17 de junho de 2018, 10:12

BRASIL Empresários defendem apoio a Alckmin

Foto: Estadão

Geraldo Alckmin

Empresários e banqueiros jantaram, sexta-feira, na casa de Rubens Ometto Silveira Mello, dono do grupo Cosan. A reunião foi marcada a pedido do presidente Michel Temer, que levou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, para falar sobre economia. No cardápio, além de um bem servido bacalhau, também estava um assunto ainda indigesto: as incertezas políticas. O nome de Geraldo Alckmin (PSDB) foi amplamente defendido na mesa para ser o candidato do governo para as eleições deste ano, apurou o Estado.No petit comité reunido em um condomínio de luxo na Cidade Jardim, estavam grandes banqueiros – Luiz Carlos Trabuco Cappi (Bradesco), Roberto Setúbal (Itaú), Sérgio Rial (Santander), André Esteves (BTG) e José Olympio Pereira (Credit Suisse) -, além de pesos pesados da indústria: Pedro Wongtschowski (grupo Ultra), Walter Schalka (Suzano), José Roberto Ermírio de Moraes (Votorantim), Gustavo Junqueira (Sociedade Rural Brasileira), Paulo Malzoni (Shopping West Plaza) e Waldemir Verdi (Rodobens).Durante o jantar, que começou às 20 horas, Temer começou falando das importantes reformas conduzidas pelo seu governo – Teto dos Gastos e trabalhista -, mas foi cobrado pelos que estavam à sua volta sobre a falta de celeridade de outras também importantes, como a da Previdência e a tributária. Guardia saiu em defesa do “legado Temer” e disse que vai procurar a equipe econômica dos principais pré-candidatos à Presidência da República para falar da turbulência atual, que é a alta volatilidade do câmbio.

Estadão

17 de junho de 2018, 10:01

BRASIL Plataformas online monitoram atividade de políticos

Em ano de eleição, iniciativas que aumentam a transparência do processo eleitoral têm ganhado destaque. Lançado em maio de 2018 o aplicativo Detector da Corrupção traz informações judiciais de 850 políticos. A ferramenta reuniu dados de parlamentares relacionados à administração pública de tribunais de todo o País. Para acessar a plataforma, basta instalar o aplicativo no celular e tirar uma foto da imagem de um político ou buscar pelo nome dele. Então, as informações sobre o candidato aparecem na tela.Até 15 de agosto, o aplicativo deve registrar os sete mil candidatos a cargos eletivos. Para isso, conta com uma equipe de quatro jornalistas coletando e atualizando dados diariamente. “Queremos que os eleitores possam conhecer realmente em quem estão votando. Quando procurarem, vai estar ali a ‘capivara’ do indivíduo”, diz Maurício Vargas, criador do aplicativo que tem 500 mil downloads.Vargas relata ter recebido dezenas de ligações de parlamentares após o lançamento do detector. “Muitos questionaram porque acham que algo como improbidade administrativa não é corrupção. O aplicativo mexeu com o Congresso”, diz Vargas, que também é fundador do site Reclame Aqui. Outra iniciativa é o Ranking dos Políticos, organização civil que monitora o desempenho dos 513 deputados federais e 81 senadores desde 2012, data em que foi lançado. O site surgiu após seus fundadores terem encontrado dificuldades para se informar sobre o histórico dos parlamentares, como votações, presenças em sessões e despesas. Renato Dias, diretor executivo do Ranking, explica que o objetivo da plataforma é disponibilizar esses dados de maneira clara e simples. O site traz ainda a pauta da semana no Congresso e analisa as leis em votação. O site tem 500 mil acessos mensais e um milhão de seguidores nas redes sociais. Dias lembra que, muitas vezes, o foco de boa parte dos brasileiros é apenas a eleição presidencial, enquanto os votos para deputados e senadores não são tratados igualmente. “Muita gente acaba nem se lembrando em qual deputado votou”, diz. “Queremos conscientizar a população da importância de ter um Congresso de boa qualidade”, explica.

Estadão

17 de junho de 2018, 09:44

BRASIL Lei que acelera processo de adoção já foi sancionada

Em novembro de 2017, o presidente Michel Temer sancionou com vetos uma lei que pretende criar mecanismos para acelerar o processo de adoção de crianças e adolescentes. A lei estabelece que a permanência de crianças e adolescentes em abrigos não poderá se prolongar por mais de um ano e meio. Hoje, na prática, há casos de crianças abrigadas com poucos meses que permanecem nesses locais até 18 anos. O novo texto ainda dá prioridade à adoção de grupos de irmãos e de meninos e meninas com deficiência ou doença crônica. A norma tenta acelerar o processo justamente para crianças e adolescentes que não recebem a preferência dos pretendentes à adoção.

Estadão

17 de junho de 2018, 09:33

BRASIL Cármen Lúcia assume pela 2ª vez a Presidência da República

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, assumirá nos próximos dias pela segunda vez o comando do Palácio do Planalto, com as viagens ao exterior do presidente Michel Temer (MDB) e dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Temer vai a Assunção na segunda-feira para participar da Cúpula do Mercosul.A primeira vez que Cármen assumiu foi em abril, quando o presidente viajou ao Peru. Isso tem acontecido porque não há vice na linha sucessória e toda vez que Temer viaja ao exterior, Maia e Eunício também são obrigados a se ausentar do País por causa da legislação eleitoral. Pelas regras, quem quiser disputar a eleição não pode exercer função no Executivo no período de seis meses anteriores ao pleito. Para evitar um problema com a Justiça Eleitoral, Maia vai viajar no fim de semana para Portugal e Eunício, para Buenos Aires.O presidente da Câmara chegou a apresentar uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se pode assumir o Planalto quando o emedebista estiver em missão oficial no estrangeiro, mas a Corte Eleitoral ainda não decidiu sobre o tema.Amanhã, Cármen despachará diretamente do Planalto, conforme agenda pública divulgada no site do STF. Às 11h, ela se reúne com o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB). Às 14h30, Cármen tem audiência com o embaixador João Gomes Cravinho, da União Europeia. O último compromisso previsto é às 16h, com a ministra-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Mendonça.

Estadão

17 de junho de 2018, 09:05

BRASIL 13 partidos devem R$ 32 milhões de eleições passada

Foto: Divulgação

Com menos recursos para uma nova campanha eleitoral, 13 dos 35 partidos políticos ainda têm de desembolsar recursos para pagar dívidas de disputas passadas. Ao todo, as legendas registram débitos que chegam a quase R$ 32 milhões. Os dados foram obtidos pelo Estado nas prestações de contas de 2017 enviadas pelos partidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que incluem as dívidas de campanhas assumidas pelas legendas ao fim da eleição.Pela legislação eleitoral, os candidatos têm até a eleição seguinte, ou seja, quatro anos, para quitar todos os débitos de campanha. As diferentes esferas do partido – municipal, estadual e nacional – não têm obrigação legal de assumir essas dívidas, mas é o que costuma ocorrer.A sigla mais endividada é o PT, com um rombo de cerca de R$ 25 milhões, o que representa 78% do valor total devido por todas as agremiações. Além dos petistas, também lideram o ranking dos endividados o Avante (R$ 3,4 milhões), o MDB (R$ 1,1 milhão), o PSDB (R$ 848 mil) e o PCdoB (R$ 712 mil). Somente em 2017, os partidos desembolsaram mais de R$ 22,6 milhões com pagamento desse tipo de despesa.Esses dados, no entanto, ainda podem mudar. Os partidos tinham até 29 de abril para prestar contas ao TSE, mas, após um apelo das legendas, o presidente da Corte Eleitoral, Luiz Fux, estendeu esse prazo até o dia 1.º de agosto. Até lá, são permitidas retificações nas declarações já enviadas.Neste ano, o Orçamento da União reservou R$ 888,7 milhões para o Fundo Partidário – fundo especial de assistência financeira aos partidos com registro no TSE. Ele é constituído por recursos públicos. Os partidos também podem receber doações de pessoas físicas.

17 de junho de 2018, 08:57

BRASIL Após manifesto, divergências dificultam união dos partidos de centro

Foto: Divulgação

Senador Cristovam Buarque

Apresentada em gabinetes do governo e do Congresso Nacional como solução para enfrentar a instabilidade política, a aliança entre partidos de centro nas eleições presidenciais está cada vez mais difícil de sair do papel. Agora, até mesmo idealizadores do chamado manifesto “Por um Polo Democrático e Reformista” começam a divergir sobre o que fazer diante da apatia que tomou conta das pré-campanhas do bloco, ao mesmo tempo em que líderes do MDB e do DEM também buscam alternativas políticas para se reposicionar na disputa eleitoral deste ano.O senador Cristovam Buarque (PPS-DF), por exemplo, afirma enxergar um “vazio político” no horizonte e admite ter dúvidas sobre a musculatura do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência, para chegar à segunda rodada da disputa. Um dos formuladores do manifesto, Cristovam propõe que o documento – que foi chancelado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso -, seja substituído pela indicação de um candidato do grupo suprapartidário.”Não podemos negar o fracasso daquele manifesto, que faz um apelo pela união do centro nas eleições. Então, já que não conseguimos unir ninguém, devemos escolher um nome”, disse Cristovam ao Estado. “Temos de indicar logo alguém que tenha chance de ir para o segundo turno”, acrescentou ele.Embora o PPS apoie Alckmin na corrida à Presidência, o senador não escondeu a preocupação com a viabilidade eleitoral do tucano. “O Alckmin mesmo está passando essa dúvida. Ele precisa demonstrar logo que tem condições de crescer”, argumentou. Já existem alas do PPS que passaram a pregar, por exemplo, uma aproximação com a pré-candidata da Rede, Marina Silva.A posição de Cristovam, que já enviou propostas sobre educação para o programa do tucano, provocou contrariedade no PSDB num momento em que até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já defendeu conversas com Marina. Após o mal-estar com Alckmin, Fernando Henrique gravou um vídeo cheio de elogios ao ex-governador e vai participar de nova divulgação do manifesto – lançado recentemente numa cerimônia esvaziada, em Brasília -, o que está programado para o próximo dia 28, em São Paulo.No vídeo, Fernando Henrique se referiu a Alckmin como “um homem preparado”. “É um homem que sabe que é preciso olhar para o gasto público, mas ele sobretudo é um homem pessoalmente simples um homem ligado à população.””O espírito do nosso movimento é o de ajudar na construção de pontes. Queremos ser o fermento, mas não é nosso papel indicar um candidato de centro. Isso cabe aos partidos”, reagiu o deputado Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB e um dos redatores do documento, hoje alvo de críticas.

Estadão

17 de junho de 2018, 08:32

BRASIL MDB e DEM vivem momento de incerteza

Foto: Dida Sampaio/AE

Nas fileiras do MDB, o desânimo com a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles aumentou nos últimos dias

Nas fileiras do MDB, o desânimo com a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles aumentou nos últimos dias. Reservadamente, parlamentares da sigla dizem que, além de não decolar, Meirelles não está nem mesmo cumprindo a “tarefa” de defender o presidente Michel Temer do tiroteio e de ser um “escudo” de proteção do Planalto. A entrevista que ele deu no dia 11 ao programa Roda Viva, da TV Cultura, foi definida por correligionários como “lamentável”.O ex-chefe da equipe econômica ainda terá de passar pelo crivo da convenção do MDB, no fim de julho, para se tornar candidato. “Não acredito que Meirelles seja homologado”, afirmou o senador Renan Calheiros (MDB-AL), adversário de Temer. “Na ausência de um nome competitivo, é melhor não ter candidato para chamar de seu e deixar as alianças estaduais liberadas”, disse.A semana também terminou com interrogações para o DEM. Com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ) a um passo de deixar o páreo para concorrer à reeleição, uma ala do DEM quer apoiar o tucano Geraldo Alckmin, outra defende Ciro Gomes (PDT) e há até mesmo quem pregue aval a Jair Bolsonaro, do PSL. Diante disso, o DEM começou a examinar nomes novos, como o do empresário Josué Alencar (filho do ex-vice-presidente José Alencar), filiado ao PR. Mesmo assim, a balança pende para Alckmin. O receio, porém, é que o tucano continue estagnado nas pesquisas.”Quem atrapalha o Alckmin, nosso candidato preferido para enfrentar no segundo turno, é o Fernando Henrique Cardoso, que deveria vestir o pijama”, disse o ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT), coordenador da campanha de Ciro. “O Bolsonaro é mais fácil de derrotar, ele vai explodir de rejeição. Mas com o Alckmin teríamos mais condições de diálogo.” Cid jantou com Maia na quarta-feira.

Estadão

17 de junho de 2018, 07:55

BRASIL Pré-candidatos à Presidência falam sobre economia no Twitter

Os pré-candidatos à Presidência da República Álvaro Dias (Podemos), Flávio Rocha (PRB) e Henrique Meirelles (MDB) recorreram às suas contas no Twitter neste sábado, 16, para se comunicar com sues potenciais eleitores.Álvaro Dias esteve no Vale do Aço, em Ipatinga (MG), e postou no seu microblog parte do discurso e da entrevista coletiva que concedeu na cidade mineira, reforçando o que chama de sua principal proposta, a de refundar a República Brasileira.”O atual sistema de governança, um balcão de negócios e uma fábrica de escândalos que aparelha o Estado para atender os interesses dos chupins da República, tem que ser substituído. E essa é a nossa principal proposta”, disse.O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) optou por falar da área econômica. Para ele, a crise econômica atual é resultado das escolhas feitas pelo povo brasileiro. “A crise que enfrentamos hoje é fruto das escolhas que nós como sociedade fizemos no passado”, disse Meirelles. “É hora de nos unirmos para construir pontes de entendimentos. Não existem soluções fáceis para problemas difíceis. O Brasil já sofreu demais com a receita populista. Não podemos usar os mesmos remédios para curar as mesmas doenças.”Meirelles disse ainda que sempre que a receita populista fracassou ele estava pronto para resolver o problema. “Chega de populismo. Por isso eu defendo o caminho que usei na iniciativa privada e nas crises que enfrentei. No lugar de palavras, ações. No lugar de promessas, resultado. No lugar da infâmia, diálogo” disse.O pré-candidato Flávio Rocha (PRB) criticou a falta de linhas de financiamento aos projetos dos micros e pequenos empreendedores. “O Brasil é um celeiro de boas ideias e pessoas dispostas a investir. Se o Estado fizer a parte dele, esses empreendedores conseguirão alavancar seus negócios e ajudar a economia girar”, disse Rocha.Para Rocha, o Brasil é naturalmente o povo mais empreendedor do mundo, mais até que o americano. “São 20 milhões de pequenos e médios empresários. É o pipoqueiro, o borracheiro, alguém que adia um sonho de consumo para empreender e investir. Por isso nós precisamos criar um terreno propício a esse talento natural, gerar dezenas de milhões de empregos. Fazer a pazes com a prosperidade. É disso que a gente precisa”, disse.

André Dusek/AE

17 de junho de 2018, 07:18

BRASIL Preço do diesel diminui, mas ainda não chega às bombas R$ 0,46 menor

Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

Pela segunda semana consecutiva o preço do diesel nos postos do Brasil recuaram, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A queda é resultado do programa de subsídios ao combustível que fez parte do acordo, entre o governo federal e caminhoneiros, que pôs fim à greve de 11 dias da categoria.Ainda segundo a agência reguladora, o valor médio do diesel nos postos brasileiros atingiu uma média de R$ 3,434 por litro nesta semana, queda de 1,4% em relação aos R$ 3,482 registrados na semana anterior.Apesar do recuo, o preço nas bombas dos postos do país ainda não refletiu a redução média de R$ 0,46 por litro realizada nas refinarias. Segundo a ANP, isso ainda é um reflexo de estoques antigos. Além disso, para que o corte chegue ao consumidor final, muitos estados ainda precisam reduzir o preço de referência para a cobrança do ICMS.

Agência Brasil

17 de junho de 2018, 06:55

BRASIL Manchetes do Dia

– A Tarde: Brasil inicia jornada em busca do hexa

– Tribuna da Bahia: (não circula aos domingos)

– Correio da Bahia: Rússia 2018: primeiro passo rumo ao hexa

– Folha (SP): 62% dos jovens deixariam o Brasil

– O Globo: 83% dos menores infratores já tinham abandonado a escola

– Jornal do Commercio (Recife): O sonho começou

16 de junho de 2018, 12:43

BRASIL ‘Não há confiança de que 2019 será melhor’, diz presidente da Fiesp

À frente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) desde o dia 5 de junho, após a saída de Paulo Skaf para concorrer ao governo do Estado de São Paulo, José Ricardo Roriz Coelho está com uma agenda intensa.Nesta semana, se reuniu com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e com o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, para discutir os impactos da recente turbulência provocada pela greve dos caminhoneiros. Segundo ele, a paralisação, somada a outros fatores, adicionou incertezas a um cenário que já não era dos melhores. Leia a entrevista completa no Estadão.

16 de junho de 2018, 11:46

BRASIL Após oficializar Parente, BRF tem dia de perdas

Foto: Reprodução

A euforia com a confirmação de Pedro Parente na presidência da BRF durou pouco, diante da rápida deterioração do cenário externo. A ação da companhia chegou a abrir o dia em alta, na esteira da mudança no comando da gigante de alimentos, mas ainda pela manhã o humor dos investidores com a empresa virou e a companhia passou a operar em queda. No fim do dia, o papel da BRF fechou com recuo de 3,83%, cotada a R$ 20,20. No acumulado de 2018, a companhia acumula desvalorização de 45,16%. Nos últimos 12 meses, a desvalorização supera a marca de 50%.Segundo relatório da Guide Investimentos, embora a notícia já fosse mais do que esperada, a chegada do executivo, cerca de 15 dias depois de deixar a Petrobrás, é extremamente positiva e deve acelerar o processo de “turnaround” (reestruturação) da companhia, que acumulou prejuízos de mais de R$ 1,5 bilhão em 2016 e 2017 – só no ano passado, as perdas foram de R$ 1,1 bilhão.Do ano passado para cá, BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, se viu envolvida em uma série de reveses: a Operação Carne Fraca a ascensão da marca Seara, da rival JBS, e, mais recentemente, uma pesada taxação chinesa para a carne de frango produzida no Brasil.Do lado da governança, a empresa viu a saída de Abilio Diniz da presidência do conselho – cargo que ele ocupava desde 2013 – para a entrada de Pedro Parente, no fim de abril, ainda antes de o executivo deixar o comando da Petrobrás na esteira da greve dos caminhoneiros, no fim de maio. Com a decisão de Parente de deixar a Petrobrás, ficou aberto o caminho para que ele exercesse o comando executivo da BRF, que estava interinamente nas mãos do executivo Lorival Nogueira Luz.

Estadão

16 de junho de 2018, 10:59

BRASIL Brasil é país mais preocupado com notícias falsas, diz estudo global

Foto: Agência Brasil

O Brasil aparece como o país mais preocupado com as chamadas “notícias falsas” (fake news) em um estudo global que analisou a realidade de 37 nações. Dos entrevistados brasileiros, 85% manifestaram preocupação com a veracidade e a possibilidade de manipulação nas notícias lidas. A lista é seguida por Portugal (71%), Espanha (69%), Chile (66%) e Grécia (66%). Na opinião dos autores, a polarização política nesses países provocada por eleições, referendos e outros grandes processos de disputa na sociedade podem ter favorecido essa percepção.Já os menos preocupados com a possibilidade de uma notícia não ser verdadeira ou contar algum tipo de desinformação são Holanda (30%), Dinamarca (36%), Suécia (36%), Alemanha (37%) e Áustria (38%). Os autores destacaram na análise que, diferentemente dos Estados Unidos, a Alemanha passou recentemente por eleições em que a disseminação de notícias falsas não apareceu como um problema grave.Quando tomada a amostra de forma conjunta, a média geral das pessoas consultadas pelo levantamento preocupadas com a veracidade das informações lidas na Internet ficou em 54%.O Relatório sobre Notícias Digitais do Instituto Reuters, uma das mais importantes pesquisas do mundo sobre o tema, foi divulgado nesta semana. O levantamento fez entrevistas para identificar hábitos de consumo da população em relação a veículos de mídia e produtos jornalísticos.

Agência Brasil

16 de junho de 2018, 10:20

BRASIL Eletrobras diz que adiamento de transferência de controle exigirá assembleia

A Eletrobras esclareceu, por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que a postergação da data originalmente prevista para a transferência do controle das distribuidoras (31/07/2018) e a nova data (26/10/2018) leva, consequentemente, à necessidade de realização de uma Assembleia de Acionistas para adequação do cronograma de privatização das empresas, conforme condições previstas no Edital de leilão.Contudo, segundo o comunicado da Eletrobras, a Portaria 246 do Ministério de Minas e Energia (MME), que postergou a data visando a possibilitar que as distribuidoras possam continuar prestando serviços em prazos compatíveis com este novo calendário, não vincula a Assembleia de Acionistas à tomada de qualquer decisão, seja quanto à prorrogação da prestação do serviço ou liquidação, seja quanto a postergação do prazo de transferência do controle acionário das empresas de distribuição.A Eletrobras lembrou que, conforme Fato Relevante de 01/06/2018, tramita no Congresso o Projeto de Lei 10.332, de 2018, enviado em regime de urgência constitucional, contendo dispositivos fundamentais para a decisão dos acionistas quanto a privatização ou liquidação das distribuidoras localizadas na Região Norte do País.O cronograma originalmente previsto para a realização do leilão de privatização das distribuidoras era 30 de abril de 2018, com a transferência do controle acionário em até 90 dias da data de realização do leilão, ou seja, até 31/07/2018. A Eletrobras relembrou que, por motivos diversos, bem como pela complexidade do assunto, o leilão foi postergado, o que levou o MME a publicar a Portaria 246.

Estadão

16 de junho de 2018, 10:02

BRASIL Falha em radar atrasa voos em Cumbica, Congonhas e Viracopos

A operação aérea dos principais aeroportos de São Paulo foi prejudicada na manhã deste sábado (16) por uma falha no sistema de radar de aproximação da aeronáutica. Segundo a Infraero, houve uma “instabilidade no sistema de trafego aéreo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão da Força Aérea Brasileira responsável por manejar e orientar os voos nos aeroportos brasileiros. No Aeroporto de Guarulhos, pelo menos 8 voos foram alternados e desviados para outros aeroportos e 11 decolagens atrasaram, segundo a assessoria.

Estadão