1 de novembro de 2017, 12:50

ECONOMIA Indústria mostra melhora de ritmo, mas de forma gradual e muito lenta, diz IBGE

A produção industrial brasileira mostra melhora de ritmo, mas ainda de forma muito lenta e gradual, avaliou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).A indústria operava em setembro 17,4% abaixo do pico de produção registrado em junho de 2013, segundo os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física divulgados pelo IBGE. O ritmo de produção estava em patamar semelhante a fevereiro e março de 2009, época da crise financeira internacional.”Claro que a indústria vem mostrando algum tipo de melhora no seu ritmo, mas com característica gradual e muito lenta. A produção continua bastante distante do seu ponto mais elevados da série histórica”, lembrou Macedo.Houve avanço no ritmo recente de produção, mas o espaço a ser percorrido até recuperar as perdas do passado ainda é bastante elevado, ressaltou o pesquisador.Após um recuo de 0,7% na passagem de julho para agosto, a indústria cresceu 0,2% em setembro. A taxa acumulada em 12 meses subiu 0,4% em setembro, o primeiro avanço depois de 39 meses de resultados negativos consecutivos.”O setor industrial ainda não tem uma trajetória de recuperação consolidada. Esse movimento de eliminação de todas as perdas da indústria em 2014 (-3,0%), 2015 (-8,3%) e 2016 (-6,4%) ainda está se dando de forma bem lenta”, avaliou Macedo.Segundo Macedo, a incerteza gerada pela crise política afeta as decisões de investimentos e de consumo, prejudicando também o resultado da indústria. Os fatores conjunturais, porém, estão significativamente melhores do que no passado recente, com geração de postos de trabalho ainda que na informalidade, redução dos juros, aumento das exportações e estoques industriais mais baixos. Na opinião do gerente do IBGE, a recuperação mais vigorosa da indústria ainda depende de um mercado doméstico mais consolidado.”O mercado de trabalho ainda não gerando postos com mais intensidade, com uma formalização maior, ainda traz um ritmo mais lento para o setor industrial”, declarou Macedo. “Ainda tem um contingente elevado de pessoas fora do mercado de trabalho. Há melhora recente, mas ainda muito gradual. A eliminação de postos foi muito intensa em anos anteriores”, completou.A indústria registrou crescimento de 0,9% no terceiro trimestre em comparação ao trimestre imediatamente anterior, após já ter registrado avanços de 1,1% no segundo trimestre e 1,4% no primeiro trimestre de 2017.

Estadão

1 de novembro de 2017, 11:29

ECONOMIA Dieese indica que custo da cesta básica caiu em 11 de 21 cidades pesquisadas

O valor dos itens essenciais na mesa dos brasileiros diminuiu no último mês de outubro, em 11 das 21 cidades onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) faz, mensalmente, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Comparada ao mês anterior, a pesquisa mostra um avanço inflacionário, já que na apuração passada, o preço da cesta básica tinha diminuído em 20 localidades.As principais quedas ocorreram em Goiânia (2,79%), Maceió (2,52%) e Manaus (1,77%). Foram constatados avanços em 10 localidades com destaque para Campo Grande (2,67%), Curitiba (3,08%) e Cuiabá (3,49%). A cesta mais cara foi registrada em Porto Alegre (R$ 446,87), seguida por São Paulo (R$ 428,13) e Rio de Janeiro (R$ 421,05). Em sentido oposto, os valores mais baixos foram encontrados em Salvador (R$ 318,31), Natal (R$ 325,09) e Recife (R$ 325,96).Nos últimos 12 meses, todas as cidades tiveram queda e as principais reduções ocorreram em Cuiabá (16,10%) e Porto Alegre (6,53%). No acumulado de janeiro a outubro, os valores também caíram em todas as cidades pesquisadas e as maiores quedas foram em Manaus (11,62%), Maceió (11,57%), Cuiabá (10,91%), Belém (10,64%) e Salvador (10,37%).O valor do salário mínimo ideal para que o trabalhador possa custear as suas despesas básicas e de sua família (composta de quatro pessoas) foi calculado em R$ 3.754,16, ou 4,01 vezes o mínimo de R$ 937 vigente. Essa quantia ficou ligeiramente acima da estimada, em setembro (R$ 3.668,55, ou 3,92 vezes o mínimo vigente), mas com um valor abaixo do indicado no mesmo mês de 2016 (R$ 4.016, 27 ou 4,56 vezes o salário mínimo daquele período que era de R$ 880).Entre os produtos em queda nesse período estão o leite integral, feijão, açúcar e arroz. Na lista dos que tiveram alta nas regiões Centro e Sul destacam-se a carne bovina de primeira e a batata.

Agência Brasil

1 de novembro de 2017, 11:03

ECONOMIA Produção do pré-sal sobe 6,6% e corresponde a 49,8% do total do país

Foto: Divulgação

Volume representa um crescimento de 6,6% em relação ao mês anterior e já corresponde a 49,8% de todo o óleo equivalente produzido no país

A produção total do pré-sal fechou o mês de setembro totalizando aproximadamente 1,677 milhão de barris de óleo equivalente por dia (petróleo e gás natural). O volume representa um crescimento de 6,6% em relação ao mês anterior e já corresponde a 49,8% de todo o óleo equivalente produzido no país. Os dados foram divulgados hoje (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A produção se deu a partir de 82 poços, atingindo 1,351 milhão de barris de petróleo e 52 milhões de metros cúbicos diários de gás natural por dia. Em setembro, foram produzidos no total aproximadamente 3,270 milhões de barris de petróleo e gás natural por dia. A produção de petróleo atingiu 2,653 milhões de barris por dia (bbl/d), volume 3% superior à produção de agosto, mas 0,7% inferior a de setembro do ano passado.

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

1 de novembro de 2017, 09:55

ECONOMIA Petrobras anuncia novo reajuste no preço da gasolina e diesel

Foto: Divulgação

A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com aumento de 0,90% no preço da gasolina nas refinarias e alta de 0 80% no preço do diesel. Os novos valores valem a partir da quinta-feira, 2. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Estadão

1 de novembro de 2017, 09:24

ECONOMIA Medidas para o Orçamento de 2018 representam R$ 40 bi, diz Meirelles

Foto: Divulgação

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou, em entrevista à Rádio CBN, que as medidas apresentadas na mensagem modificativa ao Congresso sobre o Orçamento de 2018 representam R$ 40 bilhões. O pacote de Medidas Provisórias (MPs) prevê aumentar a contribuição previdenciária de parte dos servidores federais de 11% para 14%, além de adiar reajustes salariais dos funcionários públicos. As propostas são consideradas impopulares pelos parlamentares, preocupados já com as eleições de 2018, mas são tidas pela equipe econômica como necessárias para equilibrar o Orçamento.Meirelles disse que não há plano B no Orçamento de 2018 caso as medidas não sejam aprovadas no Congresso. Segundo ele, não vai haver aumento de impostos para a população em geral, mas somente “algo específico” para os fundos fechados exclusivos. “Não era correto que investidores desses fundos tivessem tributação diferenciada. Além de aumentar arrecadação, estamos fazendo justiça tributária”, avaliou. O ministro ainda afirmou que o contingenciamento do Orçamento é sempre uma possibilidade. “Se for necessário, terá corte. O orçamento de 2018 será cumprido.” Meirelles acrescentou que um corte no orçamento “não é a solução mais adequada”.

Estadão

1 de novembro de 2017, 09:15

ECONOMIA Confiança do empresariado é a maior desde julho de 2014, diz FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) avançou 2,6 pontos de setembro para outubro, indo a 90,3 – o maior nível desde os 91,3 pontos de julho de 2014. A constatação é do Instituto Brasileiro de Economia/Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), que divulgou hoje (1º), no Rio de Janeiro, o Índice de Confiança Empresarial de outubro. Para o superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo Jr., com “o avanço mais expressivo dos indicadores da situação atual, a recuperação da confiança empresarial ganhou consistência nos últimos meses”. Em relação ao futuro, o economista exemplifica o comportamento do indicador de emprego, que vem se recuperando lentamente, embora pressionado pela informalidade do mercado de trabalho. É esse comportamento do indicador de emprego, segundo Campelo Jr., que faz com que o pessimismo dê lugar a um otimismo moderado. “O indicador de emprego registra, pela primeira vez desde novembro de 2014, um número maior de empresas prevendo mais aumento do que redução do total de pessoal ocupado nos meses seguintes”, explica.

Agência Brasil

1 de novembro de 2017, 08:58

ECONOMIA Quem aderir ao novo Refis terá de pagar parcelas de agosto, setembro e outubro

Os contribuintes que aderirem ao Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) a partir de hoje (1º) terão que pagar as parcelas referentes aos meses de agosto, setembro e outubro. O prazo para adesão que terminaria ontem (31) foi prorrogado até o próximo dia 14. O pagamento das parcelas referente a esses meses pode ser feito até o dia 14. Já a parcela de novembro, poderá ser paga até o último dia útil do mês, ou seja, dia 30. A parcela de dezembro poderá ser paga até o dia 29 do próximo mês. A Lei nº 13.496 de 2017, que institui o Pert, conhecido como novo Refis, foi publicada no Diário Oficial da União, no último dia 25. Ontem (31), o governo publicou uma medida provisória em edição extra do Diário Oficial para prorrogar o prazo de adesão. Segundo a Receita, entre as novidades da lei destaca-se a possibilidade de parcelar débitos provenientes de tributos retidos na fonte ou descontados de segurados; débitos lançados diante da constatação de prática de crime de sonegação, fraude ou conluio; e débitos devidos por incorporadora optante do Regime Especial Tributário do Patrimônio de Afetação. No texto original da medida provisória, esses débitos não podiam ser parcelados no Pert. A lei traz nova modalidade de pagamento da dívida não prevista no texto original: 24% de entrada, em 24 parcelas, podendo o restante ser amortizado com créditos que porventura o contribuinte tenha na Receita, inclusive provenientes de Prejuízo Fiscal ou Base de Cálculo Negativa da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

Agência Brasil

1 de novembro de 2017, 08:41

BRASIL Salários crescem R$ 7 bi e comércio prevê melhor Natal em três anos

O mercado de trabalho brasileiro movimentou R$ 188,1 bilhões em salários no terceiro trimestre do ano. O resultado representa quase R$ 7 bilhões a mais em circulação na economia no período de um ano, impulsionando a expectativa de venda para o próximo Natal. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Depois de atingir o auge de R$ 191,5 bilhões no quarto trimestre de 2014, a massa de salários começou uma derrocada até atingir R$ 181,1 bilhões no terceiro trimestre de 2016. De lá para cá, cresceu 3,9% – o que representa uma recuperação de R$ 7 bilhões. “Nós sabemos que a remuneração do trabalho é o combustível do consumo tanto de bens quanto de serviços. A tendência é que a gente revise para cima as projeções das vendas para o Natal deste ano”, reconheceu Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A CNC estima que o varejo movimente R$ 34,3 bilhões em vendas no Natal de 2017, um crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado, após dois anos seguidos de perdas.

Estadão Conteúdo

31 de outubro de 2017, 21:55

ECONOMIA Correios reajustam tarifas de serviços postais e telegráficos em 1,2%

Os Correios reajustaram hoje (31) as tarifas de serviços postais e telegráficos. O reajuste médio é de 1,2% em relação a tarifa anterior para serviços nacionais e internacionais. O primeiro porte da Carta Comercial, por exemplo, terá o valor atualizado de R$ 1,80 para R$ 1,85.No caso de telegrama nacional redigido pela internet, o novo valor é de R$ 7,69 por página. A tarifa da Carta Social, destinada aos beneficiários do programa Bolsa Família, permanece inalterada em R$ 0,01, bem como a da Carta Não Comercial, que permanece com o valor de R$ 1,25.As novas tarifas não se aplicam ao segmento de encomendas e marketing direto.

Correio*

31 de outubro de 2017, 21:26

ECONOMIA Indicadores mostram recuperação da economia, diz presidente do Banco Central

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfjan, disse hoje (31) que a redução da inflação, a queda na taxa de juros e a melhoria das condições do mercado de crédito têm propiciado a recuperação da economia brasileira.“Após dois anos de recessão, o conjunto recente dos indicadores de atividade econômica mostra sinais compatíveis com a recuperação atual da economia brasileira. Depois de um crescimento de 1% no primeiro trimestre, no segundo semestre, subiu 0,2%, e o consumo cresceu 1,4% no segundo semestre. Foi o primeiro resultado positivo do consumo desde 2014”, destacou Goldjfan em audiência na Comissão Mista de Orçamento (CMO).Goldfjan ressaltou que a inflação no país deve alcançar o patamar de 4,3% em setembro do ano que vem, taxa ainda abaixo da meta atual de 4,5% ao ano. “Em 12 meses, a inflação acumulada é apenas 2,5%. Ao longo dos próximos meses, até dezembro, acredito que vai chegar em 3,2% e, em setembro de 2018m a 4,3%. A meta do Banco Central é 4,5%. A perspectiva é que, de uma inflação baixa hoje, de 2,5%, devagarzinho vá voltando para a meta. O mais importante é que a inflação sai de quase 11% para 2,5%.”Segundo Goldfjan, o processo de flexibilização monetária continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e possíveis reavaliações das estimativas de ciclos e projeções das expectativas de inflação.“Uma vez que a inflação cai, o juros caem. A taxa Selic, que estava em 14,25%, caiu para 7,5%. A última queda foi de 0,75 ponto percentual, que foi adotada na reunião da semana passada. Para a próxima reunião do Copom, caso o cenário básico evolua conforme o esperado, o comitê vê, nesse momento, como adequada uma redução moderada na magnitude da flexibilização monetária”, destacou.O presidente do BC reiterou a importância das reformas para a manutenção da recuperação da economia brasileira. Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também defendeu o pacote de ajuste fiscal do governo, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado.

Agência Brasil

31 de outubro de 2017, 12:35

ECONOMIA Meirelles diz que reformas econômicas já mostram resultado e que País mudou

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira, 31, em Brasília, que a economia brasileira passa por um forte processo de reversão da situação desfavorável em que se encontrava em maio do ano passado, mês em que se iniciou o atual governo de Michel Temer. “Em maio do ano passado, no início do governo, o Brasil estava com um grave desequilíbrio”, disse ministro, para quem a situação já mudou.Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que debate a situação da economia brasileira, Meirelles citou as projeções dos analistas do mercado para os indicadores macroeconômicos para ilustrar as suas afirmações aos senadores. “A Selic atual é de 7,50% e é esperado pelo mercado que ela se mantenha em um dígito até 2020”, disse, lembrando que a taxa de Risco País, medida pelo Credit Default Swap (CDES) de cinco anos de 25 de outubro, está em 173 pontos. Há um ano, disse Meirelles, o risco Pais estava em 328 pontos.A inflação, segundo Meirelles deverá ficar em torno de 3% neste ano e o Produto Interno Bruto (PIB), em 2018, deverá crescer acima de 2,5%. “Estamos com trajetória de inflação baixa, juro baixo e retomada do crescimento, destacou Meirelles.Também, de acordo com Meirelles, o País vive um momento de conforto do seu Balanço de Pagamentos. “É um momento de reversão grande da economia do País”, disse.

Estadão

31 de outubro de 2017, 09:42

ECONOMIA Copom: queda dos juros depende de avanço das reformas e ajustes na economia

Depois de ter desacelerado o ritmo de redução da taxa de juros básicos – a Selic – na semana passada, quando passou para 7,5% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) informou que, para manter em queda a taxa, será necessário dar sequência ao processo de reformas, além da continuidade dos ajustes na economia. A indicação consta da ata da última reunião do Copom, divulgada nesta terça-feira (31), em Brasília, pela autoridade monetária. “Todos os membros do comitê voltaram a enfatizar que a aprovação e a implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal e de ajustes na economia, são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente de inflação baixa e estável para o funcionamento pleno da política monetária e para a redução da taxa de juros estrutural”, diz o documento. Sobre a dimensão do atual ciclo de redução da taxas básica de juros, houve consenso, por parte do comitê, em “manter a liberdade de ação e adiar qualquer sinalização sobre as decisões futuras de política monetária de forma a incorporar novas informações sobre a evolução do cenário básico e do balanço de riscos”. Durante a reunião, os membros do Copom concordaram que a economia deverá seguir em recuperação gradual, e que isso pode ser percebido a partir de sinais como o de melhora na oferta de empregos. Segundo o documento, “à medida que a recuperação avança, o crescimento do consumo deveria abrir espaço para a retomada do investimento”. Para o Copom, a ociosidade percebida na economia não deverá resultar em revisões da trajetória esperada para a inflação.

Agência Brasil

31 de outubro de 2017, 09:15

ECONOMIA Confiança do empresário de serviços atinge maior nível desde 2014

O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 2,2 pontos de setembro para outubro. O indicador alcançou 87,8 pontos em uma escala de zero a 200, o maior nível desde outubro de 2014. A confiança aumentou para empresários de nove das 13 principais atividades pesquisadas. Eles estão mais confiantes quanto ao presente porque o Índice da Situação Atual cresceu 2,3 pontos e também quanto ao futuro porque o Índice de Expectativas aumentou 2,1 pontos. O Indicador de Tendência do Emprego no Setor para os próximos meses ficou em 101,3 pontos em outubro, ultrapassando a barreira dos 100 pontos pela primeira vez em 34 meses. As empresas que planejam contratações (16,5%) superam as que tencionam cortes (14,5%). O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) do setor de serviços chegou a 83% em outubro, avançando 1,5 ponto percentual sobre setembro e alcançando o seu maior valor desde janeiro de 2016. De acordo com a FGV, os empresários têm agora uma leitura mais favorável sobre o ambiente de negócios e o padrão de melhora generalizada na percepção empresarial “deve se sustentar nos próximos meses, salvo a ocorrência de algum fato impactante vindo do campo político”.

Agência Brasil

31 de outubro de 2017, 09:11

ECONOMIA Shoppings de Salvador tiveram 200 lojas fechadas em 2016

Apesar do bom número de contratação temporária – são previstas 2 mil vagas para este final de ano -, o índice de loja fechada dentro dos centros comerciais assusta os lojistas: foram 200 em Salvador, somente no ano passado. “Temos três anos nessa crise violenta e não temos a compreensão do empreendedor. Nós precisamos estar mais juntos e o diagnóstico é o primeiro passo disso”, disse o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio), Carlos Andrade, nesta segunda-feira (30), durante a apresentação do Diagnóstico da Relação Lojistas e Shoppings Centers, encomendado pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e a própria entidade. Ele defendeu o documento como um pontapé para melhorar a situação dos centros comerciais. O diagnóstico aponta ainda que 75% das lojas de shopping são pequenas, e faturam entre R$ 40 mil e R$ 60 mil por mês, de acordo com estudo da Associação de Lojistas de Shoppings (Alshop).Para o presidente da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas (FCDL), Antoine Tawil, o momento é de se voltar para as lojas menores.Ainda de acordo com o estudo, o shopping é composto por 3% de lojas-âncora, 2% de megalojas, 1% de lazer e 15% de alimentação.Um dos motivos para o fechamento das lojas é o alto custo dentro do shopping center, pontua Felipe Sica, coordenador da Câmara de Empresários de Shopping Center.O diagnóstico mostra que o índice está acima do que é recomendado pelo International Council Of Shopping Centers, que indica que o custo de ocupação saudável não deve representar mais do que 10% do faturamento da loja.“Esse número (de 200 lojas fechadas) é menor do que 10% dos pontos de vendas, que são 2.300. Além disso, esse número é cinco vezes menor do que o que ocorre em loja de rua. Então, o lojista tem uma segurança maior dentro do shopping”, defendeu o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Edson Piaggio.

Correio*

31 de outubro de 2017, 08:03

ECONOMIA BC indica que corte na taxa básica de juros deve ser menor em dezembro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reafirmou, na ata do encontro da semana passada, que a evolução do cenário básico, em linha com o esperado, e o estágio do ciclo de cortes tornaram adequada a redução da Selic (a taxa básica de juros) em 0,75 ponto porcentual, de 8,25% para 7,50% ao ano. Na ata, o Copom também voltou a sinalizar a intenção de, no encontro de 5 e 6 de dezembro, aplicar um corte ainda menor. “Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme o esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária.” Ao mesmo tempo, como vem fazendo nos últimos meses, o colegiado pontuou, na ata, que “o processo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação”. Neste trecho, o BC não fez – assim como havia ocorrido no comunicado da semana passada – nenhuma menção ao encerramento do ciclo. Na ata do encontro anterior do Copom, de setembro, o colegiado antevia um “encerramento gradual do ciclo”. O BC enfatizou ainda na ata de hoje que “o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira contribui para a queda da taxa de juros estrutural” – aquela em que, na teoria, há geração de crescimento sem inflação. “As estimativas dessa taxa serão continuamente reavaliadas pelo Comitê”, informou a ata. “O Copom entende que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural”, disse ainda o BC.

Estadão