29 de maio de 2017, 07:48

BRASIL Temer vai a Pernambuco e Alagoas e anuncia ajuda para recuperar danos da chuva

Foto: Alan Santos / PR

O presidente Michel Temer, durante reunião sobre enchentes que atingem os estados de Pernambuco e Alagoas

Diante dos estragos causados pela chuva em Pernambuco e Alagoas, o presidente Michel Temer fez uma viagem aos dois estados nesse domingo (28) para se reunir com gestores estaduais. Em Pernambuco, ele autorizou ações emergenciais, além de se comprometer a liberar recursos voltados a obras hídricas. Entre eles, está um empréstimo de R$ 600 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao governo estadual – que quer utilizar os recursos para retomar obras de barragens que serviriam para prevenir problemas como os registrados no fim de semana. Temer informou que o empréstimo já está aprovado pela Secretaria do Tesouro Nacional e que vai providenciar a liberação dos recursos. O dinheiro deve ser usado para concluir quatro barragens que tiveram as obras anunciadas em 2010, na última cheia que atingiu Pernambuco, mas que foram paralisadas por falta de recursos federais, de acordo com o governo estadual. “Me comprometi com o governador a providenciar a liberação desse empréstimo, que é fundamental: R$ 600 milhões”, disse. Ontem (28), Pernambuco decretou calamidade em 15 municípios por causa da chuva – por inundação de rios ou deslizamentos: Caruaru, Gameleira, Belém de Maria, Palmares, Amaraji, Maraial, Ribeirão, Cortês, Barra de Guabiraba, São Benedito do Sul, Rio Formoso, Catende, Água Preta, Jaqueira e Barreiros. Trinta mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas, duas morreram em Lagoa dos Gatos e duas estão desaparecidas em Caruaru.

Sumaia Villela, Agência Brasil

29 de maio de 2017, 07:43

BRASIL “Os pedidos de impeachment são oportunistas”, diz Benito

Foto: Divulgação

Benito Gama

Vice-líder do governo no Congresso Nacional, o deputado federal baiano Benito Gama (PTB) avalia que o país ainda viverá por pelo menos mais duas semanas o cenário incendiário de incertezas instalado pela delação do empresário Joesley Batista que gravou Michel Temer conversando sobre uma operação para manter calado o ex-deputado Eduardo Cunha, cassado e preso pela Operação Lava Jato. “É uma denúncia gravíssima que foi feita. O presidente está se defendendo. Lateralmente tem essa questão do TSE, a questão da chapa, e ele disse que não renuncia. Mas as condições políticas para uma troca de presidente, elas realmente aparecem ou não. Temos que esperar mais umas duas ou três semanas para ver o que vai acontecer”, diz Benito em entrevista exclusiva à Tribuna, acrescentando que Temer é um homem de “boa-fé”. “Essa é a segunda gravação com o Temer. Ele foi gravado pelo próprio ministro da Cultura (ex-ministro Marcelo Calero). O entorno dele facilitou nessas questões de segurança. Mas nesse caso, foi boa-fé. Ele recebeu uma pessoa fora do horário e foi um problema complexo. Ele já recebeu ministros, empresários e políticos fora de hora, mas nesse caso aí, com a gravação, foi boa-fé. Ele foi realmente enganado pelo Joesley Batista”, acredita. O deputado afirma também que em caso de Temer cair, a escolha do novo presidente se dará por meio de eleições indiretas, e não diretas, como a oposição tem aclamado desde o início da crise. “A Constituição tem que ser respeitada, ela prevê eleições indiretas neste caso”. Questionado sobre o que difere a era Collor da atual, Benito disse que “a era Collor foi festa de boneca. Agora, não. Agora o negócio é completamente diferente”. Já sobre o lançamento da candidatura do prefeito ACM Neto ao governo do Estado, em 2018, “o deputado disse que ele não se lançou. Foi o povo que escolheu ele. O povo que está puxando ele”. “O povo está querendo uma opção para substituir o governador Rui Costa e o PT. Essa não é uma escolha dele. Se ele for chamado, ele irá com muito prazer. É o povo que está escolhendo uma opção, porque já está decepcionado com o governador e com o PT”. Leia a entrevista completa aqui.

29 de maio de 2017, 07:40

BRASIL Temer vem ao Nordeste para mostrar governo ativo

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

Michel Temer

Na tentativa de dar um ar de normalidade ao governo, o presidente Michel Temer montou uma agenda positiva de atividades para os próximos dias. Temer deixou ontem o isolamento em Brasília e partiu para Alagoas e Pernambuco, para visitar as áreas atingidas pelas chuvas. O presidente levou na comitiva o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim. Em Maceió, Temer não conseguiu sobrevoar as áreas inundadas porque quando chegou já estava escuro. Ele se reuniu com o governador do Estado, Renan Filho (PMDB), e prefeitos de cidades atingidas. O presidente acenou com a liberação de recursos federais para as localidades atingidas pelas chuvas, mas recomendou que governadores e prefeitos façam levantamentos dos estragos. Temer viu fotos da situação e seguiu para Pernambuco, para se reunir com o governador Paulo Câmara (PSB). Questionado sobre a substituição na Justiça, o presidente desconversou: “Isso é outro assunto”. Para a visita aos Estados nordestinos, Temer cancelou uma reunião com os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento), e com o novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, substituto de Maria Silvia. Em outra frente para mostrar que o governo não está paralisado e permanecer no cargo, o presidente vai buscar o respaldo da classe empresarial nesta semana. O peemedebista vai participar da abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2017, em São Paulo. Na véspera do evento, Temer dará entrevistas às agências internacionais e terá um jantar com executivos de empresas convidadas do fórum. No Congresso, a base aliada montou uma agenda de votações. No Senado, a ordem é colocar em votação algumas Medidas Provisórias (MPs) e dar andamento à reforma trabalhista, que está em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Já na Câmara, a estratégia é dar seguimento aos temas econômicos para sinalizar que a base segue sólida, a despeito da pressão das bancadas para abandonar o governo.

Estadão

29 de maio de 2017, 07:33

BRASIL JBS fez ‘dossiê’ sobre coronel amigo do presidente

Foto: Divulgação

Documento entregue ao MPF afirma que Temer indicou João Baptista Lima Filho para receber repasse de R$ 1 milhão

Em meio aos documentos entregues pela JBS ao Ministério Público Federal (MPF), 20 páginas que foram registradas com os números de 185 a 2104 no apenso 14 da delação mostram que os irmãos Joesley e Wesley Batista produziram um dossiê sobre as atividades do coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho. Amigo do presidente Michel Temer, Lima é apontado pelos delatores da JBS como um dos destinatários de repasses ilícitos. O Estado procurou Lima Filho em sua empresa, a Argeplan – cuja sede na Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, foi vasculhada pelos agentes federais durante a Operação Patmos –, mas ali foi informado pela segurança que o coronel não havia ido trabalhar. Temer nega o recebimento de propina por meio do amigo e contesta a delação dos irmãos Batista. Lima conheceu Temer nos anos 1980, quando o presidente ocupou pela primeira vez o cargo de secretário da Segurança Pública de São Paulo, durante o governo de Franco Montoro (1983-1987), então no PMDB. Aspirante a oficial na turma de 1966 da Academia da PM, Lima trabalhava na Assistência Militar da pasta. Depois que Temer deixou a secretaria, Lima foi trabalhar na área responsável por obras na corporação – foi o tempo em que se construiu o Hospital da PM, na zona norte, e o centro administrativo. Em 1992, quando Temer voltou à pasta após o massacre do Carandiru, Lima voltou a trabalhar com o amigo. Já coronel e formado em arquitetura, ficou em um cargo na Secretaria de Segurança Pública. Suspeitas envolvendo o nome de Lima surgiram na Lava Jato em 2016. Segundo as investigações, de 2011 a 2016, durante o período em que Temer ocupou a Vice-Presidência, a Argeplan do coronel recebeu R$ 1,1 milhão por serviços em uma ferrovia e uma estrada federal, além de obter contratos na Secretaria de Aviação Civil e na usina nuclear de Angra 3. No dossiê da JBS há documento que diz que Lima e a Argeplan são proprietários de uma fazenda em Duartina, no interior de São Paulo, que foi invadida duas vezes pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Intitulado Relatório Argeplan, a JBS entregou documento ao MPF. Nele afirma que a empresa foi aberta em 1976. Era então “um pequeno escritório de arquitetura em nome de Carlos Alberto Costa”. Em 2011, Lima teria sido admitido na empresa com um capital de R$ 250 mil. O relatório da JBS registra que, em 2014, o presidente do PMDB da cidade de Jaú (SP), Geraldo Grizzo, se tornou diretor técnico da empresa. “Atualmente, através de consórcios com outras construtoras, a Argeplan participa de ‘megaobras’ em todo o Brasil, porém, todas elas estão sendo investigadas por diversas autarquias com suspeitas de pagamento de propinas e outras vantagens ilícitas”, diz o documento – que lista sete desses consórcios, duas outras empresas de Lima e Costa e seis imóveis que estariam em nome da Argeplan.

Estadão

29 de maio de 2017, 07:30

BRASIL PF localizou R$ 980 mil de investigações que envolvem Aécio, diz Fantástico

Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

Aécio Neves

A Polícia Federal (PF) já localizou R$ 980 mil do total de R$ 2 milhões que fazem parte das investigações envolvendo o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), de acordo com reportagem publicada na noite deste domingo pelo Fantástico, da Rede Globo. Aécio foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, que usou a gravação em sua delação premiada. A entrega do dinheiro foi negociada por um executivo do grupo J&F, do qual a JBS faz parte, Ricardo Saud. Segundo a reportagem do programa televisivo, PF afirma que seriam entregues quatro malas, com R$ 500 mil cada uma, a Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador. De acordo com as investigações, Frederico repassou o dinheiro a Mendherson Souza Lima, então assessor parlamentar do senador mineiro Zezé Perrella (PMDB-MG). O Fantástico mostrou que R$ 500 mil foram transferidos para a ENM Auditoria, empresa com sede em Belo Horizonte e pertencente a Euler Nogueira Mendes. Por sua vez, a ENM depositou o valor na conta da Tapera Participações, empresa que tem como um de seus donos Gustavo Perrela, ex-deputado estadual e filho de senador Zezé Perrela. Além disso, a Tapera conferiu procuração para administração a Mendherson Souza Lima. A Polícia Federal também já havia encontrado R$ 480 mil na casa da sogra de Mendherson. O senador tucano divulgou vídeo nas redes sociais se defendendo das acusações no sábado, 20.”Há cerca de dois meses eu pedi à minha irmã, Andrea, que procurasse o senhor Joesley e oferecesse a ele a compra de um apartamento onde minha mãe vive há mais de 30 anos. Com parte desses recursos eu poderia pagar minha defesa. Fiz isso porque não tinha dinheiro. Não fiz dinheiro na vida pública”, afirmou. Em outro trecho, ele diz que Joesley ofereceu outro caminho e armou uma “encenação” ao oferecer empréstimo de R$ 2 milhões. “Fui vítima de um armação conduzida por réus confessos. Sempre respeitei cada voto que recebi. Nos últimos dias, e vocês podem imaginar, minha virou pelo avesso.”

Estadão

29 de maio de 2017, 07:28

BRASIL Temer troca o comando da Justiça, alvo de críticas

Foto: EBC

Torquato Jardim

O presidente Michel Temer demitiu ontem o ministro da Justiça Osmar Serraglio (PMDB) e anunciou o jurista Torquato Jardim, então chefe da Transparência e Controle, como novo titular da pasta. A troca de nomes na Justiça marca mais um capítulo da tentativa de Temer de fortalecer a interlocução de seu governo com o Judiciário e dar respostas aos aliados sobre a crise política iniciada com a delação da J&F (holding que inclui a JBS). Após a demissão, Serraglio foi convidado a assumir o Ministério da Transparência, responsável por firmar acordos de leniência. A troca foi antecipada pela Coluna do Estadão no portal estadao.com.br. Nos bastidores, a demissão de Serraglio é atrelada a dois fatores. O primeiro seria sua ineficiência em estabelecer canais de comunicação com órgãos sob a tutela do ministério – como a Polícia Federal –, com outras instituições e com as cortes superiores. No Palácio do Planalto, Serraglio era considerado “fraco” e a preocupação era ter um ministro da Justiça com interlocução no Judiciário, como tinham os ex-ocupantes da pasta Alexandre de Moraes e José Eduardo Cardozo. Contribuiu para a decisão de substituir de Serraglio a tentativa de uma escrivã da PF de tentar, por telefone, na quarta-feira passada, marcar uma data para o presidente ser ouvido. Na avaliação de interlocutores de Temer, Torquato terá mais “ascendência” sobre a corporação. Na base aliada, o descontentamento com o ministro ficou mais evidente nas gravações de conversas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) – agora afastado do cargo –, divulgadas no âmbito da delação da JBS. “O ministro é um b… de um c… Ele (Temer) errou de novo de nomear essa p…”. Ao contrário de Serraglio, Torquato possui bom trânsito em ao menos duas cortes em que tramitam processos de interesses do governo Temer e é visto como um gestor de pulso firme que poderá influir de modo mais enérgico na Polícia Federal. Ele tem boa interlocução no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF). No TSE, chegou a ser ministro entre 1988 e 1996. A partir do dia 6 de junho os ministros do TSE vão julgar a ação proposta pelo PSDB contra a chapa Dilma Rouseff-Michel Temer. Visto até há pouco tempo como um possível caminho para livrar o peemedebista, o julgamento, após a delação JBS, agora é tido como a forma mais “constitucional” para a cassação do presidente. No Supremo, Temer é alvo de um inquérito por corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa.

Estadão

29 de maio de 2017, 07:27

BRASIL Sisu abre hoje inscrições para o segundo semestre

O Ministério da Educação (MEC) abre hoje (29) as inscrições para a segunda edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que poderão ser feitas no portal do programa, na internet, até o dia 1º de junho. Para se inscrever, o candidato precisa apenas de seu número de inscrição e senha cadastrados no Exame do Ensino Médio (Enem) de 2016.Na hora da inscrição, os candidatos podem escolher até dois cursos por ordem de preferência. Até o fim do período de inscrição, o estudante poderá alterar a opção de curso. Também deve definir se deseja concorrer a vagas de ampla concorrência, ou pelo sistema de cotas destinadas a estudantes de escolas públicas, ou a vagas destinadas às demais políticas afirmativas das instituições.Uma vez por dia, o MEC divulga a nota de corte de cada curso, de acordo com as inscrições feitas até aquele o momento, e a classificação parcial do candidato na opção de curso escolhida.Ao todo, serão ofertadas 51.913 vagas em 1.462 cursos de 63 instituições de ensino, entre universidades federais e estaduais, institutos federais e instituições estaduais.Nesse processo, valerá a nota do Enem 2016. Para participar, os candidatos não podem ter tirado 0 na redação do Enem. Além disso, algumas instituições estabelecem notas mínimas para ingresso em determinados cursos. Ao todo, mais de 6,1 milhões fizeram o Enem no ano passado.O Sisu terá uma única chamada, e a divulgação do resultado está prevista para o dia 5 de junho. Também nessa data será aberta a lista de espera, que permanecerá disponível até 19 de junho.As matrículas serão do dia 9 ao dia 13 de junho, e a convocação da lista de espera será feita a partir do dia 26 de junho.

29 de maio de 2017, 07:24

BRASIL Países apuram elo entre a empresa JBS e empreiteiras

Foto: Divulgação

Offshores citadas na delação de Joesley Batista aparecem em investigações sobre construtoras brasileiras; empresas serviriam para pagar políticos

Investigadores que acompanham transações em diferentes paraísos fiscais estão intrigados com uma coincidência: empresas offshore citadas nas delações da JBS também aparecem em investigações sobre construtoras brasileiras. Pessoas próximas aos casos querem saber o motivo pelo qual essas offshores foram utilizadas em diferentes momentos, por pessoas sem relações diretas, mas sempre para transferir recursos a políticos e operadores. Afora o fato de serem investigadas em esquemas de pagamento de propinas a políticos brasileiros, é difícil estabelecer correlações entre a JBS, maior produtora de carne do mundo, com a Queiroz Galvão, empresa que atua nas áreas de engenharia, óleo e gás, ou com a construtora Camargo Corrêa. A partir das várias delações e investigações em crimes de corrupção, porém, novas informações mostram que em algum momento elas tiveram vínculos financeiros. A relação ocorreu de forma indireta, por meio de Lunsville e Valdarco, empresas offshores abertas por Joesley no Panamá, um paraíso fiscal. Joesley contou em sua delação que passou a reservar, para pagar propina, de 1% a 3% do valor de comissões originadas a partir de operações de exportações de várias empresas do grupo. Para movimentar esses recursos, abriu duas offshores: Lunsville Internacional e Valdarco Investments. O dono da JBS, declarou que sempre havia dinheiro para que ambas pudessem fazer remessas a contas em diferentes países e a doleiros no Brasil.

Estadão

29 de maio de 2017, 07:17

BRASIL Aécio acertou R$ 40 mi para compra de coligação em 2014

Os delatores da JBS confessaram ter aberto um caixa de R$ 40 milhões para a compra de apoio político à campanha de Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República, em 2014, a pedido do tucano. Os valores teriam sido pagos por meio de doações oficiais – classificadas, mesmo assim, como ‘propinas’, pelos executivos do grupo – e de notas fiscais frias de empresas indicadas pelos dirigentes partidários, segundo a delação. Outros R$ 60 milhões teriam sido destinados somente à campanha individual do senador afastado.Repasses a todos os partidos da coligação do tucano – PTB, Solidariedade, DEM, PTN, PSL, PTC, PSDC , PMN, PT do B, PEN – são citados nas delações da JBS. O dono do grupo, Joesley Batista, teria autorizado os pagamentos – em acerto com o tucano -, que teriam sido operacionalizados pelo diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud. Somente para Aécio teriam sido destinados R$ 11 milhões – nas primeiras tratativas. Posteriormente, os valores chegaram a R$ 60 milhões, de acordo com os delatores. Leia mais no Estadão. 

Divulgação

29 de maio de 2017, 07:00

BRASIL Torquato questiona abertura de inquérito contra o presidente

O novo ministro da Justiça e ex-titular da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, Torquato Jardim, minimizou o fato de o presidente Michel Temer ter recebido na noite de 7 de março, no Palácio do Jaburu, sem registrar na agenda oficial, o empresário Joesley Batista, dono da JBS. Para ele, faz parte da “cultura parlamentar” do presidente ser “afável e acessível a qualquer hora e qualquer lugar”.Em entrevista ao Estado na sexta-feira passada, 26, antes da nomeação para a Justiça, Torquato defendeu o “reexame”, no Supremo Tribunal Federal, da competência do ministro Edson Fachin como relator do inquérito que investiga Temer. Ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, ele disse também que é “recomendável” que haja um pedido de vista na retomada do julgamento da ação contra a chapa Dilma-Temer. Procurado no domingo, o ministro não se manifestou. Confirma a entrevista completa no Estadão.

29 de maio de 2017, 06:49

BRASIL Manchetes do Dia

Correio*: Derrota na ressaca

Tribuna da Bahia: Jardim assume o Ministério da Justiça

A Tarde: Flagrantes da Lei Seca em Salvador crescem 35.5%

O Estado de S. Paulo: Novo ministro questiona inquérito contra Temer

Folha de S. Paulo: Temer troca ministros e põe Torquato na Justiça

28 de maio de 2017, 17:14

BRASIL Ex-governador Sérgio Cabral é transferido para prisão sem bloqueador de celular

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que a nova unidade prisional do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) ainda não tem bloqueadores de celular. Cabral foi transferido na manhã deste domingo, 28, do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte, que foi recentemente reformada. Segundo a secretaria, inspetores de segurança e administração penitenciária farão “revistas minuciosas” nas visitas utilizando esteiras de raio-x, raquetes e bancos detectores de metais”. “Tais aparelhos ajudam a evitar que materiais ilícitos entrem nessas unidades”, informou, por meio de nota. A Vara de Execuções Penais havia proibido a transferência do ex-governador porque a nova unidade também não tinha câmera de ângulo frontal no acesso ao presídio. Também por nota, a Seap declarou que a unidade é monitorada “24 horas por dia através de câmeras instaladas dentro das galerias, portarias, pátio de visitas, banho de sol, entre outros”. “Ao todo são 53 câmeras, incluindo a que dá acesso à portaria principal, conforme solicitado pela Vara de Execuções Penais, VEP. Uma equipe de inspetores de segurança e administração penitenciária vai operar a central de monitoramento de imagens que ficará na sala do diretor da unidade prisional”, informou. Cabral ficará em uma cela com a mesma capacidade, de 16 metros quadrados, da que ficava em Bangu e com o limite para até seis detentos. A direção da unidade ainda vai definir se o local será totalmente preenchido. A cela tem três beliches e um banheiro com vaso, pia e chuveiro de água fria. O ex-governador, porém, terá mais privacidade, já que os banheiros são fechados no meio da cela. Em Bangu, apenas uma meia parede separa o chuveiro do vaso. Cabral e os outros detentos também receberão colchões usados por atletas durante a Olimpíada. Cada interno tem o direito a uma tomada na cela e poderá levar um ventilador de 30 cm, conforme prevê a lei. Por cela, também segundo a lei, pode ter uma televisão de 14 polegadas.

Estadão Conteúdo

28 de maio de 2017, 16:09

BRASIL Torquato Jardim será o novo Ministro da Justiça

O Palácio do Planalto confirmou há pouco que Torquato Jardim, ministro da Transparência, será o novo ministro da Justiça. Em seu lugar, assume o ministro da Justiça, Osmar Serraglio. A Coluna do Estadão antecipou a substituição de Osmar Serraglio. Segue a íntegra: “Nota à Imprensa
O Presidente da República decidiu, na tarde de hoje, nomear para o Ministério da Justiça e Segurança Pública o Professor Torquato Jardim. Ao anunciar o nome do novo Ministro, o Presidente Michel Temer agradece o empenho e o trabalho realizado pelo Deputado Osmar Serraglio à frente do Ministério, com cuja colaboração tenciona contar a partir de agora em outras atividades em favor do Brasil”. Neste momento, o novo ministro da Justiça está reunido com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu. Ele chegou por volta de 12h30.

28 de maio de 2017, 13:00

BRASIL Petrobras faz revisão em patrocínio esportivo e reduz apoio este ano

Em 2017, a Petrobras fez revisão do programa de patrocínio esportivo, que prevê apoio a novas modalidades, mas também redução dos investimentos. A revisão do programa foi aprovado pela diretoria executiva em março e prevê investimento de R$ 40 milhões, sendo R$ 10 milhões para esporte de rendimento e R$ 30 milhões para automobilismo. O montante é menor em relação ao patrocínio do ano passado, de R$ 50 milhões. De acordo com a estatal, a redução do patrocínio acompanha o novo momento da companhia, de revisão de investimentos. A estatal também encerrou este ano o patrocínio para confederações de esportes olímpicos das seguintes modalidades: remo, esgrima, boxe, levantamento de peso e taekwondo. O apoio estava programado até o último ciclo olímpico, de 2011 a 2016. O novo plano prevê apoio para corridas de rua e maratonas e travessias aquáticas. “São esportes que simbolizam muito a questão do movimento, também envolvendo o território do mar, muito importante para a Petrobras. É onde está a maioria das nossas atividades”, disse o gerente de Relações Corporativas, Eventos e Patrocínios da estatal, Diego Pila. A chamada pública para esporte de alto rendimento receberá projetos até o dia 16 de junho, previstos para desenvolvimento no segundo semestre deste ano e ao longo de 2018. A expectativa é patrocinar pelo menos um projeto em 2017 e três ou quatro em 2018.

Agência Brasil

28 de maio de 2017, 12:45

BRASIL Cabral é transferido de Bangu para prisão reformada na zona norte

Foto: Estadão

Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, durante sua prisão

O ex- governador Sérgio Cabral (PMDB) foi transferido na manhã deste domingo, 28, do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, para Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte do Rio. Junto com ele, mais 146 presos foram transferidos, entre 53 detentos com nível superior e outros 93 que cumprem pena por não pagar pensão alimentícia. Eles foram levados em nove viaturas da Grupamento do Serviço de Escolta (GSE). Os presos transferidos estavam Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, onde ficam detentos com diploma universitário. Em fevereiro, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que planejava fazer essa transferência até março. A unidade, que funcionava como prisão para policiais, quando Batalhão Especial Prisional (BEP), passou por reformas para receber o grupo. O local ficou famoso pelas mordomias concedidas aos detentos e foi desativado em 2015, após uma juíza da Vara de Execuções Penais ter sido agredida no local. Em uma das vistorias, foram encontrados material para churrasco e bebida alcoólica. Em uma das alas, o presos haviam derrubado grades e ergueram muros de gesso para terem mais privacidade às celas.

Estadão