28 de maio de 2017, 08:36

BRASIL ‘Se o impasse se prolongar, o Brasil é que sofrerá’, diz presidente da OAB

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O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia

No começo da noite da quarta-feira passada, entre um chimarrão e outro trazido pelo garçom, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, vivia, em seu amplo e movimentado gabinete, a forte emoção de comandar um segundo pedido de impeachment de presidente da República no período de um ano e quatro meses. “Ninguém em sã consciência pode comemorar um fato como este”, disse, em seu forte gauchês. “Eu lamento, me dói muito, mas a OAB tem que cumprir as suas responsabilidades.” Na quinta-feira à tarde o pedido do Conselho Federal da OAB, respaldado por 25 votos a 1, foi protocolado pelo próprio Lamachia, e uma grande e animada comitiva, na secretaria da Câmara dos Deputados. Era o 13.º entre os que pedem o impeachment do presidente Michel Temer por crime de responsabilidade – cometido, segundo argumentam, durante a conversa com o empresário Joesley Batista, por este gravada. Todos os pedidos esperam uma decisão do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), forte aliado do presidente da República. Não está no horizonte que ele vá aceitar qualquer dos pedidos. “Se o impasse se prolongar, o Brasil é que sofrerá”, disse Lamachia. “O presidente da República está politicamente muito fragilizado.” O presidente da OAB soube da gravação da conversa entre o empresário e o presidente Michel Temer no começo da noite do dia 17, uma quarta-feira. Estava em Maceió, na abertura da conferência estadual da OAB, quando mensagens instantâneas começaram a matraquear em seus dois celulares. “O presidente vai cair”, dizia uma. “O presidente vai cair”, dizia outra. “Fiquei muito apreensivo, até porque os fatos noticiados naquele áudio eram de extrema gravidade”, contou Lamachia. Cancelou a agenda em Maceió, voltou no dia seguinte para Brasília, e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o levantamento do sigilo das delações da JBS. Leia mais no Estadão.

Estadão

28 de maio de 2017, 08:13

BRASIL STJ pode abrir 14 inquéritos contra governadores

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Sem a blindagem das assembleias legislativas, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ganhou mais poder decisório e poderá abrir ações penais e até afastar governadores já neste ano. Composta pelos 15 ministros mais antigos do STJ – de um universo de 33 –, o colegiado especial do STJ é considerado uma “caixinha de surpresas” por ministros e advogados ouvidos pelo Estado. No início deste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a abertura de ação penal contra governadores de todo o País no STJ não depende de autorização prévia de assembleias legislativas. Dessa forma, a corte especial do tribunal, colegiado maior que o plenário inteiro do STF, ganhou sinal verde para decidir se recebe ou não 13 denúncias já apresentadas pelo Ministério Público contra sete governadores. Há ainda uma 14.ª denúncia que corre sob segredo de Justiça. “A casa de repouso de processos de governadores fechou as portas”, disse ao Estado o ministro Herman Benjamin. O STF também firmou o entendimento de que caberá ao STJ dispor sobre a aplicação de medidas cautelares penais contra cada governador investigado, inclusive um eventual afastamento do cargo. Para o ministro Og Fernandes, a decisão traz ao STJ um papel de “protagonismo ainda maior na cena político-jurídica brasileira”. Leia mais no Estadão.

Estadão

28 de maio de 2017, 07:58

BRASIL JBS corre contra o tempo para quitar R$ 18 bi em dívidas

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Empresa, que é a maior produtora de carne do mundo, deve perder até 30% do seu mercado no Mercosul

Desde que a delação dos irmãos Batista veio a público, os analistas de mercado financeiro se calaram. A justificativa é que os indicadores da JBS teriam “virado pó”. Não é apenas o futuro da empresa que é considerado incerto. Pelo que foi narrado pelos próprios controladores, o passado tornou-se nebuloso, dado que ainda não é possível definir se os esquemas de corrupção distorceram os resultados anteriores. Mas há um dado concreto para todos: a JBS tem um buraco de R$ 8 bilhões para cobrir neste ano. Vencem, agora em 2017, R$ 18 bilhões em dívidas de curto prazo – quase um terço da dívida de R$ 58,4 bilhões do grupo, um montante considerado bastante elevado. A empresa tem a opção de usar o caixa, abastecido por R$ 10 bilhões, mas precisa correr contra o tempo para conseguir o restante. Mergulhada em seus próprios relatos de ilegalidades, prestando contas a órgãos reguladores no Brasil e nos Estados Unidos, negociando multas bilionárias e sofrendo pressão dos políticos que denunciou, dificilmente terá socorro de bancos, públicos ou privados, ou credibilidade para captar no mercado. Terá de recorrer a medidas emergenciais, afirmam analistas. Leia mais no Estadão.

Estadão

28 de maio de 2017, 07:35

BRASIL Defesa de Aécio diz que documentos apreendidos pela PF não comprometem o senador

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O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG)

A defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) afirma, em uma nova nota divulgada neste sábado, 27, que “desconhece” o papel com a inscrição “CX 2″ encontrado entre os documentos apreendidos durante a Operação Patmos, deflagrada no dia 18, e que os documentos evidenciam que nada comprometedor foi encontrado contra o tucano, atestando a “lisura de seus atos”. A Polícia Federal informou na sexta-feira, 26, ter encontrado comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, entre elas a inscrição “CX 2″. “Todas as campanhas das quais participou o senador ocorreram em absoluto respeito à legislação vigente. Por isso, repudiamos com veemência ilações apressadas que vêm sendo feitas sobre os citados documentos e aguardamos acesso a eles para que todos os esclarecimentos sejam feitos e eventuais dúvidas sanadas”, diz a nota assinada pelo advogado Alberto Toron. Em mensagem divulgada na sexta, a defesa de Aécio havia dito que a inscrição não era indício de ilegalidade. A nota de sábado reitera essa afirmação. “Quanto à citada inscrição ‘CX 2′ em uma folha de papel, desconhecida por nós, a defesa do senador aguarda o mais rapidamente possível ter acesso a esse ‘papel’ para demonstrar que não se refere a qualquer irregularidade”, afirma o advogado. No relatório de apreensão, a PF informou o recolhimento de um aparelho bloqueador de sinal telefônico, uma escultura e 15 quadros – um deles com a inscrição “Portinari”. A defesa explica que o quadro de Portinari foi uma pintura feita em 1961 para o ex-presidente Tancredo Neves, avô de Aécio. “Além de estar na família há quase 60 anos, o quadro consta de todas as principais publicações sobre o autor com referências ao seu proprietário”, diz o advogado. ”Em relação ao aparelho de bloqueio de celulares, ele foi oferecido ao senador ainda na campanha presidencial de 2014, quando suspeitava-se de que conversas da sua equipe poderiam estar sendo gravadas. Porém, o aparelho jamais foi utilizado pelo senador”, justifica Toron.

Estadão Conteúdo

28 de maio de 2017, 07:23

BRASIL Assessor de Perrella escondeu R$ 480 mil na casa da sogra, diz PF

A sogra de Mendherson Souza Lima, assessor de Zezé Perrella (PSDB-MG) no Senado, ficou com duas malas de R$ 480 mil em sua casa, a pedido do agente público, segundo relatórios de busca e apreensão da Polícia Federal no âmbito de investigações a respeito de Aécio Neves (PSDB-MG). O servidor é apontado pelas investigações como responsável por receber a propina de R$ 2 milhões – que Aécio teria pedido a Joesley Batista, da JBS -, e repassar à empresa Tapera de responsabilidade de Zezé Perrella. De acordo com relatório da busca e apreensão, Mendherson se assustou com as notícias a respeito da delação da JBS que o mencionavam como interposto de Aécio em esquemas de propinas, e decidiu levar o dinheiro a um local que ‘não estivesse relacionado ao seu nome’. Ele, então, carregou as duas sacolas recheadas de notas de R$ 100 até a cidade de Nova Lima, na região Metropolitana de Belo Horizonte, onde vive sua sogra, Azelina. O relatório da PF dá conta de que ela ficou com os recipientes ‘sem que soubesse do seu conteúdo’. As sacolas estavam em um dos quartos da residência da sogra de Mendherson, segundo relatou a PF. Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista. Os valores teriam sido repassados ao primo do senador afastado, Frederico Pacheco, e as primeiras tratativas foram feitas pela irmã de Aécio, Andrea Neves – estão em posse da Polícia Federal a filmagem dos repasses ao suposto receptor do tucano e conversas de WhatsApp com as solicitações de Andrea. Apesar de justificar que os R$ 2 milhões seriam para bancar advogados de defesa, o dinheiro foi transportado para Mendherson Souza, assessor de Zezé Perrella (PSDB-MG). Neste sábado, Aécio voltou a negar a ‘origem ilícita’ do dinheiro. O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende Zezé e Gustavo Perrella, afirmou que o Ministério Público tem feito ilações de forma irresponsável e ‘tomado delações premiadas como verdade’. O advogado afirma que ‘nenhum depósito depositado na Tapera – empresa de Zezé Perrella, representada por Mendherson – tem relação com Gustavo Perrella, filho do senador. “Gustavo não fez nunca um depósito à Tapera e sequer sabia o banco responsável pela conta da Tapera, que era a empresa de responsabilidade final do Zezé Perrella, a quem o Mwendherson se reportava”, afirma

Estadão Conteúdo

28 de maio de 2017, 07:10

BRASIL Temer se encontra com Sarney no Palácio do Jaburu

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O presidente Michel Temer e o ex-presidente da República, José Sarney

O presidente Michel Temer aproveitou o sábado, 27, para discutir a crise política com ministros do PSDB e com o ex-presidente da República, José Sarney, no Palácio do Jaburu, residência oficial. Temer também se encontrou, no fim do dia, com o ministro da secretaria-geral da Presidência da República, o peemedebista Moreira Franco. O primeiro encontro promovido pelo presidente foi um almoço com os ministros tucanos Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Bruno Araújo (Cidades) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e com o general Sérgio Etchegoyen, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Aloysio Nunes e o general chegaram ao Jaburu acompanhados de suas mulheres, que foram recebidas pela primeira-dama Marcela Temer. Pressionados por parte dos deputados do partido da Câmara, o PSDB, de Imbassahy, Araújo e Nunes, ensaia desembarcar da base aliada do governo peemedebista. Enquanto os tucanos almoçavam com o presidente, outro cacique do partido, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), em São Paulo, voltou a defender que o compromisso do PSDB não é com o governo, mas com o País. ”Nosso compromisso é com o Brasil, com as reformas, que são necessárias para retomar a atividade econômica. E não mudou a nossa posição em relação ao governo Temer, pelo contrário, diante da instabilidade estamos e ficaremos ajudando e aguardando os desdobramentos”, disse o governador. “Muitas coisas não dependem de nós”. Sarney. No final da tarde, Temer ainda recebeu o ex-presidente José Sarney. O peemedebista chegou à residência oficial por volta das 16h30. A assessoria do Palácio do Planalto não informou o motivo do encontro. Enquanto Sarney e Temer ainda estavam reunidos, o ministro-chefe da secretaria-geral da Presidência da República, Moreira Franco, também apareceu no Jaburu. Após duas horas de conversa com Temer, por volta das 18h30, Sarney (PMDB) também deixou o local.

Estadão Conteúdo

28 de maio de 2017, 07:00

BRASIL Manchetes do dia

- A Tarde: Flagrantes da Lei Seca em Salvador crescem 35,5%

- Correio*: Tudo por uma ametista

- Estadão: Sob pressão, JBS tem R$ 18 bilhões de dívidas de curto prazo

- Folha: Maiores partidos rejeitam votar Diretas Já

- O Globo: Delações revelam novo esquema de propina

27 de maio de 2017, 12:30

BRASIL Cármen clama por ‘presas fáceis’ do vício, do tráfico e dos abusos no lar

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Ministra presidente do Supremo Tribunal

Durante reunião com os coordenadores estaduais da Mulher em Situação de Violência Doméstica, nesta sexta-feira, 26, a presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, sugeriu a inclusão das práticas da Justiça Restaurativa no combate à violência doméstica contra a mulher. As informações foram divulgadas no site do Supremo. A ministra alertou que o número de casos de violência doméstica que chegam ao Judiciário só cresce e que, com isso, cresce também a responsabilidade dos juízes. “Não sabemos se aumentaram os registros ou se, de fato, a violência recrudesceu. Sabemos que cada dia mais a família precisa de apoio e nós precisamos atuar não só resolvendo um direito, mas fazendo a Justiça, recompondo esse tecido rasgado. Um juiz é como um ativista pela paz e deve agir para restaurar e pacificar a comunidade”, conclamou. Cármen defendeu ainda empenho dos tribunais na criação de mais varas exclusivas de violência doméstica no país. Atualmente, há apenas 115 unidades nesse perfil. “Entendo que elas são especiais e que por demandarem profissionais multidisciplinares dificulta sua criação, mas precisamos de juízes e servidores com um perfil específico para lidar com esse tema. Muitos deles não estão preparados e atuam com preconceito contra a própria vítima, a mulher”, disse. Ela ponderou que essa ação poderá fazer parte da programação da próxima edição da Semana Justiça Pela Paz em Casa, que ocorrerá entre os dias 21 e 25 de agosto. A ministra apresentou aos magistrados questionário a ser respondido pelas coordenadorias estaduais durante a Semana Justiça Pela Paz em Casa. Na reunião, ocorrida na sala da Presidência do STF, a ministra defendeu a utilização das técnicas da Justiça Restaurativa na recomposição das famílias que viveram o drama da violência doméstica em seu cotidiano. Ela reforçou a importância do foco familiar no combate à violência ao lembrar que, nessas situações, todos são atingidos e, mais profundamente, as crianças. “Temos de defender e cuidar também dos mais vulneráveis, aqueles que podem virar presas fáceis do vício e do tráfico de drogas, além de abusos físicos e psicológicos”, disse. Sensibilidade. O site do Supremo destaca que a Justiça Restaurativa é uma técnica de auxílio na solução de conflitos que tem como foco a escuta das vítimas e dos ofensores; ela tem sido utilizada em diversos casos, inclusive na resolução de crimes contra a vida. A prática é incentivada pelo CNJ por meio do Protocolo de Cooperação para a difusão da Justiça Restaurativa. Nos casos de violência doméstica, a técnica tem como objetivo restabelecer o respeito entre as relações familiares, mas não significa restaurar a relação. O presidente do Fórum Nacional de Violência Doméstica (Fonavid), Deyvis Marques, juiz do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, elogiou a proposta apresentada pela ministra Cármen Lúcia e explicou que o uso das técnicas da Justiça Restaurativa no combate à violência doméstica é fundamental para expandir o trabalho de apoio à família como um todo e contribuir na pacificação da sociedade. “Ainda que cesse a relação de convívio com o homem, muitas vezes há vínculos que serão eternos. Estamos lidando com mães, pais, filhos, avós. E essas relações precisam ser restabelecidas, pacificadas. Os vínculos familiares vão continuar”, disse. Questionário. Durante as três edições anuais das semanas Justiça Pela Paz em Casa, ficou estabelecido que os tribunais deverão responder a um questionário, elaborado pelo Departamento de Pesquisa Judiciária (DPJ- CNJ), com dados sobre a situação das varas e juizados no período imediatamente anterior ao do esforço concentrado, assim como informações sobre dados obtidos durante a semana especial,  como número de magistrados que atuaram no evento, número de audiências realizadas, despachos proferidos, sentenças em casos de feminicídio e de medidas protetivas concedidas. O levantamento de dados judiciais e processuais nos casos envolvendo violência doméstica permitirá melhor acompanhamento do trabalho da Justiça nessa área e de melhores políticas públicas, consequentemente. A ministra pediu que o questionário seja respondido com extremo cuidado por todos os tribunais “a fim de se evitarem inconsistências nos dados’.

Estadão

27 de maio de 2017, 11:45

BRASIL Reformas são o foco das preocupações

Para o economista Gesner Oliveira, sócio da consultoria GO Associados, o pior cenário para a economia brasileira este ano seria dado pela interrupção do andamento das reformas e do Programa de Parceria de Investimentos (PPI). Para ele, sem a reforma da Previdência, o País volta à recessão, com recuo de 2% no PIB deste ano. Também poderia engrossar o número de desempregados com mais 2 milhões de trabalhadores. Nas suas contas, se esse quadro se concretizar, a atividade econômica pode perder cerca de R$ 170 bilhões este ano. Para chegar a esse montante, o cálculo do economista considerou a diferença entre a sua projeção inicial de que o País cresceria 0 6% este ano, num cenário de normalidade, e o risco, agora, de uma nova recessão. Com a recente turbulência política, Gesner conta que há empresas que voltaram a adiar projetos que estavam sendo desengavetados. Apesar dessa reação inicial das empresas, o economista também considera a possibilidade de um cenário mais favorável. Neste caso, o imbróglio político seria superado nas próximas semanas e o andamento da agenda de reformas, retomado. Ele acredita que seria possível, então, crescer neste ano 0,6% e recuperar as perdas na economia já ocasionadas pela crise política. Apesar da elevada incerteza, um dos pontos em comum entre os economistas é que a reforma da Previdência ficou mais difícil de ser aprovada. “Ficou claro que essa reforma não vai avançar”, diz o economista Juan Jansen, sócio da 4E consultoria. Ele calcula que a economia pode perder neste ano cerca de R$ 30 bilhões por conta da crise. Essa cifra corresponde a uma revisão de estimativa de crescimento do PIB, de 0,1%, para uma queda de -0,3%. O maior impacto deve ocorrer em 2018: R$ 75 bilhões a menos no crescimento. “O investimento está travado e o consumo também vai sofrer”, prevê Jansen.

Estadão Conteúdo

27 de maio de 2017, 11:30

BRASIL Irmãos Batista deixam o conselho da JBS

Os irmãos Joesley e Wesley Batista renunciaram aos postos de presidente e vice-presidente do conselho de administração da JBS respectivamente. A decisão foi tomada na reunião do conselho realizada ontem e foi motivada pelas delações dos executivos, que admitiram uma série de práticas de corrupção e atos ilegais cometidos na última década. Wesley Batista, no entanto, permanece na presidência executiva da empresa. Pelo acordo que os executivos firmaram com o Ministério Público Federal, ambos podem continuar na administração das empresas do grupo. Mas Joesley, além de sair da JBS, também não é mais presidente do conselho da J&F Investimentos, de onde foi afastado desde abril por decisão judicial no âmbito da Operação Greenfield, que investiga irregularidades nos fundos de pensão. De acordo com comunicado enviado ontem pela empresa, os irmãos serão substituídos por Tarek Farahat na presidência do conselho e por José Batista Sobrinho, o pai de Joesley e Wesley, na vice-presidência. Zé Mineiro, como é conhecido, foi fundador da JBS em 1953, quando iniciou o conglomerado com um pequeno açougue no interior de Goiás. Na década de 80, Zé Mineiro passou o comando da empresa para José Batista Júnior, seu primogênito. E, desde os anos 2000, o comando da empresa foi assumido por Wesley e Joesley quando mudaram o nome da Friboi para JBS, formando um império mundial. Farahat já era membro do conselho e também desde 2015 ocupa o cargo de presidente global de marketing da JBS. O executivo, de origem egípcia, fez praticamente toda sua carreira na Procter & Gamble, empresa dona de marcas famosas como Ariel, de sabão em pó, Gilette, de higiene pessoal, e Pampers, das fraldas descartáveis.

Estadão Conteúdo

27 de maio de 2017, 11:15

BRASIL Grupo omitiu que Wesley e Joesley são os novos sócios da Blessed

Foto: Monica Bergamo

Irmãos Wesley e Joesley Batista

A JBS informou ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que alterou seu Formulário de Referência no item que fala sobre os seus sócios, para incluir os novos donos da Blessed Holdings, um dos acionistas indiretos da companhia. A empresa, com sede em Delaware, nos Estados Unidos, passou a pertencer a Wesley e Joesley Batista. A JBS, no entanto, tinha sido questionada na quarta-feira pela CVM e respondeu que não havia qualquer alteração a fazer. Somente dois dias depois, após ser novamente questionada, é que a empresa fez as alterações. O questionamento foi feito porque as declarações de imposto de renda de Joesley e Wesley entregues junto com os documentos das delações premiadas dos executivos informavam que ambos haviam comprado a Blessed, 50% para cada, por um total de US$ 300 milhões, em outubro do ano passado. Já teriam pago cerca de US$ 30 milhões aos antigos controladores. Mesmo sendo Wesley presidente da JBS e Joesley, do Conselho, a informação continuou sendo omitida pela empresa. A Blessed entrou na sociedade do JBS na época da fusão com o frigorífico Bertin. Em 2014, o Estado questionou à companhia a à própria CVM quem eram os sócios da Blessed. Como a Blessed tinha mesmo que indiretamente, mais de 5% das ações da JBS, era obrigação, segundo a lei das S/As, ter o nome de seus sócios divulgados. A JBS, no entanto, nunca tinha feito isso até então. Naquela ocasião, informou que os sócios eram duas seguradoras com sede nas Ilhas Cayman e em Porto Rico, que tinham sócios idênticos. A Receita Federal chegou a dizer que esse tipo de estrutura era usado para esconder patrimônio. Em nota, a J&F, que controla a JBS informou que todos os atos ilícitos foram comunicados à Procuradoria-Geral da República.

Estadão Conteúdo

27 de maio de 2017, 11:00

BRASIL Empresários pedem retomada de financiamento

Empresários esperam que o novo presidente do BNDES, Paulo Rabello, retome projetos de financiamento, mas analistas defendem a limitação de recursos. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, diz, em nota, que “o novo presidente do BNDES não pode perder a oportunidade de executar com celeridade os projetos de financiamento para a indústria e para a infraestrutura.” Segundo ele, esses investimentos são essenciais para ajudar a retomada do crescimento da economia brasileira. “O Brasil não pode parar.” Já o presidente da Abiquim (representa a indústria química), Fernando Figueiredo, espera que o novo executivo “ajude a reconduzir o banco ao seu papel histórico, de fomentar o desenvolvimento social”, papel que, para ele, Maria Silva não vinha cumprindo. Frederico D’Ávila, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), diz que o BNDES deve agir como instituição pública, que preserva o interesse público. “Como é acionista da JBS e contribuiu para a formação desse oligopsônio, o BNDES não pode deixar a situação ir por água abaixo, senão arrebenta com a cadeia inteira.” O professor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Aloisio Araújo, porém, espera que o BNDES mantenha política mais rigorosa e promova um enxugamento. “Os empresários têm de saber que os recursos estão limitados”. “A política da Maria Silva estava correta, em substituição ao que vinha sendo feito antes, com o excesso de subsídio a empresas eleitas”, diz Samuel Pessôa, do Ibre. O professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Renato Fragelli, acredita que, ao reduzir o subsídio, ela “desagradou a burguesia nacional.” Para José Luis Oreiro, economista da UnB, a saída de Maria Silva pode ser indicativo de que o chamado dream team, a equipe econômica de Michel Temer, pode estar se desfazendo. Ele lembra da pressão dentro do governo por parte de empresários para que flexibilizassem o crédito. “Talvez o aperto do BNDES tenha sido exagerado.”

27 de maio de 2017, 10:30

BRASIL Lídice da Mata: “reeleição não foi boa para o Brasil”

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A senadora Lídice da Mata (PSB-BA)

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) defendeu ontem, em entrevista à Rádio Metrópole, o fim da reeleição a partir do ano de 2022. Nesta semana, a parlamentar baiana propôs a criação de um “comitê das diretas” para articular a aprovação de emenda constitucional que viabilize a aprovação de eleições diretas no país caso o presidente Michel Temer (PMDB) deixe o cargo. Para ela, o atual ocupante do Palácio do Planalto não tem legitimidade para governar e, consequentemente, superar a crise econômica. “Estamos precisando de legitimidade. O ideal seriam as eleições gerais para passar o Brasil a limpo, com novas regras. Mas sabemos que isso é muito difícil”, disse Lídice, que ainda teceu duras críticas ao modelo eleitoral em vigor no país. “A reeleição não foi uma boa para o Brasil. Eu sou parlamentarista. Cai o gabinete, mas as instituições são preservadas. O parlamentarismo permite a estabilidade maior dos governos, mas agora na crise sou contra que a gente lute pelo parlamentarismo. Para isso, temos que mudar as regras eleitorais. Nós precisamos de líderes fortes e experientes”, disse. Lídice também comentou sobre a possibilidade de eleições apenas para o cargo de presidente. “Nós temos também uma PEC só para presidente. Isso permite que a gente tenha só uma eleição para presidente. Que arrumasse uma agenda de retomada de crescimento, fazendo algumas modificações nas propostas que estão aí. Essa seria a ideia de uma eleição direta”, acrescentou. A senadora ainda analisou a articulação política para colocar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no cargo de presidente. “A gente sabe que há uma tendência de se tentar uma eleição indireta. Essa PEC das eleições indiretas exige uma negociação entre a Câmara e o Senado. O que está pintando é uma certa indicação da Câmara, que está tramitação seja difícil na Casa. Há uma articulação para que, indiretamente o Rodrigo Maia assuma, e ele convocaria as eleições. Acho que ele não tem experiência para enfrentar o momento que o Brasil passa”, concluiu. Leia mais na Tribuna.

Tribuna da Bahia

27 de maio de 2017, 10:17

BRASIL Com inovação em serviços e gestão, Correios buscam saldo positivo em 2017

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente dos Correios, Guilherme Campos

Para reverter os prejuízos bilionários dos últimos dois anos, os Correios querem buscar alternativas aos serviços postais, que vêm sendo cada vez menos utilizados no país. Segundo o presidente da empresa, Guilherme Campos, o objetivo é rentabilizar e potencializar a rede de agências dos Correios, que estão espalhadas por todo o país. “Precisamos achar alternativas para a queda da atividade postal. É algo que já foi feito nos grandes correios do mundo há mais tempo”, disse Campos à Agência Brasil. Em 2015, os Correios tiveram um prejuízo de R$ 2,1 bilhões, e um resultado semelhante deve ser registrado no balanço de 2016. Mas, para este ano, a expectativa é que a empresa reverta o quadro e consiga um resultado positivo para suas contas. “Estamos buscando, mas não está fácil. A missão que eu recebi quando fui nomeado foi a de recuperar a empresa”, diz o presidente. A parceria com os governos será um dos focos, principalmente o governo federal. A ideia é aproveitar o grande número de agências espalhadas pelo país para prestar serviços. Uma possibilidade é a entrega de documentos como passaportes, carteira de trabalho e título de eleitor. A empresa já criou uma vice-presidência de Setor Público, para estreitar o relacionamento com os clientes dos governos federal, estaduais e municipais. “É uma oportunidade para que os Correios se tornem um grande balcão de atendimento do governo federal. Em todas as áreas que o governo tem que estar presente com o cidadão, poderíamos estar substituindo nas mais diversas formas”, explica o presidente. Leia mais na Agência Brasil.

Agência Brasil

27 de maio de 2017, 09:40

BRASIL Brasil diz ser “tendenciosa” crítica da ONU sobre ações da polícia

O Ministério das Relações Exteriores reagiu à crítica de órgãos internacionais de direitos humanos sobre a atuação da polícia brasileira em recentes episódios no país. Por meio de nota à imprensa, o Itamaraty classificou de “tendencioso” e “desinformado” o conteúdo do comunicado emitido nesta tarde pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). As entidades condenaram o “uso recorrente da violência” para reprimir as manifestações contra o governo do presidente Michel Temer na última quarta-feira (24), para a retirada de dependentes químicos da área conhecida como Cracolândia, em São Paulo; e durante uma ação de reintegração de posse que terminou em chacina no interior do Pará, ambos no mesmo dia. De acordo com o Itamaraty, as críticas afastam-se de princípios como o “respeito à verdade dos fatos”. “Em momento algum os autores da nota se preocuparam com a ameaça à segurança de funcionários públicos e de manifestantes pacíficos sujeitos à violência sistemática e claramente premeditada”, disse o governo brasileiro, sobre o protesto ocorrido em Brasília. O ministério afirmou que, diante da depredação de prédios públicos e da “ação organizada de criminosos” em meio aos “manifestantes pacíficos”, o governo federal agiu para garantir a “integridade física de milhares de funcionários públicos” e dos próprios manifestantes.

Agência Brasil