11 de janeiro de 2017, 08:48

ECONOMIA Inflação medida pelo IPCA fecha 2016 em 6,29%

A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA – fechou dezembro com variação de 0,3%, o mais baixo para o mês desde o resultado de 0,28% de dezembro de 2008. Assim, o IPCA – a inflação oficial do país – fechou o ano de 2016 com variação acumulada de 6,29%. As informações foram divulgadas hoje, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

11 de janeiro de 2017, 08:20

ECONOMIA Governo federal publica sanção da Lei Orçamentária de 2017

No exercício da Presidência da República durante viagem do presidente Michel Temer a Portugal, Rodrigo Maia sancionou a Lei Orçamentária de 2017. A sanção foi publicada no Diário Oficial (DOU) desta quarta-feira, 11. O orçamento fixa receitas e despesas fiscais e da seguridade social em R$ 3,415 trilhões, incluindo o refinanciamento da dívida pública. As despesas com investimentos estão previstas em R$ 90,027 bilhões. Por órgão, a maior fatia do orçamento irá para o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários, que receberá R$ 661,5 bilhões. Em seguida está a pasta da Saúde, com R$ 125,3 bilhões e da Educação, com R$ 107,5 bilhões. As transferências para Estados e municípios foram orçadas em R$ 247,2 bilhões.

Estadão Conteúdo

10 de janeiro de 2017, 19:29

ECONOMIA Cármen Lúcia discutirá planos econômicos nesta quarta-feira com BB e Febraban

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), terá uma audiência nesta quarta-feira, 11, às 10h, com o presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffareli, e com o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal Filho, para tratar dos planos econômicos.A discussão no STF sobre a constitucionalidade dos planos econômicos nas décadas de 1980 e 1990, que teriam provocado perdas no rendimento das cadernetas de poupança, está parada há mais de dois anos na Corte. O motivo inicial para a interrupção era a falta do quórum mínimo de oito ministros para análise do tema. Desde fevereiro passado, no entanto, Cármen Lúcia, que havia se declarado impedida de analisar o caso, passou a se declarar apta, depois que o pai dela desistiu de uma ação movida contra a Caixa Econômica Federal.O julgamento dos planos econômicos no Supremo Tribunal Federal (STF) é um tema importante para o governo em razão do impacto no sistema financeiro. As estimativas do impacto do julgamento dos planos econômicos pelo STF variam de R$ 10 bilhões a R$ 400 bilhões, com números mais baixos ligados a instituições que defendem o interesse dos poupadores.Bancos e governo estimam os maiores números. O governo se preocupa porque poderia haver novo rombo nas contas públicas caso a Justiça obrigue bancos oficiais a reparar prejuízos dos seus poupadores.Segundo publicou a Coluna do Estadão no fim de dezembro, o governo federal tenta negociar com vários segmentos – entre eles Banco Central, BB, Caixa, Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e Febraban – a costura de um acordo com a Justiça em torno das perdas com os Planos Bresser e Collor. A ideia é que os poupadores recebam de volta os valores pedidos, mas não a totalidade. Como as ações se arrastam há anos, seria uma vantagem.

AE

10 de janeiro de 2017, 11:58

ECONOMIA Fórum de Davos em 2017 será maior de todos os tempos, segundo organizadores

Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no fim do ano passado que revelam o pagamento de propina pela Odebrecht em 11 países, além do Brasil, colocou sob suspeita governos na América Latina e na África, destaca o jornal O Estado de S. Paulo. Das nações citadas, ao menos Peru, Argentina, Equador, Panamá e República Dominicana abriram investigações ou estão tomando medidas contra a empreiteira brasileira após pressão de entidades e opositores.As suspeitas, em alguns países, estão relacionadas a ex-presidentes, como Cristina Kirchner (Argentina), Ollanta Humala (Peru) e Ricardo Martinelli (Panamá), mas atingem também governos atuais, como o de Danilo Medina (República Dominicana) e Rafael Correa (Equador).No Panamá, onde o Ministério Público local a princípio se negou a colaborar com as autoridades brasileiras, o período em que a empreiteira admite ter pagado propina se refere ao governo do ex-presidente Ricardo Martinelli, que já era alvo de investigações no país acusado de receber suborno. Nos papéis do Departamento de Justiça, embora não mencione o nome de Martinelli, são citados pagamentos a familiares próximos a um governante panamenho.Para o presidente atual, Juan Carlos Varela, o caso também vem causando saia-justa. No fim de 2016, sua administração proibiu a Odebrecht de firmar novos contratos no país. Para entidades da sociedade civil, no entanto, a medida veio “tarde demais”. Só o governo de Varela deu contratos avaliados em US$ 2,5 bilhões à Odebrecht. A reação do MP também só ocorreu depois que começava a se formar uma aliança que incluía universidades e entidades como a Alianza Ciudadana Pro Justicia, que pedia a criação de uma comissão independente para investigar as obras da Odebrecht. Imediatamente, a Procuradoria anunciou que formaria um grupo especial para avaliar o caso. Semana passada, o presidente da Assembleia Nacional do Panamá, Ruben de Leon, declarou que seria “mais prudente” que a Odebrecht deixasse o país. “A empresa deveria entregar ou rescindir os contratos com o Estado”, disse. O Partido Revolucionário Democrático, de oposição ao atual presidente, afirmou que não aceitará que as investigações sejam “seletivas”.

Estadão Conteúdo

10 de janeiro de 2017, 11:19

ECONOMIA Emprego na construção tem queda de 14,5% no acumulado de 12 meses

O nível de emprego na construção civil registrou queda de 14,5% no acumulado de 12 meses até novembro, gerando um saldo negativo de 437 mil postos de trabalho. Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre janeiro e novembro de 2016, houve corte de 461.849 vagas em todo o país. Desconsiderando efeitos sazonais, foram fechadas 26.917 vagas em novembro. O nível de emprego caiu 2,20% em novembro na comparação com outubro, a 26ª queda consecutiva. A deterioração do mercado de trabalho afetou quase todas as regiões do Brasil, sendo que os piores resultados foram anotados no Norte (-3,71%) e no Centro-Oeste (-2,67%). Por segmento, preparação de terreno e infraestrutura observaram as maiores quedas em novembro, de 3,73% e 3,31%, respectivamente. No acumulado do ano, contra o mesmo período do ano anterior, o segmento imobiliário teve a maior queda (-17,66%), seguido por preparação de terreno (-14,77%). O agravamento do desemprego na construção, com o fechamento de mais de 58 mil postos de trabalho, já era esperado pelo setor, considerando a queda contínua no volume de obras. Segundo o sindicato, o volume de novas obras deve continuar reduzido nos próximos meses, o que poderia ser amenizado por medidas emergenciais e mais reformas microeconômicas.

Fernanda Cruz, Agência Brasil

10 de janeiro de 2017, 10:15

ECONOMIA Juros do cheque especial e do empréstimo ficam estáveis no começo do ano

A pesquisa do Procon-SP mostra que os bancos mantiveram as taxas de juros do cheque especial e do empréstimo pessoal no começo deste ano. Os dados foram colhidos no dia 4 de janeiro e comparados com o levantamento feito em 2 de dezembro. A taxa média para o empréstimo pessoal nos bancos pesquisados ficou em 6,51% ao mês (a.m.), a mesma do mês anterior. A maior taxa praticada foi pelo Santander, de 8,49% a.m., e a menor pela Caixa Econômica Federal, de 5,7% a.m.. A taxa média para o cheque especial foi 13,6% a.m., o mesmo percentual registrado no começo de dezembro. A maior taxa foi encontrada no Santander, de 15,49% a.m., e a menor no Safra, 12,6% a.m.. O levantamento levou em conta as instituições financeiras Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander. A orientação do Procon é que, mesmo com as taxas de juros estabilizadas, os consumidores planejem o orçamento com critério, priorize o pagamento de dívidas e recorra ao crédito somente em casos de real necessidade.

Fernanda Cruz, Agência Brasil

10 de janeiro de 2017, 09:29

ECONOMIA Copom começa hoje a primeira reunião de 2017

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começa hoje (10) a primeira reunião do ano para definir a Selic, a taxa básica de juros da economia, pelos próximos 45 dias. A reunião dura dois dias, e a decisão será anunciada amanhã (11). A expectativa das instituições financeiras, segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do BC, é de uma redução de 0,5 ponto percentual na Selic. Caso se confirme, a taxa, atualmente em 13,75% ao ano, cairá para 13,25%. Diante da recessão econômica e da melhora na inflação, o BC tem sinalizado que pode intensificar o corte da taxa básica. Nas duas últimas decisões, o comitê cortou a Selic em 0,25 ponto percentual. As instituições financeiras consultadas para o Focus preveem que, até o fim de 2017, a taxa básica cairá para 10,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Mariana Branco, Agência Brasil

10 de janeiro de 2017, 09:13

ECONOMIA IPC-S começa 2017 em alta em cinco capitais, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal começou 2017 em alta em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Belo Horizonte foi a cidade com maior alta da taxa de inflação entre a última semana de 2016 e a primeira semana de 2017: 0,37 ponto percentual, passando de 0,1% para 0,47%. Também apresentaram alta o Rio de Janeiro (0,24 ponto percentual, ao passar de 0,55% para 0,79%), Porto Alegre (0,24 ponto percentual, pulando de 0,09% para 0,33%), Salvador (0,2 ponto percentual, de 0,19% para 0,39%) e São Paulo (0,14 ponto percentual, de 0,27% para 0,41%). Ao mesmo tempo, registraram quedas na taxa Brasília (0,11 ponto percentual, de 0,60% para 0,49%) e Recife (0,12 ponto percentual, de 0,74% para 0,62%). A média da inflação nacional avançou 0,17 ponto percentual no período, indo de 0,33% na última semana de 2016 para 0,5% na primeira semana de janeiro.

Vitor Abdala, Agência Brasil

10 de janeiro de 2017, 07:16

ECONOMIA Governo quer mais bancos estrangeiros no País

O governo quer estimular a vinda de bancos estrangeiros para o País. Auxiliares do presidente Michel Temer já discutem como é possível eliminar barreiras legais para aumentar a participação dessas instituições no Sistema Financeiro Nacional. Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, esse é um movimento que começará a ser feito este ano para aumentar a concorrência e permitir a queda das taxas de juros cobradas pelos grandes bancos.Por trás dessa tentativa de aumentar a concorrência, há pressão para que os bancos tenham uma participação efetiva na retomada do crescimento em cenário de queda da taxa Selic, que deve se intensificar a partir desta semana com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. “O Copom tem autonomia e não se discute. O governo não interfere mas é preciso ficar de olho nas taxas do mercado”, disse uma fonte do governo. Uma das barreiras aos estrangeiros é a impossibilidade de o banco estrangeiro utilizar o crédito tributário ao adquirir um banco nacional. Além disso, houve um represamento nas solicitações de ingresso de bancos estrangeiros no último período do governo Dilma Rousseff. Segundo o BC, os quatro maiores bancos em operação no Brasil – Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e Bradesco – detêm 61% dos ativos totais.Em números de ativos, o primeiro estrangeiro a aparecer, em quinto lugar nesse ranking, é o espanhol Santander. Nos últimos anos, aquisições e fusões foram recorrentes no setor bancário. O Santander comprou, em conjunto com o Bank of Scotland, o ABN Amro na Holanda, que era dono do Real, e assim adquiriu suas operações no Brasil. O Itaú se fundiu ao Unibanco e comprou o varejo do Citibank. O Bradesco comprou o HSBC, que já havia adquirido a Losango. E o Santander se expandiu através de uma joint venture com o Banco Bonsucesso. De modo geral, aplicam-se aos interessados de outros países em entrar no sistema financeiro nacional as mesmas regras a que estão sujeitos os nacionais. Além disso, o BC ainda solicita informações ao supervisor do país de origem da instituição interessada sobre a reputação dos dirigentes, a capacidade econômica e financeira, o atendimento às regras bancárias locais e a capacidade de controle e monitoramento das operações no exterior.

Estadão

9 de janeiro de 2017, 19:00

ECONOMIA Dólar cai e volta a fechar no menor valor em dois meses

Em um dia de tranquilidade no mercado financeiro brasileiro, a moeda norte-americana caiu e voltou a fechar no seu valor mais baixo em dois meses. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 3,197, com queda de R$ 0,025 (-0,78%). A cotação está no menor nível desde 8 de novembro de 2016 (R$ 3,167), dia das eleições norte-americanas. A cotação chegou a abrir em pequena alta nessa segunda, mas inverteu a tendência ainda durante a manhã e passou a cair. A divisa acumula queda de 1,63% nos primeiros dias de 2017. Com a posse de Donald Trump marcada para o dia 20, o dólar pode voltar a subir nos próximos dias por causa da expectativa com a trajetória dos juros nos Estados Unidos. A ata da última reunião do Federal Reserve (espécie de Banco Central norte-americano), em dezembro, mostrou que o órgão deve aumentar os juros da maior economia do planeta em até três vezes este ano, caso o governo Trump eleve os gastos públicos. No Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reúne-se esta semana para definir a taxa Selic (dos juros básicos da economia). Segundo o boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada pelo Banco Central, a autoridade monetária deve reduzir a taxa pela terceira vez seguida. Juros mais baixos no Brasil e mais altos nos EUA tendem a atrair capitais para países desenvolvidos. No mercado de ações, o dia foi de estabilidade. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou com valorização de 0,06%, aos 61,7 mil pontos. As ações da Petrobras, as mais negociadas, encerraram com queda. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) fecharam em baixa de 0,97%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) caíram mais: 2,11%.

Welton Máximo, Agência Brasil

9 de janeiro de 2017, 14:15

ECONOMIA Queda da inflação resultará na redução de juros, diz Temer

O presidente Michel Temer disse hoje (9), em Esteio, no Rio Grande do Sul, que, em função da queda recente da inflação, o governo já trabalha com a possibilidade de um cenário com juros mais baixos. Ele voltou a manifestar o interesse de atuar a favor da simplificação da Reforma Tributária que, afirmou, poderá resultar na revisão do pacto federativo. “Quando chegamos, a inflação prevista era de 10,7%, e nós entregamos com 6,7%. Nós a baixamos 4 pontos percentuais em seis meses. Certa e seguramente, com a inflação caindo, os juros também cairão. E caindo responsavelmente [os juros] influenciarão os investimentos do nosso país”, disse o presidente, durante evento de entrega de 61 ambulâncias para o estado. Mais cedo, Temer visitou algumas regiões alagadas pelas recentes chuvas que atingem no Rio Grande do Sul. Temer acrescentou que, em apenas sete meses no cargo, teve sucesso em avançar em várias frentes de reformas. “Outras virão. Posso dizer: uma delas é a simplificação da Reforma Tributária”, disse ele. “Será uma revisão do pacto federativo”, acrescentou.

Agência Brasil

9 de janeiro de 2017, 12:40

ECONOMIA Movimento do comércio tem maior queda em 16 anos, diz Serasa

O movimento dos consumidores nas lojas de todo o país caiu 6,6% no ano de 2016 em relação ao ano de 2017, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. Este foi o pior resultado do varejo desde o início do levantamento, realizado há 16 anos. O pior resultado tinha sido em 2002, por causa da crise do racionamento de energia elétrica, quando houve recuo de 4,9%. Os economistas da Serasa explicam que as dificuldades enfrentadas pelos consumidores, como juros altos nos crediários, desemprego em alta e baixa na confiança, impactaram negativamente a atividade varejista. A maior retração foi no segmento de veículos, motos e peças, cuja queda foi de 13% frente ao mesmo período do ano passado. A segunda maior queda foi de 12,6%, observada nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios. Houve recuo de 11,1% nas lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática. Retrações menores ocorreram nas lojas de material de construção (-5,4%) e nos supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-7,0%). Somente o segmento de combustíveis e lubrificantes se mantiveram no terreno positivo, com alta de 1,8%.

Fernanda Cruz, Agência Brasil

9 de janeiro de 2017, 10:51

ECONOMIA Investimentos voltam a cair em novembro, diz Ipea

O Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo, divulgado hoje (9) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), caiu 1,1% em novembro de 2016 na comparação com outubro. Em relação a novembro de 2015 a queda foi maior: 11,4%. Os números contêm ajuste sazonal, ou seja, já levam em conta as especificidades e a conjuntura do período de medição. O indicador considera os investimentos em construção civil e em máquinas e equipamentos. O Ipea destacou que, apesar do recuo em novembro, é a menor queda mensal desde julho. Os dois componentes do índice comportaram-se de forma diferente em novembro. O consumo aparente de máquinas e equipamentos recuou 4,3%, enquanto o indicador da construção civil cresceu 1,8% sobre outubro, interrompendo sequência de três quedas. O Ipea informou que, dentro do consumo de máquinas e equipamentos, houve alta de 3,6% na produção de bens de capital na comparação com outubro. No entanto, a alta na produção foi anulada pela elevação das exportações desse tipo de bem. A alta nas vendas externas foi puxada, principalmente, pela exportação de uma plataforma de petróleo no período. O indicador da compra de máquinas e equipamentos ajuda a medir as compras de meios de produção pela indústria e, consequentemente, sua intenção de produzir. O índice corresponde à produção industrial doméstica somada das exportações e diminuída das exportações do setor.

Agência Brasil

9 de janeiro de 2017, 09:34

ECONOMIA Governo retoma pente-fino em benefícios do INSS na próxima semana

O governo federal retomará o pente-fino nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na próxima segunda-feira, 16, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Na sexta-feira, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União a Medida Provisória 767 que prevê a revisão de benefícios por incapacidade, como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. O processo havia sido interrompido após o vencimento de uma medida provisória semelhante e não votação pelo Congresso Nacional de projeto de lei com o mesmo tema. MP estabelece que o segurado aposentado por invalidez poderá ser convocado a qualquer momento para avaliação das condições que levaram ao afastamento ou aposentadoria. Também foi estabelecido que quem perder a qualidade de segurado terá que atender carência para receber novos benefícios. O texto prevê ainda que o ato de concessão ou de reativação de auxílio-doença, judicial ou administrativo, deverá fixar o prazo estimado para a duração do benefício e que, quando isso não for feito, o benefício cessará após 120 dias. Além disso, a MP estabelece um bônus de desempenho para os médicos peritos de R$ 60 por perícia realizada. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, será realizado a partir da próxima semana o levantamento dos dados dos segurados cujos benefícios serão revisados e refeito o agendamento das perícias nas agências da Previdência Social.Serão chamados, por carta, 530 mil beneficiários com auxílio-doença que estão há mais de dois anos sem perícia. O segurado terá cinco dias úteis para agendar a perícia pelo número 135. Quem não atender a convocação ou não comparecer na data agendada terá o benefício suspenso. Em nota, o secretário-executivo da pasta, Alberto Beltrame, disse que o pente-fino é uma ação primordial para redirecionar os recursos previdenciários para quem realmente precisa. “Essa medida contribui para melhor governança e gestão de recursos públicos, contribuindo com o esforço do governo federal para equilibrar as contas”, afirmou. Até outubro de 2016, a revisão nos benefícios gerou uma economia de R$ 220 milhões para o Fundo da Previdência. Foram realizadas quase 21 mil perícias, sendo que 16.782 benefícios (80,05%) foram cessados na data de realização do exame, 304 (1,45%) foram cessados, mas houve concessão de auxílio-acidente, 1.520 (7,25%) tiveram data remarcada para cessação, 954 (4,55%) foram encaminhados para reabilitação profissional e 1.289 (6,15%) transformados em aposentadoria por invalidez.

Estadão

9 de janeiro de 2017, 08:39

ECONOMIA IPC-S registra alta e fica em 0,50% na primeira semana do ano

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou variação de 0,50% na primeira semana do ano, com alta de 0,17 ponto percentual em relação à semana anterior. Os dados são da pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Quatro das oito classes de despesas do índice tiveram alta em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo habitação (-0,67% para -0,28%). Dentro desse grupo, a eletricidade residencial passou de -5,87% para -3,96%. Também registraram alta os conjuntos alimentação (0,44% para 0,75%), transportes (0,78% para 0,96%) e comunicação (0,25% para 0,36%). Nessas classes de despesa, destacaram-se os itens carnes bovinas (0,15% para 1,08%), tarifa de ônibus urbano (0,04% para 0,68%) e tarifa de telefone móvel (0,03% para 0,30%), respectivamente. Tiveram decréscimo os grupos: vestuário (0,73% para 0,27%), saúde e cuidados pessoais (0,71% para 0,66%), educação, leitura e recreação (0,95% para 0,78%) e despesas diversas (1,50% para 1,24%). Nessas classes de despesa, as maiores contribuições foram dos itens: roupas (0,95% para 0,29%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,94% para 0,75%), passagem aérea (18,04% para -6,51%) e cigarros (3,31% para 2,51%), respectivamente.

Agência Brasil