11 de maio de 2017, 09:28

ECONOMIA Queremos reforma tributária para eliminar a guerra fiscal, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira, 11, que a reforma tributária é a próxima que será discutida pelo governo. Ele lembrou que a convalidação dos regimes de benefícios fiscais dos Estados está em discussão pelo Congresso.”A chamada guerra fiscal é um debate nacional que está sendo discutido pelo Parlamento”, afirmou o ministro, em participação no programa “Agora Brasil”, na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Sem consenso entre Estados do Nordeste e Sudeste, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta costurar um acordo com um “meio-termo” entre as propostas desses entes federados para o texto do projeto de convalidação de benefícios fiscais concedidos por Estados a empresas. Pelo texto do projeto aprovado pelo Senado – e que irá a votação na Câmara na próxima terça-feira, 16 -, os convênios de incentivos fiscais concedidos por Estados sem autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) serão prorrogados por mais 15 anos, no caso da indústria e da agropecuária.

Estadão

11 de maio de 2017, 08:46

ECONOMIA Governo faz leilão para exploração de petróleo em três estados

O governo realiza hoje (11) a 4ª Rodada de Licitações de Áreas com Acumulações Marginais. Serão oferecidas nove áreas para exploração de petróleo nos estados do Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Bahia. O leilão será realizado na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro, às 9h. Essas áreas estão localizadas em bacias sedimentares terrestres maduras, e sua exploração é considerada vital para a atividade petrolífera das regiões afetadas. A concessão estabelece que seja utilizada a infraestrutura de produção já existente. A previsão de arrecadação com a outorga dos nove campos está estimada em R$ 451 mil, que é o valor mínimo do bônus de assinatura. Segundo o governo, embora não seja um valor expressivo, a licitação é importante por atrair empresas petrolíferas de pequeno e médio porte e fortalecer a cadeia de fornecedores de bens e serviços do setor Este será o primeiro leilão de petróleo dentro do Programa de Parcerias de Investimentos. Também estão previstos para este ano a 14ª rodada de blocos exploratórios de petróleo e gás natural, em setembro, e dois leilões para exploração de petróleo no pré-sal, em outubro. A expectativa do governo é que os leilões de petróleo que serão feitos este ano deverão arrecadar cerca de R$ 8,5 bilhões apenas em bônus de assinatura.

Agência Brasil

11 de maio de 2017, 07:15

ECONOMIA PIB do primeiro trimestre vai registrar crescimento, diz Dyogo Oliveira

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse hoje (10) que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas em um país) vai registrar crescimento nos primeiros três meses de 2017. “Temos que aguardar os números oficiais para confirmar, mas essa é a tendência com os números que estão disponíveis”, disse em entrevista antes de participar da Rio Money Fair – A Feira do Dinheiro, no Centro de Convenções da Bolsa do Rio, no centro da capital fluminense.Segundo Oliveira, os indicadores de serviços e comércio de março ainda não estão fechados, mas devem ser positivos e ele diz que o mercado estima um crescimento de 0,9% do PIB no primeiro trimestre do ano, após oito períodos consecutivos de taxas negativas.A melhora da situação econômica, na avaliação do ministro, é resultado das medidas adotadas pelo governo de Michel Temer em uma agenda de reestruturação da política econômica, de aumento da credibilidade da política fiscal com transparência, e de reformas como a do limite do gasto público. Ele diz que o país já demonstra aspectos de mudança no ambiente econômico.“Percebo isso em várias camadas. No meio do empresariado, no meio da população, dos consumidores, das famílias. As pessoas me parece que estão percebendo que essa mudança já começou. A gente vê que a pesquisa de consumo veio positiva, quer dizer que as famílias estão voltando a ter um ritmo normal de consumo. Acho que há uma percepção da sociedade de que a situação está melhorando”, disse.

Agência Brasil

10 de maio de 2017, 19:46

ECONOMIA Presentes e serviços para o Dia das Mães sobem 4,76%, segundo FGV

Os presentes e serviços ligados ao Dia das Mães, comemorado no próximo domino (14), subiram, em média, 4,76% este ano, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). O aumento em relação ao ano passado supera a inflação acumulada em 12 meses, que atingiu 4,17%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV.De acordo com a pesquisa, os serviços subiram bem mais do que os bens duráveis. Itens como computador, celular, aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos não tiveram aumento acima da inflação média. “Em termos reais, eles não subiram de preço. Alguns até tiveram taxa negativa”, disse o coordenador do IPC do Ibre, André Braz.No entanto, segundo Braz, os bens duráveis, embora não tenham apresentado aumento de preço, têm valor final maior. “Aquele filho que prefere presentear a mãe com um computador novo ou um celular, por exemplo, vai gastar mais do que aquele que prefere presentear levando para jantar, muito embora esse serviço, em comparação com o ano passado, tenha subido muito mais”, comparou o economista.De acordo com o Ibre, a inflação do segmento de serviços acumulada em 12 meses alcançou 6,41%, enquanto a de presentes subiu 2,4%. Os serviços que mais contribuíram para a alta de preços foram teatro (36,66%), show musical (9,79%) e cinema (6,91%). Em relação aos itens procurados para presentear, a pesquisa mostra que as maiores altas ocorreram nos perfumes (7,92%), ventiladores (7,45%) e liquidificadores (7,28%). Em contrapartida, caíram de preços celulares (-4,05%), roupas (-1,27%) e máquinas fotográficas (-0,12%).

10 de maio de 2017, 17:41

ECONOMIA TCU estima que rombo nas contas públicas de 2017 pode chegar a R$ 185 bi

Foto: Divulgação

Sede do Tribunal de Contas da União

O Tribunal de Contas da União (TCU) estimou que o rombo nas contas públicas de 2017 pode chegar a R$ 185 bilhões, superando o valor de R$ 139 bilhões estimado pelo governo. Os cálculos foram realizados pela Secretaria de Macroavaliação Governamental (Semag) do TCU, com base nas informações da Lei Orçamentária Anual (LOA) disponíveis em fevereiro. Em março, após avaliação bimestral, o Executivo fez uma nova análise das contas, mantendo a mesma meta de déficit, mas com contingenciamento adicional de R$ 42,2 bilhões. O dado atual do TCU, portanto, não considera esse contingenciamento. Em outubro do ano passado, a corte de contas chegou a estimar que o rombo neste ano poderia chegar a R$ 283 bilhões. Desde então, porém, novas premissas foram incorporadas ao cálculo, como a PEC do teto de gastos, o que derrubou o valor.

Estadão Conteúdo

10 de maio de 2017, 16:02

ECONOMIA Meirelles diz que queda da inflação mostra efeitos do ajuste fiscal

Foto: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles durante a 9ª edição do Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (10) que a queda da inflação mostra que o ajuste fiscal está surtindo efeito. “É uma notícia positiva, a inflação está reagindo ao ajuste fiscal, taxa de juros estrutural caindo. O que leva também a uma queda da inflação à medida que a economia demanda menos taxa de juros de equilíbrio”, disse após participar do congresso da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou abril com variação de 0,14%, resultado 0,11 ponto percentual inferior ao de março (0,25%). Com o resultado de abril, a inflação dos últimos 12 meses é de 4,08%, a menor taxa em 12 meses desde julho de 2007. Segundo Meirelles, a desaceleração da inflação indica uma melhora da confiança dos agentes econômicos e, consequentemente, um ajuste da economia. “Em uma situação de incerteza, os formadores de preço tendem a aumentar os preços mesmo que a demanda esteja baixa, para poder se defender. No momento que existe um ajuste fiscal, que a política monetária do Banco Central é bem-sucedida e firme, nós temos uma queda das expectativas de inflação, os tomadores de preços tendem a aumentar menos os preços. A inflação cai, refletindo a situação do país”, acrescentou. Leia mais na Agência Brasil.

Daniel Mello, Agência Brasil

10 de maio de 2017, 15:15

ECONOMIA Câmara reinicia análise de projeto sobre recuperação fiscal de estados

Depois de várias tentativas, o plenário da Câmara retomou hoje (10) a análise de destaques ao projeto de lei que trata da renegociação fiscal dos estados superendividados (PL 343/17). O texto-base da proposta que permite a suspensão das dívidas dos estados por até seis anos foi aprovado pelo plenário no mês passado. Ainda estão pendentes de votação sete alterações propostas pelas bancadas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), abriu a ordem do dia no início da tarde e disse que espera encerrar ainda hoje a análise deste projeto. Os deputados da oposição e da base aliada do governo divergem sobre a manutenção das contrapartidas exigidas pelo Executivo. Pela proposta do governo, para ter acesso ao plano de renegociação das dívidas, os estados devem reduzir isenções tributárias para 10% ao ano, privatizar empresas estatais que prestam serviços financeiros, de energia e saneamento e, além destas, caberá aos estados definirem outras empresas que deseja privatizar para arrecadar recursos para o pagamento de passivos. As assembleias legislativas devem aprovar leis que aumentem as receitas e diminuam as despesas, entre as quais estão a possibilidade de criação de previdência complementar e que possibilitem congelamento de reajuste salariais e a restrição à realização de concursos públicos, entre outras restrições. Ação judicial: O primeiro destaque em debate hoje pelos deputados é o apresentado pelo DEM, que pretende eliminar do projeto a exigência para que os estados renunciem ao direito de entrar com ação judicial que discuta a dívida com a União. Na última sessão que analisou a matéria, foi aprovado um destaque que retira do texto a contrapartida que trata da elevação da alíquota de contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%. Eram necessários 257 votos para manter o texto que exigia a elevação da alíquota, mas 241 deputados votaram favoravelmente, 185 votaram contra o texto e houve três abstenções. Com a aprovação do destaque que contraria a proposta do governo, a votação foi adiada. Entre os destaques pendentes, ainda há sugestões de retirada de contrapartidas e de inclusão de outros estados no plano de benefícios para reequilibrar as contas dos governos. O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, está novamente presente na sessão desta quarta-feira. Se aprovado, o projeto beneficiará diretamente o Rio de Janeiro, que enfrenta uma grave crise financeira. Minas Gerais e Rio Grande do Sul também devem ser afetados inicialmente, mas outros estados que vierem a ficar em situação de superendividamento poderão também aderir ao plano de recuperação fiscal constante do projeto.

Agência Brasil

10 de maio de 2017, 12:57

ECONOMIA Dyogo Oliveira descarta falta de recursos do FGTS para habitação

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse hoje (10) que não faltam recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiar projetos habitacionais. Segundo ele, a liberação dos saques das contas inativas do fundo não impactou as linhas de crédito para compra de imóveis nem os recursos para construção de novas unidades. “Não temos tido falta de recursos para financiar habitação em nenhuma vertente. Houve uma questão do orçamento do pró-cotista, que se esgotou. Nós já fizemos um remanejamento”, destacou após palestra no congresso da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. Na semana passada, a Caixa Econômica Federal suspendeu o financiamento da linha Pró-Cotista, que destina recursos para a aquisição de imóveis com juros menores a pessoas que têm conta vinculada ao FGTS. De acordo com o banco, os recursos disponíveis eram suficientes apenas para atender as propostas de financiamento já recebidas pelo banco. Nesta semana, a instituição informou que voltaria a receber propostas de financiamento da linha Pró-Cotista na terça-feira (9). Oliveira negou que a falta de dinheiro tenha relação com os saques das contas inativas do fundo. “Nós fizemos todas as simulações”, disse o ministro sobre como foi feito um planejamento para evitar que a liberação das retiradas interferisse no crédito habitacional. De acordo com o ministro, estão sendo feitos remanejamentos dos recursos do fundo destinados para outras áreas para garantir os financiamentos relacionados à moradia. “Nós temos excesso de orçamento do FGTS em várias áreas que não estão performando. Na própria área de infraestrutura e saneamento, por exemplo, está sobrando recurso. A gente vai administrar o orçamento, mas não faltará recurso de modo algum para área de habitação”, ressaltou.

Daniel Mello, Agência Brasil

10 de maio de 2017, 08:44

ECONOMIA Sem reforma, teto de gastos deve estourar em 2022

Foto: Divulgação

Sem a reforma da Previdência, o governo conseguirá cumprir o limite de crescimento dos gastos públicos no máximo até 2022. Com ela, haverá fôlego extra e o teto poderá ser preservado até 2025. É o que mostra uma simulação apresentada ontem pelo diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Felipe Salto.”É bastante”, afirmou ele, ao ser questionado a respeito da sobrevida de apenas três anos que a reforma previdenciária dará ao teto dos gastos. “Significa que o teto pode ser sustentado até 2025, que é 80% do primeiro tempo do jogo.” Ele se refere aos dez primeiros anos da regra do teto, a serem completados em 2027. Depois, poderá haver uma revisão do indexador, para ser aplicado na década seguinte.Para sustentar o teto até 2027, porém, é necessário que a reforma seja aprovada com texto próximo do original, preservando principalmente a regra da idade mínima. O governo precisaria, ainda, tomar medidas adicionais, como suspender reajustes salariais ao funcionalismo, inclusive alguns já acordados, parar novas contratações e renegociar contratos com fornecedores.Salto mantém essa avaliação mesmo considerando fatores que pioram o cenário da simulação. Por exemplo: os cálculos foram feitos com base na proposta original do governo, mas já foram feitas modificações que reduzirão seus efeitos. Eles consideram, também, que o governo cortaria todos os gastos possíveis, o que significaria não pagar contas de luz ou telefone.Admitindo que parte das despesas “cortáveis” será mantida, mais ou menos como foi feito este ano, a simulação conclui que o teto de gastos “estouraria” entre 2019 e 2020 sem a reforma, e entre 2021 e 2022 com a reforma.”A primeira coisa que esse exercício mostra é que cumprir o teto não é nada trivial”, disse Salto. Outra conclusão é que, sem a reforma, ele se inviabiliza. “É uma condição necessária, mas não suficiente.” E que são necessárias mais reformas para dar sobrevida ao teto. Do contrário, o governo poderá se ver forçado a descumprir o limite constitucional ou atrasar o pagamento de despesas. A projeção da IFI para as contas públicas aponta para déficits de R$ 163,9 bilhões em 2018, R$ 140,4 bilhões em 2019 e R$ 123,4 bilhões em 2020 – quando o governo já espera resultado positivo de R$ 10 bilhões.

Estadão Conteúdo

10 de maio de 2017, 07:15

ECONOMIA Número de inadimplentes cai, mas ainda representa 39% da população

O número de consumidores inadimplentes caiu, segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A estimativa é de 59 milhões de pessoas físicas negativadas no país, ao final de abril. De acordo com dados divulgados hoje (10), o número representa 39,19% da população com idade entre 18 e 95 anos. Na variação anual, o indicador teve queda de 1,6%, comparado ao resultado de abril de 2016. Essa foi a segunda vez, desde o início da série histórica em 2010, que há uma queda anual. Na passagem de março para abril, a inadimplência no país registrou queda de 0,35%. Após crescer a taxas próximas a 5% entre o final de 2015 e início de 2016, o indicador teve sucessivos recuos mensais ao longo do ano passado. “Essa desaceleração do crescimento da inadimplência ocorre desde o segundo trimestre de 2016 e reflete tanto a recessão econômica, que reduziu a capacidade de pagamento das famílias, quanto a redução da tomada de crédito por parte dos consumidores e sua propensão a consumir”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, em nota: “O consumidor tem tido maior cautela com o consumo, além de maior dificuldade para conseguir crédito. Assim, ele se endivida menos e, com isso, torna-se mais difícil ficar inadimplente”. A estimativa por faixa etária indica que a maioria dos negativados tem entre 30 e 39 anos. Em abril, metade da população (49,83%) com essa idade estava com o nome incluído em listas de proteção ao crédito – de um total de 17 milhões de pessoas. Também é significativo o percentual de endividados entre 40 e 49 anos (47,06%), bem como entre os consumidores de 25 a 39 anos (46,34%).

Kelly Oliveira, Agência Brasil

9 de maio de 2017, 18:49

ECONOMIA Quase 30% da população mais pobre comprometem metade da renda com empréstimos

Estudo da Serasa Experian mostra que 27% da população de baixa renda, com ganhos de até R$ 2 mil, tem mais de 50% de seus rendimentos comprometidos com produtos financeiros, como cartão de crédito, empréstimo consignado, empréstimo pessoal, financiamento de automóvel, financiamento imobiliário e cheque especial.Entre os brasileiros de alta renda, que recebem acima de R$ 10 mil, o percentual é de 13%.Os dados foram divulgados hoje (9), no Recover Money 2017, evento que reúne, na capital paulista, economistas, especialistas, empresas do segmento financeiro e fornecedoras de serviços de recuperação. Os números levam em conta cerca de cinco milhões de consumidores que aderiram ao cadastro positivo da Serasa Experian.“Se você pagar mais da metade do seu salário, da sua renda, apenas com produtos bancários, como você vai pagar as outras coisas? É uma situação difícil, e 27% dessas pessoas têm grande chance de não conseguir pagar isso, e entrar na lista dos inadimplentes. O ponto é tentar rapidamente regularizar, procurar uma taxa de juros mais baixa para evitar problemas futuros”, destacou Julio Guedes, diretor da Serasa Experian.Segundo o levantamento, a maioria (69%) dos brasileiros negativados tem renda de até R$ 2 mil. Eles estão, principalmente, em débito com o banco ou cartão de crédito (39%), seguido por financeiras (13%), empresas de serviços (12%), varejo (9%), água, energia e gás (9%), e outros (18%).

9 de maio de 2017, 11:45

ECONOMIA Em março, 58% dos consumidores não procuraram crédito

Em março, 58% dos consumidores não usaram nem buscaram nenhuma forma de crédito, segundo levantamento divulgado hoje (9), em São Paulo, pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Segundo a pesquisa, feita em todo o país, para 44% dos entrevistados está difícil conseguir empréstimos ou financiamento, sendo que 20% tiveram crédito negado para fazer compras parceladas, quase a metade (9%) porque estavam inadimplentes. O cartão de crédito foi a modalidade mais usada pelos 42% que utilizaram crédito em março, com menção de 37% dos consumidores. O crediário foi preferido por 12%, mesmo percentual dos cartões de loja (12%). Em seguida, aparece o cheque especial, com 6%. Entre os usuários de cartão de credito, 42% disseram que não sabem quanto gastaram em março. Os itens mais adquiridos foram alimentos (62%), remédios (49%), roupas (32%) e combustível (28%). Para o presidente do SPC Brasil Roque Pellizzaro Junior, o grande número de pessoas que se afastaram do crédito está relacionado ao cenário econômico ruim, aí incluídas as altas taxas de juros. “Com a inadimplência em patamar elevado, desemprego crescente e recessão, tanto bancos como financeiras têm restringido o crédito no mercado, o que dificulta a contratação por parte do consumidor. Além disso, as taxas de juros, ainda muito elevadas, acabam inibindo o apetite do consumidor na busca de recursos financeiros para fazer compras” disse ele.

Agência Brasil

9 de maio de 2017, 09:30

ECONOMIA Governo libera R$ 2,54 bi para linha Pró-Cotista de financiamento imobiliário

O Ministério das Cidades oficializou hoje (9), no Diário Oficial da União, a complementação de R$ 2,54 bilhões aos recursos destinados às contratações do Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – Pró-Cotista. A pasta determina que 60% dos valores deverão ser aplicados à aquisição de imóveis novos. A Instrução Normativa fixa em R$ 500 mil o valor máximo da propriedade. A Caixa Econômica Federal havia suspendido novas negociações nessa modalidade. Após a previsão de remanejamento, anunciada em nota, o banco autorizou as agências a retomarem as propostas. O financiamento pela linha Pró-Cotista pode ser contratado por trabalhadores com pelo menos 36 meses de vínculo com o FGTS. Também é preciso ter saldo na conta do FGTS de pelo menos 10% do valor do imóvel ou estar trabalhando. A taxa de juros é de 8,66% ao ano.

Agência Brasil

9 de maio de 2017, 06:55

ECONOMIA Começa sexta saque de contas inativas do FGTS para nascidos entre junho e agosto

Começa na próxima sexta-feira (12) o pagamento das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores nascidos nos meses de junho, julho e agosto. Com o novo lote, 7,6 milhões de pessoas estarão aptas a sacar quase R$ 11 bilhões e terão parte do fim de semana para comparecer à Caixa Econômica Federal, que funcionará em regime de plantão. Ontem (8), o banco divulgou um balanço dos valores que já foram pagos. Até a semana passada, R$ 16,6 bilhões foram resgatados por cerca de 10,6 milhões de cidadãos desde o início do calendário, no dia 10 de março. Ao todo, 30,2 milhões de trabalhadores devem resgatar pouco mais de R$ 43 bilhões, segundo estimativas do governo. Os R$ 10,8 bilhões disponíveis no terceiro lote equivalem a 25% dos recursos disponíveis para pagamentos de todos os lotes. Além de atendimento exclusivo para as contas inativas neste sábado (13), as unidades da Caixa vão abrir mais cedo na sexta, na próxima segunda (15) e terça-feira (16). Para as agências que já abrem rotineiramente às 9h, o atendimento será das 8h até uma hora a mais do que o normal. As demais cidades vão contar com bancos abertos duas horas mais cedo nesses três dias. No sábado, 2.100 agências do banco funcionarão em regime de plantão, das 9h às 15h, para saques, solução de dúvidas e demais providências, como emissão da senha do Cartão do Cidadão.

Paulo Victor Chagas, Agência Brasil

8 de maio de 2017, 21:31

ECONOMIA Cármen Lúcia recebe empresários para tratar de conjuntura econômica

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, recebeu nesta segunda-feira, 8, donos e presidentes de empresas de diversos setores para tratar da conjuntura econômica nacional. Os executivos fizeram um panorama setorial e apresentaram à presidente do Supremo os temas que impactam as empresas e que estão em tramitação no Supremo, destacando o que é prioridade para os setores específicos. Foi o segundo encontro da ministra com este propósito; o primeiro foi realizado em janeiro.As informações trazidas pelos empresários à ministra poderão ser consideradas por ela, como sugestão, na hora de montar a pauta de julgamentos – atribuição da Presidência do STF.Entre os executivos, compareceram Candido Bracher, novo presidente do Itaú Unibanco, Chieko Aoki, fundadora e presidente da rede Blue Tree Hotels, Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas, Luiza Helena Trajano Rodrigues, dona da rede Magazine Luiza, e Rubens Menin, dono da construtora MRV.No caso da aviação, por exemplo, Cármen Lúcia foi informada que há uma recuperação no setor, com números de março apontando aumento de fluxo de passageiros em março, depois de 16 meses de queda.Em relação a pauta de julgamentos, a ministra pretende continuar a priorizar processos de repercussão geral, de forma semelhante ao que ocorreu em abril.Na lista de presença também constavam os nomes de Wilson Ferreira, presidente da Eletrobrás, Décio da Silva, controlador da fabricante de motores Weg, Flavio Rocha, dono das lojas Riachuelo, Pedro Wongtschowski, empresário do grupo Ultra, dono da rede Ipiranga, e Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose.