6 de fevereiro de 2012, 13:22

BAHIA Mulher grávida passa mal durante confronto de grevistas e Exército

Uma mulher grávida, que estava dentro do prédio da Assembleia Legislativa, em Salvador, passou mal durante o confronto entre o Exército e manifestantes. Ela foi socorrida por médicos do Exército em uma ambulância por volta das 12h desta segunda-feira. Segundo os policiais militares do movimento grevista, a mulher que passa mal está com cerca de quatro meses de gestação. Um novo confronto entre o Exécito e os manifestantes grevistas, que ocupam a Casa legislativa há seis dias, foi reiniciado pouco depois das 11h. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas. Um dos feridos foi um cinegrafista de uma emissora de TV, que, ao inalar o gás de efeito moral, teve sangramento no nariz. Durante todo o período de greve, alguns dos soldados grevistas, que são casados, estão acompanhados por suas esposas e crianças. Casada há nove anos com um deles, Merlen Solimões, de 29 anos, que é técnica de enfermagem, diz que não vai ao trabalho desde que o movimento foi iniciado. “É capaz de eu ser demitida, mas tenho que apoiar eles. No primeiro dia dormi no chão gelado. Estou aqui por melhoria de vida para meu marido. Cansei de vê-lo trabalhando com viaturas sucateadas, com pistola, enquanto os bandidos estão com fuzil. Ele já me ligou em um tiroteio. Não aguento mais”, afirma. (G1)

6 de fevereiro de 2012, 13:01

BAHIA Sites do governo da Bahia ficam fora do ar nesta segunda-feira

Os sites do Governo do Estado da Bahia (ba.gov.br), da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (sefaz.ba.gov.br) e da Assembleia Legislativa da Bahia (al.ba.gov.br) estão fora do ar na manhã desta segunda-feira. O servidor que abriga as páginas está indisponível no momento e o acesso foi interrompido por volta das 11h40min. O mesmo perfil de Twitter (@anonbrnews), que assumiu a autoria de ataques contra bancos na semana passada, publicou mensagem sobre um ataque de Negação de Serviço Distribuída (DDoS, na sigla em inglês) aos endereços do governo que tirou as páginas do ar em razão da quantidade excessiva de tentativas de acesso. De acordo com os tweets publicados por ele, os sites foram derrubados “em solidariedade ao trabalhador bahiano” – uma referência aos confrontos entre policiais militares e homens do Exército na Bahia durante uma greve de PMs que acontece deste a última terça-feira. “Remuneração mais justa para aqueles que realmente trabalham”, escreveu o usuário do microblog, que diz ser ligado ao coletivo hacker Anonymous. (O Globo)

6 de fevereiro de 2012, 12:50

BAHIA Associações se retiram da negociação com o governo

Líderes da Associação dos Oficiais da Bahia (Força Invicta), a Associação dos Praças e Militares da Bahia, Associação dos Subtenentes e Sargentos da Bahia e a Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspojer), que representa a categoria da cidade de Jequié, Vitória da Conquista, Ipiaú e Itapetinga, disseram nesta segunda-feira que se retiraram da negociação por conta da “intransigência do governo”. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alfredo Castro, disse que negocia se os grevistas voltarem a trabalhar. Os representantes das associações alegam que antes eles sinalizavam que negociariam se os grevistas deixassem o acampamento na Assembleia Legislativa da Bahia. Eles alegam que foram traídos pelo governo e que perderam o controle da tropa, já que o governo teria mudado o discurso. (A Tarde)

6 de fevereiro de 2012, 12:18

BAHIA Passa de 100 número de homicídios durante greve da PM em Salvador e RMS

Em sete dias da greve parcial da Polícia Militar da Bahia, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) já registrou 94 assassinatos em Salvador e Região Metropolitana. Os dados fazem parte do boletim das 21h do dia 31 de janeiro, início da greve, até às 8h da manhã desta segunda-feira. Incluindo o policial civil que foi morto, mas não foi registrado pela polícia no boletim de sábado, um homem e uma mulher mortos dentro de casa na avenida São Rafael e em Camaçari, o músico do Olodum e os três mortos em um tiroteio na Santa Cruz, o número de mortos sobe para 101. A SSP não informou porque a morte do policial não foi registrada pelo boletim de homicídios. (Correio)

6 de fevereiro de 2012, 12:07

BAHIA Advogados tentam entrar com pedido de relaxamento de prisão para grevistas

Advogados da Associação dos Policiais do Estado da Bahia (Aspol) uma das entidades que apoiam a greve da Polícia Militar baiana, estão tentando entrar com pedidos de relaxamento de prisão para os 12 líderes da paralisação que tiveram mandado expedido pela Justiça. Apenas um dos policiais foi preso, os outros onze estariam no prédio da Assembleia Legislativa ocupado pelos grevistas desde o início do movimento. Conforme o sargento José Lourenço Dias, um dos diretores da Aspol, os advogados da entidade não estão conseguindo saber qual juiz expediu os mandados para poder impetrar os pedidos de relaxamento. “Estão cerceando nosso direito de defesa, o que é um absurdo”, reclamou Dias. Um ato foi marcado para 15h dessa segunda na Associação dos Funcionários Públicos da Bahia por sindicatos e entidades que apoiam a greve, com a intenção de pedir ao governo baiano que reabra as negociações com os grevistas. Devem participar da assembleia, dirigentes da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (que congrega os sindicatos de servidores estaduais), a Aspol, outras associações de PMs e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). (A Tarde)

6 de fevereiro de 2012, 12:01

BAHIA Líder de movimento grevista fez campanha para eleger Wagner em 2006

“Vândalos, terroristas, baderneiros”. Usando esses adjetivos para qualificar os grevistas da PM será difícil os representantes do governo chegarem a um entendimento com os policiais militares que, no fim das contas, não passam de trabalhadores lutando por melhores salários, coisa, inclusive, que vem fazendo desde o primeiro ano do governo Jaques Wagner. O problema é que são grevistas armados. A ação dos militares é igual à da greve de 2001, que teve apoio político e logístico do PT e PCdoB, legendas que hoje condenam os antigos ou agora ex-companheiros. O líder da greve, Marcos Prisco, que ‘continua na condição de ex-PM porque o governo não quis reintegrá-lo à tropa, apesar de ter obtido esse direito na Justiça (além da anistia concedida pelo ex-presidente Lula aos policiais militares, agentes de presídios e bombeiros expulsos por perseguição política nas greves realizadas nos últimos anos em vários estados) foi um dos antigos companheiros dos integrantes do governo que fizeram campanha para eleger Jaques Wagner em 2006. Ele era um dos militantes que o governador costumava dizer que tinha “comido sal e tomado poeira” ao longo das jornadas das oposiçöes na Bahia.”

Biaggio Talento (A Tarde)

6 de fevereiro de 2012, 11:43

BAHIA Policiais militares em greve pedem anistia em contraproposta ao governo

Líderes do movimento de paralisação dos policiais militares elaboraram uma contraproposta para o Governo. Nela, os manifestantes abriram mão de quatro dos sete pontos de reivindicação que movimenta a greve. A exigência agora é pelo pagamento da Gratificação por Atividade de Polícia (GAP) IV e V, que seriam recebidos em parcelas. O grupo também pede anistia administrativa e revogação das prisões dos 12 líderes do movimento. O Governo não negocia pois acredita que os policiais estão cometendo excessos. Neste momento, O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Alfredo Castro, concede entrevista coletiva à imprensa, no quartel dos Aflitos para falar sobre a situação do movimento grevista. (Correio)

6 de fevereiro de 2012, 11:26

BAHIA Clima tenso em Feira de Santana por conta da greve da PM

O clima está tenso em Feira de Santana nesta segunda-feira por conta da greve dos policiais militares. Apesar do comércio  está aberto nesta manhã, as ruas estão vazias e há pouca movimentação de moradores. O policiamento no município também é escasso. Militares do Exército e da Companhia Especializada do Litoral Norte (CAEL) da PM, que eram vistos pela na sexta, não são encontrados no Centro do município, nas princiapais avenidas ou no Terminal de Transbordo. Eles só são encontrados reforçando o policiamento nas unidades de saúde. Nesta manhã, circularam rumores na cidade de que o Exército iria invadir a antiga sede do 1º Batalhão da PM de Feira de Santana, onde os policiais em greve estão acampados. Mas até as 11h os militares não foram vistos no local. (A Tarde)

6 de fevereiro de 2012, 11:19

BAHIA Policial Militar é ferido por bala de borracha no rosto durante cerco à Assembleia

Foto: Reprodução/TV Globo

Homens do Exército que cercam a Assembleia entram em confronto com manifestante

Um policial militar foi atingido no rosto por uma bala de borracha disparado pelo Exército durante o cerco ao prédio da Assembleia Legislativa onde os policiais grevistas estão acampados há sete dias. O policial estava no prédio da Assembleia e se aproximou, armado, do cerco feito pelo Exército quando os soldados tentavam conter um grupo de manifestantes. Após ser atingido no rosto, o policial retornou para o interior da Assembleia. De acordo com Capitão Tadeu (PSB), o soldado saíria para ser atendido por médicos caso o Exército permitisse que ele retornasse após o atendimento. O comando das Forças Armadas informou que, caso o soldado – que não foi identificado – saísse do Centro Administrativo, não poderia retornar. Cerca de 600 homens do Exército e 40 agentes do Comando de Operações Táticas (COT) estão no local para cumprir 11 mandados de prisão contra os policiais grevistas. (Correio)

6 de fevereiro de 2012, 11:02

BAHIA Em nota, Conlutas-Bahia manifesta apoio a paralisação da PM baiana: “Viva a greve”

Na tarde do último sábado, 04 de fevereiro, representantes da CSP – Conlutas (Central Sindical e Popular) foram à Assembleia Legislativa da Bahia, ocupada pelos policiais grevistas desde o dia 31 de janeiro, para entregar uma moção de apoio e declarar solidariedade ao movimento. Na ocasião, os representantes da central defenderam a desmilitarização da PM e o direito de sindicalização dos soldados. Leia abaixo na íntegra o documento distribuído pela Conlutas:

Moção de apoio da CSP-Conlutas-BA à greve da PM da Bahia
A coordenação estadual da CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular, reunida no dia 04 de fevereiro de 2012, vem manifestar seu irrestrito apoio à greve dos Policiais Militares da Bahia.
A greve é justa pelo fato de que as reivindicações dos grevistas são de amplo conhecimento do governo estadual há muito tempo, sem, no entanto, haver nenhuma ação prática da parte do governo para atender as demandas da categoria. O mesmo descaso que o governo estadual tem demonstrado com a categoria dos policiais e com a segurança pública no estado também se repete em outras categorias e áreas, como na saúde e educação, por exemplo.
Ilegal é a postura do governo Wagner que não paga a URV aos policiais militares e a todos os servidores públicos estaduais mesmo com determinação judicial para tal. Também é ilegal não cumprir acordos fechados com as categorias, como tem sido a prática deste governo.
A greve da PM mostra a necessidade não apenas da recomposição salarial da categoria, mas de uma mudança da corporação que inclua a desmilitarização e o direito à sindicalização dos policiais.
Por fim, a CSP-Conlutas, como uma central sindical e popular que reúne diversas entidades de organização e luta dos trabalhadores, aproveita a greve da PM para dialogar com os grevistas sobre qual deve ser o papel da polícia frente aos movimentos sociais.
Hoje os policiais estão em greve e buscam o apoio da população para o seu movimento legítimo. Buscam o apoio dos rodoviários, comerciários, bancários, professores, estudantes, servidores públicos e de toda a população. Assim como a greve da PM é justa e não deve ser tratada como crime, mas como um direito, todas as greves e lutas dos outros trabalhadores são justas e não devem ser reprimidas pela PM. Em uma ocupação de terra ou de imóvel por trabalhadores que lutam por emprego, salário e moradia, a polícia não deve reprimir o movimento, como ocorreu na violenta e desumana desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos-SP.
A mesma insubordinação, corajosa e legítima, que faz com que os companheiros hoje estejam paralisados e reunidos em frente à Assembleia Legislativa, também deve estar presente quando as outras categorias estiverem lutando, interrompendo as vias da cidade e ocupando prédios públicos e terrenos abandonados.
Só é possível que as reivindicações de todos os trabalhadores sejam atendidas – inclusive a dos policiais – se estivermos unidos e que a polícia sirva para combater a criminalidade e não os movimentos sociais. É por isso que a CSP-Conlutas reafirma seu apoio irrestrito à greve da PM da Bahia, porque somos todos trabalhadores.
Viva a greve da PM da Bahia! Viva a luta de todos os trabalhadores! Até a vitória!
Salvador, 04 de fevereiro.
Coordenação Estadual da CSP-Conlutas-BA.”

6 de fevereiro de 2012, 10:57

BAHIA Em entrevista à Folha, Wagner atribui a parte dos policiais grevistas alguns dos assassinatos

Foto: Manu Dias/AGECOM

Governador Jaques Wagner

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse ontem que os métodos usados por uma parte dos grevistas da Polícia Militar do Estado são “coisa de bandido”.

O petista se referia ao uso de armas para tomar ônibus e bloquear vias e também atribuiu à parte dos policiais do movimento alguns do assassinatos nos últimos dias.

O governador negou ter sido omisso no episódio da deflagração da greve de PMs que gerou uma onda de mortes e de saques em Salvador.

Wagner, que acompanhava a presidente Dilma Rousseff em viagem a Cuba quando a paralisação estourou, admitiu que o governo foi surpreendido pelo tamanho do movimento grevista.

O governador afirmou que a greve na Bahia está sendo orquestrada nacionalmente para pressionar a aprovação da PEC-300, a proposta de emenda constitucional que cria um piso nacional para os policiais.

Ex-sindicalista, o petista disse que não vai oferecer nenhum aumento além dos 6,5% já dados ao funcionalismo em 2012 e é contra anistia a policiais envolvidos em atos de vandalismo.

Folha – Esta greve poderia ter sido evitada?

Jaques Wagner – Isso é mais levante do que greve, pelo jeito como foi feito: caboclo põe dois “berros” [armas] na cintura, tira população de dentro de ônibus, agride as pessoas, interrompe o trânsito. Têm por obrigação legal garantir a ordem pública e estão fazendo o contrário. Esse movimento tem esse caráter nacional: tem uma direção nacional, uma cartilha cujo objetivo é a votação da PEC-300.

Mesmo com motivação nacional, houve uma adesão forte dos PMs daqui por melhores salários.

Quem não quer ganhar mais? Todo mundo quer, mas precisa saber da legalidade e das consequências. Não é pouca coisa o aumento de 30% acima da inflação que policiais tiveram em cinco anos.

No momento em que a greve foi deflagrada, o sr. estava em Cuba. O sr. foi surpreendido?

Eu estava monitorando. A assembleia [de grevistas] foi dia 31 à tarde, cheguei na madrugada do dia 2. Havia autoridade aqui. Tinha o governador em exercício e o secretário de Segurança. A primeira ligação que eu recebi foi informando que a assembleia deu mais gente do que eles achavam que ia dar. A avaliação que as estruturas de segurança tinham [do movimento] não se confirmou na assembleia. Isso é fato.

O governo não negocia com a Aspra (entidade que lidera a greve) por isso?

É a associação que tem o menor número de associados.

Mas tem o controle do movimento. O sr. já foi sindicalista. Não é um equívoco não negociar com quem lidera?

Não acho que a categoria tenha apreço por essa liderança. Ninguém do governo vai receber o [presidente da Aspra, Marco] Prisco. Ele está com ordem de prisão decretada.

Em 2001, quando a PM parou por duas semanas e também houve uma onda de violência na Bahia, o sr. era de oposição e apoiou o movimento.

Eu não.

O partido do sr. apoiou.

Vários parlamentares apoiaram, eu não apoiei. Eu entrei para negociar e ajudar a sair da greve.

Pode haver invasão da Assembleia, onde estão acampados os líderes do movimento?

Invasão, não, porque é um prédio de outro poder [Legislativo]. Mas o próprio poder está incomodado com a presença de pessoas com ordem de prisão sentadas ali.

O Estado baiano ou as Forças Armadas irão prender essas pessoas?

Tem uma ordem judicial para ser cumprida. A estrutura militar e policial está montando uma estratégia para cumprir a ordem.

O sr. pode anistiar os grevistas?

Não vou assinar anistia nenhuma a quem cometeu crime, invadiu ônibus, matou mendigos ou moradores de rua, como foi feito. A figura da anistia não existe, ela só existe quando se encerra um regime de exceção. Não estamos em um regime de exceção. Anistia é presente e estímulo a esse processo.

O sr. tem informações concretas que grevistas mataram pessoas?

Óbvio que não tenho prova. Como a estratégia deles é a criação de pânico, é muito estranho que nesses dias morram moradores de rua na proximidade da associação deles. Você pode perguntar se estou sendo leviano. Estou falando de uma suspeita; será acusação se a gente conseguir provas.

O governo pode fazer alguma concessão para encerrar o impasse?

Não tem acordo. Não dá para a gente ficar alimentando isso como método de reivindicação salarial. Isso não existe. Qual é a segurança que posso lhe dar amanhã se é a polícia quem está tirando cidadão de ônibus? Isso é coisa de bandido. Estou falando até como ex-grevista.

Os militares darão segurança ao Carnaval de Salvador?

Ainda estamos a 10 ou 11 dias do Carnaval. Não há hipótese de esse planejamento da PM para o Carnaval não ser cumprido. Até lá estará acabado esse processo [de greve].

O sr. vai cortar o ponto de quem aderiu à greve?

Há uma separação gritante entre os marginais, que estão cometendo esses troços, de quem está querendo ganhar mais e aderiu. Tenho de separar o joio do trigo. Quem cometeu crime vai responder na Justiça. Para os outros, não, [o corte de ponto] será instrumento da negociação do comando da PM com eles.

GRACILIANO ROCHA (DE SALVADOR) FÁBIO GUIBU (ENVIADO ESPECIAL A SALVADOR), Folha

6 de fevereiro de 2012, 10:44

BAHIA Ônibus escolar é incendiado na BA-526

Um ônibus escolar foi incendiado na manhã desta segunda-feira na BA-526, CIA-Aeroporto. De acordo com policiais rodoviários estaduais, manifestantes, que protestavam no local, interceptaram o veículo, retiraram as crianças que seguiam para aula em Lauro de Freitas e atearam fogo no automóvel. Ninguém ficou ferido. De acordo com a PRE, os manifestantes, que moram na região do CIA-Aeroporto, pedem melhorias na via. Por conta do trânsito interditado, o trânsito está congestionado no local. (A Tarde)

6 de fevereiro de 2012, 10:12

BAHIA Comando Geral realiza coletiva na manhã desta segunda-feira

O comandante geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Alfredo Castro, realiza, na manhã desta segunda-feira, às 11h, no auditório do Quartel do Comando Geral dos Aflitos, Campo Grande, uma entrevista coletiva para a imprensa.

6 de fevereiro de 2012, 09:57

BAHIA PMs grevistas instalaram pula-pula na Assembleia baiana para distrair crianças

Ameaçado de prisão, o presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e seus Familiares da Bahia (Aspra), soldado Marco Prisco, está convocando as famílias dos grevistas, incluindo crianças, para se juntar aos policiais concentrados desde quarta-feira na Assembleia Legislativa do estado. Para distrair os filhos dos soldados, os organizadores da paralisação instalaram pula-pulas no local. De acordo com o capitão Marcelo Pita, porta-voz do Comando da Polícia Militar, Prisco está na lista dos 12 líderes grevistas com mandado de prisão expedido pela Justiça baiana. Mas o governador Jaques Wagner (PT) já descartou a possibilidade de invasão da Assembleia. Wagner disse que não negociará enquanto a greve continuar. No fim da tarde de sábado, a PM conseguiu recuperar as 16 viaturas levadas dos quartéis pelos grevistas. O líder Marco Prisco disse que o movimento está disposto a reduzir a pauta de reivindicações, mantendo apenas a incorporação de gratificações e a anistia aos grevistas. (O Globo)

6 de fevereiro de 2012, 09:35

BAHIA ‘Quem inicia negociação pedindo anistia já sabe que vai cometer crimes’, diz Jaques Wagner

Em entrevista ao jornalista Bob Fernandes, o governador afirmou que os policiais que iniciaram a greve buscaram mostrar a força da Polícia, sem chamar para negociação. “Não tinha negociação, isso foi obviamente uma busca de demonstração de força para tentar pressionar o governador, e a má intenção está expressa logo no primeiro item da pauta: “Anistia geral e irrestrita para os grevistas”… Claro que não há hipótese de eu assinar essa anistia, uma vez que uma porção desses PMs se portou como criminosos. Quem inicia uma negociação pedindo anistia já sabe que vai cometer crimes… tomar ônibus e fechar ruas, exibir armas ostensivamente e ameaçar a população não são atitudes de policial, nem de grevista, isso é crime…” Leia a entrevista completa no Terra Magazine.