Frase do dia

Quero mudar o Brasil; não quero me mudar do Brasil.

MINISTRA CÁRMEN LÚCIA, PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL comentar

16 de agosto de 2017, 16:15

BRASIL Geddel acusado de improbidade por pressão a Calero para garantir imóvel de luxo

Foto: Estadão

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB)

Além da denúncia criminal, o Ministério Público Federal, em Brasília, enviou à Justiça uma ação por improbidade administrativa contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima. A ação tem caráter cível e foi oficializada via Processo Judicial Eletrônica (PJE) na terça-feira, 15. O Ministério Público Federal pede que o ex-ministro seja condenado às penas previstas para a infração, que incluem a suspensão de direitos políticos por até cinco anos, a proibição de firmar contratos com o poder público além do pagamento de multa. A Procuradoria da República quer que Geddel Vieira responda por improbidade administrativa por ter – na condição de ministro-chefe da Secretaria de Governo – pressionado o então ministro da Cultura, Marcelo Calero Faria, para conseguir a liberação de um empreendimento imobiliário que havia sido embargado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Por causa do episódio Calero e Geddel deixaram o governo em novembro do ano passado. A ação indica que Geddel pressionou Calero para que ele interviesse junto ao Iphan. A intenção, segundo o Ministério Público Federal, ‘era conseguir um parecer técnico favorável a seus interesses pessoais’. Leia mais no Estadão.

Estadão

16 de agosto de 2017, 16:00

BRASIL Vicente Cândido admite rever tamanho do fundo público a cada eleição

O relator da reforma política, deputado Vicente Cândido (PT-SP), disse que vai apresentar uma emenda aglutinativa, ainda nesta quarta-feira, 16, que altera o orçamento de R$ 3,6 bilhões, previsto inicialmente para o fundo público de campanhas eleitorais. A proposta fazia parte do relatório aprovado na comissão especial que trata do assunto, mas foi revista num acordo entre os líderes partidários em reunião na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo o deputado, o “susto” da repercussão negativa influenciou os deputados a voltarem atrás quanto à ideia de destinar 0,5% da Receita Corrente Líquida da União (RCLU) para o financiamento do fundo público eleitoral. Sem entrar em detalhes, Cândido disse que a ideia é que o valor do orçamento do fundo seja definido a cada eleição pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). “Vai sair (do relatório) o porcentual de receita, vou fazer uma emenda aglutinativa de relator para alterar isso. Já tinha avisado que era muito ousadia muito desproporcional ao momento que estamos vivendo. Cada eleição vai ter seu orçamento. “, explicou. Questionado sobre possibilidade dessa mudança abrir precedente para que o valor do fundo público seja ampliado ainda mais, Vicente Cândido disse esperar razoabilidade dos deputados. “Espero que fique dentro de um valor razoável depois do susto que os deputados tomaram com a repercussão. Um valor de R$ 2 bilhões para eleições no Brasil é bem razoável”, defendeu.

Estadão

16 de agosto de 2017, 15:45

BRASIL STF adia julgamento sobre demarcação de terras quilombolas

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou o julgamento de uma ação, que estava pautada para a sessão plenária de hoje (16), sobre a validade do decreto que regulamenta a demarcação de terras de comunidades quilombolas. O adiamento se deve à ausência do ministro Dias Toffoli, que pediu vista do caso. O ministro se ausentou à sessão de hoje por um problema de saúde. Uma nova data para o julgamento do caso será agendada pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, após o retorno de Toffoli. A ação foi aberta pelo Democratas, que contestou a constitucionalidade do Decreto 4.887/2003, sobre os procedimentos para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades de quilombos. Um dos principais dispositivos questionados pelo partido é o critério de autodeterminação, pelo qual a própria comunidade determina quem são e onde estão os quilombolas. Organizações não-governamentais que defendem os direitos quilombolas temem que o Supremo decida impor algum “marco temporal”, uma data para a comprovação da efetiva ocupação das terras. Isso poderia inviabilizar a titulação de algumas comunidades que tenham sido expulsas à força de seus territórios originais. A ação, aberta em 2004, chegou a ser levada ao plenário do STF em 2010, quando o então relator, ministro Cezar Peluso, votou pela inconstitucionalidade do decreto. A ministra Rosa Weber divergiu, votando em sentido contrário. Logo em seguida, o pedido de vista de Toffoli interrompeu o julgamento.

Agência Brasil

16 de agosto de 2017, 15:30

BRASIL Maia se reúne com Gilmar para discutir pontos da reforma política

Pouco antes do início da sessão que deve votar a PEC da reforma política no plenário da Câmara, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, vai se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e parlamentares para discutir o assunto. Maia passou a manhã reunido com deputados para definir pontos da proposta que institui o chamado distritão e cria o fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas eleitorais. Segundo apurou o Estado/Broadcast Político, Maia estaria receoso de os deputados aprovarem a criação de um fundo público para bancar as campanhas eleitorais enquanto o Senado discute uma PEC para ressuscitar o financiamento privado. O presidente da Câmara iria se encontrar também com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para tratar da questão. A proposta, prevista para ser votada nesta quarta-feira, 16, na Câmara, foi aprovada na terça-feira, 15, na comissão especial da matéria. O texto cria o Fundo Especial do Financiamento da Democracia, abastecido com 0,5% da receita crrente líquida da União nos 12 meses anteriores encerrados em junho, com uma previsão de aproximadamente R$ 3,6 bilhões para as próximas eleições. A PEC também prevê o sistema de eleição majoritário para deputados federais, estaduais e vereadores em 2018 e 2020. O modelo é conhecido como distritão, pelo qual são eleitos os candidatos que recebem mais votos. A partir de 2022, segundo o relatório do deputado Vicente Candido (PT-SP), aprovado na comissão especial, seria adotado o sistema distrital misto, em que metade dos cargos será preenchida a partir de uma lista fechada enquanto a outra metade será definida pelo sistema de votação majoritária em distritos.

Estadão

16 de agosto de 2017, 15:15

BRASIL Ministro do TCU justifica origem de dinheiro em sua conta

Foto: Estadão

Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) Raimundo Carreiro e Aroldo Cedraz

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, apresentou documentação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), na qual apresenta justificativas para a origem de R$ 568 mil depositados em sua conta bancária de 2012 a 2014. No relatório final de inquérito que apura a participação do ministro em suposto esquema de corrupção nas obras da usina de Angra 3, a Polícia Federal sustentou que os recursos são de fonte desconhecida. Nos documentos, Carreiro informou que todas as suas transações foram realizadas com o Banco do Brasil, tendo os créditos sido feitos por inquilinos, pelo Senado, pelo TCU e por várias pessoas físicas. “A maior parte dos valores refere-se a aluguéis de imóveis comerciais e residenciais, conforme consta na declaração do Imposto de Renda de Pessoas Físicas”, disse a assessoria do ministro, em nota. Os contratos de locação foram anexados à papelada enviada ao Supremo e à PGR. O ministro alega que há pagamentos feitos pelo TCU, mas que constam do relatório como sendo do Senado, Casa pela qual Carreiro se aposentou antes de assumir o cargo na corte; e valores estornados da conta. Há ainda, segundo ele, depósitos de R$ 60 a R$ 300 feitos por 26 pessoas físicas, para que fossem compradas e distribuídas cestas básicas a pessoas carentes na época do Natal e do Ano Novo. Leia mais no Estadão.

Estadão

16 de agosto de 2017, 15:00

BRASIL Eunício diz ser ‘muito difícil’ volta do financiamento empresarial de campanhas

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou nesta quarta-feira, 16, considerar “muito difícil” que o Congresso volte a liberar o financiamento empresarial de campanhas eleitorais. Segundo ele, não seria adequado discutir a proposta em meio à crise política que o País vive. ”Acho que o momento é muito difícil, de crise política, para fazermos o financiamento privado. Eu, particularmente, não tenho objeção ao financiamento privado, mas o momento não é oportuno para fazer o financiamento privado”, afirmou o presidente do Senado após reunião com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. O assunto do financiamento eleitoral, segundo ele, foi um dos temas da conversa com a ministra. Conforme mostrou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a resistência à criação de um fundo eleitoral com R$ 3,6 bilhões, abastecido com recursos públicos, e a indefinição das fontes orçamentárias para custeá-lo reacenderam no Congresso o debate sobre a volta do financiamento de campanhas por empresas. Deputados e senadores favoráveis à doação empresarial discutem nos bastidores a retomada dessa modalidade como alternativa ao financiamento público, caso emperre a aprovação do fundo eleitoral. Um dos caminhos mais rápidos para retomar as doações empresariais seria a aprovação, pelo Senado, da proposta de emenda constitucional (PEC) 113A/2015. O texto foi desmembrado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e o trecho que trata do financiamento eleitoral ainda não foi apreciado.

Estadão Conteúdo

16 de agosto de 2017, 14:45

BAHIA Ex-prefeito terá que devolver R$ 9,5 mil aos cofres públicos

O ex-prefeito de São José do Jacuípe, Antonio Roquildes Vilas Boas, terá que devolver R$ 9.576,40 ao cofres públicos, com correção monetária e juros de mora, por decisão da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA), em razão das irregularidades apontadas pelos auditores da 3ª Coordenadoria de Controle Externo (CCE), na execução do convênio 60/2009, entre as quais destaca-se o não cumprimento do objeto do convênio (a construção de uma quadra poliesportiva). Os conselheiros Pedro Henrique Lino (relator), Gildásio Penedo Filho e Josué Lima (conselheiro substituto) ainda aprovaram, também por unanimidade, a aplicação de multa no valor de R$ 1 mil ao ex-prefeito.

16 de agosto de 2017, 14:30

BRASIL PMDB vai voltar a se chamar MDB, diz Jucá

Foto: Estadão

O presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (RR)

O presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (RR), afirmou nesta quarta-feira, 16, que encaminhou um ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para mudar o nome da legenda para MDB (Movimento Democrático Brasileiro), como era durante o regime militar. A alteração, que tem o aval do presidente Michel Temer, deve ser concretizada em 27 de setembro, durante a convenção nacional do partido. Jucá nega que a mudança do nome seja uma tentativa de “esconder” a sigla atrás de uma nova marca, já que a cúpula da legenda e o próprio Temer têm sido alvo de diversas denúncias relacionadas a escândalos de corrupção, especialmente no âmbito da Operação Lava Jato. “Nós estamos querendo colocar o partido de acordo com o que tem de mais moderno no mundo hoje. Os novos partidos não são registrados como partido. Também estamos resgatando essa questão histórica, a nossa memória. Nós não queremos ser um partido, nós queremos ser uma força política. Queremos ganhar as ruas com uma nova programação”, disse. O MDB foi criado em 1966, para fazer oposição à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido que dava sustentação à ditadura militar. O fim do bipartidarismo, em 1979, levou à reorganização do quadro partidário e fez o MDB virar PMDB.

Estadão

16 de agosto de 2017, 14:15

ECONOMIA Padilha diz que revisão da meta não trouxe desgaste a Meirelles

Foto: Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou nesta quarta-feira, 16, que a revisão da meta fiscal tenha resultado em algum desgaste ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “Ninguém sofreu desgaste”, disse. A revisão da meta foi motivo de diversas reuniões entre o presidente Michel Temer e membros das alas política e econômica do governo e, segundo fontes, houve momentos de embates. Segundo Padilha, Meirelles é o condutor da política econômica do governo e teve que atuar a partir das circunstâncias. “Quem é que contava com a inflação que nós vivemos? E inflação impacta diretamente na arrecadação. Nós tivemos uma queda de arrecadação muito grande e o ministro Meirelles teve uma sensibilidade para conduzir esses processo e, na minha opinião, conduziu magistralmente”, afirmou, após cerimônia no Palácio do Planalto. Na terça, ao anunciar a revisão da meta, Meirelles também tentou reforçar o discurso de que não há divisão no governo. “Fizemos um estudo na área econômica e levamos ao presidente Michel Temer que aprovou. É uma mudança de meta técnica, dentro da realidade. Não houve derrotados nem vitoriosos”, afirmou. Padilha destacou ainda que a revisão da meta traduziu o que o governo já vinha falando. “Nós tínhamos que olhar o que era a nossa meta, que era de R$ 139 bilhões de déficit. Vimos a impossibilidade de continuar com ela e o mais correto que tinha era, com toda transparência possível, elevá-la porque era absolutamente indispensável”, destacou. O ministro da Casa Civil tentou ainda minimizar o fato de o líder do governo no Senado, Romero Jucá, ter informado os números à imprensa antes do início da coletiva da equipe econômica. “Que eu saiba, o senador Jucá não falou a meta antes que o ministro Meirelles”, disse inicialmente. Mas, depois de ser informado por jornalistas sobre o ocorrido, continuou: “Ele falou quando o ministro Meirelles já estava dando publicidade ao que seria a meta”, minimizou. Ao ser questionado se Jucá ainda atuava como ministro do Planejamento, Padilha fez afagos ao correligionário. “Ele é um quadro muito qualificado na área econômica e nenhum partido gostaria de abrir mão do senador Jucá. Aliás, se nós olharmos a história recente, vamos ver que ele esteve sempre nessa condição no Senado da República”.

Estadão Conteúdo

16 de agosto de 2017, 14:00

BRASIL Doria é recebido com protesto em Natal

Após ser atingido por ovos em Salvador durante visita para receber honraria da prefeitura no dia 7, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a ser alvo de protesto no Nordeste. Nesta quarta-feira, 16, um grupo de manifestantes protestou contra concessão do título de cidadão natalense ao tucano pela Câmara Municipal de Natal com cartazes e palavras de ordem. O ato ocorreu nas dependências do Shopping Midway Mall, na zona leste de Natal, onde está sediado o Teatro Riachuelo, local da honraria. Também foi alvo dos manifestantes o empresário Flávio Rocha, executivo do Grupo Guararapes, dono do shopping e do teatro. Rocha recebe a Medalha Frei Miguelinho, maior honraria concedida pela Câmara Municipal de Natal. O título a Doria foi proposto pelo presidente afastado do Legislativo municipal, vereador Raniere Barbosa. O parlamentar é acusado de desviar cerca de R$ 22 milhões da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) através de superfaturamento de contratos. O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), foi convidado a participar da cerimônia, mas em decorrência da Operação Anteros, da qual foi alvo, desmarcou presença. A operação foi deflagrada na terça-feira, 15, pela Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República. O governador é apontado como principal beneficiário de esquema de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa, enquanto presidiu a Casa de 2003 a 2010, na ordem de R$ 5,5 milhões. A segurança no local foi reforçada e o acesso ao Teatro Riachuelo é liberada somente aos convidados do evento e jornalistas credenciados. No dia 7, em Salvador, Doria foi atingido por ovos enquanto caminhava ao lado do prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto após receber título de cidadão soteropolitano. Depois da experiência em Salvador, Doria recebe o prêmio em Natal em um teatro localizado dentro de um shopping em cerimônia somente para convidados.

Estadão

16 de agosto de 2017, 13:45

SALVADOR Trindade rebate Neto: “esqueceu que estamos na democracia e quer ser governador biônico”

“Que Neto parou de administrar Salvador para fazer campanha antecipada para 2018 todo mundo já sabe. O que está difícil entender é a tentativa de interferência do prefeito na gestão do governador Rui Costa”, ironizou o vereador Trindade (PSL) em resposta às declarações do prefeito de Salvador na manhã desta quarta-feira (16). “Para nomear ou demitir alguém no Governo, ele primeiro precisaria ser eleito. Neto esqueceu que estamos na democracia e quer ser governador biônico, como acontecia na Ditatura, só pode”, completou o líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador. “O prefeito tomou alguma atitude em relação aos guardas municipais que agiram com extrema violência contra um simples vendedor de frutas, na última sexta-feira, no Canela? Isso, sim, mereceria uma atitude drástica, pois é inadmissível que agentes escalados para promover a pacificação do cidadão se preste a agir com truculência contra um pai de família, desempregado, que buscava apenas o sustento de sua família”, acrescentou Trindade, lembrando a repercussão do fato junto à opinião pública e à imprensa. O prefeito ACM Neto deveria, de acordo com o vereador, ter demitido o secretário municipal de Ordem Pública (Semop), Marcus Vinícius Passos, ao qual a Guarda Civil Municipal é vinculada. “Falta treinamento e sobra truculência aos agentes municipais por culpa exclusiva do prefeito ACM Neto”, arrematou Trindade.

Leia também: Neto pede demissão de Maurício Barbosa e chefe da PM-BA

16 de agosto de 2017, 13:30

BRASIL Câmara busca Senado para acordo sobre financiamento de campanha

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve procurar o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para discutir o financiamento de campanhas no debate da reforma política. Segundo o Estado/Broadcast Político, Maia estaria receoso de os deputados aprovarem a criação de um fundo público para bancar as campanhas eleitorais enquanto o Senado discute uma PEC para ressuscitar o financiamento privado. A preocupação foi exposta pelo presidente da Câmara a líderes partidários durante reunião sobre o assunto em sua residência oficial nesta manhã, 16. De acordo com parlamentares presentes à reunião, Maia vai tentar se encontrar com Eunício antes da abertura da sessão do plenário da Câmara nesta quarta, que está marcada para as 13 horas e deve votar a PEC que cria o fundo público e chamado distritão. Neste momento, o presidente do Senado está reunido com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. Na visão de boa parte dos líderes, o financiamento público só será aprovado se o distritão também for. A proposta que será votada nesta quarta na Câmara foi aprovada na terça-feira, 15, na comissão especial da matéria. O texto cria o Fundo Especial do Financiamento da Democracia, abastecido com 0,5% da receita corrente líquida da União nos 12 meses anteriores encerrados em junho, com uma previsão de aproximadamente R$ 3,5 bilhões para as próximas eleições. Leia mais no Estadão.

Estadão

16 de agosto de 2017, 13:15

BRASIL ‘Há dificuldades, mas dificuldades são herdadas e estamos combatendo’, diz Temer

Foto: Divulgação

O presidente Michel Temer (PMDB)

O presidente Michel Temer usou mais uma cerimônia no Palácio do Planalto para destacar um discurso otimista, reforçar a necessidade das reformas e justificar que as dificuldades que o governo tem são legado do governo anterior. “Há dificuldades, mas as dificuldades são herdadas e estamos combatendo”, afirmou, durante cerimônia no Palácio do Planalto de assinatura de decreto que reconhece os supermercados como Atividade Essencial. Temer disse ainda que toda vez que se propõe uma reforma é uma “guerra brutal”, mas que depois elas são reconhecidas, os críticos silenciam e os aplausos aparecem. “Nós estamos trazendo o Brasil para o século 21 em 15 meses de governo”, reforçou. O presidente ressaltou que a modernização trabalhista foi tentada há mais de 25 anos sem sucesso, que seu governo conseguiu realizá-la com a concordância dos empresários e empregados e que agora o governo vai se concentrar na simplificação tributária, na reforma da Previdência e, segundo ele, na condução pelo Congresso, da reforma política. “Se fizermos a simplificação tributária, a reforma previdenciária e, junto com o Congresso, a reformulação política, esse governo poderá ser reconhecido como reformista.” Temer disse ainda que a reforma tributária já está acontecendo. “Tenho falado menos em reforma tributária e mais em simplificação tributária, os estudos estão avançando e espero que daqui a pouco possamos aplaudir sua aprovação”, afirmou. Ao se dirigir a uma plateia de empresários do setor, depois de discursos que exaltaram o seu governo, Temer fez um apelo para que a classe ajude a disseminar os argumentos a favor da reforma da Previdência. “Essa reforma da Previdência não é para o nosso governo é para o futuro”, disse. “Peço que nos auxiliem nesta tarefa.” No início de seu discurso, o presidente disse que a cerimônia desta quarta “traz à mente duas palavras: confiança e otimismo” e brincou com o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, Joao Sanzovo Neto, ao afirmar que queria comemorar o fato de João “não soltar um rojão aqui dentro” após ter feito um discurso de exaltação ao governo.

Estadão Conteúdo

16 de agosto de 2017, 13:10

BAHIA Rui inaugura mais um sistema de abastecimento de água no interior, desta vez em Cândido Sales

Foto: Mateus Pereira_GOVBA

Investimento foi de R$ 15,5 milhões

O governador Rui Costa inaugurou mais um Sistema de Abastecimento de Água no interior do estado, desta vez no município de Cândido Sales, na região centro sul. Entregue nesta quarta-feira (16), a obra beneficia os distritos de Quaraçu, Lagoa do Timóteo e Lagoa Grande, levando água tratada para mais de dez mil moradores. O investimento foi de R$ 15,5 milhões. “Quero agradecer a parceria da Funasa e à Dilma Rousseff, que assinou essa obra em 2014. São mais de 100 quilômetros de tubulação, uma distância maior do que daqui [Cândido Sales] até Vitória da Conquista, para abastecer essas localidades”, destacou Rui. A execução das obras ficou sob responsabilidade da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). Foram implantados três reservatórios, quatro estações elevatórias de água tratada e mais de 43 mil metros de rede de distribuição, além de 2.207 ligações domiciliares. “É uma obra muito importante para o município, por atender boa parte da comunidade rural, que tem sofrido bastante com esse momento de estiagem”, afirmou o presidente da Embasa, Rogério Cedraz. Em atenção às demandas da população, o governador Rui Costa anunciou ainda a complementação do abastecimento de água em outras localidades da cidade. “Já autorizamos a complementação para abastecer as comunidades de Barra do Furado, Possidônio e Porto de Santa Cruz. Investiremos R$ 780 mil. A Embasa já está levantando os valores para atender também a comunidade da Estiva”, adiantou. Na rua do Mercado Municipal, no centro de Cândido Sales, Rui assistiu a apresentações de música e dança preparadas por grupos de jovens da cidade e anunciou apoio às reformas do Estádio Ararão e da creche municipal.

16 de agosto de 2017, 12:52

SALVADOR Neto critica aumento da violência na Bahia e pede troca no comando da PM

Foto: Fábio Rodrigues / Agência Brasil

Prefeito ACM Neto

Durante inauguração de um posto de saúde na localidade de Bom Juá, em Salvador, na manhã de hoje (16), o prefeito da capital baiana, ACM Neto, criticou a falta de ação do governador Rui Costa na área da segurança pública. Neto frisou que a violência tem crescido em toda a Bahia e pediu providências do governador, inclusive a troca do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anselmo Brandão. “Meu Deus, o que está acontecendo em Salvador? E o pior, é que o senhor governador não é capaz de tomar nenhuma providência, não demite o comandante da PM. Está de braços cruzados, vendo a cidade ser tomada pela criminalidade, violência e banditismo. Ninguém aguenta mais”, disse ACM Neto. O prefeito complementou o discurso, afirmando que está fazendo a sua parte, a exemplo da instalação de iluminação em LED em áreas críticas da cidade, o que dificulta a ação de bandidos.