9 de março de 2017, 09:39

ECONOMIA Safra de grãos de 2017 deve crescer 21,8%, estima IBGE

A safra brasileira de grãos deve crescer 21,8% em 2017, segundo estimativa de fevereiro divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Devem ser colhidas 224,2 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, sendo 93% de soja, milho e arroz.A estimativa de produção para 2017, calculada em fevereiro, variou positivamente 1,3% em relação ao número de janeiro, que já apontava crescimento.A área colhida também deve aumentar e superar 2016 em 5,7%, totalizando 60,3 milhões de hectares. Também neste dado, a estimativa de fevereiro supera a de janeiro em 0,8%. A produção brasileira deve ser 42,4% originária do Centro-Oeste e 36,4% da Região Sul. O Sudeste deve produzir 9,6% da safra, seguido pelo Nordeste, com 8%, e o Norte, com 3,6%. Mato Grosso (24,3%), Paraná (18,7%) e Rio Grande do Sul (14,8%) devem colher as maiores parcelas da produção nacional.

Agência Brasil

9 de março de 2017, 09:01

ECONOMIA IPC-S avança em quatro capitais na primeira semana de março

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal avançou em quatro das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a última semana de fevereiro e a primeira semana de março. A maior alta foi observada em Belo Horizonte: 0,11 ponto percentual, ao passar de 0,22% para 0,33%. Outras capitais com alta na taxa foram São Paulo (0,08 ponto percentual, ao passar de 0,22% para 0,30%), Porto Alegre (0,07 ponto percentual, ao passar de 0,45% para 0,52%) e Recife (0,01 ponto percentual, ao passar de 0,19% para 0,20%). Três capitais tiveram queda na taxa: Rio de Janeiro (0,04 ponto percentual, ao passar de 0,27% para 0,23%), Brasília (0,02 ponto percentual, ao passar de 0,16% para 0,14%) e Salvador (0,01 ponto percentual, ao passar de 0,64% para 0,63%).

Agência Brasil

9 de março de 2017, 08:36

ECONOMIA Usado para reajustar aluguel, IGP-M acumula 5,10% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), utilizado no reajuste de contratos de aluguel, acumula taxa de 5,10% em 12 meses, segundo a primeira prévia de março do indicador medido pela Fundação Getulio Vargas. A prévia de março ficou em 0,25%, acima da taxa de 0,10% da primeira prévia de fevereiro. A alta da taxa entre as prévias de fevereiro e março foi influenciada pelos preços do atacado e pela construção civil. A taxa de inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, subiu de 0,01% na primeira prévia de fevereiro para 0,23% na prévia de março. Já o Índice Nacional de Custo da Construção foi de 0,39% para 0,54% no período. E o Índice de Preços ao Consumidor, que mede a variação de preços do varejo, teve uma queda na taxa de inflação, ao passar de 0,22% na primeira prévia de fevereiro para 0,17% na primeira prévia de março.

Agência Brasil

9 de março de 2017, 07:10

ECONOMIA Saque do FGTS inativo começa amanhã para 4,8 milhões de pessoas

Começa amanhã (10) o pagamento das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores nascidos nos meses de janeiro e fevereiro. Serão beneficiadas inicialmente 4,8 milhões de pessoas, que poderão sacar quase R$ 7 bilhões, o equivalente a 15,9% do total disponível. Segundo a Caixa Econômica Federal, 1,65 milhão de trabalhadores receberão automaticamente o crédito em suas contas na Caixa. Além disso, mais de 1,2 milhão de pessoas poderão sacar utilizando o Cartão Cidadão no autoatendimento, em lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. Os demais trabalhadores deverão retirar seus recursos nas agências da Caixa, que vão abrir neste sábado (11) para auxiliar no fluxo de atendimento. O banco abrirá 1.841 agências no primeiro sábado após o início do cronograma mensal de pagamento, exceto em abril. No sábado, o horário de atendimento será das 9h às 15h. A consulta às agências que funcionarão pode ser feita na página da Caixa . Pode fazer o saque quem teve contratos de trabalho encerrados até 31 de dezembro de 2015. O pagamento das 49,6 milhões de contas inativas seguirá um calendário específico, que leva em conta o mês de aniversário do trabalhador. Valores até R$ 1,5 mil podem ser sacados no autoatendimento, somente com a senha do Cidadão. Para valores até R$ 3 mil, o saque pode ser feito com o Cartão do Cidadão e senha no autoatendimento, em lotéricas e correspondentes Caixa. Acima de R$ 3 mil, os saques devem ser feitos nas agências do banco.

Marcelo Brandão, Agência Brasil

8 de março de 2017, 11:42

ECONOMIA Meirelles: se reforma da previdência não for completa, é melhor não fazer nada

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, continua nesta quarta-feira, 8, a série de encontros com bancadas da base de apoio ao governo na Câmara dos Deputados para esclarecer dúvidas sobre a Proposta de Emenda Constitucional 287, da Reforma da Previdência. Após reunião na terça à noite com os parlamentares do PMDB, o ministro faz apresentação agora aos deputados do PSD. Ainda nesta quarta, Meirelles terá agenda com os deputados do PRB e do PP. Na primeira reunião do dia, o ministro repetiu os argumentos apresentados na terça, destacando a necessidade de se fazer uma reforma completa, da maneira como foi proposta pelo governo. O ministro foi enfático ao defender o texto enviado ao Congresso no fim do ano passado, contra eventuais retiradas de artigos pelos parlamentares para tornarem a reforma mais fácil de ser aprovada. “Não há dúvida de que o mais fácil é não fazer nada, mas isso tem consequências. Uma reforma da previdência muito diluída para não criar resistências não resolve o problema. Se não for para fazer uma reforma completa, é melhor não fazer nada”, afirmou. Para o ministro, o governo só poderá aumentar os gastos com Saúde e Educação se o problema do déficit da Previdência for corrigido. “Vamos ser claros aqui, o governo não fabrica dinheiro, até mesmo porque isso gera hiperinflação. Nós temos que equilibrar as finanças públicas”, acrescentou.Meirelles voltou a apresentar dados sobre o aumento das despesas do governo federal nas últimas três décadas, com ênfase para a escalada dos gastos com a Previdência Social, que correspondem hoje a 13% do PIB, considerando os regimes geral e próprio. Ele também chamou atenção para a importância da Previdência Rural, cuja regras de contribuição serão alteradas pela reforma. “Há um déficit enorme e crescente na modalidade rural”, afirmou.

Estadão

8 de março de 2017, 11:19

ECONOMIA Receita abre consulta a lote residual do Imposto de Renda

A Receita Federal libera nesta quarta-feira, 8, consulta ao lote multiexercício de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), incluindo as restituições residuais referentes aos exercícios de 2008 a 2016.O crédito bancário para 156.307 contribuintes será feito no dia 15 deste mês, totalizando R$ 281.471.374,67. Desse total, R$ 83.689.576,62 referem-se ao quantitativo de contribuintes de que trata o Artigo 69-A da Lei nº 9.784/99, sendo 26.921 contribuintes idosos e 1.851 com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave, informa a Agência Brasil.Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, no serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistência de dados identificada pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do Imposto de Renda Pessoa Física e à situação cadastral no CPF. Com o aplicativo, será possível consultar diretamente nas bases da Receita informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la pela internet, preenchendo o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da Declaração do IRPF.Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone exclusivo para pessoas com deficiência auditiva) para agendar o crédito em conta corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Estadão

8 de março de 2017, 11:02

ECONOMIA Produção industrial volta a subir após 34 meses de queda

A produção industrial do Brasil começou 2017 com alta mensal em relação aos mesmos dias do ano anterior, após 34 meses consecutivos de queda. Os dados foram divulgados hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mostram que a produção cresceu 1,4% em janeiro de 2017 em relação a janeiro de 2016, mas caiu 0,1% em relação a dezembro de 2016. Em 12 meses, a produção industrial acumula uma retração de 5,4%, variação negativa que vem perdendo intensidade desde junho de 2016, quando chegou a -9,7%. Nos últimos dois meses de 2016, a produção havia acumulado alta de 2,9%. O resultado fez com que a média móvel trimestral de outubro, novembro e dezembro de 2016 apontasse expansão de 0,5% da produção. Com os dados divulgados hoje, a média dos resultados de novembro e dezembro de 2016 e janeiro de 2017 subiu para 0,9%. Dos 24 ramos industriais pesquisados pelo IBGE, metade aumentou a produção, e metade diminuiu. A indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias interrompeu dois meses seguidos de alta e caiu 10,7% em janeiro, na comparação com dezembro de 2016. Também haviam crescido em dezembro e caíram em janeiro os equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com recuo de 12,5%, e máquinas e equipamentos, com uma produção 4,9% menor. Por outro lado, o IBGE considera que houve altas importantes para a taxa global na indústria de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com expansão de 4%, e nos produtos farmoquímicos e farmacêuticos (21,6%). Os dois setores anotaram quedas nos meses anteriores. Os produtos alimentícios tiveram alta de 1,2%, as bebidas subiram 5,5% e a indústria extrativa, 1,1%. A análise da produção por categoria econômica mostra que os bens de capital usados na produção voltaram a cair após dois meses de alta. Em relação a dezembro de 2016, houve recuo de 4,1%. Os bens de consumo duráveis intensificaram a queda de 3,8% veridicada em dezembro e caíram 7,3% em janeiro. Os bens de consumo semi e não duráveis avançaram 3,1% em janeiro, e os intermediários, 0,7%. Ambos já acumulavam expansões há pelo menos dois meses.

Vinicius Lisboa, Agência Brasil

8 de março de 2017, 10:13

ECONOMIA Pagamento das contas inativas do FGTS começa nesta sexta

A Caixa Econômica Federal confirmou no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 8, o calendário já divulgado para o pagamento das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O período de saque dos valores começa nesta sexta-feira, dia 10, em todo o País para as pessoas nascidas em janeiro e fevereiro. Pela Medida Provisória 763/2016, que autorizou a iniciativa, tem direto a retirar o saldo das contas inativas o trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31 de dezembro de 2015. De acordo com a Caixa, a medida abrange 49,6 milhões de contas, com saldo de R$ 43,6 bilhões. O governo diz que 30,2 milhões de trabalhadores serão beneficiados e estima que haverá a injeção de mais de R$ 30 bilhões na economia. O pagamento das contas inativas será realizado a partir desta semana e vai até o dia 31 de julho. Para quem nasceu em março, abril e maio, o início do repasse será em 10 de abril. Para os aniversariantes de junho, julho e agosto, o saque será a partir de 12 de maio. Para quem nasceu em setembro, outubro e novembro, o início do pagamento está marcado para 16 de junho. Por fim, os nascidos em dezembro poderão se dirigir à Caixa para o saque dos valores a partir de 14 de julho. A Caixa avisa que o trabalhador titular de conta poupança do banco terá os valores creditados nessa conta de forma automática. Aquele trabalhador que não quiser o crédito automático deverá se manifestar no prazo mínimo de 10 dias de antecedência da data do saque correspondente ao seu aniversário em um dos canais de atendimento da Caixa.

Estadão

7 de março de 2017, 17:15

ECONOMIA Com dois anos de recessão, PIB brasileiro encolhe 7,2%

Foto: Estadão

Economia cai pelo segundo ano

A economia brasileira encolheu pelo segundo ano consecutivo em 2016, confirmando a pior recessão desde 1930. O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas, caiu 3,6% no ano passado, segundo divulgou o IBGE nesta terça-feira, 7. Com dois anos de recessão, o PIB brasileiro acumula retração de 7,2%. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que “a queda do PIB em 2016 é o espelho retrovisor.” Pelos dados do IBGE, é a maior retração desde 1948, mas séries históricas mais antigas, como as do Ipea, apontam para a maior recessão desde 1930, quando o mundo vivia a Grande Depressão, provocada pela quebra da Bolsa da Nova York. O resultado veio um pouco abaixo do recuo de 2015, de 3,8%, e dentro das expectativas dos analistas. O tombo foi generalizado entre todas as atividades econômicas, com a agropecuária liderando os recuos (-6,6%), seguida pela indústria (-3,8%) e serviços (-2,7%). A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, relutou em afirmar que se trata da pior recessão da história, por causa da falta de dados sobre antes de 1948. Ainda conforme os cálculos do IBGE, o PIB encerrou 2016 no mesmo nível do terceiro trimestre de 2010. “É meio como se estivesse anulando 2011, 2012, 2013, 2014, que tinham sido positivos”, afirmou Rebeca. Leia mais no Estadão.

7 de março de 2017, 16:30

ECONOMIA Meirelles: governo pode cortar gastos e aumentar impostos, se for necessário

Foto: Marcos Correa/PR

O ministro Henrique Meirelles disse que a queda da economia em 2016 gerou impacto na arrecadação de tributos

O governo federal poderá cortar gastos e aumentar impostos, se for preciso, para conseguir cumprir a meta de déficit primário de R$ 139 bilhões para este ano. A afirmação é do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista coletiva, após participar de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, hoje (7), em Brasília. O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo sem considerar os gastos com juros da dívida pública. “Nosso compromisso é cumprir a meta de 2017 e faremos o que for necessário, seja contingenciar despesas e, no limite, aumentar impostos”, disse. Meirelles descartou a possibilidade de alterar a meta deste ano. “Mantemos a meta e o compromisso com o resultado primário de 2017”, enfatizou. De acordo com o ministro da Fazenda, se a tendência de anos anteriores fosse mantida, o déficit primário chegaria a R$ 280 bilhões em 2017. Meirelles disse ainda que a queda da economia no ano passado gerou impacto na arrecadação de tributos e, mesmo assim, o governo conseguiu entregar resultado melhor do que o previsto. Em 2016, apesar da ajuda do programa de regularização de recursos no exterior, a chamada repatriação, o governo acusou o pior déficit primário da história, de R$ 154,255 bilhões. O resultado ficou abaixo da meta para o ano que era de R$ 170,5 bilhões.

Agência Brasil

7 de março de 2017, 13:45

ECONOMIA Participação de investimentos no PIB tem menor peso em 2016

A participação de investimentos no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil atingiu o menor patamar da série histórica iniciada em 1996. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas no país. Os dados foram divulgados hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e fazem parte da Pesquisa Trimestral de Contas Nacionais. A taxa de investimentos chegou a 16,4% do PIB em 2016, após três anos seguidos de queda. Em 2013, a taxa era de 20,9%. Segundo a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis, o resultado negativo foi generalizado. “Essa taxa caiu bastante nos últimos dois anos porque a gente teve duas quedas seguidas de mais de 10% no investimento. E, olhando por dentro dos componentes do investimento, houve queda em tudo. A construção, que pesa mais de 50% do investimento, é uma das atividades econômicas que mais sofreram com toda a crise que a gente está tendo. Além disso, a produção de máquinas e equipamentos caiu, e a importação também. Então, houve toda uma conjunção de fatores”, disse. Desde 1996, o IBGE também não havia registrado um ano em que os três grandes setores da economia caíam. Em 2016, quando o setor de serviços passou a contribuir negativamente para o PIB, a agropecuária ainda tinha um peso positivo, que se inverteu em 2016. As três principais safras brasileiras, o milho, a soja e o arroz, tiveram queda e o setor amargou uma retração de 6,6%.

Agência Brasil

7 de março de 2017, 11:26

ECONOMIA Subsídio para gás de cozinha será reduzido e preço deve subir

Foto: Reprodução

O preço do gás de cozinha vai subir. A Petrobras, dona de praticamente 100% do abastecimento do insumo no mercado nacional, prepara um reajuste que poderá ter impacto no preço final do botijão de gás, produto presente em 59,5 milhões de residências, ou 96% do total de famílias do País. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a estatal trabalha nos cálculos finais para definir o aumento no preço do chamado gás liquefeito de petróleo (GLP), o popular gás de cozinha, vendido em botijões de 13 quilos. O entendimento é de que, após vários anos de uma política de subsídio que manteve o preço do gás da estatal sem aumento, o mercado acabou fazendo seus reajustes por conta própria, impactando o consumidor final. O histórico dos reajustes mostra que, entre 2003 e 2016, o preço final do gás cobrado pelas revendedoras acumulou reajuste médio de 89%, saltando de R$ 29,35 para R$ 55,60 o botijão. Neste mesmo período, o aumento realizado pela estatal foi de apenas 16,4%. Foram 12 anos sem nenhum reajuste no preço do gás vendido pela Petrobras. Somente em 2015 é que viria o primeiro aumento pela estatal, de 15%. No mesmo ano, o aumento repassado pelas revendedoras ao consumidor chegou a 22,6%. No ano passado, a estatal fez um novo aumento, de 1,4%, ante 2,1% feito pelo mercado. Questionada sobre o assunto, a Petrobras informou que não iria comentar. A avaliação de técnicos da empresa é de que é necessário recuperar ao menos uma parte do preço, em razão da defasagem acumulada nos últimos anos, não apenas com a inflação, mas do próprio valor praticado pelo mercado. No fim de 2016, a Petrobras já tinha reajustado em 12,3% o GLP destinado aos usos industrial, comercial e granel às distribuidoras, mas não mexeu no preço para o consumidor doméstico. Na mesma época, a estatal aumentou o preço do diesel nas refinarias em 9,5%, em média, e da gasolina em 8,1%. Para cada botijão de gás vendido no País, cerca 24% do valor cobrado fica com a Petrobras. Distribuidoras e revendas retêm uma fatia média de 57%. Outros 15% são consumidos com ICMS e 4% com PIS e Cofins, segundo dados da estatal. De acordo com dados da empresa Preço do Gás, que divulga valores do botijão praticados em todo o País, a variação atual de preços do gás de cozinha chega a mais de 78%, entre R$ 44,90 e R$ 80, na entrega ao cliente. Os dados se baseiam em informações de mais de 400 revendedores cadastrados. O valor mais barato foi encontrado no Espírito Santo, enquanto o mais caro é cobrado em Mato Grosso.

Estadão

7 de março de 2017, 10:38

ECONOMIA Inflação de produtos na saída das fábricas é de 1,38% em 12 meses

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a inflação dos produtos industrializados na saída das fábricas, acumulou uma taxa de 1,38% em 12 meses, segundo dados coletados em janeiro. O dado foi divulgado hoje (7), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando-se apenas o mês de janeiro deste ano, a inflação ficou em 0,35%, abaixo das taxas de 1,29% de dezembro de 2016 e de 0,68% de janeiro do ano passado. Dez das 24 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE tiveram aumento de preços de seus produtos em janeiro, com destaque para refino de petróleo e produtos de álcool (5,54%), metalurgia (3,28%) e impressão (3,22%). Das 14 atividades que tiveram deflação em seus produtos, a principal queda foi observada no setor de fumo (-3,47%).

Agência Brasil

7 de março de 2017, 09:24

ECONOMIA PIB fecha 2016 com uma queda de 3,6%

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, fechou 2016 com uma queda de 3,6%. Em 2015, a economia brasileira já tinha recuado 3,8%. Segundo dados divulgados hoje (7), no Rio de Janeiro,pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB de 2016 ficou em R$ 6.266,9 bilhões. No último trimestre de 2016, o PIB recuou 0,9% em relação ao trimestre anterior e caiu 2,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Agência Brasil

7 de março de 2017, 08:42

ECONOMIA Para fechar meta, governo reavalia elevar impostos

Foto: Reprodução

A alta de impostos voltou a ser avaliada pelo governo como uma alternativa, ao longo deste ano, para elevar a arrecadação e garantir o cumprimento da meta fiscal. Nesta terça-feira, 7, a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas do País) do quarto trimestre de 2016 e o saldo de todo o ano passado servirá de base para a definição do planejamento orçamentário de 2017. A auxiliares, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vem repetindo que fará o corte “que for necessário” no orçamento para garantir a meta deste ano, um déficit de R$ 139 bilhões. Por enquanto, a alta de impostos é apenas uma possibilidade e não deve ser incluída nos cálculos de receitas e despesas do governo. Mas, se for necessário, a equipe econômica não hesitará em lançar mão, ao longo do ano, da medida mais drástica de alta de tributos para fechar as contas.Nesta terça, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o saldo das contas nacionais de 2016 que, pelas expectativas do mercado, foi negativo em 3,6%, conforme pesquisa feita pelo Projeções Broadcast com 48 instituições financeiras. Apesar disso, o governo aposta que a retomada econômica começou agora, no primeiro trimestre, e se consolidará a partir do segundo trimestre, o que seria o primeiro indicador do fim da recessão.Será esta a linha mestra das participações do ministro Henrique Meirelles e do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, no G-20, em Baden Baden, na Alemanha, na semana que vem. Dois trimestres consecutivos de resultados positivos é a premissa básica para atestar o fim de um período recessivo. Mas, somente no final de maio será conhecido o resultado oficial do primeiro trimestre.

Estadão Conteúdo