6 de junho de 2018, 19:25

ECONOMIA Dólar fecha a R$ 3,83, maior valor em mais de dois anos

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Após encostar nos R$ 3,85 pela manhã, o dólar terminou o pregão desta quarta-feira, 06, a R$ 3,8377

Após encostar nos R$ 3,85 pela manhã, o dólar terminou o pregão desta quarta-feira, 06, em alta de 0,72% no segmento à vista, a R$ 3,8377, maior cotação desde 2 de março de 2016 (R$ 3,8909), na época pré-impeachment da então presidente Dilma Rousseff. O ambiente de elevada incerteza com o rumo da economia brasileira e as eleições presidenciais fez o real se descolar de seus pares internacionais e a moeda americana renovar o pico do ano nesta quarta-feira. O aumento da aversão ao risco doméstico levou ainda o Ibovespa a encerrar em queda de 0,68%, aos 76.117,22 pontos, apesar dos ganhos dos índices acionários em Nova York. Para Durval Corrêa, operador da corretora Multimoney, sem uma atuação mais firme do BC, o dólar não deve mostrar arrefecimento. O fato de a moeda seguir em alta mesmo após sucessivos leilões de swap, incluindo os dois extras de ontem, sinaliza que a intervenção no câmbio por esse instrumento pode ter chegado a um ponto de saturação. “A grande maioria do mercado já fez hedge”, disse ele. Com isso, abre-se espaço para a especulação, com os agentes forçando as cotações para ver quando e como o BC vai agir. Nesta quarta, a consultoria Capital Economics divulgou relatório em que avalia que a política vai ditar cada vez mais o ritmo das cotações do dólar no Brasil. “O destino do real repousa agora nos desenvolvimentos políticos”, afirma o economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics, Neil Shearing. “Se as eleições de outubro entregarem um governo que não esteja disposto ou não possa lidar com as vulnerabilidades fiscais do Brasil, o real poderia ir para além de R$ 4,00”. “A taxa de câmbio é um preço extremamente sensível a esse processo de revisão do risco Brasil e deve ter sua trajetória de alta reforçada a cada pesquisa eleitoral que indique que candidatos pró-mercado continuam patinando na disputa presidencial”, destaca em relatório o economista-chefe da Spinelli, Pedro Paulo Silveira. A disparada do dólar fez crescer desde ontem nas mesas de operação as discussões sobre a volta da alta de juros no Brasil, pois a moeda pode pressionar a inflação. “Os mercados estão começando a precificar o início do ciclo de aperto já na reunião de junho”, avalia o banco de investimento norte-americano Brown Brothers Harriman & Co. (BBH).

Estadão Conteúdo

6 de junho de 2018, 17:45

ECONOMIA Importadora pede ao STF subsídio de R$ 0,30 no preço do diesel

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Importadora requer ainda que, caso não seja possível aplicar o subsídio, seja afastado o da Petrobrás

A Brasil China Importadora e Distribuidora entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal solicitando que seja concedida liminar (decisão provisória) para garantir subsídio de R$ 0,30 por litro de óleo diesel comercializado a partir do dia 30 de maio. O objetivo, de acordo com a empresa, é igualar as condições de concorrência das importadoras com a Petrobrás. A importadora requer ainda que, caso não seja possível aplicar o subsídio, seja afastado o da Petrobrás, “impedindo-a de obter compensação do governo federal por vender abaixo do preço de mercado”. A empresa concorre diretamente com a estatal na venda de combustíveis no País. O documento foi encaminhado ao ministro Marco Aurélio Mello, que foi sorteado relator do caso. “A medida a ser adotada, neste caso, para igualar a Petrobrás aos demais participantes do mercado de combustíveis é, portanto, garantir o acesso ao subsídio de 30 centavos para os importadores, como a impetrante, já a partir do dia 30 de maio, quando foi promulgada a Medida Provisória 838/2018, de forma a colocar todos os participantes do mercado em igualdade de condições”. Os sucessivos aumentos do diesel desde o ano passado foram o motivo da paralisação dos caminhoneiros por 11 dias, o que gerou desabastecimento de mercadorias, alimentos e energia. Após três dias do início da paralisação a Petrobrás anunciou uma redução de 10% nos preços do óleo diesel na refinaria e um congelamento desses preços por 15 dias. Numa tentativa de evitar que a greve dos caminhoneiros entrasse em sua segunda semana, o governo cedeu ainda mais às reivindicações dos motoristas e aumentou o subsídio ao preço do diesel, em uma conta que alcança R$ 13,5 bilhões aos cofres públicos. Em pronunciamento na TV, o presidente Michel Temer anunciou a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias – valor próximo do pedido que citava valores entre R$ 0,40 e R$ 0,60. De acordo com o presidente, a partir daí, o diesel terá apenas reajustes mensais, decisão que visa a dar “previsibilidade” aos motoristas. “É evidente que referido desconto foi concedido à revelia da Diretoria da Petrobrás, através de manifesta ingerência política do governo federal, acionista majoritário, na política interna da estatal”, diz a empresa. Na avaliação da importadora, o subsídio “foi disfarçadamente concedido de forma a beneficiar apenas a Petrobrás”, o que colocou outras importadoras “em franca desvantagem, sendo, portanto, ilegal e inconstitucional”. “A impetrante, portanto, vem sendo forçada a competir com empresa estatal que goza de subsídio exclusivo pago pelos cofres públicos e que não lhe é igualmente aplicável, em clara violação à ordem econômica, tudo em decorrência de ato coator praticado pelos impetrados”. A importadora contesta ainda que a estatal será integralmente ressarcida, o que criará “uma condição de concorrência muito mais favorável à estatal”. A empresa também critica o fato de que a Petrobrás irá praticar preço abaixo do mercado “e mesmo assim o governo federal irá bancar suas perdas, impedindo seus prejuízos”. “Ao conceder a subvenção econômica ao óleo diesel, o governo federal, que poderia colocar a Petrobrás e os importadores de combustíveis em um mesmo patamar, acabou por ampliar a condição de vantagem da Petrobrás, colocando os importadores em situação bastante prejudicial, já que a subvenção, até o dia 07 de junho, será dada apenas à Petrobrás”. A reportagem entrou em contato com a Petrobrás e com a Advocacia-Geral da União, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Estadão Conteúdo

6 de junho de 2018, 13:39

ECONOMIA Petrobras reduz em 0,45% o preço da gasolina na refinaria

A Petrobras anunciou hoje (6) uma nova redução do preço da gasolina nas refinarias de todo o país, a terceira queda consecutiva. Segundo o site da estatal, o preço da gasolina passará a custar, a partir de amanhã (7), R$ 1,9617, 0,45% inferior ao preço que vigorava no dia de hoje, de R$ 1,9706. Desde a última alta anunciada para valer no dia 2, o preço da gasolina nas refinarias já caiu 2,45%.

Agência Brasil

6 de junho de 2018, 12:15

ECONOMIA Salário mínimo de 2019 pode ficar abaixo de R$ 1 mil com estimativa menor de inflação

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Projeção feita pelo governo em abril era salário mínimo de R$ 1.002,00; com nova estimativa sobre alta dos preços, salário deve ficar em R$ 998,00

O salário mínimo de 2019 pode ser menor que o previsto inicialmente pelo governo no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano (PLDO 2019). Segundo nota técnica das consultorias de Orçamento, Fiscalização e Controle (Conorf) e de Orçamento e Fiscalização Financeira (Conof) da Câmara dos Deputados, com uma previsão menor para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o salário mínimo de 2019 deve passar para R$ 998,00. Atualmente, o valor do mínimo é de R$ 954,00. Quando enviou o PLDO 2019 em 12 de abril, o governo previu um salário mínimo de R$ 1.002,00 para o próximo ano. Mas essa conta levava em consideração um INPC de 3,8% para 2018 mais um PIB de 1% de 2017. Lembrando que, desde 2012, a fórmula para a correção do salário mínimo prevê a aplicação da soma da variação do INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos antes. Essa estimativa para o INPC foi revista para 3,3%, o que justifica a queda no valor do mínimo. Segundo a nota técnica das consultorias da Câmara, o impacto líquido desse reajuste nas contas da União é estimado em R$ 13,4 bilhões para ano que vem. O impacto estimado anteriormente com o reajuste para R$ 1.002,00 era de R$ 16,8 bilhões.

Estadão

6 de junho de 2018, 11:45

ECONOMIA Governo confirma crédito de R$ 194 bi e juro menor em Plano Agrícola e Pecuário

O governo federal confirmou nesta quarta-feira, 6, que o Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 terá R$ 194,37 bilhões em recursos para o financiamento de produtores e pecuaristas, com redução de 1,5 ponto porcentual na taxa de juros em relação ao atual período, como adiantou na terça-feira, o Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. O valor corresponde a um aumento de 3,2% sobre os R$ 188,4 bilhões de 2017/2018, a ser encerrado em 30 de junho próximo, e fica próximo aos R$ 198 bilhões demandados pelo setor produtivo. A queda de 1,5 ponto porcentual (p.p.) nos juros agrícolas fica aquém da redução de até 3,5 pontos porcentuais pedida pelos produtores, encaminhada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao governo. Os recursos do plano safra 2018/2019 poderão ser acessados pelos entre 1º de julho deste ano e 30 de junho de 2019. Do total disponibilizado, R$ 151,1 bilhões serão para o crédito de custeio, sendo R$ 118,8 bilhões com juros controlados pelo governo e R$ 32,3 bilhões com juros livre. O crédito para investimentos será de R$ 40 bilhões. Além dos recursos de crédito para custeio e para investimentos, de R$ 191,1 bilhões, outros R$ 2,6 bilhões serão destinados ao apoio à comercialização e R$ 600 milhões para subvenção ao seguro rural.As taxas de juros de custeio foram reduzidas para 6% a.a. para os médios produtores, com renda bruta anual de até R$ 2 milhões, e para 7% ao ano para os demais. Já as taxas para os financiamentos de investimento ficaram entre 5,25% a.a. e 7,5% a.a.. Parte dos recursos captados em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) será destinada ao financiamento complementar de custeio e de comercialização, com juros de até 8,5% ao ano, segundo o governo. Para o apoio ao setor cafeeiro, o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) serão R$ 4,9 bilhões. A piscicultura integrada, novidade no plano safra deste ano, assim como a suinocultura e avicultura integradas, terão até R$ 200 mil em crédito por beneficiário e por atividade com juros de 7% a.a.. Para cooperativas de produção agropecuária o limite nessa modalidade de financiamento será de R$ 500 mil. Programas de armazenagem para estruturas de até 6 mil toneladas nas propriedades de pequenos e médios produtores rurais e à recuperação de reserva legal e de áreas de preservação permanente, no âmbito do Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), terão juros de 5,25% a.a., os menores do planos safra. O Programa ABC teve o limite alterado de R$ 2,2 milhões para R$ 5 milhões para todas as finalidades financiáveis.Para a pecuária, o apoio contempla prazo de até dois anos no crédito de custeio para a retenção de matrizes bovinas de leite, suínas, caprinas e ovinas. Também foi aprovada linha de financiamento de até R$ 50 milhões para capital de giro às cooperativas de leite, com juros de 7% a.a. e 12 meses de prazo para pagamento. Pecuaristas também podem contar com empréstimos para aquisição de animais para reprodução ou criação, a juros controlados de 7% ao ano e limite de R$ 450 mil por beneficiário no ano agrícola.

Estadão

6 de junho de 2018, 09:21

ECONOMIA Preço médio da gasolina cai 1,35% nesta quarta-feira; diesel segue em R$ 2,0316

A Petrobras anuncia que, com o reajuste em vigor nesta quarta-feira, dia 6,, o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias é de R$ 1,9706, com queda de 1,35% em relação à média anterior de R$ 1,9976.O diesel, por sua vez, está sendo vendido desde a sexta-feira, dia 1º, a R$ 2,0316 por litro nas refinarias, já incorporando o desconto de R$ 0,30 permitido pelo programa de subvenção criado pelo governo para encerrar a greve dos caminhoneiros.O combustível ainda teve uma redução adicional de R$ 0,16 em decorrência da isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e da redução de PIS/Cofins do combustível.

Estadão

6 de junho de 2018, 08:52

ECONOMIA Inflação para famílias com renda mais baixa fica em 0,6% em maio

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação de preços da cesta de compras para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, ficou em 0,6% em maio deste ano. A taxa ficou acima do 0,31% registrado em abril. O dado foi divulgado hoje (6) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com a FGV, o IPC-C1 registrou, em maio, taxa acima do Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de renda e que ficou em 0,41% no mês. O IPC-C1 acumula taxas de inflação de 1,49% no ano e de 1,58% em 12 meses. Em 12 meses, o IPC-C1 ficou abaixo dos 2,87% acumulados pelo IPC-BR. Cinco das oito classes de despesas componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação de abril para maio: habitação (de 0,23% para 1,02%), transportes (de -0,16% para 0,64%), alimentação (de 0,25% para 0,50%), comunicação (de -0,18% para -0,06%) e vestuário (de 0,32% para 0,35%). Por outro lado, três grupos tiveram quedas na taxa: saúde e cuidados pessoais (de 1,32% para 0,66%), educação, leitura e recreação (de 0,15% para -0,37%) e despesas diversas (de 0,29% para 0,11%).

Agência Brasil

6 de junho de 2018, 08:23

ECONOMIA ANP intervém em reajustes da Petrobrás

Quatro dias após Pedro Parente deixar o comando da Petrobrás, a política de preços da estatal deve passar por mudanças. Na terça-feira, 5, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou que vai passar a controlar o prazo dos reajustes dos combustíveis, hoje feitos quase diariamente pela empresa. A decisão foi tomada em conjunto com o Ministério de Minas e Energia.A Petrobrás – e as distribuidoras de combustíveis – continuarão a ter liberdade para definir seus preços e margens de lucro, mas não mais os prazos em que vão repassar as variações aos consumidores. A medida atende a uma demanda da sociedade, disse o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.O tema será tratado em uma consulta pública, que será aberta em 11 de junho e vai até 2 de julho. Nesse período, a agência reguladora ouvirá propostas de todos os agentes públicos, incluindo a própria Petrobrás. A nova regra deve ser concluída e passar a valer entre o fim de julho e início de agosto.Ele negou, porém, que as novas medidas signifiquem intervenção na política de preços de qualquer empresa, e disse que a regulamentação não terá impacto no fluxo de caixa das companhias. “A agência não vai interferir na formação dos preços que é livre”, disse Oddone. “Estamos respondendo a uma demanda da sociedade, regulando um mercado imperfeito.”A Petrobrás adotou a política de reajustar diariamente os seus preços nas refinarias em julho do ano passado, com o argumento de que, se continuasse a esperar um mês para revisá-los, perderia competitividade frente aos importadores. Desde então, repassa as variações do câmbio e do preço do petróleo para o consumidor, a não ser que a competição com importadores a impeça. Como neste ano houve uma convergência de aumentos dos dois fatores – da cotação da commodity e do dólar -, os preços da gasolina e do óleo subiram rapidamente, praticamente todo dia o que levou caminhoneiros à paralisação que bloqueou estradas e provocou desabastecimento em todo o País.

Estadão

6 de junho de 2018, 07:16

ECONOMIA Cresce aposta de alta da Selic em junho

Foto: Reprodução

Apesar de os economistas só preverem aumento da taxa básica de juros (Selic) no ano que vem, no mercado financeiro crescem as apostas de uma alta ainda este ano, principalmente após a crise deflagrada com a greve dos caminhoneiros. As curvas de juros já mostram uma possibilidade de 50% de um aumento da Selic já na reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Nesta quarta-feira, 6, o juro básico está em 6,5% ao ano, e as indicações do BC são de que ficará estável por muitos meses.Na terça-feira, 5, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 subiu de 11,35% para 11,80% no fechamento da sessão regular. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou na máxima de 10,95% (ante 10,57% na segunda-feira) e a do DI para janeiro de 2021 encerrou na máxima de 9,05% – na segunda-feira, fechou em 8,76%. O DI para janeiro de 2019 avançou de 6,712% para 6,900% e para janeiro de 2020 foi de 7,62% para 7,89%.Profissionais já avisavam que a melhora vista na segunda nos ativos não se sustentaria. É longa a lista de fatores negativos: receios de agravamento da crise fiscal após a crise dos combustíveis, possibilidade de mudança na política de reajuste de preços da gasolina, fortalecimento de candidatos com perfil heterodoxo nas pesquisas de intenção de voto para presidente e temor de aumento da ingerência política na área econômica. Na queda de braço dentro do governo, que já resultou na saída de Pedro Parente da presidência da Petrobrás, o mercado desconfia que a equipe econômica pode ficar enfraquecida e, por isso, adiciona prêmio à curva de juros. Entre os temores do investidor está a dúvida sobre quem vai pagar a conta dos subsídios ao diesel.O mercado também piorou na terça-feira à medida que os leilões extraordinários de contratos de swap cambial do BC, no começo da tarde, foram incapazes de aplacar a trajetória ascendente da moeda americana. “O dólar ignorou a intervenção e o mercado foi para cima. O DI reagiu, com a leitura de que o nível do dólar pode ser uma preocupação para o BC na inflação”, disse um gestor.

Estadão

5 de junho de 2018, 18:01

ECONOMIA Dólar fecha em R$ 3,81, a maior cotação desde março de 2016

Foto: Epitácio Pessoa/Estadão

Riscos fiscal e eleitoral elevou a cotação do dólar para R$ 3,81

O mercado doméstico voltou a precificar nesta terça-feira (5) riscos fiscal e eleitoral, o que elevou a cotação do dólar para R$ 3,81, a maior desde março de 2016. A disparada da moeda norte-americana aconteceu a despeito de o Banco Central ter realizado quatro leilões de swap e refletiu renovadas incertezas com o mercado doméstico, tanto sobre a atividade econômica quanto sobre as eleições. A Bolsa encerrou o pregão desta terça-feira, 05, em queda de 2,49%, aos 76.641 pontos, em meio a incertezas quanto à política de preços da Petrobras e temor com o quadro eleitoral. O dólar operou em alta nesta terça-feira, puxado pelo exterior, repercussão negativa de uma nova pesquisa eleitoral indicando polarização entre Ciro Gomes e Jair Bolsonaro na corrida à Presidência, e reforço da percepção de insuficiência de espaço fiscal para subsidiar controle de preços de combustíveis. Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, foi taxativo: “não temos espaço fiscal para subsídio para gasolina”. “Houve um desmonte de posições vendidas de alguns fundos, depois que o dólar ultrapassou a forte resistência técnica de R$ 3,77 no mercado futuro de dólar (NDF)”, afirma Jefferson Rugik, diretor da Correparti. “Um conjunto de fatores pesou: começou com a deterioração do peso mexicano, depois vieram números melhores da economia americana e finalmente o governo brasileiro não se entende sobre a política de preços da Petrobras. Tudo isso levou o dólar a furar o importante suporte de R$ 3,77”, enumera Rugik. O diretor de uma corretora que não quer se identificar confirma que houve mal-estar em meio à entrevista do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Guardia afirmou que “não temos espaço fiscal para subsídio para gasolina”. Segundo o mesmo diretor, “a percepção é de que não há solução para a crise de preços da gasolina e do gás”.

Estadão Conteúdo

5 de junho de 2018, 09:01

ECONOMIA Preço médio da gasolina subiu 7,7% durante greve dos caminhoneiros, aponta ANP

Foto: Valeria Gonçalvez/Estadão

Durante greve dos caminhoneiros, houve excessivo aumento dos combustíveis

Pesquisa semanal divulgada nesta segunda-feira, 4, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revela que a margem de lucro dos postos teve forte alta durante a paralisação dos caminhoneiros. O litro da gasolina foi vendido em média 7,7% mais caro no período entre 27 de maio e 2 de junho na comparação com os preços registrados na semana encerrada em 19 de maio, antes de a paralisação ter início. Segundo a ANP a média do preço do combustível foi de R$ 4,614. É o maior valor desde o início da série histórica em 2013. O aumento também foi registrado no diesel (6,5%, para a média de R$ 3,828) e no etanol (6,0%, para a média de R$ 2,953). Por causa dos problemas de abastecimento, o número de postos pesquisados para o levantamento dos preços da gasolina caiu de 5.800 para 485. A greve dos caminhoneiros teve a duração de 11 dias, do dia 21 ao dia 31 de maio, provocando sérios problemas de abastecimento no País. Com isso, as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) têm sido reduzidas pelo mercado. No Relatório Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira, a projeção passou de 2,37% para 2,18%. Ainda ontem, o governo anunciou que usará o “poder de polícia” para garantir a redução de até R$ 0,46 no preço do diesel, principal reivindicação dos caminhoneiros.

Estadão

5 de junho de 2018, 07:42

ECONOMIA Petrobrás aceita negociar reajustes

A Petrobrás negocia uma alternativas para a mudança da periodicidade de reajuste dos combustíveis, mas rejeita qualquer proposta que não respeite a paridade com os preços internacionais ou que represente prejuízos para o caixa da companhia, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast(serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado).Esse espaço de negociação, na prática, estava ocorrendo ainda na gestão de Pedro Parente, que deixou o comando da empresa, na semana passada, depois de intenso bombardeio político e de setores da população.Em janeiro, a estatal já havia alterado a periodicidade de reajuste do gás de cozinha de mensal para trimestral. Foi o primeiro movimento.Depois, a empresa aceitou uma política de reajuste diferenciada para o diesel e que será subsidiada pela União. Mas a pressão continua para mudanças também na gasolina e no preço do gás de botijão (GLP).O novo presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro, não pretende dar um “cavalo de pau” na política de preços, de acordo com fontes ouvidas pela reportagem. Para isso, os princípios básicos que norteiam a política atual devem ser mantidos. O principal deles é a referência de preços do mercado internacional. Os prejuízos terão de ser compensados pelo Orçamento da União, como foi feito com o diesel.

Estadão

4 de junho de 2018, 21:46

ECONOMIA Enel compra Eletropaulo e vira a maior distribuidora de energia do País

Foto: Divulgação/Eletrpaulo

Empresa italiana Enel fechou compra de 70% da Eletropaulo R$ 5,55 bi

A italiana Enel fechou nesta segunda-feira, 4, a compra de mais de 70% da distribuidora de energia paulista Eletropaulo, por cerca de R$ 5,55 bilhões, em um leilão realizado pela B3. O negócio já havia sido antecipado pelo Estado e envolverá o pagamento pela Enel de R$ 45,22 por ação da Eletropaulo, em um total de 122,79 milhões de papéis da companhia, que possui cerca de 167,3 milhões de ações em circulação. A companhia italiana superou sua rival Iberdrola pela transação, que a tornará a líder no mercado brasileiro de distribuição de eletricidade, posição até então ocupada pela CPFL Energia, da chinesa State Grid. A Neoenergia, controlada pela Iberdrola, ofereceu R$ 39,53 por ação da Eletropaulo em sua proposta final pelo ativo, na semana passada. A disputa pela compra da Eletropaulo teve início ainda em março, quando a companhia recebeu uma primeira proposta da Enel. Na época, os papéis da distribuidora eram negociados a cerca de R$ 17. Posteriormente, a elétrica atraiu uma proposta da brasileira Energisa, de R$ 19,38 por ação, e da Neoenergia, que entrou então em uma guerra de lances contra a Enel pelo negócio. Antes do leilão, os maiores acionistas da Eletropaulo eram a norte-americana AES e o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com a compra do controle pela Enel, a Eletropaulo irá se somar às outras operações de distribuição de energia controladas pela empresa no País – no Rio de Janeiro, no Ceará e em Goiás. A Enel também possui ativos de transmissão e de geração de energia no Brasil, com destaque para os negócios em fontes renováveis, como usinas eólicas e solares.

Estadão Conteúdo

4 de junho de 2018, 20:45

ECONOMIA Taxa de desemprego diminui na Região Metropolitana de Salvador em abril

As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), mostram que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador diminuiu, ao passar de 25,7% para 25,2% da População Economicamente Ativa (PEA), entre março e abril de 2018. Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto reduziu de 18,7% para 18,1%, e a taxa de desemprego oculto passou de 7,0% para 7,1%. O contingente de desempregados foi estimado em 508 mil pessoas (5 mil a menos em relação ao mês anterior). Este resultado decorreu do aumento do nível de ocupação (1,7%, ou mais 25 mil postos de trabalho), em número superior ao crescimento da PEA (1,0%, ou entrada de 20 mil pessoas na força de trabalho da região) A taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – elevou-se, ao passar de 58,6%, em março, para 59,1%, em abril. No mês de abril, o contingente de ocupados aumentou 1,7%, passando a ser estimado em 1.509 mil pessoas. Segundo os setores de atividade econômica analisados, houve crescimento no número de ocupados apenas nos Serviços (3,8% ou 35 mil), e declínio no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-2,3% ou -7 mil pessoas), na Indústria de transformação (-1,8% ou -2 mil) e relativa estabilidade na Construção (-0,9% ou -1 mil). Segundo posição na ocupação, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou (3,0% ou 28 mil), devido à elevação no setor privado (1,8% ou 15 mil) e no setor público (11,7% ou 13 mil). No setor privado, cresceu o número de empregados com carteira de trabalho assinada (2,1%, ou 15 mil), enquanto não variou o daqueles sem registro em carteira. Houve, ainda, aumento no agregado outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares, donos de negócio familiar, etc. (3,1% ou 3 mil), relativa estabilidade no número de empregados domésticos (0,9% ou 1 mil), e redução no de trabalhadores autônomos (-2,0% ou -7 mil). Entre fevereiro e março de 2018, houve pequena retração no rendimento médio real dos ocupados (1,1%) e dos assalariados (0,9%). Em valores monetários, passaram a equivaler a R$ 1.354 e R$ 1.467, respectivamente. A massa de rendimentos reais diminuiu para os ocupados (-1,7%) e para os assalariados (-2,3%). No caso dos ocupados, o resultado negativo foi devido ao declínio do rendimento médio real e, em menor proporção, do nível de ocupação. Entre os assalariados, o resultado decorreu da retração no salário médio e no nível de emprego, em proporções semelhantes. A Pesquisa de Emprego e Desemprego é analisada pela SEI em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a Fundação Seade do Estado de São Paulo, a Secretaria de Trabalho do Estado da Bahia (SETRE), e conta com o apoio do Fundo de Amparo ao Trabalhador do Ministério do Trabalho.

4 de junho de 2018, 19:31

ECONOMIA Empurrada pela Petrobrás, Bolsa sobe 1,76%; dólar cai 0,53%, a R$ 3,74

Foto: Fábio Motta/Estadão

Ações da Petrobras impulsionaram o Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira, 04, com ganho de 1,76%, aos 78.596,06 pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras, que subiram 8,48% (PN) e 5,83% (ON). A alta dos papéis foi um ajuste técnico após as fortes quedas na última sexta-feira (1º), quando Pedro Parente deixou o comando da estatal. Já o dólar, com baixo volume de negócios, terminou em queda de 0,53%, a R$ 3,7409, acompanhando o desempenho da moeda americana frente à maior parte das divisas. Apesar da alta nos papéis da estatal, ainda há entre os investidores um temor sobre a possibilidade de o governo abandonar a paridade internacional na sua política de preços, além de uma série de dúvidas sobre como será concretizado o acordo em torno do diesel e quais serão seus impactos na política fiscal do País. A nomeação do diretor financeiro Ivan Monteiro como novo presidente da empresa foi recebida sem sobressaltos. “Creio que o mercado de certa forma deu o benefício da dúvida à Petrobras hoje, levando em conta que os movimentos dos últimos dias foram muito exagerados. A expectativa é de que o governo consiga encontrar um bom termo para a questão dos combustíveis, de forma a suavizar preços sem mudar a política da empresa”, disse Shin Lai, estrategista da Upside Investor. Mas o dia foi de recuperação bastante pulverizada na Bolsa, tendo bancos, elétricas e siderúrgicas entre os destaques de alta. Na sexta-feira, aliás, foi o bom desempenho de outras blue chips que garantiu uma alta de 0,63% ao Ibovespa, apesar dos tombos das ações da Petrobras. Entre as ações que compõem o índice, a maior alta de hoje ficou com CSN ON, que disparou 14,93% após ter sua recomendação alterada de “neutra” para “acima da média” pelo Credit Suisse. Segundo um operador, parte da alta acabou sendo impulsionada por movimentos de cobertura de posições vendidas no papel. Depois da forte volatilidade da última semana, o dólar teve um dia relativamente calmo nesta segunda-feira, influenciado pelo bom humor no mercado externo, que fez a moeda dos Estados Unidos perder valor ante às principais divisas dos países desenvolvidos e dos mercados emergentes. Na mínima do dia, o dólar à vista chegou a cair para R$ 3,7264, no começo da tarde, mas a divisa não conseguiu se sustentar abaixo do patamar de R$ 3,73 e terminou o dia em R$ 3,7409 (-0,53%). Na máxima, bateu em R$ 3,7542. O dia foi marcado por menor volume de negócios, movimento comum em começos de mês, com os investidores esperando os próximos eventos no mercado doméstico e no exterior para montar posições mais firmes. No mercado à vista, o volume somou US$ 1,3 bilhão, enquanto no mercado futuro chegava a US$ 12,8 bilhões perto das 17h30, abaixo da média de sessões anteriores. “O mercado ficou tranquilo hoje, principalmente depois da volatilidade da semana passada. É começo de mês e o pessoal demora um pouco mais para formar posições”, afirma o operador de câmbio da corretora Spinelli, José Carlos Amado. No exterior, um dos eventos mais aguardados dos próximos dias é a reunião deste mês do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), que reúne os principais dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), dias 12 e 13. Após dados mais fortes do que o previsto do mercado de trabalho dos EUA em maio, divulgados na última sexta-feira, cresceu a aposta de que o BC deve elevar os juros ao menos quatro vezes este ano. “Após 6 semanas de ganhos constantes, o dólar está finalmente mostrando sinais de exaustão”, afirma a diretora da BK Asset Management, Kathy Lien, ressaltando que a reunião do Fomc na semana que vem pode mudar essa tendência, dependendo do que o Fed sinalizar sobre os rumos para as altas de juros.

Estadão Conteúdo