Frase do dia

Se tem problema de corrupção na Petrobras, então prendam quem roubou. Prendam. É pra isso que tem Justiça, é para isso que tem polícia, mas não vamos confundir o que está acontecendo com algumas pessoas com o destino desse País

Ex-presidente Lula comentar

19 de abril de 2015, 12:15

MUNDO Secretário-geral da ONU considera “bárbaro” ataque desse sábado no Afeganistão

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou “o ataque bárbaro” ocorrido nesse sábado (18) em Jalalabad, no Leste do Afeganistão,. Ele pediu que os responsáveis sejam rapidamente levados à Justiça. “O secretário-geral condena veementemente o bárbaro ataque levado a cabo sábado em Jalalabad, na província de Nangarhar, no Afeganistão, que causou a morte de 35 pessoas e deixou mais de uma centena de feridos”, diz comunicado divulgado pelo porta-voz de Ban Ki-moon, citado hoje pela agência de notícias Xinhua. O grupo radical Estado Islâmico reivindicou o atentado, anunciou o presidente Ashraf Ghani. O ataque ocorreu na parte externa de um banco, onde trabalhadores e militares recebiam os salários, informaram as agências internacionais.

Agência Lusa

19 de abril de 2015, 12:00

BRASIL Eduardo Cunha rejeita tese do impeachment

Foto: Agência Brasil

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

Principal estrela do Fórum de Comandatuba, maior encontro empresarial do País, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rejeitou veementemente a tese de que já existem elementos para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, proposta que ganha corpo entre os partidos de oposição. “Qualquer coisa que chegar a gente vai examinar com atenção e respeito. Mas, na minha opinião, o que saiu em relação a isso foi no mandato anterior. Não vejo como possa se aplicar em responsabilidade no atual mandato”, afirmou. Questionado se as “pedaladas fiscais”, manobras em que o governo usou bancos públicos para cobrir despesas que deveriam ter sido pagas pelo Tesouro, justificariam o impedimento da presidente, Cunha novamente rejeitou a ideia. “O que vocês chamam de pedalada é a má prática de se adiar investimento para fazer superávit primário. Isso vem sendo praticado nos últimos 15 anos sem nenhuma punição”, avaliou. Sobre a votação do projeto de terceirização, que deve acontecer na quarta-feira, o presidente da Câmara afirmou que foi “um erro” ter demorado tanto tempo para se votar essa pauta. “Faz anos que está lá. Não tenho compromisso com o conteúdo do resultado, mas com a votação.” Organizado pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais), o Fórum de Comandatuba começou ontem e terminará na terça-feira.

Pedro Venceslau e Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

19 de abril de 2015, 11:45

BRASIL Novo tesoureiro do PT participa do Congresso Nacional da EPS em Sergipe

Foto: Divulgação

Militantes petista apoiam fim da doação de empresas privadas para campanha

O congresso nacional da tendência interna do PT, Esquerda Popular Socialista (EPS), em Aracaju, neste sábado (18), contou coma a participação do novo tesoureiro do partido no país, o ex-deputado Márcio Macedo. Em sua primeira atividade pública partidária após assumir o cargo, Macedo reforçou a decisão da sigla em não aceitar mais doações de empresas para campanhas eleitorais. “Estamos pedindo o fim das doações empresariais em nossa proposta de reforma política, mas não vamos esperar ela ser aprovada para implementar o que achamos coerente, o PT pratica o que propõe”, disse o petista. No encontro, os políticos também discutiram, em Sergipe, as pautas atuais dos movimentos sociais com representantes de 15 estados brasileiros. De acordo com o deputado federal, João Daniel (PT-SE), “é hora de o PT voltar a ter criatividade na arrecadação de campanha, para que ela seja mais militante e fruto da consciência da classe trabalhadora. Temos compreensão do papel do partido no país e da tarefa dele e vamos cumpri-la da melhor forma”. O parlamentar sergipano é membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e participa junto com o federal baiano Valmir Assunção (PT) da ‘bancada da reforma agrária’ na Câmara dos Deputados. Para Valmir, o encontro da EPS em Aracaju é a fase final dos debates com a militância e com a sociedade. “Demos início com os congressos estaduais e agora estamos na etapa nacional. Vamos levar as reivindicações para o congresso nacional do PT, que será em junho na Bahia”. Sobre o novo tesoureiro, o deputado baiano diz que a vida de Márcio Macedo “está sendo devassada por aqueles que querem derrubar o projeto do PT, de Lula e Dilma, que mudou o Brasil”. “Ele está ciente que não será um trabalho fácil e vamos auxiliar no que for preciso”, completa Assunção. Ainda participaram dos debates em Aracaju membros da comunidade LGBT, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da União Nacional dos Estudantes (UNE), do Movimento Negro, além do MST e da Via do Trabalho.

19 de abril de 2015, 11:30

MUNDO Alemanha lembra libertação de campos de concentração

A Alemanha relembrou neste domingo a libertação de dois campos de concentração nazistas há 70 anos, nos dias finais da Segunda Guerra Mundial. A primeira-dama da Polônia, Anna Komorowska, juntou-se às atividades de memória neste domingo no local do campo de concentração feminino de Ravensbrück, no norte da Alemanha. Muitas das prisioneiras do campo eram da Polônia. Também foram realizadas cerimônias no antigo campo de Sachsenhausen, perto de Berlim. O Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos diz que entre 30 mil e 50 mil pessoas morreram em Sachsenhausen, onde os presos incluíam judeus, poloneses, prisioneiros de guerra soviéticos e opositores do nazismo. Mais de 130 mil mulheres foram presas em Ravensbrück, e entre 20 mil e 30 mil morreram lá. A liberação do campo de concentração de Sachsenhausen ocorreu em 22 de abril de 1945, e a de Ravensbruck, em 30 de abril. Antes disso, oficiais nazistas forçaram milhares de pessoas dos campos de concentração a “marchas da morte”, em que prisioneiros eram obrigados a caminhar longas distâncias expostos ao frio extremo, que provocaram a morte de muitos presos.

Associated Press/AE

19 de abril de 2015, 11:15

BRASIL Redução de ministérios constrange peemedebistas

Foto: Agência Câmara

Recém-empossado no ministério do Turismo, o ex-deputado Henrique Eduardo Alves

Alvo de uma disputa acirrada entre o governo e os deputados do PMDB, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que reduz de 39 para 20 o número de ministérios causou constrangimento para os peemedebistas presentes ao 14º Fórum de Comandatuba, maior encontro empresarial do País. Recém-empossado no ministério do Turismo, o ex-deputado Henrique Eduardo Alves rechaçou a ideia. “O tamanho do ministério é uma prerrogativa do Executivo”, disse o ministro. Ele afirmou ainda que até o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), novo articulador político do Palácio, considerou inconstitucional a proposta. Apesar de se dizer contra a iniciativa do próprio partido, que será votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na quarta-feira, Alves se disse favorável à redução de pastas, mas não quis especificar quais deveriam ser extintas. “É excessivo o número de ministério e o próprio governo avalia isso de forma racional. Mas, pela importância do Turismo, não acho que deva ser cortado (o ministério). Esse é um segmento que gera renda em todos os níveis”, afirmou. O peemedebista também defendeu que a Pesca, ministério comandado pelo partido e considerado o primeiro alvo de um eventual corte, deve ser mantido. Diante da dificuldade de encontrar uma pasta que seja dispensável, Alves preferiu não arriscar um palpite. Mas deu uma sinalização: “O governo criou ministérios e secretarias, como a da Mulher, para prestigiar setores importantes.” Depois de abrir o evento ao lado do ministro e de jantar com ele, Eduardo Cunha defendeu a PEC de redução de ministérios. “Não fico constrangido como peemedebista ao pregar a redução dos ministérios. Se precisasse, o PMDB entregaria tudo para dar o exemplo. O Henrique assumiu no lugar de outro ministro do PMDB. Não houve aumento de cargo para o partido”, afirmou.

Pedro Venceslau e Elizabeth Lopes, Estadão Conteúdo

19 de abril de 2015, 11:00

BRASIL Para Marina, Dilma vive uma ‘cassação branca’

Foto: André Dusek/Estadão

Marina avalia que ainda falta 'base material' para discussão sobre impeachment

Fundadora e ardente militante do PT por décadas, a ex-senadora, ex-ministra e ex-presidenciável Marina Silva diz que há “uma responsabilidade política indireta patente” da presidente Dilma Rousseff pelos escândalos na Petrobrás e pergunta: “Como você é ministro de Minas e Energia, chefe da Casa Civil e presidente da República e tudo isso acontece?” Filiada ao PSB enquanto não cria a Rede Sustentabilidade, Marina diz que há um “buraco negro no Brasil”, critica a “herança maldita” que Dilma deixou para seu segundo mandato e opina que a “terceirização” da economia para o ministro Joaquim Levy e a política para o vice-presidente Michel Temer caracteriza “quase uma cassação branca de um governo que acaba de ser eleito”. Em entrevista ao Estado, porém, ela é cautelosa ao falar sobre impeachment. Diz que “não se pode enveredar por uma aventura” nem “passar por cima da materialidade dos fatos”. Leia entrevista completa no Estadão.

Eliane Cantanhêde, Estadão Conteúdo

19 de abril de 2015, 10:30

BRASIL Mercadante perde terreno e fica fora da equipe anticrise

Foto: André Dusek/Estadão

Atuação de Mercadante tem sido questionada

Apesar de estar próximo da presidente Dilma Rousseff, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, tem perdido força dentro do núcleo decisório do poder e não está na linha de frente da tentativa do governo de recuperar terreno em meio à crise. Logo depois de chegar à Casa Civil, em fevereiro de 2014, Mercadante conquistou ares de superministro. Mas, nestes primeiros quatro meses do segundo mandato de Dilma, foi obrigado a compartilhar poder. Boa parte das críticas do PT ao modelo de coordenação política adotado por Mercadante parte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro é apontado como responsável pela estratégia de criar um novo núcleo governista, dando mais poderes ao ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), e ao então ministro da Educação, Cid Gomes (PROS), como forma de reduzir a dependência da presidente em relação ao PMDB. Diante da ameaça, o aliado reagiu e começou a impor uma série de derrotas ao governo no Congresso Nacional. A antipatia do PMDB em relação a Mercadante também aumentou depois de ele ter atuado nos bastidores contra a eleição tanto de Renan Calheiros (AL) para a presidência do Senado quanto de Eduardo Cunha (RJ) para a da Câmara. Com o agravamento da crise, Lula, nome natural do PT para 2018, acabou por convencer Dilma a afastar o ministro da articulação política e entregar essa função exclusivamente ao vice-presidente Michel Temer. O ex-presidente chegou a sugerir que a presidente tirasse Mercadante da Casa Civil e o substituísse pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, mas Dilma não quis abrir mão daquele que tem sido um dos seus mais fiéis aliados. Leia mais no Estadão.

Isadora Peron, O Estado de S. paulo

19 de abril de 2015, 10:15

BRASIL PSB resiste em apoiar impeachment de presidente

Foto: Agência Câmara

Ex-deputado Beto Albuquerque (PSB-RS)

No momento em que os partidos de oposição se articulam para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PSB, que em 2014 disputou a Presidência como Marina Silva, resiste à ideia. “Para pedir um impeachment é preciso que venha uma onda, mas essa onda não está consolidada”, disse o vice-governador de São Paulo, Márcio França, que integra a Executiva Nacional pessebista e representa o governador Geraldo Alckmin em evento em Comandatuba. “Em um regime democrático, quem faz o julgamento é o povo na hora da eleição. E Dilma foi eleita pelo povo brasileiro”. Na semana passada, o ex-deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que foi candidato a vice de Marina, participou de um ato político com líderes das manifestações anti-Dilma e presidentes dos partidos de oposição. Na ocasião, Albuquerque sinalizou apoio à proposta de impeachment. A ideia, entretanto, encontra resistência na Executiva Nacional do partido. O vice-governador Márcio França, aliado de Alckmin, representa o setor mais anti-governista do partido. França participa do 14º Fórum de Comandatuba, evento organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), que reúne políticos e empresários. Também estarão presentes no encontro os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o líder do Movimento Vem Pra Rua Rogério Chequer. Durante o evento, haverá um debate com o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso e outros ex-presidentes da América Latina.

Pedro Venceslau e Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

19 de abril de 2015, 10:00

BRASIL Palocci recebeu R$ 12 milhões de empresas em 2010, diz revista

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Antonio Palocci coordenou a campanha de Dilma Rousseff em 2010

Documentos obtidos pela revista Época indicam que o ex-ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci recebeu R$ 12 milhões de empresas em 2010, quando coordenou a campanha presidencial de Dilma Rousseff. Entre as empresas das quais o petista recebeu pagamentos, mas não conseguiu comprovar o serviço de consultoria, segundo a Época, estão o Grupo Pão de Açúcar, através do escritório do criminalista Márcio Thomaz Bastos, a empresa do setor frigorífico JBS e a concessionária Caoa.bO ex-ministro é investigado pela Justiça Federal do Paraná por suspeita de repasse de dinheiro do esquema da Petrobras para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010. A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) deve requerer os documentos para anexar ao inquérito da Operação Lava Jato. De acordo com a reportagem da revista, o ex-ministro recebeu R$ 5,5 milhões em 11 parcelas do escritório do advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, morto no ano passado. A origem do dinheiro, segundo a reportagem, é o Grupo Pão de Açúcar, que negociava fusão com as Casas Bahia. Não foi identificado nenhum comprovante da prestação dos serviços da Projeto, consultoria de Palocci. Os repasses, segundo a revista, foram feitos entre dezembro de 2009 e dezembro de 2010. A suspeita do MPF se deve ao fato de, além de não haver contrato por escrito, o Pão de Açúcar dizer que não houve nenhuma reunião com o ex-ministro da Casa Civil. Ele deixou o cargo depois de não conseguir explicar como multiplicou seu patrimônio por 20 em quatro anos. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

19 de abril de 2015, 09:45

BRASIL Governo lança estratégia para tentar abafar tese do impeachment

Foto: Agência Brasil

Presidente Dilma Rousseff

O governo decidiu adotar nova estratégia para enfrentar o agravamento da crise política. Surpresa com o movimento da oposição para revestir de legalidade a tese do impeachment, a presidente Dilma Rousseff traçou um roteiro de emergência para tirar o governo das cordas. Além de forte ofensiva de marketing, com campanhas na TV para mostrar que o governo não está parado, a reação prevê a “pronta resposta”, em contraste com o silêncio dos primeiros meses do segundo mandato, e uma distância regulamentar do PT. Dilma reuniu ministros no Palácio da Alvorada, na sexta-feira, e deu a senha para o contra-ataque. Na avaliação do governo, é preciso demonstrar a “total falta de amparo jurídico” no discurso do impeachment e, ao mesmo tempo, criar uma espécie de “cordão sanitário” em torno do Planalto, para proteger a presidente dos sucessivos escândalos de corrupção. A preocupação dos conselheiros de Dilma é com as suspeitas, alimentadas pela Operação Lava Jato, de que o dinheiro arrecadado pelo então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, tenha chegado de alguma forma ao comitê da reeleição. Vaccari foi preso pela Polícia Federal e obrigado a se afastar do cargo. “Todo o processo de arrecadação financeira foi coordenado por mim e se deu dentro da legalidade”, insistiu o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha de Dilma, em 2014. “Não houve nada informal.” Leia mais no Estadão.

Vera Rosa, O Estado de S. Paulo

19 de abril de 2015, 09:30

MUNDO Cerca de 700 imigrantes estão desaparecidos no Mediterrâneo após naufrágio

Aproximadamente 700 imigrantes estão desaparecidos no Mar Mediterrâneo após o naufrágio de um barco que seguia da Líbia para a Itália na madrugada de sábado para domingo, informou a Comissão das Nações Unidas para Refugiados. Cerca de 28 pessoas sobreviveram e contaram às autoridades que a embarcação virou no momento em que os passageiros correram para um dos lados, depois de avistarem um navio mercantil. A imprensa italiana informou que a Guarda Costeira está na região em busca de sobreviventes. A rota entre a Líbia e a ilha de Lampedusa, no Mar Mediterrâneo, é um caminho comum para imigrantes da África e Oriente Médio, mas nos últimos anos tornou-se uma das mais mortais. Mais de 200 mil já realizaram a travessia para chegar à Europa e mais de 3 mil morreram somente no ano passado.

Dow Jones Newswires/Agência Estado

19 de abril de 2015, 09:15

ECONOMIA Joaqueim Levy anuncia programa para infraestrutura

Foto: Divulgação

Ministro da Fazenda, Joaquim Levy

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou hoje, 18, que o Brasil irá lançar um novo programa de concessões de infraestrutura até maio. “Nosso plano é, nas próximas semanas ou meses, apresentar uma visão global das áreas que estarão disponíveis para concessão”, afirmou, em entrevista coletiva realizada na embaixada brasileira em Washington, paralelamente à reunião de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, até o próximo mês, deve ser possível ter uma ideia geral do processo. O objetivo é montar um cronograma, já que os leilões levam tempo. “Os investidores gostam de ter um programa”, disse. O ministro ressaltou, no entanto, que a iniciativa está sob a responsabilidade do Planejamento. Levy evitou falar em valores, mas lembrou que o setor privado investiu US$ 200 bilhões nos últimos cinco anos no País, excluindo o setor de óleo e gás. “Há bastante demanda”, disse. Paralelamente, serão discutidos mecanismos de financiamento para os projetos brasileiros. O ministro voltou a reforçar a importância do mercado de capitais e dos produtos de renda fixa, ao mencionar a iniciativa lançada junto com o BNDES recentemente. Pelo esquema, as empresas que buscarem financiamento no banco de fomento terão de emitir uma parte em debêntures. O ministro também sugeriu que pode haver alterações nos processos. Embora tenha afirmado que o sistema brasileiro de concessão é consagrado, ele afirmou que “todo modelo pode ter aprimoramento”. A atração de investimentos para a infraestrutura brasileira é um desafio ao governo neste momento em que várias empreiteiras, tradicionais empreendedoras do setor, estão sob investigação da Operação Lava Jato. Em sua visita a Washington, para a reunião do FMI, Levy tratou do tema em uma série de reuniões com investidores.

Daniela Milanese e Altamiro Silva Junior, Estadão Conteúdo