30 de abril de 2018, 14:58

COLUNISTASTurismo é um dos caminhos para economia baiana

Eduardo Salles

Coluna: Agronomia

Eduardo Salles é engenheiro agrônomo e mestre em engenharia agrícola pela Universidade Federal de Viçosa, ex-secretário de agricultura da Bahia e ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri). Foi presidente da Associação de Produtores de Café da Bahia e também da Câmara de Comércio Brasil/Portugal e é, há 14 anos, diretor da Associação Comercial da Bahia. Ele escreve neste Política Livre quinzenalmente, às quartas-feiras.

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Muitos estão acostumados a ler o que escrevo sobre assuntos referentes à agropecuária nacional, setor que milito durante toda minha a vida profissional no setor privado e público. Mas acredito que um representante do povo deve ter um mandato sempre o mais amplo possível e, acima de tudo, disposto a trabalhar por pilares fundamentais ao crescimento da economia.

Em função da minha profissão de engenheiro agrônomo, depois como secretário estadual de Agricultura e agora como deputado estadual, tive a oportunidade de ir os quatro cantos da Bahia. Sou conhecedor de suas belezas e mazelas, seus encantos e problemas estruturais. Mesmo com as dificuldades que existem, posso afirmar, com absoluta certeza, que temos tudo para transformar o turismo em um dos pilares da economia baiana.

Segundo o Mapa do Turismo na Bahia, feito pelo Ministério do Turismo, nosso Estado possui 53 municípios nas categorias A, B, C, aqueles que concentram o maior número de turistas domésticos e internacionais. Os exemplos são Bom Jesus da Lapa, Ilhéus, Itacaré, Lençóis, Cachoeira, Porto Seguro e Salvador. Outros 97 municípios estão nas categorias D e E, caracterizadas por não possuir fluxo contínuo de turistas.

Conforme o Ministério do Turismo divulgou no final do ano passado, quando comparado com os dados de 2016, houve um crescimento de 28% no número de municípios baianos incluídos no Mapa do Turismo. O Estado, segundo esse mesmo estudo, possui 13 regiões turísticas catalogadas.

É fundamental ressaltar que, independente da categoria que cada município está classificado no Mapa do Turismo, eles precisam de apoio, pois são fundamentais no fluxo turístico regional.

Mas para transformar o turismo em um dos carros chefes da economia não basta apenas belezas naturais e diversidade cultural. É preciso políticas públicas de infraestrutura, qualificação profissional, segurança, revitalização do patrimônio cultural, ações adequadas de promoção dos locais, agilidade na concessão de licenciamentos de projetos, acesso a crédito para os empreendedores e outras ações.

Sei que ainda falta muito para o ideal. Mas, seja na minha vida privada e agora como representante da população na Assembleia Legislativa, nunca aceitei que as dificuldades impedissem de caminhar a favor do desenvolvimento.

Aqui na Bahia o governo estadual tem conseguido o retorno de voos internacionais diretos, o Aeroporto Internacional de Salvador foi concedido, via licitação, para uma renomada empresa que vai investir R$ 2 bilhões em infraestrutura nos próximos 30 anos, o Aeroporto de Vitória da Conquista está em processo de requalificação e uma consulta pública para a concessão do Aeroporto de Ilhéus já foi publicada no Diário Oficial do Estado.

Ainda temos que destravar o turismo de negócios, é verdade. Mas já há projetos de centros de convenções municipal e estadual que devem ser construídos em breve.

Vou trabalhar para que os municípios que represento politicamente possam ter órgãos responsáveis com profissionais qualificados para cuidar do setor. Uma outra frente é como presidente da frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, criando condições necessárias para que mais empreendedores estejam prontos para receber o turista, permitindo mais renda e emprego.

Na Assembleia Legislativa, seguirei com minha função de destinar recursos, solicitar mais investimento em infraestrutura e segurança, além de elaborar ações e políticas públicas que ajudem o setor do turismo a crescer cada vez mais.

Da Chapada Diamantina às praias, do sertão às tradições religiosas e multiculturais, do entretenimento ao negócio, nossa Bahia possui todas as ferramentas. E não falta vontade de utilizá-las de forma adequada e fazer deste paraíso um dos locais que mais recebe turistas no mundo.

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