11 de setembro de 2019, 12:51

EXCLUSIVAAbaixo a CPMF ou a CP ou qualquer novo imposto que este governo queira criar

Foto: Ag. Câmara dos Deputados

Ministro Paulo Guedes

Não faz o menor sentido o governo acenar com a perspectiva de criação de uma nova CPMF a fim de financiar seus próprios gastos e diminuir a dimensão do deficit fiscal de que todo o país já está cansado de saber.

Faria melhor o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se tivesse a inteligência de orientar seu ministro da Fazenda, Paulo Guedes, a que passasse a usar imediatamente da criatividade no seu ofício para tirar o país da crise.

Trabalhar sério na linha de permitir que o Brasil volte a investir, sem caminhos aparentemente mais fáceis, destravando a economia, faria muito melhor para a sociedade e para a biografia de ambos.

Não espanta que o ministro tenha ganho o título de “Bajulador Maior da República”, ao se dispor a atacar a mulher do presidente francês Emanuel Macron na semana passada, quando parecia encerrada uma polêmica anterior.

Só para agradar ao chefe e se manter no cargo, no qual tem se saído muito pior do que as esperanças difusas do país levavam, Guedes repetiu a grosseria, já assinada por Bolsonaro, de que Brigitte Macron é feia.

Uma vergonha a mais para o país cuja classe dirigente e a elite, de maneira geral, não cessam de oferecer espetáculos grotescos para o mundo civilizado desde que se constituiu como Nação.

Criar um novo  imposto para irrigar as contas do governo num país em que não há dinheiro para nada mas em que os políticos já se articulam para querer dobrar o fundo eleitoral para 2020 é, no mínimo, uma desfaçatez.

Que os dirigentes cortem na própria pele e o ministro da Economia diga a que veio, enquanto é tempo, além de tentar agradar aquele que lhe deu seu cargo atual.

 

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