19 de setembro de 2019, 17:57

BRASIL Mourão diz que para retomar crescimento é preciso debelar crise fiscal

O vice-presidente Hamilton Mourão, disse hoje (19), durante palestra para empresários na capital paulista, que a única maneira de retomar o crescimento do país é debelando a crise fiscal por meio do ajuste das contas públicas, sendo que a primeira questão a ser tratada é a Reforma da Previdência. “Todos estão conscientes de que o sistema previdenciário que nós tínhamos era uma pirâmide, na qual nós que somos mais velhos vamos receber e os mais novos vão trabalhar até o tumulo e não vai ter aposentadoria para eles”. Segundo Mourão, a reforma da Previdência deve ser aprovada até o dia 18 de outubro, o que é uma grande vitória, porque ninguém acreditava que isso ocorreria ainda este ano. “É uma vitória porque vai dar previsibilidade ao nosso orçamento com relação à questão previdenciária, que é o que não era mais previsível, porque todo ano avança o gasto previdenciário, espremendo as demais despesas.” Mourão defendeu a desvinculação do orçamento que está engessado, porque de R$ 100 que o governo recebe de contribuição, R$ 95 já estão comprometidos, deixando o governo sem espaço para “tocar” a máquina pública. “Para tentar controlar, criou-se o teto de gastos, que é nada mais que ‘o gasto avançar de acordo com a inflação do ano anterior’. Mas o que acontece é que as despesas previdenciárias, benefícios, aumentos concedidos em anos anteriores para o funcionalismo vêm acima da inflação. Aí falta dinheiro para defesa, acaba tendo que cortar recurso da educação, da saúde, mesmo sendo despesas obrigatórias.” O vice-presidente ressaltou que o teto de gastos é a melhor forma de conter o desequilíbrio fiscal, sendo uma âncora para que o governo não ultrapasse os custos. Ele defendeu que o aumento de salário para os servidores públicos seja concedido apenas se houver previsão de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) e da arrecadação com revisão de crescimento sustentável. “O governo não fabrica dinheiro. O caminho e sabermos que estamos em um momento crucial de manter nossa visão ortodoxa da solução do problema fiscal do país.”

Agência Brasil

19 de setembro de 2019, 17:43

BRASIL Senado questionará no STF operação contra líder do governo, diz Alcolumbre

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), anunciou que a Mesa Diretora da Casa vai entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a operação da Polícia Federal da qual o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), foi alvo nesta quinta-feira, 19. Um dos questionamentos, declarou Alcolumbre, é a realização de busca e apreensão no gabinete da liderança do governo sendo que, na época dos fatos investigados pela PF, Bezerra não tinha esse cargo. Além disso, ele questionou o fato de uma operação ser realizada sete anos depois das ocorrências sob investigação. Outro questionamento feito pelo presidente do Senado é que a operação foi autorizada monocraticamente pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), após um pedido da Polícia Federal, e não do Ministério Público. Alcolumbre conversou com Bezerra e com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sobre a operação. Pelo que ouviu de Onyx, seu colega de partido, “não passa nem pela cabeça do governo” trocar o líder Fernando Bezerra neste momento. Ele ainda elogiou o perfil do parlamentar e sua atuação como líder do governo no Senado. Alcolumbre participou de evento dos jornais Valor Econômico e O Globo, em Brasília.

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2019, 17:41

BRASIL Vale é condenada a pagar R$ 11,8 mi a familiares de vítimas de Brumadinho

A Vale foi condenada pela Justiça de Minas Gerais a indenizar em um total de R$ 11,875 milhões aos familiares de dois irmãos e uma mulher grávida mortos no rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro. É a primeira condenação da mineradora em uma ação individual movida em consequência da tragédia que matou 249 pessoas e deixou outras 21 desaparecidas. A ação foi ajuizada por quatro pessoas. Helena Quirino Taliberti perdeu os filhos Luiz Taliberti Ribeiro da Silva e Camila Taliberti Ribeiro da Silva, além do neto, que estava na barriga da nora Fernanda Damian de Almeida, também vítima da tragédia. Além de Helena, processaram a Vale os pais e a irmã de Fernanda, Joel, Teresinha e Daniele de Almeida. Luiz e Fernanda eram casados e esperavam um menino, que se chamaria Lorenzo. As famílias alegaram que sofreram enormemente com a morte de seus familiares, por isso pediram indenização por danos morais. Os autores da ação também reivindicaram que a empresa arcasse com despesas de seguro-saúde até seu falecimento. O juiz Rodrigo Heleno Chaves, da 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Brumadinho, fixou indenização de R$ 2 milhões a Helena pela perda de cada filho e R$ 750 mil pela morte do neto, totalizando R$ 4,750 milhões. “É incontestável o abalo moral sofrido por uma mãe que tem os seus dois únicos filhos mortos em razão da tragédia de que ora se trata, causada pela ré”, disse o magistrado na sentença. “É indubitável que a avó já nutria grande expectativa pela chegada de seu neto, natural e inerente a qualquer ser humano. Mesmo que ainda não o conhecesse, é inquestionável o sofrimento pelo qual passou e ainda passa”, afirmou. Para os pais de Fernanda, a quantia estabelecida foi correspondente a R$ 2 milhões pela morte da filha e R$ 750 mil pelo neto, totalizando R$ 2,750 milhões para cada um. Para a irmã da gestante, o magistrado estipulou o montante de R$ 1,625 milhão.

Estadão

19 de setembro de 2019, 17:18

BRASIL Gleisi diz que filiados que venceram a Mega não precisam dar dízimo ao PT

Foto: Estadão

Presidente do PT, Gleisi Hoffmann

Os vencedores do bolão da Mega Sena filiados ao PT não vão precisar dar o “dízimo”, como é batizado as contribuições de parlamentares e ocupantes de cargos de confiança filiados tem que fazer ao partido. Pelo estatuto petista, quem for membro do PT tem que contribuir entre 2% e 20% do salário para ajudar na manutenção da legenda. O prêmio total foi de R$ 120 milhões e cada um dos apostadores deve receber R$ 2,5 milhões. “Não. O prêmio não entra na regra. Mas quem quiser doar uma parte, será muito bem vindo”, afirmou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. O Estado apurou que uma vencedora que está lotada na assessoria técnica já afirmou que vai doar uma porcentagem. O porcentual varia de acordo com o valor do salário e é maior para os parlamentares. A cobrança do dízimo pelo PT já foi contestada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu o desconto na folha de pagamento. Mas o estatuto do partido, alterado em 2007, mantém a obrigatoriedade do pagamento mensal. Os parlamentares inadimplentes ficam sujeitos até a serem expulsos da legenda. Dos 96 servidores nomeados no gabinete da liderança, apenas um foi deputado: Waldir Damous (PT-RJ). De acordo com dirigentes do partido, ele não participou do bolão. O grupo que apostou é formado por assessores e funcionários da Câmara. De acordo com dois vencedores, que pediram anonimato, cada cota tinha valor de R$ 10. Assim que saiu o resultado, o grupo saiu comemorando pelo corredor chamando a atenção de quem passava. O prêmio dos petistas é o terceiro maior deste ano e um dos 20 mais altos da história. O maior foi sorteado em maio, para um sortudo que levou R$ 289 milhões.

Estadão

19 de setembro de 2019, 16:46

BRASIL Alcolumbre defende volta do financiamento privado na eleição

Foto: Estadão

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Após o Congresso aprovar um projeto que abre brecha para aumentar o valor do Fundo Eleitoral, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defendeu na tarde desta quinta-feira, 19, que empresas possam voltar a doar para candidaturas nas eleições. Alcolumbre afirmou que a legislação poderia pôr algumas amarras nas regras, como proibir doação por empresas que tenham contratos com o governo. O financiamento privado de campanhas foi proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015, após uma série de denúncias de corrupção na doação de recursos para candidatos. Para que o formato de financiamento volte a ser válido, o Legislativo teria de aprovar uma emenda na Constituição. Nesta quarta-feira, 18, Alcolumbre disse que as eleições municipais de 2020 precisam de valores maiores do que o usado no pleito presidencial em 2018. “Diante do debate que foi estabelecido e essa limitação, este momento que estamos vivendo, acho que isso, naturalmente, vai acontecer sobre o financiamento privado das eleições, com ressalvas”, declarou. “Não pode fazer financiamento de campanha todo ele criminoso. Se acontecer os equívocos, podemos colocar as amarras para corrigir os equívocos”, disse.

Estadão

19 de setembro de 2019, 16:26

BRASIL Partido de Bolsonaro, PSL abandona discussão do pacote anticrime

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP)

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) anunciou nesta quinta-feira, 19, que o partido do presidente Jair Bolsonaro está fora da discussão do grupo de trabalho que analisa o pacote anticrime. A saída ocorre após o relator da proposta e aliado do governo, deputado Capitão Augusto (PL-SP), fazer críticas públicas à base. De acordo com Augusto, os deputados governistas “não se apresentam” para defender a proposta do ministro da Justiça, Sérgio Moro. “Cadê os deputados do governo? Não tem ninguém aqui. Quero que registre em ata as ausências”, cobrou Augusto logo no início da sessão, ao criticar a inclusão da proposta que cria o juiz de garantias na pauta do dia. Carla Zambelli e nenhum deputado da base estavam no plenário da comissão na hora da crítica. Quase meia hora depois da fala de Augusto, a deputada chegou e pediu a palavra. “O governo não vai ficar discutindo em um grupo que vai ficar discutindo, discutindo, discutindo num grupo que não representa o plenário. Estar aqui é só compactuar e validar algo que não concordamos”, afirmou Carla Zambelli, abandonando a reunião. Desde o início da discussão do pacote anticrime, os deputados governistas reclamam da composição do grupo de trabalho. Formado em março pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em resposta às cobranças públicas de Moro para acelerar a proposta, o grupo não seguiu a regra de proporcionalidade da Casa que daria ao PSL mais cadeiras. A divisão foi feita a critério do presidente da Câmara, que optou por um grupo mais “legalista”, ou seja, de parlamentares que defendem mais o direito do indivíduo e, normalmente, são os mais críticos à atuação da Lava Jato. A atitude de Carla Zambelli incomodou os membros do grupo que classificaram as palavras como “ditatorial”, “intransigentes” e “infantis”. “Ninguém pode ficar ofendido porque a sua ideia não foi majoritária. Perdi vários pontos aqui que queria endurecer o crime, mas isso é a democracia”, afirmou o presidente da sessão, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG).

Estadão

19 de setembro de 2019, 16:05

BRASIL Maia diz que projeto que afrouxa lei eleitoral é avanço e nega brecha para caixa 2

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (19) que a nova versão do projeto que afrouxa as regras eleitorais ficou melhor que a proposta anterior. Ele classificou como equivocadas as críticas de que o texto dá margem para utilização de caixa dois, mas disse que cabe ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) avaliar possíveis vetos. “Foi aprovado um texto que melhorou em relação ao texto inicial da Câmara dos Deputados. Tiramos as principais polêmicas. Outras ainda existem. Cabe ao presidente [Bolsonaro] agora decidir o que sanciona e o que veta. Entendemos que a maior parte do texto representa um avanço”, disse Maia. Na noite de quarta (18), um dia depois de o Senado rejeitar quase a totalidade do projeto de reforma da legislação eleitoral, a Câmara o reabilitou e aprovou um texto que afrouxa parte das regras em benefício de partidos e políticos, embora tenha abandonado algumas das principais polêmicas que constavam da versão original. O texto principal foi aprovado por 252 votos contra 150. Permaneceram pontos que diminuem o controle sobre o uso das verbas públicas pelas legendas, incluindo a liberação para pagamento de multas eleitorais, compra de sedes partidárias e passagens aéreas até para não filiados. Bolsonaro tem até 15 dias úteis para tomar uma decisão. Para valer nas eleições municipais do ano que vem, qualquer medida tem que estar em vigor antes de 4 de outubro.

Folhapress

19 de setembro de 2019, 14:59

BRASIL Câmara estuda projetos sobre desoneração da folha e mudanças no IR

A comissão da reforma tributária da Câmara (PEC 45) vai elaborar uma proposta de desoneração da folha de pagamento e analisar mudanças no Imposto de Renda, dois temas defendidos pelo Ministério da Economia. O relator do texto que tramita na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmou que esses são temas infraconstitucionais, por isso, devem ser tratados por meio de projetos de lei elaborados a partir dos trabalhos da comissão e também de conversas com o governo federal. Os estudos estão sendo feitos por consultores e pela equipe do economista Bernard Appy, diretor do CCiF (Centro de Cidadania Fiscal). Aguinaldo citou como possibilidade uma desoneração por faixa de renda, conforme proposta de Appy antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo. O deputado disse também que todos esses temas serão tratados com o governo federal. “A desoneração da folha não cabe em PEC [Proposta de Emenda à Constituição]. Tem muita coisa que será tratada no âmbito da comissão, mas que não será no formato de PEC. Por exemplo, a legislação do Imposto de Renda. Vamos tratar dessa legislação e encaminhar pela própria comissão, em forma de projeto de lei complementar ou ordinário”, afirmou o relator. “Talvez a solução da desoneração venha por um caminho que a gente venha a atacar essa questão da regressividade. Estamos estudando desonerar por faixa, pode ser uma solução.” Aguinaldo participou de audiência pública sobre a PEC 45, realizada em São Paulo pela Amcham Brasil e pela Câmara. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que também participou dos debates, afirmou que boa parte dos empresários serão atingidos num primeiro momento pela reforma tributária, mas serão beneficiados no longo prazo. Ele cobrou comprometimento de todos com a proposta e disse que há estudos para evitar distorções em alguns setores.

Folhapress

19 de setembro de 2019, 14:47

BRASIL Em entrevista à Fórum, Lula critica Rui, levantando suspeita de que pediu a PT para repreender governador

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Ex-presidente Lula deu entrevista à revista Fórum em Curitiba, cujos trechos sobre Rui Costa foram antecipados por repórter

Em entrevista exclusiva ao jornalista Renato Rovai, da revista Fórum, em Curitiba, onde se encontra preso, o ex-presidente Lula comentou, na última quarta-feira (18) as polêmicas declarações do governador Rui Costa (PT) à revista Veja do último fim de semana. Às Páginas Amarelas, o baiano defendeu a união da esquerda sem condicionar apoio à bandeira “Lula Livre” e insistiu que o PT precisa diminuir a liderança individual dentro do partido, o que provocou a ira da militância nas redes sociais e uma reprimenda pública da direção nacional do PT, que o acusou de antecipar a discussão sobre a Presidência e encampar um movimento “pós-Lula”.

“O Rui Costa, quando ele dá entrevista, dá muito em função das coisas que aconteceram na Bahia, da aliança dele na Bahia. Ele tem que saber que o Brasil é totalmente diferente da Bahia. Ele tem que saber que parte dos aliados que ele tem na Bahia, são inimigos do PT em nível nacional, que não votam com o PT e não votaram com a Dilma. Ele tem que saber. E nem por isso o PT impediu que ele fizesse aliança. Se é uma coisa regional, faça. Mas uma impressão que eu tenho que é quando ele dá entrevista é a partir da lógica do mundo dele. Mas ele tem que pensar um pouco no Brasil, para ele perceber que as pessoas que estão com ele na Bahia, não estão com o PT no maior lugar do Brasil, porque as pessoas têm outros compromissos”, disse Lula no trecho da entrevista sobre o governador baiano antecipado nesta quinta-feira (19) no blog do Rovai.

Ainda na entrevista, o ex-presidente revela que seu candidato ao governo da Bahia nas eleições de 2014 para suceder o então governador Jaques Wagner não seria Rui Costa, mas o ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. “Agora, o Rui é uma pessoa que eu gosto muito, é um cara preparado, um companheiro que o Jaques Wagner apostou nele… Você sabe que eu tinha um candidato na Bahia que era o José Sergio Gabrielli (ex-presidente da Petrobrás). Mas não deu certo e o Jaques indicou o Rui, que está fazendo um bom governo. De vez em quando tropeça, porque todo mundo que governa tropeça aqui, tropeça ali, mas acho que o Rui é um bom cara. Toda vez que você for dar entrevista, tem que estar preparado para as perguntas que são casca de banana”, ponderou o ex-presidente petista, ressaltando ainda que “as pessoas precisam se preparar para as entrevistas” e “têm que falar menos a palavra ‘eu’ e falar mais a palavra ‘nós’”.

A íntegra da publicação pode ser lida aqui.

19 de setembro de 2019, 14:30

BRASIL Witzel defende que preso perca visita íntima e ‘liberdade sexual’

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse nesta quarta (18) que presos deveriam perder o direito às visitas íntimas na cadeia, que chamou de “liberdade sexual”. Também defendeu que a pena máxima para participação no crime organizado suba para 50 anos de detenção. “A pena para criminosos do crime organizado não pode ser 35 anos, tem que ser 50 anos. E outra: o sistema em que ele tem que ficar preso tem que ser um sistema que não tenha visita íntima. Se perdeu a liberdade, por que não vai perder a liberdade sexual? Onde é que nós estamos com a cabeça? Você tira a liberdade do sujeito, mas não tira a liberdade sexual dele. O que que é isso? Perdeu, sim”, afirmou. No Brasil, uma pessoa pode ficar presa no máximo por 30 anos, mesmo que as as penas somadas ultrapassem esse tempo. Para quem promover, integrar ou financiar organização criminosa, a reclusão mínima hoje é de três a oito anos, sem contar os agravantes. Witzel, que é ex-juiz federal, deu a declaração durante o primeiro encontro nacional de delegados de departamentos de homicídios, realizado por dois dias na Acadepol (Academia de Polícia Sylvio Terra), no centro carioca. Ele acrescentou que o Brasil “prende de menos”, apesar de ter um déficit de mais de 300 mil vagas no sistema penitenciário. “Nós não prendemos demais, nós prendemos de menos, porque faltam vagas no sistema penitenciário. Aqui no Rio construímos um modelo de presídio vertical e vamos construir cinco presídios, com capacidade de 3.500 a 5.000. Com uma área de ensino, de indústria”, disse. O déficit de vagas no Rio de Janeiro era de 23.196 em 2017, segundo os dados mais atualizados do Infopen.

Folhapress

19 de setembro de 2019, 14:05

BRASIL Maílson defende PEC de Baleia Rossi e introdução de IVA na reforma tributária

O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega criticou nesta quinta-feira, 19, a proposta de criar um tributo sobre movimentações financeiras na reforma tributária. O ex-ministro defendeu em palestra a reforma inserida na proposta de emenda constitucional (PEC) 45, proposta na Câmara pelo deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), que cria um imposto sobre valor agregado (IVA) nacional. “Imposto único (sobre transações financeiras) encanta quem não entende nada”, afirmou Maílson, em palestra durante uma mesa sobre reforma tributária no Fórum Nacional, organizado pelo economista Raul Velloso, no Rio. Para o ex-ministro, “seria uma catástrofe” introduzir um tributo sobre transações financeiras para concentrar a maior parte da arrecadação. Entre os problemas, Maílson destacou a cumulatividade, pois esse tipo de tributo formaria um “cascatão”, que pioraria a eficiência da economia nacional. “Por que nenhum país desenvolvido, dotado de centros universitários de alta qualidade, ninguém pensou nessa ideia?”, questionou Maílson, para em seguida lembrar que uma proposta nesse sentido, feita nos anos 1980, nos Estados Unidos, foi derrubada por um “parecer arrasador” do Fed. Idealizada por Bernard Appy, a reforma da PEC 45 cria o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), substituindo três tributos federais (IPI, PIS e Cofins), o ICMS, que é estadual, e o ISS, municipal. Maílson defendeu a criação de um IVA como forma de melhorar a eficiência e a competitividade da economia, ampliando o potencial de crescimento. Segundo o ex-ministro, reforma semelhante feita pela Índia em 2017 ampliou o potencial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2 pontos porcentuais e algo semelhante poderia ocorrer no Brasil.

Estadão

19 de setembro de 2019, 13:30

BRASIL “Governo vai aguardar os acontecimentos”, diz Onyx sobre Bezerra

Foto: Estadão

Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), é que vai ter que esclarecer os fatos investigados na Operação Desintegração. A Polícia Federal (PF) realizou hoje (19) buscas no gabinete de Bezerra e em seu apartamento em Brasília. “Ele tem uma situação que é relativo a fatos passados, quando ele era ministro de um governo anterior. A posição do nosso governo é de aguardar os acontecimentos”, disse, após participar de um evento em Porto Alegre. Onyx disse ainda que vai conversar com o presidente Jair Bolsonaro sobre o assunto no fim de semana. “Eu estou sendo informado agora que ele [Bezerra] colocou o cargo à disposição. No fim de semana, vou conversar com o presidente e ver que atitude vai ser tomada. Mas, neste momento, nós temos só que aguardar, é uma questão individual dele, da vida pregressa dele e ele vai ter que esclarecer junto às autoridades”, disse o ministro. Bezerra confirmou que colocou o cargo à disposição e disse que quer deixar o Bolsonaro à vontade para decidir sobre a permanência dele na função. O gabinete do deputado Fernando Filho (DEM-PE), filho do senador, também foi alvo de buscas, assim como endereços em Pernambuco ligados aos dois. As ações da PF fazem parte da Operação Desintegração, desdobramento da Operação Turbulência, e foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal federal (STF) Luís Roberto Barroso. A PF apura um suposto esquema de propinas pagas por empreiteiras que executaram obras custeadas com recursos públicos e que, supostamente, beneficiaram os parlamentares.

Estadão

19 de setembro de 2019, 13:11

BRASIL Bolsonaro anuncia descontingenciamento de R$ 8,3 bi para Educação e demais pastas

Foto: Marcos Corrêa/PR

Presidente da República, Jair Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou, através da sua conta pessoal no Twitter, que a Casa Civil divulgou descontingenciamento de R$ 8,3 bilhões que devem ser distribuídos à Educação e demais pastas. “Desde o início, nosso governo preza pela responsabilidade com as contas públicas. Com muito sacrifício, estamos criando condições para manter os investimentos”, disse o presidente, antes de confirmar o anúncio da Casa Civil. Na terça-feira, 17, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), havia anunciado que o descontingenciamento seria anunciado até o final de setembro.

Estadão

19 de setembro de 2019, 12:59

BRASIL Fernando Bezerra e filho deputado receberam pelo menos R$ 5,5 mi em propinas de empreiteiras, diz PF

Foto: Fábio Motta/Estadão

Fernando Coelho

O senador Fernando Bezerra (MDB-PE) e seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (DEM-PE), receberam ao menos R$ 5,538 mi em propinas, segundo a Polícia Federal. Na manhã desta quinta, 19, os dois foram alvos da Operação Desintegração e tiveram seus gabinetes no Congresso vasculhados por agentes federais. A ação foi deflagrada com base no depoimento dos empresários João Lyra, Eduardo Freire Bezerra Leite e Arthur Roberto Lapa Rosal, investigados pela Operação Turbulência. Os dois primeiros fecharam acordo com o Ministério Público Federal em 2017.

Segundo a Polícia Federal, há diversos elementos de prova que indicam o recebimento dos valores, entre 2012 e 2014, pagos por empreiteiras, em razão das funções públicas exercidas pelos parlamentares. O teor dos relatos dos empresários é analisado pelo ministro Luiz Roberto Barroso na decisão que desencadeou a operação. Barroso determinou a realização de buscas em 52 endereços, incluindo empresários, intermediários, operadores, ‘laranjas’ e outros citados na investigação.

Estadão

19 de setembro de 2019, 12:22

BRASIL Assessores do PT se trancam em sala da Câmara para comemorar bolão milionário

Foto: Divulgação

Um dia após ficarem milionários com um bolão da Mega-Sena, assessores do PT na Câmara dos Deputados se fecharam na sala da liderança para comemorar o prêmio, de R$ 120 milhões repartidos por 49 cotas. Na sala da liderança, um entra-e-sai frequente de funcionários e curiosos, todos abordados por jornalistas em busca dos sortudos que vão receber R$ 2,5 milhões por cota. Do lado de fora, é possível ouvir risadas e o falatório vindos do interior. Poucos se aventuram fora da liderança. Durante os 20 minutos em que a reportagem ficou no hall de entrada, pelo menos três funcionaram fizeram menção de deixar o local, mas desistiram ao notar que havia jornalistas.

Parlamentares do partido também foram ao local parabenizar os novos milionários. O deputado Enio Verri (PT-PR), que chegou à liderança por volta de 10h30, brincou que estava tentando convencer os assessores a continuar no emprego. Segundo ele, nenhum deputado do partido participou do bolão vencedor.  O deputado Frei Anastácio (PB) esteve no local um pouco antes. Franciscano, disse que não joga na loteria. “Não preciso ser rico, não tenho nenhuma ganância.” Ele disse estar feliz pela vitória dos assessores, que, afirmou, são pessoas que precisam do dinheiro. “O clima está tranquilo. Tem gente trabalhando”, disse.

A notícia de que o bolão vencedor saiu da liderança do PT foi divulgada na noite de quarta-feira (18), enquanto a Câmara votava o projeto de minirreforma eleitoral, que afrouxa regras de controle e transparência dos partidos. Houve comemoração no plenário e em corredores próximos à liderança do PT. Pelo rateio, cada um dos cotistas receberá R$ 2,5 milhões. Um motorista do partido teria adquirido seis cotas, o que significa que vai embolsar, sozinho, R$ 15 milhões.

Segundo integrantes do partido, há possibilidade de haver deputados no bolão, mas ninguém confirmou a informação. “E quando a gente ganha, a gente ganha de forma socialista, 49 cotas!”, disse à Folha um dos coordenadores da Liderança do PT, Marcus Braga, que participou do bolão com uma cota de R$ 10.

Folha de S.Paulo