11 de julho de 2019, 12:33

EXCLUSIVAO imbatível figurino de Rui Costa de parecer não ser, sendo, a favor da reforma

Foto: Divulgação/Arquivo

Rui, aquele que parece que não é, mas é, a favor da reforma da Previdência

O governador Rui Costa (PT) pode ser considerado o maior artista desta primeira etapa da reforma da Previdência aprovada ontem na Câmara dos Deputados.

Rui reconhece a importância da reforma. Tanto que não só se antecipou e implementou medidas que atendem parcialmente a suas exigências no Estado como liberou, esta semana, sua base para votá-la.

Um dado: dos 29 deputados que a integram, 15 cravaram o sim no painel de votação da Câmara.

Além disso, o governador delegou ao dirigente de um dos partidos de sua base, o senador Otto Alencar, do PSD, a tarefa de negociar apoio ao texto em troca de uma pauta de “ganhos abstratos” para o Estado.

Não obstante, o governador conseguiu aparecer na Bahia como opositor da medida, ao declarar, esta semana, que preferia estar ao lado do povo do que se vender por emendas de “20, de 30, de 40 milhões de reais”.

Uma prova de que seu posicionamento dúbio levou à interpretação, favorável a ele, de que não concorda com as medidas são os ataques que os deputados de seu grupo que votaram a favor da reforma têm sofrido.

Pego para Cristo, Sargento Isidório, do Avante, tem apanhado de lavada nas redes sociais por causa do posicionamento. Já foi chamado de “Judas” e “traidor”, além de outros adjetivos menos nobres.

O mais curioso é que os críticos do voto dos deputados da base de Rui a favor da reforma chegam a considerar incompatível o fato de “os traidores do povo” serem seus aliados fiéis no Estado.

No figurino de parecer ser, não sendo, Rui está mesmo irreconhecível.

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