6 de abril de 2018, 08:10

ECONOMIA Receita abre segunda-feira consulta a lote residual de restituição do IR

A Receita Federal abre, a partir das 9h da próxima segunda-feira (9), consulta a lote residual de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), referente aos exercícios de 2008 a 2017. O crédito bancário para 78.519 contribuintes será feito no dia 16 de abril, totalizando R$ 180 milhões. Desse total, mais de R$ 86,900 milhões são para contribuintes com preferência no recebimento: 17.754 idosos e 1.661 pessoas com alguma deficiência física, mental ou moléstia grave. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone, 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora, informou a Receita. Também é possível usar aplicativo para tablets e smartphones, que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer o requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF. Segundo a Receita, caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

5 de abril de 2018, 13:45

ECONOMIA Um dia após decisão do STF, bolsa de valores abre em alta e dólar em queda

Na abertura do mercado hoje (5), após a decisão da noite de ontem (4) do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar o habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o dólar começou o dia em queda e o Índice Ibovespa em alta. Por volta das 12h40, o dólar estava em queda, cotado a R$ 3,32, uma variação negativa de 0,54%. O índice Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo abriu nesta quinta-feira (5) em alta de 2,07%, aos 86.106 pontos. Por volta do meio dia, o índice registrava 85.833, ainda em alta de 1,75%. O dia ontem (4) foi marcado por tensões no Brasil e no exterior, a moeda norte-americana voltou a subir e fechou no maior valor em 11 meses. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 3,341, com pequena alta de R$ 0,002 (0,08%). A cotação está no valor mais alto desde 18 de maio do ano passado, de R$ 3,389. Na Bolsa de Valores, o dia de ontem foi de cautela. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou a sessão com queda de 0,31%, aos 84.360 pontos. Em baixa pela terceira sessão seguida, o indicador começou o dia com forte recuo, mas oscilou bastante ao longo das negociações até reduzir o ritmo de queda. Além das tensões com o julgamento do habeas corpus do ex-presidente, o mercado financeiro foi influenciado pela escalada de medidas comerciais entre os Estados Unidos e a China, as duas maiores economias do mundo. Ontem, o país asiático retaliou o governo norte-americano com a sobretaxação de veículos e de soja, que atingirão US$ 50 bilhões e corresponderão à tarifação adicional anunciada na terça-feira (3) pelo presidente Donald Trump sobre uma série de bens chineses. Hoje, o índice Dow Jones Industrial abriu em alta de 0,44%, enquanto o seletivo S&P 500 ganhava 0,53%, e o índice composto da Nasdaq subia 0,78%.

Agência Brasil

5 de abril de 2018, 10:54

ECONOMIA Arrecadação de loterias da Caixa tem o melhor desempenho dos últimos cinco anos

As loterias da Caixa arrecadaram no primeiro trimestre deste ano mais de R$ 3,3 bilhões, um aumento de 19,2% na comparação com o mesmo período de 2017, que foi de R$ 2,7 bilhões. Segundo a Caixa, em março a arrecadação atingiu R$ 1,1 bilhão, crescimento de quase 16% em relação a março do ano passado. A Mega-Sena continua liderando as vendas de apostas, com R$ 456,7 milhões; a Lotofácil vem em segundo, com R$ 336,8 milhões; e a Quina em terceiro, com R$ 192,8 milhões. “No primeiro trimestre, apresentamos a melhor performance das loterias nos últimos cinco anos. Foi ofertado R$ 1,02 bilhão em prêmios para mais de 69 milhões de apostadores, e repassado R$ 1,6 bilhão para as áreas sociais, como educação, esporte, segurança pública, cultura e saúde”, disse o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Valter Nunes.

Agência Brasil

5 de abril de 2018, 09:30

ECONOMIA Inflação para famílias de menor renda avança em março

A inflação das famílias de menor renda, entre 1 e 2,5 salários mínimos, avançou em março em relação a fevereiro, mas ainda assim ficou abaixo da taxa das famílias de maior renda. Segundo dados divulgados hoje (5), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia de Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) de março apresentou variação de 0,08%, com alta de 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da taxa apurada de fevereiro, quando o índice acusou variação negativa (deflação) de -0,01%. Com o resultado, o indicador acumula alta de 0,57% no ano e 1,45% nos últimos 12 meses. O indicador, no entanto, ficou abaixo do índice que mede a inflação junto às famílias de maior renda. Segundo a FGV, em março o IPC-BR anotou variação de 0,17%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 2,76%, nível também acima do registrado pelo IPC-C1. A alta do IPC-C1 em março reflete elevação de preços em cinco das oito classes de despesas componentes do índice, com destaque para Vestuário, cuja inflação passou de uma inflação negativa de 0,72% em fevereiro para uma alta de 0,43% em março; Habitação (0,07% para 0,23%); Saúde e Cuidados Pessoais; (0,17% para 0,3%); e Alimentação (-0,31% para -0,27%).

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

5 de abril de 2018, 07:21

ECONOMIA Prazo para declarar patrimônio acima de US$ 100 mil no exterior acaba hoje

Pessoas físicas ou jurídicas que tinham mais de US$ 100 mil no exterior até o fim do ano passado devem informar o patrimônio ao Banco Central (BC) até as 18h desta quinta-feira (5). A Declaração Anual de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE) é obrigatória para todos os residentes no país que tenham ativos em outros países, como imóveis, depósitos e moeda estrangeira, entre outros.A declaração pode ser preenchida por meio de formulário eletrônico disponível na página do BC na internet. O documento pode ser baixado no seguinte link https://www3.bcb.gov.br/cbeInternet/. A CBE tem caráter informativo, não resultando em cobrança de tributos. Por meio dela, o BC quer saber da existência dos recursos.Quem não fizer a declaração, atrasar a entrega ou prestar informações falsas ou incorretas fica sujeito a multa, que pode chegar a R$ 250 mil em caso de fraude. Em caso de suspeita de lavagem de dinheiro, sonegação e evasão de divisa, o BC repassa as informações à Polícia Federal.Caso o patrimônio esteja sob auditoria e sujeito a mudanças de valores, o Banco Central orienta o declarante a enviar o documento até a data-limite e atualizar os dados até as 18h de 4 de junho. O próprio sistema permite ao contribuinte, por meio de senha específica, retificar as informações sem perda dos dados já registrados.

Agência Brasil

4 de abril de 2018, 21:29

ECONOMIA Quatro apostas acertam prêmio acumulada da Mega-Sena; confira números

Quatro apostas acertaram as seis dezenas do concurso 2028 da Mega-Sena, sorteado na noite de hoje (4) no município de Seara (SC). O prêmio estava acumulado em R$ 40 milhões.As dezenas sorteadas hoje foram: 07 – 11 – 24 – 36 – 42 – 58. Duas apostas vencedoras são de São Paulo capital, uma de Piracicaba (SP) e outra de Viamão (RS). Cada apostador levará um prêmio de R$ 10.251.126,97. Duzentas e sessenta e uma apostas acertaram a quina e receberão cada uma R$ 11.811,65. Mais de 9,8 mil apostas fizeram acertaram quatro números e levam cada uma R$ 446,34.

Agência Brasil

4 de abril de 2018, 19:39

ECONOMIA Petrobras reduz o preço do gás de cozinha às distribuidoras

Foto: Agliberto Lima/Estadão

O preço do gás de cozinha, o GLP, foi reduzido pela Petrobras às distribuidoras. O botijão de 13 quilos (kg) foi reajustado para baixo em R$ 1,03, passando de R$ 23,16 para R$ 22,13. A redução passa a valer a partir desta quinta-feira (5), mas não leva em consideração os tributos e a margem de lucro na comercialização do produto.Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que as empresas filiadas à entidade foram comunicadas nesta quarta-feira (4) sobre os novos valores para os botijões de até 13 kg.“A redução oscilará entre 5,1% e 3,7%, de acordo com o polo de suprimento. Pelos cálculos do Sindigás, o ajuste anunciado deixa o preço praticado pela Petrobras para as embalagens de até 13 kg aproximadamente 2,2% acima do preço paridade internacional”, informa o sindicato.A Petrobras explicou, em sua página na internet, que o preço de venda às distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor. “Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final, que incorpora impostos e repasses dos demais agentes do setor de comercialização, como distribuidores e revendedores”.

Agência Brasil

4 de abril de 2018, 19:11

ECONOMIA Dólar fecha no maior valor em 11 meses em dia de julgamento no Supremo

Em dia marcado por tensões no Brasil e no exterior, a moeda norte-americana voltou a subir e fechou no maior valor em 11 meses. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (4) vendido a R$ 3,341, com pequena alta de R$ 0,002 (0,08%). A cotação está no valor mais alto desde 18 de maio do ano passado (R$ 3,389). A divisa começou o dia em forte alta, mas amenizou a tendência no início da tarde. Hoje (4), o Supremo Tribunal Federal julga o habeas corpus preventivo impetrado pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente é condenado em segunda instância no processo em que é acusado de receber um apartamento triplex da empreiteira OAS.Na Bolsa de Valores, o dia foi de cautela. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou a sessão com queda de 0,31%, aos 84.360 pontos. Em baixa pela terceira sessão seguida, o indicador começou o dia com forte recuo, mas oscilou bastante ao longo das negociações até reduzir o ritmo de queda.Além das tensões com o julgamento do ex-presidente, o mercado financeiro foi influenciado pela escalada de medidas comerciais entre Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo. Hoje, o país asiático retaliou o governo norte-americano com a sobretaxação de veículos e de soja, que atingirão US$ 50 bilhões e corresponderão à tarifação adicional anunciada ontem (3) pelo presidente Donald Trump sobre uma série de bens chineses.

Agência Brasil

4 de abril de 2018, 16:19

ECONOMIA Petrobras anuncia queda de 0,8% para a gasolina e alta de 0,6% para o diesel

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira, 4, que o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias cairá 0,8% para R$ 1,6448, de R$ 1,6581. O valor médio nacional do litro do diesel A, por sua vez, terá alta de 0,6% para R$ 1,8696, ante R$ 1,8578 do dia anterior. Os novos valores entram em vigor a partir da quinta-feira, 5. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho de 2017. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Estadão Conteúdo

4 de abril de 2018, 10:18

ECONOMIA Dólar vai a R$ 3,36 à espera de julgamento de Lula e com tensão entre EUA e China

Foto: Epitácio Pessoa/estadão

O dólar é negociado em alta nesta quarta-feira (4)

O dólar é negociado em alta nesta quarta-feira (4), com os investidores optando pela cautela antes do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do habeas corpus pedido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o site G1, por volta das 9h10, a moeda dos EUA subia 0,79%, a R$ 3,3648. Na véspera, o dólar fechou a sessão a R$ 3,3378, maior cotação desde 23 de junho do ano passado. O movimento de alta nesta quarta-feira também é influenciado pela tensão entre Estados Unidos e China, depois que Pequim respondeu rapidamente aos planos norte-americanos de adotar tarifas sobre US$ 50 bilhões em bens chineses, retaliando com uma lista de taxas similares sobre importações dos Estados Unidos. Ainda segundo a publicação, os investidores seguem em compasso de espera pelo julgamento do habeas corpus preventivo pedido pela defesa do ex-presidente Lula, condenado em segunda instância por crime de corrupção. A sessão do Supremo Tribunal Federal está prevista para ter início às 14h.

3 de abril de 2018, 19:55

ECONOMIA Dólar fecha no maior nível em nove meses na véspera de julgamento no STF

Em um dia de instabilidade no mercado financeiro, a moeda norte-americana fechou no maior valor em nove meses. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (3) vendido a R$ 3,338, com alta de R$ 0,026 (0,77%). A cotação está no valor mais alto desde 23 de junho do ano passado (R$ 3,339).A divisa começou o dia em queda, mas inverteu a tendência no início da tarde. Amanhã (4), o Supremo Tribunal Federal julga o habeas corpus preventivo impetrado pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente é condenado em segunda instância no processo que o acusa de receber um apartamento triplex da empreiteira OAS.Na Bolsa de Valores, o dia foi de cautela. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou a sessão com queda de 0,05%, aos 84.623 pontos. O indicador operou em alta durante a manhã, mas passou a cair no início da tarde.

Estadão

3 de abril de 2018, 17:24

ECONOMIA Tesouro informa liquidação do pagamento de R$ 30 bi pelo BNDES

O Tesouro Nacional informou nesta terça-feira, 3, a liquidação do pagamento de R$ 30 bilhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A transação foi realizada na segunda-feira, 2, e os recursos financeiros já foram totalmente utilizados pelo Tesouro para honrar parte dos vencimentos de dívida ocorridos no mesmo dia.”Esse procedimento está em linha com os critérios estabelecidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que preveem a utilização dos recursos exclusivamente para o pagamento da dívida pública em mercado”, diz o Tesouro em nota.A consequência imediata da devolução antecipada é a redução da Dívida Bruta do Governo Geral na mesma magnitude da operação, equivalente a 0,5% do PIB. A dívida bruta é um indicador importante para a sinalização de solvência da União.O pagamento também contribui para a redução permanente do chamado subsídio implícito, que tem origem na diferença entre o custo de financiamento do Tesouro Nacional e a remuneração paga pelos tomadores dos empréstimos junto ao BNDES, que é geralmente menor.”Além disso, a operação reduz em R$ 30 bilhões a necessidade de operações de crédito via emissão de novos títulos, contribuindo para o balanço da regra de ouro em 2018″, diz o Tesouro.A chamada “regra de ouro” do Orçamento proíbe a emissão de dívida para pagar despesas correntes, um mecanismo para impedir o endividamento desenfreado do País. Para este ano, o rombo na regra de ouro é superior a R$ 200 bilhões. O descumprimento da norma constitucional é crime de responsabilidade, inclusive do presidente da República.A devolução dos recursos pelo BNDES não tem efeito imediato sobre a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), uma vez que há compensação proporcional entre as posições do ativo e do passivo de instituições públicas. Entretanto, a trajetória futura da DLSP será beneficiada pela economia com subsídios implícitos, explica o Tesouro.O valor da antecipação representa 7,2% do passivo de R$ 419 bilhões do BNDES com o Tesouro, conforme posição de fevereiro de 2018.

Estadão

3 de abril de 2018, 11:23

ECONOMIA Queda dos juros libera R$ 196 bi, diz ministério

Foto: Reprodução

A queda dos juros básicos da economia tem potencial para liberar R$ 196 bilhões de renda do orçamento das famílias e das empresas brasileiras ao longo de 2018

A queda dos juros básicos da economia tem potencial para liberar R$ 196 bilhões de renda do orçamento das famílias e das empresas brasileiras ao longo de 2018. Cálculos feitos pelo Ministério do Planejamento apontam que os juros mais baixos vão reduzir em R$ 147 bilhões o endividamento das famílias e em R$ 49 bilhões das empresas – o equivalente a cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).O principal efeito desse processo é que os juros mais baixos permitem não só a renegociação de dívidas, trocando juros mais elevados por taxas mais baixas, como abrem espaço para o aumento da demanda na economia e dos investimentos. No dia 22 de março, a taxa Selic atingiu mínima histórica, chegando a 6,5% ao ano. Em outubro de 2016, quando o atual ciclo de queda começou, a Selic estava em 14,25%.Para o secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos do ministério, Marcos Ferrari, o potencial de aumento de renda aponta que a retomada do crescimento da economia é sustentável. Pelos cálculos do governo, o PIB do País deve crescer 3%. Os números mais fracos de janeiro, segundo ele, decorrem de fatores sazonais.“As taxas de investimento e do crescimento vão aumentar este ano e um dos principais motivos é o ciclo monetário favorável”, diz Ferrari, ressaltando que os investimentos já crescem mais do que o consumo no País. Na sua avaliação, um bom sinal para mostrar a “qualidade” da expansão econômica.Segundo ele, as empresas podem fazer o pré-pagamento de uma dívida cara mediante outro financiamento mais barato. As famílias podem quitar sua dívida no cheque especial com um CDC (crédito direto ao consumidor) com juros mais baixos. “Isso libera recursos para uma alocação mais eficiente”, diz.A economista Ione Amorim, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), argumenta que consumidores com elevado endividamento não conseguem fazer acordos bons na renegociação aproveitando os juros mais baixos, o que leva a nova inadimplência. Segundo ela, as dívidas de cartão de crédito e as renegociadas são as que têm maior inadimplência. O Idec vai promover um seminário na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, esta semana para discutir o problema.

Estadão

3 de abril de 2018, 10:56

ECONOMIA Petrobras anuncia quedas de 1,2% no preço da gasolina e de 1,36% para o diesel

A Petrobras anuncia que, com o reajuste que entrará em vigor na quarta-feira, 4, o preço médio do litro da gasolina A sem tributos nas refinarias cairá 1,20% para R$ 1,6581, de um valor anterior de R$ 1,6783. O valor médio nacional do litro do diesel A também terá queda, de 1,36%, para R$ 1,8578. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho de 2017.Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Estadão

3 de abril de 2018, 07:29

ECONOMIA Ministro pede mudança no reajuste do Bolsa Família

Foto: Reprodução

Ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, tenta emplacar uma nova política de reajuste do Bolsa Família este ano

Prestes a deixar o governo para concorrer às eleições, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, tenta emplacar uma nova política de reajuste do Bolsa Família este ano. A proposta, entregue nessa segunda-feira, 2, ao presidente Michel Temer, prevê a concessão de aumento acima da inflação apenas para famílias que tiverem filhos em segundo turno escolar ou em programas de capacitação técnica. Com a mudança, o governo teria de desembolsar cerca de R$ 3 bilhões para reajustar o valor do benefício – o triplo do que previa gastar concedendo apenas a inflação. Temer ainda vai analisar as planilhas antes de bater o martelo e baixar o decreto. O ministro Osmar Terra disse ao Estadão/Broadcast que já é dado como certo um reajuste de 2,95%, para repor a inflação de 2017. Ele considera o “aditivo” um incentivo para que as famílias tenham uma porta de saída do programa.“Essas condicionantes mudam mais a realidade familiar do que só controlar a presença escolar”, disse Terra. Hoje, as famílias que recebem Bolsa Família já precisam cumprir regras de assiduidade escolar e manter a carteira de vacinação dos filhos em dia, mas a avaliação de Terra é de que isso é insuficiente para dar condições de saída aos beneficiários. Com a mudança, o reajuste acima da inflação seria condicionado ao cumprimento das novas condicionantes. “A gente não fechou um número, mas seria um valor bem maior (de reajuste). Pode ser 5%, 10%.” As aulas em segundo turno escolar e os cursos profissionalizantes seriam oferecidos em convênio com as prefeituras, que teriam prazo de alguns meses para se adaptar e ofertar as vagas. Há também uma opção de prever, como uma das condições, a participação de beneficiários em programas de geração de emprego.

Estadão