27 de junho de 2019, 20:45

ECONOMIAGuedes diz que governo vai liberar R$ 100 bi de compulsório para expandir crédito

Foto: Estadão

'Estamos desestatizando o mercado de crédito', disse Guedes

Após a liberação na quarta-feira, 26, pelo Banco Central de R$ 16,1 bilhões em compulsórios, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira, 27, que o governo pretende liberar mais de R$ 100 bilhões desses recursos no futuro para estimular o crédito privado. “Nosso primeiro desafio é a reforma da Previdência, mas faremos também a reforma tributária e o pacto federativo. Estamos desestatizando o mercado de crédito e ontem (quarta-feira) o Banco Central já liberou compulsórios para aumentar o crédito privado. Vão vir mais de R$ 100 bilhões de liberação de compulsório no futuro”, disse Guedes após encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), também estava presente no encontro. O ministro também citou outras ações em curso no governo. Segundo ele, uma maior competição no mercado de petróleo e gás terá impacto não só para indústria como também no preço do botijão de gás para as famílias. Guedes repetiu que o governo pretende simplificar e reduzir impostos, além de concluir o acordo entre Mercosul e União Europeia e a adesão do Brasil à OCDE. Depois da fala de Guedes, o Banco Central publicou uma nota informando que a ação relativa aos compulsórios ainda está em curso, “sem definições de prazos ou montantes”. “O BC não antecipa decisões ou regulações”, acrescentou a autarquia. Segundo banco, a liberação anunciada na quarta-feira, 26, no valor de R$ 16,1 bilhões, terá efeito no dia 15 de julho deste ano. O BC informou que a redução “estrutural” dos compulsórios faz parte das ações da Agenda BC#, na parte do pilar de eficiência de mercado. “O aprimoramento dos atuais instrumentos de assistência financeira de liquidez, também previsto na Agenda BC#, nos permitirão trabalhar com um nível de compulsórios mais baixo no futuro”, registrou o BC.

Estadão

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