20 de janeiro de 2018, 07:45

BRASIL Câmeras mostram regalias dos presos da Lava Jato na cadeia de Benfica

Foto: Reprodução

Câmeras também não flagram momento em que ex-governador Anthony Garotinho diz ter sido agredido

Além de constatar falhas nas câmeras no momento em que Anthony Garotinho alega ter sofrido agressões, peritos do Ministério Público Estadual do Rio também apontaram a livre circulação dos presos da Lava Jato e de seus pertences – como ‘sacolas grandes e pequenas’ na cadeira pública de Benfica. Em meio ao recebimento ‘itens diversos’, os presos do colarinho branco sequer recebiam as quentinhas fornecidas aos presidiários de outras alas. O ex-governador Sérgio Cabral foi transferido da cadeia pública de Benfica para o Complexo Médico Penal de Pinhais, nesta sexta-feira, 19, justamente em razão de privilégios. A perícia foi feita para analisar a agressão denunciada pelo ex-governador Anthony Garotinho. Quando esteve preso, ele alegou ter sido alvo de agressão por um homem com um taco em sua cela e foi punido por não provar a ocorrência no cárcere. Em decorrência da penalidade, chegou a ser transferido para Bangu 8. Em dezembro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, mandou soltar o ex-governador. Uma das falhas registradas no momento em que Garotinho diz ter sido agredido foi notada justamente pela comparação de duas câmeras que filmavam o corredor da cela do ex-governador. Uma delas captou as mãos dele batendo palmas para chamar a segurança enquanto a outra, no mesmo momento, permaneceu com a imagem congelada. Em outro vídeo, os peritos apontam um ponto cego ‘entre os portões das galerias B e C, permitindo o trânsito de pessoas sem qualquer tipo de registro pelo sistema, uma vez que as demais câmeras estavam inativas’.

Estadão

20 de janeiro de 2018, 07:30

BRASIL Raquel vai ao Reino Unido por combate à ‘escravidão contemporânea’

Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Raquel Dodge

A procuradora-geral da República Raquel Dodge viaja em missão oficial a Londres na próxima semana, de 22 a 24 de janeiro, acompanhada do embaixador britânico Vijay Rangarajan. Em pauta, o combate à ‘escravidão moderna’. Raquel vai apresentar a experiência do Brasil no combate ao trabalho análogo à escravidão. Ela quer conhecer o trabalho desenvolvido por instituições britânicas e fortalecer a cooperação jurídica com as autoridades do Reino Unido. A visita de Raquel foi organizada pela Missão Diplomática Britânica no Brasil. As informações sobre a viagem de Raquel e do embaixador britânico foram divulgadas simultaneamente pela Procuradoria-Geral da República e pela Embaixada Britânica em Brasília. Além de reuniões com autoridades que atuam na prevenção e combate a esse tipo de crime, Raquel vai fazer, no dia 24, uma palestra no King´s College sobre a luta do Brasil contra a escravidão moderna. A secretária de Cooperação Internacional da PGR, Cristina Romanó, e a secretária de Direitos Humanos do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Ivana Farina, acompanharão a PGR na missão. Na segunda-feira, 22, Raquel participará de duas mesas redondas, além de reuniões no Foreign & Commonwealth Office (FCO), órgão equivalente ao Ministério das Relações Exteriores no Brasil. Os debates vão tratar da atuação doméstica e internacional do Reino Unido no combate ao trabalho escravo contemporâneo. A PGR também se reunirá com o vice-ministro de Estado para a Comunidade Britânica e Nações Unidas do FCO, responsável por assuntos ligados à prevenção de violência sexual em conflitos. Na terça-feira, 23, a procuradora-geral vai visitar o Serious Fraud Office (SFO), agência especializada do Reino Unido que atua no combate à corrupção, para fortalecer a cooperação jurídica e o intercâmbio de informações entre os dois países. Também está prevista reunião com o Comissário Independente Antiescravidão (Iasc) e representantes do Crown Prosecution Service (órgão equivalente ao Ministério Público no Brasil) para tratar de ações para o combate ao trabalho análogo ao de escravo e o tráfico de pessoas. Durante a missão, a PGR se reunirá com a chefe do Ministério Público britânico, Alison Sounders, na quarta-feira, 24.
Estão previstos, ainda, encontros com a presidente e representantes da Suprema Corte.

Estadão

20 de janeiro de 2018, 07:15

BRASIL PF diz que Cabral acorrentado e algemado segue ‘protocolo de segurança’

Foto: Giuliano Gomes / PR Press

Assessoria da direção-geral da Polícia Federal destacou que ex-governador 'não é o caso de um suspeito, mas de um preso sentenciado'

A Polícia Federal informou nesta sexta-feira, 19, que seguiu rigorosamente ‘todos os parâmetros legais’ no procedimento de condução do ex-governador Sérgio Cabral, com as mãos algemadas e os pés acorrentados, em Curitiba. Segundo a assessoria da Diretoria-Geral da PF, quem define as condições da condução é quem a executa – no caso, os agentes que faziam a escolta do emedebista. Sérgio Cabral foi submetido a exames no Instituto Médico Legal da capital paranaense, antes de ser transferido para o Complexo Médico-Penal de Pinhais, a prisão da Lava Jato – onde estão alguns dos principais alvos da investigação, como o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari. A PF destacou que Cabral ‘não é um suspeito, é um preso já sentenciado’. O ex-governador acumula 87 anos de condenação em três processos. Segundo a PF, a condução do emedebista ‘seguiu todas as observações necessárias para sua efetiva execução’. A PF avalia que ‘não há nenhum reparo a ser feito’ na forma como o ex-governador foi transferido porque ‘tudo foi realizado dentro dos parâmetros e do protocolo de segurança’. A assessoria da Diretoria-Geral observa que a cautela é exigida diante do ‘ânimo da população’ – com relação a condenados por corrupção, caso de Cabral. A PF disse que não pode abrir mão da segurança do próprio prisioneiro em um ambiente público. Cabral chegou a Curitiba na quinta-feira, 18. Ele foi transferido do Rio por ordem judicial. Os investigadores descobriram que na cadeia pública de Benfica, zona norte da capital fluminense, o emedebista desfrutava de luxos e regalias. Ele passou a noite na Custódia da Superintendência da PF de Curitiba. Nesta sexta, 19, o ex-governador foi levado ao IML e, depois, para o Complexo de Pinhais. Algemado e acorrentado, Cabral queixou-se a um agente. “O sr. está me machucando.” Em 2008, o Supremo Tribunal Federal editou a Súmula 11, batizada ‘súmula das algemas’ – medida que autoriza o uso do equipamento exclusivamente ’em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros’. A PF informou que, no caso do ex-governador, a Súmula 11 não foi desrespeitada. E que a forte escolta se fazia necessária até para assegurar a integridade do prisioneiro. A Federal anotou que o IML de Curitiba é ‘um ambiente público em um local vulnerável, com fácil aproximação (de pessoas)’.

Estadão

20 de janeiro de 2018, 07:00

BRASIL Manchetes do Dia

– A Tarde: Estatuto da Caixa limita indicações políticas

– Correio*: Debaixo d’água

– Tribuna da Bahia: SP tem três mortes por reação à vacina da febre amarela

– Estadão: Marinha pede ao governo volta do auxílio-moradia

– Folha de S. Paulo: Não sairei como pecha de falcatruas, afirma Temer

– O Globo: Detran renovou carteira já suspensa

19 de janeiro de 2018, 21:59

BRASIL Aleluia será o relator na Câmara do PL da Eletrobrás

Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara

O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM)

O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA) será o relator na Câmara do projeto de lei sobre a privatização da Eletrobrás, informou o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao Estadão/Broadcast. Ligado ao setor de energia e mineração, Aleluia é engenheiro elétrico de formação e chegou a ser conselheiro do Centro de Pesquisas da Eletrobrás entre os anos de 1985 e 1986. Segundo Maia, o presidente da comissão especial que analisará o mérito da proposta será o deputado Hugo Motta (MDB-PB). Em 2015, o emedebista foi presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás. O PL de privatização da estatal elétrica foi assinado pelo presidente Michel Temer e enviado ao Congresso Nacional nesta sexta-feira, 19. O projeto seguiu para a Câmara em regime de urgência, para que a tramitação ocorra em 45 dias e a sanção presidencial em 15 dias. A mensagem de envio da proposta deve ser publicada na edição de segunda-feira, 22, do Diário Oficial da União (DOU).

Estadão Conteúdo

19 de janeiro de 2018, 21:46

BRASIL Petrobras diz que utilizou critérios técnicos para alterar política para GLP

A Petrobras divulgou comunicado no qual reforça que sua política de preços de derivados de petróleo “é estabelecida com base em critérios técnicos, cujos princípios são definidos por sua diretoria executiva”. Na quinta-feira, 18, a empresa anunciou a revisão do cálculo de reajuste do GLP para consumo residencial, que passará a acontecer trimestralmente.Segundo a empresa, as mudanças “tiveram como objetivo reduzir o repasse da volatilidade de preços internacionais ao mercado doméstico, conforme anunciado em 7/12/2017, e não foram objeto de discussão com autoridades do governo federal”.Com esse comunicado, a Petrobras nega qualquer intervenção política na sua administração e que a empresa tenha seguido orientação do Ministério da Fazenda, já que o GLP é um produto de amplo consumo popular.

Estadão

19 de janeiro de 2018, 21:39

BRASIL Para justificar transmissão do julgamento de Lula, tribunal diz que caso é excepcional

Foto: Sylvio Sirangelo/Estadão

Sede do TRF-4

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região vai transmitir, na quarta-feira (24), a sessão de julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra condenação na Lava Jato. De acordo com a coluna Expresso, da revista Época, a direção do tribunal afirma que o caso é excepcional por envolver caso de “grande interesse público”. Os julgamentos nas duas turmas criminais, segundo o TRF4, “não são transmitidos nem anexados aos processos eletrônicos para preservar a segurança dos magistrados que atuam na área criminal e evitar a exposição dos réus”.

19 de janeiro de 2018, 21:00

BRASIL Deputados americanos divulgam carta de apoio a Lula

Foto: André Penner

O ex-presidente Lula

O PT vem intensificando a mobilização internacional em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será julgado na quarta-feira pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, um grupo de deputados americanos do partido Democrata vai divulgar nesta sexta-feira (19) uma carta denunciando as “violações flagrantes” do direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um processo justo e a “campanha de perseguição judicial de motivação política”, segundo apurou a Folha. Paralelamente, o abaixo-assinado “Eleição sem Lula é fraude”, organizado pelo ex-ministro Celso Amorim, conquistou quase 200 mil assinaturas.

19 de janeiro de 2018, 20:51

BRASIL Atropelador de Copacabana responderá a inquérito em liberdade

Antonio de Almeida Anaquim, de 41 anos, que conduzia o carro que atropelou pelo menos 18 pessoas na noite da quinta-feira, 18, na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, foi liberado na tarde desta sexta-feira, 19, da 12ª Delegacia de Polícia (Hilário de Gouveia). Ele deverá ser indiciado por homicídio culposo e lesões corporais culposas (sem intenção de matar) pela Polícia Civil. O delegado Gabriel Ferrando afirmou que a hipótese mais provável para explicar o que aconteceu é que o condutor tenha sofrido um “evento epilético” – um desmaio. O motorista alegou ter epilepsia e tratar da doença com remédios.”Disritimia, ao contrário da convulsão que o indivíduo cai e fica se debatendo, causaria um apagão. Ele disse que já teve esse episódio há uns três, quatro anos. Ele disse que teve esse apagão no momento que estava conduzindo o veículo, o que ocasionou a manobra brusca”, disse o delegado.A Polícia Civil também afirmou que o motorista foi encaminhado imediatamente ao Instituto Médico Legal (IML), onde, durante a madrugada, foi descartada a possibilidade de Anaquim ter ingerido bebida alcoólica. Também foram incluídos pedidos de exames de urina.Ferrando disse ainda que, pela manhã, houve uma oitiva “importantíssima” de uma mulher que estava com Anaquim no veículo. “Ela não seria uma pessoa muito próxima a ele e confirmou o ataque. Estamos agora recolhendo imagens e ouvindo testemunhas aguardando laudos periciais e trocando informações com o Detran”, disse.O Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) afirmou que Anaquim omitiu o problema neurológico e estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa desde 2014. Nos últimos cinco anos, acumulou 62 pontos no documento, por infrações como avanço de semáforo no sinal vermelho e estacionamento proibido.Em nota divulgada no início da noite desta sexta-feira, a Polícia Civil informou que chegou a 18 o número de vítimas do atropelamento. Um bebê morreu e pelo menos 17 pessoas ficaram feridas.

Estadão

19 de janeiro de 2018, 20:46

BRASIL Trezentos jornalistas no julgamento de Lula

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O julgamento do ex-presidente Lula deve ser acompanhado por 300 jornalistas nacionais e estrangeiros

Cerca de 300 jornalistas nacionais e estrangeiros devem acompanhar o julgamento do ex-presidente Lula dia 24 no Tribunal da Lava Jato – o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre. Profissionais de imprensa da Inglaterra, Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França, Espanha Dinamarca, Catar e Argentina estão credenciados para acompanhar o julgamento da apelação criminal número 50465129420164047000 – o processo do famoso triplex, no qual, em primeira instância, Lula foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão. São 43 correspondentes estrangeiros e cerca de 250 profissionais de imprensa do Brasil, que poderão permanecer nas áreas destinadas à cobertura jornalística do julgamento. “Para garantir a transparência e o trabalho da imprensa, o TRF-4 está organizando uma Sala de Imprensa para 100 profissionais, no andar térreo do prédio. Eles poderão acompanhar ao vivo a sessão de julgamento, por meio de telão. Além disso, os jornalistas de televisão, rádio, impresso e online que estarão na Sala de Imprensa poderão mandar o sinal diretamente para seus veículos. Os profissionais também vão acompanhar a movimentação em frente ao prédio do TRF-4, com credenciamento específico para este local. O julgamento é cercado de grande expectativa. Manifestações de grupos que apoiam e condenam o petista estão previstas no entorno do Tribunal da Lava Jato. A captação das imagens do julgamento será feita pelo sistema do tribunal, chamado Tela TRF4, que iniciou em 2012. As quatro câmeras HD remotas instaladas na sala de sessão da 8.ª Turma vão mostrar todos os detalhes, da abertura à leitura do relatório, passando pela manifestação do Ministério Público Federal e dos advogados da defesa, chegando aos votos dos desembargadores.

Estadão Conteúdo

19 de janeiro de 2018, 20:28

BRASIL Temer e Meirelles discutem alternativa para capitalizar a Caixa sem usar o FGTS

Foto: Adriano Machado/Reuters

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente Michel Temer

O presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, discutiram nesta sexta-feira, 19, alternativas à capitalização da Caixa sem os recursos do FGTS. Em reunião no Palácio do Jaburu, Meirelles apresentou as opções que estão sendo preparadas pela sua área técnica. Meirelles, que é contrário ao uso de recursos do fundo do trabalhador para socorrer a Caixa, disse ao presidente que poderá solucionar o problema de capital do banco sem a operação de empréstimo de R$ 15 bilhões. Com outras medidas complementares, segundo o ministro, seria possível cobrir o saldo necessário. Segundo um auxiliar do presidente Temer, o maior aporte ao banco poderia ser o lucro significativo do banco em 2017, que, como parte do plano de socorro, não seria pago ao Tesouro Nacional na forma de dividendos. O banco teve ganhos superiores a R$ 10 bilhões no ano passado. Temer ainda não se convenceu totalmente que é possível não usar o FGTS para melhorar o capital da Caixa. Mas se as soluções de Meirelles forem melhores, estará de acordo, segundo fontes. Ministros palacianos, no entanto, insistem que a operação com o FGTS, se for necessária, será feita. A equipe econômica, no entanto, é totalmente contrária à operação. Um integrante da equipe econômica ressaltou que o novo estatuto da Caixa será aplicado. A próxima reunião do Conselho de Administração do banco, que tem de aprovar ou não a operação do FGTS, já será regida pelo novo estatuto. Aliados políticos insistem na tese de que a operação – que seria aprovada pelo conselho curador do FGTS nos primeiros dias do ano – é necessária, mas a crise no banco com o afastamento de quatro vice-presidentes inviabilizou a medida.

Estadão Conteúdo

19 de janeiro de 2018, 20:10

BRASIL Justiça veta ato pró-Lula da CUT na Paulista

Foto: Alex Silva/Estadão

CUT está proibida de realizar ao em favo de Lula na Avenida Paulista no dia 24

O juiz Antonio Augusto Galvão de França, da 3.ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, negou nesta sexta-feira, 19, o pedido da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para realizar na Avenida Paulista um ato a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24. A entidade ajuizou um mandado de segurança para garantir espaço na Paulista no dia em que o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, vai julgar um recurso do petista. A avenida, no entanto, também foi requisitada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e Revoltados Online para uma manifestação contrária ao petista. Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal Criminal, de Curitiba, na Lava Jato. Ele responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). A CUT acionou a Justiça paulista em razão da falta de acordo entre os movimentos para o uso da Avenida Paulista, após uma reunião realizada com a Polícia Militar, na quarta-feira, 17. “No caso em pauta, a entidade impetrante comunicou aos órgãos competentes o intuito de realizar evento às 14 horas, na Avenida Paulista, 1.578, na altura do Masp, com ‘carro de som de grande porte, falas políticas e ação cultural’”, anotou o juiz Antonio França. “Todavia, há notícia de que uma outra entidade indicou intuito em promover manifestação de ideal antagônico no mesmo dia e local”, escreveu o magistrado. De acordo com o juiz, porém, ‘não resta claro qual entidade protocolou primeiro o documento’. “Contudo, analisando a ata da reunião realizada junto à Polícia Militar, tudo indica que a preferência é da outra manifestação (anti-Lula)”.

Estadão Conteúdo

19 de janeiro de 2018, 19:55

BRASIL Perícia vê edição em vídeos de Garotinho na cadeia

Foto: Fábio Motta/Estadão

O ex-governador Anthony Garotinho

Peritos do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro concluíram que as imagens das câmeras que filmavam o ex-governador Anthony Garotinho na cadeia pública de Benfica apresentam interferência humana e interrupções. Garotinho foi punido por não provar que foi agredido no cárcere, como alegou aos investigadores, e chegou a ser transferido para Bangu 8. Em dezembro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, mandou soltar o ex-governador. “O sistema de gravação é acionado por movimento e por conta da sua sensibilidade e da variação de luminosidade, as câmeras mantêm intensa atividade de gravação, entretanto, justamente no período que compreende os fatos narrados pelo ex-Governador Anthony Garotinho, todas as câmeras que registrariam o ambiente onde supostamente ocorreu a ação ficaram inativas, exceto a câmera 3, cuja imagem congelada não tem qualquer valia para o deslinde dos fatos”, diz o laudo. O relatório, assinado pelos peritos João Souza, Marcos Cropalato, Eline Portela, e pela diretora da Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia do Ministério Público do Rio, Maria do Carmo Gargaglione, ainda conclui: “Há fortes indícios de interferência humana na gravação do fluxo de imagens por ocasião da suposta agressão ao ex-Governador Anthony Garotinho”. Os peritos ainda destacaram a ‘presença de ponto cego entre os portões das galerias B e C, permitindo o trânsito de pessoas sem qualquer tipo de registro pelo sistema, uma vez que as demais câmeras estavam inativas’. Segundo o relatório, o ‘ponto chave da interferência humana como fator determinante na inatividade das câmeras é notado pelo corte em meio ao movimento de um agente que transita no pátio, ou seja, o sistema que durante todo o tempo grava até mesmo nuances de luminosidade e cortado bruscamente no meio do percurso do movimento que justamente é o gatilho da gravação’. Em novembro, Garotinho foi removido da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio. Na manhã da sexta, 24 daquele mês, ele denunciou ter sido atacado em sua cela de madrugada por um desconhecido com um taco de beisebol. O agressor teria ferido o ex-governador em um dos joelhos e em um dos pés e feito ameaças mostrando uma pistola. O político deu queixa na Polícia Civil. Câmeras de vigilância, porém, não registraram nada de anormal. Por isso, a Secretaria de Administração Penitenciária anunciou que o político seria punido com a transferência para a cadeia em Bangu. Garotinho, porém, gostou da mudança. No entanto, voltou a se queixar muito de dores nos locais onde teria recebido as pancadas. Já em dezembro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, suspendeu nesta quarta-feira (20) a prisão preventiva do ex-governador Anthony Garotinho (PR), apontado como líder de uma organização criminosa. Caixa D’Água. Garotinho foi preso em novembro sob acusação de crimes como corrupção, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais entre os anos 2009 e 2016. A prisão foi pedida pelo Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro (MPE-RJ), decretada pelo juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, Glaucenir Silva de Oliveira, e mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-RJ). A denúncia do MPE afirma que o grupo J&F fez doação ilegal de R$ 3 milhões por meio de contrato com uma empresa indicada por Garotinho para financiar sua campanha ao governo do Estado em 2014, derrotada pela de Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Estadão Conteúdo

19 de janeiro de 2018, 19:44

BRASIL Secretaria de Segurança do RS anuncia acordo com movimentos pró-Lula

A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul afirmou, por meio de nota, que órgãos do governo estadual, Prefeitura de Porto Alegre e o Ministério Público chegaram a um acordo com os Movimentos Sociais pela Frente Brasil Popular sobre áreas, datas e medidas de segurança de acampamentos a favor de Lula nas proximidades de seu julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro supostamente recebido da empreiteira OAS no processo sobre o famoso triplex do Guarujá.O ex-presidente terá seu recurso julgado pelos desembargadores da 8.ª Turma do TRF4 no próximo dia 24. O julgamento é cercado de grandes expectativas. Porto Alegre poderá receber muitos manifestantes.A Justiça chegou a proibir acampamento do MST em frente à Corte até três dias depois na região do Parque da Harmonia, aonde fica a Corte. A Justiça Federal, no entanto, informou que não foram proibidas manifestações nas proximidades do TRF4. “A determinação judicial é para controlar o acesso de modo a assegurar a normalidade do trânsito de pessoas e veículos no entorno do Tribunal, garantido o direito de manifestação no Parque da Harmonia”, destacou a Justiça, em nota.Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, por iniciativa dos movimentos sociais, as negociações começaram na última terça-feira, 16, e se estenderam até esta sexta. “Durante este período, foram realizadas cinco reuniões no gabinete do secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, com representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)”.O secretário ressalta o “espírito de cooperação, por parte dos movimentos sociais, da prefeitura de Porto Alegre e do Ministério Público Federal, para a realização de manifestações pacíficas que preservam o respeito à divergência e à livre manifestação, dentro dos limites da legislação”.

Estadão

19 de janeiro de 2018, 19:40

BRASIL Líder do PP escancara rebelião na base após mudanças na Caixa

Foto: Divulgação

O líder do PP, deputado Arthur Lira (AL)

O líder do PP, deputado Arthur Lira (AL), reagiu à aprovação do novo estatuto da Caixa Econômica Federal, que limita as indicações políticas para a diretoria do banco. Em conversa com o Blog do Camarotti, do site G1, Lira atacou o movimento da equipe econômica e disse que, na avaliação dele, a medida vai inviabilizar a aprovação da reforma da Previdência. “Quem quer aprovar a reforma da Previdência não faz uma coisa dessas”, observou. Para Lira, o novo estatuto “mostra a vontade do Ministério da Fazenda e do Banco Central para tomar o comando da Caixa. Eles querem é demonizar a política. Qual o país do mundo vive sem política?”, questionou o deputado. “E esse Conselho de Administração é indicado por quem? É indicado pelo Ministério da Fazenda, pela equipe econômica”, reagiu. “Querem fazer da Caixa uma nova Petrobras. O problema é que a Caixa não se defende. E para tirar alguém, a imagem será denegrida. Isso não vou aceitar”, disse. Segundo o blog, ele também criticou o argumento de que é preciso uma gestão técnica no banco. “Não venha de novo com essa de escolha técnica”. Em seguida, ironizou a situação política do presidente Michel Temer, que segundo ele, saiu enfraquecido desse episódio. “Quem tem que estar aperreado é o presidente Temer, que está sendo esvaziado, pois tiraram atribuição que era dele. […] Daqui a pouco Temer não indica mais ninguém”. As declarações de Lira explicitam uma rebelião na base aliada com a definição de uma mudança ampla na composição da Caixa. Para Lira, a estratégia da equipe econômica é atingir a imagem do banco estatal e com isso fazer a mudança completa na instituição. Lira atacou diretamente o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “E o Meirelles? Está na Fazenda porque fez concurso? Ele foi uma indicação política. A única coisa que ele fez foi disputar um mandato de deputado federal por Goiás, comprando voto numa cidade do Tocantins”, disparou o líder do PP. Líder de uma das maiores bancadas da base do governo, com 46 deputados em exercício, Lira também demonstrou contrariedade com o movimento mais amplo de mudar o comando da Caixa, inclusive o presidente do banco, Gilberto Occhi, indicado pelo PP. “O que têm contra o Occhi para tirar o Occhi do comando da Caixa?”, reagiu. “Há movimentação de subterrâneo para depois colocar quem eles quiserem”.