12 de julho de 2019, 06:54

BRASILÁlvaro Antônio mantém assessor indiciado por falsidade ideológica

Foto: Christian Rizzi /Fotoarena/Folhapress

Marcelo Álvaro Antônio

Preso no dia 27 de junho no âmbito da Operação Sufrágio Ostentação, que mira supostas candidaturas laranja do PSL, o assessor especial do Ministério do Turismo, Mateus Von Rondon, voltou a dar expediente normalmente no gabinete do ministro, Marcelo Álvaro Antônio, após a soltura. Rondon ficou cinco dias encarcerado sob a acusação de fornecer notas fiscais frias para desviar recursos do fundo eleitoral. Além dele, na ocasião também foram presos Roberto Soares e Haissander Souza, que atuaram como coordenadores da campanha do atual ministro para deputado federal em 2018. Os três foram indiciados pelos crimes de falsidade ideológica, uso indevido de verba e associação criminosa. O ministro não é investigado. As prisões ocorreram no âmbito operação que apura um esquema de candidatas-laranjas nas eleições de 2018 com o objetivo de acessar fundos eleitorais destinados exclusivamente a campanha de mulheres. À época, Álvaro Antônio presidia o PSL no Estado de Minas Gerais. Rondon é o homem de confiança do ministro do Turismo. Ele tem um salário mensal de R$ 13.623,39, que continuou recebendo durante os cinco dias em que ficou preso, entre 27 de junho e primeiro de julho. De acordo com o Ministério do Turismo, a Consultoria Jurídica da pasta está realizando uma análise em precedentes do Supremo Tribunal Federal para avaliar e “cumprir o que determina a lei” sobre desconto de dias não trabalhados em casos de ausências justificadas por decisão judicial que impeça o trabalhador de exercer suas funções. Sobre uma possível exoneração do servidor envolvido no escândalo, o Ministério do Turismo informou, por nota, que aguarda o andamento do processo judicial para não submeter o servidor a uma “condenação sumária sem garantir a ele o direito de ampla defesa”. “Importante ressaltar que o servidor, que ocupa o cargo de assessor especial do gabinete do ministro, responde a suspeitas sobre fatos da campanha eleitoral de 2018, sem qualquer vínculo com as atividades que desempenha no Ministério do Turismo”, reforçou a nota encaminhada pela assessoria.

Estadão

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