recuo teve início em outubro, quando o governo começou a computar os resultados do programa de regularização de ativos, conhecido como repatriação. Naquele mês, a queda acumulada ficou em 3,46%. Em novembro, que ainda teve um rescaldo dos efeitos da repatriação, a queda ficou em 3,16%. Por fim, a arrecadação encerrou 2016 com queda de 2,97% acumulada em relação a 2015 e de 1,19% no mês de dezembro. Os patamares refletem a queda real, descontada a inflação do período medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para Malaquias, ainda é cedo para falar em recuperação da arrecadação. “Talvez daqui a um mês possamos dar uma notícia em relação a janeiro, mas é muito cedo para qualquer previsão”, declarou.

Mariana Branco, Agência Brasil

27 de janeiro de 2017, 11:28

ECONOMIA Consumidor começa 2017 mais otimista, diz CNI

O consumidor brasileiro iniciou o ano mais otimista que no final de 2016, informou hoje (27) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) aumentou 3,5% em janeiro de 2017 na comparação com dezembro do ano passado, passando de 100,3 pontos para 103,8 pontos. Quanto maior o índice, maior o percentual de respostas positivas, ou seja, maior o percentual de pessoas que apostam em queda da inflação ou desemprego, aumento da renda pessoal e aumento das compras de bens de maior valor, com melhor situação financeira ou menos endividado. Se comparado a janeiro de 2016, quando o índice ficou em 98,6 pontos, o crescimento registrado é de 5,3%. Mesmo assim, o número permanece 4,5% abaixo da média histórica, de 108,7 pontos. “A principal razão da melhora do índice é o maior otimismo dos consumidores com relação à evolução futura do emprego, dos preços e da renda”, informou a CNI. Ainda segundo a confederação, os índices de situação financeira e de endividamento do brasileiro também mostram aumento, “o que reflete uma avaliação favorável dos consumidores acerca da evolução de suas finanças e dívidas”. A expectativa de compras de bens de maior valor é o único componente que mostra queda, tanto na comparação mensal (-2,6%) quanto na anual (-4,5%). “Reflete um comportamento mais cauteloso devido à perda de rendimento com a recessão prolongada”, concluiu a CNI. A pesquisa foi realizada pelo Ibope Inteligência e ouviu 2002 entrevistados em 141 municípios durante o período de 19 a 23 de janeiro de 2017.

Paula Laboissière, Agência Brasil

27 de janeiro de 2017, 10:53

ECONOMIA Arrecadação cai 2,97% e fica em R$ 1,289 trilhões em 2016, diz Receita Federal

A arrecadação de impostos e contribuições federais chegou a R$ 127,607 bilhões em dezembro e somou R$ 1,289 trilhões no período de janeiro a dezembro de 2016. Os dados foram divulgados hoje (27) pela Receita Federal. Na comparação com dezembro de 2015, houve queda real (descontada a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) de 1,19%. Levando em conta o período anual, a cobrança também caiu, registrando um recuo real de 2,97% em relação ao ano de 2015. O recolhimento das receitas federais brasileiras tem registrado sucessivas quedas devido à contração da atividade econômica. Outubro e novembro do ano passado foram exceções, com crescimento real impulsionado pelo programa de regularização de ativos, também conhecido como repatriação. Ao todo, o programa arrecadou R$ 46,8 bilhões em recursos.

Mariana Branco, Agência Brasil