11 de abril de 2018, 13:15

ECONOMIA Guardia: manter crescimento com inflação baixa depende da reforma da Previdência

A manutenção do crescimento econômico e da inflação e da taxa de juros baixas dependem da reforma da Previdência, afirmou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, em cerimônia de transmissão de cargo, no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Guardia assumiu o comando do Ministério da Fazenda no lugar de Henrique Meirelles. Ontem (10), o presidente Michel Temer deu posse a dez ministros, entre eles Guardia, que ocupava a secretaria executiva da pasta desde 2016. “Não existe solução consistente e duradoura que não seja o equilíbrio das contas públicas. Reitero a importância da reforma da Previdência”, disse Guardia. O novo ministro acrescentou que a disciplina fiscal exige controle e compromisso com a qualidade dos gastos públicos. “Esse objetivo não pode ser apenas um compromisso, mas um dever de todo agente público”.

Agência Brasil

11 de abril de 2018, 12:32

ECONOMIA IBGE: ricos receberam 36 vezes acima do que ganharam os pobres em 2017

Em 2017, os ricos do país ganharam 36,1 vezes mais do que metade dos mais pobres. Este grupo 1% mais rico da população brasileira, em 2017, teve rendimento médio mensal de R$ 27.213. O valor representa, em média, 36,1 vezes mais do que metade do que receberam os mais pobres – cujo renda mensal foi de R$ 754 naquele ano. Em 2016, o grupo mais rico ganhava 36,3 vezes mais do que a média do rendimento de metade dos mais pobres.Os dados fazem parte da pesquisa Rendimento de todas as fontes 2017, divulgada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).A publicação revela que a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita, em 2017, foi de R$ 263,1 bilhões. Deste total, os 10% da população com os maiores rendimentos ficavam com 43,3% do total. Os 10% menores rendimentos detinham apenas 0,7% da renda.Para o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, os números mostram que a desigualdade ainda é grande no país. “Vamos separar a população inteira, do mais baixo ao mais alto. Se você pega metade dela, verá que a média de rendimento médio dos 50% que ganham menos é de R$ 754, valor mais que 36 vezes menor do que o rendimento da população que ganha os maiores salários, e que chega a R$ 27.213. Os 10% com os maiores rendimentos chegam a deter 43% do total recebido”, afirmou.

11 de abril de 2018, 11:10

ECONOMIA Exportações baianas crescem 5,5% em março

As exportações baianas do mês de março chegaram a US$ 694,1 milhões, com crescimento de 5,5% sobre março de 2017 e de 14,4% sobre fevereiro último. No mês, as importações totalizaram US$ 497,6 milhões, com queda de 26% sobre o mesmo período do ano passado. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). As vendas do mês foram lideradas pelo setor de papel e celulose com receitas de US$ 166,6 milhões e incremento de 48,8%, ante março de 2017. No primeiro trimestre, as exportações baianas alcançaram US$ 1,86 bilhão, com crescimento de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento no período deve-se exclusivamente ao aumento dos preços médios em 13,4%, já que o volume embarcado teve redução de 2,7% no período.

11 de abril de 2018, 10:10

ECONOMIA Mega-Sena deverá pagar hoje R$ 22 milhões a quem acertar as seis dezenas

O prêmio principal da Mega-Sena poderá pagar R$ 22 milhões a quem acertar as seis dezenas do concurso 2.030. O sorteio ocorrerá hoje (11), às 20h, no Caminhão da Sorte, que está na cidade mineira de Aimorés.O prêmio principal da Mega-Sena poderá pagar R$ 22 milhões a quem acertar as seis dezenas do concurso 2.030.O sorteio ocorrerá hoje (11), às 20h, no Caminhão da Sorte, que está na cidade mineira de Aimorés.

11 de abril de 2018, 09:56

ECONOMIA Produção industrial sobe 0,2% em fevereiro ante janeiro, revela IBGE

O Estado de São Paulo, maior parque industrial do País, registrou recuo de 0,5% na indústria local na passagem de janeiro para fevereiro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados nesta terça-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Na média nacional, porém, a indústria cresceu 0,2%, com avanços em seis dos 15 locais pesquisados. As principais altas ocorreram no Paraná (3,3%), Região Nordeste (2,6%), Pernambuco (1,3%) e Rio de Janeiro (1,2%). Santa Catarina (0,9%) e Bahia (0,9%) também tiveram taxas positivas. Goiás (0,0%) repetiu o patamar de produção registrado no mês anterior. Já os resultados negativos foram verificados no Pará (-10,9%), Amazonas (-5,9%), Mato Grosso (-4,4%), Minas Gerais (-2,8%), Espírito Santo (-1,1%), Ceará (-0,7%) e Rio Grande do Sul (-0,1%).

Estadão

11 de abril de 2018, 07:25

ECONOMIA ‘Discurso pró-mercado não é suficiente’, diz Paulo Leme

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de ter sido um “processo difícil”, foi positiva para o País, pois a Justiça cumpriu seu papel, na análise do presidente do Goldman Sachs no Brasil, Paulo Leme. Para ele, porém, a detenção não altera as eleições, que continuam incertas. Leme vê o ex-governador Geraldo Alckmin como alguém com capacidade de implementação política e conhecedor dos limites contábeis – “dois upgrades grandes” – e compara a candidatura de Jair Bolsonaro a “um voo a dez mil metros de altitude e duas vezes a velocidade do som” feito com um “bimotor da Segunda Guerra”. A 20 dias de deixar a presidência do Goldman e passá-la para Maria Silvia Bastos Marques (ex-presidente do BNDES e da CSN), Mendes afirmou não descartar propostas no setor público, mas negou participar de campanhas. Disse que continuará trabalhando com economia, sem dar detalhes. Sobre a economia brasileira, afirmou que, apesar da conjuntura política desafiadora, o trabalho de terraplenagem foi feito e há uma boa base para o próximo governo. Leia a entrevista completa no Estadão.

Estadão

10 de abril de 2018, 14:30

ECONOMIA Parcelamento sem juros no cartão de crédito não vai acabar, diz Goldfajn

As compras parceladas sem juros no cartão de crédito não vão acabar. A ideia é ter no mercado alternativas a esse tipo de compra, segundo afirmou hoje (10) o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos, no Senado. “O parcelado sem juros não vai acabar. O que nós gostaríamos é de oferecer produtos alternativos que fossem capazes de reduzir a parcela”, disse. Goldfajn explicou que há custos embutidos nesse tipo de compra parcelada que acabam sendo pagos pelo consumidor. Segundo Goldfajn, a ideia é que ocorram mudanças promovidas pelo mercado.“Se o parcelado sem juros for de fato um produto que a sociedade quer manter, que mantenha”, disse. Goldfajn acrescentou que a diferenciação de preços entre pagamento a prazo e à vista já está acontecendo. “O que se paga à vista não pode ser igual ao que se paga a prazo”, destacou. Autonomia do BC Durante a audiência, Goldfajn também defendeu a autonomia do Banco Central, com a definição de mandatos para presidente e diretores da instituição. “A condução da política monetária [definição da taxa básica de juros, a Selic] tem gozado de autonomia de facto, mas é preciso construir uma autonomia de dure. Ou seja, botar na lei o que já existe na prática”, disse. “Temos que criar instituições que dependam menos de pessoas e mais de regras. Caso seja aprovada por essa casa, a autonomia do Banco Central representará um avanço institucional importante, com ganhos para o país, através da queda do risco pais e da queda da taxa de juros estrutural”, acrescentou. O senador Romero Jucá (MDB-RR) participou hoje de reunião com o diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC, Isaac Sidney, sobre o projeto de autonomia do BC. Segundo Jucá, foi discutida a possibilidade de o governo ampliar o projeto com temas relacionados a criação de cargos e autonomia administrativa. De acordo com o senador, também está sendo analisado se o governo enviará novo projeto com os acréscimos ou se a proposta será votada como está para posteriormente serem feitas outras mudanças. “O Banco Central quer aproveitar para colocar uma ação mais completa. Entendem que é melhor discutir a modelagem toda”, disse o senador. Para Jucá, é possível aprovar o projeto ainda neste ano. Reservas internacionais Na audiência, Goldfajn foi questionado por senadores sobre o volume das reservas internacionais, atualmente em mais de US$ 383 bilhões. Ele avaliou que as reservas funcionam atualmente como “seguro” para momentos de crise externas e mudanças só serão possíveis no futuro, depois de reformas estruturais na economia brasileira. “O momento agora é de sermos cautelosos. Se houver condições de não precisarmos desse seguro, as reservas devem ser usadas para abater dívida”, disse Goldfajn, acrescentando que, no futuro, é importante que as reservas não sejam usadas para gastos e sim para reduzir o tamanho da dívida pública.

Agência Brasil

10 de abril de 2018, 11:01

ECONOMIA Passagens aéreas puxam para baixo inflação de março

Com queda de preços de 15,42%, as passagens aéreas foram o item que teve maior impacto no recuo da taxa de inflação de 0,32%, em fevereiro, para 0,09%, em março deste ano. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda de preços para março era esperada, já que os meses anteriores (janeiro e fevereiro) são de férias escolares e março é mês de volta às aulas, quando a demanda por passagens se reduz. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, foi divulgado hoje (10) pelo IBGE.Com a queda das passagens e o recuo de 0,19% do preço da gasolina, o grupo transportes teve deflação (queda de preços) de 0,25%. Outro grupo de despesa com deflação foi comunicação, com recuo de 0,33%.Por outro lado, o grupo de despesas saúde e cuidados pessoais, teve alta de 0,48%, com o maior impacto na inflação de março. O principal responsável pela alta dos gastos com saúde foi o item plano de saúde (1,06%).O item individual que mais contribuiu para a inflação em março, no entanto, foi o das frutas, que tiveram alta de preços de 5,32%. Os preços dos alimentos como um todo subiram 0,07% no último mês.Os gastos com habitação também tiveram impacto importante na inflação do mês, com taxa de 0,19%, influenciados principalmente pelo aumento do custo com energia elétrica, de 0,67%. A variação de preços pode ser explicada pelos reajustes de 9,09% e de 21,46% nas duas concessionárias de energia do Rio de Janeiro.

Agência Brasil

10 de abril de 2018, 08:14

ECONOMIA Moody’s melhora perspectiva da nota do Brasil

Foto: Reprodução

A agência de classificação de risco Moody’s melhorou a perspectiva de nota de crédito do Brasil de negativa para estável, o que reduz chance de novo rebaixamento do País no curto prazo. O rating do Brasil foi reafirmado em Ba2, dois degraus abaixo do grau de investimento, espécie de selo de bom pagador dos países. A agência deu duas razões principais para a mudança na perspectiva da nota: expectativa de que as reformas fiscais serão aprovadas no próximo governo e crescimento econômico mais forte do que o esperado no curto e médio prazo. “A Moody’s acredita, em resumo, que os riscos negativos para o crescimento e as incertezas relacionadas ao ímpeto para reformas que levaram à atribuição da perspectiva negativa para o rating Ba2 em maio do ano passado, diminuíram”, disse o comunicado da agência.Já sob a gestão de Eduardo Guardia, o Ministério da Fazenda divulgou nota para reafirmar o compromisso com a consolidação fiscal e com a recuperação da atividade econômica. Na condição de ministro interino, Guardia recebeu a única notícia positiva na avaliação da nota de crédito do governo Michel Temer. A posição da Moody’s vai na contramão da decisão tomada pelas agências Standard &Poor’s e Fitch, que rebaixaram a nota do Brasil neste ano.O ministério fez questão de ressaltar que a Moody’s apontou como fator de risco para o Brasil, que o descumprimento do teto de gastos (que trava o aumento das despesas à inflação) poderia levar à reavaliação negativa da nota, além de um cenário político no qual não haja avanços agenda de reformas.“Esse relatório não vai mexer com o mercado”, disse o ex-diretor do Banco Central (BC) Alexandre Schwartsman. O documento da agência delineia um cenário que a dívida pública em 2022 será de 82% do PIB. Para o economista, essa projeção é muito otimista.

Estadão

10 de abril de 2018, 07:49

ECONOMIA Ações da Eletrobrás caem com mudanças no Ministério

As ações da Eletrobrás caíram nessa segunda-feira, 9, pelo segundo dia consecutivo, num sinal de que o mercado desconfia dos rumos do programa de privatização, apesar das afirmações do futuro ministro de Minas e Energia, Wellington Moreira Franco, de que nada mudará. A saída do ex-secretário executivo da pasta Paulo Pedrosa, um nome da preferência do setor, ocorrida na sexta-feira, 6, ainda alimenta temores sobre o rumo das políticas da pasta. Eles foram reforçados nessa segunda-feira pelo pedido de demissão do presidente da Empresa de Planejamento Energético (EPE), Luiz Barroso.No esforço de mostrar que haverá continuidade, Moreira Franco disse ao Estado que escolheu Márcio Félix, atual secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, para ser seu secretário executivo. Ele integrava a equipe do ex-ministro Fernando Coelho Filho e tem uma atuação bem avaliada pelo setor.A informação, dada no início da tarde, não evitou que as ações da estatal terminassem o dia em queda. Os papéis com direito a voto tiveram redução de 9,56%, para R$ 18,36, enquanto as ações preferenciais perderam 6,74%, para R$ 22,01. Na última sexta-feira, as ações ordinárias já tinham tido queda de 9,17% e as preferenciais, de R$ 8,17%. Segundo analistas, há preocupação com as dificuldades que o governo vem enfrentando no processo.As regras para a privatização ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional, onde até a base governista reluta em discutir o assunto. Além disso, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler levantou dúvidas quanto à constitucionalidade da operação. Já o projeto de lei sobre a reforma no marco regulatório, que também contém temas que dão suporte à privatização, sequer saiu da Casa Civil.Executivos do setor elétrico estão preocupados com o futuro da agenda setorial. O receio é que, com baixas de nomes técnicos, seja formado um time “mais político”. Um executivo que pediu anonimato se disse frustrado pelo fato de não ter sido adotada, no Minas e Energia, a sucessão por técnicos da pasta como ocorreu, por exemplo, na Fazenda e no Planejamento, onde os secretários executivos assumiram o comando dos ministérios.Para se contrapor a essas avaliações, Moreira Franco disse nessa segunda-feira que a privatização da Eletrobrás foi viabilizada pela atuação do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que ele comanda. O PPI coordena as privatizações e concessões do governo de Michel Temer. A dúvida do mercado é se, mesmo com essas credenciais, ele comprará brigas políticas para seguir com o programa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão

10 de abril de 2018, 07:34

ECONOMIA ‘Caixa terá nova taxa de juros no crédito imobiliário’, diz Nelson de Souza

A Caixa Econômica Federal vai reduzir ainda neste mês os juros do crédito imobiliário que utiliza recursos da caderneta de poupança. O corte, no entanto, não levará o banco a oferecer, novamente, as taxas mais baixas do mercado. “Não podemos botar banca se não tivermos condição”, disse Nelson Antônio de Souza, novo presidente da instituição financeira, em sua primeira entrevista desde que assumiu o comando do banco há uma semana no lugar de Gilberto Occhi, que foi deslocado para o Ministério da Saúde. O movimento da Caixa de cortar os juros para o financiamento da casa própria vem com atraso em relação aos concorrentes privados que começaram a reduzir as taxas à medida em que o Banco Central cortou a Selic, taxa básica de juros da economia. Entre os maiores bancos do País, a Caixa é o único que ainda cobra juros de dois dígitos no crédito imobiliário. A redução já estava em estudo na gestão de Occhi, mas foi impulsionada com a recente decisão do BC de diminuir os depósitos compulsórios – dinheiro que os bancos são obrigados a deixar parado no Banco Central, sem poder usar para novos empréstimos, por exemplo. Leia a seguir trechos da entrevista concedida ao Estadão / Broadcast durante o Summit Imobiliário Brasil 2018, evento promovido pelo Grupo Estado.

Estadão

9 de abril de 2018, 17:51

ECONOMIA Com incertezas no cenário local, dólar atinge máxima do ano e chega a R$ 3,40

Foto: Epitácio Pessoa/Estadão

Dólar está cotado acima de R$ 3,40

A Bolsa renovou a pontuação mínima nos últimos minutos e opera abaixo do patamar dos 84 mil pontos. A principal pressão negativa vem do setor financeiro: todas as blue chips, como são conhecidas as ações de empresas de grande porte, dos bancos estão em queda firme. Segundo agentes do mercado, o investidor é sensibilizado hoje pela persistente incerteza político-eleitoral e pelo sentimento de que a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não encerrou o temor de o futuro presidente do Brasil descontinuar as reformas econômicas. Por volta das 14h, o dólar renovava a máxima do ano, cotado acima de R$ 3,40. O movimento dá continuidade à maior desvalorização do real frente à moeda americana desde maio de 2017. Também contribui para a valorização da moeda americana ante o real o comportamento da divisa perante algumas emergentes, como os pares do Brasil no Brics (Rússia e África do Sul). A Bovespa renovou mínimas por volta das 11h30, na contramão das bolsas de Nova York. Segundo um operador de renda variável, os investidores estrangeiros ingressaram no mercado acionário local a partir das 10h30 executando ordens pontuais de venda de ações brasileiras por causa da incerteza eleitoral. Às 14h36, o Ibovespa caía 1,60% aos 83.466,20 pontos. Além de o mercado financeiro não identificar um candidato pró-mercado forte, na quarta-feira o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello deve levar ao plenário da Corte o pedido de liminar do Partido Ecológico Nacional (PEN) contra a prisão após condenação em segunda instância, que pode beneficiar o petista e diversos réus da Lava Jato que estão cumprindo pena nessa condição. “Com a possível saída de Lula do quadro eleitoral hoje, o mercado olha quem iria para o segundo turno das eleições e vê Jair Bolsonaro e Marina Silva, e nenhum dos dois são ‘queridinhos do mercado'”, avalia o diretor da Correparti Jefferson Rugik diz que “há novas compras defensivas em função da indefinição sobre a nossa corrida eleitoral”. Às 14h36, o Ibovespa caía 1,60% aos 83.466,20 pontos. Dow Jones subia 1,58%. S&P 500 avançava 1,66% e o Nasdaq, +2,05%. O dólar à vista subia 1,15%, aos R$ 3,4016. Ante o rublo russo, o dólar subia 3,74%. O DI para janeiro de 2021 exibia 8,14% ante 8,092% no ajuste de sexta-feira.

Estadão Conteúdo

9 de abril de 2018, 09:37

ECONOMIA Câmbio para fim de 2018 segue em R$ 3,30, aponta Focus

O relatório de mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 9, pelo Banco Central, não mostrou alteração no cenário para a moeda norte-americana em 2018. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 3,30, igual ao verificado há um mês. Já o câmbio médio no ano seguiu em R$ 3,29, ante R$ 3,28 de um mês atrás. Para 2019, a projeção dos economistas do mercado financeiro para o câmbio no fim do ano foi de R$ 3,40 para R$ 3,39, ante os mesmos R$ 3,39 de quatro pesquisas atrás. Já a expectativa para o câmbio médio no próximo ano continuou em R$ 3,35, ante R$ 3,34 de um mês atrás.

Estadão

6 de abril de 2018, 18:26

ECONOMIA Dólar encosta em R$ 3,37 e volta a fechar no maior valor em 11 meses

Em um dia marcado por instabilidades políticas no Brasil e pelo acirramento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, a moeda norte-americana voltou a subir e fechou no maior nível em 11 meses. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (6) vendido a R$ 3,368, com alta de R$ 0,026 (0,78%), no valor mais alto desde 18 de maio do ano passado (R$ 3,389).A divisa operou em alta durante toda a sessão, fechando a semana com valorização de 2,1%. No mercado de ações, o dia também foi de instabilidade. Depois de subir mais de 1% ontem, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a sexta-feira com queda de 0,46%, aos 84.420 pontos. O Ibovespa encerrou a semana com queda de 0,64%.No plano doméstico, o dia foi de tensões por causa do prazo para o cumprimento da ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decretada ontem (5) pelo juiz Sergio Moro. O prazo dado pelo magistrado para ele entregar-se à Polícia Federal acabou às 17h, sem que o ex-presidente tenha se apresentado.No exterior, a escalada dos conflitos comerciais entre Estados Unidos e China também influenciou o mercado. Ontem (5), o governo do presidente Donald Trump anunciou a intenção de sobretaxar mercadorias chinesas em US$ 100 bilhões, valor que se somaria à imposição de tarifas de US$ 50 bilhões anunciadas no início da semana. O Ministério do Comércio da China informou que o país asiático continuará empenhado em defender seus interesses e poderá impor retaliações adicionais aos bens norte-americanos

Agência Brasil

6 de abril de 2018, 17:38

ECONOMIA Apreensão com prisão de Lula eleva retorno de títulos do Tesouro Direto

Foto: Fábio Motta/Estadão

Apreensão com prisão de Lula eleva retorno de títulos do Tesouro Direto

A apreensão do mercado quanto à iminência da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aliada ao mau humor no cenário internacional – diante de um novo capítulo da guerra comercial entre Estados Unidos e China –, derrubou os preços e elevou a rentabilidade dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto em relação às taxas de retorno ofertadas nesta quinta-feira. Com isso, especialistas explicam que trata-se de uma boa hora para comprar esses investimentos – e, por outro lado, um dia ruim para resgatá-los. Títulos públicos são ativos de renda fixa emitidos pelo Tesouro Nacional para financiar a dívida pública do País. Há diferentes tipos de título: os prefixados, os atrelados à inflação e os atrelados à taxa Selic. Ao comprar um título público, é como se o investidor estivesse emprestando dinheiro ao governo – e recebendo juros por isso. Com a tensão dos mercados, porém, esses juros aumentaram nesta sexta-feira. Entre os títulos prefixados – nos quais o investidor já sabe de antemão quanto irá receber de juros –, o Tesouro Prefixado 2029, com juros semestrais, era negociado na tarde desta sexta-feira a 9,81% ao ano, ante 9,57% na quinta-feira. Já o Tesouro Prefixado 2025 exibia retorno de 9,55%, ante 9,35% na véspera. Já o papel com vencimento em 2021 apresentava rentabilidade de 8,02%, levemente acima da taxa de 8% exibida na quinta-feira. Entre os títulos indexados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2024 oferecia taxa retorno de 4,51% ao ano, ante 4,46% na quinta-feira. O Tesouro IPCA+ 2026, com juros semestrais, exibia juros de de 4,67%, acima dos 4,58% da véspera. Já o Tesouro IPCA+ 2035, com juros semestrais, era negociado a 5,11%, ante taxa de 5,04% na quinta-feira. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo