9 de agosto de 2018, 15:18

COLUNISTASA escalação do time da oposição na Bahia: experiência, novidade e pluralidade entrando juntos no campo eleitoral

Luiz Eduardo Romano

Coluna: Direito

Graduando em Direito pela Universidade Federal da Bahia - UFBA. Vice Presidente Institucional da Juventude Democratas da Bahia.

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Depois de um período de largas e profundas discussões entre os principais partidos e lideranças políticas da oposição na Bahia, eis que, finalmente, ficou montado o time que entrará em campo para disputar as eleições do corrente ano. Em virtude da redução do período de campanha, os bastidores acabaram tendo mais tempo para realizar as arrumações necessárias para o pleito.

Encabeçando a chapa oposicionista, José Ronaldo de Carvalho, do DEM, será candidato ao Governo do Estado. Nascido em Paripiranga, no sertão baiano, foi vereador do município de Feira de Santana, cidade essa cujo povo o elegeu prefeito por quatro vezes, todas no primeiro turno, além de ter sido deputado estadual por três mandatos e deputado federal durante dois anos. É um nome ficha limpa, com grandes realizações e que, sem dúvida alguma, merece toda a atenção dos baianos durante a campanha eleitoral.

Para a vice-governadoria, eis uma grande surpresa. O nome escolhido foi o da médica soteropolitana Mônica Bahia, filiada ao PSDB. Consiste em uma novata na carreira política, nunca tendo sido candidata a nenhum cargo eletivo, vinculada à Ordem dos Médicos do Brasil (OMB), sendo uma das principais responsáveis pelos protestos favoráveis ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O primeiro indicado para concorrer a uma das duas vagas ao Senado Federal é o deputado Jutahy Magalhães, também dos quadros tucanos. Trata-se de um parlamentar muito conhecido em toda a Bahia, titular do sétimo mandato em Brasília, tendo serviços prestados em todo o país. Foi um Ministro de Estado, além de ser membro de uma das famílias mais importantes e consolidadas da política. Tem bom trânsito nos órgãos do maquinário estatal e não possui problemas com a justiça.

Já o segundo candidato à Câmara Alta pela oposição é também um deputado federal, porém no primeiro mandato, além de ser amplamente conhecido por ser um cantor de música gospel. Irmão Lázaro, do PSC, foi designado pelo arco de alianças oposicionistas para concorrer a segunda vaga senatorial. É uma figura muito competitiva, com presença junto ao segmento evangélico.

É possível concluir que a chapa majoritária opositora constituída para o prélio eleitoral de 2018 conclama novidade e experiência, vez que engloba a presença de pessoas mais conhecidas da política e de personalidades que estreiam nessa carreira, bem como abarca a diversidade de gênero, já que disputam conjuntamente homens e uma mulher, e de crença, mediante a inclusão de católicos e um evangélico.

Sendo assim, afirmamos que o time oposicionista é a cara da Bahia e de todos os baianos, pois é caracterizado pela pluralidade da representação política, um valor consagrado da nossa democracia brasileira e do respectivo ordenamento jurídico. Caberá, agora, à população decidir nas urnas o seu futuro.

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