10 de janeiro de 2018, 12:56

ECONOMIA Saída de dólares supera entrada na primeira semana de janeiro em US$ 71 mi

Após ter encerrado 2017 com a entrada líquida de US$ 625 milhões o País registrou na primeira semana de janeiro (do dia 2 ao 5) um fluxo cambial negativo de US$ 71 milhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 10, pelo Banco Central. O canal financeiro apresentou entrada líquida na semana de US$ 547 milhões, resultado de aportes no valor de US$ 7,749 bilhões e de envios no total de US$ 7,202 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. No comércio exterior, o saldo na semana passada ficou negativo em US$ 618 milhões, com importações de US$ 2,107 bilhões e exportações de US$ 1,489 bilhão. Nas exportações, estão incluídos US$ 264 milhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 393 milhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 831 milhões em outras entradas.

Estadão

10 de janeiro de 2018, 12:54

ECONOMIA Temer se reúne à tarde com Ilan e ministros da área econômica

Depois de passar a manhã desta quarta-feira, 10, no Palácio do Jaburu, sem agenda oficial, o presidente Michel Temer agendou para as 16h uma reunião com os ministros da área econômica e com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.De acordo com a agenda divulgada por volta das 13h pela Secretária de Comunicação da Presidência, participarão da reunião o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles; o ministro interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago; o ministro interino da Casa Civil, Gustavo Rocha, e os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Carlos Marun (Secretaria de Governo). Nesta quarta, às 17h30 o BC divulga a carta aberta de Ilan a Meirelles, justificando o descumprimento da meta de inflação. Depois, o presidente do BC dará coletiva sobre o assunto. Na agenda do presidente, até o momento, há somente mais um compromisso: uma reunião, no fim do dia, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com o refeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PHS).

Estadão

10 de janeiro de 2018, 10:35

ECONOMIA BC confirma que divulgará carta aberta a Meirelles sobre IPCA abaixo da meta

O Banco Central confirmou na manhã desta quarta-feira, 10, por meio de nota, que publicará a carta aberta do presidente da instituição, Ilan Goldfajn, ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A publicação ocorrerá às 17h30 (de Brasília), no site do BC. O BC também informou, por meio da nota, que Ilan Goldfajn concederá entrevista coletiva à imprensa às 18 horas.A carta aberta trará as justificativas do Banco Central para o fato de a inflação oficial de 2017, divulgada nesta quarta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ter ficado abaixo de 3,0%. O centro da meta de inflação perseguida pelo BC em 2017 era de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%). Pelas regras do regime de metas, sempre que a inflação fugir do intervalo estabelecido, o presidente do BC precisará enviar uma carta aberta ao ministro da Fazenda. No passado, o descumprimento havia ocorrido nos anos de 2001, 2002, 2003 e 2015. Em todos estes casos a inflação havia ficado acima do teto do intervalo da meta. Em 2017, porém, o problema foi uma inflação muito baixa, inferior ao piso. Desde agosto do ano passado, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, vinha apresentando em declarações públicas os motivos para que, em 2017, a inflação estivesse tão baixa. Os comentários serviram de resposta a críticas, de alguns setores do mercado e do próprio governo, de que o BC teria demorado demais a intensificar o processo de cortes da Selic (a taxa básica de juros). Além disso, os comentários já preparavam a base de argumentação para um possível descumprimento da meta do IPCA – como foi confirmado nesta quarta. Basicamente, Goldfajn afirma que a inflação em 12 meses manteve-se alta até agosto de 2016, para depois começar a ceder, sendo que a queda apenas foi acelerada no ano passado. Além disso, o presidente do BC defende que parte substancial da queda da inflação em 2017 se deve ao choque favorável dos alimentos – em outras palavras, à forte baixa dos preços dos produtos. Estes são alguns dos argumentos que devem constar na carta a ser divulgada pelo BC.

Estadão

10 de janeiro de 2018, 10:32

ECONOMIA Inflação pelo INPC é de 2,07% em 2017, a menor desde 1994

Foto: Agência Brasil

Queda da inflação impulsiona o consumo. Índice pelo INPC foi de 2,07% no ano passado

A inflação – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – encerrou 2017 com alta acumulada de 2,07%, resultado bem menor que os 6,58% de 2016. É a menor taxa desde a implantação do Plano Real em 1994. O INPC é usado para reajustar aposentadorias de quem ganha acima do salário mínimo. Em dezembro, a variação do INPC foi de 0,26%, ficando 0,08 ponto percentual acima do 0,18% de novembro. Ao fechar 2017 em 2,07%, o INPC, que mede a variação das famílias com renda entre 1 e 5 salários, termina o ano com variação acumulada de 0,88 ponto percentual, abaixo da alta anual do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano passado em 2,95%. Os alimentos tiveram variação de -2,70%, influenciando a retração da taxa relativa ao INPC, enquanto os não alimentícios subiram 4,25%. Em 2016, os alimentos apresentaram alta de 9,15% e os não alimentícios, de 5,44%. Quanto aos índices regionais, o maior foi o de Curitiba (3,24%), tendo em vista a alta de 20,93% na energia elétrica e de 20,40% nos ônibus urbanos. Já o índice mais baixo foi o de Belém (0,74%). O INPC tem a mesma metodologia do IPCA, é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere a famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

10 de janeiro de 2018, 09:14

ECONOMIA Petrobras anuncia altas de 1,40% no preço da gasolina e de 1,00% no diesel

Foto: Reprodução

Os novos valores valem a partir da quinta-feira, dia 11

A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com aumento de 1,40% no preço da gasolina nas refinarias e alta de 1 00% no do diesel. Os novos valores valem a partir da quinta-feira, dia 11. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Estadão

10 de janeiro de 2018, 09:03

ECONOMIA Mega-Sena pode pagar R$ 8,5 milhões nesta quarta

O sorteio 2.003 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 8,5 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) desta quarta-feira (9) em Pomerode (SC).Segundo a Caixa, se aplicado na poupança, o prêmio renderia mais de R$ 36 mil por mês. O valor também seria suficiente para adquirir 56 carros de luxo.

10 de janeiro de 2018, 09:00

ECONOMIA Inflação oficial pelo IPCA em 2017 é de 2,95%, a menor taxa desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou em 2017 com alta acumulada de 2,95%, resultado 3,34 pontos percentuais inferior aos 6,29% de 2016. É o menor número desde a taxa de 1998 quando ficou em 1,65%. Os dados foram divulgados hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que, em dezembro, o IPCA fechou em 0,44%, ficando 0,16 ponto percentual acima do resultado de novembro (0,28%). Essa foi a maior variação mensal de 2017. Em 2016, o IPCA de dezembro atingiu 0,3%.

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

9 de janeiro de 2018, 20:46

ECONOMIA Comércio varejista da Bahia deve crescer 10% em 2018, segundo Fecomércio-BA

O ano de 2018 se inicia com mais otimismo na economia. O país conseguiu se recuperar da crise com crescimento do PIB de 1% no ano passado, segundo estimativa, e deve crescer 3% este ano. O desempenho mais favorável está relacionado à continuidade de melhora do ambiente de negócios, com inflação e juros mais baixos, além da melhora no mercado de trabalho. A economia baiana deve seguir esta tendência positiva, sobretudo o comércio varejista. De acordo com a Fecomércio-BA as vendas devem crescer 10% em 2018 na comparação com 2017 atingindo um faturamento de R$ 66 bilhões, ou seja, um aumento de seis bilhões de reais no varejo do Estado.Entre as dez atividades analisadas pela Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) oito devem registrar variação positiva, uma estabilidade (Outras Atividades) e uma retração -3% no setor de Concessionárias de Veículos. O destaque para este ano fica para a área supermercadista, com crescimento de 11% atingindo 23,8 bilhões de reais de faturamento. Por ter o maior faturamento do Estado, este setor exerce mais influência sobre o resultado final, o que significa 3,8 pontos percentuais em participação absoluta.As demais variações positivas são das seguintes atividades: Autopeças e Acessórios (+32%), Eletrodomésticos e Eletrônicos (+29%), Móveis e Decoração (+16%), Farmácias e Perfumarias (+11%), Vestuário, Tecidos e Calçados (+7%), Departamentos (+4%) e Materiais de Construção (+3%).Outras pesquisas da Federação mostram que consumidores e empresários do comércio estão mais otimistas. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) fechou o ano passado com quase 84 pontos, 4% superior ao registrado no final de 2016. E o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) encerrou 2017 com patamar 8% maior que no ano anterior, de 107 pontos. (ambas as pesquisas a pontuação varia entre 0 e 200 pontos).O maior poder de compra está relacionado à inflação mais baixa, 2,4% no acumulado de 12 meses na RMSA e deflação (-2,1%) em alimentos. O índice de preços deve subir um pouco mais em 2018 por conta de alguns fatores como demanda mais alta, safra agrícola menor, preço dos combustíveis, dentre outros.Entretanto, mesmo com o índice de preços pressionando um pouco mais, o orçamento das famílias não vai ser afetado, por outro lado, é prevista a ampliação gradativa da renda por causa da melhoria do mercado de trabalho. Segundo o CAGED, de janeiro a novembro, houve um saldo positivo de quase 19 mil vagas com carteira assinada no estado da Bahia. O trabalho informal também vem colaborando para que as famílias consigam ampliar o seu consumo. A expectativa é que essa variável, emprego, deve ser o destaque em 2018, sendo o fator importante para o crescimento nacional e regional.

9 de janeiro de 2018, 19:06

ECONOMIA Banco Mundial eleva projeção de crescimento do PIB mundial em 2017, 2018 e 2019

A economia internacional registrou bom desempenho em 2017 e tem condições favoráveis para manter este ritmo de expansão em 2018, destaca o Banco Mundial no relatório Perspectivas Econômicas Globais, divulgado há pouco. Contudo, a instituição adverte que este ciclo positivo pode ser apenas de curto prazo, se os países não adotarem medidas para expandirem o crescimento potencial, especialmente com o incremento de investimentos e da produtividade. O Banco Mundial elevou sua previsão de alta do PIB do planeta do ano passado de 2,7%, realizada em junho, para 3%. Em relação a 2018, a projeção subiu de 2,9% para 3,1%. Para 2019, ocorreu leve aumento de 2,9% para 3,0%. Para 2020, a previsão é de expansão de 2,9%. “O Banco Mundial prevê um crescimento econômico global próximo a 3,1% em 2018 após um 2017 muito mais forte que o esperado, à medida que a recuperação no investimento, manufatura e comércio continuarem e ao passo que as economias em desenvolvimento, exportadoras de produtos básicos, se beneficiarem de melhores preços desses produtos”, destaca a instituição multilateral.Segundo o documento, a estimativa para o PIB dos EUA em 2017 subiu de 2,1% para 2,3%. A projeção avançou de 2,2% para 2,5% em 2018 e de 1,9% para 2,2% em 2019. Para 2020, a previsão é de alta de 2,0% do crescimento americano. No caso da China, a maior revisão realizada pelo Banco Mundial ocorreu em relação ao PIB de 2017, que passou de 6,5% para 6,8%. A estimativa subiu de 6,3% para 6,4% em 2018 e ficou estável em 6,3% para 2019. Quanto a 2020, a projeção é de uma alta de 6,2%.Em relação à zona do euro, a instituição multilateral fez as revisões de alta mais expressivas em relação às principais economias do mundo. A projeção para 2017 aumentou de 1,7% para 2 4% e para 2018 subiu de 1,5% para 2,1%. Em relação a 2019, o aumento da estimativa foi um pouco mais modesto, de 1,5% para 1 7% e para 2020 a previsão é de incremento de 1,5%. Para o Japão, o Banco Mundial também elevou suas projeções de crescimento de 2017, de 1,5% para 1,7%, e para 2018, de 1,0% para 1,3%. Para 2019, a estimativa subiu 0,2 ponto porcentual e aumentou de 0,6% para 0,8%. Em relação a 2020, a previsão é de uma expansão de 0,5%.

Estadão

9 de janeiro de 2018, 18:30

ECONOMIA Varejo baiano cresce 0,7% em novembro

O comércio baiano interrompe ritmo de queda, no mês de novembro, registrando taxa positiva de 0,7%, quando comparado a igual mês do ano de 2016. No varejo nacional as vendas cresceram em 5,9%, em relação à mesma base de comparação. Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista no estado baiano registrou variação positiva de 1,1%. Entretanto no acumulado e nos últimos 12 meses as taxas continuam negativas variando 1,3% e 2,1%, respectivamente. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Apesar de as vendas na Bahia registrarem, no mês de novembro, um ritmo suave de crescimento, a mudança da trajetória de queda no setor é satisfatória, considerando que no estado o segmento de hiper e supermercados, atividade de maior peso para o setor, continua apresentando comportamento negativo. Segundo os dados da Fundação Getulio Vargas referente ao Índice de Confiança do Consumidor (ICC) houve uma melhora nesse índice ao registrar crescimento de 8,6 pontos percentual em novembro, atingindo 89,5 pontos.

9 de janeiro de 2018, 17:45

ECONOMIA Alimentos devem ficar mais caros em 2018, diz FGV

Foto: Jenne Roriz/Estadão

Defensivos agrícolas e fertilizantes devem pressionar custos da agricultura

Os preços dos alimentos foram o “grande assunto” de 2017 nos indicadores de inflação, e 2018 “começa do zero” nesse item, segundo André Braz, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Mais cedo, a FGV revelou que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,74% em dezembro, ante aumento de 0,80% em novembro, fechando o ano com deflação de 0,42%. Foi a menor variação anual do índice desde 2009, quando o IGP-DI registrou queda de 1,43% no ano fechado. O IGP-DI é uma das versões dos índices da FGV que medem o aumento de preços, nesse caso, ele registra a inflação de preços desde matérias-primas e industriais até bens e serviços finais. Em dezembro, o IGP-DI apontou aceleração nos preços dos alimentos. No atacado, o grupo “alimentos in natura” saiu de uma deflação de 4,24% em novembro para um recuo de 1,87% em dezembro. Já os “alimentos processados” passaram de uma alta de 0,39% em novembro para um avanço de 1,01% em dezembro. Segundo Braz, o movimento se deve a fatores sazonais e deverá chegar aos consumidores deste mês em diante. Um exemplo é o preço de bovinos no atacado, que saíram de recuo de 1,33% em novembro para alta de 2,92% em dezembro. A elevação contaminou o preço da carne bovina, também no atacado, que passou de queda de 0,44% para alta de 2,04%. Para o pesquisador, o comportamento dos preços de alimentos ano passado deve ser analisado de forma associada com o que ocorreu em 2016. A queda de 2017 “queimou a gordura” criada com a alta de 2016. “Agora, 2018 começa do zero”, afirmou Braz, destacando algumas pressões inflacionárias, como reajustes nos preços de defensivos agrícolas, fertilizantes e óleo diesel, que marcarão a elevação dos custos na agricultura neste ano. Braz destacou ainda que o grupo Alimentação do IPC-DI, que mede os preços ao consumidor, registrou deflação de 0,48% em 2017. Isso reforça a expectativa de deflação nos preços dos alimentos também no IPCA, índice oficial, que será informado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Estadão Conteúdo

9 de janeiro de 2018, 14:30

ECONOMIA CNC estima em 3,9% o crescimento do comércio varejista em 2017

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou hoje (9) uma estimativa onde aponta que o crescimento para o comércio varejista em 2017 deve ser de 3,9%. O percentual foi calculado com base em dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de novembro, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A PMC de novembro mostra que o volume de vendas nos 10 segmentos que integram o varejo ampliado avançou 2,5% em relação a outubro. Segundo a CNC, foi o melhor resultado na comparação mensal desde 2003, quando o IBGE passou a divulgar os dados do varejo ampliado. Frente a novembro de 2016, houve alta de 8,7%. “Os segmentos de artigos de uso pessoal e doméstico (8,0%) e móveis e eletrodomésticos (6,1%) foram os principais destaques de novembro, impactados pelo aumento das vendas decorrentes da Black Friday”, registra nota divulgada pela CNC. A entidade também destacou a recuperação do varejo em 23 das 27 unidades da federação, quando considerado o acumulado dos últimos 12 meses. “Entre 2014 e 2016, o volume médio de vendas do setor recuou 20%, revelando que, apesar dos recentes resultados positivos, a estrada de recuperação do nível de vendas anterior à crise econômica será longa, não devendo ocorrer antes de 2020”, avaliou Fábio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC. Fundada em 1945, a CNC é uma entidade sindical que representa cerca de 5 milhões de empresas. Para 2018, ela projeta um crescimento no comércio varejista de 5,1%, desde que se preserve o atual cenário de inflação abaixo da meta e de juros em queda.

Agência Brasil

9 de janeiro de 2018, 14:00

ECONOMIA Pedidos de falência caem 18,2% no país em 2017

Os pedidos de falência caíram 18,2% no acumulado de 2017 em relação a 2016. Já as falências decretadas subiram 2,9% no ano passado, enquanto os pedidos de recuperação judicial em andamento tiveram queda de 23,7% e os já deferidos, de 18,9%. Os dados, com abrangência nacional da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), foram divulgados hoje (9) em São Paulo. Seguindo a tendência esperada pela Boa Vista SCPC, os indicadores continuaram recuando, quando observados pelos valores acumulados em 12 meses. “Passado o período de intensa retração da atividade econômica, redução do consumo, restrição e encarecimento do crédito, entre outros fatores, as empresas voltam agora a esboçar sinais mais sólidos dos indicadores de solvência, fato que deverá continuar, uma vez que o cenário econômico tem mostrado sinais de recuperação gradual em diversos setores produtivos”, diz a entidade. O setor de serviços teve o maior percentual nos pedidos de falência (44%), seguido pelos setores industrial, com 30%, e do comércio, com 26%. Em relação a 2016, a indústria foi o setor que mais registrou queda na comparação dos valores acumulados no ano de 2017, com queda de 33%. Mantida base de comparação, o comércio teve redução de 12% e o setor de serviços, de 8%. No que diz respeito ao porte das empresas, as pequenas, por exemplo, mostraram que tanto para os pedidos de falência quanto para as falências decretadas houve uma representação de 93% dos casos. Tanto nos pedidos de recuperação judicial como nas recuperações judiciais deferidas, as pequenas empresas também respondem pelo maior percentual, ambas com 94% da totalidade de casos, respectivamente.

Agência Brasil

9 de janeiro de 2018, 10:35

ECONOMIA Taxas futuras de juros passam a cair com enfraquecimento do dólar ante o real

Foto: Divulgação

Os juros futuros passaram a exibir viés de baixa na manhã desta terça-feira, dia 9, após abertura do lado positivo, acompanhando o enfraquecimento do dólar ante o real, segundo um operador de renda fixa. A moeda norte-americana operava com sinais mistos, em leve alta à vista e ligeira queda no dólar fevereiro, refletindo ajustes ao fechamento anterior. Nesta segunda-feira, 8, o dólar fevereiro terminou aos R$ 3,2510, bem acima do dólar à vista, aos R$ 3,2383.Os juros futuros se ajustam em baixa antes do leilão de títulos do Tesouro, no fim da manhã. A oferta será de até 900 mil Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), papéis indexados ao IPCA, divididas em dois grupos de vencimentos (11h30). Por enquanto, o mercado de juros deixa em segundo plano os resultados do IGP-DI e das vendas no varejo, diz um operador.Às 9h49 desta terça, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 estava em 8,810%, igual ao ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2020 exibia 7,97%, ante 7 98% do ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2021 marcava 8,84%, de 8,86%, enquanto o DI para janeiro de 2023 estava em 9,72%, de 9,74% no ajuste da véspera. No câmbio, o dólar à vista subia 0,06% neste mesmo horário, aos R$ 3,2404, ante máxima em R$ 3,2489 (+0,33%). O dólar futuro de fevereiro caía 0,03%, aos R$ 3,250, ante máxima aos R$ 3,2585 (+0,23%).Mais cedo, o IBGE informou que as vendas do comércio varejista pelo conceito restrito subiram 0,70% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. O resultado superou a mediana das estimativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast, calculada em +0,20%, e ficou dentro do intervalo das previsões, de queda de 0,60% a alta de 1,52%. Na comparação com novembro de 2016, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 5,9% em novembro de 2017. Nesse confronto, as projeções iam de uma expansão de 1,10% a 6,50%, com mediana positiva de 3,70%. As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 1,9% no ano e elevação de 1,1% em 12 meses.Já a Fundação Getulio Vargas divulgou que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0 74% em dezembro, ante um aumento de 0,80% em novembro, dentro do intervalo das projeções do mercado financeiro, que estimavam um avanço de 0,69% a 0,95%, mas abaixo da mediana positiva de 0,81% de acordo com as instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast.Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma redução de 0,42% no ano de 2017, a menor desde 2009 (-1,43%) e dentro do intervalo das estimativas (-0,50% a -0,21%), porém uma queda maior que a mediana esperada (-0,35%).

Estadão

9 de janeiro de 2018, 10:16

ECONOMIA Nova página da Receita reúne serviços públicos prestados ao cidadão

A Receita Federal lançou uma nova página de serviços ao cidadão. O site reúne em um único local, informações e acesso aos serviços públicos prestados pela instituição. No novo ambiente de serviços da Receita Federal, estão disponíveis orientações e serviços relacionados às pessoas físicas e jurídicas, vídeos informativos, avisos importantes, acesso ao ambiente virtual (e-CAC), além de diversas outras funcionalidades que visam a facilitar a interação do cidadão com a Receita. Segundo o órgão, o objetivo é proporcionar “maior agilidade e conforto ao usuário que busca serviços e informações, buscando, assim, a melhoria no ambiente de negócios do país”. O novo ambiente de serviços da Receita está disponível na internet.

Agência Brasil