27 de dezembro de 2018, 17:58

ECONOMIA Coaf investigou 370 mil pessoas físicas e empresas em 2018

Órgão responsável por analisar transações financeiras suspeitas, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) investigou 370 mil pessoas físicas e empresas em 2018. O volume representa alta de 10% em relação ao ano passado. Em parceria com o Ministério Público e autoridades policiais, o Coaf conseguiu bloquear judicialmente cerca de R$ 36 milhões no Brasil e no exterior, relacionados a investigações sobre lavagem de dinheiro e outros crimes. Os números constam de balanço divulgado hoje (27) pelo Coaf. Segundo os dados, o total de pessoas investigadas baseia-se em 7.279 relatórios de inteligência financeira (RIF), que geraram 330 mil comunicações de operações suspeitas e em espécie. O órgão também informou ter recebido 6.915 pedidos de informações de autoridades nacionais e ter feito 297 operações de troca de informações com unidades de inteligência financeira no exterior. Entre os destaques do balanço, o Coaf cita cerca de 400 relatórios de inteligência financeira que auxiliaram a força tarefa da Operação Lava Jato no Paraná e no Rio de Janeiro e outras operações da Polícia Federal e da Receita Federal. O órgão citou a colaboração nas Operações Cui Bono, que investigou fraudes na liberação de créditos pela Caixa Econômica; Greenfield, que investigou irregularidades em fundos de pensão, e Cadeia Velha, que investigou esquemas de corrupção de lideranças da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com a construtora Odebrecht e empresas de ônibus urbanos. O Coaf também informou que os cerca de 400 relatórios também ajudaram a desbaratar esquemas de pagamentos de organizações criminosas que atuam dentro e fora de presídios. O balanço também ressaltou o acordo de capacitação de pessoas e de compartilhamento de base de dados com o Tribunal de Contas da União e a Secretaria Nacional de Segurança Pública. No texto do balanço, o Coaf defendeu o projeto de lei que pretende acelerar o congelamento de bens de pessoas ligadas a terroristas em cumprimento às resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Com o requerimento de urgência aprovado, o projeto está pronto para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

Agência Brasil

27 de dezembro de 2018, 17:44

ECONOMIA Governo deve fechar 2018 com folga de R$ 20 bi a R$ 30 bi no Orçamento

Foto: Estadão

O resultado do setor público consolidado deve ficar entre R$ 45 bilhões e R$ 55 bilhões melhor que a meta

O Tesouro Nacional estima que o caixa do governo central ficará entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões melhor que a meta fiscal, que permite déficit de até R$ 159 bilhões. Isso se deve ao fato de que algumas despesas obrigatórias não vão se realizar, inclusive a previsão de R$ 9,5 bilhões para o subsídio ao diesel – até novembro, foram gastos R$ 3,8 bilhões, de acordo com o Tesouro. O empoçamento de recursos também contribui para essa folga em relação à meta. Em novembro havia R$ 12,2 bilhões à disposição dos ministérios sem que a despesa tivesse sido executada. O problema é que esse dinheiro não pode ser remanejado para outras áreas necessitadas – serve apenas para ajudar no primário. Além do governo central, os entes subnacionais e as estatais também devem ter resultados melhores. O excesso de superávit deve ficar em cerca de R$ 12,9 bilhões no caso de Estados e municípios e de R$ 10,7 bilhões nas estatais federais (R$ 5,5 bilhões das estatais e R$ 5,2 bilhões em relação ao superávit de Itaipu). Como último elemento, há ainda uma discrepância metodológica em relação ao resultado medido pelo Banco Central, que é o oficial, estimada em R$ 1,5 bilhão. Com isso, o resultado do setor público consolidado deve ficar entre R$ 45 bilhões e R$ 55 bilhões melhor que a meta, que permite déficit de até R$ 161,3 bilhões. As contas do governo central registraram um déficit primário de R$ 16,206 bilhões em novembro, o pior desempenho para o mês desde 2016 na série histórica com início em 1997. O resultado, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, sucede o superávit de R$ 9,451 bilhões de outubro. O resultado de novembro veio pior que a mediana das expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava um déficit de R$ 15,400 bilhões, de acordo com levantamento do Estadão/Broadcast junto a 14 instituições financeiras. O dado do mês passado, porém, ficou dentro do intervalo das estimativas, que eram de déficit de R$ 20,500 bilhões a superávit de R$ 2,700 bilhões. Entre janeiro e novembro deste ano, o resultado primário foi de déficit de R$ 88,473 bilhões, o melhor resultado desde 2015. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 103,232 bilhões. Em 12 meses, o governo central apresenta um déficit de R$ 111,0 bilhões – equivalente a 1,6% do PIB. Para este ano, a meta fiscal admite um déficit de até R$ 159 bilhões nas contas do governo central. O resultado de novembro representa queda real de 4,3% nas receitas em relação a igual mês do ano passado. Já as despesas tiveram alta real de 5,4%. No ano até novembro, as receitas do governo central subiram 5,0% ante igual período de 2017, enquanto as despesas aumentaram 2,6% na mesma base de comparação.

Estadão Conteúdo

27 de dezembro de 2018, 17:33

ECONOMIA Petrobras reduz em 3% preço da gasolina nas refinarias no dia 28 para R$ 1,5087

A Petrobras anunciou corte de 3% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para a sexta-feira 28, para R$ 1,5087. Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$1,8088, conforme tabela disponível no site da empresa. Em 6 de setembro, a diretoria da companhia anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.

Estadão Conteúdo

27 de dezembro de 2018, 15:52

ECONOMIA Governo Central tem terceiro pior déficit para meses de novembro

A transferência de recursos para estados e municípios e a recuperação dos gastos não obrigatórios do Executivo fizeram o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) voltar a registrar déficit primário em novembro. Segundo números divulgados hoje (27) pelo Tesouro Nacional, o resultado ficou negativo em R$ 16,206 bilhões no mês passado, contra superávit de R$ 1,261 bilhão registrado em novembro de 2017. O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. O resultado de novembro foi o terceiro pior para o mês desde o início da série histórica, em 1997, só perdendo para novembro de 2016, quando o déficit chegou a R$ 38,467 bilhões, e para novembro de 2015 (-R$ 21,281 bilhões). Mesmo com a alta mensal em novembro, as contas do Governo Central estão melhorando em 2018. De janeiro a novembro, o déficit acumulado chega a R$ 88,473 bilhões, queda de 14,3% em relação ao mesmo período de 2017, quando o déficit acumulado somava R$ 103,232 bilhões. De acordo com o Tesouro Nacional, três fatores contribuíram para o aumento do déficit em novembro. O primeiro foi a elevação da repartição de receitas com estados e municípios, que subiu 31,5% acima da inflação em novembro deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado. Isso ocorreu porque a arrecadação de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e de royalties de petróleo subiu em outubro, o que provocou uma repartição maior de recursos com os governos locais no mês seguinte. O segundo fator que contribuiu para a alta do déficit decorreu de um efeito estatístico. Em novembro do ano passado, a União tinha recebido R$ 12,7 bilhões de pagamento pelo leilão de quatro usinas hidrelétricas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A receita não se repetiu este ano, reduzindo a entrada de recursos no caixa do governo. O terceiro fator foi a elevação nas despesas discricionárias (não obrigatórias) do Poder Executivo, que subiram 11,9% acima da inflação em novembro de 2018, comparada com novembro de 2017. Resultado esperado O secretário adjunto do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira, disse que o aumento do déficit estava dentro do esperado. Segundo o Prisma Fiscal, pesquisa do Ministério da Fazenda divulgada todos os meses, as instituições financeiras esperavam déficit de R$ 16 bilhões em novembro. O órgão manteve a projeção de que o déficit do setor público (União, estados, municípios e estatais) encerrará o ano entre R$ 106,3 bilhões e R$ 116,3 bilhões, com folga de R$ 45 bilhões a R$ 55 bilhões em relação à meta de déficit de R$ 161,3 bilhões. Apenas para o Governo Central, o resultado negativo deve fechar 2018 entre R$ 129 bilhões e R$ 139 bilhões, por causa da melhoria nas receitas e do represamento de R$ 15 bilhões de recursos em ministérios. Esse é o dinheiro que a equipe econômica libera, mas os ministérios não conseguem gastar por problemas de gestão ou de subvinculações orçamentárias que dificultam o remanejamento de verbas. Acumulado De janeiro a novembro, as receitas líquidas acumulam alta de 4,3% acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais, em contrapartida, subiram em ritmo menor: 2,6% acima da inflação. Os gastos com a Previdência Social subiram 1,4% além da inflação, contra alta de 0,9% (também acima da inflação) dos gastos com pessoal. As demais despesas obrigatórias, no entanto, acumulam queda de 1% descontada a inflação, por causa principalmente da redução dos gastos o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) (-44,3%, descontada a inflação), com subsídios (-27,6%) e com abono e seguro desemprego (-5,4%). As despesas de custeio (manutenção da máquina pública) acumulam alta de 8,8% acima da inflação de janeiro a novembro. Os investimentos (obras públicas e compra de equipamentos) somaram R$ 40,570 bilhões, alta de 23,8% além da inflação em relação ao mesmo período do ano passado. Depois de passar boa parte do ano gastando menos que em 2017, o principal programa federal de investimentos reagiu nos últimos meses do ano. Os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 22,006 bilhões de janeiro a novembro, alta de 7% em relação aos mesmos meses do ano passado, descontada a inflação.

Agência Brasil

27 de dezembro de 2018, 14:17

ECONOMIA Arrecadação do pré-sal para a União alcança R$ 1,133 bilhão em 2018

A empresa Pré-Sal Petróleo (PPSA), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, arrecadou mais de R$ 1,133 bilhão para a União este ano. A informação foi divulgada hoje (27), no Rio de Janeiro, pelo presidente da companhia, Ibsen Flores Lima. Segundo Lima informou à Agência Brasil, os recursos já foram depositados na Conta Única do Tesouro Nacional. Eles envolvem os resultados das operações de comercialização da parcela de petróleo da União, equivalente a R$ 286 milhões, na área de desenvolvimento de Mero, na Bacia de Santos, e de Equalização de Gastos e Volumes (EGV) do Campo de Sapinhoá, situado também na Bacia de Santos, no montante de R$ 847 milhões. A EGV resulta do Acordo de Individualização da Produção (AIP) realizado na Jazida Compartilhada de Sapinhoá, operada pelo consórcio formado pela Petrobras, que detém 45% de participação, e os parceiros não operadores Shell (30%) e Repsol Sinopec (25%). O Campo de Sapinhoá iniciou a produção em 2010, identificando pouco tempo depois que a jazida de petróleo ultrapassava os limites geográficos do contrato. Nesses casos, por meio de um AIP, a União, representada pela Pré-Sal Petróleo, passa a ter direito a uma parcela da produção e responsabilidade equivalente sobre os gastos, acordada entre as partes em 3,7%. A Pré-Sal Petróleo já firmou até agora seis AIPs: Sapinhoá, Tartaruga Verde, Lula/Sul de Lula, Nautilus, Atapu e Brava. A companhia espera assinar em breve o AIP da Jazida Compartilhada de Mero. Existem ainda outros 17 potenciais casos de individualização da produção em análise pela empresa.

Agência Brasil

26 de dezembro de 2018, 21:14

ECONOMIA Eletrobras fecha acordo com a SEC que prevê pagamento de US$ 2,5 milhões

Foto: Wilton Junior/Estadão

Eletrobras

A Eletrobras fechou acordo com a U.S. Securities and Exchange Comission (SEC, autoridade reguladora do mercado de capitais nos Estados Unidos) para encerrar as investigações abertas por irregularidades apuradas durante a Operação Lava Jato. O acordo prevê o pagamento de US$ 2,5 milhões. Segundo a estatal informa em Fato Relevante, a SEC considerou todas as medidas adotadas para fortalecer os controles internos, a evolução do programa de compliance e demais procedimentos anticorrupção, bem como a postura de cooperar com as investigações. A companhia informa ainda que não há mais pendências com agentes reguladores norte-americanos.

Estadão Conteúdo

26 de dezembro de 2018, 20:41

ECONOMIA Após dois anos, recursos estrangeiros em títulos da dívida voltam a crescer

Após dois anos com fluxo negativo de recursos de estrangeiros financiando a dívida pública brasileira, o Tesouro Nacional registra até novembro de 2018 uma ampliação de R$ 15,8 bilhões no estoque de títulos nas mãos de investidores não residentes. O incremento na participação é visto como positivo pelo governo, embora a evolução ainda seja lenta em relação aos anos pré-recessão. Os investidores estrangeiros resgataram em 2016 R$ 70 bilhões que estavam aplicados em títulos do governo brasileiro, além de outros R$ 11,5 bilhões no ano passado, em meio à percepção de que financiar o País era mais arriscado naquele momento. O período foi marcado pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff, pela deterioração no cenário fiscal e pelas denúncias contra o presidente Michel Temer. As dificuldades em aprovar uma reforma da Previdência, considerada essencial para equilibrar as finanças, também ampliam as incertezas. “É um resultado importante ter acréscimo na participação de estrangeiros após quedas em 2016 e 2017”, afirmou o coordenador de Operações da Dívida Pública, Roberto Beier Lobarinhas. Apesar disso, ele reconheceu que o ritmo de ingresso de investidores estrangeiros está bem aquém do observado no passado. Em 2015, por exemplo, os não residentes elevaram o estoque de dívida brasileira em suas mãos em R$ 90,9 bilhões. Com uma evolução mais lenta dos estrangeiros, outros grupos de investidores estão financiando o governo brasileiro, como fundos de investimento e instituições financeiras. Assim, mesmo com o ingresso líquido de não residentes, a participação deles no total da dívida brasileira vem caindo, de 12,12% em dezembro do ano passado para 11,74% em novembro de 2018. Lobarinhas evitou traçar qualquer expectativa para o ano que vem. “Não gostaria de especular a respeito das perspectivas para estrangeiros em 2019, vamos ver como isso vai se desenvolver”, afirmou. Em meio a prognósticos de que a dívida pública está em trajetória explosiva, o Tesouro também destacou que a parcela dos títulos que vencem nos próximos 12 meses está em queda. No mês passado, eles eram 16,37% do total da dívida pública brasileira. Isso dá segurança para a gestão da dívida porque o governo precisa refinanciar esses papéis ou então pagar ao investidor usando o dinheiro que tem em caixa. Num momento de volatilidade, o Tesouro pode então aguardar um cenário mais propício para emitir os títulos necessário – sem ter de pagar muito caro ao investidor. “Quanto menos vencimentos tivermos em 12 meses, maior é a capacidade de gestão de dívida para enfrentar turbulências, sejam elas quais forem”, explicou Lobarinhas, quando questionado sobre a importância desse indicador num momento de transição de governo e definições de política econômica. Hoje a dívida pública federal soma R$ 3,826 trilhões.

Estadão Conteúdo

26 de dezembro de 2018, 19:12

ECONOMIA Dólar tem alta generalizada com vendas de Natal e perspectiva de alta de juros

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O dólar registrou fortes ganhos ante moedas pares e emergentes em meio a recuperação das bolsas de Nova York

O dólar registrou fortes ganhos ante moedas pares e emergentes em meio a recuperação das bolsas de Nova York, vendas no varejo acentuadas e perspectiva de continuidade de elevações de juros nos EUA diante da aceleração do petróleo e manutenção do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no cargo como presidente da instituição. Lojistas entregaram o maior crescimento de vendas entre varejistas nos Estados Unidos nos últimos seis anos, apontam dados preliminares do Mastercard SpendingPulse, com um avanço de 5,1% entre 1º de novembro e 24 de dezembro na comparação com igual período do ano passado. Essa conta exclui apenas a comercialização de automóveis. Fortes dados econômicos reforçam o argumento de que o Federal Reserve seja mais agressivo na política monetária. As expectativas de taxas mais altas tendem a impulsionar o dólar, o que se torna mais atraente para os investidores em busca de rendimento quando as taxas sobem. Contribui também para esta perspectiva o avanço de 8% do petróleo, o que eleva a expectativa de aceleração da inflação. A perspectiva de avanço de juros ganhou força também depois que o diretor do Conselho de Assuntos Econômicos da Casa Branca, Kevin Hassett, disse que o emprego de Jerome Powell como presidente do Federal Reserve está “100% seguro”. Sua fala veio depois que a rede de TV americana CNN divulgou que assessores tentam marcar uma reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e Powell, o que gerou preocupação em torno da possibilidade de Trump forçar um pedido de demissão do dirigente uma vez que o presidente americano não tem poupado críticas em relação aos apertos monetários em seu país. A moeda norte-americana também se beneficiou de uma recuperação antecipada nas ações dos EUA, depois que uma forte venda na segunda-feira colocar o Dow Jones e o S&P 500 à beira de um território baixista. Hoje, as bolsas de Nova York subiram em torno de 5%, registrando o maior desempenho diário desde 2009. No fim dos negócios em Nova York, o dólar subia a 111,31 ienes, de 110,33 ienes na segunda-feira, e o euro recuava a US$ 1,1356, de US$ 1,1420.

Estadão Conteúdo

26 de dezembro de 2018, 15:32

ECONOMIA Vendas em shoppings crescem 5,5% no Natal de 2018

As vendas de Natal de 2018 cresceram 5,5% em relação ao ano anterior, de acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), feito entre 400 empresas que englobam 30 mil pontos de venda distribuídos em todo o país. O varejo deve movimentar neste período R$ 53,5 bilhões. Entre os presentes mais procurados por segmento estão moda masculina e feminina (55%), calçados (32%), perfumes e cosméticos (31%), brinquedos (30%), acessórios de moda (19%), livros (14%), celular e smartphone (12%), joias e bijuterias (9%) e eletrônicos e eletrodomésticos (6%). Segundo o balanço da Alshop, em todo o ano o varejo de shopping cresceu 6,0%, com um faturamento de R$ 156,3 bilhões. Os segmentos que mais cresceram foram perfumaria e cosméticos (8,0%), óculos, bijuterias e assessórios (8,0%), brinquedos (8,0%), petz (7,5%) eletrodomésticos (6,0%) e celulares e smartphones (6,0%) vestuário masculino e feminino (1,6%), eletroeletrônicos (5,0%). Já o setor de calçados caiu 5,0%. “Tivemos a partir da Black Friday um início forte das vendas de Natal e uma entrada de capital referente a 13º no valor de R$ 211 milhões . O valor, sem dúvida, serviu para acertar um pouco as dívidas, mas principalmente investir em compras. O Natal da família brasileira passa necessariamente por compra de presentes. O valor de R$ 211 milhões trouxe diferença para esse crescimento de 5,5% de um Natal para o outro”, disse o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun. Comércio eletrônico O comércio eletrônico cresceu 12% mostrando que o movimento das compras para o canal digital deve continuar. Todos os anos, as categorias mais vendidas em volume de pedidos foram moda e assessórios (14,2%), cosméticos e perfumaria (12,0%), eletrodomésticos (10,8%), casa e decoração (10,5%), telefone e celular (9,2%), livros, assinaturas e revistas (8,3%), esportes e lazer (6,4%), informática (4,5%), alimentos e bebidas (4,0%), eletrônicos (3,6%). No Natal, o faturamento das compras pela internet deve ser de R$ 9,9 bilhões, 13,5% a mais do que no mesmo período de 2017. O tíquete médio deve ser 7% mais alto, totalizando R$ 490. As vendas durante a Black Friday, que começaram em 15 de novembro e foram até 24 de dezembro, também entraram no levantamento. “O comércio eletrônico no Brasil vem crescendo a índices altos, porque a base ainda é baixa, mas é importante dizer que ele trouxe para toda a rede de varejo uma expansão muito grande na categoria que também trouxe margem muito boa para as lojas. Isso faz com que o comércio eletrônico não canibalize a loja. Os dois crescem juntos. Mas o comércio eletrônico vem se destacando e em muitas das redes é a primeira loja em venda ou está entre as primeiras e alavanca as demais lojas”, afirmou o diretor institucional da Alshop, Luis Augusto. Empregos De acordo com os números da Alshop, cerca de 73 mil funcionários temporários foram convocados para o período natalino, o que representa um aumento de 4% ante 2017. Destes, o comércio varejista deve absorver 15%, o que equivale a 10,9 mil trabalhadores. O valor médio dos salários foi de R$ 1.200,00.

Agência Brasil

26 de dezembro de 2018, 14:57

ECONOMIA Dívida Pública Federal sobe 1,69% em novembro para R$ 3,826 trilhões

O estoque da dívida pública federal (DPF) subiu 1,69% em novembro e chegou a R$ 3,826 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo Tesouro Nacional. Em outubro, o estoque estava em R$ 3,763 trilhões. A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 29,02 bilhões em novembro. Já as emissões de papéis totalizaram R$ 52,013 bilhões enquanto os resgates chegaram a R$ 17,334 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 34,68 bilhões. A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 1,59% e fechou o mês passado em R$ 3,679 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 4,27% maior, somando R$ 146,96 bilhões no penúltimo mês do ano. 12 meses A parcela da DPF a vencer em 12 meses caiu de 16,49% em outubro para 16,37% em novembro, segundo o Tesouro Nacional. Já o prazo médio da dívida caiu de 4,24 anos em outubro para 4,19 anos no mês passado. O custo médio acumulado em 12 meses do estoque da DPF passou de 10,06% ao ano em outubro para 10,11% ao ano em novembro. Apesar do aumento, o custo médio das emissões dos títulos da dívida interna em novembro caiu e ficou em 7,70%, de acordo com os dados do Tesouro Nacional. Prefixados A parcela de títulos prefixados na DPF subiu de 32,51% em outubro para 32,86% em novembro. Os papéis atrelados à Selic também aumentaram a fatia, de 35,27% para 35,40%. Os títulos remunerados pela inflação caíram para 27,72% do estoque da DPF em novembro, ante 28,31% em outubro. Os papéis cambiais elevaram a participação na DPF de 3,91% em outubro para 4,02% no mês passado. Todos os papéis estão dentro das metas do Plano Anual de Financiamento (PAF) para este ano. O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos prefixados em 2017 é de 32% a 36%, enquanto os papéis remunerados pela Selic devem ficar entre 33% a 37%. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta também é de 27% a 31% e, no de câmbio, de 3% a 7%. Estrangeiros Os estrangeiros diminuíram a aquisição de títulos do Tesouro Nacional em novembro. A participação dos investidores não-residentes no Brasil no estoque da DPMFi caiu de 11,97% em outubro para 11,74% no mês passado, segundo o Tesouro Nacional. Além de perder participação relativa no estoque da dívida, os estrangeiros diminuíram o valor dos papéis em suas mãos. O estoque em posse de não residentes caiu de R$ 433,41 bilhões em outubro para R$ 432,16 bilhões no mês passado. Os fundos de investimento continuam sendo os maiores detentores de papéis do Tesouro, com a participação passando de 25,99% em outubro para 26,28% no mês passado. O grupo previdência aparece na sequência, com uma fatia que passou de 25,29% para 24,70%. A parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi teve elevação de 22,66% em outubro para 23,08% em novembro. Já as seguradoras tiveram crescimento na participação de 4,01% para 4 27% no período.

Estadão Conteúdo

26 de dezembro de 2018, 11:10

ECONOMIA Dólar está em alta após feriado de Natal

Após o feriado do Natal, o dólar está em alta e o principal índice do mercado de ações no Brasil, o Ibovespa, está em queda na manhã de hoje (26). Por volta das 11h20, o dólar estava cotado para venda a R$ 3,9282, com alta de 0,81%. O Banco Central (BC) atua hoje no mercado de câmbio por meio de leilões de venda com compromisso de recompra da moeda americana, por volta de 12h, com oferta de até US$ 2 bilhões. No último dia 20, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse que as atuais intervenções do BC no mercado cambial são uma reação ao “fluxos sazonais de finais de ano”, com aumento de remessas de lucros e dividendos de empresas no Brasil para o exterior. “O ano foi lucrativo para as empresas. É mais uma questão sazonal para dar liquidez em momentos em que há uma pressão maior por questão de remessas”, disse em entrevista para divulgar o Relatório de Inflação do quarto trimestre. No mercado de ações, o Ibovespa registrava queda de 1,38%, aos 84.517 pontos, por volta dàs 11h30.

Agência Brasil

26 de dezembro de 2018, 08:46

ECONOMIA Prazo de saque do abono salarial 2016 termina nesta semana

O prazo para o saque do Abono Salarial ano-base 2016 termina na próxima sexta-feira (28). Cerca de 7,5% dos trabalhadores com direito ao recurso ainda não sacaram o dinheiro. O valor ainda disponível de R$ 1,3 bilhão para 1,8 milhão de trabalhadores. Inicialmente, o prazo limite era 29 de junho, mas a prorrogação foi autorizada em julho por resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). Até o momento, já foram pagos R$ 16,7 bilhões para 22,7 mil trabalhadores. A região com maior percentual de beneficiários a receber o Abono 2016 é a Centro-Oeste, onde 11,63% das pessoas com direito ao recurso ainda não foram ao banco receber o benefício.O estado com mais trabalhadores que ainda não retiraram o dinheiro é São Paulo. São 410,5 mil pessoas, ou 6,95% do total de beneficiários. O valor ainda disponível para esses trabalhadores é mais de R$ 297 milhões. Já o Distrito Federal é a Unidade da Federação (UF) com maior número proporcional de beneficiários com direito ao saque que ainda não retiraram o valor. Na capital federal, 29,33% estão nessa situação. São 148,5 mil trabalhadores com R$ 110 milhões para retirar.
M Tem direito ao abono salarial ano-base 2016 quem estava inscrito nos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há, pelo menos, cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2016 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos e teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).A quantia a que cada trabalhador tem direito depende do tempo em que ele trabalhou formalmente em 2016. Quem esteve empregado o ano todo recebe o valor cheio, que equivale a um salário mínimo (R$ 954). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é 1/12, e assim sucessivamente.

Agência Brasil

25 de dezembro de 2018, 19:40

ECONOMIA Trump diz que BC americano está subindo taxa ‘muito rapidamente’

Foto: Evan Vucci/AP

O presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta terça-feira, 25, que o Federal Reserve, o banco central americano, está aumentando as taxas de juros muito rapidamente, mas acrescentou que as empresas do país eram “as maiores do mundo” e apresentavam uma “tremenda” oportunidade de compra para investidores. “Eles estão aumentando as taxas de juros muito rapidamente porque eles acreditam que a economia está muito bem. Mas eu acho que eles vão entender isso muito em breve”, disse Trump a jornalistas no salão oval da Casa Branca, referindo-se ao banco central norte-americano. “Tenho muita confiança nas nossas empresas. Temos empresas, as maiores do mundo, e elas estão indo muito bem. Elas têm números recordes. Então acredito que essa seja uma oportunidade enorme de compra”, disse Trump após falar com tropas americanas no exterior por uma videoconferência. Ações dos EUA caíram bruscamente nas últimas semanas com preocupações sobre um crescimento de econômico mais fraco. Trump colocou a culpa no Fed, criticando abertamente seu presidente, Jerome Powell, que ele mesmo indicou. Informações na imprensa sugerem que Trump já chegou a discutir a demissão de Powell. O presidente disse à Reuters em agosto que não estava “empolgado” com o presidente do Fed. Na segunda-feira, Trump havia dito que “o único problema que a nossa economia tem é o Fed”. Todos os três maiores índices de ações dos Estados Unidos encerraram em queda de mais de 2% na véspera do feriado de Natal. O S&P 500 perdeu mais de 19,8% de seu valor do fechamento desde em 20 de setembro. Já ontem, o índice Nikkei, da bolsa japonesa, caiu 5%. O Fed subiu as taxas de juros novamente na semana passada, como era amplamente esperado. O secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, fez uma teleconferência com o grupo de trabalho do presidente sobre mercados financeiros, um órgão conhecido informalmente como a “equipe de proteção de quedas”, que normalmente só se reúne durante tempos de volatilidade pesada no mercado. A reunião, no entanto, agitou mais os mercados do que os tranquilizou. Reguladores presentes na ligação disseram que não viam nada fora do normal nos mercados durante as vendas recentes, de acordo com fontes familiarizadas com o assunto. Trump também afirmou ontem que a paralisação parcial do governo federal será mantida até que se cumpra sua exigência de financiamento para a construção de um muro na fronteira com o México. O governo dos EUA foi parcialmente paralisado no sábado e até agora não há indicação de esforços de reabrir as agências fechadas pelo impasse político que foi gerado após a demanda de Trump por fundos para o muro na fronteira sul. “Eu não posso te dizer quando o governo vai reabrir”, disse ele. A construção do muro foi uma das promessas de campanha mais repetida por Trump, mas os democratas se opuseram firmemente a essa iniciativa.

Estadão Conteúdo

25 de dezembro de 2018, 11:35

ECONOMIA Montadoras reagem em 2018, mas ociosidade das fábricas está em 40%

Foto: Wilson Pedrosa

Indústria automobilística teve um crescimento de 15% em 2018

Depois de um crescimento de cerca de 15% nas vendas deste ano – a segunda alta consecutiva após quatro anos de queda –, a indústria automobilística começa 2019 mais otimista e com previsão de novo resultado positivo. O mercado em recuperação, porém, não é suficiente para reverter a ociosidade, hoje de 40%. Isso significa que há uma sobra de capacidade de produção de 2 milhões de veículos por ano nas fábricas do País. Essa ociosidade é cara para as montadoras porque edifícios e equipamentos parados ou subutilizados precisam de manutenção. Ao mesmo tempo em que precisa lidar com ativos ociosos, a indústria enfrenta uma revolução com a chegada de carros elétricos e autônomos, a digitalização das fábricas e revendas virtuais – processos que exigem elevados investimentos. A capacidade produtiva brasileira está em cerca de 5 milhões de unidades anuais desde 2014. Um ano antes, as montadoras tinham batido recorde de 3,7 milhões de veículos produzidos, após quase uma década de crescimento contínuo, e projetavam vender mais de 5 milhões de unidades (entre nacionais e importados) a partir de 2017. Diante dessas expectativas, as empresas investiram em aumento de capacidade com base em uma demanda crescente. Esse movimento também teve ajuda das marcas premium Audi, BMW, Jaguar Land Rover e Mercedes-Benz, que abriram fábricas no País para escapar da taxação extra imposta aos veículos importados pelo programa Inovar-Auto, encerrado em 2017. O cálculo da capacidade instalada considera a jornada em dois turnos em cada fábrica, com jornada diária de 8 horas, 250 dias por ano, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A recessão, contudo, freou o avanço do setor. Em 2016, a produção recuou a 2,17 milhões de veículos, voltando aos níveis de 12 anos antes. A retomada começou no ano passado, quando atingiu 2,7 milhões de veículos (comerciais leves, caminhões e ônibus). Neste ano a produção deverá crescer 11%. Só não será melhor porque as exportações para a Argentina (que fica com 70% das vendas externas) e para o México, principais clientes brasileiros, tiveram forte retração. “O mercado deve fechar 2018 perto de 3 milhões de unidades e, em 2019, poderemos chegar a 3,1 milhões apesar da já esperada queda nos volumes para a Argentina”, prevê Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford. A pequena melhora não deve ter resultados significativos na geração de empregos, embora as empresas já tenham anunciado contratações. Caso da Mercedes-Benz, que abriu 600 vagas temporárias em São Bernardo, no ABC, para voltar a operar em dois turnos. A fábrica da Fiat em Betim (MG) também pode ampliar a mão de obra com o início da produção de um novo veículo em 2019, diz o presidente da FCA Fiat Chrysler, Antonio Filosa. A Ford e a Volkswagen têm espaço para elevar a produção, ainda sem contratar. No caso da Ford, a unidade do ABC opera com metade de sua capacidade. “Se precisarmos ampliar a produção, faremos sem contratar”, diz o presidente do grupo na América do Sul, Lyle Watters. Pablo Di Si, que comanda a Volks, diz que a unidade Curitiba pode ir a dois turnos a partir de 2019 com a produção do T-Cross.

Estadão

24 de dezembro de 2018, 12:15

ECONOMIA Novo governo encontrará País em situação melhor que há 3 anos, diz Mansueto

Foto: Ministério da Fazenda

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida

Confirmado na equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, avaliou que o novo governo já começará em uma situação muito melhor do que estava o Brasil há três anos. Em vídeo publicado nesta segunda-feira, 24, pelo Ministério da Fazenda, ele lembrou que no começo de 2016 a taxa Selic estava acima de 14% ao ano e a inflação acumulada em 12 meses superava os 9%. Além disso, a economia vinha com um recuo de 3,5%. “O Brasil do início de 2019 é um País com a inflação abaixo de 4%, com a taxa de juros de 6,5% e inflação esperada para os próximos três anos em torno 4%. Temos uma economia que volta a crescer por uma recuperação cíclica. Os empresários passaram a ter mais confiança e estão investindo mais”, afirmou. Para o secretário, o atual cenário econômico é bom para que a sociedade debata de forma madura e transparente as reformas que o País necessita. Ele citou as reformas da Previdência e a tributária, além de medidas para uma maior abertura comercial e melhoria do ambiente de negócios. “Se nós conseguirmos fazer as reformas no início do governo poderemos consolidar um cenário muito positivo de um País que voltará a crescer 3% ou mais ao ano, com juros e inflação baixos. Isso é melhora de vida e de bem-estar para todo mundo”, completou. Também em vídeo no site da pasta, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, destacou o trabalho do Fisco no combate à concorrência desleal, mas também no combate a fraudes e corrupção. “Muitas das operações (contra a corrupção) foram iniciadas pelo trabalho das equipes de inteligência e fiscalização da Receita”, afirmou. Rachid também destacou medidas de desburocratização tomadas pelo órgão. Para o secretário, o Fisco deve continuar investindo no processo de simplificação tributária. “Poderíamos avançar na simplificação do PIS/Cofins, que é um tributo que hoje é muito complexo e gera litígios e dúvidas para os contribuintes e para o próprio Fisco. Essa simplificação pode ser feita de maneira infraconstitucional”, lembrou.

Estadão Conteúdo