21 de fevereiro de 2017, 12:05

BRASIL Em sabatina, Alexandre de Moraes reafirma compromisso com a Constituição Federal

Em fala inicial, hoje (21), na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o indicado para uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, disse que sempre pautou sua carreira profissional pela “ética profissional” e “respeito ao ideal republicano”. O ministro licenciado do Ministério da Justiça traçou aos senadores um panorama de sua carreira jurídica, citou os cargos que exerceu ao longo dos anos e disse que sempre observou “a flagrante e urgente necessidade de aproximar a Justiça do povo brasileiro com a aplicação rápida e segura da Constituição e da lei”. Em aproximadamente meia hora de apresentação, o indicado criticou o alto número de processos que tramitam nos tribunais brasileiros e citou mecanismos legais que poderiam garantir a celeridade do andamento processual no Brasil. Ele defendeu, por exemplo, a realização de audiências de conciliação antes de certas questões seguirem o caminho judicial. Por fim, Moraes citou e agradeceu também as entidades que manifestaram apoio à sua indicação. Citando MartinKuther King, ele defendeu a liberdade dos indivíduos, da nação e do Estado Democrático de Direito. “Reafirmo minha independência, meu compromisso com a Constituição Federal e minha devoção pelas liberdades individuais”, declarou Moraes.

Agência Brasil

21 de fevereiro de 2017, 11:17

BRASIL Lobão indefere questão de ordem de Randolfe para adiar sabatina de Moraes

Foto: Divulgação

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Edison Lobão (PMDB-MA)

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Edison Lobão (PMDB-MA), indeferiu questão apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que pedia o adiamento da sabatina de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF). O senador argumentava que faltavam informações sobre o conflito da atividade profissional da esposa do indicado, Viviane de Moraes, que atua em escritório de advocacia. De acordo com Randolfe, conforme o regimento do Senado, o indicado e o relator do processo deveriam ter apresentado informações sobre parentes que exercem atividade profissional que representem conflito de interesse com a atividade atual e futura, no caso de ministro do Supremo, do sabatinado. Ele apontou que a esposa do ministro, Viviane de Moraes, é coordenadora de um escritório de advocacia. O relator do processo, Eduardo Braga (PMDB-AM), argumentou que a atividade da esposa de Moraes não representa nenhum conflito com sua atividade atual, de ministro licenciado da Justiça. Na interpretação de Braga, o regimento não trata da atividade futura que será exercida por Moraes, que será de ministro do Supremo. Por essa razão, o presidente da comissão, Edison Lobão, que é investigado na Lava Jato, recusou a possibilidade de adiamento da sabatina.

Estadão

21 de fevereiro de 2017, 10:56

BRASIL Foro privilegiado não pode ser ‘suruba selecionada’, afirma Jucá

Foto: Agência Senado

Líderes da base e da oposição no Congresso ameaçam aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para retirar o foro privilegiado de magistrados e integrantes do Ministério Público caso o Supremo Tribunal Federal (STF) leve adiante a proposta de restringir o foro de políticos somente para crimes cometidos no exercício do mandato eletivo.”Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”, afirmou o líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.A afirmação de Jucá – investigado na Lava Jato – foi uma reação à proposta em debate no STF de restringir o alcance da prerrogativa dos políticos ao mandato em exercício. “Uma regra para todo mundo (a restrição do foro privilegiado) para mim não tem problema”, disse o senador peemedebista. Pouco antes, Jucá fez no Senado um duro discurso contra a imprensa por ter sido criticado após apresentar – e em seguida retirar – uma proposta que impedia os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado de serem investigados por fatos anteriores ao exercício do cargo, como já ocorre para quem ocupa a Presidência da República.O senador ressaltou que o Supremo ainda vai decidir se caberia à própria Corte alterar a interpretação do foro ou se seria apenas por meio de uma mudança na Constituição pelo Legislativo. “Não é coisa de curto prazo, para amanhã”, disse.A discussão sobre o alcance da prerrogativa ganhou corpo na semana passada após o ministro do STF Luís Roberto Barroso defender a limitação do foro a casos relacionados a acusações por crimes cometidos durante e em razão do exercício do cargo. Em processo que discute compra de votos do prefeito de Cabo Frio Marquinho Mendes (PMDB), na eleição de 2008, Barroso propôs nova interpretação para o foro por prerrogativa de função. Ele quer que o plenário do STF discuta esse entendimento pessoal.O relator da Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin, também defendeu a revisão do foro. Por ora, a mudança proposta por Barroso não deve entrar na pauta do STF em março.

Estadão Conteúdo

21 de fevereiro de 2017, 10:16

BRASIL Alexandre de Moraes chega para sabatina na CCJ do Senado

Indicado pelo presidente Michel Temer para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro licenciado da Justiça Alexandre de Moraes, chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para sua sabatina por volta das 9h40 desta terça-feira, dia 21. O ministro veio acompanhado de sua esposa, Viviane de Moraes, e se direcionou para a sala reservada da comissão. Moraes também trouxe alguns convidados. Perto das 10h, horário marcado para o início da sabatina, senadores ainda não haviam chegado à sala da comissão.

AE

21 de fevereiro de 2017, 10:05

BRASIL Governo destina R$ 100 milhões para apoio ao sistema prisional

O presidente Michel Temer abriu hoje (21) crédito extraordinário de R$ 100 milhões para o Ministério da Defesa. Os recursos serão usados para o apoio logístico das Forças Armadas no sistema penitenciário e nas ações de segurança pública nos estados. Em janeiro, o governo federal autorizou a atuação das Forças Armadas nos presídios para fazer inspeção de materiais considerados proibidos e reforçar a segurança nas unidades. A segurança interna, entretanto, continua sob responsabilidade dos agentes penitenciários e policiais. A cooperação entre os entes locais e federais no combate ao crime organizado e na modernização dos presídios é um dos pontos do Plano Nacional de Segurança Pública, lançado pelo governo federal em janeiro em meio à crise no sistema prisional em diferentes estados, que já resultou na morte de mais de 100 detentos. O apoio do Ministério da Defesa será dado mediante a demanda dos governadores. Para isso, eles devem solicitar ao presidente um decreto de Garantia da Lei da Ordem (GLO), o instrumento legal que vai determinar o envio dos militares. Nesse caso, o comando da operação fica a cargo das Forças Armadas. Os militares só entrarão nos estabelecimentos prisionais depois que as forças policiais locais garantirem que não há risco. Os militares não terão contato com os presos, que deverão ser retirados das celas e demais dependências durante a inspeção em busca de armas, drogas e aparelhos celulares. As Forças Armadas também vão oferecer treinamento para que as próprias forças de segurança pública estaduais façam inspeções regulares. A medida provisória com o crédito extraordinário foi publicada no Diário Oficial da União.

Andreia Verdélio, Agência Brasil

21 de fevereiro de 2017, 09:48

BRASIL PF prende ex-prefeito de Dolcinópolis e seu laranja, o Zé Colméia

Foto: Divulgação

Segundo a PF, estão na mira dos investigadores milhões de reais em pagamentos suspeitos

A Polícia Federal e o Ministério Público Estadual de São Paulo deflagraram na manhã desta terça-feira, 21, a Operação Catatau contra desvios de recursos públicos durante a gestão do ex-prefeito do município de Dolcinópolis/SP José Luiz Reis Inácio Azevedo. Segundo a PF, estão na mira dos investigadores milhões de reais em pagamentos suspeitos realizados durante a gestão de Azevedo em contratos de consultorias, compras, serviços e convênios. O ex-prefeito foi preso pelos federais em sua nova casa em Porto Seguro, na Bahia. O ex-prefeito será conduzido por policiais federais em vôo de Porto Seguro/BA até São José do Rio Preto/SP de onde será escoltado em viatura até Jales/SP para ser ouvido pelas autoridades responsáveis pelas investigações. Posteriormente ele será conduzido a presídio da região de Jales onde permanecerá à disposição da Justiça Estadual. O ex-prefeito mudou-se com a família e uma empregada para Porto Seguro, na Bahia, onde foi preso na manhã de hoje. Outro alvo da operação é uma ex-tesoureira da prefeitura que além de conduzida coercitivamente para depor é alvo de dois mandados de busca e apreensão em Fátima Paulista e Dolcinópolis. “Zé Colmeia”, suspeito de ser “laranja” do ex-prefeito, também foi preso em sua casa. Na gestão do ex-prefeito, ele figurou como sócio em construtoras e empresas de consultoria, com capital social acima de um milhão de reais, que prestavam serviços para o município de Dolcinópolis/SP. No total, a Justiça Estadual de Estrela d’Oeste/SP expediu dois mandados de prisão temporária, dez conduções coercitivas e onze mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos nas cidades de Porto Seguro/BA, Dolcinópolis, Distrito de Fátima Paulista, Cardoso, Pontalinda e Jales/SP. Os conduzidos serão levados até a sede da PF de Jales/SP para prestar esclarecimentos, com exceção da esposa do ex-prefeito e sua funcionária que serão ouvidas na PF em Porto Seguro/BA.

Estadão

21 de fevereiro de 2017, 09:03

BRASIL Sabatina de Alexandre de Moraes pode durar o dia todo

Foto: Estadão

A sabatina de Alexandre de Moraes para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) está prevista para começar às 10h desta terça-feira, 21, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A expectativa é de que a sessão seja longa, podendo se estender até o período da noite. A última sabatina, do ministro Edison Fachin, durou mais de 12 horas. Cada senador terá 10 minutos para fazer perguntas, enquanto Moraes terá o mesmo tempo para a resposta. Em seguida, os parlamentares ainda têm direito à réplica e tréplica, com cinco minutos cada. Aliado de Michel Temer, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), se comprometeu em levar a indicação para votação no plenário no mesmo dia em que fosse aprovada pela CCJ. Para ser aprovada, a indicação precisa do voto de, pelo menos, 41 dos 81 senadores.Com medo que a sabatina se delongue ao ponto de não haver tempo para a sessão do plenário, a orientação entre os senadores da base do governo é de serem econômicos nas perguntas ao candidato à ministro do Supremo. Os líderes da base devem distribuir perguntas entre os senadores de suas bancadas para evitar que todos falem. No PSDB, partido ao qual Moraes era filiado até a semana passada a orientação é para que os senadores façam apenas questionamentos de caráter técnico. “Vamos ficar muito mais na área técnica. Não vamos ficar questionando assuntos que não são pertinentes como qual é a linha ideológica dele. Não há o que o porquê perguntar isso”, afirmou o líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC).A oposição, por outro lado, promete uma sabatina dura. Os senadores contrários à indicação de Moraes querem que ele dê explicações sobre seus posicionamentos políticos e sua proximidade com o PSDB. Eles alegam que, em todos os cargos públicos que ocupou, Moraes mostrou um comportamento partidarizado, incompatível com o cargo no Supremo.

Estadão Conteúdo

21 de fevereiro de 2017, 08:34

BRASIL “É abusivo”, diz Jutahy sobre cobrança de bagagens aéreas

Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira (20), em discurso em Brasília, o deputado federal Jutahy Júnior (PSDB-BA), protestou contra a decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que retira a franquia de bagagens para passageiros nos aeroportos brasileiros. A cobrança está prevista para começar a partir de 14 de março.”É algo inacreditável que, num País em que há praticamente um monopólio na área de aviação, cobrem pela bagagem do passageiro, sem haver uma definição em relação à diminuição do preço da passagem. Isso é algo inconcebível”, criticou Jutahy Júnior.O parlamentar baiano conclamou os demais deputados para que, antes do dia 14 de março, votem um projeto de lei, já aprovado pelo Senado, revogando essa medida e permitindo que o consumidor, o passageiro da aviação brasileira, não seja atingido de forma brutal em relação ao custo da passagem, que, aqui no Brasil, é abusivo.”Hoje, ir a Salvador no carnaval é mais caro do que ir ao exterior. Isso não tem cabimento. Por isso, queremos a votação”, concluiu Jutahy Júnior.

21 de fevereiro de 2017, 08:17

BRASIL MP destina R$ 100 milhões para atuação das Forças Armadas em presídios e Estados

O presidente Michel Temer editou a Medida Provisória 769 para abrir crédito extraordinário de R$ 100 milhões em favor do Ministério da Defesa. O recurso será destinado ao apoio logístico para emprego das Forças Armadas no Sistema Penitenciário Brasileiro e no reforço da Segurança Pública nos Estados. O crédito extra para a pasta da Defesa resulta de cancelamento de recurso de mesmo valor da programação orçamentária da reserva de contingência financeira e fiscal. A Medida Provisória 769 está publicada na edição desta terça-feira, dia 21, do Diário Oficial da União (DOU).

21 de fevereiro de 2017, 07:35

BRASIL Insatisfações colocam PMDB em ebulição

Foto: Agência Senado

Senador Romero Jucá

Apesar de ter o comando do governo, o PMDB passa por seu pior momento interno desde a posse de Michel Temer, com várias crises deflagradas ao mesmo tempo. No Senado, o pesado tom do discurso do senador Romero Jucá (RR) exibiu o desconforto de integrantes da cúpula do partido pelos desdobramentos da Lava Jato. Na Câmara, em entrevista à Coluna do Estadão, o vice-presidente da Casa, Fábio Ramalho (MG), reclama do mau tratamento recebido do núcleo político de Temer. O PMDB também entrou em choque com PSDB e PP por espaço. Um cacique do PMDB resumiu assim o discurso do colega de partido: “Jucá sendo Jucá”. Quem convive com o senador nos bastidores já tinha ouvido o desabafo tornado público na sessão plenária de ontem. Colegas de Jucá também dizem que ele está de salto alto por ter certeza de que será reeleito senador depois que Teresa Surita (PMDB), sua ex-mulher, ganhou em 2016 a disputa pela prefeitura de Boa Vista com 79,39% dos votos.

Estadão

21 de fevereiro de 2017, 07:25

BRASIL Maia diz que Câmara fará só ‘checagem técnica’ de assinaturas de apoio a projeto anticorrupção

Foto: Divulgação

Rodrigo Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a Secretaria-Geral da Mesa começaria a fazer a “checagem técnica” das assinaturas dos cidadãos que apoiaram a iniciativa que deu origem ao projeto das 10 Medidas Contra a Corrupção. A ideia é verificar se os formulários foram preenchidos de maneira correta, mas a veracidade das informações não será confirmada. Em outros projetos de iniciativa popular, como a Lei da Ficha Limpa, não houve esse tipo de verificação. Maia afirmou que vai apresentar um projeto de lei com procedimentos preestabelecidos para regulamentar as iniciativas populares no Congresso. A checagem das assinaturas é um procedimento inédito na Câmara e, até o início da noite desta segunda-feira, 20, integrantes da Mesa ainda estudavam como fazê-la. A ação faz parte de um acordo entre Maia e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. Em liminar proferida em dezembro, Fux apontava dois problemas na tramitação da proposta: o fato de deputados terem “adotado” um projeto de iniciativa popular sem terem checado a veracidade das assinaturas de apoio e de os parlamentares terem feito modificações e incluído matérias estranhas ao projeto enviado pelo Ministério Público Federal. Após conversa com Maia, Fux extinguiu o processo que questionava a tramitação da matéria no Congresso. Desde então, o presidente da Câmara tem declarado que a checagem da assinatura será suficiente para que o projeto possa voltar ao Senado. “Se o rito estiver todo correto, acho que não tem necessidade de nova votação. A parte da Câmara está superada”, disse Maia. Para o presidente da Câmara, o fato de os deputados terem alterado o projeto não está em questão e a “única condição do caso” era a contagem formal das assinaturas. “O que a gente não pode é colocar toda essa mobilização por água abaixo”.

Estadão

21 de fevereiro de 2017, 07:20

BRASIL Jucá acusa imprensa de fazer ‘linchamento’ de políticos

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), discursou por quase uma hora no plenário do Senado, nesta segunda-feira, 20, para se defender das acusações de que tenta atrapalhar a Operação Lava Jato. Ele acusou a imprensa de tentar fazer o “linchamento” dos políticos.Após recuar do projeto que poderia blindar os membros da linha sucessória da presidência, na semana passada, Jucá foi hostilizado ao desembarcar em aeroporto de Boa Vista, na última sexta-feira, 17. Citando referências históricas, Jucá afirmou que a imprensa “aponta a guilhotina” para os parlamentares e depois “parte para o estraçalhamento”.”Está parecendo que estamos vivendo o período da inquisição, ou a Revolução Francesa. Estão querendo pregar em todos nós a estrela de Israel no peito, como os nazistas pregaram nos judeus que viviam na Alemanha. No passado, a turba fazia linchamentos, hoje quem tenta fazer é a imprensa e setores da sociedade”, atacou. O líder do governo se referia à estrela de Davi, símbolo do Judaísmo que era costurado nas roupas dos judeus no período nazista, na Alemanha, para identificá-los.O peemedebista disse ainda que os jornalistas teriam pressionado parlamentares a retirar as assinaturas na última quinta-feira, 16. Após as notícias sobre a sua proposta ser divulgada, pelo menos dois senadores desistiram do apoio ao texto. “Estamos agora sofrendo patrulhamento na tramitação de projetos? Isso comigo não funciona”, declarou. Ele afirmou que recuou da proposta para que o Congresso coloque “os pontos nos is” e “não se diminua”. “Da minha parte, não haverá diminuição”, continuou. Após o discurso, ele avaliou que a proposta pode ser discutida novamente no futuro.Ele criticou ainda o vazamento das delações premiadas pelos jornalistas, que chamou de “nova vivandeiras e carpideiras”. “É liberdade imprensa vazar um pedaço de delação? E a que preço essa imprensa recebe o pedaço da delação? Não sei”, continuou. O líder do governo possui um projeto em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que propõe o fim do sigilo para todos os acordos de delações premiadas. O intuito, garantiu, é garantir “mais clareza” aos processos.Jucá afirmou que os profissionais da imprensa “choram defuntos ainda vivos”, citando nomes de alguns colunistas. “Quero dizer com muita tranquilidade, aos meus adversários e a quem quer me marcar com uma estrela no peito: eu não vou morrer de véspera, eu não me entrego, eu sei o que eu defendo, eu sei o que eu fiz, e eu sei o que vou fazer.” O peemedebista assegurou que continuará apresentando propostas polêmicas. “Jucá é sinônimo de uma madeira que não quebra e não se enverga.”

Estadão Conteúdo

21 de fevereiro de 2017, 07:15

BRASIL Projetos sobre foro privilegiado ainda patinam no Congresso

Foto: Divulgação

Senado Federal

O debate sobre o fim do foro privilegiado patina no Congresso. O Senado resiste a votar em plenário uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a prerrogativa. Em novembro passado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a PEC de autoria do senador Álvaro Dias (PV-PR), mas o então presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), não colocou a matéria na pauta do plenário. Não se sabe se seu sucessor, Eunício Oliveira (PMDB-CE), dará encaminhamento para a proposta. A PEC de Álvaro Dias é a mais avançada no Congresso, atualmente. Se passar pelo Senado, em dois turnos de votação, terá de passar ainda pela Câmara – primeiro por uma comissão especial e depois pelo plenário. Levantamento feito pelo Broadcast Político indica que há nas duas Casas Legislativas 18 iniciativas em tramitação que discutem mudanças no foro especial, 12 delas na Câmara e seis no Senado. Entre as propostas há as que extinguem o foro privilegiado para todas as autoridades, as que acabam com a prerrogativa para parlamentares e ainda as que sugerem mudanças na forma de julgamentos. Álvaro Dias conversou com Eunício sobre a possibilidade de incluir a matéria na pauta do plenário. Nos bastidores, no entanto, o presidente do Senado tem tido dificuldades para colocar o assunto em análise por causa da “pressão interna”. A avaliação reservada na Casa é de que, se o tema for pautado, dificilmente deixará de ser aprovado numa votação aberta. “Mesmo sendo contra, ninguém terá coragem de votar assim”, afirmou um senador.

Estadão

21 de fevereiro de 2017, 06:55

BRASIL Presidente faz sigilo de nome para a Justiça

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

Michel Temer

O presidente Michel Temer decidiu tratar em sigilo a escolha do novo ministro da Justiça para que o tema não contamine a sabatina de Alexandre de Moraes no Senado nesta terça-feira, 21. Licenciado do ministério desde o dia 6, Moraes foi indicado por Temer para integrar o Supremo Tribunal Federal e seu nome passará pela avaliação da Comissão de Constituição e Justiça. O governo espera que a indicação de Moraes seja votada ainda nesta terça-feira no plenário do Senado e, embora tenha ampla maioria para aprovar o nome na Casa, quer evitar que ruídos em torno do sucessor do ministro causem embaraços na sabatina. Desde sexta-feira, quando o ex-presidente do Supremo Carlos Velloso recusou o convite para assumir a Justiça – sob a alegação de que tem contratos a honrar em seu escritório de advocacia – Temer tenta driblar a disputa entre PMDB e PSDB.A bancada do PMDB na Câmara pressiona o presidente pela nomeação de um mineiro na pasta da Justiça. O nome defendido pelo grupo é o do deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG). Nos bastidores, porém, senadores do PMDB reclamam das cobranças feitas pelos correligionários da Câmara. Temer tem dito que só escolherá o novo ministro após a sabatina de Moraes. Nos últimos dias, no entanto, fez várias sondagens, em São Paulo e em Brasília, mas pediu discrição. O vice-procurador-geral da República, José Bonifácio de Andrada, tem agora o apoio do senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, para assumir a Justiça. O nome do subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, entrou ontem na bolsa de apostas para ocupar a pasta. Além da preocupação em não contaminar a sabatina de Moraes no Senado, Temer também tenta contemplar a bancada do PMDB na Câmara com outros cargos. O deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), por exemplo, ganhou força para ser o novo líder do governo na Câmara.

Estadão

21 de fevereiro de 2017, 06:45

BRASIL PF apura pagamento de palestra de Lula por intermediária da Odebrecht

Foto: Divulgação

Ex-presidente Lula

A Polícia Federal apura se a Odebrecht usou uma empresa de pequeno porte, de Porto Alegre (RS), para ocultar repasses ilegais ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na contratação, em 2011, das duas primeiras palestras do petista, patrocinadas pelo grupo. A empreiteira foi a maior contratante da LILS Palestras e Eventos, aberta naquele ano, após ele deixar o Planalto. São 10 eventos realizados em Angola, na Argentina, em Cuba, Peru, Portugal, República Dominicana e Venezuela, sob investigação da Operação Lava Jato, em Curitiba. A Telos Empreendimentos Culturais recebeu R$ 1,3 milhão do Grupo Odebrecht – que teve seus acordos de delação premiada homologados pela Justiça, no dia 31 de janeiro. Os valores foram para pagamento de palestras de Lula na Venezuela e no Panamá. A força-tarefa da Lava Jato suspeita que as palestras, os valores recebidos e as movimentações financeiras da LILS ocultaram valores de corrupção e crimes de lavagem de dinheiro. O inquérito será concluído em 2017 e deve ser anexado a mais uma denúncia criminal contra o ex-presidente, que é alvo de duas ações penais abertas em 2016, na Justiça Federal do Paraná. As duas palestras renderam à LILS o total de R$ 631 mil, em dois pagamentos feitos pela Telos, nos dias 24 de maio e 6 de junho de 2011. Os valores foram transferidos poucos dias depois da contratante receber quatro depósitos da Odebrecht, a título de patrocínio cultural, e da Braskem – braço petroquímico do grupo, que tem como sócia a Petrobrás.

Estadão