7 de junho de 2019, 12:48

EXCLUSIVAEm reunião com federais, Rui anuncia divisão de cargos regionais e municipais e se diz indiferente a inclusão de Estado em reforma

Foto: Divulgação/Arquivo

Governador Rui Costa se reuniu ontem com deputados federais e estaduais

O governador Rui Costa (PT) disse a deputados federais que para ele é indiferente a inclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência, porque o governo do Estado conseguiu a aprovação pela Assembleia Legislativa de cerca de 75% das medidas necessárias a uma mudança sustentável no sistema previdenciário do Estado, no ano passado.

Pelos cálculos do governador, a única medida que faltou, entre as aprovadas, foi a definição da idade mínima, que ele poderia implementar depois de aprovada a reforma da Previdência no Congresso. A informação foi dada por Rui durante encontro na tarde de ontem com a bancada federal para discutir o assunto e a partilha de cargos estaduais entre os deputados.

No encontro, ele se divertiu com o que alguns aliados definiram como “obsessão” do prefeito ACM Neto e de líderes de seu partido, o DEM, para que Estados e municípios sejam retirados da reforma aprovada no Congresso com o único objetivo de obrigar Rui a se expor e ter que encaminhar uma reforma da Previdência à Assembleia. “Já fiz isso, com coragem, e fui bem sucedido”, disse o governador, segundo relato de um deputado federal.

O governador também teria dito que o comportamento do Democratas baianos mostra que seus dirigentes, Neto incluso, não se preocupam com o país quando está em jogo supostamente constranger adversários. Rui também revelou que a partir de agora os cargos municipais e os regionais serão divididos entre os deputados federais e os estaduais da base do governo.

A bancada federal dividirá os federais, enquanto a estadual os municipais. A medida, segundo ele, é necessária para compensar os deputados de partidos que não conseguem emplacar cargos na administração federal, desde a ascensão de Michel Temer (MDB) à Presidência, dificuldade que se tornou maior com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

A restrição só não atingiu partidos que estão também na base do governo federal, como o PP e o PR, mas eles também serão contemplados, para evitar discriminações.

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