23 de julho de 2017, 10:13

BRASIL Piratas saqueiam R$ 100 milhões por ano na Amazônia

A era dos piratas não acabou. Ela apenas mudou de rota: da costa brasileira foi para os rios da Amazônia. Em vez de olho tapado e espadas, capuz, metralhadoras e fuzis AR 15. Para comunicação, sistema de rádio VHF. A nova “caça ao tesouro” agora é por combustível, que representa 70% do prejuízo de R$100 milhões por ano para as empresas que fazem transporte de carga pelos rios da floresta amazônica.Também chamados de “ratos d’água”, os piratas atuam sempre em grupos. Eles ficam de tocaia e, usando rádios, articulam o ataque. O alvo predileto são embarcações que transportam combustível e eletrônicos da Zona Franca de Manaus.

Estadão

23 de julho de 2017, 09:51

BRASIL Acnur cria site com qualificações de refugiados que buscam emprego no país

O sírio Abdulbaset Jarour, 27 anos, tem experiência em administração de empresas e fala três idiomas: árabe, inglês e português. A moçambicana Lara Lopes, 33 anos, é da área de tecnologia da informação (TI) e fala inglês. Em comum, além da boa qualificação profissional, os dois estão refugiados no Brasil e enfrentam dificuldades para conseguir uma colocação no mercado de trabalho equivalente à formação educacional.A campanha Talentos Invisíveis, da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e do Programa de Apoio para a Recolocação do Refugiado (Parr), busca dar visibilidade a essas trajetórias para que eles sejam reconhecidos por suas potencialidades e valores ao disputar uma vaga.A campanha conta com vídeos, fotos e currículos que reforçam as qualificações de pessoas como Lara e Abdul. No site Talentos Invisíveis [www.talentosinvisiveis.com.br] estão disponíveis os materiais de divulgação e há canais de contato para empregadores. Para ter acesso aos currículos, é necessário ser cadastrado no LinkedIn. Os dez participantes da campanha foram escolhidos por uma curadoria, mas outros cadastros podem ser acessados no programa de recrutamento Parr.Enquanto Abdul, após três anos no Brasil, continua desempregado, Lara – no país desde 2013 – somente conseguiu uma colocação na área de TI há dois meses. “Quando cheguei aqui, eu consegui [trabalhar] como camareira, eu fiquei um ano. Quando você chega, o que quer é trabalhar. Quer se inserir”, apontou a moçambicana, que também já atuou em telemarketing e agora é estagiária de uma empresa de tecnologia. “Voltei para a faculdade há um ano. Aqui [no Brasil] não aceitaram o meu diploma”, acrescentou. O Brasil, em 2016, registrava 9.552 refugiados reconhecidos pelo governo federal.

Agência Brasil

23 de julho de 2017, 08:35

BRASIL Impasses legais travam R$ 30,5 bi de investimentos em rodovias privadas

Foto: Reprodução/Estadão

As concessionárias de rodovias federais amargam uma intrincada lista de problemas. Apesar de cada empresa ser um caso particular e muitas serem vítimas das próprias decisões equivocadas, especialistas em infraestrutura apontam dois traços em comum no imbróglio: solução dos entraves depende do poder público e sua protelação custa caro – paralisa R$ 30,5 bilhões de investimentos na melhoria e expansão de estradas, segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).“É raro encontrar uma concessionária que não tenha alguma discussão relevante com órgãos públicos afetando decisões de investimentos”, diz a advogada Letícia Queiroz, especializada em infraestrutura. Há indefinições contratuais por divergências entre órgãos públicos; morosidade do governo para tomar decisões; dificuldade para garantir crédito e até investigação na Operação Lava Jato. Sob a gestão de 21 concessionárias estão 10 mil km de estradas federais pedagiadas consideradas a espinha dorsal do sistema de transporte nacional. A BR-163, no Centro-Oeste, rota de escoamento de grãos; a Via-40, que liga Brasília à Minas Gerais; e as Auto Pistas Planalto Sul e Litoral Sul, trechos da BR-116 e da BR-101, no Paraná e Santa Catarina, são algumas delas. O Estado entrou em contado com todas e comprovou a diversidade de problemas regulatórios. “As dificuldades costumam variar de acordo com a etapa em que a concessão foi feita”, diz Cláudio Frischtak, da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios. A primeira etapa, por exemplo, ocorreu nos anos 90. A preocupação é de que maneira a concessionária entrega a estrada, pois os contratos não preveem prorrogação. Algumas empresas, porém, alegam que há obras que não podem esperar, e se propõem a fazê-las em troca de um tempo a mais na concessão. Cerca de R$ 6 bilhões de investimentos dessa ordem foram engavetados porque o governo prefere relicitar.

Estadão

23 de julho de 2017, 07:50

BRASIL Doria negocia empréstimo de R$ 1 bi com BNDES para recapear ruas

A gestão do prefeito João Doria (PSDB-SP) negocia um empréstimo de R$ 1 bilhão com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para começar, ainda neste ano, um programa de recapeamento de 6 milhões de metros quadrados de asfalto nas ruas de São Paulo. Agentes do banco e da Prefeitura devem ter reuniões para decidir os termos do acordo na próxima semana.Será o primeiro empréstimo tomado pela Prefeitura com o banco desde a gestão Marta Suplicy (PMDB), encerrada em 2004, segundo Doria. O prefeito disse que fez o pedido da cifra de R$ 1 bilhão ao presidente do banco de fomento, Paulo Rabelo de Castro, durante almoço que ambos tiveram na última sexta-feira. “Não sei se eles vão dar essa quantia, mas é ela que pedimos”, disse o tucano. A reportagem não conseguiu contato com o BNDES neste sábado.Doria ofereceu como garantias ao empréstimo o plano de desestatização lançado no primeiro semestre. O prefeito está em viagem à China nesta semana para apresentar os projetos a investidores estrangeiros. A equipe de Doria já havia identificado a necessidade de enfrentar o problema do asfalto da cidade de forma mais enfática. O acordo prevê que recursos obtidos com outorgas e outros pagamentos referentes ao plano garantiriam o retorno do empréstimo ao banco.Fechado o acordo, Doria pretende anunciar o recapeamento como “o maior da história da cidade”. “Asfalto é um investimento social. Todos usam, quem está de carro, quem está de ônibus”, disse. As vias recapeadas deixarão de ter lombadas, ainda de acordo com o plano do prefeito: onde houver necessidade, serão instaladas lombofaixas, faixas de pedestre elevadas, que já existem por exemplo em ruas que dão acesso às Marginais do Tietê e do Pinheiros.O prefeito estima que os serviços poderiam começar tão logo os recursos sejam liberados, uma vez que a contratação das obras é feita por licitação simples, do tipo tomada de preços, sem necessidade de grandes projetos. A cidade conta com uma usina de asfalto, localizada na Barra Funda, zona oeste, que seria desativada. Em seu terreno, área de operação urbana, a Prefeitura pretende construir moradias populares.Originalmente, o plano de metas da Prefeitura, apresentado à Câmara Municipal há três semanas, previa o recapeamento de 400 quilômetros de vias até 2020, por meio de um programa chamado Asfalto Novo. A cidade tem 17 mil quilômetros de vias. O custo previsto no plano era de R$ 480 milhões em serviços de custeio, sendo que R$ 310 milhões viriam do Tesouro municipal. O plano previa que a Prefeitura prospectasse parcerias que pudessem ampliar a quantidade de vias recapeadas. “Essa negociação é muito maior do que o plano de metas”, disse o prefeito.

Estadão

23 de julho de 2017, 07:30

BRASIL Odebrecht não pode continuar no Peru, diz vice-presidente

O vice-presidente do Peru, Martín Vizcarra, afirmou neste sábado (22) que a construtora Odebrecht não pode mais continuar trabalhando no país por estar envolvida em corrupção de funcionários, além de ex-presidentes de países da América do Sul.”A Odebrecht, uma empresa que claramente cometeu atos de corrupção, não pode continuar trabalhando no Peru. Ela tem de sair, conforme está previsto na legislação”, disse Vizcarra à rádio peruana RPP. “Assim como temos sido rígidos com a lei de Morte Civil para funcionários corruptos, temos que fazer o mesmo: empresa corrupta não pode trabalhar no Peru”, afirmou. Para Vizcarra, o governo precisa dar exemplos de “luta sincera contra a corrupção” para recuperar a confiança da população peruana.A lei a que Vizcarra se refere foi aprovada pelo poder Executivo em outubro de 2016 com a intenção de ampliar a pena de funcionários condenados por corrupção. Eles podem perder o direito de assumir cargos públicos, ainda que eletivos, pelo período de 6 meses a 20 anos, e ainda há uma cláusula que prevê inabilitação perpétua para quem atue como membro de uma organização criminosa ou cuja conduta tenha prejudicado programas de assistência social.No último dia 14, o ex-presidente do Peru Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, foram presos preventivamente sob acusações de lavagem de dinheiro ligada à Odebrecht. Eles negam envolvimento com o caso e aguardam julgamento.

Estadão

23 de julho de 2017, 07:16

BRASIL Impressão de voto vai custar R$ 2,5 bi, diz TSE

Foto: Reprodução

A impressão do voto nas urnas eletrônicas em todo o País deverá custar R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos nos próximos dez anos, segundo projeção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além de criticar os elevados gastos com a troca das atuais urnas eletrônicas por modelos com impressoras, ministros da Corte Eleitoral acreditam que a reprodução do voto em papel vai provocar uma série de transtornos a partir do ano que vem, como aumento nas filas e no número de equipamentos com defeitos.O voto impresso é uma das exigências previstas na minirreforma eleitoral, sancionada com vetos, em 2015, pela presidente cassada Dilma Rousseff. O TSE estima que 35 mil urnas do novo modelo – de um total de 600 mil – deverão ser utilizadas já em 2018. O novo equipamento custa US$ 800 (cerca de R$ 2.520), ante US$ 600 (R$ 1.890) do modelo atual.”É claro que a implantação seria feita paulatinamente, mas tem uma repercussão enorme, quando faltam recursos para o próprio financiamento de campanha”, disse ao Estado o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes. Em um esforço para adiar ou até mesmo barrar o voto impresso, Gilmar tem discutido o assunto com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outras lideranças partidárias.

Agência Brasil

23 de julho de 2017, 06:55

BRASIL Manchetes do Dia

Correio*: MP investiga nepotismo em 31 prefeituras

Tribuna da Bahia: Aumento do combustível impacta na vida dos baianos

A Tarde: Obras do Centro Histórico permanecem inacabadas

O Estado de S. Paulo: Rodovias privatizadas têm R$ 30 bilhões em investimento parado

Folha de S. Paulo: Região rica atrai vagas, e Nordeste sofre com crise

22 de julho de 2017, 20:13

BRASIL Em vídeo, Renan diz que ‘réu preso desesperado não pode acusar sem prova’

Um dia após a Polícia Federal desqualificar a colaboração premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) publicou um vídeo em seu Facebook afirmando que o relatório da PF “mostra que réu preso desesperado para reduzir a pena não pode acusar sem prova”. Em áudios entregues por Machado, havia a suspeita de que Renan, o senador Romero Jucá (RR) e o ex-presidente José Sarney tentavam barrar a Operação Lava Jato. O parlamentar falou ainda em “violação” da sua intimidade e a da sua família e afirmou que ficaram “expostos nas mídias sociais”. “Até pediram, você lembra, a minha prisão, exatamente quando eu presidia o Senado Federal e o Congresso Nacional, com dano à democracia e ao poder”, disse. O peemedebista se referia ao pedido de sua prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em junho do ano passado, após a divulgação das conversas com Machado. Renan também citou a medida liminar dada pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), em dezembro do ano passado, afastando o senador da presidência do Senado. “Meses depois, tentou-se novamente, desta vez por liminar monocrática, afastar-me do comando legislativo”, disse. “O primeiro (sobre o pedido de prisão), você lembra, foi recusado pelo (ministro relator da Lava Jato, morto neste ano) Teori Zavascki. O segundo (pedido de afastamento da presidência do Senado) pelo pelo do Supremo Tribunal Federal. Corrigir abuso contra pessoa é fácil, mas contra a democracia e a separação dos poderes?” A PF sustenta que não há como comprovar o cometimento de crimes por parte do ex-presidente e dos senadores. Para a delegada Graziela Machado da Costa e Silva, Machado não merece os benefícios da colaboração premiada. “Entende-se, desde a perspectiva da investigação criminal promovida pela Polícia Federal, não ser o colaborador (Sérgio Machado) merecedor de benefícios processuais abrigados no artigo 42 da Lei 12.850/13″, diz o relatório. (Elisa Clavery – elisa.clavery@estadao.com)

Estadão Conteúdo

22 de julho de 2017, 13:02

BRASIL Gleisi: espero que decisão em 2º instância de Lula não seja política

A senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou ontem esperar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não sofra um julgamento político na segunda instância, como, na sua opinião, aconteceu com a decisão do juiz Sérgio Moro. Lula foi condenado na semana passada a 9 anos e 6 meses de prisão na ação sobre o caso do tríplex do Guarujá. “Tenho uma esperança muito grande que vem do julgamento do (ex-tesoureiro do PT) João Vaccari, que foi inocentado”, afirmou a senadora. “O processo do Lula é muito parecido, não tem prova nenhuma, só tem delação. Agora, é claro, é uma figura política de grande peso.”As afirmações de Gleisi foram feitas no velório de Marco Aurélio Garcia, um dos fundadores do partido e ex-assessor para assuntos internacionais dos governos Lula e Dilma Roussef, na Assembleia Legislativa de São Paulo.Segundo a petista, a morte de Marco Aurélio, nesta quinta-feira (20) pegou todos de surpresa. Ele continuava participando ativamente das discussões do partido e se preparava para ajudar na formulação do programa de governo do ex-presidente.

22 de julho de 2017, 12:44

BRASIL Ministério e prefeitura fazem acordo para criar parque no Campo de Marte

O Ministério da Defesa e a Prefeitura de São Paulo chegaram a um acordo para a criação de um parque em parte da área do Campo de Marte, na zona Norte da cidade. A decisão foi tomada em reunião realizada ontem (21) na capital paulista com a participação do ministro da Defesa, Raul Jungmann e do prefeito João Doria.No total, o Campo de Marte tem uma área de 2,1 milhões de metros quadrados. Atualmente, 975 mil metros quadrados estão sob a administração da Infraero, onde funciona um aeroporto, e 1,13 milhão de metros quadrados, estão sob a administração do Comando da Aeronáutica, onde funcionam o Hospital da Aeronáutica, o Parque de Material Aeronáutico, o Centro Logístico e Subdiretoria de Abastecimento e a Prefeitura da Aeronáutica e uma vila militar.Na primeira fase do projeto serão destinados 401 mil metros quadrados para a implantação do parque, que será o terceiro maior da cidade. O espaço, que corresponde a 20% da área total do Campo de Marte, atualmente não tem uso público. Segundo o projeto, também deverá ser instalado um museu aeroespacial no local. De acordo com a prefeitura, os detalhes do projeto serão anunciados no dia 7 de agosto.O ministério e a prefeitura não informaram contudo se o aeroporto que funciona no local será afetado pela construção do parque. Segundo a Infraero, o aeroporto opera com aviação executiva, táxi aéreo e escolas de pilotagem e abriga a maior frota de helicópteros do país. O equipamenteo movimenta anualmente uma média de 125 mil passageiros e 71 mil voos.

Agência Brasil

22 de julho de 2017, 11:54

BRASIL Moro manda comunicar Lula sobre bloqueio de bens

Foto: Reprodução

O juiz federal Sérgio Moro mandou citar e intimar o ex-presidente Lula sobre o bloqueio de seus bens. A carta precatória – comunicado que um juiz envia a magistrado de outra Comarca -, número 700003646115 foi encaminhada à Seção Judiciária de São Bernardo do Campo, cidade da Grande São Paulo onde mora o petista.O documento indica um prazo de 15 dias para Lula, por meio de seu advogado, apresentar resposta à medida requerida pelo Ministério Público Federal. Em anexo, será enviado ao ex-presidente o pedido de confisco, feito pelo Ministério Público Federal, em outubro do ano passado, e a decisão de Moro que ordenou as medidas assecuratórias.O magistrado acolheu o pedido da Procuradoria da República em 14 de julho, dois dias depois de condenar Lula a 9 anos e seis meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex.Na sentença, o juiz da Lava Jato decretou o confisco do imóvel do Guarujá e impôs multa de R$ 16 milhões ao petista e a outros dois réus, o empreiteiro Léo Pinheiro e o executivo Agenor Franklin Medeiros, ambos da OAS.Na terça-feira, 18, o Banco Central informou a Moro ter bloqueado R$ 606.727,12. O dinheiro foi encontrado em quatro contas de Lula: R$ 397.636,09 (Banco do Brasil), R$ 123.831,05 (Caixa Econômica Federal), R$ 63.702,54 (Bradesco) e R$ 21.557 44 (Itaú).Além do dinheiro, Moro confiscou de Lula três apartamentos e um terreno, todos os imóveis em São Bernardo do Campo, e também dois veículos.O bloqueio dos imóveis do petista atinge ‘a parte ideal de 50% correspondente à meação’ – em fevereiro, a mulher do ex-presidente, Marisa Letícia, morreu vítima de um AVC.

Estadão

22 de julho de 2017, 11:06

BRASIL Normalização de emissão de passaportes pode demorar até 5 semanas

A Casa da Moeda do Brasil (CMB), que produz os passaportes, informou na sexta-feira (21) que a normalização da emissão dos documentos deve levar até cinco semanas e ainda pode ser impactada pelo volume de novas solicitações. As informações são da Agência Brasil.O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou, também ontem (21), que já colocou à disposição “o limite de empenho de recursos federais para emissão de passaportes”. “Foi repassado o crédito suplementar de R$ 102,3 milhões aprovado pelo Congresso Nacional”, conforme nota divulgada pela pasta.A Polícia Federal informou que no período de suspensão de emissão dos passaportes “foram represados cerca de 175 mil pedidos”. Segundo a PF, estes documentos represados agora serão processados por ordem cronológica.A Casa da Moeda informou que recebeu na tarde de sexta (21) os arquivos com dados dos solicitantes de passaportes e que a fabricação será retomada imediatamente, com turnos extras a partir do começo da próxima semana.“Por entender a importância da urgente normalização do serviço, a CMB vai trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, a partir de segunda feira (24), arcando com custos extras para atender a todas as solicitações feitas pelos cidadãos nos postos da DPF durante os dias de suspensão”, informa a nota. A emissão de passaportes foi suspensa no dia 27 de junho, por falta de dinheiro, segundo a PF.

Estadão

22 de julho de 2017, 10:47

BRASIL É natural projetos contra investigação,diz delegada que livrou senadores e Sarney

Ao concluir que os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá e o ex-presidente José Sarney – velhos cardeais do PMDB – não tentaram barrar a Lava Jato, a delegada de Polícia Federal Graziela Machado da Costa e Silva afirmou que, ainda que ‘lamentável’, é “natural” que projetos de lei “tivessem o propósito de amainar consequências criminais que rondam os próprios legisladores”.O relatório da PF concluiu que os três peemedebistas, flagrados em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, não cometeram obstrução de Justiça e que o ex-presidente da Transpetro não merece os benefícios da delação premiada.Nos diálogos, Jucá afirma ser necessário ‘mudar o governo para estancar a sangria’ e mencionava como ‘solução’, o então vice-presidente Michel Temer.À época, em maio de 2016, a ex-presidente Dilma Rousseff estava à beira do processo de impeachment e o delator e o peemedebista falavam sobre as investigações.O então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ressaltou a necessidade de regulamentar a delação premiada em conversa com Machado.Já Sarney disse prever que a delação da Odebrecht teria o efeito de uma ‘metralhadora ponto 100′.Para a delegada Graziela Machado da Costa e Silva, que assina o documento que livra os três da suspeita de obstrução de Justiça, os posicionamentos dos senadores, mesmo que sejam convertidos em projetos de lei que afetem as investigações, são prerrogativas de seus cargos. É natural – sem deixar de ser absolutamente lamentável – que eventuais alterações tivessem o propósito de amainar consequências criminais que rondam os próprios legisladores, mas ainda assim, soa desarrazoado dotá-las de status criminal, sob pena de criminalizar qualquer movimento legislativo que, mesmo sem aprovação ou sequer tramitação, tenha como mote disciplinar de forma diversa, por exemplo, o instituto da colaboração premiada ou qualquer outro instituto penal ou processual penal”, sustenta a delegada.

Estadão

22 de julho de 2017, 09:50

BRASIL A jornada na Câmara para sair da Papuda

Com passos apressados e o semblante fechado, o deputado Celso Jacob (PMDB-RJ) chegou à Câmara, ontem, por volta das 10 horas para o seu primeiro dia de expediente no recesso parlamentar.O peemedebista só conseguiu autorização da Justiça para continuar trabalhando durante férias de deputados e senadores até 31 de julho. Se fosse negado, passaria os dias no Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena de 7 anos e 2 meses em regime semiaberto.Para poder frequentar a Câmara durante as férias, o parlamentar ganhou uma forcinha da bancada do seu partido, o PMDB, e foi indicado para compor a comissão representativa do Congresso durante o recesso. O grupo de parlamentares resolve questões de caráter urgente que possam vir a surgir nas duas Casas, mas só é acionado em casos excepcionais. Ou seja, na prática, é uma formalidade, sem função específica, e que nem sequer exige a permanência do parlamentar em Brasília.Mesmo assim, o peemedebista permaneceu na Câmara até as 18h48, quando pegou o Uber contratado por ele para buscá-lo e levá-lo da prisão. Pela determinação da Justiça, seu horário de trabalho vai até as 19 horas. Ao chegar ao Congresso pela manhã, o deputado ficou irritado com a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo e correu para não ser fotografado.Durante o dia, deixou o gabinete poucas vezes, uma delas para ir à sala da liderança do PMDB, outra para ir à Mesa Diretora. A presença do deputado chamou atenção de servidores da Casa. Duas moças fizeram comentários ao vê-lo pelos corredores. “O que ele está fazendo aqui?”, perguntou uma. “Trabalhando e de cabeça erguida”, disse a outra.O advogado Thiago Machado disse que é importante ele ir à Câmara nas férias, pois há muito trabalho acumulado dos 20 dias que ficou afastado, depois de ser preso.Jacob foi condenado em 6 de junho pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por falsificação de documento público e dispensa de licitação para a construção de uma creche quando era prefeito de Três Rios, no Rio. Desde o dia 30 de junho, foi autorizado pela Justiça a voltar a exercer o mandato durante o dia. Em uma das poucas declarações que deu ao Estado, disse que vai provar sua inocência no caso.

Estadão

22 de julho de 2017, 09:09

BRASIL Sepromi participa de encontro com Ângela Davis e destaca luta racial pelo mundo

A escritora Ângela Davis, uma das principais referências mundiais na luta racial, visitou nesta sexta-feira (21) o município de Cachoeira, localizado no Recôncavo baiano. A ativista afro-americana participou de oficinas e debates a convite de um grupo de intelectuais e militantes na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), com abordagens sobre a luta das mulheres negras e o combate ao racismo. Em seguida visitou a egbomi Nice de Oyá, religiosa da Irmandade da Boa Morte e do terreiro Casa Branca, em sua residência. A titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, também participou do encontro, ao lado de feministas e integrantes de movimentos sociais.A secretária divulgou o conjunto de políticas e ações afirmativas desenvolvidas na Bahia, além de marcos que resultaram da luta do movimento negro, a exemplo da implantação da Sepromi, que neste ano completa 10 anos de atuação. “As bandeiras de defesa do povo negro e o diálogo com as suas diversas representações entram, cada vez mais na agenda governamental, com o trabalho desenvolvido pelo pioneirismo nacional desta secretaria, somando à agenda da Década Internacional Afrodescendente declarada pela ONU”, pontuou a secretária. Na oportunidade ela presenteou Ângela Davis com um exemplar do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa. Também estiveram presentes a diretora do Ilê Aiyê, Dete Lima; a professora da UFRB, Ângela Figueiredo; a ativista do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Iraildes Andrade; a diretora do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas (Sindoméstico), Marinalva Barbosa; a representante do movimento estudantil, Dani Ferreira; o gestor local de Promoção da Igualdade Racial, pai Pedrinho; e a dirigente do Grupo Amulêto de Rose Mary. Elas ofereceram camisetas, fantasias de bloco afro, dentre outras lembranças, como o catálogo Mulheres de Axé e o dvd A Cor do Trabalho. Além de conversar com as militantes feministas, Davis conheceu um pouco da culinária afro-baiana oferecida pela Egbomi Nice.