11 de janeiro de 2018, 12:15

ECONOMIA Safra de 2018 pode ser segunda melhor da história, diz IBGE

A safra de 2018 não deve alcançar o volume recorde atingido em 2017 mas, se confirmada a estimativa de uma produção agrícola de 224,3 milhões de grãos este ano, o resultado será o segundo melhor da história, ressaltou Carlos Alfredo Guedes, analista da Coordenação de Agropecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 11. “Acho difícil chegar nos patamares de 2017, mas a gente já mostra melhoria das condições climáticas. Neste ano, a gente já teve atraso no plantio da soja e que pode ter um atraso no plantio de milho de segunda safra, ai já pega um período mais seco”, lembrou Guedes. O terceiro Prognóstico da Produção Agrícola prevê um volume 6,8% menor que o total obtido na safra colhida em 2017. O declínio é puxado por reduções na produção de milho (-15,0 milhões de toneladas) e de soja (-2,7 milhões de toneladas). Mas a safra de 112,3 milhões de toneladas esperada para a soja também seria a segunda maior já colhida no País. “A safra de soja seria a segunda melhor da história, a safra total também. A safra de soja já está bem próxima do patamar de 2017”, ressaltou o pesquisador do IBGE.

Estadão Conteúdo

11 de janeiro de 2018, 10:59

ECONOMIA Bahia cresce 3,5% em produção industrial

Foto: Amanda Oliveira/GovBA

Produção industrial teve maior crescimento no Espírito Santo (5,8%) e na Bahia (3,5%)

O crescimento de 0,2% da produção industrial de outubro para novembro reflete resultados positivos em oito dos 14 locais pesquisados, na série com ajuste sazonal. Os números da produção industrial de novembro foram divulgados hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Eles indicam que os avanços mais acentuados ocorreram no Espírito Santo, com expansão de 5,8%, resultado 5,6% maior que a média nacional. Esta é a segunda expansão consecutiva no estado e com ela o acumulado nesse dois meses teve um ganho de 7%. O segundo maior resultado positivo deu-se na Bahia, que cresceu 3,5%, eliminando parte da perda de 8% acumulada em setembro e outubro; seguido de Pernambuco (2,6%), após dois meses de queda; e Minas Gerais que, com alta de 2,4%, recuperou parte da redução de 3,4% acumulada entre julho e outubro de 2017. O Rio Grande do Sul, com alta de 1,4%, Pará (1,1%), São Paulo (0,7%) e Região Nordeste (0,2%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em novembro, sendo que os três primeiros fecharam com resultados maiores que a média nacional. Já entre as seis regiões com queda na produção, os resultados negativos mais intensos em novembro foram anotados no Amazonas (recuo de 3,7%) e Rio de Janeiro, que, ao cair 2,9%, eliminou parte da expansão de 13,3% acumulada entre agosto e outubro. O Ceará fechou com redução de 2,3%. As demais taxas negativas foram no Paraná (-0,9%), Goiás (-0,6%) e Santa Catarina (-0,1%).

11 de janeiro de 2018, 10:28

ECONOMIA Previsão de déficit do Governo Central em 2018 cai a R$ 153,944 bi, mostra Prisma

Os analistas de mercado ouvidos pelo Ministério da Fazenda acreditam que o Governo Central entregará um déficit primário melhor do que as metas estabelecidas para 2018 e 2019. De acordo com o boletim Prisma Fiscal de janeiro, divulgado nesta quinta-feira, 11, pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta, a mediana das previsões para este ano passou de um rombo de R$ 155 bilhões, previsto em dezembro, para um déficit de R$ 153,944 bilhões. A meta de 2018 permite um déficit de R$ 159 bilhões. Para 2019, os analistas projetaram um resultado negativo de R$ 120,96 bilhões, ante previsão anterior de -R$ 125,513 bilhões. A meta de 2019 é de déficit de R$ 139 bilhões. O Prisma deste mês revisou para baixo as previsões do mercado para a arrecadação das receitas federais em 2018, com a estimativa retornando de R$ 1,450 trilhão para R$ 1,446 trilhão. Já para 2019, a projeção para a arrecadação foi mantida em R$ 1 556 trilhão. A estimativa para a receita líquida do Governo Central neste ano passou de R$ 1,214 trilhão para R$ 1,217 trilhão, enquanto para o próximo ano subiu de R$ 1,306 trilhão para R$ 1,311 trilhão. Já pelo lado do gasto, a projeção de despesas totais do Governo Central este ano subiu de R$ 1,365 trilhão para R$ 1,367 trilhão. Para 2019, a estimativa passou de R$ 1,424 trilhão para R$ 1,425 trilhão. A mediana das projeções dos analistas do Prisma para a Dívida Bruta do Governo Geral ao fim de 2018 passou de 77,21% do PIB para 76% do PIB. Para 2019, a estimativa, que estava em 79,46% do PIB, caiu para 78,39% do PIB no relatório desta quinta. O Prisma também atualizou as projeções fiscais para este e os próximos dois meses. Para janeiro, a previsão de superávit passou de R$ 15,927 bilhões para R$ 16,911 bilhões. Para fevereiro, a estimativa de déficit primário passou de R$ 21 412 bilhões para R$ 21,320 bilhões. A projeção para o mês de março é de déficit de R$ 9,836 bilhões ante previsão anterior de R$ 9,215 bilhões.

Estadão Conteúdo

11 de janeiro de 2018, 09:41

ECONOMIA Petrobras anuncia alta de 1,40% na gasolina e elevação de 0,70% no diesel

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 11, um novo reajuste para os combustíveis, com aumento de 1,40% no preço da gasolina nas refinarias e alta de 0,70% no do diesel. Os novos valores valem a partir desta sexta-feira, dia 12 de janeiro. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho de 2017. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Estadão Conteúdo

11 de janeiro de 2018, 08:19

ECONOMIA Aposentados e pensionistas que ganham mais que o mínimo terão reajuste de 2,07%

Os aposentados e os pensionistas que recebem mais de um salário mínimo terão reajuste de 2,07%, informou hoje (10) à noite o Ministério da Fazenda. De acordo com a pasta, a portaria com o aumento será publicada amanhã (11) no Diário Oficial da União. O reajuste equivale à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2017, anunciado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice, que mede a variação de preços para famílias que ganham de um a cinco salários mínimos, registrou variação menor que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano passado em 2,95%. Com o reajuste, o teto das aposentadorias e pensões da Previdência Social sobe de R$ 5.531,31 para R$ 5.645,80. Quem recebe benefícios que equivalem ao salário mínimo, que passou de R$ 937 para R$ 954, terá reajuste menor, de 1,81%. A portaria também reajustou as faixas de contribuição dos trabalhadores para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A contribuição de 8% passa a valer para quem recebe até R$ 1.693,72. Quem ganha entre R$ 1.693,73 e R$ 2.822,90 pagará 9% e quem recebe de R$ 2.822,91 até o teto contribuirá com 11% do salário. Como o recolhimento se dará sobre o salário de janeiro, as novas faixas só entrarão em vigor em fevereiro. As faixas do salário-família também sofreram reajuste. A cota de R$ 45 valerá para os segurados que ganham até R$ 877,67. Para quem recebe entre R$ 877,68 e R$ 1.319,18, a cota corresponderá a R$ 31,71.

Agência Brasil

11 de janeiro de 2018, 08:06

ECONOMIA Índice que reajusta aluguel tem inflação de 0,75% na prévia de janeiro

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, registrou taxa de inflação de 0,75% na primeira prévia de janeiro deste ano. A taxa é ligeiramente mais alta do que a anotada na primeira prévia de dezembro (0,73%), segundo dados divulgados hoje (11), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 12 meses, o IGP-M acumula deflação (queda de preços) de 0,41%. A alta da taxa foi influenciada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, cuja inflação subiu de 0,96% em dezembro para 1,03% em janeiro. O Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, manteve a mesma taxa de inflação nos dois períodos: 0,30%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção caiu de 0,30% na prévia de dezembro para 0,14% na prévia de janeiro. A primeira prévia de janeiro do IGP-M foi calculada com base em preços coletados entre os dias 21 e 31 de dezembro de 2017.

Agência Brasil

11 de janeiro de 2018, 06:47

ECONOMIA Fazenda é contra FGTS na capitalização da Caixa

O Ministério da Fazenda é contrário à operação de capitalização da Caixa com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo um integrante da equipe econômica, a operação com o FGTS é complexa e não deve ser aprovada pelo Conselho Curador do Fundo, órgão formado por 12 integrantes do governo, 6 representantes de confederações patronais e outros 6 de centrais sindicais. Nesta quarta-feira, 10, o Ministério do Trabalho informou que o conselho só deve se reunir em fevereiro. O mais provável é que a reunião aconteça depois da avaliação da operação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que retorna do recesso no mês que vem. Um dos inúmeros entraves apontados pela Fazenda é a dificuldade de definir a taxa de referência que o banco pagaria no empréstimo com os recursos do FGTS. Não há operação similar no mercado. Pela lei, aprovada depois de uma articulação relâmpago de lideranças do governo, o FGTS adquire R$ 15 bilhões em bônus perpétuo (sem prazo de vencimento) da Caixa e, em troca, recebe uma rentabilidade maior. O governo está dividido. A ala política defende o empréstimo e tinha a expectativa de aprovação pelo conselho curador do FGTS ainda esta semana. A área econômica avalia como equivocado o argumento de que o banco terá de reduzir a oferta de crédito se não for feita a capitalização. O ritmo de crescimento da carteira é que teria de ser revisto. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, outras alternativas para a abertura de espaço no capital no banco estão sendo discutidas. A venda de carteiras de empréstimos que não são o foco do banco está no radar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

10 de janeiro de 2018, 20:40

ECONOMIA Confira o resultado do sorteio da Mega-Sena desta quarta-feira; prêmio acumulou

O concurso nº 2.003 da Mega-Sena, sorteado nesta quarta-feira (10), não teve ganhadores para a premiação principal, que pagaria R$ 8,5 milhões ao acertador das seis dezenas. Com isso, o prêmio fica acumulado para o sorteio do próximo sábado. O sorteio foi realizado na noite de hoje na cidade de Pomerode (SC).Confira as dezenas sorteadas: 28 – 34 – 40 – 43 – 50 – 51. A quina teve 16 apostas ganhadoras, e cada uma vai levar o prêmio de R$ 109.937,90. Já a quadra teve 1.865 apostas ganhadoras, cada uma delas premiada com R$ 1.347,38.O prêmio previsto para o próximo sorteio, que será realizado no sábado (13), é de R$ 12 milhões.A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília), do dia do concurso, nas mais de 13 mil casas lotéricas do país.O prêmio previsto para o próximo sorteio, que será realizado no sábado (11), é de R$ 24 milhões.

Agência Brasil

10 de janeiro de 2018, 17:50

ECONOMIA Presidente do BC nega atraso no ritmo de corte de juros

Foto: Agência Brasil

Presidente do órgão, Ilan Goldfajn

O Banco Central (BC) não atrasou os cortes de juros mesmo com a queda da inflação, disse hoje (10) o presidente do órgão, Ilan Goldfajn. Segundo ele, foi justamente a cautela no ritmo de redução da taxa Selic (juros básicos da economia) que ajudou a segurar a inflação em 2017 ao influenciar as expectativas dos agentes econômicos e derrubar os preços dos serviços, que resistiam em cair em anos anteriores.“Há uma crítica de que, se a inflação ficou baixa, [o BC] poderia reduzir o juro mais cedo. Nossa visão é outra. Nossa atuação no começo [do ciclo de corte de juros] é que propiciou a inflação mais baixa. Estou falando de expectativas, isso reduziu preços de serviços. Nossa visão não é que houve atraso, mas aquilo é que permitiu a inflação ficar baixa”, disse Goldfajn em entrevista coletiva para explicar por que a inflação oficial em 2017 ficou abaixo do piso da meta.No ano passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 2,95%, inferior ao valor mínimo de 3% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em 2015, o CMN tinha fixado a meta de inflação para 2017 em 4,5%, com 1,5 ponto percentual de tolerância, o que permitiria o índice ficar entre 3% e 6%.A inflação começou a cair no segundo semestre de 2016, atingindo 2,46% no acumulado de 12 meses em agosto de 2017, o menor nível da história. A partir de setembro, o IPCA voltou a subir lentamente até encerrar o ano passado em 2,95%. Paralelamente, o BC começou a cortar a Selic, que passou de 14,25% ao ano em outubro de 2016 para 7% ao ano no mês passado, no menor nível da história. Os juros básicos são o principal instrumento de controle da inflação pela autoridade monetária e só são reduzidos se a autoridade monetária tiver segurança de que o barateamento do crédito não vai gerar aumentos de preços.

Estadão

10 de janeiro de 2018, 17:30

ECONOMIA Em reunião, Temer comemora inflação abaixo do piso

Foto: Estadão

Acho que isso merece uma comemoração', disse Temer sobre o resultado da inflação em 2017

Em discurso de abertura de uma reunião com a equipe econômica, o presidente Michel Temer exaltou o resultado da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e disse que o fato “extraordinário” é fruto do trabalho de seu governo. “Inflação baixa, só para reprisar o que muitos têm dito vai significar mais empregos, mais comida na mesa, mais poupança, ou quando a pessoa vai para o supermercado vê preço estável”, disse. “Nesta espécie de comemoração, nós resolvemos comemorar o presente e comemorar o que vamos fazer no futuro. Ou seja, ancorados naquilo que já fizemos no passado temos de continuar a fazer para manter inflação baixa, reduzir os juros, tal como tem sido reduzidos, e, em consequência, para gerar empregos e fazer com que brasileiro possa comer melhor, viver melhor, possa morar melhor”, completou. Nesta quarta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA fechou 2017 com alta de 2 95%, a menor taxa anual desde 1998 (1,65%) e pela primeira vez desde 1999 abaixo da meta de inflação. “Acho que isso merece uma comemoração e fiz questão de chamar para comemorar com o ministro da Fazenda, do Planejamento, do Banco Central, da Articulação Política, da Secretária de Governo e Casa Civil, que são ministérios que mais se envolveram nessa questão”, disse. A reunião é fechada para a imprensa, mas a assessoria de imprensa do Planalto divulgou a fala inicial do presidente. Participam do encontro o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles; o ministro interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago; o ministro interino da Casa Civil, Gustavo Rocha; e os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Carlos Marun (Secretaria de Governo). Temer disse que era preciso destacar as vantagens da inflação abaixo da meta e que “naturalmente faz produzir mais consumo e mais produção de emprego”. “Inflação de 2,95%, abaixo do piso, eu repito, é coisa que há muitíssimos anos não se vê.”

Estadão Conteúdo

10 de janeiro de 2018, 16:51

ECONOMIA Em carta, presidente do BC diz que alimentos puxaram inflação para baixo

Foto: André Dusek/Estadão

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, apontou nesta quarta-feira, 10, em carta aberta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que a inflação medida pelo IPCA situou-se “ligeiramente” abaixo do limite inferior de tolerância da meta, “em razão da declaração dos preços dos alimentos no domicílio”. Na carta, Goldfajn chamou a atenção para o fato de este subgrupo ter acumulado, em 12 meses, 16,79% em agosto de 2016, 9,36% no encerramento de 2016 e -4,85% no fim de 2017. “A queda de 14,21 p.p. entre o fim de 2016 e o de 2017 na inflação do subgrupo alimentação no domicílio contribuiu com 2,39 p.p. para a queda da inflação medida pelo IPCA, de 6,29% em 2016 para 2,95% em 2017”, escreveu. Segundo ele, se for excluído do IPCA o subgrupo alimentação no domicílio, “fazendo posteriormente a reponderação do índice, a inflação passaria de 5,68% em 2016 para 4,54% em 2017, valor muito próximo à meta de inflação para esse ano”. A carta aberta divulgada nesta quarta-feira traz as justificativas do Banco Central para o fato de a inflação oficial de 2017, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE, ter ficado abaixo de 3,0%, em 2,95%. O centro da meta de inflação perseguida pelo BC em 2017 era de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%). Safra recorde. Goldfajn pontuou ainda que o comportamento dos preços dos alimentos refletiu, preponderantemente, as condições de oferta, “que permitiram níveis recorde de produção agrícola”. Ele lembrou que a produção agrícola de grãos foi recorde para a safra 2016/2017, “com crescimento em torno de 27% sobre a safra anterior de 2015/2016”. “A excepcionalidade do comportamento dos preços de alimentação no domicílio fica evidente quando observamos que a variação acumulada em doze meses representou a maior deflação da série histórica, que começa em 1989, e a primeira desde 2006”, acrescentou. “No mesmo sentido, entre 2005 e 2016, período com meta para inflação de 4,5%, a inflação anual média do IPCA situou-se em 5,63%, enquanto a do subgrupo alimentação no domicílio esteve em 7,24%”. Para Goldfajn, considerando o comportamento excepcional dos alimentos, decorrente de choques fora do alcance da política monetária, o BC “seguiu os bons princípios no gerenciamento de política monetária e não reagiu ao impacto primário o choque”. De acordo com o presidente do BC, “não cabe inflacionar os preços da economia sobre os quais a política monetária tem mais controle para compensar choques nos preços dos alimentos”. “A política monetária deve combater o impacto dos choques nos outros preços da economia (os chamados efeitos secundários) de modo a buscar a convergência da inflação para a meta”, acrescentou Goldfajn. Pelas regras do regime de metas, sempre que a inflação fugir do intervalo estabelecido, o presidente do BC precisa enviar uma carta aberta ao ministro da Fazenda – que é, tecnicamente, o presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN), responsável pelo estabelecimento das metas. No passado, o descumprimento havia ocorrido nos anos de 2001, 2002, 2003 e 2015. Em todos estes casos a inflação havia ficado acima do teto do intervalo da meta. Em 2017, porém, o problema foi uma inflação muito baixa, inferior ao piso.

Estadão Conteúdo

10 de janeiro de 2018, 16:51

ECONOMIA Inflação baixa contribui para aumento do rendimento da poupança

A inflação oficial de 2017, divulgada hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ficou em 2,95%, menor taxa desde 1998, contribuiu para o ganho da caderneta de poupança. De acordo com o Banco Central, o rendimento nominal da poupança acumulado no ano passado atingiu 6,8%. O ganho real da poupança, descontada a inflação, ficou em 3,9%, o maior desde 2006, segundo o economista Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “Isso ajudou bastante o consumidor de modo geral, especialmente o de baixa renda. E para aquele que aplica seus poucos recursos na poupança, o ano de 2017 foi favorável. Gerou um ganho real de 3,9%”. Segundo Bentes, é improvável que o resultado dos rendimentos da poupança se repita este ano e a aplicação deve fechar 2018 com ganho real entre 2% e 2,5%.

Agência Brasil

10 de janeiro de 2018, 16:15

ECONOMIA Venezuela acerta com o Brasil dívida de US$ 262,5 milhões vencida em setembro

O Ministério da Fazenda informou hoje (10) que o Banco Central da Venezuela (BCV) pagou ao Brasil, no dia 5 deste mês, o saldo devedor referente ao segundo quadrimestre de 2017, no âmbito do Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR). A dívida, de US$ 262,5 milhões, estava vencida desde setembro de 2017. O valor é referente a débitos da Venezuela com empresas brasileiras, garantidos pelo Tesouro Nacional e já pagos às empresas. Com o pagamento, a Venezuela evitou a formalização de um calote. “O recebimento foi possível devido a uma iniciativa conjunta da Secretaria da Assuntos Internacionais, do Banco Central do Brasil e dos bancos financiadores”, diz nota divulgada pelo Ministério da Fazenda. A transação foi feita por meio do Fundo Monetário Internacional (FMI), pois a Venezuela alegou problemas operacionais para quitar a dívida em dólares norte-americanos. O Ministério da Fazenda informou que, após receber o montante, o Banco Central do Brasil transferiu os valores devidos para as instituições financeiras autorizadas com operações de exportações registradas no referente quadrimestre, encerrando as obrigações brasileiras no processo. A nota também informa que os compromissos da Venezuela com o Brasil junto ao CCR, previstos para este mês, no valor de US$ 274,6 milhões, ainda não foram honrados. “O governo brasileiro adotará as medidas para buscar regularização dos pagamentos”, informa a nota.

Agência Brasil

10 de janeiro de 2018, 15:00

ECONOMIA Consumo aparente de bens industriais cresceu 1,9% em novembro, diz Ipea

O consumo aparente de bens industriais no País aumentou 1,9% na passagem de outubro para novembro de 2017, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Indicador Ipea de Consumo Aparente (CA) de Bens Industriais cresceu ainda 10,1% em relação a novembro de 2016. Na comparação entre o trimestre encerrado em novembro de 2017 e o trimestre terminado em agosto, o indicador registrou uma alta de 2%. O consumo aparente é calculado através da soma da produção industrial doméstica com as importações, excluídas as exportações de bens industriais. Entre os componentes do consumo aparente, as importações de bens industriais sofreram uma queda de 2,% em novembro ante outubro, a segunda retração consecutiva. A produção doméstica, já descontadas as exportações, avançou 2,8%. A demanda por bens da indústria extrativa mineral cresceu 4,1% em novembro ante o mês anterior, enquanto a demanda por bens da indústria de transformação avançou 1,9%. Houve crescimento em 12 dos 22 segmentos da indústria, entre eles metalurgia (7,8%) e farmoquímicos (4,7%). Em relação a novembro de 2016, os principais destaques foram o consumo aparente de veículos automotivos (alta de 16%) e outros equipamentos de transporte (334%).

Estadão Conteudo

10 de janeiro de 2018, 14:15

ECONOMIA Programa de renegociação de dívidas rurais é publicado no DOU

A lei que institui o Programa de Regularização Tributária Rural – que permite a renegociação das dívidas de produtores rurais – foi publicada hoje (10), no Diário Oficial da União (DOU). A lei foi sancionada ontem (9) pelo presidente Michel Temer, que vetou 24 dispositivos do texto enviado pelo Congresso Nacional. Dentre os vetos está o aumento de 25% para 100% de desconto das multas e encargos sobre os débitos acumulados com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). O presidente argumentou que este e outros vetos se deram porque trechos do projeto de lei (PL) estavam em desacordo com o ajuste fiscal proposto pelo governo. O texto integral da nova lei, com as regras para a renegociação, está disponível na página do DOU. A adesão ao programa de renegociação deverá ser requerida até 28 de fevereiro e poderão ser quitados os débitos vencidos até 30 de agosto de 2017.

Agência Brasil