4 de junho de 2018, 13:48

ECONOMIA Valorização das ações da Petrobras ultrapassa 7%

Foto: Estadão

As ações preferenciais tinham subido mais de 7%, na Bolsa de Valores de São Paulo

No primeiro dia útil depois da confirmação de Ivan Monteiro como novo presidente da Petrobras, as ações da empresa abriram em alta hoje (4). Às 13h20, as ações preferenciais tinham subido mais de 7%, na Bolsa de Valores de São Paulo. Por volta das 10h, a valorização era superior a 6%. Como efeito, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em alta de 1,25%. O dólar está em baixa de R$ 3,74, queda de 0,61%.

Agência Brasil

4 de junho de 2018, 13:28

ECONOMIA Reunião na Fazenda discute regulamentação de subsídios para o diesel

Secretários dos ministérios da Fazenda, Minas e Energia e representantes do setor discutem em reunião nesta segunda-feira, 4, a elaboração do decreto que dará subsídio para a redução de tributos sobre o diesel. Até sexta-feira, o governo deverá editar um novo decreto prevendo subsídio equivalente a R$ 0,30 por litro de gasolina, já que, na quinta-feira, vence o decreto que está em vigor determinando a mesma redução. O novo decreto vai prever subvenção até o fim do ano, conforme anunciado pelo governo. No total, para acabar com a greve dos caminhoneiros, o governo retirou R$ 0,46 por litro em tributos, sendo que R$ 0,16 por litro será coberto com a reoneração da folha de pagamentos e a redução de benefícios para exportadores, e os outros R$ 0,30 por litro por meio de um programa de subsídio.

Estadão Conteúdo

4 de junho de 2018, 13:13

ECONOMIA Preço da gasolina cai 0,68% nas refinarias, após duas altas seguidas

O preço da gasolina nas refinarias da Petrobras passará a ser R$ 1,9976 a partir de amanhã (5) – uma redução de 0,68% em relação aos R$ 2,0113 vigente desde o último dia 2. A redução é registrada depois de duas altas consecutivas do produto. No sábado, a estatal tinha elevado o preço da gasolina em 2,25%, após um aumento de 0,74% anunciado na quarta-feira (30).

Agência Brasil

4 de junho de 2018, 10:17

ECONOMIA Mercado financeiro prevê menor crescimento do PIB e inflação maior

O mercado financeiro continua reduzindo a projeção para o crescimento da economia e aumentando a estimativa de inflação. De acordo com o Boletim Focus, publicação divulgada na internet todas as semanas pelo Banco Central (BC), a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 2,37% para 2,18%. Essa foi a quinta redução seguida. Para 2019, a previsão permanece em 3% há 18 semanas consecutivas. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,60% para 3,65% neste ano no terceiro aumento seguido. Para 2019, a projeção foi ajustada de 4% para 4,01%. Mesmo assim, a expectativa para a inflação permanece abaixo da meta, que é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,50% ao ano. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. Para cortar a Selic, o BC precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera que alterações anteriores foram suficientes para chegar à meta. Para o mercado, a Selic deve permanecer em 6,50% ao ano até o fim de 2018 e subir ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano.

Agência Brasil

4 de junho de 2018, 09:34

ECONOMIA IPCA para 2018 sobe de 3,60% para 3,65%, prevê Focus

Os economistas do mercado financeiro elevaram a previsão para a inflação de 2018. O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 4, pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o IPCA este ano foi de 3,60% para 3,65%. Há um mês, estava em 3,49%. Já a projeção para o índice em 2019 passou de 4,00% para 4,01%. Quatro semanas atrás, estava em 4 03%.A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5 75%).Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus seguiu em 3,24%. Para 2019, a estimativa do Top 5 seguiu em 3,75%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,40% e 4,00%, respectivamente.Em 10 de maio passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) havia informado que o IPCA subiu apenas 0,22% em abril, abaixo do que era esperado pelo mercado. No acumulado do ano, o índice de preços avançou 0,92%.Também com influência sobre as projeções de inflação do mercado, o dólar à vista acumula alta de 13,43% em 2018. Em meio ao avanço do dólar, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC manteve a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano no dia 16 de maio. Há duas semanas, um novo fator começou a pesar sobre as projeções de preços: a greve dos caminhoneiros, que provocou desabastecimento em todo o País, com influência sobre os preços e a atividade. No Focus divulgado nesta manhã, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,32% para 4,38% de uma semana para outra – há um mês, estava em 4,12%.Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para maio de 2018 seguiu em 0,30%. Um mês antes, estava em 0,32%. No caso de junho, a projeção passou

Estadão

4 de junho de 2018, 09:28

ECONOMIA Inflação medida pelo IPC-S sobe para 0,41% em maio

A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), subiu de 0,34% em abril para 0,41% em maio deste ano. O dado foi divulgado hoje (4), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Três grupos de despesas tiveram alta na taxa de inflação de abril para maio. Os transportes subiram de 0,07% para 0,48%. A gasolina foi o item que teve maior impacto na alta do grupo, com inflação de 2,57% em maio. Os custos com habitação registraram aumento de 0,73% em maio, acima da taxa de 0,26% de abril. O principal impacto nesse grupo de despesas veio da eletricidade residencial, com inflação de 3,94% no mês. O outro grupo com alta foi comunicação, que subiu de 0,07% para 0,20%. Os demais grupos tiveram recuo na taxa: saúde e cuidados pessoais (de 1,12% para 0,70%), alimentação (de 0,29% para 0,24%), educação, leitura e recreação (de 0,12% para -0,37%), vestuário (de 0,60% para 0,41%) e despesas diversas (de 0,13% para 0,06%).

Agência Brasil

3 de junho de 2018, 08:45

ECONOMIA Crise na Petrobrás complica o já modesto plano da equipe econômica

Foto: Fábio Motta / Estadão

Sem apoio dos parlamentares, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, terá dificuldade de aprovar até o fim do governo as medidas econômicas definidas como prioritárias

A quatro meses das eleições e perto de terminar o mandato, o presidente Michel Temer trocou a agenda reformista por uma luta diária pela sobrevivência. Sob cerco político e com a base aliada dividida no Congresso, Temer mostrou a fragilidade do governo ao ser obrigado a ceder na greve dos caminhoneiros e deve ter dificuldade para conseguir aprovar as prioridades econômicas definidas, em abril, pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Com menos de um ano para o fim do governo, a agenda já não era robusta. O projeto mais complexo, e que já estava emperrado, é a privatização da Eletrobrás. Reservadamente, a equipe econômica não acredita mais que seja possível aprovar a venda da estatal este ano. Só para se ter uma ideia do impasse, os parlamentares ainda discutem normas de operação, com temas que passam até mesmo pela destinação de recursos para a recuperação da Bacia do São Francisco. Já a venda das seis distribuidores deficitárias da estatal no Norte e Nordeste é avaliada como de dificuldade moderada e tem chances de ser aprovada. Até mesmo projetos de tramitação mais fácil, na análise da equipe de Guardia, estão travados no Congresso, como a duplicata eletrônica e o cadastro positivo – o banco de dados de bons pagadores que poderia baratear o crédito. Da lista de medidas que a Fazenda tentava aprovar, só uma foi para a frente até agora: o aumento da carga tributária para alguns setores, por meio da reoneração da folha de pagamento, recebeu o aval do Congresso, como condição ao subsídio do diesel. Deputados e senadores ficaram insatisfeitos, porém, com o aumento dos setores reonerados de 28 para 39. Eles ameaçam derrubar os vetos de Temer que diminuíram os segmentos contemplados com o benefício criado pela ex-presidente Dilma Rousseff. Com uma crise atrás da outra, o governo Temer entra em sua fase final com mais problemas do que soluções à vista. Até recentemente, a esperança da equipe residia na recuperação da economia, mas agora há pessimismo no mercado e incertezas no horizonte, principalmente às vésperas da eleição.

Estadão

2 de junho de 2018, 12:20

ECONOMIA Petrobras aumenta preço da gasolina em 2,25% nas refinarias

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

De ontem para hoje, o litro da gasolina ficou 4 centavos mais caro

A Petrobras aumentou neste sábado (2) em 2,25% o preço da gasolina em suas refinarias. De ontem para hoje, o litro do combustível ficou 4 centavos mais caro, ao passar de R$ 1,9671 para R$ 2,0113, de acordo com a estatal. Em um mês, o combustível acumula alta de preço de 11,29%, ou seja, de 20 centavos por litro, já que em 1º de maio, o combustível era negociado nas refinarias a R$ 1,8072. O preço do diesel, que recuou 30 centavos desde o dia 23 de maio, no ápice da greve dos caminhoneiros, será mantido em R$ 2,0316 por 60 dias.

Agência Brasil

2 de junho de 2018, 08:15

ECONOMIA Petrobras Distribuidora já reduz preço do diesel em postos da rede

A Petrobras Distribuidora informou ontem a noite (1°), em nota, que além de todo o esforço logístico que vem empreendendo desde o dia 21 de maio para garantir o suprimento de combustíveis ao mercado, repassou integralmente as desonerações anunciadas pelo governo federal aos preços de diesel vendido à rede de postos, com o objetivo de contribuir para que essas reduções cheguem ao consumidor final. A companhia cita como exemplo São Paulo, onde a redução foi de R$ 0,46 por litro e já é possível verificar em alguns postos Petrobras esta mesma diminuição no preço da bomba. No comunicado, a Petrobras Distribuidora reafirma seu compromisso com a sustentabilidade do seu negócio e da sua rede, continuando empenhada em adotar todas as ações operacionais e comerciais ao seu alcance para atender aos seus clientes em todo o Brasil. A redução do preço do diesel é decorrente de negociações feitas entre o governo e entidades que representam os caminhoneiros após uma paralisação da categoria, que durou dez dias, ter prejudicado o abastecimento de combustível, de alimentos e de outros produtos praticamente em todo o país, além de ter causado prejuízos na agroindústria, nas exportações e em outros setores da economia. O acordo com os caminhoneiros inclui também, entre outros pontos, a isenção da cobrança de pedágio dos caminhões que trafegarem com eixo suspenso e o estabelecimento de uma tabela de frete mínimo rodoviário.

Agência Brasil

2 de junho de 2018, 08:00

ECONOMIA Produção de carros deve cair 20% e quebrar sequência de altas

Foto: Divulgação

Maioria das montadoras suspendeu a produção por seis dias em razão da falta de peças durante a paralisação dos caminhoneiros; setor registrava crescimento interanual desde novembro de 2016

A greve dos caminhoneiros, que levou a indústria automobilística a suspender atividades em quase todas as fábricas do País por falta de peças, vai interromper uma sequência de 18 meses de crescimento da produção nacional. A previsão é de uma queda na casa dos 20% em relação a maio do ano passado, a primeira desde outubro de 2016. Projeções com base na média diária de produção de abril, de 12,6 mil unidades, indica que aproximadamente 75 mil veículos deixaram de ser produzidos nos seis dias em que a maioria das fabricantes fechou as portas. O número pode ser conservador, pois grandes marcas, como Ford, General Motors e Volkswagen começaram a parar antes das demais. Em maio de 2017 foram produzidos 250,7 mil veículos, o segundo melhor resultado mensal do ano passado, atrás apenas de agosto, com 260,8 mil unidades, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Por causa da greve, o volume do mês passado deve ficar abaixo de 200 mil. Algumas marcas já retomaram produção. As fábricas da Fiat em Betim (MG) e da Jeep em Goiana (PE) retomaram atividades em pleno feriado de quinta-feira. A Ford religou ontem as máquinas ontem apenas na filial de Camaçari (BA). As demais empresas voltarão ao trabalho a partir de segunda-feira, “de maneira gradual”, disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale. Em abril, a produção foi de 266,1 mil veículos, portanto, a queda de um mês para outro deve superar os 20%. A Anfavea só vai divulgar dados oficiais na quarta-feira. A entidade se preparava para rever, para cima, as projeções de produção e vendas para este ano. O episódio da greve pode atrasar as novas previsões. A expectativa da entidade feita no início do ano era de alta de 13,2% na produção ante 2017 (para 3 milhões de veículos) e de 11,7% nas vendas (para 2,5 milhões de unidades). No primeiro quadrimestre o crescimento acumulado na produção é de 20,7% (965,8 mil unidades). Nos últimos meses, várias empresas anunciaram retomada de turnos de produção e até algumas contratações. Já as vendas de janeiro a maio são 17% maiores que em igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados ontem pela Fenabrave, entidade que representa as concessionárias de todo o País.

Estadão

1 de junho de 2018, 22:01

ECONOMIA Ações da Petrobras caem 15% em Nova York após saída de Pedro Parente

As ações da Petrobras fecharam a sexta-feira (1º) em queda de 14,59% na Bolsa de Valores de Nova York. O papel negociado com o código PBR (sigla para Petróleo Brasileiro S.A.) fechou o dia cotado a US$ 10,13. No fim da manhã, a queda era ainda mais significativa e a ação chegou a ser vendida a US$ 9,40. No decorrer da tarde, o valor mostrou uma tendência de recuperação. No acumulado de um ano, no entanto, os papéis da companhia acumulam alta de 19,46%. Em 2 de junho do ano passado, a ação ADR (sigla em inglês para recibos de ações de empresas estrangeiras negociadas na bolsa norte-americana) estava cotada a US$ 8,48. A queda do preço das ações foi influenciada pelo anúncio da demissão do presidente da companhia, Pedro Parente. A notícia da saída do executivo foi publicada por diversos sites de notícias nos Estados Unidos. Uma publicação da bolsa Nasdaq afirma que as ações a Petrobras “despencaram” depois da repentina renúncia do presidente da estatal. O texto informa que a saída acontece depois da greve de caminhoneiros contra o aumento do preço do diesel. A reportagem diz ainda que, historicamente, o Brasil manteve uma política de controle de preços rigorosos, que muitas vezes levaram a negociação de produtos abaixo do valor de custo do mercado global, mas que Parente apoiou uma abordagem mais baseada no mercado. O texto conclui que os acionistas temem que a política do governo brasileiro possa, mais uma vez, impedir a Petrobras de maximizar o potencial para gerar receita e lucro. O jornal The New York Times republicou texto da Agência Reuters em que diz que a renúncia de Parente foi “inesperada”. Afirma também que o substituto Ivan Monteiro estará sob pressão para continuar reduzindo dívidas e promovendo políticas que favoreçam o investimento.

Agência Brasil

1 de junho de 2018, 18:39

ECONOMIA Dólar termina semana com valorização de 2,68%, cotado a R$ 3,767

O dólar comercial encerrou o pregão desta sexta-feira (1º) com alta de 0,8%, cotado a R$ 3,767. No acumulado da semana, a moeda norte-americana se valorizou 2,68% frente ao real. Na máxima do dia, a moeda dos Estados Unidos chegou a ficar em R$ 3,771. A alta do dólar foi fortemente influenciada pelo anúncio da demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras, efeito que também se refletiu sobre as ações preferenciais da companhia, que chegaram a cair quase 14,8%. O índice Ibovespa, principal indicador de negócio da Bolsa de Valores no país, terminou o dia com leve alta de 0,64%, com 77.239 pontos.

Agência Brasil

1 de junho de 2018, 17:30

ECONOMIA Paralisação dos caminhoneiros reduz exportações em 36% no período

A greve dos caminhoneiros, que começou em 21 de maio e durou 11 dias, afetou as exportações do país no período. A média diária de produtos vendidos ao exterior, que nas três primeiras semanas do mês ficou acima de US$ 1 bilhão, caiu para US$ 642 milhões na última semana do mês, que terminou ontem (31). Na semana entre o dia 21 e 27, o volume exportado também sofreu queda significativa, para uma média diária de US$ 699 milhões. Por causa desses efeitos, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) informou, nesta sexta-feira (1º) que a queda no ritmo das exportações foi, na média, de 36% no período. No entanto, considerando todo o mês de maio, o saldo da balança comercial foi positivo em US$ 6 bilhões. “Houve uma queda generalizada entre os setores, com diferentes efeitos dependendo do modal utilizado para o produto”, explicou Herlon Brandão, diretor de estatísticas e apoio às exportações da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC. No caso dos bens manufaturados, como aviões e automóveis, a queda nas exportações foi de 46%, seguida pela venda de bens semi-manufaturados, como celulose, ferro e aço, em que o recuo foi de 37%. A queda dos produtos básicos, como soja, minério de ferro e petróleo cru, foi menor, de 31%. “Produtos como petróleo, embarcado diretamente no mar, e minério de ferro, que usa o modal ferroviário, foram menos afetados. Boa parte do escoamento da soja foi garantido por estoques existentes nos portos”, afirmou Herlon, ao exemplificar porque os produtos básicos foram menos afetados pela greve dos caminhoneiros. O diretor ressaltou, no entanto, que os efeitos de redução do fluxo de comércio durante a paralisação dos transportadores ainda “poderão ser sentidos no tempo”, já que muitas empresas interroperam a produção no período. As importações também foram afetadas em 26%. Saíram de uma média de US$ 703 milhões, nas três primeiras semanas do mês, para US$ 516 milhões, nas duas últimas semanas. Herlon garantiu que, apesar da acentuada incidência da greve dos caminhoneiros sobre o fluxo de comércio em maio, o governo não deve alterar a previsão atual de saldo na balança comercial do ano, que é de cerca de R$ 50 bilhões. “Essas duas semanas não são suficientes para comprometer o resultado esperado do ano, com crescimento nos dois fluxos”.

Agência Brasil

1 de junho de 2018, 14:08

ECONOMIA Vendas de caminhões recuam 8,12% na passagem de abril para maio, diz Fenabrave

Além das vendas de carros, o mercado de caminhões sentiu o impacto da greve dos transportadores e mostrou queda de 8,12% na passagem de abril para maio, conforme balanço da Fenabrave, entidade que representa as concessionárias, divulgado nesta sexta-feira, 1º. No total, 5,7 mil caminhões foram entregues no mês passado. Apesar do efeito negativo da greve, o número ficou 38,8% acima do total vendido no mesmo período do ano passado. No acumulado de janeiro a maio, as vendas de caminhões exibiram crescimento de 53,99% sobre os cinco primeiros meses de 2017. Na contramão dos demais segmentos da indústria de veículos, as vendas de ônibus mostraram sinais invertidos, com alta de 8,76% na comparação de maio com o mês imediatamente anterior e queda de 5,77% em relação ao mesmo período do ano passado. No total, 1,2 mil coletivos foram licenciados em maio, o que levou o total vendido no acumulado do ano para 5,9 mil ônibus, uma alta de 20,71%.

Estadão Conteudo

1 de junho de 2018, 12:28

ECONOMIA Banco Safra revisa projeção de PIB de 2018 de 2,8% para 2%

O Banco Safra reduziu a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2018 de 2,8% para 2,0%, refletindo a desaceleração do consumo e do investimento no primeiro trimestre e também os impactos da greve dos caminhoneiros sobre a atividade. O PIB do primeiro trimestre subiu 0,4% após 0,2% no quarto trimestre, mas, originalmente, os analistas esperavam expansão bem maior, da ordem de 1,0%.Depois do resultado, divulgado pelo IBGE na última quarta-feira, 30, várias instituições reduziram suas expectativas para o PIB do ano, conforme pesquisa do Projeções Broadcast, que mostrou intervalo de 1,30% a 2,70%, com mediana de 2,0%, a partir de 31 previsões. Com essa análise de economia mais enfraquecida, o banco também avalia que a inflação oficial de 2018 será menor do que o previsto anteriormente. Assim, o Safra reduziu a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,8% para 3,6%, citando ainda as surpresas inflacionárias recentes. No IPCA-15 de maio, por exemplo, subiu 0,14%, abaixo do piso da pesquisa do Projeções Broadcast, que ia de 0,20% a 0,47%. Houve ainda revisão na estimativa para a taxa de câmbio, que passou de R$ 3,30 para R$ 3,40% no fim de 2018 e de R$ 3,40 para R$ 3,50 em 2019.

Estadão