14 de junho de 2019, 17:31

ECONOMIA Sete cidades baianas vão receber R$ 77 milhões em investimentos

Sete municípios baianos vão receber R$ 77 milhões em investimentos e 238 novos postos de trabalho, com a ampliação, implantação e modernização de unidades industriais. O volume de recursos é resultado de protocolos de intenções assinados com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), nesta quinta-feira (13), e vai beneficiar Vitória da Conquista, Juazeiro, Feira de Santana, Cabaceiras do Paraguaçu, Belo Campo, Lauro de Freitas e Entre Rios. “Esses novos protocolos são de extrema importância para a população baiana, pois atestam nosso esforço em interiorizar os investimentos e a industrialização no estado. Quem já investe na Bahia tem ampliado ou modernizado suas plantas fabris e, quem ainda não investe, tem nos procurado. A economia e o povo baiano ganham, com a geração de emprego e de renda”, afirmou o vice-governador e secretário da SDE, João Leão. No setor de Alimentos, são três protocolos que juntos terão um aporte de R$ 13,8 milhões, com a fábrica Lago Dourado, em Cabaceiras do Paraguaçu, a Café Pinga Fogo, em Juazeiro, e a C&M, em Lauro de Freitas. Já em Vitória da Conquista, a Motech do Brasil vai investir R$ 12 milhões na ampliação e modernização de sua fábrica do segmento de plástico e borracha. Em Feira de Santana, a Euro Metais, do setor de Informática/Eletro-Eletrônica, será implantada, com investimentos de R$ 1,2 milhão. No segmento de Aquicultura, Pecuária e Produção Florestal foram assinados dois protocolos, cuja soma de aporte de recursos chega a R$ 50 milhões, para implantação da Carbonos Sudoeste, em Belo Campo, e da TKDECK, em Entre Rios.

14 de junho de 2019, 16:15

ECONOMIA Relator cedeu ao lobby dos servidores públicos, diz Guedes

Foto: Agência Brasil

Ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: José Cruz/Agência Brasil -

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira, 14, que o relatório da proposta de emenda constitucional de reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados, elaborado pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP), resulta em economia fiscal de R$ 860 bilhões em dez anos. Para ele, esse montante inviabiliza a Nova Previdência, ou seja, a implementação do sistema de capitalização para os trabalhadores mais jovens. “Se sair só R$ 860 bilhões de cortes, o relator está dizendo o seguinte: abortamos a Nova Previdência e gostamos mesmo da velha Previdência. Cedemos ao lobby dos servidores públicos, que eram os privilegiados”, disse o ministro. “Vou respeitar a decisão do Congresso, da Câmara dos Deputados. Agora, se aprovar a reforma do relator, que são R$ 860 bilhões em cortes, abortaram a Nova Previdência. Mostraram que não há um compromisso com as novas gerações. O compromisso com os servidores públicos do Legislativo parece maior do que com as futuras gerações”, afirmou. Ao apresentar o relatório na quinta-feira, 13, Moreira informou que o impacto fiscal da proposta para a União, conforme o relatório, ficaria em R$ 913,4 bilhões em dez anos. Guedes rebateu o número, em rápida entrevista a jornalistas, no Rio. “Isso aí (o valor de R$ 913,4 bilhões anunciado) estão pegando imposto, botando imposto sobre banco. Isso é política tributária. Estão buscando dinheiro de PIS/Pasep, mexendo em fundos. Estão botando a mão no dinheiro do bolso dos outros”, afirmou Guedes, ao deixar evento no Consulado-Geral da Itália. Guedes se referia ao fato de, no relatório, para compensar a perda de impacto fiscal com mudanças propostas, o relator ter sugerido aumentar a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) dos bancos de 15% para 20%, o que renderia R$ 5 bilhões por ano. O relatório também sugeriu a transferência dos repasses do FAT do BNDES para a Previdência.

Estadão

14 de junho de 2019, 10:48

ECONOMIA Ipea: inflação desacelera para todas as classe sociais

A inflação desacelerou para todas as classes sociais, especialmente para a faixa de renda mais baixa, informou hoje (14) o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, em maio houve desaceleração pelo segundo mês consecutivo. De acordo com o Ipea, a deflação no preço dos alimentos beneficiou as famílias de renda mais baixa, que tiveram inflação de 0,10%, enquanto as famílias mais ricas tiveram inflação de 0,18%. No acumulado em 12 meses, de junho de 2018 a maio de 2019, a inflação das famílias mais pobres é de 5,05%, superior à taxa de 4,4% das famílias com maior poder aquisitivo. A pesquisa mostra que, dos 16 subgrupos que compõem o segmento de alimentação no domicílio, 10 apresentaram deflação em maio. Os itens com as maiores quedas de preço foram tubérculos (-,3%), hortaliças (-4,6%), cereais (-5,0%) e frutas (-2,9%). Os produtos têm maior peso na cesta de consumo das famílias mais pobres. Por isso, a queda nos preços ajudou a anular, em parte, os efeitos da alta de energia elétrica (2,2%), gás de botijão (1,4%) e produtos farmacêuticos (0,82%), diz o Ipea. Já a inflação das famílias mais ricas foi impactada pela alta de 2,6% no preço da gasolina e no aumento de planos de saúde (0,80%) e serviços médicos (0,56%). Os alimentos contribuíram para a desaceleração, mas em ritmo mais lento. Segundo o Ipea, na comparação com o mês de maio do ano passado, os alimentos foram responsáveis pela redução da taxa de inflação de todas as classes de renda. No caso das famílias com menor poder aquisitivo, houve recuo de 0,31 ponto percentual e a inflação caiu de 0,41% para 0,10%. Para os mais ricos, a queda foi de 0,20 ponto percentual: a taxa caiu de 0,38% em maio de 2018 para 0,18% em maio de 2019. O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado mensalmente, com base nas variações de preços de bens e serviços disponibilizados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agência Brasil

13 de junho de 2019, 19:20

ECONOMIA Relatório da reforma da Previdência agrada e dólar cai a R$ 3,85

Foto: Epitácio Pessoa/Estadão

Otimismo de investidores com a reforma da Previdência levou o dólar a fechar em queda de 0,31%

O otimismo dos investidores com a reforma da Previdência levou o dólar a fechar a sessão desta quinta-feira, 13, em queda de 0,31%, a R$ 3,8549, no segmento à vista. O principal evento do dia foi a leitura do parecer sobre a reforma na Comissão Especial da Câmara, feita pelo relator, Samuel Moreira (PSDB-SP). Boa parte das alterações no texto original já era esperada, como a exclusão de Estados e municípios e do regime de capitalização. No entanto, o mercado gostou da economia fiscal prevista no substitutivo, de R$ 913,4 bilhões em dez anos. O valor não seria tão distante do R$ 1,2 trilhão projetado inicialmente pelo Ministério da Economia. Além disso, a avaliação é de que é possível que o plenário da Câmara vote a proposta antes do recesso parlamentar. No mercado de ações, o Ibovespa fechou em alta de 0,46%, aos 98.773,70 pontos, apesar da queda das ações do setor financeiro. Pesou sobre os bancos a retomada da alíquota de 20% na Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) proposta no relatório da reforma da Previdência. Em Wall Street, os índices acionários também subiram. “A economia fiscal do relatório é um número bom e o mercado está contando com a declaração do Rodrigo Maia, de que a votação deve ocorrer no começo de julho”, afirma a economista-chefe do Grupo Ourinvest, Fernanda Consorte. Na quarta-feira, Maia disse que o objetivo é votar o texto na primeira semana do mês que vem. Anteriormente, ela destaca que a aposta majoritária do mercado era de que a primeira votação na Câmara fosse ocorrer só no segundo semestre. O economista-chefe em do grupo holandês ING para América Latina, Gustavo Rangel, avalia que a desidratação do relatório apresentado hoje foi “modesta”. Para ele, é possível votar o texto antes dos deputados entrarem em recesso, em meados de julho, mas o cenário mais provável é de votação em agosto, após a volta dos deputados. Rangel destaca que o ambiente político no Brasil melhorou nos últimos dias, com o apoia à reforma se ampliando, mas pressões de grupos de interesse ainda podem provocar mudanças importantes no texto até a aprovação final, deixando o mercado volátil. Se o governo conseguir aprovar no Congresso uma reforma com economia fiscal relevante, o economista do ING vê chance de o rolar testar valores perto de R$ 3,30/R$ 3,40. O cenário de Rangel é que a reforma deve ter o aval final da Câmara em setembro e no Senado em novembro.

Estadão Conteúdo

12 de junho de 2019, 20:45

ECONOMIA Em abril, vendas no comércio varejista baiano cresceram 2,1 %

Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Setor varejista baiano cresceu 2,1% em abril

As vendas no comércio varejista baiano cresceram 2,1% em abril de 2019, quando comparado a igual mês de 2018. No varejo nacional, o volume de negócios expandiu 1,7%, em relação à mesma base de comparação. Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista no estado baiano registrou taxa positiva de 0,9%, sendo a terceira maior entre as unidades federativas. Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan). “A recuperação do comércio varejista em abril está associada ao aumento dos empregos, com a geração de mais de 10 mil postos formais nesse mês, reflexo dos investimentos e de políticas acertadas do Governo do Estado. Vale destacar que a Bahia é o estado que lidera o Nordeste na geração de emprego”, destaca o secretário do Planejamento, Walter Pinheiro. O resultado das vendas do varejo baiano revela que o setor volta a ser influenciado pelos estímulos das comemorações do período. Em 2018, o feriado da Páscoa ocorreu em março, enquanto em 2019 foi no mês de abril. Por atividade, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a abril de 2018, revelam que cinco dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento positivo: Tecidos, vestuário e calçados (9,1%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,6%); Móveis e eletrodomésticos (4,8%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,5%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,0%). A contribuição de maior peso para o setor foi de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, segmento de maior representatividade para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista.

12 de junho de 2019, 13:14

ECONOMIA Pela 1ª vez, País reduzirá dívida com recursos de bancos públicos, diz Guedes

Foto: Estadão

Ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira 12, que, pela primeira vez na história, o País vai reduzir a dívida pública com recursos provenientes de bancos públicos. O comentário diz respeito ao anúncio, feito pouco antes por Guedes e pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, de que a instituição devolverá R$ 3 bilhões ao Tesouro referentes a dívidas ligadas a Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD). Os IHCD foram utilizados pelo governo da presidente Dilma Rousseff para capitalizar instituições públicas. No caso da Caixa, há um estoque próximo de R$ 40 bilhões, sendo que o banco tem a intenção de devolver metade disso em 2019. Os $ 3 bilhões anunciados nesta quarta-feira são a primeira parcela. Durante a coletiva de imprensa, Guedes retomou a questão e disse que era a primeira vez que a Caixa devolvia recursos ao Tesouro. Essa devolução permitirá o abatimento da dívida pública brasileira. O ministro da Economia disse ainda que todos os bancos públicos com instrumentos híbridos de capital e dívida estão trabalhando para antecipar o pagamento à União. “Está todo mundo trabalhando com o mesmo objetivo (de devolver recursos de bancos à União). Todos os bancos que têm instrumento de dívida estão fazendo dever de casa”, afirmou Guedes, após se reunir com os presidentes do BNDES, Caixa e Banco do Brasil. De acordo com o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, há cerca de R$ 86 bilhões em instrumentos híbridos com os bancos. A Caixa tem a maior parte, entre R$ 41 bilhões e R$ 42 bilhões, BNDES tem R$ 36 bilhões, Banco do Brasil tem R$ 8 bilhões e BNB e Banco da Amazônia, cerca de R$ 1 bilhão cada. “Estamos colocando pressão nos bancos de regiões mais ricas, não nos do Nordeste”, afirmou Guedes.

Estadão

12 de junho de 2019, 12:08

ECONOMIA Caixa devolve R$ 3 bilhões ao Tesouro Nacional

Foto: Daniel Teixeira / Estadão

Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (12) a devolução de R$ 3 bilhões ao Tesouro Nacional. A expectativa do banco é devolver R$ 20 bilhões até o final deste ano. No total, a Caixa deve ao Tesouro cerca de R$ 42 bilhões. O anúncio foi feito pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, na reunião com presidentes de bancos públicos nesta manhã (12), no Ministério da Economia, em Brasília.

Agência Brasil

11 de junho de 2019, 20:15

ECONOMIA Bolsonaro anuncia redução no preço da gasolina

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro

Mantendo a tradição, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Twitter anunciar uma nova redução no preço do combustível pela Petrobrás. Desta vez, a estatal irá diminuir o litro da gasolina nas refinarias, passando de R$ 1,81 para R$ 1,75. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.

11 de junho de 2019, 19:00

ECONOMIA Bolsa atinge maior patamar desde os 100 mil pontos

Foto: Werther Santana/Estadão

A Bolsa brasileira voltou ao patamar dos 98 mil pontos nesta terça-feira (11)

A Bolsa brasileira voltou ao patamar dos 98 mil pontos nesta terça-feira (11), próximo ao pico histórico, quando atingiu os 100 mil pontos durante o pregão nos dias 18 e 19 de março. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que irá “blindar a Câmara de qualquer crise”, sem fazer referência direta ao caso das mensagens entre o ministro Sergio Moro (Justiça) e procuradores da Lava Jato na época que era juiz. O mercado, que aposta na independência das reformas, abandonou a cautela da véspera. O Ibovespa fechou a 98.960 pontos, maior valor desde a máxima histórica. O dólar acompanhou o viés positivo e cedeu 0,90%, a R$ 3,8500, menor patamar desde abril. A alta do índice foi puxada pelas ações de Vale e CSN. Os papéis da mineradora, que compõem 9,8% do índice, registraram alta de 6,39% a R$ 51,44, maior patamar desde abril. A siderúrgica teve alta de 5,68%, a R$ 18,22. As companhias acompanharam a valorização do minério de ferro, cujo contrato mais ativo subiu 4% nesta terça, a US$ 107,79. O valor é próximo da máxima do ano, de US$ 109,98. A escassez da oferta de minério, com a tragédia de Brumadinho e um ciclone que afetou a produção na Austrália, impulsionam a valorização da commoditie. Além disso, a China, maior consumidor, registrou aumento da demanda em maio com relação ao mês anterior, quando teve o pior nível de importação em 18 meses. Outro fator que impulsionou os mercados foi o anúncio de novos incentivos econômicos do governo chinês. O país vai permitir que governos locais usem recursos de títulos especiais como capital para projetos de investimento, incluindo estradas, oferta de gás e energia e ferrovias. Com a notícia, o índice CSI 300, que reúne as Bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 3%. Os índices de Nikkei e Hong Kong tiveram alta de 0,33% e 0,76%, respectivamente. Bolsas europeias acompanharam o viés positivo. Londres e Paris valorizaram 0,31% e 0,48%, respectivamente. Frankfurt, que voltou de feriado, subiu 0,92%. Nos Estados Unidos, a incerteza sobre fusão de duas gigantes interferiu na alta do mercado e deixou os índices estáveis. As companhias United Technologies e Raytheon, que negociam se juntar para criar uma nova empresa aeroespacial, tiveram fortes quedas após incertezas quanto a aprovação do negócio por parte do governo americano. United cedeu 3,89% e Raytheon, 4,94%. A Symantec também pressionou os índices americanos. As ações da companhia cederam 2,45%, a US$ 18,74 depois que o banco Morgan Stanley rebaixou as recomendações do papel devido à alta competitividade do setor. Além disso, a tensão quanto a guerra comercial com a China continua. Nesta terça, o presidente americano Donald Trump afirmou que não está interessado em uma resolução, a menos que seja um grande acordo. Trump disse ainda que espera se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, na cúpula do G20 no Japão neste mês, mas que a China precisa reverter sua decisão de rejeitar algumas das medidas negociadas anteriormente no acordo. Na véspera, o presidente afirmou que estava preparado para impor outra ronda de tarifas sobre as importações chinesas caso as negociações no G20 não progridam. No Brasil, a aprovação do crédito extra de R$ 248,9 bilhões na CMO (comissão mista de Orçamento) do Congresso, que libera dinheiro para pagamento de benefícios assistenciais e aposentadorias, impulsionou o viés otimista. Além do andamento da pauta, fundamental para o governo Bolsonaro, investidores aguardam o relatório da reforma da Previdência que será apresentado nesta quinta (13). O Ibovespa subiu 1,53%, a 98.960 pontos, com giro financeiro de R$ 16,959 bilhões, acima da média diária para o ano. A marca de 100 mil pontos, no entanto, pode não estar tão próxima quanto parece, afirma Betina Roxo, analista da XP Investimentos. “Por enquanto, os projetos econômicos seguem tramitando, mas há o medo de um possível ruído das reportagens do The Intercept Brasil nas reformas. À curto prazo a sustentação do Ibovespa neste patamar é desafiadora pois a reforma da Previdência ainda está tramitando, sendo preciso passar por um processo de negociação até ser aprovada na comissão especial e no plenário, gerando volatilidade no mercado”, diz Betina.

Folhapress

10 de junho de 2019, 21:54

BRASIL Venda de ações da Petrobrás pela Caixa pode movimentar R$ 7,2 bilhões

Foto: Estadão

Petrobras

A Petrobrás publicou nesta segunda-feira, 10, prospecto preliminar da oferta secundária de ações da empresa detidas pela Caixa Econômica Federal, que deve movimentar cerca de 7,2 bilhões de reais, com a venda de 241,34 milhões de papéis. Segundo o prospecto, até 30% da oferta pública de ações ordinárias da Petrobras detidas pela Caixa serão vendidas a investidores de varejo. O período para os investidores interessados em participar da oferta registrarem seus pedidos de reserva vai de 17 a 24 de junho. O início das negociações das ações vendidas na oferta no pregão da bolsa está previsto para o dia 27 deste mês. O valor da oferta é calculado com base no preço de fechamento das ações da Petrobras em 7 de junho, segundo o prospecto. Em entrevista à Reuters, no mês passado, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, havia afirmado que pretendia usar os recursos de um plano de desinvestimentos para recursos que serão usados sobretudo para devolver recursos recebidos do governo via instrumento híbrido de capital e dívida (IHCD) e para investimento no próprio crescimento do banco. A oferta é coordenada por UBS (coordenador líder), Morgan Stanley, Bank of America Merrill Lynch e XP Investimentos. O preço por ação será fixado em 25 de junho, com anúncio de início no dia seguinte. A data de liquidação prevista é 28 de junho. Parte do montante destinado à oferta de varejo será reservada para funcionários da Caixa e da Petrobras, que terão preferência para comprar todo o lote solicitado, caso a demanda total supere o volume ofertado. “Não haverá rateio para empregados”, diz trecho do documento. O prospecto preliminar afirma ainda que o valor mínimo de investimento para investidores de varejo é de 3 mil reais por pessoa, enquanto o máximo é de 1 milhão de reais.

Estadão Conteúdo

10 de junho de 2019, 19:10

ECONOMIA Mercado minimiza conversa entre Moro e Dallagnol e mantém foco na Previdência

Foto: Gabriela Biló/ Estadão

Mercado teve reação moderada à divulgação das mensagens entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol

O mercado teve reação moderada à divulgação de suposta colaboração entre o ministro da Justiça e ex-juiz Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol. Apesar de deixar investidores cautelosos sobre possíveis desdobramentos, a leitura é que as conversas divulgadas pelo site Intercept Brasil não impactam a reforma da Previdência. A Bolsa brasileira chegou a cair cerca de 1% pela manhã desta segunda-feira (10), mas amenizou perdas e fechou com recuo de 0,36%, a 97.466 pontos. O dólar teve leve alta de 0,18%, a R$ 3,8850. No primeiro pregão da semana de apresentação do relatório da reforma da Previdência, o noticiário foi dominado pela revelação das conversas entre Moro, um dos principais nomes do governo Bolsonaro, e Dallagnol. Para o Congresso, uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o ministro é provável o que pode trazer ruídos ao governo. Segundo o presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PL-AM, antigo PR), mesmo com a notícia, o calendário de apreciação da proposta segue inalterado. Na quinta-feira (13) o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) apresenta seu relatório sobre a reforma, determinando quais pontos saem do projeto, além da definição se estados e municípios entram na proposta. Tais definições determinam o tamanho da reforma e qual o valor economizado, determinante para o mercado, que aguarda entre R$ 700 bilhões e R$ 800 bilhões. Nesta segunda, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que os estados estão próximos de fechar uma maioria favorável à manutenção dos entes federativos na reforma, um sinal positivo para o mercado. “É muito melhor incluir estados no projeto. Uma reforma por conta dos governos estaduais poderia ser pior que a reforma da Previdência do governo federal”, afirma Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset. O cenário positivo para a reforma e o exterior positivo seguraram o Ibovespa, maior índice acionário do país, no patamar dos 97 mil pontos, a 97.466 pontos. O giro financeiro foi de R$ 11,171 bilhões, abaixo da média diária para o ano. “No começo do dia, tivemos uma incerteza, mas já nos recuperamos. [A divulgação de conversas entre Moro e Dallagnol] não afeta em nada o mercado. A Bolsa está atrelada ao cenário externo e à reforma da Previdência. Não há impacto econômico e a Previdência está blindada”, diz Carlos de Freitas, economista-chefe da Ativa Investimentos. O risco-país medido pelo CDS (Credit Default Swap) recuou 0,93% e os contratos de juros futuros recuaram pelo terceiro pregão seguido. Vieira e Freitas ressaltam que a expectativa de corte de juros cresce diariamente. As principais Bolsas globais fecharam no azul com a suspensão de tarifas americanas ao México após acordo sobre imigração. Dow Jones subiu 0,30%, S&P 500,0,47% e Nasdaq 1,05%. Londres e França tiveram 0,59 e 0,34% de alta, respectivamente. Com bom saldo na balança comercial, mesmo com a guerra comercial com os EUA, o mercado chinês teve fortes altas. O índice CSI 300, que reúne as Bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,3%. Hong Kong teve 2,27% de alta e a Bolsa japonesa subiu 1,20%.

Folhapress

10 de junho de 2019, 18:10

ECONOMIA Exportações baianas se recuperam e crescem 27,4% em maio

Foto: Manu Dias/GOVBA

Exportações baianas se recuperaram em maio, alcançando US$ 758,2 milhões

De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria de Planejamento da Bahia (Seplan), as vendas externas da Bahia se recuperaram em maio, alcançando US$ 758,2 milhões – o que representa um aumento de 27,4% ante o mesmo período de 2018. Considerando o acumulado de janeiro a maio, as exportações cresceram 2,5% indo a US$ 3,15 bilhões. Ainda que a base de comparação tenha sido relativamente baixa, já que as exportações de maio do ano passado foram em parte comprometidas com a greve de caminhoneiros, o bom desempenho das exportações em 2019 reflete a melhora dos volumes exportados com alta de 22,3%, puxado por itens como petróleo, celulose, petroquímicos, metalúrgicos, algodão e derivados de cacau. A exceção foi a soja, que registrou queda de 11,6%, por causa de uma safra menor, gerando menor estoque, além do efeito do aumento do consumo doméstico. Somado a isso, a quebra na produção de carne suína chinesa deve prejudicar a exportação do produto ao país asiático. “O crescimento das exportações na Bahia é resultado de políticas públicas do Governo do Estado, que não tem poupado esforços para atrair novos empreendimentos que resultam no alargamento da base exportadora baiana”, analisa o secretário do Planejamento do Estado, Walter Pinheiro. No mês, as exportações para os Estados Unidos cresceram 35% e avançaram 46% para a Ásia, com a China registrando aumento menor, de 9,1%. O resultado do comércio com a Argentina caminhou em sentido inverso. As vendas para o país recuaram 15% em maio, enquanto que no ano, a queda chega a 38,6%, resultado da crise econômica e cambial que afeta o país e que atinge as vendas baianas, principalmente de automóveis, que decresceram 49,1% no acumulado até maio. O crescimento de 38,6% -, também reflete de forma mais visível o efeito da greve dos caminhoneiros no ano passado, já que a maior contribuição para o crescimento foi de produtos intermediários (cobre, trigo, fertilizantes, borracha e insumos químicos) que cresceram 81,7%, e que foram duramente atingidos na paralisação de maio do ano passado. Normalmente, as importações em 2019 vêm registrando maior aumento na categoria combustível, que lidera ainda com folga o crescimento no acumulado do ano com incremento de 159% (GNL, Nafta, Petróleo), haja vista o ritmo lento da recuperação da atividade econômica. A estabilidade cambial, uma melhora ainda que tímida na atividade econômica e a continuidade dos investimentos no setor de energia renovável devem continuar atuando para o crescimento das importações, apesar da paralisia do investimento em outros setores, afetados por uma demanda anêmica, além das incertezas políticas em um cenário em que grande parte das empresas tem enorme capacidade ociosa. Com os resultados até maio, a Bahia voltou a acumular um superávit de US$ 116,1 milhões em sua balança comercial, resultado de US$ 3,15 bilhões em exportações com incremento de 2,5% e US$ 3,03 bilhões em importações com um aumento de 22,3%, comparado a igual período do ano anterior. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) chegou a US$ 6,18 bilhões com crescimento de 11,4% no período.

10 de junho de 2019, 11:19

ECONOMIA Previsão de crescimento do PIB cai pela 15ª vez seguida e fica em 1%

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia neste ano chegou a 1%, após 15 reduções consecutivas. É o que mostra o boletim Focus, resultado de pesquisa do Banco Central (BC) a instituições financeiras, divulgado às segundas-feiras. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – desta vez foi reduzida de 1,13% para 1%. A expectativa das instituições financeiras é que a economia tenha crescimento maior em 2020, entretanto, a previsão para o próximo ano foi reduzida de 2,50% para 2,23%. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%. A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 4,03% para 3,89% este ano, foi mantida em 4% para 2020 e em 3,75% para 2021 e 2022. Na última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou em maio, ao variar 0,13%, 0,44 ponto percentual abaixo da taxa de abril (0,57%). Esse foi o menor resultado para maio desde 2006 (0,10%). A variação acumulada no ano ficou em 2,22% e em 12 meses chegou a 4,66%. A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Agência Brasil

10 de junho de 2019, 09:58

ECONOMIA Receita abre consulta a 1º lote de restituição do IR 2019

A Receita Federal abre hoje (10) a consulta ao primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2019. Cerca de 2,55 milhões de contribuintes que declararam Imposto de Renda neste ano vão receber dinheiro do Fisco. Ao todo, serão desembolsados R$ 4,99 bilhões do lote deste ano. A Receita também pagará R$ 109,6 milhões a 20.087 mil contribuintes que fizeram a declaração entre 2008 e 2018, mas estavam na malha fina. Considerando os lotes residuais e o pagamento de 2019, o total gasto com as restituições chegará a R$ 5,1 bilhões para 2.573.186 contribuintes. A lista com os nomes estará disponível a partir das 9h no site da Receita na internet. A consulta também pode ser feita pelo Receitafone, no número 146. A Receita oferece ainda aplicativo para tablets e smartphones, que permite o acompanhamento das restituições. O crédito bancário será feito em 17 de junho. As restituições terão correção de 1,54%, para o lote de 2019, a 109,82% para o lote de 2008. Em todos os casos, os índices têm como base a taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada entre a data de entrega da declaração até este mês. O dinheiro será depositado nas contas informadas na declaração. O contribuinte que não receber a restituição deverá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para ter acesso ao pagamento. Os dois últimos lotes regulares serão liberados em novembro e dezembro. Se estiverem fora desses lotes, os contribuintes devem procurar a Receita Federal porque os nomes podem estar na malha fina por erros ou omissões na declaração.= A restituição ficará disponível durante um ano. Se o resgate não for feito no prazo, a solicitação deverá ser feita por meio do formulário eletrônico – pedido de pagamento de restituição, ou diretamente no e-CAC , no serviço extrato de processamento, na página da Receita na internet. Para quem não sabe usar os serviços no e-CAC, a Receita produziu um vídeo com instruções.

Agência Brasil

9 de junho de 2019, 12:35

ECONOMIA Brasileiros já pagaram R$ 1,1 trilhão em impostos este ano

Os brasileiros já pagaram R$ 1,1 trilhão em impostos desde o início de 2019. O valor foi atingido na manhã deste domingo (9), segundo cálculo do Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O valor corresponde ao total pago para a União, estados e municípios na forma de impostos, taxas, multas e contribuições. “O Brasil tem uma das cargas tributárias mais altas do mundo, equivalente ou até superior à carga de nações desenvolvidas. Embora tenha uma tributação de primeiro mundo, o Brasil não faz com que esse dinheiro retorne à população por meio de serviços essenciais e políticas públicas de qualidade”, comenta Marcel Solimeo, economista da ACSP. Em 2018, o Impostômetro superou a marca de R$ 2,3 trilhões em impostos pagos pelos brasileiros no ano. As informações são do site G1.