12 de julho de 2019, 06:52

BRASIL‘Condutas do Aécio traduzem corrupção e não um crime eleitoral’, diz procurador

Foto: Waldemir Barreto / Agência Brasil

Aécio Neves

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) é alvo de um inquérito em São Paulo que apura oito casos de ‘doações’ de dinheiro do empresário Joesley Batista ao parlamentar. O procurador da República Rodrigo de Grandis investiga o caso e afirma que ‘já existem muitos elementos indicativos de crimes contra a Administração Pública e não crimes eleitorais’. “Todos os episódios serão processados aqui, serão investigados aqui em São Paulo. Nada vai para o Eleitoral”, disse em entrevista ao Estadão. “Parece-me claro que lá foram praticados crimes de corrupção e também de lavagem de dinheiro.” No dia 10 de junho, o juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em lavagem de dinheiro e crimes financeiros, negou pedido da defesa do tucano para que o caso fosse enviado à Justiça Eleitora em Brasílial. O magistrado manteve a investigação em São Paulo. Rodrigo de Grandis relata que analisou cada um dos oito casos ‘para verificar se era crime eleitoral ou não’. “Existem meros indícios ou elementos suficientes? A conexão só existe quando você verifica elementos concretos de que o crime eleitoral foi praticado. A análise que nós fizemos indicou que não existia nenhum tipo de crime eleitoral”, declarou. “Muitas vezes o investigado, o acusado ou o próprio colaborador diz que é ‘dívida de campanha’ e, na verdade, não é. Foi a história que foi passada a ele ou a impressão que ele teve. Ele sabia que ele estava dando dinheiro para um parlamentar, visando um benefício qualquer. É um benefício por força do mandato político do parlamentar e isso caracteriza corrupção.”

Estadão

Comentários