16 de janeiro de 2019, 18:20

BRASIL Gisele Bündchen responde a críticas da ministra da Agricultura

Foto: Reprodução/Instagram

A modelo Gisele Bündchen

A modelo Gisele Bündchen publicou um comunicado em seu Twitter afirmando que ficou espantada em ver seu nome “mencionado de forma negativa por defender e me manifestar em favor do meio ambiente”. Trata-se de uma resposta à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que criticou a ex-modelo brasileira – conhecida por defender causas ambientais. Anteontem, a ministra tinha acusado a top de fazer críticas à atuação do governo na preservação ambiental, “sem conhecimento de causa”. A modelo ainda afirmou que “agropecuária e conservação ambiental precisam andar juntas, lado a lado”.

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2019, 17:30

BRASIL PF pede mais 90 dias para investigar atentado a faca sofrido por Bolsonaro

Foto: Estadão

Jair Bolsonaro (PSL), após ser vítima de atentado em Juiz de Fora (MG)

A Polícia Federal pediu à Justiça prorrogação de 90 dias no segundo inquérito aberto para apurar o atentado a faca sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora, durante ato campanha na eleição de 2018. Segundo informações da corporação, não há um prazo determinado para a conclusão do inquérito, aberto em 25 de setembro. Bolsonaro foi esfaqueado no abdômen por Adélio Bispo de Oliveira em 6 de setembro, quando participava de ato de campanha na região central de Juiz de Fora. O então candidato foi levado para um hospital local, passou por cirurgia e depois foi transferido para São Paulo. O autor do atentado foi preso e confessou o crime. O objetivo do pedido de prorrogação do prazo, segundo a PF, é para conclusão de “diligências em curso” e para que “tenham sequências as investigações”. O primeiro inquérito foi encerrado e, ao menos inicialmente, foi concluído que o autor do atentado agiu sozinho. O segundo inquérito, conforme fontes da PF à época de sua abertura, foi instaurado porque o prazo para a investigação a partir de prisão em flagrante é curto, mesmo com a possibilidade de prorrogação. “A opção em abrir um segundo inquérito foi para que se tenha a possibilidade de trabalhar com mais calma, já que se trata de um candidato à Presidência da República líder das pesquisas de intenção de voto”, disse uma das fontes, à época. Desde a abertura do primeiro inquérito, ocorrida no dia do atentado, a Polícia Federal ouviu mais de 30 pessoas e quebrou os sigilos financeiro, telefônico e telemático de Adélio Bispo que, no dia 8 de setembro, foi transferido para presídio federal em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Estadão

16 de janeiro de 2019, 17:21

BRASIL Novo tratado entre Brasil e Argentina agiliza extradições e prisões preventivas

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro

O novo tratado de extradição assinado nesta quarta-feira, 16, entre Brasil e Argentina permite que uma pessoa processada ou condenada em um dos dois países e que esteja no território vizinho seja extraditada mais rapidamente com a troca de informações entre os dois países antes da formalização do processo pela via diplomática. Além disso, facilita um pedido de prisão preventiva. O acordo anterior era da década de 1960. Pelo novo acordo, as solicitações de extradição continuam sendo formalizadas pela via diplomática. As autoridades dos dois países, no entanto, poderão se comunicar de forma direta para trocar informações sobre o indivíduo a ser extraditado. Além disso, estão autorizadas a adiantar a documentação relativa aos processos de extradição em trâmite, desde que formalizados posteriormente por meio de canais diplomáticos. Em um processo de extradição, a autoridade designada pelo Brasil para trocar informações com o país vizinho é o Ministério da Justiça e Segurança Pública, cujo titular hoje é Sérgio Moro. Da parte argentina, o designado é o Ministério das Relações Exteriores e Culto. Na prática, o ministro brasileiro poderia, por exemplo, trocar informações sobre uma extradição com a Argentina sem passar pelo chanceler brasileiro. Os documentos exigidos para a tramitação, determina o tratado, “estarão isentos de qualquer tipo de legalização e poderão ser adiantados por qualquer meio eletrônico que deixe um registro por escrito”. Pelo tratado anterior, o pedido de extradição precisava ser feito por via diplomática, ou, na falta de agentes diplomáticos, diretamente, isto é, de governo a governo. O acordo não previa, porém, a antecipação de documentos ou a troca de informações como está autorizado no novo texto. A extradição só podia ser concedida mediante apresentação de documentos originais ou cópias autenticadas do mandado de prisão ou da sentença condenatória. Agora, podem ser enviadas cópias simples da documentação. Ao falar sobre o tratado, o ministro Sérgio Moro destacou que há vantagem em antecipar processos fora dos canais diplomáticas antes da formalização do pedido de extradição. “Às vezes você seguiu o canal diplomático, acontece o que aconteceu com o [Cesare] Battisti, prende o cara e…”, declarou Moro, fazendo um sinal de fuga com as mãos ao fazer referência à prisão do italiano Cesare Battisti, que fugiu do Brasil para a Bolívia, onde foi preso. “As formas de comunicação hoje são outras e há a percepção de que há necessidade de sempre agilizar esse mecanismo de cooperação. Esse tratado vai permitir uma comunicação mais rápida entre os dois países”, reforçou o ministro. No caso de prisão preventiva, o novo tratado também flexibiliza a tramitação de informações entre Brasil e Argentina. O pedido de prisão pode ser enviado por e-mail ou por qualquer outro meio eletrônico que deixe um registro escrito, condição que não existia na época do documento anterior. O prazo para um dos países apresentar o pedido formal de extradição após a prisão preventiva aumentou de 45 para 60 dias. Se não houver a formalização nesse período, “a pessoa será libertada, o que não impedirá que seja novamente presa e que sua extradição seja concedida caso o pedido de extradição correspondente seja posteriormente recebido”.

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2019, 16:39

BRASIL STJ nega a Delúbio transferência para presídio de Goiás ou Brasília

Foto: Reprodução

Delúbio Soares

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, negou liminarmente a transferência de Delúbio Soares, condenado na Operação Lava Jato a 6 anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro, para complexo penitenciário de Goiás ou do Distrito Federal. Em habeas corpus, a defesa do ex-tesoureiro do PT pede para que ele possa ficar em cárcere próximo de sua família. As informações foram divulgadas pelo site do Superior Tribunal de Justiça. Delúbio está preso desde maio de 2018, inicialmente na Polícia Federal em São Paulo, e, atualmente no Complexo Médico Penal em Curitiba (PR), em ala reservada aos presos da Lava Jato. O pedido cautelar foi apresentado contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) que negou a ordem.

Estadão

16 de janeiro de 2019, 16:23

BRASIL Bolsonaro diz a Macri que confia na modernização do Mercosul

Ao propor um brinde no almoço oferecido pelo governo brasileiro à comitiva argentina, o presidente Jair Bolsonaro disse estar confiante no que chamou de “modernização” do Mercosul (bloco composto também por Uruguai e Paraguai, já que a Venezuela está temporariamente suspensa). Segundo Bolsonaro, o Brasil será um firme aliado na construção de uma região mais integrada, de mais desenvolvimento e de mais oportunidades. “Estamos confiantes na modernização do Mercosul, tanto em seu aperfeiçoamento interno como na expansão de suas relações com o mundo”. “Estou seguro de que começamos a escrever hoje um novo capítulo na história das relações entre Brasil e Argentina. Um capítulo de amizade e cooperação renovadas entre nossos países para benefício de nossos povos.” Em seu discurso no Palácio do Itamaraty, Bolsonaro reforçou que o governo brasileiro está decidido a levar adiante reformas econômicas “de envergadura”, que soltem as amarras do crescimento e gerem emprego e renda. “Buscamos aqui um Estado eficiente e um setor privado pujante. Buscamos ambiente que favoreça o empreendedor e abertura cada vez maior”. O presidente citou ainda que percebe, na união entre Brasil e Argentina, “firme determinação” no combate ao crime organizado, citado por ele como um mal que angustia famílias que há muito não toleram os níveis de violência a que o país chegou. “Essa visita permitiu aos nossos governos tratar do aprofundamento da cooperação entre nossos países contra o crime. O Brasil será sempre um firme aliado nesta luta”, disse.

Agência Brasil

16 de janeiro de 2019, 15:53

BRASIL Gabinete atesta frequência de filha de Queiroz, que é personal trainer no Rio

Dados oficiais da Câmara dos Deputados comprovam que o então gabinete do presidente Jair Bolsonaro na Casa atestou a frequência normal de trabalho de sua ex-assessora Nathalia Melo de Queiroz, embora ela trabalhe como personal trainer em horário comercial no Rio de Janeiro. A informação foi revelada pela Rádio CBN na segunda-feira, 14, e confirmada pelo Estadão via Lei de Acesso à Informação. De acordo com informações prestadas pela Câmara, Nathalia cumpriu uma jornada de 40 horas semanais entre 19 de dezembro de 2016 e 14 de outubro de 2018, período em estava lotada no gabinete. Não há registros de faltas injustificadas ou licenças em seu nome. Seu salário era de R$ 10 mil mais benefícios. Segundo as regras da Câmara, cabe ao deputado fazer o registro do controle de frequência de seus funcionários mensalmente, mas a atividade pode ser delegada a um assessor do gabinete. Assessores parlamentares podem atuar em Brasília, no Congresso Nacional, ou nas bases dos deputados em seus respectivos Estados. Nathalia é filha do policial militar Fabricio Queiroz, ex-assessor do vereador e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. No início de dezembro, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que um relatório do Coaf apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta no nome de Queiroz. O valor se refere ao período entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Nathalia também é mencionada no documento porque teria repassado ao pai, R$ 84 mil. No fim do ano passado, Bolsonaro se irritou ao ser questionado sobre a atuação de Nathalia em seu gabinete e respondeu apenas que a pergunta deveria ser feita ao seu chefe de gabinete. O Estado questionou a Câmara oficialmente sobre quem era o responsável por atestar a frequência dos funcionários do gabinete de Bolsonaro, mas não obteve resposta. A reportagem também questionou qual era o trabalho específico desenvolvido por Nathalia para o gabinete mas a Câmara respondeu apenas com as atribuições gerais do cargo de secretário parlamentar, que são: redação de correspondência, discursos e pareceres do parlamentar, atendimento às pessoas encaminhadas ao gabinete, execução de serviços de secretaria e datilográficos, pesquisas, acompanhamento interno e externo de assuntos de interesse do deputado, condução de veículo de propriedade do parlamentar, recebimento e entrega de correspondência, e outras atividades afins inerentes ao respectivo gabinete.

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2019, 15:37

BRASIL Procuradoria acusa ex-ministro da Saúde e mais 5 por improbidade na compra de medicamentos e 14 mortes

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ex-ministro da Saúde Ricardo Barros

A Procuradoria da República no Distrito Federal ofereceu, nesta quarta-feira, 16, ação civil pública de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde Ricardo Barros. Segundo o Ministério Público Federal, o processo cita suposto ‘favorecimento de empresas, inobservância da legislação administrativa, de licitações e sanitária, prejuízo ao patrimônio público, descumprimento de centenas de decisões judiciais, além de, pelo menos, 14 pacientes mortos’. A reportagem está tentando contato com o ex-ministro. O espaço está aberto para manifestação. Segundo a Procuradoria, em 2018, foram instauradas investigações ‘com a finalidade de apurar o desabastecimento de medicamentos destinados ao tratamento de doenças raras, em razão de irregularidades praticadas no bojo dos processos de compra do Ministério da Saúde’. “Em todos os procedimentos de compras do Ministério da Saúde supramencionados, houve atrasos injustificados na entrega dos fármacos, com o consequente descumprimento de centenas de decisões judiciais e um grave desabastecimento, o que culminou na morte de pelo menos 14 pacientes e na piora do quadro de saúde de centenas de outros”, sustenta a Procuradoria. O Ministério Público Federal ainda diz que as ‘razões da demora na finalização dos processos administrativos de compra dos referidos fármacos – e na entrega dos medicamentos -, como se verá, não decorreram de circunstâncias alheias à vontade dos agentes públicos envolvidos, tampouco de caso fortuito ou força maior, mas, sim – e infelizmente – de motivos não republicanos até então inconfessáveis, que perpassam a imoralidade e o descumprimento de normas da administração pública e que constituem atos de improbidade administrativa’.

Estadão

16 de janeiro de 2019, 15:07

BRASIL Inep vai eliminar mais de 42 mil caixas de avaliações do Saeb e Enem

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai eliminar 42.429 caixas de documentos relativos ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 a 2015. A autorização foi dada pelo Arquivo Nacional e publicada hoje (16) no Diário Oficial da União. Os documentos incluem folhas de respostas, controle de frequência, questionários socioeconômicos, cadernos de provas e formulários de controle de aplicação, que reúnem fichas de ocorrências e atas de sala, entre outras informações. Segundo o Inep, os arquivos foram considerados sem valor para a guarda permanente pelo Arquivo Nacional. Quem quiser ter acesso aos documentos e solicitar cópias pode fazê-lo no período de 30 dias. A relação dos arquivos que serão eliminados está disponível no portal do Inep. De acordo com a autarquia, o objetivo da eliminação é otimizar o uso do espaço físico e promover economia com a diminuição de custos operacionais. “A medida também assegura a manutenção e a preservação de conjuntos documentais relevantes”, diz em nota. Faziam parte do Saeb nos anos considerados, a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) e a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc), conhecida como Prova Brasil. Em 2019, as siglas ANA, Aneb e Anresc deixarão de existir e todas as avaliações passarão a ser identificadas pelo nome Saeb. A educação infantil passará a ser também avaliada. O Saeb é aplicado em todo o território nacional com o objetivo de medir a qualidade do ensino nas escolas brasileiras. Já o Enem é usado para o ingresso no ensino superior e é preciso inscrever-se para participar do exame.

Agência Brasil

16 de janeiro de 2019, 14:54

BRASIL Kim Kataguiri recorre ao Supremo para poder concorrer à presidência da Câmara

O líder do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri; deputado federal eleito completa 23 anos neste mês

O deputado federal eleito Kim Kataguiri (DEM-SP) apresentou nesta quarta-feira, 16, ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que a Corte assegure a ele o direito de concorrer ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados mesmo não tendo 35 anos. O futuro parlamentar completará 23 anos no final do mês. A defesa argumenta que o deputado federal eleito atende à única condição regimental imposta para sua candidatura ao cargo de presidente da Câmara, que é ser brasileiro nato. Segundo os advogados, parlamentares e especialistas sugerem que para se candidatar à presidência da Casa, Kim Kataguiri deveria preencher as condições de elegibilidade previstas para o cargo de presidente da República, entre elas a idade mínima de 35 anos. “A Constituição Federal, a legislação infraconstitucional e, sobretudo, o Regimento Interno da Câmara dos Deputados não preveem idade mínima para a assunção do cargo de presidente da Casa Legislativa Federal, motivo pelo qual é incabível qualquer interpretação restritiva do direito do autor”, alegam os advogados de Kim Kataguiri. Segundo eles, como a intenção de Kim é lançar-se candidato à presidência da Câmara – e, não, à presidência da República – a única condição de elegibilidade a ser atendida por ele deveria ser a de ser brasileiro nato. A defesa lembra ainda que a Constituição Federal estipula a idade mínima de 21 anos para a elegibilidade dos candidatos ao cargo de deputado federal. Ao citarem uma situação hipotética em que a Câmara seja composta apenas por parlamentares menores de 35 anos, os advogados afirmam que “seria risível dizer que a Câmara Federal ficaria sem presidente pelo fato de nenhum deputado ter a idade mínima prevista para concorrer ao cargo de Presidente da República”.

Agência Brasil

16 de janeiro de 2019, 14:24

BRASIL No Twitter, Renan promete acionar Conselho do Ministério Público contra Dallagnol

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que vai disputar a presidência do Senado em fevereiro, afirmou em seu perfil no Twitter que irá entrar com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que tem encabeçado, em suas contas nas redes sociais, um abaixo-assinado a favor do voto aberto. “Quando fevereiro chegar, entraremos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra Deltan Dallagnol, que continua a fazer política com declarações, tweets e retweets”, escreveu o alagoano. “Agora, sem os seus parceiros Janot (aposentado) e Miller (aprovado em concurso de juiz federal)”, acrescentou, se referindo ao ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e ao ex-procurador Marcello Miller. Renan vem desde o ano passado fazendo citações nas redes sociais contra Janot e Miller. O ex-procurador, que já atuou diretamente no gabinete de Janot, é suspeito de ter advogado em favor do grupo J&F, controlador da JBS. Ontem, Renan também já havia criticado o procurador da Lava Jato. “Deltan Dallagnol continua a proferir palavras débeis, vazias, a julgar sem isenção e com interesse político, como um ser possuído.”

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2019, 13:55

BRASIL Bolsonaro defende Mercosul enxuto e com relevância

Foto: Agência Brasil

Jair Bolsonaro se reuniu em Brasília com o presidente argentino, Mauricio Macri

O presidente Jair Bolsonaro defendeu que o Mercosul, bloco que reúne países sul-americanos, seja mais enxuto para ganhar relevância na região. Bolsonaro e o presidente da Argentina, Mauricio Macri, reuniram-se hoje (16) pela manhã, no Palácio do Planalto, e conversaram sobre o aperfeiçoamento do Mercosul. Macri é o atual presidente do bloco. “Concordamos com a importância de, com os demais parceiros, Paraguai e Uruguai, aperfeiçoar o bloco e propor nova agenda de trabalho, sempre com sentido de urgência”, disse Bolsonaro em declaração após a reunião ampliada entre os dois líderes e seus ministros de Estado, no Palácio do Planalto. Para Bolsonaro, no plano interno, o Mercosul precisa valorizar a sua tradição original, de abertura comercial, redução de barreiras e eliminação de burocracias. “O propósito é construir um Mercosul enxuto que continue a fazer sentido e ter relevância”, disse. Na frente externa, os dois líderes concordaram que é preciso “concluir rapidamente as negociações mais promissoras” que estão em andamento e iniciar novas negociações “com criatividade e flexibilidade para recuperar o tempo perdido”. “Temos que criar novas oportunidades comerciais e de investimentos, a fim de gerar prosperidade e bem-estar em nossos países”, disse o presidente brasileiro. Entre as parcerias em negociação está o acordo do Mercosul com a União Europeia. Para o presidente Macri, é preciso avançar em um espaço de integração que se “adapte aos desafios do século 21 e aproveite as oportunidades que o mundo oferece”. Nesse sentido, o comércio é um instrumento que impulsiona esse desenvolvimento. “Por isso, é chave agilizar e terminar as negociações em curso. A negociação com a União Europeia requereu muito esforço e avançou como nunca antes. Com sua chegada, temos a oportunidade de renovar o compromisso político do Mercosul”, disse o argentino.

Agência Brasil

16 de janeiro de 2019, 13:30

BRASIL Ex-diretores da Odebrecht pedem perdão à Colômbia por propinas na Rota do Sol e vão pagar US$ 6,5 mi

Os ex-diretores da Odebrecht Luiz Antonio Bueno Junior, Luiz Antonio Mameri e Luiz Eduardo da Rocha Soares pediram ‘perdão’ à Colômbia e se comprometeram a colaborar com informações sobre crimes de corrupção cometidos pela empreiteira no país vizinho. Os executivos também concordaram em pagar indenização de US$ 6,5 milhões como reparação por propinas repassadas ao ex-vice-ministro de Transportes colombiano, Gabriel Garcia Morales, para concessão das obras do trecho 2 da rodovia Rota do Sol. As informações foram divulgadas pela Procuradoria-Geral da República. Por meio de sua Secretaria de Cooperação Internacional, a PGR viabilizou o contato dos ex-diretores com a Justiça colombiana em videoconferência na sexta-feira, 11. Os executivos se comprometeram a colaborar com informações sobre subornos pagos pela Odebrecht na Colômbia. Além das ações penais, o acordo prevê que os colaboradores testemunhem em processos fiscais e disciplinares que envolvam a empreiteira. A indenização de US$ 6,5 milhões – equivalente a 18 bilhões de pesos colombianos – será quitada pelos executivos brasileiros em três parcelas. O primeiro pagamento deve acontecer ainda em janeiro, o segundo em agosto deste ano e o terceiro até janeiro de 2020. O valor acertado é o mesmo da suposta propina recebida por para conceder as obras da Rota do Sol à empreiteira brasileira. A PGR classificou o termo de cooperação firmado pelos ex-diretores como um ‘marco para a Justiça colombiana’ e afirmou que esta é a primeira vez que o ‘princípio da oportunidade’, previsto na legislação do país vizinho, é colocado em prática em um caso de grande expressão. Segundo a Procuradoria, a medida é parecida com os acordos de delação premiada celebrados no Brasil. Ainda de acordo com a PGR, todos os processos criminais contra os ex-diretores que tramitam nas Cortes da Colômbia ficarão suspensos pelo prazo de dois anos, período no qual estarão à disposição da Justiça colombiana.

Estadão

16 de janeiro de 2019, 13:14

BRASIL Governo reajusta renda mínima exigida para auxílio-reclusão e salário-família

Portaria do Ministério da Economia publicada no Diário Oficial da União (DOU) reajusta valor da renda mínima exigida para que segurados presos tenham direito ao auxílio-reclusão pago a seus dependentes. Para 2019, o beneficiário precisa ter rendimento igual ou inferior a R$ 1.364,43. No ano passado, o teto do chamado salário de contribuição era de R$ 1.319,18. A correção dos benefícios tem efeito a partir de 1º de janeiro deste ano e alcança ainda auxílio-doença e pensão por morte, além de benefícios pagos a aeronautas, pescadores, seringueiros, entre outros. Pela portaria, o teto o INSS passará de R$ 5.645 80 para R$ 5.839,45. O valor do salário-família será reajustado em 3,43% neste ano, segundo a portaria. O tamanho do aumento corresponde à inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que corrige benefícios e aposentadorias acima do salário mínimo pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O índice foi divulgado semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O salário-família é pago ao trabalhador com carteira assinada que tenha filho de até 14 anos ou inválido de qualquer idade. Segundo a portaria, para o segurado com remuneração mensal de até R$ 907,77, o valor da cota do benefício por filho passa de R$ 45 para R$ 46,54. Para o segurando que ganha entre R$ 907,77 e R$ 1.364,43, a cota será de R$ 32,80, acima dos R$ 31,71 do ano passado.

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2019, 13:03

BRASIL Bolsonaro recebe Macri para almoço no Itamaraty

O presidente Jair Bolsonaro acaba de receber o presidente argentino Mauricio Macri no hall do Palácio do Itamaraty para um almoço com a delegação do país vizinho. Minutos antes de o líder argentino chegar ao local, quando questionado pela imprensa sobre sua “estreia” numa reunião com Macri, Bolsonaro respondeu: “Tudo tem uma primeira vez”.

Agência Brasil

16 de janeiro de 2019, 12:34

BRASIL Líder do PSL diz que partido entregará 54 votos à reeleição de Maia

Foto: André Dusek / Estadão

Delegado Waldir

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmou que deu garantias ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que 54 deputados do partido irão votar no parlamentar fluminense para ser reeleito no cargo, em fevereiro. O número se refere aos 52 deputados eleitos em outubro e a mais dois que a sigla deve filiar no mês que vem: Bia Kicis (PRP-DF) e Pastor Gildenemyr (PMN-MA). “Conseguimos o céu para o PSL, como esses caras não vão votar no Rodrigo?”, declarou o líder do partido em uma conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, fazendo referência a uma das vice-presidências da Câmara e a duas comissões negociadas pela legenda para o apoio a Maia. Na Câmara, a eleição para a Mesa Diretora será com voto secreto, o que não dá ao partido a possibilidade de apurar se todos os parlamentares votaram conforme a orientação. Uma das dúvidas é se Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, vai votar em Rodrigo Maia. “Ele precisa votar, se não quem perde é o pai dele”, declarou o líder. Além disso, o Delegado Waldir reforçou o compromisso da bancada com a aprovação da reforma da Previdência na Casa.

Estadão