20 de setembro de 2018, 20:15

ECONOMIA Tensão com guerra comercial diminui e dólar fecha a R$ 4,07

Foto: Divulgação

O dólar terminou o dia em baixa de 1,38%, cotado em R$ 4,0739, o menor valor desde 31 de agosto

O dólar teve mais um dia de queda e terminou a quinta-feira, 20, em baixa de 1,38%, cotado em R$ 4,0739, o menor valor desde 31 de agosto, quando encerrou a R$ 4,0646. O cenário externo novamente foi o principal fator a impulsionar a queda da moeda aqui, como aconteceu no último pregão, mas operadores ressaltam que as eleições continuam sendo monitoradas de perto pelas mesas de câmbio e um dos pontos que agradou aos investidores na pesquisa do Datafolha foi o ritmo mais lento de crescimento de Fernando Haddad (PT) do que o visto na pesquisa do Ibope. O gestor de investimentos da Western Asset Management Company, Adauto Lima, ressalta que desde o começo da semana está ocorrendo um movimento de queda do dólar ante vários emergentes. A esperada escalada da tensão comercial entre China e Estados Unidos, após o anúncio da Casa Branca de mais tarifas sobre produtos chineses, acabou não ocorrendo na velocidade esperada, o que trouxe alívio aos investidores internacionais. O dólar acumula queda de 2,18% na semana no Brasil, de 4,30% na África do Sul, de 4% na Argentina e de 0,31% no México. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de outras seis divisas fortes, acumula queda de 1,13%. “Foi um movimento generalizado de queda”, ressalta Lima. O dólar à vista abriu em baixa e operou em queda durante todos os negócios. A pesquisa do Datafolha mostrou que Ciro Gomes (PDT) ainda está na disputa para ir ao segundo turno e Haddad cresceu três pontos, menos do que os 11 pontos visto no Ibope, além de Jair Bolsonaro (PSL) ter seguido na liderança. O economista para a América Latina do grupo ING, Gustavo Rangel, avalia que o provável resultado da eleição já se estreitou consideravelmente, com três nomes na disputa: Haddad, Ciro e Bolsonaro. Com isso, o cenário para o mercado de câmbio melhorou, refletindo dois fatores. O primeiro é que o risco de uma vitória de Ciro se reduziu após a entrada em cena de Haddad; o segundo é que há sinais de que, se eleito, Haddad deve se apressar para acalmar investidores, mostrando uma retórica mais pró-mercado, como Luiz Inácio Lula da Silva fez em 2002. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2018, 18:00

ECONOMIA Caixa libera consultas sobre PIS por assistente de voz em smartphones

Os trabalhadores com saldo no Programa de Integração Social (PIS) podem usar o assistente de voz de telefone celular para consultarem o calendário de pagamento e tirar dúvidas sobre o benefício. A Caixa Econômica Federal liberou o recurso para smartphones do sistema Android. Para fazer a consulta, basta o correntista abrir o assistente de voz do Google no smartphone e falar “OK, Google”. Em seguida, o usuário pode entrar em contato com o banco ao pronunciar a frase “falar com a Caixa”. A partir daí, basta fazer perguntas para ser atendido pela plataforma de inteligência artificial do banco e tirar as dúvidas. Atualmente, qualquer usuário pode consultar resultados de loteria e taxas de câmbio por meio do assistente de voz da Caixa. O banco pretende ampliar o serviço de inteligência artificial até o fim do ano.

Agência Brasil

20 de setembro de 2018, 10:56

ECONOMIA OCDE reduz para 1,2% previsão de crescimento da economia brasileira

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para baixo suas projeções para o crescimento do Brasil, segundo relatório divulgado hoje (20). A entidade prevê agora que o país crescerá 1,2% em 2018, com redução de 0,8 ponto percentual em relação a maio, quando previa expansão de 2%. Para 2019, a estimativa para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto) caiu de 2,8% para 2,5%. No relatório, a OCDE diz que o crescimento das economias emergentes está ficando disperso. “O crescimento do PIB manteve-se na China e na Índia no primeiro semestre de 2018, mas abrandou em várias outras economias, incluindo o Brasil”. A OCDE prevê que a economia global crescerá 3,7% tanto neste ano quanto em2019, com diferenças crescentes entre os países, em contraste com a ampla expansão observada no final de2017 e no início de 2018. Em relação à previsão divulgada em maio, houve redução de 0,1 ponto percentual para 2018 e de 0,2 ponto percentual para 2019. Para a OCDE, as perspectivas de crescimento econômico são agora um pouco mais fracas do que se previa em maio. “A escalada das tensões comerciais, o aperto das condições financeiras nos mercados emergentes e os riscos políticos podem minar ainda mais o crescimento forte e sustentável a médio prazo em todo o mundo”, destaca a entidade. Na visão da organização, a confiança enfraqueceu, o comércio e o crescimento do investimento estão mais lentos do que o previsto e o crescimento salarial permaneceu modesto na maioria dos países.

19 de setembro de 2018, 21:45

ECONOMIA Banco Central mantém taxa de juros em 6,5% ao ano, mas acena com alta gradual

Foto: André Dusek/Estadão

Banco Central do Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira, manter a taxa básica de juros em 6,5% nominais ao ano, nível em que se encontra desde março. A decisão era amplamente esperada, da mesma forma que os alertas contidos no comunicado emitido no encerramento da reunião. O Copom avisou que os riscos para a inflação aumentaram, assim como aumentaram as possibilidades de retomada mais adiante de um novo ciclo de altas na taxa Selic. Lembrou que as estimativas do mercado para os juros básicos em 2019 encontram-se em 8%. Nos termos do comunicado, os estímulos à economia, representados por juros básicos abaixo da taxa considerada neutra, poderão ser “removidos gradualmente” se as perspectivas para a inflação apresentarem piora. As próximas reuniões do Copom, ainda em 2018, ocorrem no fim de outubro, três dias depois do eventual segundo turno das eleições – e da definição do novo presidente –, e na segunda semana de dezembro. O chamado “balanço de riscos” contrapõe uma ainda elevada ociosidade na economia, que mitiga as pressões inflacionárias, inclusive as originadas de altas do dólar, a possíveis percepções negativas sobre a agenda de reformas econômicas, que, segundo o BC, afetam as expectativas e projeções correntes. Nos modelos de previsão do Copom, com a cotação do dólar nos níveis projetados pelo mercado, abaixo de R$ 3,80, em 2018 e 2019, as estimativas de inflação permanecem abaixo do centro da meta em 2018 e 2019. Contudo, se o valor da moeda americana permanecer em torno de R$ 4,15, a variação da inflação apontará para o entorno do centro da meta neste ano e um pouco acima, no ano que vem. Com mais intensidade desde maio, quando as cotações do dólar passaram a escalar rumo aos R$ 4, o Banco Central dedicou-se a uma verdadeira catequese do mercado. Se é verdade que tenha piscado em maio, quando manteve a taxa básica nos 6,5%, depois de indicações de que continuaria a reduzi-la, desde então vem cumprindo a cartilha. Essa cartilha reza que não se combate altas do dólar com política monetária, ou seja, com movimentações nos juros, mas com instrumentos próprios, a exemplo dos swaps cambiais. Pelas regras convencionais, os juros só devem entrar em campo quando o dólar muda de patamar e se mantém em alta persistente. A ausência de surpresas com a manutenção da Selic, embora em ambiente de volatilidade e pressão sobre o real ante o dólar, comprova que a pedagogia foi exitosa. No regime de câmbio flutuante e no sistema de metas de inflação, de fato, não se deve considerar, como o Copom repisa há meses, a existência de relação mecânica entre elevações nas cotações do dólar e uma ação sobre os juros. Mas, a história tem sido enfática em registrar que, em economias com moedas inconversíveis, caso da brasileira, mesmo na presença de câmbio flutuante e metas de inflação, os riscos para a inflação, numa reação a altas da moeda americana, se acentuam. As altas de juros em resposta a pressões inflacionárias a partir de movimentos nas cotações do dólar refletem situação de “dominância cambial”, quando, na prática, a política monetária opera como se o regime de câmbio fosse fixo. As recentes turbulências na economia argentina são um exemplo elucidativo dessa situação. Quando, há pouco menos de cinco meses, o peso começou a derreter ante o dólar, a reação do Banco Central da Argentina foi jogar as taxas de juros nas nuvens.

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2018, 15:15

ECONOMIA “OMC nunca foi tão relevante”, defende diretor-geral

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, Roberto Azevêdo, enfatizou hoje (19) a necessidade de agir para resolver as tensões comerciais na comunidade internacional e disse que, independentemente da opinião que se tenha sobre a existência de uma possível guerra comercial entre Estados Unidos e China, “os primeiros tiros já foram dados, e não foram poucos”. Durante uma palestra na Casa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Azevêdo defendeu reformas na entidade e alertou que o caminho adotado pelos dois gigantes econômicos mundiais é muito perigoso. “A organização nunca foi tão relevante como é agora e o próprio interesse dos líderes de falar da OMC, revigorar, mostra que a alternativa de um mundo sem OMC será um desastre total”, disse Azevêdo ao complementar: “Será um mundo de incertezas, unilateralismo, nacionalismo exacerbado e intolerância também. Isso vai afetar não só as relações econômicas e comerciais, mas terá um impacto nas relações políticas e estratégicas”. Ao responder perguntas dos jornalistas no fim do evento, Azevêdo afirmou que a tensão entre as duas potências é muito preocupante e pode escalar para outras áreas além da tarifária. Ele se recusou a citar alguma outra área que pode ser usada no impasse. “A área tarifária não esgota o potencial de tensão”, alertou. O diretor-geral da OMC também manifestou preocupação com a resistência dos Estados Unidos em liberar a nomeação de novos juízes no órgão de solução de controvérsias da organização. Segundo o diretor, se a postura se mantiver até o ano que vem, o órgão poderá ter menos de três juízes, o que traz o risco de que “perca sua efetividade”. O diplomata brasileiro afirmou que tem buscado estimular a conversa entre os membros e reforçar que a elevação da tensão estava prevista pela OMC quando alertou sobre as primeiras medidas tomadas contra o livre comércio. “A pergunta é: querem uma solução?”. Azevêdo ponderou que têm havido diálogo entre Estados Unidos e China, mas sem progressos.

Agência Brasil

19 de setembro de 2018, 10:00

ECONOMIA Copom divulga hoje taxa básica de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define hoje (19) a taxa básica de juros, a Selic, na sexta reunião deste ano. A decisão será anunciada no final do dia. nPara instituições financeiras consultadas pelo BC, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano, pela quarta vez seguida. Nas últimas três reuniões, o Copom optou por manter a Selic, depois de promover um ciclo de cortes que levou a taxa ao menor nível histórico. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Entretanto, as taxas de juros do crédito não caem na mesma proporção da Selic. Segundo o BC, isso ocorre porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao definir a taxa Selic, o BC está em busca de atingir a meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para o mercado financeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vai fechar o ano abaixo do centro da meta, em 4,09%. Para 2019, a estimativa é 4,11%.

Agência Brasil

18 de setembro de 2018, 17:38

ECONOMIA Presidente do BNDES diz que empréstimos para Cuba e Venezuela foram erro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do BNDES, Dyogo Oliveira

O presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, afirmou nesta terça-feira (18) que foi um erro o banco ter concedido empréstimos à Cuba e à Venezuela no passado, pois hoje está claro que esses países não tinham condições de honrar seus compromissos. O saldo devedor dos empréstimos, concedidos durante os governos do PT, somam cerca de US$ 1 bilhão, e os dois países estão com prestações em atraso, segundo Oliveira. “Há uma crítica a esses empréstimos e até diria que, olhando hoje, que fica claro que eles não tinham condição de pagar. Provavelmente não deveriam ter sido feitos e agora temos que ir atrás do dinheiro para receber“, declarou Oliveira a jornalistas, após participar de evento no Rio nesta terça-feira. Nesta semana, Dyogo Oliveira teve reuniões com representantes do governo cubano para tratar do tema. Segundo ele, Cuba tem três parcelas em aberto com o BNDES que juntas somam US$ 17,5 milhões. O saldo devedor cubano é de aproximadamente US$ 600 milhões. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social frisou que a solução para a volta da adimplência de Cuba não passa obrigatoriamente pela reestruturação da dívida. “Eles tem se mostrado solícitos e adeptos a buscar soluções, mas alegam que por conta de questões climáticas e financeiras não têm tido capacidade de honrar totalmente os pagamentos, eles têm feito são pagamentos parciais”, disse ele a jornalistas em evento da Associação Brasileira da Indústria de Química Final (Abifina). “Discutimos alternativas que ainda não podemos revelar”, adicionou. A carteira de exportação do BNDES totaliza aproximadamente US$ 10 bilhões e a indadimplência Cuba e Venezuela não preocupa para os resultado do banco, frisou Dyogo Oliveira. “O volume disso em relação a carteira do banco é pequeno e não é preocupante”, destacou.

Reuters

18 de setembro de 2018, 13:26

ECONOMIA Desembolsos do BNDES ainda têm queda de 10% no acumulado de janeiro a agosto

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empréstimos já aprovados ainda registra queda de 10% no acumulado do ano até agosto, na comparação com os oito primeiros meses de 2017, afirmou nesta terça-feira, 18, o presidente da instituição de fomento, Dyogo de Oliveira. Segundo o executivo, as incertezas relacionadas às eleições de outubro têm afetado a demanda por crédito para investimentos. “Com a eleição e todo esse processo de incertezas, há uma repressão. As próprias empresas recolhem um pouco os ‘flaps’ antes de solicitar o desembolso. Estamos aguardando a solução do processo para ter uma retomada mais forte dos desembolsos”, afirmou Oliveira, ao deixar a cerimônia de abertura do IX Sipid, seminário sobre inovação promovido pela Abifina, entidade que representa a indústria da química fina, no Rio de Janeiro. Apesar da queda nos desembolsos, Oliveira ressaltou que outras fases do processo de pedido de financiamentos ao BNDES têm registrado alta. No caso das consultas, primeira etapa do processo, que normalmente serve de termômetro do apetite por crédito para investimentos, a alta é de 10% no acumulado de janeiro a agosto.

Estadão Conteúdo

17 de setembro de 2018, 15:51

ECONOMIA Brasil passa a ser 3º maior exportador agrícola, mas clima ameaça futuro

Foto: Divulgação

O Brasil já é o terceiro maior exportador agrícola do mundo. Mas as mudanças climáticas podem representar um desafio real para a expansão produtora do País e gerar uma contração das vendas externas até 2050. Os dados são da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), que, nesta segunda-feira, 17, apresentou seu informe anual sobre a produção de commodities. No levantamento, o Brasil terminou o ano de 2016 com uma fatia de 5,7% do mercado global, abaixo apenas dos Estados Unidos, com 11%, e Europa, com 41%. No início do século, o Brasil era superado por Canadá e Austrália, somando apenas 3,2% das exportações mundiais e disputando posição com a China, com 3%. De acordo com a FAO, o valor adicionado da agricultura por trabalhador também dobrou entre 2000 e 2015. No início do século, ele era de US$ 4,5 mil, chegando a US$ 11,1 mil em 2015. A expansão não se limitou ao Brasil. De acordo com a entidade liderada pelo brasileiro José Graziano da Silva, os países emergentes já representavam 20,1% do mercado agrícola global em 2015, contra apenas 9,4% em 2000. Além de Brasil e China, Indonésia e Índia foram os principais motores dessa expansão. Dos dez primeiros exportadores hoje, quatro são economias em desenvolvimento. Enquanto isso, o porcentual do mercado dominado por EUA, União Europeia, Austrália e Canadá foi reduzido em dez pontos porcentuais. Se o Brasil ganhou espaço entre os exportadores, ele desapareceu da lista dos 20 maiores importadores de alimentos. Em 2000, o Brasil era o 13.º maior importador, com 0,9% do mercado mundial. Em 2016, a lista dos 20 primeiros colocados já não traz o mercado brasileiro. O mercado mundial, enquanto isso, triplicou. O comércio agrícola que movimentava US$ 570 bilhões em 2000, passou a registrar um fluxo de US$ 1,6 trilhão em 2016. A expansão econômica da China e a demanda por biocombustíveis foram os principais fatores desse crescimento. Mudanças climáticas podem afetar produção Mas se a expansão foi clara nos 15 primeiros anos do século, os cenários até 2050 para o Brasil vão depender do impacto das mudanças climáticas no planeta. De acordo com a FAO, o mundo terá de dobrar sua produção agrícola nos próximos 30 anos. Mas o impacto das mudanças climáticas pode representar desafios reais para a produção brasileira, que poderia inclusive sofrer uma queda. “Mudanças climáticas vão afetar a agricultura global de forma desigual, melhorando as condições de produção em alguns locais. Mas afetando outros e criando “vencedores” e “perdedores”, indicou o informe da FAO. Os países em baixas latitudes seriam aqueles que mais sofreriam. Já regiões com climas temperados poderiam ver uma maior produção agrícola, diante da elevação de temperatura. No caso do Brasil, a previsão é de que, se nada for feito no mercado global, suas exportações seriam afetadas negativamente e haveria até uma leve queda no volume vendido. O mesmo ocorreria com o restante da América do Sul e países africanos. Já Europa, EUA e Canadá registrariam fortes desempenhos. As exportações brasileiras para África e Índia aumentariam. Mas haveria também incremento de importações vindas da América do Norte e Europa. Já as vendas brasileiras para a Europa e China – seus dois principais mercados – poderiam ser reduzidas em mais de US$ 1 bilhão cada. O temor da FAO é que as mudanças climáticas aprofundem a disparidade entre países ricos e emergentes, já que a produção agrícola poderia ser afetada. “Precisamos garantir que a evolução e a expansão do comércio agrícola funcionem para eliminar a fome e a desnutrição”, disse José Graziano da Silva. Para ele, o comércio internacional tem o potencial de estabilizar os mercados e realocar alimentos de regiões com superávit para aqueles com déficit. Caso as mudanças climáticas fossem acompanhadas, até 2050, pela abertura dos mercados, o Brasil seria o país que veria uma das maiores expansões do comércio agrícola.

Estadão Conteúdo

17 de setembro de 2018, 13:19

ECONOMIA Tesouro pagou em agosto R$ 328,13 milhões em dívidas de estados

A União pagou, em agosto, R$ 328,13 milhões em dívidas atrasadas de estados, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado hoje (20) pelo Tesouro Nacional. Do total, R$ 189,46 milhões são débitos não quitados pelo estado do Rio de Janeiro. Além disso, o Tesouro pagou R$ 135,88 milhões referentes a dívidas de Minas Gerais e R$ 2,79 milhões de Roraima. Este ano, o total já chegou a R$ 2,825 bilhões de dívidas em atraso de estados e municípios. Desse valor, R$ 2,175 bilhões cabem ao estado do Rio; R$ 553,15 milhões a Minas Gerais; R$ 55,49 milhões ao Piauí; R$ 30,41 milhões a Roraima e R$ 10,94 milhões à prefeitura de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Como garantidora de operações de crédito de estados e municípios, a União – representada pelo Tesouro Nacional – é comunicada pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato. Caso o ente não cumpra suas obrigações no prazo estipulado, a União paga os valores. Em 2016 e 2017, a União pagou, respectivamente, R$ 2,377 bilhões e R$ 4,059 bilhões em dívidas de estados e municípios. As garantias honradas pelo Tesouro são descontadas dos repasses da União aos estados e aos municípios. Ao longo do ano passado, no entanto, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) impediram a execução das contragarantias do estado do Rio de Janeiro, que tem atrasado salários dos servidores e pagamentos a fornecedores. Com a adesão do estado do Rio de Janeiro ao pacote de recuperação fiscal, no fim do ano passado, o estado pode contratar novas operações de crédito com garantia da União (nas quais o governo federal cobre atrasos em parcelas), mesmo estando inadimplente. Já o estado de Minas Gerais está impedido de contrair financiamentos garantidos pelo Tesouro até 8 de agosto de 2019; Roraima também até 8 de agosto do ano que vem; Piauí até 23 de julho de 2019; e a prefeitura de Natal até 23 de maio de 2019.

Agência Brasil

17 de setembro de 2018, 11:15

ECONOMIA Dólar abre a semana com alta de 0,16% cotado a R$ 4,1733

A cotação da moeda norte-americana abriu a semana com alta de 0,16%, cotada a R$ 4,1733 para venda. O Banco Central segue com leilões tradicionais de swaps cambiais, sem ofertas extraordinárias de venda futura do dólar. O Ibovespa, índice da B3, inverteu o início do pregão praticamente estável, que às 10h10 registrava 0,08% de baixa para uma alta de 1,26%, com 76.379 pontos às 10h45. Os papéis da Petrobras colaboravam com a subida do pregão, iniciando a semana em alta de 1,49% às 10h45.

Agência Brasil

17 de setembro de 2018, 10:50

ECONOMIA Mais de 2,6 milhões de contribuintes recebem hoje restituição do IR

Mais de 2,6 milhões de contribuintes recebem hoje (17) o crédito referente ao quarto lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2018. O valor total liberado é R$ 3,3 bilhões. A consulta ao quarto lote foi aberta no último dia 10. O lote também contempla restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2017. As restituições são corrigidas pela Selic (juros básicos da economia) acumulada desde o mês de entrega da declaração até setembro deste ano. A correção varia de 3,15% – para as declarações entregues em maio deste ano – até 105,27% para os contribuintes que estavam na malha fina desde 2008. Do valor total creditado, R$ 219,3 milhões são destinados a contribuintes com prioridade: 4.863 idosos acima de 80 anos, 36.308 entre 60 e 79 anos, 5.490 com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e 18.409 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone, número 146. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da internet – mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição – ou diretamente na página da Receita, no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá entrar em contato pessoalmente com qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Agência Brasil

14 de setembro de 2018, 17:45

ECONOMIA Governo discute aumento do percentual de biodiesel no óleo diesel

O Ministério de Minas e Energia (MME) vai realizar na próxima sexta-feria (21) uma audiência pública para debater o cronograma relativo à elevação do percentual obrigatório de biodiesel ao óleo diesel, de acordo com portaria publicada hoje (14) no Diário Oficial da União. A intenção do governo é discutir se o aumento do percentual de biodiesel se dará de forma mais lenta ou acelerada. “A proposta define duas possibilidades para o avanço: mais lenta ou mais acelerada, a depender da sua competitividade em termos de preço e oferta, a partir de critérios transparentes”, informou o ministério. Desde o início de março, o percentual obrigatório de biodiesel na mistura de diesel é 10%. Inicialmente, a determinação era de que o percentual ficasse em 9%. No entanto, há a possibilidade de a mistura chegar a até 15% (B15) ao longo dos próximos anos, de maneira gradual e progressiva. “A proposta também condiciona à conclusão dos testes em veículos e motores para validação ampla da mistura B15, conforme determina a lei”, informou a assessoria da pasta. A audiência será realizada na sede do MME, em Brasília, e aberta à participação de quaisquer interessados, mediante inscrição prévia. Ainda de acordo com a pasta as sugestões vão embasar a resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).O percentual de 10% de biodiesel no diesel só começaria a valer a partir de março do próximo ano, mas em novembro de 2017 o CNPE decidiu antecipar a elevação. De acordo com o MME, com a antecipação, a expectativa é de que a demanda por biodiesel aumente em 1 bilhão de litros neste ano. A estimativa de consumo é de 5,3 bilhões de litros em 2018.

Agência Brasil

14 de setembro de 2018, 13:43

ECONOMIA Caixa reduz de 9,5% para 8,75% taxas de juros para imóveis

A Caixa Econômica Federal anunciou a redução de 0,75 ponto percentual nas taxas de juros do crédito imobiliário para aquisição de imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). A redução vale para imóvel de até R$ 1,5 milhão. As taxas mínimas do SFI passarão de 9,5% ao ano para 8,75% ao ano. E a taxa máxima cai de 11% para 10,25% ao ano. As novas taxas começam a valer a partir do dia 24 deste mês. A Caixa informou também que a partir de novembro oferecerá um novo serviço de avaliações de imóveis, disponibilizando laudo diretamente para pessoas físicas e jurídicas. Segundo o banco, o Caixa Avalia é uma plataforma que vai permitir a venda de avaliações pelo site com contratação 100% digital. Em abril, a Caixa reduziu em até 1,25 ponto percentual as taxas de juros do crédito imobiliário para operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). O limite de cota de financiamento do imóvel usado subiu de 50% para 70%. A Caixa também retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%.

Agência Brasil

13 de setembro de 2018, 17:57

ECONOMIA País gera 392 mil empregos no primeiro semestre de 2018

O saldo de empregos com carteira assinada gerados no primeiro semestre deste ano foi de 392 mil em todo o país, um valor 452,37% superior ao mesmo período de 2017, quando foram criados 71 mil novas vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (13) pelo Ministério do Trabalho. Com esse resultado, na comparação entre os primeiros seis meses de cada ano, em 2018 foram criadas 321 mil vagas a mais do que no ano anterior. Dos oito setores da economia, sete tiveram saldo positivo nos primeiros seis meses deste ano. O melhor desempenho foi no segmento de serviços, que chegou ao final do primeiro semestre com 279.130 postos de trabalho criados, seguido pela indústria de transformação, que gerou 75.726 vagas, e a agropecuária, que gerou 70.334 empregos novos. Já o comércio fechou 94.839 postos de trabalho com carteira assinada. A taxa de desemprego, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abrange 12,3% da população economicamente ativida, volume 0,6% menor do que o apurado em março. O número representa um contigente de 12,9 milhões de pessoas sem trabalho no país.

Agência Brasil