11 de setembro de 2019, 15:29

BAHIALíder da oposição cobra posicionamento de Rui sobre reivindicações dos policiais

Foto: Divulgação

Deputado estadual Targino Machado (DEM), líder da oposição na Alba

O deputado estadual Targino Machado (DEM), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, cobrou do governador Rui Costa (PT) um posicionamento sobre a reivindicações dos policiais militares, que realizam uma assembleia na tarde desta quarta-feira (11) com possibilidade de decidirem por uma greve. Para Targino, Rui tenta jogar a população contra a categoria ao negar o diálogo. “O silêncio do governador, além de desrespeitoso, é uma clara evidência de que ele não se importa com as reivindicações dos policiais, que tentam há meses abrir diálogo com Rui, mas sem sucesso. Rui precisa sentar com eles, ouvir o que desejam e negociar. Política é feita de diálogo, mas o governador prefere manter sua postura autoritária. Caso ocorra uma paralisação, a responsabilidade é do governador, que se mostrou intransigente”, afirma.

O líder da oposição reforça que o anúncio do governador, também nesta quarta, no dia da assembleia da categoria, de que pagará R$ 40 milhões para policiais militares, civis e técnicos pela suposta redução das estatísticas de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) no primeiro semestre de 2019. “Não passa de uma estratégia midiática para jogar a população contra os policiais. A mensagem subliminar que ele passa é que está premiando os policiais, mas eles, ainda assim, estão querendo greve. Ora, governador, todos sabemos que o movimento dos policiais é justo e busca o diálogo, que foi recusado pelo senhor o tempo inteiro”, reforça o deputado.

Para ele, a postura de Rui com os policiais é a mesma adotada com os servidores públicos do estado, que estão há quatro anos sem reajuste salarial e sem qualquer previsão de aumento. “Eu sempre digo e repito que Rui é o pesadelo dos servidores. Para o funcionalismo público, Rui é o pior governador da história da Bahia. E não é por cortar regalias, porque elas continuam existindo para os aliados dele, mas é por recusar o diálogo e não valorizar o serviço público”, destaca.

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